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O casamento gay, os libertários e as questões que ninguém se atreve a discutir

No infindável debate sobre casamento gay, algumas questões — provavelmente por serem politicamente incorretas demais — têm sido deixadas de lado.  Tanto os conservadores quanto os progressistas estão seriamente iludidos em suas posições, ainda que de maneiras distintas.

Os progressistas querem utilizar o casamento gay como uma forma de legitimar — ao menos é isso que eles acham que vão conseguir — os relacionamentos homossexuais, na crença de que tal medida faria com que o homossexualismo passasse a ser visto como algo corriqueiro tanto em termos civis quanto sociais.  A exigência final do movimento é a obtenção daquilo que chamam de "igualdade" gay.

Já os conservadores, principalmente os religiosos fundamentalistas, creem que o casamento gay iria depreciar a instituição do casamento, o que os leva a fazer campanhas histéricas para "proteger" o casamento dos ataques destes seres ímpios e desviados.

Por que ambos os lados estão seriamente iludidos?  Comecemos com os progressistas.

O casamento se resume a um objetivo: criar filhos.  Sem esse objetivo, o matrimônio perde sua razão — principalmente no mundo de hoje, em que encontros pela internet, poligamia consentida e promiscuidade desenfreada são amplamente aceitos.  O casamento é, portanto, uma instituição econômica, um arranjo financeiro voltado para a criação e educação de uma nova geração.  O casamento é um acordo voluntário feito por dois adultos que se comprometem, conjuntamente, a suprir as necessidades de sua prole e, quando chegar o momento, legar a ela toda a riqueza que acumularam em vida.

Obviamente, não estou dizendo que casamentos sem filhos não são realmente casamentos, ou que todos os ornamentos emocionais e psicológicos do casamento tradicional — monogamia, comprometimento e, sim, amor — são irrelevantes.  Estou apenas falando sobre a instituição civil do casamento e de como ele se desenvolveu no mundo ocidental, e não do fenômeno cultural que evoluiu ao longo de vários milênios — algo que não foi criado pelo estado, mas que acabou sendo sequestrado por ele.

Como disse a famosa antifeminista Camille Paglia:

Creio que [o casamento gay] é uma questão explosivamente propensa a gerar uma reação antigay.....  Este é o problema: chamá-lo de casamento.  Se você perguntar ao trabalhador comum nas ruas "Você acredita em casamento gay", isso fará com que ele tenha um espasmo de absoluta repugnância.  O casamento foi tradicionalmente concebido para se dar entre o homem e a mulher.  Foi um elo estabelecido para a criação de filhos, e por isso ele sempre teve um significado procriador também, além de possuir uma longa e sagrada tradição por detrás.  Odeio quando causas gays se confundem e acabam parecendo querer profanar a tradição sagrada de outras pessoas.  A liderança do ativismo gay tem sido totalmente grosseira e canhestra no que concerne essa questão.  Ao invés de tratar a questão de modo sério, dizendo "Nós respeitamos a tradição do matrimônio", o ativismo gay está associado a piquetes na porta de entrada das igrejas.

Paglia está correta.  O matrimônio não é uma instituição civil, mas sim uma tradição religiosa e cultural que o estado (até agora) tem sido obrigado a respeitar e a reconhecer — e ela está centrada na procriação, uma questão com a qual a maioria dos homossexuais não tem de lidar.

O que nos leva ao argumento central utilizado contra o casamento gay: ele se baseia em um modelo heterossexual de relacionamentos sexuais e emocionais, um que simplesmente não se encaixa no estilo de vida gay.  A ideia de querer fazer com que gays assumindo compromissos matrimoniais seja visto como algo corriqueiro advém do erro central do igualitarismo, a absurda ideia de que os seres humanos são "iguais" e, portanto, permutáveis — ou seja, que é normal que pessoas diferentes façam os mesmos rituais.  O igualitarismo na realidade não é uma ideologia política: é uma religião, perfeitamente capaz de resistir a seguidos ataques de claras evidências em contrário.

Chamo a atenção para uma evidência anedótica, porém significativa, dessa concepção errônea dos fatos: quando a Califórnia autorizou brevemente o casamento gay, os casais mais proeminentes e numerosos eram as lésbicas. Mulheres, obviamente, amam a ideia do casamento, e pensam nisso desde crianças.

Lésbicas podem engravidar, e de fato fazem isso.  Elas criam filhos, milhares dos quais estão atualmente vivos, fortes e ativos.  Na cidade de São Francisco, por exemplo, crianças criadas por lésbicas formam uma parte significativa — e crescente — dos alunos de escolas públicas.  Lésbicas, portanto, encaixam-se dentro do modelo procriador do matrimônio, ainda que elas não possam se reproduzir sem a participação passiva de homens que doam seu esperma.

Já os homens gays, por outro lado, são... homens, e nenhum homem quer realmente se casar.

Promiscuidade e suas concomitantes atitudes andam de mãos dadas com a masculinidade e a virilidade: essa é a nossa herança genética e socialmente construída, enraizada em nossa própria natureza e inabalável perante os ataques tanto das feministas politicamente corretas quanto dos conservadores puritanos.  Monogamia e masculinidade são opostos em uma dicotomia: a ideia de fidelidade sexual é distintamente feminina, e está ligada à avassaladora (e inerente) necessidade de segurança e certeza — isto é, a certeza de que o pai de seus filhos irá ajudar na criação adequada das crianças.  O colapso desse pacto social e sexual, o qual fortalece a nossa civilização, está por trás do estado de barbaridade a que desceu as partes pobres das grandes cidades, onde bandos de adolescentes indisciplinados e órfãos de pai estão à solta, fazendo baderna e enchendo as prisões.

O casamento, no contexto da homossexualidade masculina, não é apenas uma contradição: a própria ideia de dois homens "se casando" desperta tantos protestos exatamente porque ela faz uma paródia, uma imitação burlesca, das uniões heterossexuais.  Afinal, uma paródia é uma imitação zombadora do original, uma que macaqueia a forma mas rejeita ou ridiculariza sua essência.  É esse escárnio que eriça e indigna as pessoas contrárias ao casamento gay — e muito compreensivelmente. 

Entretanto, não é apenas essa ameaça de gerar uma reação antigay — a qual a senhorita Paglia corretamente aponta — que é o aspecto mais preocupante da proposta de se "legalizar" o casamento gay.  As piores vítimas da legalização do casamento gay não serão os héteros, não obstante toda a ridícula gritaria de que a instituição do casamento será "depreciada" e, consequentemente, irá se tornar menos popular se dois efeminados puderem contrair matrimônio.  Quem realmente será prejudicado pela admissão ao templo de Hera são justamente os homens gays.

Com o casamento gay virá o inevitável divórcio gay — e, creia-me, a coisa será feia.  Se os ativistas gays pensam que o casamento irá de alguma forma legitimar a homossexualidade perante os olhos do cidadão comum, então eles realmente estão desantenados da própria realidade, a qual irá fazer com que os divórcios heterossexuais, mesmo os litigiosos, pareçam um piquenique de escola dominical.  Com efeito, prevejo que, dada a natureza do animal macho, a taxa de divórcio dos homens gays rapidamente irá superar a taxa de casamentos gays.  O casamento gay — na comunidade gay masculina — está fadado à auto-extinção.

Essa aversão do homem gay ao casamento já está prognosticada na declinante taxa de parcerias domésticas — almejadas como precursoras do casamento gay — nos guetos gays das grandes cidades.  Um número ainda menor irá se registrar para a viagem ao altar, principalmente quando ficar claro para eles que, junto com o direito ao casamento, vêm também algumas responsabilidades, principalmente de natureza financeira.

É aqui que toda a propaganda conservadora contrária ao casamento gay mostra-se completamente maluca e fora da realidade: a suposta "ameaça" à instituição do casamento representada pela legalização de uniões gays varia de zero a inexistente.  A ideia de que uma multidão de homens gays, dada a oportunidade, irá correr para se casar é uma fantasia partilhada por ambos os lados desse debate.  O que ocorrerá se a infidelidade sexual se tornar um motivo legal para o divórcio?  Vários fatores que ninguém jamais considerou irão levar ao grande fiasco do "casamento gay".

Será que os gays querem ter metade de sua renda reivindicada por seus cônjuges?  Com o casamento gay virá a pensão gay, e é isso que fará com que os casos de divórcio gay sejam espalhafatosos, com garotões aventureiros dando o golpe em velhotes ricos e solitários, despojando-os de boa parte de suas fortunas.  O casamento gay sairá de moda rapidamente à medida que uma série de casos de divórcio ostensivos e escandalosos for chegando aos tribunais.

A própria frase "casamento gay" é um paradoxo.  A essência da homossexualidade, afinal, é a evasão do casamento — e a concomitante responsabilidade de se criar uma família.  É a adoção da sensualidade por si própria, como um instrumento de prazer puro, sem se buscar a procriação.  Será que os homens gays realmente querem abrir mão daquilo que é o mais interessante em suas atividades recreativas: a tremenda sensação de liberdade que ela lhes traz?

Os atuais ativistas gays estão se dedicando a uma missão realmente fútil, que é fazer com que a homossexualidade pareça "natural".  Entretanto, eles realmente deveriam seguir o exemplo de seus predecessores na Grécia antiga, que tomaram o caminho oposto.  Na Grécia antiga, os filósofos debateram os méritos e os deméritos do comportamento homossexual — embora o "gayzismo" fosse um conceito desconhecido para eles, graças aos deuses —, e os defensores dessa prática foram, assim como são hoje, confrontados com o argumento de que a homossexualidade é "anormal".

Pausânias, em O Banquete, de Platão, responde que a homossexualidade é o "amor celestial" precisamente porque está separada da carnalidade mundana e centrada em uma concepção idealizada de beleza.  Ela é puramente estética e de modo algum procriadora — ou seja, completamente não natural e artificial.  Para Pausânias e seus clássicos companheiros gregos, isso a tornava superior ao primitivismo e à rudeza dos "homens mais sórdidos", exclusivamente heterossexuais, que não possuíam a capacidade "superior" de apreciar a beleza em todas as suas formas, inclusive na forma masculina.

Longe de argumentarem que a homossexualidade era equivalente à heterossexualidade, os antigos defensores do amor homossexual enfatizaram o grande abismo que separa ambos.  Ao invés de imitarem os heterossexuais e incansavelmente fazerem lobby em prol do "direito" de se casarem, o grupo de Platão procurou manter distância do mundano e ressaltar a singularidades deles próprios.  Pausânias argumenta que a escolha de homens mais novos em detrimento das mulheres disponíveis é um indicativo de uma qualidade moral superior, evidência de uma pureza que desafia e transcende a biologia.  O amor homossexual, afirmou ele, representa um progresso da própria natureza humana — que é, afinal, a característica notável da civilização humana.

Para os ativistas gays da era moderna, com seus dogmas de determinismo biológico — o "gene gay" — e suas arraigadas e deturpadas noções de igualitarismo, tal argumento é inconcebível.  Para eles, não há nenhuma outra possibilidade: eles fervorosamente acreditam que são determinados geneticamente a se envolverem em atos homossexuais.  De acordo com essa visão, orientação sexual é como gênero e raça.  No contexto da sociedade em que vivemos, isso significa que é — ou deveria ser — ilegal "discriminar" de acordo com a orientação sexual, da mesma maneira e pelas mesmas razões que hoje é crime de ódio considerar questões de raça, religião e gênero no âmbito do emprego, da habitação e das relações sócio-econômicas em geral. 

Essa ortodoxia jaz no topo de uma montanha de pseudociência misturada com moralismo, que afirma — sem evidência científica convincente — que a "orientação" sexual é geneticamente determinada.  Trata-se da versão progressista do lysenkoismo, em que a ideologia determina as conclusões políticas antes mesmo dos fatos (exceto pelo fato de que Lysenko e seus padrinhos stalinistas estavam expressando a ortodoxia esquerdista de uma época em que os homens podiam ser projetados e engendrados por meio do poder do estado).

A ironia é que, enquanto várias organizações progressistas (e conservadoras) são alérgicas à noção de diferenças hereditárias, o lobby dos direitos gays se mantém apegado a um dogmático determinismo genético que é, em outros contextos, relegado às fronteiras extremas do politicamente incorreto.

Fora a ausência de evidências científicas, o bom senso já é suficiente para derrubar esse tipo de reducionismo genético grosseiro feito para uma área tão cheia de sutilezas, nuanças e variedades quanto a sexualidade humana.  Afinal, o que seriam os bissexuais?  Seriam eles aberrações genéticas ou apenas pessoas fazendo diferentes escolhas em diferentes momentos de suas vidas?  Isso vai contra a teoria da "orientação" sexual, que insiste em uma lealdade rígida a certos comportamentos.

E, no final, o uso da genética é apenas um truque.  Todo o movimento dos direitos gays baseia-se no mais desestimulante — na realidade, patético — motivo imaginável: a necessidade de aceitação.

Uma genuína posição libertária em relação ao casamento gay é muito simples: os libertários têm de impedir a incursão do estado em questões privadas.  Isso significa que qualquer libertário de princípios deve se opor à "legalização" do exato tipo de casamento que já ocorre na comunidade gay, embora não em uma forma que a maioria dos héteros considere familiar ou aceitável.

O estado, afinal, já fez árduos e amplamente exitosos esforços para regular e intervir na vida natural das famílias, bem como nas relações entre homens e mulheres.  O advento do casamento gay significaria ampliar o alcance do estado sobre a vida privada dos indivíduos.  Certamente nenhum libertário poderia concordar com tal coisa, e certamente faria de tudo para se opor a isso.

Entretanto, todos os tipos de supostos "libertários" e simpatizantes simplesmente pressupõem que apoiar a "legalização estatal" do casamento gay — e, com efeito, apoiar o estilo de vida homossexual — é um princípio fundamental do libertarianismo.  Simplesmente não é.

