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Últimos comentários


E um adendo: ao invés de a AGU ficar atrapalhando a vacinação privada, deveria estar, por exemplo, defendendo as liberdades individuais, afinal se o governo federal aplicar um decreto ao "estilo Ron DeSantis" de proibir obrigatoriedade de máscaras e restrições, será barrado em alguma instância do Judiciário e nesse caso seria chamada a AGU (pelo menos é o que eu suponho, porque não sou da área de Direito). No governo Temer houve um caso onde um juiz suspendeu o aumento de impostos sobre a gasolina e então a AGU foi acionada e a decisão do juiz foi anulada.


O absurdo é que o sujeito que vai se vacinar contra o coronavírus não pode nem escolher a vacina que vai tomar (aqui onde moro parece que só tem a Sinovac para quem ainda não tomou a 1ª dose). Ele simplesmente toma aquela que o burocrata determinar e só pode tomar nas unidades de saúde que estão na mesma cidade onde reside. Só que mesmo assim ele é obrigado a pagar o SUS, senão será preso. Isso mostra como a "saúde pública" é nada mais que socialismo na saúde. Racionamentos, restrições e burocracias.

Agora basta ver na Flórida e ver que há mais locais de vacinação do que provavelmente postos de gasolina (inclusive em supermercados e farmácias). Sorte dos brasileiros que se vacinam lá.


Eu estava me referindo a 2021, não 2020 ano em que os preços do barril estavam em mínimas históricas. E se referindo a pares do setor. Quanto a empresa mais lucrativa o ponto em questão são a capacidade de geração de caixa, margens e dividendos muito, mais muito superiores a suas concorrentes do setor de petróleo.

Se olhar com atenção verá que o P/L da empresa está bem descontado, assim como margens,ROE, EBITDA acima dos pares.

O valor da ação não disparou por causa das constantes ameaças de interferência na empresa no preço dos combustíveis, a última uma fala do Bolsonaro e Pacheco de mudar a lei da paridade internacional, não os excelentes resultados da empresa com dividend yield de 17% agora. Que empresas do mundo tem dividendos de 17% ao ano?

www.marketscreener.com/quote/stock/ROYAL-DUTCH-SHELL-PLC-6273/financials/

www.infomoney.com.br/cotacoes/petrobras-petr4/

www.marketscreener.com/quote/stock/SAUDI-ARABIAN-OIL-COMPANY-103505448/financials/

blocktrends.com.br/como-a-petrobras-foi-de-quase-falida-para-petroleira-mais-lucrativa-do-mundo/


Estou falando de 2021. Qual o sentido de pegar o ano em que os barris de petróleo estavam nas mínimas históricas. Em 2020 a própria petro teve prejuízos.



Falso. É que ultimamente o lucro em algumas empresas tem caído por causa do covid. Foram elas que baixaram, não a Petrobrás que tá no céu. Ela tá na média normal. Mas tá muito melhor que na época da dilmandioca, que destruía o capital da empresa e isso refletia no valor da ação. Ao contrário, se os lucros da Petrobrás tivessem explodido, o valor da ação também ia às alturas



Só de lucro esse ano deve ser mais que 100 bilhões de reais.

Estamos falando de uma empresa com valor de mercado de 350 bilhões de reais que gerou um lucro de 100 bilhões, um incrível P/L de 3. Estamos falando de um potencial de reservas de petróleo,refino e distribuição de gas natural que poderiam colocar a empresa entre uma das 10 maiores do planeta. Se tivessemos menos impostos, menos regulação,juros mais baixos, estabilidade economica ela poderia sim ser uma das 5 maiores empresas do planeta.

Por isso não faz nenhum sentido quebrar a empresa em vários pedaços. O setor de petróleo e gás precisa de um Capex muito alto e capacidade de capilaridade. Nos EUA, desde o fim da Standart Oil Company por meio do Shermman Act o mercado do petróleo aos poucos foi parar na mão da OPEC. Isso foi terrível, pois uma empresa que fornecia uma extração barata e abundante foi trocada por empresas com menos capex.

Nos anos pós 2008 com a descoberta do xisto parecia que teria fim ao reinado da OPEC, mas a maioria dos produtotes de xisto operam alavancados devido ao custo de produção alto, levando aos preços negativos no início da pandemia.

Hoje se fossem vender a Petrobras deviam a vender inteira sem repartição, mas se quiserem concorrência extinguam a ANP, reduzam impostos no lucro,renda,combustível.


Isso me parece a falácia do verdadeiro escocês: os conservadores só tem virtudes, os defeitos são todos empurrados para outra denominação. O lado esquerdo faz exatamente a mesma coisa usando outras palavras. E, na prática, nem uns nem outros são tão puros e limpinhos assim.

Aliás, é o mesmo problema com a eterna briga entre as diversas igrejas: cada uma afirma ser a única correta e ao mesmo tempo um modelo de tolerância. Na prática, vivem se xingando e se acusando mutuamente, na melhor definição de intolerância.


Com certeza serve para o Brasil e tem artigo aqui no site sobre isso. imagine que você investiu 60 mil reais no tesouro direto em 2006, com esse dinheiro você compraria um Honda Civic zero km naquele ano, imagina que depois de 14 anos seu dinheiro no tesouro direto tenha virado 80 mil reais, e queira comprar um carro equivalente, hoje um honda civic zero km está custando mais de 120 mil reais, isso foi só um exemplo bem rudimentar de como a inflação corroi o valor do dinheiro, não sei se o tesouro direto rendeu só 20 mil reais em 14 anos, estou só exemplificando, se rendeu, você perdeu dinheiro, se rendeu mais e empatou com a inflação, você apenas "guardou dinheiro embaixo do colchão".


Obrigado pela resposta Leandro. Sempre que algum líder do Mises Brasil vem responder os comentários é uma honra para nós.

2) Eu li o artigo e na realidade o que eu perguntei foi um pouco diferente disso. No caso do exemplo citado no artigo, os juros não eram totalmente flutuantes, eles eram rígidos e duravam por períodos de tempo estabelecidos por burocratas do Banco Central. Teoricamente existe algo que impede o Banco Central de começar a vender títulos públicos para que a SELIC suba progressivamente, sem estabelecer um valor definido e definitivo para ela, e esta leve o Dólar para algum valor estabelecido como por exemplo R$5,00? E, chegando nesse valor, que as operações de compra e venda de títulos públicos pelo Banco Central encontrem um equilíbrio para manter o Dólar neste valor? Seria como parar de usar as operações de compra e venda de títulos públicos para definir o valor da SELIC e passar a usar essas operações para levar a SELIC para o valor necessário para alterar ou manter a taxa de cambio do Dólar em relação ao Real.


1) Sim.

2) Câmbio fixo depende de reservas e não de juros. Arranjos heterodoxos tentam usar os juros para atrair reservas e, com isso, manipular o câmbio, mas tais arranjos não duram.

Artigo inteiro sobre isso:

www.mises.org.br/article/2196/os-tres-tipos-de-regimes-cambiais-existentes--e-qual-seria-o-mais-adequado-para-o-brasil

3) Com um câmbio fixo, você não controla nem juros e nem oferta monetária. Vide o link acima.


Não sei, mas tem a obrigação de ser. É monopolista, opera sozinha (refino) em um país continental, precifica em dólar e paga funcionários em reais. E, até onde se sabe, ao menos até agora não está sendo rapinada por desvios e corrupção.

Mamão com açúcar. Até eu consigo.


IOF sobre empréstimos certamente encareceria o crédito e, consequentemente, a demanda. Mas tende a repelir o capital estrangeiro (que foge de tributação).

Mas não entendi por que você quer onerar ainda mais o câmbio…


Eu recomendo então que você faça uma viagem, nem que seja só turística para esses lugares.

Se depender da internet, você será apresentado a um mundo fictício totalmente desconectado da realidade.

Eu mesmo levei um choque de realidade quando pisei na Ásia pela primeira vez (Japão e China, só conheço esses dois)

O Japão é um país muito superestimado, não é isso tudo que os otakus falam, aliás passa longe.
A China é um país muito subestimado, não é esse inferno que falam, aliás passa longe. (visto que eu moro hoje na China e NÃO QUERO voltar ao Brasil)



O Banco Central brasileiro ainda opera exatamente como o FED operava antes dos sucessivos QE a partir de 2008?

