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Algumas considerações sobre o Panamericano

A recente operação financeira envolvendo o banco Panamericano, do empresário Silvio Santos, foi um assunto que ouriçou a mídia durante toda a semana passada.

O banco, que possuía um rombo total de R$ 4,3 bilhões em seu caixa, teve sua dívida completamente amortizada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e foi comprado por R$ 450 milhões pelo BTG Pactual.  Após esse arranjo, Silvio Santos saiu completamente limpo da jogada, sem perder ou ganhar um centavo.

Explicando melhor: o FGC é um fundo privado formado pelas contribuições dos bancos.  Cada banco deposita mensalmente no FGC 0,025% sobre todos os seus depósitos que são garantidos por esse fundo.  Atualmente, o FGC garante perdas de até R$ 70 mil, por pessoa, quando um banco quebra.  Em teoria, o dinheiro é dos bancos; na prática, o dinheiro é nosso, pois somos os correntistas.

Já o Panamericano era um banco que mexia especificamente com crédito e financiamento.  Isto é, ele não era um banco comum, que operava contas-correntes e possuía correntistas.  No seu caso, por ser uma financeira, o FGC cobria depósitos de até R$ 20 milhões (leis do CMN - Conselho Monetário Nacional).  Em parceria com a Caixa Econômica Federal, o Panamericano realizava oferta de crédito imobiliário para o segmento de baixa renda (daí o crescimento do banco no período da bolha imobiliária brasileira).  Além do crédito imobiliário, o Panamericano também realizava empréstimos comuns: crédito para a classe média baixa, financiamento de veículos e financiamento para pequenas empresas; e vendia algumas dessas carteiras de crédito para outras instituições financeiras, como Bradesco e Itaú.

Prosseguindo: após o FGC ter injetado R$ 4,3 bilhões no Panamericano, o banco foi comprado pelo BTG Pactual.  Mas o valor ainda não foi pago.  Ele poderá ser pago imediatamente (nesse caso, com o valor à vista, o montante chegará a R$ 450 milhões) ou poderá ser quitado a prazo, até o ano 2028, com os juros sendo calculados de acordo com o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

No primeiro evento, o FGC terá um prejuízo de R$ 3,85 bilhões.  No segundo caso, o total pago ao FGC será igual a R$ 3,8 bilhões — mas só daqui a 17 anos.  Traduzindo: em ambas as situações, o FGC tomou um prejuízo enorme.

Já o BTG Pactual, que opera no mercado de capitais com grandes empresas, poderá agora empreender em outros ramos, como o crediário à classe média e o financiamento para empresas pequenas.  Traduzindo: o banco se deu muito bem.  Comprou um banco completamente sanado (estima-se que o patrimônio líquido atual esteja na casa de 1,6 bilhão de reais) por uma ninharia.

E é isso que vem intrigando muita gente: por que os banqueiros brasileiros, que são os donos do FGC, aceitaram esse arranjo claramente prejudicial a eles?  Vale lembrar que o conselho administrativo do FGC é formado por representantes do Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.  Logo, por que esses bancos aceitaram esse arranjo em que eles saíram perdendo, Silvio Santos ficou no zero a zero e apenas o BTG Pactual saiu claramente ganhando?

Isso atiçou várias teorias conspiratórias, que envolvem encontros de Silvio Santos com Lula, doações de R$ 2,15 milhões do BTG para a campanha de Dilma Rousseff, uma injeção de R$ 739 milhões feita pela Caixa Econômica Federal no Panamericano em compra de ações, e a falha do Banco Central, da Caixa Econômica e de mais quatro auditorias em perceber as falcatruas contábeis do Panamericano.

Alguns mais ousados falam em desvio de dinheiro feito por Silvio Santos, mas isso está longe de ter sido comprovado.

O que se sabe de concreto é que Silvio Santos, que havia dado suas empresas como garantia para a operação do FGC, fez uma exigência: só venderia seu banco por R$ 450 milhões caso o FGC cobrisse o rombo de mais de R$ 4 bilhões.  Mais ainda: só faria isso se suas empresas dadas como garantia lhe fossem devolvidas.  E o FGC acatou a exigência.

Traduzindo: o homem do baú começou o dia devendo mais de R$ 4 bilhões e sem ativos.  E terminou o dia sem dívidas e com todas as suas empresas (avaliadas em R$ 2,5 bilhões) mantidas — exceto o Panamericano, que foi vendido.

Qual foi o truque?  Como ele teve todo esse poder de dar um chapéu nos banqueiros brasileiros?

Os mais cínicos podem dizer que tudo é compreensível; afinal, como dito, o dinheiro do FGC não era realmente dos bancos, mas sim dos correntistas — ou seja, nosso.  Sim, a afirmação é verdadeira, mas isso não explica nada.  Esse prejuízo dado ao FGC significa que agora há menos dinheiro disponível para cobrir os atuais depósitos, o que deixa o sistema bancário ainda mais vulnerável a crises.  E banco nenhum aceitaria isso sem oferecer resistência.

Como esperado, consta que os banqueiros fizeram pressão máxima para que o governo — utilizando dinheiro público — fizesse o aporte de capital no Panamericano, ao invés do FGC.  Mas Silvio Santos não queria isso — certamente porque faria mal à sua imagem —, e seguiu ameaçando liquidar o banco.

Ocorreram algumas rodadas tensas de negociação, nas quais Silvio Santos jamais aquiesceu às exigências dos banqueiros.  No final, estes cederam e atenderam às suas exigências — o FGC cobriria tudo e não ficaria com nenhuma empresa de Silvio Santos como garantia. 

Um blogueiro antipetista ironizou a situação e disse que "uma entidade de banqueiros atuou como uma verdadeira Casa da Fraternidade", deixando a entender que havia tramóias e negociatas por baixo do pano.  E concluiu: "O que me pergunto é se os generosos banqueiros brasileiros não estão recebendo pressão vinda de cima, com garantia de compensações, para fazer o que nunca se fez antes na história destepaiz."

O que houve

Mas não foi nada disso.  Quero dizer, é lógico que não ficarei surpreso caso descubram que houve alguma maracutaia e que o governo está metido na situação até o pescoço.  Mas, por enquanto, não há nenhum indício.  E é fato também que a solução final foi, digamos, preferível para o governo.  A outra opção seria a sempre impopular injeção direta de dinheiro do Tesouro — o famoso "dar dinheiro para banqueiro".  E isso não ocorreu.  A CEF comprou ações do Panamericano (35,54% do capital total) em dezembro de 2009, mas isso foi quando ainda não havia indícios do rombo.  Foi incompetência — típica de qualquer estatal—, e não trambique.

O que realmente ocorreu, o que realmente explica essa total aquiescência dos banqueiros às exigências quase que insolentes de Silvio Santos, é algo já velho conhecido de nossos leitores: a natural insolvência de um sistema bancário de reservas fracionárias. 

