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Conservadores podem ser libertários?

Uma avassaladora discriminação em prol de costumes antigos e atuais sempre foi, e provavelmente continuará sendo por muito tempo, uma das mais proeminentes características da humanidade.  Não importa o quão totalmente inconsistentes com o atual estado da sociedade, não importa o quão completamente insensatas, tanto em princípio quanto na prática, não importa o quão eminentemente absurdas, sob cada aspecto, tais instituições ou costumes sejam, ainda assim, caso elas possuam o semblante da moda ou da antiguidade, caso elas tenham sido abraças e transmitidas por nossos antepassados, seus gritantes defeitos, inconsistências e puerilidades são tão completamente escondidos pela radiante auréola sobre elas colocada por uma veneração cega, que é praticamente impossível abrir os deslumbrados e ofuscados olhos do mundo e fazer com que haja uma visão imparcial a respeito delas. (Herbert Spencer,The Proper Sphere of Government)

Como atesta essa citação, muitas pessoas, talvez a maioria, possuem uma profundamente enraizada predisposição a manter as coisas como elas estão.  Para cada pessoa ávida por mudanças, existem 99 que instintivamente as rejeitam.  Essa inata resistência a mudanças encontra sua expressão na filosofia política chamada conservadorismo.

Contrariamente aos conservadores, a postura dos libertários em relação a mudanças não é derivável de seu nome.  Embora a expressão libertários denote o alto apreço pela liberdade que esse grupo possui, ser pró-liberdade não necessariamente significa adotar uma atitude especificamente contrária ao status quo — a menos, é claro, que o status quo esteja limitando ou impedindo a liberdade humana.  Seriam essas filosofias políticas intrinsecamente opostas uma à outra, ou seria possível ser conservador e libertário ao mesmo tempo?

Russell Kirk acredita que, exceto o ódio em comum que ambos nutrem pelo coletivismo e pelos governos que vão além de sua competência, conservadores e libertários têm pouco ou não têm nada em comum.  O problema com os libertários, segundo Kirk, é sua "fanática fixação... com a noção de liberdade pessoal como sendo o fim de toda a ordem social civil; com efeito, de toda a existência humana."  Sua preocupação patológica com a liberdade os leva a adotar uma atitude de tolerância para com todos os tipos de visões e opiniões, uma tolerância que leva, no final, à sua própria condenação!  Na visão de Kirk, "É uma completa loucura tolerar todas as variedades de opiniões, em todos os tópicos, por pura devoção a uma 'liberdade' abstrata", pois "a opinião cedo ou tarde acaba se materializando em ação, e os fanáticos que nós toleramos não irão nos tolerar quando tiverem o poder."

O que os libertários temem acima de tudo, ao que parece, é obediência aos ditames do poder estabelecido.  Eles são intolerantes a qualquer autoridade; e, em termos morais, tal intolerância pode levar à perversidade.  No final das contas, "não existe nenhum abismo separando o libertarianismo da libertinagem".  E, como se não bastasse, os libertários também sofrem de um tipo de loucura metafísica, dado que, não obstante suas doutrinas serem repetidamente rejeitadas tanto lógica quanto praticamente, eles ainda assim insistem em propugná-las.  Se a estupidez consiste em insistir no impraticável, como uma mosca batendo reiteradamente sua cabeça na vidraça, então os libertários devem ser incrivelmente estúpidos.

Os libertários são necessariamente utilitaristas?  O libertarianismo põe em risco a liberdade humana?  Os libertários menosprezam ou depreciam todos os valores humanos exceto a liberdade?  Eles rejeitam todos os tipos de governo e advogam o caos?  Os libertários esvaziam o mundo não apenas do amor e da amizade, mas também da responsabilidade, da disciplina e do sacrifício? 

Um insensível e nada simpático crítico do conservadorismo poderia devolver esse elogio de Kirk afirmando que o conservadorismo tem seus próprios débitos a serem respondidos.  Uma descrição crua do conservadorismo poderia ser a de que ele se resume, com efeito, a uma arraigada política de resistir a mudanças de qualquer tipo ou descrição.  Se essa resistência a mudanças for algo mais do que a expressão prática da reação, ela deve se basear em uma afirmação normativa — explícita ou implícita — de que a maneira como as coisas estão agora é ótima.  Com efeito, tal resistência deve estar comprometida com a afirmação de que, não apenas a maneira como as coisas estão é ótima, como também elas estão em seu melhor — pois, se elas não estivessem em seu melhor, por que resistir a mudanças do ruim para o bom, do bom para o melhor, e do melhor par o ótimo, e do ótimo para o perfeito?

A absurdidade autoevidente dessa postura indica sua fundamental irracionalidade.  A maneira como as coisas estão hoje é manifestamente diferente de como elas sempre foram.  Da mesma forma, daqui a cem anos as coisas estarão diferentes de uma maneira que hoje é inimaginável.  Uma política de "nenhuma mudança" consignaria um conservador não apenas à alegação normativa de que as coisas como estão hoje são ótimas, como também à alegação absurda de que a maneira como elas estão hoje é perfeita — ao menos até amanhã.  

Você deve se lembrar que no filme A Vida de Brian, do Monty Python, quando os membros da Frente dos Povos da Judéia (não confundir com as facções rivais Frente dos Povos Judeus e Frente Popular da Judéia) estão conspirando para sequestrar a esposa de Pôncio Pilatos, é feita a pergunta: o que os romanos já fizeram por nós?  A resposta é: nada — bem, nada exceto saneamento, medicina, educação, irrigação, saúde pública, estradas, sistema de águas, casas de banho públicas e ordem pública.

O conservador fundamentalista tem de acreditar — como o herói Cândido, de Voltaire — que tudo atualmente está em seu melhor estado e que ele vive no melhor possível dos mundos — até que, obviamente, as coisas melhorem.  Ted Honderich observa que "se o conservadorismo fosse, em sua forma básica, uma defesa do rotineiro... teríamos um mistério em nossas mãos, o mistério de entender como uma idiotice extraordinária conseguiu se tornar uma ampla tradição política".

Com efeito, conservadores não se opõem a mudanças, mas apenas a certos tipos de mudança.  Uma maneira de tentar capturar a essência da abordagem conservadora com relação a mudanças foi fornecida pelo filósofo contemporâneo Roger Scruton, que observa que o desejo de conservar "é compatível com todo o tipo de mudança, contanto que a mudança também represente uma continuidade."  Mudanças contínuas, de acordo com Scruton, são boas; mudanças descontínuas são ruins.

Novamente, esse critério parece implausível.  Se algo é realmente ruim, sua continuação certamente não é melhor do que sua terminação.  Por exemplo, quando a injustiça da escravidão, a injustiça mais básica de todas, finalmente penetrou a consciência do mundo civilizado, havia apenas uma coisa a ser feita: aboli-la imediatamente.  Tal abolição foi algo radicalmente descontínuo em relação ao que vinha ocorrendo até então — com efeito, foi algo radicalmente descontínuo em relação a toda história humana desde seus registros mais primitivos.  Porém, quem argumentaria que essa mudança não foi para melhor?  Qual conservador está preparado para defender a perpetuação da escravidão simplesmente para evitar o desconforto da descontinuidade?

Ao enfocarem a tradição, os conservadores tocam em algo importante que, no entanto, pode não ter bem a importância que eles atribuem.  É verdade que grande parte do que nós somos é algo que simplesmente nos foi dado, não sendo uma questão de escolha.  A família a que pertencemos, a nação que concebemos como nossa, o idioma que falamos, o modo como falamos, várias de nossas ideias — todas essas coisas são partes importantes, talvez constitutivas, do que nós somos; partes de nossa própria identidade, por assim dizer, e ainda assim não são uma questão de escolha.

Isso nos traz à lembrança o herói da ópera de W. S. Gilbert, H.M.S. Pinafore, que se orgulha de ser um inglês.  Embora, como declara o contramestre do navio, "ele pudesse ter sido um russo, um francês, um turco, um prussiano ou talvez um italiano", ele continua sendo um inglês "não obstante todas as tentações de pertencer a outras nações."  Mesmo que um indivíduo troque sua sujeição política e obtenha um novo passaporte, dificilmente é possível deixar de ser, de algum modo fundamental, um membro do país em que se nasceu.

Um ponto fundamental de tensão entre conservadores e libertários é exatamente essa questão da coerção.  Porém, se for aceito que um indivíduo não deve ser coagido a seguir costumes e manter as tradições, então passa a haver vários pontos em comum entre conservadores e libertários.  Rothbard, para citar o exemplo de um libertário, aderia alegremente a vários aspectos do pensamento conservador.  Em um de seus últimos ensaios, ele fez um apelo a seus companheiros libertários, advertindo que os libertários frequentemente, porém erroneamente, assumem "que os indivíduos estão ligados uns aos outros somente pelos vínculos das trocas de mercado", esquecendo que "todo mundo necessariamente nasceu em uma família" e "cada indivíduo nasceu em uma ou em várias comunidades entrecruzadas, as quais normalmente incluem um grupo étnico, com valores específicos, culturas específicas, crenças religiosas e tradições próprias."  Entretanto, embora seja um componente parcial de nossas identidades, a tradição possui, na melhor das hipóteses, uma função heurística, pois, não importa por quanto tempo algo tenha sido feito, com qual intensidade e quantas vezes, perguntas sempre poderão ser feitas: Isso é o certo? Isso é bom? Isso é o melhor? E essas perguntas derrubam quaisquer pretensões normativas supremas que a tradição queira ter.

Equívocos podem surgir da incapacidade de reconhecer que o libertarianismo possui um escopo ético severamente limitado.  O libertarianismo não se propõe a ser, e não é, um sistema ético completo; ele impõe, na realidade, uma limitação abrangente sobre qualquer sistema ético.  O libertarianismo não sugere que todos os modos de conduta são igualmente valiosos ou possuem méritos iguais.  É perfeitamente possível que existam indivíduos que se considerem libertários e que pensem assim, porém tal visão — não obstante a afirmação de Kirk de que a liberdade descamba em um redemoinho de libertinagem — não é uma necessária consequência do libertarianismo como tal.

Um libertário pode escolher ser um libertino, mas não há nada no libertarianismo que o force a ser um. Tibor Machan pergunta: "A libertinagem está implícita na defesa da liberdade como o mais elevado princípio político?", e ele próprio responde, "Não — o libertarianismo apenas proíbe a repressão coerciva de conduta indecente, mas não a sua vigorosa crítica, oposição, boicote ou repreensão feitas de maneira pacífica."

