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14 motivos que explicam por que o colapso econômico japonês já começou

O colapso econômico do Japão já começou.  A amplitude da devastação está agora se tornando mais clara e muitos já estimam que este será o mais caro desastre natural da história humana moderna.  O tsunami que atingiu o Japão no dia 11 de março adentrou e varreu mais de 9,5 km da faixa de terra que vai do litoral ao interior, destruindo praticamente tudo pelo caminho.  Incontáveis milhares de pessoas morreram e comunidades inteiras foram completamente aniquiladas. 

(Veja estas impressionantes e assustadores imagens do antes e depois do Tsunami. Pressione o botão direito do mouse sobre a divisória central de cada foto e deslize o cursor para a esquerda e para a direita, e você terá uma ideia da devastação ocorrida).

Logo, como uma nação cujo governo está afogado em dívidas poderá reconstruir dezenas de cidades que foram repentinamente destruídas?

Muitos analistas da grande mídia estão dizendo que a economia do Japão irá se recuperar rapidamente dessa calamidade, mas eles estão simplesmente errados.  O tsunami dizimou milhares de quilômetros quadrados.  A perda de casas, carros, empresas e riqueza pessoal é praticamente inimaginável.  Vários anos serão necessários para se reconstruir as estradas, as pontes, as ferrovias, os portos, as linhas de transmissão de energia e os sistemas de abastecimento de água que foram destruídos.  Várias seguradoras e instituições financeiras japonesas serão totalmente dizimadas como resultado dessa enorme tragédia. 

É claro que nos dias vindouros a população japonesa irá se unir e trabalhar duro para reconstruir o país, mas a verdade é que é impossível "se recuperar rapidamente" de tamanha e tão maciça perda de riqueza, de ativos e de infraestrutura.

Apenas pense no que aconteceu após o Furacão Katrina.  A economia de Nova Orleans se recuperou rapidamente?  Não, e ainda hoje há algumas áreas de Nova Orleans que mais se parecem com zonas de guerra.

E o desastre japonês é muito pior.

A verdade é que esse será um daqueles momentos definidores da história do Japão.  Centenas de quilômetros ao longo da costa do Japão foram completamente devastados.  As autoridades estão tendo dificuldades até para enviar comida e água para algumas daquelas áreas.

Mesmo antes dessa grande tragédia, o Japão era uma das nações que estava no limiar de um colapso econômico nacional.  Sua economia estava estagnada há mais de uma década e sua dívida pública estava acima de 200% do PIB.  Agora a economia japonesa vivenciou um choque do qual poderá jamais se recuperar verdadeiramente.

O Banco Central do Japão já começou a inundar a economia japonesa com novos ienes, e isso de fato pode gerar números animadores para o "crescimento econômico" até o final do ano.  Porém, o fato de haver mais dinheiro circulando — algo que faz crescer as estatísticas do PIB, que calcula apenas o volume do gasto agregado — não significa que esteja sendo criada mais riqueza ou que a economia japonesa esteja em melhor forma.

A verdade é que um tsunami de novos ienes não irá desfazer os danos que o tsunami de água provocou.  Uma maciça quantidade de riqueza dos japoneses foi exterminada por esse desastre.  Uma economia que já estava cambaleante irá agora muito provavelmente ficar no limbo.

É ótimo ser otimista, porém a dura e fria realidade da situação é que esse foi um golpe decisivo na economia japonesa.  A amplitude da devastação é simplesmente grande demais.  Trata-se verdadeiramente de um total e completo pesadelo.

A seguir, 14 razões que explicam por que o colapso econômico do Japão acabou de começar.

#1 O Banco Central do Japão anunciou sua decisão de inundar a economia japonesa com 15 trilhões de ienes, o equivalente a aproximadamente 183 bilhões de dólares.  Isso irá fornecer uma boa liquidez no curto prazo, mas também poderá jogar o Japão em um percurso altamente inflacionário — afinal, a existência de mais dinheiro não significa a existência de mais recursos físicos.

#2 O índice Nikkei, que representa a média das 225 ações transacionadas na bolsa de valores do Japão, e que se mantém historicamente estável há mais de 15 anos, vem caindo e só na segunda feira caiu mais de 6%.  Embora flutuações para cima possam vir a ocorrer, até mesmo com grandes ganhos um só dia, a tendência é que, à medida que a amplitude total da destruição se torne mais evidente, mais declínios na bolsa venham a ocorrer.

#3 As refinarias de petróleo em todo o Japão foram severamente danificadas ou destruídas.  Por exemplo, seis refinarias que em conjunto processam 31% de todo o petróleo comprado pelo Japão estão totalmente fechadas, pelo menos por ora.

