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15/09/2009 00:00  por  Núbia Tavares \  economia

Está nas manchetes de todos os jornais hoje: o governo vai tentar passar de novo o projeto de cobrança do Imposto de Renda sobre a poupança. Reformulada, a proposta tem grandes chances de passar no Congresso, segundo os analistas políticos, por limitar a cobrança a contas com valor acima de R$ 50 mil e que sejam abertas só no próximo ano. O objetivo é barrar a migração de recursos dos fundos de renda fixa que, em sua maioria, investem em títulos do governo (ou seja, financiam a dívida pública), para a poupança, já que com a queda da Selic, os fundos de investimentos têm se voltado cada vez mais para a poupança.

Além das obviedades, é claro que o governo não quer perder quem financia seus gastos sem fins (que não param de crescer nos últimos 16 anos, mostrando que tanto petistas quanto tucanos são exatamente iguais quando se trata de aumentar a quantidade de gastos públicos e, por conseguinte, o tamanho do estado brasileiro). Por isso, a seguir-se o raciocínio dos cavalheiros, parece ser perfeitamente razoável que alguém que tenha R$ 50.001 na poupança pague IR sobre esse investimento e uma que tenha R$ 49.999 seja isento.

Isso que estou explicando aqui você pode ler em qualquer veículo de comunicação. O que você não vê - e é o que assusta - é todo mundo comprar essa necessidade de se taxar as poupanças como se fosse a coisa mais normal do mundo o governo obrigar as pessoas a emprestarem dinheiro para ele. Sim, porque, na prática, é isso que essa medida causará. Apesar de ser um número ínfimo, as contas de poupança com mais de R$ 50 mil detêm 40% do total do dinheiro investido nessa aplicação. E como ele é o grande concorrente direto dos títulos públicos (vamos nos lembrar que o brasileiro, de uma maneira geral, gosta de investimentos mais conservadores, por isso essa preferência por títulos públicos e pela caderneta da poupança), nada mais óbvio do que inibir a concorrência, certo?

Em artigo recente aqui no Mises.org.br, o articulista Klauber Pires explicou detalhadamente a ação movida pelo Cade contra a Ambev por concorrência desleal. Dada as devidas proporções, se a lei que vale para a Ambev valesse para o governo, não seria também o caso de processarmos o governo brasileiro por criar um impeditivo que inibe a concorrência? Afinal, o único objetivo dessa nova taxação de IR é impedir que os principais financiadores da dívida pública deixem de emprestar seu dinheiro para o estado. E o governo faz isso de forma coercitiva. A mensagem estatal é clara: "Não vou te deixar ganhar dinheiro com a poupança porque preciso do seu dinheiro - e você é obrigado a me dar, ou ganhará menos!"

Isso é ou não concorrência desleal?

A verdade é só uma: perdemos completamente a noção do ridículo e do bom senso.


13/09/2009 00:00  por  Leandro Roque \  filosofia

Como eles tendem a matar todos os setores que dominam, os sindicatos estão morrendo no setor privado.  Aquelas áreas que restaram da economia genuinamente privada - isto é, aquelas que estão sujeitas a forte concorrência e que não dependem de auxílios do governo - praticamente não sofrem mais com a violência sindical.

Sim, os sindicatos dos metalúrgicos, das mineradoras, das siderúrgicas e das montadoras continuam fortes, mas esses são setores que dependem fortemente do governo, seja na forma de incentivos fiscais, seja na forma do protecionismo puro e simples.

O que nos leva ao seguinte corolário: os sindicatos só sobrevivem intocavelmente no setor público.  Quem conhece os horripilantes sindicatos do judiciário, dos professores universitários, da Receita Federal, do Banco do Brasil, dos Correios, da CEF, da Petrobras e dos petroleiros, entende por que o governo é o único porto seguro dessa indústria coerciva.

As organizações sindicais só terão um futuro seguro caso elas consigam expandir a fatia da economia sob controle direto do estado.  Daí as conversações animadas sobre uma possível re-estatização da Vale e do sistema Telebrás (ambas na plataforma de campanha de Dilma Roussef), e principalmente todo o carnaval feito a respeito do Pré-Sal - que, tudo dando certo, só vai gerar o primeiro centavo em 2015 - e da nova estatal, a Petro-Sal.

Os sindicatos não vão perder facilmente sua mamata.  A expansão do estado sobre a economia é sua melhor opção no momento.  Isso está sendo feito com ímpeto lascivo e, o que é mais nojento, sob a retórica de que os funcionários públicos, as estatais e seus burocratas amam os pobres - embora o amor não seja tão grande a ponto de recusarem aumentos em seus portentosos proventos, todos devidamente pagos pelos desdentados.  

