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Últimos comentários


Cara, o problema nem sequer é capacidade de refino, mas sim a qualidade do petróleo extraído em nossa localização geográfica. Não há nada que se possa fazer quanto a isso. A qualidade do petróleo brasileiro é ruim e nenhuma mágica mudará isso. É custoso refiná-lo (precisa de planta, equipamento e processo industrial específico) e os "yields" dos derivados de alto valor agregado(gasolina, diesel) são menores comparados a média dos outros petróleos.


O Brasil hoje exporta petróelo e importa os derivados (refinados).Nos últimos 20 anos, os governantes investiram algo de 30 bilhões na Maranhão Premium, que nada produz! Investiram mais de 50 bilhões na Abreu Lima, que trabalha só com 20% de sua capacidade, pois além da roubalheira gritante que ocorreu, os corruptos ainda "compraram" maquinário de refino que não serve para o petróleo enviado para lá!

Fora o escandaloso roubo de Pasadena...

No esqueleto do COMPERJ foram gastos outros 50 bilhões para nada produzir até hoje!

Resumo: 4 refinarias que, se não tivessem ocorridos assaltos monstruosos, hoje o Brasil não exportaria petróleo cru e importaria derivados, estaria explorando e refinando a preço de Real.

Mas vamos voltar com os antigos ladroes que agora eles vão resolver...


Oito estão em processo de venda. Uma vez vendidas, será necessário fazer vultosos investimentos para alterar e melhorar a capacidade do refino.

Ou seja, ainda vai demorar.


"Para isso, dependemos da iniciativa privada para a construção de novas refinarias (a Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado, herança de décadas de monopólio legal)."

Levando-se em conta que nesses últimos anos a Petrobras vendeu algumas refinarias, a Petrobras é dona de quantas agora? Aquela lei petista que impôs regime de partilhas acabou com a indústria de petróleo daqui.

Os nossos combustíveis poderiam se comportar como nos EUA: se os preços internacionais caem, aqui caem junto. Para isso, terão de fazer bastante coisa em matéria de desregulação. Por exemplo, a gasolina agora deu uma caída em reais. Se esse setor fosse livre, a gente veria gasolina menos cara. Dessa forma, seria mais ou menos o que acontece (em comportamento de preços) nos hortifrutis.


Só um detalhe:

Fala-se por aí que nosso petróleo e ruim e nossas refinarias não conseguem refiná-lo.

Já foi verdade décadas atrás. Hoje é o contrário.

As refinarias da Petrobrás foram adaptadas para refinar o petróleo pesado das bacias de Campos e Santos, que estão no final da vida útil.

O óleo do pré-sal é leve e de ótima qualidade. Seria um desperdício usá-lo aqui, então a Petrobrás exporta esse óleo mais caro e compra óleo pesado mais barato.

Cotações de hoje:
Texas WTI : 78,40
Brent : 80,46
Lula : 83,20


É realmente interessante.

Mas, dado que no ano passado teve gente se dizendo liberal e dentro do governo achando o máximo aquela SELIC de 2 %, eu não sei o quão diferente seria isso entre a população, ainda que um pipoqueiro provavelmente sabe mais de Economia do que um graduado em uma faculdade de Economia.

Isso sim é um tabu a ser quebrado.


Para abrir uma refinaria no país você tem de:

1) se submeter a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;

2) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.

3) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança para abrir uma refinaria. O esquema é todo montado justamente para coibir a concorrência à Petrobras. Sempre foi assim (pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso).

4) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.

5) E, no final, tendo vencido tudo isso, o governo pode vir e decretar congelamento de preços. Ou até mesmo pode encampar e estatizar suas instalações. Aí você simplesmente perdeu tudo.


Embora não sejam os culpados, vale ressaltar que, assim como os setores de companhias aéreas e bancário, o setor de distribuidoras de petro-derivados tem cada vez ficado mais concentrado em meia dúzia de empresas, redundando em menos rivalidade nos setores. E aí eles repassam instantaneamente 100% dos ajustes da Petrobras.

E "coincidentemente" esse fenômeno se intensificou com o advento das agências reguladoras, após 2001/2002.

Faz uns vinte anos existiam, por exemplo, Atlantic, Texaco, Agip, Esso, Forza e ALE. Todas essas distribuidoras foram compradas por outras distribuidoras e mudaram de bandeira.

Por exemplo, a BR comprou a Agip e a Forza.

A Texaco foi comprada pela Ultrapar, que controla a Ipiranga.

A Ultrapar comprou também a ALE.

E a Esso foi para a Shell.

No setor bancário e aéreo, várias empresas foram embora ou extintas/incorporadas pelos concorrentes.

Quando você fecha o mercado via agências reguladoras e praticamente proíbe tanto a concorrência de estrangeiros quanto o surgimento de pequenos concorrentes nacionais, fusões e aquisições se tornam algo extremamente lucrativo. O problema é fazer as vacas entenderem que quem causa isso são justamente as regulações.

Houvesse livre concorrência no setor de postos, não teria essa moleza de repassarem imediatamente, e integralmente, todos os aumentos da Petrobras.


Regra geral: o poder de estado, e poder ñ é governo, esta a reboque de interesses privados sejam aqueles que trabalham no estado, sejam aqueles que usufruem do estado com financiamentos ou aqueles q usam poder do estado de impor suas vontades a maioria. algo carissimo que empobrece a população e fica a reboque e favores estatais. O conjunto e perverso em varios sentidos contra a retorica de levar o bem ao povo. Intervenção estatal e cara e sempre causa distorçoes a pior a da regulamentação da saude.


Curiosidade: nos EUA você pode comprar tudo na bomba, gasolina pura, gasolina com até 10% de etanol, E20, E50, E85, etc...

Confiram:

sdcorn.s3.amazonaws.com/legacy-content/sdcornblog/uploads/2013/05/photo.jpg

Tem também postos que vendem "racing fuel" com 100 octanas (sem etanol, com chumbo, apesar de ser baixo teor). E essa idiotice de "aditivada" não existe lá, todas gasolinas mais caras tem performance melhor e não só detergente:

drivetofive.files.wordpress.com/2014/09/100_octane.jpg

E muitos donos da carros antigos usam Avgas (100LL), por ser mais parecida com as gasolinas de antigamente, pela fórmula ser fixa e não mudar e por ter maior shelf life.

Em relação aos EUA, que possuem uma genuína livre concorrência no setor de combustíveis, somos como ym supermercado soviético: aqui temos preços absurdos, de um fornecedor só, com pouca variedade.


Interessante. Só para ver se eu entendi bem seu comentário: você é contra saúde e educação gratuitas? Pela sua própria resposta, sim. Certo?

Bom saber.

Outro ponto: dado que você é contra saúde e educação gratuitas — pois corretamente você as vê como imorais e financiadas por meio da violência —, quais exatamente seriam as perguntas que deveriam ser feitas por um indivíduo de sua grandeza?

Curiosidade genuína, mesmo.


A maioria das pessoas que se beneficia com todo esse arranjo são infinitamente mais inteligentes que você, que eu e que todos nós juntos. Principalmente os políticos e seus asseclas. Estes são os que mais ganham. Eles defendem tudo isso em causa própria.

Vide o próprio PT. Enquanto assaltava a Petrobras, ele se tornou o maior e mais poderoso partido da América Latina. Financiou toda a esquerda latino-americana. Só foi apeado do poder porque a equipe econômica da Dilma — ao contrário da do Lula — adotou o ultra-keynesianismo modo turbo e ferrou com o povo.

Paradoxalmente, foi Keynes quem nos salvou.

Portanto, pare de querer que o povão se mobilize contra isso. O povão tem mais o que fazer. Isso é papel de pessoas inteligentes e bem articuladas, como você.


"E então, a partir de qual cenário a agressão a um inocente honesto e trabalhador se tornou ética e moralmente correta?"

Em nenhum cenário.

E encerrando a resposta aqui, convenhamos que as perguntas foram de um nível muito àbaixo do que esperaríamos serem propostas por um site desta grandeza.