O Banco Centra brasileiro poderia fixar o valor do câmbio em qualquer valor usando a SELIC para isto? No caso o valor da SELIC seria flutuante e o câmbio seria fixo. Isso é realizável na prática?


É possível ter juros baixos com uma IOF alta, de forma que controle a inflação sem precisar elevar os juros, e afete o crescimento econômico?

Eu lembro que o Guido Mantega fez esse artifício em 2010...

Por exemplo o Governo Federal triplicar o IOF no câmbio e crédito para reduzir os empréstimos sem elevar a Selic.
O efeito seria parecido ao de elevar a taxa de juros ?


"juros baixos aumentam a base monetaria necessariamente?"

O que aumenta a base monetária é o Banco Central comprando ativos (normalmente títulos públicos) em posse do sistema bancário.

O BC cria moeda e deposita na conta que o sistema bancário tem junto ao BC (chamada de reservas bancárias); o sistema bancário repassa ao BC o título público.

É assim que a base monetária aumenta.

Quando a Selic cai, isso significa que o BC está aumentando o ritmo deste processo de injeção de reservas bancárias; quando a Selic aumenta, isso significa que o BC está reduzindo o ritmo deste processo de injeção de reservas bancárias.

Artigo inteiro sobre isso:

www.mises.org.br/article/344/a-taxa-selic--o-que-e-como-funciona-e-outras-consideracoes-parte-1

"Joao deposita 10 no banco. O banco empresta 10 para Maria. Os 10 reais continuam na conta do jõao ao mesmo tempo que estão na conta da maria. Logo se criou digitos eletronicos na conta de maria sem subtrai-los da conta de joão. Agora a economia tem 30 reais disponiveis para saque, certo?"

São 20 reais. Neste seu exemplo, a base monetária é $10 e o M1 é $20.

"Porém, quando Maria pagar o emprestimo, o banco deleta esse digito criado?"

Correto. Quando Maria quita o empréstimo, somem $10 (mais juros) da economia.

Normalmente, é claro, há mais concessões do que quitações de empréstimo, de modo que o M1 está sempre aumentando.

"Como funciona nessa parte que a pessoa paga o empréstimo, o que acontece com aquele digito eletronico CRIADO SEM LASTRO?"

Como dito, ele é deletado. Mas imediatamente outro é criado.

"O juros baixo estimula emprestar demasiadamente, logo juros baixos sempre irão aumentar a oferta monetaria, e se não houver crescimento economico, criação de MAIS BENS E SERVIÇOS como lastro dessa oferta monetaria, terá inflação."

Em tese, sim.

Mas juros baixos não necessariamente geram empréstimos a rodo. Isso já foi explicado aqui. Se os juros forem artificialmente baixos (por imposição do BC), torna-se arriscado demais emprestar. Por que emprestar a troco de nada e ainda correr o risco de levar calote?

Com juros artificialmente baixos, apenas os tomadores com bom histórico tendem a conseguir crédito.

"Logo reduzir juros ao passo do tamanho d ocrescimento economico, não gera inflação, porque aumenta se a oferta de moeda mas ao mesmo tempo que aumenta a produção de bens e serviços. Certo?"

Não peguei a lógica.

O fato é que se você conseguir injetar moeda no mesmo ritmo em que bens e serviços estão sendo criados, então sim, você tem inflação de preços zero.

A questão é: qual ser humano é dotado desta onisciência de saber exatamente quanto está sendo produzido e consumido, a cada segundo, por milhões de outros seres humanos?


"Pobreza menstural" é o conceito mais recente em solo brasileiro. Surgiu apenas em 2019.



Eu vejo muita gente criticar o conservadorismo sem saber direito o que realmente é, e muita gente que se diz conservador, mas não é: por exemplo, é bastante comum as pessoas confundirem os conservadores com os reacionários. O conservador é bastante cuidadoso nas mudanças que o mundo vive, e analisa os impactos que elas podem ter à sociedade. Já o reacionário é avesso as mudanças, vivem demasiadamente do passado e tem forte resistência a qualquer mudança.

Por exemplo, o conservador vai defender o capitalismo de livre mercado, porque foi o modelo econômico que deu certo e trouxe resultados positivos à sociedade, e dos demais valores que sobreviveram aos testes do tempo. Com isso, todos os avanços que foram positivos no desenvolvimento da nossa civilização, os conservadores vão defender (e lutar contra os retrocessos que, atualmente, o progressismo vêm promovendo).


Leandro, juros baixos aumentam a base monetaria necessariamente?

Joao deposita 10 no banco.
O banco empresta 10 para Maria

Os 10 reais continuam na conta do jõao ao mesmo tempo que estão na conta da maria. Logo se criou digitos eletronicos na conta de maria sem subtrai-los da conta de joão. Agora a economia tem 30 reais disponiveis para saque, certo?

Porém, quando Maria pagar o emprestimo, o banco deleta esse digito criado? Como funciona nessa parte que a pessoa paga o empréstimo, o que acontece com aquele digito eletronico CRIADO SEM LASTRO?

O juros baixo estimula emprestar demasiadamente, logo juros baixos sempre irão aumentar a oferta monetaria, e se não houver crescimento economico, criação de MAIS BENS E SERVIÇOS como lastro dessa oferta monetaria, terá inflação.

Logo reduzir juros ao passo do tamanho d ocrescimento economico, não gera inflação, porque aumenta se a oferta de moeda mas ao mesmo tempo que aumenta a produção de bens e serviços. Certo?


ABRAÇOS!



Já cometeu o erro de não combater a desvalorização da moeda. Ninguém se reelegeu com inflação. Com isso ele perdeu o voto da maioria. Inflação em época de reeleição, não vira.

O estouro dos gastos, do teto e mais assistencialismo aceleram a inflação, e como o BC não sobe logo os juros pra pelo menos não ficarem negativos, o ano eleitoral vai ser inflacionário, o que mata qualquer reeleição. E não vai ser o novo bolsa esmola que reverte isso. 


chamar os outros de rentista e como reclamar dos lucros do empreendimento: é papo ideológico da esquerda pra demonizar atividades legítimas e justificar o que eles fazem , que e tomar o que é dia outros.


Situação complicada que estamos...
Na primeira situação,esqueci que para funcionar minimamente por alguns meses eles teriam que quintuplicar o IOF,para encarecer o custo do crédito e remessas internacionais...

A venda da PETR parece algo distante mesmo, mas com um valor de mercado de 350 bilhões de reais e um dividend yield acima de 10% a petrolífera hoje é talvez a mais lucrativa do planeta. A venda desse monstro inteiro sem nenhuma divisão poderia tranformar a Standart Oil Company pequena perto do potencial de riqueza da PETR.


A segunda situação parece bem mais interessante do ponto de vista de controle inflacionário. O real iria performar melhor que muitas moedas do mundo,o carry trade iria se tornar muito atrativo.O dolar teria que chegar a mais de R$6,00 nesse cenário para dar prejuízo aos investidores.

A terceira não daria nenhum controle inflacionário(ficaríamos na mão do FED),o tripé macroecômico seria desfeito e a imensa dívida brasileira teria que ser paga com constantes superávits primários até o final da década. A vantagem em questão é que a chance de recessão brasileira teria se esvaziado por completo. Rentistas ficariam chorando, e o capital produtivo iria para o setor privado. Uma vantagem seria o fim da indexação do salário mínimo,aluguéis,salário de funcionários públicos,aposentados e pensionistas. O sonho de ir a Disney voltaria com força.


"Quanto à Constituição, esta pode perfeitamente ser emendada."

Seria possível acabar com o MEC e o SUS e trocar para um sistema de vauchers para classe pobre?
Insenção tributária para empresas de plano de saúde,escolas, universidades,hospitais,remédios,máquinas e equipamentos?
Que aí está uns 50% do problemas atual.
Educação de qualidade duvidosa...
Saúde pior ainda...

O resto reside em CLT,previdência,segurança,segurança jurídica,justiça do trabalho...


Com o Pix, os bancos passaram a ter de deixar mais dinheiro parado em suas reservas, exatamente para poderem fazer as transações instantâneas.

