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Últimos comentários



"BC sobe compulsório e deve retirar até R$ 42 bilhões da economia"

Dólar continua se fortalecendo, junto com o real. Acho que essa medida do BCB deve explicar. É uma medida boa, pois é menos farra monetária.

Por mim o compulsório deveria ser de 100 % (como nos primeiros meses do real brasileiro), ou seja, sem reserva fracionária. Qual seu posicionamento sobre compulsórios, Leandro?


Sei que muitos aqui tem hábitos de leitura maiores do que a população em geral, mas nota-se que esquece-se que a maioria da população não tem o mesmo hábito, e isso é um do motivos pelo qual nós somos lentos nos avanços gerais no país.

Mas a falta de noção da realidade, principalmente a realidade política, é enorme. A boa intenção de melhorias no mercado interno também é latente nos comentários, mas falta o conhecimento de como a política, que gere nossas regras de mercado (infelizmente) funciona.

O texto diz que o governo atual quer dar uma canetada no combustível. É só acompanhar as lives do PR pra ver que a pressão dele é sobre os impostos estaduais (não vejo a galera aqui falando sobre estes… falta conhecimento político e dá política) Aliás, independente dos erros, é a primeira vez que vejo algum governante pensar em diminuir impostos, principalmente em um momento de crise.

Gente, só vamos conseguir ter mercado de fato, se tivermos uma política federal, estadual e municipal que apoiem isso, é isso se faz através de votos em pessoas que entendem e querem o mercado. Infelizmente, não há soluções mágicas.


Simples assim, mas a desinformação da grande "mérdia" só faz deixar o brasileiro cada dia mais ignorante.
Aliás, quanto mais ignorante é um povo, menos percebe o tamanho da sua estultícia.
Daí o papel da grande mídia nacional: "o papel da grande mídia é só o de encobrir os grandes crimes."
Essa conceituação da grande mídia é do filósofo Olavo de Carvalho.


Quero agradecer a todos que fazem parte do Instituto Mises Brasil. O nível de conhecimento adquirido depois que comecei a ler os artigos do site com frequência é surpreendente. Expandiram muito minha cosmovisão em diversas áreas do conhecimento. Agradeço aos autores, tradutores, organizadores e mantenedores do Instituto. O preço do serviço que vocês têm prestado para livrar muitos de falácias econômicas é inestimável.
Parabéns.


No caso do México, o peso mexicano se valorizou desde o pânico do ano passado (quando todos estavam fugindo para o dólar). Espero que o próximo presidente do Banxico seja bom. Herrera pelo menos entregou superávit primário (no meio de lockdowns e forte contração econômica). No México, as reduções de juros foram com bem mais calmaria, por isso que agora eles precisam ter menos pressa para elevar os juros do que o Brasil. Os juros reais negativos lá chegaram só um tempo depois.

Seria inédito se o M1 total cair, embora uma queda de 50 % nisso seria algo difícil de acontecer e turbulento. Bolsonaro pelo menos passou reformas supply-side. Guedes tem medo de lobby, por isso não quer reduzir as tarifas de importação como deveria. É lamentável. No Equador, com moeda estrangeira e sendo um país pequeno, não pode ter choro de grandes corporações em prol de moeda fraca e tarifas de importação. Vão fazer o quê? Vão ligar para o Jim Powell?

Você percebeu que, desde pelo menos 2000, o crescimento do M1 brasileiro foi só diminuindo, com a exceção de 2020? Além do fator do crescimento econômico mais baixo após 2010, quais seriam os outros fatores?


"É possível estimar em quanto que o IPCA ficará, dado o comportamento dos agregados monetários?"

Não. Vai depender de como será a produtividade, a produção e o volume de importações (o que depende de tarifa e câmbio). Mas é fato que, tudo o mais constante, ainda há muito chão para o IPCA.

"O que aconteceria se o BCB não mudasse nada ou afrouxasse com bem menos intensidade? No México o M1 deu uma explodida, mas foi uma subida de 17,6 %. No Equador foi em 8,21 %. Na Bolívia, 17,03 %."

Pois então. Estes países aumentaram a oferta monetária (exatamente como o Brasil), mas não adotaram juros reais tão amplamente negativos como nós. Consequentemente, a taxa de câmbio nestes países mal se alterou — o que ajudou enormemente a evitar uma carestia ainda mais forte.

"De curiosidade, decidi pegar alguns países emergentes e comparar a trajetória deles de juros. A Tailândia foi quem mais exagerou, mas a moeda deles continua forte (e o país vivenciou meses deflacionários em 2020)."

A Tailândia tem uma moeda impressionantemente estável. Em dezembro de 2019, o Baht comprava o mesmo tanto de dólares que comprava em julho de 1997, ainda antes da crise asiática. A taxa de crescimento do M1 do país se manteve praticamente inalterada em 2020. Uma façanha.

d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/thailand-money-supply-m1.png?s=thailandmonsupm1&v=202110301005V20200908&d1=19211217

Apenas mais uma evidência de que, no final, o que realmente comanda é a oferta monetária. Como sempre explicou o Steve Hanke, money dominates.



O atual governo, não obstante seus inúmeros defeitos (a política monetária é a pior), fez muita coisa positiva no âmbito da livre concorrência. A Lei da Liberdade Econômica foi a principal.

São medidas que darão resultado daqui a alguns anos, beneficiando o eventual governo do momento.



Ele nem sequer estaria aparecendo na mídia se não fosse o fundo eleitoral de 4 bilhões. O PT tem 300 milhões pra gastar, criando a imagem dele que quiser, tudo pago pelo contribuinte trouxa que não fez nada pra impedir essa bazófia.

E como a propaganda é a alma do negócio , ele tem chance sim de voltar.


O Kinder Ovo é tão caro quanto tudo é caro no Brasil. Tudo está com preço acima do que é em outros países. Isso é chamado custo Brasil e produtividade baixa. Por um lado o governo imprime dinheiro e as coisas sobem somente porque há mais dinheiro. E do lado da oferta, as medidas restritivas à produtividade fazem com que o brasileiro seja 4 vezes menos produtivo que os países desenvolvidos. Isso faz com que a oferta de bens e serviços seja menor e você compre menos com uma maior quantidade de dinheiro.

Gasolina, por exemplo, se você quiser que ela custe metade, então a produção desta (a oferta) teria que ser o dobro.