É um bom ponto. Mas a realidade é que a maioria é realmente ignorante, e por isso é contra política monetária austera (pensam que isso "causa desemprego"), contra a privatização da Petrobras e contra a liberação da exploração e refino por qualquer empresa ("o petróleo é nosso!").

Junte a isso políticos populistas e bons de lábia ... um abraço.

Logo elas têm o que merecem.

E não, não se trata de dizer que tais pessoas apenas "foram enganadas" por anos de lavagem cerebral fornecidos pela escola, pela mídia e por toda a sociedade. Isso não é desculpa. Pessoas inteligentes não acreditam em mentiras mesmo que essas mentiras sejam repetidas ad nauseum.

No final, ser um libertário e esperar um comportamento racional das pessoas é como ser uma pessoa normal e esperar que um chimpanzé se comporte de forma civilizada e aprenda a ler e escrever.


Por que ninguém protesta para exigir que o Banco Central entregue moeda forte? Por que ninguém faz um movimento exigindo congelamento da base monetária (este, sim, é um congelamento que funciona!)?

Por que ninguém sai às ruas exigindo IPCA baixo (o que requer juros reais positivos)?

E por que ninguém agita para isentar petrolíferas para virem aqui construir refinarias?

Isso, e apenas isso, já resolveria 100% dos problemas.

Quero ver qual político vai assumir essa bandeira.


O povo brasileiro precisa parar de cair em conversas moles de que o petróleo é dele e da casa do caralho. Precisa parar de se iludir com esses discursos nacionalistas de que o estado precisa "cuidar dos setores estratégicos" que orgulhariam Josef Stalin. E precisa parar de achar que uma agência que funciona pior que os Correios como a ANP irá garantir qualidade da mijolina com 27% de lixonol.




Você acha lamentável funça ser chamado de funça? Ou também. Educado e fofinho demais. Deveriam ser chamados daquilo que realmente são: esbulhadores, achacadores, extorsionistas e pilhadores.

Pessoas que vivem uma boa vida com o dinheiro extorquido do cidadão brasileiro, que é em sua maioria pobre.

Ah, sim: político também é funça. Mesmíssima laia. Do assessor do vereador ao presidente da República. Satisfeito?

E se essa minha opinião é prejudicial à sua saúde, peça demissão e vá vier honestamente, sem roubar o cidadão brasileiro.



-O contribuinte chamar os servidores públicos de funças é lamentável falta de respeito. Existem sim servidores que recebem salários e vantagens obcenas, ilicitas e imorais.
-Uma nação onde, de um total de 513 deputados, são eleitos mediante votos pelos eleitores, apenas 27 não pode em nenhuma, hipótese ser chamada de Democracia.
-Um senado, cujos seus membros não cumprem suas obrigações e se negam a exercer sua prerrogativas constitucionais por estarem a serviço de outro poder deve ser simplesmente fechado.
-Porque não temos ainda uma relação das matriculas funcionais com seus holerites discriminando os ganhos superiores ao que recebe o Presidente da república?



A primeira nota de real que recebi foi uma nota de R$5.

Era novinha e linda (o primeiro dia do real R$1 = U$1).

Pensei: "Uau! Estou com U$5 na mão!!!"

* * *



De todas as despesas que o governo pode assumir, o aumento de salário de funcionários públicos é a pior porque são gastos permanentes, cumulativos e principalmente inúteis e sem qualquer reversão.

Se houvesse o mesmo fôlego para extinguir as estatais criadas por decreto presidencial (sem necessidade de aprovação do congresso nacional) quanto tem para populismo e bravata, ...


A retirada das tropas do Afeganistão foi um fator crucial. Quem acompanha este site sabe disso.

Tão logo ficou claro que a política externa não seria belicista — dando uma certa continuidade à política externa do Trump, que também não era agressiva —, o dólar se fortaleceu. Nada como guerras para enfraquecer uma moeda. Nada como uma política externa de não-agresão para fortalecer uma moeda.


Hoje o DXY quase chegou nos 96 pontos, seguindo a alta de ontem. Juros longos subiram também. Como componentes, os dados do varejo melhores do que o esperado cria a percepção pelos agentes de que o Fed pode antecipar a sua política falconista.

Tinha gente achando que com o Biden, logo o dólar iria afundar que é uma beleza. Mas as coisas não são assim. Claro, aquele DXY de 120 no começo dos anos 2000 é pouco provável de vermos novamente, mas também por que ele cairia para abaixo de 80, como nas aventuras militares do Bush? Entre os burocratas do Fed, eu ainda não vi nenhum falando em defesa de dólar forte. O que vi foi a Yellen falando que eles não estão buscando um dólar fraco como meta, isso no começo de 2021.

Como fatores domésticos, hoje o BCB divulgou o IC-Br de setembro, com uma retração de - 0, 27 %, criando a percepção de que os juros altos podem retardar a retomada econômica, assim como a inflação. Como não conheço muito bem esse índice, não sei se é uma contração muito forte ou não, embora me lembre o ano de 2019.

Deve ser muito fácil a vida do presidente do Fed. Só falar que vai começar a pensar em reduzir estímulo mais cedo do que o planejado, pronto, o DXY sobe, com menos pressão sobre os preços. Se vem uma recessão americana, fogem para o dólar. Se dá um pânico na China, fogem para o dólar...


Concordo plenamente. Antes da pandemia assustador nível de endividamento do brasileiro, durante a pandemia é notável que aumentou a dificuldade, porém não foi exclusivamente a razão principal da falência financeira.


Discordo.
As vendas seriam efetuadas, mas parte no mercado interno.
Queda na produção?! Isso representaria um custo de oportunidade ao produtor!
A compra governamental se refere à formação de estoques, isso é realizado via compra de excedente, quando não ocorre, não é realizada.
O orçamento da Conab será RECOMPOSTO!


Ou seja, você iria querer restringir a exportação — uma medida que, por si só, já leva à redução da produção (por que produzir se eu não posso vende?) — e, ao mesmo tempo, colocar o governo para imprimir dinheiro para comprar o estoque remanescente?

Parabéns! Gerou tripla pressão sobre os preços: reduziu a produção, aumentou a demanda (via compras governamentais) e desvalorizou o câmbio (via impressão monetária, o que irá estimular mais exportações e mais carestia).

Coisa de gênio.


Estabeleceria uma quota de exportação para não permitir a elevação naquela magnitude. E no longo prazo, a recomposição dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A Conab já chegou a ter em seus armazéns, quase 7 milhões de toneladas de arroz. Hoje, menos de 20 mil.



Os noruegueses só não estão em pior situação porque eles são ricos, produtivos e a moeda é forte, o que ameniza essa gasolina vendida lá que, além disso, não é a mistura que vendem aqui no Brasil como gasolina.


É serio que citaram a Noruega como exemplo? O país tem simplesmente a segunda gasolina mais cara do mundo!

money.cnn.com/pf/features/lists/global_gasprices/

Isso mostra como esse pessoal é completamente despreparado, citando coisas de apenas "ouvir falar". Não fazem uma mísera pesquisa.

Ah, sim, a gasolina na Noruega está 100% sob controle do estado. Tem certeza de que devemos importar este modelo?


Funcionalismo no Brasil é um universo, existe n funcionalismos (municipal, estadual, federal). Esse sultanato existe sim, mas é próprio da elite do funcionalismo. Com juízes tendo 2 meses de férias e um belo recesso de final de ano e semana Santa. Com parlamentares podendo contratar um número absurdo de aspones que servem para alimentar rachadinhas. Com o país tendo um número absurdo de cargos de livre nomeação que poderiam ser ocupados por funcionários de carreira, etc, etc. O Brasil tem tanta gordura pra queimar com a eliminação desses absurdos. Mas isso é muito dificultado devido as lutas pelo poder e a necessidad de acomodação dos padrinhos e apoiadores políticos.


Obrigado pela explicação.

A questão é que eles vêem a Petrobrás dando um grande lucro maior e acham que é isso a causa do aumento de preços dos combustíveis.

