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Últimos comentários


Quanto ao amor a criminosos, a ideologia defendida pelos conservadfores foi a que pariu o "BOM LADRÃO".

Ademais, é a ideologia defendida pelos conservadores que manda "NÃO RESISTAIS aos MAUS" e que condena a acumulação de tesouros na terra (de onde Marx extraiu o mal da acumulação capitalista).

É da ideologia defendida pelos conservadores o PACIFISMO ante a bandidagem e o COITADISMO e sobretudo o VITIMISMO.

Estes acima citados são todos exemplos do que se vale a esquerda ou socialistas em seus discursos PIEGAS.

Conservadores e socialistas são muitissimo parecidos.

...e censuram aquilo do qual discordam. A fim de não dar visibilidade aos divergentes. São iguais os esquerdistas.


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Conservadores e socialistas se equivalem. Ambos são maniacos compulsivos por CONTROLAREM a VIDA ALEHIA.

Ambos são igualmente coletivistas por defenderem o PODER ESTATAL para IMPOREM SUAS MANIAS e ACHISMOS IDEOLÓGICOS a todos os demais. Conservadores nem mesmo defendem o pleno direito de propriedade, pois atribuem ao Estado o direito de expropriar "em nome do bem comum", tanto quanto anuem com o "direito" de REIS ou governantes quaisquer de COBRAREM IMPOSTOS e IMPOREM SUAS VONTADES aos SÚDITOS governados.

Consevadores só são diferentes dos socialistas no direito de propriedade sobre os meios de produção. assim mesmo não pleno direito, ja'que tudop justificam em "nome do bem comum" que eles ACHAREM, até mesmo fundamentando-se em sua IDEOLOGIA FARISAICA.

Vide a aberração de conservadores almejarem valerem-se do PODER ARMADO do Estado para proibirem casamentos de gays.

Ora, se duas pessoas, consensualmente, desejam casarem-se para que tenham direitos pecuniarios mútuos (aposentadoria e herança), então isso não influencia em nada a vida alheia. Portanto não ha que ser proibido independentemente do que ACHAM os maníacos ideológicos conhecidos por conservadores.

O casamento desejado entre os gays é o civil e mesmo se alguma igreja ou templo de qq religião consentir em casa-los perante um deus qualquer, então NINGUÉM tem direito de proibir.

Conservadores são maníacos ideológicos e tal e qual esquerdistas ambicionam MANDAR na VIDA ALHEIA. Doentes mentais que ambicionam o CONTROLE da VIDA ALHEIA.


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Os libertários defendem a LIBERDADE e apenas toleram opiniões e mesmo ações que NÃO IMPLIQUEM na SUPRESSÃO da LIBERDADE.
A alegação do autor é deliberadamente LEVIANA, mera FOFOCA tal e qual fazem esquerdistas.

INEXISTE esse apelo a tolerar tudo, por parte dos libertários. E PARA PROVAR ISSO BASTA QUE SE ATENTE PARA O PRINCÍPIO ÉTICO que NORTEIA o LIBERTARIANISMO:

O PRINCIPIO DO NÃO INICIO DA AGRESSÃO.

É fácil perceber que o autor não passa de um FOFOQUEIRO defendendo sua ideologia conservadora e COLETIVISTA. Sim, conservadores SÃO COLETIVISTAS porque além de defenderem o PODER ESTATAL o defendem como entidade com PLENO DIREITO SOBRE os INDIVÍDUOS "EM NOME do BEM COMUM".

Conservadores diferenciam-se dos socialistas apenas na posição no espectro do DIREITO de PROPRIEDADE.
Nem mesmo defendem o direito de propriedade pleno, pois "em nome do bem comum" (coletivismo) admitem violação ao direito de propriedade. Sempre um "BEM MAIOR" a justificar um MAL. ...SÃO COLETIVISTAS e tal e qual socialistas são FOFOQUEIROS MENTIROSOS.

Conservadores SÃO COLETIVISTAS e defendem um Estado interventor em nome do "bem comum".

Porém o "bem comum" é sempre o que eles ACHAREM que é o "bem comum".

Uma característica comum aos conservadores é o FANATISMO RELIGIOSO: Tudo é visto pelo ponto idológico e almejam IMPOR sua ideologia farisaica a todos através mesmo da censura e castigos aos divergentes.

São efetivamente sofredores da mesma doeça dos socialistas. Aliás estes plagiaram o moralismo ideológico dos conservadores.



Até onde eu sei desvalorizações cambiais levam a um aumento dos preços e não a uma diminuição, subsídio a exportadores é uma medida que beneficia os exportadores a custa de toda a população onde os mesmos passam a contrair crédito a baixos juros enquanto a população é obrigada a contrair crédito com juros acima do mercado por causa disso.

O que são essas práticas, senão maneiras artificiais de forçar a venda de produtos a preços abaixo de seu custo de produção, ou seja, dumping?

Quem disse que os preços cobrados são baixos? porque então o Brasil simplesmente não zera todas as tarifas de importação? esses mesmos ficam falando que isso vai "destruir a industria nacional".

Ora, se nossos preços são abaixo dos preços de custo, não teria porque temer as importações, pois seria impossível um concorrente conseguir vender abaixo disso.

E desde quando subsídio é Dumping? até onde eu sei o subsídio é algo feito pelo governo e com dinheiro confiscado. isso JAMAIS existiria em um livre-mercado.



"O cara é de longe o mais alinhado com a visão econômica que defendemos aqui (considerando os outros candidatos em potencial)."
Ué... e o Amoedo?
Sem contar que "escorregadas" é eufemismo. Ele é um político, e como tal devemos desconfiar de tudo o que fala. É mais lógico levar em consideração seu histórico, onde protecionismo, alinhamento com a "nova matriz econômica", e a defesa de sua guilda militar, foram as constantes em todos os seus mandatos.


A única crítica aceitável, e que muitos libertários americanos já cantavam a bola antes de esquerdistas, é o PESO Diferente que dão aos fatores que medem a liberdade econômica.
Por exemplo, uma economia desburocratizada (a facilidade de abrir um negócio legalmente) possui um peso maior do que a facilidade de importação (taxas sobre os produtos importados). Uma legislação trabalhista mais adaptável possui um peso maior do que liberdade fiscal. E por aí vai.
MAS se um país estiver nos primeiros lugares em quase todos os fatores, indiscutivelmente seria o mais livre, como era o caso dos Estados Unidos durante todo o século 19.

Mas é só. Os dados que esses ranking usam são os mesmos dados coletados pelo Doing Business do Banco Mundial, a única coisa que muda é o PESO Diferente. Tanto que os países com a maior facilidade de se fazer comércio, "coincidentemente" são quase todos os mesmos países com a maior liberdade econômica.

Ao invés de perder tempo escrevendo um artigo inútil com esse título sensacionalista, o autor poderia ter feito o próprio critério de ranking e comparado com os outros rankings. Já que os três rankings mais famosos também dão pesos diferentes para alguns fatores, mas chegam a colocações semelhantes.


Não amigo vai ser pior, vai ser estilo revolta de atlas+1984+não haverá país nenhum +admirável novo mundo, se tivemos sorte.


na graduação li Luciano Martinez como doutrinador antes da Reforma Trabalhista, na introdução ele diz que a Justiça do Trabalho existe para equilibrar a relação entre empregado e empregador



tanto que entupiram os planos de regulamentações e criaram um mercado restrito e extremamente caro, certamente vão regulamentar empresas como o Dr. Consulta e clínicas populares já que pra eles empresas jorram dinheiro infinitamente


Existe o ditado "Cada caso é um caso",então olhando por este ângulo a JT seria necessária,só que o saldo é negativo,ou seja a JT dá mais prejuízo do que retorno para a sociedade,sendo que seus processos podem ser absorvidos pelas demais subdivisões da Justiça(Comum,Federal,Etc),é um custo/Benefício muito salgado para nós pagadores de impostos e atrapalha as relações de trabalho e as negociações salariais,enfim um descalabro.