Como explicado mais detalhadamente nesse artigo, em um sistema de reservas fracionárias, quando um banco quebra, todo o sistema bancário torna-se imediatamente insolvente, pois, como é da natureza das reservas fracionárias, um banco cria dinheiro do nada, colocando em circulação mais dinheiro do que de fato existe em suas reservas.  Logo, uma quebra bancária provocaria um sumiço no dinheiro, reduzindo o capital de todos os outros bancos.  Da mesma forma, quando uma empresa completamente alavancada em empréstimos bancários quebra, o banco que concedeu esses empréstimos passa por esses mesmos problemas em seu balancete.

No caso do Panamericano, que era uma financeira, o banco tomava emprestado dinheiro de outros bancos (via CDBs, por exemplo) e utilizava esse dinheiro para conceder empréstimos.  Como não era um banco de correntistas, o Panamericano funcionava mais como um banco de investimento — isto é, ele se limitava a tomar dinheiro emprestado para emprestar a outras pessoas e lucrar com essa diferença de juros, mas sem fornecer serviços de conta-corrente.

Em si, o banco não era criador de moeda, pois, ao contrário do que ocorre nos bancos comuns, o mesmo depósito não estava disponível para duas pessoas ao mesmo tempo (o correntista original e o tomador do empréstimo).  Logo, do ponto de vista exclusivamente do sistema financeiro, o Panamericano era apenas uma empresa, como qualquer outra.  Só que uma empresa que girava muito dinheiro.  Mais ainda: uma empresa completamente alavancada em dinheiro de outros bancos; outros bancos, os quais, estes sim, praticavam reservas fracionárias.  E é aí que estava o problema.

Quando bancos como Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil etc. possuem carteiras cujos ativos estão em posse de outro banco, e esse outro banco quebra, isso provoca uma imediata revalorização desses ativos, pois eles se perderam.  Tal medida gera uma deflação monetária na economia, pois, após sofrerem essas perdas, os bancos têm de restringir novos empréstimos e requisitar a quitação antecipada de empréstimos pendentes, pois agora seu capital sofreu uma redução.  Isso faz com que várias contas-correntes que foram criadas para esses empréstimos sem lastro sejam encerradas.  (Como o sistema bancário trabalha com reservas fracionárias, tal medida inevitavelmente iria gerar um processo deflacionário, pois se está requisitando a devolução de um dinheiro que foi criado do nada — um dinheiro cuja criação expandiu a oferta monetária e cuja extinção contrai a oferta monetária.)

E, caso essas medidas de contenção não se mostrem exitosas para sanar o balanço dos bancos, haverá o risco de seus correntistas desconfiarem da saúde financeira desses bancos e começarem a sacar seus depósitos, acelerando ainda mais a espiral deflacionária.

Da mesma forma, quando esses bancos possuem em suas carteiras empréstimos ou aplicações em posse de alguma empresa, e esta quebra, o mesmo fenômeno ocorre — a falência dessa empresa afetaria os balancetes desses bancos, gerando distúrbios financeiros e reduzindo o valor dos ativos bancários, desencadeando o processo acima descrito.

É claro que a quebra de uma financeira como o Panamericano não geraria o colapso do sistema bancário brasileiro, mas, por se tratar de uma empresa que girava muito dinheiro advindo de outros bancos, tal quebra poderia certamente afetar sensivelmente o patrimônio destes bancos.  No mínimo, poderia provocar uma desconfiança no sistema bancário, elevando o número de saques das contas-correntes, o que também geraria um efeito deflacionário no sistema — algo péssimo para os bancos.

Vale lembrar que a atual crise financeira americana começou com a quebra do Lehman Brothers, um banco de investimento que, guardadas as devidas e óbvias proporções, fornecia serviços semelhantes ao Panamericano.  O Lehman Brothers não era um banco de correntistas.  Foi a quebra do Lehman Brothers que gerou o congelamento no mercado de crédito no final de 2008.  A quebra do Panamericano poderia, da mesma forma, gerar problemas no mercado interbancário, dificultando e encarecendo o mercado de refinanciamento das dívidas dos bancos — embora em um nível muito menor do que os problemas causados pelo Lehman, evidentemente.

Segundo números divulgados pela revista ÉPOCA, os depósitos do Panamericano que teriam de ser cobertos pelo FGC chegariam a R$ 3,3 bilhões em caso de quebra.  Junte-se a isso a injeção inicial de R$ 2,5 bilhões que já havia sido feita em novembro de 2010, e o prejuízo do FGC seria de R$ 5,8 bilhões.  

Além disso, o Panamericano possuía uma carteira de crédito de R$ 6,1 bilhões.  Com sua quebra e o consequente sumiço dessa carteira, o prejuízo para o sistema financeiro seria obviamente maior.  Afinal, vale lembrar que esses R$ 6,1 bilhões estão pulverizados por todo o sistema financeiro, e vários bancos estão investidos nesses papeis — traduzindo: essa carteira de crédito de R$ 6,1 bilhões foi construída mediante empréstimos de outros bancos (vendas de CDBs, por exemplo).  Seu sumiço representaria um prejuízo de igual montante para esses bancos.

Logo, entre perder R$ 3,85 bilhões (R$ 4,3 bilhões - R$ 450 milhões) do FGC ou arriscar deixar uma financeira quebrar, tendo com isso um prejuízo mínimo de R$ 5,8 bilhões para o FGC — além de todo o risco de contágio sistêmico acima descrito —, a primeira opção é quase que uma dádiva.

E é por isso que, frente à ameaça de Silvio Santos de que ele iria deixar o Panamericano ser liquidado, os banqueiros não titubearam em aquiescer às suas exigências.

Conclusão

O que houve não foi nenhuma "Casa de Fraternidade" de banqueiros para com Silvio Santos.  Tampouco o FGC aceitou o prejuízo só porque o dinheiro era "público" — isto é, dos correntistas, e não propriamente dos bancos.  O que houve foi um simples e perfeitamente compreensível temor de contágio. 

No sistema de reservas fracionárias, a quebra de um banco (ou de uma empresa que estava toda alavancada em dinheiro de bancos) pode gerar um contágio por todo o sistema financeiro.  A quebra do Panamericano não necessariamente iria levar ao derretimento de todo o sistema bancário brasileiro, mas certamente geraria algum abalo, o qual se manifestaria em perdas de capital (reavaliação dos ativos dos bancos), queda de ações e prejuízos vários.  No extremo dos extremos, poderia até mesmo haver um outro PROER e uma nova rodada de fusões. 

Nenhum banqueiro em seu perfeito juízo iria realmente querer arriscar e "pagar pra ver" o que aconteceria nesse cenário — ainda mais no Brasil, onde o setor bancário opera em ambiente tranquilo, com pouca concorrência, lucros fáceis e sem sobressaltos.  Pra que arriscar?  A cautela e o conservadorismo são o segredo da longevidade. 

Comparado ao potencial de risco acima descrito, perder menos de R$ 4 bilhões de um fundo que funciona como seguro de depósitos chega até a ser lucro.

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UPDATE: uma pequena correção técnica

Ao contrário do que havia sido dito, as contribuições para o FGC não são de 2% dos depósitos seguráveis, mas sim de 0,025% ao mês (0,3% ao ano). Essa contribuição se dá até o momento em que o volume total de dinheiro no FGC chegue a 2% do volume total de depósitos seguráveis.