Outra questão que eles argumentam é que 80% do setor de petróleo ao redor do mundo está sob o controle do estado. Com a privatização da Petrobrás só o Brasil seria diferente do modelo "correto" do resto do mundo.

Inclusive citam o exemplo norueguês como "extraordinário", principalmente pelo fato das operadoras de petróleo no país escandinavo "pagarem 78% de imposto ao governo norueguês, sem reclamarem", gerando um fundo soberano milionário que será útil para economia do país ao longo dos anos.


Falando em formação bruta de capital fixo, o que explica a recente explosão nos últimos meses aqui no País?

Mudando um pouco de assunto, atualmente Santa Catarina é o estado com a menor taxa de desemprego do Brasil e é o estado com maior proporção de pessoas que ganham mais de 1 salário mínimo mensal (será que são as catarinenses?). O que explica essa disparidade, já que há pouca diferença entre as federações em relação à liberdade econômica, pelo fato de que aqui no Brasil o federalismo ser coisa pequena?


"O governo deixou os ventos ao sabor do mercado, e a produção foi para o exterior em vez de atender a demanda interna."

jura, e voce confiscaria o arroz , limitaria a quantidade de graos exportados , colocaria os nao-vacinados em campos agricolas ?

pelo menos eu nao testemunhei prateleira vazia

na argentina imprimiram dinheiro, taxaram os mais ricos, fizeram controle de preço

tanto genio assim no mundo e a fome nao foi resolvida ...


Não me lembro onde li...

Se um país está com a economia indo bem, o povão pouco se importa com o que está acontecendo na política.
Isso no mundo todo...


"Depende. Se isto fosse uma lei de soma zero, jamais haveria elevação do PIB. O que não é verdade."

Nem na elevação do PIB você pode confiar para dizer que houve crescimento. O PIB, do jeito que e calculado, é uma fraude para fazer parecer que quanto mais o governo gasta , maior o crescimento. Uma falácia.


"Apesar da quebra nas cadeias ser uma realidade, você esqueceu de fatores como preços administrados - como energia (incluindo petróleo) - foram significativos na inflação descrita."

Não há quebra nas cadeias. Fábricas ao redor do mundo estão funcionando normalmente. Há, isso sim, excesso de demanda, causada por uma explosiva expansão monetária em nível mundial.

Se a quantidade de dinheiro no mundo aumenta 50% em um único ano, não há oferta que dê conta desta súbito e repentino aumento na demanda.

Sim, a inflação é mundial, mas não decorre só de gargalos — e pode abortar a retomada econômica

Gargalos? Quebras nas cadeias? Não. A inflação geral de preços sempre é um fenômeno monetário

Mas, para keynesianos que acreditam que a demanda gera magicamente oferta, realmente fica difícil de entender o mundo real.

"Com relação aos alimentos, o problema foi a oferta."

Problema nenhum de oferta. O agronegócio nunca parou.

Houve, isto sim, excesso de demanda ao redor do mundo. Mas é compreensível que keynesianos não entendam isso.

"O governo deixou os ventos ao sabor do mercado, e a produção foi para o exterior em vez de atender a demanda interna. O exemplo do arroz é emblemático. Recorde histórico de produção e ao mesmo tempo, vejam só, de preços!!!!!"
O preço do arroz já está de volta ao nível do início de 2020. Exatamente por isso, aliás, o tema sumiu do noticiário. Os produtores estão esperneando.

planetaarroz.com.br/preco-do-arroz-cai-quase-pela-metade/

Quanto à exportação, esta aconteceu em maior volume porque o governo, por seguir os preceitos keynesianos, expandiu a oferta monetária em 50% e adorou juros reais negativos, o que desvalorizou o câmbio e tornou mais vantajoso vender para os gringos.

Ou seja, você está criticando uma consequência direta do intervencionismo estatal.

"Assim fica difícil, mesmo!"

Sim, é impossível dialogar com quem não tem muita ideia do que fala e, pior!, está mal informado do assunto.


Apesar da quebra nas cadeias ser uma realidade, você esqueceu de fatores como preços administrados - como energia (incluindo petróleo) - foram significativos na inflação descrita.

Com relação aos alimentos, o problema foi a oferta. O governo deixou os ventos ao sabor do mercado, e a produção foi para o exterior em vez de atender a demanda interna. O exemplo do arroz é emblemático. Recorde histórico de produção e ao mesmo tempo, vejam só, de preços!!!!!

Assim fica difícil, mesmo!


Não. Manteve-se o mesmo período temporal (12 meses). E o espaço a mais liberado por essa mudança no período temporal será contrabalançado por um espaço menor que haverá para 2023.

Não há mágica. No longo prazo, se você calcula IPCA entre julho e junho, ou entre janeiro e dezembro, o acumulado total terá de se o mesmo.

De novo: é perfeitamente válido criticar a manobra, mas não é correto dizer que houve furos. (Pelo menos não por enquanto).


"Sinceramente, duvido muito que a maioria dos empreendedores pare para pensar se o capital inicial em uma expansão monetária é oriundo ou não de poupanças privadas."

E quem disse que esse é o ponto? Isso é totalmente imaterial. E apenas que mostra que você realmente não entendeu o ponto.

O fato é que há mais dinheiro demandando coisas. Havendo mais dinheiro demandando coisas, empresários irão rearranjar suas linhas de produção para produzir estas coisas.

No entanto, como tudo é dinheiro impresso (e não poupança), preços começarão a subir, e aí darão início a todos os problemas descritos (não vou repetir tudo de novo), com tudo culminando em capital imobilizado e desperdiçado.

Tudo independe de "empresários acreditarem se é poupança ou expansão monetária". Eles estão ali reagindo ao sinal dos preços — no caso, juros e demanda.

"Como não houve aumento de bens de capital?! As máquinas e equipamentos e demais componentes acrescentados ao estoque são por acaso, virtuais?!"

Virtuais? Não. Elas apenas não terão demanda. Imobilizaram recursos escassos para serem criadas (recursos estes que agora não poderão ser utilizados em outros empreendimentos), e não produzirão nada. Riqueza destruída.

Pense em prédios semi-acabados, com ninguém morando neles. Qual a riqueza criada?

"Ora, então algo não foi bem explicado! Mas não é a oferta que cria a demanda?!"

Pelo visto, você nem sequer entendeu o significado desta frase.

Dizer que "a oferta cria a demanda" significa simplesmente que, ao ofertar bens a consumidores voluntários, você adquire renda, e então utiliza esta renda para demandar coisas. Para demandar, você tem antes de ofertar (produzir).

Qual a confusão?


"ele disse que o Currency Board seria um controle de preços"

Essa é uma confusão muito comum.

Não é controle de preços porque, na prática, não há moeda nacional. A moeda efetiva é a moeda estrangeira. Na prática, a moeda nacional vira um clone da moeda estrangeira.

Dizer que Currency Board é controle de preços é exatamente o mesmo que dizer que utilizar o dólar como moeda corrente é controle de preços.

"O câmbio fixo era o padrão-ouro. Seria isso um controle de preços? Faz sentido isso?"

Mesmo raciocínio. No padrão-ouro clássico, a moeda efetiva é o ouro. A moeda de papel é apenas um certificado que garante que há aquela quantia de ouro em depósito, e que lhe dá o direito de restituir aquele papel por ouro.

"Nesse regime de papéis flutuantes, haveria controle de juros?"

Essa é a incoerência. Defendem o câmbio flutuante dizendo ser contra controle de preços (até aí, tudo certo), mas defendem o controle dos juros (que é exatamente o mais clássico caso de controle de preços).

Normalmente, defendem o câmbio flutuante exatamente para terem a liberdade de fazer o controle dos juros (algo que é impossível sob um Currency Board).

Um arranjo muito mais coerente seria defender câmbio flutuante e juros flutuante, com o Banco Central se preocupando apenas em manter a base monetária constante, sem comprar nem vender títulos públicos. Os juros flutuariam livremente. Deixe os bancos criar crédito à vontade via reserva fracionária (sobre uma base monetária constante), e aí, quando eles tiverem de recompor suas reservas, terão de recorrer ao redesconto do Banco Central via taxas punitivas.