Conservadores estão comprometidos com a centralidade e a prioridade da noção de ordem.  Embora o princípio da ordem se manifeste, em grande parte, essencialmente em pequenas sociedades, como nas famílias ou nas comunidades locais, ele culmina no estado, que, do ponto de vista conservador, é o garantidor das condições que permitem que as comunidades que o constituem prosperem.  Libertários, por outro lado, são algumas vezes retratados como se considerassem a desordem social algo desejável.

Nada pode estar mais longe da verdade.  Embora possa haver indivíduos libertários que, bizarramente, creiam que um ambiente desordenado e hobbesiano seja um objetivo a ser ardorosamente perseguido, a maioria dos libertários, tanto quanto os conservadores, desejam viver em uma sociedade ordeira.  A diferença entre conservadores e libertários não está em decidir se a ordem é algo desejável; a diferença está em que tipo de ordem é desejável e de onde deve ela deve provir.  Para o libertário, a verdadeira ordem emana intrinsecamente da livre interação entre indivíduos e entre grupos de indivíduos; ela não descende extrinsecamente lá de cima.

É algo evidente que conservadores e libertários atribuem diferentes prioridades à liberdade.  Nisbet alega que, para os libertários, "a liberdade individual, em praticamente todos os âmbitos concebíveis, é o mais elevado de todos os valores sociais" e isso ocorre "independentemente de quais formas e níveis de degradação moral, estética e espiritual venham a ocorrer como conseqüência inesperada de tal liberdade."

Muito pelo contrário, eu deveria dizer que, para os libertários, a liberdade é o mais baixo dos valores sociais, mais baixo no sentido de ser o mais fundamental, uma condição sine qua non para que a ação de um ser humano seja suscetível a qualquer forma de avaliação moral.  A liberdade humana pode ser utilizada para todos os tipos de ação, direcionada para todos os tipos de propósitos, os quais serão então suscetíveis a avaliações morais.  Porém, a menos que a ação humana seja livre de coerção, a avaliação moral é intrinsecamente impossível.

Libertários valorizam a liberdade como o fundamento básico sem o qual toda a ação humana moralmente significante é simplesmente impossível; porém, embora o libertarianismo como tal nada tenha a dizer além de sua defesa intransigente da liberdade individual, isso de maneira alguma é o mesmo que pensar que os libertários, ao viverem suas vidas, não estão preocupados com nada além da liberdade.  Isso seria tão absurdo quanto pensar que um indivíduo que insista em afirmar a absoluta necessidade da água para a sobrevivência humana deva ser obrigado a afirmar que a água é a única coisa necessária para uma dieta rica e interessante. 

Como que para contradizer Nisbet, Murray Rothbard, de cujas credenciais libertárias ninguém pode duvidar, observou que "Somente um imbecil poderia afirmar que a liberdade é o mais elevado, ou mesmo o único, princípio ou fim da vida", e concordou com máxima de Lord Acton: "A liberdade é o mais elevado fim político, e não o mais elevado fim do homem per se."

Até aqui, argumentei que conservadorismo e libertarianismo não são necessariamente opostos um ao outro.  Com efeito, muitas pessoas à esquerda do espectro político acreditam que conservadorismo e libertarianismo são, na realidade, coisas idênticas, e até mesmo alguns conservadores tendem a pensar que os libertários são seus aliados naturais.  Porém, isso não é necessariamente verdade.  Embora em algumas questões haja de fato coincidências entre as duas escolas de pensamento, principalmente nas áreas de comércio, empreendedorismo e economia, em outras áreas o conservadorismo e o libertarianismo se divergem acentuadamente.

O libertarianismo tem um e apenas um princípio básico — que todos devem ser livres para fazer o que quiserem, desde que suas atitudes não agridam terceiros.  Esse princípio é, inicialmente, ao mesmo tempo simples e atraente; o que realmente não é tão simples ou atraente (pelo menos para os conservadores) são suas consequências.  Quando conservadores percebem quais são essas consequências, eles tendem a ter dúvidas quanto a esse princípio.

H.L. Mencken dizia que a liberdade era uma bebida excessivamente forte para muitas pessoas, e que o que elas realmente queriam era segurança.  O que tende a dividir conservadores de libertários é a incapacidade — ou relutância — dos conservadores de reconhecer que tolerância não é o equivalente a aprovação.  Deveria ser óbvio (mas aparentemente não é) que tolerar algo não é o mesmo que endossar esse algo.  Se a tolerância requeresse aprovação, então a tolerância não seria uma virtude.  Que valor há em se estar preparado para tolerar apenas aquelas coisas que você aprova?

O libertário pode adotar qualquer atitude moral em relação a várias questões — drogas, prostituição etc. —, porém a única questão para ele, na condição de libertário, não é determinar se tais atividades devem ser louvadas ou se são adequadas como um todo, mas sim se, ao praticar tais atividades, um indivíduo está infringindo a liberdade de outro.  Se a resposta a essa questão for não, então tal atividade não pode ser coercivamente proibida, por mais moralmente reprovável que ela seja.

É claro que, em uma sociedade erigida sobre princípios libertários, um indivíduo tem o direito de autorizar ou de se recusar a autorizar qualquer tipo de comportamento dentro de sua propriedade; todos têm esse direito.  Donde se segue, portanto, que em tal sociedade um indivíduo estaria perfeitamente dentro do seu direito (por mais inconveniente que seja fazer isso) de proibir determinados tipos de comportamento dos quais ele moralmente discorde dentro de sua propriedade, assim como qualquer pessoa tem o direito de exigir que um visitante saia de sua casa caso seu comportamento se torne inaceitável, ou por qualquer outro motivo, inclusive motivo nenhum.  Tal direito existe tanto para uma propriedade que pertença a uma pessoa quanto para uma propriedade que pertença a um grande grupo de pessoas.  É por meio destas medidas, portanto, que princípios conservadores podem progredir em uma sociedade libertária.

Portanto, seriam o conservadorismo e o libertarianismo moralmente opostos um ao outro, ou seria possível ser conservador e libertário ao mesmo tempo?  A resposta a essa pergunta, assim como a resposta para várias outras perguntas, é: depende.  Depende principalmente da posição por onde se começa.

Como já vimos, o conservadorismo baseia-se na disposição de se resistir a mudanças rápidas e fundamentais, e de aceitar apenas aquelas mudanças que são, por assim dizer, reformativas e orgânicas.  O conservador valoriza a ordem e a virtude acima de tudo, ao passo que a liberdade é apenas um valor dentre vários outros, não sendo de modo algum proeminente.  O libertário, em contraste, vê a liberdade como sendo a fundamental e necessária pré-condição para uma vida verdadeiramente humana.  A liberdade não é o único valor — o libertário reconhece o amor, a amizade, o altruísmo, a coragem, a caridade —, porém nenhum dos outros valores pode existir a menos que sejamos livres.  É verdade que alguns tipos de simulacros comportamentais dessas virtudes podem ser produzidos por meio da coerção, da regulação e da força, porém eles seriam meros cadáveres repugnantes, destituídos de qualquer resquício de vida real.

Se um indivíduo escolhe sua ideologia partindo de uma posição conservadora, apegando-se a valores conservadores, ele sempre estará disposto a sacrificar a liberdade em nome de outros valores mais importantes.  Ele poderá ser, na melhor das hipóteses, um libertário durante as épocas de sol, mas não durante tempestades e tormentas.  Por outro lado, se um indivíduo começa partindo de uma posição libertária, ele pode adotar e adaptar valores conservadores de modo a incrementar e concretizar seu comprometimento com a liberdade, contanto que, ao fazer isso, ele não faça concessões quanto ao seu compromisso primordial para com a liberdade.

Se um indivíduo começa adotando uma posição conservadora, é improvável que ele venha a se tornar um libertário ou que venha a apoiar o libertarianismo, a menos que ele passe por uma conversão político-filosófica.  Por outro lado, se um indivíduo começa adotando uma posição libertária, ele pode aceitar — sem necessariamente ser obrigado — o valor heurístico da tradição e a antecedente (porém refutável) normatividade dos costumes e hábitos.

Tentei mostrar aqui que o libertarianismo não é necessariamente redutível à libertinagem.  Uma maneira relativamente segura de impedir sua desintegração na libertinagem é adotando os valores culturais centrais do conservadorismo, e isso os libertários são livres para fazer.  O conservadorismo, por outro lado, estará sempre à mercê das perguntas: Qual tradição?  Quais costumes?  Quais hábitos?  Caso ele desenvolva uma resposta racional, proba e baseada em princípios para essas perguntas, então ele deixou de ser radicalmente conservador, e começou a se mover em uma direção que, creio eu, fará com que advogue a liberdade como sendo a condição sine que non de todas as virtudes, transmutando assim o conservadorismo em uma forma de libertarianismo.


1 voto

autor

Gerard Casey
é membro da Escola de Filosofia da Universidade de Dublin.  Visite sua webpage.


  • Fernando Ulrich  22/05/2011 10:35
    Excelente artigo!
  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 12:45
    .
    Conservadores e socialistas se equivalem. Ambos são maniacos compulsivos por CONTROLAREM a VIDA ALEHIA.

    Ambos são igualmente coletivistas por defenderem o PODER ESTATAL para IMPOREM SUAS MANIAS e ACHISMOS IDEOLÓGICOS a todos os demais. Conservadores nem mesmo defendem o pleno direito de propriedade, pois atribuem ao Estado o direito de expropriar "em nome do bem comum", tanto quanto anuem com o "direito" de REIS ou governantes quaisquer de COBRAREM IMPOSTOS e IMPOREM SUAS VONTADES aos SÚDITOS governados.

    Consevadores só são diferentes dos socialistas no direito de propriedade sobre os meios de produção. assim mesmo não pleno direito, ja'que tudop justificam em "nome do bem comum" que eles ACHAREM, até mesmo fundamentando-se em sua IDEOLOGIA FARISAICA.

    Vide a aberração de conservadores almejarem valerem-se do PODER ARMADO do Estado para proibirem casamentos de gays.

    Ora, se duas pessoas, consensualmente, desejam casarem-se para que tenham direitos pecuniarios mútuos (aposentadoria e herança), então isso não influencia em nada a vida alheia. Portanto não ha que ser proibido independentemente do que ACHAM os maníacos ideológicos conhecidos por conservadores.