Caros:

Houve alguma alteração da ANTT quanto a regulamentação de linhas interestaduais ? Escrevo isso pois percebi um aumento de companhias e de horários principalmente nos trechos São Paulo x Rio (há 8 empresas atuando) e São Paulo x Curitiba (existem 6 empresas que atuam nesse trecho).


Gustavo.

Nesse caso a empresa foi processada por "coletivos de esquerda" (sei lá o que significa isso), pois uma imagem divulgada em uma rede social tinha "dezenas de homens brancos e jovens".


economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/11/01/mpt-se-manifesta-a-favor-de-acao-contra-contra-xp-por-falta-de-diversidade.htm

www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/11/4959851-sem-negros-na-equipe-mp-da-parecer-favoravel-a-educafro-contra-xp-investimentos.html



Tudo começou cair quando PT assumiu em 2002 e o governo atual está todo perdido com ministro da economia que não é economista e sim especulador financeiro o resultado é caos!


"1) Aquele aumento, caso não seja revertido (ao menos em parte), significa que o IPCA ainda tem muito chão para andar. Quando este artigo foi originalmente publicado, em 2017, a diferença entre a oferta monetária e o IPCA era bem menor.

Portanto, ou a oferta monetária cai, ou o IPCA irá subir muito ainda."


É possível estimar em quanto que o IPCA ficará, dado o comportamento dos agregados monetários?

Decidi pegar um histórico do M1 e do [link=ibb.co/tp3H4ZX]IPCA.[link]

"2) A oferta monetária foi expandida por causa do Orçamento de Guerra. E o Orçamento de Guerra de foi criado em decorrência das quarentenas e do 'fique em casa'. Não é juízo de valor. É apenas constatação. Não houvesse quarentena e desligamento da economia, não haveria Orçamento de Guerra e, consequentemente, não haveria expansão monetária."

O que aconteceria se o BCB não mudasse nada ou afrouxasse com bem menos intensidade? No México o M1 deu uma explodida, mas foi uma subida de 17,6 %. No Equador foi em 8,21 %. Na Bolívia, 17,03 %.

"3) Dado que houve tudo isso, não fazia sentido em jogar a Selic para 2%. Isso foi uma bizarrice, um delírio. Outros países em desenvolvimento, como México, Rússia e África do Sul, não fizeram isso. Juros reais negativos pressionaram ainda mais o câmbio (este já teria sido pressionado pelo expansão monetária, mas o juro real negativo acelerou a fuga de capitais)."

De curiosidade, decidi pegar alguns países emergentes e comparar a trajetória deles de juros. A Tailândia foi quem mais exagerou, mas a moeda deles continua forte (e o país vivenciou meses deflacionários em 2020). Todos os países do Sudeste Asiático estão com inflação de preços menor do que no Brasil. Só não coloquei Singapura porque já é sabida a qualidade da moeda do país.


Acho melhor que o Sérgio Moro ganhe as eleições, é o único candidato com capacidade para liderar o país e restaurar a economia. O cara é honesto e inteligente. O nine e o biroliro são dois pesadelos encarnados.


1) Aquele aumento, caso não seja revertido (ao menos em parte), significa que o IPCA ainda tem muito chão para andar. Quando este artigo foi originalmente publicado, em 2017, a diferença entre a oferta monetária e o IPCA era bem menor.

Portanto, ou a oferta monetária cai, ou o IPCA irá subir muito ainda.

2) A oferta monetária foi expandida por causa do Orçamento de Guerra. E o Orçamento de Guerra de foi criado em decorrência das quarentenas e do "fique em casa". Não é juízo de valor. É apenas constatação. Não houvesse quarentena e desligamento da economia, não haveria Orçamento de Guerra e, consequentemente, não haveria expansão monetária.

3) Dado que houve tudo isso, não fazia sentido em jogar a Selic para 2%. Isso foi uma bizarrice, um delírio. Outros países em desenvolvimento, como México, Rússia e África do Sul, não fizeram isso. Juros reais negativos pressionaram ainda mais o câmbio (este já teria sido pressionado pelo expansão monetária, mas o juro real negativo acelerou a fuga de capitais).

4) Em todo caso, tudo isso são águas passadas. O que tem de ser feito agora, e sem procrastinação, é voltarmos à normalidade. A economia já está aberta e operante como em fevereiro de 2020. Oferta monetária e juros reais devem ser retornados àquela realidade.

Mais especificamente, deve-se pegar o valor do M1 em fevereiro de 2020 e acrescentar um aumento de 10% (para levar em conta os anos de 2020 e 2021). E colocar a Selic rapidamente em um valor que volte a gerar juros reais positivos.

Tudo está nas mãos do Banco Central, que está muito atrasado. Ele ainda está correndo atrás da curva.

Falei mais sobre isso aqui.



Já havia lido o artigo original postado em 2017. Enxertado com novos dados ficou ainda mais brilhante e fácil mensurá-lo. Para uma próxima reedição acho válido considerar a gama de produtos que entraram no mercado desde 1994, sobretudo nos últimos 15 anos como no subsetores automotivos, informática, telefonia, TI, etc. Concordo que o que impulsiona preços é a quantidade de dinheiro colocado em circulação. Tanto que os bancos estão restringindo os empréstimos automáticos, aquele valor colocado à disposição do rentista consumidor para "emergências".


Impressionante o aumento observado no gráfico 1, desde a aparição da pandemia.
O que deveria ser feito conforme a teoria austríaca?
Qual o papel do auxílio emergencial
www.gov.br/pt-br/servicos/acompanhar-auxilio-emergencial
na escalada de preços?


Eu tenho uma arma mais não tenho porte porque a lei não permite, sou a favor do porte , porque me traz mais segurança. Não é liberar só para mim mais sim para todos que queiram e que comprove através de um psicólogo
profissional ser normal de suade mental e equilibrado.


Aproveitando a piada do Mises Br na imagem do artigo, alguém aqui saberia explicar o fato do Kinder Ovo ser tão caro no Brasil? Esse é um produto que sempre foi caro nesse glorioso país da América do Sul, na época que custava 1 real isso era relativamente muito dinheiro, dava até para comprar um saco de arroz com 1 real também.


Galerinha, o que vocês me acreditam que vai acontecer em um eventual novo governo do nine ningers? Há quem diga que a economia vai melhorar mas eu particularmente não consigo imaginar nada muito melhor que estagnação. Mesmo ele estando "na moda" no momento ele não parece ter nem de perto o apoio popular que teve na primeira vez, e fora que a mídia hoje é bem mais descentralizada e plural do que há 20 anos atrás, além disso o Biroliro segue com muito eleitorado mesmo depois de todas as suas cagadas na questão do câmbio e tals. Enfim, o que vocês acham?