Esta, aliás, seria a única função do BC: prover liquidez em momentos de stress a taxas extremamente punitivas.

Este arranjo, que não impediria os ciclos econômicos, seria muito mais coerente do ponto de vista da "não-defesa do controle de preços". E também, no longo prazo, seria o mais propício a evitar grandes expansões da oferta monetária.

Na prática, seria o free-banking.


"é uma questão de análise de momento, identificar onde está o problema e atacá-lo. Quando o Estado identifica ociosidade nos fatores de produção (máquinas, equipamentos e mão de obra) o ataque deve se dar no estímulo à demanda, o que deve ser feito com cuidado para que os efeitos de sua elevação acabem por não extrapolar a capacidade produtiva instalada e gerar, de fato, uma pressão inflacionária."

O estado, ao estimular a demanda com impressão de dinheiro, mira numa mosca com um canhão. Acerta na mosca e toda a casa em volta. Isso quer dizer que não dá pra mirar só "na capacidade ociosa", por exemplo. O estado cria dinheiro, mira o seu canhão e nem se preocupa com o que vai acertar.

Nessa epidemia ele viu que o "fique em casa" causou uma diminuição nos serviços, ligou seu canhão e acertou tudo ao mesmo tempo: e o aumento da demanda foi nos alimentos, com resultado de a carne subir 50 por cento.

Não teria como ele imprimir dinheiro e estimular a demanda selecionada também. Não tem como um burocrata adivinhar para onde iriam as preferências de milhões de consumidores ao consumir. A única coisa que o burocrata faz é abrir a torneira do dinheiro impresso, fazendo as pessoas pensarem que ele sabe pra onde a água vai atingir primeiro. E depois as pessoas reclamam que o dinheiro não as atingiu primeiro. E nem sabem o porquê depois.


Um doente que está morrendo por consumo em excesso de cocaína, pra sobreviver tem que ser interrompido a cocaína na veia e não dar mais cocaína pra ele. A economia cambaleia por excesso de dinheiro imprimido, portanto não se deve continuar dando mais dinheiro pra ela. Deixe a tragédia seguir. É melhor do que tentar tratar o paciente com "mais daquilo "que provoca sua doença.



Mas se alguém te roubou antes, então é totalmente moral roubar* ele de volta.

Totalmente incorreto do ponto de vista ético, já segundo a sua moral pode até ser correto.
(lembrando que a sua moral não é justificativa aceitável para os seus atos anti-éticos)

Buscar reparação usando os seus próprios meios, e nada além destes, é totalmente anti ético.
Tem que ter uma terceira parte independente e isenta fazendo a moderação dessa reparação.

O canal Ancap.su Classic no YouTube, tem um vídeo explicando como funcionaria a justiça privada no ancapistão.

Apenas pensando alto aqui, seria moralmente justificável um pagador de impostos roubar um agente da receita federal...?

Segundo a sua moral pode até ser, mas é anti-ético. Portanto injustificável !!!.
O que não te impede de se defender das tentativas de roubo dele, logo sonegar impostos é ético, mas é imoral segundo os estatistas.

Não confundir defesa com reparação.
Lembrando também que a defesa tem que seguir o princípio do minímo necessário para se livrar da ameaça.

Ancapistão não é bagunça, é muito mais sério do que o modelo estatal atual.


Vi esse vídeo do Kogos falando sobre a Doença Holandesa e no geral está um espetáculo, uma verdadeira aula. Essa expressão "Doença Holandesa" é algo tão clássico e é mencionado pelos keynesianos brasileiros também, com frequência.

Só que, dentro da Escola Austríaca, há pontos que sempre divergem entre os economistas e estudiosos da Ciência Econômica.

Diante desse fato, ele disse que o Currency Board seria um controle de preços, defendendo que o câmbio seja flutuante, já que um controle cambial interfere no balanço de pagamentos e nas exportações/importações, podendo gerar uma exportação artificial, ou importação artificial.

Num vídeo anterior, ele mencionou sobre o Hayek defender câmbio fixo e que isso é contraditório dentro da EA. Como ainda não li nenhum livro dele, eu não sei.

Diante disso, fico com alguns questionamentos:

- O câmbio fixo era o padrão-ouro. Seria isso um controle de preços? Faz sentido isso? Há um artigo do Rothbard justamente abordando os papéis flutuantes. É claro que ouro não tem valor intrínseco, mas a sua massa, sempre será a mesma. Faz sentido falar que no Brasil um quilo de ouro seja o equivalente a 1000 gramas e, no Paraguai, esse quilo seja o equivalente a 800 gramas? Câmbio flutuante é coisa de chicaguista (ao menos o papel fiduciário).

- Nesse regime de papéis flutuantes, haveria controle de juros? Porque com banco central com moeda própria, não há papel flutuante e juro flutuante em simultâneo. El Salvador é realmente um câmbio flutuante (e juros também), mas como é dolarizado, então é como se houvesse um câmbio fixo entre ele e todos os países que usam o dólar como moeda corrente. O Fed não tem filial em El Salvador. O mercado de criptomoedas pode ser considerado como algo de várias moedas flutuantes.

- Ao defender o câmbio flutuante (isso foi num outro vídeo), ele disse que a solução para o Brasil seria demitir o Paulo Guedes, com a alta da desvalorização cambial. É óbvio que isso seria ótimo, mas precisa escolher um melhor e, ainda assim, o real continuará sujeito a distúrbios políticos e institucionais. Se a gente copiasse o Peru (com adoção do dólar como concorrente, que é o que acredito que ele defenda), obviamente seria muito bom.

- Papéis flutuantes já causam instabilidades em países desenvolvidos, imagina no Brasil? Estamos nisso há 50 anos e nunca o sistema monetário ficou tão instável.

O que pensam sobre?


Concordo com a existência dos ciclos. Mas eu os vejo como inerentes ao sistema.

Por partes:

"Esse novo dinheiro criado pelo Banco Central e injetado na economia por meio do sistema bancário (via concessão de empréstimos) faz empreendedores pensarem que outras pessoas pouparam dinheiro — reduziram seu consumo —, desta forma liberando capital para a economia".

Sinceramente, duvido muito que a maioria dos empreendedores pare para pensar se o capital inicial em uma expansão monetária é oriundo ou não de poupanças privadas.

"No entanto, a realidade é que não houve nenhum aumento na poupança, e nenhum aumento em bens de capital. Houve apenas criação de moeda e manipulação de juros".

Como não houve aumento de bens de capital?! As máquinas e equipamentos e demais componentes acrescentados ao estoque são por acaso, virtuais?!

Preços e custos normalmente sobem, não há surpresa alguma a menos que alguma turbulência ocorra e haja súbita elevação brusca. Exceto isso, o cuidado em manter o hiato entre inflação e juros já é esperado. Quanto aos juros de longo prazo, ao passar do tempo eles convergem para as taxas de curto prazo, o que favorece aos bancos públicos oferecer taxas mais baixas.

"Vale ressaltar que a expansão monetária não aumenta a produção. A expansão monetária altera a produção. Ela desvirtua a produção. Ela retira recursos de determinados setores e os redireciona para outros setores".
"Por isso, criar moeda não tem como criar riqueza nem aumentar produção. Criar moeda apenas desvirtua a produção e mal direciona recursos. Há menos produção em determinados setores e mais produção em outros setores. A produção total não aumenta".

Depende. Se isto fosse uma lei de soma zero, jamais haveria elevação do PIB. O que não é verdade.

Do artigo em questão:

"O consumo ocorre quando encontramos bens e serviços que nos aprazem e cujos preços consideramos acessíveis, e os quais foram produzidos por empreendedores ANTES MESMO DE TERMOS MANIFESTADO NOSSO DESEJO DE CONSUMIR".

"Na prática, capital e riqueza foram destruídos. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo PARA O QUAL NUNCA HOUVE DEMANDA GENUÍNA".