O libertarianismo é apenas uma teoria econômica e política.  Ele não tem nada a dizer quanto ao "estilo de vida" que uma pessoa escolhe, assim como não tem nada a dizer sobre física quântica.  Não se trata de um superabrangente sistema moral e metafísico que pretende explicar tudo e que possui uma receita prescrevendo como cada um deve viver a vida.  Os libertários não apóiam e nem condenam homossexuais e a homossexualidade: nós simplesmente dizemos que as atividades sexuais entre adultos em comum acordo não devem ser reguladas pelo estado.  Ponto.

Essa ânsia de querer politizar até mesmo as mais íntimas interações sociais é supremamente antilibertária.  A ironia é que isso consegue apenas dessexualizar o comportamento que se quer legitimar.  No final, a campanha para "legitimar" a homossexualidade pode muito bem acabar reduzindo seu apelo — e, em um tipo de justiça cruel, reduzir o número de homossexuais.

Outra ironia ainda maior é que o movimento da "liberação" gay acabou se transformando no oposto do que sempre foi.  Antes, os gays se orgulhavam de representar uma rebelião, um desafio à ordem social burguesa, expressando e celebrando sua liberação em relação às normas morais e legalistas.  Hoje, inversamente, os ativistas gays querem reforçar o poder dessas normas, tentando "expandi-las" para sobre eles também.  Aquilo que começou como um movimento para a "liberação gay" transformou-se em uma campanha para tornar a sociedade gay tão limitadora da sexualidade (particularmente da sexualidade masculina) quanto o mundo hétero — e ainda mais entediante.

O estado sempre invadiu cada aspecto da vida das pessoas.  Dificilmente havia uma área que ainda não havia sido ocupada por um exército de burocratas, advogados, juízes e políticos.  A subcultura gay, entretanto, quase sempre conseguiu se manter fora desse sistema, de modo que os homossexuais puderam usufruir grandes liberdades e flexibilidades em suas vidas pessoais, uma condição feliz a que o casamento — e qualquer forma de intervenção estatal — invariavelmente põe fim.  Homossexuais que querem a "legalização" do casamento gay estão, na verdade, querendo que o estado passe a regular todo um estilo de vida que até então vinha se mantendo à margem de regulamentações — e é exatamente por isso que o casamento gay vai se comprovar tão impopular na comunidade gay masculina quanto o é no coração dos conservadores religiosos, muito embora por motivos extremamente distintos.

Recentemente, estava eu fazendo compras em um mercado perto de casa quando dois membros pertencentes a uma organização dos direitos gays me pediram para assinar uma petição em nome da legalização do casamento gay.  Minha resposta: "Por que vocês querem o estado certificando e chancelando suas relações com outros?  Vão em frente e façam suas próprias cerimônias de casamento.  E parem de ficar se rebaixando e mendigando a aprovação do estado".

E eles apenas ficaram olhando pra mim como se eu tivesse acabado de chegar de Marte.



autor

Justin Raimondo
é um ativista libertário americano, homossexual, editor do site Antiwar e autor do livro An Enemy of the State: The Life of Murray N. Rothbard.


  • Tiago RC  21/01/2011 10:41
    Minha nossa, não esperava ler um negócio desses no IMB:

    O advento do casamento gay significaria ampliar o alcance do estado sobre a vida privada dos indivíduos.

    Sério? Não, sério??
    Então, a mesma coisa vale para a legalização das drogas, dos jogos, da prostituição etc etc?

    Dizer que gays hoje estão "livres" do estado e que a legalização os amarraria é nonsense. Não sei se vocês se lembram, mas o estado monopoliza os serviços de Justiça, e conseqüentemente, de resolução de conflitos. Homossexuais não são livres pra fazer contratos de casamento, e poderem ter um serviço de resolução de conflitos no caso de divórcio ou herança por exemplo.

    O casamento homossexual encontra-se hoje na mesma situação que o consumo de maconha: totalmente proibido pelo estado. A legalização de tais coisas poderia implicar em regulamentações coercivas (só pode casar assim e assado, só pode consumir maconha pagando impostos etc), mas nenhuma regulamentação pode ser mais autoritária do que a proibição absoluta. Hoje, se gays quiserem firmar um contrato com possibilidades de usarem recursos de resolução de conflitos, estão simplesmente proibidos. E poder contar com tal mecanismo é o único propósito de se fazer um contrato formal no final das contas, pois senão um "acordo de cavalheiros" é suficiente em qualquer caso.

    É triste ver como idéias religiosas/preconceituosas/seilá são capazes de afetar até mesmo libertários de renome, a ponto de cegá-los diante de algo tão óbvio.
  • Leandro  21/01/2011 10:53
    Prezado Tiago, não confunda legalização com descriminalização. Devemos lutar pelo segundo, e, no máximo, apenas tolerar temporariamente o primeiro.

    No mais, todos os seus comentários foram respondidos pelo próprio texto. Deixe o susto de lado e leia de novo, principalmente os parágrafos finais.

    Por fim, o autor do texto é gay e ateu. Logo, essa sua acusação de "ideias religiosas e preconceituosas" é totalmente descabida. Não confunda defesa da liberdade com apologia de comportamentos.

    Grande abraço!
  • Tiago RC  30/01/2011 15:16
    Leandro,

    Pelo respeito que tenho por ti como melhor autor libertário brasileiro, resolvi me esforçar pra ler novamente o texto, com "mais calma" dessa vez.

    Vamos lá.

    A maior parte do texto é perda de tempo. Se homens são promíscuos, se mulheres querem ser mamães, se gregos antigos louvavam o homossexualismo, se homossexualidade é genética etc etc, tudo isso não passa de generalização sem nenhuma relevância para o ponto principal: permitir o casamento gay seria um aumento ou diminuição da violência estatal?

    E não, o texto não responde meus comentários.

    Imagine que na época que a Telebrás tinha monopólio nas telecomunicações, por alguma razão eles não provessem linha telefônica a um grupo arbitrário de pessoas, escolhido por algum critério preconceituoso como preferência sexual, cor da pele, nível de renda, nacionalidade etc.
    Alguém propõe um projeto de lei para que a Telebrás acabe com essa limitação e passe a prover serviços para esse grupo também.
    Você viria me dizer que tal projeto seria um aumento do poder do estado? Que a única forma de reduzir o estado seria completamente abolir o monopólio? Que caso contrário, melhor proibir todo mundo de usar telefone do que usar o serviço estatal?

    Pois é exatamente isso que esse texto diz. Hoje, homossexuais não podem compartilhar herança, não podem adotar crianças em conjunto, e uma séria de outras coisas, pois há um monopólio de leis e justiça e esse monopólio não reconhece esses contratos para homossexuais.
    Óbvio que o ideal seria acabar de uma vez com o monopólio sobre as leis e justiça, mas se mantivermos uma postura de "tudo ou nada", achando que só teremos aumento da liberdade com a queda completa do estado, então meu caro, vamos acabar é com nada mesmo.
    Aliás, se você realmente concorda com a linha de argumentação do texto (de que o casamento civil é uma intrusão coerciva na vida das pessoas), você deveria lutar pela proibição completa de toda forma de casamento, hétero ou homossexual. Todo casamento deveria ser um acordo de cavalheiros, sem nenhum reconhecimento em tribunais. É isso seu ideal de aumento de liberdade?

    Tudo isso já dito, considero que, melhor que lutar pelo casamento gay, seria lutar por:
    -liberdade total de testamento/herança
    -liberdade de adoção conjunta de crianças, independente dos laços (in)existentes entre os que adotam
    -liberdade total de partilha de bens
    E tudo isso reconhecido nos tribunais.
    Podendo tecer todos esses contratos a parte, o casamento civil ficaria reduzido a um simbolismo sem nenhuma utilidade prática, já que tudo o que ele provê poderia ser obtido de outra maneira. Nesse cenário, eu até concordaria com a idéia de extinguir o casamento civil. Mas enquanto isso não for verdade, o casamento civil continua sendo a única forma de se obter tais coisas, forma essa completamente proibida a homossexuais, polígamos, indivíduos da mesma família etc.

    Desculpe-me pela parte "descabida" do meu comentário, mas mantenho minha posição de que esse texto é uma adição bastante negativa ao excelente repertório do IMB.
  • Veron  03/12/2015 17:38
    Sem dúvidas a parte que eu mais gosto desse texto:

    Uma genuína posição libertária em relação ao casamento gay é muito simples: os libertários têm de impedir a incursão do estado em questões privadas. Isso significa que qualquer libertário de princípios deve se opor à "legalização" do exato tipo de casamento que já ocorre na comunidade gay, embora não em uma forma que a maioria dos héteros considere familiar ou aceitável.

    O estado, afinal, já fez árduos e amplamente exitosos esforços para regular e intervir na vida natural das famílias, bem como nas relações entre homens e mulheres. O advento do casamento gay significaria ampliar o alcance do estado sobre a vida privada dos indivíduos. Certamente nenhum libertário poderia concordar com tal coisa, e certamente faria de tudo para se opor a isso.

    Entretanto, todos os tipos de supostos "libertários" e simpatizantes simplesmente pressupõem que apoiar a "legalização estatal" do casamento gay — e, com efeito, apoiar o estilo de vida homossexual — é um princípio fundamental do libertarianismo. Simplesmente não é.

    O libertarianismo é apenas uma teoria econômica e política. Ele não tem nada a dizer quanto ao "estilo de vida" que uma pessoa escolhe, assim como não tem nada a dizer sobre física quântica. Não se trata de um superabrangente sistema moral e metafísico que pretende explicar tudo e que possui uma receita prescrevendo como cada um deve viver a vida. Os libertários não apóiam e nem condenam homossexuais e a homossexualidade: nós simplesmente dizemos que as atividades sexuais entre adultos em comum acordo não devem ser reguladas pelo estado. Ponto.

    Essa ânsia de querer politizar até mesmo as mais íntimas interações sociais é supremamente antilibertária. A ironia é que isso consegue apenas dessexualizar o comportamento que se quer legitimar. No final, a campanha para "legitimar" a homossexualidade pode muito bem acabar reduzindo seu apelo — e, em um tipo de justiça cruel, reduzir o número de homossexuais.

    Outra ironia ainda maior é que o movimento da "liberação" gay acabou se transformando no oposto do que sempre foi. Antes, os gays se orgulhavam de representar uma rebelião, um desafio à ordem social burguesa, expressando e celebrando sua liberação em relação às normas morais e legalistas. Hoje, inversamente, os ativistas gays querem reforçar o poder dessas normas, tentando "expandi-las" para sobre eles também. Aquilo que começou como um movimento para a "liberação gay" transformou-se em uma campanha para tornar a sociedade gay tão limitadora da sexualidade (particularmente da sexualidade masculina) quanto o mundo hétero — e ainda mais entediante.

    O estado sempre invadiu cada aspecto da vida das pessoas. Dificilmente havia uma área que ainda não havia sido ocupada por um exército de burocratas, advogados, juízes e políticos. A subcultura gay, entretanto, quase sempre conseguiu se manter fora desse sistema, de modo que os homossexuais puderam usufruir grandes liberdades e flexibilidades em suas vidas pessoais, uma condição feliz a que o casamento — e qualquer forma de intervenção estatal — invariavelmente põe fim. Homossexuais que querem a "legalização" do casamento gay estão, na verdade, querendo que o estado passe a regular todo um estilo de vida que até então vinha se mantendo à margem de regulamentações — e é exatamente por isso que o casamento gay vai se comprovar tão impopular na comunidade gay masculina quanto o é no coração dos conservadores religiosos, muito embora por motivos extremamente distintos.

    Recentemente, estava eu fazendo compras em um mercado perto de casa quando dois membros pertencentes a uma organização dos direitos gays me pediram para assinar uma petição em nome da legalização do casamento gay. Minha resposta: "Por que vocês querem o estado certificando e chancelando suas relações com outros? Vão em frente e façam suas próprias cerimônias de casamento. E parem de ficar se rebaixando e mendigando a aprovação do estado".

    O Fraga já disse exatamente isso em um vídeo dele.

  • Ricardo  21/01/2011 12:05
    Tiago RC disse:

    "Então, a mesma coisa vale para a legalização das drogas, dos jogos, da prostituição etc etc?"

    Raciocínio torto e errado. Drogas, jogos e prostituição (em vários países) são perseguidos e combatidos pelo estado. Gays, não.

    Logo, nada a ver.

  • anônimo  21/01/2011 12:16
    Tiago RC, vender DVD pirata também é totalmente proibido pelo estado. No entanto as vendas são abundantes e baratas. Se o estado "legalizar" esse mercado, pode esperar preços, restrições e regulamentações enormes.

    Libertário defender isso (que afinal é uma forma de legalização) é piada de péssimo gosto.
  • Tiago RC  30/01/2011 15:28
    Sério que você acredita que a venda de DVDs piratas não sofre nenhuma limitação pela proibição?

    Quando foi que você viu um camelô bem sucedido na venda de DVDs piratas expandir seu negócio para melhor atender seus clientes, criando uma grande loja num shopping center, com estacionamento, publicidade e tudo o mais?
    Ou ainda, já viu algum site vender DVDs piratas mantendo um IP reconhecível, entregando freqüentemente pelos correios/etc?
    Em outras palavras, já viu algum vendedor de mídias piratas conseguir montar uma infraestrutura decente para melhor atender os consumidores?