    O casamento desejado entre os gays é o civil e mesmo se alguma igreja ou templo de qq religião consentir em casa-los perante um deus qualquer, então NINGUÉM tem direito de proibir.

    Conservadores são maníacos ideológicos e tal e qual esquerdistas ambicionam MANDAR na VIDA ALHEIA. Doentes mentais que ambicionam o CONTROLE da VIDA ALHEIA.
  • L Fernando  21/02/2018 16:41
    Se os conservadores são loucos imagina o cara que escreveu o comentário acima.
  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 18:48
    .
    Rapaz, conservadores são tão lunáticosque querem controlar até relações sexuais alheias.

    Se dois gays querem se casar e ter direitos mútuos sobre patrimônio e pecunias (herança e p-ensão), que mal estão fazendo a qualquer outro?

    Se casam-se tendem a ser menos promiscuos e ai ficam enos disponíveis para conservadores.

    É essa a preocupação dos conservadores com as roscas alheias?

    São contra até a pilula do dia seguinte, qdo só há celulas e nem vislumbre de indivduo.
    Assim se afirmam defensores da vida das "criancinhas".

    ...mas esses mesmos conservadores foram os maiores entusiastas da Guerra do Golfo, guerra no Iraque, onde morreram BEBÊS, GRÁVIDAS e CRIANCINHAS, além de adultos inocentes.

    São os conservadores os maiuores defensores de guerras onde inocentes morrem, sejam bebês, crianças e gravidas além de adultos.
    Só podem ser MANÍACOS ...de tão contraditórios que são.
  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 18:51
    Eis o tudo:

    "Sou Conservador, ou melhor, tenho ultimamente me definido assim."

    "O que quero é apenas enfatizar que o indivíduo deve ter um senso de responsabilidade individual e coletiva nas suas ações, é dizer, deve se submeter a um código mais elevado que ele mesmo, pois acredito que somente da inteira submissão é que nasce a verdadeira liberdade."

    Eis acima a aberração conservadora.

    tal e qual socialistas, SÃO COLETIVISTAS. Como apontei em outros comentários.
  • mcmoraes  22/05/2011 14:34
    ... O problema com os libertários, segundo Kirk, é sua "fanática fixação... com a noção de liberdade pessoal como sendo o fim de toda a ordem social civil; com efeito, de toda a existência humana." Sua preocupação patológica com a liberdade os leva a adotar uma atitude de tolerância para com todos os tipos de visões e opiniões, uma tolerância que leva, no final, à sua própria condenação! Na visão de Kirk, "É uma completa loucura tolerar todas as variedades de opiniões, em todos os tópicos, por pura devoção a uma 'liberdade' abstrata", pois "a opinião cedo ou tarde acaba se materializando em ação, e os fanáticos que nós toleramos não irão nos tolerar quando tiverem o poder."

    Trocando seis por meia dúzia, o Kirk acha que a intolerância é um dever e os que não entendem isso são loucos que fatalmente serão condenados pelos que praticarem a intolerância primeiro.

    Eu nunca estudei doenças mentais, mas desconfio que o ponto de vista do Kirk possa facilmente ser enquadrado como a manifestação de algum tipo de distúrbio.
  • Norbs  22/05/2011 16:48
    'Kirk acha que a intolerância é um dever' falando só isso é fácil distorcer as palavras de qualquer um.Intolerância contra o quê?
    Ele não está falando de uma intolerância gratuita e irracional, contra todo mundo.
    Em nome da liberdade tu vai tolerar um cara que te odeia até o dia que ele te enfiar uma faca pelas costas? Não tem nada de irracional em não concordar com nisso.
  • mcmoraes  22/05/2011 17:42
    @Norbs

    ...Intolerância contra o quê?

    Ora, está escrito no texto. Você tem algum bom motivo para achar que o autor não quis dizer o que ele disse?

    ...O problema com os libertários, segundo Kirk, é sua "fanática fixação... com a noção de liberdade pessoal como sendo o fim de toda a ordem social civil; com efeito, de toda a existência humana." Sua preocupação patológica com a liberdade os leva a adotar uma atitude de tolerância para com todos os tipos de visões e opiniões, uma tolerância que leva, no final, à sua própria condenação! Na visão de Kirk, "É uma completa loucura tolerar todas as variedades de opiniões, em todos os tópicos, por pura devoção a uma 'liberdade' abstrata", pois "a opinião cedo ou tarde acaba se materializando em ação, e os fanáticos que nós toleramos não irão nos tolerar quando tiverem o poder."..."


    ...Em nome da liberdade tu vai tolerar um cara que te odeia até o dia que ele te enfiar uma faca pelas costas?...

    Sim! Enquanto o cara me odiar sem invadir a minha liberdade, ele não estará cometendo crime algum. Quando ele começar a invadir a minha liberdade, de algum modo (e.g. usando uma faca), daí sim a atitude dele constitui crime, que não deve ser tolerado em hipótese alguma.

    ps.: a propósito, eu te odeio, mas fica tranquilo que apesar de achar que vou te odiar pelo resto da vida, não penso em invadir tua liberdade. :) Isso foi uma piada, mas pense sobre isso, não é o ódio que deve servir de critério para tomada de decisão sobre tolerar ou não tolerar, mas sim as atititudes coerçoras, que ferem a liberdade alheia.
  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 12:27
    .
    Os libertários defendem a LIBERDADE e apenas toleram opiniões e mesmo ações que NÃO IMPLIQUEM na SUPRESSÃO da LIBERDADE.
    A alegação do autor é deliberadamente LEVIANA, mera FOFOCA tal e qual fazem esquerdistas.

    INEXISTE esse apelo a tolerar tudo, por parte dos libertários. E PARA PROVAR ISSO BASTA QUE SE ATENTE PARA O PRINCÍPIO ÉTICO que NORTEIA o LIBERTARIANISMO:

    O PRINCIPIO DO NÃO INICIO DA AGRESSÃO.

    É fácil perceber que o autor não passa de um FOFOQUEIRO defendendo sua ideologia conservadora e COLETIVISTA. Sim, conservadores SÃO COLETIVISTAS porque além de defenderem o PODER ESTATAL o defendem como entidade com PLENO DIREITO SOBRE os INDIVÍDUOS "EM NOME do BEM COMUM".

    Conservadores diferenciam-se dos socialistas apenas na posição no espectro do DIREITO de PROPRIEDADE.
    Nem mesmo defendem o direito de propriedade pleno, pois "em nome do bem comum" (coletivismo) admitem violação ao direito de propriedade. Sempre um "BEM MAIOR" a justificar um MAL. ...SÃO COLETIVISTAS e tal e qual socialistas são FOFOQUEIROS MENTIROSOS.

    Conservadores SÃO COLETIVISTAS e defendem um Estado interventor em nome do "bem comum".

    Porém o "bem comum" é sempre o que eles ACHAREM que é o "bem comum".

    Uma característica comum aos conservadores é o FANATISMO RELIGIOSO: Tudo é visto pelo ponto idológico e almejam IMPOR sua ideologia farisaica a todos através mesmo da censura e castigos aos divergentes.

    São efetivamente sofredores da mesma doeça dos socialistas. Aliás estes plagiaram o moralismo ideológico dos conservadores.

  • Marcos  22/05/2011 20:47
    Um ótimo exemplo do que Kirk estava falando foi a ascensão do nazismo na Europa. Por causa da tolerância de outros países este verdadeiro câncer cresceu até o ponto de causar uma destruição imensa. Será que não seria melhor ter havido menos tolerância?

    Outro exemplo: tratamento dado a criminalidade. Quando seguimos uma política de redução da punibilidade, como ocorre aqui no Brasil, isso não só pode ser perfeitamente encaixado sob o rótulo da tolerância e liberdade como é exatamente este o discurso dos penalistas pró-criminosos. Como consequência a criminalidade explode e a sensação de impunidade e injustiça é reinante.

    Isso quer dizer que os libertários estejam errados? Claro que não. Significa que o libertário radical está errado. Afinal não há como negar que é absurdo defender a tolerância cegamente. Do mesmo modo como um conservador radical estaria errado de ser completamente contrário a mudança, o que não aconteceria com um conservador moderado.

    Na minha visão conservadores e libertários tem muito a aprender uns com os outros. Podem ser adversários em várias situações, mas ao menos são adversários respeitáveis, que contribuem para o crescimento mútuo através de críticas e alternativas.
  • Licurgo  23/05/2011 14:13
    Parece-me que o argumento de Marcos é o que mais se coaduna com o tom conciliatório do artigo. A depender do ambiente político, em casos extremos a entronização da tolerância como princípio básico e inatacável pode frustrar a própria liberdade. Ademais, fazendo o caminho inverso do proposto pelo autor (de que tolerar não significa aprovar), pode-se argumentar que demonstrações de intolerância não implicam necessariamente no recurso à violência, dado que existem formas de resistência passiva (e pacífica) que constituem verdadeira artilharia no combate de ideias.
  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 15:59
    .
    Libertarianismo é uma FILOSOFIA e não uma ideologia.

    Portanto a idéia do libertarianismo parte de princípios axiomáticos para prosperar no conhecimento através da lógica. Isso faz com que a coerência seja obrigatória e por tal uma teoria ou filosofia em vez de uma ideologia que se permite afirmações desconexas por se basear nos FINS prometidos para futuro incerrto e sem data. Libertários não se baseiam em "salvação" futura para com base nisso arbitrar morais desconexas onde tudo que seja afirmado como meio para alcançar os fins prometidos passa a ser aceito ou justificável.

    Então percebe-se que o autor é um embusteiro e visa unicamente FAZER FOFOCA contra os libertários e o libertarianismo.

    Quando se tem por PRINCIPIO: NÃO INICIO da AGRESSÃO

    ...se esta estabelecendo que intolerantes que almejam agredir, roubar ou matar NÃO DEVEM SER TOLERADOS e libertários NÃO tolerarão agressores ou aqueles que preconizam agressão a inocentes.

    A afirmação do autor e de fanáticos conservadores que SÓ "OUVEM" e SÓ "ENTENDEM" aquilo que lhes convém é cretina, leviana e bem demonstra a qualidade moral de quem assim procede.
  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 12:52
    Quanto ao amor a criminosos, a ideologia defendida pelos conservadfores foi a que pariu o "BOM LADRÃO".

