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Os artistas, os defensivos agrícolas e a máxima de Nelson Rodrigues

O projeto de lei para agilizar a liberação de defensivos agrícolas no Brasil provocou revolta de artistas e ambientalistas nas últimas semanas.

Marcos Palmeira, Zezé Polessa, Gregório Duvivier, Patrícia Pillar, Caco Ciocler, Bela Gil, Astrid Fontenelle, Martnália e outros atores gravaram um manifesto contra o projeto que, segundo o ator Érico Brás, "vai colocar mais agrotóxico na comida do povo brasileiro".

Bela Gil foi à Câmara com cartazes de protesto; o Greenpeace até instalou uma bomba de mentira na audiência que discutia a questão.

Eis mais um caso de ativistas que agem contra a própria causa. Quem se preocupa com o impacto ambiental da agricultura no Brasil deveria torcer por menos entraves à inovação nessa área.

Exatamente por quererem lucrar o máximo possível, as fabricantes de defensivos agrícolas têm de responder às demandas da sociedade. É impossível lucrar de maneira contínua fabricando produtos que não atendem aos desejos dos consumidores. No passado, com efeito, a eficiência e o preço de um defensivo importavam mais que a biossegurança. Cientistas do ramo costumam dizer que os agrotóxicos eram como metralhadoras — matavam pragas e muitas outras coisas ao mesmo tempo.

E então, por exigência do ambientalismo (mais forte na Europa e nos Estados Unidos que no Brasil) e dos próprios consumidores, os defensivos passaram a funcionar cada vez mais como snipers — precisos e com pouco impacto além do alvo. Nenhuma Basf ou Bayer será louca de gastar milhões na pesquisa e desenvolvimento de um produto que será proibido por causar danos graves à saúde ou ao meio ambiente. E que poderá resultar em processos bilionários contra as empresas. Ou que irá matar milhões de pessoas. (Dica: é impossível ter lucros se você mata todos os seus consumidores).

Alguns dados confirmam essa tendência de melhora nos defensivos agrícolas. Um índice bastante utilizado para medir o impacto ambiental de agrotóxicos é o EIQ (Environmental Impact Quotient). Quanto maior o índice, maior a influência de um pesticida ao meio ambiente, ao consumidor e ao trabalhador do campo.

Por causa da inovação, o EIQ dos defensivos usados no cultivo de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar caiu 38% que de 2002 a 2015, segundo pesquisa do agrônomo Caio Carbonari, da Unesp. E isso num período em que a produtividade por hectare aumentou. Conseguimos produzir mais comida em menos espaço e com menor impacto ambiental.

Mas a coisa fica ainda mais interessante.

Atualmente, uma lista com 36 defensivos aguarda análise para obtenção de registro no Brasil. No entanto, 28 deles já têm registros em países como EUA, Japão, Canadá, Austrália e Argentina. Isso porque o processo de avaliação e registro, que nesses países costuma levar cerca de dois anos, no Brasil dura de 8 a 10 anos, por causa da morosidade do Ministério da Agricultura, da Anvisa e do Ibama. (Fonte)

Sobre isso, o professor Edivaldo Velini, diretor da Faculdade de Agronomia da Unesp de Botucatu, comparou o EIQ dos pesticidas utilizados hoje no Brasil com o desses que estão à espera da liberação pelos burocratas. Segundo ele: "Os produtos que atualmente estão na fila aguardando liberação são, em média, cerca de 30% mais favoráveis ao meio ambiente e a saúde do que os que estão em uso".

Veja só que situação. Existem no mundo defensivos agrícolas com mais biossegurança que os usados hoje no Brasil, mas a lentidão e a burocracia do governo impedem a entrada desses produtos.

Pior ainda: pessoas que acreditam defender a natureza, como Bela Gil, Marcos Palmeira e o Greenpeace, trabalham para que esse absurdo continue, pois estão se opondo exatamente ao projeto de lei que reduz essa morosidade e acelera a liberação de defensivos mais amigáveis ao ambiente.

Na sanha de prestar lealdade aos seus apoiadores do Leblon e de se opor aos ruralistas, artistas acabam prejudicando o meio ambiente que acreditam proteger. A ânsia de querer criminalizar qualquer coisa que venha do setor rural — que, no caso, quer ter acesso mais rápido a pesticidas mais baratos e mais eficientes — garante apenas a perpetuação do uso de agrotóxicos bem menos eficientes.

Nelson Rodrigues certamente exagerava quando dizia que "o indivíduo ou é ator ou é inteligente". Mas, ao assistir aos vídeos de artistas sobre agrotóxicos, fica difícil discordar do dramaturgo.

 

P.S.: apenas como curiosidade, o Japão, que é o país com a maior expectativa de vida do mundo, usa oito vezes mais agroquímicos do que o Brasil. E, quando se compara a proporção de defensivos em relação à quantidade de terras cultivadas, o Brasil fica atrás de países como o próprio Japão, Alemanha, França, Itália e Reino Unido. (Fonte)



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autor

Leandro Narloch
é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados. Escreve para a Folha de S. Paulo.


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comentários (70)

  • William  03/07/2018 16:49
    Há duas lógicas que nunca falham:

    1) se artistas e todo o beautiful people são contra algo, então é porque esse algo é bom.

    2) se artistas e todo o beautiful people são contra um projeto de lei, tenha a certeza de que eles nem sequer se deram ao trabalho de ler a íntegra do projeto, e apenas estão seguindo ordens e repetindo frases de efeito para parecer cool.