    Fosse o comércio de mídia pirata legalizado, aqueles que não quiserem se submeter aos impostos e tudo mais continuariam fazendo exatamente como fazem hoje: vendendo às escondidas, fugindo sempre que a polícia chega etc. Nada mudaria para eles. Mas aqueles que quisessem expandir para atender as demandas do mercado poderiam fazer, limitados pelas regulamentações e tributos, mas poderiam atender melhor a demanda. Os consumidores que não quisessem pagar pelos eventuais custos regulatórios impostos a esses vendedores com mais infraestrutura continuariam comprando de camelôs, já os que preferem a infraestrutura, partiriam para esse novo nicho. Se essa melhor satisfação da demanda não é um aumento da liberdade, não sei o que é.

    Repito: regulamentações são ruins, mas nenhuma pode ser pior do que a proibição absoluta.
  • augusto  30/01/2011 16:39
    "Quando foi que você viu um camelô bem sucedido na venda de DVDs piratas expandir seu negócio para melhor atender seus clientes, criando uma grande loja num shopping center, com estacionamento, publicidade e tudo o mais?"\r
    \r
    Para ser honesto, ja vi sim e se voce quiser pode ver tambem.\r
    \r
    Va um dia na calcada do predio Avenida Central no centro do Rio e observe como os camelos de CDs e DVDs piratas trabalham.\r
    \r
    Depois, suba a serra e visite a Feirinha de Itaipava. Veja como os vendedores das lojinhas de CDs e DVDs trabalham - cada um tem sua lojinha, os discos organizados, com catalogo e tudo. E se voce por acaso comprar algo e der defeito, pode voltar la que eles trocam.
  • Fernando Araujo  21/01/2011 16:12
    Brilhante o post do Thiago.
    Assino embaixo de tudo o que ele disse.
    Me decepcionei com o IMB agora.
    De fato, por mais autoritária que seja a tutela do estado, o mais autoritário de tudo é proibição absoluta.
    Partindo desse princípio seria melhor então que o estado proibisse empresas privadas, adotasse monoólios em diversos setores( para retirar as empresas atuantes da tutela estatal, jogando-as na informalidade) e por aí vai.
    Patético raciocínio.


  • Alexandre Melchior R. Filho  21/01/2011 18:50
    Eu já andei pensando nisso.\r
    \r
    De fato, se o estado simplesmente abolice sua participação em casamentos, a coisa ficaria mais fácil e mais livre.\r
    \r
    Tudo se resumiria a um simples contrato entre as partes envolvidas.\r
    \r
    Juro que nao entendi, portanto, o argumento dos que não gostaram do texto.
  • Golimar  12/11/2011 15:11
    "Óbvio que o ideal seria acabar de uma vez com o monopólio sobre as leis e justiça, mas se mantivermos uma postura de "tudo ou nada", achando que só teremos aumento da liberdade com a queda completa do estado, então meu caro, vamos acabar é com nada mesmo."

    O Tiago RC tem toda a razão.
    O principal problema dos libertários é que eles são totalmente radiciais... pra eles é 8 ou 80.
    E isso pra mim chama-se utopia.
  • Carlos Araujo  13/11/2011 17:33
    Uma postura de "tudo ou nada" não tem nada a ver com utopia.
    Utopia é algo que só é possível no imaginário, algo impossível no mundo real.

    O termo mais adequado seria maniqueísmo.
  • Julio  20/07/2018 20:44
    O casamento é uma instituição sagrada para a maioria dos cristãos. Admitir o casamento gay soaria como uma profanação abjeta!
    Façam o que quiserem de suas vidas, mas deixem o casamento em paz.
    Isto é liberdade!
  • Ronaldo  08/01/2019 23:44
    Amado, a sacralidade do matrimônio reside somente no espaço religioso e no ethos da sociedade de crentes, e o seu direito à existência é totalmente garantido sob o preceito da liberdade religiosa. O casamento civil seria composto simplesmente pela garantia de igualdade de direitos civis, friso: CIVIS. De forma alguma é plausível que os templos religiosos sejam obrigados a realizar casamentos gays ou que modifiquem sua teologia para que ela se torne inclusiva, mas há a necessidade de que sempre haja outras oportunidades para àqueles que não estão dispostos a participar da visão religiosa da maioria.
    Em suma, impedir o casamento civil gay com base em preceitos religiosos é tão ilógico quanto um hindu querer te bater por comer um bife malpassado.
  • Bernardo Santoro  21/01/2011 10:55
    Acho que finalmente encontrei um artigo neste site do qual não gostei.\r
    \r
    O autor traz uma série de afirmativas preconceituosas, como por exemplo o fato de que homens gays são infiéis. Um dos melhores amigos da minha mulher é gay e é "casado" há mais de dez anos com outro homem, e é um sujeito que eu admiro demais. Tanto que hoje posso dizer sem medo de errar que ele é, também, meu amigo. Ambos são efetivamente monogâmicos e falam que é realmente algo pouco usual no mundo gay, mas acontece.\r
    \r
    Ademais, me pareceu contraditória a afirmação que "homens são homens" e que nenhum homem quer efetivamente casar. Se homens não quisessem se casar, não casariam, nem mesmo para criar filhos. Hoje em dia, inclusive, vemos mais famílias monoparentais do que famílias tradicionais nas grandes cidades, mas temos sim famílias tradicionais ainda. Seguindo o pensamento do autor, se homens são homens e não se casam, não haveria casamento heterossexual, pois para isso é necessário um homem nessa equação. Só existiria casamento homossexual lésbico.\r
    \r
    Ah, e ele também parte do pressuposto que homens gays não tem o intuito de terem filhos. Um caso que está na mídia nesse exato momento prova o exato oposto. O músico Elton John acabou de ter um filho com uma barriga de aluguel e tanto ele como seu companheiro (de mais de 20 anos) se consideram pais da criança.\r
    \r
    Eu concordo sim com a afirmação de que o Estado deveria desregulamentar o casamento, o que reduziria essa instituição a um simples contrato de vida em comum entre duas pessoas, com diversas cláusulas específicas a serem postas por livre vontade (até mesmo a cláusula da fidelidade poderia ser suprimida, por livre vontade das partes). E isso seria fantástico para todos os modos familiares, homoafetivos e heteroafetivos, mas daí a negar o direito de casais homossexuais de se submeterem ao instituto rígido do casamento também traz um caráter anti-libertário à medida. \r
    \r
    Ficou latente que o autor odeia a instituição do casamento, muito por conta do instinto de liberdade econômica e sexual dele, mas esse ódio acabou por contaminar a sua razão. Impedir que casais heterossexuais e homossexuais se submetam ao instituto rígido do casamento não me parece diferente do "libertário" que acha errado que um dado grupo de pessoas compre uma terra e, nessa propriedade privada, queira viver em regime comunista por livre e espontânea vontade.\r
  • Carlos Magno de Araújo Soares  21/01/2011 11:03
    Já eu achei o artigo sensacional, lúcido e corajoso. Os chiliques ficam por parte dos libertários politicamente corretos que por algum motivo creem que determinados grupos minoritários são superiores apenas pelo fato de terem preferências não convencionais.

    Sou leitor assíduo do site mas nunca comentei antes. Não pude deixar de parabenizar esse. Parabéns aos organizadores e mantenham o ótimo trabalho, sem se acovardarem.
  • Leandro  21/01/2011 11:26
    Prezado Bernardo, você se contradisse:

    Primeiro você disse:

    "O autor traz uma série de afirmativas preconceituosas, como por exemplo o fato de que homens gays são infiéis."

    Porém, logo em seguida:

    "Um dos melhores amigos da minha mulher é gay e é "casado" há mais de dez anos com outro homem, e é um sujeito que eu admiro demais.[...] Ambos são efetivamente monogâmicos e falam que é realmente algo pouco usual no mundo gay, mas acontece.

    Ora, então o autor, que é gay e entende do assunto, está certo. E de modo algum foi preconceituoso. Apenas disse a verdade. Se isso ofende ou não, aí já depende da sensibilidade de quem lê.

    Abraços!
  • Fernando Chiocca  21/01/2011 12:17
    Sério, não dá pra contestar a promiscuidade entre os homens gays... Lógico que exceções existem, mas os fatos são estes.
  • José Antônio  21/01/2011 12:39
    Creio que esse fato é irrelevante. por que existe promiscuidade nao siginifica que todos sao promiscuos e muito menos que os que nao sao nao queiram se casar. esse fato portanto empobrece em muito o debate. quem quer ser promiscuo que seja, não ha problema algum nisso, a final somos libertarios ou não?
  • Fernando Chiocca  21/01/2011 12:55
    Não disse que isso é ruim e nem bom. E nem que deve ser proibido ou liberado. Disse que apenas é.

    Mas, logicamente, quem quiser ser promiscuo que seja. Isto não é uma questão ética, somente moral. E a preocupação aqui é somente ética.
  • Bernardo Santoro  21/01/2011 12:25
    Grande Leandro,\r
    \r
    não vi nenhuma contradição no que eu disse. Afirmei que, a priori, não se pode dizer que um gay será infiel. Isso seria, portanto, um preconceito (pré-conceito, conceito anterior à verificação do caso concreto).\r
    \r
    "Pós-conceitualmente", ou seja, à posteriori, vemos que a maioria dos gays são poligâmicos, mas não significa em absoluto que isso é uma regra, pois comporta exceções em demasia para se chamar de regra.\r
    \r
    No mais, a afirmativa do autor não teria como me ofender, tendo em vista que não sou gay. \r
    \r
    Não vou ser hipócrita em dizer que não ligaria caso um filho meu viesse a ser homossexual, certamente me incomodaria, mas seria a vida dele e eu teria de aceitar esse fato, bem como o fato dele exigir o reconhecimento de uma futura relação homossexual pelo Estado.\r
    \r
    Mas repiso que concordo que no mundo ideal o casamento não seria uma instituição controlada pelo Estado, e sim um contrato livre de vida em comum celebrado entre duas pessoas (não importando o sexo) de boa vontade, com cláusulas a serem ajustadas entre os dois interessados.\r
    \r
    Abração!
  • Fernando Chiocca  21/01/2011 12:00
    Já tinha lido o artigo em inglês, que de tão bom, me fez mudar de opinião sobre o assunto.
    Eu era radicalmente a favor da legalização do casamento (união civil) homossexual; com a exposição acima, fiquei contra, e acho que ela seria sim um aumento da intrusão do estado na vida dos casais.
    Só não concordo com a parte que o Justin diz que a infidelidade está na natureza do homem. Sei que muitos (talvez a maioria) são. Mas sei que eu não sou e alguns outros que conheço não são. E sei que muitas mulheres são infiéis também. Mas isso é irrelevante frente aos outros fortes argumentos expostos. Libertário alutando pela "incursão do estado em questões privadas" é algo totalmente contraditório, logo, um erro.
  • Roberto Chiocca  21/01/2011 12:48
    O Bernardo está coberto de razão.
    O autor pisa na bola feio com uma montanha de pré conceitos, e generalizações.

    "Nenhum homem quer casar", então ou eu sou uma mulher ou um ET.

    E os gays lutam com razao para terem o direito de poderem assinar um contrato e te-lo respeitado pela unica instituição que hoje em dia pode faze-lo valer.Dizer que eles não devem ter isso, que eles devem é lutar pela extinção da interferencia estatal nos contratos privados é o mesmo que dizer que um empresario que consegue se livrar dos impostos nao deveria receber e lutar por este beneficio ele deveria é reclamar da existencia de impostos, ou que um escravo que recebia a alforria não deveria recebe-la e sim lutar pelo fim da escravidao de todos.

    Enfim, a proibição(o nao reconhecimento pelo estado) da uniao civil gay, é um mal, assim como era a das bebidas e sao as drogas, estas proibiçoes devem ser extintas independente de se o estado parou de ter o poder de dizer o que pode ou não o individuo consumir.
  • V for Velour  21/01/2011 14:47
    Quem realmente gosta do casamento é o homem e não a mulher. Salvo algumas exceções, o homem tem uma necessidade inerente de ser responsável e provedor de um lar.

    Mulher em geral gosta de procriar, gosta da cria. O casamento serve apenas para garantir proteção.

    Mas o texto tem algumas coisas boas.
  • Rhyan Fortuna  21/01/2011 12:59
    O fato de homens (gays ou heteros) serem promíscuos, não é um motivo para não legalizar o casamento gay. Quem quiser arricar que arrisque.

    Muito fraca a argumentação do Justin.

    Sim, o ideial é desestatizar o casamento. Mas seria menos pior legalizar o casamento gay do que mante-lo proibido.

    Outra, há vários tipos de casamento:
    * Heterossexual: um homem e uma mulher (HM)
    * Gay: um homem e um homem (HH)
    * Lésbica: uma mulher e uma mulher (MM)
    * Poliginia: um homem e muitas mulheres (H-nM)
    * Poliandria: uma mulher e muitos homens (nH-M)
    * Casamento Grupal: muitas mulheres e muitos homens (nH-nM)

    Sem falar no casamento aberto.
  • Fernando Chiocca  21/01/2011 13:12
    Mas a argumentção não foi essa Rhyan. Ele apenas citou isso e deu muitos outros argumentos para ser contra mais esta intrusão do estado na vida das pessoas. Melhor reler.
  • Rhyan Fortuna  23/01/2011 01:35
    Reli, e continuo com a mesma opinião.\r
    \r
    Outra coisa: o auto ignora o fato de que casais gays - a maioria deles - querem adotar crianças para serem seus filhos.\r
    \r
    Isso quebra a argumentação de Justin.
  • Leandro  21/01/2011 13:18
    O pessoal tá com uma certa dificuldade para entender figuras de linguagem que, no passado, eram de imediata compreensão. Deve ser a nova era do politicamente correto.

    Quando o autor diz que "nenhum homem quer casar" ele obviamente não está dizendo que 100% dos homens da terra têm repulsa ao casamento. Ele apenas respeita a inteligência do leitor, supondo que este será plenamente capaz de entender aquilo que é tido como um comportamento típico da maioria dos homens: ao passo que a mulher adora pensar e fantasiar seu casamento, o homem é bem mais arredio. Via de regra, é sempre a mulher quem quer casar, e é sempre o homem quem "acaba cedendo" à ideia.