A Justiça Trabalhista, ou Justicinha (incluindo aí o MPT e Fiscais do Trabalho), é uma aberração jurídica brasileira; é uma justiça puramente ideológica, infestada por pensamentos marxistas (não só juízes, advogados trabalhistas pactuam do mesmo pensamento). Procure uma doutrina de Direito do Trabalho, veja a introdução o sumário, 90% de chance do escritor falar em "O Grande Capital".

Os contratos são jogados no lixo, não têm valor. O trabalhador não é tratado apenas como "hipossuficiente", é tratado como incapaz. Juízes de primeira instância decidem como querem, fazendo papel de legislador.

Um grande exemplo da diferença feita é o valor para um recurso: empregador para poder recorrer à segunda instância tem que pagar uma guia no valor de R$ 9.189,00; mas só o empregador.

Enfim, os absurdos são inúmeros, a solução é o fim da CLT e da Justiça do Trabalho, dando poder aos contratos de trabalho, acabando com a herança fascista que é defendida pelos partidos socialistas.


Isso é um engano. Pessoas boas e ruins existirão sempre, dos dois lados. Os empresários não fazem isso por maldade, por querer explorar funcionários; fazem por necessidade, contratar no Brasil é difícil e caro, a mão de obra é desqualificada , resta recorrer a estes recursos (além do que, é bilateral, o trabalhador aceita - e é mais vantajoso).



Como é que vocês querem empreender com o ICMS possuindo duas mil páginas em vários estados ?

Como iremos empeender com o PIS possuindo 1200 páginas com milhares de portarias ?

Por mais que existam ferramentas que facilitam o pagamento, as multas do governo usam essas portarias em milhares de páginas.

Em vários países, as portarias dos impostos não passam de 100 páginas.

Enfim, o imposto é alto e até o pagamento do imposto é caro.

O melhor seria rasgar todas essas portarias, para a economia ter o mínimo de crescimento.




Por favor confirmem pra mim. Nesse texto Paulo Guedes (liberal) defende desvalorização cambial para melhora de empreendimentos? Pois se sim, isso seria uma afronta a nossa saúde monetária, e que de liberal, não tem nada.

www.institutomillenium.org.br/artigos/choque-de-capitalismo/


Rogerio, acabei de encontrar alguns "empresários brasileiros" aqui:

www.dailymail.co.uk/news/article-2659038/How-IKEA-Siemens-Aldi-profited-enormously-slave-labour-former-communist-East-German-study-shows.html

Vai estudar e conhecer o mundo antes de falar besteira, Rogerio. O "primeiro mundo" não é assim porque sua população é santa, não. Nem empresários nem trabalhadores:

www.thelocal.se/20100209/24890


Quando é que veremos aquele artigo matador do mestre Leandro onde ele analisa os candidatos à presidência, falando do Bolsonaro? O cara é de longe o mais alinhado com a visão econômica que defendemos aqui (considerando os outros candidatos em potencial). Fala em privatizações, reduzir burocracia, abrir o comércio com o mundo em vez da patifaria do Mercosul, fala sobre a propriedade, porte de armas, etc. No entanto dá umas escorregadas sobre assuntos mais técnicos. Mesmo sendo o mais pró-mercado, as análises são de que o real de desvalorizaria enormemente caso ele fosse eleito. Será que a economia iria tão mal assim com ele? Afinal, qual é o lance?


Vi uma notícia sobre uma fábrica construída pela Honda aqui no Brasil que está parada por falta de demanda. Na hora lembrei das explicações sobre as crises econômicas que leio por aqui!


Há apenas uma situação em que sindicalistas colocam a pele em risco literalmente: em momento de eleição para diretoria e presidência de sindicato. Aí, sim... pauleira e até morte, em alguns casos.


Ué, e por que você só analisou um lado da equação? Se o empresariado não é de primeiro mundo, os funcionários estão ainda mais longe disso. Por aqui, funcionários arranjam atestado falso, entram com ações trabalhistas mentirosas, fazem corpo mole, pedem para o colega bater o ponto em seu lugar, tentam passar a perna nos colegas, fazem fofoca, criam intrigas etc.

Sim, o que mais tem no Brasil é empregado recorrendo às mais esfarrapadas desculpas e aos mais esfarrapados golpes para se esquivar do trabalho. E é esse mesmo empregado que, quando demitido, vai chorar na JT se fazendo de coitadinho. E ainda ganha a ação trabalhista.

Achar que o problema está só na maldita classe opressora do empresariado é coisa de quem nunca sequer chegou perto de ter uma empresa na vida. Faça essa experiência e depois volte para nos dizer como é divertido ir à falência porque você fez um favor para uma pessoa que precisava de emprego e depois essa mesma pessoa o processou por algo inventado por ela (e o juiz trabalhista irá aceitar porque, bem, é empregado, né, tadinho).


Vinicius Pereira, boa tarde.

Onde eu poderia encontrar mais artigos sobre essa diferença, pois estou com dificuldades de entender a diferença destes dois conceitos. Obrigada.


Não podemos comparar o empresariado brasileiro com o empresariado do 1º mundo. Estas civilizações já se convenceram que desconfianças e enganações acabam gerando custos que são reflexivos para toda a sociedade.
Infelizmente, aqui no Brasil, o relacionamento é muito diferente. Os gestores enganam e ocultam informações sobre a situação de suas empresas às partes interessadas, principalmente os seus funcionários.
Burlam as leis trabalhistas, terceirizam e admitem PJs indiscriminadamente, não pagam horas extras, etc. Por isso, infelizmente, é necessário um fórum trabalhista para que a parte mais fraca, empregados, possam ter alguma segurança em seu proventos e nos pagamentos das quitações.
Infelizmente, o nosso empresariado ainda tem uma visão dos primórdio da Revolução Industrial, onde para um ganhar o outro precisa perder.


Pra começar, a CLT proíbe trabalho não-assalariado. Portanto, mesmo se o empregado estivesse disposto a aceitar esse arranjo, ele é proibio.

De resto, a participação nos lucros implica também participação nos prejuízos? Pois é. Isso ninguém quer.

Essa, aliás, é uma mentalidade interessante. Quando se fala em participação nos lucros, ninguém aceita também participação nos prejuízos.

Assim é gostoso, né? Querem apenas os ativos e não os passivos. O que é bom fica pra mim; o que é ruim fica inteiramente para os outros.

"Patrão, teve lucro? Opa, me dá minha parte aí! Ixe, teve prejuízo? Ô, que pena, sinto muito, mas me dá o salário aí mesmo assim."

Todo sócio ou acionista tem participação nos lucros e nos prejuízos. Por que deveria ser diferente com os funcionários?

Por que os funcionários teriam o direito de compartilhar os lucros (lucros esses que só foram possíveis graças aos investimentos e aos maquinários fornecidos pelo capitalista), mas estariam isentos do dever de dividir os prejuízos?

Por que eles teriam o direito de ficar só com a parte boa de algo que só foi obtido graças ao investimento feito por terceiros?

A equação não fecha.

A única entidade que participa apenas dos lucros e nunca dos prejuízos é o governo.

"Sem uma Justiça do Trabalho, como agiria a justiça privada para punir empregadores que, por exemplo, não cuidassem da segurança no trabalho, colocando extintores e sinalização adequada?"

Isso é tudo uma questão de contrato. Se algo foi acordado em contrato, mas foi descumprido, então houve quebra de contrato. E os contratos -- mais ainda: o respeito aos contratos -- são os pilares de uma sociedade livre. Se o contrato for desrespeitado, então o infrator deve ser punido.

De resto:

O livre mercado e a segurança no trabalho


Estariam os trabalhadores também dispostos a partilhar de possíveis prejuízos nesse arranjo? Duvido. É justamente essa a vantagem de trabalho assalariado.


