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sexta-feira, 10 jun 2016
Podcast 222 - Bruno Souza

selo01.jpgPODCAST 222 – BRUNO SOUZA

 

Duas boas notícias vindas de Santa Catarina: 1) foi criada recentemente a versão catarinense do Instituto de Formação de Líderes (IFL), que já existe em São Paulo e em Belo Horizonte, e 2) a entidade vai realizar na semana quem vem, no dia 18 de junho, o primeiro Fórum Liberdade e Democracia.

 

Bruno Souza, que é empresário e presidente do IFL-SC, concedeu esta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil para falar sobre o instituto e a respeito do evento cujo título é “O Ajuste Inevitável” e contará com palestrantes reconhecidos em suas áreas, alguns dos quais já entrevistados por este podcast (Andrea Faggion, Alberto Oliva, Renata Ramos). Segundo Bruno, “o Fórum tem como objetivo dar mais amplitude e alcance para as ideias que estudamos e defendemos nos encontros de formação de associados realizados pelo IFL-SC”.

 

***

 

A música da vinheta de abertura é o tema da série Sherlock (BBC) executada pelo guitarrista ? Eric Calderone.

 

***

 

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  • Luciano A.  17/11/2012 16:20
    excelente artigo,

    eu já vi marxistas usarem trechos de Adam Smith para validar as teorias do valor trabalho e da mais-valia. Eu sempre estranhei como um autor que é considerado pró-livre mercado pudesse escrever tais coisas. Só agora eu entendi porque.
  • Sergio RR  07/12/2012 13:26
    Excelente artigo.

    Lembrei de minhas primeiras aulas de economia quando o professor falou que a Economia era a única ciência que tinha data de fundação, referindo-se a Smith.

    Esse site é uma fonte inesgotável de conhecimento.

    Seria interessante se tívesse uma espécie de catálogo do artigos por assunto, pois um artigo leva a outro.

    Obrigado IMB.
  • Mercado de Milhas  07/12/2012 14:00
    Quem leu sabe. Adam Smith é o maior de todos. O pai da ciência econômica. Todos os "grandes" depois dele, leram Adam Smith. Nada confuso, muito pelo contrário. Sabedor que o assunto era um tanto quanto abstrato e interligado, fez questão de explicar cada detalhe com a preocupação de passar o conhecimento, sem se preocupar com a estética do livro (separação de capítulos).

    Sinto informar aqui, mas a teoria do valor trabalho é a correta. E, sinto informar aos Marxistas que isso não significa exploração dos trabalhadores.

    Tem que ler.
  • Catarinense  08/12/2012 09:45
    E quanto aos grandes antes dele? Como disse Rothbard no artigo acima, o que Adam Smith escreveu de certo, ele copiou, e o que ele, de fato, criou, estava errado. E isto definitivamente não é algo que caracterizaria alguém como o pai de algo, ou o maior de todos. Ainda mais considerando que o que ele criou levou ao surgimento da ideologia mais sangrenta da história.


    Ps. Tinha uma resposta do Leandro aqui já, mas aparentemente desapareceu...
  • Leandro  08/12/2012 10:09
    A teoria do valor-trabalho é correta?! Pois então seja coerente e mostre que você acredita nela: passe um dia inteiro cavando um enorme buraco na sua rua. No dia seguinte, passe novamente todo o dia cobrindo-o. No terceiro, fique sentado ali com um chapéu na mão, esperando a contribuição das pessoas. Segundo a teoria do valor-trabalho, você será muito bem remunerado, pois fez algo extenuante, que exigiu uma enorme quantidade de trabalho.

    Só que todo esse todo trabalho que você teve para cavar um enorme buraco terá um valor enorme apenas para você; para mim e para as outras pessoas, terá um valor zero. Afinal, o valor das coisas é subjetivo e independe da "quantidade de trabalho" embutida em sua produção. Valor-trabalho e valor subjetivo são coisas mutuamente excludentes.

