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Últimos comentários


Você se adiantou (ou é um oráculo). Foi apenas hoje, dia 13/10, que o governo argentino anunciou que irá congelar preços por 90 dias. Até então, não havia congelamento.

www.clarin.com/economia/frenar-inflacion-roberto-feletti-busca-imponer-congelamiento-precios-90-dias_0_2amwe2BtH.html


"Esse arranjo estatista de fazer e/ou consertar ruas e avenidas existe no mundo todo?"

Em todos os locais em que ruas e avenidas são estatais, sim.

Estado contratar empreiteira para fazer obra não é ilegal e nem criminoso (partindo-se, é claro, do pressuposto de que não há propina, nem fraude, nem superfaturamento, nem desvio de dinheiro). Mas é crucial ressaltar que se trata de um arranjo corporativista, em que uma empresa privada aufere suas receitas via impostos.

Ainda pior é quando a empreiteira só sobrevive com obras públicas.

Aqui no Brasil ficou famoso o caso da empreiteira Delta, do Fernando Cavendish. Praticamente 100% do seu faturamento era proveniente de obras públicas entre 2007 e 2012, somando quase R$ 11 bilhões.

www.capitalnews.com.br/nacional/delta-lavou-mais-de-r-370-milhoes-por-meio-de-empresas-de-fachada-diz-pf/293165

Ou seja, essa empresa privada era mais estatal que quase todas as estatais do Brasil.


Funciona assim: a grande corporação é malvada quando ela cresce no livre mercado fornecendo bens e serviços a consumidores que voluntariamente compram seus serviços. Mas se torna boazinha quando sua receita passa a ser dinheiro de impostos distribuídos por políticos.


Importante ressaltar que não há nada de ilegal ou criminoso nessa prática (haveria apenas se houvesse comprovação de corrupção, fraude, desvio de dinheiro público etc.). mas é interessante ver a elasticidade moral de algumas pessoas, que condenam as "malvadas grandes corporações", mas aplaudem quando estas mesmas grandes corporações são beneficiadas com políticas que lhes repassam dinheiro de impostos.


"Sendo isso o Brasil, não demorará para descobrirmos a farra que estará por trás disso"

Uma ONG chamada Girl Up criou um projeto para "conter a pobreza menstrual".

Essa ONG, por sua vez, é financiada por várias grandes empresas, inclusive o grupo P&G.

Uma das empresas vinculadas à P&G é a Always, marca famosa de absorvente.

A Always, por sua vez, na sua página do Instagram comemorou o "grande passo para combater a pobreza menstrual". Por que será?

Temos de tudo aí:

a) rent-seeking (busca de renda a partir da manipulação do ambiente político),

b) free-rider (distribuição de benefício para quem não custeia o benefício),

c) tráfico de influência (promessa de vantagem mediante uma decisão política),

d) contemplação das demandas particulares de grupos de interesse (que visa "bem-público"),

e) concentração de renda (pois grandes empresas vão participar da licitação),

f) custos altos logísticos (pois vai ser necessário criar toda uma burocracia para colocar a política em prática).


"E o mais irônico é que a esquerda, que supostamente não gosta das grandes corporações (e pior, supostos liberais), apoiar uma medida de distribuição de absorvente que irá beneficiar não apenas toda uma burocracia mas também a empresa que for contemplada por esse programa de compra governamental. Nenhuma diferença disso para o Convênio de Taubaté... Sendo isso o Brasil, não demorará para descobrirmos a farra que estará por trás disso."

A Always Brasil (que fabrica absorventes e é vinculada à Procter & Gamble) publicou em seu Twitter uma comemoração ao projeto da deputada Tábata Amaral (distribuição "gratuita" de absorvente pelo governo federal).

Como ficou muito explícito o rent seeking, ela apagou. Mas o print é eterno.

ibb.co/sy6B56s


Eis a sequência:

1) O Tesouro emite títulos;

2) Esses títulos são comprados pelos bancos (os dealers primários);

3) Como os bancos compram? Eles utilizam o dinheiro que está em suas "reservas bancárias", que nada mais é do uma conta-corrente que os bancos têm junto ao Banco Central.

4) Ato contínuo, a quantidade de dinheiro nas reservas bancárias cai.

5) Essa queda nas reservas bancárias pressiona a SELIC para cima (a SELIC nada mais é do que a taxa de juros que os bancos cobram entre si para fazer empréstimos no mercado interbancário).

6) Como o Banco Central trabalha com uma meta estipulada para a SELIC - o que significa que ele não pode deixar que ela saia da meta -, ele tem de injetar dinheiro no mercado interbancário para impedir que a SELIC suba.

7) Ou seja, no cômputo final, houve criação de dinheiro. Dinheiro que estava nas reservas bancárias entrou na economia, e essa redução nas reservas bancárias foi contrabalançada por novas injeções de dinheiro criado do nada pelo Banco Central.

Não fosse o BC para manipular as reservas bancárias, a SELIC seria ainda maior do que já é.


Gastos, per se, não. Aumento dos gastos, sim.

Se o déficit é zero, mas os gastos e as receitas estão subindo simultaneamente, isso gera pressão sobre os preços. Afinal, tanto os gastos (demanda) do governo quanto suas receitas (impostos que majoritariamente incidem sobre o consumo) estão subindo. Mais coisas estão sendo adquiridas pelo governo e mais impostos estão incidindo sobre a cadeia produtiva, onerando-a.

Não haverá um aumento generalizado e contínuo de preços (isso só ocorre se houver contínuo crescimento da oferta monetária). Mas ocorrerá um aumento naqueles setores em que o governo está gastando, e também naqueles setores capazes de repassar uma parte do aumento do custo tributário aos consumidores.

No fim, haverá uma distorção geral nos preços.

Dito isso, vale enfatizar que, no mundo real, a oferta monetária está sempre crescendo, seja por meio dos déficits do governo, seja por meio da expansão do crédito ao setor privado, de modo que sempre haverá pressão altista nos preços.


A guilhotina de Hume é aquela que diz que não se deve derivar um "deve" de um "é"?

Se for verdade, ela mesma não se denuncia como sem base nenhuma na realidade, uma vez que é estruturada como um "deve"?

Se fosse um "é", parece-me que diria no máximo "até o momento não parece ser possível derivar um 'deve' de um 'é', mas não sabemos se ainda será assim no futuro".


"Por fim, eis a ironia: quem defende contenção dos gastos e déficit zero são aqueles que, no final, se recusam a enriquecer vários capitalistas por meio da espoliação dos pagadores de impostos; e também se recusam a socializar os prejuízos privados. Já os 'defensores do povo' e 'justiceiros sociais' são os principais aliados dos grandes empresários que obtêm grandes lucros simplesmente porque se beneficiam das consequências do aumento dos gastos do governo e do déficit público."

Eu só faria uma correção: corporações que se beneficiam do estado não são capitalistas e sim corporativistas.

De resto, o artigo é simples, direto e explicativo sobre o mal que há no estatismo.

E o mais irônico é que a esquerda, que supostamente não gosta das grandes corporações (e pior, supostos liberais), apoiar uma medida de distribuição de absorvente que irá beneficiar não apenas toda uma burocracia mas também a empresa que for contemplada por esse programa de compra governamental. Nenhuma diferença disso para o Convênio de Taubaté... Sendo isso o Brasil, não demorará para descobrirmos a farra que estará por trás disso.

Sobre esse trecho, fiquei com uma dúvida:

"Se uma prefeitura decide recapear uma rua ou avenida, são enormes as chances de que a empreiteira que faz aquela obra conseguiu o contrato via propina. No caso, o empreiteiro paga propina aos burocratas da prefeitura, que então escolhem essa empreiteira e, no final, em troca da propina, a empreiteira faz uma obra superfaturada, a qual será paga pelos seus impostos. Empresa, burocratas e políticos ganharam, e você perdeu."

Esse arranjo estatista de fazer e/ou consertar ruas e avenidas existe no mundo todo? Em países de moeda forte como Suíça, Japão e Alemanha, a qualidade das ruas e estradas é infinitamente maior que as daqui. Por aqui, além desse arranjo corporativista, na maioria das vezes será aquele recapeamento mal feito e com aqueles tapa-buracos que acabam se tornando um novo problema para a suspensão do veículo...


Dúvida de iniciante: como exatamente a compra de títulos públicos pelo sistema bancário pressiona a inflação?


Essa questão dos gastos do governo privilegiarem uns poucos à custa de todos me lembrou de uma frase que vi há um tempo, quando a esquerda ainda dominava as ruas:

"Brasil: país em que a definição de "cidadania" é sair às ruas pra protestar para que políticos corruptos te prometam serviços públicos péssimos e "grátis" pagos com dinheiro roubado de você mesmo."




"Quando estivermos prontos para tomar os Estados Unidos, não o faremos sob o rótulo de comunismo; não o tomaremos sob o rótulo de Socialismo. Esses rótulos são desagradáveis para o povo americano e têm sido excessivamente difamados. Tomaremos os Estados Unidos sob rótulos que tornamos muito amáveis; vamos tomá-lo sob o liberalismo, sob o progressismo, sob a democracia. Mas vamos tomá-lo."