OFF-TOPIC:

o fim se aproxima:

revistaoeste.com/politica/xp-investimentos-abre-600-vagas-de-trainee-exclusivas-para-negros/#comment-130937


"Estoque da dívida pública deve subir R$ 300 bilhões com Selic a 11 %"

E como os austríacos nunca erram em suas previsões, as previsões feitas pelo mercado e pelo BCB sobre o fim de 2021 estavam todas equivocadas.

Levando-se em conta de que apenas uma pequena parcela dos títulos (em setembro/21) está atrelada à SELIC, então não é necessariamente que um aumento da SELIC vai aumentar a dívida. O problema é que isso pode levar à mesma encrenca do ano passado: Paulo Guedes interferindo no BCB para fazer política fiscal. Banco Central não tem que se meter com problemas fiscais. O problema fiscal é problema do Ministério da Economia, do Ministério do Desenvolvimento Regional e de todos os demais ministérios, afinal são eles que irão gerenciar os gastos governamentais.

Com a brincadeira keynesiana dos juros negativos, agora terão que elevar os juros com ainda mais intensidade do que se eles tivessem simplesmente aumentassem os juros durante 2020. Ou simplesmente não mexer na SELIC para aquele ano.


É como eu já disse aqui: muito embora seja errado dizer que "a gasolina subiu por causa do ICMS", é um fato matemático que a arrecadação do ICMS aumenta quando o preço da gasolina sobe.

Neste sentido, governos estaduais têm sim que entrar no jogo.

Aumentar a arrecadação (e com isso dar aumentos para os nababos do funcionalismo público) simplesmente porque o barril e o câmbio subiram é muito gostoso. Tá na hora dessa gente começar a dar sua "cota de sacrifício".


Os governantes você fala dos governantes latino-americanos?

Curiosidade: novo shekel israelita bate recorde histórico de força. Está nos mesmos valores do que os encontrados em 01/11/1995.

Já deve ter gente lá chorando.

No Equador ninguém pode chorar, porque não há moeda nacional.



O pateta nem sabe a diferença entre petróleo, gasolina e diesel.

Se o governo impede a exportação de petróleo via IE e não temos capacidade de refino,quem sabe a Petrobrás vende óleo bruto para o consumidor refinar em casa. Já temos a moda da cerveja artesanal, quem sabe podemos ter a gasolina artesanal.


Para o delírio dos estatólatras de plantão aí está:

diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/samuel-quintela/arrecadacao-do-estado-com-combustiveis-cresce-quase-26-e-uniao-deve-dobrar-valor-em-2021-1.3158203

P.S.: Com os cofres públicos bem abastecidos, o governo vai poder investir cada vez mais e melhor em "saúde", "educação", "segurança"... Não é fantástico?


Enquanto o Antonio Carlos acima diz que tudo dará certo se controlar preços, eis o mundo real (notícia fresquinha de hoje):

Petrobras diz que não atenderá novamente toda demanda por combustíveis em dezembro

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras não atenderá novamente 100% dos pedidos de distribuidoras por combustíveis em dezembro, em meio à manutenção de um cenário de demanda atípica vista também em novembro, disse a companhia em nota à Reuters após ser consultada.

A companhia, que opera atualmente seu parque de refino com fator de utilização de aproximadamente 87%, disse ainda que há atualmente dezenas de empresas cadastradas na reguladora do setor ANP aptas para importação de combustíveis e que possuem condições de atender essa demanda adicional.

"Assim como no mês de novembro, os pedidos de diesel encaminhados pelas distribuidoras para o mês de dezembro foram atípicos e superiores ao mercado esperado para este período", disse a empresa.

"Após avaliação de disponibilidade, considerando nossa capacidade de produção e oferta, o volume aceito foi inferior aos pedidos recebidos."

O cenário ocorre enquanto importadoras e distribuidoras de combustíveis têm apontado defasagem nos preços de diesel e gasolina praticados pela Petrobras no mercado interno em relação ao exterior. Isso torna o valor do combustível da estatal mais baixo que o importado, gerando uma escalada de pedidos.

A Petrobras — responsável por quase 100% da capacidade de produção de derivados do petróleo no Brasil -- vem sendo pressionada por diversos segmentos no país para segurar os valores internos, e reduziu ao longo do ano a periodicidade de reajustes, em busca de evitar volatilidades.

No entanto, o Brasil não é capaz de suprir a demanda crescente do mercado apenas com produção doméstica e, por isso, depende cada vez mais de importações.

Nesta semana, o diretor-executivo de Finanças, Compras e RI da Vibra (ex-BR), André Natal, afirmou em teleconferência com analistas que é natural que nesse cenário as companhias busquem conseguir todo o suprimento possível com a Petrobras, completando o restante com importações.

www.noticiasagricolas.com.br/noticias/petroleo/302956-petrobras-diz-que-nao-atendera-novamente-toda-demanda-por-combustiveis-em-dezembro.html


Interessante. É a primeira vez em minha vida que vejo alguém falar que, no Brasil, lobby de importadores tem poder.

Nunca vi nenhum lobby de importador no Brasil. Com efeito, se há uma categoria que é totalmente esculachada no Brasil — tanto por políticos quanto pela academia — são os importadores. Eles são tachados de "destruidores de empregos" e "agressores da indústria nacional". Têm poder zero. Desconheço um único politico que faça discurso pró-importadores.

Lobby de importadores, se existisse, estaria agitando pela apreciação do câmbio e por reduções nas tarifas de importação. E absolutamente nenhum lobby faz isso.

Essa Abicom é "tão poderosa", que ela nem sequer tem um site decente:

abicom.org.br/

E eu realmente gostaria de saber qual é a "mamata" que tem alguém importar gasolina com o dólar a R$ 5,60 e vender a preço menor que isso. Se é tão mamata assim, por que você não entra neste mercado? Você odeia dinheiro?

Pois é. Você não entra porque sabe que falou abobrinha, e que se trata de um mercado extremamente arriscado.

Vá fazer algo de útil e agitar para que o Banco Central passe a tratar a moeda com respeito. Ficar agredindo empreendedores (que fornecem bens e serviços) e dando passe livre para burocratas (que é quem realmente nos ferra) é o típico comportamento do gado ignorante que faz perpetuar o reino dos ignaros.