    E se ainda não se convenceu deste exemplo, vá a uma universidade em final de semestre e diga a um aluno desesperado que você tem uma cópia da prova final e está vendendo. Garanto que ele estará disposto a pagar um preço bem alto para você. Como a teoria do valor-trabalho explicaria o alto valor dessa prova? Eu sei explicar: o valor é subjetivo. A cópia da prova vale muito para o aluno desesperado. Já você não conseguirá explicar o alto valor dessa prova; afinal, você não colocou trabalho nenhum nela. Você apenas tem em mãos um papel pelo qual você nada trabalhou.

    Abraços!

    P.S.: Smith inventou a teoria do valor-trabalho por influência de seu calvinismo, religião que dá ênfase ao trabalho duro e exaustivo como sendo não apenas algo bom, mas também um grande bem em si mesmo, ao passo que o prazer oriundo do consumo é, na melhor das hipóteses, um mal necessário, um mero requisito para se dar continuidade ao trabalho e à produção. Quem desconsidera a influência da religião na história do pensamento econômico está vivendo de ilusão.
  • David Augusto Gimenez  04/04/2016 19:28
    Excelente publicação!

    A religiao teve uma influencia cirurgica na teoria economica... muito bem lembrado! bravo!
  • Mercado de Milhas  10/12/2012 08:51
    Caro Leandro, preço é uma coisa, valor é outra. Tem uma conexão, mas são coisas distintas. Cavar e tapar buracos não gera nenhum valor. Não sou um idiota Keynesiano que acredita nessas coisas estúpidas.

    Também não creio na sua afirmação de que "Valor-trabalho e valor subjetivo são coisas mutuamente excludentes."

    Acredito que a teoria do valor-trabalho melhor se aplica quando se vive numa época de escasses de coisas importantes e a teoria do valor subjetivo cresce a medida que os supérfluos ganham espaço. Ao meu ver, a teoria do valor-trabalho é a correta, talvez precisando de alguns ajustes para incorporar a subjetividade.

    Oxigênio, água e comida não são a mesma coisa que ferraris, iates luxuosos, etc. Uma pessoa não valoriza deixar de beber água para comprar uma ferrari. Ninguém faz isso. Não há subjetividade em coisas essenciais.

    Leia Adam Smith. Tem que ler. Seu "mestre" leu. hehehe

    E viva o maior de todos! Sir. Adam Smith.

    Abs!

  • Leandro  10/12/2012 09:29
    Viu a contradição? Você está no deserto, faminto e com muita sede. Aí você avista uma barraca vendendo uma garrafa de água gelada, um prato de comida e um iate de luxo. Por quais destes itens você estaria disposto a pagar o maior preço? E isso não seria uma subjetividade de sua parte?

    Por que um iate de luxo custa caro na cidade e poderia não ter valor algum no meio do deserto? Por que uma garrafa d'água é barata na cidade e no deserto pode custar uma fortuna? A quantidade de trabalho utilizado na manufatura de ambos os itens não mudou. Mas seu valor se alterou radicalmente de acordo com a subjetividade do comprador.

    Leia Adam Smith à vontade. Mas contextualize suas ideias de acordo com a época em que foram escritas.
  • André Caniné  10/12/2012 10:42
    Artigo grandioso! \r
    Não compreender a teoria do valor subjetivo é se recusar a conhecer uma grande verdade econômica.
  • Valter Duarte Ferreira Filho  08/02/2014 01:50
    Aguardem a publicação de meu livro ECONOMIA: OBSTÁCULO EPISTEMOLÒGICO (estudo sobre as raízes políticas e religiosas do imaginário liberal). Antecipo que é trabalho em torno da descoberta que fiz: Economia (realidade econômica) não existe. A origem da crença nessa irrealidade vem de argumentos políticos com fundamentos religiosos, entre os quais os de Adam Smith.
  • Marconi  10/02/2014 01:05
    Este artigo deveria ganhar o prêmio de pior artigo da história do Mises. Inveja pura!

