clube   |   doar   |   idiomas
terça-feira, 13 mar 2012
11º Podcast Mises Brasil - Leandro Roque
logo_baixa.jpg


11- Entrevista com Leandro Roque

Editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil, nesta entrevista ao podcast Leandro faz uma critica contundente e fundamentada contra a existência do Banco Central, apontando as diversas e maléficas interferências da instituição na economia que acabam por desequilibrá-la e pervertê-la. Leandro aponta qual seria o melhor caminho da transição rumo à extinção do BC e as várias medidas necessárias para fazê-lo de forma a retirar do estado o enorme poder intervencionista na economia e no funcionamento dos mercados.

O editor do site do IMB também explica de que forma uma economia de mercado completa, ilimitada, irrestrita e intacta, sem concessões, seria mais benéfica para a sociedade, ratifica a posição teórica segundo a qual o estado mínimo é uma impossibilidade e desenvolve algumas observações sobre o anarcocapitalismo.




  • bob  19/03/2012 20:58
    Parabéns Leandro!
    Acompanho seu trabalho no Mises há bastante tempo e como sempre suas colaborações são fantásticas.

    Um grande abraço
    bob.
  • Helena  22/03/2012 06:10
    Leandro,\r
    \r
    \r
    A verdade não admite dissimulações.Suas opiniões são claras e exalam forte convicção.Aliás,as opiniões circulam por aí como as moedas;poucas pessoas são capazes de verificar o seu peso,valor e brilho intrínseco.\r
    Admiro você.\r
    Helena.
  • Rafael  22/03/2012 11:50
    Perfeito.

    Parabéns por todo seu trabalho, Leandro.

    Abraço de outro admirador seu.
  • Marc...  22/03/2012 08:47
    Parabéns ao IMB por ter o Leandro entre seus integrantes.

    Seria ele o futuro Ron Paul brasileiro?
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  22/03/2012 10:47
    Fantástica entrevista! Congratulações ao Leandro pela clareza e coerência na exposição de seus argumentos.
  • Leandro  22/03/2012 11:28
    Prezados, agradeço a todos pelas manifestações. São a minha cachaça.

    Abraços!
  • anônimo  22/03/2012 11:55
    Faço minha as palavras de MArc:

    "Parabéns ao IMB por ter o Leandro entre seus integrantes"

    Quando é que vai sair o podcast do Fernando Chiocca?
  • Absolut  23/03/2012 17:08
    Você tá falando do show "Nós Na Fita"?
  • Angelo T.  23/03/2012 14:54
    Bom podcast!\r
    \r
    Pô Leandro, o poder corrompe mesmo! Você no comando do Banco Central já deixou claro que imprimiria dinheiro para fazer justiça social, às custas do restante da população. Assim não dá! :-)
  • Fernando Chiocca  27/03/2012 08:17
    O Leandro deu com a língua nos dentes e revelou nosso plano de poder!!!
  • anônimo  27/03/2012 11:41
    Bem que eu suspeitava...essa carinha de bom moço do Hélio nunca me enganou! XP
  • Gustavo Sauer  23/03/2012 16:19
    Acho os textos e comentários do Leandro um prazer de ler. E espero um dia poder agradecê-lo pessoalmente pelo trabalho frente o IMB. É um verdadeiro professor e ganhou o meu respeito e admiração.

    Entretanto, queria chamar atenção ao que talvez tenha sido um descuido de expressão do Leandro. Perto do final, ali pelos 40min, o Leandro fala como uma sociedade ANCAP depende do apoio ideológico da população. Concordo. Mas logo em seguida ele acrescenta que se a população do Acre quiser viver subordinada a um governo, isso é um direito deles. Apenas não concordo com o uso do termo "direito" neste caso.

    Dizer que a maioria da população de um Estado tem o direito de impor ao restante a forma de organização política é negar o direito individual à liberdade. E mesmo que 100% das pessoas do Acre queiram continuar no arranjo atual, ainda assim não seria legítimo, pois estariam infringindo a liberdade das crianças e daqueles ainda por nascer.

    Acredito que o Leandro quis apenas lamentar o fato que, se uma maioria não consegue ter a percepção da sua própria escravidão, então há pouca coisa que podemos fazer além de tentar mudar suas opiniões.

    Concordam?
  • Leandro  23/03/2012 16:56
    Prezado Gustavo, muito obrigado pelas palavras.

