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Sobre as flutuações cíclicas na economia

Trecho extraído do livro The Cause of the Economic Crisis


O papel das taxas de juros

Em nosso sistema econômico, épocas de economia aparentemente próspera e robusta se alternam de maneira praticamente regular com épocas de economia debilitada.  Os declínios vêm após a fase ascendente da economia, e a fase ascendente volta a surgir após os declínios, e assim por diante.  A atenção dada pela teoria econômica a esse fenômeno tem sido compreensivelmente enorme, dado que as flutuações cíclicas alteram radicalmente o ambiente de negócios. 

No início, várias hipóteses foram levantadas, todas porém incapazes de resistir a qualquer análise crítica mais minuciosa.  Entretanto, houve finalmente uma teoria das flutuações cíclicas que foi desenvolvida e que atendeu às exigências legitimamente esperadas de uma solução científica para o problema.  Trata-se da teoria monetária dos ciclos econômicos, no início chamada de teoria da circulação do crédito.  Esta teoria é amplamente reconhecida pela ciência.  Todas as políticas de medidas cíclicas, que são levadas a sério, advêm do bom senso e da racionalidade, qualidades estas que estão na raiz dessa teoria.  

De acordo com a teoria monetária dos ciclos econômicos, mudanças cíclicas na economia advêm das tentativas de se reduzir artificialmente os juros cobrados sobre os empréstimos para os agentes econômicos.  Essa redução artificial dos juros se dá por meio da expansão do crédito via sistema bancário, a qual ocorre quando os bancos criam moeda sem lastro (meios fiduciários) por meio de suas reservas fracionárias.  Em um mercado que não seja afetado pela interferência de tais políticas bancárias "inflacionistas", as taxas de juros refletiriam a real disponibilidade de meios (poupança) que podem ser emprestados para que as empresas ponham em prática e terminem todos os projetos iniciados.  Essas taxas de juros que existiriam em um mercado desimpedido são conhecidas como "naturais" ou "estáticas".  Se essas taxas de juros fossem obedecidas e não manipuladas, o desenvolvimento econômico ocorreria sem interrupção — exceto caso houvesse a influência de calamidades naturais ou atos políticos como guerras, revoluções e coisas do tipo.  O fato de que o desenvolvimento econômico segue um caminho ondulante, instável e flutuante deve ser atribuído tanto às intervenções feitas no sistema bancário quanto às intervenções feitas pelo sistema bancário, algo que altera toda a política das taxas de juros.

O ponto de vista que predomina amplamente entre políticos, empresários, a imprensa e a opinião pública é o de que reduzir as taxas de juros para níveis abaixo daquele criado pelas condições de mercado é um importante objetivo a ser perseguido pela política econômica, e que a maneira mais simples de se fazer isso é por meio da expansão do crédito bancário.  Sob a influência desse ponto de vista, as tentativas de se desencadear um crescimento econômico por meio da volumosa concessão de empréstimos baratos repetem-se ad infinitum.  De início, sem dúvida, o resultado de uma expansão do crédito atende às expectativas.  As empresas contratam mais, gastam mais, investem mais e os negócios se energizam.  Desenvolve-se uma fase ascendente na economia.  Entretanto, os efeitos estimulantes de uma expansão do crédito não podem continuar para sempre.  Mais cedo ou mais tarde, o boom criado nos negócios e nos empreendimentos, sustentado pelo crédito fácil, terá de chegar ao fim.

Caso as taxas de juros de livre mercado — isto é, as taxas de juros vigentes antes de qualquer interferência do sistema bancário por meio da criação de crédito adicional e sem lastro — fossem mantidas, seriam lucrativas apenas aquelas empresas e aqueles negócios para os quais houvesse uma disponibilidade de fatores de produção (equipamentos e mão-de-obra) na economia.  Com a redução dos juros por meio da expansão do crédito, porém, outros empreendimentos, os quais antes não eram lucrativos, repentinamente aparentam ser lucrativos.  É exatamente o fato de tais empreendimentos agora serem iniciados que faz com que a economia entre em sua fase ascendente. 

