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sexta-feira, 21 nov 2014
146º Podcast Mises Brasil - Miguel Nagib

logo_baixa.jpgPODCAST 146 – MIGUEL NAGIB

 

Anos atrás, a doutrinação ideológica era assunto de poucos. A maioria, vítimas dos militantes disfarçados de professores, nem sequer tinha condições de reconhecer que parte do ensino era ideologicamente orientada pelo pensamento de esquerda. A situação hoje está um tanto diferente graças ao trabalho de pessoas e de institutos como o Escola sem Partido (ESP), criado em 2004 para mostrar e combater a instrumentalização do ensino para fins políticos e ideológicos.

 

Nas redes sociais há vários exemplos de alunos e de pais que enfrentam a tentativa de certos professores de doutrinar como se estivessem lecionando de maneira neutra. E recentemente houve uma discussão pública sobre o direcionamento ideológico em algumas questões do ENEM.

 

Mas, apesar de o panorama ser hoje um pouco melhor do que há 10 anos quando o instituto foi criado, o advogado e coordenador do ESP Miguel Nagib diz que a situação ainda é muito grave e exige um amplo trabalho de divulgação.

 

Neste Podcast, Nagib fala sobre o estado atual da doutrinação ideológica nas escolas brasileiras, sobre os projetos do ESP, como o anteprojeto de lei contra o abuso da liberdade de ensinar que pode ser baixado pelo site. Ele também faz uma avaliação sobre o 1º Congresso Nacional sobre a Doutrinação Política e Ideológica nas Escolas, realizado em julho deste ano em Brasília e promovido numa parceria da ESP com a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP).

 

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Todos os Podcasts podem ser baixados e ouvidos pelo site, pela iTunes Store e pelo YouTube.

 

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  • Filipe Alonso  21/11/2014 19:06
    Acho um erro colocar Ateus e Comunista juntos, Eu sou Liberal, Capitalista e ATEU acima de tudo e acho um erro lutar contra a doutrinação comunista e aceitar a doutrinação religiosa, Não misture.
  • Perneta  21/11/2014 20:31
    Filipe, ninguém que saber se você é liberal, capitalista ou ateu, mas esconder atrás desses adjetivos o seu sentimento anti religioso não passa de uma canalhice sua.
  • Canguru  22/11/2014 00:47
    Permitam-me fazer algumas observações:

    1. De fato é um erro sempre colocar ateus e comunistas juntos, porque nem sempre haverá essa identidade. Todavia, embora possa existir ateus profundamente anti-comunistas (Nietzche que o diga), fato é que ateísmo e comunismo andam sim de mãos dadas. E nem poderia ser diferente, pois ambos são filhos do materialismo.

    2. O que pode ser considerado doutrinação?

    a) Doutrinação seria os meios de que se valem os pais para buscar inculcar em seus filhos uma certa visão de mundo? Se for isso, sou favorável inclusive à doutrinação marxista. Se os pais desejam matricular seu filho numa escola de orientação abertamente marxista, nada posso fazer, a não ser lamentar uma idiotice dessas, porém, jamais poderei obrigar os pais a deixarem de fazer isso;

    b) Doutrinação seria uma política pela qual o estado objetiva impor uma certa visão de mundo? Se for isso, sou contrário inclusive a uma (im)possível doutrinação libertária. O estado não tem sequer a legitimidade para existir, quanto mais a legitimidade para impor uma visão de mundo a alguém. E isso é errado mesmo se a doutrinação for utilizada para impor aquela visão que eu próprio julgue a melhor e mais correta.

    Assim, não se trata de saber se a doutrinação é comunista ou religiosa. Importa saber apenas quem tenta enfiar o que quer que seja na cabeça dos outros.

    3. É cretinice alguém se dizer ateu acima de tudo. Ser ateu é simplesmente não crer que exista divindades. Se você não acredita em divindades, é muito louco dizer que isso está acima de tudo. Veja bem, se você crê em Deus, é perfeitamente lógico dizer que Deus está acima de tudo (acho que nem preciso explicar o porquê). Agora, se você acha que não exista um Deus (ou deuses, tanto faz), com toda a certeza haverá coisas muito mais importantes do que a simples descrença num ser imaginário. A própria concepção acerca da superioridade da associação voluntária entre pessoas pacíficas com o intuito de alcançarem fins mutuamente benéficos já seria infinitamente mais importante do que o não acreditar em fantasmas com superpoderes.
  • Pobre Paulista  22/11/2014 11:10
    Ateísmo é uma religião, nada mais natural que ele a coloque acima de tudo.