    O melhor exemplo disso foi o Código Florestal. Toda a gente chique era contra, mas você não encontrava uma única alma que realmente o tivesse lido.
  • 4lex5andro  06/07/2018 13:18
    O ponto (1) é bem isso; geralmente rotulam o impeachment como golpe, aí não se tem dúvidas a que interesses servem de verdade.
  • Millennial  06/07/2018 16:10
    Isso porque o Código Florestal Brasileiro é extremamente intervencionista e regulatório. Imagine se fosse tivessem copiado o Código Florestal do Canadá (que por sua vez foi praticamente copiado dos EUA).
  • Felipe  03/07/2018 16:55
    Juro que não entendo como pode existir gente que leva a sério a opinião de artistas. Por que essa gente é tão influente? Se dependesse deles, o modelo econômico adotado seria o cubano (o que não deixa de ser irônico, dado que os irmãos Castro sempre foram grandes censores da arte, permitindo a produção apenas de obras favoráveis ao regime).
  • Guilherme  03/07/2018 17:01
    Eu me lembro que o Robert Redford, em 1988, foi a Cuba pedir "autorização" para Fidel para fazer um filme que viria a se chamar Havana, lançado em 1990. Pelo visto, para alguns atores, pedir as bênçãos para um ditador deve ser o ápice da "liberdade artística".
  • anônimo  03/07/2018 17:07
    Não foi o Paulo Francis quem disse que "ator, se cair de quatro em dia de chuva, só levanta com guindaste"?
  • Richard Gladstone de Jouvenel  01/08/2018 18:18
    Não por acaso, "Havana" é uma porcaria de filme e foi um fracasso de bilheteria.

    Castigo merecido para (apesar de grande ator) o maior esquerdista de Hollywood.
  • Joaquim Saad  03/07/2018 22:14
    Ora, eu levo !

    obs: o motivo são as lógicas explicadas acima pelo William. ;-)
  • Artista estatizado  07/07/2018 22:53
    Você mesmo deu a resposta. Eles ficam com a calcinha molhada sonhando em ganhar muito dinheiro para fazer o que já querem fazer de qualquer forma: defender o governo de esquerda.
  • Sapo da Vez  20/07/2018 02:09
    "o indivíduo ou é ator ou é inteligente"
    ahuahuhauhau
    boaaa
  • marcos fachetti  31/07/2018 18:03
    Eu não acho que tem gente que leva a sério não (aliás, tem, mas é uma minoria), mas eles tentam vender essa ideia de que sim, eles tem relevância...mas, tem não...ninguém liga pra opinião desse pessoal, nem o povão você dizendo coisa como "ai mas fulana da novela falou, então deve ser" - é bem pelo contrário - "vê se vou dar ouvidos a essa mulher, ela era ruim que só na outra novela"...
  • Guilherme  03/07/2018 17:15
    Sim, devemos e vamos cada vez mais utilizar menos defensivos e com maior segurança, mas não vamos conseguir melhorar nada com pessoas que não sabem de nada do assunto se intrometendo em nosso trabalho, PS: SE OS AGROTÓXICOS NAO EXISTISSEM, BABACAS COMO ESSES QUE SAO CONTRA, TAMBÉM NAO EXISTIRIAM, PELO SIMPLES FATO DE NAO EXIATIR ALIMENTOS SUFICIENTES.
  • Edson  03/07/2018 17:31
    Bom ponto. Só há alimentos fartos e baratos hoje no mundo porque houve uma revolução nos pesticidas para permitir essa abundância. Se tivéssemos apenas alimentos orgânicos, milhões de pobres já teriam morrido de fome, pois a comida seria muito mais cara.
  • Pedro  26/07/2018 05:16
    "(A)"
    Genios!!
    Na década de 1950 lembro muito bem da "Revolução Verde" plano fabuloso para acabar com a fome no mundo, patrocinado pela mesmas empresas que hoje fabricam os "defensivos agrícolas". O produto milagroso era o "DDT" há estatísticas, notícias, pesquisas que informam o resultado.
    Não sejamos inocentes, prefiro algo provado por "experts" que informem o que é saudável, do que correr o risco de que qualquer interesseiro e/ou defensor de ideologias me digam o que devo comer ou pensar. Há milhares de exemplos, podemos começar pela India-Bopal, depois: México, aí Equador e depois etc,etc, etc.................taí o Google, aí tiremos nossas conclusões.
  • +55  16/08/2018 17:53
    Então você acha que o DDT não teve nenhuma contribuição para acabar com a fome no mundo? Preferia que populações inteiras tanto de países ricos como pobres morressem de fome do que consumirem produtos químicos que diminuiriam a expectativa de vida em 10 anos?

    Sem o DDT não existiriam os pesticidas modernos cada vez melhores. Sem o DDT as nossas condições de alimentação seriam praticamente as mesmas de 1 século anos atrás, você gostaria mesmo de ter removido o DDT da história?
  • Jairdeladomelhorqptras  08/09/2018 03:26
    O DDT ainda foi importantíssimo no mundo todo para combater a malária. salvou muitas vidas.Era usado contra os mosquitos transmissores também!
    Abraços
  • Vinicius Costa  03/07/2018 17:16
    "o indivíduo ou é ator ou é inteligente"

    Rapaz, mas que frase sensacional! Essa eu ainda não conhecia. Não é à toa que o velho Nelson está entre o que de melhor já surgiu no país.
  • De Leon  03/07/2018 19:14
    Bom texto, porém parem de chamar de "agrotóxicos"! O correto é pesticida ou então defensivo agrícola!
  • Celso Schuch Santos  04/07/2018 21:05
    Agrotóxico é aquela ervinha que ué os artistas fumam...
  • Felipe Lange S. B. S.  03/07/2018 19:15
    No meu curso de Biologia há professores que falam que no Brasil se usa agrotóxicos que no resto do mundo não usam mais, que aqui a regulação é mais fraca e afins (de onde tiram isso?).

    Mas é claro, no resto do mundo usam agrotóxicos melhores (ou melhor, defensivos agrícolas) e aqui quando há uma oportunidade de usar agrotóxicos melhores do que os atuais vem essa turma encher o saco.
  • Vitor  04/07/2018 12:42
    "falam que no Brasil se usa agrotóxicos que no resto do mundo não usam mais"

    Correto, exatamente por causa das regulamentações que impedem a importação de defensivos novos e mais modernos. Essas regulações foram impostas pelo governo para proteger a reserva de mercado das fabricantes nacionais, mais ineficientes.