Entretanto, como tais empreendimentos estão meramente utilizando dinheiro criado do nada, a economia não está rica o bastante para eles.  Não há uma maior disponibilidade de materiais e equipamentos com os quais esses empreendimentos poderão trabalhar.  O fato de haver mais dinheiro na economia não significa que houve uma concomitante maior produção de bens de capital a serem utilizados nesses investimentos.  Logo, os recursos necessários para tais empreendimentos não estão imediatamente disponíveis; eles terão de ser retirados de outros empreendimentos.  Caso tais recursos estivessem disponíveis, então a expansão do crédito não teria sido necessária para fazer com que esses novos projetos parecessem ser possíveis.

A consequência da expansão do crédito

Como a expansão do crédito não aumenta a oferta de bens reais, tudo o que ela cria é um rearranjo.  O efeito inicial dessa briga por recursos é um aumento tanto nos salários daqueles setores que estão em expansão quanto nos preços dos bens de capital que estão sendo empregados nesses novos investimentos.  A expansão do crédito distorce a realidade econômica e desvia investimentos, retirando-os do caminho até então determinado pelo atual estado de riqueza da economia e das condições de mercado.  A expansão do crédito faz com que a produção seja direcionada para caminhos que ela seguiria apenas se a economia já tivesse produzido um aumento na oferta dos bens materiais necessários para sustentar os novos investimentos. 

Como resultado, tal crescimento econômico não se possui uma base sólida.  Não há uma prosperidade real; tem-se apenas uma prosperidade ilusória.  Ele não se sustenta sobre um aumento da riqueza econômica.  Ao contrário, ele surgiu porque a expansão do crédito criou a ilusão de tal aumento.  Cedo ou tarde, tornar-se-á claro que essa situação econômica foi construída sobre pilares de areia.

Com isso, a expansão do crédito através da criação de meios fiduciários adicionais terá inevitavelmente de chegar ao fim.  Mesmo que os bancos quisessem continuar essa política expansionista indefinidamente, eles não poderiam — nem mesmo se eles fossem forçados a tal pela maior das pressões externas.  O contínuo aumento na quantidade de meios fiduciários — medida necessária para manter os juros constantemente abaixo dos de mercado — leva a um contínuo aumento nos preços.  A inflação poderá continuar apenas enquanto a opinião pública acreditar que ela será interrompida no futuro próximo.  Entretanto, tão logo todos os agentes econômicos estejam convictos de que a inflação não será interrompida, haverá um inevitável pânico.  Ao estimar o valor do dinheiro e das mercadorias, o público levará em conta, antecipadamente, os aumentos futuros dos preços.  Como consequência, os preços subirão desordenadamente, fora de qualquer racionalidade.  No extremo, as pessoas deixam de usar aquele dinheiro já condenado pelo aumento incessante dos meios fiduciários.  O público então passará a utilizar moedas estrangeiras, metais preciosos ou qualquer outra coisa que tenha "valor real".  O escambo também passa a ser praticado.  Em suma, a moeda entra em colapso.

A política de expansão do crédito normalmente é abandonada muito antes de se chegar a esse ponto crítico.  Ela é interrompida por causa da situação que se desenvolve nas relações de comércio internacional, e também, e principalmente, por causa da experiência já adquirida com crises passadas.  Em todo caso, a política de expansão do crédito terá necessariamente de chegar ao fim — ou mais cedo, devido à mudança de postura do sistema bancário, ou mais tarde, quando houver um catastrófico colapso da moeda.  Quanto mais cedo a expansão do crédito for interrompida, menores serão os danos causados pelos investimentos errôneos feitos pela atividade empreendedorial, mais branda será a crise e mais curto será o período de estagnação econômica.

A existência de crises econômicas recorrentes e periódicas é a consequência necessária de tentativas repetidamente renovadas de reduzir as taxas de juros "naturais" vigentes no mercado por meio de políticas de crédito fácil.  Os ciclos econômicos nunca irão desaparecer enquanto os homens não aprenderem a evitar tais medidas artificiais, pois uma expansão econômica artificialmente estimulada terá inevitavelmente de terminar em crise e recessão.



autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • @negoailso  11/01/2011 16:42
    aqui no brasil, tem outro ponto na expansão creditícia que é a para a classe de menor renda comprar imóveis a prazos a perder de vista, um pouco diferente da bolha imobiliária americana, mas o raciocínio seria o mesmo?
  • Angelo T.  12/01/2011 08:51
    O crédito em si não é ruim, desde que seja lastreado com poupança real. O problema é o crédito feito com expansão da oferta monetária.
    Quando o dinheiro novo começa entrar na economia, uma boa parte pode ir para o financiamento de construção ou compra de imóveis, dessa forma aumentando artificialmente o preço dos mesmos. Cria-se uma expectativa elevada com os imóveis, e vários projetos que não existiriam passam a existir por causa disso tudo. Aí têm-se a bolha.
    No Brasil, em alguns lugares os imóveis estão subindo para acompanhar a nova quantidade de moeda disponível na economia, mas em outros o preço disparou de tal forma que ninguém mais sabe quanto vale o imóvel. O proprietário pede qualquer preço e acha alguém para comprar fazendo finaciamento de 20/30 anos. Sinal claro de bolha. Até quando ela dura? Sei lá.
  • Miguel Arcanjo E. Corgosinho  13/01/2011 00:48
    Angelo T,\r
    \r
    \r
    Sou gerente de vendas em uma pequena imobiliária em BHte.\r
    \r
    Ao meu modo de ver, o "crédito" lastreado com poupança real ficou muito elitizado.\r
    \r
    O credito feito com expansão da oferta monetária estatal, para imóveis residenciais da classe média e de baixa renda, está suprindo um grande déficit da construção civil que não era atendido pelo setor bancário privado há anos. \r
    \r
    Tenho observado, durante algum tempo, que quando esse tipo de demanda por imóveis diminui (suprida pela oferta de crédito), e a oferta de unidades disponíveis acirra a concorrência entre vendedores, os preços dos imóveis nesse local tendem a se estabilizar. \r
    \r
    O fenômeno que vc disse em relação ao preço disparar com a nova quantidade de moeda disponível, pode ocorrer também porque há mais compradores do que terrenos disponíveis nas regiões mais habitadas; e ainda onde o fator percentual do preço de locação, embora defazado, projeta um valor de mercado para os imóveis à venda.\r
    \r
    Realmente, os juros mais elevados que o poder de compra dos assalariados, em comparação com as ofertas dos meios de produção, reverte as espectativas acima, para as possibilidades flutuantes dos cíclos do crédito.
  • Angelo T.  13/01/2011 08:52
    Olá Miguel,

    Crédito lastreado em poupança quer dizer que os bancos emprestam dinheiro que existe de verdade, não criam esse dinheiro do nada.
    O crédito feito com expansão da oferta monetária (com dinheiro criado do nada) distorce a oferta x demanda e faz surgir os fenômenos tratados no texto.

    Abraço.
  • Miguel A. E. Corgosinho  13/01/2011 11:23
    Oi Angelo,

    Quanto aos fenômenos que vc disse no texto eu não tenho dúvidas.

    Que necessidade adicional haveria, de crédito lastreado por poupança, se a expansão monetária fosse aperfeiçoada, com a abundância baseada em que o povo recebesse o dinheiro contando os fins de existência do seu país, segundo a âncora da verdadeira emissão monetária mediante o valor indissolúvel, pela forma da produção e reprodução dos meios?

    Obrigado.
  • Angelo T.  13/01/2011 13:44
    Miguel,

    Não faço idéia.
  • Breno  13/01/2011 19:42
    Alguem consegue traduzir o que o Miguel escreveu?
  • Miguel A. E. Corgosinho  14/01/2011 11:49
    Prezado Breno,

    Procurei desmembrar o corpo do texto abaixo, em seguida, para que se estabeleça uma tradução a altura do seu entendimento, acrescentando a diferenciação que faço entre lastro de poupança (através de crédito) e expansão monetária, propriamente dita, se aperfeiçoarmos a criação do dinheiro novo (descendido como abundância da base monetária).

    "Que necessidade adicional haveria, de crédito lastreado por poupança, se a expansão monetária fosse aperfeiçoada, com a abundância baseada em que o povo recebesse o dinheiro contando os fins de existência do seu país, segundo a âncora da verdadeira emissão monetária mediante o valor indissolúvel, pela forma da produção e reprodução dos meios?"

    Que necessidade adicional haveria, de crédito lastreado por poupança,...