Alexander Trachtenberg
Convenção Nacional dos Partidos Comunistas, Madison Square Garden, 1944

Quase 100 anos depois a velha e manjada estratégia dos revolucionários de utilizar vários rótulos diferentes para alcançar o mesmo objetivo continua firme e forte.

Quem acha que o diabo se apresenta com capa vermelha e chifres pontudos sempre será enganado.


Todas as suas medidas citadas estão corretas e deveriam ser implantadas. Mas, de novo, a questão dos preços dos combustíveis passa pela moeda. Enquanto o M1 estiver alto e os juros reais estiverem negativos, o câmbio continuará estressado e, consequentemente, os preços dos combustíveis estarão altos.

Querer resolver preços dos combustíveis sem fazer esse necessário (e doloroso) ajuste é querer encontrar pote de ouro no fim do arco-íris.


Aponte-me um mísero articulista da grande mídia que, simultaneamente, seja de esquerda e não utilize os termos "neonazista" ou "fascista" para fazer inferências a um direitista, e você terá encontrado um unicórnio.


"Ministério de Minas e Energia rebate artigo de Eduardo Cunha no Poder360"

Eu sei que é cômico refutar o artigo do Eduardo Cunha (Brasil...), mas a resposta do MME é interessante e levanta discussões.

De fato os preços dos combustíveis são livres nos postos, mas o preço da gasolina lá na Petrobras é controlado (chamado de "preço administrado"), tanto é verdade que tem importador reclamando (de novo) de que os preços da gasolina e do Diesel estão defasados. Não é como se os combustíveis oscilassem de preço nos postos o tempo todo, como é no mercado americano.

Eles falam de alternativas para mitigar a volatilidade dos preços no mercado nacional, como a reserva estabilizadora (não sei do que se trata), redução dos tributos federais e a mudança no cálculo do ICMS.

Em nenhum momento, todavia, eles falam em desregulamentar o setor de petróleo e derivados (eles falaram do setor de gás natural, com o Programa Novo Mercado de Gás, o qual eu não sei se irá mudar algo nos preços do GLP, que é o que eles alegaram na resposta). Que tal facilitar a abertura, manutenção e fechamento de postos de combustíveis (não sei se isso mudou com a Lei de Liberdade Econômica e com a Lei do Ambiente de Negócios)? Fechar a ANP ou até mesmo o MME? Bom, pelo menos com o Marco Ferroviário, deveremos ver mais ferrovias transportando combustíveis (como acontece nos Estados Unidos).

O que pensam disso?


Acredito que a maior prova o quanto este artigo é verdadeiro é o fato de que economistas podem errar o quanto quiserem. No momento em que a realidade se mostra como sendo o exato oposto de suas previsões, basta dizer que o governo não gastou o suficiente, que os estímulos deveriam ter sido maiores, e que o estado deveria crescer ainda mais. Imediatamente, os erros serão esquecidos e todo mundo vai aplaudi-lo e trata-lo como um especialista. E se achar ruim, até um prêmio Nobel vão dar para ele.


Isso não faz muito sentido. A esmagadora maioria das compras de criptos ocorre em corretoras brasileiras (ou seja, no mercado secundário). É brasileiro comprando de brasileiro, utilizando reais.

Compra de criptos afetaria o câmbio apenas se o sujeito comprar em corretoras estrangeiras ou direto na wallet via cartão de crédito.

Brasileiros comprando criptos em corretoras estrangeiras, e em grandes volumes, são minoria.

O mesmo vale para ADRs.

Faz muito mais sentido dizer que o câmbio não cai porque brasileiros (principalmente bancos e fundos multimercados) estão comprando maciçamente fundos cambiais.

Há também a questão do desmonte do overhedge dos bancos, imposto pelo Banco Central.

www.terra.com.br/economia/demanda-ligada-a-overhedge-e-de-u174-bi-e-bc-atuou-para-atenuar-volatilidade-diz-campos-neto,c326621684e78e17f02790342385be17e6lt70id.html

broadcast.com.br/cadernos/financeiro/?id=dTdocTRpMkJxTURNbXZrYURFRmtsQT09

Tudo isso afeta muito mais.


"Sabem porque o dólar não caiu e vai continuar pressionado?
Não tem nada a ver com exportadora ou juros ou carry trade.

É porque todo o dinheiro que foi para BDR ou crypto é uma compra de dólar!

Já ouviu alguem falar disso? Só 34bi.

NENHUM economista falou desse efeito."

twitter.com/rodrigo_natali/status/1448103719866937345?t=-cHtrudXWNSr-ugrdNlZpA&s=19
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Acham que a afirmação faz sentido? Explicaria a persistência do dólar em não cair?




Quando qualquer político vai iniciar uma proposta para qualquer demanda,como estamos em uma democracia deveria existir uma simples pergunta: "Isso trata-se de uma questão pública ou privada " se a resposta fosse privada pararia o processo e se fosse publica ou seja para qualquer cidadão ai sim deveria seguir para votação acho que mais da metade de nossos problemas acabariam.


PauNoGuedes adora essa ideia de dólar alto, tributos nos outros e paraísos fiscais. O kara simplesmente faz o contrário do que prega.


"Vamos usar o caso concreto do 'direito de ir e vir'. Um deficiente físico consegue usufruir deste direito da mesma maneira que um Não Deficiente?"

podemos especificar mais ainda , o mudo é um deficiente, quer dizer que ele nao pode usufruir do direito de liberdade de expressao porque tem que ficar la balançando os braços sem ser compreendido

"Com base na lógica do artigo a sociedade NÃO deve ser 'obrigada' a se preparar para atender às necessidades específicas dos deficientes?"

claro que sim, vamos todos te obrigar a aprender libras, pra voce nao excluir o pobre coitado do mudo que ta tentando se expressar , seu insensivel !

*voz no fundo da plateia* "mas e se a pessoa nao consegue nem se mexer , é paraplegica ?"

bom , ai a gente obriga o coleguinha a limpar a caquinha, dar banho e alimentar pois existe um "direito a vida" que alguem vai ter de garantir , entao nada melhor de que seja o nosso convidado de hoje !

... obviamente que a pessoa nao faz a minima ideia de onde quer chegar e é facil ridiculariza-la


Com a situação agora dos preços do gás natural e do petróleo, o governo russo pode se dar bem de novo. O rublo russo está sendo uma das poucas moedas do mundo que está se valorizando ante o dólar nesse ano de 2021.

Como a Rússia conseguiu grau de investimento, tendo em seu histórico recente um calote em 1998? Algum milagre?


Direita rouba da esquerda o termo libertário
OCTOBER 12, 2021

Assim como o bolsonarismo sequestrou as cores da bandeira do Brasil, a direita está sequestrando a ideia de liberdade, notadamente o adjetivo "libertário". O confisco começou nos EUA, depois que ?Ron Paul e seus seguidores ganharam projeção e ocuparam uma posição de certa visibilidade no Partido Republicano nos primeiros anos deste século. Mais recentemente, tivemos o sucesso eleitoral dos libertários argentinos, liderados por Javier Milei. Mas, se Paul ainda se distingue um pouco das alas mais extremistas da direita americana, é difícil dizer o mesmo de Milei e seu grupo, que são contra o aborto, as "axilas peludas" das feministas, atraem a simpatia de neonazistas e ainda se congraçam com os Bolsonaros.

Obviamente, ninguém pode pleitear direitos de exclusividade sobre palavras, mas, se examinarmos a genealogia dos movimentos libertários, observaremos que eles surgiram à esquerda, com os anarquistas (William Godwin) no fim do século 18 e se multiplicaram numa plêiade de correntes que inclui mutualismo, coletivismo, anarco-sindicalismo, vários socialismos, a New Left, o geolibertarianismo, entre outros. Noam Chomsky se descreve como libertário de esquerda. É só a partir de meados do século 20 que aparecem os libertários de direita, que defendem um capitalismo do tipo "laissez-faire" com pouco ou nenhum Estado.

A esquerda vem paulatinamente se afastando da ideia de liberdade porque esta é incompatível com a de igualdade, outro conceito que lhe é caro. Se a sociedade é livre, algumas pessoas, por esforço ou sorte, acumularão mais bens e os transmitirão a quem desejarem, tipicamente os filhos. Mas, neste caso, a sociedade deixa de ser igualitária, pois não só alguns terão mais do que outros como também herdarão riquezas pelas quais não trabalharam. O paradoxo não tem solução. Cada sociedade precisa definir o "blend" de liberdade e igualdade com o qual vai operar.

Hélio Schwartsman
Jornalista, foi editor de Opinião. É autor de "Pensando Bem…".

www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2021/10/direita-rouba-da-esquerda-o-termo-libertario.shtml


Obrigado pela resposta, são sempre muito informativas.