A Constituição vigente é uma das piores que já teve este País, desde a pan judicialização de qualquer matéria até a segregação do Judiciário acima de críticas e modificação que não seja por iniciativa dos juízes. Refiro-me à Constituição porque sabemos que tudo se origina dela. O supracitado exame da "justiça" trabalhista pode ser estendido a todas as demais formas de solução monopolista de conflitos. No mais, grato pelo artigo!


Por que os empregadores não pagam participação dos lucros ao invés de salário para os empregados? Com isso eles diminuiriam os risco de processos trabalhistas, incentivariam os trabalhadores e reduziriam as flutuações na vendas.

Outra coisa: sem uma Justiça do Trabalho, como agiria a justiça privada para punir empregadores que, por exemplo, não cuidassem da segurança no trabalho, colocando extintores e sinalização adequada?


Sensacional!!
FSB é uma piada marxista de mal gosto!
xô e vá de retro!!


Basta observar o que ocorre no mundo real. O Brasil tem histórico de realizar desvalorizações cambiais e conceder subsídios a exportadores. O que são essas práticas, senão maneiras artificiais de forçar a venda de produtos a preços abaixo de seu custo de produção, ou seja, dumping?

Ficamos em melhor situação com isso?


A reforma foi tímida, mas foi o máximo que se poderia chegar - espero que progrida com o passar da década, pois ainda manteve-se o cunho econômico na relação trabalhista (multa rescisória).


A frase que sintetiza a evolução no número de sindicatos: o Brasil passou de profissionais sindicalistas para sindicalistas profissionais.


A saída para a justiça do trabalho do Brasil não atingir o cidadão comum é o aeroporto.
Os brasileiros capazes de exercer produtivamente uma profissão/empreender, administrar decentemente suas finanças e falar outro idioma não ficarão no Brasil catastrófico que se aproxima, destes, os ricos irão para os Estados Unidos, os descendentes de europeus irão para Europa e os pobres irão para o Paraguai.
Dos que ficarem no Brasil, políticos e seus amigos, funcionários públicos, profissionais medíocres, recém formados pela educação completamente estatizada e inúteis para o trabalho, os idosos e qualquer um incapaz de auferir patrimônio líquido em volume significativo para dispô-lo em momento de necessidade, pagarão a pesada conta na íntegra.
Se um dia daqui 10 anos o Brasil conseguir domar seu estado gigante não haverá quadros qualificados para reconstruir o país, será a Ucrânia dos trópicos.


"Esse ano a movimentação financeira que o carnaval conseguiu arrecadar, foi MUITO maior que os investimento feito pelo governo."

Essa frase, por si só, dá a entender o seguinte: o governo investiu $100 no carnaval, e todos os gastos dos foliões geraram uma receita de $110.

Até aí, beleza.

Mas a pergunta é: essa receita de $110 foi para quem? Para o governo ou para as empresas privadas que organizaram o carnaval?

Se foi para o governo, então, duh, a economia perdeu. Pois, no final, havia mais dinheiro nas mãos de burocratas do que antes.

Se foi para empresas privadas, então estamos perante um explíctio caso de corporativismo. O governo gastou $100 do povo e $110 foram parar nas mãos de alguns poucos privilegiados com conexões com o governo.

Em ambos os casos, houve uma lógica perniciosa em ação. Como isso pode ser "bom" para a economia como um todo? Que foi bom para alguns poucos provilegiados (ligados ao governo) não ha dúvida nenhuma. Mas quero entender por que foi bom para todos.

Prossigamos.

"Ou seja, ele investiu um montante, e teve um retorno muito maior."

Aqui você dá a entender que todo o dinheiro arrecadado foi para o governo. Beleza.

O que nos leva então ao primeiro cenário acima descrito: no final, havia mais dinheiro nas mãos de burocratas do que antes. Como isso é "bom" para a economia? Com efeito, dado que o governo terminou com mais dinheiro do que antes, qual exatamente é a diferença disso para um mero aumento de impostos? O efeito final é exatamente o mesmo.

"seguindo tal lógica, se tivéssemos carnaval todos os dias no ano, seria bom para nossa economia"

Exato. Mas, embora essa conclusão irônica esteja absolutamente correta, a questão principal nem é essa. A questão é: por que o governo ficar com mais dinheiro do que antes é "bom" para a economia? Isso é totalmente sem sentido. Por essa lógica, qualquer aumento de imposto tambem será igualmente "bom" para a economia.


Eu gostaria de ver a relação "sindicado X trabalhador", certamente a relação brasileira seria ridicula, mas a da Dinamarca também me parece pífia, pq é um paíseco minusculo para 164 sindicatos.
Outra coisa, essa reforma foi quem mexeu com o imposto do PJ? Ou estou misturando as coisas? De qualquer forma, dificultou muito, ao menos para o pessoal de desenvolvimento, pois o imposto aumentou demais.


Esse ano a movimentação financeira que o carnaval conseguiu arrecadar, foi MUITO maior que os investimento feito pelo governo. Ou seja, ele investiu um montante, e teve um retorno muito maior. Eu li que isso é bom, pois gera maior receita ao governo, que por sua vez poderá fazer investimentos em saúde, educação, etc. Mas eu também li que essa tese está errada, pois seguindo tal lógica, se tivéssemos carnaval todos os dias no ano, seria bom para nossa economia. Desconsiderando sobre a saúde, educação ou qualquer investimento estatal ser um mal negócio , poderiam me dizer o motivo de tal argumento do retorno que o Estado conseguiu ser falacioso?


Tem ainda uma certa hipocrisia jurídica de que os direitos trabalhistas são inegociáveis. Se você fizer acerto prévio para pagar 90% das verbas trabalhistas, tal pacto não terá valor. Agora se um ex-empregado pleiteia 150% das verbas do contrato, é comum se fazer um acordo na JT de 30% ou menos do que foi pedido.

Nossa legislação praticamente implora para que se pague mal aos trabalhadores. Se as coisas não estiverem muito bem amarradas, MAS MUITO BEM AMARRADAS, por tudo o que for pago a mais (ex: quando há um bom período de vendas), nêgo bota o ex-patrão 'no pau' pedindo diferenças salariais em função da irredutibilidade ou de verbas como décimo terceiro, férias e terço, aviso prévio, FGTS e multa correlatos e INSS.

Para completar serve de paradigma para que outros trabalhadores ingressem pedindo também.


Esse ano a movimentação financeira que o carnaval conseguiu arrecadar, foi MUITO maior que os investimento feito pelo governo. Ou seja, ele investiu um montante, e teve um retorno muito maior. Eu li que isso é bom, pois gera maior receita ao governo, que por sua vez poderá fazer investimentos em saúde, educação, etc. Mas eu também li que essa tese está errada, pois seguindo tal lógica, se tivéssemos carnaval todos os dias no ano, seria bom para nossa economia. Desconsiderando sobre a saúde, educação ou qualquer investimento estatal ser um mal negócio , poderiam me dizer o motivo de tal argumento do retorno que o Estado conseguiu ser falacioso?


Sou servidor da Justiça do Trabalho e posso constatar in loco tudo isso. A Justiça do Trabalho hoje é ocupada por juízes de pensamento marxista (procurem por textos de Jorge Luiz Souto Maior, juiz do TRT/15, onde trabalho). E os próprios advogados incorporaram esse discurso. Sempre há trecho de 'maximização de lucros', 'tratamento degradante', etc.

Querem ver outro exemplo do pensamento em voga na JT? Leiam o manifesto assinado por 19 Ministros do TST: s.conjur.com.br/dl/manifesto-ministros-tst-defesa-direito.pdf


Sim, vira e mexe um desesperado posta essa matéria (não tem outra? É sempre a mesma?) criticando os índices de liberdade da Heritage. Como tais índices não colocam os escandinavos como países abertamente socialistas, a esquerda menstrua e faz biquinho e grita: "tá errado!"

Típico. E esperado.