#4 O total do estrago ocorrido nas estradas, pontes, portos e ferrovias está estimado em bilhões de dólares.  Os danos ocorridos nas linhas de transmissão de energia e nos sistemas de abastecimento de água são virtualmente inimagináveis.  Vários anos serão necessários para se reconstruir a infraestrutura do Japão.

#5 Neste momento, o fluxo de bens e serviços em muitas áreas na região norte do Japão está em velocidade rastejante, e é provável que continue assim por um bom tempo.

#6 Muitas cidades ao longo da costa leste do Japão foram, em sua essência, completamente destruídas.

#7 A indústria nuclear do Japão está basicamente morta agora.  Mesmo que não venha a ocorrer um completo derretimento nuclear, os eventos que têm sido relatados até agora já foram suficientes para assustar as pessoas e gerar uma onda de protestos públicos maciços contra a energia nuclear no Japão.

#8 O Japão irá precisar de ainda mais petróleo e gás natural no longo prazo para substituir a produção de energia nuclear que será perdida.  Antes dessa crise, 29% da eletricidade produzida no Japão vinha da energia nuclear.  Faça as contas.

#9 O Japão é o segundo maior portador de títulos da dívida americana depois da China, mas irá mudar.  O Japão atualmente possui US$ 882 bilhões em títulos do Tesouro americano e ele terá de liquidar grande parte desses títulos para poder financiar a reconstrução do país.

#10 Várias fábricas no Japão estão fechando, pelo menos temporariamente.  Por exemplo, a Nissan fechou quatro fábricas e a Sony, seis fábricas.

#11 A Toyota interrompeu toda a produção em suas fábricas japonesas no dia 14 de março, dizendo que a interrupção duraria pelo menos até o dia 16.  Mais tarde, anunciou que retomaria parte das atividades na próxima quinta-feira, porém, logo depois anunciou que vai manter todas as suas 12 fábricas fechadas até o dia 22 de março.

#12 Um número substancial de instituições financeiras e seguradoras japonesas certamente será devastado por esse pesadelo.

#13 O déficit orçamentário do Japão já estava em 9% do PIB antes dessa tragédia.  Agora o governo terá de pegar emprestado ainda mais dinheiro para financiar a reconstrução de sua infraestrutura.

#14 A dívida pública do Japão já estava bem acima dos 200% do PIB antes dessa tragédia.  Até que ponto dessa zona perigosa ela pode ir impunemente?

Lamentavelmente, se a economia do Japão for para os tubos, isso terá um efeito enorme sobre o resto do mundo também.  Por exemplo, o Japão não mais será capaz de continuar comprando enormes quantias de títulos do Tesouro americano.  Sendo assim, quem ficará com as sobras?  O governo americano vai implorar à China para que ela lhe empreste ainda mais dinheiro do que já empresta?  Ou será que o Federal Reserve vai preencher essa lacuna e irá ele próprio se encarregar de "comprar" também essa fatia da dívida do governo americano?

No momento, existem mais perguntas do que respostas; porém, o que está realmente claro é que a economia japonesa sofreu um golpe incapacitante.  Resta apenas a esperança de que essa tragédia irá fazer aflorar o que há de melhor no povo japonês.  Mas não importa o quão resilientes eles sejam, a verdade é que estamos diante de um impacto do qual nenhuma nação conseguiria se recuperar rapidamente.

Esperemos que os estragos econômicos dessa tragédia sejam contidos e não se espalhem para o resto do mundo.  A economia global já está com problemas suficientes para manter todo mundo insone, e só nos resta a esperança de que essa tragédia não provoque uma nova cascata de falências econômicas que se espalhe pelo globo.

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Por que não houve inflação de preços no Japão?

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Explicando a recessão japonesa



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  • Amaro de Souza  16/03/2011 12:03
    Constato a precisão do texto, uma análise ponderada da situação do acidente ocorrido no Japão, é uma coincidência inacreditável de fatos gigantescos ocorrerem ao mesmo tempo: Terremoto na escala ocorrida, Tsunami nas proporções descomunais e para completar o ciclo, o desastre nuclear das usinas atômicas. Deposito fé na capacidade do povo nipônico, em se superar dessa tragédia indescritível, devemos orar pela recuperação da alto estima, que será muito difícil do povo japonês.\r
    Meu abraço fraterno, \r
    Amaro
  • Francisco Brito  16/03/2011 14:04
    Vale comentar o estrago na indústria de semicondutores japonesa (que está se refletindo para o resto do mundo), onde fábricas foram afetadas, muitas delas paradas desde então e sem perspectiva de retorno, pois trata-se de um negócio que depende de infra-estrutura "mais do que" estável, coisa que não existe no momento. O efeito disso já está se espalhando para o mundo, com uma alta dos preços de algumas categorias de semicondutores, como memórias NAND flash (onde o Japão detinha algo em torno de 50% da produção mundial). O mercado de semicondutores, que estava se recuperando após a última crise, pode ser abalado mais uma vez com esta tragédia ocorrida no Japão.
  • André Fernandes  16/03/2011 14:53
    Muito bom o artigo, primeira vez que entro neste site, e já me deparo com um ótimo artigo, com uma análise ponderada do que podemos esperar das consequências que tais eventos provocaram no Japão e sua relação para com o resto do mundo.

