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sexta-feira, 25 3aio 2012
21º Podcast Mises Brasil - Joel Pinheiro da Fonseca

logo_baixa.jpgENTREVISTA 21 - JOEL PINHEIRO DA FONSECA

"A melhor defesa do capitalismo é essa que vê como ele está em profunda consonância, como o livre mercado está em profunda consonância com a natureza humana e com o florescimento do indivíduo", afirmou Joel Pinheiro da Fonseca nesta entrevista ao Podcast do Mises Brasil, pontuada de frases contundentes em defesa da liberdade. "Estou mais próximo daquela visão moral do capitalismo que seria a de Ayn Rand, que une uma visão econômica, uma defesa econômica do sistema de livre mercado, e também a percepção da importância moral dele, e de como os sistemas contrários, intervencionistas ou até socialistas, se alimentam exatamente do que há de pior no ser humano e condenam o que há de melhor nele, por mais que as intenções de seus defensores não sejam essas."

Formado em economia e filosofia, mestrando em filosofia pela USP, membro do Instituto de Formação e Educação (IFE) e editor da revista Dicta&Contradicta, Joel tem contribuído de forma substantiva para o debate liberal. Nesta conversa, ele explica sua visão sobre a virtude do lucro, disserta sobre a moralidade e o mérito social do capitalismo e sobre a importância do empreendedorismo. "O capitalismo entendido como livre mercado, exige das pessoas uma virtude, porque elas estarão em contato e terão que se adequar à realidade, não poderão viver dentro de uma bolha artificial criada pelo estado para sustentá-las numa situação irreal."

O editor da Dicta&Contradicta também comenta a inclusão de Platão, autor que estudou informalmente, como um dos inimigos da liberdade na obra A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, de Karl Popper, e expõe sua crítica a um certo tipo de conservadorismo em voga no Brasil assunto sobre o qual escreveu dois textos no blog Ad Hominem (aqui e aqui), além de sugerir qual seria a melhor defesa moral que se pode fazer do livre mercado sem cair num discurso exclusivamente panfletário: "A defesa do capitalismo pode partir também de uma certa visão do que é o ser humano, do que é o florescimento humano e de como o homem precisa de um ambiente livre, um ambiente em que ele possa tentar, possa se arriscar, possa criar livremente para viver da melhor forma possível."




  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  25/05/2012 14:48
    "A defesa do capitalismo pode partir também de uma certa visão do que é o ser humano, do que é o florescimento humano e de como o homem precisa de um ambiente livre, um ambiente em que ele possa tentar, possa se arriscar, possa criar livremente para viver da melhor forma possível."

    Perfeito!
    Pode ter certeza de que esta frase ainda vai circular muito no Facebook.
  • Roberto Maia  25/05/2012 16:50
    Curti o Judas Priest!

  • Fernando Chiocca  25/05/2012 18:24
    Break the law!!!!!

    Mises é metal!
  • Bruno Garschagen  28/05/2012 10:44
    Vinheta criada com a música sugerida por você no Fórum da Liberdade, Fernando. Abraços.
  • Paulo  15/06/2012 03:49
    A igreja catolica romana sempre foi inimiga do lucro,visto como pecado, apesar dela ser trilhonaria, por que sera?
  • Joel Pinheiro  21/09/2012 18:37
    Paulo, o lucro nunca foi condenado pela doutrina oficial da Igreja, embora tenha demorado algum tempo até que ele fosse moralmente justificado.

    Já a cobrança de juros, essa sim, foi proibida oficialmente. E foi graças em larga medida ao trabalho de pensadores católicos que pouco a pouco a doutrina foi mudando até que, finalmente, a proibição caiu por completo.

    De fato, o entendimento econômico que se tinha no passado (especialmente antes do século XVIII) era muito precário, e isso levava a posições morais que, com o que conhecemos hoje, não se sustentam. Mas veja só: imagine que não se tivesse o entendimento de por que existem os juros; num contexto intelectual assim, os juros pareceriam realmente apenas como uma cobrança a mais, imposta, e que seria injusta, pois um dos lados fica com menos e outro com mais. Isso não justifica o erro da proibição, mas torna-o compreensível.

    Se você ler, por exemplo, uma carta encíclica como a Rerum Novarum do Papa Leão XIII, ou a Centesimo Anno de João Paulo II, verá nelas muitos princípios e entendimentos bastante favoráveis ao livre mercado. Nenhuma delas, é verdade, advoga o tipo de livre mercado defendido neste site, mas contêm, ainda assim, muitas coisas positivas, que bastam para acabar com essa ideia que a Igreja é uma instituição anti-mercado.
  • Bruno  21/09/2012 15:33
    Paulo

    A Igreja Católica nunca foi contra o Livre Mercado. O que acontece é que, no caso de São Tomás de Aquino, por exemplo, ele defendia o Livre Mercado, apesar de condenar os empréstimos com juros, fato que considerava pecado. Acho que é isso que a Igreja Católica condena.
    Obs.: Eu não sou católico


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