Eu também tenho muitas críticas a fazer à metodologia da Heritage. Em específico, há dois defeitos sérios na metodologia da Heritage:

1) A Heritage desconsidera por completo se está havendo ou não expansão creditícia. Ela analisa apenas a taxa de inflação de preços divulgada pelo governo. Se estiver baixa, ela se dá por satisfeita e tece elogios. Pessoas com um mínimo conhecimento tanto de teoria dos ciclos quanto do problema da mensuração de um "nível de preços" sabe que tal postura não apenas é risível como é também extremamente perigosa. Bolhas podem estar sendo formadas, desviando vários recursos da economia para um único setor, sem que isso esteja sendo percebido.

2) A Heritage defende a farsa da "propriedade intelectual", que nada mais é do que um monopólio garantido pelo estado sobre idéias, algo por definição absurdo, já que não se pode ter propriedade sobre bens não-escassos. Conseqüentemente, a Heritage considera que leis frouxas para defender propriedade intelectual é algo que subtrai liberdade econômica do país.

Mas é só. Todo o resto da metodologia faz sentido.

Se um país quer enriquecer e prosperar, ele deve criar um ambiente empreendedorial e institucional que garanta a segurança da poupança e dos investimentos. A primeira medida que ele tem de tomar é criar um ambiente propício ao empreendedorismo e à livre iniciativa. É necessário haver um ambiente que permita que os capitalistas tenham liberdade e segurança para investir e desfrutar os frutos de seus investimentos (o lucro).

A Heritage leva tudo isso muito bem em conta. Os índices do Fraser Institute e da Doing Business -- que são mais detalhados e mais completos (mas os resultados pouco se diferem dos da Heritage) -- também fazem o mesmo.


P.S.: veja que maravilha a incoerência desse povo: quando houve a crise financeira na Irlanda -- país que está no topo do ranking da Heritage --, essa mesma esquerda que hoje critica o ranking imediatamente recorreu a ele como "prova" incontestável de que a Irlanda só estava mal exatamente por causa do "excesso de liberalismo". E não aceitava nenhum argumento contrário.

Ou seja, quando é do interesse ideológico dessa gente, a Heritage é inquestionável.


Sim.

veja.abril.com.br/economia/brasil-fica-em-78o-lugar-em-ranking-de-qualificacao-de-mao-de-obra/

Brasil fica em 78º lugar em ranking de qualificação de mão de obra

Entre os vizinhos da América Latina, país está em 15ª posição, com resultados piores do que Paraguai e Bolívia





Sobre a Justiça do Trabalho, vale ressaltar que quanto maior o salário que o patrão oferecer, maior o risco de um futuro revés financeiro criado pela insegurança da Justiça do Trabalho.

Quanto maior o salário, maiores serão os potenciais valores de indenização a serem pleiteados e a serem julgados pelos "justiceiros sociais" da Justiça do Trabalho. Maior a possibilidade de um juiz forçar uma "redistribuição de renda".

Assim, surgem incentivos para que o salário oferecido seja o menor possível. Da mesma forma, quanto mais longo o contrato de trabalho, maior a possibilidade de risco total (liability). Dado o prazo de prescrição de 5 anos na seara trabalhista, quanto mais se aproxima desse tempo, mais aumenta o risco de perdas financeiras por uma eventual ação trabalhista.

Isso pode explicar por que o Brasil tem uma das maiores taxas de rotatividade empregatícia no mundo, ainda que a qualidade geral da mão-de-obra brasileira seja baixíssima comparada com a do resto do mundo, pior inclusive que Paraguai e Bolívia.


Excelente matéria!

os sindicatos se tornaram MÁFIAS, não representam o trabalhador e seus dirigentes enriquecem. Com o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, tudo vai melhorar.
Bem vinda, reforma trabalhista! E que não pare por aí!


Tem muito malandro pra pouco otário.

Uma economia mais livre traria mais empregos e menos necessidades por beneces estatais.

A esquerda não suporta planos de saúde privados e muito menos educação privada. Legitima defesa nem se fala.

A esquerda precisa das pessoas pobres para sobreviver. Até os membros do tribunais de contas estão milionários. Vários jornalistas ficaram ricos usando a pobreza e o assistencialismo.

Não se trata de redução de pobreza ou melhoria do país. A questão é que a esquerda precisa dos pobres para sobreviver.



O Brasil está muito próximo de ser uma potência econômica, para isto acontecer é só resolver essa pequena
lista de probleminhas, a saber:
- substituir a atual Constituição fazendo uma completamente nova e diferente;
- extinguir as agências reguladoras;
- extinguir a CLT;
- extinguir o BNDES;
- proibir uso de verba pública para patrocinar mídias de qualquer natureza;
- privatizar 100% das universidades públicas, usar essa verba para ensino básico e fundamental;
- revogar a lei de diretrizes e bases da educação nacional, baseada em Paulo "marxista" Freire (criminalizar a sua adoção);
- privatizar 100% das estatatais;
- trocar 95% dos políticos do país;
- promover a descentralização política e economica de Brasília (municipalização);
- combater a criminalidade e o tráfico de drogas com leis e não com ideologia esquerdopata;
- revogar imediatamente o estatuto "comunista" do desarmanento;
- acabar com os privilégios da elite estatal parasitaria (funcionalismo marajá);
- proibir o comunismo e o socialismo tal qual o fascismo e o nazismo são proibidos.

Creio que com esses pequenos ajustes, em no máximo uns 70 ou 80 anos atingiremos o objetivo.


Governo jogou a toalha na luta pela reforma da previdência e agora esta irá aos palaques eleitorais da forma mais populista possível, o colapso econômico brasileiro se tornou inevitável já em 2019?


E nesse processo todo, os consumidores foram beneficiados com produtos abaixo do preço. Em outras palavras, o executor do alegado "dumping" promoveu uma grande transferência de renda dos "ricos e gananciosos" empresários para os "pobres e oprimidos" consumidores.

Ou seja, ainda que de fato exista o dumping, ele é "benéfico" para a sociedade.


Continue lendo sem parar que você poderá argumentar com essas pessoas.




Esquerdistas preferem que todos sejam igualmente miseráveis, mas querem fazer parte da elite dos "mais iguais do que os outros".

* * *


Ja ouvi diversas divergências a respeito das ações tomadas pelo FED para evitar que os bancos quebrassem em 2008. Uma delas que a crise seria muito pior se não tivesse ocorrido a injeção de liquidez, consequencia da quebra de muitos bancos de importância sistêmica. E outra que a injeção de tantos recursos apenas aumentou a bolha e distorceu ainda mais o mercado, adiando para o medio prazo uma crise ainda maior.
Porem confesso que ambos os pontos de vista ja me apresentaram argumentos sensatos e convincentes. Gostaria de saber o ponto de vista do autor a respeito disso.
Muito obrigado.


Como é que é?! Uma empresa de guarda-chuva quebrou todas as concorrentes que existiam ao redor do mundo e passou a dominar inteiramente este mercado?! Por favor, conte-me mais sobre isso. É a primeira e única façanha deste tipo na história.

Essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

E olha que estou utilizando o exemplo de uma empresa concorrendo em um mercado pequeno, hein? Imagine para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?