    Não reconhecer Sir. Adam Smith é de uma idiotice completa. Tenho certeza que quem o critica, não o leu. E, se leu, não entendeu.

    Leitura indispensável. Simplesmente disparado o maior de todos os economistas.

    --- Sobre a base do sistema capitalista: ---

    "Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter."

    "Todo indivíduo está continuamente esforçando-se para achar o emprego mais vantajoso para o capital que possa comandar. É sua própria vantagem, de fato, e não a da sociedade, que ele tem em vista. Mas o estudo de sua própria vantagem, naturalmente, ou melhor, necessariamente, leva-o a preferir aquele emprego que é mais vantajoso para a sociedade."

    "A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou."

    "Aqueles que mais cedo estão em condição de fruir sua compensação, mais cedo terão gosto pelo trabalho."

    "O único uso [legítimo] do dinheiro é circular bens consumíveis."

    "Proibir um grande povo, porém, de fazer tudo o que pode com cada parte de sua produção ou de empregar seu capital e indústria do modo que julgar mais vantajoso para si mesmo é uma violação manifesta dos mais sagrados direitos da humanidade."

    --- Papel do estado ---

    "Pouco mais é necessário para erguer um Estado, da mais primitiva barbárie até o mais alto grau de opulência, além de paz, de baixos impostos e de boa administração da justiça: todo o resto corre por conta do curso natural das coisas."

    --- Sobre a divisão do trabalho (A grande causa da riqueza das nações): ---

    "Tomemos um exemplo de uma manufatura insignificante, mas na qual a divisão do trabalho tem sido frequentemente notada, o fabrico de alfinetes; um operário não treinado nesta atividade[...], mal poderia talvez, ainda que com maior diligência, produzir um alfinete num dia e não seria, com certeza, capaz de produzir vinte.[...] Um homem puxa o arame, outro endireita-o, um terceiro corta-o, um quarto aguça-o, um quinto afia-lhe o topo para receber a cabeça; o fabrico da cabeça requer duas ou três operações distintas; [...] Eu próprio vi uma pequena fábrica deste tipo, que empregava dez homens [...] embora fossem muito pobres e não se encontrassem, por isso, muito bem apetrechados com a maquinaria necessária, eram capazes de produzir entre eles, quando nisso se empenhavam, cerca de doze libras de alfinetes por dia. Assim, aqueles dez homens produziam em conjunto mais de quarenta e oito mil alfinetes num dia."

  • anônimo  11/02/2014 15:11
    Esse "mercado de milhas" não desiste. E não aprende, também. Vá ler Mises, Marconi. Quem sabe assim você consiga entender os pontos levantados pelo Rothbard neste artigo.

    Ah, Marconi, o fato do cara ter tido alguns ótimos acertos não o torna imune de qualquer crítica, acima de qualquer questionamento ou mesmo que ele tenha errado em outros pontos. Idiotice é se comportar que nem adolescente birrento que teve o time de futebol criticado.

    Amadureça. Estudar ajuda nisto.
  • Emerson Luis, um Psicologo  06/04/2014 19:40

    Ainda não li os dois livros de Smith, mas já vi muitas explicações sobre eles. Existem pensadores que criam uma nova ideia e existem pensadores que sintetizam as ideias de diversos outros pensadores. Ninguém é 100% inovador.

    "...enquanto que no Livro I a divisão do trabalho é aclamada por expandir a vivacidade e a inteligência da população, no Livro V ela é condenada por levar à sua degeneração moral e intelectual, à perda de suas 'virtudes intelectuais, sociais e guerreiras'"

    Os dois fenômenos ocorreram e ocorrem. Tudo tem seus prós e contras, vantagens e desvantagens.

    Os artesãos da Idade Média planejavam, executavam e avaliavam o seu próprio trabalho e extraíam realização existencial dele. Mas a maioria das pessoas era pobre.