    Parabéns.
  • Róbson da Silveira Kunrath  16/03/2011 15:11
    Artigo interessante,é fato que nenhuma nação do mundo conseguiria se recuperar rapidamente depois de uma tragédia dessas...

    Mas segundo a teoria econômica da escola austríaca, nesse caso específico é justificável a injeção de liquidez feita pelo banco central japonês? Quais seriam os efeitos benéficos/maléficos da medida?

    Me pareceu que o texto não fez um juízo de valor sobre essa questão, apenas disse que mais dinheiro circulando não significa necessariamente mais bens e serviços sendo produzidos!

    Abraços
  • Leandro  16/03/2011 15:14
    Róbson, na sexta-feira Peter Schiff vai responder detalhadamente a essa sua pergunta.

    Mas já adianto: não apenas não deve injetar, como deveria, isso sim, retirar dinheiro da economia.

    Explicações adicionais na sexta-feira.
  • Felix  16/03/2011 15:23
    Dinheiro injetado gera inflação, perda de poder de compra dos atuais possuidores de dinheiro e má alocação do novo dinheiro, que não terá sua destinação mais eficiente, gerando mais ineficiência...
    isso é uma forma de tributação disfarçada, basicamente...
  • Augusto  16/03/2011 16:10
    Mais uma perola de saber economico, dessa vez do Banco Mundial: ""Certamente é um choque grande para a economia japonesa", afirmou Lin. "Eles terão alguma perda no PIB, mas, de acordo com nossas estimativas, ela não será tão grande. E também, com a reconstrução, eles podem aumentar a taxa de crescimento do país após seis meses.""\r
    \r
    Fonte: oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/03/16/desastre-causara-impacto-limitado-ao-pib-japones-924023003.asp
  • Leandro  16/03/2011 16:55
    Os keynesianos seguem a teoria de que destruição, na verdade, é bom para a economia, pois é preciso gastar dinheiro para consertar os estragos e, por algum motivo sobrenatural, reconstruir o que foi destruído gera riqueza.

    Faz algum sentido dizer que gastar recursos apenas para substituir aquilo que já existia gera riqueza? Pode isso ser bom para um país? Não faria mais sentido utilizar esses recursos para acrescentar à riqueza que já existia? Esses recursos poderiam ser utilizados para criar novos produtos, novos serviços e para construir novas infraestruturas -- ou seja, para acrescentar à riqueza do que já havia, e não para simplesmente substituir o que já existia.

    Quando há um desastre natural, recursos são desviados de setores criadores de riqueza para setores reparadores de riqueza. E isso na melhor das hipóteses.

    Quem acha que desastre natural é bom para a economia deveria, por lógica, instituir um simulado de desastre natural, mas sem as vítimas humanas. O governo escolheria uma cidade para ser bombardeada, daria um sinal de alerta, esperaria toda a população ser evacuada, e então mandaria a força aérea para fazer um bombardeio múltiplo sobre a cidade, destruindo prédios e toda a sua infraestrutura -- tudo isso com a vantagem de não ter havido nenhuma baixa humana.

    Ao contemplar toda aquela destruição, vendo uma cidade completamente arrasada, sem nenhum capital, o economista keynesiano diria: "Agora sim essa economia vai prosperar!"
  • Robson da Silveira Kunrath  16/03/2011 17:45
    Certo, estarei no aguardo!

    Abraços
  • Erick Skrabe  17/03/2011 14:30
    Leandro,

    Me perdoem por começar teorias da conspiração, mas é uma estranha coincidência o terremoto no Chile e no Japão terem ocorrido com quase 1 ano de diferença, ou seja, fevereiro/março ....

    Dizem por aí q o Tesla inventou uma máquina de terremotos e dizem q existe por aí um tal de Haarp. Eu ñ tenho dúvidas qto a capacidade inventiva do Sr. Tesla, nem qto a capacidade destrutiva do Sr. Keynes.
  • Breno Almeida  16/03/2011 16:30
    Agora vai ser o festival falácia da janela quebrada na imprensa.
  • Angelo T.  16/03/2011 18:48
    Vai ser? Já está sendo faz tempo!\r
    \r
    Bastiat neles! :-)
  • Flavio Ortigao  16/03/2011 16:32
    Nao gosto de chutar cachorro morto, mas a industria Quimica esta totalmente paralizada. A industria pharmaceutica altamente afetada. Os centros de pesquisas desorganizados.