Ora, então algo não foi bem explicado! Mas não é a oferta que cria a demanda?!


Todas as questões a resposta é "Anti-ético e moralmente repreensível"


Por que contabilmente não foi violado, já que essa mudança no cálculo do teto liberou mais dinheiro para o governo gastar no ano que vem? Foi uma mudança de 12 meses de período para 11 meses (sou ruim em Matemática)?


Vale enfatizar que a economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados. Capital foi imobilizado em investimentos para os quais nunca houve uma demanda genuína (apenas artificial, impulsionada pela expansão do crédito).

Na prática, capital e riqueza foram destruídos. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo para o qual nunca houve demanda genuína. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.??

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

Querer voltar a expandir o crédito e tentar criar demanda para estes investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão ainda mais profunda no futuro.

(Com o agravante de que consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação alta — por causa da expansão do crédito —, e sem perspectiva de renda).


O teto continua em vigor. E, contabilmente, não foi violado.

A PEC adiou o pagamento de alguns precatórios e alterou o cálculo do teto de gastos (antes, era o IPCA de julho de um ano a junho do ano seguinte; agora, passa a ser de janeiro a dezembro). Foi uma mera tecnicalidade.

É perfeitamente válido criticar a medida, mas mentir não dá.



Você, pelo que presumo, não está familiarizado com a teoria dos ciclos econômicos. Por isso parece não ter entendido muito bem a questão dos erros empreendedoriais e suas causas.

Vou dar uma pincelada.

Tudo começa com a expansão monetária e do crédito orquestrada pelo Banco Central.

Se a oferta monetária — a quantidade de dinheiro na economia — é profunda e abruptamente alterada, todo o processo de cálculo econômico é falsificado.

Atividades e ocupações que até então não eram atraentes (por não serem lucrativas) repentinamente se tornam rentáveis. Mas a consequência é nefasta.

Quando o Banco Central atua para reduzir artificialmente os juros, ele provoca uma expansão da oferta monetária. Estes dois fatores (juros menores e expansão monetária) faz com que aqueles investimentos que antes não eram atraentes repentinamente se tornem promissores. 

Quando os juros dos empréstimos bancários são reduzidos (em decorrência do maior volume de dinheiro que agora pode ser emprestado), aqueles projetos de longo prazo que antes eram inviáveis tornam-se agora — exatamente por causa dos juros mais baixos e do maior volume de dinheiro — aparentemente viáveis. 

Esses projetos de longo prazo — como, por exemplo, empreendimentos imobiliários, construção de shoppings, fabricação de máquinas, e ampliação da capacidade produtiva das indústrias — são aqueles que demandam mais capital e mais investimentos vultosos. O que antes parecia caro, agora, repentinamente — por causa dos juros menores e do maior volume de dinheiro disponível — parece bem mais acessível.

Consequentemente, vários projetos e empreendimentos de longo prazo que antes se mostravam desvantajosos tornam-se agora aparentemente (muito) lucrativos. 

Esse novo dinheiro criado pelo Banco Central e injetado na economia por meio do sistema bancário (via concessão de empréstimos) faz empreendedores pensarem que outras pessoas pouparam dinheiro — reduziram seu consumo —, desta forma liberando capital para a economia.

No entanto, a realidade é que não houve nenhum aumento na poupança, e nenhum aumento em bens de capital. Houve apenas criação de moeda e manipulação de juros.

Só que, em algum momento, inevitavelmente, preços e custos começarão a subir, e consequentemente os juros bancários também subirão (se os bancos não subirem os juros, receberão de volta uma moeda valendo muito menos do que quando emprestaram).

Neste ponto, com a subida dos juros, a expansão do crédito é interrompida (ou fortemente reduzida), os juros de longo prazo sobem, a expansão monetária é desacelerada, a renda e a demanda param de crescer, e os investimentos se comprovam sem sustentação, pois não havia poupança real os lastreando.

O mercado inevitavelmente irá impor o desejo dos consumidores e todos estes empreendimentos que até então pareciam lucrativos revelar-se-ão um grande desperdício.  

Vários investimentos de longo prazo feitos durante o período da expansão monetária se tornam ociosos, revelando que sua produção foi um erro e um esbanjamento desnecessário (o que os fez ser distribuídos incorretamente no tempo e no espaço) porque os empreendedores se deixaram enganar pela abundância do crédito, pela facilidade de seus termos e pelos juros baixos estipulados pelas autoridades monetárias.

Vale ressaltar que a expansão monetária não aumenta a produção. A expansão monetária altera a produção. Ela desvirtua a produção. Ela retira recursos de determinados setores e os redireciona para outros setores. Por isso, a teoria dos ciclos econômicos é uma teoria sobre investimentos errôneos e insustentáveis (os malinvestments). Estes investimentos, uma vez descobertos, têm de ser liquidados. Este processo de liquidação é a recessão.

Por isso, criar moeda não tem como criar riqueza nem aumentar produção. Criar moeda apenas desvirtua a produção e mal direciona recursos. Há menos produção em determinados setores e mais produção em outros setores. A produção total não aumenta.

No final, os investimentos acima imobilizaram capital e recursos escassos para seus projetos, recursos estes que agora não mais estão disponíveis para serem utilizados em outros setores da economia.  

No geral, a economia está agora com menos capital e menos recursos escassos disponíveis, pois boa parte foi imobilizada em empreendimentos insustentáveis no longo prazo.

Todos estão mais pobres.

Ciclos econômicos, portanto, são um fenômeno tipicamente causado pela manipulação dos juros e pela expansão monetária. É um fenômeno inerente a qualquer arranjo que não tenha uma moeda sólida.



a tragédia foi causada exatamente por criar dinheiro do nada e pra corrigir isso, tem que parar de criar dinheiro do nada.


É verdade que eles tiraram a mudança do teto de gastos na PEC dos Precatórios (pelo menos é o que o Peter disse)? Isso é que ao menos foi criticado nessa coluna da Economist. A regra de ouro eu sei que eles mantiveram, pelo menos nessa o Novo acertou.

Se o mercado não estava preocupado com o furo do teto, então por que o câmbio disparou quando o Bolsonaro falou em mudar o cálculo do teto? Eles de fato sabem mais do Brasil do que eu... eu imaginei que o teto fosse durar mais tempo.


O cenário apresentado foi de uma economia que estava em expansão e que depois de um tempo considerável entra em crise. De acordo com o que foi dito, os empresários - que ao perceberem o movimento da economia, expandiram a capacidade produtiva (bem como defendido por aqui como o principal, frente a demanda; e que eu concordo) com vistas a elevarem o nº de unidades vendidas futuramente, cometeram o erro de investir e tudo foi simplificado a um erro "empreendedorial". Empresários investem mediante expectativas.
Se houve elevação da produção, então a renda foi elevada, pois o valor dessa mesma produção, foi realizado com a comercialização final dos produtos e então a renda agregada mais elevada entra em circulação em um patamar já mais elevado de produto interno bruto.
É uma questão de análise de momento, identificar onde está o problema e atacá-lo.
Quando o Estado identifica ociosidade nos fatores de produção (máquinas, equipamentos e mão de obra) o ataque deve se dar no estímulo à demanda, o que deve ser feito com cuidado para que os efeitos de sua elevação acabem por não extrapolar a capacidade produtiva instalada e gerar, de fato, uma pressão inflacionária. É muito importante que ao mesmo tempo em que se observa a elevação do emprego dos fatores de produção, ocorra o ataque via oferta, com os incentivos a aquisição de bens de capital. Não se trata apenas de estimular a demanda, mas também a oferta. Repetindo o que diz o artigo que me foi recomendado aqui no site:

"...o que impulsiona a economia não é a demanda POR SI SÓ, mas sim a produção de bens e serviços".


Mais um imbecil que não leu o artigo. Maldito vigarista comunista do Paulo Freire e suas crias!