Sendo assim, a base monetária passou a ter três componentes: papel-moeda emitido, reservas bancárias e os saldos para o Pix

O BC se pronunciou sobre isso. Veja o item 5.1:

www.bcb.gov.br/content/estatisticas/hist_estatisticasmonetariascredito/202105_Texto_de_estatisticas_monetarias_e_de_credito.pdf


Ganharia valor tanto pela redução da oferta monetária quanto pelos juros maiores, que atrairiam capital externo.

Só que — e lá vou eu de novo — a opção pelo gradualismo está errada: ficar anunciando várias subidas futuras é um arranjo que comprovadamente dá errado. Foi exatamente o mesmo seguido por Tombini. A cada Copom, as taxas futuras sobem mais ainda. E aí consegue-se apenas recessão com carestia.

É necessário fazer tudo de uma só vez. Uma subida só, forte e decisiva, ao ponto de inverter as curvas de juros futuras. Assim, deixa-se claro que o único movimento futuro possível será a queda dos juros. A curva longa se inverte e isso atrai capital estrangeiro (que ganha com a queda dos juros longas, como bem sabe qualquer um que compra prefixado no Tesouro Direto).


Tempos atrás, disseram aqui que o PIX iria provocar alterações no gráfico do agregado monetário M1, o qual poderia ser analisado com mais precisão somente no ano que vem. Por que essa alteração? Tem alguma nota do BCB sobre isso?


1. Juros zero? Sem chance, mesmo queimando reservas de dólares. Quanto a segunda sentença ainda pior politicamente: nem congresso nem STF deixam privatizar aquele cabide de empregos.

2. Mais plausível. Deveria ter sido feito logo no dia seguinte ao anúncio da liberação dos auxílios. Seria uma boa deixa que geraria bem menos stress e gritaria tanto na imprensa quanto em Brasília.

3. Sonho de uma noite de verão. Seria ótimo? Sem dúvidas. Mas nunca veremos isso acontecer aqui no Brasil. Não deixam nem comprar uma garrafa d'água usando moeda estrangeira quanto mais mudar a base monetária da economia. O poder de emitir moeda é o olho do beholder dos políticos e burocratas.


Ótimo comentário Leandro, me esclareceu bem.

Você acha que o dinheiro começa a pegar valor assim que os juros forem subindo? Com capital mais escasso, seria natural uma valorização do dinheiro (Real)?


Aparentemente a assombrosa "Estagflação" está chegando por aqui a passos largos. Isso significa que provavelmente Bolsonaro não se elege em 2022 e abre passagem para Lulala.



Previdência é uma questão demográfica e atuarial. De fato, não tem solução. Trata-se da única área da economia que nem sequer permite espaço para visões ideológicas distintas.

Quanto a Previdência foi criada, havia 7 trabalhadores trabalhando para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando para sustentar um aposentado.

Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. Logo, se não tem solução, solucionado já está.

Quanto à estabilidade, isso não é impeditivo para o congelamento salarial dos funças, que é o que realmente importa. Quanto à Constituição, esta pode perfeitamente ser emendada.


"entre os pobres e os funças, os políticos escolherão os funças."

Sim. Até porque políticos dependem dos funças para executar as operações burocráticas diárias da mastodôntica maquina pública, já que a maioria deles não entende patavinas de administração pública.


O problema é que não tem como controlar os gastos com três bombas-relógio chamadas previdência, "estabilidade de funcionários públicos" e "constituição federal".

Sim, eu teve reforma na previdência, mas foi apenas um tampão. No futuro, outra será necessária e duvido que farão.


Sim, mas comparando e analisando o comportamento do Tombini com o do Roberto Campos sobre as elevações de juros, ainda que o atual BCB esteja no gradualismo, é algo bem menos gradual do que o feito durante os anos 2013-2015. Em abril de 2013, a SELIC estava em 7,25 %. Em julho de 2015, 14,25 %. Foram mais de 20 reuniões para quase dobrar os juros.

Nesse ano de 2021 foram sete reuniões (até o momento) e com elevação de 5,75 pontos percentuais, ou 575 pontos base.

Agora, é óbvio que tem de ser levado em conta o seguinte:

- Nesse período das elevações do Tombini, os bancos estatais é quem estavam gerando uma parte considerável da carestia, com crédito praticamente estatizado. O M1, todavia, subiu com bem menos intensidade. De abril de 2013 a julho de 2014, o DXY estava entre 79 e 84 pontos. Depois, uma forte subida, chegando a quase 100 pontos no fim de julho de 2015. O índice de commodities estava bem mais baixo (em real brasileiro).

- No cenário de agora, os bancos estatais estão mais contidos, entretanto, o M1 subiu bem mais forte. A imagem do BCB eu vejo que está melhor entre o mercado do que na era Dilma. Pelo menos agora está claro que o presidente não rela um dedo na atuação do banco central (apesar de o Ministério da Economia ter interferido no ano passado). O DXY tem oscilado entre 89 e 94 pontos. O índice de commodities está bem mais alto na nossa moeda, em alta histórica.

Gostaria de ver uma discussão entre você e o Ulrich sobre essa questão da SELIC. É um tema interessante.


Est proposicao dos absorventes para as mulheres faz lembrar outra preposição a alguns anos atrás também proposta por um deputado ssfado, que foi a obrigatoriedade do kit socorro nos carros, depois veio o kit extintor de incendio para os carros, todos e mais esse agora tinham uma maracucaia por trás, no caso presente a safada da deputada é amiguinha de um dono de fabrica de absorventes.


Obrigado Leandro, esclareceu bem. Consegui tempo e li o artigo também.

Só não entendo porque os liberais brasileiros não defendem abertamente o Currency Board, ou mesmo o Meirelles, que também poderia comentar algo. Seria rápido e indolor para controlar a inflação e colocar uma camisa de força para frear a irresponsabilidade fiscal do atual e dos futuros governos.

Se não fosse a autonomia do banco central aprovada, poderiam "transformar" o Banco Central em um Currency Board por via de testes (como a Argentina fez uma vez) e depois de um tempo fazer uma consulta pública pra ver a opinião pública sobre a medida (com certeza seria positiva). Daí geraria o capital político para tornar permanente o Currency Board via PEC.


Foi menos hawkish do que eu gostaria, mas mais hawkish do que eu esperava.

Eu defendi elevar de uma vez para 11,50%. Perceba que ele está encaminhando para lá de qualquer jeito, mas quer fazer isso gradualmente. Para quê? Por que adiar o inevitável?

Gradualismo foi exatamente o que o Tombini fez. Ele ficou dois anos e meio elevando juros paulatinamente. Os juros em ascensão foram o suficiente para gerar uma recessão, mas foram insuficiente para debelar a carestia. Ou seja, ele logrou o pior dos mundos: recessão com custo de vida em ascensão.

Carestia não se combate aos poucos. Tem de ser de uma só vez, como fizeram Volcker em 1981 e Meirelles em 2003.


P.S.: o fato de o BC comunicar que está olhando commodities é alvissareiro. É exatamente daí que está vindo a carestia. E commodities depende majoritariamente de câmbio. Já que não vão vender reservas, então a alternativa é contrair a oferta monetária, que é exatamente o que foi comunicado que será feito. Será efetivo, mas tende a gerar uma forte recessão, a menos que haja políticas do lado da oferta, que facilitem a produção e o empreendedorismo.


"Porque o Bacen fez o que fez?"

Porque ele decidiu seguir a ultra-keynesiana Teoria Monetária Moderna (como sempre foi explicado por aqui). Acreditou que impressão monetária e juro baixinho não trariam consequência nenhuma.

A realidade econômica, como sempre, se impôs, e enterrou mais este delírio keynesiano.

"Agora temos inflação e juros altos"

Sim. Consequência inevitável de uma política monetária heterodoxa. É sempre assim. Nunca houve exceção. Quando irão aprender que a consequência de juros artificialmente baixos são juros necessariamente altos?

Isso nem sequer é teoria austríaca. Qualquer livreto de macroeconomia de universidade também ensina isso.