Repetindo: O total de depósitos no FGC é que tem de totalizar 2% do volume total de depósitos seguráveis. Isso significa que, após esse resgate do Panamericano, o que reduziu o volume de dinheiro no FGC, os bancos terão agora de voltar a fazer depósitos mensais no FGC até que o volume de dinheiro ali chegue a 2% do total de depósitos que são seguráveis. Isso significa que haverá um pouco menos de dinheiro disponível para empréstimos e outras finalidades.

Tal detalhe técnico, obviamente, em nada altera o que foi dito no artigo.


autor

Leandro Roque
é editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Angelo Noel  07/02/2011 08:24
    Leandro, você poderia me explicar como esse dinheiro do FGC é cobrado dos correntistas ou como esse fundo é formado?
    Tava ouvindo a CBN e um professor de economia tentou explicar, se embolou no meio de campo e o Heródoto e eu ficamos sem entender...
  • Leandro  07/02/2011 08:41
    Prezado Angelo,

    Existem vários tipos de aplicações em um banco. O FGC cobre as seguintes:

    * Os depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
    * Depósitos de poupança;
    * Depósitos em conta corrente de depósito para investimento;
    * Depósito à prazo;
    * Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques (contas destinadas ao controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviço de pagamentos de salários, vencimentos, aposentadorias e similares)
    * Letras de câmbio,
    * Letras imobiliárias, hipotecárias
    * Letras de crédito imobiliário

    Dito isso, um banco vai somar o valor de todas essas contas e pagar 2% do total delas para o FGC.

    E isso vale para os bancos de todas as redes.

    Nesse ponto, surge um debate interessante. De quem é o dinheiro? Um economista contrário às reservas fracionárias dirá que esse dinheiro que está lá (exceto para os depósitos a prazo) é dos correntistas, e os bancos são meros serviços de armazenagem. Já um economista defensor das reservas fracionárias dirá que o dinheiro passa a ser dos bancos no momento em que o correntista faz o depósito, independentemente de se o depósito é à vista ou a prazo.

    Eu me incluo no primeiro grupo, e considero que o dinheiro usado foi o meu e o seu; mas respeito completamente o pessoal do segundo grupo.

    Abraços!
  • Angelo Noel  07/02/2011 09:15
    Ah! Entendi... Trata-se, então, de uma taxa.

    Obrigado, Leandro.

    Abraços.
  • Lucas S  06/03/2013 08:07
    Leandro, seguindo a lógica austríaca, FGC é algo bom ou ruim? Eu, particularmente, vejo como ruim. No meu cenário ideal, não existira nenhum banco estatal(exceto o BC politicamente falando. mas com pode mínimo). O depositante assumiria um pequeno risco ao colocar dinheiro em um determinado banco. Me diga o que vc pensa sobre isso.
  • Leandro  06/03/2013 14:20
    Concordo.

    O problema do FGC, assim como o de qualquer seguro sobre depósitos bancários, é que eles geram risco moral e estimulam comportamentos imprudentes por parte dos bancos. O banqueiro estará mais seguro para fazer apostas arriscadas e para expandir o crédito com mais despreocupação, pois ele sabe que, se der errado, boa parte dos depósitos está segurada.

    Uma mistura de reservas fracionárias, Banco Central cartelizando, protegendo e estimulando o sistema bancário a expandir o crédito, e seguro sobre depósitos é extremamente perigosa, com enorme potencial para gerar lambança. Essa foi a raiz do comportamento dos bancos americanos, o que culminou na crise financeira de 2008.
  • Edik  07/02/2011 09:31
    Os bancos de pequeno e médio porte, como o Panamericano, praticam sim reservas fracionárias, mesmo não possuindo uma quantidade relevante de correntistas. É uma prática comum no mercado os bancos oferecerem CDB com uma carência e após esse período, o investimento passa a ter "liquidez diária". Dessa forma, o recurso está a disposição imediata do aplicador e ao mesmo tempo uma boa parte está emprestada para algum cliente bancário. Portanto, apesar desse passivo do banco ser considerado formalmente depósito a prazo, ele é na prática um depósito a vista.
  • Leandro  07/02/2011 09:47
    Esse é um caso típico de "maturity mismatch", ou maturação descompassada, e pode ocorrer mesmo em casos de reservas bancárias de 100% (isto é, sem reservas fracionárias).

    Esse paper sobre o assunto é excelente:

    libertarianpapers.org/articles/2010/lp-2-2.pdf

    Como não há informações sobre qual o volume disso no Panamericano, preferi adotar a abordagem mais conservadora do texto.

    Agora, caso essa quantidade de maturity mismatch seja substantiva, então a quebra do Panamericano seria ainda mais catastrófica para o sistema bancário, o que esclareceria ainda melhor a atitude dos bancos.

    Obrigado por trazer o assunto à baila, Edik.

    Abraços!
  • fabio  07/02/2011 10:07
    Leandro, a quebra do Lehman Brothers não foi consequência da crise? Ela (a crise) começou bem antes, cerca de um ano antes, mas só tomou essa proporção com a quebra do banco.
  • Leandro  07/02/2011 10:22
    Correto, Fábio, mas foi a quebra do Lehman que gerou o congelamento do mercado de crédito. O estouro da bolha gerou a descapitalização os bancos. Com a quebra do Lehman, o mercado financeiro ficou paralisado em pânico.

    Bom texto sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=786
  • Helio  07/02/2011 11:46
    Sensacional artigo - lúcido e equilibrado. Para mim o melhor artigo do nosso editor nos últimos tempos.
  • Gontijo  07/02/2011 12:26
    Bom dia, senhores.

    Reza a lenda que Silvio Santos já leu Ação Humana, do Mises. Logo, é perfeitamente possível que ele esteja completamente ciente do funcionamento das reservas fracionárias, e tenha utilizado esse conhecimento para chantagear os banqueiros.

    Fora isso, não há outra explicação para a calma do homem perante sua situação de quase falência completa.

    Saudações,

    Gontijo.
  • Augusto  07/02/2011 12:34
    Gontijo,\r
    \r
    A História está repleta de casos de homens ricos que "de um dia para o outro" se tornaram pobres. Uma das mais fascinantes, na minha opinião, é a do canadense Henry Mill Pellatt (pt.wikipedia.org/wiki/Sir_Henry_Mill_Pellatt).\r
    \r
    Na verdade, o Silvio Santos não ficaria pobre. Perderia as empresas, mas não a fortuna pessoal, que é imensa (basta lembrar que durante alguns anos, ele foi o maior pagador de impostos pessoa física no país).\r
    \r
    Ele já é idoso, a família já está encaminhada... Ele sem dúvida está triste com essa derrota, mas dificilmente tem motivo para entrar em pânico ou se apavorar.
  • Miguel A. E. Corgosinho  07/02/2011 12:59
    O fundamento da produção é o único que pode existir pelo sistema do valor de uma soma de dinheiro chamada capital.

    Cem reais seria sempre cem reais, mas qual a possibilidade desse sentido antes de uma espécie de 1 real sem a produção?

    Mas nenhuma resposta. Por isso o sistema capitalista é um falso sistema.

    Nas reservas fracionárias falta uma existência capaz de nos levar a certeza do sistema capitalista, alias, como podemos provar que temos um conhecimento possível do dinheiro como uma definição (fosse o que fosse) sem a produção?