    Ademais acho intrigante esta fé inabalável na não-existência de Deus. Nem mesmo os pentecostais mais fervorosos são tão fanáticos.
  • Lopes  22/11/2014 14:11
    Ressinto em demasia intervir em tópicos tão contra-producentes neste site como são as discussões relacionadas às religiões dos integrantes ou ausência delas, em especial quando se trata de algo dito pelo Pobre Paulista, sempre sábio, sincero e honesto em suas respostas ao ajudar paraquedistas.

    Entretanto, data venia, Paulista, lembrá-lo-ei que um ateu está, quase sempre, somente uma deidade a menos de ser um teísta em relação a um cristão. O clamo dos ateus é que simplesmente não há quaisquer evidências empíricas que justifiquem a existência de uma deidade, daí, não há razão para crer; a realidade para um monoteísta não é tão diferente, pois descrê em inúmeras deidades de diversos panteões por razões não tão distintas dos ateus, entretanto, limita-se ainda a contemplar uma fé. Um ateu não possui exatamente fé ao descrer em deidades tal qual nós dois não somos exatamente religiosos por descrermos, por exemplo, na capacidade do estado de endividar-se sem gerar um aumento de juros na economia (se não houver Banco Central, claro) - simplesmente não há motivos para crer, idem para Zeus ou vampiros.

    Eu pessoalmente adoto uma perspectiva mais íntima e introspectiva da discriminação entre um teísta e um ateu: não acredito que seja verdadeiramente relevante a um indivíduo que possui sua crença como bloco fundamental da sua construção como pessoa que se limite a discutir as evidências ou falta delas para o sustento da fé. A pergunta que deveria ser feita acima de tudo é "Eu preciso da minha fé? Ela é produtiva à minha vida e ao meu caráter? Ela me trouxe mais do que retirou? Eu seria menos sem ela?"

    A reflexão acima, a um ateu menos empático, seria resistência por uma tolice; entretanto, a fé para a maioria não se manifesta de forma materialista (como milagres): é justamente no íntimo do indivíduo que ele é fundamentalmente afetado, positivamente ou negativamente - e deve ser lá que a reflexão definitiva sobre a fé deve ser tomada.

    Espero ter contribuído para com o debate.
  • Pobre Paulista  22/11/2014 19:07
    Contribuiu sim, e aproveito para arrematar:

    O que explica a fé na razão? Em outras palavras, de onde vem a ideia que apenas a razão humana é capaz, sem nenhum auxílio ou validação extrínseca a ela, de conhecer e explicar todos os mistérios da natureza, dado que a razão é algo intrínseco aos humanos?

    Segundo seu próprio argumento, também não há evidências para provar isso.

    Suponho, claro, que estamos com uma visão Popperiana ou Aristotélica da ciência: Tudo pode ser proposto, mas apenas as proposições falseáveis possuem alguma validade científica (independentemente delas serem ou não, de fato, falseadas ou não falseadas). Do contrário, poderíamos correr o risco de aceitar que moscas surgem do nada ou que o Marxismo é ciência.

    Concluindo, aceitar ou não aceitar a existência de Deus é unicamente uma questão de fé, dado que por definição estamos falando de algo extrínseco ao universo como conhecemos. E portanto, discutir a existência de Deus, de Alá, do Monstro spaghetti ou da inexistência deles não são discussões de cunho científico.

  • Nilo BP  22/11/2014 16:44
    Não generalize, Pobre Paulista.

    Existem sim ateus militantes, ao estilo Bakunin, "se Deus existisse seria necessário destruí-Lo". É o ateísmo geralmente associado a certas variedades de socialismo, o que faz sentido, já que o socialismo é por si próprio uma fé religiosa que professa um caminho específico para a salvação. Como todos os crentes militantes, os socialistas são ciumentos quanto à exclusividade desse caminho e isso os leva a serem críticos venenosos das religiões concorrentes.