    Os eventos foram por demais dramaticos, e as consequencias por causa da composicao com desastre nuclear serao por demais duradouras. O Japao esta em deep shit. E isso ira afetar a economia mundial. O Japao e' o principal fornecedor de componentes para a industria eletronica. Os estoques sao sempre mantidos baixos, just in time.

    A industria da Energia falhou bravo. E a confianca das pessoas esta no chao. Segundo denuncias de WL, eles haviam sido advertidos pela IAEO que os reatores NAO resitiriam tremores acima de 7. Faltou controle? A autoregulacao pela Industria, nao funciona por que existe conflito de interesse? As vezes um pouquinho de Estado e' melhor que nenhum Estado.
  • Leandro  16/03/2011 16:45
    Ortigao, os reatores nucleares japoneses foram construídos pela General Eletric, empresa favorita do governo americano, que cresceu e prosperou recebendo subsídios do governo e fazendo um amplo lobby por mais regulações que lhe favorecesse.

    Como esperar que uma empresa assim tenha produtos confiáveis? E como, mediante isso, pedir ainda mais estado?

    www.economicpolicyjournal.com/2011/03/those-bastards-at-ge.html

  • Flavio Ortigao  16/03/2011 17:13
    Leandro,
    o primeiro reator foi da GE os outros sao da Hitachi e da Toshiba e Mitsubishi. O Japao produz seus propios reatores.
    Mas independente de quem produziu, tem a pergunta quem controla? E pelo visto, controla mal. Fato e' que a dona dos reatores TEPCO ja esteve em escandalos em 2002
    August 2002: a widespread falsification scandal starting in that led to the shut down of all Tokyo Electric Power Company's 17 nuclear reactors; Tokyo Electric's officials had falsified inspection records and attempted to hide cracks in reactor vessel shrouds in 13 of its 17 units.[8]
  • Leandro  16/03/2011 17:34
    Ortigao, todos esses são da GE, mesmo o da Hitachi.

    Eis a notícia:

    The six reactors at the Fukushima Dai-ichi power plant, which had explosions on Saturday and Monday, are all GE-designed boiling-water reactors, known in the industry as BWRs.

    openchannel.msnbc.msn.com/_news/2011/03/13/6256121-general-electric-designed-reactors-in-fukushima-have-23-sisters-in-us

    Pois é...
  • Augusto  16/03/2011 18:10
    Perai, nao estamos falando de coisas diferentes nao? Uma coisa eh projetar um reator, outra eh construir um.
  • Augusto  16/03/2011 17:08
    A falha dos reatores nao tem ligacao direta com os terremotos, gostaria de saber de onde voce tirou a informacao de que os reatores nao resistiriam a terremotos de forca > 7. O que falhou foi o sistema de seguranca, esse sim afetado pelo terremoto.\r
    \r
    Se houve algum erro de projeto, ou se o sistema foi subdimensionado, eh outro assunto. Ai precisariamos saber se a GE projetou a usina inteira (acho dificil) ou se apenas forneceu os reatores.\r
    \r
    Em tempo, se algum dia algum governo pode fazer algo de util, esse seria o governo do Brasil, convidando os brasileiros que estao la para voltar, e trazendo suas familias e amigos. Lanco a promocao, "volte para o Brasil e traga um amigo japones (de preferencia, medico ou engenheiro)".\r
    \r
    Eu adoraria ver a Dilma na TV: "Meus amigos japoneses, entendemos a dor de voces, e oferecemos a todos a oportunidade de recomecar a vida - de forma temporaria ou permanente - no Brasil. Nos vos recepcionaremos de bracos abertos, como ja fizemos no passado, e como voces tem feito com todos os Brasileiros que nas ultimas decadas foram para o Japao em busca de melhores oportunidades. Brasil e Japao estao intimamente ligados por meio de milhoes de pessoas de origem nipo-brasileira, e nesse momento de dificuldade, queremos que voces saibam que estamos prontos para ajudar no que for preciso."\r
    \r
    (nao leiam isso com muita seriedade - eu sei que o ideal seria que o governo simplesmente nao se intrometesse na circulacao de pessoas, etc. - mas esse nao eh o mundo em que vivemos ;-) )
  • Flavio Ortigao  16/03/2011 17:43
    Como disse, a informacao que a International Atomic Energy Commision tinha em telegrama confidencial alertado apra que os reatores NAO resistiriam termor acima de 7, no ano passado, vem da Wikileaks, citando telegrama da Agencia.