    A divisão de trabalho após a Revolução Industrial elevou a produtividade e a qualidade de vida. Mas um grupo planeja, outro executa e mais outro avalia e ninguém extrai satisfação. O desafio é combinar os benefícios da sistematização com o resgate da integração desses quatro aspectos no trabalho.

    * * *
  • Yonatan Mozzini  29/10/2014 12:02
    "Mas para Smith, a divisão do trabalho assumiu uma importância excessiva e agigantada, relegando às sombras questões cruciais como acumulação de capital e o crescimento do conhecimento tecnológico. Como Schumpeter demonstrou, nunca para um economista anterior ou posterior a Smith a divisão do trabalho adquiriu tal posição de predominante importância."

    Apesar de alguns aspectos obscuros e até errados da obra dele, creio que o fundamental é o aspecto normativo da obra, que é o liberalismo econômico. Talvez as questões de acumulação de capital e inovação tecnológica estivessem na mente dele quando quando escreveu sua obra magna, visto que a divisão do trabalho faz surgir cientistas especialistas de cada área (engenharias, medicina, etc), que por sua vez, promoverá a melhor utilização dos recursos escassos e o aumento do padrão de vida da população.
  • Pedro Ivo  30/10/2014 11:29
    Talvez, à época de Smith, 'crescimento do conhecimento tecnológico' e 'inovação' não estivessem claros, quanto posteriormente estiveram, como fontes de incremento de produtividade. Até aquele momento ainda havia quem só considerasse a terra fonte de riqueza, ou mesmo como bem de capital (pois os d+ bens apenas transformavam o que a terra fornecia). Não sei o que economistas anteriores à Smith (Cantillon, Lugo, Hume e Mariana) pronunciaram a respeito, mas valeria conferir se tópicos como crescimento do conhecimento tecnológico e inovação já eram claros à época como fontes de incremento de produtividade.

    [b]Alguém sabe algo a respeito?
  • Pedro Ivo  06/11/2014 17:19
    Para quem gosta de história da economia, houve um pastor luterano sueco-finlândes de nome Anders Chydenius(Antes de Adam Smith estuvo Chydenius) que antecipou muitas das idéias de Smith
  • Marconi Soldate  05/11/2014 15:27
    Parece que o Delfim leu meu comentário aí acima sobre Adam Smith. rsrsrs

    www1.folha.uol.com.br/colunas/antoniodelfim/2014/11/1543410-economia-politica.shtml
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  04/04/2015 15:21
    Excelente Adam Smith.
  • Daniel Ribeiro  22/02/2016 17:51
    Cara, eu já li muitas bobagens sobre o Adam Smith, mas nunca alguma com tamanha quantidade de absurdos. Não dá nem pra refutar o artigo inteiro, porque teria-se que refutar linha por linha. Então, vou comentar apenas alguns pontos importantes (e sobre os quais minha paciência permite escrever).

    1 - Nenhum professor sério de economia, nem de Sociologia, jamais afirmou que a Ciência Econômica começou com Adam Smith. Se o teu professor te falou isso, ele faz parte de uma minoria (muito pequenininha) de idiotas. Não serve de base.

    2 - A ciência econômica não existia desde os escolásticos medievais, e nem a partir de Cantillon, e nem se pode falar de uma "ciência econômica" com Adam Smith. Esta ciência foi surgindo gradativamente durantes séculos e séculos (inclusive com os escolásticos), mas só foi tomando ares de "ciência" a partir do final do século XIX e início do século XX.

    3 - "O problema é que ele não originou nada que fosse verdade, e tudo que ele originou estava errado"

    Velho, não tem nem como refutar um absurdo desses. Quem escreveu isso não deve ter lido muita coisa do Smith. Vá ler, por favor!

    4 - "Adam Smith foi um desavergonhado plagiador"

    Outro absurdo. Smith reconhecia sim contribuições de seus antecessores e contemporâneos. Mas não era prática muito comum, para a época, citar fontes como nós fazemos hoje em artigos acadêmicos, livros científicos, etc. Esse comentário é totalmente descontextualizado.

