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A diferença entre genuínos capitalistas e progressistas

A visão que os progressistas têm do governo é facilmente entendida e faz todo o sentido quando você finalmente entende como eles pensam, quais são os equívocos de suas ideias e quais são as pressuposições implícitas que elas têm a respeito da origem da renda. 

A visão dos progressistas ajuda a explicar as políticas que eles apóiam, tais como a redistribuição de renda, e a linguagem que eles utilizam, como suas inflamadas exortações para que os ricos "deem algo de volta" para a sociedade.

Em termos gerais, os progressistas entendem a economia de uma das duas maneiras a seguir:

1) Eles supõem que a verdadeira fonte de renda das pessoas é uma gigantesca pilha de dinheiro que, em teoria, deveria ser distribuída igualmente entre todas as pessoas da sociedade.  O motivo de algumas pessoas terem mais dinheiro que outras é simplesmente porque elas chegaram a essa pilha primeiro e gananciosamente pegaram uma fatia injustamente grande para elas.  Sendo esse o caso, a justiça requer que os ricos deem algo de volta; e se eles não fizerem isso voluntariamente, o governo deve confiscar seus ganhos ilicitamente adquiridos e restituí-los aos seus donos de direito.

2) A outra visão progressista, concorrente a essa, pressupõe que toda a renda é distribuída, como em uma política de distribuição de renda.  É como se houvesse um distribuidor de dinheiro.  O motivo de algumas pessoas terem mais dinheiro do que outras é porque o distribuidor de dinheiro é racista, machista, conservador ou um representante dos "grandes interesses do capital".  Nesse caso, a única coisa certa a ser feita com aqueles para quem o distribuidor de dinheiro injustamente deu muito dinheiro é obrigá-los a devolver a fatia ilícita de seus ganhos.  Se eles se recusarem a fazer isso voluntariamente, então é função do governo desencadear a fúria da Receita Federal sobre estes insensíveis, confiscando seus ganhos ilícitos para restituí-los aos seus donos de direito.  Em suma, deve haver uma redistribuição do dinheiro na sociedade — ou aquilo popularmente conhecido como 'redistribuição de renda'.

Já os sensatos e racionais reconhecem que, em uma sociedade livre, a renda não é nem confiscada nem redistribuída; em sua grande maioria, ela é obtida por meio do trabalho.  A renda é ganha quando um indivíduo satisfaz seus semelhantes.  Quanto maior a capacidade e aptidão de satisfazer seus semelhantes, maior a fatia de riqueza que este indivíduo pode adquirir deles.  Essa fatia de riqueza é representada pela quantidade de dinheiro que ele recebe de seus semelhantes.

Digamos que eu me ofereça para lavar o seu carro.  Por ter feito isso de maneira competente, você me paga $20.  Ato contínuo, eu vou a uma mercearia e peço "Dê-me 1kg de carne e seis latas de cerveja que meus semelhantes produziram".  Com efeito, o vendedor vai me perguntar, "Williams, você está pedindo aos seus semelhantes para que eles lhe sirvam.  Você por acaso os serviu também?" E eu respondo, "Sim."  E o vendedor emendará "Então prove!"

Nesse momento vou mostrar os $20 que obtive por ter servido meu semelhante.  Podemos pensar nesses $20 como "certificados de performance".  Eles representam a prova de que eu prestei serviços ao meu semelhante.  O raciocínio em absolutamente nada mudaria caso eu fosse, por exemplo, um ortopedista com uma enorme clientela, ganhando $500.000 por ano por ter prestado serviços aos meus semelhantes.  Ademais, tendo eu já lavado o carro do meu semelhante ou já curado sua fíbula fraturada, o que mais eu devo a ele ou a qualquer outra pessoa?  Qual a justificativa de eu ser obrigado a distribuir meus ganhos para terceiros?  Agora, se alguém quiser ser caridoso, isso é outro assunto, totalmente distinto.

