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A tardia extinção do Fundo Soberano do Brasil, uma criação estapafúrdia
por Fernando Ulrich, terça-feira, 24 de maio de 2016


Arno Augustin: "Estou tendo uma ideia genial!"

O governo Temer quer extinguir o Fundo Soberano do Brasil (FSB) para angariar recursos e ajudar a tapar o buraco fiscal -- e também porque o FSB não serve para porcaria nenhuma. Que assim o faça, para ontem.

O FSB é um (mais um) dos maiores fiascos da era petista. No alto da megalomania, o governo de Lula criou o fundo de olho nos recursos futuros do pré-sal (alguém se lembra do pré-sal?). Criamos um fundo soberano antes de ter um mísero centavo proveniente da suposta benção do pré-sal!

Mas o fiasco não acaba aí. Aliás, esse foi apenas o começo. Após sua criação, em 2008, o FSB ficou subordinado à Secretaria do Tesouro Nacional, sob o comando de ninguém menos que o marxista Arno Augustin -- a fabulosa mente criadora da Nova Matriz Econômica e das Pedaladas Fiscais.

Foi aí que Arno demonstrou toda a sua sagacidade.

Comprou ações da Petrobras quando estas valiam quase R$ 30. Após toda a destruição e ladroagem petista, as mesmas desabaram para R$ 8,50 (façam o cálculo do prejuízo).

Adotou igual procedimento em relação ao Banco do Brasil. Comprou ações do BB a R$ 34. Após todas as pedaladas dilmistas, as mesmas desabaram para R$ 17.

De resto, investiu em títulos públicos e depósitos na Conta Única do Tesouro no Banco Central (que rende SELIC, basicamente).

A barbeiragem de Arno não tem similares na história dos fundos soberanos.

E o que não é a ironia do destino. Concebido com o objetivo de investir os superávits que seriam gerados pelos recursos do petróleo, o FSB agora será usado para cobrir o legado de déficits da era petista.

Mais cômico ainda é ler os princípios norteadores do fundo e concluir que a estratégia adotada na prática foi justamente o oposto do que se pretendia.

Visão estratégica

"Consolidar-se, até 2023, como instrumento eficaz de gestão de riqueza soberana e de mitigação dos efeitos dos ciclos econômicos no Brasil"

Princípios que norteiam a gestão dos ativos

• Prudência;

• Excelência;

• Transparência;

• Responsabilidade socioambiental; e

• Integridade.

 Filosofia de investimentos

 "A busca de alocações de seus recursos que conciliem, por um lado, a maximização da rentabilidade esperada, considerando níveis de tolerância a riscos compatíveis com o perfil de longo prazo do Fundo, e por outro, a manutenção de níveis adequados de liquidez financeira de curto prazo, visando a sua atuação, tempestiva e eficaz, como instrumento de política econômica anticíclica"

Pronto.

Riam sem moderação.

Mais uma tragicomédia que só o socialismo faz para você.