Finalmente acho que estou começando a entender o investimento em ouro; é como se você travasse o dinheiro investido em uma unidade de conta verdadeiramente imutável, pois não é inflacionada.

Quando você fala que a desvalorização do Real é 100% garantida se refere às nossas metas de inflação? Nesse sentido a valorização do real frente ao ouro é praticamente impossível pois necessitaria não só de uma parada de impressão de dinheiro como também uma maior busca pela moeda brasileira, como ocorre com países mais desenvolvidos. E, mesmo assim, por ser uma moeda fiduciária que se desvaloriza seguindo a meta do banco central o ouro se valoriza no longo prazo pois a moeda continua se desvalorizando frente a esse ativo.

A cada dia me pergunto cada vez mais se vale a pena investir no Brasil para o longo prazo, visto que, tirando surfar a onda de ipca ou pré-fixados de + 10%, a moeda constantemente se desvaloriza e pode perder poder de compra internacional. Uma carteira de ouro + bitcoin + etf s&p 500 parece valer muito mais a pena.

PS: outras moedas como dólar e Francos suíços seriam apenas para diversificação?


A colônia era mais ou menos produtiva. Tinha comércio com os índios, plantavam-se hortas, tabaco, criavam-se animais. E eis que de 1670 pra frente, descobre-se ouro. De um dia pro outro, fabrica-se dinheiro. A oferta de ouro explode, abandonam as portas, as fazendas e corre-se atrás do dinheiro farto sendo produzido nas minas.

A inflação corre solta, com tanto ouro, ele se desvaloriza como moeda, mesmo com Portugal mandando uma parte pra fora. Tudo equivale a uma emissão monetária forte. Começam os malinvestiments, e de 1700 a 1800 entram 90 por cento dos escravos afro durante o período escravocrata. É muito ouro circulando. Um século depois, as minas se exaurem e a colônia se retrai, como se o BC parasse de aumentar o M1.


Assunto complexo: se um ou mais atos têm mesmo resultado, se somam; se atos têm efeito de anular uns aos outros, eles se subtraem. Tudo ao seu redor são assuntos complexos. Ainda assim, não se provou a causa-efeito do salário mínimo, mas agradou aos burocratas assistencialistas. Então "dêem um prêmio a esse homem". Assim mantêm a ideologia.

O salário mínimo faz com que quem não tem o mínimo pra contratar não contrate. E uma politica limitante. O que está abaixo não pode exercer atividade legal.

E o bolsa-família gera desemprego sim: você vê um improdutivo recebendo sem fazer nada, mas não vê a outra ponta: o que foi tirado pra subsidiar o improdutivo. Faz falta pra quem subsidia, e com menos recursos, ele investe menos, contrata menos.

Outra regra do bolsa é que se você melhora os rendimentos, você deixa de ser elegível pra o receber. Então você não se esforça pra não perder o rendimento de graça. Se ele fosse pra melhorar a vida do auxiliado, teria como condição este investir e melhorar, mas do jeito que é, é só pra consumir e ficar quieto. Não melhora a vida de um e ainda piora a vida de quem o subsidia. É muita complexidade sim. Mas esse estudo que o bolsa não estimula o desemprego também é pra justificar a ideologia. Assim se prepara o terreno pra TMM.


"Com muita maestria incutiu nos leitores a ideia de 'desejo' quando, para muitos dos exemplos, o substantivo correto seria 'necessidade'."

Fique à vontade. Não muda nada. Sua necessidade não implica a imposição de uma obrigação a terceiros. O fato de eu estar necessitado de um rim não implica que eu tenho o direito de roubar o seu rim de você.

Isso me parece bastante óbvio, mas, pelo visto, o ululante sempre precisa ser reiterado.

"Você não tem obrigação nenhuma imposta, você não é obrigado a aceitar nenhuma das regras sociais, mas para isso você tem que optar em viver como um recluso, longe da sociedade. Ao VOLUNTARIAMENTE aceitar viver em sociedade, você concorda também com o fato de que haverão necessidades de terceiros com as quais você terá que contribuir para satisfazê-las. Gostem vocês ou não isto está enraizado no embasamento da sociedade judaico cristã ocidental, pois nesta não há só a valorização do individualismo mas também do coletivismo."

Lindeza moral sem fim.

A primeira pergunta é: por que sou eu quem deve dar o fora? Não estou roubando ninguém, não estou agredindo ninguém. Por que o fardo moral recai sobre mim quando, na verdade, é você quem está me apontando uma arma?  

Eu sou apenas uma pessoa pacífica pedindo para não ser espoliada, ao passo que você está me apontando uma arma com o intuito de me expropriar e utilizar a minha propriedade e a minha renda para financiar aqueles programas governamentais que você acha o máximo.

Não creio ser nada controverso dizer que, em termos morais, é o estatista quem tem a obrigação de comprovar ter o direito intrínseco de coagir e ameaçar os outros. Enquanto isso não for feito, o ameaçado não tem nenhuma obrigação de comprovar seu direito de ser deixado em paz, sem ser molestado. O ônus cabe ao agressor e não ao agredido.

Esse é o ponto mais básico. Enquanto o estatista não responder de onde vem seu direito natural de espoliar terceiros para proveito próprio ou para o proveito de outrem, a "negociação" está emperrada e ele não tem nenhum direito de seguir adiante com sua espoliação. Toda a pendenga poderia terminar aqui.

Mas vamos adiante.

Suponha que você se mude para uma nova vizinhança e, do nada, seu vizinho começa a despejar o lixo dele na porta da sua casa. Pela lógica estatista, se você não concorda com este comportamento dele, então é você quem tem de se mudar dali. Se você não se mudar, então você está automaticamente consentindo em ter sua propriedade violada desta forma. Faz sentido? Pois é isso que os estatistas estão defendendo, embora não utilizem este cenário.

Em suma: por que seria eu, o indivíduo pacífico e não-agressor, quem tem de sair? Nasci aqui, tenho família aqui e quero continuar aqui. Não roubo ninguém, não coajo ninguém, não violento ninguém e não vivo às custas de ninguém.

Por que sou eu quem tem de sair? Se você mora em uma vizinhança violenta, é você quem está errado? Ou são os bandidos?  Pela sua moral torta, os bandidos estão corretos, e você está errado.

"Pode então um pai alegando que não tem um acordo voluntário com seu filho (uma criança) não prover o sustento deste? Afinal segundo a lógica do artigo caso não haja um consenso entre este pai e filho, não pode o filho (uma criança) viver as custas do trabalho de seu pai."

Um pai, ao colocar uma criança no mundo, está se responsabilizando por ela. Se você estiver passando por um homem se afogando em um lago, você não tem a obrigação (legal) de tentar resgatá-lo; mas se você empurrar alguém em um lago, aí sim você tem a obrigação positiva de tentar resgatá-lo. Se não o fizer, responderá por homicídio.

Do mesmo modo, se suas ações voluntárias derem vida a uma criança que tenha necessidades naturais de abrigo, comida, proteção e cuidados, essa situação será semelhante a jogar alguém num lago. Em ambos os casos, você cria uma situação em que um outro ser humano está em desesperadora necessidade de ajuda, sem a qual morrerá. Ao criar essa situação de necessidade, você passa a ser obrigado a saciar essas necessidades. E certamente esse conjunto de obrigações positivas incluiria a obrigação de emancipar a criança em um certo momento.

Dica: ao comentar assuntos que claramente desconhece, faça perguntas humildes em vez de ironias toscas. Será melhor para todos, principalmente para você.

"Vamos usar o caso concreto do 'direito de ir e vir'. Um deficiente físico consegue usufruir deste direito da mesma maneira que um Não Deficiente? Com base na lógica do artigo a sociedade NÃO deve ser 'obrigada' a se preparar para atender às necessidades específicas dos deficientes?"

O não-deficiente não tem culpa nenhuma da existência do deficiente. Sim, o deficiente tem o direito de não ter sua vida artificialmente dificultada pelo não-deficiente, mas ele não tem o direito de confiscar a propriedade do não-deficiente para facilitar sua própria vida.

Se você acha que o deficiente tem o direito de extorquir o não-deficiente, então é bom você apresentar argumentos. Acima de tudo, você deve explicar por que há esse direito (ou seria privilégio?), e por que esse mesmo direito não deve se expandido para outros grupos, como anões, deficientes mentais, obesos, feios, impotentes etc.

De resto, você deveria estudar mais sobre a ADA (Americans with Disabilities Act - Lei dos Americanos Portadores de Deficiência). Aprovada em 1990, ela visava a proteger os americanos portadores de deficiência contra eventuais discriminações. A lei, além de proibir que deficiente fossem recusados em empregos exclusivamente por causa de sua deficiência, também estipulava vários direitos para empregados deficientes.

Desnecessário dizer que, após a promulgação da lei, houve um declínio no emprego de pessoas portadoras de deficiência.

