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segunda-feira, 18 jun 2018
Podcast 321 - Democracia e liberdade em tempos de crise (Dennys Garcia Xavier)
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Não faz muito tempo que os militantes de esquerda que lecionam nas universidades estatais de vários cantos do país criaram cursos que pretendiam legitimar academicamente a tese furada de que o impeachment de Dilma Rousseff foi um golpe contra a democracia. Muitos denunciaram e reagiram nas redes sociais. 

Mas houve também reação acadêmica, que, apesar de ínfima, foi corajosa e necessária. Integrantes da UniLivres criaram o curso de extensão “Democracia e Liberdade em Tempos de Crise: Impeachment e Ciência na Universidade Brasileira” cuja finalidade é dar uma resposta científica aos cursos sobre o impeachment promovidos em universidades país afora por docentes da esquerda.

Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, o coordenador do curso Dennys Garcia Xavier, doutor em Filosofia e professor, explica o caráter científico, suprapartidário e a abordagem técnica do curso e fala sobre as aulas ministradas pelos professores Ubiratan Jorge Iorio (economia),  Anamaria Camargo (educação), Fernanda Sylvestre (literatura), Janaína Pachoal (direito) e Dennys (filosofia).

Todo o curso está disponível gratuitamente onlinee quem se inscreveureceberá certificado com carga horária de 5 horas emitido Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde Dennys é docente.

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A música da vinheta de abertura é “Gotham” executada pelo guitarrista Eric Calderone.

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  • Cesar Ramos  08/12/2009 15:10
    Keynes propugnava irrigar a economia com dinheiro fabricado sem lastro,e assim os governos puderam introduzir as "políticas sociais" da década de 30, (ainda vigentes!) sob o argumento da ameaça comunista. Este programa incluia municiar os bancos com o mesmo critério. Para ele inflação não vinha ao caso, por que a longo prazo estaríamos todos mortos. Evidentemente que causa uma distorção no mercado. \nMas taxas de juros se acentuadas, causa a depressão, por inibir a circulação; e se nula, ou baixa, estimula os fluxos, seja por gasto, (na verdade o dinheiro não se gasta, só muda de mãos)ou por investimentos produtivos. \nTaxas baixas favorecem a especulação, mas se os juros forem altos, favorecem ainda mais, porque diminuindo a demanda, restará aos bancos aplicarem o "excedente" no mercado especulativo, futuro, uma subversão de função, fato hoje praticado no Brasil, ao sacrifício da cadeia produtiva. Há unanimidade em observar: O processo de deflação pode ser iniciado, ou agravado, pela baixa oferta de moeda. É o que assistimos, malgrado a enxurrada publicitária, nos níveis de pequena e média empresa, e periferias.
  • Thiago  11/12/2009 06:38
    "Ele joga a culpa no seu "espírito animal": os investidores por algum motivo perdem maciçamente a confiança em tudo. Mas ele não explica o motivo dessa onda de pessimismo"\n\nMarx explica...\n\ne é o óbvio: a produção não é dirigida pelo consumo, mas pela expectativa de lucro. Se o lucro pelo excesso de acumulação é impossível, inicia-se a depressão. O resultado é indústia ociosa de um lado, e avidez por produtos do outro.\n\nPreferencia dos Consumidores?\n\nQuê consumidores?\nO consumo depende da renda\na renda do investimento\no investimento da pespectiva do lucro\nSe há abarrotamento de capital e produtos invendáveis\nNão há porque fazer investimentos\nDemite-se\nPerd-se renda\nDeixa-se de consumir\ne A crise está inslalada\n\nacreditar em preferencia do consumidor como catalizador da produção é muita ingenuidade...os neoclássicos que me desculpem, mas criaram uma teoria num capitalismo de mentirinha
  • Leandro  11/12/2009 07:10
    Thiago, e o que causa essa ociosidade industrial? Por que é que as coisas iam vindo bem na economia até que, de repente, BUM!, a depressão surge? Por que é que, repentinamente, todos os investimentos se comprovam errados? O que fez com que todos os empreendedores investissem tão mal assim? É normal que um ou outro setor da economia apresente oscilações econômicas, mas como explicar quando essas oscilações ocorrem em toda economia (que é o que ocorre numa depressão)?

    Será que os consumidores simplesmente ficam esquisitos e param de consumir, dando início à depressão? Assim, tudo do nada?