    É claro que há exceções a esse comportamento. Óbvio. Mas tais exceções não anulam a regra. Assim, a "generalização" de tal frase de modo algum afeta os argumentos do artigo.

    De resto, ainda não foram apresentados argumentos explicando por que seria bom para os gays o estado passar a regular a vida deles. Como bem apontou um leitor, a comparação com a legalização das drogas, das bebidas e dos jogos não faz sentido, dado que essas atividades são perseguidas e combatidas pelo estado -- o que obviamente torna uma legalização amplamente preferível à atual situação de guerra.

    Porém, com os gays, a situação é bastante diferente. Não há ataque do governo a eles. Muito pelo contrário, até. Hoje, ser gay pode ser sinônimo de privilégios em empregos e garantia de vitória e dinheiro farto em vários processos judiciais por "discriminação", por exemplo.

    Por fim, sugiro um releitura dos 5 últimos parágrafos.

    Abraços a todos.
  • Roberto Chiocca  21/01/2011 15:18
    "De resto, ainda não foram apresentados argumentos explicando por que seria bom para os gays o estado passar a regular a vida deles."

    Não é regular, é apenas aceitar enforçar um contrato que ambas as partes desejam assinar, e facilitar processos de herança, dar segurança para as partes. Hoje o estado ignora contratos, enforça os que ele quer, não os que os individuos livremente decidem aceitar.
    Não existe hoje concorrencia ao estado na area de enforçar o cumprimento dos contratos, portanto não é justo deixar (fazer valer) alguns individuos assinarem contrato X e outros não.
  • Filipe Celeti  21/01/2011 13:52
    Desculpe Leandro, mas quando há generalizações no campo econômico todo mundo pode esbravejar contra o absurdo da idéia. Mas quando há generalização no campo social é permitido?

    não entendi...


    sobre o artigo, fraco e simplista.
  • Leandro  21/01/2011 15:00
    Prezado Celeti, não há contradição alguma entre o que eu disse e entre o que você inferiu.

    Generalizações no campo econômico há aos montes e várias estão certas. Aumentar o salário mínimo acima do valor de livre mercado sempre gera desemprego (impedindo pessoas menos qualificadas de trabalhar a um salário menor que o mínimo); controle de preços gera escassez; aumento da oferta monetária deprecia cada unidade de moeda; todo monopólio é ruim para os consumidores; sempre que duas pessoas "A" e "B" se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar através dela; sempre que uma troca não é voluntária e ocorre através da coerção, uma parte se beneficia as custas da outra.

    Ou seja, se a generalização for correta, não há por que esbravejar.

    Quanto às generalizações no campo social, é óbvio que nenhuma jamais será correta como as generalizações econômicas, pois estamos lidando com indivíduos e estes jamais podem ser coletivizados. E eu deixei isso claro. Quando lidamos com indivíduos, qualquer generalização deve ser compreendida à luz dessa realidade. Apenas não imaginei precisaria soletrar isso para libertários.

    Assim, quando analisamos um grupo de indivíduos com a mesma preferência, é sim possível traçar um padrão geral, para o qual obviamente sempre haverá exceções individuais.

    Por exemplo, quando se diz "todo corinthiano fanático é chato", o fato de você conhecer meia dúzia de corinthianos fanáticos legais não invalida a essência da afirmação acima -- qual seja, em um grupo de vários corinthianos fanáticos, a maioria será de chatos.

    Abração!



    P.S.: o que escrevi acima foi obviamente uma irônica piada futebolística. Porém, como bem disse o Malthus acima, as pessoas hoje estão mais sensíveis, o que nos obriga a estar sempre tendo de tomar cuidado com cada brincadeira que fazemos. Por isso já estou dizendo que foi apenas uma piada. No futuro, ainda vamos precisar de uma tecla SAP.
  • Malthus  21/01/2011 14:31
    Perfeita análise!

    E o que assusta é ver como o pessoal hoje é de uma delicadeza sem par. Você praticamente tem de pedir desculpa e se retratar após dar alguma opinião um pouco mais diferente, fora da linha pré-aprovada pela manada. "Nossa, como ele teve coragem de dizer isso?!"

    Os mesmos "libertários" que estão aqui reclamando das opiniões do autor e tratando determinadas minorias como seres diferentes e especiais (um escândalo dizer que gay é promíscuo!) são os mesmos que estavam lá criticando quem defende tombamento de cinema (com as exceções de praxe).

    Coerência!

  • LTB  21/01/2011 14:35
    O texto é repleto de premissas falsas e generalizações ofensivas sobre "estilo de vida gay", motivações e comportamentos. A prerrogativa da opinião do autor como gay e ateu não torna seu raciocínio justo. No entanto, o assunto é espinhoso justamente por esse motivo: sempre é necessário recorrer a premissas e generalizações duvidosas pra tentar expor algo. Então é preciso reconhecer a coragem.

    Isso me lembra da questão envolvendo o Hoppe, na qual as duas partes estavam erradas: Hoppe, impondo uma "thumb rule" tirada do chapéu como se fosse algo universal; e o litigante, que prontamente tentou limitar a liberdade de cada um exprimir a opinião que quiser.

    Por outro lado, o texto toca em um ponto sensível: a tênue linha onde o ativista gay abandona a busca pelo direito de perseguir sua própria felicidade e lança mão de "ações afirmativas" pra atacar instituições. Hayek discutiu extensamente a importância das convenções sociais no equilíbrio da ordem espontânea, e que as tentativas de ofender essas instituições (casamento, religião, etc) está fundado no paradigma positivista absurdo que dita que se um comportamento social não pode ser racionalmente justificado, então não possui nenhum valor.

    Meu ponto é o seguinte: eu concordo com o texto, mas não com o método. A instituição do casamento é uma instituição heterossexual, e a resistência das pessoas ao casamento gay é uma prova de que ela, a instituição, deve ser respeitada. No entanto, usar suposições sobre "promiscuidade gay", especular sobre as motivações de casais homossexuais e daí por diante para justificar a defesa do casamento é crasso, ofensivo e, principalmente, inútil.

    A contenda sobre o casamento gay é, no fundo, um meio político de assegurar seu reconhecimento pelo Estado. Isso não é problema dos gays ou heterossexuais, mas da nossa circunstância moderna, onde alguma coisa só existe de fato depois que é reconhecida pelo Estado como tal. Se não existisse esse monstro intermediando todas as relações humanas através de seu aparato de regras, normas e leis, gays celebrariam formalmente suas uniões conjugais sem sentir necessidade de macaquear tradições heterossexuais pra se sentirem "civis", e heterossexuais não se sentiriam ameaçados por isso.









  • Lia  30/01/2011 21:53
    "e a resistência das pessoas ao casamento gay é uma prova de que ela, a instituição, deve ser respeitada."
    O argumento estava indo bem até aí. Para usar um exemplo clichê, mas eficaz, a escravidão também sofreu imensa oposição quanto ao seu fim, e não simplesmente e isoladamente por seus mais ardentes partidários.
    É inconcebível julgar uma ideologia ou costume somente pela aceitação social ou resistência à mudança.

    E muitos comentadores, e até o próprio autor, parecem não distinguir em suas opiniões o matrimônio religioso da união civil. A união civil não é tradição cultural ou religiosa de um grupo social e não depende das sensibilidades de ninguém para que toda a população tenha acesso aos seus benefícios. E se são de fato benefícios ou intromissões é irrelevante enquanto a insituição existir tal como é.
    O ponto é que a união civil e seus derivados legais existem para os heterossexuais e não há motivo para que não existam para os homossexuais.
    Quanto ao "casamento" como instituição tradicionalmente heterossexual, já é campo cultural, religioso, moral, pessoal. Você é livre pra se opor baseando-se em quaisquer pretextos íntimos, mas isso não deve influenciar contratos legais ou a opção de submeter-se a eles.

    Tal como o autor, como homossexual e ateu, expõe sua ideologia pessoal, eu, como homossexual e atéia, faço com a minha: não me importa se tal porcentagem de homens gays são promíscuos, não me importa se tal porcentagem de homens héteros são indeferentes ao casamento ou à união civil e tampouco me importa se tantas mulheres hétero ou homossexuais sonham com suas cerimônias, me importa simplesmente ter o direito, se assim eu desejar, de unir-me legalmente a outro indivíduo qualquer independente de nossos gêneros e me importam direitos legais de adoção, herança e divisão de bens, tal como responsabilidades médicas e tudo mais oferecido aos unidos em laço heterossexual.
    Se isso é apóiar um sistema decadente, se isso é escolher introduzir burocracias danosas em minha vida, se isso é infinifamente pior que permancer em "relação livre", reitero, é irrelevante, pois tal é o sistema em voga, e se é preciso alguns desses atributos para que quaisquer outro atributo do sistema funcione igualmente para mim, assim seja. Se for pra mudar, que mude pra todos. E se for pra ficar, que fique pra todos.

  • Einstein do Nascimento  11/05/2011 04:11
    Like! -> Para o comentário da Lia!
    É aquele negócio. Existem TANTAS coisas para serem bandeiras de libertarianismo. Aí o pessoal vai se focar do detalhe do detalhe, para fazer as pessoas leigas boiarem e ficarem mais alheias...
  • Toshio Kurumada  10/04/2012 02:11
    "O texto é repleto de premissas falsas e generalizações ofensivas sobre "estilo de vida gay", motivações e comportamentos. A prerrogativa da opinião do autor como gay e ateu não torna seu raciocínio justo. No entanto, o assunto é espinhoso justamente por esse motivo: sempre é necessário recorrer a premissas e generalizações duvidosas pra tentar expor algo. Então é preciso reconhecer a coragem."

    Isso foi uma verdade. Porém, exatamente ESSE TIPO de falsas premissas e generalizações ofensivas são algo realmente tão úteis e intelectuais de se fazer nos dias de hoje? Ao ler esse texto, certos tipos de esquerdistas iriam fazer uma festa sobre a forma como "libertários no fundo são conservadores também, e esse texto demonstra hipocrisia sobre as definições político-ideológicas deles".

    Emmanuel Aguiar de Brito, Rafael Hotz, mcmoraes, Lia. [2]


    "Ele apenas respeita a inteligência do leitor, supondo que este será plenamente capaz de entender aquilo que é tido como um comportamento típico da maioria dos homens: ao passo que a mulher adora pensar e fantasiar seu casamento, o homem é bem mais arredio. Via de regra, é sempre a mulher quem quer casar, e é sempre o homem quem "acaba cedendo" à ideia."

    Filho, gêneros são uma construção social. Não há como você fugir disso. A tendência é que a Lei fique cada dia mais igualitária com respeito tanto a homens quanto a mulheres. Então, você basear seu pensamento em direitos civis e liberdades individuais fazendo esse tipo absurdo e anacrônico de determinismo biológico povão e clichê é meio risível.
  • Felix  21/01/2011 14:46
    Creio que as leis de hoje beneficiam os heteros frente aos homossexuais, com isso, faz sentido que eles busquem os mesmos "direitos".
    Se o Estado estivesse de fora desta seara, então todos estariam em situação igual, mas dado que já existe a lei para um grupo, o outro grupo ficou em um nível inferior... ou seja, ou não há lei ou então que ela funcione para todos...
  • Rafael Hotz  21/01/2011 16:09
    Porra, qual que é a relevância dessa discussão em 2011, governo Dilma Roussef, Brasil? Larga os baitolas em paz, o governo está provocando danos em setores muito mais relevantes, os quais o IMB poderia estar cobrindo...
  • mcmoraes  21/01/2011 16:22
    hehehe. Não pude deixar de me lembrar de um trecho de Rothbard:

    The libertarian movement has been chided by William F. Buckley, Jr., for failing to use its "strategic intelligence" in facing the major problems of our time. We have, indeed, been too often prone to "pursue our busy little seminars on whether or not to demunicipalize the garbage collectors" (as Buckley has contemptuously written), while ignoring and failing to apply libertarian theory to the most vital problem of our time: war and peace.
  • anônimo  21/01/2011 16:35
    Se os individuos nao podem ser coletivizados, e isso é uma regra libertária, deixemos que eles resolvam as coisas por conta própria.\r
    \r
    Segundo os austriacos, não deve haver intervenção governamental.\r
    \r
    Casamentos gays vem e vai, e os dircursos de persuasão moral podem contribuir para criar uma depressão.\r
    \r
    Tentar manipular regras rígidas pode ocorrer crises de flutuação, pois salapa as possibilidades de se auto regulamentar subjetivamente.
  • Indivíduo Esclarecedor  21/01/2011 16:59
    Identidades desconhecidas por alguns aqui:

    1) Estado legalizando = Estado regulando e controlando

    2) Estado proibindo e coibindo = violência, mercado negro e lei do mais forte

    3) Estado proibindo sem coibir = liberdade


    Todos concordamos que o item 2 é o pior de todos e ninguém aqui é a favor dele. Agora, resta debater qual é o melhor, o 1 ou o 3.

    Pronto. Agora podemos pensar mais claramente nas coisas.
  • Roberto Chiocca  21/01/2011 17:09
    Individuo,
    O estado não "proibe sem coibir" ele coibe, ele usa a violencia para fazer não valer um acordo entre dois homens, ele usa a violencia para fazer não valer um testamento e usa a violencia para coibir que outra parte se torne a responsavel por fazer valer o contrato firmado.
  • Leandro  21/01/2011 17:18
    Perfeita colocação, Indivíduo.

    Como exemplo do item 3 temos a pirataria na internet. Baixar filmes, seriados e músicas é proibido pelo estado, pois é uma questão de propriedade intelectual. Entretanto, o estado não fiscaliza e não impõe sua força nessa área. E o resultado é a total liberdade de trocas, com preços nulos.

