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Últimos comentários


De um lado, burocratas imbecis (com o perdão do pleonasmo) expulsaram caminhoneiros imigrantes. De outro, o ultra-generoso auxílio governamental distribuído em decorrência da Covid desestimulou vários britânicos a trabalharem. Pra que suar se você pode ficar sentado no sofá coletando benefícios ainda maiores que o salário anterior?

Consequência: está faltando caminhoneiro. Não há entrega de combustíveis e de alimentos nos supermercados britânicos.

Mais um caso clássico de destruição causada por intervencionismo estatal.


Caro Johnson,
Na adolescencia, eu tive um professor de História esquerdista, que dizia "muitos países são pobres hoje em dia por caus do colonialismo". Um dia, perguntei a ele por que o Haiti era um país,tão pobre, se conquistou a independência da França em 1804. Afinal de contas, alguns países FORAM colônias e se tornaram prósperos:
- Canadá;
- Estados Unidos da América;
- Austrália;
- Nova Zelândia;
- África do Sul.
E por aí vai. Então, acho que esta realidade conforma o artigo de Thomas Sowell, um gigante intelectual. Por que alguns países "dão certo" na vida, enquanto outros "fracassam"?



Essa Renda Mínima não pode ir adiante. É uma armadilha que não lhe trará nenhum benefício.


Sinceramente, não consigo mais acreditar nesse papo de restrição de oferta. Acredito que se fosse isso mesmo, teria sido muito pior. Vide o preço das caminhonetes que praticamente dobraram de valor, Hilux de 190 foi para 300.

Agora no geral, como o artigo mesmo diz, não parou.

Oque aconteceu mesmo foi a impressão de dinheiro através de auxilios a nivel mundial.


E onde a inflação está sendo mais entida é justamente num lugar onde o ministro da economia é um chiCagão Boy.


Leandro,

Sei que aqui não se defende tabelamento de juros feito por um comitê estatal. O melhor seria juros livres refletindo as condições reais de poupança e consumo.

Entretanto, dado a atual loucura dos BCs aqui e lá fora, vc acha que a utilização da regra de Taylor pelos BCs (colocada em lei e que fosse realmente cumprida) poderia gerar um cenário melhor que o atual ?

Pela regra de Taylor era para as taxas de juros no Brasil e nos EUA estarem em níveis muito maiores que os atuais.

A regra de Taylor não seria o cenário ideal, mas me parece que seria algo melhor do que temos hoje. Oq vc pensa?


Com a crise de energia, alguns esquerdistas vêm defendendo uma lei com obrigatoriedade de que todas as novas construções serem feitas com placas solares (com intuito de que a população fique menos refém dos regimes de chuva p/ geração de energia).

Qual seria o efeito dessa medida? (Me ajudem a entender)

A princípio, haveria encarecimento dos custos de construção e consequente do preço dos imóveis. Imóveis mais caros tenderiam a gerar alugueis mais caros. (Porem, penso que o encarecimento do aluguel seria compensando por uma menor fatura de energia no final do mês para o inquilino.)

Outro ponto, o encarecimento da construção tenderia a gerar uma menor oferta de imóveis e assim alta de preços. (Maior dificuldade para as pessoas construírem ou alugarem imóveis)

Partindo do pressuposto que tais efeitos ocorreriam, o benefício de se ter a população e a economia menos vulnerável a um apagão/racionamento em períodos de seca poderia compensar no balanço final?


Itália já anunciou o passaporte "obrigatório" para qualquer trabalhador, seja público ou privado, só vai receber salário se estiver vacinado.
Nova Zelândia, ao lado da Austrália, também fez lockdowns severos, mas já flexibilizou nas últimas semanas em razão de terem diminuído as novas infecções.

A Austrália é que continua nessa ditadura totalitária insana!

Na Alemanha se cogitou até lockdown só para não-vacinados, isto é, os não vacinados não poderiam sair de casa enquanto não se vacinassem. Mas acho que isso aí não passou, nunca mais eu ouvi algo a respeito. A irmã do meu colega de trabalho mora lá e a vida praticamente está normal, com algumas restrições para não haver aglomerações, além do uso da máscara.

Aqui no Brasil, temos de ficar de olho no Mato Grosso do Sul, o Secretário Estadual de Saúde gosta de ditadura e pretende colocar passaporte covid obrigatório até nas empresas (um estado com mais de 50% da população totalmente vacinada).
Do Nordeste eu recebi relatos de cidades onde a polícia está mandando as pessoas pra casa sem motivos, alegando "cumprir ordens". À noite eles chegam com truculência atacando quem estiver circulando nas ruas. Provavelmente Bahia (petista Rui Costa) ou Pernambuco, dois estados cujos governadores e prefeitos são 100% comunistas.

No Paraná o passaporte covid foi arquivado, a ideia foi de um Deputado do PSB, que alegou que futuramente o passaporte seria utilizado em todos os lugares e que as pessoas "precisam começar a se acostumar com o NOVO NORMAL", que todos nós sabemos como vai ser!
Graças a Deus não passou. No RS também muitas cidades estão rejeitando esse passaporte nazista. Só passou até agora em São Leopoldo, cidade 100% esquerdista onde, na opinião do Prefeito, negacionistas deveriam ser presos sem direito à defesa!



Banco Central pode até se aproximar, mas nunca será algo da Escola Austríaca. Pode ser chicaguista, supply-sider ou keynesiano, mas austríaco nunca.



A Selic tem de estar a uma taxa tal que, nos próximos 12 meses, ela acumule um valor maior que o IPCA neste mesmo período.

Ou, ainda mais garantido, a SELIC tem de estar a uma taxa tal que, nos próximos 12 meses, ela acumule um valor pelo menos 3% acima do IPCA neste mesmo período (dando, portanto, um juro real de 3%, no mínimo).

Portanto, qual será o IPCA do ano que vem? Ninguém sabe. Mas a Selic terá de dar 3% acima deste IPCA.


Só concordo com a eliminação do conselho monetário. Conselhos são grupos de legislação paralela. Eles não são eleitos para os que governam; são indicados para o cargo. E ele cria leis que você deve seguir. A farra dos conselhos (soviets) cria duas constituições: a normal e a dos conselhos, que criam impedimentos à vida do cidadão.

Não existe nenhum sistema para os preços. Eles seguem as leis da demanda e oferta. Por exemplo, no seu cenário de - 25, 0 e +25, se a inflação estourar 40 por cento de uma vez, esperar três meses só pra aumentar 0.25 de juros, a economia vai à bancarrota.

Tem que acabar com o Bacen e trocar por um currency board. Se sim, a oferta monetária é corrigida pelo mercado automaticamente. Sem conselho, sem Bacen.


"Já ouviram falar de "preferência pela liquidez" e de "propensão marginal a consumir"?"

Já.

"Entendam o que são para entenderem que vcs não refutaram Keynes e que vcs não conheciam completamente a teoria dele até agora."

Entendo ambas perfeitamente.

"Preferência pela liquidez: em tempos de recessão há muita incerteza sobre o futuro, de modo que os agentes econômicos têm medo de gastar e preferem esperar até que o futuro seja menos incerto. Por exemplo, empregados consomem menos por causa do futuro de seus empregos estar muito incerto, havendo uma probabilidade significativa de serem demitidos. Empreendedores investem menos pois está tudo muito incerto e, portanto, arriscado."