    "que aqui a regulação é mais fraca e afins (de onde tiram isso?)."

    Totalmente o contrário. É exatamente porque as regulações aqui são extremamente fortes, que os agrotóxicos são ruins, pois as regulações impedem a importação de agrotóxicos melhores e mais baratos do estrangeiro, pois o objetivo é proteger a indústria nacional.

    Essa gente, como sempre, tem dificuldade de entender a relação mais básica entre causa e consequência.
  • Paulo Bat  06/07/2018 00:41
    Eu gostaria de entender porque muitos comentaristas aqui no Mises, quando querem refutar algo, escrevem: "meu professor de história, biologia, sociologia, etc." disse isto, diste aquilo.

    Me dá impressão de serem adolescentes que não conseguem fazer uma análise baseada em fatos científicos ou que possam ser verificáveis sem este chavão que parece aquele usado por perguntadores do programa Altas Horas para a sexóloga Laura Muller: "Um amigo pediu para eu perguntar o seguinte."

    Inclusive, atualmente virou até piada no programa. Todos repetem só porque sabem que todo mundo sabe que o próprio é que quer fazer a pergunta. Só continuam fazendo para zoar.

    Será que vocês realmente acreditam que alguém acredita nesta história de "meu professor de ... disse isto, aquilo"?

    Vocês não se dão conta que este tipo de comentário atrapalha discussões sérias que são levadas a cabo aqui no Mises pois demonstra imaturidade.
  • Paulo Bat  06/07/2018 01:20
    Meu caro conterrâneo Leandro Narloch

    No meu ponto de vista, o Brasil é o pais mais bipolar que existe.
    Tudo aqui é 8 ou 80.
    Não existem análises imparciais, livres de interesses. O que até um certo ponto é normal, visto seja no Brasil ou na Suíça, todos querem que seu ponto de vista seja o vencedor. Darwinismo puro.

    Mas aqui, ou se defende 100% um lado ou 100% o outro. E a discussão aberta é impossível.

    Assim, nesta bipolaridade, não há espaço para discussões construtivas para um meio termo que possa ser palatável para todos os lados. Tipo, todos abrem mão de um pouco, mas se chega a um denominador comum. Aqui no Brasil é impossível.

    E aqui no Mises as discussões são exatamente assim. E 100% inverso de um site dito "progressista".

    Ou seja, todos sem exceção, nos extremos do espectro, parecem ser seguidores do profeta persa Mani, criador do Maniqueísmo, e que para o qual só existiam dois estados limites: o bem ou o mal. Só que para cada lado, o mal é o outro.

    Acho que está na hora dos polarizadores começarem a ler um pouco de Agostinho de Hipona (Santo Agostinho), e fazer o mesmo que ele fez, abandonar o Maniqueísmo e ver que o mundo não é só preto ou branco, 1 ou 0, nós ou eles.
  • Andre  06/07/2018 14:20
    Paulo Bat, imenso prazer em tê-lo de volta aos cometários do IMB, quanto tempo, por favor, compartilhe mais uma vez aqui conosco suas experiências profissionais e de como contribuiu para o progresso do Brasil.
  • Polarizador  06/07/2018 15:38
    "Tudo aqui é 8 ou 80. "
    "Tipo, todos abrem mão de um pouco, mas se chega a um denominador comum. Aqui no Brasil é impossível. "
    "Mas aqui, ou se defende 100% um lado ou 100% o outro."

    Conversinha fiada de relativista moral que está se preparando para defender ideias de assalto ao bolso alheio ou coisa pior.

    Imposto não deixa de ser roubo se a alíquota passar de 100% para 50%.
    Por acaso você defende que um estuprador tenha uma discussão construtiva com a sua vítima para se chegar a um denominador comum que seja palatável para ambos os lados?

    Você faria bem em parar de fingir que a sua análise é moralmente superior, imparcial e livre de interesses só porque ela está posicionada no "meio".

    "Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito."

    Apocalipse 3:15-16
  • PauloBat  07/07/2018 15:51
    Rsrsrs. Sua resposta raivosa e nonsense só reforça a tese de bipolaridade.

    Não é porque defensivos agrícolas aumentam a produtividade, e aumentam, que devamos aceitar a palavra da indústria química como verdade absoluta.

    Por outro lado, não é porque defensivos agrícolas possam ter efeitos colaterais (e tem) que devamos demonizá-los.

    Agora. Realmente, levar anos para se aprovar uma fórmula, que já tenha sido aprovada nEuropa, EUA e Japão é típico dos políticos brasileiros. Criar dificuldades para vender facilidades.
  • José Francisco Gomes  08/07/2018 12:44
    Sua resposta ao comentário do PB foi muito pertinente. Independente do que seja a posição política dele, não existe essa de discutir para chegar a um ponto comum. Se conseguir chegar, ótimo. Mas a finalidade da discussão é colocar pontos de vista que ajudem a de fato aclarar a natureza do problema discutido e colocar as propostas para solução, se for o caso.
  • Cadu  01/09/2018 12:48
    Subscrevendo o texto
  • Renata  03/07/2018 22:36
    O problema é que, querer agilizar o processo de registro retirando as avaliações de saúde humana e ambientais, vai acabar criando outros problemas. Várias outras mudanças na legislação seriam bem mais eficazes do que o que estão propondo.
  • Agrônomo  03/07/2018 22:46
    Opinião anotada. Agora, eis o meu desafio para você: explique com suas próprias palavras o que está sendo proposto, o está sendo feito de errado, por que está errado, e como seria o jeito certo de fazer.