    A falha dos reatores tem DIRETA ligacao com o terremoto e o Tsuname que se seguiu. Foi o Tsuname que deu cabo ao sistema de resfriamento. Como um sistema triplamente redundante vem a falhar, e' imperdoavel. Agora a Explisao (todos viram) e o deretimento do core, sao duas forcas terriveis que se unem para destruir a Casa de Zirconio e Aco dos reatores. E e' isso que aconteceu. Desde que se detectou Cesium, deveria se saber que o core derreteu e o confinamento nao esta funcionando.

    www.telegraph.co.uk/news/worldnews/wikileaks/8384059/Japan-earthquake-Japan-warned-over-nuclear-plants-WikiLeaks-cables-show.html
  • Erick Skrabe  16/03/2011 21:18
    Flavio, Augusto,

    Não somos especialistas em reatores. Deixa isso com os especialistas *responsáveis*. É muita gente dando palpite.

    Mas esse é o problema... se o governo (ou no caso, seus amigos) é o responsável... então ninguém é responsável.

    Tem esse exemplo nos EUA que é ótimo: en.wikipedia.org/wiki/Three_Mile_Island_accident - mostra como uma sequência de erros pode causar uma catástrofe.

    É como um acidente de avião. Vc NUNCA vai ter um acidente aéreo onde haja menos de 5 erros. Vc tem sistemas redundates e mais redundantes, e no entanto vc vê estes acidentes absurdos recentes no Brasil. Porque ? porque o cara trocou o software dos radas da Raytheon por um sistema q era uma porcaria mas era de um amigo do governo, os aeroportos tem pistas curtas, o cara voa com manutenção ruim, o cara tem áreas de sombra, etc, etc.

    O q eu quero dizer é q qdo vc ñ tem responsável... os problemas vão se somando e aí... ñ há sistema redundante q resolva. "shit happens".

    Qto a energia nuclear... bem é fácil ter um monte de gente criticando. Mas vai gerar energia como ? - Eu sou otimista, acho que esta é uma ótima oportunidade para forçar o governo a parar de ficar se metendo na geração de energia, tomara q iniciativas como essa: inhabitat.com/philippe-starck-unveils-two-revolutionair-wind-turbines/ - avancem.

    E se avançarem nunca mais vamos ter Fukushimas. E nem Enrons.
  • Augusto  16/03/2011 21:55
    Erick,\r
    \r
    Sem querer passei o mouse em cima do teu nome e vi o link para o Mises Chile. Estive em Santiago, a passeio, semana passada.\r
    \r
    Ha algumas semanas, eu estava participando de uma discussao online, e alguem havia me perguntado, "mas voce acha mesmo que sem o apoio do governo, a industria X de tecnologia se desenvolveria no Brasil?"\r
    \r
    E eu respondi, "Acho. Se houver mercado, e se o governo nao atrapalhar, nao ha nada que impeca essa industria de se desenvolver. Mas a pergunta eh, eh preciso ter essa industria fisicamente no Brasil, ou eh melhor importar o produto pronto? Quem se beneficia de ter essa industria no Brasil, se ela for dependente do governo?"\r
    \r
    E o rapaz retrucou, "Ora, o Brasil se beneficia."\r
    \r
    Lembrei dessa historia, porque no trajeto do aeroporto para Santiago, o motorista comentou, "O Chile nao fabrica um so carro. Importamos todos. Inclusive do Brasil. E os carros Brasileiros sao mais baratos aqui que no Brasil."\r
    \r
    Como diria o professor Art Carden, "Trade is made of win" (blog.mises.org/15881/trade-is-made-of-win-part-1/)\r
    \r
    Eu so vou dizer que fiquei com muita vontade de morar la.
  • Paulo  16/03/2011 20:11
    Que Exagero! O Japão já está acostumado de se erguer de desastres naturais. No final da segunda guerra, duas bombas atômicas cairam sobre aquele país e décadas depois já estava concorrendo com os EUA o título de maior potência mundial. Por que hoje, o Japão não pode reconstruir as áreas devastadas pelo tsunami?
  • Paulo  16/03/2011 20:19
    Ao invés de "Peter Schif", o Leandro não poderia publicar (ou traduzir) um artigo explicando como pensariam, autores como o Mises e Rothbard sobre o ocorrido no Japão? Ou um artigo de Llewellyn Harrison Rockwell, Jr. (já que ele esteve bem próximo de Rothbard)?
  • Edik  16/03/2011 22:51
    Nosso querido Paul Krugman não poderia deixar de nos brindar com a sua curiosa visão da economia:

    "E sim, isso significa que a catástrofe nuclear pode acabar se tornando expansionista, se não para o Japão, mas pelo menos para o mundo como um todo. Se isso parece loucura, bem, economia numa armadilha de liquidez é isso - lembre-se, a 2a. Guerra Mundial pôs fim à Grande Depressão."