P.S.: gentileza enviar links comprovando sua acusação contra a Abicom.


O irônico é que, apesar da gambiarra que foi a criação do real, foi isso que permitiu que a moeda tivesse alguma credibilidade tempos depois. No Brasil, o IPCA piorou depois do regime flutuante, com uma melhora só nos anos do Beviláqua e do Temer (e alguns meses de 2019). Qualquer país subdesenvolvido precisa começar ou com um arranjo assim, ou dolarização ou Currency Board.

No México foi diferente: enquanto o peso mexicano era atrelado, a inflação de preços estava algo alta, embora longe da hiperinflação de outrora. Depois daquela traumática inflação de 50 % com a Crise do México, o índice de preços do país, sob câmbio flutuante, melhorou. Por isso também que os juros lá são bem menores que os daqui. O Banxico pelo jeito leva mais a sério. A meta de inflação deles de 3 % (1 p.p. +-) existe desde 2003. A moeda deles é melhor que a nossa.

Brasil deve continuar na mediocridade de sempre.


Aquele dólar fraco da era Bush, gerado pela expansão monetária causada pela guerra do Iraque, não voltará. Todos os governantes daquela época foram reeleitos facilmente por causa do dólar fraco (o que lhes permitiu políticas monetárias expansionistas sem que estas causassem inflação imediata). Os de hoje serão punidos exatamente por causa do dólar forte.

Preocupação: o dólar está se fortalecendo, e as commodities agrícolas também. Isso nunca ocorreu antes. Um dos dois está mentindo, e sofrerá uma correção em breve.


HAHAHAHAHA...e dizem que a PETROBRÁS É "NOSSA"!!! É só ver quem está GANHANDO e quem está PAGANDO!

31,8 BILHÕES...em DIVIDENDOS, não vão pagar UM CENTAVO DE IMPOSTO!

E o trabalhador cruzando a fronteira para abastecer na ARGENTINA pela METADE DO PREÇO!

A alegação da Petrobrás é que petróleo é uma commodity e ela tem que praticar, internamente, preços como se todo seu petróleo fosse importado, porque se assim não o fizer, ELA EXPORTA.

Entretanto, para defender a economia, a Constituição Federal dá ao poder executivo, no caso representado pelo MINISTÉRIO DA ECONOMIA, total liberdade para instituir alíquotas de 4 IMPOSTOS, com efeito imediato na cobrança, são eles: o IOF, o IPI, o imposto sobre produtos importados (II) e o imposto sobre produtos exportados (IE).

Basta ao governo atuar sobre o IE do petróleo para forçar a Petrobrás a aumentar a oferta interna, bem como praticar preços menores internamente.

Se a solução é, no papel, simples, está ao alcance do Ministério da Economia e é para o bem de todo o Brasil, por que não é implementado o imposto de exportação sobre o petróleo?

Aí entram os chamados LOBBIES. Um dos lobbies poderosos hoje é o da ABICOM, a associação que reúne os importadores independentes de combustíveis.

Ocorre que se o imposto de exportação de petróleo for instituído, a Petrobrás será, como vimos, forçada a ofertar petróleo e seus derivados no mercado interno a preços muito inferiores ao internacional e isso inviabilizaria a importação independente de combustíveis.

Na verdade, teria o condão de levar à falência os importadores independentes que dependem desta "MAMATA".



Falem o que for dos Estados Unidos e sua decadência, mas o país ainda está muito à frente do Brasil em liberdade (e inclusive no movimento austro-libertário).

Parabéns à garota e ao Ron DeSantis, que está fazendo tudo que pode, enquanto aqui no Brasil tem gente se dizendo liberal e apoiando essa ditadura sanitária.


Enquanto isso na Flórida/EUA:

rothbardbrasil.com/vitoria-menina-de-8-anos-derrota-a-obrigatoriedade-de-mascara-nas-escolas/


Como isso, camarada? 85% do dinheiro dele está em reais na bolsa.


Com a decisão do BCE e mais expectativas criadas em cima da política falconista do Fed, o DXY já chegou a 96 pontos. A boa notícia é que isso consegue amortecer os preços do petróleo, apesar de a nossa moeda continuar doente.

Se o DXY estivesse nos mesmos níveis da era Bush, a inflação de preços americana já estaria facilmente acima de 8 %.


Caro Helio Beltrão,

te dou os parabéns pelo artigo muito bem escrito e claro para qualquer leitor alfabetizado. Agradeço o seu trabalho de divulgador das ideias econômicas liberais que nada mais são do que a aplicação prática das leis morais (leis naturais)
criadas por nosso Deus.

Que o Deus de Jesus Cristo, Senhor do universo, te abençoe e um dia, no céu, te recompense pelo esforço desempenhado no Instituto Mises.

Abraços.


O Paulo Jegues está rindo da nossa cara ao manter o real na situação que está. Rindo e se enriquecendo por meio de sua offshore.


E, com a PEC do calote e 'auxílio brasil' do desgoverno, só veremos a situação piorar ainda mais.

Hiperinflação a gente vê por aqui.



Excelente visão de cenário.

Como mencionado, a adição do etanol anidro e consequentemente a logística que envolve o processo até a formação do combustível tem forte impacto devido a "obrigação" de adicionar entre 25% (gasolina premium) e 27% (gasolina comum). Uma lei obrigou a tal situação estúpida, quando países mundo a fora realizam a composição em níveis bem mais baixos (7% a 18%).

1) Revogar e estabelecer um valor a exemplo de 17% não seria uma boa solução, a curto/médio prazo?
Claro que também teremos que levar em conta que a redução de etanol anidro fará com que os produtores de alcool percam receita, a princípio devido ao corte na composição do combustível - gasolina, empurraria para baixo o valor do alcool que em tese seria bem mais atraente do que a gasolina nos carros flex, dependendo do cenário e a médio prazo contrabalanceando a perda inicial.

2) A questão da substituição tributária, que visa "antecipar o recolhimento de imposto e reduzir a sonegação" pois é mais prático fazer o recolhimento em três ou cinco distribuidoras do que em 2000 ou 4200 postos em cada estado, e que gera posteriormente o tabelamento de preços "indireto" pelos governadores através da ideia do preço de pauta final. Creio que a substituição tributária tenha seus benefícios, mas quanto a questão do combustível tornou-se um sistema típico de controle de preços estatizado.
Afinal, após analise do mercado (dólar, commodity, Petrobras, Etanol, impostos federais, operação de distribuição e revenda), os governadores "sabiamente" estipulam que o combustível deve ser vendido mais ou menos em tal valor, devido a adição de ICMS, ou melhor, o tanto que eles considerarem, gerando a impressão de aumento de ICMS, quando na verdade houve somente a elevação do preço de pauta, que trará assim maior recolhimento sem alterar o valor do ICMS.