    Substancie suas argumentações apontando exatamente os trechos do projeto de lei dos quais você discorda e mostre como deveria ser para tudo ficar melhor e, ao mesmo tempo, mais factível.
  • William  04/07/2018 03:07
    Xii, pode esperar deitado. Essa aí não volta aqui nunca mais. Como eu já disse lá em cima, é mais fácil o Lula ser a alma mais pura do Brasil do que algum progressista (muito menos artista) realmente ter lido o projeto de lei antes de criticá-lo. Querer que um progressista utilize as próprias palavras para explicar algo que leu e não gostou é uma violência.
  • vanderlei ferreira  04/07/2018 12:27
    excelente argumento. roubartilhar? rsssss.
  • Agrônomo  04/07/2018 12:46
    Eu adotei essa tática há uns 8 anos. Desde então, ninguém -- ninguém! -- consegue retrucar.

    Fiz isso com o Código Florestal, com o projeto da terceirização e agora com esse projeto dos defensivos agrícolas. Sempre que um banana posando de bacana vinha dizer que era contra, eu retrucava com a argumentação acima.

    Sem nenhuma surpresa, ninguém respondia, pois ninguém tinha lido projeto nenhum. O sujeito simplesmente ia na onda do alarido das redes sociais.
  • Hamilton  05/07/2018 03:58
    Você sabe me dizer quais são os níveis aceitáveis de absorção de agrotóxicos pelo corpo humano pela ingestão do alimento, quanto do que foi absorvido é eliminado, e em quanto tempo.
  • Thomas  08/07/2018 04:07
    Sim, Hamilton. Qualquer pesticida registrado tem os níveis de concentração aceitáveis exaustivamente estudados, conhecidos e publicados. Eles são definidos tanto para intoxicação aguda quanto crônica em termos de dose letal oral e dermal. À partir desses níveis de DL50 são calculados o LMR (limite máximo de resíduo) e a IDA (ingestão diária aceitável) nos cultivos comestíveis. Não bastassem esses estudos, ainda é adotado um índice 100 de segurança: os níveis de segurança são multiplicados por 10 em função da variabilidade da população e mais uma por 10 pelo fato dos estudos serem realizados em cobaias, supostamente mais resistente que os humanos. Ou seja, se o LMR registrado é de 0,2 ppm, na realidade o valor originalmente encontrado nos testes foi de 20 ppm (cem vezes maior). Segue abaixo dois links que tratam desse assunto pelo pesquisador da Embrapa Dr Décio Gazzoni.

    agriculturasustentavel.org.br/seguranca-dos-alimentos-1
    saberhortifruti.com.br/estudos-e-artigos/agrotoxicos-perigos-riscos-e-percepcoes/
  • Andrea   29/08/2018 14:26
    Agrônomo, estou lendo Mises li as 6 lições agora Ação Humana, sempre entro na página para ler, isso que vc disse eu até então não entendia o pq de usarem maid agrotóxicos, as vezes não é que a maioria vai com com mídia, o problema é que fomos educados a aceitar tudo que imposto, mais da metade das pessoas não pesquisamos não lêem, agora lendo seu comentário começo a entender, uma pena de quem realmente entende não Faz nenhuma publicação para o povo entender, somos leigos infelizmente, obrigada pela explicação.
  • Skeptic  04/07/2018 06:14
    O mais ridículo de tudo é o tal da "produção orgânica". Que ao contrário do que se pensa usa agrotóxicos, orgânicos, que são menos eficientes e precisam de mais quantidade.
    Artista só serve pra defender bobagens, são anti-GMO, anti-Vaxxer, socialistas do arco-íris, politicamente corretos...
  • 4lex5andro  06/07/2018 13:35
    Esse negócio de agricultura orgânica deu maior problema recentemente com intoxicação alimentar nos Estados Unidos.
  • Skepic  15/07/2018 22:35
    Bem a cara desse pessoal idiota isso, outro exemplo desse tipo de imbecilidade é a possível volta da poliomielite no Brasil, uma doença que está erradicada há quase 30 anos.
  • Rodolfo Andrello  04/07/2018 13:41
    E novamente o problema se encontra nas barreiras de importação. Se fosse possível importar sem burocracias ou impostos protecionistas, poderíamos consumir produtos estrangeiros, e quem afirma categoricamente que os defensivos brasileiros são piores que os utilizados lá fora deveria ser o mais entusiasta de que nós pudéssemos consumir estes produtos agrícolas supostamente menos nocivos. O veneno utilizado no milho brasileiro é tão ruim assim? vamos comprar esse gênero alimentício com atenção a estes "padrões de qualidade".
  • Tarantino  06/07/2018 01:50
    Esses artistas...ficam demonizando os pesticidas ao mesmo tempo em que se entopem de maconha.
  • Millennial  06/07/2018 13:43
    Isso só "explodiu" agora, porque devem estar para serem aprovados.