    Porém, de acordo com alguns aqui, se o estado resolver "legalizar" a pirataria, passando a tributar e a regulamentar o download de filmes, seriados e músicas, seria ótimo, pois haveria mais liberdade!

    Dá pra entender?
  • Zen  21/01/2011 17:36
    Não é o estado que pode permitir determinadas práticas. Este não pode dizer o que os indivíduos podem ou não fazer. Homossexuais devem poder firmar seus contratos de união sem precisar pedir o respaldo do estado. Legalizar é pedir o reconhecimento do estado. Isso é se subjugar a sua autoridade e, por fim, reconhecê-la. Os homossexuais devem ter o direito de ignorar o estado.
  • Andre Poffo  21/01/2011 19:17
    O 1° traz extrema ineficiência.
    O 3° traz monopólios violentos.
  • Leandro  21/01/2011 19:25
    A pirataria de internet está muito longe de ser um monopólio violento. Assim como os comerciantes da rua 25 de março*. A verdade é totalmente oposta.


    *Sim, eu sei que o rapa passa ali quase que diariamente. Porém, na maioria das vezes, é só cena. É claro que a polícia sabe que, assim que ela for embora, os comerciantes voltam às suas atividades. Grande parte daquilo é encenação para a população antipirataria. Não há uma coibição efetiva. Tampouco há barreiras à entrada.

    "O rapa passou, o preço baixou!", gritam os comerciantes. Como isso pode ser monopólio violento?

    Abraços.
  • Roberto Chiocca  21/01/2011 17:26
    Não Leandro,
    O estado regula e limita a liberdade dos gays de firmarem o acordo de "casamento"(união civil). Eles não só não podem enforçar o acordo(se assinarem um de gaveta) como o governo tambem já tem uma regra estabelecida para heranças e divisão de bens, diferente da de união civil para os casos de "amigos".
    Portanto o estado "permitir" que dois homens ou mulheres firmem um contrato não é mais regulamentação e sim menos, e sim mais liberdade contratual.
  • Mario Cunha  04/02/2011 13:18
    \r
    "Portanto, o estado "permitir" que dois homens ou mulheres firmem um contrato não é mais regulamentação e sim menos, e sim mais liberdade contratual."\r
    \r
    Contradição pura. O próprio fato do Estado permitir tal contrato já assinala sua ingereência em assuntos privados e sua sanha por regulamentação.\r
    \r
    A questão é a seguinte: tanto no caso da proibição quanto da legalização da união homossexual, o Estado está se metendo em uma área que não e de seu feitio, acarretando, em ambos os casos, frise-se, a perda de liberdade dos indivíduos.\r
    \r
    \r
  • Roberto Chiocca  04/02/2011 15:51
    Mario,
    concordo que permitir seja controlar, mas é melhor podermos fazer algo que não podermos.
  • Leandro  21/01/2011 17:37
    Ora, Roberto, se o governo já tem uma regra estabelecida para heranças e divisão de bens, então o problema é exatamente de excesso de estado. E os gays estão querendo ainda mais ao invés de menos. Exatamente como o Raimondo falou.

    Sinceramente, não vejo contradição entre isso que você relatou e o que o Raimondo tá defendendo.
  • Felipe  21/01/2011 17:40
    gostaria muito que fosse discutido outros tabus, como a poligamia. \r
    \r
    Porque não liberar as pessoas para terem duas esposas, ou mais?\r
    \r
    Porque a hipocrisia de termos que esconder nossas amantes?\r
    \r
    \r
    A verdade, a grande verdade, meus caros é que as pessoas usam o estado para impor suas opiniões. \r
    \r
    O Estado é sistematicamente usado para legitimar esses anseios, geralmente o anseio da maioria
  • Roberto Chiocca  21/01/2011 17:41
    leandro,
    eles querem firmar um contrato de uniao, não sei como é nos eua, mas o Raimondo não falou sobre a nossa realidade, onde a herança não pode ir para um "amigo" e sim deve por lei ir a parentes, além do problema da herança existe o problema do litigio, caso uma das partes precise enforçar o contrato não conseguirá com que a unica "empresa" que faz este serviço hoje a ajude, o contrato não terá validade.
    O estado permitir cada vez mais tipos de contrato é aumento de liberdade e não diminuição, o dia que ele permitir todos ele mesmo não existirá mais.
  • André Ramos  09/02/2011 17:32
    Roberto,
    no Brasil nem toda herança segue o regime de sucessão legal. Há também a herança que segue o regime de sucessão testamentária. Veja o art. 1.786 do Código Civil: "A sucessão dá-se por lei ou por disposição de última vontade". Então os gays podem, mesmo não casando, deixar bens para seus companheiros.
    No entanto, você está parcialmente certo, porque o testador não pode dispor de todos os seus bens, se tiver herdeiros necessários, conforme determinação do art. 1.789 do mesmo código: "Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança".
    Agora eu entendi o seu ponto. Hoje os gays não têm "essa tal liberdade" que o autor do texto advoga. Podendo casar, eles estariam deixando o Estado se meter na vida deles, mas pelos menos poderiam "enforçar" seu contrato etc.
    Captei...
    Mas eu insisto no que disse em meu último comentário: se um determinado gay não é libertário, ele quer mesmo é o Estado regulando a sua vida e cuidado dela, e ao ler esse texto vai discordar de tudo... Esse texto é dirigido aos libertários, e não aos gays.
    Abraço.
  • Einstein do Nascimento  11/05/2011 04:18
    Really like! -> para Comment do Roberto sobre mais possibilidades de contratos entre terceiros. E a possibilidade de todos, significa Estado Mínimo ou inexistente.
  • Ricardo  21/01/2011 18:04
    Gentem, não tem nada a ver com Estado.\r
    \r
    Apenas que a sociedade tende a reprimir comportamentos repulsívos, como a zoofilia, a pedofilia, o canibalismo e o casamento gay\r
    \r
    São crenças arraigadas a muito tempo, não tem nada a ver com o tamanho do Estado
  • Vitor  21/01/2011 19:25
    O autor parte de uma premissa errada quando diz que o casamento é necessariamente para criar filhos. Isso é ridiculamente fácil de desprovar. Só perguntar "E casais heteros que não desejam ter filhos?"

    Casamento é um contrato, que acho que só não deva rolar entre parentes de primeiro grau, por causa da confusão que daria.
  • Leandro  21/01/2011 19:30
    Vitor, estes amasiam, em sua grande maioria.

    Algo totalmente corriqueiro hoje em dia. Mesmo porque o simples fato de morar junto por algum tempo já dá direito à comunhão de bens hoje em dia.

    Abraços.
  • Marco Aurélio  21/01/2011 20:18
    Gostei do artigo, mas o problema maior não são os gays quererem se casar, e sim utilizar a força do estado para obrigar as religiões fazerem o casamento deles quando eles conseguirem isto, aí já não tem mais graça para eles.
  • Vitor  21/01/2011 21:18
    Marco, igreja nenhuma até o momento foi obrigada a casar homossexuais.

    O legal é que há igrejas que fazem casamento religioso para gays, provando que o livre mercado é amigo das minorias.
  • Marco Aurelio  21/01/2011 22:35
    Até o momento... \r
    \r
    Vc já pensou que algumas igrejas não estão a fim de fazer casamentos gays? quem quiser procurar uma igreja que aceite casamento de homem com homem , mulher com mulher, homem com cachorro, papagaio, porco espinho tamandua bandeira, que o façam mas não obrigue as que não querem a fazer o mesmo, como vc bem disse, o livre mercado existe para isto mesmo.\r
    \r
    Vc não viu que 6 duzia de gays fizeram na passagem do Papa na espanha?, eles n querem só o sagrado matrimônio da religião, como querem as benção do Papa!!\r
    \r
    Eles querem o direito de se casarem, mas que direito é este que em lugar nehum do mundo existiu isto ?\r
    \r
    \r
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    \r
  • Rhyan Fortuna  23/01/2011 01:15
    Nunca ouvi falar de nenhum gay que queria se casar numa igreja, com exceção das igrejas gays que hoje existem.
  • Ari  21/01/2011 21:45
    Ah, eu acho que libertários quando sai do ambito da economia e da politica começa a divagar igualmente aos não libertários, i.e. caem nas mesmas armadilhas.
    Aqui está a prova de que tudo é muito complexo politicamente hoje em dia. Não acho que se chegue a um consenso, principalmente com as premissas libertárias,que podem me garantir várias persepectivas de vários pontos de vista, como: quem quiser ser o que quiser que seja, então, eu posso ser contra o casamento gay ao mesmo tempo que meu visinho seja a favor. Não se chega a lugar nenhum.
    O artigo é muito bom, está muito denso. O autor prova que está debruçado sobre o assunto e não deixa nada de fora. Quando ele fala na questão dos bissexuais, da natureza intrinseca do homém, diferente da mulher, e principalmente quando profetiza sobre a explosão dos divorcios, ele conhece o babado.
    Primeiro existiu a problematica da familia dentro do universo heterossexual consequentemente com o casamento e isso está claro no texto citando a Paglia, é uma tradição. De repente, aparece uma minoria, com fortes forças ideologicas por traz, com discursos ideologicos, impondo uma intromissão nessa tradição, alêia, diga-se de passagem, porque na instituição familiar, dona do casamento não estava prevista nem a possibilidade do homossexualismo na familia desejada, utopica, aí, além de dar chabu, aparecendo os anormais, ainda tem que assistir ao teatro destes os imitando numa macaqueação insolita e ainda tendo que arcar todos, com os custos.
    O certo mesmo seria a gente nem olhar para essa crise ridicula. Não estar nem aí. Que o estado, os progressistas e os conservadores se virassem com o pepino. Mas, temos que, somos obrigados a... falar em nome de um bom senso, de uma coerência e de uma inteligencia e dar uma palavra final. Afinal, continuaremos a pagar as contas de tudo que se resolva na sociedade, mesmo as mais estapafurdias.
    Quando eu era jovem, anos 70, tinhamos uma música que dizia assim: "É quem quer ser é, quem quer dar dar, quem quer ir vá, quem quer amar, AME, quando a vontade é rocha o querer é chama.... Mas, quem não quer ser não é, quem não quer dar não dar quem não quer ir não vá, quem não quer amar FALEÇA, saia da minha vida e desapareça...".. RA ra ra ra ra.
    Como que sócios fazem para terem bens em comum?
    Porque os casais homossexuais não se viram sozinhos, legalizam suas propriedades nos nomes dos dois?
    Acho que é só uma birra, uma vingança contra a instituição que eles, mais do que são odiados, odeiam. Depois que conseguirem se instituirem, quero mesmo ver. É uma pena que já estou com quase 60 anos e possivelmente não verei o mico que esses ativistas irão pagar.

  • gerson  21/01/2011 22:22
    Otimo texto. Ele prova que honestidade intelctual, sabedoria pode ser alcançada por todos os seres, independentemente de cor, ou preferência sexual.

    O casamento gay virou parte da agenda esquerdista para desestabilazar a familia.
  • Fernando Chiocca  21/01/2011 23:49
    Vamos com calma.

    Qual a vantagem para os gays se o estado reconhecer para eles a mesma legislação de união civil que impõe aos heteros?

    Como é hoje para os heteros? Se um casal hetero mora junto, sem assinar contrato algum, por certo tempo, o estado considera isso união estável e se eles se separam, o estado impõe uma série de obrigações sobre uma das partes. É esse tipo de intrusão absurda na vida particular dos gays que vocês defendem?

    O que é vantagem, benefícios do INSS?

    Pelo que foi dito aqui, a vantagem seria uma pequena melhoria no recebimento de heranças. Mas aí, os libertários deveriam lutar pelo fim da intrusão estatal na herança, e tanto homosexuais quanto heterosexuais iriam gozar de mais liberdades.
    E deveriam lutar contra a intrusão do estado nas uniões heteros.

    Pelo fim da união civil hetero!
  • Getulio Malveira  24/01/2011 19:14
    Exato. Perfeita conclusão, Fernando.
  • João Alberto  05/04/2013 22:26
    Perfeito! Uma posição tornaria mais clara as idéias libertárias para a sociedade.
  • anônimo  24/06/2016 18:49
    Perfeito Fernando!
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  22/01/2011 11:17
    Prezado Leandro\r
    \r
    Achei muito interessante os argumentos abordados pelo texto referentes ao "casamento gay".\r
    \r
    Nunca tinha olhado para o assunto desta forma.\r
    \r
    Abraços
  • Marcelo  22/01/2011 11:43
    Posso saber qual lei me impede de deixar a meu patrimônio para quem eu quiser?

    Se eu quiser deixar a herança para um amigo qualquer sou proibido? Então o problema é EXCESSO de Estado, não criar mais para corrigir esse erro. Se o problema é herança, então acabe com essa regra e façam um contrato de herança ao invés de um de casamento. Pronto. Mais simples e fácil e menos do monstro estatal regulando a vida das pessoas.
  • Getulio Malveira  24/01/2011 19:07
    O Código Civil, meu caro... um baita catatau de ingerência estatal nas relações entre as pessoas. Um breve exame dessa lei mostra que no Brasil ninguém é dono do próprio patrimônio já que não pode gastar como bem quiser, sob o risco de ser declarado "pródigo" e interditado ou deixar para quem quiser, já que os "herdeiros naturais" não podem ser prejudicados pelo testamento.

    Que bom que vivemos em um pais livre!!!
  • Breno Almeida  23/01/2011 05:56
    Eu tive a oportunidade de ler antes esse artigo em inglês. Tambêm mudei de idéia por causa dele. Gostei do IMB ter publicado a quantidade de comentários mostra que foi uma boa escolha.
  • Willian  23/01/2011 11:55
    Casamento gay, liberação das drogas, regulamentação do aborto e da eutanásia. Bandeiras defendidas tanto pelos socialistas como por muitos libertários. Quem são os espertos e quem são os idiotas úteis nesta história toda?
  • Emannuel Aguiar de Brito  24/01/2011 16:55
    ''O libertarianismo é apenas uma teoria econômica e política. Ele não tem nada a dizer quanto ao "estilo de vida" que uma pessoa escolhe, assim como não tem nada a dizer sobre física quântica.''