    link: blogs.estadao.com.br/paul-krugman/2011/03/15/fusao-macroeconomica/
  • Roberto W Fernandes  16/03/2011 23:03
    Gostaria de para pedir aos internautas uma pausa para homenagear os 180 funcionários públicos da Usina de fukushima, que estão exercendo nobremente suas funções públicas, com muita honra e desapego
  • Roberto  17/03/2011 02:38
    Nessas horas lemos e ouvimos muita informação e acabamos confundindo alhos com bugalhos, além de um certo exagero nas afirmações. A maior parte dessas 14 razões citadas é altamente questionável. No meu entender:
    1) 15 trilhões de ienes ou quase 200 bi de dólares é dinheiro para chuchu, mas alguém levantou quanto representa do PIB japonês? alguem chuta? Eu digo 4% (quatro e náo quarenta por cento). O PIB japonês foi de USD 5 trilhoes em 2010. Então falar que pode jogar em um percurso altamente inflacionário é demais. Na verdade o Japão busca inflação faz 2 décadas e vive muito mais perto da deflação que da inflação.
    2) Não explica por que o colapso econômico já começou.
    3) Estão fechadas por hora (sic), não quer dizer que fecharam definitivamente. Quando qualquer SIndicato (no Brasil, França, EUA, ou outro país) convoca GREVE esse setor fica fechado por dias ou semanas e nem por isso existe um colapso econômico.
    4) Não explica por que o colapso econômico já começou. Aliás, dá brecha para entender que haverá investimentos.
    5) Não explica por que o colapso econômico já começou.
    6) Não explica por que o colapso econômico já começou. Aliás, dá brecha para entender que haverá investimentos.
    7) Podem haver protestos internos e externos, mas sem energia no médio prazo o país não ficará. Investirá em alternativas; lembrem que até semana passada ninguém fazia protesto contra energia nuclear. Foram necessários o maior terremoto da história japonesa e o maior tsunami do país para que o sistema falhasse. Falar que não serve é se atentar a foto e não ao vídeo da história.
    8) Tem ligação com a resposta acima, mas lembre que o Japão é um país com superávit no comércio exterior, o que permite importar mais petróleo (até um limite)
    9) Não explica por que o colapso econômico já começou.
    10) Parar por um curto período naõ leva a um colapso econômico. Não deu uma semana ainda.
    11) Parar por um curto período naõ leva a um colapso econômico.
    12) Argumento sem muita base. Claro que haverá perdas para a seguradoras, mas elas fazem resseguros justamente para evitar a quebradeira generalizada.
    13) Fato. Porém paradoxalmente, a poupança interna japonesa é a maior do mundo.
    14) Único argumento que concordo 100%.

    Essa é aminha visão da situação, os apocalípticos de plantão podem escrever X razões, mas ainda enumerar essas 14 razões para dizer que o colapso já começou é errado. A economia japonesa já está em colapso há 2 décadas.
  • Leandro  17/03/2011 04:50
    Prezado Roberto, é errado dizer que "o Japão busca inflação faz 2 décadas". Isso sim é ouvir "muita informação e acabar confundindo alhos com bugalhos".

    Para entender por que tal afirmação é falsa, veja aqui:

    Por que não houve inflação de preços no Japão?

    Notícias deflacionárias (e interessantíssimas) sobre o Japão

    Tal leitura vai ajudar a entender por que 4% do PIB em dinheiro é algo completamente inédito na história recente do Japão.

    Ademais, apesar da tentativa de ironia, o certo é "por ora", e não "por hora".

    Abraços!
  • Flavio Ortigao  17/03/2011 09:07
    O artigo e' muto bom e descreve um cenario sombrio e possivel (mas obviamente NAO e' o UNICO possivel, a realidade pode ser Melhor como PIOR) e da 14 rezoes claras que sustentam o cenario sombrio descrito. As pessoas podem gostar ou nao da realidade, mas ela continua existindo.
    Muitos parecem que NAO entenderam a dimensao que o desastre nuclear adiciona a catastrofe natural. A catastrofe natural pode ser contornada, ja que o agente causador, momentaneamente, ja passou. A catastrofe atomica pode levar DECENIOS acontencendo e abarcar uma area de 200KM, o que afetaria MILHOES.
    O que os anarquistas, negadores do papel moderador do Estado, nao tocam e' a questao da necessidade de Controle, e da incapacidade da TEPCO, uma industria privada, de exercer o controle em auto-gestao, um procedimento que constantemente encontra adeptos entre os anarquistas. Expliquem ai anarcos, como voces geririam uma tecnologia complexa e com alto-risco como a energia atomica, ou em Utopia e' tudo sol e vento(mais vento que sol)?
  • Leandro  17/03/2011 09:22
    Mas Ortigão, não apenas os reatores são de uma empresa que cresceu e enriqueceu por meio do governo americano, como também toda essa "situação" nuclear ocorreu sob a autoridade e sob o marco regulatório do estado. No fundo, você está dizendo que o governo japonês e seus burocratas falharam...