    Eu lembro perfeitamente que em 2012 já existiam pesticidas melhores dos que existiam no mercado brasileiro. E até 2015, última vez que tinha lido algo sobre o mesmo assunto, ainda não haviam sido aprovados sei lá por quem para entrar no mercado brasileiro.
  • Dalton Catunda Rocha  06/07/2018 18:37
    Resumindo tudo: Luta de classes morta; lutas de bichos, plantas, raças e sexos postas...
  • José Francisco Gomes  08/07/2018 12:25
    Não chego nem aos p´3es em nível de conhecimento dos comenatruistas acima. Bem, o artigo é ÓTIMO, os comentários são muito bons. Quero apenas falae um pouco da minha experiência de vida. Nas décadas 1950 e ´1960, a comida da população trabalhadora no Brasil, especialmente nas áreas urbanasm, era cara, pouca e de má qualidade. No geral. especialmente os ítens mais básicos, a exemplo de carne, feijão, arroz e alguns ítens agrícola, tais como a batata doce. Esta última era invariavelmente cheia de brocas. As carne disponíveis para a população trabalhadora eram geralmente o charque, o bacalhau salgado, a sardinha salgada, o bagre salgado. Pelo menos aqui no Nordeste ruim. Pobre só comia galinha se criasse, se tivesse um quintal, pequeno ou grande. Mesmo assim, a máxima rezava? "Pobre quando come galinha, um dos dois est´pa doente". Exageros à parte, era comum sacrificar a galinha ao primeiro sinal de doença. Ea galinha era a comida tada para a mulher que acabara de parir, por uma semana, pelomenos. Os que não tinham quintal, tinham que comprar na feira e era um ítem caro. Ora, a mesma revolução dos defensivos agrícolas que permitiu a multiplicação da produção do milho no Vale do Nilo, no Egito, salvando milhões de morrerem de fome, literalmente, pela escassez do cereal, chegou ao Nordeste, acompanhada de outra revolução: a revolução das granjas produtoras de galinhas. Pobre passou a ter galinha a preços acessíveis e em quantidade, E não era nada, perto do que se observa hoje, com a multiplicação da produção de milho e soja, ítens básicos para a produção de galinhas, porcos e outros animais comestíveis. Como uma cidade do tamanho de São Paulo iria encontrar alimento suficiente com a tal de agricultura orgânica? Nem na China! Então a primeiro comentário está apropriadíssimo. Mas vários outros, especialmente aqueles que denunciam a falácia dos que defendem a agricultura orgânica como solução para a produção de alimentos no Brasil de hoje, com mais de duzentos milhões de habitantes. Feira de gricultura orgânica, fica bem para comunistas velhos doidos (conheço alguns), pois os comunistas jovens, de I-PHONE, vão mesmo para os grandes supermercados.
  • Fernando  08/07/2018 13:12
    Bem provável q a demora no registro destes produtos, não seja em função só da legislação, mas da necessidade de "agradar" os responsáveis pela liberação deles.
  • Outro Fernando  08/07/2018 16:46
    Isso é óbvio. O bom e velho corporativismo de sempre: se quer rir, tem que fazer rir.
  • Adelino Roberto Bernardes Semboloni   27/07/2018 08:29
    Impossível alimentar sete bilhões de almas no planeta sem o uso dos defensivos!
    Temos, sim, de agir com responsabilidade, ter conhecimento, e não agir como esses "intelectuais ", que acham que alimentos são produzidos nas gôndolas dos supermercados!
    Sugiro a eles que saiam de sua zona de conforto e passem pelo menos uma semana junto a um Produtor Rural, vivendo sua rotina, para depois se ajoelhar aos pés dele, pedir desculpas e parar de falar mer...! Mesmo para os produtores de orgânicos, o trabalho é ainda mais árduo!!!!
  • Eni de Menezes da Silva  30/07/2018 20:56
    Não quero saber se são inteligentes ou não. O que não quero é comer veneno. Sempre que possível vou escolher os orgânicos! Deveria ter prá todo mundo.
  • Marcelo  30/07/2018 21:13
    "O que não quero é comer veneno."

    Eu também não. Por isso sou a favor de se liberar a importação dos defensivos estrangeiros comprovadamente bons. Atualmente, o governo não deixa.

    "Sempre que possível vou escolher os orgânicos!"

    Quem bom. Fique à vontade. No meu mundo, você deve ser livre para isso.

    "Deveria ter prá todo mundo."

    Não entendi. Você está dizendo que deveria ter alimentos orgânicos para todo mundo? Tipo assim, você quer escravizar os produtores e obrigá-los a produzir gratuitamente para todo mundo? Ou você apenas desejaria que a oferta fosse maior?

    Se for o segundo caso, como acredito que seja, por que você não entra neste mercado? Já que é tão simples assim "ter para todo mundo", então você não terá dificuldade nenhuma em produzir a rodo e assim alimentar mais pessoas.

    Mãos à obra.
  • david duarte  31/07/2018 20:39
    thomas que paulada vc deu amigo !!!
  • João  04/08/2018 23:52
    Acho que as pessoas querem consumir alimentos saudáveis, sem qualquer elemento químico que afete sua saúde. Pelo menos é o que parece exigir a maioria das pessoas que conheço. Logo, tento deduzir que seja a intenção da maioria. Até porque o que mais vejo são as pessoas dizendo querer consumir verduras, frutas, sem produtos que afetem sua saúde. Vejo muitas pessoas, até mesmo minha mãe, sempre dizendo para limpar as frutas, porque contém veneno (ela quer dizer os defensivos contra as pragas inseridos nela, só pode, rsrsrsrsr!). Talvez um tanto exagerado.

    Acredito que se houvesse uma forma de criar um defensivo agrícola que não usasse nenhum elemento químico prejudicial a saúde pública, a própria sociedade ia querer que esse fosse utilizado. Penso que as empresas citadas no artigo devem ter pesquisas nesse sentido. Mas, suponho existirem empresas que não estão se importando com nada. Por isso é sempre bom questionar tudo! Contudo, a população é quem decide o que vai alimentar. Ela não vai querer consumir um produto desenvolvido e comercializado por essa empresa que vai prejudicar sua saúde. Um tanto óvil. Mas, nós consumimos tantas coisas prejudiciais a nossa saúde e não estamos nem aí: coca-cola, excesso em cerveja, cigarro etc. Mas, esse já outra questão.

    Sou favor da liberdade, mas desde que tenha limites. Acho que a população pode criar esses limites sem a mínima intervenção governamental. Não sei bem como, mas deve ter artigos aqui na Mises tratando do assunto: da intervenção zero ou mínima do Estado em nossas vidas. As próprias empresas sabem da consciência que a população tem sobre o que consome e acredito desenvolver insumos que são acessíveis e consumidos pela população de forma correta, sem prejuízos ou ainda que mínimos a nossos rios, solos etc. Contudo, ainda tem muita coisa que é prejudicial no mundo - desgaste errado do esgoto nos rios sem tratamento, desgaste do nosso lixo químico e orgânico em locais como aterros, mas já vem sendo criados medidas que podem substituí-los. Dos aterros podemos produzir energia, os nossos esgotos poderiam ser tratados por empresas privadas e a população as financiariam. Em relação as embalagens, por exemplo, já existem ideias de criação das mesmas sem utilização de matéria prima derivada do petróleo, por meio da nanotecnologia e outras formas de produção, como, por exemplo, pela celulose. Temos as supermadeiras e a nanotecnologia que vão poder ser utilizadas na produção de automóveis, casas etc. Mesmo que ainda estejam muitas dessas ideias apenas em desenvolvimento.