    R - Nenhuma necessidade adicional - crédito lastreado por poupança nada mais é do que um fundo financeiro de dinheiro que revoga a precária condição circulante, recriando um fundo com mais juros para a sociedade.

    se a expansão monetária fosse aperfeiçoada, com a abundância baseada em que o povo recebesse o dinheiro contando os fins de existência do seu país*,

    R - A expansão monetária não tem necessidade de oferecer sacrifícios de parte do serviço do valor ao capitalismo, para se ter uma unidade monetária inferior, pois a expansão monetária não passa a existir por lastro do dinheiro só nele (crédito), com base em juros (teoria da exploração), mas como modelo "padrão de reserva de valor" de acordo com o repasse integral da abundância da produção.

    segundo a âncora da verdadeira emissão monetária mediante o valor indissolúvel,...

    R - o essencial da produção - por quem ela é cultivada - é que ela já possui o valor em si mesma, indissolúvel na base monetária - gênese da sociedade - constituindo-se tanto para ser modelo de valor de um povo, quanto a se oferecer a um representante (moeda, em um meio circulante), buscado como segunda fonte da natureza (externa), em que se inclui o objeto (moeda da consciência), no mercado.

    pela forma da produção e reprodução dos meios?...

    Então, quando se diz "forma da produção" esta serve de garantia (lastro) de que a moeda nova, emitida, vem recriar a genealogia da AÇÃO HUMANA na produção; e quanto a "reprodução dos meios" trata-se da exposição dessa moeda preparada continuamente, para atender ao tempo decorrido aos serviços de acumulação de capital para expandir o próximo a praxe da produção.

    Abrs

    _____________________________________________________________________

    Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".
  • Miguel A. E. Corgosinho  13/01/2011 19:56
    Angelo T., ok. grato.

    Desculpem-me os economistas do mercado, mas o texto abaixo foi copiado da biblioteca do site Mises Brasil e Instituto Liberal - A Teoria da Exploração do Socialismo-Comunismo, e Eugen von Böhm-Bawerk e outros, com o devido respeito a Mises, em relação ao juro artificial:

    "1. Luta mortal entre socialismo e capitalismo"

    ... esta teoria com este se desenvolveu e atualmente constitui o ponto crucial em torno do qual giram ataque e defesa na disputa pela organização da sociedade moderna. [1]

    2. Teoria socialista de que o juro se fundamenta na exploração - por Eugen von Böhm-Bawerk

    Fazem isso através do contrato de trabalho, por meio do qual compram a força de trabalho dos verdadeiros produtores, obrigados pela fome a concordarem, enquanto o restante do produto reverte para os capitalistas, sem qualquer esforço de sua parte. O juro de capital consiste, pois, numa parte do produto de trabalho alheio que se obtém através da exploração da condição de oprimidos dos trabalhadores."

    3. Adam Smith e David Ricardo, fontes ambíguas

    Assim, não foi possível evitar que, cedo ou tarde, se começasse a indagar: por que então o trabalhador não detém todo o valor que nasceu do seu trabalho? E, quando era feita essa pergunta, a única resposta condizente com o espírito daquela doutrina era: uma parte da sociedade, os capitalistas, apodera-se de parte do valor dos bens que resultam unicamente do trabalho da outra parte da sociedade, os trabalhadores."

    Algum estudioso poderia dizer se essa teoria da exploração (artificial do juro), do valor dos trabalhadores, em geral, na sociedade "...assumida pela doutrina econômica do valor dos bens desde Smith, e, mais ainda, depois de Ricardo", fica solucionada?

    Mas, sei que:

    1 - passado o tempo das teorias mais agressivas houve uma multiplicação do juros capitalista na produção, repassados às outras partes dos valores dos trabalhadores no mercado; e estes ao estado, através da expansão da moeda (criada a base de juro) pelo mercado financeiro.

    2 - Evitarão responder: falta o fundamento do valor e;

    3 - Não há espaço para "comunistas práticos".

  • Miguel A. E. Corgosinho  14/01/2011 18:36
    Todo império um dia cai.

    Eis um novo mundo (produto da essência das diferenças reais), para conectar países à espacialidade exterior da forma oposta, em unidade de tempo para si:

    ****************************PROJETO DO MUNDO REAL**************************

    - PROGRAMA EM REDE MUNDIAL - O DOMÍNIO DO UNIVERSO DA PRODUÇÃO.

    - A HISTÓRIA - CONSTITUIÇÃO (INTERNA/EXTERNA) DA ECONOMIA.