    Ou será que há algum fator externo (manipulação dos juros por um banco central, talvez?) enviando falsos sinais que provocam descoordenação no mercado?

    Como você parece estar chegando aqui agora, recomendo a leitura dos artigos na nossa sessão 'Artigos Para se Entender a Crise' (http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=8), no mínimo os cinco primeiros.

    Caso esteja apressado, pode ler também essa postagem de blog, que faz uma síntese de tudo: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=400

    Em tempo: não somos neoclássicos. Estes são tão perniciosos quanto os keynesianos (ao passo que os marxistas são bons para nos divertir).
  • Thiago  11/12/2009 10:26
    Oi Lenadro, obrigado pela pronta resposta. Vamos lá: o quê que faz com que a indústria fique ociosa? O que faz com que os investimentos se mostrem euivocados? O fato de que não são dirigidos ao consumo, mas à perspectiva de lucro. Se reproduz investimentos para ampliar ganhos de capital, em suma, se produz para produzir mais. Quando este processo se exaure e não é mais comportado invibializa-se o reinicio do processo. O resultado é indústria ociosa e com estoques lotados de um lado e uma massa de consumidores sem consumir de outro. É irracional, não é? Como pode existir consumidores ávidos de um lado e estoques lotados e parados de outro? É a prova de quê a produção é dirigida a ela mesma. O consumidor não decide o que consome, mas consome o que lhe é dirigido. Dentro do que é dirigido ele escolhe, mas oferta e procura acaba aí. Em outras palavras, escolhemos entre as cartas que nos são dadas.

    99% dos produtos são inventados pel indústria. Cria-se necessiaddes. Ou não somos a sociedade do marketing e do telemarketing. Se a Preferência dos Consumidores guiasse nossa economia, não receberíamos todas semana ligação e mais ligação de telemarketing tentando empurrar-nos produtos ávidos por realização. Por que Dubai quebrou? Por que os investidores erraram? Porque lanca-se no jogo para tentar lucro, e por mais modelos matematicos que inventemos como a produção é guiada pelo lucro ela ocorre em escala cada vez mais ampliada em conexão cada vez menor com a capacidade de consumo.

    Por que os bancos cederam credito a quem não pdoe pagar nos EUA? Por que o banco pensa na preferencia do consumidor e de consumidor produtivo ou porque, abarrotado de capital ocioso, precisa valorizá-lo a qualquer custo? A visão microeconomica dos agentes em busca de lucro é tudo menos racional. produz-se para tentar o lucro, empresta-se pare tentar o lucro e para garantir consumo que nos é empurrado todo dia por todos os canais de midia.

    Quando o sistema se esgota, se esgota o motivo. Sobra ociosidade e abarrotamento de um lado e falta do outro. É preciso destruir-se parte do abarrotamento, é preciso quebra de empresas concorrentes e destruição de capital ocioso e excedente.

    Nos somos peças de um sistema que tem lógica própria (lucro). A AÇÃO HUMANA infelizmente tem muita pouca margem para manobra. Sabe qual é o espaço para essa manobra Lenadro? O Estado.

    Por isso keynes recomenda que o Estado nesse momentos de esgotamento fomente "artificialmente" demanda, para que o volte a existir sobre o olhar limitado microeconimico o motivo que o leva a produzir: possibilidade de lucro.

    Gera inflação?

    Gera.
    Crédito também embora o crédito também garanta boa parte do consumo.

    Não sou especialista em von Mises, mas me parece que há uma boa dose de neoclassicismo quando se fala em Preferência dos Consumidores num sistema em que na verdade ele é guiado e criado pela produção. Sua preferencias são limitadas e só funcionam dentro dos limites impostos pela produção.
  • Thiago  11/12/2009 10:39
    Oi Lenadro, escrevi seu nome errado por pressa na digitação, desculpe.

    Qto à Marx, acho que não devemos descartar um pensador do porte dele quando como apaixonados por Teoria Econômica nós devemos procurar abir nossos horizontes.

    Especialmente neste caso, é o velho barbudo quem já respondeu e responde às suas perguntas...

    :)
  • Leandro  11/12/2009 10:42
    Thiago, infelizmente você tergiversa a clássica ladainha keynesiana vomitada por acadêmicos que não se dão ao trabalho de estudar outras escolas de pensamento, tão arrogantes que são de acharem que só presta aquilo que sabem.