    Uma coisa que sempre me deixou totalmente resistente a fazer discursos ou falar de improviso é justamente o fato de que, ao falar ao vivo, você não tem como trabalhar suas palavras da maneira mais clara possível, o que sempre deixa aberta a possibilidade de más interpretações e distorções.

    Se até mesmo na palavra escrita -- na qual você tem total flexibilidade para expressar suas ideias da maneira mais explícita possível -- sempre sobra uma margem para dúvidas e más interpretações, que dirá então em falas de improviso e com o tempo contado.

    O que eu quis dizer é que, se uma parcela da população do Acre quer viver sob um governo estadual, ninguém de outro estado da federação tem o direito de proibi-los disso. Escravidão consentida é, em minha opinião, um exercício de liberdade. Agora, se uma fatia do Acre quer governo estadual, mas a outra fatia não quer, então isso é algo que terá de ser resolvido entre eles. Gente de outros estados não tem nada a ver com isso. Caso contrário, estar-se-ia defendendo o intervencionismo ao estilo americano, no qual se invade localidades à bomba unicamente para impor costumes e estilos de vida.

    Era isso.

    Grande abraço!
  • EUDES  27/03/2012 13:56
    Ideias claras, realistas e factíveis. Pena não termos outros Leandros na TV.
  • Arnaldo  01/04/2012 12:25
    Parabéns ao IMB, Bruno e Leandro. Gostei muito, só acho que a entrevista ficou muito curta,poderia fazer a segunda parte, pois o Leandro tem muito a falar, ensinar, e explicar.
    Abraços.
  • Vinnícius  02/04/2012 10:07
    Leandro, se você concorda com o argumento anarco-capitalista de que é impossível impedir um estado mínimo de crescer novamente, mas também acredita que o anarco-capitalismo é inviável, então afinal que é sua opinião definitiva sobre a forma de governo ideal? ao meu ver, alguém que não concorda com o minarquismo nem com o anarco-capitalismo, mas é totalmente a favor do livre mercado, só pode ser a favor do livre-mercado imposto de forma ditatorial, à maneira Pinochet e Singapura.
  • Leandro  02/04/2012 10:25
    Prezado Vinnícius,

    Eu nunca disse que o anarcocapitalismo era inviável. Não utilizei em momento algum esta palavra. O que eu disse é que não visualizava tal modelo sendo adotado no Brasil em um futuro próximo (ou por acaso existe esta chance e eu estou alheio a esta maravilhosa realidade?).

    Da mesma maneira, também fui claro quanto ao meu apoio ao minarquismo. Dizer que ele não se sustenta indefinidamente não quer dizer que ele não deva ser tentado, e eu fui explícito em meu apoio a qualquer partido que defenda o minarquismo. Ademais, o fato de ele não ser sustentável não significa que, uma vez implementado, já no ano seguinte o estado será máximo. Não, o minarquismo pode durar décadas, beneficiando enormemente as pessoas que viverem neste período.

    Adicionalmente, também fui claro quanto à defesa de um federalismo pleno como sendo a opção mais prática possível em um futuro próximo.

    Por último, rechaço sua acusação de que defendo formas ditatoriais de imposição de livre mercado, mesmo porque, no mínimo, também me expressei claramente contra tal medida (como no exemplo do Acre). Favor ter mais atenção e ser menos precipitado nas conclusões.