    - VANTAGENS INICIAIS IGUAIS DE "TEMPO E ESPAÇO" - PADRÃO DE VALOR DE TODOS OS PAÍSES.

    - CONCORRÊNCIA PERFEITA DA PRODUÇÃO EM CONSCIÊNCIA CÓSMICA - INVESTIMENTOS PELO
    REGRESSUS DO COMEÇO ABSOLUTO EM FUNÇÃO DE UNIDADE DE VALOR E PREÇO

    - NATUREZA EXTERIOR DA "PASSIVIDADE DAS ATIVIDADES" - RAZÃO DE REFERÊNCIA PARA
    TOTALIZAÇÃO E DIVISÃO SOCIALISTA - FRENTE AO MEIO EXTERNO DA PRODUÇÃO

    - UNIDADE UNIVERSAL SIMULTÂNEA - ENGENDRAMENTO DA PRODUÇÃO
    COMO UMA SISTEMÁTICA DE CONCEITOS UNIFICADOS DA QUANTIFICAÇÃO E CIRCULAÇÃO DE MOEDA

    - INCLUSÃO DA SOCIEDADE INDUSTRIAL NA DIMENSÃO REAL DA MOEDA ESTRUTURAL.

    - DESCOBRIR-SE NUM LUGAR DA NATUREZA EXTERIOR
  • Miguel Arcanjo E. Corgosinho  16/01/2011 12:43
    O Projeto do Mundo Real e o Projeto do Novo Milênio \r
    \r
    Efetivamente, o ponto conversível entre dois milênios é a projeção da história do Mundo Real. \r
    \r
    O Projeto do Novo Milénio propõe que vai acolher a história que o Mundo Real projeta(científica da consciência externa), fixando o eixo do espaço econômico; em seguida, encarregando-se da tarefa de explicar as nações no ciclo de tempo, e exibir as proposições lógicas de encadeamento da produção que se sucederem dentro do mundo possível até a conclusão conversível da economia mundial.\r
    \r
    Por ser uma introdução da verdadeira fonte do valor das sociedades, com a marca dos princípios reais que podem compreender a grandeza do aproveitamento industrial, a qual se repete no futuro, teremos uma evolução na economia que se realiza com as duas partes inivitáveis (organicamente unidas) e dotadas de poder da acumulação objetiva, veremos que hoje podemos abarcar os limites do senhorio central - muitas vezes além da documentação em favor da esfera central de títulos públicos, em que muito se usa a escravidão de exportar para remissão das dividas redigidas na captação de dinheiro - porque infelizmente a moeda não é conversível na sua própria formação histórica.\r
    \r
    Devemos retomar, outra vez, o ponto reflexivo em que partiremos na historia - uma nova data - para sincronizar: razão de referência para a cronologia do estado do sujeito da natureza externa; e fundamentar o "contexto de observação da junção do ponto fixo das relações econômicas (ao primeiro dia do Novo Milénio), com o mundo real dos objetos (a moeda), antes de permitirmos o curso superior da abstração e o retorno de medir a produção.\r
    \r
    Assim, inversamente somados os anos inativos, os meses vindouros teriam, com uma mesma seção periódica, a forma igual de unidade da produção diária do PIB - distribuida em decorrência das classes reais da "passividade" dos países - pela precedência incondicional ordenada das atividades criadas na "Interbase Monetária", porque não é dado nenhum ambito superior a este julgar estas dentro do esquema, como forma de mentalismo.\r
    \r
    A rigor (ao prover essa nova entrada) saberemos o ponto superior do espaço que produz o resultado capital; e, segundo o mundo real essencialmente reflexivo, no próprio eixo que compõe e descreve o ciclo conversíviel, autentica o exercício da realidade (mestre da obra anterior para a futura) se identifica com a razão de referencia dos fatores de redução das atividades. \r
    \r
    Na medida em que se reduz a natureza exterior (as classes reais) se revoluciona simultaneamente o padrão de valor, de que advem os recursos inevitáveis do sentido que se consome(em circunvolução da moeda), e esgota os momentos dos fenômenos, pois não haverá lacunas na Interbase!\r
    \r
    Ora, ao rompermos com o condicionamento mediocre da subordinação alheia, o juízo natural referido a senhoriagem, a ser reconhecido dessa atitude, pode jurisdicionar o sistema em si: a razão pura das técnicas de resumir as atividades reais, que estarão no topo da correlação que faz as distinções da idéia geral...\r
    \r
    Racionalmente, se expõe a ordem mundial: Todos os processos que se elevam a esta altura, vão se alternar pela tarefa cósmica - como obra de quantidades de um Todo perfeito; porque a realidade bruta requer uma conexão universal, para juizo imparcial, e não a extensão de reservas ligadas à potência colonizadora. \r
    \r
    O valor original dos meios de produção, segundo a abstração do objeto (moeda) implica atribuir esse mandamento, em lei universal, através da solenidade do mundo real (à busca da origem), da qual emerge o novo marco da história fazer a projeção intelectual em nosso plano superposto de verificação.\r
    \r
    É, portanta, pelo calculo cósmico por nós, e não com "recursos" tomados entre nós, que uma ciência ou nação serve de modelo ao capital - Porquanto, o histórico no Novo Milênio pressupõe o reconhecimento em que conseguimos descobertas e inventos acima dos setores que tradicionalmente recebiam, por seus meios de existência, a tese do valor.\r
    \r
    Importante refrisar que os limites, o senhorio e a reflexão central, segundo a maneira de ver contemporânea pode ser enfrentada com a projeção do Mundo Real entre o fim do Velho Milêno e o começo absoluto do Novo Milênio; tendo como consequência uma consciência da consciência externa do tempo inicial - com a fixação histórica da nova dimensão real (dos elementos comuns de variação no espaço tempo) - que torna possível a reforma da comunicação científica da economia!\r
    \r
  • Breno Almeida  15/01/2011 23:25
    Miguel A. E. Corgosinho,