Pergunto, sabendo que retirar o instrumento da substituição tributária poderia ocorrer em sonegação de imposto, entretanto tal retirada e devido recolhimento de impostos somente na venda (bomba) - que retardaria o recolhimentos de impostos - evitaria a estipulação do preço de pauta, o que em tese daria mais flexibilidade para os donos dos postos e para o mercado. Seria essa uma possibilidade?
Está correto essa linha de pensamento?


Ciro não tem como criticar porque o "plano" de governo dele é fazer exatamente o que Paulo Guedes/Roberto Campos tem feito.


ele sabe, mas se faz de desentendido.
senão ele não compraria dolares



E o mais engraçado é que ele, involuntariamente, está fazendo propaganda pela privatização da Petrobras.

Já conversei com duas pessoas de classe média-baixa, que mexem com transporte, e que falaram exatamente a mesma coisa: se é para a Petrobras ser assim, então é melhor privatizar.


Ciro é tão burro que teria todos os motivos para criticar e apontar o governo como culpado pela alta dos combustíveis.

O governo atual gerou a desvalorização do real (culpa da política monetária do BC, ausência de reformas, descontrole fiscal, conturbação política gerada muitas vezes desnecessariamente pelo Executivo, que aumenta o risco país).

Mas ele elegeu o alvo errado e colocou a Petrobrás como culpada pelo problema.


"'Dólar está lá em cima, não tem problema', diz Guedes"

Eis um trecho:

"O ministro disse, então, que os estrangeiros terão um 'ganho adicional' ao investir no Brasil por causa da alta do dólar. 'Não tem problema. Quem entrar agora tem uma margem adicional de ganho, porque está entrando com o dólar valorizado', afirmou."

Alguém tem que colocar um silenciador nele. Sempre que ele abre a boca para falar de dólar, a moeda afunda.

Será que ele sabe que esses investidores terão prejuízo quando eles trocarem os reais pelos dólares de novo?


após a revolução industrial o homem vem sempre investindo em tecnologias que garantem o aumento da produção substituindo horas homem ,por maquinas automatizadas.


Não sei mexer direito aqui nos comentários, mas obrigado aos colegas que responderam minha pergunta sobre a reputação do Pastore.



Dividendo é divisão do lucro proporcional entre os investidores, os acionistas. No ano contábil, você compra ação de uma empresa para ter lucro, senão você não seria empresário. Você pode investir em empresa própria ou comprar uma parte de uma (ação).

Se uma usar o dinheiro dos investidores somente pra pagar dívida (que a Dilma obrigou a companhia a fazer), ela perde os investidores. E a Petrobrás fica descapitalizada.

Já usar o dinheiro dos investidores para investimentos é possível, só que a Petrobrás tem problema de ingerência politica. O investidor prefere recolher o dividendo o qual tem direito do que permitir que o dinheiro vá pra financiar essa bazófia. É dinheiro privado que está em jogo.

Numa empresa tradicional que esteja sem ingerência política e em fase de crescimento, os investidores até gostam de postergar o direito de receber os lucros e que estes vão para os investimentos, pois teoricamente o retorno depois é maior (reinvestir os lucros). Mas uma empresa politizada? O artigo apresentou os malefícios e problemas de se investir numa empresa com ingerência estatal.

Se não tivesse essa ingerência política, sem estatismo, compensaria ao investidor não receber dividendos esse ano e, ao se investir na empresa, receber muito mais tarde.

Mas no caso de uma Petrobrás da vida, investidor pode querer receber o dividendo e o guardar, somente pelo risco da ingerência fazê-lo perder dinheiro que é dele.


Suponho que o sr. queira dizer que inflação é semelhante a temperatura corporal: muito alta é ruim, muito baixa também. Febre muito baixa não existe.

Correto!


Suponho que o sr. queira dizer que inflação é semelhante a temperatura corporal: muito alta é ruim, muito baixa também. Febre muito baixa não existe.


Ainda mais crucial do que privatizar é abrir completamente o mercado para toda e qualquer petrolífera que queira vir. E ainda garantir isenção de impostos.

Além, é claro, alterar completamente a política monetária.

Quem vai defender isso?


Toda empresa de capital aberto é obrigada por lei a pagar pelo menos 25% do seu lucro líquido em dividendos.

Só para a União foram R$ 23 bilhões.

valor.globo.com/empresas/noticia/2021/10/28/petrobras-dividendos-de-2021-pagos-a-uniao-chegam-a-r-233-bilhoes.ghtml


E a empresa ficou de 2014 a 2018 sem pagar nada, por estar praticamente falida.

www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1947744-petrobras-pode-ficar-mais-um-ano-sem-pagar-dividendos-apos-acordo-nos-eua.shtml

De resto, nenhuma empresa zera dívida. Com efeito, não existe nenhuma grande empresa sem dívida. Dívida é normal. É por meio de dívida que uma empresa se alavanca e investe. Dívida, podendo, deve ser rolada.


Dúvida honesta, li que a petrobras apresentou 60 bi em dividendos. Sendo uma empresa parcialmente endividada e necessitando de investimento pro refino, porque esse valor não foi utilizado para pagamento das dívidas e investimento na companhia? Digo, no caixa de uma empresa normal depois de um período de prejuízo e vc volta a ter lucro vc não sai "gastando" todo ele, mas prioriza o pagamento das dívidas e investimentos que a companhia precisa pra se manter ao menos no médio prazo.


Então a saída seria a privatização da Petrobras, certo?


Eles têm pavor de lobbies, uma coisa impressionante.

Tá faltando gente durona na equipe econômica do Bolsonaro, como foi o Afonso Beviláqua.

Não há o que fazer, sempre vai ter pressão. Até na Suíça há pressão para desvalorizar o franco suíço. A diferença é a seriedade de quem irá gerir a moeda e as finanças do governo.

Separatismo seria bom, mas isso está mais longe do que o peso argentino voltar a virar uma moeda forte.



O problema é esse: quando estão fora, só como observadores, falam tudo direitinho, criticam o errado e elogiam o certo.

