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  • Marceleza  16/05/2013 15:28
    Achei muito interessante... mas despertou uma dúvida em mim... Gostei do termo "propriedade justamente-adquirida", mas acrescentaria aí algo mais: "propriedade justamente adquirida pelo próprio trabalho" !
    Nesse caso, a justa-propriedade não seria decorrente de herança ou exploração, mas fruto do merecimento pelo trabalho individual...
    Foi algo que me vez pensar e agradeço ao MISES por esse gatilho !
    Grato
  • anônimo  16/05/2013 16:34
    Justamente adquirida, significa que foi justo, que não há qualquer crítica a ser feita sobre a ação. Não há porque contornar isso de qualquer forma para se adequar à ideais aos quais você - não necessariamente a senhora/senhorita - deseja que seja.

    O que quero dizer é: tudo o que é trocado/negociado, é necessariamente fruto de seu próprio esforço. Se o que sugere é que fique estabelecido que o mercado - no caso de prestação de serviços - não deve ser considerado justo e legítimo, digo só isso: Apenas homens racionais comerciam. Os brutos só conhecem a força dos músculos - e do chicote.
  • Marceleza  16/05/2013 17:33
    Grato pela cordial resposta, Anônimo. Apenas para esclarecer, não pretendi de nenhuma forma contornar algo para adequar a um ideal que eu nem sei qual o senhor se refere... Apenas desfrutei do texto e gerei hipóteses, as quais decidi compartilhar com o único intuito de buscar uma nova construção...
    Entendo que tais hipóteses se basearam no corpo do texto, que define a Propriedade como fruto do Trabalho, produto da Vida e Liberdade (ambos conceitos individuais por definição), resultado de seu Tempo, Energia e Talento. A parte da Natureza que VOCÊ transforma para o uso valoroso...
    Perceba que estou buscando construir a partir dos conceitos apresentados...
    Muito legal você ter tocado na questão da racionalidade ("Apenas homens racionais comerciam", considerando que um dos princípios fundamentais do conceito "homo economicus" é que o homem está perfeitamente informado e tem conhecimento da totalidade das consequências de todas as possibilidades das ações que se lhe oferecem nesta troca voluntária ! E apenas desta forma não seria explorado, senão brutalmente, como também bem colocou...
    A questão que levantei é que a herança ou transferência unilateral da Propriedade não configura uma troca... e sim uma renomeação da propriedade de forma adversa ao Mérito - Tempo, Trabalho e Talentos...
    PS.: Não entendi a questão da justiça e legitimidade sobre a "prestação de serviço"... labor é labor (fruto de Tempo, Trabalho e Talentos)

    Novamente grato,
    "Sr" Marceleza
  • Bruno  16/05/2013 16:49
    Você está dizendo que, se eu deixar minhas propriedades pro meu filho (herança) isso é injusto? Deveria ser de quem, senão da pessoa que eu escolher?

    E exploração, significa o quê? Se está se referindo à escravidão e impostos, isso já é coberto pela definição do Mises.
  • anônimo  16/05/2013 17:31
    Se a propriedade por herança é injusta então também é você comprar um presente pra sua namorada, ou pros seus pais, ou pagar a escola do seu filho etc
    Ou seja, uma situação absurda.O que é seu você dá pra quem quiser.Só quem se incomoda com isso são os insetos movidos a inveja.
  • alguem  16/05/2013 17:38
    Doações são justamente adquiridas.

    A definição de justamente adquirida é simples: transação voluntária. Isso inclui próprio trabalho direto, investimento de propriedade adquirida anteriormente e também doações. A herança nada mais é que uma doação segundo a vontade do justo proprietário.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  07/06/2013 22:35
    A herança é uma justa propriedade, pois significa transmitir aos parentes ou pessoas de quem gostamos os frutos de nosso trabalho e/ou poupança ou, em outra hipótese, receber os frutos de alguém.
  • Marceleza  16/05/2013 21:02
    Olá a todos...
    Peço desculpas se alguém se sentiu ofendido com o meu comentário inicial... certamente essa nunca foi a minha intenção!
    Da minha parte encerro nessa mensagem minha participação neste tópico.
    Apenas gostaria de reforçar minha parabenização pelos responsável pela criação e divulgação do vídeo "A Filosofia da Liberdade", o qual considerei no mínimo provocante, por promover em minha pessoa um saudável estímulo para rever "conceitos pré-concebidos" e questionar velhos paradigmas...
    Infelizmente não me sinto mais confortável para prosseguir com o debate... talvez tenha criado interiormente uma expectativa mais revolucionária - considerando um grupo que questiona os paradigmas impostos pela sociedade atual.
    Salvo em trechos pontuais, considerei os comentários um pouco reacionários - protetores do status quo - e pouco construtivos no tocante a desconstruir velhos conceitos para reconstruirmos idéias e hipóteses para uma sociedade mais justa e igualitária.
    Acredito que o Mises tem muito a contribuir para esse trabalho e assim tem feito.

  • Rudson  16/05/2013 23:52
    "considerando que um dos princípios fundamentais do conceito "homo economicus" é que o homem está perfeitamente informado e tem conhecimento da totalidade das consequências de todas as possibilidades das ações que se lhe oferecem nesta troca voluntária ! E apenas desta forma não seria explorado, senão brutalmente, como também bem colocou..."

    Mas a Escola Austríaca rejeita terminantemente essa ideia de perfeito conhecimento. Ela reconhece que não é possível qualquer pessoa - por mais esclarecida que ela seja - deter todo o conhecimento existente sobre o mercado e sobre as conseqüências de suas ações. E mais: caso fosse possível que as pessoas detivessem tal conhecimento, a economia seria estática e não faria sentido estudar os problemas econômicos.

    A noção de "homo economicus" é absolutamente estranha à Escola Austríaca.

    Quanto a doação e a propriedade justamente adquirida: tudo o que tu adquire de forma não coercitiva é algo justamente adquirido. Se tu realizar um trabalho, produzir algo, e, em razão do teu próprio livre arbítrio, decide DOAR isso para alguém, não há nada de errado nisso. A pessoa que receber esta propriedade sua não a está adquirindo de forma injusta, já que a ação é voluntária.

    Injustamente adquirida é a propriedade fruto do roubo, extorsão, escravidão, etc, quando não há portanto uma relação voluntária
  • Marceleza  17/05/2013 11:30
    Grato pelo esclarecimento !


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