    Ademais, é a ideologia defendida pelos conservadores que manda "NÃO RESISTAIS aos MAUS" e que condena a acumulação de tesouros na terra (de onde Marx extraiu o mal da acumulação capitalista).

    É da ideologia defendida pelos conservadores o PACIFISMO ante a bandidagem e o COITADISMO e sobretudo o VITIMISMO.

    Estes acima citados são todos exemplos do que se vale a esquerda ou socialistas em seus discursos PIEGAS.

    Conservadores e socialistas são muitissimo parecidos.

    ...e censuram aquilo do qual discordam. A fim de não dar visibilidade aos divergentes. São iguais os esquerdistas.
  • Arthur Portella  23/05/2011 19:28
    Mc moraes, você nunca leu nada do Kirk nem entendeu o parágrafo. O Kirk não era um lunático que agredia quem tinha opinião contrária, ele acreditava que sendo conservador você deve defender a moral e não tolerar a imoralidade. Desde quando isso é crime? Todos nós não toleramos coisas.


    Então nem de libertariansmo você entende também.
    Desde quando o libertário não é livre para criticar a conduta de outro indivíduo? Isso é puro preconceito e preguiça de entender o texto. Nem toda intolerância vem com agressão física, na sua lógica se alguém come de boca aberta na sua casa, você deve ficar quieto.
  • mcmoraes  23/05/2011 19:55
    @Arthur Portella

    "...moraes, você nunca leu nada do Kirk..."

    Realmente, nunca li. Só usei o nome Kirk porque foi o mesmo utilizado pelo autor. Se ele tivesse utilizado X, eu teria usado X também. Você vê algum problema com isso?

    "...nem entendeu o parágrafo. O Kirk não era um lunático que agredia quem tinha opinião contrária, ele acreditava que sendo conservador você deve defender a moral e não tolerar a imoralidade. Desde quando isso é crime? Todos nós não toleramos coisas..."

    Ele fala que a tolerância para com todos os tipos de visões e opiniões leva à condenação, pois a opinião cedo ou tarde acaba se materializando em ação. Isso está escrito lá literalmente.

    "...Então nem de libertariansmo você entende também. Desde quando o libertário não é livre para criticar a conduta de outro indivíduo? Isso é puro preconceito e preguiça de entender o texto..."

    Criticar é uma coisa. Ser intolerante com algumas visões e opiniões que se acredita que cedo ou tarde vão acabar se materializando em ação é outra completamente distinta.

    [i]"...Nem toda intolerância vem com agressão física, na sua lógica se alguém come de boca aberta na sua casa, você deve ficar quieto..."

    Mas o trecho não fala de ações/atitudes, como o seu exemplo da mastigação. O texto fala de visões e opiniões. Você consegue ver a diferença?
  • Arthur Portella  24/06/2011 04:38
    Mc Moraes,

    Usei o exemplo da comida apenas em relação a "tolerância" a alguma coisa, visão ou o que seja...

    Certo entendi seu ponto, o autor aborda tanto os questionamentos sobre conduta quanto visões dos indivíduos.

    Também admito que não tenho muita experiência na obra de Kirk, li algumas coisas como a Arte Normativa e os vícios Modernos que é excelente e não acho que ele seja uma pessoa da qualidade que você falou.

    Acho que o artigo fala que se Hitler falasse que iria matar todo mundo, Kirk agiria dando um tiro na cabeça dele. O libertário esperaria Hitler sacar a arma contra sua família, para depois dar um tiro nele.


    Nos dois casos podem ter problemas, o libertário pode demorar a reagir tendo consequências fatais e Kirk pode fazer algo desnecessário, ou gerar mais ódio por sua ação preventiva. Não acho que Kirk é um cristão maluco pela posição dele, acho razoável, aí está minha objeção a você.

    Mesmo assim, discordando um pouco da interpretação do autor não acho que está muito específico em que momento Kirk acha que devemos ser intolerantes. Sei que os libertários e os conservadores podem ser intolerantes em certos momentos, a intolerância é normal na espécie humana. Muitas vezes também o que se entende por intolerância na verdade é prudência.
  • mcmoraes  24/06/2011 10:10
    @Arthur Portella:

    "...Acho que o artigo fala que se Hitler falasse que iria matar todo mundo, Kirk agiria dando um tiro na cabeça dele..."

    "...Não acho que Kirk é um cristão maluco pela posição dele, acho razoável..."

    Nesse caso, e desconsiderando deliberadamente seu último parágrafo, por entrar no campo do achismo, tenho que estender meu comentário incial a você também, pois você sofre do mesmo distúrbio do Kirk.
  • Bruno R  27/09/2014 18:56
    Arthur Portella 24/06/2011 04:38:06

    "Acho que o artigo fala que se Hitler falasse que iria matar todo mundo, Kirk agiria dando um tiro na cabeça dele. O libertário esperaria Hitler sacar a arma contra sua família, para depois dar um tiro nele."

    Não é bem assim, Arthur. A questão não é necessariamente combater uma ameaça hipotética, mas real. Uma coisa é Hitler ameaçar matar você. Outra é ele se tornar um líder do país mais rico da Europa, e dizer que vai matar você. Criar várias leis contra a liberdade de terceiros, e dizer que vai matar você. Fabricar armas e mais armadas, e dizer que vai matar você. Criar um exército de milhões de soldados, e dizer que vai matar você. Invadir países pequenos de vizinhos, e dizer que vai matar você. Fazer uma ameaça de genocídio mundial, e dizer que vai matar toda a população do seu país.

    Perceba que não é uma questão de se precaver de uma ameaça hipotética, mas de uma ameaça real, clara. Como o radicalismo islâmico, que Ron Paul insiste e dizer que não existe, mesmo eles querendo fazer um califado mundial e hoje mesmo já praticarem genocídios.

    Um conservador já perceberia que o islamismo é uma monstruosidade que cresce níveis perigosos, já pratica genocídio, está criando estados dentro de estados, está se espalhando mundialmente, e está se preparando para uma guerra contra o Ocidente e promete um genocídio mundial, tal como fez Hitler.

    Para os libertários, eles só tomariam uma reação quando o exército inimigo batesse às portas. Mas aí já seria tarde de mais para reagir.

    Essa é a diferença entre ser precavido de forma conservadora ou libertária.

    Não se trata de se intolerante de forma irracional, mas intolerante a situações específicas, a perigos reais e não hipotéticos.
  • Eduardo Bellani  28/09/2014 14:58
    Como o radicalismo islâmico, que Ron Paul insiste e dizer que não
    existe


    Prove isso. E por favor aponte também o papel dos neocons na crianção
    do IS.

    Um conservador já perceberia que o islamismo é uma monstruosidade
    que cresce níveis perigosos, já pratica genocídio, está criando
    estados dentro de estados, está se espalhando mundialmente, e está se
    preparando para uma guerra contra o Ocidente e promete um genocídio
    mundial, tal como fez Hitler.


    Neocons e a retórica trotskista/straussiana, que interessante. Criar
    um monstrinho pra unir a massa com os tecnocratas no poder. Imagino
    que você se vê no poder também, não?

    Para os libertários, eles só tomariam uma reação quando o exército
    inimigo batesse às portas. Mas aí já seria tarde de mais para
    reagir.


    Para os libertários, você faz o que quiser, com o seu sangue e
    dinheiro. Quer ir la banhar-se no sangue dos
    alemães/japoneses/pretos/islâmicos/alienígenas/X? Vai fundo, com o seu
    dinheiro, e com o seu sangue.

    Essa é a diferença entre ser precavido de forma conservadora ou
    libertária.


    Neocons não são nada mais que tecnocratas humanistas totalitários,
    reis filósofos que ficam com o cú na mão enquanto seu exército de
    guardiões comunistas vão buscar o sangue dos inimigos da sociedade
    perfeita. Vocês são profundamente fracos, covardes e fraudulentos,
    usando conscientemente equivocações pra enganar trouxas a lhe servirem
    como guardiões.

    Vá procurar guardiões em outros cantos, reizinho filósofo.
  • anônimo  28/09/2014 19:14
    'Prove isso. E por favor aponte também o papel dos neocons na crianção do IS.'

    Do IS, do Hamas, do Bin Laden...
  • Kirk  11/01/2015 19:50
    Eduardo,

    Eu só sugiro que você aprenda a diferenciar o neoconservadorismo do conservadorismo.
  • James T.  12/01/2015 10:38
    Por favor, faça a diferenciação, a qual, confesso, não sei dizer exatamente qual seria.
  • Pobre Paulista  12/01/2015 12:16
    Neocons são trotskistas adestrados.
  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 16:15
    .
    Com a palavra o Reinaldo Azevedo.

    Reinaldo é um conservador assumido e RECONHECIDO por todos os conservadores como um dos seus. Claro que teve briguinha com outro conservador EX marxista.

    Aliás, uma curiosidade bem apontada por Hayek: A facilidade de EX comunistas se tornarem nazistas e vice versa.

    O mesmo se dá com ex comunistas que se tornam conservadores. Isso é demasiado comum e justifica-se pela velha mudança para permanecer a mesma coisa.

    Uma vez adepto do totalitarismo estatal, sempre adepto do totalitarismo estatal.
    Não importa que se mude de "empresa" a indole totalitária será sempre predominante e conservadores TEM a deplorável MANIA de querer CONTROLAR a VIDA ALHEIA através da força ESTATAL ...como qualquer esquerdista.

    Qual a razão de conservadores quererem proibir o casamento entre gays se isso em NADA implica na vida alheia?

    Conservadores levantam a bandeira anti aborto até meia hora depois da concepção (até a pilula do dia seguinte). Dizem que são defensores da VIDA.

    ...MAS APOIAM GUERRAS onde crianças recem nascidas e de qq idade acabam por morrer nestas guerras, além de adutos inocentes também.

    VIDE os conservadores que apoiaram firmemente a guerra contra o IRAQUE, mas SÃO os MAIS ANTI ABORTO que se tem noticia, mesmo contra a PILULA do DIA SEGUINTE (qdfo ha apenas celulas e nenhum vestigio de individuo).