Este conceito está longe de ser keynesiano. Os economistas clássicos já o abordavam muito antes de Keynes. Keynes apenas deu um novo nome a ele.

Trata-se do princípio da incerteza: em épocas de grande incerteza econômica, os agentes retêm seus gastos para apenas o essencial.

Isso, de novo, está longe de ser uma descoberta keynesiana. Todas as escolas de pensamento sabem disso.

"Este é o motivo de Keynes defender que, nestes momentos, o governo se endivide. Pois, se ninguém gastar, a recessão virará uma depressão. E títulos públicos são tão líquidos e seguros quanto papel-moeda. Basta oferecer a taxa de juros que gere uma relação risco/retorno melhor do que a dos títulos públicos de outros países."

Sim, a teoria keyensiana é essa mesma.

O único probleminha é que ela não funciona. Pior ainda: atenta totalmente contra a lógica mais básica.

Dizer que a solução para uma economia estagnada é "estimular a demanda" é um atentado à lógica

O multiplicador keynesiano: mágica ou estelionato?

O que Paul Krugman e os keynesianos têm a dizer sobre a implosão olímpica do Rio?

O mito da armadilha da liquidez

A "armadilha da liquidez" e seus problemas fictícios

"A ideia de Keynes é de, nestes momentos, aumentar o investimento público (e não os gastos públicos em geral) e, quando a economia voltar a crescer, parar de investir para que, junto com a volta da arrecadação ao nível normal, o governo pague a dívida."

Sobre investimentos estatais durante recessão, ver aqui:

Em uma recessão, um programa estatal de obras públicas irá apenas piorar a economia

Sobre gastos em geral, ver aqui:

Ciclo nefasto: a economia cresce, o governo gasta, e os gastos do governo depredam a economia

Os gastos do governo são o grande inimigo do crescimento econômico

Quanto a "o governo pagar a dívida", nem mesmo o mais fanático dos keynesianos defende isso. Todos já abriram mão desse delírio. Você está bastante atrasado em relação a seus pares.

"E é aí que entra a propensão marginal a consumir, pois esta medida só fará a economia voltar a crescer, se a propensão marginal a consumir for alta o suficiente para que os investimentos públicos gerem um efeito multiplicador grande o suficiente para fazer a economia voltar a crescer."

Delírio este já abordado e refutado nos artigos lindados acima.

"Então não funciona em todos os países e Keynes diz isso."

Aqui eu agradeço sua honestidade (sem ironia). Você é o primeiro keynesiano a dizer abertamente que esta teoria não funciona.

Sim, pois uma teoria que só funciona sob determinadas condições e sob exatamente um determinado tipo de população não é uma teoria, mas sim um desejo. Falando mais coloquialmente, trata-se de um "chute" que ainda necessita de uma formulação teórica mais completa, com prós, contras e descrição das condições exatas para sua aplicação (explicar em qual país ela funciona e em qual não funciona já seria um enorme avanço intelectual).

"E, por fim, como deve ter ficado claro, o endividamento do governo, nestes casos de incerteza e preferência pela liquidez, não vai causar uma redução de C e I, pois será um dinheiro que não seria gasto por causa da grande incerteza sobre o futuro. Portanto, vcs erraram por não conhecerem completamente o que foram "refutar".

Após ter lido os artigos acima — algo que tenho certeza de que você fará —, você estará, tenho certeza, mais bem instrumentado para entender por que isso que você acabou de dizer é ilógico (dica: tudo começa com o fato de os recursos serem escassos, algo que Keynes, estranhamente, parece ignorar).

De resto, sobre sua provocação final, digo apenas que você acabou de descobrir que o mundo é um pouquinho maior do que imaginava sua vã cabecinha campineira. Todos estes argumentos keynesianos citados por você como originalíssimos já foram exaustivamente refutados em vários artigos deste site.

Seja bem-vindo!


Não sei como funciona na China, pois ninguém tem informações confiáveis de lá. Mas, nos EUA, a empresa que fazia as contabilidades fraudadas (Arthur Andersen) acabou.


então , por esse método, se a igiv diz que a infly é 8 .25, qual seria o valor correto da Selic pra mitigar essa inflacao , sem te juro negativo?


O presidente está em uma sinuca de bico: precisa aprovar o projeto eleitoreiro (e ordenado pelos comuno-globalistas) da Renda Mínima, o que é bastante inflacionário, mas ao mesmo tempo precisaria cortar despesas e impostos e subir rapidamente os juros, de forma que fiquem maiores do que a inflação, mas esse choque de juros causaria redução do PIB e do emprego (pelo menos o dólar cairía), o que o faria perder a eleição. Ele deveria lembrar-se do Macri, na Argentina, que, por falta de coragem, não fez a tempo o que deveria, a inflação disparou e ele perdeu a eleição. Se for para tomar medidas duras, tem que ser já, pois no ano que vem será fatal!
Como já dizia Maquiavel, as maldades devem ser feitas de uma vez só e as bondades aos poucos!


"E é por esse motivo que vemos os preços do alumínio (...) disparando"

Ouve um golpe militar na Guiné-Conacri, grande produtor de bauxita, que segundo o mainstream é um dos fatores da disparada nos preços do alumínio.


Hidrelétrica: não pode (a terra é do índio)

====Até havia me esquecido desse detalhe!
Me dá asco essa tara de manter os indígenas à força na Idade da Pedra Lascada, fazendo das reservas zoológicos humanos!
Essa gente ecochata ignora que índios, assim como brasileiros de qualquer outra etnia, desejam viver a modernidade, com seus benefícios e malefícios, inclusive com a preservação de suas línguas nativas, em conjunto com o português.
Falo, claro, dos verdadeiros nativos, não dos pseudo que participam dos piquetes canhotos e nota-se à distância que não o são de fato.


Pode crer, entendi.

E esse mercado de contabilidade das big 4 eh tipo um oligopólio?

Oque causa essa concentração? Algum fator ou regulamentação ?

Por que essas empresas sempre estão envolvidas em escândalos então imagino que a credibilidade e delas já deveria estar abalada não?


Era de se esperar que o Joe Biden fizesse kgda atrás de kgada desde o começo de seu desgoverno.

Primeiro ele restringe a capacidade energética do próprio país e não fala absolutamente nada sobre a loucura do FED de imprimir 120 bilhões de dólares por mês pra despejar na economia. Quando começa a faltar combustíveis o Bidê cobra da OPEP pra bombear mais petróleo! Não tem noção nenhuma de economia e mercado, igual ou pior que Dilma Rousseff.

Quem está melhor agora aqui no continente americano é o Canadá, lá tem minérios, petróleo e terras raras sobrando, e olha que nem descobriram tudo que tem lá por que as terras na região da Tundra Ártica estão inexploradas!

Agora só falta o gigante do Norte correr atrás de novos parceiros comerciais, não ficar sempre dependendo dos Estados Unidos do tio Bidê.

Se Justin Trudeau fosse esperto ele estaria viajando pelo mundo agora em busca de novos acordos comerciais e inclusive COBRAR da administração Biden a volta do NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte). O tratado USMCA de Donald Trump beneficia demais os Estados Unidos em detrimento do Canadá e México. Se eu fosse o Trudeau aproveitaria essas oportunidades, mas o canadense está hoje com um governo minoritário. Difícil ele fazer qualquer coisa sem a aprovação dos conservadores liderados por Erin O'Toole.