    5 - "Smith sofria de um complexo de Colombo, e acusava amigos próximos de estarem plagiando-o"

    De fato algumas ideias dele (Smith) foram plagiadas. Mas, como se diz: "Embaixo do Sol não há nada novo". Ele convivia bem com isso.

    6 - "Pois Smith não apenas não contribuiu com nada de valor para o pensamento econômico, como também sua economia foi uma grave deterioração da economia..."

    kkkkkkkkkkkkkkk

    Não dá pra levar a sério um cara desses.

    Veja bem: mesmo que aceitássemos a tese (absurda) de que Smith não teria escrito nada de novo, o simples fato de ele ter sistematizado ideias anteriores e contemporâneas à sua já demonstram que ele contribuiu com alguma coisa. Se levarmos esta argumento absurdo adiante, de que "não contribuiu com nada", então nem o Mises contribuiu com coisa alguma, porque tudo o que ele escreveu, ele tirou de alguém. Nem o Hoppe, que se baseou em tantos outros. Nem ninguém.

    Mas a contribuição do Smith está em muito mais do que apenas sistematizar. Ele de fato analisou com uma capacidade quase genial a economia de seu tempo, e foi capaz de escrever de forma simples, direta e correta.

    7 - "A Riqueza das Nações exerceu no mundo um impacto tão colossal que todo o conhecimento de economistas anteriores foi apagado"

    Vixi, quanta bobagem. Nenhum conhecimento anterior foi apagado, todos foram reconhecidos. Só que nenhum dos economistas anteriores a Smith escreveu com tanto brilhantismo, e é isso que não aceitam. Morram de inveja...

    8 - "Pois o tão reverenciado A Riqueza das Nações é um livro enorme, prolixo, rudimentar e confuso, repleto de ambiguidades e profundas contradições internas."

    Então o "jênio" que escreveu essas bobagens, ou algum outro "jênio" de plantão, poderia mostrar para nós algumas dessas "ambiguidades", "confusões", etc.
    Na boa, os caras não entenderam uma obra tão simples como "A Riqueza das Nações", e ficam falando merda. Até o Marx entendeu (pelo menos boa parte dela).

    9 - "História da Análise Econômica (1954) de Joseph A. Schumpeter surgiu como um autêntico arrasa-quarteirão"

    Schumpeter escrever algo e o cachorro do vizinho latir, é quase a mesma coisa.

    10 - "O livro de Steuart seguia essa tradição. Quase nada falava sobre economia; encarregava-se apenas de fazer apelos para maciças intervenções governamentais e planejamentos centrais totalitários, desde detalhadas regulações do comércio, passando por um sistema de cartéis compulsórios até chegar a políticas monetárias inflacionistas. "

    Outro autor deturpado. A contribuição de Steuart foi só essa mesmo? Rapaz, tem que ler antes de postar bobagens.

    11 - Agora essa é pra pensar um pouco. Smith NÃO foi um defensor da teoria da valor trabalho. Ricardo sim, Marx sim, Steuart sim, e vários outros, mas não Smith. Essa é outra deturpação que fazem do Smith. E muitos, por não compreenderem, julgam sua obra "obscura", "confusa", etc.
    Quando Smith fala da "quantidade de trabalho", não está se referindo a uma quantidade dada em horas, mas ao nível alcançado pela divisão do trabalho numa sociedade, a qual está diretamente associada ao acúmulo de capital e ao grau de desenvolvimento das forças produtivas. Assim ele entendia a riqueza.

    Agora, fica a dica para o pessoal: leiam a obra "A Riqueza das Nações", e tirem suas próprias conclusões, antes de saírem por aí deturpando o Smith. Leiam também a "Teoria dos Sentimentos Morais", se quiserem palpitar sobre ela também.