    Abraços!
  • Vinnicius  06/04/2012 11:26
    Realmente o anarco-capitalismo não pode ser avistado no horizonte das políticas econômicas brasileiras futuras, mas é que me deixa intrigado estar apoiando o Minarquismo mesmo sabendo que a longo prazo ele leva o Estado a crescer novamente, não que ele se torne inviável por conta disso, de maneira nenhuma, eu também apoio o Minarquismo, porém sabendo do fato que citei anteriormente, fica claro que ele não é um fim em si mesmo, pois fica a pergunta no ar: em um país Minarquista e próspero, quais medidas devem ser tomadas para impedir que o Estado cresça novamente? os anarco-capitalistas defendem que a este ponto o Estado deve ser extinguido. Com o país nesse estágio, você acha o anarco-capitalismo viável? se não, então quais medidas deveriam ser tomadas?
    Me perdoe pelo comentário anterior, e desconsidere-o, na medida do possível. É que alguém que sabe da expansão potencial do Estado Minarquista, mas o apóia mesmo assim, acredita nele então como uma forma de transição para o anarco-capitalismo, ou como eu disse, acredita em uma ditadura como forma de manter o estado mínimo (ao menos economicamente), como tinha concluído erroneamente que você achava o anarco-capitalismo inviável, citei então a segunda alternativa. Mas essa é a minha visão, provavelmente bem limitada, gostaria de saber quais são as outras alternativas, e qual sua opinião dado esse contexto(já sabendo que você não apóia ditaduras sob quaisquer circunstâncias, assim como eu) Peço desculpas novamente pelo tom de conclusão e acusação notados no comentário anterior.
    Eu me vejo na necessidade de tomar logo um posicionamento sobre o anarco-capitalismo, agora eu sou minarquista, pois no contexto atual alcançá-lo seria um grande avanço, porém no contexto que citei, seria necessário tomar um partido acerca dele, porque nesse contexto ainda estou confuso sobre o que deve ser feito para evitar a expansão do estado, então peço sua opinião.
  • Paulo Sergio  06/04/2012 12:59
    O problema do brasil é o povo, logo, NADA vai ser capaz de salvar o brasil.
  • Catarinense  06/04/2012 14:14
    Se o minarquismo leva a um estado grande, será que não poderia levar também a um estado inexistente? Antes do séc. XX não existiam evidências tão concretas contra o agigantamento do estado como temos hoje. Quem sabe, partindo de um estado mínimo após uma grande recessão, não se venha a criar uma sociedade com uma presença menor ainda do estado, agora que temos os exemplos que não devem ser seguidos?
  • Vinnicius  07/04/2012 11:48
    Eu citei isso: alguns acreditam no minarquismo somente como forma de transição para o anarco-capitalismo.
  • Renê  06/04/2012 17:00
    Que bom ler isso, até que enfim algo 'pé no chão' aqui no Mises.
  • Alfeu Rabelo Neto  15/06/2012 00:19
    Alguém poderia me passar o link pro artigo que fala das empresas tenderem a ser menos eficientes quão maiores forem?
  • Leandro  15/06/2012 04:18
    Alfeu, é este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057

    Abraços!
  • Catarinense  15/06/2012 06:23
    Acho que dá pra colocar a Varig como exemplo clássico.
  • Leonardo  18/06/2012 12:44
    Só tem um problema, Leandro. No Podcast vc disse:

    "Se o Fed parar de imprimir dinheiro, parar de manipular os juros, o poder do presidente americanos fica completamente restringido. Guerras, bases militars ao redor do mundo, invasões, bombardeio de países, nada disso ele poderia fazer à vontade."

    Como o governo fez guera com a Espanha no sec. XIX numa época em que nem existia BC e se vivia o padrão ouro?
  • Leandro  18/06/2012 12:56
    Ora, Leonardo, por que você não se aprofundou nesta sua descoberta? Por exemplo, quanto tempo durou esta guerra? Respondo para você: três meses! Sim, 3 meses. E quanto tempo costumam durar as guerras pós-Banco Central? Nunca menos do que 5 anos.

    E é exatamente este o ponto.

    Sem banco central, meu caro Leonardo, não há financiamento "indolor" de guerras. Ou o governo aumenta violentamente os tributos ou se endivida enormemente, algo que faria elevar todos os juros da economia, e paralisaria a atividade economia. E estes impedimentos, por si sós, já fazem qualquer governo pensar várias vezes antes de incorrerem em expansões militares.

    Você acabou de descobrir um dos pilares básicos da teoria econômica.

    Grande abraço!
  • Leonardo  18/06/2012 13:29
    Então se aprofunde um pouco. Pois no sec. XIX os EUA se envolveram em mtas guerras: com a Espanha, com o México, até em guerras da Inglaterra se envolveu (este último se envolveu em mtas guerras no sec. XIX, mas ñ vou citar pq já tinha um BC...)
  • Leandro  18/06/2012 18:01
    A guerra contra o México foi a única que não foi financiada inflacionariamente. Pudera, ela foi lutada quase que inteiramente por voluntários. Duh. Se você tem uma legião de soldados dispostos a morrer de graça, ter um banco central é a última das preocupações. Aliás, se houvesse um banco central, a quantidade de "voluntários" certamente aumentaria, e todos acabariam sendo pagos, aumentando ainda mais a destruição.