Já ouviram falar de "preferência pela liquidez" e de "propensão marginal a consumir"?

Entendam o que são para entenderem que vcs não refutaram Keynes e que vcs não conheciam completamente a teoria dele até agora.

Preferência pela liquidez: em tempos de recessão há muita incerteza sobre o futuro, de modo que os agentes econômicos têm medo de gastar e preferem esperar até que o futuro seja menos incerto. Por exemplo, empregados consomem menos por causa do futuro de seus empregos estar muito incerto, havendo uma probabilidade significativa de serem demitidos. Empreendedores investem menos pois está tudo muito incerto e, portanto, arriscado.

Este é o motivo de Keynes defender que, nestes momentos, o governo se endivide. Pois, se ninguém gastar, a recessão virará uma depressão. E títulos públicos são tão líquidos e seguros quanto papel-moeda. Basta oferecer a taxa de juros que gere uma relação risco/retorno melhor do que a dos títulos públicos de outros países.
A ideia de Keynes é de, nestes momentos, aumentar o investimento público (e não os gastos públicos em geral) e, quando a economia voltar a crescer, parar de investir para que, junto com a volta da arrecadação ao nível normal, o governo pague a dívida. E é aí que entra a propensão marginal a consumir, pois esta medida só fará a economia voltar a crescer, se a propensão marginal a consumir for alta o suficiente para que os investimentos públicos gerem um efeito multiplicador grande o suficiente para fazer a economia voltar a crescer.
Então não funciona em todos os países e Keynes diz isso.

E, por fim, como deve ter ficado claro, o endividamento do governo, nestes casos de incerteza e preferência pela liquidez, não vai causar uma redução de C e I, pois será um dinheiro que não seria gasto por causa da grande incerteza sobre o futuro. Portanto, vcs erraram por não conhecerem completamente o que foram "refutar".


Não. A Selic é uma taxa de juros que rentabiliza diariamente. Todo dia ela rende um determinado percentual.

Atualmente, com a Selic a 6,25% ao ano, ela rende 0,024% ao dia.

Se você pegar a rentabilidade diária e elevar a 252 (número de dias úteis do ano), você terá a rentabilidade anual da Selic.

Quando a Selic aumenta, a rentabilidade diária se altera. Nos últimos 12 meses, a Selic esteve maioritariamente em 2%. Foi só a partir de março que ela começou a subir. Se você multiplicar a rentabilidade de cada um destes últimos 252 dias úteis, você terá 3,05%.



O gráfico está em média móvel de 12 meses. Ou seja, o valor do eixo vertical equivale ao valor médio mensal dos últimos 12 meses.

Pegue este valor, divida por 100, some 1, e eleve ao expoente 12. Aí você terá o valor anual presente.

Exemplo:

1) a média móvel do IPCA está em quase 0,8%.

O cálculo, então, será:

1,008ˆ12 = 10% (que é o IPCA atual, como tem matematicamente de ser).

2) Para a Selic acumulada em 12 meses:

1,0025ˆ12 = 3,05%.

Ou seja, ao passo que a Selic acumula 3% nos últimos 12 meses, o IPCA acumula 10%. Isso dá juros reais de -6,36%.

Na prática, quem investiu em títulos atrelados à Selic (ou deixou dinheiro no CDI), perdeu 6,36% em termos brutos (e se considerar o desconto do IR, você vai chorar ainda mais).

Portanto, o cara pagou para emprestar dinheiro para o governo.

A Suíça é aqui.



É triste o discurso dessa adolescente. Essa guria tem arrogância até no olhar. Não pensa nas consequências do que prega. Está pensando que é fácil liderar países pobres e que os problemas deles devem ser olhados com radicalismo enquanto os ricos apenas continuam ricos. Não tem noção do que diz. Não vamos compactuar com este pensamento.


Será o mais sonegado dos impostos, de longe, em todo o território brasileiro!

Considerando 99% de chance que aprovarão isto (afinal, estamos em Banânia), escrevo a frase afirmativamente.


Sim,

Brincamos de "Idade Média", enquanto os bonitos da elite vivem em suas confortáveis residências sem praticamente nenhum recurso energético que vociferam para o resto do mundo.
Leonardo de Caprio e demais ecochatos de Hollywood com seus jatinhos com pegada de carbono elevada que o digam...
Ou alguém me fará crer que os distintos viverão espartanamente como nós, reles mortais?


Meu nobre colega, esse mundo atual anda tão maluco que em três horas acontecem coisas que até o tinhoso duvida, imagine em três meses. Se nem essa pancada de baixo pra cima ocorrida nesses últimos dias vai surtir grande efeito pelo visto, imagine um tapinha de 0,25...


A maneira mais correta de ver seria esta:

ibb.co/JsNH7Bx

A linha azul tem de correr pra ficar acima da vermelha. Pois é…




Tinha que chegar a 10.0 em outubro. Se o governo diz que a inflação tá dando oito, com certeza é dado manipulado. E mesmo assim tá muito baixo o dado manipulado.


é viável um banco central operar de forma automática e previsível na SELIC? Refiro-me à eliminação do conselho monetário, substituído por um sistema automático baseado apenas em regras determinísticas, por exemplo:

- atualização a cada 3 meses;
- sintonizado com os principais índices de preços
- ajuste limitado a -25, 0 e 25 pontos;



Urânio: não pode

Carvão: não pode

Óleo: não pode

Hidrelétrica: não pode (a terra é do índio)

Vento e Sol: opa, esses podem! (Se não ventar e ficar nublado por muito tempo, é só brincar de fingir que a gente voltou a viver na era cenozóica)


Está mais para um meio-termo entre ambos, afinal basta comparar o comportamento da taxa SELIC.

Só que eles precisam aumentar com cada vez mais intensidade. Senão irá demorar mais para se combater a carestia.

Como por enquanto está difícil analisar o M1 por causa do PIX, só resta esperar.


Como comentei em outro lugar: com o movimento ambientalista cada vez mais radical, com a já quase completa criminalização dos veículos com motores de combustão interna, e com a moda delirante dos veículos elétricos, investir em prospecção e refino de petróleo é pedir para perder dinheiro.

O cara vai fazer um investimento de longo prazo em algo que poderá ser proibido no futuro. Tem que ser louco.

A realidade será cada vez menos oferta de combustíveis fosseis e preços cada vez maiores.


Estão optando por um ciclo mais longo e gradual do que por um ciclo mais rápido e intenso.

Ou seja, preferiram Tombini a Volcker.

Espero estar errado, mas é difícil imaginar que as consequências não serão as mesmas.


Na mídia, absolutamente ninguém tem a coragem de dizer que a atual carestia energética tem a ver com a imbecilidade do ESG, que simplesmente está aniquilando investimentos no setor de combustíveis fósseis e de gás.

Quando começarão a falar em mais investimentos e menores barreiras no setor de energia l?

ESG pega bem em reuniões da alta sociedade europeia, mas é berinjela no povão.




Ocorreu restrição de oferta (fique em casa), que provocou falências e diminuição da produção. Esses setores encolheram porque o governo ordenou.