    Minha impressão sobre o artigo: muito ruim. O pior artigo que já li na minha vida. Sensacionalista, visões muito pessoais, sem rigor, sem fundamentação, deturpador ao extremo. Péssima influência pra quem não conhece a obra de Smith. É um des-serviço.
  • Matias Cardoso Pereira da Silva  22/02/2016 18:47
    Eu também sou fã de Adam Smith e, como tal, não gosto do presente artigo (embora não saiba refutá-lo).

    Dito isso, quero apenas dizer, prezado Daniel Ribeiro, que a sua "refutação" do artigo está além do patético, o que me fez, na condição de um também admirador de Smith, corar de vergonha.

    Você não apenas não apresentou um único -- um só! -- argumento contra o texto, como ainda (e para piorar!), falou uma besteira absolutamente monumental. Você disse que:

    "Mises [não] contribuiu com coisa alguma, porque tudo o que ele escreveu, ele tirou de alguém."

    Isso é de uma ignorância atroz.

    Eu poderia citar várias contribuições originais de Mises, mas vou me concentrar em apenas uma, que é definitiva: o teorema da impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo.

    Antes de Mises, ninguém havia falado disso. Depois dele, ninguém o refutou.

    A sua participação aqui foi constrangedora e caluniosa, deixando todos os fãs de Smith, como eu, a descoberto. Seria melhor que você tivesse permanecido quieto.
  • Daniel Ribeiro  23/02/2016 01:19
    Matias,

    O fato de vc não ter concordado com o que eu escrevi não significa que eu não tenha escrito nenhuma argumentação contra o texto do velho Rothbard.

    Ao contrário de muitos, EU LI a monumental obra do Smith, e quando li as bobagens escritas aqui, não pude deixar de me manifestar - embora vc tenha achado desnecessário. Bobagens do tipo: "Smith não contribuiu em nada com a teoria econômica". Dá pra imaginar o alcance desse absurdo? Tipo, vamos imaginar um autor, por mais medíocre que ele tenha sido. Dá pra falar que ele não contribuiu "em nada"?

    Outra coisa, o que eu falei sobre o Mises vc não entendeu. Vou repetir, e desenhar. Se seguirmos a lógica do Rothbard, de que Smith não teria contribuído em nada, porque recebeu influência de tantos pensadores - Cantillon, James Steuart, Hutcheson, etc. - então esta lógica se aplicaria A QUALQUER PENSADOR, TEÓRICO, EM QUALQUER ÁREA. Inclusive ao Mises, porque ele recebeu influência do Menger, do Say, de Stuart Mill, e de um montão de gente.
    Ou seja, estou dizendo que NÃO FAZ SENTIDO dizer que um autor "não contribuiu em nada" simplesmente porque se baseou ou recebeu influência de outros autores.

    Óbvio que reconheço os méritos do Mises, e de qualquer autor (até do Rothbard), mesmo sabendo que todos foram influenciados por alguém.

    Então, é melhor ficar quieto e deixar que escrevam tantas bobagens sobre o Smith?

    Ps: O artigo do Rothbard foi calunioso, vago, arrogante, ofensivo, e de uma prepotência incrível. Ele não prova nada, suas fontes são vagas e imprecisas. "Achismo" em cima de "achismo".
  • Marconi Soldate  24/02/2016 14:12
    Danie e Matias, muito bom ver que tem mais gente aqui que reconhece Sir. Adam Smith como o maior de todos.

    A idéia de que a busca da vantagem individual leva, no livre mercado, ao bem do outro (mão invisível) é dele.

    Que, para um país enriquecer, basta pouco mais que paz, baixos impostos e boa administração da justiça. Tendo isso, o enriquecimento da nação é um fluxo natural.

    Que a divisão do trabalho é a grande causa da riqueza das nações.

    Essas simples idéias são a base da prosperidade. Se Adam Smith não disse tudo em detalhes, o principal, a parte que interessa, está toda lá bem explicada.