"cade a teoria de reduzir juros para reduzir o serviço da divida? Metade da divida é selic (alta agora) o resto é ICPA (alto agora)"

Isso é e sempre foi teoria keynesiana, e agora também faz parte da Teoria Monetária Moderna. Seguidores dessa bizarrice devem explicações.

Eles até costumavam vir aqui encher o saco (quando o IPCA ainda estava baixo). Mas parece que agora, "curiosamente", sumiram. Por que será, né?

"Eai cade os defensores dessa coisa?"

Faço a mesma pergunta. Cadê esses keynesianos? Sumiram por quê" Será que voltarão aqui para continuar defendendo isso?


Leandro, o BCB elevou os juros em 1,5 ponto percentual, acima do que o mercado esperava (que era de 1 ponto percentual), de maneira unânime. Eu esperava já que eles fossem elevar com mais pressa.

Na nota, algumas pontuações:

-Uma possível reversão parcial do aumento nos preços das commodities em real pode trazer uma inflação abaixo do cenário básico;

-Novos prolongamentos de políticas fiscais que aumentem a demanda agregada e piorem o cenário fiscal podem elevar os prêmios de risco do país;

O Comitê também mencionou os questionamentos do arcabouço fiscal (provavelmente se referindo à PEC dos Precatórios e ao furo da EC 95) aumentam o desancoramento das expectativas de inflação, tendo maior probabilidade de trajetórias de inflação acima do projetado.

Segundo a nota, foi também mencionado o fato de que o balanço de riscos está com variância maior do que o normal, refletindo nesse maior aumento na taxa SELIC.

Foi deixado claro de que a próxima reunião haverá um aumento de mesma magnitude (que será no dia 7 de dezembro, se não me engano).

É assim mesmo, se aumentou o risco fiscal, tem que precificar isso na taxa básica de juros. Houve um preço alto para o Brasil conseguir grau de investimento, o que entretanto durou pouco.


Nem sei se tu é "O" Leandro (Roque) ou apenas "um" Leandro hehehe mas concordo totalmente.

Me sentia uma ilha quando, enfurecido criticava o bacanal com a Selic, num país que obviamente não tem condições de juros baixos desse jeito.
Aqui se investe para perder $ pois a alternativa é perder $$$. Rentista é outra palavra odiosa... Que renda meu amigo? Estamos apenas tentando nos agarrar desesperadamente em uma bóia, lançados em eterno mar revolto.


Porque o Bacen fez o que fez? Agora temos inflação e juros altos, cade a teoria de reduzir juros para reduzir o serviço da divida?

Metade da divida é selic (alta agora) o resto é ICPA (alto agora).

Eai cade os defensores dessa coisa?


E isso vindo de "liberais" que tanto esbravejaram contra rentistas, sindicalistas e oligopólios bananeiros. Pra quê ter partidos socialistas no Brasil, não é mesmo?


"entre os anos de 1997 e 2015 as despesas do Governo Federal cresceram de R$ 133 bilhões para R$ 1,15 trilhão, isto é, mais de 764%. No mesmo período, a inflação, medida pelo IPCA, subiu cerca de 230%."

Bananil virou uma união soviética. Adeus, iniciativa privada "regular". Isso aqui vai virar uma sociedade com uma pequena casta de funças de um lado e uma massa gigantesca de informais de outro.


"Funça não precisa ter o presidente a seu lado. Basta ter um punhado de deputados no bolso. São estes que aprovam e vetam o orçamento."

Isso mesmo. Enquanto o grosso da população deve achar que o número 4320/64 é o CEP de algum lugar perdido, boa parte dos funças sabem muito bem do que se trata. Aliás, essa parte orçamentária é, de longe, a menos coberta e elucidada pela grande imprensa, já repararam? Isso desde sempre. Não sei se deixam de lado por desconhecimento ou falta de interesse mesmo em tentar explicar para a população como funciona a elaboração dos planos do orçamento público.


Seu comentário está equivocado. Estados Unidos é mais capitalista que aqui e sim o Estado mete a mão em muitas coisas que não devia por lá


Situação pertinentíssima!

Comentei no começo da tarde noutro artigo, sobre um amigo próximo, tendo de vacinar-se contra a própria vontade, sob o risco de perder seu emprego, porque o empregador passou a vê-lo como um "leproso" que pode infectar os demais do staff de seu local de trabalho, todos vacinados com duas doses.
É a primeira vez na História, que vemos os imunizados (que em tese nem deveriam mais preocupar-se) temendo por quem optou/opta por não arriscar ter um experimento injetado em si. Claro, nessas horas, ninguém se importa com "meu corpo, minhas regras"...
Já me vejo policiando para não desejar que seqüelas atinjam aos apologetas dessa vacinação compulsória e impositiva, pois não deixaria de ser um senso de ironia aos demonizadores do tratamento precoce em prol de um experimento que, ao que tudo indica é, na melhor das hipóteses, um placebo.


Eles tinham que fazer o seguinte:

Alternativa 1:
Bacen zera o juros como o Banco Turco e fica vendendo dólar à vista durante 300 dias. Paulo Guedes manda vender a Petrobrás e temos superávit primário.

Alt 2:
Sobe o juros em 750bps. Declara que arrombos fiscais e populistas levarão a mais altas de juros.
Alternativa 3:
Adia a decisão do Copom
Vende todas as reservas em dólar sexta-feira 16:15 à vista. Declara feriado bancário por 7 dias e troca a moeda corrente(real) por USD em todas as contas bancárias do páis. Nesse prazo os brasileiros podem trocar suas notas por dólar.
Assim acordamos com real na nossa conta e vamos dormir com nosso patromônio dolarizado.O governo agora tem como opções se endividar em dólar para pagar as contas ou respeitar o orçamento.


Calma. Ata é assim mesmo; é sempre publicada uma semana depois (não confundir com comunicado, que é publicado logo em seguida à decisão). Neste caso, mudou apenas o horário. Nada demais.



"Se o limite da liberdade é não tomar atitudes que causam mal ao próximo, recusar a vacina pode ser considerado uma atitude que causa mal ao proximo"

perceba o tamanho do absurdo quando a justiça ocidental virou um "culpado ate que o acusado prove o contrario"
o onus da prova cabe ao acusador
como alguem prova que NAO esta fazendo mal a alguem ? suposiçoes genericas sao completamente inuteis para este fim

mais nojento ainda é a midia fazendo materias difamatorias com gente morta, afinal, elas nao terao direito de resposta . e o povao vai na onda da materia e promove linchamento virtual de pessoas que nunca viram na vida

nao prestar atençao na escola pra depois achar que aprendeu alguma coisa sobre saude e ciencia com militantes de redaçao é o que realmente deixa alguem doente , tentamos esclarecer , explicar , mas nao da pra ajudar quem nao quer ser ajudado


Brasil é um caso incomum de país pobre que quer ter uma social-democracia escandinava.

Apesar de ter praticamente a maior carga tributária da América Latina (33,1 %, só perdendo para Cuba e Barbados), o governo é extremamente gastador e não tem um superávit primário desde 2014. Por consequência, o governo se endividou em R$ 1,01 trilhão (não obstante os R$ 2,44 trilhões de "arrecadação" tributária), no ano passado.

O governo brasileiro gastou o equivalente a 20,49 % do PIB em 2020. Isso é maior que no México (12,75 %), Paraguai (12,87 %), Colômbia (17,72 %), Chile (15,86 %) e Equador (14,6 %). E detalhe que todos esses países possuem uma carga tributária menor do que aqui. E recentemente passamos o Japão, já que eles estão com 20 % do PIB em gastos governamentais.

Entre os BRICS, por enquanto o governo brasileiro perde para o russo e o sul-africano: o governo Putin torrou o equivalente 20,7 % do PIB, e o governo sul-africano gastou 22,56 %. O governo indiano, por outro lado, gastou o equivalente a 12,6 %. Não saíram ainda os dados da China.

De fato, o governo brasileiro gasta menos (proporcionalmente) do que os governos norueguês, germânico, finlandês e dinamarquês. Mas tem uma diferença: esses quatro governos controlam o orçamento (e com grau de investimento), sendo países com estabilidade institucional, moedas sólidas e com população extremamente produtiva. Por outro lado, os governos de Singapura (12,4 %), Irlanda (12,85 %), Coreia do Sul e Luxemburgo (18,2 %), Portugal (18,7 %) e Hong Kong (12,7 %) gastam menos.