O governo fez sua a media do PIB (o que encolhe com o que sobe), e chegou à conclusão que não tinha inflação.

Então ele ligou as prensas do Orçamento de Guerra. A criação de dinheiro então provocou a demanda artificial e o dinheiro foi pros alimentos. Por isso esse setor teve aumentos de 50 por cento.

Tivemos então restrição de oferta (pare tudo) e estímulo monetário ao mesmo tempo. Também houve desvalorização da moeda. Tudo ao mesmo tempo.

Como as três medidas são inflacionárias, elas se somaram e criaram a inflação atual. Três tempestades se somaram pra criar a tempestade perfeita.


No Brasil, ocorreu restrição de oferta (fique em casa), que provocou falências e diminuição da produção. Esses setores encolheram porque o governo ordenou.

O governo fez sua a mediana do PIB (o que encolhe com o que sobe), e chegou à conclusão que não tinha inflação.

Então ele ligou as prensas do Orçamento de Guerra. A criação de dinheiro então provocou a demanda artificial e o dinheiro foi pros alimentos. Por isso esse setor teve aumentos de 50 por cento.

Tivemos então restrição de oferta (pare tudo) e estímulo monetário ao mesmo tempo. Também houve desvalorização da moeda. Tudo ao mesmo tempo.

Como as três medidas são inflacionárias, elas se somaram e criaram a inflação atual. Três tempestades se somaram pra criar a tempestade perfeita.



O problema é que o Brasil segue com juros reais extremamente negativos. Ainda está em torno de -6% no acumulado de 12 meses. E com o recente reajuste do diesel, com a disparada da energia elétrica, com o contínuo aumento das commodities e com o reajuste das mensalidades escolares, os próximos IPCAs continuarão muito altos, fazendo com que a atual Selic ainda esteja muito baixa.

Enquanto os juros reais estiverem muito negativos, câmbio continuará apanhando.


E o Brasil, ta se recuperando? Como esta a previsão da nossa economia? A Argentina ta melhor?


Mesmo que não haja ninguém para processá-las, ainda assim é quebra de contrato. Esse é o cerne da canalhice, se aproveitar de uma brecha qualquer para não cumprir com a palavra e tirar bens de quem investiu.


Os acionistas, é claro. Estes foram os fraudados.

O mercado percebeu a fraude e puniu as empresas. Os acionistas foram os prejudicados. Eles devem processar.

Foi o mesmo caso da Enron e da Worldcom. O mercado descobriu a fraude e puniu as empresas (derrubando suas ações). Os acionistas processaram.

É assim.


Se formos espertos (i.e., o Brasil voltar a ter juros atrativos), o País pode se dar bem com uma possível alta nos preços das commodities, possível porque, a despeito do forte comportamento expansionista e das perspectivas medonhas do ESG, um fortalecimento do dólar mundial (que é o que está acontecendo agora) pode controlar a alta dos preços das commodities. Tivemos um pouco disso na década de 1970 e, com mais intensidade, nos anos 2003-2011. Era uma combinação interessante: as commodities estavam encarecendo em dólar americano, ao mesmo tempo em que barateavam em real brasileiro.

Os juros longos americanos estão subindo (por volta de 1,52 %) e o DXY está em seu maior valor do ano, aproximadamente 93,6.

O rublo russo deve se dar bem nesse cenário.


Simplesmente fantástico, o entrevistado explicando o conteúdo de forma simples e concisa.


Olha, vide as políticas adotadas na pandemia, esses índices de inflação ainda estão comedidos. Estava esperando algo muito mais elevado. Se os BCs pelo mundo vão fazer algo? Por hora, creio que não. Pra piorar, ainda teremos ano de eleições aqui e na europa, assim, é de se esperar mais um ano "morto". Mas no fim, tudo isso agora não passa de uma deixa pro grande reset. Está cada dia mais óbvio que ele vai ocorrer e muito em breve.



Mas pelo que eu entendi, as próprias empresas chinesas contratavam as big 4 pra fazer a contabilidade fraudulenta das suas contas. Tendo assim o selo de aprovação de uma delas.

Que contrato foi quebrado nesse caso? Quem processaria no judiciário privado as big 4, se as empresas que as contrataram, queriam exatamente isso, contabilidade fraudulenta?


Política de criança de 5 anos.
Com o rosto cheio de chocolate, acusando o irmão incapaz de falar e reagir de ter comido o bolo.


O mercado do etanol é quase totalmente interno. As cadeias de produção estão consolidadas e têm até percentual fixo de venda devido à obrigatoriedade de misturar na gasolina. Já com a gasolina é diferente, metade não é produzida aqui, pois o governo não construiu refinarias e nem deixou a iniciativa privada construir. Vindo de fora está mais sujeita às variações externas.

Já que o Brasil é autossuficiente em petróleo, se ele refinasse tudo, aí então o mercado de gasolina brasileiro seria estável nos preços.



Fraude é quebra de contrato. E isso é resolvido pelo judiciário (que pode ser ou estatal ou privado). Não é charada nenhuma.

É o mesmo que perguntar como o livre mercado resolveria gasolina adulterada.


"por que os preços do álcool nos postos não oscilam como ocorre nos postos americanos, como se fosse uma espécie de mercado de commodities? A gasolina eu sei que é controlada pela Petrobras"

Eis a evolução do preço do etanol na B3:

ibb.co/brRgXyY

É pra cima toda semana. Não tem como ficar flutuando para baixo nos postos. Não por enquanto. No futuro talvez.

"Já que o álcool continua alto, o Bolsonaro poderia pelo menos dar a opção de vender gasolina com o teor mínimo permitido na legislação, para 18 %. ANP pode fazer várias coisas por meras resoluções e portarias. Podem falar de interesses corporativistas, mas o fato é o seguinte: não há uma medida "neutra" nesse quesito, afinal é a essência de um arranjo estatista."

A octanagem da gasolina da Petrobras (que é uma merda) cairia ainda mais. Mas concordo que isso poderia ser feito. Só que iria desagradar o setor do agro, que é o esteio do atual governo.



Como o livre mercado resolveria as fraudes de accounting que as big 4, Deloitte, pwc, etc, também maquiaram?


Apesar da política de preços do etanol ser agora mais liberal, por que os preços do álcool nos postos não oscilam como ocorre nos postos americanos, como se fosse uma espécie de mercado de commodities? A gasolina eu sei que é controlada pela Petrobras.

Já que o álcool continua alto, o Bolsonaro poderia pelo menos dar a opção de vender gasolina com o teor mínimo permitido na legislação, para 18 %. ANP pode fazer várias coisas por meras resoluções e portarias. Podem falar de interesses corporativistas, mas o fato é o seguinte: não há uma medida "neutra" nesse quesito, afinal é a essência de um arranjo estatista. Se eu mando aumentar o teor do biodiesel ao óleo diesel, eu vou agradar aos produtores de soja e desagradar os sindicatos de caminhoneiros. Se eu mando diminuir o teor, desagrado os produtores de soja e agrado os sindicatos dos caminhoneiros.




Não sou otimista que tenha...

Já é surpreendente poder comprar em livrarias o "Fuga do Campo 14" ou mesmo o "Nada a Invejar" que tratam sobre a repressão norte-coreana... embora, sendo justo, vários esquerdistas que conheci repudiavam a Coréia do Norte, apesar de tecerem loas à Cuba ou as social-democracias da Europa...