    Rothbard é só mais um imbecil que, levando as últimas consequencias uma idéia (não coerção) acaba caindo no ridículo de acreditar em anarcocapitalismo. Se uma anta como ele chegasse ao poder e resolvesse implementar seu sonho, logo em seguida veria seu país dominado por comunistas ou afins bem armados.

    Marx, Rothbard e outros tem inveja do homem por que ele é uma espécie de marco zero na economia.
  • Observador Imparcial  24/02/2016 15:06
    Não sei quanto ao Rothbard, mas realmente Marx tinha inveja de Smith. Tanto é que copiou dele, ipsis litteris, a teoria do valor-trabalho.

    Não fosse Smith, Marx não inventaria a teoria do valor-trabalho. Consequentemente, não fosse Smith, Marx não teria inventado a teoria da exploração capitalista. Logo, não fosse Smith, não haveria suporte teórico (fornecido por um liberal) para essa coisa chamada comunismo, que chacinou 300 milhões de pessoas.

    Smith tem tanta culpa do comunismo quanto Marx. Ambos merecem ser relegados à lata de lixo da história. Smith é um grande queima-filme do liberalismo.


    P.S.: nem sou fã de Rothbard, mas é curioso ver o nível intelectual dos adoradores de Adam Smith. Mal sabem escrever, gostam de um "kkkkkk", chamam os outros de "imbecil", "anta", "jênio" etc. (jurando que isso é um argumento), e por aí vai.

    Fosse eu admirador de Smith, coraria de vergonha perante tais companhias.

    As raízes escolásticas da Escola Austríaca e o problema com Adam Smith
  • Marconi Soldate  24/02/2016 15:20
    Culpar Adam Smith pelo comunismo é novidade pra mim. Seguindo seu raciocínio, acho que a culpa das atrocidades todas do mundo devem ser atribuídas a Adão, e não a Adam Smith.
  • Magno Carlos  24/02/2016 16:11
    Ah, bom, se é novidade para você, então isso explica sua ignorância. Aliás, isso é típico de Pindorama: a nossa ignorância vira argumento irrefutável contra algo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=909
  • Marconi Soldate  24/02/2016 16:40
    Não faltaram argumentos da minha parte, meu caro. Mas, como você não viu, vou colar aqui de novo pra facilitar.

    Concluir que o caboco que disse essas frases aí abaixo é responsável por um governo totalitário/comunista, que é o exato oposto das idéias dele, é só loucura da sua parte.

    Tá aí os argumentos de novo, enjoy!

    "Pouco mais é necessário para erguer um Estado, da mais primitiva barbárie até o mais alto grau de opulência, além de paz, de baixos impostos e de boa administração da justiça: todo o resto corre por conta do curso natural das coisas."



    --- Sobre a base do sistema capitalista: ---

    "Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter."

    "Todo indivíduo está continuamente esforçando-se para achar o emprego mais vantajoso para o capital que possa comandar. É sua própria vantagem, de fato, e não a da sociedade, que ele tem em vista. Mas o estudo de sua própria vantagem, naturalmente, ou melhor, necessariamente, leva-o a preferir aquele emprego que é mais vantajoso para a sociedade."

    "A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou."

    "Aqueles que mais cedo estão em condição de fruir sua compensação, mais cedo terão gosto pelo trabalho."

    "O único uso [legítimo] do dinheiro é circular bens consumíveis."

    "Proibir um grande povo, porém, de fazer tudo o que pode com cada parte de sua produção ou de empregar seu capital e indústria do modo que julgar mais vantajoso para si mesmo é uma violação manifesta dos mais sagrados direitos da humanidade."

    --- Papel do estado ---

    "Pouco mais é necessário para erguer um Estado, da mais primitiva barbárie até o mais alto grau de opulência, além de paz, de baixos impostos e de boa administração da justiça: todo o resto corre por conta do curso natural das coisas."