Agora de fato a EC 95 permitiu a redução dos juros, mas é evidente que esses 4,25 % já estavam bastante baixos. O país, apesar da emenda aprovada, não melhorou muito para justificar essa queda exagerada: a dívida total continuou aumentando, continua sem grau de investimento e com ambiente institucional latino-americano.


Funças votam em bloco. São mais de 12 milhões. Se você contar que cada um tem uma família de 3 a 4 pessoas que dependem de seu salário, estamos falando aí de 50 milhões de votos. Dá pra eleger muito deputado pelo país.

Aliás, dá pra eleger presidente.


Em números absolutos são poucos. Em números relativos, muito mais do que o suficiente para eleger e reeleger todo e qualquer deputado que votar suas pautas.

De quantos votos precisa um deputado para se eleger? Quanto funças há? Então, essa é a conta.

Funça não precisa ter o presidente a seu lado. Basta ter um punhado de deputados no bolso. São estes que aprovam e vetam o orçamento.


Discordo dele, e pelos motivos que expliquei acima.

E acrescento: os juros reais estão em quase -7%. Isso é bizarro.

Ademais, considerando a diferença entre IPA e IPCA, ainda há muito espaço para o IPCA subir. Este estrago tem de ser evitado o quanto antes; os repasses têm de ser contidos. E só o serão com restrição da oferta monetária e apreciação do câmbio.

Mas, é óbvio, o BC ficará, no máximo, no aumento de 1,25 ponto percentual. Aliás, deve ficar mesmo no 1 p.p.


Eis aqui a melhor ilustração. A dona ganha quase R$ 600 mil por ano de dinheiro de impostos, e tá dizendo que tá pouco e precisa de mais.

twitter.com/valuationfstyle/status/1453192687511875588


Leandro, no vídeo de ontem o Ulrich disse que o BC elevar na próxima reunião mais do que 1 ponto percentual na SELIC seria algo exagerado e poderia trazer ao mercado a imagem de que o BC está desesperado. Como você analisa?

Por que seria exagerado? Claro, alguém pode falar da pancada nos juros que a Argentina fez em 2018, mas é evidente a diferença: o banco central argentino além de ter menos credibilidade, ainda pode vender seus próprios títulos.

Basta ver como os bancos centrais fizeram ao redor do mundo para conter a carestia (alguns exemplos): Paraguai, Rússia, Japão, Canadá e Peru.


Quantos % do eleitorado o funcionalismo compõe? Seria interessante esses dados. E qual é o limite para se alterar os resultados eleitorais?

De fato os sindicatos de funcionalismo aqui são poderosíssimos (acho que mais até do que os franceses e os gregos) e os políticos têm pavor deles. Reagan e Thatcher conseguiram enfrentá-los, o Bolsonaro dificilmente conseguirá.


Não tem solução indolor. Considerando-se que:

a) não era nem para ter reduzido a Selic de 6,50% para 6% em 31 de julho de 2019 (o que foi narrado e criticado ao vivo aqui);

b) tampouco deveriam ter reduzido para 2% em 2020 (o que também foi criticado ao vivo aqui); e

c) levando-se em conta que o M1 cresceu 50% em 2020, gerando todas as consequências inflacionárias que estão aí (e bem piores do que as piores previsões feitas aqui)

Não tem como fugir. Eis o que deveria ser feito a partir de agora:

1) Subir a Selic de uma só vez até 11,50%, para inverter a curva de juros longos.

A atual curva de juros precifica CDI neste valor em janeiro de 2023. Ou seja, esta é a taxa que o mercado está precificando para a Selic em janeiro de 2023. Adiantar essa taxa para hoje irá quebrar as expectativas inflacionárias, reduzindo esses juros de longo prazo.

2) Fazer um comunicado duro, alertando que, com a subida da Selic, a base monetária e o M1 entrarão no terreno no negativo (ou seja, no acumulado de 12 meses passarão a ter contração), o que significa que não haverá demanda capaz de acomodar eventuais reajustes de preços.

Mais ainda: com essa redução da oferta monetária, as receitas tributárias cairão, o que significa que não haverá espaço para aumentos dos gastos.

3) Ainda nesta linha, o comunicado deve alertar a Fazenda e o Congresso de que não serão toleradas novas aventuras fiscais, as quais, caso ocorrerem, serão punidas com novos aumentos de juros, o que intensificará os efeitos acima.

4) Se o BC é independente, então ele tem de meter medo e mostrar que fará absolutamente de tudo para proteger a moeda.

O Bundesbank, na época do marco alemão, era assim: ele abertamente chantageava políticos, empresários e sindicalistas. Se havia, por exemplo, um indicativo de greve exigindo aumento de salários, o Bundesbank, temendo um impacto inflacionário, ameaçava sem meias palavras: "Aumentaremos as taxas de juros caso a greve se concretize". Temendo uma recessão, o que seria ainda pior para os salários, a greve nem ocorria.

O Bundesbank se metia em todos os assuntos que pudessem pôr o marco alemão sob pressão. Isso é ser um verdadeiro protetor da moeda. Nenhum político alemão se metia com o Banco. Nenhum o desafiava. Como consequência, o marco virou um símbolo do orgulho nacional alemão (era mais estável até que o franco suíço).

Aqui tem de fazer o mesmo, mas agora com políticos gastadores. A independência do BC existe é para isso.


Obrigado pela resposta.
Eu ainda prefiro uma dolarização direta.. Currency Board depende de seguir regras e o Brasil já mostrou o quão bom é seguir regras.. (A não ser que deixe para uma instituição extrangeira cuidar, mas ainda é fácil aprovar leis alterando o funcionamento). Ainda mais com um país cheio de lobbys e uma crença que desvalorizar a moéda é bom para exportações..
Já a dolarização é muito dificil reverter ou alterar;


"Mas como ficaria a taxa de juros SELIC em um regime de câmbio fixo/câmbio flutuante?"

No câmbio flutuante, que é o atual, quem define é o Banco Central. Ele controla a Selic e, por conseguinte, a base monetária, mas não controla câmbio.

No câmbio fixo, não há Banco Central. Um Conselho da Moeda (Currency Board), que funciona como uma casa de câmbio, tem a função única de trocar moeda nacional pela moeda estrangeira (e vice-versa) a uma taxa fixada e imutável. Na prática, a moeda nacional vira um clone da moeda estrangeira.

Não há política monetária. A oferta monetária é definida pelo balanço de pagamentos, e os juros são livres. Na prática, eles se tornam semelhantes aos vigentes no país da moeda-âncora.

"eu posso supor que os juros bancários seriam flutuantes e não mais sofreriam influência da SELIC"

Correto. Seriam definidos pela necessidade dos bancos em atrair depósitos.

"mas como seria determinada o equivalente à SELIC? O que quero dizer é, como seria definida a taxa de juros do dinheiro que o governo pega emprestado (para fazer sua farra) com quem investe no Tesouro?"

Seria definido por oferta e demanda. Maiores os déficits do governo, maiores os juros.

De resto, eu realmente recomendo ler o artigo linkado, pois explica em detalhes tudo isso e muito mais.

www.mises.org.br/article/2196/os-tres-tipos-de-regimes-cambiais-existentes--e-qual-seria-o-mais-adequado-para-o-brasil



Com a exceção da moeda, em que só fez cagada, o atual governo conseguiu interromper o inchaço da máquina pública e fez um verdadeiro desmame na imprensa ao cortar as verbas de publicidade. Por isso a gritaria insana da mídia (todo bezerro berra quando desmama).

Aprovou também a Lei de Liberdade Econômica e a revolucionária MP 1.040:

twitter.com/at_Lorenzon/status/1407775268283035652

Se mantivesse o teto e estabilizasse a moeda, teria logrado um façanha impressionante.

Pelo visto, não se pode querer muito.


Otimismo em demasia de tua parte, meu caro!

Com o STF que temos, em especial aquele chamado "cabeça de piroca", já temos liberdade limitada consideravelmente. Ontem mesmo, no canal Ancapsu, o Peter Turguniev relatou sobre o Brasil ser o segundo país em que a Google recebe mais pedidos de remoção de conteúdo, perdendo somente à Rússia, sendo o queixume vindo especialmente da classe política.