Li algo semelhante no Rothbard Brasil dias atrás.

Se bem que não apenas a terra do Roxette sumiu de noticiários, mas a Argentina não tem sido muito falada igualmente...
Têm-se calado os que vomitavam que "lá é que tem presidente de verdade" !

Já deu pra sacar que um país que não sustenta a narrativa covidiana não é mencionado pela mídia mainstream, é lançado sobre "o buraco da memória", sendo bem orwelliano aqui...


Existem ainda algumas áreas que são pouco controladas pelo Estado. Especialmente em agricultura e pecuária. É onde dá para "se permitir" ser menos roubado.


Geralmente eu sempre gosto de comentar alguma coisa nos artigos, ora agregando algo que eu senti que faltou, ora apontando algo que eu não achei tão certo para pentelhar mesmo... Mas, no que tange a este artigo eu so tenho que dar os parabens e dizer que eu concordo com tudo e que tive a oportunidade de ver um pensamento que eu ja tinha em parte e de forma desorganizada, sintetizado em suas palavras de forma tão organizada e inteligível. Parabéns. Parabéns. Parabéns e obrigado.


Carai, não há ociosidade. Aqui está o gráfico da capacidade utilizada. Níveis máximos históricos.

ibb.co/FmBXnwZ

Vai brincar de imprimir dinheiro num cenário assim, vai…


Entendi. Mas se pegarmos o período pandêmico, não era uma situação de má alocação de recursos, e sim de governos parando tudo; Então a ociosidade não venho de um ciclo clássico ou de uma bolha.


Ociosidade gera inflação, pois diminui a oferta de bens e serviços. O fique em casa, ao impedir os produtores de vender seus produtos e serviços, teria provocado inflação mesmo que o governo não tivesse ligado as prensas do orçamento.

Do lado da oferta de bens e serviços, haveria recuo dos preços se a ociosidade tivesse diminuído e a produtividade aumentado.


Surreal!

No início, havia lido algo a respeito, mas imaginei que fosse exagero conspiracionista, mas lamentavelmente é real!

O país chamado de "Brasil que deu certo" tornando-se uma terra orwelliana deste modo é algo que dez anos atrás ninguém poderia imaginar!

O mundo ocidental está tão de cabeça para a baixo que agora, temos que olhar para uma das regiões mais progressistas/feminazistas do planeta para ter como referência de alguma liberdade, enquanto os tradicionais EUA, Austrália, Canadá e outros dão sinais de adesão a tal agenda ensandecida!

Deus salve ao menos a Itália (país que tive o prazer de conhecer há quatro anos) desta "pazzia" (loucura, na língua de Dante).

Ainda quero torcer que haja exageros quanto às notícias sobre a terra do Men At Work, pois a Argentina, aqui do lado, já serve como exemplo eficaz do que o covidianismo é capaz em país com governante canhoto. Em 2011, quem de nós imaginaria famílias argentinas fugindo para cá?
Para os australianos, a geografia é infelizmente mais cruel, pois sem aviões, lhes restariam "brincar" de cubanos, enfrentando um Oceano Pacífico repleto de tubarões, crocodilos de água salgada, e o que mais a fauna local oferece de peçonhento e letal.

Continuo pasmo!




Pra mim, as causas da inflação atual eram: choque de oferta (interrupção das cadeias produtivas)+ expansão monetária

Mas vejam a argumentação de um keynesiano:

"Choque de oferta e expansão monetária não são as unicas causas da inflação. Com capacidade ociosa, expansão da base monetária não causa inflação. Ainda estamos com ociosidade na indústria e alto desemprego, fatores que não fariam gerar inflação, mesmo com expansão monetária. A realidade é que estamos em um cenário de estagflação, com uma inflação de custos "

Leandro, poderia fazer a gentileza de comentar como você avalia essa afirmação dele?


xerer,

meu avô, meu pai e eu nos criamos e sustentamos graças a economia informal. É uma maravilha operar num regime econômico próximo ao livre mercado, onde as trocas de bens/serviços entre comerciante e cliente são voluntárias e não intermediadas pelo estado.

Porém, os dias do comércio informal estão contados. De uns tempos para cá as coisas têm ficado ruim. Antigamente, você conseguia vender mercadorias com relativo sossego. Hoje, porém, está quase impossível. Ou os cavaleiros brancos do governo(fiscais e policiais) estão nas feiras livres apreendendo seus produtos porque você não possui os papeizinhos e autorizações, ou as pessoas estão te denunciando. Seja como for, hoje, o risco e eventual prejuízo de você operar informalmente é muito maior quando comparado antigamente.

Além disso, o PIX eliminará o papel moeda e todas as transações serão eletrônicas e visíveis aos olhos do governo. Num belo dia, você acordará e não conseguirá realizar nenhuma operação financeira, pois a receita federal ou qualquer outro aparato estatal burocrático bloqueará a sua conta na suspeita de que você está realizando "operações financeiras ilegais". Como resultado, terá de pagar impostos, multas e se obrigar a formalizar.


Interessante que a capacidade ociosa está bastante baixa, coisa que não acontecia desde meados de 2013. Será que foi algum milagre?


e o doolynnho não cede


[]www.google.com.br/amp/s/www.infomoney.com.br/mercados/ibovespa-opera-entre-perdas-e-ganhos-com-noticiario-chines-seguindo-no-radar-dolar-vira-para-alta/amp/?espv=1[/link]


"Se um aumento de G advém da simples criação de dinheiro pelo próprio governo, os preços dos bens e serviços subirão. Se os salários não forem reajustados, todos ficarão mais pobres. Se forem reajustados, todos ficarão na mesma situação de antes."

Sendo esta exatamente a situação atual (não só no Brasil, mas também no mundo), é de se imaginar se tal teoria (impressão de moeda para aditivar a economia) ainda irá ter algum seguidor daqui pra frente. Mas não se deve, jamais, duvidar da estupidez humana.


A ociosidade recorde durou um mês (sua notícia é velha de mais de um ano). Hoje, a capacidade operacional já voltou para as máximas históricas.

ibb.co/qJLv8r6

Mais atenção na próxima.


Aqui na banânia estamos vivendo o auge do estado gordo, daqui para frente é só redução por pura falta de espaço fiscal. Canadá apenas começou ha alguns anos o inchaço: Ja tem sus, ja falam em taxar ricos e assistencialismo para as massas, ou seja, vai piorar muito ainda. Sem mencionar que aqui no BR existe uma economia anarquista rodando por debaixo da economia oficial e do estado, coisa impossível de fazer em países sérios como o canadá. Eu optei por ficar no brasil e elidir o possível de impostos (além de empreendedor sou adv tributarista).


Tema bom para um próximo artigo. Vou dar uma pesquisada sobre.

Culturalmente lá existe a noção de confiança na responsabilidade individual nas pessoas, o que é irônico pois, por exemplo, na Noruega há leis bastante bizarras sobre frequência escolar.

No Afeganistão as mulheres são obrigadas a usar aquelas vestimentas tradicionais nas escolas, mas pelo menos não são obrigadas a usar máscaras...


Acrescentando a pergunta:

"Com pandemia, indústria brasileira opera com ociosidade recorde"

www.cnnbrasil.com.br/business/com-pandemia-industria-opera-com-ociosidade-recorde/

Se existe tantacapacidade ociosa, porque estaria havendo inflação? Haveria outras causas?


