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Curso
Como paradigmas são quebrados, o exemplo da escola Austríaca
com Erick Skrabe

Início: 04/04/2013
Fim: 04/04/2013
Horário: 20:00
Duração: 1:30 + 30 minutos para perguntas

R$29,00


Nós possuimos uma forma de pensar, uma mecânica, por assim dizer, fortemente influenciada por nosso meio. Essa mecânica nos ajuda a comunicar, a aprender e a ensinar. É por meio dela que vem grande parte do progresso. Grande parte, mas não "todo". Por estarmos muito presos a este modelo, limitamos outras formas de organizar os pensamentos. E esta é a fonte dos grandes saltos do progresso: as Revoluções (industrial, científica etc.).

Nesta aula, vamos tentar entender este meio e esta mecânica. Começarei falando sobre a cultura. Ou melhor, as culturas: do  país, da empresa e principalmente da escola. Existem muitas definições complexas, mas vou partir de um conceito simples, baseado em Fons Trompenaars: Cultura Coorporativa é a forma como fazemos as coisas por aqui.

As culturas surgem com as respostas para lidarmos com os problemas. Começam com coisas banais, como a forma como as crianças vão ser criadas, como vamos comer, quem vai plantar, como trataremos dos doentes e até mesmo como iremos ao banheiro ou dormiremos. Mas também está presente em coisas complexas. Os Estados Unidos, por exemplo, começaram como um país comunista: não havia propriedade privada. Após quase todos morrerem de fome, foi tentada uma medida desesperada: o livre mercado. Deu tão certo que esta resposta ficou incorporada dentro de sua cultura e em pouco tempo uma colônia de pessoas literalmente morrendo de fome venceu a maior potência da época, a Inglaterra.

Como os problemas e a forma de encontrar soluções mudam, a cultura também. Farei uma rápida análise sobre isso com alguns comparativos baseados em Geert Hofstede. O exemplo americano aparece aqui novamente: os EUA de hoje já não são mais o mesmo de 1776.

Chegaremos à cultura das escolas, onde são aplicados alguns modelos que aparentemente funcionaram e que nunca são questionados, pelo mesmo motivo que não questionamos por que temos 3 refeições por dia. Estes modelos prontos (ou suposições) são os paradigmas. Mas o que fazer quando estes modelos falham? Surgem novos modelos completamente distintos, algo que ficou célebre no termo "Quebra de Paradigmas" de Thomas Kuhn.

Vamos olhar um pouco mais de perto como ocorreram essas revoluções no passado e como elas estão ocorrendo hoje mesmo, utilizando o ótimo exemplo da falha dos modelos keynesianos. Demosntrarei isso com textos do mais famoso keynesiano da atualidade, o Sr. Krugman. Também faremos uma revisão de como a Escola Austríaca já estava prevendo estas falhas e propondo soluções, inclusive para o Brasil.

Tudo isso ajudará a entender por que o governo nunca conseguirá guiar a economia para incentivar quebras de paradigma e, consequentemente, grandes ganhos de produtividade.

O que torna este exemplo tão fascinante é que esta nova forma de pensar não é nova. É a mais antiga escola de pensamento econômico sendo redescoberta.

 

Leitura complementar:

Fons Tormpenaars:

No livro "Riding the Waves of Culture" ele sugere a criação de algumas "Dimensões Culturais" para comparar diferentes culturas.

Geert Hofstede:

Há 2 principais livros: "Software of the Mind" e "Cultures Consequences". O primeiro é uma ótima introdução, o segundo é um pouco extenso (mais de 800 páginas), mas é uma leitura fascinante, citada em mais de 1000 trabalhos científicos.
No seu site, pode-se comparar diferentes culturas através de algumas "Dimensões Culturais" (que são um pouco diferentes das propostas por Fons Trompenaars).

Murray Rothbard:

A mente inquieta de Rothbard permitiu diversas quebras de paradigma, ajudando a propor ambientes propícios a mais quebras de paradigma. Há este artigo curto mas bastante conciso: http://www.lewrockwell.com/rothbard/rothbard105.html

 

 


autor

Erick Skrabe

é empresário do ramo de automação industrial tendo atuado no Brasil, Chile e Estados Unidos. Formou-se com nota máxima em seu MBA, após avaliação por 2 ex-ministros da educação, na Universidad Adolfo Ibañez (Chile) com passagem pela INSEAD (França) e Bocconi (Itália). Também atuou como professor universitário de Consultoria e ajudou a fundar o Mises Chile e a Ass. Cul. Ludwig von Mises Italia.