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quinta-feira, 31 jan 2013
57º Podcast Mises Brasil - Alexandre Barros
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ENTREVISTA 57 – ALEXANDRE BARROS

Talvez nenhum outro liberal brasileiro tenha escrito mais sobre os benefícios do capitalismo e do livre mercado para os pobres do que o cientista político Alexandre Barros. PhD pela Universidade de Chicago e colaborador regular do jornal O Estado de São Paulo, Alexandre aproveita todas as janelas de oportunidade, sejam nos artigos, entrevistas e comentários no rádio e na TV para demonstrar por que e de que forma a liberdade de empreender e a concorrência melhoram a vida das parcelas mais carentes da população.

Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, ele explica a sua posição: "No capitalismo, é possível fazer escolhas. Se você é pobre e precisa comprar um ferro de engomar ou um liquidificador vai encontrar desde um muito baratinho até um muito caro, de vários modelos e de qualidade e durabilidade diferentes. Num modelo de controle estatal, não há escolhas a fazer. (…) O estado sempre fixa os preços no que convém ao próprio estado, e como você não tem escolha, você é obrigado a consumir no preço e qualidade que for oferecido. (…) A competição é a grande coisa que facilita a vida dos pobres".

Com um longo percurso na vida acadêmica e atuando até hoje como consultor, Alexandre dá dicas valiosas de como argumentar adequadamente em defesa do capitalismo e do livre mercado e explica como os sindicatos e o governo prejudicam os trabalhadores ao patrocinarem leis criadas para supostamente beneficiar os pobres, mas que, na prática, provocam o efeito contrário. Além disso, ele também analisa por que geralmente os mais pobres, que em sua grande maioria trabalha na iniciativa privada, têm essa mentalidade de dependência em relação ao governo.

Outra questão de grande importância abordada por Alexandre neste Podcast diz respeito à questão da possibilidade de se ter um estado mínimo e eficiente. "Estado eficiente é um oxímoro. (...) Estado mínimo é uma contradição em si mesmo".




  • Alex Barros  01/10/2015 01:20
    Essa história dos regimes socialistas é complicada mesmo. Eu estive na Bulgaria no Congresso Mundial de Sociologia. Algumas pérolas do local:

    1. O Cardápio de TODOS os Restaurantes de Varna (a cidade em que estive) mais parecia uma dicionário de tão grosso que era. As pessoas (visitantes como eu) pediam um prato e NUNCA havia o prato que elas pediam. Aí elas perguntavam ao garçom que não falava nenhuma língua a não ser búlgaro e, talvez, um pouco de Russo.

    Para começar, na Bulgária quando as pessoas acenam com a cabeça para a frente (que para nós quer dizer: "Sim, diga, para eles quer dizer: Não!!! Ou seja o absoluto inverso do que estavamos acostumados.

    Então, através de gestos, depois de algum tempo, conseguiamos perguntar o que havia: A resposta era: Filet Balkanturist - Salat BalkanTurist. O jeito era comer isso mesmo. Depois, no fim de alguns dias algumas pessoas descobriram que o cardápio da Balkanturist (a estatal de turismo) listava os pratos de todos os restaurantes étnicos que havia, mas como era tudo em russo, ninguém entendia. Ou seja, vc tinha que ir ao restaurante certo para comer o prato que queria!!!!!!!

    O que alguém descobriu, mas isso no fim da semana que lá passamos era que a estatal listava todos os pratos de todos os restaurantes da estatal era que você tinha que saber qual o prato que queria no restaurante étnico certo, mas isso tudo não falando a língua era complicado, então passamos mesmo o tempo todo comendo mesmo era Filet Balkanturist e Salat Balkanturist.

    2. No ônibus havia três funcionários: o(a) motorista, (o)/(a) cobradora e uma terceira pessoa que eu achava logo que era um(a) espião(ã) do Partido. Não era, era apenas uma pessoa para empregada, apenas para estar empregada, ou seja os empregos na empresa de ônibus eram um lugar em que se geravam empregos inútueis, só para manter as pessoas empregadas.

    3. Um dos visitantes chegou oo aeroporto e disse que queria alugar um carro. O Funcionário perguntou: Para quando? (tudo através de gestos). O funcionário disse através de gestos: "Para agora não tem, precisa ser uma reserva para daqui a 15 DIAS!!!!!

    4. Nas loja havia DOIS modelos de aspirador de pó: um grande e um pequeno. e havia uma fila de vários dias para receber.

    5. Um general (búlgaro ou russo, não sei) resolveu se encantar por uma sociólogia latino-americana que estava no Congresso e um pobre capitão, possivelmente um ajudante de ordens tinha que traduzir a "cantada do general."

    6. Sempre que eu chegava ao hotel, das 8 da manhã às 10 da noite havia uma senhora limpando o chão, que já estava quase gasto de tão limpo alguém perguntou: Mas a senhora não viu que já está limpo, ao que ela respondeu (imaginem isso tudo intermediado por intérpretes: "Eu sou para para limpar, então limpo o tempo todo."

    7. Eu iria fazer uma apresentação sobre a participação dos militares na política latino-americans (fossem eles eleitos ou golpistas"). A sala da Universidade em que ia ocorrer esta palestra estava LOTADA. Na hora em que alguém escreveu no Quadro Negro que eu era da Universidade de Chicago, a sala esvasiou. A delegação cubana retirou-se em protesto!!!!

    8. Nos aviões da BulAir (a estatal de aviação) uma "senhora" "aeromoça") andava pelo corredores com um queijo numa bandeja rednda de madeira e uma faca pontuda cortando fatias de queijo.

    9. Quando eu pedi para ser acordado às 8 horas, às 8 horas bateu um moço na minha porta com um pequeno quadro negro escrito em giz "8." Esta até que passava. Era uma solução inteligente.

    10. Se eu bem me lembro da Bulgária para a Turquia era um pulo bastava uma teavessia de "uma hora" e alguém do Congresso quis ir e foi um "Deus nos acuda" pois se a pessoa saísse, não podia voltar.

    Em suma, de regimes autoritários, de direita ou de esquerda, o melhor é manter distância.


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