A ADA impunha que os patrões fornecessem "acomodações sensatas" para aqueles empregados deficientes que necessitassem de assistência para executar suas funções. Os patrões que não cumprissem as regras — que eram um tanto subjetivas — se tornavam alvo fácil de processos.

Por esta razão, vários empreendedores apenas seguiram a lógica e entenderam que o caminho mais fácil para evitar processos era simplesmente não contratar empregados portadores de deficiências.

www.nber.org/digest/dec98/w6670.html

www.cbsnews.com/news/americans-with-disabilities-still-cant-land-jobs/

"Os liberais brasileiros são amestrados, não param para pensar se tudo o que os seus 'gurus' produzem tem lógica, apenas reproduzem esses conceitos recebidos como se fossem axiomas. Para concluir tem uma máxima associada ao teor do artigo que vocês liberais tentam ignorar: a pessoa ter um direito, onde ela não tem condições de exercê-lo é na prática não ter esse direito."

Dica: afetações de emoção e efusões de indignação não são substitutos para um debate racional. Releia tudo o que você escreveu e constate que você não apresentou argumento nenhum. Apenas repetiu chavões, clichês e lugares-comuns. Economia não funciona de acordo com sonhos e desejos. O fato de você desejar que o mundo seja cor-de-rosa não significa que o mundo tem de ser cor-de-rosa. Sonhar com um determinado mundo não irá lhe preparar para aceitar o mundo verdadeiro.

Sugiro deixar a adolescência e começar a encarar o mundo adulto.


"Temos o objetivo de conter uma segunda rodada de inflação, diz diretora do BC"

"Nosso principal trabalho é manter a inflação controlada. Claro que haverá consequências para o crescimento, mas controlar a inflação é importante para o crescimento no longo prazo"

A Fernanda Guardado parece mais durona do que o Roberto Campos Neto.

"Guedes culpa comida e energia por inflação elevada"

Paulo Guedes não tem culpa alguma...

É verdade que a inflação é quase mundial (simplesmente porque quase todos os bancos centrais brincaram de TMM), mas basta comparar o Brasil com os vizinhos, inclusive aqueles que nem produzem tantos alimentos como aqui: Uruguai, Chile e Peru. A intensidade aqui está sendo maior do que em muitos locais ao redor do mundo. Nesse setor, devemos perder apenas para Paraguai, Argentina, Venezuela e Suriname, entre os vizinhos mais próximos.

Vale lembrar que o setor alimentício é sempre influenciado pelo câmbio, afinal encarece tanto o mercado interno, quanto os custos de produção e diminui a oferta interna com um aumento nas exportações de commodities. Impressionante que isso até hoje o povo não aprende, acha que desvalorizar a moeda é uma maravilha.

Claro, podem ainda falar das situações americana e britânica de desabastecimento, mas aqui (ainda bem) não estão dando mais de um salário mínimo para o cara ficar sem trabalhar, nem proibindo estrangeiros de trabalhar como caminhoneiros (que é o que está acontecendo no Reino Unido).

O setor elétrico realmente não tinha o que fazer (só se tivessem fechado a ANEEL lá em 2019, talvez), agora o fato é o seguinte: as tarifas de energia seguem o IGP-M, índice que sofre grande influência do dólar e de commodities.


Este país tem condições de abandonar a moeda manual já. Aliás já deveria ter feito há muito tempo, desde o início do século. Me lembro que em 1990, quando do malfadado plano Collor, eu ocupava a gerência do dpto técnico de um banco e fiquei surpreso ao ver quão pouca moeda manual existia no mercado. Já naquela época, também devido às pornográficas taxas de inflação (por favor, não confundam com hiperinflação, o Brasil jamais vivenciou hiperinflação) o volume de moeda manual em circulação era inferior a 5% dos meios de pagamento. Quando as pessoas acorreram às agências bancárias para sacar o dinheiro, este simplesmente não existia na forma impressa, os bancos solicitavam ao Banco do Brasil, onde mantinham suas contas reserva, e este respondia que simplesmente não existia, que o Banco Central estava solicitando a impressão emergencial à Casa da Moeda.

A massa ignara costuma confundir emissão de moeda com moeda manual impressa, em metal ou papel, isso é uma bobagem, a emissão de moeda é um ato meramente escritural, a impressão de moeda sobre papel ou metal é custosa e somente se faz quando necessário. Estatisticamente se define a quantidade de moeda manual que deve existir.

O fato é que o bolsa família demostrou que mesmo a população mais pobre e nos rincões mais afastados deste país é capaz de de usar os cartões, o PIX veio facilitar mais ainda os pagamentos. Cartões, os anacrônicos talões de cheques e o PIX dispensam a existência de moeda manual. O maior uso de moeda manual hoje é por criminosos, grande parte deles corruptos atuando no governo. Quem não se lembra da ridícula corridinha do deputado Rocha Loures com a mala de dinheiro supostamente do Temer? Ou dos R$ 51 milhões do Gedel Vieira Lima? Porquê 51? Certamente 51 é uma boa ideia.

A extinção da moeda manual tem o condão de dificultar e mesmo impedir boa parte da corrupção endêmica deste país, desonerar a União da impressão e controle da moeda manual, bem como impedir boa parte dos crimes comuns e financeiros. A extinção da moeda manual somente traz vantagens, as desvantagens são desprezíveis, o problema é que a decisão de extingui-la está nas mão dos políticos, uma classe corrupta que se beneficia da existência desta forma de moeda para lesar o povo brasileiro. Como fazer "rachadinhas " sem papel moeda? Vai ficar bem mais difícil.

Quanto à disparada da inflação, que tem como fulcro o descontrole da taxa de câmbio, poderia ser minimizada se o Ministério da Economia instituísse o imposto de exportação sobrte petróleo e boa parte dos agropecuários. Vejam:
Este país tem condições de abandonar a moeda manual já. Aliás já deveria ter feito há muito tempo, desde o início do século. Me lembro que em 1990, quando do malfadado plano Collor, eu ocupava a gerência do dpto técnico de um banco e fiquei surpreso ao ver quão pouca moeda manual existia no mercado. Já naquela época, também devido às pornográficas taxas de inflação (por favor, não confundam com hiperinflação, o Brasil jamais vivenciou hiperinflação) o volume de moeda manual em circulação era inferior a 5% dos meios de pagamento. Quando as pessoas acorreram às agências bancárias para sacar o dinheiro, este simplesmente não existia na forma impressa, os bancos solicitavam ao Banco do Brasil, onde mantinham suas contas reserva, e este respondia que simplesmente não existia, que o Banco Central estava solicitando a impressão emergencial à Casa da Moeda.


Essa história de colônia de exploração x povoamento é uma enorme imbecilidade e o fato de ser engolida sem questionamento por tanta gente é assustador.

A Austrália, que é rica e portanto deve ter sido "colônia de povoamento", segundo esse raciocínio (raciosímio?) foi na verdade uma colônia penal britânica. Foi "povoada" por criminosos.


"As consequências do estouro dessa política de 'esconder o risco', seja do dólar ou de outro ativo, já foram sentidas no Brasil várias vezes (e recentemente gerou uma quebradeira bancária nos EUA). A última, em termos locais, se deu no fim do câmbio fixo, quando as pessoas ficaram muito expostas ao risco do dólar porque seu valor era 'travado', garantido pelo governo, ou seja, algo supostamente confiável. Quando a política de 'travamento' ficou insustentável e o dólar disparou, as pessoas viram o quanto custou essa política equivocada quanto ao risco; suas dívidas simplesmente duplicaram ou até mesmo triplicaram."

O autor disse que as coisas no Brasil "andaram nos trilhos" após 1999, por causa do papel flutuante e das metas de inflação. Nunca o real brasileiro ficou algo tão instável e desvalorizado. Com exceção dos períodos 2003-2007 e 2016-abril/2018, a inflação de preços sempre foi alta e a meta de inflação quase nunca foi respeitada e agora o ruim ficou pior. E também não dá para entender que exista um "teto da meta" e um "centro da meta", como se fosse algo okay que os preços subam 5,25 % ao ano. Todos os países hoje que possuem papéis flutuantes minimamente decentes ou saíram de arranjos atrelados (Coreia do Sul, Taiwan) ou de câmbios fixos (Estados Unidos, Canadá, Suíça, Japão).

As críticas dele são compreensíveis, mas não dá para dizer que papéis flutuantes fiduciários sejam livre mercado. Isso é coisa de chicaguista, não de austríaco. O arranjo monetário precisa ser de padrão-ouro e, mais recentemente, com também criptomoedas concorrendo.


Não tem relação com calote, simplesmente porque o governo americano não dará calote. Eles fazem isso de elevar o teto da dívida desde a época em que ainda existia o Império Alemão. Se ele der o calote, toda a sua estrutura irá evaporar. Todas as bases militares, programas assistencialistas, subsídios, secretarias, departamentos e agências. Ninguém mais vai emprestar para o governo e muitos ativos americanos serão arrestados pelos credores. O dólar perderia relevância e assim, com menos demanda, o governo americano não poderia mais incorrer em farras monetárias e fiscais sem provocar uma altíssima inflação de preços. Seria péssimo para o governo e bom para os indivíduos no longo prazo.