Nossa, é verdade mesmo essa situação da Austrália? Creio que nem quando era praticamente o presídio do Reino Unido na época do império as coisas eram assim. Pegando o gancho da escandinávia, o que dizer da Finlândia então? A Finlândia da "melhor educação pública do mundo", do estado de wellfare... Nem no início da pandemia adotou quase que medida alguma. Realmente, nem um pio sequer da imprensa sobre o país. Que tempos...


A medida do Estado
NOVEMBER 29, 2017

Com a aproximação das eleições de 2018, a tragédia desvelada da corrupção endêmica, e os anseios políticos de matizes diversos que afloram no Brasil, proliferam opiniões sobre o tamanho do Estado. Há inúmeros defensores do chamado "Estado mínimo", mas pouco entendimento do que isso significa. Para uns, trata-se de remover o Estado de qualquer atividade que possa ser feita com maior eficiência pelo setor privado. Para outros, trata-se de enxugar a despesa de modo a restringir a atuação do governo apenas a áreas consideradas fundamentais, como a saúde, a educação, a segurança pública. A visão do Estado mínimo – conceito que não tem definição clara nem entre os economistas, nem entre cientistas sociais – parte da premissa de que quanto "menor" o Estado, menores serão os entraves ao crescimento. A intuição parece óbvia, sobretudo diante dos desperdícios nefastos dos governos brasileiros. Intuição, porém, não é fato ou evidência.

A relação entre o tamanho do Estado e o crescimento econômico documentada está em vasta literatura acadêmica. Nessa literatura, a métrica mais utilizada para medir o tamanho do Estado é o nível das despesas do governo. De um lado, há a tese de que um Estado inchado emperra o crescimento pois para viabilizá-lo é necessário aumentar impostos e/ou elevar o endividamento público – dívidas altas fragilizam o ambiente macroeconômico prejudicando o crescimento. Adicionalmente, se o Estado gasta de modo pouco transparente e ineficiente, a corrupção se alastra e as ineficiências impedem que os recursos fluam para áreas que trariam ganhos de produtividade. Por outro lado, se o governo gasta muito pouco, a provisão de bens públicos pode ser insuficiente, prejudicando o crescimento – bens públicos são aqueles para os quais o consumo de um indivíduo não afeta a quantidade que pode ser consumida pelos demais. Exemplos de bens públicos são: a segurança, a produção de conhecimento, serviços de utilidade pública em geral. Bens públicos também incluem infraestrutura, educação e saúde quando relaxada a definição estritamente econômica.

Há, portanto, custos e benefícios associados ao tamanho do Estado, seja ele qual for. Não surpreendentemente, estudos empíricos que tentam abordar a relação de forma rigorosa são inconclusivos. Em alguns casos, se conclui que a relação entre despesa do governo e crescimento é negativa; em outros, a relação é positiva. Diante dos custos e benefícios anteriormente descritos, o consenso acadêmico é de que a relação entre gastos do governo – a medida do tamanho do Estado – e crescimento econômico obedece uma curva em U invertida: até determinado ponto, gastos estão positivamente associados ao crescimento; a partir daí a relação é negativa. Na literatura econômica, essa curva é conhecida como a curva de Bars, iniciais dos estudiosos que contribuíram para tal compreensão da relação entre o tamanho do Estado e o crescimento. Portanto, se tomarmos a curva de Bars como referência, existe um tamanho adequado para o Estado que não é nem grande demais, nem pequeno demais – nem máximo, nem mínimo.

O que é possível dizer sobre o tamanho do Estado no Brasil? Se medirmos o tamanho do Estado pela despesa total do governo geral, fica evidente que há muito estamos do lado errado da curva de Bars: desde 96, quando o FMI disponibiliza essa medida das despesas, o tamanho do Estado exibe correlação negativa com o crescimento econômico. Caso queiramos analisar a relação entre o tamanho do Estado e o crescimento desde o final da década de 60, a medida disponível é o consumo final do governo geral, que corresponde a uma parte da despesa total. Usando tal medida, a conclusão a que se chega é que desde meados dos anos 80 o Brasil está do lado errado da curva de Bars.

Claramente, é preciso diminuir o tamanho do Estado brasileiro para destravar o crescimento, assim como é preciso reformá-lo para que possa servir à sociedade de modo eficiente, com atenção especial às nossas desigualdades. Reduzir esse debate tão importante a princípios simplórios como máximo e mínimo arrisca confundir a cabeça das pessoas, além de levar a recomendações de política econômica equivocadas para nosso País tão sofrido, ineficiente, e profundamente desigual.

Monica de Bolle
ECONOMISTA, PESQUISADORA DO PETERSON INSTITUTE FOR INTERNATIONAL ECONOMICS E PROFESSORA DA SAIS/JOHNS HOPKINS UNIVERSITY

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Sobre o tamanho e as prioridades do Estado
SEPTEMBER 25, 2021

Em aula magna proferida em janeiro no encontro anual da Associação Americana de Economia (e publicado em periódico), o professor Emanuel Saez (UC Berkeley) apresentou graficamente a evolução a partir de 1870 da carga tributária para alguns países da Europa e para os Estados Unidos. Apresentou também, para um agrupamento de países da Europa, uma decomposição do gasto público por categoria, ambos como porcentagem do PIB e extraídos do livro "Ideologia e Capital", de Thomas Piketty.

Os dados apresentados consolidam os gastos do Estado como um todo, ou seja, incluem os três Poderes e os governos central, estaduais e municipais. Na Europa, até o início do século 20 as receitas tributárias não chegavam a 10% do PIB e bancavam o que ele denomina de Estado "real" —no sentido de realeza ou soberano.

Os gastos desse Estado "mínimo" incluíam itens administrativos, lei e ordem, defesa e infraestrutura. Não cobriam gastos sociais, sendo, portanto, um Estado pequeno.

No início do século 20 os gastos públicos começaram a crescer e com eles a carga tributária. Foi o nascimento do Estado social, ou do bem-estar social. Por volta de 1970 o gasto público médio na Europa subira para algo em torno de 45% do PIB, sendo de 40% no Reino Unido e mais do que 50% na Suécia e na França. Interessante notar que nos Estados Unidos esse número ficou em torno de 30%. Desde então essas porcentagens pouco mudaram.

Nas palavras de Saez: "O crescimento do governo no século 20 é quase que totalmente explicado pelo crescimento do Estado social, que provê educação, apoio ao cuidado com as crianças, saúde para os doentes, aposentadoria para os velhos e rendas para deficientes, desempregados e pobres".

Entre suas origens incluem-se voto e voz para mais e mais gente, a percepção da seguridade social como instrumento eficiente de compartilhamento de riscos e um desejo de maior mobilidade social, todos tendo o "véu da ignorância" de Rawls como princípio de convivência e organização social (pense na pergunta: como você desenharia as regras de distribuição do Estado social se não soubesse em que família nasceria?).

A dispersão no tamanho do Estado entre os países avançados é bastante relevante e espelha diferenças culturais e históricas. Por exemplo, os Estados Unidos desde sempre exibiram um certo grau de desconfiança com relação ao Estado. Não surpreende, portanto, que sejam hoje o único país avançado que não oferece cobertura universal de saúde (falta incluir uns 10% da população).