Porém, tão logo entram para o governo e começam a sofrer assédio dos lobbies, prontamente mudam de discurso e passam a defender coisas que antes criticavam.

Guedes, quando era colunista da Época, falava tudo direitinho. Tão logo entrou para o governo, saiu defendendo protecionismo, indústria nascente e substituição de importações.

É por isso que gosto do Gustavo Franco: ele fazia o que era o certo para proteger a moeda, e cantava e andava para as críticas da Fiesp, dos bancos, do setor calçadista ("Seu setor vai acabar", disse ele para um empresário que estava gemendo contra a concorrência dos importados), e do setor agroexportador. Não foi à toa que saiu corrido de lá e foi substituído por um agente do Soros. "O sistema é bruto", já diziam.


Concordo.
No plebiscito de 1993, votei na monarquia parlamentarista. Mas não deu! Bola pra frente e segue o jogo. Infelizmente.


O cinema brasileiro tem três casos de sucesso: Atlântida, Trapalhões e Mazaropi. Nenhum deles precisou de cotas ou de dinheiro estatal.

Todo o resto é gente que se acha a nata de humanidade e quer determinar do que os outros devem gostar ou não.


"No final, ser um libertário e esperar um comportamento racional das pessoas é como ser uma pessoa normal e esperar que um chimpanzé se comporte de forma civilizada e aprenda a ler e escrever."

Essa foi a melhor definição que já li sobre ser a favor da liberdade, a favor de empresas privadas, e extremamente contra governos!


Não.

O petróleo da bacia de Campos era ruim, e nossas refinarias foram adaptadas para usá-lo, muitos anos atrás.

Hoje, a maior parte da nossa produção vem do pré-sal, que é de boa qualidade, tanto que a Petrobrás o exporta, importa petróleo mais barato para refinar aqui, e lucra com a diferença.


Quem falou em "voltar aos antigos"? Aliás, quem falou em política?


Para investir em novas refinarias, seriam necessárias três coisas, todas elas raras em empresas estatais:
- Dinheiro sobrando
- Vontade
- Competência


Vendo essa notícia, eis alguns trechos:

"[...]O Brasil criou na indústria um protecionismo absolutamente gigantesco, o que gera ineficiência no setor produtivo. O governo não tem de defender só o interesse privado, tem de defender também o interesse da sociedade como um todo. A retórica diz que tem de compensar o custo Brasil, então vamos arrumar um câmbio mais depreciado. O que tem de arrumar é reduzir o custo Brasil, não é depreciar o câmbio."

O vídeo seria este?

O que você pensa, Leandro?

Eu acho que o Bolsonaro tinha que trocar logo esse Guedes.


"Só fico com essa dúvida: com produção e refino totalmente nacional, seria possível deixar o preço imune a cotação internacional do petróleo e do dólar"?

Diretamente não. Mas se você estimular ou parar de atrapalhar a produção nacional, de qualquer coisa, você aumenta a oferta de bens e serviços, com isso fazendo com que sua moeda (o reeca) se valorize, pois você compraria mais gasolina e outros bens e serviços com a mesma quantidade de dinheiro.

Você tem então que estimular a produção nacional, o aumento da oferta de gasolina nacional sem manipulações. Teríamos gasolina barata pela boa oferta de gasolina e moeda forte, não pelo amortecimento dos preços internacionais.


E existe alguma universidade brasileira decente? No máximo o ITA e o IME.


Pelo jeito é. Ele foi presidente do BCB entre 1983 e 1985. O cruzeiro estava uma maravilha.

Vale lembrar que o Guido Mantega é formado na USP.

O Meirelles não é formado em Economia, mas foi muito melhor do que a maioria dos ministros que eram formados em Economia.

Se a pessoa for cursar Economia, pelo jeito terá que seguir os conselhos do Leandro.


As refinarias brasileiras estão ultrapassadas, não servem para o petróleo do Pré-Sal. Ao invés de sair vendendo tudo tendo como desculpa a tal "política do desenvestimento", a estatal, que zerou os prejuízos no seu Caixa graças a PPI, deveria aproveitar parte desses lucros para INVESTIR em novas refinarias capazes de lidar com todo tipo de petróleo, isso tornaria o país autos suficiente no recurso energético e baixaria os preços por não ser mais necessário importar.

Mas como aqui é a Bananalandia, por que a Petrobras se interessaria em investir se ela pode trabalhar com os mesmos preços que os importadores praticam? Pra quê investir para aumentar a oferta de produtos e reduzir os preços dos produtos ao consumidor se a Petrobras está indo bem, vendendo mesmo assim? Dá pra a falta de interesse da estatal em investir no nosso mercado de mais de 200 milhões de consumidores, ela prefere exportar o óleo do Pré-Sal, se pudesse venderia todas as refinarias para ficar só exportando o óleo e seus derivados. Cadê o interesse no nosso mercado? Na verdade acho que nunca existiu.


...então por que o Brasil continua apanhando feio no setor turístico para a Tailândia?

Deve ser porque o Brasil não tem as "Ladyboys" da Tailândia.

(ironia)


A Noruega vende a preços locais ou internacionais? Quanto do preço é impostos?

Alguns países altamente produtivos em petróleo conseguem vender para fora a preço internacional, atendendo a demanda externa, e vender para dentro com preços menores. Se não estou enganado, arábia saudita faz isso.

É difícil, politicamente, nessas situações, você dizer que o país tem de pagar o preço de 80 dólares


Recentemente ele fez um vídeo com o Marcos Lisboa lançando seu novo livro. Pesquisa rápida no YouTube você encontra. Ele mostrou um estudo onde não encontra nenhuma relação entre câmbio desvalorizado e benefícios a indústria, economia, no geral.

O quanto isso vai se refletir em uma defesa explícita do real é uma incógnita. Mas é um sinal que não vai defender esse tipo de política. O que é ótimo.

Inclusive reconheceu o câmbio desvalorizado atual como medida protecionista é criticou isso.(é deixou claro que discorda do Lisboa sobre o cambio)

Ainda é cedo para dizer, mas parece um excelente sinal


Prezados, e com tudo isso, Afonso Pastore, mais um que não sabe nada de moeda como a turma de Chicago ou alguém com a mesma competência de Gustavo Franco por exemplo?

A turma da USP é ruim como a da UNICAMP?


O que será que acontecerá quando o dólar americano perder o status de moeda de reserva e troca internacionais?