    Então ele também não tem nada a dizer sobre a união entre 2 pessoas de mesmo sexo ou não, certo?
    Se o 'casamento' vai dar certo ou não, problema individual de quem se case.
  • Marcos  24/01/2011 21:15
    O medo dos conservadores em relação a desagregação da família vem muito mais do que acompanha as uniões gays do que a existência de uniões em si. O exemplo brasileiro é muito claro: a lei da homofobia é extremamente ditatorial e nociva e é contra ela que os conservadores lutam. Não se trata de dar a dois indivíduos a liberdade de fazerem o que bem entendem de suas vidas, e sim de forçar uma mudança moral, religiosa, sexual e social complexa. Ou então por que as paradas gays tem as cenas grotescas que vemos por aí? Por que não é uma passeata pacífica para protestar por reconhecimento e sim um show de perversões sexuais estranhíssimas? Os militantes não querem ser deixados em paz, querem impôr sua ideologia ao resto da sociedade.

    Convivência entre gays? Isto já existe faz tempo através da figura da sociedade de fato. Sinceramente não vejo uma oposição tão forte dos conservadores quanto a isso, salvo setores mais radicais.

    O texto mostra uma perspectiva interessante, considerando o excesso de interferência do estado como um dado a ser analisado no caso. Realmente, ao analisarmos a ideologia do movimento vemos que no fundo se trata apenas de uma coisa: controlar o estado e aumentar sua interferência na sociedade. Com o estado imbuido da mentalidade do movimento gay, o próximo passo é aumentar seu poder o máximo possível. Isso é facilmente percebido não só em relação aos movimentos gays mas também em relação a outras ideologias.

    E o que as pessoas comuns que são gays tem a ver com isso? Nada. Apenas são usadas como massa de manobra por estes grupos e acabam atraindo a desconfiança ou mesmo raiva de algumas pessoas que não conseguem enxergar este processo.
  • anônimo  24/01/2011 23:52
    "os homens gays, por outro lado, são... homens, e nenhum homem quer realmente se casar.\r
    \r
    O título do post - "... os libertários ...que ninguém se atreve a discutir" - emerge pra que vc, naturalmente, fale como se estivesse preocupado com o marido dos outros; mas, em segredo da sociedade, saiba os seus direitos antes do casamento.\r
    \r
    Senão que interesse teria esse texto só para heteros?\r
  • Angelo Noel  30/01/2011 18:04
    Então, eu lhes pergunto: o ideal seria o estado se retirar da participação de qualquer contrato matrimonial (hétero, homossexual, poligâmico) e deixar os indivíduos negociarem seus arranjos contratuais da forma que bem entenderem?

    Abraço.
  • augusto  30/01/2011 19:20
    Dificilmente os individuos negociarao os contratos um por um. Instituicoes como a igreja, seguradoras, e ate a propria comunidade estabelecerao uma variedade de contratos-padrao. Apenas quando os individuos envolvidos nao se sentirem a vontade com o padrao eh que o contrato sera negociado.
  • André Ramos  09/02/2011 15:04
    De fato, o Leandro está certo: os últimos parágrafos são os mais importantes.
    O autor tem razão quando afirma que "Os libertários não apóiam e nem condenam homossexuais e a homossexualidade: nós simplesmente dizemos que as atividades sexuais entre adultos em comum acordo não devem ser reguladas pelo estado. Ponto."
    O problema, na minha opinião, é que existem pessoas não-libertárias (gays, lésbicas, heterossexuais e bissexuais), e essas pessoas gostam do Estado e querem que o Estado regule suas vidas e cuide delas.
    Portanto, um gay libertário que ler o texto vai pensar: "pô, esse cara está certo, pq eu vou pedir pro Estado se meter na minha vida?". No entanto, o gay não-libertário vai dizer: "esse cara tá maluco, eu quero, sim, que o Estado chancele minha união..."
    Em suma: esse é um texto dirigido aos libertários (gays ou não), e não aos gays.
    Abs.
  • Rafael - Porto Alegre  10/05/2011 21:03
    Senhores,

    necessário um adendo. É cascata a história da ampla aceitação da homossexualidade na Grécia antiga. Vamos lá.

    os autores e historiadores, que apontaram uma ampla "aceitação" e prática da homossexualidade pelos gregos, eram, em sua maioria, homossexuais (Walter Pater, Michel Foucault, John Boswell, John Winkler e David Halperin...);

    Havia leis severas contra a homossexualidade:

    Aeschines, em "Kata Timarchou", 21:

    Se qualquer ateniense tiver um "etairese" (companheiro de mesmo sexo), não lhe será permitido:

    1) tornar-se um dos nove arcontes;
    2) nem desempenhar o ofício de sacerdote;
    3) nem agir como advogado para o estado;
    4) nem deverá manter qualquer tipo sequer de ofício, no lar ou fora, quer seja desempenhado por sorte ou eleição: ele não deve ser enviado como mensageiro;
    5) ele não tomará parte em debate, nem estará presente em sacrifícios públicos;
    6) nem poderá entrar nos limites de um lugar que tenha sido purificado para a reunião de pessoas. Se qualquer homem for acusado de atividades sexuais ilegais contrárias a essas proibições, ele deverá ser morto.

    Demóstenes, em "Kata Androtionos"(Parágrafo 30):

    "... nem deve ter o direito de falar, nem de trazer uma queixa perante a corte."

    Muitos filósofos condenavam a prática:

    Platão, nas Leis, afirma:

    "... o homem não tocará outro homem para este propósito, já que isso é não natural..."

    Em um trecho do "Fedro", Platão manda:

    "... vocês têm medo da opinião pública, e temem que as pessoas descubram seus casos amorosos e vocês sejam desgraçados"(Fedro, 231).

    Ora, um trecho em que a cultura da época pode ser deduzida ("temem que as pessoas descubram seus casos amorosos e vocês sejam desgraçados") como contrária ao homossexualismo.

    E há também uma bela fábula, de Esopo:

    "Quando Zeus criou os humanos e as outras características de suas almas, ele as colocou em todas as partes do ser humano. Porém, deixou a Vergonha de fora. Já que não sabia onde colocá-la, ordenou que ela (a Vergonha) fosse inserida no ânus.

    A Vergonha, porém, reclamou disso e ficou muito irritada. E enquanto estava reclamando, a disse: Eu vou concordar em ser inserida dessa forma, e se qualquer coisa for inserida depois de mim, eu sairei.

    Deste dia em diante, que todas as pessoas que sejam sexualmente inclinadas a esse método sejam então Vergonhosas!"

    Fábulas do Esopo

    Zeus e Aeschyne (Termo grego para "vergonha")

    Mais detalhes em: www.youtube.com/watch?v=aHk9JoXoBMY&feature=player_embedded

    Há muito mais a ser dito, mas o espaço é curto e estou cansado - característica dos mais idosos. Desculpem-me.

    Abraço,
    Rafael.
  • Einstein do Nascimento  11/05/2011 03:37
    Nossa! Só quem conseguir ler até o último parágrafo vai conseguir entender o ponto do texto. Tanta coisa escrita para desvirtuar o ponto central.
    Sou libertário, mas mais uma vez textos libertários mais afastam (talvez para criar polêmica) do que aproximam.
    Em vez de ressaltarem o lado fraco da corrente e a liberdade de relacionamento, focam no "detalhe da intervenção do governo".
    Concordo q no pensamento liberal temos q tirar cada vez mais o estado das nossas vidas. E isso inclui diminuir a quantidade de direito q temos... q sempre vêm com contrapartidas e restrições de liberdade de terceiros.
    Mas então agora vamos fazer passeatas para "DESRECONHECIMENTO DA UNIÃO DE HOMEM E MULHER PELO ESTADO" Oo
    Pessoal, já tem bem pouca gente lutando exclusivamente pela liberdade, ainda inventam de fazer um texto pregando um detalhe do pensamento, para afastar mais o leigo.

    A única coisa que eu concordei no texto foi o antepenúltimo parágrafo.
    O resto é só lero-lero.

  • Leninmarquisson da Silva  24/06/2011 01:49
    Não li todos os comentários, mas parece que todos expuseram pontos válidos, porém só o autor mesmo chegou ao ponto principal: separar o civil do religioso.

    Vamos aos fatos:

    Os gays querem ser iguais, mas claro, "mais iguais que os iguais". Porém, diferente do habitual, nesse caso eles lutam por algo justo.
    O Estado é a unica porcaria que infelizmente temos à disposição(ou não) para validar contratos. Logo, privar os homossexuais desse serviço é desfavorecer um grupo.
    Acredito que nenhum libertário de verdade seria contra isso. Aliás, já somos contra ao fato de só o Estado poder validar contratos, mas enfim...já que todos, gays ou não, pagam por esse serviço, seria injusto um grupo pagante não usufrir dele, embora isso seja muito comum no esquema estatal.

    O problema é que os gays NÃO se contentam com isso. Como alguém notou aqui, "porque diabos eles querem ter que dividir bens, etc?". Não há nada de errado nisso, mas há muito de estranho.
    A GRANDE MAIORIA dos gays não tem esse tipo de meta - união estável, logo essas medidas não tem utilidade nenhuma para eles. No entanto, os gays mais promíscuos lutam com unhas e dentes por esse direito.
    Fico imaginando...o sr. Luiz Mott, lider do movimento gay da Bahia, iria se casar com seus trocentos namorados?!?!?

    É óbvio que há outros interesses nisso. E o principal, por parte dos gays e políticos, é destruir o Cristianismo. Só não enxerga quem não quer.
    Para eles, não basta uma "união cívil", tem que haver o "casamento", instituição essa formada com base numa tradição religiosa.

    Sinceramente, como libertário, nada teria contra eles criarem uma igreja cristã, dizer que Jesus era uma bibinha e que o Big-Bang foi uma explosão de purpurina com a qual Deus, que é transsex, criou o universo. Assim seria, desde que eu pudesse dizer que tudo isso é mentira, sem ser acusado de homofobia e ser preso por expressar minha opinião.
    Mas não é isso que eles querem; prisão é o que pretendem fazer com os padres que se recusarem a casar gays no catolicismo, ou pastores no protestantismo.

    E o que já fazem com o bloqueiro Júlio Severo (juliosevero.blogspot.com/) que atualmente está escondido, por "homofobia" e por homeschooling.

    Agora, como cristão, me sinto da mesma maneira que vcs se sentiriam se alguém que alegasse ser o sucessor de Mises criasse um site chamado "Instituto MiseZ Brasil" e começasse a expor idéias marxistas e usasse o Estado para nos prender sob acusação de plágio, e quando vcs apresentassem os livros e demais provas, diriam que vcs é que interpretaram errado.

    Sério senhores...dêem corda, mas fiquem alertas, pois eles tentarão nos enforcar com ela.
  • Rhyan  24/06/2011 03:53
    Destruir o cristianismo é o objetivo dos gays? Criar uma família não é?

    Então por que há igrejas evangélicas para o público LGBT? Por que casais homos querem adotar crianças?

    Lógico que a gays promíscuos, assim como há heteros.
  • Leninmarquisson da Silva  24/06/2011 17:39
    Não misture as coisas: Não é objetivo dos GAYS. É objetivo do MOVIMENTO GAYZISTA.

    Não vou entrar em detalhes, é só ver o óbvio: porque eles não protestam em frente à mesquitas contra o enforcamento de homossexuais pelo Islã, que é maior do que qualquer homofobia cristã? Será que é porque os mulçumanos não são tão tolerantes quanto os cristãos?

    Procure os vídeos no YT de Yuri Bezmenov, ex-informante da KGB, sobre "Subversão". Ele cita no video um pesquisador socialista que chega a conclusão que todas as grandes civilizações desmoronaram no momento em que perderam sua religião.

    O Cristianismo é um, se não o maior, obstáculo para a implantação do comunismo. Destrua o Cristianismo e todo o resto cai. Como Bezmenov diz, "as pessoas estão dispostas a morrer por um ser cuja existência não foi provada, mas não morreriam para defender uma verdade como 2+2 = 4".
    Mas os gays são apenas massa de manobra. De qualquer forma, o movimento deles está sendo dirigido por comunistas. Simples.

    PS: O site do MLGBT da Bahia, cujo o Prof pedófilo Luiz Mott é lider,é hospedado pela UFBA. Porque será?
  • anônimo  24/06/2011 20:25
    "Movimento" não tem objetivos. Apenas indivíduos tem objetivos.
  • Leninmarquisson da Silva  26/06/2011 15:35
    Bom, então existe um grande grupo de indivíduos que resolveu seguir um grupo menor de indivíduos, que por sua vez querem foder o Cristianismo.

    Nem todo gay tem problemas com o Cristianismo. Mas todos que se juntam em passeatas e outros "movimentos" tem. Concorda com o óbvio?
  • Rhyan  25/06/2011 19:18
    Ler sites conservadores faz mal ao cérebro.

    A icar no brasil é hoje grande representante do esquerdismo.

    Os países mais desenvolvidos são os mais descrentes. Não há caos comunista nesses países. Já os países menos descrentes são os mais miseráveis.
  • Leninmarquisson da Silva  26/06/2011 15:57
    O que faz mal ao cérebro é não utilizá-lo devidamente.

