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quinta-feira, 15 nov 2012
46º Podcast Mises Brasil - Guilherme Benezra
logo_baixa.jpgENTREVISTA 46 - GUILHERME BENEZRA    

Guilherme Benezra tem 19 anos e estuda Administração na faculdade ESPM-Sul, em Porto Alegre. Quem o ouve falar de maneira articulada sobre anarcocapitalismo e Escola Austríaca certamente duvidará que ele descobriu ambas as teorias há tão pouco tempo. Foi no estande do Instituto Mises Brasil durante o Fórum da Liberdade deste ano que ele comprou para ler pela primeira um livro do Mises (Liberalismo -- Segundo a Tradição Clássica). "A partir daí comecei a ler outros livros, mas decidi de uma vez por todas que precisava entender a economia depois que uma professora da faculdade, que defendia a liberdade e ao mesmo tempo intervenção do governo, ao ser questionada por mim sobre o fato de que cartéis, oligopólios não se formam num livre mercado, me respondeu que isso era ilusão. Essa resposta me pareceu tão rasa que eu não poderia aceitá-la. Comecei a ler mais e mais livros e artigos. Os argumento de Mises e da Escola Austríaca eram muitos mais tangíveis, explicavam muito melhor a realidade".

Mas o que torna especial e extraordinária a história da descoberta e do estudo dos ensinamentos da Escola Austríaca pelo Guilherme, e é o tema principal desta entrevista para o Podcast do Instituto Mises Brasil, foi o fato de que, logo depois, o seu professor de Pesquisa de Marketing, ao ser questionado sobre as citações recorrentes a Auguste Comte numa aula de metodologia, decidiu abrir espaço no final de todas as aulas para que ele pudesse falar sobre Escola Austríaca para os colegas. Não conheço outra história em que um aluno tenha se tornado de forma tão rápida em divulgador "oficial" do pensamento austríaco em sua própria classe na faculdade. 

Neste Podcast, Guilherme conta essa história em detalhes e explica por qual razão afirma que "a Escola Austríaca é a única escola econômica que tem argumentos racionais para defender a liberdade, é a única que se baseia puramente em argumentos lógicos, axiomas, razão dedutiva a priori e consegue defendê-los corretamente".




  • Alexandre Nessralla  16/11/2012 08:55
    Guilherme
    Quando alguém usar o argumento de sua condição financeira, faça como Milton Friedman.
    Se vc tivesse AIDS só poderia ser tratado por um médico que tivesse AIDS, um farmaceutico que produziu o remédio contra AIDS tinha que ter a doença tbm?
  • Guilherme Benezra  17/11/2012 17:04
    Eu vi ele falando sobre isso em UM vídeo, se não me engano ele citou ''câncer'' no caso referido, obrigado pelo toque.
  • Rafael  16/11/2012 22:23
    Se eu faço isso lá na minha faculdade provavelmente serei linchado haha
  • Vinicius Aguilar  17/11/2012 09:00
    Quanto ao fato de os alunos aceitarem bem as proposições, acho que alguns pontos são relevantes, o fato de ser uma turma de primeiro ano e ainda não estar de certa forma impregnada com a mentalidade keynesiana ajuda, outro ponto é a quantidade de alunos que possuem algum tipo de beneficio do prouni ou similares, estes normalmente tem dificuldade em aceitar a sua situação, e no mais parece que os professores da sua faculdade em particular são mais abertos ao liberalismo, coisa rara hoje em dia.
  • Fernando Chiocca  17/11/2012 12:13
    Eu tenho uma camiseta com essa frase do Rothbard citada.

    Só uma correção; Schumpeter não é austríaco, é um walrasiano.
  • Guilherme Benezra  17/11/2012 17:03
    Obrigado pelo aviso
  • Eduardo  18/11/2012 14:00
    Sensacional o podcast. Me identifiquei muito com o Guilherme.
    Como ele também tenho 19 anos e estou no quarto semestre mas o curso é economia.

    Sempre tento mostrar para meus amigos um pouco da escola austríaca. Quando vemos os modelos matemáticos keynesianos complexos que tentam mostrar uma situação e não mostram nada eu falo "olha não tomem isso como verdade absoluta, existe um outro pensamento".

    Agora diferentemente dele eu estou em um território mais "hostil". TODOS os meus professores são esquerdistas. Tenho uns mais moderados e outros marxistas assumidos então é bem complicado, direito me vejo em discussões com eles dizendo "mas olha nao é assim que funciona".
    Mas sofro do mesmo problema que você, por eu ser novo meus argumentos por melhores que sejam não são levados a serio. Alem do mais há toda aquela prepotência dos professores de "eu sou formado estudei muito mais do que você então eu sei o que estou falando".

    Mas o que me alegra é ver que pelo menos entre os mais jovens as ideias austríacas são muito bem aceitas. Sempre que vou conversando com eles dizem "olha isso faz sentido, alias muito mais sentido do que a gente aprende na aula". Por mais esquerdista que o jovem seja eles sempre estão abertos a conversa e quando você conversa com alguém que tenha o minimo de conhecimento de escola austríaca é muito difícil você refutar os argumentos.

    Boa sorte pra você Guilherme, saiba que você não esta sozinho tem muita gente como você que esta tentando fazer com que a ideia de liberdade seja passada adiante.
  • empreendedores  18/11/2012 15:09
    "Eduardo
    Mas sofro do mesmo problema que você, por eu ser novo meus argumentos por melhores que sejam não são levados a serio. Alem do mais há toda aquela prepotência dos professores de "eu sou formado estudei muito mais do que você então eu sei o que estou falando".
    E principalmente a soberba,soberba,soberba,soberba, que é um dos maiores pecados (se não o maior) dos pata (socialistopata= comunistopata= nazistopata= facistopata= marxistaopata= sociopata). Parabens. ab.
  • Guilherme Benezra  18/11/2012 17:55
    É realmente muito reconfortante saber que existem pessoas que pensam igual a você. Realmente, na minha faculdade não há esse ambiente ''hostil'' e muitos dos meus professores incentivam novos conhecimento, mas mesmo assim E.A ainda é algo ''bem novo'' (Apesar de ser a mais antiga Escola Econômica). Recomendo, caso ainda não faça parte, que você entre no Estudantes pela Liberdade ou mesmo no grupo Liberalismo, é sempre bom saber que você não está sozinho^^.
  • Fernando Rocha  18/11/2012 20:38
    Excelente podcast, o Guilherme demonstra um enorme conhecimento para alguém tao jovem!
  • Cristiano  27/11/2012 06:32
    Excelente entrevista!!
    Um absurdo eu só ter escutado agora. Como costumo dizer: A maior qualidade do IMB é sua audiência. Extremamente qualificada, dedicada e ativa!
  • Artur  28/01/2014 00:45
    Bela entrevista. Também não sei a razão de ter demorado a ouvir. Todos teus amigos tem orgulho de ti.


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