    Você precisa poupar um saco de cimento para depois investir um saco de cimento. Investimento sem lastro em poupança é equivalente a vender a vaca para comprar leite. Ou então trocar bens de produção por bens de consumo.

    "Nenhuma necessidade adicional - crédito lastreado por poupança nada mais é do que um fundo financeiro de dinheiro que revoga a precária condição circulante, recriando um fundo com mais juros para a sociedade."

    Isso não faz sentido. As pessoas precisam parar de consumir cimento(poupar) para que se possa investir cimento na construção de um hospital.
  • Andre Poffo  16/01/2011 05:10
    Havia um pescador em uma ilha deserta.
    Ele pescava três peixes durante o dia, para se alimentar dos mesmo a noite.
    Percebeu ele, que se poupasse um peixe por dia, ou seja, usufruindo apenas 2 daqueles que ele havia pescado, ele teria um dia de folga, ao final do 3° dia.
    Então durante 3 dias, ele comeu apenas 2 peixes, poupando assim 1 por dia.
    Ao final da jornada, viu ele ao amanhacer, que haviam 3 peixes poupados.
    O Pescador tirou o dia para construir uma rede, e como não havia pescado, usufruiu dos 3 peixes poupados.
    No 4° dia, o pescador utilizou a rede construída no dia de folga, e pescou 6 peixes.

    Moral da história: não preciso nem dizer nada né?
  • Miguel Arcanjo E. Corgosinho  16/01/2011 11:24
    Breno,\r
    \r
    "Você precisa poupar um saco de cimento para depois investir um saco de cimento. Investimento sem lastro em poupança é equivalente a vender a vaca para comprar leite. Ou então trocar bens de produção por bens de consumo."\r
    \r
    Se vc for um economista devia saber que o ponto de vista que enriquece a economia é o mercado interno afinar-se às condições de progresso da base monetária, com o próprio conceito de objetividade - estimulando o ganho de valor, em face da produtividade do trabalho, no plano do DNA dos resultados concretos; e não em certa medida de poupança privada que é um argumento de crédito para os especuladores - antes de atingirmos o estagio critico de nos render a outrem no exterior e, no equivoco de nos derivar de modo inadequado ao novo horizonte, nos voltamos ao modelo das trocas sem o fundamento do nosso ambiente real.\r
    \r
    A história dos valores da conquista do hospital é um investimento bem engraçado (rs), pelos valores ridículos que passa a ciência.\r
    \r
    Venha de onde vier. \r
    \r
    \r
  • Emerson Luis, um Psicologo  23/08/2014 18:02

    Descreveu a trajetória do governo PT!

    * * *


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