    A Católica é cheia de esquerdistas sim, todos infiltrados e que mijam e cagam na tradição católica. Não sou católico, não gosto deles, acho eles muito idiotas, mas NÃO são esquerdistas, inclusive por decreto de um Papa, esquerdismo resulta em "excomunhão".
    Qualquer pessoa honesta percebe que Teologia da Libertação, Frei Betto, CNBB ou qualquer porcaria que se diz "católica" não passa de um bando de esquerdistas minando a instituição por dentro. Puro Gramscismo que a incompetência Católica não consegue combater.

    Os EUA são ateus? O Japão, a Itália, Canadá, Liechtenstein, Suiça? Excessão que achei foi a Alemanha onde pouco mais de 1/4 se diz "sem religião ou ateu". Para ter uma classificação assim, "ou ateu", provavelmente isso inclui gente que, como eu, segue por ex, o Cristianismo, mas não segue instituição humana (Catolicismo, Protestantismo, etc) nenhuma. Mas mesmo se não for, não muda o quadro final.

    O sr. provavelmente se baseia nos "maravilhosamente lindos" países escandinávos, onde as pessoas enriqueceram com o Libertarismo resultante de crenças religiosas, depois criaram um Estado Socialista, abandonaram a religião e o Libertarismo e agora perdem sua liberdade a cada dia, enquanto pagam altos impostos para sustentar uma dívida de mais de 1 trilhão de dólares...Sem contar que suas economias estão estagnadas.

    País completamente ateus são os da europa central. Fornecedores do "shipabitch.com" e atrizes para filmes pornôs americanos.
  • Rhyan  27/06/2011 10:14
    hahahaha o Japão é um país cristão?
  • ACVIA  26/06/2011 20:58
    Toda essa zona é pela tomada perpetuação no pudê. Os caras querem é o pudê. E o pudê para sempre. E o pudê todo para eles. Fazer parte do pudê. E desfrutar de todas as benesses do pudê. E a quem contrariá-los, utilizar-se-ão do pudê como meio de destruição contra os inimigos. Tudo muito democrático, desde que não saiam do pudê. As passeatas a favor da liberdade social são formadas por um bando - a velha e boa massa de manobra, ou qualquer outro sinônimo que se queira - a serviço de seus líderes. Estes líderes, chegando ao pudê, dão um belo pé no traseiro da massa e daí acabou a democracia, e viva o pudê. Se instituições conservadoras os contestarem, serão xingadas e acusadas pelos erros de seus próprios acusadores. A lei fará o resto, mandando para a prisão ou calando a boca de quem discordar. Pudê, pudê, pudê!
  • Paulo Sergio  12/11/2011 09:09
    Acho que muita gente entendeu errado, esse artigo não condena um gay só por ser gay, ou por ser promíscuo, o que ele condena é chamar de casamento o tipo de relacionamento que os gays querem, sendo que casamento é um conceito das religiões, e não do governo.
    Então o que esse pessoal quer é passar por cima das religiões e poder definir o que elas e todo mundo devem aceitar

    'Antes, os gays se orgulhavam de representar uma rebelião, um desafio à ordem social burguesa, expressando e celebrando sua liberação em relação às normas morais e legalistas. Hoje, inversamente, os ativistas gays querem reforçar o poder dessas normas, tentando "expandi-las" para sobre eles também.'

    Exatamente, mas não só os gays.Esquerdistas também, feministas também...aqui no brasil eles lutam pra ter o poder de mandar prender um pastor ou psicologo ou qualquer um que tenha a OPINIÃO de que o homossexualismo não é uma coisa sadia.

    Se vc acredita que as feministas querem igualdade, que elas querem competir de igual pra igual numa meritocracia, você é um coitado ingênuo.O que elas querem é enfraquecer o homem, associar tudo que tem a ver com masculinidade com tudo de ruim que existe no mundo e tornar crime quando alguém fala que as diferenças entre a cabeça de um homem e de uma mulher tem a ver com os genes (que é o que a ciência já comprovou, elas tem raiva da ciência também) e que não é tudo produto da cultura como elas falam.E tudo isso passando pelas mãos dos governos, lógico.

    Quase tudo no mundo de hoje é feito pra botar pra baixo o homem hetero ocidental.Na mídia é sempre o imbecil, o homer simpson, ou o fdp do mal que prejudica os outros.Nas leis, putz, tem lei americana que obriga o cara a pagar pensão mesmo que o filho não seja dele!!

    Vocês acham que nada disso não tem nada a ver com o declínio das liberdades? Que um mundo de cordeirinhos enfraquecidos e afeminados não é mais conveniente pra quem quer dominar do que um mundo de águias? Acordem!

    o declínio da liberdade é acompanhado pelo declínio da masculinidade
    www.the-spearhead.com/2011/06/02/decline-of-masculinity-accompanied-by-decline-of-liberty/
  • Rafael  04/03/2012 01:35
    A coisa mais igualitária a ser feita não seria a abolição de qualquer forma legal de casamento?
  • Pierre  19/09/2012 06:40
    Os organizadores da parada gay podem fundar uma instituição para assegurar a união dos associados, como um seguro-casamento, indenizar o lado lesado por traição ou coisa assim.
  • Toshio Kurumada  10/04/2012 00:57
    Pessoal, lembrem-se que libertariano a la Mises e Friedman que defende valores tradicionais como atitudes reacionárias contra feministas - enquanto um suposto grupo com valores comuns de guerra cultural, um conceito absurdo a qualquer um que já tenha pesquisado um pingo de i sobre sociologia, antropologia e/ou filosofia nos últimos 20 anos para dar um pitaco no assunto (BTW, esse artigo é detestável pela forma como ele aborda determinismo de gênero) -, minorias (não, defender valores igualitários numa sociedade onde o homem branco heterossexual heterossexual está claramente, e inegavelmente, no topo, e existe um sistema para a perpetuação desta desigualdade, não é esquerdopatia ou 'politicamente correto' - é simplesmente moralidade), etc. não é libertário.

    É simplesmente Direita Conservadora. Afinal, o libertarianismo defendido aqui é simplesmente o tipo não-paranoico e não-reacionário da Direita. Ele é mais como 'fora do meu quintal'. Caso vocês comecem a reclamar sobre os LGBT, façam suas malas para se engrupir com a turminha fã do Olavo de Carvalho, do Reinaldo Azevedo e do Julio Severo. O que demonstraria pouca intelectualidade. Acho natural as pessoas mudarem de visão político-ideológica (eu comecei comunista na adolescência, virei anarquista jovem adulto, etc.), mas quem tem um pingo de cultura não pode começar a revirar o lixo.

    O texto por si só não é conservador reaça, mas certos comentários me dão vergonha alheia. Libertariano não é sinônimo de "direitista que defende o livre-mercado, ponto". Me desculpem se pareci hostil, não foi minha intenção. Um abraço. ;)
  • Fernando Chiocca  17/07/2012 12:03

    I believe that libertarians are unnecessarily divided over the issue of same-sex marriage. Based on what I said above about marriage, it is my contention that there is no more a libertarian position on same-sex marriage than there is on chocolate, toothpaste, or whether the sky is blue.

    Same-sex couples should certainly have the right to form any kind of legal arrangement they choose whereby medical and financial decisions by one party on behalf of another could be made. But this right has nothing to do with them being a same-sex couple. It is only because any couple – gay, lesbian, straight, bisexual, transgendered, or undecided – or any group of people should have the right to form any kind of legal arrangement they choose. If they want to call their arrangement a marriage, have a ceremony, and go on a honeymoon – fine. They have the freedom to do so just like they have the freedom to replace their Chevy emblems with Ford emblems and call their Camaro a Mustang. They just shouldn't expect or demand everyone else to violate nature, language, tradition, and history and do likewise.

    And if the federal government should recognize same-sex marriages, domestic partnerships, civil unions, consensual contracts, or voluntary agreements of homosexual couples for tax, Social Security, and other purposes, then it should likewise recognize similar legal arrangements of heterosexual couples, whether male/male, female/female, or male/female.

    If a libertarian wants to redefine marriage – or call black white, up down, or right left – then he is perfectly free to do so, but he shouldn't term his personal preference or individual decision a libertarian position.

    One's opinion of same-sex relationships – whether wonderful, wholesome, unnatural, or disgusting – has nothing to do with the issue.

    Libertarians as individuals may support or oppose the "marriage" or legal arrangements of same-sex couples – just like they may support or oppose the health benefits of Vitamin C or the use of child safety locks – but that doesn't mean there is a libertarian position on it.


    Is There a Libertarian Position on Same-Sex Marriage?
  • Fernando Chiocca  17/07/2012 12:06
    But would a same-sex marriage then be a marriage? And is there a libertarian position on same-sex marriage?

    I said in my aforementioned article "Should Libertarians Be Conservatives?" that I agreed with the statement of conservative Jay Richards that "just as government may not redefine our rights as individuals, it has no authority to redefine marriage." It has been said that everyone is entitled to his own opinion, but not his own facts. This is why I also said, and here reiterate, that "marriage has always been and will forever be the union of a man and a woman" and that "anything else is just cohabitation, fornication, civil union, voluntary contract, or domestic partnership, whether it is called a marriage or not." Marriage predates the nation-state, the community, society, states and counties, cities and towns, governmental bodies of any kind, and even the church. If words and 6,000 years of human history mean anything, then there can be no denying the fact that marriage means only marriage in the traditional sense.

    Even governments at all levels getting out of the marriage business – like they should – still wouldn't make a same-sex marriage a marriage.


  • Fernando Chiocca  17/07/2012 12:07
    Um texto meu sobre o assunto: Parada Gay, movimentos em geral e libertários
  • Fernando Soares  24/07/2012 09:18
    O que era uma questão de ética virou questão de análise de linguagem. "Casamento gay" é casamento? Faz sentido? ISSO NÃO IMPORTA PARA QUESTÃO LIBERTÁRIA. Você pode discordar sobre o significado de "casamento", mas todos têm o direito de chamar o seu relacionamento do que quiserem. Não é esse o problema. O problema é que o Estado detém o monopólio da justiça, e casais gays simplesmente não podem ter seu contrato de "casamento" reconhecido. Ponto. O ideal é a total desregulamentação e desintromissão nas uniões civis, casamentos, etc. MAS se há apenas uma entidade para enforçar os contratos, o justo é aceitar os contratos. Mais liberdade e não menos. Simples.
  • Henrique Mareze  18/09/2012 12:17
    Que susto quando vi que esse autor é homossexual !
  • Douglas C. Macedo  30/07/2013 21:00
    Estou sem palavras.

    Sou gay, tenho 20 anos e posso dizer com toda propriedade que essa é a primeira vez que alguém me mostra motivos coerentes e sólidos contra o casamento gay. Longe de toda a baboseira religiosa e sem o ativismo besta que enfrentamos a anos.

    Ainda não posso dizer se concordo com um todo do artigo, mas digo que mudou um pouco meu ponto de vista em relação ao assunto.

    Parabéns ao autor e ao Leandro Roque pela excelente tradução. :)
  • Alexandre  24/11/2013 22:37
    Não sei se ainda respondem a este comentário... mas vou tentar...
    Penso que este texto é importante até para levantar a questão. Os libertários devem começar a tomar uma posição sobre este assunto, uma vez que ele é um ponto fraco na defesa da causa, independentmente se o Liberalismo seja apenas uma questão político-económica. Ter esta questão resolvida, da maneira mais libertária possível, seria uma grande arma de defesa quando nos acusam de conservadores.
    Para aclarar as coisas e independentemente do nome que se vai dar a essa união, queria que me respondessem uma questão na seguinte situação:
    Se, no Brasil, fosse instituído um estado completamente libertário, com aclamação popular (um sonho neste momento...),e existisse um casal de homossexuais do sexo masculino, numa relação estável, assim como estáveis as suas condições psíquica e financeira, ambos também claramente libertários, sem qualquer necessidade de aprovação religiosa, resolvessem adotar um ou mais filhos. Nesse estado liberal, eles terão a legalidade de o fazer???
    Sim ou não
    É só essa questao que eu gostaria de colocar.
    Muito obrigado.
  • Emerson Luis, um Psicologo  04/03/2014 17:12

    Ótimo artigo e alguns ótimos comentários, em especial do Leandro e do Fernando.

    Como já comentaram: o ponto central do artigo é a liberdade. Quem preza a liberdade (seja heterossexual, homossexual ou bissexual, homem ou mulher, religioso ou não religioso, etc.) vai compreender e apreciar. Quem quer a tutela estatal, vai compreender errado e depreciar.

    * * *
  • Carlos mendes da silva  14/09/2014 18:45
    Muito bom o artigo. O autor demonstrou muita racionalidade em seu ponto de vista e firmeza e responsabilidade em sua argumentação.Principalmente quando diz:" A essência da homossexualidade é a evasão do casamento-E a concomitante responsabilidade de se criar uma familia."
  • Ju  26/09/2014 23:58
    1- o casamento homossexual nao seria para que os relacionamentos passassem a ser vistos como corriqueiros, mas sim para garantir direitos civis (associados ao casamento civil) que nao abrangem relacionamentos homoafetivos. Ninguem quer sobrepor as religioes ou tratamentos exclusivos. Somente direitos iguais, que garantem a seguranca das partes envolvidas.

    2- é um erro muito grande considerar que o casamento seja exclusivamente para criar filhos e garantir a geracao futura. mesmo que na sua concepcao original, antes de ser sequestrada pelo estado. é tao absurdo que é ate dificil explicar. o casamento, ao meu ver, foi sim (historicamente) pela continuaçao da linhagem, mas nao foi somente por isso. a segurança foi o maior incentivador da historia para que as pessoas se unissem, inclusive no casamento. é pensando nessa mesma segurança (nos moldes atuais, claro) que se luta para obter o direito garantido de casamento civil.

    3- Justificar que o casamento é importante para a existencia da proxima geracao principalmente por questoes de promiscuidade tb eh um argumento absurdo. as pessoas querem casar ou nao, tanto homens qnto mulheres, tanto heteros qnto homo. se acontecer, é no momento de cada um.