    Não é minha intenção defender os "anarcos", mas eu sinceramente acho que, na atual situação, são exatamente os apologistas do governo que devem explicações.

    Abraços!
  • Augusto  17/03/2011 10:24
    Expliquem ai anarcos, como voces geririam uma tecnologia complexa e com alto-risco como a energia atomica, ou em Utopia e' tudo sol e vento(mais vento que sol)?\r
    \r
    Uh? A tua pergunta parte do princípio - obviamente incorreto - de que o uso dessa fonte de energia é absolutamente essencial para o ser humano.\r
    \r
    Deixa eu tentar responder: numa sociedade anarquista, a tecnologia nuclear só seria desenvolvida se houvesse investidores dispostos a tomar o risco de fazê-lo. Visto que em todos os países, sem exceção, as usinas só são construídas com subsídios governamentais, é razoável supor que elas dificilmente existiriam num ambiente de pura competição.\r
    \r
    Talvez a oferta de energia, em um mundo anarquista, seria menor que no mundo atual. Talvez, seria maior. Possivelmente, as pessoas se concentrariam em áreas mais próximas de fontes hidrelétricas, por exemplo.\r
    \r
    ----\r
    \r
    A crítica que eu faço do artigo é que ela não me parece muito austríaca, porque essencialmente, está fazendo previsões sobre o comportamento de milhões de indivíduos com base em uns poucos dados macroeconômicos. Além disso, não me parece muito correto fazer uma previsão sem delimitar seu alcance: qual é a definição de colapso? Como será possível comprovar esse colapso? Qual o prazo de validade dessa previsão? A impressão que eu tive ao ler o artigo foi, "ok, se o PIB do Japão cair, houve colapso. Se o PIB do Japão subir... haverá colapso!"
  • Flavio Ortigao  17/03/2011 09:57
    Leandro,
    como voce sabe, e ja foi postado a referencia, em 2002 o governo Japones fechou todas as usinas atomicas da TEPCO por fraude nos documentos. Sim, o Estado falhou em seu controle, pois ASSUMIU que a Industria seria mais responsavel. QUe seus controles fossem suficientes. Mas, por razoes OBVIAS, conflito de interesse, NAO sao. Dizer que a culpa da falta da presenca do Estado (controle) e' do Estado, me soa nada anarquistico. No mundo REAL, a pureza ideologica nao funciona.
    E' claro que a Qualidade de Governo se torna mais que imprescindivel, tanto no seu papel de CONTROLE da atividade economica que pode causar grandes danos a populacao, como agora, quando os danos estao causados, e a populacao precisa de Ajuda. As forcas de mercado, nao podem ajudar a populacao em seu sofrimento. Na verdade, a ciencia e a tecnologia, isso que o Estado pode oferecer, ja nao e' suficiente para amenizar o sofrimento das pessoas.

    Leandro, deixa de ranco anti-americano, isso me soa mais petralha que anarco. Os reatores e as industrias que controlam sao Japoneses. A tecnologia e' originaria da GE que construiu os promeiros Light Water Reactors, mas esse reator tem desenho Japones. Olha a entrevista de quem criou. www.wimp.com/problemexplained/
  • Leandro  17/03/2011 10:05
    Ranço anti-americano? Dizer que os reatores foram desenhados pela GE, algo que a própria afirma com orgulho, é ranço anti-americano? Criticar o fato de a GE ser uma empresa que cresceu blindada da concorrência e que faz contínuos lobbys por mais regulações que lhe favoreçam é ranço anti-americano?

    Se a postura for essa, meu caro, então a "pureza ideológica" está do seu lado, que parece não querer admitir que empresas americanas em conluio com o governo americano podem não necessariamente estar muito preocupadas com a qualidade dos seus produtos.

    Pior ainda: a "pureza ideológica" estar em dizer que a solução para um arranjo que deu errado é simplesmente intensificar tal arranjo.

    Ao se adotar essa postura, realmente qualquer debate torna-se monocórdio e infrutífero.

    Abraços!

    P.S.: eu nunca disse que "a culpa da falta da presença do estado (controle) é do estado". Não impute isso a mim. Disse, e repito, que os burocratas falharam em sua "missão". Ou vai me dizer que a indústria nuclear japonesa opera em ambiente anarcocapitalista?
  • Flavio Ortigao  17/03/2011 10:31
    Leandro,
    eu acho puro ranco anti-americano querer imputar a GE culpa nesse acidente. E em especial acusar o Governo Americano de conluio para vender reatores de baixa qualidade. Isso e' simplesmante calunioso e irresponsavel.

    NAO e' falha de projeto do reator. Pelo contrario, se o desastre JA nao foi muito pior, e' por causa do bom desenho do reator que resiste ainda. Mas como bem mostra o video, tudo tem limite. O erro de operacao dos sistemas triplamentes redundantes de esfriamento, levam a catastrofe.