    As reservas fracionárias pode cortejar o Estado com o falso sistema, emprestando dinheiro fracionário que dele separa o círculo da produção; porque o Estado é a primeira força, a ser determinada, que o limita certamente, capaz de garantir a emissão de moeda real.

    O problema é depender do que se não é: o valor será um poder livre que ainda não existe!

    Isso seria a mesma repugnância que pretendermos enriquecer definindo a riqueza - Não basta definir a sua soma no longo prazo para a possuir!

    Dir-se-ia que não se suprime o valor de si. em si mesmo, por si mesmo - à questão da sua própria existência sem nada ter.

    Por isso nenhum capitalista gosta da verdade.

  • Rafael Hotz  07/02/2011 13:12
    E se a CEF levasse prejuízo total na quebra, quem ia bancar? Fora que os valores são muito altos quando comparados com o PL do banco para não terem sido pegos pela auditoria... Além disso, parece que a KPMG fez um due dilligence no Panamericano antes da m*** vir pro ventilador, como que não pegaram as fraudes? História muito mal contada.
  • Zeca  07/02/2011 13:37
    Leandro,\r
    \r
    Uma dúvida: Como o compulsório sobre os depósitos à vista e a przao no Brasil são bem superiores aos da Europa, Japão e EUA, pode-se afirmar que o sistema de reservas fracionárias no Brasil é mais fraco que o desses países?\r
    \r
    Grande abraço,\r
    \r
    Zeca
  • Leandro  07/02/2011 17:38
    Prezado Zeca, em teoria sim, mas na prática, não.

    Uma das causas do alto compulsório no Brasil é o fato de o sistema bancário ser muito concentrado. No Brasil, há menos redes bancárias distintas do que nesses outros países, o que dá mais segurança para os bancos expandirem seus depósitos sem medo de uma corrida bancária e/ou de não terem como honrar seus depósitos.

    Na Suíça, por exemplo, o compulsório é de meros 2%, mas como existem inúmeras redes bancárias distintas, os bancos sempre estão sob o risco de terem de honrar seus depósitos (por exemplo, quando o correntista quer sacar seu dinheiro ou transferir de um banco para outro de outra rede).

    Logo, quanto maior a difusão bancária, quanto mais bancos de redes diferentes existirem, menor precisa ser o compulsório (falando exclusivamente em termos de evitar uma grande expansão monetária).

    Porém, vale ressaltar, os bancos não conseguiriam fazer sua expansão monetária sem a existência de um banco central injetando dinheiro galopantemente, coordenando o cartel e dando várias garantias implícitas de que irá socorrê-los em caso de dificuldades

    Na Suíça, por exemplo, onde o compulsório é de módicos 2%, os bancos não fazem gracinhas, pois o Banco Central suíço, além de sua fama de durão, é um dos mais conservadores do mundo (em termos de expansão monetária). No Chile, o compulsório é de 4,5%.

    Logo, sem expansão monetária, simplesmente não há como bancos saírem criando dinheiro do nada, ad eternum. Portanto, um compulsório não está necessariamente ligado a uma política monetária sólida.

    Compulsório alto é coisa de país cujo BC gosta de usar a impressora -- como o Brasil, por exemplo.
  • Rhyan Fortuna  07/02/2011 20:53
    Existe alguma lista de compulsórios dos países? Não encontrei na wikipedia.

    ...

    Ah achei:
    en.wikipedia.org/wiki/Reserve_requirement#Reserve_ratios

    Tem uns 7 países sem compulsório, como isso é possível?
  • augusto  07/02/2011 21:34
    Rhyan\r
    \r
    A explicacao esta no proprio artigo:\r
    \r
    "The Bank of England holds to a voluntary reserve ratio system. In 1998 the average cash reserve ratio across the entire United Kingdom banking system was 3.1%. Countries that do this, listed as 'None' in the table below, allow effectively an infinite amount of credit money creation. While this can happen, it doesn't, and it would mean average reserves tend to zero. The reported average ratio of 3.1% implies an average maximum total deposits of £3,225.80 from £100 of base money. Other countries have required reserve ratios (or RRRs) that are statutorily enforced."
  • Rhyan Fortuna  08/02/2011 00:09
    Interessante! valeu!
  • augusto  09/02/2011 19:52
    Segundo o FDIC americano, ha hoje nos EUA quase 9500 bancos e "loaning institutions" (financeiras?).\r
    \r
    Segundo a FEBRABAN, ha hoje no Brasil 179 bancos. Nao consegui achar o numero de "loaning institutions" no pais, mas podemos ter certeza que o numero total de instituicoes no Brasil eh muito, muito menor que nos EUA...\r
    \r
    Por outro lado, eu nao entendo ninguem ter ainda aberto um banco 100% reservas no pais. Nao ia durar muito tempo, mas eu queria ver uma propaganda bonita, de 1 minuto, bem naquele horario entre o jornal nacional e a novela, mostrando didaticamente o que acontece num banco normal e num banco reserva...
  • Rhyan Fortuna  09/02/2011 22:44
    Acho que não é possível ter um banco 100% se o governo mantem um BC que fica injetando e enxugando dinheiro toda hora, e permitindo as reservas fracionárias.
  • Augusto  10/02/2011 08:52
    Rhyan,\r
    \r
    Verdade. Uma vez que o depósito compulsório é... compulsório, uma parte do dinheiro depositado no banco ficaria de qualquer modo indisponível. Isso, a menos que o modelo operacional do Banco lhe garantisse alguma forma de privilégio em relação ao compulsório...
  • Paulo  07/02/2011 13:46
    O tal do "Fundado Garantidor" é um caso de reservas fracionárias? Afinal, é dinheiros dos correntistas, ou seja, os depósitos à vista...

    Como seria resolvido este caso num sistema de reservas 100%? O Panamericano quebraria?
  • augusto  07/02/2011 15:29
    Paulo,\r
    \r
    Pelo que eu entendo (o Leandro podera me corrigir), o Fundo Garantidor eh uma especie de suplemento da reserva compulsoria.\r
    \r
    A Reserva Compulsoria eh gerida pelo Banco Central, enquanto o Fundo Garantidor eh gerido pelos bancos. Eu imagino que isso signifique que o Fundo Garantidor seja menos politico e menos sujeito a manipulacoes.\r
    \r
    Lembre-se que o Banco Central sobe e desce a taxa de reserva compulsoria, usando-a como ferramenta de (des)controle da economia. Acredito que o Fundo Garantidor seja mais ou menos imune a isso.\r
    \r
    (mas novamente, isso eh o que eu entendi lendo as varias reportagens sobre o assunto)
  • Paulo  07/02/2011 17:22
    Peo que eu lí no texto do Leandro (e ele deve explicar melhor) é que o dinheiro do FGC é dinheiro dos bancos, mas na prática, é dinheiro dos correntista, ou seja, nosso dinheiro, como deixou bem claro o Leandro.

    Eu queria como funcionaria num sistema de reservas 100%?
  • Leandro  07/02/2011 18:09
    Prezado Paulo,

    O Fundo Garantidor de Crédito é apenas isso: um fundo de contingência suprido pelos próprios bancos para se ajudarem em caso de crise.