Economistas e outros cientistas sociais se dividem quanto às origens e consequências do Estado social para o nível de renda de cada país. Saez argumenta de forma convincente que os europeus optaram por trabalhar menos.

Outros estudos mostram que a produtividade por hora trabalhada na Europa é semelhante à americana. De um jeito ou de outro, todos atingiram padrões de vida elevados, o que sugere que em cada caso o sistema político produziu um Estado eficaz e, para padrões históricos, grande.

Como se encaixa o Brasil nesse contexto? Na Constituição de 1988 foi feita uma clara opção pelo Estado social. Avanços importantes ocorreram desde então.

O gasto público cresceu bastante e está em torno de 35% do PIB, um nível elevado para um país de renda média. No entanto, há cerca de 40 anos nossa renda per capita parou de se aproximar daquela dos países mais avançados, e a desigualdade segue muito elevada e bem maior do que a deles. Há muito a fazer, mas o debate público atual não dá margem a esperança.

Tenho defendido aqui que o Estado brasileiro tem muito espaço para aumentar a sua produtividade. Indício disso é que quase 80% do gasto público vai para a folha de pagamento e para a Previdência, porcentagem bem superior à de países comparáveis ao Brasil.

Nosso Estado é de tamanho médio para grande, mas não parece ser mínimo no sentido estrito da palavra, por não ser o menor possível para cumprir seu papel. Uma boa reforma do RH do Estado é urgente e imprescindível, mas pelo visto vai ficar para mais adiante.

Há espaço adicional para economias no sistema previdenciário assim como através da eliminação dos relevantes aspectos regressivos da tributação.

Uma vez obtidas as economias, seria desejável e possível redefinir prioridades para o gasto público. Para tanto, não bastaria levar em conta apenas as verbas alocadas nos ministérios —seria necessário considerar também os gastos das demais unidades da federação.

Saez apresenta uma decomposição do gasto do Estado consolidado europeu em grandes categorias. Faz falta algo assim para o Brasil. O mais próximo que encontrei (graças a Pedro Herculano de Souza, a quem sou grato) foi o valioso Balanço do Setor Público Nacional (Secretaria do Tesouro Nacional, ano base 2019), que tem limitações, mas dá uma ideia das magnitudes.

Com base nos dados lá obtidos (p. 22), recriei para o Brasil as principais categorias, que listo a seguir, com o valor de seus respectivos gastos, em pontos de porcentagem do PIB.

Gasto total 35, Estado mínimo 9, Educação 5, Saúde 5, Previdência 13, Gastos e transferências sociais 3. Uma decomposição como essa, um pouco mais detalhada, deveria informar o desenho de uma estratégia de desenvolvimento digna do nome.

Além da definição de prioridades para o gasto, o exercício esbarra em questões ligadas à arquitetura da federação e ao tamanho do Estado. Muito assunto para um artigo curto, mas fica o registro.

Sem clareza quanto ao destino dos recursos públicos, que explicite as escolhas que necessariamente têm de ser feitas, é difícil imaginar um futuro melhor para o país.

Arminio Fraga
Sócio-fundador da Gávea Investimentos, presidente dos conselhos do IEPS e do IMDS e ex-presidente do Banco Central.

www1.folha.uol.com.br/colunas/arminio-fraga/2021/09/sobre-o-tamanho-e-as-prioridades-do-estado.shtml


Roberto Campos foi considerado o melhor presidente do BC no mundo ano passado! Seu negócio com certeza, não é Economia! De achista o Brasil esteve cheio nos ultimos 40 anos!


Perceberam como a Suécia sumiu por completo da mídia? Aliás, perceberam como, do nada, a mídia aboliu por completo os países nórdicos do noticiário?

Pois é.

Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia não só estão completamente abertas desde meados de 2020, como ainda aboliram por completo o uso de máscaras. Delírios como "passaporte sanitário" são totalmente escarnecidos por lá. Nenhum país sequer considerou sua adoção. Desempenho econômico robusto, a menor inflação do mundo (junto com Japão) e mortes per capita abaixo da média mundial (muito menor do que a de países com lockdown). Ah, e apoio ao tratamento precoce.

Eis a grande ironia: enquanto o mundo ocidental vai adotando um estado policialesco (com entusiasmado apoio da esquerda), os países nórdicos adotaram uma medida exatamente oposta. E simplesmente passaram a ser ignorados pela esquerda. Eu jamais poderia imaginar em minha vida que EUA e Austrália passariam a ser sinônimos de totalitarismo ao passo que os países nórdicos passariam a ser sinônimos de liberdade individual (econômica eles já são há muito, como bem sabem os leitores deste site).


"Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso."


Queria ver o cidadão que venera Keynes de maneira cega e animalesca, como um aborígene venera um totem, responder essa.


Prezados

Boa tarde

O livro "The Harvest of Sorrow: Soviet Collectivization and the Terror-Famine" tem em língua portuguesa? Seria interessante que tivesse pois aí junto com o livro "A fome vermelha: A guerra de Stalin na Ucrânia" de Anne Applebaum, teríamos mais informações essenciais sobre o que realmente aconteceu.



1 - Imaginemos um PAÍS onde as viagens são proibidas e os habitantes só podem entrar, mas não sair;
2 - Imaginemos uma NAÇÃO onde as pessoas estão proibidas de saírem de suas casas sem autorização do Governo;
3 - Imaginemos um TERRITÓRIO onde crianças e adolescentes são ALGEMADOS ao se encontrarem nas ruas;
4 - Imaginemos um ESTADO onde as pessoas são vigiadas por um novo aplicativo de celular criado pelo Governo e que as mesmas devem mandar selfies de hora em hora para comprovarem que estão em casa;
5 - Imaginemos uma PÁTRIA onde a polícia tem autorização pra MATAR quem se atrever a desobedecer as leis locais;
6 - Imaginemos uma TERRA onde os doentes, e agora também os "rebeldes desobedientes", são tirados de suas casas e levados para "Campos de Quarentena e de Reeducação", que nada mais são do que CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO para que , talvez, nunca mais retornem a suas famílias;
7 - Imaginemos uma POVOAÇÃO onde ninguém pode expressar seus pensamentos, onde haja censura direta e onde o Governo decide tudo, até o que você pode ou não comer.

Coréia do Norte? Cuba? China? Alguma teocracia islâmica do Oriente Médio ou da África?

Não.

Isso é AUSTRÁLIA.
Isso mesmo, trata-se da outrora livre e democrática AUSTRÁLIA.

O país-ilha que é oficialmente uma ditadura globalista; um país sem saída (a não aérea) onde a população vive em constante lockdown, sem direitos a nada e sem poder questionar nada, servindo de teste para o que futuramente pode ser EXPANDIDO PARA O MUNDO INTEIRO. E claro, tudo em nome do 'bem coletivo", da "Segurança Sanitária".

O Canadá e a Itália estão indo para o mesmo caminho.

Não podemos deixar o passaporte covid passar e nem a censura continuar, senão estaremos jogando fora décadas e mais décadas de lutas e revoluções por liberdade!