Nos dias atuais boa parte desse discurso realmente não vale à pena. Muito interessante quando ele diz que a esquerda defende os oprimidos e a direita basicamente é o contra esquerda, conversadora nesse sentido. O problema que dentro da visão Marxista existe a luta de classes. A longo prazo a classe dita oprimida tem ganhado espaço, e isso representa mais igualdade e justiça em alguns sentidos, mesmo que os ditos opressores contribuam também para o desenvolvimento econômico que de certa forma retorna como melhoria das condições de acesso à bens e serviços pela classe oprimida, mas isso não necessariamente é justo, é apenas um subproduto. No modela atual capitalista quase todo bem comum é apenas um subproduto do interesse individual. O Empresário, o empreendedor, autonomo ninguem sobrevive sem o lucro. A dita razão social de qualquer empresa, empreendedor, autonomo é apenas secundária porque o capitalismo exige o lucro e a acumulação. A visão liberal ao meu ver falha no sentido de demonizar o Estado, assim como a esquerda demoniza o "patrão" e a direita a esquerda. Na visão que eu entendo da esquerda, o Estado está sequestrado pelos grandes interesses econômicos. Um verdadeiro liberalismo seria útil para retirar a concentração de poder e tornar o Mercado mais livre e justo, diminuindo concentração de poder e influência política. Mas a visão errada ao meu ver do liberalismo é de que o governo é o grande vilão da história, ou seja, o Estado. Mas no fim mesmo com todas as vantagens do Mercado, que são importantes, o papel mais importante ainda é pra ser do Estado, já que esse em teoria representa a vontade popular democraticamente, enquanto o Mercado no melhor caso representa o interesse ecônomico, do lucro, e pela sua própria tendência de acumulação precisa de maneira inteligente ter seus limites definidos por um interesse comum. Na visão do mercado existem apenas consumidores e não cidadãos, se você não possui poder de compra você está fora desse sistema. No fim das contas o livre Mercado é tão utópico quanto a igualdade perfeita, afinal existem agentes humanos dentro desse mercado, que vão tentar concentrar poder, corromper outros para ditar as regras do jogo a seu favor, é o que vemos em países onde a democracia é fraca. o Governo e os políticos são vistos como corruptos, mas na verdade são apenas mandaletes de corruptores, que podem ser os próprios políticos ou pessoas que ficam por trás dos holofotes tentando mudar as regras do jogo ecônomico, em sua maioria grandes detentores do capital como banqueiros, grandes empresas, corporações ligadas ao complexo industrial militar, dentre tantas que não permitem realmente que os ditos empreendedores do livre mercado possam competir. O que eu vejo mesmo nos melhores libertários é uma certa ingenuidade, achar que APENAS o Mercado sem qualquer lado humana possa realmente nos levar a uma evolução social mais humana e justa por exemplo. Existem várias contradições, e tudo isso depende de um equilíbrio mais lento(melhores salários, condições de trabalho, leis anti-truse, monópolio) que é promovido na visão Marxista pela luta classes e não apenas pelo interesse "espontaneo" do Mercado.


coletivolute.org/2017/08/destruindo-as-mentiras-liberais-sobre-os-pais-com-alto-idh.html

Leandro e companhia, vejam isso, é estarrecedor!


DUMPING É COMO "IMPEDIMENTO"!

Se um pais usa uma estrategia de financiar a venda de seus produtos abaixo do custo, para quebrar os concorrentes e assumir em função desta JOGADA PROIBIDA como unico fornecedor, DEVE SER DADO O APITO DE "IMPEDIMENTO" trump sta certo pois deve haver regras do jogo.

Fizeram no mundo com os guarda chuvas confecçoes e depois de quebrarem os fabricantes nacionais com a tecnica de DUMPING ficam de donos do mercado.

TRUMP DE NOVO ESTA CERTO!


Gostaria de saber os nomes das escolas de economia onde estudaram Mantega e sua gente, a film de aconselhar os meus netos que venham a manifestar desejo de estudar nossa area.


O problema começa na CLT. A CLT desemprega os menos capacitados.

A CLT é uma máquina de criação de pobres e miseráveis.

Os empresários poderiam gastar 900 reais por mês com trabalhadores menos capacitados. Isso seria muito mais do que qualquer programa social. Esse gasto trabalhista de 1800 reais está completamente fora da realidade.

Depois que a CLT joga milhões de pessoas na pobreza, vem esses progressistas psicopatas querendo matar todo mundo de vez.


"Qual é o melhor indicativo pra saber se alguma política de expansão de crédito se iniciou? Este aqui seria o mais correto?"

Sim.

"como conseguir diferenciar se um aumento no indicativo é causado por maiores taxas de emissão de moeda ou de sinais de uma recuperação?"

Você tem de olhar os depósitos em conta-corrente (parte do M1). Se eles também estiverem subindo, isso indica crescimento econômico. Se eles não estiverem subindo, haverá uma estagnação econômica (mesmo havendo expansão do crédito).

Meu próximo artigo (que será uma transcrição da palestra que ministrei na Summer School do IMB no início de fevereiro) será exatamente sobre isso. Tudo dando certo, sai ainda esta semana.


Mais uma vez, meu caro, sua decisão, não resolverá o crítico problema em nosso país...


Leandro, qual é o melhor indicativo pra saber se alguma política de expansão de crédito se iniciou? Este aqui seria o mais correto?

d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-private-sector-credit.png?s=brazilpriseccre&v=201802031109v&d1=20130101&d2=20181231

Outra coisa, como conseguir diferenciar se um aumento no indicativo (seja qual for o correto) é causado por maiores taxas de emissão de moeda ou de sinais de uma recuperação?


Nunca gastei mais de 30 segundos pensando nesta hipótese, pois não há mais mínima chance de ela se concretizar. Ele não tem o "sex appeal televisivo" necessário para o cargo. Aqui a gente só elege gente caricata (Lula e Collor), bizarra (Dilma) e, na melhor das hipóteses, caroneiros da competência alheia (FHC).

Não é à toa que as principais reformas do país foram feitas (ou tentadas) exatamente por governantes não-eleitos: Café Filho, Castelo Branco, Itamar Franco e Temer.


A recuperação, não. Muito pelo contrário, aliás: moeda forte é sinônimo de economia forte.

Agora, a deflação monetária ocorrida -- mais especificamente, nos depósitos em conta-corrente, que são os que realmente definem as flutuações econômicas -- de fato dificulta a vida dos devedores. Menos dinheiro na economia, menos gastos, menos receitas, maior a dificuldade de quitar as dívidas.

Isso foi abordado em mais detalhes neste artigo.


Também, há quanto tempo não se vê um IPCA abaixo de 4%? Leandro, você tem alguma opinião formada sobre o Meirelles ser candidato à presidência?


Essa recuperação do real não piora a vida de quem já está endividado?


Correto. Aliás, dado que não está havendo expansão monetária e creditícia (pelo menos até agora), então pode-se dizer que 100% dessa recuperação se deve à redução da inflação de preços (ou seja, ao fortalecimento do real, inclusive perante as outras moedas). Uma medida que sempre foi defendida por este Instituto.




O gráfico do Brasil é bastante interessante por mostrar que nossa recuperação está sendo até relativamente rápida. Foi por causa da queda da inflação?


Sempre estou aqui lendo e aprendendo mais. Mas quando eu defendo estas idéias, com frequência sou questionado sobre onde este tipo de economia livre existe, e como não tenho uma boa resposta, acabo ouvindo que não existe porque não funciona. Podem me ajudar com uma boa resposta? Tipo países que tem economia livre e etc?

Obrigado


A grande pergunta é se as pessoas aprenderam (ou aprenderão) a lição. Apesar de tudo, muitos brasileiros ainda votariam de novo em Lula (e até mesmo em Dilma) ou mesmo em Ciro Gomes e Marina Silva.


Enquanto existir o populismo na América Latina, o crescimento econômico será como o voo de uma galinha choca. O populismo não é sustentável e precisa tirar de quem produz para garantir eleitorado. O resultado é um desastre coletivo.


Obrigado pelo artigo. Ótima demonstração com dados e teoria de como populismos que apelam ao mero sentimentalismo nada trazem de bom no longo prazo.


Obrigado por compartilhar esta análise Professor Ubiratan. Certamente temos que absorver o que tem de melhor em cada autor e nunca esquecer o contexto em que a obra foi escrita. Mas ao final, criticar é mais fácil do que fazer.


Dois exemplos (do Mises):

Marxismo Desmascarado
O Contexto Histórico da Escola Austríaca de Economia


Você está certo em quase tudo. Só pecou na parte em que "Trump deve combater os subsídios chineses".

Se estrangeiros otários estão pagando para vender mais barato seus produtos, então os consumidores seriam espertos em se aproveitar disso.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2796



Obrigado pelas respostas.