    É como se você e seus vizinhos doassem, por exemplo, 10% de sua renda anual para um fundo de contingências do condomínio (para cobrir despesas em caso incêndio, por exemplo).

    Embora seja gerido pelos bancos, o FGC foi criado em 1995 pelo governo federal e é ele quem determina o valor dessa taxa de doação.


    Em um sistema bancário que não praticasse reservas fracionárias -- isto é, em um sistema em que houvesse 100% de reservas para os depósitos em conta-corrente --, tal fundo seria desnecessário, pois não haveria como haver deflação monetária (afinal, não está havendo criação de dinheiro do nada) e, consequentemente, não haveria os riscos mencionados no artigo.

  • Andre Poffo  07/02/2011 18:52
    Mas a pergunta dele acho que é: Como manter um sistema bancário com 100% de reservas.
    Criar uma lei para isso?
  • augusto  07/02/2011 19:21
    Andre,\r
    \r
    Nao sei o teu nivel de conhecimento, possivelmente maior que o meu, mas para o bem da discussao, vou simplificar.\r
    \r
    Por partes: o sistema de reservas fracionarias significa (estou simplificando um bocado!) que o banco tem mais dinheiro emprestado do que em caixa. Digamos que 5 pessoas aparecam num banco, cada uma com uma nota de 100 reais, e as depositem. O banco passa a ter 500 reais em caixa. Aparecem outras 5 pessoas, cada uma pedindo um emprestimo de 110 reais. O Banco empresta, e fica com 50 reais "no vermelho" (110 x 5 = 550). Este esquema funciona bem, desde que todos os devedores paguem suas dividas no prazo estipulado, e que as 5 pessoas que depositaram 100 reais cada uma nao aparecam no banco ao mesmo tempo para fazer saques.\r
    \r
    Para voce acabar com o sistema de reservas fracionarias e passar para um sistema com 100% de reservas, basta uma lei (nota: o fato de existir uma lei nao significa que todos os bancos vao se comportar de acordo com ela...).\r
    \r
    Observe que nos estamos ate ai tratando de reservas usando moeda corrente (papel e moeda). A maioria dos proponentes da Escola Austriaca vai mais longe, e sugere que as reservas sejam constituidas de ouro, e que a moeda corrente seja conversivel em ouro. Alguns austriacos defendem que a taxa de conversao seja fixa (por exemplo, 1 real = 1 grama de ouro) outros que a taxa de conversao seja flutuante.\r
    \r
    Seja como for, o banco seria forcado a manter um estoque em ouro correspondente a 100% dos depositos feitos. Assim, se todos os depositantes resolvessem trocar suas cedulas e moedas por ouro, o banco deveria estar pronto para atende-los.\r
    \r
    Na pratica, fraudes continuarao a ocorrer. Um sistema formalmente 100% reservas dificilmente se mantera como 100% reservas indefinidamente - pelo menos, assim tem se passado ao longo da historia. Porem, quanto mais perto de 100%, melhor.
  • Leandro  07/02/2011 19:29
    Aí dá uma boa discussão.

    É claro que teria de haver uma lei contra fraude (pessoas que defendem reservas de 100% tendem a considerar reservas fracionárias como um esquema fraudulento, e que exatamente por isso não podem existir em um livre mercado, o qual tem como pré-condição a transparência e o respeito aos contratos).

    Um minarquista, um liberal clássico ou até mesmo um social-democrata mais racional delegaria ao governo a tarefa de vigiar os bancos. Como o governo se manteria fiel a essa lei são outros quinhentos.

    Já um anarcocapilista defenderia a criação de ligas antibancos, associações voluntárias que fiscalizariam os bancos e espalhariam qualquer notícia sobre se tal banco está trapaceando (emprestando dinheiro depositado em conta-corrente) ou não. Como qualquer trapaça bancária põe em risco o dinheiro das pessoas, fica claro que seria do próprio interesse delas manter uma fiscalização rígida sobre os bancos.

    Desnecessário dizer que ambos os arranjos não podem ter um banco central, pois este existe justamente para arregimentar e defender o cartel bancário, proteger as reservas fracionárias e expandir a oferta monetária.
  • Rhyan Fortuna  07/02/2011 20:25
    Mas numa sociedade libertária uma dívida não paga não seria equivalente ao roubo?
  • augusto  07/02/2011 21:40
    Nao. Roubo eh um crime, por exemplo, "eu vi sua carteira pra fora do bolso, me aproveitei de um momento de distracao, peguei-a pra mim".\r
    \r
    Incapacidade de honrar um compromisso nao eh um crime e pode ser resolvido por arbitragem, restituicao, compensacao, por exemplo, "eu pedi $100 emprestados para comprar um carro e trabalhar como taxista, bati com o carro, perda total, nao tenho como pagar o emprestimo. Posso, no entanto, paga-lo sendo seu motorista particular por um mes."\r
    \r
    A ideia de que "divida nao paga corresponde a roubo", na pratica, equivale a criminalizar a tomada de risco.
  • Getulio Malveira  07/02/2011 15:15
    Muito bom texto. Esclarecedora análise.
  • Breno Almeida  07/02/2011 21:11
    Interessante bem diferente do que se lê por ae.
  • Zeca  08/02/2011 12:06
    \r
    Leandro,\r
    \r
    Deixa eu ver se compreendi teu raciocínio: Então, o sistema fracionário, independentemente do limite do compulsório, estimula a alavancagem (emprestar bem além dos depósitos que o banco mantém)???\r
    ALém disso, também estimula captar a curto prazo e emprestar a longo, descasando os fluxos do banco?\r
    \r
    abraços,\r
    \r
    Zeca
  • augusto  08/02/2011 12:43
    Acredito que nenhum banco seja obrigado a operar em sistema fracionario. Um banco pode muito bem garantir 100% dos depositos, mas o seu custo de operacao seria maior, o lucro seria menor (em ambiente economico normal), e o banco continuaria vulneravel por conta de governos, do banco central, e da concorrencia com outros bancos.\r
    \r
    Eu, no entanto, acho que passaria na hora para um banco 100% reservas se houvesse um no brasil.
  • Leandro  08/02/2011 16:30
    É exatamente isso, meu caro Zeca.

    Sabe todos aqueles dígitos em sua conta bancária? Eles não existem. O dinheiro não está lá. Você pode achar que está, mas não está. Aqueles números são dinheiro fictício, que só existem no computador, mas não fisicamente.

    Se você e todos os outros clientes do seu banco aparecerem lá no mesmo dia com a módica intenção de retirar o dinheiro de suas contas-correntes (e refiro-me apenas às suas contas-correntes), ou o gerente irá convencê-los a voltar outro dia ou o banco simplesmente irá decretar falência.

    O atual sistema se mantém -- trôpego, mas se mantém -- simplesmente porque as pessoas não entendem como ele funciona. Eles imaginam que as pessoas simplesmente nunca farão isso (aparecer ao mesmo tempo para sacar seu dinheiro). Durante a Grande Depressão americana, vários bancos quebraram justamente porque as pessoas correram para retirar dinheiro do banco. Mas o dinheiro não estava lá.

