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quinta-feira, 22 nov 2012
47º Podcast Mises Brasil - Guga Chacra

logo_baixa.jpgENTREVISTA 47 - GUGA CHACRA 

Muitos libertários brasileiros ficaram surpresos quando começou a ser compartilhado pelas redes sociais o texto de um jornalista do Estadão sobre o senador libertário americano Ron Paul, do Partido Republicano. Sob o título A mensagem libertária de Ron Paul, ídolo dos jovens americanos, pode mudar o mundo, o artigo, de autoria do jornalista Guga Chacra e publicado em seu blog em janeiro deste ano, impressionava porque apresentava corretamente e de forma simpática algumas ideias defendidas pelo pré-candidato à presidência dos Estados Unidos.

Já em outubro, Guga publicou um texto sobre Gary Johnson, candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Libertário. No artigo, o jornalista mostrava que Johnson era uma alternativa política real que se apresentava como novidade aos eleitores americanos, acostumados às divergências e convergências entre democratas e republicanos.  

Neste podcast do Instituto Mises Brasil, Guga, que é correspondente do jornal "O Estado de S. Paulo" e do portal estadão.com.br em Nova York, comentarista do programa Globo News Em Pauta e mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, fez uma análise da importância das ideias e da atuação de Ron Paul na política americana, questionou o tratamento dado a ele pela imprensa americana, especialmente no que tange ao papel dos Estados Unidos na sociedade e nos conflitos internacionais, e do valor da candidatura de Johnson para difusão das ideias libertárias.

"Eu acho que o Partido Republicano, que agora está teoricamente em crise, deveria olhar para a ala libertária do partido. O Ron Paul teve 15% dos votos (nas prévias do partido). Tenho certeza de que se o Ron Paul fosse candidato teria muito mais votos entre os jovens do que o Romney e talvez superasse o Obama -- e teria uma boa chance de ganhar do Obama. Se o Partido Republicano quiser olhar para o futuro, precisar olhar para os libertários do partido. O próprio Ron Paul deveria ser olhado com mais seriedade pelo Partido Republicano", afirmou. 

Guga também explicou de que forma a mensagem libertária de Ron Paul pode mudar o mundo, comentou as intervenções do estado na economia ("o governo não tem que salvar empresa"), onde se desenvolveu uma cultura de demonização da iniciativa privada e do mercado ("em alguns meios no Brasil, falar em iniciativa privada é o mesmo que falar palavrão"), e também a respeito da ignorância da imprensa brasileira ao tratar os libertários como ultra-conservadores ou como representantes da extrema direita.





  • Pedro Valadares  23/11/2012 06:48
    Guga Chacra e Mises Brasil no mesmo conteúdo? Combinação de altíssima qualidade!
  • João Alberto  23/11/2012 12:02
    Por favor, postem o artigo sobre a resolução do conflito no oriente médio pela via libertária.
  • anônimo  23/11/2012 12:08
  • Miqueias  23/11/2012 13:24
    Quando fala das questões sociais, o Guga Chacra passa a impressão de que o Ron Paul é a favor do abroto.Na verdade o Ron Paul é contra o aborto, ele só acha que isso não deve ser regularizado por leis federais:

    (...)
    A questão do aborto forjou minha crença de que a lei e a moralidade devem se cruzar para proteger os mais vulneráveis entre nós. E se há alguma função para o estado, esta deveria ser a proteção dos direitos naturais dos indivíduos.

    Mas será que ter essa postura antiaborto é inerentemente inconsistente com a filosofia libertária? Muitos libertários parecem acreditar que sim. O aborto, de acordo com eles, é uma moralidade legislativamente forçada e defendida por conservadores pró-estado que querem impor sua fé e sua moral sobre o resto de uma sociedade avessa a isso. E mais: eles dizem que essa postura é estatista e totalitária, pois invalida o direito da mãe em terminar sua gravidez. Sendo assim, o estado estaria sobrepujando os direitos dos pais e decidindo pela mãe - contra sua vontade - que ela deve sim trazer uma criança ao mundo.

    Mas seria isso mesmo? Sustento que não, em absoluto. Ao invés de ser uma emancipadora manifestação da liberdade de escolha pessoal contra a intrusão governamental, o "direito" ao aborto é em si uma medida estatista totalmente consistente com a ideologia esquerdista que pretende ditar como a sociedade e o governo devem funcionar. Essa postura em nada ajuda a promover a causa da liberdade. Ao contrário, ela faz com que os princípios da liberdade e da responsabilidade pessoal fiquem anos-luz atrasados. A postura pró-vida é muito mais consistente com o ideal libertário do que a postura alternativa acima delineada.
    (...)

    O Artigo completo:A questão do aborto
  • Rubens Dourado  24/11/2012 11:22
    Os EUA é o pais mais odiado do mundo.... não me parece muito sensato reduzir drasticamente os gastos militares
  • Rhyan  24/11/2012 14:15
    É odiado justamente por se intrometer militarmente em todos os cantos do mundo.
  • anônimo  24/11/2012 14:39
    Ah, você caiu nessa balela de que os inimigos dos EUA 'odeiam a liberdade' que eles tem?
  • Erick Skrabe  25/11/2012 18:49
    Não. O mundo não odeia os Estados Unidos pela liberdade que os americanos tem, mas mas pela liberdade que eles tiram de outras regiões.

    Mesmo que eles tivessem "boas intenções", as suas interferências militares pelo mundo semrpe trazem mais liberdade.
  • Erick Skrabe  25/11/2012 18:50
    Parabéns pela escolha de Guga Chacra.


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