    4- uma vez que o estado sequestrou o termo "casamento" das religioes, o erro é do estado em associar direitos civis e contratos que devem ser de acesso a todos, sem distinçao qualquer que seja. se o problema é o termo, as igrejas que fiquem com ele. O que interessa sao as garantias de direitos civis e acabou. e mesmo que nao se separe o termo, ta mais do que clara a separaçao das coisas quando um é "casamento civil" e o outro é "casamento religioso". um eh uniao em direitos ou é uniao espiritual religiosa etc.. isso é um argumento de ignorancia absurda.

    5- por mais que existam diferenças entre as pessoas, a promiscuidade é tanto homossexual quanto heterossexual. a questao da escolha do modelo de relacionamento, é muito variavel em ambos relacionamentos. pq que o casamento para heterossexuais nao precisa levar enconta a ideia do igualitarismo? ou por acaso sao só homossexuais que tem problemas com a monogamia?

    6- o homossexual nao tem que lidar com a geracao de um filho. serio, esse texto é recheado de afirmacoes ignorantes. uma atras da outra. nao, nao tem uma geracao espontanea, mas isso nao significa que homossexuais nao queiram ter filhos, seja por adocao, ou por inseminacao, ou po barriga de aluguel. Nao tome voce ou seu grupo de amigos como modelo de toda uma sociedade, ate pq isso vai contra a sua ideia sobre seres humanos serem iguais. mais coerencia pfvr.

    7- e por falar nisso, nao acredito que algum homo queira se casar com os ritos religiosos. de qlqr forma, essa nunca foi a discussao. o ponto sao direitos civis (ja tou cansando de ter que repetir isso).

    8- generalizar que homens nao querem casar e que mulheres sonham em casar desde pqnas é outro argumento burro. dispensa explicacoes. mas como curiosidade, meio mundo de mulheres tem odio qndo sao associadas dessa forma (inclusive eu, que sim, quero casar com a minha namorada, mas so quis apos conhecer ELA. sempre falei que nao iria casar ate entao - e nao tou generalizando como o autor, façam uma enquete se qserem)

    9- "promiscuidade e suas concomitantes andam de maos dadas com a masculinidade e virilidade." - como dizem por ai.. cagar de cocoras no meio do mato ninguem quer né? isso meu querido, é questao cultural/social mesmo, mas tambem é questao de carater. isso é falta de bom senso e de se colocar no lugar da outra pessoa. o que é acordado entre duas pessoas independe de monogamia ou puritanismo, e nao respeitar acordos é falta de carater. nao tem outra desculpa. ou no casamento a mulher soh deve ter a segurança que o homem ajudara na criacao dos filhos e na manutencao das despesas do lar? respeito mutuo quando tem é lucro entao? é certo pagar de pegador geral, o machao, que nao tem respeito pelas mulheres na balada, mas se mexer com a mae ou com a irma o bicho pega? crescam vai...

    10- e quando se diz que a culpa dos adolescente indisciplinados é consequencia de pai e mae, vc ta errado de novo. a culpa é de qm criou que nao deu educacao para o filho e o corrigisse qndo precisasse. independe se qm criou foi pai e mae, soh pai, so mae, avos, tios.. o que da resultado eh a educacao.

    11- falar que o casamento homossexual macaqueia a essencia do casamento hetero é outra burrice. pq nao pode ter filho? pq pela sua cabeça gays nao querem casar? meu.. em que mundo vc vive? se dois gays qserem casar eles tao fazendo uma parodia do casamento hetero? casamento hetero nao precisa de parodia, esse seu pensamento machista de que promiscuidade e concomitantes andam de maos dadas com masculinidade garante isso. pq o que vem a partir dai de acordo com a sua logica de raciocinio, sao casamento falidos, sem respeito, em que as pessoas passam a se suportar e se separar.. qntos nao tao ai casando por interesse financeiro, por fama, por politica, por fachada.. casamentos com prazo de validade. o casamento hetero nao precisa de parodia nem de que macaqueiem ele.

    12- o ponto de divorcio, existirao muitos? sim, mas isso invalida o direito de quem achar conveniente continuar casado continuar casado? nao! e divorcios existem. inclusive por infidelidade no civil, e inclusive anulamento de casamento religioso que os conservadores defendem tanto. mas por logica, é impossivel que se divorciem mais do q se casem! alem disso, convenhamos, ninguem vive de putaria a vida inteira. e tb, responsabilidades financeiras existem com ou sem casamento! ou gays nao tem conta pra pagar? "sera que gays querem ter metade da sua renda dividida com o conjuge?" deixa eu te contar que tem diversas formas de casamento civil e que ninguem é obrigado a sustentar ninguem. o que existe em todo casamento e compartilhamento, inclusive de despesas! e golpe por golpe, tem um monte de mulher que tb da golpe em velhote tarado.

    13- familia, nao significa "filhos" (mais uma vez). e a escolha de abrir mao da liberdade cabe a cada um, e nao se pode generalizar considerando que ninguem queira. é preferivel que as pessoas escolham se casar (civil) ou n, a nao poder casar (civil) definitivamente.

    14- outra vez, a intencao nao é fazer parecer natural. isso viria no caso com o tempo e educacao de qualidade onde as pessoas entenderiam finalmente que n cabe a elas aceitar ou nao aceitar alguem, simplesmente pq isso nao cabe a elas. pq a vida de outra pessoa nao é assunto dela. simples. o que cabe a elas é respeitar e só.

    15- gayzismo é um termo estupido que inventaram pra defender a falta de respeito com que os homossexuais sao tratados. nao existe essa de gayzismo. existe uma luta pra defender direitos essenciais de todo os seres humanos, mas que sao frequentemente negados a homossexuais. como respeito, seguranca, liberdade e contratuais. qlqr busca de privilegios nesse sentido eu me posicionaria fortemente contra.

    16- homossexualidade nao é de fato anormal, como é possivel constatar em centenas de especies animais que possuem comportamento homossexual (as vezes ate predominante ao heterossexual, onde ai sim o relacionamento heterossexual existiria apenas para a procriacao).

    17- os predecessores gregos, passaram a ser romanos, e acho que ngm se lembra da influencia da igreja na historia romana. ate onde eu sei, a partir desse ponto a igreja comecou a ter um papel realmente forte no cenario da epoca. aa proposito, existe alguns pontos a serem refutados nessa questao. existem algumas fontes que afirmam que existia casamento homossexual antigamente, inclusive religioso. enfim, as coisas parecem ter mudado bruscamente na idade media, e a partir dai a igreja incentivou e muito o preconceito com diversas minorias. entao, achar que um homossexual gostaria de um casamento religioso (pelo menos no cristianismo) é um tanto sem nocao.

    18- a intencao nao seria provar que as sexualidades sao equivalentes, mas sim que ambas sao dignas de respeito e direitos equivalentes.

    19- nao se sabe o que define a homossexualidade (geneticamente) mas enfim. Nao acredito que escolhamos o sentimento. ou todo homem hetero escolheu sentir atraçao por mulher somente? eu nao escolhi sentir atracao por quem tem o mesmo sexo que eu. simplesmente sinto, coisa que eu nao consigo sentir por um homem. assim, nao conseguiria imaginar minha felicidade associada a alguma coisa que nao me faz sentir diversas coisas plenamente. alem disso, nao acredito que as pessoas escolheriam sofrer, correr risco de ser violentadas, assassinadas, discriminadas, etc simplesmente por querer ser do contra. comigo pelo menos nao funciona assim. e nem faz sentido alguem querer isso pra si. dessa forma, sim, vejo sim a sexualidade separada do sexo e equivalente de alguma forma a raça.

    20- os bissexuais como é dito no texto ao meu ver seriam pessoas que naturalmente sentem atracao pelos dois sexos. pq teria que ser somente um ou outro? se existe intersexualidade biologica, pq nao poderia haver na sexualidade tambem?

    21- nao é pq nao existem evidencias cientificas para determinada coisa ainda, que essa coisa nao exista. ela pode nao ter sido descoberta ainda, só isso.

    22- de novo, ninguem precisa da aceitacao de ngm.. somente do respeito, o que nao é mais do que obrigacao de que uma pessoa tenha com a outra.. cara.. que pensamento simplista mais burro..

    23- que os libertarios devem se opor ao casamento de qlqr forma que ele seja.. ok, concordo.. desde que os contratos sejam independentes do casamento, tudo certo.. ate que isso aconteca (hahaha vai longe ate conseguir) eu nao abro mao de dar a minha namorada segurancas contratuais que estao associadas ao casamento. acho mais do que justificavel né?!

    24- "O libertarianismo é apenas uma teoria econômica e política. Ele não tem nada a dizer quanto ao "estilo de vida" que uma pessoa escolhe, assim como não tem nada a dizer sobre física quântica. Não se trata de um superabrangente sistema moral e metafísico que pretende explicar tudo e que possui uma receita prescrevendo como cada um deve viver a vida. Os libertários não apóiam e nem condenam homossexuais e a homossexualidade: nós simplesmente dizemos que as atividades sexuais entre adultos em comum acordo não devem ser reguladas pelo estado. Ponto." - o texto devia ter se focado somente nisso, pq o resto da analise é completamente sem cabimento.

    25- por mais que se defenda a liberdade em relacao ao estado, nao é nesse mundo que nos vivemos, e a gente nao pode se afastar tanto da realidade. sendo assim, nao da pra abrir mao de direitos que infelizmente sao erroneamente associados ao casamento. nem sempre se manter fora desse sistema é bom. imagina um relacionamento entre dois homossexuais, mas um falece. o relacionamento fica como se nao tivesse existido. como é que fica a pessoa que ainda vive? e todas as coisas construidas em conjunto durante a vida? entre muitas outras questoes juridicas.
  • Fernando R Sousa  20/11/2014 11:06
    Artigo antigo, mas não se aplica as leis brasileiras...

    No Brasil, dois heterosexuais podem dispor de mais mecanismos sobre sua situação juridica, seja por INSS, herança, filhos e etc.... já os homosexuais não, o ideal é que todos pudessem ter liberdade e que o estado não pudesse interferir...

    Mas nossas leis são extremamente intrusiva, para o caso americano, o artigo pode até fazer sentido, mas sob nossas leis não, a verdade é que os casais heteros tem mais liberdades, já que na outra ponta dos homo, é vedado...

    Heterosexuais podem escolher adotar um filho ou não, os homosexuais só podem com o NÃO, os heterosexuais podem dispor de mais patrimonio para seu conjuge doq os homosexuais, quer queira ou não, isso é a nossa LEI, por isso esse artigo não pode se aplicar a nossa situação juridica, infelizmente quem escolheu e traduziu, não entende nada de legislação, não que seja problema, mas seria bom ao menos retificar, questão de honestidade intelectual...
  • Pino  01/02/2015 11:35
    Que ele fale para os libertários e não para os liberais. E o IMB, se não é liberal, devia tirar o nome Mises daí.
    A defesa dos direitos gays é uma bandeira do liberalismo.
    Aliás, este artigo ai foi bem analisado aqui:
    https://blogdomensalao.wordpress.com/2012/11/28/instituto-mises-e-a-homossexualidade/
  • Edimar  19/08/2015 08:53
    O problema é que casamento gay não existe. Olha o quanto de palavras e intelectualidade sobre o nada... blá blá blá... Tratamento mental pra esses gays e acabou.
  • Paulo Henrique  01/02/2016 18:04
    Mesmo desestatizando o casamento homossexual, o que impede de existir uma orgia de 20 mulheres e 1 homem e chamarem isso de união civil? E Ainda adotarem filhos?

    Quando se quebra a definição do ''pilar genero'' que é união entre 1 homem e 1 mulher com possbilidade de reprodução, nada impede que depois exista união entre 20 pessoas ao mesmo tempo.

    É importante diferenciar isso de poligamia, mesmo em sociedades poligâmicas eram múltiplos casamentos entre 2 pessoas. 1 homem poderia ter 10 mulheres, mas ele se casava com 1 de cada vez, e a cada dia ele ficava com 1, não com todas ao mesmo tempo como se fosse uma ''família'' de Orgia..

    A desestatização do casamento em nada resolve o problema inicial, já que com isso essas formas de união seriam consequência lógica..


    Ai o Liberal vai ter que defender que uma ''família'' de órgias não teria problema nenhum para a sociedade
  • Minarquista  28/03/2019 20:36
    Nunca vi um artigo tão absurdo. Ele viola praticamente toda a filosofia libertária, começando pelo jusnaturalismo, e passando por cima do respeito aos contratos e do PNA...
    Fatos:
    a) Cada um faz o que quer com o seu corpo.
    b) Ninguém tem o direito de proibir o homossexualismo.
    c) Casamentos são contratos entre partes (duas ou mais), que vão escolher livremente os termos deles. Não são assunto de estado, nem da maioria.
    d) Se um casal homossexual quiser fazer um contrato chamado "Casamento", ninguém pode impedi-los. Ninguém é dono do termo "Casamento" usado no contrato firmado entre eles.
    e) O entendimento da maioria do que significa o termo casamento, não pode ser imposto à minoria, que tem uma visão diferente.
    f) A sociedade tem o direito de definir o que é aceitável em lugares públicos, com relação a nudez e atos afetivo/sexuais. Mas essa definição vale para todos os indivíduos. Em alguns países beijos na boca em público não são aceitáveis; em algumas sociedades indígenas as pessoas andam nuas...
    g) O mesmo raciocínio se aplica a casamentos com mais de duas pessoas.
    h) A sociedade tem direito de estudar se o fato de uma criança ser criada por um casal homossexual lhe causa danos. Se for comprovado que há danos, a sociedade tem o direito de proibir casais homossexuais de criarem crianças.






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