    Mas também existem ateus que simplesmente dizem "não estou convencido da existência de divinidades". Rothbard, por acaso, era um desses. (Eu também, só por curiosidade).

    Esse último tipo de ateísmo é estritamente individualista. O simples fato de alguém rejeitar a religião "tradicional" não diz nada sobre as crenças do sujeito. Pode muito bem ser que ele esteja preocupado com questões existencias e cósmicas geralmente consideradas "religiosas", mas simplesmente não aceita as respostas oferecidas pelas religiões organizadas.

    Eu vejo esse tipo de "ateísmo" como a visão metafísica mais compatível com o libertarianismo. Ao abandonar títulos e textos sagrados "oficiais" você escapa da armadilha da política de identidades ("nós vs. eles"), que é a principal barreira que a natureza humana impõe ao progresso da liberdade individual, como os libertários sabem muito bem no âmbito da política.

    Adotar o libertarianismo na política faz com que a pessoa passe a julgar os agentes (incluindo o Estado) pelas suas ações e não pela retórica deste grupo ou daquele. De forma similar, adotar o ateísmo não-militante significa passar a julgar as religiões pela consistência das suas propostas. Significa passar a encarar questões metafísicas não como questão de dogma, mas como mistérios a serem discutidos e desvendados.

    Creio que esse era o ponto ao qual o Iluminismo deveria ter chegado, mas ao invés disso as coisas empacaram na falsa dicotomia "ciência vs. religião", que vivemos até hoje.
  • Pobre Paulista  22/11/2014 20:43
    Nilo,

    "não estou convencido da existência de divinidades" trata-se de ser um agnóstico, não um ateu. Um ateu NEGA a existência de qualquer divindade, mesmo sem poder provar tal proposição (por isso citei Popper). Já um agnóstico é quem não está convencido nem da existência e nem da da não-existência divina, por isso não aceita nem nega nenhuma das proposições: simplesmente não há RAZÃO para tal.
  • Jeff Winger  22/11/2014 22:09
    Você está confundindo apateísmo com agnosticismo.

    "Já um agnóstico é quem não está convencido nem da existência e nem da da não-existência divina, por isso não aceita nem nega nenhuma das proposições: simplesmente não há RAZÃO para tal."

    Essa é a atitude de um apateísta e não de um agnóstico.
  • anônimo  23/11/2014 10:12
    Na verdade um agnóstico afirma apenas que não é possível provar que divinidades existam, vc tanto pode ser agnóstico e acreditar que existe quanto ser agnóstico e acreditar que não existem.Ou ser agnóstico e não acreditar em nada.
  • Nullifidian  22/11/2014 17:59
    Ateísmo é uma religião da mesma maneira de que se eu pegar um lápis e quebrá-lo no meio, tubarões são rosas.
  • anônimo  23/11/2014 10:13
    Volte pra quinta série e aprenda o que é metáfora, tubarão rosa.
  • Nullifidian  24/11/2014 00:24
    É como eu culpando corujas pelo quanto eu sou ruim com analogias.
  • anônimo  29/11/2014 09:46
    Não, não é.Neo ateus são irritantes, arrogantes, fanáticos, uns malas sem alça, incapazes de ver qualquer coisa além da filosofia barata deles (esses seguidores de Richard Dawkins não tem consciência disso mas seguem uma versão vulgarizada, simplificada de uma mistura de materialismo com cientificismo) acham que o ateísmo deles está 'acima de tudo' como se a crença na não existência de algo pudesse estar acima de alguma coisa.
    É uma analogia perfeitamente válida, essa tralha é como uma religião, e vc JÊNIO do tubarão rosa, deu mais um exemplo de que são mesmo.
  • Tubarão Rosa  30/11/2014 06:24
    Não, não é uma analogia válida. Ateísmo não é uma religião.
  • Tubarão agnóstico  30/11/2014 11:33
    Tubarão rosa passando vergonha e provando que ou é um analfabeto funcional, ou não sabe ler.
    Se os neo ateus tem VÁRIAS características em comum com um religioso fanático (o que não implica dizer que sejam a mesma coisa, como o retardado deve ter interpretado) é claro que a analogia não tem erro nenhum.
    Ou então o cara não sabe o que é analogia, antigamente a cura pra isso era o dicionário, o pai dos burros, hoje se chama google.
  • anônimo  30/11/2014 11:36
    Tubarão rosa não sabe o que é analogia, titio Richard Dawkins (que é o ponto máximo onde esse povo chega, intelectualmente) não explicou pra ele
  • Tubarão Rosa  30/11/2014 16:31
    Aquilo não era uma metáfora e nem uma analogia, e sim um non sequitur.
  • anônimo  30/11/2014 19:11
    Ele poderia ter dito que o ateísmo está para a religião assim como o careca está para a cor de cabelo.
  • frk  30/11/2014 22:58
    A analogia correta, utilizada por muitos, seria:

    "Ateísmo é uma religião tanto quanto careca é uma cor de cabelo"

    abs

    frk
  • anônimo  22/11/2014 19:06
    Acredito que o Canguru deu a resposta que contemple mais a minha visão.
    O problema não está em ter determinadas crenças sejam elas quais forem, apenas está na imposição das mesmas. Nesse ponto a religião está cada vez menos sendo usada (no sentido de imposição), e mesmo quando é usada como pano de fundo o que acho correto é atacar a parte intrinsecamente errada, ou seja a parte de impor, e não atacar o pano de fundo que nesse caso seria a religião.

    Pessoalmente tenho uma crença espiritual mas não sou religioso. Minha experiência pessoal acredito que muitos ateus brasileiros tenham passado. Vim de uma família católica fervorosa e os espaços católicos que frequentei não eram bons em me convencer com ideias e me atacavam sem argumentos quando apresentava questões sobre porquês. A base da minha crença (de meu nascimento até meu início de adulto) era apenas quanto ao medo de um Deus julgador e vingativo que castiga os seus não seguidores. Por esse motivo me desvinculei e não me considero hoje um católico.
    Tive um momento logo após essa 'ruptura' de raiva da instituição mas hoje entendo que apenas tive o azar de me deparar com esse tipo de convencimento e não outro mais brando e explicativo. Vejo na verdade pontos positivos até mesmo não concordando, foi muito simples me afastar do catolicismo e hoje não participo de nada relacionado a minha antiga igreja, justamente porque o principal, a adoção ou não, sempre foi uma escolha livre. Não posso dizer o mesmo quanto ao estatismo que após muito tempo de não concordância não consigo me desvincular dele!
  • Alexandre   30/11/2014 16:46
    É a primeira vez que acompanho os comentários sobre os podcasts do Instituto Mises. Quanta decepção. Ao invés de abordarem o tema central do episódio, qual seja o da doutrinação ideológica em salas de aula (vejam bem que a doutrinação religiosa é tema de importância muito secundária no podcast), ficam trocando insultos frívolos sobre ateísmo. Não tenho paciência. Nem tempo. Vi pouco e gostei menos ainda. Fui.
  • Alexandre  29/11/2014 01:46

    Eu preferiria um sistema educacional aberto e privado, com grande diversidade de instituições livres para oferecer currículos e metodologias de ensino os mais diversos, bem como professar explicitamente uma miríade de visões ideológicas e religiosas. Nesse sistema, pais e alunos escolheriam e pagariam voluntariamente pela formação que bem desejassem. Não haveria necessidade de tutela estatal, nem pretensão da neutralidade que o próprio entrevistado concorda ser um ideal inatingível. Considero a ideia do cartaz ingênua, inócua na melhor das hipóteses e possivelmente prejudicial, pois contribuiria para adensar o exasperante cipoal regulatório que já nos sufoca. Rejeito a caracterização que o entrevistado fez dos estudantes como sendo vítimas indefesas. Em um sistema privado, plural, de livre escolha, estudantes ou seus pais teriam em suas mãos todo o poder de que necessitam para defender-se: não se matricular na instituição de ensino que por qualquer razão os desagrade. Privá-la de recursos. Investir em outra que melhor os satisfaça. Vítimas somos os cidadãos obrigados a pagar com nossos impostos pelo sistema educacional estatal, ainda que não o utilizemos, que ele não nos satisfaça ou, pior, que contrarie os valores que defendemos. Privatização e desregulamentação as soluções para a educação no Brasil são!


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