Com relação ao QE, havia entendido de um video do Stefan Molyneux que o "fim" do QE estava provocando uma saída de capital da bolsa de valores para os títulos americanos, que estão com tendência de alta de juros.

Pela sua resposta, é provável que eu esteja confundindo as coisas, mas imaginei que isso provocaria uma desvalorização do dólar, que exigiria alguma medida do governo chinês para manter a política descrita no artigo.


"Esse montante faz parte da tal reserva cambial brasileira?"

Correto. Mais especificamente, esse valor faz parte das "reservas internacionais".

Eis aqui a composição destas reservas:

www.bcb.gov.br/pec/sdds/port/templ1p.shtm

E eis aqui os dados diários:

www.bcb.gov.br/?RESERVAS

"Como essa posição é usada pelo governo brasileiro em sua política de exportações?"

O objetivo -- ao menos em tese -- não é voltado para a exportação. O Banco Central acumula reservas com o intuito de usá-las na eventualidade de uma aguda crise cambial (mas isso não ocorreu nem mesmo durante a catástrofe do segundo governo Dilma; à época, o BC recorreu a swaps cambiais, que não envolvem a venda de reservas).

"Há algum artigo que analise a situação chinesa frente ao arrefecimento do QE nos EUA?"

Não consegui ver muito bem o que uma coisa tem a ver com a outra. QE é o Fed injetando dinheiro no sistema bancário americano (sendo que quase todo esse dinheiro ficou represado no próprio Fed). Já a China compra títulos emitidos pelo Tesouro americano para financiar seus déficits. Não há uma correlação direta entre as duas coisas.



Dúvida: Essa tributação do aço pelo Trump vai destruir a indústria americana ?

O aço chinês é muito mais barato. Uma subida de preço do aço vai travar a construção civil, automobilística, máquinas, etc.

Pode ser ruim perder a produção do aço, mas é 10 vezes pior perder construção civil, automobilística, máquinas, etc.

Isso parece aquela velha história do protecionismo. Cresce um pouco no começo, depois desce a ladeira e trava tudo.

O Trump deveria combater os subsídios do governo chinês, ao invés de taxar o aço. Se o governo americano taxar o aço, vai derrubar a demanda e os preços. As indústrias ds países que importam aço chinês vão se fortalecer mais.

Nesse caso o trump está jogando contra. Ele deveria retirar todos os impostos de matérias primas. Isso sim ajudaria a indústria americana e criaria empregos.


Da fonte citada pelo artigo (ticdata.treasury.gov/Publish/mfh.txt), nota-se que o Brasil é o quarto na lista de detentores de títulos americanos. São cerca de 256 bilhões de dólares.

Esse montante faz parte da tal reserva cambial brasileira?

Como essa posição é usada pelo governo brasileiro em sua política de exportações?

Há algum artigo que analise a situação chinesa frente ao arrefecimento do QE nos EUA?

Desde já, obrigado.


Todos estão na pagina do Fed. Eis o primeiro:

fred.stlouisfed.org/series/MSPNHSUS

É só você ir colocando o nome de cada gráfico em "search FRED", no canto superior direito.


O problema que no Brasil o problema não são as armas legais, mas as que entram no país ilegalmente. Segue o pensamento de Olavo de Carvalho.

www.youtube.com/watch?v=Gx9ju_Ksqvg


Seria possível disponibilizar os links dos gráficos usados no artigo?


Do jeito que a coisa anda não vai ser mais necessário mudar a Lei e teremos a desobediencia civil.
Daqui a pouco o risco de possuir uma arma, matar um criminosso será mínimo. Basta fazer como eles atirar, sair correndo e voltar quando a poeira abaixar.

Só ver como anda o Rio de Janeiro. Sem dinheiro para pagar salário, para contratar novos PM, armamento obsoleto, falta dinheiro para gasolina, coletes etc. E caso algum policial venha a matar um bandido ainda precisará desembolsar a grana do advogado.



Quanto ao colapso que estaria por vir, não creio que partirá dos EUA mas sim da China.

A China construiu ao longo de duas décadas cidades fantasmas inteiras (com linhas de metrô, inclusive, fora equipamentos hospitalares, bombeiros, polícia, tudo o que há numa grande cidade, mas sem população) na vã expectativa de uma massiva migração da qualidade de vida da população que ainda vive de forma campesina.

Esta conta chegará, além disso há uma bolha no mercado acionário que poderia dizimar dezenas de grandes empresas, as ações estão sendo negociadas a inacreditáveis 600 vezes o lucro líquido, enquanto que num mercado saudável este número gira em torno de 15 a 20 vezes.

Outro grande problema chinês é a confiabilidade de um governo comunista, que manipula o que for necessário para esconder seus reais problemas, vi isto acontecer na década de 80 na URSS, e o mais inacreditável é ver gente graúda se pautando em mídia oficial estatal daquele lugar para basear suas teses.

Hoje existem cerca de US$ 3 a 5 trilhões em títulos do governo dos EUA nas mãos dos chineses, bastaria então um leve resgate de 30% deles por parte do governo chinês e os EUA estariam de joelhos. Acredito que o governo Trump esteja empenhado em dar um gás imenso à economia local, o que provocaria uma inflação e esta puxaria os juros de forma que seja atrativos a investidores da dívida e daí então usar estes títulos para substituir o máximo possível que estão em poder dos chineses e assim tirar a arma apontada para a cabeça americana.

Se isto é o que vai acontecer ou se dará certo, não sei, apenas relato o que vejo. Mas que tem algo grande para 2020 vindo aí não tenho dúvidas.


Capital Imoral é tão inteligente quanto uma massa de modelar. Esse aí tem futuro com umas dinamites no peito.


Não existe em nenhum lugar do planeta um país mais desenvolvimentista do que o Brasil. Até mesmo Itália, Alemanha, Portugal e Espanha, que tiveram experiências declaradamente fascistas, não foram tão desenvolvimentistas quanto o Brasil.

A grande sorte do Brasil, e que também foi o caso da Argentina, Venezuela e Uruguai, é que foi o país mais escolhido pelos imigrantes europeus que vieram para a América Latina. Se não fosse os imigrantes europeus terem trazido seu conhecimento, a riqueza acumulada por toda sua linhagem na Europa e sua força de trabalho, o Brasil seria um país completamente diferente. O mesmo é verdade para Argentina, Venezuela e Uruguai.

O Brasil, por ser uma colônia de Portugal, teve sua economia engessada desde 1500 até a sua independência, ou seja, o Brasil apenas pôde comercializar com Portugal durante mais de 300 anos de história. Não obstante, menos de um século depois de ter sua independência e uma leve abertura econômica, uma nova ideia que dominava a Europa foi copiada no Brasil: o Fascismo (a aliança entre ricaços oligarcas e o governo), mas aqui não veio com esse nome.

Depois de Getúlio Vargas industrializar o Brasil com medidas desenvolvimentistas, o Brasil entrou em uma profunda crise na década de 50. Mas isso não impediu de JK construir uma cidade-capital no meio do país e endividar as futuras gerações.
Por causa de Vargas e JK, o Brasil ficou 20 anos estagnado até chegar os militares e iniciarem mais uma fase de desenvolvimentismo.

A industrialização dirigida pelo governo em concluio com os industriais oligarcas, ficou clara na década de 70 que não deu os resultados esperados. A indústria brasileira já estava completamente ultrapassada e a medida desenvolvimentista de industrialização dirigida e rápida não transformou o Brasil em um país de primeiro mundo, como era o planejado pelo governo Vargas.