Compare a moralidade de ter de servir o seu semelhante para poder ganhar uma fatia daquilo que ele produz com a (i)moralidade de receber dinheiro redistribuído pelo governo (seja via assistencialismo, funcionalismo público, ou grandes empresários que trabalham que recebem subsídios do governo).  O que ocorre é que o governo simplesmente diz a esse povo: "Você não precisa servir o seu semelhante para adquirir uma fatia de tudo o que ele produz.  Nós vamos confiscar parte do que ele produz e dar tudo para você.  Apenas vote em mim".

Afinal, quem deveria devolver parte do que ganhou?  Pense em Bill Gates, que fundou a Microsoft, ou em Steve Jobs, que fundou a Apple Computer, ou em Sam Walton, que fundou a Wal-Mart.  Qual desses bilionários adquiriu sua riqueza nos obrigando a comprar seus produtos?  Qual deles confiscou a propriedade de terceiros?

Cada um desses três — e milhares de outros — é um indivíduo que enriqueceu prestando serviços aos seus semelhantes, criando produtos que tornaram a vida melhor e mais fácil.  O que mais eles devem?  Para quem eles devem?  Eles já deram e "redistribuíram" a sua fatia.

Compare-os agora aos homens do governo.  Compare os bens e serviços que cada um produziu e compare a maneira como eles enriqueceram.  É justo?

Logo, se há alguém que realmente tem a obrigação de devolver algo para a sociedade, estes são os ladrões e receptadores do roubo legalizado — a saber, as pessoas que utilizam o governo, inclusive vários magnatas que recebem subsídios corporativos, para viver à custa de seus semelhantes. 

Quando um país vilipendia os produtivos e transforma em mascotes os improdutivos, seu futuro está condenado.



autor

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


  • Tiago  19/05/2011 11:27
    Escolheu mau o exemplo de biolionários... Bill Gates certamente se beneficiou da propriedade intelectual para se enriquecer, e isso implica em ter usado violência indireta contra inocentes.
  • Norbs  19/05/2011 11:47
    Bill Gates não obrigou absolutamente ninguém a usar o programa dele.Quem não gosta de windows pode muito bem usar linux, que é o que muita gente já faz.
  • Norbs  19/05/2011 11:52
    E depois o windows, como um monte de programas comerciais, tem um contrato de licença, se você concorda, beleza, se você não concorda, não assine, não use.
    Como é que isso fere a liberdade de alguém? Parece mais a história do cara que comentava aqui e que falvaa que o wall mart OBRIGOU ele a comprar tomate lá, só porque era perto, conveniente e ele queria o que o wall mart tinha lá.
  • Joao  19/05/2011 12:05
    E porque a cerveja no Wal Mart era mais barata :)
  • Tiago RC  19/05/2011 12:41
    Se eu tiver acesso ao programa sem assinar tal contrato, ninguém tem o direito de me agredir caso eu o utilize como bem entender. No máximo, você poderia processar o primeiro a quebrar o contrato, e só.
    E todos sabemos que não é assim que funciona com PI.
  • Norbs  19/05/2011 13:19
    Ou seja, tudo bem usar um carro roubado, fazendo de conta que não sabe que ele foi roubado.Sendo que todo mundo sabe quem era o dono original e que foi roubado.
  • Fernando Chiocca  19/05/2011 13:30
    Norbs, é sério que você não consegue ver a diferença entre roubar um carro e copiar um carro?
    Roubar um carro é uma coisa. Ver um carro, ou mesmo ter acesso à instruções de fabricação de um que tinha um contrato com alguém, mas não comigo, e construí-lo usando meus recursos legítimos, é outra coisa.

    Realmente, usar o Bill Gates como exemplo nunca é bom, pois ele se beneficiou e muito de ataques à propriedade. Mas eu não acredito que o exemplo dele seja errado, pois mesmo sem isso, sua genialidade o levaria a uma fortuna e sucesso sem precedentes.
  • Norbs  19/05/2011 13:40
    ' é sério que você não consegue ver a diferença entre roubar um carro e copiar um carro?'