Falando em liberdade, hoje eu li esse artigo falando de como o Bolsonaro ameaça a liberdade de imprensa. Eu tenho minhas dúvidas se deixar de destinar uma verba para uma emissora e destinar mais para outras seria uma ameaça à liberdade de imprensa. O Bolsonaro, se for analisar, defende mais a liberdade de expressão do que muita gente que se diz direitista (ainda que ele tenha contradições nisso). Ele chegou a vetar sobre o trecho daquele "pacote anticrime" que triplicaria a pena para "crimes contra a honra" (mas o Congresso derrubou o veto).

Com o tanto de difamação, injúria e calúnia que ele sofreu da imprensa, ele poderia simplesmente, se quisesse, sair processando vários meios de imprensa (coisa que muitos políticos fazem). Aquele trecho que ele falou sobre a MP dos balanços de jornais eu acho que foi uma piada, uma brincadeira, porque realmente essa obrigação de publicar balanço em jornal beneficiava certos jornais, afinal tinha uma demanda artificial e compulsória (felizmente essa obrigação acabou nesse ano).

Se realmente a maioria acreditasse na imprensa como o artigo diz, o Bolsonaro já teria caído há muito tempo, e os protestos do dia 12 do MBL estariam infestados de gente, infestados mesmo.

O que pensam sobre o texto?


Já explicado várias vezes, inclusive no próprio artigo a que você se refere.

www.mises.org.br/article/3331/eis-o-responsavel-pela-disparada-dos-combustiveis-o-banco-central-e-sua-politica-ultra-keynesiana

Vamos tentar de novo:

A Petrobras não é autossuficiente. Ela precisa importar gasolina. E o preço da gasolina importado é determinado pelo mercado internacional de commodities. É o mesmo valor para o mundo inteiro.

Eis aqui a evolução do preço de um litro de gasolina, em reais, no mercado de commodities:

ibb.co/nzmb13X

Esse é o preço que a Petrobras, que não é autossuficiente, paga para importar gasolina. Não tem como escapar disso. O mundo não vai vender gasolina mais barata exclusivamente para o Brasil.

A Petrobras até poderia ser autossuficiente se as refinarias que começaram a ser construídas, mas que não foram terminadas (porque o dinheiro foi desviado no Petrolão), existissem.

Ademais, a Petrobras não abastece inteiramente o mercado interno. Importadores privados fazem o serviço. Se a Petrobras passar a vender gasolina abaixo dos preços de mercado, os importadores privados irão à falência e, consequentemente, faltará gasolina no mercado interno.

É tudo questão de lógica básica, que qualquer leigo inteligente não demora mais do que dois minutos para entender.


P.S.: muito embora seja errado dizer que "a gasolina subiu por causa do ICMS", é um fato matemático que a arrecadação do ICMS aumenta quando o preço da gasolina sobe. Neste sentido, governos estaduais têm sim que entrar no jogo. Aumentar a arrecadação (e com isso dar aumentos para os nababos do funcionalismo público) simplesmente porque o barril e o câmbio subiram é muito gostoso. Tá na hora dessa gente começar a dar sua "cota de sacrifício".



"HOMO INUTIL"
=============

ATUALMENTE, a distribuição de bolsas nada tem a ver com "dinamica de mercado",a baixa renda ou quase renda zero, tem a ver com a impossibilidade de transformar um perario semi analfabeto, num intervalo de tempo pequeno,em um ENGENHEIRO de TI, que tem emprego sobrando, REALIDADE ULULANTE, sem esta distribuição ele não é "empregado",UTILIZADO" no momento da robotização,
PARA NADA SERVE E SEM RENDA,SEM SER UTIL,SEM SER EMPREGAVEL,VIRARÁ UMA FERA MATARA E INVADIRA, E SERA USADO POR OUTROS PARA O CRIME.

O" HOMO-INUTIL" ESTA FORA DO MERCADO,OU DÁ COMIDA PARA ELE OU VIRA A COMIDA DELE"!

SEUS NEURONIOS NÃO PERCEBEM?_ VIVE NO PLANETA TERRA?_


Vendo que o Guedes sofreu um processo (não sei como está agora o andamento, não achei nenhuma atualização) por ter comparado funcionários governamentais a parasitas, o fato é que é poder demais para sindicatos do funcionalismo. Isso precisa acabar.


"O produtor tem que vender o que produz. Por isso, o governo estimula a demanda."

vai obrigar as pessoas a comprar o seu produto tambem ou elas podem comprar do concorrente, importar de um país mais capaz ?

pois em ultimo caso , voce ainda vai acabar parando de produzir e demitir funcionario


Ciro veio novamente com essa idéia de alterar de preços da Petrobrás.

twitter.com/cirogomes/status/1459154445120544773?t=UjWg5c_AQof5zMDHwJKlRQ&s=19

Pior que para um leigo, a medida parece sensata. (A empresa ainda teria lucro e o combustível seria mais barato).

Porque essa medida não seria viável/ recomendavel ?

*(Pergunta de um leigo em economia, conhecendo recentemente as ideias liberais. Já li o artigo sobre a nossa moeda como causa principal da alta, mas gostaria de ver uma explicação sobre o equívoco dessa proposta de Ciro)


Funcionalismo, no Brasil, é uma casta soviética. São sultões inatacáveis.

Guedes tinha duas coisas boas: ele aparentava ter um certo desdém por funça, e aparentava realmente levar a sério responsabilidade fiscal (na moeda ele sempre foi um desastre).

No entanto, agora está claro que a responsabilidade fiscal era só gogó, e que ele é tchutchuca com funça.


O real se fortaleceu com a aprovação da PEC dos precatórios pelo simples motivo de que a PEC ao menos trouxe alguma certeza e estabilidade.

O mercado em si não está preocupado com o furo do teto (algo que iria ocorrer de qualquer jeito); ele apenas queria um valor definitivo. Aquele vai e volta, que durou semanas, é o que matava. Uma vez aprovada a PEC e não havendo mais incerteza quanto a valores, câmbio e juros são pra baixo (lembrando que ainda falta o Senado aprovar).

Prova disso é o próprio movimento do câmbio e dos juros pós-aprovação.

Dito isso, todo o resto que você escreveu está correto.


Se ele não consegue vender o que produz, então é porque os consumidores não querem o que ele está vendendo. Ao menos, não aos preços praticados. Uma obviedade tão óbvia, que é até constrangedor ter de desenhar.

Há três soluções:

1) Reduzir preços

2) Melhorar a qualidade do produto

3) Deixar de vender aquele produto e partir para outro

O item 1 envolve redução de custos, algo que também envolve ter de lidar com sindicatos (no Brasil, é constitucionalmente proibido reduzir salários)

O item 2 envolve investimentos, algo que dá trabalho e dor de cabeça.

O item 3 envolve coragem e reinício. Algo para poucos.

Logo, realmente, muito mais fácil fazer lobby e pedir para políticos tomarem dinheiro de uns e repassar para outros. Algo que, além de totalmente imoral, é economicamente ineficiente.

Muito pior do que político fazer isso é ver que tá cheio de otário que defende isso.


Aquele vídeo do Ideias Radicais foi o pior vídeo do canal que eu já vi desde 2015 (talvez só perca para o que ele fala sobre o motivo de ele ir aos protestos do dia 12, apesar que esse não vi). Como não acompanho mais, não sei como está agora.

É questão de tempo para o Ancap.SU passar ele.


João Nedi, As ideias liberais surgiram no século XVII, XVIII e XIX, mas suas origens remontam antes, a influências do Republicanismo Romano, principalmente de Cícero (Jefferson, Locke, Milton gostavam bastante do conceito de Lei natural de Cícero), também na isonomia ateniense. Algumas contribuições da idade Média a ideia de lei natural, Algumas igrejas protestantes que foram para a América (não todas) já pregavam as ideias de igualdade natural entre os homens, abolição da Escravidão, tolerância religiosa e separação entre igreja e Estado, estas ideias geraram o capital social necessário ao florescimento das ideias liberias na América. E se as ideias que mantém a ordem na sociedade conservadora estiverem erradas? Jesus foi condenado por dizer que as tradições judaicas distorciam a Lei divina. Sócrates foi condenado por ir contras as ideias que mentiam a ordem em Atenas. Concordo que devemos nos guiar pela sabedoria dos mais velhos e da família. Mas não se deve impô-las e ser cético quanto ao que nos foi passado tanto quanto as ideia novas.