    Hipócritas como os esquerdistas.
  • Vinicius Carrascosa  09/12/2018 00:34
    O conservadorismo erudito não se opõe a legitimidade do casamento homoafetivo da forma como você está acusando, não sei se é está fazendo isso por carência informativa ou por negligência mesmo, o embate aqui se dá pela luta em torno da verossimilhança simbólica do matrimônio, e isso faz todo sentido atropormoficamente falando, o matrimônio é uma iniciativa comprementativa por definição, é a união cívica de uma figura masculina e de uma feminina, considerando arranjos poligâmicos também, tal como ocorre no oriente, mas primordialmente o arranjo sempre mantêm a máxima comprementativa entre figuras masculinas e femininas, esse embate não se dá por beligerância, e por isso é que o estado é dispensável, até porque o mesmo mostrou-se ser apenas um importuno arruaceiro quando se intromete em assuntos dessa natureza, o embate ocorre por relações de influências morais e essas são feitas por meio de ideias e argumentação idônea, sua crítica ao conservadorismo é leviana e incompleta, igualar o consevador ao socialista foi o cúmulo do absurdo.
  • junio  16/01/2019 00:59
    o cara é ancap fazendo critica à conservador apenas por sugestão cliche de escquerdista. pra quê ser um idiota desse nível?
  • SuperK  22/05/2011 21:01
    O libertário (anarquista, no bom sentido) procura uma utopia(não utopia classista) não ? Ele, embora ame os direitos individuais, reconhece os seus limites e procuram resolver os problemas/desejos de grupo/sociedade com contratos sociais. O que se procura é a liberdade de se juntarem/criarem/escolherem o que melhor lhe represente. Não quer uma imposição monopolista por alguém/alguma entidade superior. Também quer ter direito a mudar de opinião/grupo embora saiba que tem um preço. Naturalmente, pela nossa própria finitude (somos mortais)a utopia não é para ser alcançada pois aí deixa de ser utopia, mas serve como meta. Novamente, por ser mortal, e por ser insignificante diante do mundo e diante de vários obstáculos a meta se torna dinâmica (não aleatória). Essa forma é um tanto suicida mas podem mostrar aos outros menos libertários, interessantes caminhos que não essa desgraça para qual o nosso mundo atual caminha. Conservadores ou não os verdadeiros libertários podem mostrar soluções interessantíssimos.
  • Nit Tchê  23/05/2011 07:28
    Spencer tem completa razão. Helena contou a estória mais absurda da História da Civilização. Com 80 anos a anciã virou arqueóloga, e descobriu o mito salvador. Ao apresentar uma sequencia de fotos impressionante - sendo linchado, pregado e coroado com espinhos - seu filho Constantino pode vingar a injustiça dizimando a população assassina, provando que a vida é puro sacrifício. E da maravilhosa arte da ilusão, em metafísica de araque, todos se vem de roldão, inclusive a maioria dos autodenominados libertários. Liberdade de louco, ou de vigarista, com certeza.
  • Anon  23/05/2011 18:13
    HAHAHAHAHAHAHAHA
    O que mais me diverte nesse site é a eventual oposição que aparece por aqui. Mais caricata impossível
  • Nit Tche  24/05/2011 15:57
    A não, Anon. A nada me oponho. Pela não-ação tudo pode ser feito. Moro em minha própria casa,e nada imitei de ninguém. E só se ri de todo mestre quem ainda não riu de si também.
  • mcmoraes  23/05/2011 12:23
    Gostei muito da explicaçao da máxima de Lord Acton.
  • Engenheiro Anti-Cartórios  23/05/2011 16:32
    Excelente artigo.\r
    A parte do texto que diz "...O libertarianismo não se propõe a ser, e não é, um sistema ético completo; ele impõe, na realidade, uma limitação abrangente sobre qualquer sistema ético. O libertarianismo não sugere que todos os modos de conduta são igualmente valiosos ou possuem méritos iguais..." é realmente valiosa para entender o conceito de libertarianismo !!!\r
    Eu passei por um processo curioso nos anos recentes: me tornei mais conservador em termos dos assuntos de foro íntimo e, simultaneamente, totalmente libertário no que diz respeito aos aspectos econômicos e políticos - atualmente me considero um verdadeiro Inimigo do Estado nos moldes Rothbardianos. \r
    Porém aprendi a conviver com a minha linha de pensamento nas questões morais, éticas e religiosas, chegando à mesma conclusão do autor deste artigo (desculpem a pretensão...), de que o libertarianismo possui um escopo bem definido, a partir do qual não se envolve mais. No início, tive dificuldades em aceitar que a lógica libertária pudesse deixar algumas áreas descobertas, porém isto não impede a minha forte convicção libertária, ao mesmo tempo que adoto posturas tidas como "conservadoras" em relação a assuntos como família, religião e outros. O essencial para conviver com este aparente conflito é colocar em prática o conceito de não forçar outros a pensar como eu, e aceitar as diferenças desde que aquele que pensa diferente não cometa qualquer tipo de agressão contra mim.\r
    Mais uma vez, parabéns ao IMB por publicar artigos como este, e gostaria que o conhecimento destas verdades se espalhasse cada vez mais, até formar uma massa crítica de pessoas pensantes que consiga quebrar o paradigma do Estado protetor, a falácia distributiva e outras mazelas que fazem do mundo o lugar infernal em que se transformou...
  • Alexandre  23/05/2011 18:19
    Engenheiro,

    o senhor sendo conservador, consideraria uma afronta a sua liberdade, uma dupla homo se beixando em praça pública como se casal fosse?

    Eu sou moralista e libertário para mim, tem importância apenas no que tanje ao que cada um faz com o fruto do seu trabalho, não devendo ser obrigado a manter o estado perdulário, pois quando se estende a assuntos morais, geralmente sou contrário aos ideais libertários.

  • Fernando Ulrich  23/05/2011 19:25
    Alexandre, o que você sugeriria nesta situação? O que deve ser feito?
  • Engenheiro Anti-Cartórios  23/05/2011 23:13
    Prezado Sr. Alexandre,

    Tendo me auto-definido como conservador, não vou decepcionar a torcida ao afirmar que a visão de dois homens se beijando em público me provoca repulsa, porém jamais tomaria qualquer iniciativa de agressão contra eles, a não ser que tentassem fazê-lo dentro da minha propriedade - de onde seriam gentilmente expulsos, sem maiores delongas. Tenho o máximo respeito por todos os meus semelhantes, e nunca iniciei uma agressão gratuita, por pura convicção ética, muito antes de descobrir o princípio Rothbardiano da não-agressão.

    Dentro de um sistema de organização social libertário, talvez a solução seria que cada comunidade autônoma estabelecesse dentro do seu código de normas de convivência, se esse tipo de manifestações homoafetivas (gostou? termo da moda...) seria tolerado ou não, e informando aos visitantes as regras do local. Se os visitantes homoafetivos quebrassem a regra, seriam convidados a se retirar e/ ou sofrer as consequências fixadas pelo código local.

    Aliás, pensando bem, e também sou um pouco homoafetivo!!! Eu beijava o meu saudoso pai (Q.E.P.D), e ainda beijo e abraço com ternura os meus filhos homens... Também amo os meus amigos verdadeiros (no sentido platônico LOLLLLLL!!!).

    Gostaria que os homoafetivos tivessem por mim a mesma consideração e respeito que eu tenho por eles, não me forçando goela abaixo suas manifestações homoeróticas explícitas em todos os veículos de comunicação a qualquer hora do dia ou da noite, nem obrigando os meus filhos a asistirem na escola aos vídeos do Fulaninho que queria se chamar Bianca e fazer xixi no banheiro das meninas, e das duas mocinhas se beijando na boca - calculando previamente o comprimento de inserção das respectivas línguas. Mas, enfim, isso é outro capítulo...

    Estamos vivendo no Brasil a fase final da implantação do sistema gramsciano cuidadosamente planejado e executado, de destruição dos valores familiares tradicionais, para poder suplantá-los pela submissão total ao Estado onipotente, e tenho poucas esperanças de ver esse quadro se reverter em 1 ou 2 gerações.

    P/S: apesar de algumas diferenças de opinião no campo religioso, considero o Prof. Olavo de Carvalho (o "monstro sagrado do conservadorismo brasileiro", o bicho-papão dos esquerdistas) como um dos mentores da minha "conversão" ao libertarianismo. Foi lendo os seus artigos que comecei a abrir a minha mente para a perversidade da política em geral - e da esquerda em particular, e foi no site dele que achei o link para o Instituto Ludwig von Mises de Alabama, onde li por primeira vez Mises e Rothbard... o resto é história.




  • Alexandre  24/05/2011 19:25
    "Alexandre, o que você sugeriria nesta situação? O que deve ser feito?"

    Para minha resposta vai uma colagem da mensagem do Eng.:

    "Dentro de um sistema de organização social libertário, talvez a solução seria que cada comunidade autônoma estabelecesse dentro do seu código de normas de convivência, se esse tipo de manifestações homoafetivas (gostou? termo da moda...) seria tolerado ou não, e informando aos visitantes as regras do local."


    Eu possuo formação religiosa, o que me faz entender o ativismo gay como uma agressão. Assim, temeria a possibilidade irrestrita que gays poderiam ter numa sociedade, digamos, libertária.

    No mais, eu no fundo não creio que a "sociedade" seja conservadora, eu acredito que ela seja na maioria, hipócrita. Digo isso, pois recentemente vi uma pesquisa dizendo que grande parte dos brasileiros crêem em Deus, sendo qué fácil constatar a imoralidade do brasileiro.

    Daí, eu concluo como alguns que, sendo a sociedade composto de homens imperfeitos, é melhor não dar poder a estado algum, que é controlado pelos mesmos homens imperfeitos. Meu principal temor é esse poder do estado acompanhado pela não-reação da sociedade.

    Eu na minha insignficância rejeito os serviços públicos embora pague por eles, sempre exponho minha contrariedade quando ouço algum próximo defendendo a idéia que é bom ser funcionário público ou defendendo a existência de um poder estatal.

  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 16:27
    Tai a boa pergunta que não foi formulada.

    Não se trata de permitir estes tipos exóticos de se beijarem em público (acho desagradável ver isso, mas ver deficientes tb não é visão agradável).

    A pergunta é:

    Se dois gays querem se casar e obterem os direitos legais mútuos de um casamento, um conservador é favorável?

    O casamento que desejam é no CIVIl e se alguma Igreja concordar em realiza-lo que assim o faça.

    Afinal EM QUE O CASAMENTO de GAYS interfere na vida de conservadfores para estes desejarem PROIBIR tal união?