Uma solução seria aumentar a produção de petróleo e derivados. Parar de depender dos Estados Unidos e da OPEP. Mas como, se o setor aqui é todo estragado? FHC errou tanto em não ter vendido a Petrobras, quanto em ter criado a ANP.

Uma outra solução seria fortalecer bastante o real, a ponto de contrabalançar o encarecimento do petróleo em dólar. Mas como, se quando o real começa a se valorizar, o Paulo Guedes fala que dólar caro é bom para o turismo...

Se fosse bom mesmo para o turismo, então por que o Brasil continua apanhando feio no setor turístico para a Tailândia?


"E finalmente com total capacidade de produção e refino o pobre brasileiro não seria refém dos especuladores gananciosos que jogam com o preço do petróleo e do dólar."

Os "especuladores gananciosos" foram os mesmos que jogaram o barril para US$ 20 em abril de 2020. Ninguém ficou com dó das petrolíferas.

Aliás, o barril custava US$ 150 em julho de 2008. Hoje custa US$ 80. Os especuladores por acaso ficaram menos gananciosos?

Por fim: o preço é válido para absolutamente todo o mundo. Todos os países do mundo pagam o mesmo preço, em dólares, pelo barril. Achar que "especuladores gananciosos" estão juntos para ferrar apenas o brasileiro é uma mistura paradoxal de delírio megalomaníaco com ignorância provinciana.

"Só fico com essa dúvida: com produção e refino totalmente nacional, seria possível deixar o preço imune a cotação internacional do petróleo e do dólar?"

De certa forma, o Brasil é auto-suficiente em alimentos, especialmente carne, soja, milho, café e açúcar. E aí?

Entenda: a única economia realmente fechada é a do mundo (não dá para um planeta comercializar com outro planeta). Fora isso, os mercados são abertos entre os países (felizmente). Sendo assim, se há um mercado internacional disposto a pagar US$ 100 por um produto 100% produzido aqui, o que você acha que os produtores farão? Irão vender para o populacho aqui, a preços baixinhos e em reais, ou irão vender para os estrangeiros, que pagam caro e em dólares?

No final, o preço vigente para qualquer mercadoria negociada mundialmente sempre será o preço pago pelo mercado mundial.

Portanto, ainda que fossemos totalmente autossuficientes, o produto seria vendido para quem pagasse mais. Se o preço do mercado de commodities for maior que o nacional, toda a produção será escoada para fora. Seria total irracionalidade econômica não fazê-lo.


"mudaria algo se o Brasil diversificasse e importasse mais do produto de países produtores como Equador, Arábia Saudita e Nigéria?"

Não. Trata-se de uma commodity internacional, cujo preço é determinado no mercado internacional de commodities. É o mesmo preço, em dólar, para todo o mundo. Não tem essa de "preço especial" para o Brasil.

Até porque, se o Brasil barganhar, jogar charme e pedir um desconto, os produtores irão simplesmente vender para outro país que pague o preço vigente no mercado de commodities.


P.S.: o único caso de um país produtor cujo governante vendia petróleo baratinho para outro país era o da Venezuela em relação a Cuba. O arranjo final não ficou lá muito invejável…


Já que o Brasil precisa importar petróleo refinado (que vai incluir coisas como gasolina), mudaria algo se o Brasil diversificasse e importasse mais do produto de países produtores como Equador, Arábia Saudita e Nigéria? Para quem não sabe, em 2019 mais de 65,8 % do petróleo refinado importado é dos Estados Unidos.

Curiosamente, na Bolívia, os recursos naturais como o gás natural, ao contrário daqui do Brasil, não são nacionalizados. Aqui no Brasil até o fóssil é da União (houve um recente caso de um fóssil brasileiro que foi contrabandeado para a Alemanha).


Pensando com a cabeça de Ciro: O dinheiro pra recomprar as ações viria do Tesouro nacional ou BNDES. E o tesouro arranjaria dinheiro com aumento e criação de tributos.
Infelizmente é assim que ele pensa (imposto sobre grandes fortunas/patrimônios, novas faixas de alíquotas de IRPF para as rendas maiores (além dos 27,5%), tributação de dividendos, extinção de isenções tributárias, etc.)

Ou seja, jogaria a conta para o "contribuinte" mais rico, que teoricamente teria condições de pagar.

Para os Ciristas, planejar a autosuficiencia seria algo de longo prazo mesmo e precisaria de aportes do tesouro/BNDES.

E finalmente com total capacidade de produção e refino o pobre brasileiro não seria refém dos especuladores gananciosos que jogam com o preço do petróleo e do dólar.

Convivo com vários Ciristas no trabalho diariamente. É triste, mas a mentalidade deles é essa.

Só fico com essa dúvida: com produção e refino totalmente nacional, seria possível deixar o preço imune a cotação internacional do petróleo e do dólar?

Obs: Seria ótimo se o Leandro Roque pudesse ajudar nessa


Se você é o único produtor nacional e tem a eficiência de refinar tudo e atender plenamente todo o mercado interno, então sim, você tem o poder de estipular o preço que quiser.



Se a petrobras passar a fazer preços nacionais(supondo que ela tenha capacidade de refino), haverá consequências não intencionais. Quais seriam, além da obvia redução do lucro dela?


E ao proibir o consumo de algo, ele destrói um setor e pode aplicar sua expansão monetária (TMM) à vontade.


Por que ninguém protesta para exigir que o Banco Central entregue moeda forte? Por que ninguém faz um movimento exigindo congelamento da base monetária (este, sim, é um congelamento que funciona!)?

Porque moeda forte é ruim para a indústria nacional e causa desemprego.

Por que ninguém sai às ruas exigindo IPCA baixo (o que requer juros reais positivos)?

Porque inflação é igual a febre: muito alta é ruim, mas muito baixa também o é.

E por que ninguém agita para isentar petrolíferas para virem aqui construir refinarias?

Petrolíferas estrangeiras? Nananinanão! O petróleo é nosso e nenhuma empresa de fora tem o direito de vir aqui explorar as riquezas de nosso subsolo!



(Sim, estou sendo irônico)


Confesso que seria divertido. Para haver essa efetiva reestatização, a Petrobras teria de recomprar suas ações em bolsa para voltar a ter o controle majoritário (não só das ações ordinárias, mas de todas).

E fazer isso, adivinha só!, teria um custo exorbitante.