Hoje, fui até a Livraria Leitura de minha cidade para comprar o livro "Democracia, o Deus que falhou". Uma edição do Mises Brasil que se encontra esgotada na maioria dos lugares em que procurei. Estou lendo e gostando muito. Parabéns, Instituto Mises, por esta obra de Hoppe.


Vendo esse vídeo do Ancap.SU sobre a reação do mercado à PEC dos Precatórios, o que vocês acham que aconteceria se a PEC não passasse de jeito nenhum? O Peter errou em uma coisa: o dólar se fortaleceu após essa divulgação dos dados de inflação dos EUA, porque isso criou uma expectativa de que o Fed tenha de ser mais falconista do que o previsto. Parece paradoxal, mas é assim que funciona na moeda americana. Aqui não tem essa moleza. A política monetária do Fed está entre as piores hoje do mundo, só perde para a do Banco Central Europeu, que não eleva os juros desde o início de 2011. Uma anomalia inédita essa história de juros negativos.

Como vocês veem isso?


Se o produtor não consegue vender o que produz, ele vai ter que parar de produzir e demitir funcionários. O produtor tem que vender o que produz. Por isso, o governo estimula a demanda.


Exatamente, e esse foi um erro nessa pandemia também. Para que a ''capacidade ociosa'' sumisse, bastava reabrir a economia. A produção legitimamente demandada geraria sua demanda, a economia voltaria ao normal.

Mas resolveram ''estimular o consumo'' e o resultado foi um aumento explosivo nos preços dos insumos e agora do consumidor



A "capacidade ociosa" não surgiu do nada. Ela resulta de um erro empreendedorial.

Erros empreendedoriais em grande escala (os quais são revelados na recessão) têm necessariamente de ser o resultado de erros - também em grande escala - cometidos pelos empreendedores, os quais especularam, erroneamente, que o valor de mercado que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços seria maior do que realmente acabaram sendo.

Ou seja, empreendedores - por vários motivos - imaginaram que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços valores maiores do que aquele que de fato foi atribuído. Não houve um 'excesso de produção'; houve, isso sim, um erro de cálculo quanto ao futuro valor de mercado dessa produção.

Esse tipo de erro empreendedorial coletivo ocorre tipicamente quando o governo embarca em uma política de crédito farto e barato, o qual gera um aumento temporário da renda disponível das pessoas, que então passam a consumir mais. Ludibriados por esse consumo maior — o qual foi causado pelo mero endividamento barato e não por um aumento genuíno da produção e da renda —, empreendedores passam a crer que haverá maior renda disponível no futuro, de modo que seus bens e serviços serão mais demandados, o que significa que poderão cobrar preços maiores.

Mas tão logo essa expansão do crédito é interrompida, todo o cenário de aumento da renda se revela fictício e artificial, mostrando que nunca houve realmente um aumento da renda da população. Houve apenas endividamento. Consequentemente, seus bens e serviços não poderão ser vendidos pelo maior preço antecipado pelos empreendedores.

(Veja como toda essa teoria de fato ocorreu na prática no Brasil da última década.)

Logo, se empreendedores erraram em sua estimativa e em sua produção - por qualquer motivo -, então a correção deve necessariamente passar pelo rearranjo dos esforços produtivos, isto é, pelo redirecionamento da estrutura de produção da economia, de modo a estimar mais corretamente os desejos dos consumidores e a melhor servi-los.

Isso envolve, entre outras coisas, o deslocamento de trabalhadores de um setor para o outro (o que causa um alto desemprego temporal) e a suspensão (ou mesmo a abolição) de determinadas linhas de produção (o que causa o fechamento de empresas e fábricas).

O governo deve remover ao máximo os obstáculos burocráticos e regulatórios para que os empreendedores possam rapidamente corrigir seus erros e descobrir quais bens e serviços os consumidores realmente querem (e podem comprar). Dado que o mecanismo de preços é a principal fonte de informação dos empreendedores, uma flexibilidade nos preços de mercado é essencial para uma rápida recuperação.

Adicionalmente, uma vez que recursos escassos foram mal alocados em empreendimentos para os quais nunca houve real demanda - o que significa que capital está sendo imobilizado de maneira destrutiva -, é necessário haver ainda mais poupança (e não menos) para que tais ativos possam ser adquiridos por novos investidores e, consequentemente, para que trabalhadores e empreendedores possam ser contratados nesta nova linha de produção.

Se o governo, no entanto, impedir essa correção por meio de política que estimulem a demanda, isso irá apenas subsidiar estes bens que foram produzidos a um custo muito alto. Consequentemente, os erros empresariais serão protegidos e blindados das preferências do consumidor. Os consumidores perderão e os empreendedores ineficientes são premiados. E a economia continuará desalinhada, com a oferta não sendo aquela demandada pelos consumidores.

Ao final, a produção estará em descompasso com a demanda, os empreendedores ruins continuarão no mercado consumindo recursos escassos (e, com isso, prejudicando os mais competentes), os consumidores terão menos poder, e a economia será menos eficiente.


Dica: de nada adianta tentar resolver um "problema" (capacidade ociosa, queda na receita e desemprego) se você não diagnosticar corretamente a causa dele. Ainda pior será tentar fazer políticas artificiais para tentar manter este arranjo desequilibrado. Só irá aumentar ainda mais a catástrofe quando a inevitável correção vier (e ela sempre virá).


De acordo com o artigo, em um ambiente de crise econômica - com alta taxa de desemprego, elevada ociosidade do estoque de capital, onde a demanda é insuficiente, causando queda na receita das empresas, fazendo com que muitas fechem - o ideal é deixar a tragédia seguir?!





Pessoas, o dado "GDP from Public Administration", disponibilizado pelo Trading Economics, é uma boa metodologia para avaliar se um país fez austeridade ou não?

Decidi olhar alguns exemplos:

- Grécia;
- Brasil;
- Irlanda;
- Equador;
- Chile;
- Estados Unidos;


E essa maior liberdade econômica também explica o motivo de as expansões monetárias terem efeitos maléficos suavizados. Por exemplo, o M1 do vizinho Chile subiu mais do que no Brasil, mas a inflação de preços deles está menor do que a nossa, além da moeda mais sólida (taxa cambial de lá está quase a mesma do que em 25 de novembro de 2019). Se o Cast se eleger e ele apenas fazer o básico, a economia chilena bomba (e já bombou no passado, crescendo mais do que o próprio Brasil).

Como o Brasil é uma zona e continua hostil aos investimentos - apesar dos recentes avanços -, a política monetária precisa ser ainda mais contracionista. Os juros precisam ser altos. Nos anos Lula, o Brasil talvez fosse o país com os maiores juros reais do mundo. Claro que hoje nem precisa mais de uma SELIC de 20 % (pelo menos eu acho).

Um país grande como o Brasil, era para a economia estar crescendo de 4 % para mais, se o País fosse economicamente livre. PIB é um mensurador ruim, mas é o que tem.



A demanda aumenta fortemente.

Como empreendedor, você aumenta seus preços quando:

a) sente que a demanda está alta o bastante a ponto de não ser afetada por esta alta de preços que você pretende fazer;

b) tem pouca concorrência;

c) sabe que sua concorrência também irá subir os preços pelo mesmo motivo que você.


O item (a) é ditado pelo aumento da renda disponível, a qual, por sua vez, é afetada pela variação da oferta monetária.

O item (b) é determinado pela liberdade de empreendimento.

O item (c) é determinado tanto pela liberdade de empreendimento quanto pela oferta monetária. De um lado, uma livre concorrência pode inibir você a aumentar seus preços. De outro, mesmo havendo livre concorrência, se a oferta monetária estiver aumentando — de modo que o consumo esteja subindo forte —, você poderá aumentar os preços, pois sabe que seu concorrente também terá de fazê-lo.