    Se tem um contrato, em que as duas partes concordam que copiar aquilo sem pagar o programador que fez aquilo é roubo,e se todo mundo sabe que isso existe, então é verdade, não consigo ver diferença não.

    Agora nisso eu concordo, mesmo sem Windows Bill Gates teria ficado rico porque ele é um gênio.Tem um vídeo dele no youtube que ele fala que se fosse começar a vida hoje, ele não iria fazer programas e sim máquinas pra exames médicos.
    O que é perfeitamente compreensível, como é que alguém vai querer ficar rico sabendo que todo mundo acha certo pegar o que ele fez sem pagar nada?
    Ou seja, o que os piratas fazem é matar os incentivos que geram as coisas que eles querem tanto ter de graça.
  • Norbs  19/05/2011 13:34
    Esse é o tipo da coisa que me faz não acreditar na natureza humana.
    ATÉ entre os libertários tem gente que quer levar vantagem usando o trabalho dos outros, procurando brechas na lei pra ficar dentro do que é legal mas não é moral.
    O cara sabe o que o produto é, sabe quem fez, sabe que o empresário gastou tempo e recursos naquilo sem garantia nenhuma de retorno, SABE QUE PRA USAR AQUILO TEM UM CONTRATO, e fica procurando desculpas pra ficar com o produto de graça.

    Todo mundo que usa windows pirata SABE que é pirata, até porque o próprio programa fala isso nas tuas ventas o tempo todo.
  • Fernando Chiocca  19/05/2011 14:00
    Os piratas foram os primeiros recebedores de patentes da história. Logo, o correto uso da palavra pirata seria o contrário do que você está usando.

    A natureza humana envolve o conceito de propriedade. O conceito de propriedade envolve o conceito de escassez. Logo, quem perverte a natureza humana são os pró PI.

    "Matar incentivos" sequer pode ser considerado um argumento pro PI. Você tem passado muito tempo por aqui. Recomendo a você o revolucionario paper do Kinsela: www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=29
  • mcmoraes  19/05/2011 14:04
  • Norbs  19/05/2011 14:26
    Já ví esse vídeo idiota.
    Acho que vocês tem algum problema na vista,vou ter que repetir que o ponto não é se você acredita ou não no conceito de PI, e sim se é moral ajudar quem faz uma quebra de contrato.
  • augusto  19/05/2011 14:34
    Nao me parece ser bem essa a questao. No caso especifico do software da Microsoft, quem compra o produto original sabe - porque esta bem estabelecido no contrato - que esta comprando uma licenca de uso, e que a criacao de copias eh proibida. De novo: proibida por contrato.\r
    \r
    Agora, a partir do momento em que essa copia - resultado da quebra de um contrato voluntariamente estabelecido entre as partes - se torna disponivel para terceiros, esses terceiros nao tem qualquer responsabilidade ou divida com nenhuma das partes originais.\r
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    Ai alguem vai rebater, "mas quer dizer que se alguem compra um carro roubado, sabendo que este carro eh roubado, tambem nao esta participando do crime?". A comparacao nao faz sentido. No roubo, o objeto fisico sai da posse do legitimo proprietario, que se ve privado de usa-lo. A ideia de que copiar eh roubar nao faz o menor sentido.\r
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    Por outro lado: se voce compra um programa - aceitando os termos do contrato - copia e torna o programa disponivel para o publico, entao voce quebrou o contrato. Nao eh um criminoso, mas quebrou um contrato, e deveria sofrer uma consequencia por isso.\r
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    Infelizmente, a consequencia hoje eh penal (multa e reclusao). Deveria ser uma questao de direito comercial.\r
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    A unica coisa que a empresa produtora teria que fazer seria incluir uma especie de "codigo DNA" em cada original vendido, tracando-o para cada comprador especifico e monitorar o surgimento de copias.
  • Norbs  19/05/2011 14:46
    'Agora, a partir do momento em que essa copia - resultado da quebra de um contrato voluntariamente estabelecido entre as partes - se torna disponivel para terceiros, esses terceiros nao tem qualquer responsabilidade ou divida com nenhuma das partes originais. '