Agora um calote pode acontecer, e este vai ocorrer nos grupos de interesse com menos poder: para pensionistas, dependentes de assistencialismo e afins.

Imposto mínimo global tem mais a ver em prevenir fugas para países desenvolvidos e com ambientes tributários melhores, como Emirados Árabes Unidos, Singapura, Suíça e Hong Kong. Quantos que iriam fugir dos Estados Unidos para investir em países como... Brasil, México, Colômbia, Equador, Bolívia? Alguns realmente migram, mas são uma minoria. É só uma reformulação do Bloqueio Continental do Napoleão. Nada que o homem nunca tenha visto antes.


Tenho que admitir a habilidade do autor para engendrar as mentes dos incautos. Com muita maestria incutiu nos leitores a ideia de 'desejo' quando, para muitos dos exemplos, o substantivo correto seria 'necessidade'.

Você não tem obrigação nenhuma imposta, você não é obrigado a aceitar nenhuma das regras sociais, mas para isso você tem que optar em viver como um recluso, longe da sociedade. Ao VOLUNTARIAMENTE aceitar viver em sociedade, você concorda também com o fato de que haverão necessidades de terceiros com as quais você terá que contribuir para satisfazê-las. Gostem vocês ou não isto está enraizado no embasamento da sociedade judaico cristã ocidental, pois nesta não há só a valorização do individualismo mas também do coletivismo.

Passemos à casos concretos, vamos analisar o item 4. "viver à custa do trabalho de terceiros com os quais você não fez um acordo voluntário (você não tem o direito de escravizar ninguém ou mesmo de confiscar uma parte dos ganhos de outras pessoas);"

Pode então um pai alegando que não tem um acordo voluntário com seu filho (uma criança) não prover o sustento deste? Afinal segundo a lógica do artigo caso não haja um consenso entre este pai e filho, não pode o filho (uma criança) viver as custas do trabalho de seu pai.

Esta afirmação "Para um direito ser genuinamente válido é necessário que todos nós, como seres humanos, tenhamos a capacidade de usufruir esse mesmo direito, ao mesmo tempo e da mesma maneira." merece muita reflexão.

Vamos usar o caso concreto do 'direito de ir e vir'. Um deficiente físico consegue usufruir deste direito da mesma maneira que um Não Deficiente? Com base na lógica do artigo a sociedade NÃO deve ser 'obrigada' a se preparar para atender às necessidades específicas dos deficientes?

Os liberais brasileiros são amestrados, não param para pensar se tudo o que os seus 'gurus' produzem tem lógica, apenas reproduzem esses conceitos recebidos como se fossem axiomas.

Para concluir tem uma máxima associada ao teor do artigo que vocês liberais tentam ignorar: a pessoa ter um direito, onde ela não tem condições de exercê-lo é na prática não ter esse direito.


Que tal um artigo sobre a verdadeira face dos Bolsonaros também?


Público?! Nenhuma propriedade privada "se propõem a ser pública".

Troque "restaurante" por "clube de tiro", "hotel", "SPA", "sala de embarque de aeroporto" etc. e veja se funciona.

Aliás, se restaurante é público e deve ter entrada liberada, então, por definição, um dono de restaurante nada poderá fazer se mendigos quiserem entrar no recinto e ficar andando de um lado para o outro, fedendo o ambiente e espantando fregueses.


Pessoas comuns do mundo real entendem muito mais de economia do que Ph.Ds.

www.mises.org.br/article/2970/uma-impagavel-licao-de-economia-taxistas-impoem-salario-minimo-para-motoristas-da-uber

Em tempo, se o salário mínimo sobe, mas a oferta monetária também sobe (ou sobe ainda mais), então, obviamente, o efeito prático é que não há aumento real dos custos. Sendo assim, aumento do salário mínimo em um cenário de aumento da oferta monetária não gerará desemprego.

Isso é uma obviedade que estranhamente nunca é mencionada nestes trabalhos, que ignoram por completo a oferta monetária e fazem a abordagem como se a mesma fosse fixa.


A Índia, assim como o Uruguai, está entre os raros países do mundo onde o índice de preços está caindo.

Assim, o país teve o índice de preços desse mês de setembro em 4,35 %, ante 5,3 % do mês anterior, em valores anuais. Por enquanto, está dentro da meta de inflação do RBI de 2-6 %.

Entre os componentes com maiores aumentos:

- Combustível e luz: 13,63 %;
- Transporte e comunicação: 9,53 %;
- Vestimenta e calçados: 7,16 %;
- Miscelânea: 6,38 %;
- Habitação: 3,58 %;
- Alimentos: 0,68 %;

Todavia, com a disparada dos preços do carvão mineral, o setor elétrico indiano deve sofrer mais, afinal grande parte da eletricidade do país vem dessa fonte.

A atual taxa básica de juros no país está em 4 %.

Mais informações, checar Trading Economics.


O assunto do momento é que o prêmio nobel de economia foi dado a 3 economistas que mostraram (com uso dados e estatísticas) que aumento do salário mínino não gera mais desemprego.

Dias atrás, vi outra pesquisa acadêmica demonstrando que o bolsa família não contribui para o desemprego (não gera desincentivo ao trabalho -suposto "efeito preguiça"), pelo contrário, aumentou-se o emprego formal onde ele foi implementado.

Nao sou economista. Só tenho conhecimento básico de estatística e conheço zero de econometria. Me falta essa base de conhecimento para conseguir avaliar esse tipo de pesquisa.

Mas penso: fenômenos complexos são causados por diversas variáveis. É possível isolar e estimar qual é o efeito de cada variável sobre aquele fenômeno? No caso, o aumento do emprego não poderia ter origem em outras variáveis, que não o bolsa família? Existem técnicas estatísticas confiáveis para se isolar uma variável (ex bolsa família) e determinar o efeito dela sobre o fenômeno (aumento do emprego)?


"o dono de um restaurante não gostasse de argentinos e quisesse proibi-los de entrar no seu estabelecimento, esse é simplesmente um direito de propriedade dele que deveria ser respeitado. No entanto esse proprietário não tem o direito de capturar argentinos para torná-los escravos no seu restaurante pois isso já fere o direito à liberdade do outro."

Discordo categoricamente. O dono do restaurante, como proprietário do estabelecimento, só teria seu direto de propriedade violado caso houvesse algum prejuízo ao mesmo. Se esse dono proíbe um argentino de ir em seu estabelecimento ele estará violando a liberdade de ir e vir de uma pessoa que deseja visitar um local que se propõe ser público. A nossa liberdade vai até onde começa a do nosso próximo. Impedir alguém de algo legítimo à liberdade dela é se colocar no mesmo patamar daqueles que odeiam o princípio da liberdade humana.


Essa história de colonia de exploração x povoamento, é sempre um argumento usado por professores de história e demais esquerdistas.

Meio século é capaz de transformar um país pobre em desenvolvido (mesmo com passado de colonial de exploração). O país que adotar um modelo econômico de livre mercado, tributação baixa e simplificada, abertura comercial, direitos de propriedade, etc... em 40 ou 50 anos já consegue se tornar um país rico.

Como eles não têm conhecimento das leis e processos que regem a economia, ficam com essas ideias equivocadas de passado colonial.






Eu lembro que a minha professora de Geografia (isso em 2011) disse que embora tenham sido colônias, o Brasil seria uma "colônia de exploração", ao passo que os Estados Unidos seriam uma "colônia de povoamento". Até que ponto isso faz sentido, é uma boa pergunta. O tanto que o governo hoje "explora" os pagadores de impostos é infinitamente maior do que o realizado pela Metrópole. Apesar disso, hoje somos muito mais prósperos do que naquela época.

O Brasil Colonial de fato foi pilhado pela Metrópole por séculos por causa do ouro, mas a economia brasileira era muito mais complexa (peço que todos vejam o livro "A história da riqueza do Brasil", do Jorge Caldeira; Leandro, você começou a ler o livro?): havia um forte mercado interno, com milhares de empreendedores, propriedades rurais e produtores de açúcar, tabaco, pecuária e afins. A região Nordeste foi a mais próspera por algum tempo. A criação da CLT é que sepultou de vez o desenvolvimento das regiões nordestinas. Parte da Europa entre os séculos XV e XVIII estava uma porcaria, sem grandes perspectivas de crescimento (com exceções como os Países Baixos). Brasil e Estados Unidos, todavia, eram locais promissores. No século XIX, então, a Família Real fortaleceu a burocracia no País, inventando novas regulações e criando um aparato estatal centralizado e poderoso. Foi aí que surgiram leis como a Lei dos Entraves e a Lei de Terras. E então o Brasil ficou na mediocridade mundial, posição na qual estamos até hoje.


O Canadá foi uma colônia. Austrália, Nova Zelândia e Hong Kong também foram colônias. Aliás, o país mais rico do mundo, os Estados Unidos, também foi colônia.  