    ...só se conservadores enrustidos desejarem que os gays continuem promiscos e disponíveis até para conservadores que com eles não se queiram casar ...hummmmmm ...por que querem interferir na vida dos gays?

    Eu sou contra apenas a adoção de crianças sem discernimento, pois neste caso se esta envolvendo terceiros que sofrerão as consequencias. ...mas se a criança sabe discernir e aceita ,...o problema é dela.
  • Marcelo Armani  23/05/2011 18:02
    "(...) De outro lado, a "liberdade" é, com freqüência, nada mais que um adorno retórico usado para encobrir a vigência de algum princípio totalmente diverso. Quando, com a cara mais bisonha do mundo, o liberal proclama que "a liberdade de um termina onde começa a do outro", ele está reconhecendo implicitamente - embora quase nunca o perceba - que essa liberdade é apenas a margem de manobra deixada ao cidadão dentro da rede de relações determinada por uma ordem jurídica estabelecida. O princípio aí fundante é, pois, o de "ordem", não o de "liberdade". Isso basta para demonstrar que a "liberdade" não é jamais um princípio, mas apenas a decorrência mais ou menos acidental da aplicação de um princípio totalmente diverso.

    Compare-se, por exemplo, a noção de liberdade com a de "direito à vida". Esta é um princípio universal que não admite exceções nem limitações de espécie alguma. Quando você mata em legítima defesa, ou para proteger uma vítima inerme, não está "limitando" a vigência do princípio, mas aplicando-o na sua mais plena extensão: a morte do agressor aparece aí como um acidente de facto, que em nada afeta o princípio, já que é imposto pelas circunstâncias em vista da defesa desse mesmo princípio. Nenhum raciocínio similar se pode fazer com relação à "liberdade". Quando você limita a liberdade de um para preservar a de outro, o que aí está sendo aplicado não é o princípio da "liberdade", mas o da "ordem" necessária à preservação de muitas liberdades relativas."

    Trecho do artigo "Liberdade e ordem", de Olavo de Caravalho (Diário do Comércio, 15 de fevereiro de 2010) link: www.olavodecarvalho.org/semana/100215dc.html
    Olavo
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  24/05/2011 01:10
    Ótimo texto\r
    \r
    O IMB trouxe uma questão que eu sempre achei interessante desde que eu começei a me interessar pelo estudo dos temas libertários e conservadores.\r
    \r
    Também sempre me interesso pelos textos e livros que ajudam a classificar as idéias em grupos separados pois acho isso importante para ser estabelecer um debate intelectualmente honesto.\r
    \r
    Eu entendo que não é possível ser conservador e libertário ao mesmo tempo porque existem agendas diferentes entre estas duas escolas de pensamentos.\r
    \r
    Para um libetário o valor mais importante é a liberdade, já o conservador acha que o apego a tradição e aos costumes é mais importante que a liberdade.\r
    \r
    Ocorre, que, eu acredito que possa haver um entedimento harmonioso entre estas duas escolas de pensamento vez que as principais instituições conservadoras, como a família tradicional e a religião, somente funcionam de forma adequada se houver adesão voluntária.\r
    \r
    Concordo plenamente com a idéia do texto de que é mais saúdavel mentalmente e mais fácil você se tornar um libertário primeiro depois adotar algumas idéias conservadoras. Tal atitude faz a pessoa ser menos autoritária.\r
    \r
    Assim, eu acredito que existam libertários que façam concessões a algumas teses conservadoras e que conservadores façam concessões a algumas teses libertárias.\r
    \r
    Ninguém é totalmente conservador e libertário ao mesmo tempo.\r
    \r
    Abraços \r
    \r
  • Samuel  25/05/2011 22:16
    Não tem como um liberal ser conservador. \r
    \r
    Enquanto os liberais se alinharem aos conservadores sempre (e com razão) serão vistos como o mainstream econômico, o que não é nem um pouco a verdade.
  • Andre Ramos  26/05/2011 14:57
    Excelente texto! Um dos melhores do IMB.
  • Willian  27/05/2011 10:17
    Muito bom este artigo.
  • Nogueira  02/06/2011 22:52
    Os libertários também são conservadores.\r
    Eles não admitem nenhuma outra forma de sociedade a não ser a que eles acham que é certa.\r
    E como são dessa forma, se a sociedade passar a ser libertária, os libertários atuais passarão a ser conservadores, pois não irão querer muda-la, uma vez que acham que tal sociedade é a certa.\r
  • Fernando Chiocca  03/06/2011 11:14
    Isso. E os comunistas também são conservadores pelo mesmo motivo. E todas as concepções políticas são conservadoras segundo este raciocínio. Tá sabendo legal Nogueira!

    Mas na realidade, quando observamos o que realmente importa em uma filosofia política, à saber, a defesa da propriedade privada, vemos que o conservadorismo é só mais um tipo de socialismo:

    O Socialismo do Conservadorismo
  • Nogueira  04/06/2011 16:06
    Exatamente!\r
    Todas as tendências políticas passam a ser conservadoras após assumirem o poder.\r
    O maior libertário de hoje será o maior conservador de amanhã se assumir o poder.\r
    \r
    Os que não estão no poder hoje nada mais querem do que serem protagonistas, para satisfazerem o próprio ego, nenhum deles querem nada mais que o poder, e quando o conseguem, o querem manter para sempre. \r
    Só falam em liberdade enquanto estão fora do poder, quando de posse do poder passam a defender o conceito que eles, e apenas eles, tem de liberdade.\r
  • nogueira  02/06/2011 23:08
    \r
    "O libertarianismo tem um e apenas um princípio básico - que todos devem ser livres para fazer o que quiserem, desde que suas atitudes não agridam terceiros. "
    \r
    \r
    E quem iria avaliar em quais condições se dá a agressão a terceiros?\r
    Se B acha que A o está agredindo e A acha que não está agredindo B, quem vai resolver essa pendência?\r
    Algum libertário poderia me elucidar essa dúvida?
  • Fernando Chiocca  02/06/2011 23:44
    C
  • Cerqueira  03/06/2011 03:42
    Antes de fazer qualquer negócio A e B assinam um papelzinho falando que se der problema, quem decide é C.Essa é uma imagem romântica da natureza humana, primeiro porque a maioria dos problemas do mundo é imprevisível, depois,eu duvido muito que judeus e palestinos por ex, algum dia concordassem sobre quem vai ser o C

    Essa situação foi colocada pela Ayn Rand: suponha que A fale que B roubou a propriedade dele.Daí A vai na casa do B com a polícia privada do A, e com um oficial da justiça privada do A.Chegando lá encontra o B falando que é inocente, e esperando junto com a polícia privada dele.O que acontece então?

    obs: caso as PP tenham um acordo pra não entrar em guerra entre si, elas são inúteis.Se A tiver sido roubado fica por isso mesmo e pronto.

    obs2: até supor que elas teriam um acordo já é wishfull thinking, num mundo livre se uma pp não quiser fazer acordo com ninguém,e se os clientes não se incomodam, quem é que vai obrigar ela?
  • JORGE  03/06/2011 18:48
    Ótima questão filosófica a apresentada por Ayn Rand.\r
    Subsequente a colocada pelo Nogueira.\r
    \r
    As duas pessoas A e B em confronto acionam as respectivas PP C e D, e como fica o impasse?\r
    Chamariam E para decidir?\r
    E quem seria E?\r
  • Rhyan  03/06/2011 21:04
    Há algumas soluções possíveis nesses casos, como ensinou Rothbard, Hoppe, D. Friedman e outros.

    Solução dos contratos. A e B provavelmente vivem num condomínio, este comdonímio para se manter seguro obriga seus usuários a assinar contratos com cláusulas anti-agressões. Claro que vai depender completamente onde o crime foi cometido, se eles vivem em diferentes condomínios, etc.. Mas creio que os contratos tenderão a ser parecidos por toda cidade ou até numa extensão maior.

    Tem a solução do mercado de leis, esse eu já não conheço muito.



  • JORGE  04/06/2011 16:26
    A situação regride aos primórdios da humanidade, não existe estado com um poder judiciário para resolver as discórdias.\r
    Se A e B tem uma discórdia quem vai determinar qual dos dois está com a razão?\r
    Mencionaram C, mas quem é C?\r
    Quem delega poderes a C para decidir?\r
    E porque não chamarem D?\r
    É esta a questão.\r
    \r
    Podemos colocar uma questão mais objetiva. \r
    Em um sistema libertário um paraguaio e um boliviano vem ao Brasil com seus carros, e batem.\r
    Ambos alegam que estão certos e querem indenização, quem e baseado em que princípios vai decidir quem tem razão? \r
  • augusto  04/06/2011 18:12
    Em um "sistema libertario", as ruas sao privadas, e quando o boliviano e o paraguaio entrarem na rua, estarao tacitamente concordando que os casos de acidente serao arbitrados pela empresa de arbitragem escolhida pelo proprietario da rua. Esse eh um caso extremamente simples.
  • Fernando Chiocca  04/06/2011 18:50
  • JORGE  05/06/2011 18:09
    Em um sistema "libertário" as ruas não serão mais livres, terão domo!\r
    Estranho jeito de liberdade esse.\r
    Em um sistema "libertário' o boliviano e o paraguaio não terão liberdade para optar, terão que concordar tacitamente!\r
    Estranha forma de liberdade essa.\r
    Em um sistema libertário o estado seria substituído pelo "dono da rua"!\r
    Estranho esse sistema libertário.\r
    \r
    De qualquer forma o problema continua porque o boliviano e o paraguaio podem dizer que não aceitam a arbitragem imposta despoticamente.\r
    \r
    O problema teórico geral colocado também continua sem resposta:\r
    Se A e B tem uma discórdia quem vai determinar qual dos dois está com a razão? \r
    Mencionaram C, mas quem é C? \r
    Quem delega poderes a C para decidir? \r
    E porque não chamarem D? \r
    É esta a questão. \r
  • augusto  05/06/2011 20:32
    Jorge,\r
    \r
    O erro do teu raciocinio eh achar que o paraguaio e o boliviano sao de alguma forma obrigados a usar a tal rua. Sao livres para optar: trafegar naquela rua, ou fazer outro trajeto. ;-)
  • JORGE  05/06/2011 23:09
    vc disse: \r
    "em um "sistema libertário", as ruas sao privadas", \r
    supõem-se então q todas as ruas são privadas, não existe opção. \r
    e mesmo q não fosse, tal rua pode ser a única via para um determinado caminho. \r
  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 16:54
    Esse caso implica sempre em UMA RELAÇÃO.