A imprensa está calada diante do que acontece na Austrália, da mesma forma fria e egoísta como se calam diante do que acontece em Cuba e na Coréia do Norte.
A população australiana está dominada pelo poder estatal, acuada em suas casas e sem poder reagir. Manifestações praticamente viraram crime (dias atrás mais de 200 pessoas foram presas por terem protestado contra a ditadura do país).
Alguns australianos estão desesperados e planejam fugir do país, como os judeus na Segunda Guerra Mundial.

É muito grave o que está acontecendo nos país ocidentais ditos "democráticos".


Gastos do governo sempre vão retirar recursos de outras áreas, seja diretamente (aumento de impostos) ou indiretamente (tomando dinheiro emprestado dos bancos, o que encarece os empréstimos para as empresas).

O Estado é uma tranqueira no caminho do trabalhador e do setor privado em geral. Somos nós que sustentamos essa máquina pública cara e ineficiente.

E hoje em dia é quase um crime você falar em redução do tamanho do Estado e corte de gastos do mesmo porque os 'monarcas absolutistas' acomodados em seus cargos não querem baixar um centavo de seus gordos salários...

Se queremos um Estado mínimo e enriquecer, a solução é se preparar para imigrar. Canadá é uma excelente escolha.


A "capacidade ociosa" não surgiu do nada. Ela resulta de um erro empreendedorial.

Erros empreendedoriais em grande escala (os quais são revelados na recessão) têm necessariamente de ser o resultado de erros — também em grande escala — cometidos pelos empreendedores, os quais especularam, erroneamente, que o valor de mercado que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços seria maior do que realmente acabaram sendo.

Ou seja, empreendedores — por vários motivos — imaginaram que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços valores maiores do que aquele que de fato foi atribuído. Não houve um 'excesso de produção'; houve, isso sim, um erro de cálculo quanto ao futuro valor de mercado dessa produção.

Esse tipo de erro empreendedorial coletivo ocorre tipicamente quando o governo embarca em uma política de crédito farto e barato, o qual gera um aumento temporário da renda disponível das pessoas, que então passam a consumir mais. Ludibriados por esse consumo maior — o qual foi causado pelo mero endividamento barato e não por um aumento genuíno da produção e da renda —, empreendedores passam a crer que haverá maior renda disponível no futuro, de modo que seus bens e serviços serão mais demandados, o que significa que poderão cobrar preços maiores.

Mas tão logo essa expansão do crédito é interrompida, todo o cenário de aumento da renda se revela fictício e artificial, mostrando que nunca houve realmente um aumento da renda da população. Houve apenas endividamento. Consequentemente, seus bens e serviços não poderão ser vendidos pelo maior preço antecipado pelos empreendedores.

(Veja como toda essa teoria de fato ocorreu na prática no Brasil da última década.)

Logo, se empreendedores erraram em sua estimativa e em sua produção — por qualquer motivo —, então a correção deve necessariamente passar pelo rearranjo dos esforços produtivos, isto é, pelo redirecionamento da estrutura de produção da economia, de modo a estimar mais corretamente os desejos dos consumidores e a melhor servi-los.

Isso envolve, entre outras coisas, o deslocamento de trabalhadores de um setor para o outro (o que causa um alto desemprego temporal) e a suspensão (ou mesmo a abolição) de determinadas linhas de produção (o que causa o fechamento de empresas e fábricas).

O governo deve remover ao máximo os obstáculos burocráticos e regulatórios para que os empreendedores possam rapidamente corrigir seus erros e descobrir quais bens e serviços os consumidores realmente querem (e podem comprar). Dado que o mecanismo de preços é a principal fonte de informação dos empreendedores, uma flexibilidade nos preços de mercado é essencial para uma rápida recuperação.

Adicionalmente, uma vez que recursos escassos foram mal alocados em empreendimentos para os quais nunca houve real demanda — o que significa que capital está sendo imobilizado de maneira destrutiva —, é necessário haver ainda mais poupança (e não menos) para que tais ativos possam ser adquiridos por novos investidores e, consequentemente, para que trabalhadores e empreendedores possam ser contratados nesta nova linha de produção.

Se o governo, no entanto, impedir essa correção por meio de política que estimulem a demanda, isso irá apenas subsidiar estes bens que foram produzidos a um custo muito alto. Consequentemente, os erros empresariais serão protegidos e blindados das preferências do consumidor. Os consumidores perderão e os empreendedores ineficientes são premiados. E a economia continuará desalinhada, com a oferta não sendo aquela demandada pelos consumidores.

Ao final, a produção estará em descompasso com a demanda, os empreendedores ruins continuarão no mercado consumindo recursos escassos (e, com isso, prejudicando os mais competentes), os consumidores terão menos poder, e a economia será menos eficiente.



''De alguma forma, segundo a teoria keynesiana, o governo pode elevar o gasto agregado da economia (1) sem estar produzindo nada de novo e (2) sem que isso reduza os gastos em outros lugares da economia. Keynes nunca explicou como isso seria possível. Nem seus discípulos.''


Se os fatores de produção estão ociosos, não seria possível esperar que um aumento de gastos do governo não necessariamente retiraria recursos de outras áreas ?


biroliro vai ser cornetado independente do que faça
passou boa parte do mandato batendo boca com jornalista
deveria era dilmar logo e dobrar essa selic


Entendi, essa parte eu não tenho conhecimento, mas se o Tibete fosse um país independente adotando uma economia liberal não seria melhor? Em relação ao Dalai Lama ele me ajudou a entender um pouco sobre o Budismo sobre a doutrina de Sunya(Vazio) da interdependência dos fenômenos e isso exclui a ideia de um deus criador, achei essa informação muito legal.


"'A chance de um golpe é zero', diz Bolsonaro em entrevista a VEJA"

A entrevista dele até que foi boa (não sei se alguém viu, mas ver o Felipe Neto achando ruim já é um bom sinal), essa parte que me chamou a atenção (e ele acertou em praticamente tudo):

"O preço da gasolina, do gás de cozinha e dos alimentos pressiona o bolso do brasileiro.

Eu não vou tabelar ou segurar preços. Não posso tabelar o preço da gasolina, por exemplo, mas quero que o consumidor fique sabendo o preço do combustível da refinaria, o imposto federal, o transporte, a margem de lucro e o imposto estadual. Hoje toda crítica cai no meu colo. O dólar está alto, mas o que eu posso falar para o Roberto Campos (presidente do BC)? Quem decide é ele, que tem independência e um mandato. Reconheço que o custo de vida cresceu bastante aqui, além do razoável, mas vejo perspectivas de melhora para o futuro."


Como eu tinha falado, o Bolsonaro não relou um dedo no BCB.

O Fed tem independência (o que é um pouco diferente de autonomia, afinal ) e nem por isso os presidentes ou os ministros deixaram de contribuir: Ronald Reagan defendia um dólar forte, assim como o seu secretário Regan (depois de ele ter saído, o DXY deu uma forte caída, embora o dólar tenha se mantido forte), Robert Rubin e Jacob Lew também defendiam um dólar forte. O Lula tentou pressionar o BCB a conter a desvalorização do dólar (provavelmente com influência do Mantega). Meirelles, todavia, já falou que um câmbio estável é benéfico para os investimentos.


A imprensa critica simultaneamente os aumentos da SELIC e os preços subindo. A sociopatia e desinformação são a regra na sociedade.

Não consigo medir a sorte que tive em conhecer a Escola Austríaca há 10 anos...