    Tem uma empresa em São Paulo, se não me engano, que cria produtos orgânicos contra pragas utilizando menos produtos químicos em sua composição. Contudo, vi que tem "possíveis expert" acima dizendo que os mesmos já deram problemas. Não sei se a intenção deles foi imparcial. Pessoas que não se importam com nada e tentam manipular a mente da população tem aos montes ainda nesse mundo, porque talvez trabalham em entidades que produzem produtos da forma atual e não querem modificar toda a estrutura para uma produção orgânica. Talvez seja esse o motivo. Não, que seja a maioria.

    Acredito que até mesmo o produtor vai querer utilizar um produto não prejudicial a saúde, já que ele também está inserido dentro da sociedade. Ele também não quer consumir algo que prejudique sua saúde. O que pode ocorrer nesse sistema de proteção do governo é tentar proteger empresas que desenvolvem produtos ruins, como acredito ocorrer nos Estados pelo mundo, protegendo entidades e produtos ruins em vez de entidades boas e produtos bons, como tenta passar o artigo em certa parte, na minha interpretação.

    "E então, por exigência do ambientalismo (mais forte na Europa e nos Estados Unidos que no Brasil) e dos próprios consumidores, os defensivos passaram a funcionar cada vez mais como snipers — precisos e com pouco impacto além do alvo. Nenhuma Basf ou Bayer será louca de gastar milhões na pesquisa e desenvolvimento de um produto que será proibido por causar danos graves à saúde ou ao meio ambiente. E que poderá resultar em processos bilionários contra as empresas. Ou que irá matar milhões de pessoas. (Dica: é impossível ter lucros se você mata todos os seus consumidores)."

    Parece-me plausível a ideia de uma nação sem a figura de um Estado interventor na vida da população. Mas, ainda tenho que pesquisar a respeito. Vou voltar a pesquisar sobre o assunto aqui na mises. Vejo que existem muitos grupos influentes dentro do Estado brasileiro, como em muitos Estados por esse mundão afora (igrejas, sindicatos, grupos econômicos que querem proteção do Estado) tentando manter-se atuantes e criando suas regras particulares, tentando impô-las a sociedade de forma coercitiva. Não é só esse tema complexo que rodeia as casas legislativas desse país grandão. Temas como aborto, homossexualismo etc são abordados por diversos grupos influentes no país e também já li artigos aqui a respeito.

    Espero e desejo que as pessoas seja cada vez mais consciente, menos dependentes do Estado e de ideias que apenas prejudica nosso desenvolvimento humano, tanto do ponto de vista social e tecnológico sejam exauridas. Porém, vejo muitas pessoas de má índole inseridas dentro da população tentando disseminar ideias ruins, preconceituosas, racistas, desumanas. Mas, é só uma forma pessoal de se avaliar as coisas que ocorrem no mundo.

    Torço por um mundo mais tolerante, em que as pessoas religiosas e sem religião vivem em paz, que as ideias "misesianas" sejam levadas aos quatro cantos desse mundo, que as moedas digitais, que a IA (dentro dos seus limites, acho!), que a Robótica, que a nanotecnologia, que o avanço da exploração espacial, que as tecnologias futuras e atuais venham contribuir para um mundo melhor, que os alimentos artificiais sejam aceitos e comercializados, que a nossa liberdade seja algo real, sem a mínima intervenção de entidades ou grupos estatais que apenas nos prejudique. O ser humano é um ser incrível, cria tantas coisas interessantes, sinto que ele pode conviver em harmonia.
  • 5 minutos de ira!!!  31/07/2018 19:45
    Quero defender dois artistas que já foram mais ídolos meus do que são hoje, mas que ainda respeito: Raul Seixas e Renato Russo...

    Os dois, em determinado momento, foram entrevistados e questionados sobre sua posição político ideológica. Décadas diferentes e momentos históricos diferentes, mas uma única resposta: Sou Capitalista!!!!!!!!

    Defenderam a liberdade!!!!!!!!!! Procurem as respectivas entrevistas pela internet pq não vou ter tempo pra buscar links!!!!!!!!!! ATT.
  • Vinicius  31/07/2018 22:43
    Para você ver que desde os anos 80 a liberdade no Brasil só recuou. Que artista influente brasileiro nos dias tem essa mesma coragem?
  • Marcos T  02/08/2018 00:39
    Boa noite a todos, não sou nenhum expert no assunto mas gostaria de fazer algumas perguntas e desde já agradeço os comentários e parabenizo os autores desse espaço.

    Partindo da ideia que os nossos defensivos são nocivos e menos eficientes, como podemos ser um país grande exportador de alimentos para vários lugares do mundo, inclusive para países da Europa?

    Como esses países aceitam o nosso alimento sabendo que os nossos defensivos são de menor qualidade?
  • 5 minutos de ira!!!  09/08/2018 16:41
    Eu diria que o Brasil consegue ser lider em exportação agrícola APESAR do uso dos agrotóxicos que estão no mercado, e não POR CAUSA deles...
  • Marcos T  28/08/2018 11:37
    Obrigado por responder 5min,

    Acho que países da Europa que proíbem o uso de certos defensivos (menos eficientes e prejudiciais) não aceitariam a entrada desses.... não seria muito contraditório? "Proíbo mas consumo?"

    Mas uns questionamentos e obrigado: Será que os alimentos distribuídos para nós são os mesmos exportados? Usam alguns tipos de defensivos para o mercado interno e outros para o externo? Como a legislação atua nessa certificação?