    Ora, toda relação deve ser baseada num CONTRATO.

    Saber se alguém violou ou não um contratop é o que ha de mais fácil.

    Se não ha relação, por exemplo:

    eu não quero que construam um prédio ao lado da minha casa porque vai fazer somra e prejudicar minha piscina.


    SOLUÇÃO:

    Dane-se a sua piscina. O vizinho comprou o terreno e tem direito de fazer o que desejar nele. Esta implicito no ato da compra. A menos que o vendedor tenha feito acordo com a vizinhança de não construir prédio jamais. Logo tal teria que ser informado na venda.

    Já no caso do vizinho fazer festas com som elevado, isso implica em invasão a propriedade alheia. O som INVADE a vizinhança e pórtal não deve ser aceito. Pois incomoda efetivamente INDIVÍDUOS e diretamente. Não por questão de gosto ou fricote.
  • Heber  04/06/2011 21:18
    Quanto a palestinos e judeus, eles ja tiveram um C varias vezes(Vide acordo de Camp David). Só que neste caso nenhuma das partes tinha real interesse em negociar nem muito menos escolheram o árbitro voluntariamente. É muito diferente de uma transação comercial em que ambas as partes tem o interesse em fechar contrato no qual voluntariamente aceitam a arbitragem de um "C", que pode ser simbolizado por agências de arbitragem.
  • JORGE  05/06/2011 18:17
    Não existem apenas transações comercias no mundo, existem também conflitos entre pessoas, conflitos entre grupos humanos, conflitos entre povos humanos (como palestinos e judeus, curdos e turcos, espanhóis e bascos, etc), e eles continuarão a existir em qualquer sistema, e qualquer sistema deverá saber lidar com eles.
  • Mauricio Trindade  06/06/2011 00:41
    Excelente artigo. Só devo comentar que existe tanto no artigo quanto nos comentários a ideia de conservadorismo como imobilismo político, a ponto de uns dizerem que libertárianismo e socialismo também seriam conservadores neste aspecto. De fato, neste aspecto, podem ser conservadores. Só não se pode a partir daí dizer que a filosofia política do conservadorismo seria parecida com a do libertarianismo ou do socialismo se quaisquer um desses estivesse no poder, como faz-se supor por estes comentátios.

    Se um conservador se vê em meio há um estado socialista no qual anteriormente era baseado em preceitos tradicionais com a valorização da família e da religião que foram abolidas pelo estado atual, o desejo deste conservador é voltar ao estado anterior e não o conservar tal estado, assim a palavra que mais caberia neste caso poderia ser reacionário para não gerar confusões tão tolas como esta que vimos aqui.
  • Nyappy!  09/01/2012 03:32
    O problema é que muitos preceitos aqui citados não estão refletindo muito a situação atual do Brasil.

    O conservadorismo brasileiro é maquiavelicamente estatista e clientelista, -- diferente do conservadorismo norte-americano, que vê a família como organizadora da sociedade e economicamente são liberais clássicos, com algumas exceções -- o conservadorismo brasileiro foi um fenômeno vindo desde Getúlio Vargas, que é considerado um herói até pelos esquerdistas pelo seu nacionalismo irracional e pelo fetichismo de controlar a economia.
  • Rodrigo  28/01/2012 07:20
    Nem de longe isso procede. Nem de longe! Na época do império os 2 partidos existentes eram liberais sendo que a nossa constituição era liberal tb. Na república do período Vargas, o maior opositor dessa política eram os conservadores.

    O conservadorismo brasileiro tem absolutamente nada enraizado em estatismo. Nada.
  • joão  17/05/2012 22:44
    Falar que conservadorismo é um apelo cego e, como inferido do final do seu texto, irracional te declara um tanto inculto a respeito do mesmo. Evidente que os autores conservadores sejam defensores de ideias abstratas e fontes tradicionais específicas, entretanto seus desdobramentos, que se revelam na forma solicitada(argumentação), são acompanhados por uma extensa doutrina histórico-filosófica mais convidativa que resumível. A fundamentação do conservadorismo é a fundamentação teleológica-e teológica- da condição humana. Não de caráter rígido-aleatório mas sim de caráter metafísico-propositivo.
  • Catarinense  18/05/2012 06:13
    "O conservadorismo, por outro lado, estará sempre à mercê das perguntas: Qual tradição? Quais costumes? Quais hábitos?"

    O talebã pode ser considerado conservador, pois pretende preservar os costumes e tradições. E aí?
  • mcmoraes  18/05/2012 06:48
    Me lembrei de um trecho de Mises: "...To conserve means to preserve what exists. It is an empty program, it is merely negative, rejecting any change ... To conserve what exists is in present-day America tantamount to preserving those laws and institutions that the New Deal and the Fair Deal have bequeathed to the nation..." (apud Mises: The Last Knight of Liberalism, pag 992)
  • joao  28/05/2012 19:37
    "Rejecting any change? merely negative?" Se Mises disse isso, foi um equívoco meio pesado. Só google Edmund Burke, Russel Kirk. Agora vou fazer o favor de apresentar uma justificação da presença do Estado: Nem todos são capazes de aprender na mesma medida. Mas tenho(tem-se no conservadorismo) uma esperança ímpar a respeito da condição do indivíduo, acreditando por exemplo que o suicídio deva ser tratado como patologia e desincentivado, e que fetos tenham direito a vida independente da conveniência hedonística de seus fatos geradores. Se vocês propõem um materialismo estatal, já vou adiantar para vocês que a consequência é o amoralismo e consequentemente o autoritarismo. Pois para um Estado materialista, o direito à liberdade é uma mera concessão por parte do detentor do fator material de poder, assim como a vida humana, que em tal regime necessariamente ateísta é mero recurso renovável.

    Existem construções bem mais rigorosas e elaboradas que as filosofias da liberdade, e os pensadores mais compromissados vão acabar caindo na metafísica. Nisso você pode investigar propostas de civilizações agnósticas, céticas, ateísticas etc.
  • Catarinense  29/05/2012 07:32
    Do priberam:

    conservador
    adj.
    1. Que conserva.
    2. Que é oposto a mudanças políticas.
    s. m.
    3. Partidário da política conservadora.
    4. Título de certos funcionários, encarregados da conservação de arquivos, de registos, de bibliotecas, etc.
    adj. s. m.
    5. Que ou quem não gosta de mudanças em relação ao que é habitual ou tradicional. = REACCIONÁRIO


    Lula e Dilma são conservadores, na atual conjuntura política.
  • joao  28/05/2012 19:23
    E aí o que?
  • Absolut  28/05/2012 21:36
    Tudo bom?
  • anônimo  18/04/2013 23:59
    tudo, e a família como vai?
  • ....  11/01/2015 20:10
    Vai bem, e como tá o Pedrinho?
  • anônimo  09/06/2012 13:40
    Não entendí essa passagem:

    "Você deve se lembrar que no filme A Vida de Brian, do Monty Python, quando os membros da Frente dos Povos da Judéia (não confundir com as facções rivais Frente dos Povos Judeus e Frente Popular da Judéia) estão conspirando para sequestrar a esposa de Pôncio Pilatos, é feita a pergunta: o que os romanos já fizeram por nós? A resposta é: nada — bem, nada exceto saneamento, medicina, educação, irrigação, saúde pública, estradas, sistema de águas, casas de banho públicas e ordem pública."

    O q o artigo quer dizer com isso? Esas coisas (estradas, aquedutos, banhos públicos) era tudo pelo pelo Estado com a grana dos contribuintes...é o msm discurso esquerdista e keynesiano segundo o qual obras públicas como saneamento, cosntrução de estradas, portos pelo governo são bons...
    Ademais, no q se refere aos valores morais, estas obras (banhos públicos, arenas, anfiteatros...) destruiram as famílias, tanto a romana como a hebraica...essa é uma das causas da queda posterior do Império Romano.
  • Rhyan  10/10/2012 18:05
    Rothbard teve uma forte mudança nos seu pensamentos políticos? Antes ele colocava o libertarianismo como a nova esquerda, depois ele vira paleoconservador, é isso?

    Existe alguma linha libertária ou autor famoso que seja explicitamente libertino? Eu achei até Ayn Rand um pouco conservadora.
  • Heitor  18/04/2013 21:25
    Essa richa entre conservadores e libertarios é uma merda, eu admiro muito ambas as doutrinas e as duas tem o mesmo fim, ficar nesse fogo amigo só fortalece os amantes do coletivismo.

    O que Kirk fala sobre a tolerancia do Libertarianismo é completamente valido, uma sociedade libertaria duraria o tempo necessario para um Che Guevara da vida se organizar em uma Milicia e a derrubar. O libertarianismo é lindo, mas em todos os seus termos completamente utopico, é um otimo estudo para se formar uma filosofia de vida, mas não há como se implantar como forma de organização da sociedade, por isso Hayek e Friedman foram premiados com nobel enquanto Mises e Rothbard não, Hayek e Friedman entenderam essa problematica e pensaram um estado minimo liberal, infelizmente acabaram acusados pelos dois outros de serem "socialistas".

    Quanto a possibilidade de mudanças no conservadorismo,ela existe e é forte, porém de forma gradual e natural, é obvio que daqui a 100 anos o mundo será completamente diferente, mas essa mudança não precisa ser abrupta, não precisamos de uma revolução, as revoluções alias sempre tem uma tendencia engraçada de relativizar o direito a vida e causar banhos de sangue, um cara que pensou nessa variavel e criou um plano que visa mudanças graduais através de uma dominação cultural foi Gramsci, o conservadorismo sendo usado por coletivistas, enquanto poderia dar as mãos ao libertarianismo e trabalharem juntos para tornar reais as ideias de defesa da liberdade e propriedade privada que compartilham...

    infelizmente os "militantes" acabam sendo mais extremos até que os coletivistas(socialistas, comunistas e anarquistas caminham juntos) e não se unem...
  • Fernando Chiocca  18/04/2013 22:19
    Essa richa entre conservadores e libertarios é uma merda, eu admiro muito ambas as doutrinas e as duas tem o mesmo fim, ficar nesse fogo amigo só fortalece os amantes do coletivismo.