    O terceiro vai estar pagando por uma coisa que ELE SABE que veio da quebra de um contrato, ele sabe até que é o fato dele pagar que faz com que a quebra de contrato exista, como é que ele não tem dívida nenhuma com isso?
  • augusto  19/05/2011 15:11
    Pelo motivo que eu expliquei no paragrafo seguinte: porque quando voce compra (ou, na maior parte dos casos, obtem de graca via internet) um produto pirateado, voce nao privou o proprietario original do bem.\r
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    O argumento eh fraco? Pode ate ser. Nao me "incomodaria" muito se a terceira parte fosse de alguma forma responsabilizada. Mas de novo: eh um assunto estritamente comercial, nao criminal. A rigor, nao precisa de lei sobre o assunto, cada contrato elenca as responsabilidades de cada parte (nesse aspecto, eh dificil responsabilizar um terceiro, porque este sequer assina o contrato) e as punicoes em caso de desrespeito as clausulas estabelecidas. E voce ainda pode definir uma corte de arbitragem em vez de recorrer a justica estatal.
  • augusto  19/05/2011 15:20
    Obviamente, para responsabilizar um terceiro, voce teria que provar objetivamente que voce foi privado do bem - o que no caso da *copia*, nao acontece. Alem disso, voce teria que saber exatamente quem copiou o que de quem, quantas copias foram feitas, se houve ou nao pagamento, etc.\r
    \r
    Quando eu disse que nao me "incomodaria" a responsabilizacao do terceiro, na verdade queria dizer, "se o terceiro ativamente participou da quebra do contrato, fazendo ele mesmo a copia, ou forcando o contratante a fazer a copia", ai sim ele poderia ser co-responsavel. Talvez ate inteiramente responsavel, se o contratante nao sabia que a copia estava sendo feita.\r
    \r
    Mas so nesses casos mesmo. E ainda assim, com muitas duvidas. O ponto principal permanece: eh uma questao contratual, entre duas partes que voluntariamente entram em um arranjo comercial. Nao eh materia para lei, principalmente para lei penal.
  • Norbs  19/05/2011 16:23
    'quando voce compra (ou, na maior parte dos casos, obtem de graca via internet) um produto pirateado, voce nao privou o proprietario original do bem.'

    Eu não privei, mas a questão é que ESTAVA NO CONTRATO que o cara que hackeou concordava que não tinha o direito de copiar pra vender.
    Então se PI existe ou não, é uma coisa, se o contrato foi quebrado é outra.
    Em outras palavras: eu paguei pro cara quebrar o contrato, se dentro do contrato tinha que o cara não podia falar A B ou C,ou se tava no contrato que o cara não podia fotografar não sei o que, não importa, tinha lá, ele concordou e assinou.
    E eu paguei pra ele quebrar, como é que não tenho culpa nenhuma?

    'Obviamente, para responsabilizar um terceiro, voce teria que provar objetivamente que voce foi privado do bem'
    Ou então provar que o contrato foi quebrado.

    'Quando eu disse que nao me "incomodaria" a responsabilizacao do terceiro, na verdade queria dizer, "se o terceiro ativamente participou da quebra do contrato, fazendo ele mesmo a copia, ou forcando o contratante a fazer a copia", ai sim ele poderia ser co-responsavel.'
    ISSO.Finalmente alguém entendeu.I rest my case.