    Essa sua reação de espanto é exatamente a mesma que todas as pessoas têm quando finalmente compreendem as coisas. Afinal, é mesmo assustador concluir que o dinheiro que você ganhou e acumulou na verdade não está lá, e que apenas com muita sorte você poderá utilizá-lo integralmente.

    Abraços.
  • Augusto  08/02/2011 17:21
    "Se você e todos os outros clientes do seu banco aparecerem lá no mesmo dia com a módica intenção de retirar o dinheiro de suas contas-correntes (e refiro-me apenas às suas contas-correntes), ou o gerente irá convencê-los a voltar outro dia ou o banco simplesmente irá decretar falência."\r
    \r
    Salvo engano, os bancos ou o Bacen têm regras sobre a retirada de dinheiro acima de um determinado valor, como primeira defesa contra uma corrida.\r
    \r
    A maioria das pessoas aceita essas regras como normais e corretas. E até certo ponto, são. Mesmo em um sistema 100% reservas, dificilmente todo o dinheiro depositado em uma agência ficaria naquela agência.\r
  • Leandro  08/02/2011 17:52
    Aí não estaria havendo 100% de reservas, Augusto. E sim, o Bacen tem regras quanto a isso, justamente para não desestabilizar um sistema que é inerentemente insolvente.

    Quanto às regras do sistema serem tidas como "normais e corretas", isso é outro assunto, que provoca longevas e infindáveis discussões.

    Moralidades à parte, mesmo os defensores das reservas fracionárias reconhecem que, caso elas fossem abolidas (junto com o banco central, obviamente), os ciclos econômicos seriam praticamente impossíveis.
  • anônimo  08/02/2011 18:35
    Leandro,\r
    \r
    Eu nao estou me referindo a criacao de credito sem lastro (que eh o que normalmente discutimos quando tratamos de reservas fracionarias), mas apenas a necessidade do banco, por uma questao de seguranca e de economia, de distribuir os valores depositados em locais separados.\r
    \r
    Imagine o tamanho do cofre, e o seu custo de instalacao e manutencao, se uma agencia bancaria em pleno centro do rio de janeiro ou de sao paulo precisasse guardar in loco todo o dinheiro depositado.\r
    \r
    Creio que faria mais sentido tirar uma parte desse dinheiro e jogar em cofres secretos em outros locais.\r
    \r
    Sera que isso ja seria suficiente para caracterizar um sistema de reserva fracionaria, mesmo que nao haja criacao de credito sem lastro? (estritamente falando, a resposta eh sim)
  • Leandro  08/02/2011 18:52
    Nesse caso não seria reserva fracionária stricto sensu, pois o dinheiro continuaria existindo e à disposição do correntista (com o único detalhe de que agora seria necessário utilizar um carro-forte para fazer o transporte imediato para o banco do correntista).

    Outro detalhe ainda mais importante: não seria reserva fracionária pois não houve criação de dinheiro -- fenômeno esse que não apenas é uma característica inerente às reservas fracionárias, como também é o seu corolário.
  • Daniel   09/02/2011 18:22
    Caros,\r
    mudando um pouco de assunto, lembro de ter lido algo sobre os cdb's do Panamericano pagarem 30%a.a. O que era isso, apenas manobra fiscal para pagar IR como pessoa física ao inves de distribuir dividendos ? roubo da administracao ou de algum dos controladores ? alguma sugestão ?
  • Lucas Mendes  10/02/2011 09:40
    Artigo revelador! Parabéns!
  • Carlos Santos  11/02/2011 05:21
    Folha: BC Forçou bancos a salvar Panamericano\r
    \r
    Mais uma vez o Estado força entes privados a agirem contra a seus interesses. Depois ainda aparecem alguns idiotas alegando, ignorando a ação do Estado, que a tese liberal de que os indivíduos sempre agem de acordo com seus interesses está errada.\r
    \r
    www1.folha.uol.com.br/mercado/874006-bc-forcou-bancos-a-salvar-panamericano.shtml
  • Leandro  11/02/2011 06:53
    Obrigado pelo link, Carlos.

    Trecho revelador:

    "Tombini argumentou que a intervenção do BC poderia causar danos muito maiores ao sistema bancário do que o prejuízo de mais de R$ 3 bilhões que o fundo assumiria. Uma ação da autoridade monetária levantaria suspeitas sobre a saúde financeira de outros bancos, o que poderia gerar uma onda de saques."

    Exatamente como explicado no artigo. Exatamente movidos por esse medo é que o banqueiros cederam às exigências de Silvio Santos.
  • Rafael Hotz  11/02/2011 18:40
    economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/02/11/caixa-injeta-ate-r-10-bi-no-panamericano-e-processa-auditores.jhtm

    E agora Leandro?
  • Leandro  11/02/2011 19:37
    Ou seja, a situação do Panamericano é tão crítica, que seu segundo maior acionista terá de injetar dinheiro nela, o que mostra que:

    1) Todo o dinheiro do FGC foi insuficiente;

    2) O temor de contágio bancário era maior do que o inicialmente suposto;

    Para um banco público chegar a esse ponto, significa que a situação de fato é periclitante, e os banqueiros não estão nem um pouco a fim de arriscar. Agora só resta saber se a Caixa está sofrendo pressão dos outros bancos para fazer isso.

    Maravilhas do sistema bancário de reservas fracionárias...
  • Rafael Hotz  11/02/2011 20:31
    A questão é a seguinte, o contribuinte está ajudando a salvar o Silvão? Eu acho que sim...
  • Leandro  11/02/2011 20:53
    Mas o contribuinte sempre esteve pagando, desde que utilizaram dinheiro do FGC.

    Aliás, no que tange ao sistema bancário, qualquer crise bancária levará junto consigo o dinheiro do contribuinte. Afinal,

    1) Se o Banco Central injeta dinheiro, a inflação rouba poder de compra do trabalhador;

    2) Se o Tesouro injeta dinheiro, tem-se aí dinheiro de impostos indo diretamente para banqueiros;

    3) Se utilizam o FGC, é dinheiro da conta-corrente e de fundos de investimento dos contribuintes;

    4) Se o banco quebra, o dinheiro do contribuinte some, há uma deflação monetária, todos os outros bancos têm seus ativos desvalorizados, as ações caem, o crédito contrai, vem a recessão e todos perdem.