Não satisfeitos com as experiências desenvolvimentistas anteriores, os milicos fizeram de novo praticamente tudo o que Vargas fez. Por 10 anos tudo parecia uma maravilha, mas no final da década de 70 o país já começava a estagnar mais uma vez. Quando o Brasil entrou na Nova República, rapidamente percebeu-se que as medidas desenvolvimentistas dos milicos tiveram um custo muito caro. O Brasil estava falido e o então presidente Sarney para tentar resolver o problema, imprimiu dinheiro para pagar as dívidas do governo e honrar a falha de pagamento dos burocratas do governo. Quando a hiperinflação apareceu, Sarney decretou o congelamento de todos os preços. O Brasil estava em uma economia socialista.

Depois de Sarney sair do poder, estava claro para a elite política brasileira que se o Brasil não fizesse reformas econômicas o país se tornaria uma Índia. Collor, Itamar Franco e FHC foram os responsáveis para o Brasil, finalmente, passar de um país proto-fascista para uma social-democracia moderna. Não é atoa que a década de 90 e os anos 2000 foram excepcionais para o Brasil.

As reformas neoliberais na década de 90 foram tão boas que o PT por uma década colheu os frutos e decidiu ampliar o Estado como se esse país de terceiro-mundo fosse uma nação europeia rica e desenvolvida com história milenar.
Não satisfeito em aumentar os gastos públicos, o PT praticou o desenvolvimentismo que Vargas e os militares praticaram no passado. Uma hora a conta iria chegar. E quando chegou, assustou a todos os brasileiros que fielmente acreditavam que o Brasil havia se tornado um país sério e desenvolvido.
E aqui nós estamos. Um país falido por conta de medidas desenvolvimentistas que está se recuperando lentamente com pequenos corte de gastos e medidas econômicas chicaguistas meia-boca.
Se o ciclo da nossa história se repetir, o próximo presidente fará medidas ou reformas impopulares para a esquerda, mas que a esquerda irá colher os frutos no futuro quando ser eleita novamente no futuro.

Dizer que os EUA são desenvolvidos por causa do governo americano é o mesmo que dizer que a URSS faliu por causa de seu Mercado Negro. É uma completa inversão da causa e efeito da realidade.
Toda essa ideia de "estado empreendedor" que a esquerda moderna defende (afinal o socialismo fracassou miseravelmente) pode ser resumida da seguinte maneira: O estado cria um Fusca impedindo a construção de uma Ferrari, e diz que a existência do Fusca é a prova cabal de que o estado é necessário ou eficiente. Já que ninguém está vendo a Ferrari e como ninguém leu Bastiat, a inverdade aparenta ser verdade.

Por que os defensores de um estado intervencionista não louvam o Brasil, mas possuem a cara de pau de citar os Estados Unidos, Austrália e Hong Kong como exemplos de suas políticas? Porque são mentirosos, sofistas, oportunistas e parasitas da mesma forma que os socialistas.


Olá a todos ! Gostaria muito que a obra do Hoppe " The Economics and Ethics of Private Property" fosse publicada, é o livro pai do anarcocapitalismo após a ética da liberdade. Serei um dos primeiros a comprar, abraços.



Dúvida: Por que os malandros não tem vergonha de roubar ou superfaturar no governo ?

São 450 bilhões de dívida do BNDES com o tesouro. Uma farra total de gastos com auxílios e benefícios pelos políticos, juízes, MP, militares, etc. Uma teta generalizada com lei rouanet, lei de audio visual, lei do esporte, etc. Emissoras de TV recebem milhões do governo e de empresas públicas.

Enfim, será que o establishment não tem medo do povo ? Por que o povo é tratado como otário sem o mínimo de preocupação ?

Isso é uma aberração total contra o povo. Será que o povo é tão burro assim para não fazer nada ?



É uma página de utra direita que ataca o bouça família que pede doações. Eu vou doar um dinheiro que poderia comprar bugigangas para mim? Porquê vocês não arrecadam dinheiro de outra forma, já que receber dinheiro de outras pessoas é algo tão abominável? HÁ, já sei, é que quem recebe o bouça família é pobre e é só pobre que não pode receber esmolas.


É bela a liberdade liberal de ser pobre e morrer de fome! Chorem, apenas, o bouça família é elogiado até pela ONU e países como os EUA e a Noroega possuem problprogramas semelhantes. Este programa bouça família movimenta a economia, já que uma família pobre, quando recebe o dinheiro compra por exemplo um iorgute, o que gera movimentação financeira, este dinheiro vai para o súpermercado, que ao pagar um funcionário, por exemplo faz com que este movimente a economia, o mesmo ocorre se o súpermercado usar este dinheiro para comprar mais produtos em uma fábrica, ou se pagar impostosou contas, este dinheiro vai ser usado por outro órgão e a economia prosperará. HÁ pessoas muito pobres, principalmente no Brasil que precisam de um dinheiro para comprar um alimento para hoje, não podem esperar um emprego, além disso, o bouça família exige que os filhos (crianças) estudem e estejam com a carteira de vacinação em dia.


Agradeço as palavras a mim direcionadas, mas suas teses econômicas são tão erradas e descabidas, que é impossível deixá-las passar em branco.

Vou abordar as mais gritantes.

"Existem certas capacidades que só o governo tem."

Correto. Só ele tem a capacidade de destruir uma economia, por exemplo. No máximo, na melhor das hipóteses, ele pode apenas atrapalhar pouco.

"Por exemplo, capacidade virtualmente ilimitada de honrar seus compromissos em moeda local,"

O que, na prática, significa que o governo pode ou hiperinflacionar para quitar suas dívidas (o que nos leva à década de 1980 no Brasil) ou aumentar continuamente sua carga tributária (o que nos traz ao modelo atual). Cabe a você mostrar que ambos estes arranjos são propensos a criar prosperidade.

"capacidade de assumir riscos de investimento de longo prazo em infraestrutura"

O que o governo faz, na realidade, é tomar dinheiro alheio e repassar a seus empresários favoritos, os quais então irão fazer obras que atendem a interesses políticos e eleitoreiros, e não às genuínas demandas dos consumidores.

Se uma determinada obra, por mais vultosa que seja, atende a uma genuína demanda dos consumidores, então isso, por definição, significa que ela é lucrativa. Sendo lucrativa, empreendedores se acotovelarão para atender a esta demanda de mercado, pois há lucros a serem obtidos.

Por outro lado, se uma obra de longo prazo não é economicamente lucrativa, então, por definição, significa que não há genuína demanda por ela, e, logo, só será feita para atender a desejos políticos. Moradores locais serão privilegiados à custa do resto do país, que só perderá.

Um grande exemplo de tudo isso é a ponte Rio-Niterói. Ótima para os cariocas e niteroienses que a utilizam diariamente. E péssimas para os desdentados do Piauí, que viram todo o seu INPS enterrado na ponte.

É indiscutível que uma obra será ótima para aquela pequena fatia da população que irá utilizá-la diariamente. A questão é: e quanto ao restante da população? Quais serão as consequências da construção desta ponte para quem não a utiliza?

A construção da obra será paga ou com impostos ou com endividamento.

Se com impostos, as pessoas e empresas que pagaram esses impostos ficarão sem esse dinheiro e, logo, não poderão despendê-lo em coisas que voluntariamente considerem mais necessárias. Consequentemente, os empreendimentos que receberiam esse dinheiro ficam agora sem receita.

Se com endividamento do governo, as pessoas e empresas que poderiam ter pegado esse dinheiro emprestado para fazer investimentos produtivos, ficarão agora sem acesso a ele.

Em ambos os casos, os empreendimentos que agora não mais receberão este dinheiro — que foi desviado para a obra — começarão a demitir. Ou então não mais se expandirão.

Portanto, para cada emprego público criado pela obra, foi destruído, em algum lugar, um emprego no setor privado.

Podemos ver os operários empregados na obra. Podemos vê-los trabalhando. Esta imagem real faz com que o argumento do governo — seu investimento gerou empregos — se torne vívido, tangível e convincente para a maioria das pessoas. Há, no entanto, outras coisas que não vemos porque, infelizmente, não se permitiu que surgissem. São os empregos destruídos pelos $100 milhões tirados dos contribuintes ou do mercado de crédito.