    Só mais uma coisa, essa discussão se PI existe ou não, é tudo irrelevante, porque o dinheiro do Bill Gates veio de quem LEU O CONTRATO, CONCORDOU E PAGOU VOLUNTARIAMENTE, portanto no final o cara do artigo ta certo, Bill Gates é um exemplo mesmo.
  • Norbs  19/05/2011 14:14
    'A natureza humana envolve o conceito de propriedade. O conceito de propriedade envolve o conceito de escassez'

    Eu não quero ir nessa direção, existem toneladas de filósofos e sociólogos que discordariam desses conceitos,o que daria uma discussão interminável, só que esse não é o ponto

    O ponto não é nem se você concorda ou não com PI.O moral que eu falei era colaborar com um cara que faz um roubo, não era você mesmo roubar.
    Se você paga por um windows sem contrato, independentemente de concordar ou não com PI você sabe que ALGUÉM TEVE que assinar o contrato pra depois fazer essa versão sem contrato.Independente de você acreditar em PI ou não, você está colaborando com o cara que quebrou o contrato.
    Se o hacker também não acredita, também não tinha ninguém obrigando ele a assinar um contrato com uma coisa que se resolveu chamar de PI ou de outro rótulo qualquer.


  • Fernando Chiocca  19/05/2011 14:50
    TOneladas de folosofos e sociologos que discordam desse conceito podem ser jogados na lata do lixo, já que são todos autocontaditórios. E você deveria saber que quando um julgamento é auto contraditório ele só serve para ser descartado:]Por que é impossível argumentar contra a propriedade privada sem cair em autocontradição

    Se eu acho um cd de windowns no chão e faço cópias dele, nem eu e nem ninguém quebrou contrato algum. O Augusto já explicou isso acima, mas parece que você ao invés de querer entender algo, prefere ficar postando 1 comentário a cada segundo repetindo coisas que você acha que já sabe...
  • mcmoraes  19/05/2011 15:07
    "...O Augusto já explicou isso acima, mas parece que você ao invés de querer entender algo, prefere ficar postando 1 comentário a cada segundo repetindo coisas que você acha que já sabe..."

    Eu tava pensando exatamente a mesma coisa: Troll detected!
  • Norbs  19/05/2011 16:04
    Fernando, quando eu escrevi aquilo eu ainda não tinha lido o que o augusto escreveu, vou ler agora, como usuário do site ou moderador, sei lá, vc devia saber que tem um tempo entre a pessoa escrever e a mensagem aparecer, se você sabe disso e mesmo assim finge que não sabe pra afirmar que eu sou um troll...
  • Johnny Jonathan  01/07/2012 02:48
    Acho que os textos do Jeffrey Tucker falam muito bem sobre essa coisa de propriedade intelectual. Eu iria mais longe, lei de propriedade intelectual são como a onda do politicamente correto atual, onde eu não posso "plagiar", sendo que esse algo estar em domínio público. Não é questão do status que um governo dá a "licença", é porque tudo o que não é segredo comercial, tipo um receita de um Chef de cozinha, é a de domínio da população. Digamos que eu prove um receita de um Chef e tente reproduzi-la em casa, sou um plagiador por isso? Ou mais, que eu abra um restaurante a partir dessa receita.

    Entendo o fato de que, quando você assina o contrato, naquele momento você concorda com os termos e tal. Mas se não fosse o governo, seria um risco comercial adotar essa pratica, assim como é um risco comercial imenso não ter segurança em shoppings, ou não ter advogados pra analisar contratos, logo, esse tipo de contrato em um livre mercado não existiria, e se existisse, a aplicação da lei seria muito difícil e custosa, e como o custo é agora da empresa - e não gastando dinheiro alheio (estado) - ela nunca faria algo tão arriscado como os contratos atuais pra você usar um software. Certamente as empresas em busca do lucro criariam outras alternativas, se o Bill Gates não faria isso, e sim maquinas de exames médicos, tenho certeza que um outro empreendedor veria uma opção de lucro e seria o bilionário do momento.

    Patentes e propriedades intelectuais são aberrações. Se você quiser um ideia só pra você, simplesmente não conte pra ninguém, no momento que você conta, não é só mais sua, é como se um banana tivesse duplicado.