    Resumo:

    No sistema bancário de reservas fracionárias, o contribuinte não tem como escapar: se um mero banco quebra, ele certamente vai pagar a conta. Direta ou indiretamente. Muda-se apenas o quão explícita será a tungada.
  • jorge caliman  11/02/2011 23:14
    Leandro, a serviço de quem vc posta essas sandices todas???\r
    \r
    Ninguém quer investigar a fundo pq a CEF fez uma pessima compra (e pra que o Pan interessava a ela)? Muito menos como se chegou ao valor pago por parte do Pan e sem que nenhuma irregularidade tenha sido detectada e/ou uma due-dilligence feita para aferir a qualidade dos ativos do Pan. E o contrato não preveu nenhuma tipo de garantia para "rombos" passados - conta outra meu camarada tá dificil engulir.\r
    \r
    Ainda, os rombos foram subindo vertiginosamente na medida em que aparecia "dinheiro de piranha" pra comprar a preço de ouro o Pan falido - o famoso FGC que é bancado sim com o dinheiro dos correntista - se não é assim inventa outra ta dificil engulir.\r
    \r
    Mais que isso, ninguém se pergunta como o SS quebrado e tendo dado todas suas empresas em garantia, de repentemente se descobre senhor dos anéis e faz 1001 exigencias, não aceita a citada due-dilligence (viria meio tarde né, ou sera que tem outros rombos a descobrir) e ainda quer a liberação de todo seu grupo - dificil de engulir again.\r
    \r
    Por fim, algo incrivel acontece, TODOS os bancões do Brazil resolvem aceitar R$450milhões do Pactual (aquele que foi vendido e recomprado do UBS pra tapar uma outra maracutaia que não vem ao caso) para pagar um rombo de R$4 bilhões - ou seja, daqui a 17 anos se corrigirmos os tais milhões a 13%aa chegaremos com sorte aos tais bilhões - putz essa ném minha vuvuzela engole!!!\r
    \r
    E a pergunta que não quer se calar: aonde foi parar o $$$ sumido, roubado, desviado ou como diz o titio SS "mal administrado". Falamos de R$4bilhões meu camarada e não da mixaria que tão pagando pra uns falar besteira por ai pÔ!!!\r
    \r
    Risco Sistêmico - acho que seu pútrido artigo traz mais risco pro "sistema" que o Pan que fazia muito é emprestimo consignado pra velhinhos comprados da telesena - será que o SS iria perder os clientes e isso abalaria o Bau???!!! hehehe\r
    \r
    Deixa arder né...
  • Leandro  12/02/2011 07:57
    Meu caro Jorge, absolutamente todos esses seus pontos de contestação foram abordados e explicados no texto. Todos.

    Até me dei ao trabalho de enumerar seus pontos para facilitar os comentários.

    1) "o famoso FGC que é bancado sim com o dinheiro dos correntista".

    Exato, e isso é deixado claro no artigo, e reforçado em minha resposta para o leitor Rafael Hotz.

    2) "ninguém se pergunta como o SS quebrado e tendo dado todas suas empresas em garantia, de repentemente se descobre senhor dos anéis e faz 1001 exigências, não aceita a citada due-dilligence e ainda quer a liberação de todo seu grupo"

    O artigo não apenas faz essa pergunta, como ele próprio é simplesmente uma resposta para isso.

    3) "Algo incrivel acontece, TODOS os bancões do Brazil resolvem aceitar R$450milhões do Pactual para pagar um rombo de R$4 bilhões - ou seja, daqui a 17 anos se corrigirmos os tais milhões a 13%aa chegaremos com sorte aos tais bilhões"

    O artigo não apenas menciona esse período dos 17 anos, como também gasta toda a sua metade final deixando explícito por que os bancões tiveram de aceitar as exigências de Silvio Santos. O senhor de fato leu o artigo?

    4) "aonde foi parar o $$$ sumido, roubado, desviado ou como diz o titio SS "mal administrado".

    Tal fato é mencionado. Como não há ainda nada comprovado, não serei eu quem irá inventar alguma coisa, certo? Se o senhor estiver interessado em fofocas sensacionalistas, existem inúmeros blogs e tablóides por aí que irão saciá-lo por completo. Aqui você encontrará apenas análises econômicas sensatas. Se o senhor não gosta e prefere as acusações, fique bastante à vontade para ir poluir outro site.


    No mais, repito, todos os seus pontos foram abordados no artigo. Ou o senhor tem dificuldades de leitura e interpretação de texto, ou quer apenas trollar e ganhar atenção.

    Grande abraço.
  • Rafael Hotz  11/02/2011 23:15
    Tudo bem, o FGC existe dentro de um contexto de reservas fracionárias e Banco Central, os banqueiros sempre estarão produzindo moeda e lucrando usando nosso dinheiro como base. Eu acredito que mesmo sobre free-banking exisitiram FGC's privados para sustentar maturity mismatch (é mais barato que manter reservas acima de 100% como um sistema sem reservas fracionarias exigiria).

    Mas a partir do ponto que a CEF injeta 10 bilhões (e p***, isso é um quinto do corte fiscal da Dilma, é muita grana), a CEF vai injetar expandindo M1 em cima dos depositos, ou tomando emprestado de alguém, certo? Se tomar do governo contribui com o aumento da dívida e com aumento dos juros adiante, e se tomar da iniciativa privada ajuda a subir o juros direto.

    E convenhamos, a CEF andou expandido muito o crédito recentemente pra ajudar o PT na brincadeira de "casinha minha vida", or something. Imagina se a CEF se descapitaliza, acelera a inflação e induz o bust? Essa história toda é muito mal contada, e pode piorar bem os fundamentos da economia brasileira...
  • Leandro  12/02/2011 07:52
    Hotz, concordo com toda essa sua análise, embora ainda haja uma terceira hipótese, um tanto remota, mas existe: a CEF utilizar capital próprio para injetar no Panamericano. Isso reduziria os ativos dela própria, mas pouparia todo o restante do sistema bancário. Mais ainda: não necessariamente provocaria os malefícios que você citou acima.

    Mas ok, imaginar que um banco estatal irá fazer isso quando pode simplesmente utilizar o dinheiro de outros é praticamente fantasia.

    Mas ainda estou tentando entender qual é o seu ponto. Dizer que a CEF foi ineficiente? Que houve corrupção? Que houve desleixo?

    Ora, isso é óbvio, e o artigo não nega essa possibilidade. Agora, como por enquanto ainda não há nada de concreto, como ainda não há culpados comprovados, não serei eu o irresponsável que sairá apontando dedos para as pessoas sem qualquer prova em concreto.

    Minha intenção é fazer uma análise econômica da situação, explicando por que os grandes bancos cederam facilmente às exigências insolentes de Sílvio Santos. Explicar por que a CEF e o Panamericano agiram temerariamente assim, sair apontando precipitadamente os beneficiários de tais negociatas e acusando pessoas de terem desviado dinheiro é algo que não apenas exigiria grandes chutes de minha parte, como também implicaria fazer acusações graves e incorrer em teorias da conspiração. E isso eu não vou fazer.

    Meu objetivo é fazer análises econômicas realistas e sensatas, e não ficar imaginando conspiratas e seus beneficiários. Pelo menos, não enquanto ainda não houver provas contra ninguém. Para esse tipo de comportamento precipitado e sensacionalista, existem inúmeros blogs por aí.

    Desculpe-me.

    Mas seus palpites nessa área serão sempre bem vindos e você sempre poderá postar aqui suas impressões da situação.