Por outro lado, Etiópia, Libéria, Tibete, Nepal e Butão jamais foram colônias, mas hoje abrigam as pessoas mais pobres do mundo.

Dizer que o Brasil é pobre em 2021 porque foi colônia até 1822 é o auge do vitimismo, do derrotismo e do complexo de vira-latas. Não é postura de adulto. É coisa de adolescente mimado, que não assume responsabilidades, e que diz que tudo é culpa dos outros, e nunca dele próprio.


Ah, sim, pois o argumento foi apenas e somente este, né? Canadá e Etiópia…

Deixa eu desenhar: vários países hoje ricos e de primeiro mundo foram colônias severamente exploradas. E vários países hoje paupérrimos e de quarto mundo nunca foram colônias e nunca foram explorados por estrangeiros.

E sim, isso refuta o argumento de que o Brasil é pobre apenas porque foi colônia. Dizer que o Brasil é pobre em 2021 porque foi colônia até 1822 é o auge do vitimismo, do derrotismo e do complexo de vira-latas. Não é postura de adulto. É coisa de adolescente mimado, que não assume responsabilidades, e que diz que tudo é culpa dos outros, e nunca dele próprio.


Por fim, eis a definição de ironia: você faz um reducionismo totalmente estapafúrdio e estúpido, e logo em seguida acusa os outros de fazerem reducionismo!


Mas a subida do preço não seria um atrativo para que novos fabricantes ingressassem no ramo passando a ofertar o produto? O preço alto do momento inicial (pós aprovação da medida) não voltaria a cair com o aumento de oferta pela entrada desses novos players (considerando que houvesse liberdade de entrada)?


Outro artigo muito bom do Instituto Rothbard:

rothbardbrasil.com/30-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-covid/


Olá! Quando eu falava sobre o livre mercado, algumas pessoas refutavam dizendo que os países desenvolvidos não ficaram ricos com livre mercado, e sim explorando suas colônias (por exemplo, de Portugal ter ficado rico com o ouro do Brasil).

Eu sei que isso é um argumento furado, mas existe alguma verdade nisso? Ou, se de fato houve exploração, onde entra a questão de eles ficarem ricos com o livre mercado?

Se alguma pessoa levantasse essa questão, qual seria a resposta mais adequada. Confesso que eu não saberia como responder. Desde já, agradeço a ajuda de vocês.


joão bidê nada, a narrativa do momento nos US é que a culpa é dos "caipiras" que nao tomaram injeçao experimental

e se voce pedir fatos e dados ainda te xingam , te ignoram , fazem um teatro . só nao apresentam o que foi requisitado


É impressionante mesmo. A mídia precisa morrer de fome.

mises.org/wire/why-there-no-correlation-between-masks-lockdowns-and-covid-suppression

rothbardbrasil.com/reconhecendo-o-obvio-dados-concretos-de-israel-revelam-o-fracasso-da-vacina/


"Nunca" é tempo demais. dinheiro de verdade circula sim, mas não pra todos.

Os que fazem arranjo com dinheiro fiduciário, e aceitam esse arranjo, ficam de fora dos que comercializam com moeda boa. Então algumas pessoas ficam com moeda de verdade, enquanto o populacho fica com a moeda fake.


Nossa, elel não mandou?? Gente, deve estar muito envergonhado!!! Kkkkk

Braddock, eu vi a resposta do mestrando e comecei a rir - daí eu vi a sua e rachei o bico!!! Tirou as palavras da minha boca!!


"em razão de não ser um ativo que não "produz" nada , como ações de uma empresa, o ouro só "rende" algo face à desvalorização da moeda?"

Não há diferença entre ouro, bitcoin e ações de empresas que não pagam dividendos.

A frase acima pode lhe causar espanto, mas se você deixar a emoção de lado verá que é isso mesmo.

Em última instância, estes três ativos dependem de haver mais gente comprando do que vendendo.

Eu tenho ações da Rumo (RAIL3). Comprei em março de 2019. De lá pra cá a empresa cresceu, se expandiu e transportou soja como nunca. No entanto, suas ações não saíram do lugar. Como ela não paga dividendos, fica difícil fazer um valuation correto dela.

A tese de que "ações andam de acordo com os lucros da empresa" vale para ações que pagam dividendos. Para as que não pagam, tudo se torna uma mera questão de oferta e demanda. Comprar ações de empresas lucrativas, mas que não pagam dividendos, é algo que deixa você na mesma posição de quem compra ouro e bitcoin. A empresa pode ser extremamente lucrativa, mas se ela não distribuiu seus lucros na forma de dividendos, então, no final, o preço de sua ação só sobe de acordo com a boa e velha oferta e demanda; a ação só vai subir se houver mais gente comprando do que vendendo.

Eu demorei muito para aceitar isso, mas depois que vivenciei na pele e vi que era isso mesmo, aceitei.

De resto, e agora respondendo mais diretamente à sua pergunta, sim, ouro só "rende" se houver desvalorização da moeda estatal. Dica: essa desvalorização é 100% garantida.

"se o real (por algum milagre) voltar a se valorizar, alguém que investiu em ouro por um longo período pode perder parte do dinheiro investido?"

Vai perder apenas se a pessoa sacar. Se deixar para o longo prazo, dificilmente perderá. Desde a criação do real, o maior período de "paradeira" do ouro foi de meados de 2003 até meados de 2008 — época em que o ouro ficou de lado. Não se tem notícia do ouro desabar continuamente em relação ao real (algo que seria ótimo, mas dificilmente ocorrerá).

"caso meu objetivo, numa janela de longo prazo, seja me aposentar em outro país de moeda mais forte que o real esse seria um bom investimento?"

Sim, mas não fique só em ouro. Tenha também francos suíços, euros, dólares e, é claro, bitcoin.

Mais importante que tudo isso: tenha paciência e saiba o momento de entrar. Nunca entre na alta. Nunca.

Dois meses atrás, o Bitcoin estava custando R$ 160 mil. Tinha sofrido uma queda forte. Ninguém queria comprar. Neste exato momento, está custando R$ 316 mil (valorização de 100% em dois meses), e todo mundo voltou a falar em comprar. Caminho certo para fazer besteira. Era pra comprar quando tava barato e ninguém queria. Agora, acho até que é hora de vender um pouco, esperar uma nova queda, e comprar mais.

Só que pouquíssimas pessoas conseguem fazer isso. Aí levam ferro, ficam bravas, vão pro CDI e perdem até para a inflação.


"Dinheiro de verdade" é aquele que circula na economia real - aquele com que eu compro pão, pago o aluguel, a passagem de ônibus, a conta de luz, invisto na bolsa, pago empregados, sonego impostos abrindo uma conta nas Ilhas Cayman. E nada disso é mais feito em ouro, ou sequer pode ser feito em ouro. A moeda é fiduciária, é cada vez mais fiduciária, e a roda da história não vai voltar pra trás. Nesse sentido, nunca mais vai haver "dinheiro de verdade" como vocês o definem."

Se é assim então, meu caro, nada resta de esperança a você e a quem mais pensar assim. Não podem reclamar de inflação, já que desvalorização monetária não importa segundo você. Se acostume a pagar cada vez mais pelo pãozinho, conta de luz, condução, a procurar um novo local para morar (sempre mais longe) a cada seis meses. Se acostume a ver seus projetos de futuro naufragarem pois, se moeda não precisa ser reserva de valor, não haverá como financiá-los (poupar pra quê?). Se acostume a trabalhar mais, talvez em dois empregos, apenas pra manter um padrão mínimo de vida. Reze para todos os santos para ganhar uma promoção em seu trabalho por ano em uma economia que empobrece continuamente. E não reclame se não conseguir.


Tendo em vista que esse site já demonstrou sua predileção por investimento em ouro, tenho algumas dúvidas de quem está começando a entender melhor essa ideia:
1) em razão de não ser um ativo que não "produz" nada , como ações de uma empresa, o ouro só "rende" algo face à desvalorização da moeda?
2) se o real (por algum milagre) voltar a se valorizar, alguém que investiu em ouro por um longo período pode perder parte do dinheiro investido?
3) caso meu objetivo, numa janela de longo prazo, seja me aposentar em outro país de moeda mais forte que o real esse seria um bom investimento?


Um caso de "jeitinho"? Eles devem estar usando dólares nas transações, ou talvez até criptomoedas.


Coisas que a mídia não comenta:

EUA de Biden já tem mais mortes de/com COVID do que EUA de Trump.

Detalhe: Biden assumiu com vacinas sendo aplicadas, enquanto Trump passou aproximadamente 8 meses sem imunizante.

Isto mostra como uma mídia bem paga faz toda a diferença.

O Brasil é um exemplo clássico disto.


P.S.: mesmo com mortes em disparada, absolutamente ninguém cogita chamar Biden de genocida. Nem sequer de incompetente.



O termo "liberal" no Brasil já virou igual aos Estados Unidos: esquerdista.