Aguardem um futuro soviético.


29/05/2009 00:00  por  Equipe IMB \  filosofia

Viver em uma sociedade voluntária é o objetivo final de todos que lutam pela liberdade. Mas, como chegar lá? Para tirar as dúvidas sobre pontos complexos de como funcionaria um mundo anarcocapilista, fizemos uma lista dos melhores artigos já publicados no site do IMB que esclarecem dúvidas sobre justiça privada, desestatização de ruas, parques, estradas e calçadas, entre outros assuntos.


18/05/2009 00:00  por  Helio Beltrão \  filosofia

Durante os debates que se seguiram a uma palestra que proferi no IEE, fui questionado sobre a interessante questão: "Uma redução de impostos para um segmento específico deve ser considerada ruim, uma vez que ocasiona alterações - ou distorções - em decisões de consumo e de investimento?".

A premissa da pergunta é que qualquer mudança no status quo causa uma "distorção", que por sua vez deve ser evitada ou minimizada.  Mas afinal, o que pode ser considerado distorção?  Em relação a que cenário-base se calcularia tal distorção?


13/05/2009 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Independente de quem venha a ser o futuro ditador-em-chefe da economia e do povo brasileiro, já sabemos perfeitamente bem quais as coisas que ele não irá fazer.

Entretanto, caso algum excelentíssimo tenha de fato o interesse de trazer desenvolvimento ao país, basta que ele ponha em prática o seguinte plano de governo - perfeitamente dimensionado para os 48 meses que duram o seu mandato - que o Instituto Mises Brasil gentilmente lhe disponibiliza.  Feito isso, é provável que o distinto seja até agraciado com um mandato vitalício.

(Antes, é válido lembrar que estamos lidando, obviamente, apenas com a esfera federal).


09/03/2009 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Na primeira parte dessa postagem, escrita a 1° de outubro de 2008, comentei que o surgimento da atual crise seguiu exatamente a mecânica dos ciclos econômicos descrita pela Escola Austríaca.  Foi um caso de exemplo clássico de livro-texto.

Agora que estamos no desenvolvimento da crise, estamos sendo brindados com outro exemplo clássico. Tal exemplo comprova, ao mesmo tempo, que a teoria austríaca estava certa e que a teoria keynesiana nada mais é do que um engodo.  Mais uma vez, como sempre, o keynesianismo se revelou um fracasso.  A abordagem pregada por Keynes jamais funcionou em lugar algum e jamais deveria ter sido levada a sério.


05/03/2009 00:00  por  Francisco Pompeu \  economia

A recém-desencadeada crise econômica tem levado muitos comentaristas apressados a declarar a morte do liberalismo. Alguns mais exagerados chegam a enxergar a queda de um novo muro, agora o de Wall Street. A economia de livre mercado teria demonstrado sua ineficiência, sua incapacidade de prover segurança e desenvolvimento.

Entretanto, um olhar mais atento nos leva a conclusões opostas. É aceito amplamente que a crise tem origem no sistema financeiro. Vejamos algumas características deste sistema e investiguemos se realmente ele atende aos requisitos mínimos para ser classificado como de livre mercado.


28/11/2008 00:00  por  Helio Beltrão \  economia

Para entender a crise: esqueça o batido e repetido argumento de que a atual crise econômica foi provocada pelo livre mercado. O presidente do Instituto Mises BRasil, Helio Beltrão, explica como o governo e as atuais regulações existentes levaram o mundo para o caos econômico que estamos vivendo.

A palestra está dividida em quatro partes e também está disponível no canal do IMB no site (www.youtube.com/misesbrasil). Lá você pode conferir outros vídeos também.  Acesse!

 


15/10/2008 00:00  por  Lucas Mendes \  economia

Conforme provocado, eu estava lendo os jornais de fim de semana, e constatei que todos os editoriais afirmam compulsivamente o clássico chavão: a crise é do capitalismo!

Na esteira disso, significa aquela história bem conhecida: o livre mercado é em si gerador compulsivo de surtos irracionais de crescimento, euforia, motivado pela ganância dos homens que conduz a uma situação insustentável que, para corrigi-la, somente a ação do bem-feitor desta humanidade egoísta: o nosso velho amigo Estado.


01/10/2008 00:00  por  Leandro Roque \  economia

A atual crise financeira americana ilustra de modo tão claro as conseqüências das distorções que o estado provoca na economia que ela deveria figurar em todos os livros-texto.

Vejamos.

Em 2001/2002, os EUA estavam em uma leve recessão provocada pelo estouro da bolha da NASDAQ, pelo 11 de setembro e pelo colapso da Enron.

O que fez então o Federal Reserve para tentar evitar a recessão?




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