Aí, além de a empresa ter de desembolsar uma fortuna para recomprar suas ações -- o que a deixaria completamente descapitalizada -- ela ainda teria de vender combustíveis a um preço menor do que importou (sim, pois a capacidade de refino total não surgiria magicamente da noite para o dia).

Mais ainda: vendendo a preço abaixo de custo e tendo de recomprar ações, exatamente de onde virá o capital para a empresa investir em refino de ponto, a ponto de alcançar a autossuficiência de um país continental?

Ainda mais impressionante do que ver político mentindo na cara dura, é constatar como esses caras têm um passe-livre da imprensa, que apenas repercute suas falas, sem qualquer crítica.


"Investir em capacidade de refino" não é algo simples, nem barato e muito menos de resultado rápido. É coisa para longuíssimo prazo. Ademais, o problema nem sequer é capacidade de refino, mas sim a qualidade do petróleo extraído em nossa localização geográfica. Não há nada que se possa fazer quanto a isso. A qualidade do petróleo brasileiro é ruim e nenhuma mágica mudará isso. É custoso refiná-lo (precisa de planta, equipamento e processo industrial específico) e os "yields" dos derivados de alto valor agregado(gasolina,diesel) são menores comparados a média dos outros petróleos.

O problema majoritário é câmbio, e não "capacidade de refino". E câmbio se resolve com juros, política monetária e política fiscal.




Cá pra nós: com o movimento ambientalista cada vez mais radical, com a já quase completa criminalização dos veículos com motores de combustão interna, e com a moda delirante dos veículos elétricos, investir em prospecção e refino de petróleo é pedir para perder dinheiro.

O cara vai fazer um investimento de longo prazo em algo que poderá ser proibido no futuro. Tem que ser louco.

A realidade será cada vez menos oferta de combustíveis fosseis e preços cada vez maiores.


Uma dúvida:

Os Ciristas argumentam que deve ser alcançada autosuficiencia do Brasil no refino sem depender da iniciativa privada (só com investimentos estatais da Petrobrás). Produção e refino totalmente realizados internamente.

Para isso, deveríamos ser ingênuos e imaginar que surgiria dinheiro no orçamento para capitalizar a Petrobrás e não haveria corrupção e ineficiência no processo de construção e expansão da capacidade de refino.

Se esse cenário imaginário de Ciro fosse possível de ser alcançado (extração e refino feitas totalmente pela Petrobrás internamente), os preços dos combustíveis aqui poderiam ser desvinculados da oscilação do dólar e do preço do petróleo no mercado internacional ?



Sim, não faz sentido falar em racionalidade ou irracionalidade da ação humana, pois ela é executada sempre objetivando um fim, concebido subjetivamente pelo autor da ação.

Se tal ação dará certo ou errado, ou mesmo se ela pareceu imbecil a um observador externo, isso é imaterial.

Só o agente tem a exata noção de quão "irracional" ela foi: no caso, quão distante do fim almejado resultou a ação empreendida.


É simples. O erro está aqui:

"A perspectiva teleológica contida na ação humana que leva o homem a realizar seus desejos e aspirações é racional quando pensada na esfera econômica […] nas relações econômicas, o indivíduo consegue maximizar seus ganhos por ser um ator racional".

A ação humana é proposital, mas não é necessariamente racional quando vista por um observador externo.

Aquilo que para você pode parecer perfeitamente racional — por exemplo, pagar centenas de reais para ir a um estádio ver um jogo de futebol —, para mim é o ápice da imbecilidade.

Um sujeito usa cocaína porque, na cabeça dele, aquilo terá mais vantagens do que desvantagens. Já para um observador externo é algo totalmente imbecil.

Funcionários públicos votam em políticos que lhes prometem benesses e aumentos seguidos. Isso é interesse próprio. Do ponto de vista do indivíduo funcionário público, tal medida é racional. Já um observador externo sabe que aquilo será totalmente nefasto para a economia, e poderá, no fim, acabar piorando o padrão de vida do próprio funça.

As Forças Armadas venezuelanas apoiaram Chávez e Maduro porque eles lhes prometeram ganhos e poder. Ambos cumpriram, e as forças armadas hoje a instituição mais poderosa da Venezuela, e seus membros são os mais ricos. No entanto, no geral, até mesmo o padrão de vida deles caiu. De nada adianta ser rico estando cercado de miséria e privações.

Para finalizar, eis o que o próprio Mises escreveu:

Eis o que o próprio Mises escreveu:

"Quando aplicados aos objetivos finais da ação, os termos "racional" e "irracional" são inadequados e sem sentido. O objetivo final da ação é sempre a satisfação de algum desejo do agente homem. Uma vez que ninguém tem condições de substituir os julgamentos de valor de um indivíduo pelo seu próprio julgamento, é inútil fazer julgamentos dos objetivos e das vontades de outras pessoas.

Ninguém tem condições de afirmar o que faria outro homem mais feliz ou menos descontente. Aquele que critica está nos informando o que imagina que faria se estivesse no lugar do seu semelhante, ou então está proclamando, com arrogância ditatorial, o comportamento do seu semelhante que lhe seria mais conveniente."


Excelente artigo. Bem claro e simples. Pelo menos o Bolsonaro reconhece que tabelar/congelar preço não funciona (sempre que fala sobre isso cita a Argentina).


"Para Mises, a perspectiva
teleológica contida na ação humana que leva o homem a realizar seus desejos e
aspirações é racional quando pensada na esfera econômica. Contudo, não entendemos
como harmonizar o economicismo da Escola Austríaca, representada por Mises e
Hayek, com o entendimento de que "as massas, as legiões de homens comuns, não
concebem ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas. Apenas escolhem entre as ideologias
elaboradas pelos líderes intelectuais da humanidade" (MISES, 2010ª, 97).
Se por um lado, nas relações econômicas, o indivíduo consegue maximizar
seus ganhos por ser um ator racional, na esfera política esse mesmo indivíduo faria
escolhas de líderes sem que a mesma faculdade racional consiga discernir ideias falsas
das verdadeiras. Por meio do mesmo raciocínio dedutivo, acreditamos que, para Mises,
os indivíduos, apesar de conseguirem usar sua razão na realização de seus desejos
e aspirações, são inaptos para a vida política, por não fazerem o uso correto de sua
razão nas escolhas políticas. Na vida política o individualismo metodológico de Mises
não enxerga indivíduos, mas a massa, a coletividade, entendida como uma legião de
homens comuns."Encontrei isso alguém poderia refutar ou contra argumentar?