    No mais, continue procurando um só exemplo de guerras contínuas e prolongadas, bem como a criação de centenas de bases militares mundo afora, feitas por um país que contasse exclusivamente com a tributação e com a emissão de dívidas, e nunca com a emissão de moedas. Se achar um, você encontrou um furo histórico.
  • Patrick de Lima Lopes  02/10/2012 15:16
    Leandro, qual seu pensamento sobre Milton Santos?

    Segundo ele, a inflação dos últimos anos foi resultado da enchente de dólares convertendo-se em reais desde a "abertura" do Brasil ao mercado internacional.
    (Em outras palavras, a globalização é a culpada.)

    E outra pergunta, se não for incomodar, se turistas do Rio vão à Bahia e gastam muito dinheiro lá(Suficiente para aumentar a quantidade de reais no estado), este processo gera inflação?
  • Leandro  02/10/2012 15:34
    Não sou profundo conhecedor de sua obra, portanto, não irei comentar sobre ele.

    Em relação a essa teoria da enxurrada de dólares, ela procede caso o câmbio seja estritamente fixo. Em um regime de câmbio flexível, por outro lado, não há nenhuma necessidade de o Banco Central imprimir reais para comprar dólares. Se ele faz isso, é porque o câmbio não é flexível. Portanto, na prática, uma enxurrada de dólares não tem por que causar inflação. Só se o Banco Central quiser.

    Logo, a máxima austríaca continua válida: uma inflação contínua e permanente é e sempre será causada pelo Banco Central. Em um regime de moeda fiduciária e de curso forçado, apenas o Banco Central pode gerar inflação contínua.

    Isso também responde a estultice de se dizer que a globalização causa inflação. Como ele explica a hiperinflação do final da década de 1980, justamente quando as fronteiras do país estavam mais fechadas que Alcatraz e havia fuga de dólares?

    Repito meu conselho de sempre: fique longe de ideólogos (embora não seja nenhum especialista em Milton Santos, sei que ele é um). Eles nada trazem de positivo quando resolvem falar sobre economia.

    Sobre o turismo, se o dinheiro entrar e não sair (algo não muito realista), sim, pode haver inflação de preços local. Mas como o dinheiro recebido acaba sendo "exportado" para outras cidades e outros estados (para se "importar" bens de São Paulo, por exemplo), não acaba havendo tempo para esta inflação de preços se materializar.

    Abraços!
  • Camarada Friedman  22/06/2012 18:02
    Em um país sem banco central, sem "casa da moeda" e com Free Banking. Qual seria o critério do estado para recolher os impostos ? Digo, com várias moedas competindo, qual eles iriam escolher ?
  • Leandro  25/06/2012 11:13
    Isso seria, deliciosamente, um problema exclusivo para os burocratas. Certamente não serei eu quem lhes dará dicas. Aliás, isso, por si só, já seria um motivo mais do que indiscutível para se defender este arranjo monetário.
  • Rodrigo Mak  07/07/2012 19:33
    Leandro,

    Você explicou o que faria se fosse o presidente do BC.
    E se fosse o prefeito de uma cidade média ou grande?
    Que tipo de medida econômica Austríaca seria possível tomar nesse caso, se é que existe alguma?

    Abraço.
  • Luciano  05/12/2012 19:12
    Bruno,

    Fiquei curioso em relação a esta corrente libertária citada por você que defende uma combinação de monarquia e anarcocapitalismo. Não entendo o sentido de tal arranjo, mas tenho interesse em saber mais a respeito se puder me indicar alguma referência.

    Grato pela atenção e parabéns pelo ótimo trabalho na condução dos podcasts.
  • Trevor Reznick  25/02/2013 17:51
    Leandro,
    Primeiramente parabéns pelo Podcast, achei muito interessante e esclarecedor. Ao final do podcast você fala sobre as mudanças que você faria no sistema bancário se você fosse presidente do Banco Central, e depois de explicar diz que aquelas idéias não são suas. Pois bem, eu gostaria de saber como eu faço pra ler essas idéias por completo, tem em algum livro ou artigo?

    Abraço!
  • Leandro  25/02/2013 18:08
    Trevor, há o livro do Jesús Huerta de Soto, capítulo 9. Há também ideia semelhante no livro do George Reisman, Capitalism, capítulo 19, Parte C (estou sem o link aqui, mas é fácil achar no site dele, Capitalism.net).

    Abraços!
  • Trevor Reznick  25/02/2013 18:24
    Muitíssimo obrigado, Leandro!

    Já peguei ambos os livros.

    Abraço.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.