    Grande abraço!
  • Rafael Hotz  12/02/2011 11:42
    Meu ponto é que agora está claro que o governo está salvando o Silvão, com nosso dinheiro... A informação da CEF saiu depois do artigo... Mas você concordou comigo! Abraços.
  • Angelo T.  12/02/2011 08:57
    Rafael, peço licença para pegar um gancho do seu texto e dar uma explicação sobre outro assunto.\r
    \r
    O governo não está fazendo corte de gastos.\r
    Suponhamos que ano passado ele tenha gastado 1 trilhão. Esse ano ele gostaria de gastar 1 trilhão e 200 bilhões, mas resolveu gastar 1 trilhão e 150 bilhões. Isso ele chama de corte de gastos. Pra mim isso é aumento de gasto de 150 bilhões, e não corte de gasto de 50 bilhões.\r
    \r
    Aliás, ontem fui ao supermercado com intenção de gastar 1 bilhão e mais 3 cervejas. Mas para colaborar com a Dilma, gastei apenas nas 3 cervejas. Fiz um corte de gastos de 1 bilhão. Só faltam mais 49! :-)\r
    \r
  • Leandro  12/02/2011 09:23
    Boa observação, Ângelo. É isso mesmo.

    Aliás, essa vigarice retórica do governo é tão antiga que chega a ser incrível como a imprensa cai no golpe repetidas vezes e com extrema facilidade.

    Ano passado mesmo o governo fez exatamente essa mesma promessa. A imprensa acreditou e fez alarde. Eu denunciei o esquema aqui. Não haveria corte de gastos; haveria, na melhor das hipótese, uma redução no crescimento das despesas.

    E, no final, deu no que deu: explosão nos gastos, como era de se esperar.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=684

    O comportamento dócil da imprensa perante as promessas do governo me faz lembrar daquela famosa frase de Talleyrand sobre os Bourbons: não aprenderam nada e não esqueceram nada.
  • anônimo  12/02/2011 12:06
    @Leandro: Aliás, essa vigarice retórica do governo é tão antiga que chega a ser incrível como a imprensa cai no golpe repetidas vezes e com extrema facilidade.

    Eu ficaria surpreso se ela não caísse no golpe repetidas vezes e com extrema facilidade. Aliás, não seria a própria imprensa a grande responsável pela eficácia do referido golpe? Para mim, a dupla governo/imprensa se assemelha à velha conhecida dupla polícial bom/ruim; um dá o tapa, o outro esconde a mão.

    Obs.: Este comentário foi apenas uma divagação. Não espero qualquer resposta.
  • Augusto  12/02/2011 09:12
    Artigo relacionado: mises.org/mobile/daily.aspx?Id=4902
  • vanderlei  27/02/2011 22:11
    Foram ver e o patrimônio do Panamericano era de uma pequena instituição financeira, cento e poucos milhões, mas a CEF pagou Setecentos e poucos milhões para comprar 36% de cento e poucos milhões de reais.\r
    \r
    \r
    Dizem que Silvio Santos deve 1 bilhão ao IR, mas como de costume quem vai pagar é o povo.\r
    \r
    Cacciola foi condenado por Peculato e administração Fraudulenta.\r
    \r
    Dois pesos e duas medidas...
  • jorge caliman  15/12/2011 13:57
    bem caro Leandro, segue meu inteligente e educado comentario apos 10 meses de deliciosas analises... o SS chantageou a banca (e levou) pq é bom de labia... a ninguem interessa aonde foi parar o $$$ ou pq a due-dilligence não viu o basicão - se os ativos que a CEF comprou não erram passivos... e o BTGPactual, bem, isso é uma istorinha/maracutaia bem ubsuiça!!!\r
    \r
    ah!proposito... seu artigo era pra explicar o que são reservas fragmentárias certo??? as misses todas entenderam!!! hehehe
  • Leandro  15/12/2011 14:11
    O problema do seu comentário, prezado Jorge, é que, se ele realmente foi inteligente (e eu não duvido que tenha sido), eu não pude apreciá-lo. Da próxima vez, escreva em português e permita-me esse deleite.

    Grande abraço!
  • anônimo  16/12/2011 09:23
    Nossa, eu não entendi nada do que este cara escreveu. Isso é inteligência demais pra mim.
  • Ari Pereira  13/02/2013 01:03
    Olá Leandro,

    A propósito dos comentários da CEF neste artigo.
    Gostaria de saber sua opinião sobre o andar da carruagem de nossa querida Caixa Econômica Federal.

    Se não me engano, além dessa "irracional" participação no Panamericano as desditas executivas do referido "banco" não param por ai... Gostaria de saber se possível, sua opinião sobre uma instituição que (1) é tecnologicamente atrasada comparada ao mercado bancário brasileiro, que (2) ao que tudo indica não tem em seus quadros especialistas em duo-dilligence minimamente preparados para validar relatórios de terceiros para compra de ativos (?!) e que, (3) arvora-se em ser baluarte da redução de spread bancário diminuindo voluntariamente suas taxas nominais de juros porque (4) alguém em Brasilia pensa que há margem para tanto.

    Seria muito instrutivo para mim (e julgo para muitos) compreender essa situação de coisas num banco que a princípio faz a tungada... digo gestão, dos maiores compulsórios diretamente relacionados ao bolso do trabalhador: FGTS.

    Não vou me alongar no raciocínio. Acho que deu pra entender.

    Em tempo: talvez haja algum artigo no site já abordando o assunto.
    Se houver agradeço o simples encaminhamento do link.

    Abs,
  • Leandro  13/02/2013 01:32
    Os quatro últimos artigos do Fernando Ulrich falam sobre isso, em especial estes dois:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1283

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1322
  • Mohamed Attcka Todomundo  06/03/2013 14:11
    leandro, a CEF controla as loterias, q tem muita capilaridade no país todo, e servem como agencias bancarias ate onde ñ tem banco. isso faz c/ q todo dia a CEF tenha um fluxo de depositos via depositos em conta corrente e pagamentos os + variados (agua, luz, telefone, compras pela internet), alem das apostas lotericas. suponho isso faça q a CEF chegue ao final do dia c/ reservas em porcentagem maior do que aquela que o BC determina que deve ter em relação aos seus depósitos à vista.

    isso dá a CEF margem de manobra maior p/ suportar sua alavancagem? se sim, esta eh das razoes por ser maior q dos d+ bancos

    ajuda a manter seus requerimentos de capital de acordo com as especificações das Regras da Basileia?

  • Leandro  06/03/2013 14:21
    É um bom ponto. Ainda não havia pensado nisso. O raciocínio faz sentido.
  • Ari Pereira  13/02/2013 13:38
    Ótimos artigos Leandro!
    Grato,
    []s

  • Diego  15/04/2013 17:43
    Boa tarde, com relação a Caixa Economica Federal ter parte agora do PANAMERICANO, significa que suas taxas de juros tanto para veiculos e imoveis vão ser as mesmas?

    Atenciosamente,
  • Douglas  15/04/2013 18:05
    Isso certamente será decisão da gerência. Está fora do escopo da teoria.
  • Emerson Luís, um Psicólogo  25/09/2014 22:09

    Artigo muito bom.

    Nosso dinheiro confiscado é usado para proteger os super-ricos.

    * * *
  • anonimo  09/01/2015 01:25
    Máfia: No Brasil, executivos do Banco PanAmericano são banidos do sistema financeiro por até 20 anos, Guilherme Stoliar, sobrinho de Silvio Santos e diretor do SBT, e Luiz Sandoval, presidente do grupo Silvio Santos, também ficarão impedidos de atuar no mercado financeiro.


    port.pravda.ru/busines/05-11-2011/32411-banco_panamericano-0/


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