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sexta-feira, 4 39aio 2012
18º Podcast Mises Brasil - Daniel Marchi

logo_baixa.jpgEntrevista 18 - Daniel Marchi

 

Daniel Marchi é um dos fundadores do Grupo de Estudos de Escola Austríaca de Brasília e talvez o principal articulador e difusor do pensamento Austríaco na capital do país. Economista e servidor público (é especialista em regulação na Anatel), além do fato de morar no Distrito Federal, conhece na prática a teoria da intervenção do pensamento Austríaco a que também dedica seus estudos.

Perguntado sobre como é defender uma perspectiva pró-mercado e pró-iniciativa privada numa capital onde os incentivos para ser estatista são tão poderosos, Marchi afirmou:

"Há dois grandes obstáculos aqui em Brasília: fazer com que as pessoas recuperem a capacidade de abstração. Mais aqui do que em qualquer lugar do Brasil, a cabeça das pessoas foi completamente estatizada, completamente dominada pelo pensamento estatista. Quase ninguém aqui consegue conceber soluções fora do plano estatal, soluções que se baseiem na livre celebração de contratos, na capacidade criativa dos empresários, até mesmo na capacidade caritativa das pessoas. O primeiro desafio é esse. Trazer uma abordagem que faça com que as pessoas consigam abstrair, sair do quadradinho estatista.

O segundo obstáculo é mostrar que você não é maluco e não está fazendo nenhuma piada. Porque quando a pessoa demonstra um pouquinho de abertura e tem um pouquinho de sensibilidade, ela percebe que o discurso liberal, o discurso voltado para a preservação da propriedade privada, aquilo, no limite, conspira contra o emprego dela. Você tem que mostrar que aquilo não é uma brincadeira, mas uma defesa séria do livre mercado e da propriedade privada."  

Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil, Marchi conta como e quando o grupo de estudos foi criado e comenta as lições extraídas do primeiro Encontro de Escola Austríaca de Brasília realizado em abril com apoio do Instituto Mises Brasil e com palestras de seu presidente Helio Beltrão e do professor Fábio Barbieri. Católico, ele também respondeu sobre sua perspectiva a respeito da posição da Igreja acerca do livre mercado e da propriedade, e como concilia sua posição conservadora com as ideias libertárias.





  • Andre Luiz S. C. Ramos  04/05/2012 11:35
    Excelente entrevista, Daniel.\r
    A parte final está impecável. É possível, sim, ser conservador e libertário. Basta ter os seus valores e não querer impô-los aos outros. E mais: desde quando o Estado tem "envergadura moral" para impor valores à sociedade?\r
    Parabéns ao entrevistado e ao entrevistador.\r
    Como membro do GEEA-DF, fico muito feliz em ver o trabalho do Daniel ser reconhecido, pq tenho acompanhado de perto sua luta incansável.\r
    Abraços.
  • Absolut  04/05/2012 12:52
    Impecável mesmo.
  • Rodrigo A.  04/05/2012 12:53
    Muito bom! Recomendo aos editores do Mises a falar de forma mais enfática que o Libertarianismo não prega o ateísmo, não é anti-religioso. Vejo alguns Libertários ativos fazendo essa campanha, eles têm toda a liberdade para fazê-la, mas percebo que os seguidores(principalmente no Facebook) recebem essa mensagem truncada como se fosse institucional (esse "problema" vejo mais no Liber) mas nos comentários de todos os institutos liberais vejo essa pregação de uma tropa de choque mais ativa.
  • Fernando Chiocca  05/05/2012 02:33
    Eu não sou religioso, mas ateiísmo é a maior imbecilidade que existe. Ateus são burros. E são os maiores dos crentes. Eles tem um fé enorme, uma certeza baseada apenas numa fé cega, de que Deus não existe. E ainda, arrogantemente, chamam os religiosos de "crentes".

    Ok, os religiosos tem algumas crenças que não são possíveis de serem provadas.... mas os ateus também possuem uma crença sem fundamento algum.. só que a crença dos ateus é totalmente ilógica... é uma imbecilidade fenomenal... é dizer que TUDO surgiu do NADA. É a fé de dizer que uma consequência não tem causa, de dizer que um efeito não teve origem... enfim... é dizer que um círculo quadrado existe.

    E quando esses crentes ateus, totalmente ignorantes sobre a espetacular história do catoliscismo e de como a ciência dependeu do mesmo, veem querer dizer não só que religião é incompativel com o libertarianismo, como também é incompatível com a razão; isto nada mais é que um atestado de burrice.

    Daniel, parabéns pela entrevista. Faço votos que você se livre do parasitismo o quanto antes.
  • Paulo Sergio  05/05/2012 07:38
    'Eu não sou religioso, mas ateiísmo é a maior imbecilidade que existe. Ateus são burros. E são os maiores dos crentes. Eles tem um fé enorme, uma certeza baseada apenas numa fé cega, de que Deus não existe. E ainda, arrogantemente, chamam os religiosos de "crentes".'

    SE eu fosse ateu, diria nessa hora que isso é uma questão de inversão do ônus da prova.
    Quem tem que provar que existe Deus, ou espírito ou coisas do tipo é quem afirma, como ninguém provou nada pra eles é o mesmo que nada.
  • Fabio MS  07/05/2012 12:30
    Alguém, por acaso, já provou a existência do Big Bang?
  • Helio Beltrao  04/05/2012 22:00
    O Instituto Mises Brasil não é antirreligioso nem prega o ateísmo. Mas tampouco pregamos religião. O foco do Instituto é a ciência social, principalmente a economia. Questões sobre fé (ou a falta de) não cabem no Instituto.
  • Pedro Griese  05/05/2012 14:28
    Agradecendo ao Helio pela intervenção que clarifica o posicionamento do IMB.
  • Marco Vicentin  05/05/2012 04:59
    Grande Daniel, sem dúvidas estamos perdendo a cada dia a nossa liberdade... Ainda bem que existem pessoas que incomodam os formadores de políticas públicas dentro de seus ninhos...
  • Lucas Mendes  18/05/2012 05:58
    Entrevista excelente, Daniel! Parabéns!
    O encerramento com campari foi demais!


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