    Você continua sem responder o que faz com que haja todo um aglomerado simultâneo de erros em toda a economia. A sua resposta ("O fato de que [os investimentos] não são dirigidos ao consumo, mas à perspectiva de lucro") é, perdoe-me, risível. Só há perspectiva de lucro se houver a perspectiva de que haverá consumo, não? Ou eu estou completamente fora de mim?

    Ademais, por que esse processo iria se "exaurir" do nada e ao mesmo tempo em todas as áreas da economia? Falar que a produção é dirigida pra ela mesma não explica o fato de toda a quebra ocorrer simultaneamente.

    E o que é pior: em momento algum você fala dos juros, o preço mais importante da economia. Falar que buscar o lucro "é tudo menos racional" realmente não algo muito científico.

    Enfim. isso é consequência de um ambiente acadêmico intelectualmente putrefato. Tem cura, mas exige esforço.

    Abraços!
  • Marcelo  01/07/2017 02:52
    Por que todos neste blog têm a mania de desdenhar de quem discorda? Parecem trollzinhos.

    O colapso do mercado de capitais nos EUA durante a crise do subprime é puramente um efeito manada: notícias negativas causam pânico e escalada ao resgate de reservas de valor, e o mercado de capitais foi interpelado pela crise sistêmica de liquidez no sistema financeiro.

    A interdependência dos agentes em um sistema financeiro não permite que a insolvência de um deles não atinja o outro. Deixar que um quebre pode gerar uma quebradeira em cascata, e você bem sabe disso. Então dizer que

    "Em uma depressão, obviamente, vários negócios vão à falência. Ao falirem, eles liberam recursos - que até então estavam sendo mal utilizados - para ser empregados em outras atividades que farão com que as demandas do consumidor sejam mais bem satisfeitas. Se houver um aumento nos gastos do governo com o intuito de tentar estimular essas empresas falidas, as preferências dos consumidores serão prejudicadas."

    simplesmente ignora o efeito sistêmico que a falência de um agente no sistema financeiro pode causar. Keynes sabia que alguns bancos podres seriam inundados com crédito, mas era um mal necessário para o bem de todo o sistema.
  • Sirkis  01/07/2017 04:06
    Errado. Nada disso aconteceu em 2008 nos EUA.

    David Stockman -- talvez o maior insider da política americana -- contou tudo o que ocorreu nos bastidores em seu livro, o qual foi resenhado neste artigo:

    Alguns detalhes pouco conhecidos da crise financeira de 2008


    Quanto ao que causou a crise, sugiro este artigo:

    Como ocorreu a crise financeira americana
  • Escola de Campinas  01/07/2017 19:29
    Um dos maiores economistas que o Brasil tem previu a crise de 2008, esse homem se chama Delfim Neto.

    Delfim Neto previu a crise de 2008

    E mais, um outro economista influenciado por Keynes também disse o mesmo, só que em 2005, ele é o Nouriel Roubini.

    Desistam, o Brasil jamais será neoliberal.

  • Henrique  01/07/2017 20:08
  • Thiago  11/12/2009 10:53
    Leandro:

    um copo só transborda quando enche!

    E JURO BAIXO NÃO É CAUSA, MAS CONSEQUÊNCIA.

    Não é à toa que hoje os juros são baixos no mundo inteiro

    Excesso de capital

    respondido

    e não precisamos brigar. Apenas debater já é legal.
    abs
  • Leandro  11/12/2009 20:58
    "E JURO BAIXO NÃO É CAUSA, MAS CONSEQUÊNCIA". "Pronto, refutei".

    Hehe. Quer dizer então que manipulção dos juros não possui efeito algum durante o processo de expansão econômica, e só se manifesta após o início da recessão? E pior: justamente na recessão há "excesso de capital"?

    Não estou brigando, mas realmente é de se assustar com o que é produzido nas universidades.

    Enfim, boa sorte pra nós.
  • Emerson Luis, um Psicologo  30/12/2013 11:28

    Claro, vamos salvar o capitalismo do socialismo socializando o capitalismo!

    NADA no Universo pode expandir-se para sempre sem entrar em colapso! É uma lei da natureza da própria infraestrutura da realidade (física, química, termodinâmica, cibernética).

    * * *
  • Ciente  27/02/2016 20:31
    Esse artigo deve ser lido por todos.


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