Arruinaram aquilo que no século XIX era apenas a defesa dos direitos naturais por um estado mínimo: propriedade, justiça e defesa nacional.

Por desespero em ser anti-bolsonaro, vale tudo: apoiar impeachment, defender bolsa-menstruação, ser pró-lockdown e afins. O NOVO e o LIVRES se enterraram. Bom para os bolsonaristas.



Dê um exemplo prático. Cite um artigo que defenda que:

a) um determinado desejo deva virar um direito; e

b) que esse desejo/direito implica uma agressão a terceiros.

No aguardo.


Na prática, não há controle de preços na Argentina. Eis a evolução dos preços mensais: entre 2% e 4% ao mês. E isso de acordo com as fontes do próprio governo.

d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/argentina-inflation-rate-mom.png?s=argentinainfratmom&v=202109142022V20200908&d1=20161012

No ano, a inflação é de módicos 52%. (E, de novo, as fontes são o próprio governo; a inflação verdadeira certamente deve ser muito maior).

d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/argentina-inflation-cpi.png?s=arcpiyoy&v=202109141935V20200908&d1=20161012

É exatamente por não haver (na prática) controle de preços que o país continua existindo.


"Mansueto Almeida, hoje no BTG, é citado dentro do governo para o lugar de Guedes"

Paulo Guedes também foi criticado pelo próprio colega, o Marcos Pontes, sobre os cortes no setor de ciência e tecnologia.

Se o Mansueto substituir o Guedes mesmo, seria uma vitória caso ele não criar (ou propor) impostos e nem ficar falando bobagens sobre câmbio. Pelo menos ele reconhece que o câmbio desvalorizado tem relação com a bagunça fiscal e política do País.

Como ele já tinha saído do governo no ano passado, eu tenho dúvidas se ele entraria no cargo.


Pessoal, a Argentina congela preços e não esta que nem a Venezuela e nem Cuba, tem prateleiras cheias. Eai? Como explicam?
Gostaria de detalhes sobre porque a experiencia lá não fracassou.


E o imposto mínimo global? Tem a ver com o calote dos EUA, que promoveria uma fuga de capitais para os países emergentes e subdesenvolvidos, algo que eles querem evitar via imposto universal? Tem a ver com o excesso de dólares na economia mundial? A China não assinou. Enfim, vocês poderia falar sobre.



"Governo Bolsonaro manda cortar 87% de verbas para ciência e tecnologia"

A gente poderia aproveitar e privatizar o setor de ciência, tecnologia e afins, deixar para o setor privado. Tirar o estado do controle. Não tem lógica (a não ser para o estado e toda a sua burocracia) existir um conselho de pesquisa, um ministério, um departamento controlados pelo estado.

E vale lembrar: quantos prêmios Nobel o Brasil produziu? Qual a proporção de relevância entre as pesquisas desenvolvidas no País em relação ao resto do mundo? Apesar do número crescente de formandos, isso não resulta em aumento na qualidade do ensino superior.

Basta verem esse vídeo do Marco Batalha sobre.


E mais uma vez as autoridades do governo dizendo que aquilo que seres humanos fazem é "desumano".

Eles realmente acreditam que os únicos "humanos" de verdade são eles. E acreditam terem recebido a missão divina de construir o "novo homem", que será humano como eles, e não desumano como as pessoas de hoje.


Olha, 1 kg de ouro pode valer 1.000.000 horas de trabalho, ou pode valer 1.500.000 horas de trabalho. Mas 1 kg de ouro sempre vale 1.000 gramas de ouro. Já a hora de trabalho não funcionam assim. Ela vale o preço de uma hora de força de trabalho, por um lado, e o preço de todas as mercadorias que é possível produzir em uma hora de trabalho.

Em outras palavras: se você introduz uma inovação tecnológica eficaz, você derruba o preço da hora de trabalho, por que agora é possível produzir 2x no mesmo tempo em que antes se produzia x. Mas se você deprime o preço da hora de trabalho (imprimindo moeda e proibindo greves, por exemplo), você derruba o preço da hora de trabalho sem aumentar absolutamente nada a produtividade: você continua produzindo x no tempo em que antes se produzia x.


(E, naturalmente, o preço da hora de trabalho do engenheiro é maior do que o preço da hora de trabalho do gari, de forma que é complicado definir sobre o que estamos falando).


"Ou seja, além de ser usado para transações diárias e além de ter preços estabelecidos em sua unidade, o dinheiro também tem de guardar seu valor ao longo do tempo. Se, no entanto, ele perde poder de compra ao longo do tempo, então não é dinheiro real, pois não é reserva de valor."

Ora, qual o dinheiro que não perde valor ao longo do tempo (até o ouro se desvaloriza, na medida em que mais ouro é garimpado e entra em circulação).

A questão obviamente não é essa. Se a moeda se desvaloriza 1% ao ano, ela ainda serve de reserva de valor - especialmente se os juros são positivos, e mais ainda se são maiores do que a desvalorização da moeda. Mas se a moeda se desvaloriza 30% ao ano, ela é inútil como reserva de valor, a não ser para os rentistas (supondo que a taxa de juros seja maior do que 30%).

"Dinheiro de verdade" é aquele que circula na economia real - aquele com que eu compro pão, pago o aluguel, a passagem de ônibus, a conta de luz, invisto na bolsa, pago empregados, sonego impostos abrindo uma conta nas Ilhas Cayman. E nada disso é mais feito em ouro, ou sequer pode ser feito em ouro. A moeda é fiduciária, é cada vez mais fiduciária, e a roda da história não vai voltar pra trás. Nesse sentido, nunca mais vai haver "dinheiro de verdade" como vocês o definem.


Se o valor da moeda caiu, então os preços denominados nessa moeda subiram.

Como nem todos os preços sobem ao mesmo tempo ou na mesma proporção, a desvalorização da moeda resulta em transferência de renda. Como os salários são preços particularmente difíceis de reajustar, em geral essa transferência de renda é transferência de renda dos trabalhadores para os outros agentes econômicos.

O resto é mistificação.


Leandro,

Voce sempre alerta que com esse gradualismo do BC, dificilmente será possível controlar a inflação a curto prazo.

No podcast do Tapa da Mão Invisível, o professor Roberto Ellery foi na mesma linha que você. Ele defendeu uma pancada mais forte na Selic. Na entrevista, ele diz que defenderia uma pancada estilo Paul Volcker, nem que se tivesse que reduzir lá na frente.

Em suma, me parece que são poucos os que alertam que esse gradualismo na alta Selic não vai segurar a inflação. A maioria não percebeu isso ainda.


"É imoral, anti-ético e contraproducente acreditar que desejos implicam direitos" - Parece até piada que essa frase tenha sido publicada por aqui. Essa é uma frase que deveria valer (e muito) para vocês, só que autocrítica aqui no mises é algo que não existe.



Falando nisso, o que mudou do FIES desde então? Os juros parecem agora estarem em 6,5 % anuais. Merece até um artigo à parte.

Eis um projeto que quer simplesmente perdoar as dívidas do FIES... vocês já imaginam quem que vai pagar a conta. O governo encarece artificialmente o ensino e depois eles posam de bonzinhos com esses programas de crédito. Fosse o setor desregulado (como por exemplo o de clipes de papel), um sujeito poderia pagar um semestre inteiro fazendo uma pequena poupança. Seria algo tão acessível quanto televisões. Televisão, por sinal, é infinitamente mais complexo do que um curso de graduação, onde muitas vezes os custos serão de alguns professores, livros e, dependendo do caso, estruturas de pesquisa. Por que os mais pobres têm celulares e televisões, mas não possuem saneamento? Pois é.



Prezado,
Se não existisse o SUS, o cidadão brasileiro poderia utilizar planos de saúde ou seguro saúde. A solução não é perfeita, mas ainda assim poderia atender Boa parte da população.


A idéia de distribuir absorventes às meninas pobres surgiu muito antes de Bolsonaro. Quando Haddad era prefeito de São Paulo, ele vetou um projeto de lei que previa a distribuição de absorventes nas escolas:

"A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) é a autora do projeto de lei que estabelecia a distribuição "gratuita" de absorvente para as pessoas vulneráveis no país, vetado pelo presidente Jair Bolsonaro na quinta-feira 7. A medida adotada pelo chefe do Executivo federal gerou críticas de intelectuais e partidos de esquerda.

Contudo, Bolsonaro não foi o primeiro político a vetar um projeto sobre o tema. Quando esteve à frente da prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad não permitiu que uma proposta similar fosse implantada na cidade. Da mesma forma, a ex-presidente Dilma Rousseff vetou o trecho de uma medida provisória que garantiria a desoneração de absorventes.

Haddad

Em 21 de dezembro de 2015, a Câmara dos Vereadores aprovou a distribuição de absorvente para as mulheres de baixa renda. Entretanto, em 4 de fevereiro de 2016, o petista vetou integralmente a proposta. Haddad alegou, na época, que o projeto não possuía fundamento técnico-científico.