É por isso que países que têm moeda estável e liberdade empreendedorial (EUA, Suíça, Alemanha, Cingapura, Hong Kong, Austrália, Nova Zelândia) têm inflação de preços relativamente baixa, em termos históricos.


Uma dúvida: Como é que o mercado e os empreendedores [r]percebem ao mesmo tempo[/r] esse aumneto na oferta monetária?



"Teto de gastos é 'apenas um símbolo', afirma Guedes"

Olhando esse trecho abaixo:

"'A prova é que se fôssemos respeitar o teto, [2020] teria sido uma tragédia econômica e sanitária mais agravada. O teto é um símbolo de um sistema político que ainda não conseguiu assumir a responsabilidade pelo orçamento'"

Dá para concluir que ele não leva tão a sério a responsabilidade fiscal.

E pensar que até o secretário do AMLO (Arturo Herrera; Obrador é abertamente de esquerda) é mais austero. Até o governo do Morales teve superávit orçamentário e redução da dívida. Dá para acreditar nisso?

Alguém me fale o porquê de o Brasil querer ser diferente entre a América Latina. Hoje eu vi uma entrevista (um pedaço) com o Milton Ribeiro (ministro da Educação) e ele disse que aqui há 38 institutos federais e 69 universidades federais. No ano passado, teve cortes em várias coisas, mas no funcionalismo em si, não dá para cortar, mesmo daqueles que não trabalharam (porque teve universidade que nem EAD teve). Segundo a Constituição, é melhor ficar sem energia elétrica na universidade do que cortar 10 % de salários do funcionalismo.


"Qual outra explicação para que num país de juros tão altos haja tantos endividados?"

Mas os juros são altos justamente porque há muitos endividados e pouca poupança.


A única "inflação inercial" que existe é aquela cuja oferta monetária sobe continuamente, como que por inércia.

Como era na década de 1980. Vide os gráficos destes dois artigos:

www.mises.org.br/article/3258/tres-breves-historias-hiperinflacionarias-do-brasil
www.mises.org.br/article/1294/uma-breve-historia-do-plano-real-aos-seus-18-anos

Impossível preços subirem contínua e aceleradamente se a oferta monetária estiver parada.

Imagine — em um exercício de lógica — que a oferta monetária hoje fosse a mesma de julho de 1994, quando surgiu o real (lembra como a cédula de R$ 100, naquela época, era praticamente uma peça de ficção?). Como seria possível haver aumentos de preços contínuos neste arranjo?

Ao contrário, os preços só iriam cair, em decorrência do aumento da produção e da maior oferta de bens e serviços.


P.S.: em tempo: forçando um pouco, há sim um exemplo prático que se aproxima de uma "inflação (de preços) inercial. Após um período de forte carestia, como o atual, o BC interrompe a expansão monetária, mas os preços ainda continuam subindo, "inercialmente". Sobem hoje porque subiram mês passado.

Tal arranjo, obviamente, irá durar apenas até as vendas começarem a cair, por absoluta falta de dinheiro. Se a oferta monetária está parada, mas os preços estão subindo, então haverá um momento em que as vendas inevitavelmente terão de cair, pois não haverá dinheiro para os preços praticados. Isso aconteceu no final de 2015 e em todo o ano de 2016.

www.mises.org.br/article/2694/como-o-governo-brasileiro-transformou-uma-recessao-em-uma-profunda-depressao


A beleza do capitalismo é que ele liberta você de produzir aquilo em que vc é "ruim" e te permite produzir aquilo em que você é "bom". Isso se chama especialização. E é extremamente vantajoso, coisa que o comunismo e socialismo não tem.

Produza o que é bom em fazer, venda e compre o que outros especialistas produziram. É impossível você produzir tudo. Por isso se especialize em algo e use bens de capital para multiplicar o poder que vc tem de produzir esse "algo".

Mas dentro de uma economia de mercado, só tome o cuidado de, por exemplo, não produzir tomates, quando todo mundo só produz tomate e não arroz. Mesmo que você seja especialista em tomates, é burrice. Tomate em excesso provocaria perdas porque se todo mundo produz tomate, ninguém compraria tomate. As pessoas iam querer arroz e com ninguém plantando arroz, não teria oferta de arroz.

O empreendedor tem que produzir o que está faltando. No exemplo acima, todo mundo só produzindo tomate faz com que falte outras coisas que seriam importantes: arroz, feijão, trigo, ovo, carne, etc e ad infinitum "outros produtos".

A ênfase na produção é o melhor da economia de mercado. E o empreendedor só tem que ficar de olho nos preços das coisas. O sistema de preços livres diz ao produtor o que está faltando e o que está sobrando, pois a falta custa mais caro e o que sobra começa a cair o preço.

O empreendedor esperto então produz o que falta no mercado para não ter prejuízo. E escolhe bem o que será demandado pelos consumidores.



Aí ele não irá produzir. Por que as pessoas não produzem iates para a população da Zâmbia? Por que não há Ferraris sendo vendidas aos montes no Haiti? Por que não há restaurantes vendendo caviar nas favelas de São Luis?

Artigo urgente para você:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=3046


Não sou economista, mas já li manuais de economia mainstream trabalhando com essa ideia de inflação de custos, como algo que contaminaria todos os outros preços da economia.

Demorei um tempo até entender que era um fenômeno monetário. Mas melhor aprender isso tarde do que nunca.

Leandro, e a tal da inflação inercial? é outra falácia?


"Para um indivíduo consumir, ele tem de ter renda. Para ter renda, ele tem de produzir coisas que as pessoas querem comprar".

Ok. Mas como ele irá produzir, se ao observar, constata que as pessoas não poderão comprar?


Para um indivíduo consumir, ele tem de ter renda. Para ter renda, ele tem de produzir coisas que as pessoas querem comprar.

Infelizmente, esta é a realidade. Você só consome (demanda) se antes tiver produzido e auferido renda. Por isso, é a oferta o que permite a demanda.

Querer dar um drible nesta realidade, pensando haver atalhos rápidos, mágicos e indolores para a riqueza, é exatamente o que gera desarranjos econômicos e crises.

Estamos vivenciando isso ao vivaço agora com a Covid-19 e toda a impressão de dinheiro feita pelos governos.


Note que neste caso as pessoas querem consumir, mas não há renda, consequentemente, não há poder de compra.


Ué, se eu quero produzir sorvete de jiló, mas não há demanda por sorvete de jiló, então eu não devo produzir sorvete de jiló.

Se, ainda assim, eu insistir em produzir sorvete de jiló, irei tomar um baita prejuízo e destruir meu capital. Ainda pior: poderei destruir o capital alheio (poupança que peguei emprestada para empreender, e que agora não poderei repagar).

Ou seja: insistir em ofertar aquilo para o qual não há demanda é péssimo para a saúde da economia. Destrói capital e destrói riqueza.


Concordo que a ênfase deva ser dada à oferta. Mas algo não me ficou claro:
Como alguém irá produzir, se ao observar o mercado consumidor, não vê a capacidade de consumir o que seria produzido?


Honesto é o bolsonaro né gado? Bolsonaro é Corrupto, Vagabundo e quadrilheiro. vc tirou do Whatszap que o MBL lavou 400 milhões, até porque o processo foi arquivado, inclusive o Luciano Ayan que nem era do MBL, mesmo assim AYAN foi inocentado.


Ele era o mais pomba de todos. O grande entusiasta da Selic a 2%. Em junho de 2020, quando o dólar estava caindo forte, ele veio a público dizer que se o mercado ficasse muito otimista, o BC iria comprar dólares.

Se você duvida, tá tudo escrito aqui:

www.reuters.com/article/us-brazil-economy-cenbank-idUKKBN23A34T

O terceiro cargo mais importante é o de diretor de política monetária (Bruno Serra).


Se você cortar imposto sem cortar gastos, no caso do Brasil, ocorreria que o déficit aumentaria e você teria que tomar mais emprestado, se endividando mais. São os gastos que obrigam ou a inflacionar, se endividar, ou cobrar impostos.