    Muito obrigado a todos
  • Jorge Brown  09/08/2018 03:18
    Esqueceram do Leonardo di Caprio que vai de jatinho particular defender os "Verdes"....kkkk
  • Marcelo Ferreira  13/08/2018 14:48
    Eu estava tendo uma discussão sobre esse tema, e inclusive citei a frase do final do seguinte parágrafo:

    "Nenhuma Basf ou Bayer será louca de gastar milhões na pesquisa e desenvolvimento de um produto que será proibido por causar danos graves à saúde ou ao meio ambiente. E que poderá resultar em processos bilionários contra as empresas. Ou que irá matar milhões de pessoas. (Dica: é impossível ter lucros se você mata todos os seus consumidores)."

    E então um amigo meu levantou a seguinte questão: "mas e as empresas que vendem cigarros? Elas literalmente estão vendendo veneno aos seus consumidores."
    Confesso que fiquei sem uma resposta na hora, e acabei não sabendo o que falar a respeito, mas após isso parei para pensar na questão e não cheguei a uma resposta.
    Então pensei em recorrer ao IMB para que alguém me pudesse esclarecer essa questão, e pudesse me dar conselhos sobre uma possível resposta para isso.

    Agradeço aos que dispuserem certo tempo para isso.
  • Victor  13/08/2018 15:04
    Essa é fácil.

    1) Em primeiro lugar, cigarro é um produto viciante, o que garante mercado cativo (ao contrário de agrotóxicos, que não vicia).

    2) Em segundo lugar, cigarro mata muito lentamente (ao contrário de comida envenenada). É natural manter uma clientela cativa por mais de 50 anos.

    3) Em terceiro lugar, a clientela cativa que usa cigarro já sabe de seus males, mas é infensa a propagandas contra o produto. O mesmo não ocorre com quem eventualmente coma comida contaminada. Tão logo a propaganda se espalha, o consumo desta substância desaba (pois ela, além de tudo, não é viciante).

    4) Em quarto lugar, há estudos e estatísticas (não vou entrar no mérito; estou apenas repassando a informação) que dizem que o cigarro, dependendo do organismo, pode aumentar a expectativa de vida de um indivíduo. O Japão é o país que mais fuma per capita e é o país que tem a maior expectativa de vida. Sempre que a imprensa noticia que "o homem (a mulher) mais velho(a) do mundo morreu", ela também quase sempre noticia que tal pessoa fumava a vida inteira. E é comprovado que a nicotina ajuda a prevenir o Alzheimer e ajuda nas sinapses.
  • Marcos T  28/08/2018 11:51
    O seu amigo nos deixou pensativos... não acredito ter uma resposta fácil, tendo em vista que assim como o cigarro, os efeitos da ingestão de agrotóxicos poderão aparecer décadas mais tarde.
    Como comprovar que um possível câncer decorreu do consumo de defensivos? Quem será processado por isso?

    Obrigafo
  • Luciano  13/08/2018 16:49
    Argumentos para ambos o lados:

    Monsanto é condenada (mas vai recorrer) por câncer (supostamente) causado pelo glifosato.

    br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN1KW0CE-OBRTP

  • Marcelo  13/08/2018 17:41
    A Monsanto é uma empresa umbilicalmente ligada ao governo. Cresceu e prosperou graças a Deus contatos com políticos e burocratas, e não graças ao livre mercado. Trata-se de uma grande corporação que recebe fartos subsídios do governo americano.

    mises.org/daily/6580/Monsantos-Friends-in-High-Places
  • gilson   14/08/2018 17:23
    Primeiro nós não somos um país sério, segundo acredito que estudos devem ser feitos sobre os prós e contras no uso de agrotóxicos, fitofármacos, defensivos..... e por aí vai . Trabalhar com resultados verdadeiros , não mascarados e muito menos por idéias do ACHISMO. Como foi dito já não podemos perder tempo em discussões políticas partidárias em assuntos de tecnologia em qualquer área. Sou agrônomo e infelizmente vivemos em um país que esqueceu a palavra estudo. não podemos também pensar o que é bom pra uns a bom pra nós. É por isso que temos várias áreas do conhecimento , CADA UM NA SUA.
  • Célio  29/08/2018 13:20
    Só fico com uma dúvida...
    Como é que estes "artistas" faziam para passar vergonha antes das redes sociais?
  • André de Almeida  31/08/2018 14:55
    Convite:

    No dia 1º de Janeiro de 2019, acontecerá a posse do presidente Lula em Brasil. Todos estão convidados.
  • 5 minutos de ira!!!  14/09/2018 11:42
    O Lula nasceu tanto com o c# virado pra Lua que ficou 8 anos surfando o dólar fraco e as commodities altas e,quando a coisa começou a degringolar, tinha uma Dilma pra levar a culpa.

    Ninguém consegue entender que ele teria levado o Brasil pro mesmo buraco que ela!!! É isso que tento falar sempre nas discussões com amigos e colegas e ninguém enxerga!!!

    Como se não bastasse, teremos um esquerdista quebrando nossa economia nos próximos anos e, adivinhem........ não será o Lula!!!!!!!

    Ele só não assumirá daqui a mais 8 anos como salvador da pátria se já tiver morrido!!!!
  • Doubt  10/09/2018 19:22
    "(Dica: é impossível ter lucros se você mata todos os seus consumidores)."
    É impossível ter lucros se você mata todos os seus consumidores rapidamente, se você apenas intoxica eles a longo prazo vende tranquilo.

    O problema é que os agrotóxicos irão para água e prejudicar o pescado e as famílias que consomem essa água.