    O mercado de energia (atomica) e' competitivo, mas altamente oligopolizado, pois os investimentos sao ENORMES. A GE nao esta blindada da concorrencia, compete com a Westinghouse, com a Siemens, com a Toshiba, etc.

    Sobre quem construiu os reatores aqui os fatos:
    seekingalpha.com/article/258666-ge-built-nuclear-reactor-in-japan-who-s-responsible-now

    Como os anarcos geririam a energia nuclear, nao ha resposta.
  • Augusto  17/03/2011 11:31
    Como os anarcos geririam a energia nuclear, nao ha resposta.\r
    \r
    Como eu disse acima, você parte do princípio de que, em uma sociedade anarquista, a energia nuclear seria usada.\r
    \r
    Mas como você mesmo afirma, os investimentos necessários para desenvolver, projetar, construir e operar uma usina nuclear, em seu ciclo completo, são enormes. Eu posso apenas arriscar a sugerir que em uma sociedade anarquista, não teríamos usinas nucleares, mas isso é só uma opinião, pois não a escola austríaca não permite fazer previsões sobre o comportamento dos indivíduos: talvez houvesse sim um grupo de investidores dedicados à causa nuclear. Talvez não.
  • Leandro  17/03/2011 10:57
    Primeiro vem isso: "NAO e' falha de projeto do reator. Pelo contrario, se o desastre JA nao foi muito pior, e' por causa do bom desenho do reator que resiste ainda."

    Aí logo em seguida vem isso: "O erro de operacao dos sistemas triplamentes redundantes de esfriamento, levam a catastrofe."

    E na mesma frase.

    Mas enfim... Cada um que creia no que lhe for mais conveniente. Eu prefiro ficar com a lógica. Intervencionismo, subsídios e protecionismo impossibilitam o surgimento de produtos confiáveis e de qualidade.

    Se alguém discorda disso, paciência.
  • Flavio Ortigao  17/03/2011 11:29
    Quando se analisa as falhas de sistemas complexos, tem que se separar os componentes. Uma coisa e' o reator (a casa onde moram os gravetos radioativos) e outra a USINA nuclear, com seus varios componentes que falharam primariamente, como os 3 sistemas de resfriamento. NAO fazem parte do Reator. Muito provavelmente, foram produzidos por outras firmas, que nao foi a que construiu o Reator. Multiple sourcing e' a regra.
    As falhas no sistema como um todo, sao de responsabilidade de quem OPERA o sistema, a TEPCO. Nao e' questao de "crer", e' questao de Evidencia. Cada uma tem o direito a "acreditar" o que quizer, mas cada um nao tem o direito a uma realidade particular. Mas voce prefere crer. CREDE QUOD HABEN EST HABEN.
  • Janny  17/03/2011 12:23
    \r
    Bem, se uma coisa tão terrível como essa acontecesse aqui no Brasil... nunca mais haveria conserto e recuperaçao da economia.\r
    Lá no Japão, ao menos a cultura do país é de trabalhar para se recuperar. \r
    Aqui seria sentar, lamentar e esperar pela ajuda do governo...\r
    \r
  • Gran DBabu  17/03/2011 12:31
    Não há momento melhor para liberar os investimentos no Japão. Em vez de o governo se endividar ainda mais, dêem a oportunidade da iniciativa privada tentar reerguer essas cidades e infraestrutura perdidas. Se o endividamento do governo não estava dando certo antes, não dará certo agora!
  • Felix  17/03/2011 15:53
    Segundo o infomoney:
    "Mas ainda que o quadro econômico seja desafiador, os analistas do Goldman Sachs, Noah Weisberger, Kamakshya Trivedi, Dominic Wilson e Aleksandar Timcenko, acreditam que o apoio do BoJ (Bank of Japan), que tem atuado com injeções diárias de liquidez no mercado financeiro, pode ajudar a mitigar um pouco esses riscos. ( ... )
    um pacote fiscal com estímulo aos gastos do governo também pode ser esperado, o que serviria para estimular o crescimento da demanda."

    Agora podem ficar tranquilos
  • andre  18/03/2011 10:26
    Eba!!!!!!!!!!!!!! Com todo mundo metendo o cacete na energia atomica, lá vamos n'os queimar mais petróleo!
  • Emerson Luis, um Psicologo  09/11/2014 18:41

    Às vezes é difícil diferenciar o que é causa do que é efeito.

    O Japão teria ficado tão vulnerável se não fossem as intervenções?

    Não.

    * * *
  • Adriano  11/02/2018 03:23
    Quase sete anos depois, essas previsões se confirmaram? Parece que não. Alguma retratação?
  • Edson  04/06/2018 23:31


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