"O oferecimento de absorventes por si só é insuficiente para a precaução de enfermidades, fazendo-se imprescindíveis, para tanto, outros cuidados higiênicos a ser realizados pela mulher", explicara Haddad. "Não havendo, pois, fundamento técnico-científico para que a propositura venha a se tornar um programa municipal."

revistaoeste.com/politica/antes-de-bolsonaro-haddad-vetou-distribuicao-gratuita-de-absorvente/


Como vocês viram, o assunto aborda sobre a diferença do que se define como direito e do que se apenas deseja. É inegável que o estado seja o responsável por muito do que acontece no quadro socioeconômico que se existe hoje no Brasil. É inegável que o estado cobre muito imposto e não compense as cobranças, e que o estado mostra muita inabilidade e falta de compromisso para executar os objetivos com os quais se comprometeu publicamente para a população como um todo.

Mas, por outro lado, o modelo de governo não é conhecido desse jeito por si só com certeza. O problema está nas pessoas que conduzem a sociedade, e nas que tanto aceitam quanto aquelas que discordam, pois independente do que digam, não ajuda em nada. O estado não é o único culpado das nossas desgraças, pois nós mesmos não nos cobramos dos erros que cometemos no cotidiano. Trocando em miúdos : Não adianta exigimos garantias e obrigações se não merecemos de verdade.

Se quisermos um sociedade em que possamos desfrutar dos "direitos" que tanto pedimos, é importante encerrar de uma vez essa política de tolerância ao erro. Já é tempo de temos humildade para entender o problema a fundo, e de
paramos de lamúrias e choramingar por não ter aquilo que realmente não pode ter. Nunca devemos esquecer, que a necessidade sempre deve está acima da vontade.


Já que agora não dá para trocar o Roberto Campos pelo Afonso Beviláqua (a não ser que ele seja punido pela inflação acima da meta), seria bom o Bolsonaro achar um substituto para o Guedes. Qualquer pessoa que defenda um real forte e não queira aumentar impostos já é uma vitória. Eu realmente não sabia que o Afonso estava influenciando na política monetária nesse período, achei que fosse só o Meirelles mesmo.

Moeda forte no Brasil é exceção, enquanto no mundo desenvolvido é quase regra.


O Temer, apesar de não ter fechado o BNDES, acabou com aquele expansionismo de crédito estatal, continuando agora no governo Bolsonaro.

A dúvida é como ficará isso com aqueles estímulos trilionários (não sei se vocês estão sabendo, coisa de R$ 10 trilhões, se não me engano) e com o Pronampe, que provavelmente vai ficar para sempre.

Deveria ter fechado o BNDES lá em janeiro de 2019.


responda sinceramente, quem vai pagar , de onde vai sair o dinheiro.
fazer caridade com o dinheiro dos outros não resolve o problema delas ser pobre.



As mulheres pobres só começaram a menstruar a partir de 2018... Eu morei minha vida toda em cidade pequena, todos estudavam no mesmo colégio, não lembro que uma colega tenha faltado a escola por está menstruada.


Pobreza menstrual é um conceito que só surgiu no Brasil a partir de 01/01/2019.

Antes, ninguém nunca tinha falado sobre isso. Nem mesmo nos governos do PT.

Aliás, essa ideia de sair distribuindo absorventes nunca foi aventada nem mesmo na época das vacas gordas, com boom de commodities e contas públicas mais organizadas.

É cristalinamente óbvio que se inventaram isso agora para obrigar Bolsonaro a vetar (por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal) e, com isso, criar mais uma narrativa.



É tudo narrativa (assim como a Covid aqui no Brasil).

O fato é que tá faltando caminhoneiro no Reino Unido pelo simples fato de que, com os lockdows, o governo passou a pagar generosos auxílios para as pessoas ficarem em casa. Aí, obviamente, todo mundo se acostumou. Pra que trabalhar se eu posso ficar deitado no sofá recebendo ainda mais do que quando trabalhava?

Agora as consequências chegaram. Nada a ver com Brexit.


E olha que ironia: o preço do barril do petróleo dobrou em 1 ano, Venezuela continua uma merda.


Leandro,

Alguns analistas afirmam que dentro das categorias das commodities, o OURO tem atuado como uma espécie de indicador antecedente. Quando o ouro sobe as demais commodities tendem a subir depois de algum tempo e vice versa.

Eles avaliam que o Ouro e Prata já completaram a primeira perna de alta, seguido de um processo de consolidação.

As demais commodities estão com sinais que estão próximos de terminar a perna de alta no curto prazo, para entrarem em processo de consolidação/correção.

Segundo eles, a tendência a partir de agora seria que enquanto o Ouro (e Prata) retomariam o ciclo de alta, as demais commodities entrariam em um processo similar ao que o Ouro e a Prata passaram, uma pausa na tendência, algum tipo de consolidação/correção.

Vc enxerga essa relação de ouro como indicador antecedente das demais commodities?


Pela mentalidade esquerdista, a solução é um programa estatal p/ cada necessidade específica do pobre. Então, falta criar um programa de fornecimento gratuito de gasolina (está bem cara p/ o pobre q usa carro como ferramenta de trabalho), de alimentos, de papel higiênico, de roupas básicas. O Estado é meu provedor, nada me faltará, nele esperarei, nele confiarei.


Um acontecimento realmente marcante no mundo das ciências econômicas está ocorrendo agora. Os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia finalmente começaram a ser sentidos. Mas há algo estranho nisso. Só é possível encontrar reportagens sobre a falta de combustível a partir do dia 27 de setembro, antes desse dia não se encontra menção sobre este assunto em nenhum noticiário. O que está nebuloso é como isso tudo começou de uma hora para outra justamente agora afinal nada mudou em agosto ou julho, tudo estava normal. Caso alguém que entenda melhor do assunto disponibilize uma cronologia mais detalhada seria interessante. Está havendo censura na imprensa britânica e essas informações são liberadas só quando a situação está realmente preocupante?


Sou empreendedor e concursado ,mas prefiro o empreendedorismo , tiro dinheiro do setor público e invisto no privado


O índice de preços brasileiro atingiu, nesse mês de setembro, 10,25 %, maiores valores desde fevereiro de 2016 (quando chegou a 10,36 %), no acumulado dos últimos doze meses.

Entre os componentes que mais subiram de preços (anual):

-Combustíveis: 39,6 %;
-Energia elétrica: 28,82 %;
-Transporte: 17,93 %;
-Habitação: 14 %;
-Artigos de residência: 12,58 %;
-Alimentação e bebidas: 12,54 %;

Entre os nossos vizinhos com os dados atualizados, os valores brasileiros estão maiores do que os do Equador (1,07 %), Peru (5,23 %), Chile (5,3 %), Paraguai (6,4 %) e Uruguai (7,41 %).

Informações extras (inclusive as utilizadas aqui), disponíveis no Trading Economics.

Outro assunto:

"Leilão da ANP tem apenas 5 de 92 blocos de petróleo e gás arrematados; área próxima a Noronha não recebe proposta"

O governo precisa acabar com essa porcaria de regime de partilha (acho que está valendo isso ainda, não é?). Poderia ir direto para o de autorização, como está acontecendo agora com as ferrovias. A questão: dado que petróleo é bem da União, isso na prática já sepulta a indústria daqui...


sociologo , por que voce mesmo nao doa seu dinheiro para meninas pobres ? como voce consegue usar internet no conforto da sua casa sabendo que tem gente passando fome ?
como é bom ser hipocrita e exigir dos outros o que voce mesmo nao tem disposiçao de fazer , nao é mesmo ?
agora me diga , especificamente , nos vamos contratar funças que vao produzir e distribuir o material ou vao pegar o dinheiro e repassar a um bando de abutres que nao estao nem um pouco preocupados com a higiene dos outros ?

nao ficou claro a qual interesse voce serve


O Bolsonaro que vetou a distribuição de absorventes e os liberais que apóiam, não têm moral para falar dos Talibãs. Sendo que os talibãs proíbem as meninas de estudarem, o Bolsonaro com este veto, cria barreiras para que as meninas pobres vá à escola com frequencia.


Em que mundo você vive? Os governos de algumas localidades do Brasil já distribuem roupas e comida aos desabrigados. Basta digitar no Google "governo distribui roupa e comida" que você encontra várias notícias sobre isso.
O que você sugere? Que os governos parem de fazer isso?

Então, voltando à questão dos absorventes: ou o governo distribui absorventes, ou veremos cenas nojentas como aquela da atriz Aline Riscado, que menstruou em live e exibiu a mancha de sangue na calça. Então, por questão de higiene básica, o governo deve distribuir absorventes.


Ele errou o verbal. Os juros. Mas, será que seria muito melhor com outro? O meirelles já disse que não tinha risco de inflação. Talvez o Gustavo Franco. (Esse ao menos entende o problema cambial)


Agradeço muito por me responder, mas... não entendi pq eu tenho que dividir o 100 por 1,10.




Sim, eu não entendo porra nenhuma de matemática.