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segunda-feira, 3 fev 2020
Podcast 396 - Perspectivas da política americana (Ana Paula Henkel)
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Rodrigo Marinho entrevista a ex-jogadora de vôlei, medalhista olímpica pela Seleção Brasileira, e comentarista política Ana Paula Henkel, que hoje mora nos Estados Unidos. 

Ana Paula comenta um pouco sobre o cenário da política americana, da tentativa de impeachment de Donald Trump e as projeções para as eleições que lá ocorrerão em novembro deste ano.

Formada em Arquitetura pela Universidade de Los Angeles, Ana Paula atualmente é colunista da Revista Crusoé e faz parte do elenco do "Programa Mulheres da Pan", da Rádio Jovem Pan.

*Citado no episódio: 
Link do documentário "Livres para Escolher" de Milton Friedman, no YouTube: clique aqui




  • Jorge Coelho  07/02/2020 22:35
    Eu já era fã de Ana Paula e, desde a entrevista na Jovem Pan, virei fã incondicional.
    Parabéns, Ana Paula,
    Parabéns ao Mises Brasil;
    Excelente Podcast.
    É possível ter acesso ao curso por ela citado no começo da entrevista?
  • Matheus S.  20/06/2020 16:43
    Excelente podcast.

    Realmente concordo com Ana, o Sanders era realmente adversário político muito forte por conta da influência sobre os universitários e os mais jovens de modo geral. Acredito que Trump tenha visto isso como uma ameaça a sua reeleição e escolheu Biden e criou uma certa animosidade entre eles para a mídia criar esse cenário perfeito, em que seriam obrigados a terem que criar um candidato anti-Trump, que na verdade foi criado pelo próprio Trump.

    Certamente, se foi isso que ocorreu, Trump é um gênio político. Biden como candidato é mais moderado do que Sanders e Warren, mas não tem a mesma força política que os dois socialistas, e sabe também que Biden sendo como moderado politicamente, nunca teria o apoio necessário de Sanders e Warren e de seus eleitores por considerá-lo conservador demais. Trump viu que teria que criar um cenário em que a mídia tivesse que escolher o Biden como um candidato anti-Trump e esse esforço midiático foi realmente necessário para criar o candidato perfeito para ser derrotado por Trump na reeleição.

    De Janeiro até Junho, muita coisa mudou. Trump fortaleceu o seu apoio junto ao GOP, pois esse apoio não era unânime, e criou o candidato anti-Trump perfeito, porém pode surgir um cenário em que essa briga possa ser considerada difícil de se ganhar, a Michelle Obama como vice de Biden.

    Obama ainda tem muita influência eleitoralmente no país, e Michele disse que poderia ser vice de Biden se concordar que em 2024 ela seria a candidata presidencial, e isso certamente é um perigo tanto para a reeleição de Trump quanto para o GOP na eleição de 2024, se de fato isso se concretizar. Se 8 anos de governo Obama transformou o mundo radicalmente em um cenário perigoso e instável, mais 8 anos da mesma política fariam um estrago no mundo, ainda mais se levarmos em conta que estamos no meio de uma crise global.

    Sendo assim, vejo a Michelle sendo vice de Biden como um perigo que Trump e o GOP devem se preparar, e isso deve reformular a própria plataforma de Trump, eu sinceramente defendo que ele mude o seu vice para algum político republicano mais influente do que Pence, mas se tratando de Trump podemos esperar de tudo. O cara realmente é um político anti-mídia e nada parece ser impossível para ele.

    Esse é o horizonte que eu vejo politicamente nos EUA.

    Apenas uma observação que a Ana fez sobre a política externa americana. Eu concordo que se os EUA se isolarem, o mundo seria terrivelmente instável, eu apenas vejo o exemplo da década de 30 em que de fato havia um mundo multipolar, e o resultado foi a SGM com países destroçados, milhões de mortos e mais 50 anos de Guerra Fria. O mundo unipolar é um perigo, mas um mundo multipolar pode ser considerado ainda mais perigoso.


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