Na verdade, nem precisamos ir a tanto! Ontem tive o prazer (ironicamente falando) de encontrar um amigo, com o semblante abatidíssimo, olhos marejados, contando-me que necessitou submeter-se "por livre e espontânea pressão" à segunda dose da vacina, sendo que este já desconfiava de sua eficácia e das reações diversas em vários que a tomaram, desde doenças cardíacas a mesmo óbito. A obrigação absurda veio de seu chefe, que, por meio de um ultimato, propôs a feliz escolha de vacinar-se ou converter-se em desempregado nesta mesma semana. Não lhe faltou alfinetação política, dado que este (meu amigo) é bolsonarista, com seu chefe dizendo que o ministro Quiroga, nos EUA, mesmo vacinado, contraiu a doença. Ou seja, o próprio chefe dele deixou escapar que a tal vacina é ineficaz a quê se propõe, mas sequer ouviu os argumentos de meu amigo, que se submeteu ao procedimento. Segundo ele, quê faria ele, sendo um assalariado, não tenho nenhuma outra fonte de renda e mesmo que dependesse de seguro-desemprego, o receberia por quanto tempo? Ou em quê trabalharia neste ínterim?

Ao que tudo indica, seu chefe (dele) é mais progressista, lobotomizado pelo terrorismo midiático que bem conhecemos! Que Deus se compadeça dele, que nenhuma complicação advinda lhe atinja e que o mesmo Deus cobre (com os devidos juros) esses paspalhos que são como as ovelhas de A Revolução dos Bichos, balindo sofismas em prol da agenda progressista cancerosa!


Corte de gastos no Brasil é impossível porque contraria os interesses do sistema e da população (que apoia o funcionalismo público até mesmo sem saber).

O STF, que hoje determina até tarifa de importação, jamais permitiria qualquer coisa que arriscasses salário de funça. Ministério Público (que possui os mais altos ganhos do país) idem. Se estes dois obrigam até mesmo que haja aumento de salários dos funças, é delírio imaginar que eles permitirão congelamento. Muito menos redução.

Mesmo que um governo queira, as elites do funcionalismo, que mandam no país, jamais permitirão nenhuma diminuição no tamanho do estado. Somos oficialmente uma sociedade de castas.


Considerando todo este cenário e vendo a realidade inflacionária do país, o que vocês acham que o BC deve fazer hoje com a Selic?


Leandro, agora me pintou uma dúvida e não sei se esse artigo que você citou a responde (não poderei lê-lo por enquanto). Mas como ficaria a taxa de juros SELIC em um regime de câmbio fixo/câmbio flutuante? eu posso supor que os juros bancários seriam flutuantes e não mais sofreriam influência da SELIC, mas como seria determinada o equivalente à SELIC? O que quero dizer é, como seria definida a taxa de juros do dinheiro que o governo pega emprestado (para fazer sua farra) com quem investe no Tesouro?

Me desculpe se não consegui descrever bem a minha dúvida. Agradeço pela atenção e por qualquer um que possa responder também.


O diálogo na sociedade moderna está se tornando quase impossível, porque existem duas metades que se baseiam em concepções antagônicas da realidade. É como se falassem línguas diferentes; um não consegue compreender o que o outro fala.

De um lado, os que acreditam que existem indivíduos, que cada um é diferente do outro e cada um tem o direito básico de existir e de não sofrer agressão.

De outro, os que acreditam em "bem-estar público", "interesse público" e outros termos coletivos que implicam uma sociedade onde todos pensam e agem da mesma forma, e aquele que discordar da maioria deve ser extirpado ou suprimido por ser contrário ao "interesse coletivo". Este modo de pensar necessariamente implica em uma visão dogmática: acreditar em "consensos" sem jamais questionar como ou de onde eles surgiram.


É óbvio que vai acabar. O teto de gastos foi uma medida excelente, talvez a melhor desde o Plano Real. E exatamente por isso não durará. Com o tempo será abolido. Pode até não ser agora, mas será. E não será por causa emergências, pandemias ou precatórios. Ele será abolido simplesmente para permitir mais benefícios para os funças. A notícia abaixo é apenas um indício disso.

"No TCU, Aras consegue revisão do teto de gastos para pagar auxílio-moradia retroativo"

No fim, entre os pobres e os funças, os políticos escolherão os funças. Estes são um bloco eleitoral muito mais coeso e mais poderoso. E seus poderosos sindicatos elegem e reelegem qualquer um que lhes seja subserviente.


Sim, e aí você entende que não há nada de errado com o câmbio e, consequentemente, nem com a carestia. E muito menos com os juros.


Eu acho que o problema nem foi o furo para o Auxílio Brasil ou precatório. O problema é o precedente aberto. Começa com Auxílio Brasil e precatório, depois vem Auxílio Caminhoneiro, depois vem Auxílio Gás, depois vem Auxílio Alimentação, e quando você assustar terá até um novo Auxílio-Paletó para os coitados dos juízes, promotores e desembargadores.

E aí acabou o teto.

Como Lula também já deixou claro que vai acabar com o dito-cujo, então ele na prática já está finado.


"Se a vacinação compulsória OFERECER SIM muitos benefícios no aumento do bem-estar público em comparação a como seria em uma sociedade livre - ela seria compatível com o conceito mais básico de liberdade?"

Isso seria uma contradição lógica. Algo que é compulsório não aumenta o bem-estar do indivíduo. Logo, dado que o indivíduo que sofre a compulsão tem o seu bem-estar reduzido (por definição), então esta compulsão não tem como aumentar o bem-estar público.

Lógica elementar.


Expandindo ainda mais o raciocínio: uma sociedade que está inteiramente sujeita à compulsão não pode — também por definição — ter um bem-estar maior do que uma sociedade livre que respeite a propriedade privada mais sagrada (o corpo) do indivíduo.

"Se o limite da liberdade é não tomar atitudes que causam mal ao próximo, recusar a vacina pode ser considerado uma atitude que causa mal ao proximo."

Sem sentido nenhum. Se você tomou a vacina, e eu não, o risco é meu, e não seu. Você está protegido e eu não lhe ofereço risco nenhum — caso contrário, você próprio está admitindo que a vacina não serve pra p… nenhuma.

"Então: qual hipótese é a correta?"

A do artigo.

Sugiro, também sobre o tema:

www.mises.org.br/article/3335/poderiam-ao-menos-ter-a-decencia-de-parar-com-as-justificativas-bizarras-para-o-lockdown


O problema que eu vejo no texto é a hipótese de que "as vacinações obrigatórias não oferecem muitos benefícios no aumento do bem-estar público em comparação a como seria em uma sociedade livre".

Isso não pode ser mero pressuposto para a conclusão de de que "uma vacinação compulsória é incompatível com o mais básico conceito de liberdade", porque não existe um consenso.

Este artido precisa necessariamente citar uma referência que ateste essa hipótese, ou conseguir atestá-la no prórpio texto.

Se a vacinação compulsória OFERECER SIM muitos benefícios no aumento do bem-estar público em comparação a como seria em uma sociedade livre - ela seria compatível com o conceito mais básico de liberdade?

Se o limite da liberdade é não tomar atitudes que causam mal ao próximo, recusar a vacina pode ser considerado uma atitude que causa mal ao proximo.

Então: qual hipótese é a correta?


Triste situação que estamos no país.
Uma aula de política monetária,obrigado pelas respostas Leandro.



O Currency Board para um país como o Brasil seria ótimo.

A maior vantagem de um Currency Board é que não a espaço para Orçamento Criativo, nem déficit primários a mais de 5 anos.


Texto maravilhoso. Quem consegue entender as bases da teoria austríaca, conseguirá enriquecer na vida real.

"Porém, só irão alcançar riqueza e influência no âmbito dos negócios aqueles
empreendedores que consumirem apenas uma fração de suas receitas e reinvestirem
a grande fatia restante em suas empresas. O que faz com que pequenas empresas se tornem
grandes não é o seu gasto, mas sim sua poupança e sua acumulação de capital."


"sair vendendo reservas agora (à vista) não diminuiria a necessidade de elevar juros?"