    Admira tanto o libertarianismo que logo na linha de baixo chama de tolice... SIC

    O que Kirk fala sobre a tolerancia do Libertarianismo é completamente valido, uma sociedade libertaria duraria o tempo necessario para um Che Guevara da vida se organizar em uma Milicia e a derrubar.

    Se ele diz isso, diz uma grande imbecilidade, e vc faz o mesmo ao repetir tamanha besteira.
    Uma sociedade libertaria só viria a se consolidar se uma maioria rejeitasse o estado e seu roubo institucionalizado. Um Che Guevara jamais iria surgir, pois o que ele fez foi tomar um poder estatal já consolidado. Ou seja, Che só pode surgir num ambiente estatista, jamais numa sociedade libertária.

    O libertarianismo é lindo, mas em todos os seus termos completamente utopico, é um otimo estudo para se formar uma filosofia de vida, mas não há como se implantar como forma de organização da sociedade, por isso Hayek e Friedman foram premiados com nobel enquanto Mises e Rothbard não, Hayek e Friedman entenderam essa problematica e pensaram um estado minimo liberal, infelizmente acabaram acusados pelos dois outros de serem "socialistas".

    Ai bateu o recorde de asneira...
    O Nobel é uma grande farsa, um premio patrocinado pelo banco central sueco...só na sua cabecinha cientistas economicos rigorosos com teorias contrárias a bancos centrais iriam ser premiados por este embuste. Até Obama ganhou o Nobel da paz..
    E Hayek e Friedman criaram o neoliberalismo, que solapou com o movimento pela liberdade por anos, transformando o mundo neste antro de socialdemocracia que vivemos hoje.


    infelizmente os "militantes" acabam sendo mais extremos até que os coletivistas(socialistas, comunistas e anarquistas caminham juntos) e não se unem...


    hehehe, e fechou com chave de ouro.. com o cúmulo de comparar libertários com comunnistas.
    Isso é particularmente bizarro vindo de um conservador, depois que Hoppe demonstrou que o conservadorismo é um tipo de socialismo: www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=586
  • anônimo  19/04/2013 00:06
    O Deus Hoppe disse ta dito.Não tem mais o que discutir.
  • anônimo  19/04/2013 09:28
    Os conservadores americanos são gente como o Ron Paul, gostam dos valores tradicionais, dos princípios dos pais fundadores, valorizam a constituição minarquista, preferem um estado mínimo,odeiam o marxismo cultural, são contra o assistencialismo e essas guerras inúteis.Inclusive é o partido republicano que tinha tradição de acabar com essas guerras.
    ESSES são os conservadores americanos hoje:


    E um che guevara podia muito bem dominar sim uma sociedade ancap. Qualquer idiota com um exército forte pode. O 'argumento' dos ancaps contra isso é só um monte de besteiras do mundo da imaginação que nunca foi posto em prática e que só faz sentido na cabeça deles. Um exército de soldados amadores com uns riflezinhos tentando derrubar tanques e drones e mil e uma coisas que só os governos tem...o sujeito que acredita nisso é uma criatura digna de pena.
  • Raimundo dos Santos Rodrigues  19/04/2013 01:36
    Que texto maravilhosamente lindo!
  • Roberto Jargemboski  09/10/2013 02:04
    "O conservadorismo, por outro lado, estará sempre à mercê das perguntas: Qual tradição? Quais costumes? Quais hábitos?"
    Mas é ÓBVIO!
    Só o progressismo com todo seu pontencial destrutivo e genocida poderia ter a pretensão universalista de encontrar respostas capazes de se adequadar a absolutamente todas as situações, ignorando pro completo as idiossincrasias culturais e temporais, e a tradição moral de cada sociedade.
    Qualquer comportamento nessa direção não difere em nada das utopias reformistas responsaveis pelos maiores genocídios e atrocidades da historia da humanidade.
  • Emerson Luis, um Psicologo  12/12/2014 00:03

    O liberalismo é ótimo, mas incompleto. O conservador de boa estirpe acredita que a realidade é regida por leis naturais, que o ser humano é falível e só pode ser aprimorado até certo ponto. Sim, é possível ser liberal e conservador, desde que não haja nem defenda ações indevidamente coercitivas. O problema não é o fenômeno "tradição" em si, mas sim o tradicionalismo. O que seria sim praticamente de conciliar mantendo a coerência é a filosofia liberal com a "progressista".

    * * *
  • MARCO VICTOR HERMETO  15/11/2016 13:25
    Citando Hans Hermann Hoppe (Democracia, O Desu que falhou, p.244): O" capitalismo de propriedade privada e o multiculturalis¬mo igualitarista formam uma combinação tão improvável quanto o socia¬lismo e o conservadorismo cultural. E, na tentativa de combinar o que não pode ser combinado, muitos do movimento libertário moderno con-tribuíram efetivamente para a continuação da deterioração dos direitos de propriedade privada (assim como muitos do conservadorismo contem¬porâneo contribuíram para a erosão das famílias e da moralidade tradi¬cional). O QUE OS LIBERTÁRIOS CONTRACULTURAIS FALHARAM EM RECONHECER – E O QUE OS VERDADEIROS LIBERTÁRIOS NÃO PODEM DEIXAR DE ENFATIZAR – É QUE A RESTAURAÇÃO DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE PRIVADA E DA ECONOMIA LAISSEZ-FAIRE IMPLICA UM AUMENTO FORTE E DRÁSTICO DA "DISCRIMINAÇÃO" SOCIAL, ELIMINAN¬DO RAPIDAMENTE A MAIOR PARTE – SE NÃO A TOTALIDADE – DAS EXPERIÊNCIAS DE ESTILOS DE VIDA MULTICULTURAIS E IGUALITARISTAS TÃO CARAS AOS LIBERTÁRIOS DE ESQUERDA. Em outras palavras, OS LIBERTÁRIOS DEVEM SER CONSERVADORES RA¬DICAIS E INTRANSIGENTES."
  • Natan Rodrigues  04/10/2017 23:05
    Sou Conservador, ou melhor, tenho ultimamente me definido assim. Acredito que esse impasse é mais teórico que prático, pois o bom senso é o que prevalece no mais das vezes. Ocorre que essas teorias quase sempre nos impelem a uma rotulação prematura de um indivíduo pela simples afirmação de ser um conservador ou libertário. Devido a minha Formação cristã, estou convicto que o dogma libertário tal como foi exposto" o ser humano fazer tudo o que quiser desde que não agrida a terceiros" não está equivocado, pelo contrário diria até que é mais conservador que libertário, por assim dizer, haja vista o componente ético que limita a ação. A questão que eu colocaria não seria essa, estou certo de que o ser humano pode fazer tudo o que quiser, independente das consequências, isso em razão de sua natureza ontológica; mais a responsabilidade é ingrediente essencial da própria liberdade. Estou dizendo que a liberdade sem responsabilidade torna-se um princípio de efeitos negativos, seja para o próprio indivíduo seja para terceiros. Isso nos leva a uma dimensão de responsabilidade maior, que é aquela que mostramos preocupação pelos atos dos outros indivíduos, e suas repercussões. Isso não significa uma intromissão maléfica na liberdade do outro, mas o reconhecimento da impossibilidade da existência de ações que atinjam unicamente o indivíduo; e mesmo que elas existissem, o reconhecimento de que o indivíduo tem um valor que transcende a ele mesmo, isto é, um valor de interesse coletivo. Reconheço que exposto dessa forma, esse pensamento, pode embasar, alguma forma de coletivismo, mas não é esse o caso. O que quero é apenas enfatizar que o indivíduo deve ter um senso de responsabilidade individual e coletiva nas suas ações, é dizer, deve se submeter a um código mais elevado que ele mesmo, pois acredito que somente da inteira submissão é que nasce a verdadeira liberdade.
  • Sempre Mais do MESMO  21/02/2018 18:42
    Vejamos o que disse:

    " Devido a minha Formação cristã, estou convicto que o dogma libertário tal como foi exposto" o ser humano fazer tudo o que quiser desde que não agrida a terceiros" não está equivocado, pelo contrário diria até que é mais conservador que libertário"

    No velho testamento do deus pai manda matar gays e zoofilos e adulteras e etc..
    Referir-se ao novo testamento, inventado na decadência do Império Romano a fim de tornar a população SUBMISSA voluntariamente através da nova moral, como diferente e superior ao velho testamento é dizer que o filho homem do tal Javé era mais sábio do que o tal deus pai SENHOR dos EXÉRCITOS que ordenava GENOCÍDIOS, além dos comuns apedrejamentos.

    No mais, os conservadores são notórios propagandistas contra o CASAMENTO GAY.

    Ora, dois gays casando-se para terem direitos mutuos pecuniarios (herança, pensão) NÃO IMPLICA em DANO ALGUM aos demais.

    Qual então a razão para conservadores SE IMISCUIREM NAS RELAÇÕES De ALCOVA ALHEIAS?

    Preferem gays promiscos e disponiveis para conservadores que não se querem casar com eles?

    Esta provado que sua afirmação, no inicio do coment reproduzida, É FALSA.

    Duas pessoas que se querem casar voluntariamente NÃO FAZEM MAL a NINGUÉM e os conservadores querem PROIBI-LOS de casarem-se. Ficariam menos promiscuos e talvez seja esse o medo dos conservadores.
  • pedro  29/03/2018 21:30
    O individualismo é a defesa do indivíduo como autoridade sobre sua propria vida. Em outras palavras seria um sinônimo de egoísmo, porém assim como liberdade sem um limite se torna libertinagem, egoísmo sem limites se torna egocentrismo e isso pode levar ao autoritarismo. Me considero sim conservador e me imponho o reliogismo(humanismo cristão), que aceita o individualismo como algo natural no homem, promovendo limites morais para que a liberdade individual seja defendida.
  • Vitor  29/03/2018 21:41
    Comentário até bom, mas há uma confusão de conceitos aí. Em um arranjo de livre mercado, é impossível o individualismo virar egoísmo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2079
  • Lucas Gabriel  25/06/2018 17:53
    Eu defendo que deva haver menos estado, ou seja, sou liberal economicamente falando, contudo, sei que chegará um momento em que o governo se tornará inútil, ou seja, chegaremos a um anarcocapitalismo, mas mesmo em um sistema libertário, eu como também um conservador, não acho que os valores judaico-cristãos, a proibição do aborto e defesa da família tradicional deveriam acabar.


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