Na melhor das hipóteses, tudo o que aconteceu foi uma transferência de empregos por causa de um projeto. Mais operários para a construção da ponte; menos operários para a indústria automobilística, menos empregados para fábricas de artigos de vestuário e para a agropecuária.

E agora vem pior: caso a obra tenha sido financiada via empréstimos contraídos pelo governo, tais empréstimos terão de ser quitados. E quem fará isso serão os pagadores de impostos de todo o país. Dado que o governo não gera riqueza, ele só poderá quitar seus empréstimos por meio de impostos confiscados da sociedade.

Como então é possível dizer que houve um enriquecimento de toda a sociedade?

A grande lição é: vivemos em um mundo de recursos escassos. Aquilo que é utilizado em um setor foi necessariamente retirado de outro setor. Se os gastos do governo concentraram recursos em um setor, então outros setores ficaram sem estes mesmos recursos.

Se o governo está construindo uma ponte, ele irá consumir grandes quantidades de aço, cimento, vergalhões e argamassa. Isso significa que todo o resto do setor da construção civil terá agora de pagar mais caro para conseguir a mesma quantidade de aço, cimento, vergalhões, argamassa. Os preços desses itens irão subir e, como consequência, todos os bens que utilizam esses itens em sua construção — como imóveis e carros — ficarão mais caros.

Quando o governo gasta, ele está consumindo bens que, de outra forma, seriam utilizados pela população ou mesmo por empreendedores para fins mais úteis e mais produtivos. Por isso, todo o gasto do governo gera um exaurimento de recursos. Bens que foram poupados para serem consumidos no futuro acabam sendo apropriados pelo governo, que os utilizará sempre de forma mais irracional que o mercado, que sempre se preocupa com o sistema de lucros e prejuízos. Portanto, os gastos do governo exaurem a poupança (por ''poupança'', entenda-se ''bens que não foram consumidos no presente para serem utilizados em atividades futuras'').

Os gastos do governo não possuem o poder milagroso de criar riqueza para todos. Sempre há os que ganham e sempre há os que perdem. Impossível todos ganharem.

O velho ditado segue impávido: quem afirma que gastos do governo geram crescimento econômico está afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos. Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

Uma obra é viável? Tem demanda? Então seus beneficiários diretos estarão mais do que dispostos a pagar por ela. Ou pagar pedágio para a empresa que se dispuser a construí-la.

Foi assim que aconteceu em Hong Kong

"capacidade de investimento em ciência básica e tecnologia"

Isso exige uma resposta mais detalhada, a qual foi dada aqui:

Ciência financiada pelo livre mercado versus ciência estatal

"capacidade de definir um posicionamento estratégico para a nação e conduzir iniciativas para realizar este posicionamento."

Ou seja, políticos têm mais visão empreendedorial do que todo o conjunto de empreendedores do país. Aliás, têm mais visão empreendedorial que todo o conjunto de empreendedores do resto do mundo -- afinal, em um livre mercado, qualquer consórcio de empreendedores de qualquer lugar do mundo poderia livremente vir ao país e fazer obras aqui.

Desconheço um único exemplo bem-sucedido desta sua teoria. Mas conheço vários mal-sucedidos.

"Capacidade de combinar políticas fiscais e monetárias de forma a maximizar a capacidade produtiva da nação."

Aí você está dizendo que manipular juros, imprimir dinheiro e cobrar impostos é o que "maximiza a capacidade produtiva da nação". Pelo visto, você está totalmente alheio ao que ocorreu no Brasil nos últimos anos. Afinal, isso foi exatamente o que foi feito aqui, e o resultado foi o exato oposto da "maximização da capacidade produtiva da nação".

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466

"Estas capacidades, se bem utilizadas, em colaboração com os demais segmentos da sociedade, representam a diferença entre um pais bem sucedido e um pais medíocre. Não fazer uso delas é burrice."

Fizemos uso de todas elas aqui no Brasil. Isso, sim, foi burrice.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2755

"Na realidade dívida pública é poupança privada."

Essa foi a pior de todas. Dívida pública só é poupança para quem aplica na dívida do Tesouro. Só que tem uma encrenca: quando essa dívida é quitada, alguém tem de ser tributado para isso. E essa pessoa tributada foi "despoupada", por definição. E sua poupança foi repassada ao aplicador.

Logo, não é necessário ser um gênio matemático para entender que houve apenas uma redistribuição de renda. Um ganhou, outro perdeu. Quem comprou títulos públicos se deu bem; já quem foi tributado para quitar essa dívida se deu muito mal.

Como em todas as intervenções estatais, sempre há ganhadores e perdedores. A ideia de que a dívida pública é boa porque "nós devemos a nós mesmos" possui profundas implicações: tudo depende de se você faz parte do "nós" ou do "nós mesmos".

"Déficits do governo correspondem a superávits do setor privado."

Isso não faz o mais mínimo sentido. A igualdade contábil nem sequer é essa. A igualdade é outra: o saldo da balança comercial é igual à soma da poupança (ou déficit) do setor público e a poupança (ou déficit) do setor privado.

Não há absolutamente nenhuma teoria dizendo que se o setor público tem déficit isso significa que o setor privado teve superávit.

"Gastos do governo criam dinheiro"

Errado. Déficits do governo podem criar dinheiro caso o governo recorra a empréstimos do setor bancário, e o setor bancário crie dinheiro (via reservas fracionárias) mas não venda ativos para o setor privado com o intuito de conseguir este dinheiro. (O que foi explicado em detalhes neste artigo).

Já a frase "gastos do governo criam dinheiro" é totalmente desprovida de verdade.

"e impostos cancelam dinheiro."

Ainda mais falso. Impostos só podem "cancelar dinheiro" se o governo incorrer em superávit nominal (o que quase nunca ocorre, exceto em raríssimos um ou outro mês) e, em seguida, guardar esse dinheiro dentro de um cofre eletrônico (o que nunca houve na história do mundo).

Tudo o que o governo arrecada ele gasta ou quita dívida. E, ao quitar dívida, o dinheiro volta para a mão de pessoas e empresas. Logo, não houve nenhum "cancelamento de dinheiro".

"Se o governo gasta mais do que recolhe de impostos – um déficit – há um saldo financeiro líquido no setor privado."

Abordado acima. Haverá saldo financeiro líquido no setor privado apenas se o governo recorrer a empréstimos do setor bancário, e este não vender ativos para o setor privado. No entanto, observe que, neste caso, houve aumento da dívida pública, e esta terá de ser quitada via impostos, os quais advêm do setor privado -- e cobrar impostos do setor privado é o oposto de "saldo financeiro líquido".

No final, você está simplesmente acreditando em mágica, e dizendo que o governo é o ente capaz de efetuar esse milagre em que criação de dinheiro e aumento da dívida beneficiarão a todos e não prejudicarão ninguém.

"Todos estes países se industrializaram e se tornaram ricos com participação do governo no financiamento, planejamento e condução de um projeto estratégico para o país, no desenvolvimento da infraestrutura, na criação de forca de trabalho de excelência, na criação de um parque industrial diversificado, no investimento em ciência básica e tecnologia e no posicionamento e defesa dos seus interesses perante a comunidade internacional."

Você acabou de descrever o funcionamento do planejamento da União Soviética. Já entre os países de primeiro mundo, nenhum teve comitês voltados a essas áreas. Agora, se você realmente acredita que o parque industrial de Suíça, Alemanha, Hong Kong, Cingapura e EUA (apenas para citar os mais robustos) foram obras de seus governos (e não de um mercado voltado a atender as demandas dos consumidores), então realmente nada posso fazer por você. E se você acredita que a China é o modelo a ser copiado, então realmente será impossível chegarmos a qualquer concordância.

Agradeço novamente suas palavras, mas infelizmente só posso concluir que você não entendeu nada do que leu por aqui.


Eu votei contra o desarmamento no referendo de 2005.

Essa proibição foi golpe !