    Agora, você quer ganhar dinheiro com a sua ideia nova? Ninguém ta lhe impedindo, mas lembre-se que muito gente pode copiar (não é roubo, o original existe), seu sucesso, as suas técnicas etc... então, o risco é seu, e se alguém quiser lucrar com uma ideia sua, é porque a sua ideia deu certo, e se ela deu certo provavelmente você já ta colhendo frutos... logo, invente coisas novas casa vez mais e você estará sempre a um passo a frente dos seus concorrentes. E assim, cai por terra esse mito de que patetens estimulam a inovação, pelo contrário, LIMITAM!

    É sempre bom olhar pra história e ver se algo acontece por causa disso, ou apesar disso, eu digo que a inovação existe no mundo, apesar da maldita propriedade intelectual e patentes. A meu ver, me parece que a lógica estar ao meu favor.
  • Evelyn  24/05/2011 01:36
    Tiago,
    entendo o que você quer dizer, e não conheço a fundo o enriquecimento do Bill Gates historicamente.
    No entanto, é sabido que as empresas criam patentes com a finalidade de defender-se contra as acusações de quebra de patentes de outras empresas! Funciona como uma guerra fria. Sendo assim, acho compreensível que uma empresa recentemente inserida no mercado se veja inclinada a construir seu próprio arsenal.
  • Tiago RC  24/05/2011 09:34
    Sim, é ridículo esse sistema. Já existe até o termo "patent-troll", empresas que se especializam em criar patentes toscas e sair atacando todo mundo... vivem disso praticamente.

    Já trabalhei em duas empresas que davam um bônus para alguém que conseguisse registrar uma patente, mesmo que não haja utilidade prática pra empresa e ela não vá implementar nunca. Só pra registrar mesmo.
  • Marco  19/05/2011 12:19
    Liberais sempre falando como se pobre não trabalhasse ou trabalhasse menos. Todo mundo, mesmo os que não querem saber, sabe que isso não é verdade.

    Bill Gates iniciou sua empresa já com 10 funcionários. O pai dele era bastante rico. Logo, ele tinha mais poder para "agradar" mais gente de uma só vez.

    Já o pobre que só tem seu patrão pra "agradar" se fode o tempo todo porque uma das melhores formas que o pobre tem para agradar seu patrão é não pedindo aumento de salário.
  • Leandro  19/05/2011 12:32
    Apologia do coitadismo, Marco. Não há absolutamente nada de imoral em um pobre ter de agradar (isto é, prestar bons serviços) ao seu patrão em troca de um salário -- e com isso melhorar de vida.

    Imoral, sim, seria qualquer outro arranjo que não fosse esse (principalmente o uso da violência para confiscar recursos de terceiros que os obtiveram por meio de trocas voluntárias).

    Já Bill Gates, não obstante não ser de origem pobre, cresceu com o trabalho próprio, com méritos próprios e com capital próprio. Não roubou nada de ninguém. De novo, não há absolutamente nada de imoral (muito menos de errado) nisso.

    Se você genuinamente quer ver um pobre ascendendo socialmente, defenda a desburocratização e a redução de tributos sobre a renda e sobre o investimento, coisas que de fato impedem que os pobres ganhem mais e subam na vida com méritos próprios. Ademais, faça apologia da cultura, da alta educação, da autoeducação, do esforço próprio e da meritocracia.

    Caso contrário, vá despejar seu ódio, inveja e apologia do coitadismo em outro lugar.

    Grande abraço!
  • Norbs  19/05/2011 12:44
    'Bill Gates iniciou sua empresa já com 10 funcionários. O pai dele era bastante rico. Logo, ele tinha mais poder para "agradar" mais gente de uma só vez. '

    Se for por isso, hoje a Apple vale mais que a MS, e o Steve Jobs não era rico coisa nenhuma, começou a Apple numa garagem com um amigo.
  • Bruno  19/05/2011 15:19
    E comprou o projeto de interface gráfica da Xerox e foi roubado por Bill Gates.
  • Rhyan Fortuna  19/05/2011 13:42
    Sei que Walt Disney começou na pobreza.
  • Marcos  21/05/2011 12:42
    Esse pensamento ignora 2 pontos:

    1) Pobres podem trabalhar muito e utilizar estratégias erradas. Alguém que começa a trabalhar com 14 anos vai trabalhar muito. Mas talvez fosse mais interessante continuar estudando e entrar no mercado de trabalho mais qualificado. O mesmo se aplica a quem consome demais e acaba se endividando, enquanto a pessoa poderia guardar dinheiro e investi-lo sempre, recebendo ganhos cada vez maiores. Isso não quer dizer que o indivíduo trabalhou pouco, mas sim que poderia ter pensado melhor a sua vida financeira. O esforço não é o único diferencial. Inteligência, esperteza, facilidade de relacionamento interpessoal, disciplina... tudo isso também contribui para o sucesso.

    2) Muitos pobres realmente não possuem oportunidades de crescer. Mas isso ocorre em boa medida pelo fato da economia não ser suficientemente livre. Daí o autor de referir a "uma economia livre". A redistribuição de renda torna este processo mais perverso, pois retira a iniciativa individual da pessoa, que começa a enxergar o mundo de uma forma distorcida, achando que precisa receber algo mesmo sem ter contribuído. A dependência irá se perpetuar e se alguma hora o governo falhar com ela (e isso acontece constantemente) as consequências serão terríveis.
  • void  19/05/2011 13:00
    Este texto é uma extensão do "Discurso do Dinheiro". Cada vez mais estou adorando este senhor Walter Williams. :)
  • Victor Venancio  19/05/2011 15:09
    Galera, vou aproveitar esse texto de hoje para fazer umas perguntas de um trabalho de Geografia. Não sei se é o lugar mais apropriado, mas talvez tenha sido o artigo aqui em que tem mais a ver com o tema: Novas demandas tecnológicas no setor industrial. E também o lugar mais apropriado que eu conheço na internet - com pessoas mais preparadas discutindo -, que possam me dar boas respostas. Na verdade, o trabalho consiste em três perguntas sobre o tema:

    1) Como pode-se avaliar as novas demandas tecnológicas no setor industrial?

    2) Quais as maiores dificuldades enfrentadas por estas novas demandas tecnológicas?

    3) Estatais x Empresas Privadas. Esse é um confronto vivido atualmente, inclusive nas eleições - principalmente no Brasil. O que o Instituto Ludwig von Mises pensa sobre os empecilhos e as facilidades desse embate ideológico, visando o que pode estar por vir nas tecnologias?

    OBS 1: As respostas podem ser mandadas para o meu email (venancio513@yahoo.com.br).
    OBS 2: Gostaria que as pessoas se identificassem com o nome, a idade, no que são formadas - tem que ser algo a ver com o tema -, e no que atuam.
    OBS 3: A pergunta 3 está sendo feita tendo como base que o entrevistador é adepto dos ensinamentos do Instituto Ludwig von Mises Brasil. Caso não seja, pode-se retirar o nome do Instituto na pergunta, e interpretar livremente sobre o embate ideológico citado.
    OBS 4: O trabalho é para a disciplina de Geografia, e estou no 3º ano do IFBA - Instituto Federal da Bahia -, fazendo curso técnico de Geologia.
  • Johnny Jonathan  01/07/2012 02:52
    Compre barato, venda barato, mantenha as prateleiras bem sortidas, trate os clientes com respeito, valorize seus colaboradores e preste muita atenção aos acertos da concorrência.

    — Sam Walton

    Fonte, Wikipédia.
  • Emerson Luis, um Psicologo  07/12/2014 12:05

    Os "progressistas" têm uma visão romântica de como o mundo funciona e ajustar a realidade à sua ótica. E os resultados sempre são piores do que seriam se lidassem com a realidade conforme ela funciona, não conforme ela supostamente deveria funcionar. E quando vêm os maus resultados, preferem racionalizar os fatos a mudar suas teorias.

    * * *


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