    --- Sobre a divisão do trabalho (A grande causa da riqueza das nações): ---

    "Tomemos um exemplo de uma manufatura insignificante, mas na qual a divisão do trabalho tem sido frequentemente notada, o fabrico de alfinetes; um operário não treinado nesta atividade[...], mal poderia talvez, ainda que com maior diligência, produzir um alfinete num dia e não seria, com certeza, capaz de produzir vinte.[...] Um homem puxa o arame, outro endireita-o, um terceiro corta-o, um quarto aguça-o, um quinto afia-lhe o topo para receber a cabeça; o fabrico da cabeça requer duas ou três operações distintas; [...] Eu próprio vi uma pequena fábrica deste tipo, que empregava dez homens [...] embora fossem muito pobres e não se encontrassem, por isso, muito bem apetrechados com a maquinaria necessária, eram capazes de produzir entre eles, quando nisso se empenhavam, cerca de doze libras de alfinetes por dia. Assim, aqueles dez homens produziam em conjunto mais de quarenta e oito mil alfinetes num dia."
  • Alguém  24/02/2016 16:14
    Smith não era defensor da teoria do valor-trabalho.

    E outra, a teoria de que cada um, buscando o próprio lucro, estaria contribuindo com a sociedade, não é do Smith. Ver por exemplo a "Fábula das Abelhas" de Bernard Mandeville, escrita em 1723. Mas antes até disso, já tinha gente que defendia essa ideia.

    No entanto, isso não tira o mérito do Smith.
  • lanjo  07/10/2016 16:04
    O correto é usar do bom censo e concordar que as coisas quase sempre se originam a partir de outras''por tanto'é correto e palpável buscarmos e extrairmos oque há de positivo na visão desse pensadores filosóficos .
  • Daniel Souza  01/11/2016 16:26
    Saudações. O que vocês acham desse artigo esquedista. Ele diz que essencializações da sociedade de mercado é mito.
    informadordeopiniao.blogspot.com.br/2016/10/desnaturalizacao-economica-historia-e.html

  • Guilherme  16/06/2017 17:48
    Mises discorda:

    "[Os trabalhos de Smith] são a consumação, sumarização e perfeição ... de um maravilhoso sistema de ideias ... apresentado com admirável claridade lógica e com uma forma literária impecável ... [representando] a essência da ideologia da liberdade, do individualismo e da prosperidade.
    (...)

    [A] data de publicação [de A Riqueza das Nações] — 1776 — marca o alvorecer da liberdade tanto em política quanto em economia ... [O livro] pavimentou o caminho para conquistas sem precedentes do capitalismo laissez-faire.
    (...)

    Dificilmente pode ser encontrado outro livro que pudesse melhor iniciar alguém no estudo da história das ideias modernas e da prosperidade criada pela industrialização."

    Ludwig von Mises, "Why Read Adam Smith Today?" (Introdução a A Riqueza das Nações)
  • Michel  07/11/2018 18:28
    Não tenho amplo conhecimento sobre Adam Smith, mas lendo o artigo do próprio Ludwig Von Mises, claramente contradiz esse escrito pelo Rothbard...
  • Eduardo  07/11/2018 18:46
    Rothbard criticou apenas um aspecto de Smith, que é sua indefensável defesa da teoria do valor-trabalho. Isso não implica uma refutação total da obra de Smith, que está repleta de coisas boas -- como, por exemplo, a crítica ao corporativismo mercantilista (conluio entre estado e grandes empresários), que tanto desgraçou o Brasil nos governos do PT.
  • pedro  27/11/2018 15:22
    Bom, negar a participação de Smith, no liberalismo, e ainda acusá-lo de participação na ideologia comunista, é uma vergonha. Como qualquer indivíduo Marx poderia interpretar o que quisesse dos escritos de Smith, e deturpá-los como quisesse para seus determinados fins. E parece que o autor desse artigo se utilizou da mesma técnica, para atacar o Célebre Adam smith


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