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sexta-feira, 19 abr 2013
68º Podcast Mises Brasil - Yaron Brook

logo_baixa.jpgENTREVISTA 68 –YARON BROOK

Yaron Brook, diretor-executivo do Instituto Ayn Rand, é um dos mais destacados defensores da ética randiana e da sua aplicação na cultura, na política e na economia. Convidado para participar do Fórum da Liberdade na semana passada em Porto Alegre, Brook fez uma das três melhores palestras do evento (as outras duas foram proferidas por Gabriel Calzada Álvares e Helio Beltrão) ao defender de forma contundente que para que a liberdade seja um valor é preciso "haver uma compreensão cultural na sociedade de que a sua vida pertence a você e a minha pertence a mim, não a um coletivo, não a um poder, não a um grupo".

Aproveitando a sua participação no Fórum, fui entrevistá-lo para o Podcast do Instituto Mises Brasil sobre os argumentos principais do seu livro mais recente Free Market Revolution: How Ayn Rand's Ideas Can End Big Government, escrito em parceria Don Watkins. Nesta entrevista, Brook, PhD em finanças e colunista da Forbes.com, explicou de que forma as ideias de Ayn Rand podem acabar com o estado leviatã e promover uma revolução de livre mercado, baseado nas trocas voluntárias sem coerção do governo.

Considerando o papel desempenhado pela cultura na ética randiana, Brook discorreu sobre a importância da posição moral desenvolvida no livro ("a virtude da atividade comercial, do capitalismo e do lucro") e por que o aspecto cultural é tão importante para defender e permitir o florescimento da liberdade de mercado. Mas não se trata de uma tarefa fácil dado todos os obstáculos à revolução de livre mercado. Os problemas que a impedem são tratados na primeira parte de Free Market Revolution e nesta entrevista ele apresenta aquele que seria o principal problema: "são 2 mil anos de uma filosofia religiosa que é o fundamento do estatismo", afirmou Brook, manifestando o ateísmo e a posição antirreligiosa peculiares dos randianos. E a solução para esse "problema", segundo ele, é a educação (por outro lado, os Austríacos católicos poderiam atribuir à educação religiosa a função de resolver o "problema" do ateísmo).

Fechando a entrevista, Brook, que nasceu em Israel e chegou a trabalhar no setor de inteligência do exército israelense antes de se mudar para os Estados Unidos em 1987, afirma que estamos vivendo um bom momento para convencer as pessoas acerca da virtude do livre mercado e da ética capitalista.

 




  • senna madureira  20/04/2013 13:51
    "I don't think there's been a significant change in terms of our attitude towards libertarians.
    I also believe the libertarian movement has changed.
    I also believe the libertarian movement has changed.
    It's become less influenced by Rothbard, less influenced by the anarchist, crazy for lack of a better word, wing of libertarianism."

    Outstanding :)
  • Helio Beltrao  22/04/2013 19:26
    Os ataques ferozes de Rand aos libertários remetem aos ataques ferozes que ela fazia à Kant. Em ambos os casos, ela concorda e adota (sem dar muito crédito) 99% do que libertários e Kant defendem, mas faz de cavalo de batalha os outros 1% para que pareça que esteja se diferenciando completamente.

    Na verdade a Rand era obviamente libertária (assim como é Kantiana, apesar de discordar do terceiro movimento do imperativo categórico).

    O Brook é um grande libertário também, e talvez seja o melhor Randiano que eu conheça, como se percebe da entrevista ao Bruno. No entanto, sua frase acima citada por SM e publicada no ano passado erra. O movimento libertário está cada vez mais coerente com o livre mercado, inclusive nas áreas de justiça, polícia e forças armadas, que o Brook tanto defende que devam ser estatais e monopolistas.



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