Não. Já passamos do ponto. Isso era para ter sido feito ainda em 2019, ou, no mais tardar, no primeiro semestre de 2020. Agora já era.

A partir do momento em que o câmbio passa de um determinado valor, ele não retrocede apenas com venda de dólares. Seria enxugar gelo. Reservas seriam queimadas e o efeito seria totalmente passageiro. Sendo assim, passa a ser necessário um constante influxo de capital estrangeiro. E este só vem para arbitrar juros. Mas os juros reais precisam ser positivos. Os nossos estão em bizarros -6%.

Vale também lembrar que, em última instância, a taxa de câmbio reflete o poder de compra entre as duas moedas. Dado que o real perdeu muito poder de compra em 2020 e em 2021, como consequência da nossa adoção da Teoria Monetária Moderna (de janeiro de 2020 até hoje, o IGP-M subiu 42%), o "preço correto" do dólar inevitavelmente está maior. Esqueça dólar abaixo de R$ 4. Só volta a este valor se o próprio dólar também se desvalorizar muito.

"Ou se tornou inócuo porque o BC se tornou menos credível no cambio para o mercado? Tarde demais?"

Também.

"Até as eleições do ano que vem a coisa pode complicar, mas diferente de 2003, estamos montados em dolares"

No extremo do desespero, até seria possível um arranjo em que o BC atuaria como atua um formador de mercado de um ETF: ele diariamente entraria estabelecendo um teto e um piso para o câmbio (com US$ 375 bi de reservas, isso seria sopa), e a cada dia ele iria diminuindo o valor do teto e do piso. Ou seja, ele estabelecia bandas superiores e inferiores, e a cada dia iria reduzindo essas bandas.

Seria como foi no início do Plano Real (de 1995 a 1998), só que fazendo o movimento contrário: lá, o dólar se desvalorizava (pouco) diariamente; aqui, ele teria de se valorizar diariamente.

No curto prazo, tal arranjo funcionaria perfeitamente como medida anti-inflacionária, o câmbio iria para onde o BC quisesse, e isso abateria a carestia.

Mas, a longo prazo, isso secaria completamente o mercado de câmbio. Ninguém mais iria atuar; o BC seria o único demandante e ofertante. Adicionalmente, perder-se-ia toda e qualquer noção do valor real do dólar. Ainda pior: isso liberaria o populismo fiscal dos políticos, pois, com o dólar controlado (temporariamente), não haveria punição para farras fiscais.

Sendo assim, tão logo este arranjo fosse abandonado, haveria o risco de um forte overshooting cambial (dependendo das condições econômicas vigentes), o que desorganizaria ainda mais a economia.

No fim, como respondi abaixo, ou você tem um BC com câmbio flutuante (ou flutuante sujo) ou você tem um Currency Board.


"O Bacen pode adotar um Currency Board?"

O Banco Central teria de deixar de existir e se transformar em um Currency Board. Ou se tem um ou se tem outro.

"È possível adotar o real em um câmbio fixo sem política monetária?"

Na realidade, só se pode ter câmbio fixo sem se ter política monetária. Ou se tem câmbio fixo ou se tem política monetária. É impossível ter os dois. Não no longo prazo.

"Se possível,a medida poderia ser feita em um curto ou médio prazo?"

Não é possível. Ou se tem um Banco Central (e câmbio flutuante sujo) ou se tem um Currency Board.

Todas as explicações em detalhes aqui:

Os três tipos de regimes cambiais existentes - e qual seria o mais adequado para o Brasil


Me pergunto por vezes como uma ditadura ao estilo norte-coreano ainda não brotou por aqui.

Talvez a resposta seja bem simples: diversidade.

São tantas agendas que fica difícil alinhar todos os interesses, por isso nada dá certo no Brasil, nem golpes de estado.
Nossa maior desgraça é também a nossa maior bênção. (a tal da diversidade)

Na Coréia do Norte havia uma unidade, logo foi fácil tomar conta de tudo.

Quero ver um ditador tomar o Brasil, bons sonhos para os candidatos... rsrsrs

Nesse aspecto o Brasil não é nem para profissionais da tirania, muito menos para amadores.


Leandro, sair vendendo reservas agora (à vista) não diminuiria a necessidade de elevar juros? Ou se tornou inócuo porque o BC se tornou menos credível no cambio para o mercado? Tarde demais?

Até as eleições do ano que vem a coisa pode complicar, mas diferente de 2003, estamos montados em dolares


O Bacen pode adotar um Currency Board?

È possível adotar o real em um câmbio fixo sem política monetária?

Se possível,a medida poderia ser feita em um curto ou médio prazo?


Sim. A inevitável consequência de todo boom inflacionário é uma recessão. Mises e Hayek dedicaram suas vidas a explicar isso.

E nunca houve um exemplo prático em contrário, exceto quando se faz uma reforma monetária completa e se troca o regime cambial, como, por exemplo, quando se sai de uma hiperinflação trocando a moeda e adotando um regime de câmbio fixo.

Como isso não será feito, não há alternativa.

O M1 chegou a crescer 50% em 2020. Isso significa que, em apenas um ano, imprimiu-se metade de todos os reais que já haviam sido criados de julho de 1994 até janeiro de 2020. É impossível sair deste cenário sem uma desaceleração econômica.


"Adiantar essa taxa para hoje irá quebrar as expectativas inflacionárias, reduzindo esses juros de longo prazo."

Essa medida levaria também a uma forte apreciação do real, mas não levaria a uma recessão?


" Não seria um valor arbitrário? Por que não mais, por que não menos?"

Não é um valor arbitrário. Como eu disse, este é o valor atual do DI com vencimento em janeiro de 2023.

Ou seja, esta é a taxa que o mercado está precificando para a Selic em janeiro de 2023.

Adiantar essa taxa para hoje irá quebrar as expectativas inflacionárias, reduzindo esses juros de longo prazo.

" Nesse caso, qual era a relação das greves com o Bundesbank? Os sindicatos germânicos eram fortes nesse período, por isso essas greves? "

O Bundesbank se metia em todos os assuntos que pudessem pôr o deutsche mark sob pressão. Isso é ser um verdadeiro protetor da moeda. Nenhum político alemão se metia com o Banco. Nenhum o desafiava. Como consequência, o Marco virou um símbolo do orgulho nacional alemão (era mais estável até que o franco suíço).



Você disse tudo!
Ele é um grande vendedor! Vendedor de sonhos e ilusões para brasileiros (que gostamos de sonhos e ilusões).
Um grande fanfarrão! PG se mostrou um bom político, afinal!


Quem acha que existe solução indolor deve de novo ver o que foi feito no Brasil em 2003 para combater a carestia.

"1) Subir a Selic de uma só vez até 11,75% para inverter a curva de juros longos (a curva atual precifica CDI neste valor em janeiro de 2023);"

Não seria um valor arbitrário? Por que não mais, por que não menos? Você mesmo disse que é impossível acertar a taxa de juros exata, na sua entrevista de 2015.

"O Bundesbank, na época do marco alemão, era assim: ele abertamente chantageava políticos, empresários e sindicalistas. Se havia, por exemplo, um indicativo de greve exigindo aumento de salários, o Bundesbank, temendo um impacto inflacionário, ameaçava sem meias palavras: 'Aumentaremos as taxas de juros caso a greve se concretize'. Temendo uma recessão, o que seria ainda pior para os salários, a greve nem ocorria."

Nesse caso, qual era a relação das greves com o Bundesbank? Os sindicatos germânicos eram fortes nesse período, por isso essas greves? Nos Estados Unidos, eles perderam força após a década de 1980, assim como no Reino Unido. Tem algum material que possa indicar para eu me aprofundar sobre isso?

Bolsonaro já furou a EC 241. Agora só falta furar a autonomia do BCB, algo que nem o STF fez. Lá na Turquia existe a meta de inflação, mas não é cumprida e o Erdogan constantemente fica interferindo no banco central turco. É isso que vocês querem para o Brasil, com inflação de preços de mais de 20 %?


Não era nem para ter reduzido de 6,50% para 6% em 31 de julho de 2019. Isso foi narrado ao vivo aqui.