    É simplesmente impossível viver sem os agrotóxicos, porém eles devem ser sempre aprimorados para causar danos apenas nas pragas e utilizados juntamente com outros métodos de controle destas pragas. Pesquisa é a chave.
  • Rodolpho Thiago Neumann  23/09/2018 22:15
    Vocês são muito fracos nos argumentos!
    É óbvio que é preciso ser rigoroso e CAUTELOSO e muito criterioso para a aprovação de uma agroquímico! Veja bem, se o consumidor está exigente não significant que ele passou a ser especialista dessa área, e essa ideia de que a Bayer não vai gastar bilhões para aprovação de um agrotóxico que mata??? Óbvio, mas quem disse que ele detém a sabedoria se determinada molécula é perigosa a saude ou meio ambiente? Ou vocês acham que na época do DDT já se sabia que era um produto que acumulava na cadeia alimentar?
    Por favor, vocês são niilistas!
  • Carlos  24/09/2018 14:45
    Em 1962, a famosa bióloga americana Rachel Carson publicou o livro Silent Spring, uma fábula sobre os supostos perigos dos pesticidas. O livro se transformou em um clássico do movimento ambientalista, não obstante se tratasse de uma obra de ficção.

    O livro exerceu uma influência poderosa sobre vários governos, o que levou à proibição mundial do uso do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano, o primeiro pesticida moderno) ainda no início da década de 1970.

    Em 1970, pouco antes da proibição do DDT, a Academia Nacional de Ciências dos EUA declarou que o DDT havia salvado mais de 500 milhões de vidas humanas ao longo das últimas três décadas ao erradicar os mosquitos transmissores da malária.

    Naquele ano, a Academia lançou um relatório no qual dizia: "Se tivéssemos de eleger alguns produtos químicos aos quais a humanidade deve muito, o DDT certamente seria um deles. ... Em pouco mais de duas décadas, o DDT evitou que 500 milhões de seres humanos morressem de malária, algo que sem o DDT seria inevitável".

    Antes da proibição do DDT, a malária estava prestes a ser extinta em alguns países.

    O DDT foi banido pelos governos no início da década de 1970 não obstante o fato de não ter sido apresentada nenhuma evidência científica comprovando que ele gerasse os efeitos que Carson e o movimento ambientalista alegavam que ele gerava.

    Em seu livro Eco-Freaks: Environmentalism is Hazardous to Your Health, John Berlau, pesquisador e diretor do Center for Investors and Entrepreneurs do Competitive Enterprise Institute, escreveu que "Nem um único estudo mostrando o elo entre exposição ao DDT e contaminação humana já foi replicado".

    Não apenas isso: em um estudo de longo prazo, alguns voluntários comeram 900g de DDT durante um ano e meio; até hoje, mais de vinte anos depois, nenhum deles apresentou nenhum efeito colateral em sua saúde.

    O Dr. Henry Miller, membro sênior da Hoover Institution, e Gregory Konko, membro sênior da Competitive Enterprise Institute, escreveram em seu artigo no revista Forbes, "Rachel Carson's Deadly Fantasies", que o banimento do DDT foi responsável pela perda de "dezenas de milhões de vidas humanas, majoritariamente crianças em países pobres e tropicais. Tudo isso em troca da possibilidade de uma pequena melhoria na fertilidade das aves de rapina. Esta continua sendo uma das mais monumentais tragédias humanas do século passado."

    Além das mortes de literalmente milhões de pessoas no Terceiro Mundo em decorrência da malária, o banimento do DDT também gerou inúmeras colheitas desastrosas, uma vez que insetos vorazes que eram combatidos pelo DDT puderam se proliferar novamente — e praticamente não há substitutos para o DDT a preços acessíveis nos países pobres.

    Mesmo se as estimativas da Academia Nacional de Ciências em relação às vidas salvas pelo DDT estivessem exageradas por um fator de dois, Rachel Carson e sua cruzada contra o pesticida ainda seriam responsáveis por mais mortes humanas do que a maioria dos piores tiranos da história do mundo.

    Não obstante todas as evidências de que o DDT, quando utilizado corretamente, não apresenta nenhuma ameaça para o ambiente, para os animais e para os seres humanos, os ambientalistas extremistas continuam defendendo sua proibição. Só na África, milhões continuam morrendo de malária e de outras doenças. Após a Segunda Guerra Mundial, o DDT salvou milhões de vidas na Índia, no Sudeste Asiático e na América do Sul. Em alguns casos, as mortes por malária caíram para quase zero. Após o banimento do DDT, as mortes por malária e por outras doenças voltaram a disparar. Por que então o banimento não é revogado?

    Porque este é justamente o objetivo destes extremistas: controle populacional. Alexander King, co-fundador do Clube de Roma, disse: "Na Guiana, em menos de dois anos, o DDT já havia praticamente aniquilado a malária; porém, isso levou a uma duplicação das taxas de fecundidade. Portanto, meu maior problema com o DDT, olhando em retrospecto, é que ele ajudou a intensificar o problema da explosão demográfica".

    Jeff Hoffman, representante ambientalista, escreveu no site grist.org que "A Malária era, na realidade, uma medida natural de controle populacional, e o DDT gerou uma volumosa explosão populacional em alguns locais onde ele havia erradicado a malária. Basicamente, por que seres humanos devem ter prioridade sobre as outras formas de vida? . . . Não vejo ninguém respeitando os mosquitos aqui nesta seção de comentários."

    O livro de John Berlau cita vários outros exemplos de desprezo dos ambientalistas pela vida humana e de como eles transformaram os políticos em seus idiotas úteis.

    A organização mundial da Saúde estima que a malária infecta pelo menos 200 milhões de pessoas, das quais mais de meio milhão morrem anualmente. A maior parte das vítimas da malária são crianças africanas. Pessoas que defendem a proibição do DDT são cúmplices nas mortes de dezenas de milhões de africanos e de asiáticos. O filantropo Bill Gates arrecada dinheiro para milhões de redes contra mosquitos; porém, para manter suas credenciais acadêmicas intactas, a última coisa que ele advogaria seria o uso do DDT. Notavelmente, todos os políticos — principalmente os negros, que deveriam se sensibilizar com seus irmãos africanos — compartilham esta visão.
  • Alcides  31/10/2018 22:26
    Acho pior ainda a proibição de venda de produtos orgânicos nos supermercados. Verdadeiro absurdo.


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