Tampouco deveriam ter reduzido para 2% em 2020, o que também foi criticado ao vivo aqui.

Muito menos deveriam ter expandido o M1 em 50%, o que também foi apontado aqui.

Agora que as consequências estão aí (e bem piores do que as piores previsões feitas aqui), não adianta mais.

O que deveria ser feito a partir de agora? Não tem solução indolor.

1) Subir a Selic de uma só vez até 11,75% para inverter a curva de juros longos (a curva atual precifica CDI neste valor em janeiro de 2023);

2) Fazer um comunicado duro, alertando que a base monetária e o M1 entrarão no terreno no negativo (no acumulado de 12 meses), o que significa que não haverá demanda capaz de acomodar eventuais reajustes de preços. Mais ainda: com a redução da oferta monetária, as receitas tributárias cairão, o que significa que não haverá espaço para aumentos dos gastos.

3) Ainda nesta linha, o comunicado deve alertar a Fazenda e o Congresso de que não serão toleradas novas aventuras fiscais, as quais, caso ocorrerem, serão punidas com novos aumentos de juros, o que intensificará os efeitos acima.

4) Se o BC é independente, então ele tem de meter medo e mostrar que fará absolutamente de tudo para proteger a moeda.

O Bundesbank, na época do marco alemão, era assim: ele abertamente chantageava políticos, empresários e sindicalistas. Se havia, por exemplo, um indicativo de greve exigindo aumento de salários, o Bundesbank, temendo um impacto inflacionário, ameaçava sem meias palavras: "Aumentaremos as taxas de juros caso a greve se concretize". Temendo uma recessão, o que seria ainda pior para os salários, a greve nem ocorria.

Aqui tem de fazer o mesmo, mas agora com políticos gastadores. A independência do BC existe é para isso.


Especialista eu não sou, mas eu penso de que o Roberto Campos deve aumentar a intensidade das subidas de juros, até para ganhar tempo também. Quanto mais rápido, menos tempo irá durar a carestia.


Sempre tive curiosidade de saber como é o Leste Asiático, incluindo a China.


O entrevistador parece não gostar de juros altos nessa entrevista.
Uma pergunta aos especialistas do Mises...

Não seria hora do RCN vender dólares e aumentar os juros em uns 200bps?
Parece que a ideia de aumentar 125bps ou até 150bps parece ineficiente......


" As leis podem ser justas ou não..."

Mas devemos todos obedecer assim mesmo porque

"o que não pode é deixar as pessoas fazerem o que quiserem..."

Ou seja: eu gosto de ser escravo, mas quero que os outros sejam escravos também.


Artigo muito bom!

A reforma da previdência acabou significando aumento de impostos.


Seria muito mais simples extinguir o INSS de forma imediata e permitir se aposentar quem tem mais de 55 anos somente aos 65.

Além de extinguir o FGTS...

Os impostos seriam pagos pelo PIS,Confins,IRPJ,etc. ...

Para facilitar a aposentadoria poderiam dar total imunidade tributária para investimentos,desde títulos do tesouro a investimentos em ações.

Isso estimularia planos de aposentadoria similar aos EUA como os IRAs(Individual Retirement e 401k que investem basicamente em ações.


Os recursos para previdência poderiam vir também da venda de Universidades Federais,Escolas,Terras,Imóveis,Estatais e com impostos arrecadados da desregulamentação energética,petrolífera,telecomunicações,ferroviaria,aérea,rodoviária,entre outras.
Algo em torno de uns 600 bilhões de reais.
O INSS arrecada algo em torno de 400 bilhões anualmente.

Esse impacto de 400 bilhões seria mitigado no primeiro ano com a venda de estatais e um aumento do consumo e lucro das empresas, com barateamente do custo do trabalhador.


Fábricas que poluem estão atentando diretamente contra o direito de propriedade das pessoas. Quem defende poluição visando ao bem comum são os neoclássicos e não os austríacos. Há vários artigos sobre isso, mas vou selecionar apenas três:

www.mises.org.br/article/1177/justica-poluicao-do-ar-e-direitos-de-propriedade

www.mises.org.br/article/200/a-etica-e-a-economia-da-propriedade-privada

www.mises.org.br/article/2524/libertarios-sao-fanaticamente-contra-a-poluicao--e-o-que-afirma-um-critico-do-libertarianismo

Informe-se ao menos sobre o básico antes de sair proferindo vituperações. Será melhor para sua moral.


"Em segundo lugar, a oferta de usuários dos programas assistencialistas é inversamente proporcional a um outro fator também de importância vital: o desincentivo cultural de se entrar para o assistencialismo. Se esse desincentivo for forte; se, por exemplo, um indivíduo ou um grupo acreditar piamente que há algo ruim ou maléfico em utilizar o assistencialismo, então eles não o farão, ponto. Se, por outro lado, eles não se importarem com o estigma do assistencialismo, ou, ainda pior, considerarem o assistencialismo como um direito — um direito de exercer uma reivindicação compulsória e espoliativa sobre a produção alheia —, então o número de pessoas recebendo assistencialismo irá aumentar astronomicamente, como vem acontecendo nos últimos anos.

Há vários exemplos recentes sobre esse 'efeito estigma'. Já foi demonstrado que, dado o mesmo nível de renda, mais pessoas tendem a ir para o assistencialismo nas áreas urbanas do que nas áreas rurais, presumivelmente em função da maior visibilidade e, consequentemente, maior estigma sobre os assistidos nas regiões mais esparsamente povoadas. Ainda mais importante é o fulgurante fato de que determinados grupos étnicos e religiosos, mesmo quando significativamente mais pobres do que o resto da população, simplesmente não aceitam ir para o assistencialismo por causa de suas crenças profundamente éticas. Assim, nos EUA, por exemplo, os sino-americanos, embora predominantemente pobres, quase nunca são encontrados recebendo assistencialismo. Uma recente reportagem sobre pessoas descendentes de albaneses que moram em Nova York ilustra esse mesmo fato.

Os albaneses são invariavelmente pessoas pobres que moram em cortiços, e mesmo assim não há albaneses americanos recebendo assistencialismo. Por quê? Porque, disse um de seus líderes, 'albaneses não mendigam nem suplicam. E, para um albanês, receber assistencialismo é o mesmo que mendigar na rua'."


Atualizando esses dados, foi constatado de que entre os recebedores de assistencialismo, grande parte dos que dependem de assistencialismo são brancos (43 %). Hispano-americanos ocupam 28 %, negros 23 % e americanos-asiáticos 8 %.

Entre os americanos-asiáticos, grande parte é composta por chineses-americanos e filipinos-americanos.


Eu moro na China desde 2020, meu atual visto de trabalho vencerá em meados de 2022.

Espero sinceramente poder ficar mais tempo aqui na China, não quero voltar para o Brasil.

No geral, só acha o Brasil um país maravilhoso quem nunca saiu dele.
Pior para aqueles que sabem disso mas não conseguem se adaptar à vida no exterior, ou simplesmente não tem oportunidade, ou coragem mesmo.


Então a resposta de vocês para o problema da externalidades é: Foda-se as externalidades, nada deve ser feito em relação a isso porque Estado é errado?!... É uma argumentação muito fraca. Se tem uma lei que proíbe uma fábrica poluidora de se estabelecer em áreas residenciais, a lei tá errada ao infringir o direito de alguém de intoxicar as pessoas? Esse negócio de colocar toda coerção governamental num mesmo saco é ridículo. As leis podem ser justas ou não, o que não pode é deixar as pessoas fazerem o que quiserem sem nenhum pudor pelas outras.


Você escreveu sobre ele nesses dois artigos? Ou há mais escritos sobre?

Talvez o Afonso fosse a versão brasileira do Paul Volcker...


Melhor nome que já passou pelo Banco Central (já escrevi sobre ele por aqui). Na prática, entre maio de 2003 e março de 2007 foi ele quem conduziu a política do Banco Central.

No gráfico abaixo, que mostra a evolução do IPCA acumulado em 12 meses, aponto o momento em que ele entrou e o momento em que ele saiu. A coisa é cristalina.

ibb.co/1TjGXFM


Os quatro países nórdicos.

Quem acompanha este site, aliás, não se surpreendeu em nada com a postura laissez-faire deles.