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Por que você é um libertário e provavelmente não sabe

Você abomina a iniciação de violência gratuita contra inocentes?

Se um vizinho seu não está disposto a contribuir tanto quanto você gostaria para um projeto social, você pensaria em:

1) Utilizar uma arma para obrigá-lo a contribuir?

2) Contratar uma quadrilha armada que irá ameaçar sequestrá-lo ou confiscar seu dinheiro caso ele não contribua?

3) Utilizar o governo no lugar da quadrilha armada caso ele não contribua?  (Afinal, todos os programas governamentais, em última instância, envolvem o uso de violência contra aqueles que se recusarem a acatá-los — leia-se financiá-los).

Se duas pessoas voluntariamente fizerem um acordo mutuamente benéfico, e que não envolva agressão contra terceiros, você pensaria em:

1) Utilizar uma arma para impedi-los?

2) Contratar uma quadrilha armada para ameaçar sequestrá-los caso eles se mantenham decididos a seguir adiante nesse seu acordo consensual?

3) Utilizar o governo no lugar da quadrilha armada para obrigá-los a cancelar seu acordo?

Da mesma forma, se uma empresa e um indivíduo concordarem voluntariamente com algum arranjo que seja benéfico para ambos, sem envolver nenhum tipo de agressão, você cogitaria:

1) Utilizar uma arma para impedi-los?

2) Contratar uma quadrilha armada para ameaçar sequestrá-los caso eles se mantenham decididos a seguir adiante nesse seu acordo consensual?

3) Utilizar o governo no lugar da quadrilha armada para obrigá-los a cancelar seu acordo?

Se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo?

Se você respondeu 'não!' para todas as perguntas acima, você é alguém disposto a tolerar tudo que seja pacífico.  Você pratica o princípio do 'viva e deixe viver'.  Você se opõe à iniciação de violência contra qualquer pessoa ou conjunto de pessoas que não tenha atacado ninguém, e que, assim como você, apenas querem viver suas vidas em paz.

Para você, não há motivos para se agredir inocentes apenas pelo fato de eles não estarem dispostos a obedecer a alguma grande ideia sua ou de terceiros.

É por isso que você é um libertário.



autor

Harry Browne
, o falecido autor de Por que o Governo Não Funciona e de vários outros livros, foi candidato à presidência dos EUA pelo Partido Libertário nas eleições de 1996 e 2000.


  • Erik Frederico Alves Cenaqui  30/12/2010 11:46
    Faço um pedido aos marxistas que invadiram o site: Por gentileza respondam as perguntas do texto.\r
    \r
    Eu respondo não a todas elas.\r
    \r
    Abraços
  • Tiago RC  30/12/2010 12:03
    A maioria das pessoas vai infelizmente responder com o item 3, e vai racionalizar alguma explicação pra dizer que tal opção é legítima e não tem nada a ver com as anteriores.
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  30/12/2010 15:38
    Bingo...
  • Daniel Cavalcanti  30/12/2010 15:25
    Liberdade humana, voltada ao comportamento e a opinião é sim algo necessário, mas nada há nisso que justifique a livre iniciativa de mercado. visto que no mercado a lei vigente é a mesma de canto nenhum. Tudo pode - e deve - ser feito para aumentar os lucros, os outros? Que descubram sua maneira de enriquecer. Não há humanidade na política liberal, por isso as mutações atuais que aumentam a força do Estado em todo o mundo.
  • Leandro  30/12/2010 15:38
    Já se contradisse na primeira frase, Daniel. É impossível defender a liberdade de comportamento, mas ser contra a livre iniciativa. Essa é uma postura totalmente contraditória.

    Se você realmente é a favor da liberdade de comportamento, então, por definição, você é a favor da livre iniciativa. Não há sequer um meio termo. É logicamente impossível ser a favor de um e contra o outro.

    E é essa contradição que aqueles socialistas que se dizem "pró-liberdade" nunca parecem entender -- um grande exemplo disso é você.

    E quantos estragos isso causa...

    Abraços.
  • Gustavo Sauer.  27/12/2011 10:51
    É essa contradição que faz ser muito estranho ver um socialista falando sobre liberdade. Leandro, como você responderia que um libertário, para manter a coerência, não poderia apoiar o Estado? (já que esse fere o PNA). O autor do texto concorreu a vaga de presidente dos EUA.
  • Leandro  27/12/2011 10:55
    Apoiar o estado e suas depredações é uma coisa. Concorrer à presidência com a intenção de reduzir as depredações do estado, reduzir sua interferência em nossas vidas e reduzir seu totalitarismo é outra coisa. E não há nada de incoerente nisso.

    Caso contrário, fiquemos de braços cruzados estudando filosofia e deixemos os totalitários eternamente no comando. Tenho certeza de que eles vão adorar esse arranjo.
  • Gustavo Sauer.  27/12/2011 14:15
    Concordo. Vejo essa transição de uma realidade com pouca liberdade para uma realidade com mais liberdade como louvável e desejável. Sobre o autor do texto, eu não o conheço para falar sobre suas estratégias políticas. Mas pegando Ron Paul como exemplo: muitos libertários apoiam Ron Paul mesmo sabendo que ele não é um ANCAP. Mas alguns libertários se negam a votar em Ron Paul dizendo que o mero ato de participar de eleições fere o PNA. Você concorda?

  • Leandro  27/12/2011 14:29
    Entendo a lógica do raciocínio, mas não comungo com a conclusão. Há libertário que dizem que não votariam em um candidato que não defendesse a legalização das drogas, por mais libertário que ele fosse em todos os outros assuntos. Há outros que dizem que não votariam em um candidato que se limitasse a apenas defender a redução dos (em vez de acabar totalmente com os) impostos. Isso pra mim é cegueira ideológica e complacência com a tirania. Deve-se esforçar ao máximo para se reduzir ao mínimo possível o totalitarismo. Se é impossível acabar com ele de uma só vez, paciência. Trabalhemos aos poucos, ganhando um centímetro de liberdade por vez.

    Se Ron Paul representa uma forte guinada rumo a mais liberdades civis e econômicas (algo indubitável, vide o desespero do establishment), então ele certamente merece todo o apoio possível.
  • Miguel A. E. Corgosinho  30/12/2010 18:03
    Respondendo ao texto: "É por isso que você é um libertário"

    Obrigado.
    Feliz 2011.
  • Paulo Sergio  27/12/2011 02:50
    'Se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo?'

    Apoiaria, se eles falassem abertamente que meu país não tem o direito de existir.
  • Luis Almeida  27/12/2011 02:58
    Ou seja, Paulo Sergio, se eu apenas falar algo de que você não gosta ou que você considere ofensivo, você defenderia que eu e toda a minha família fossemos fuzilados. Certo? Afinal, é exatamente isso que diz o trecho.

    Atente: "utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo"

    Logo, se um político fala algo que você acha ofensivo, você defende mandar bomba sobre a população que vive naquele país e que nada tem a ver com o que seus políticos dizem.

    Muito bom.
  • mcmoraes  27/12/2011 03:29
    Parece que o Paulo Sérgio simpatiza com o Russell Kirk.
  • Paulo Sergio  27/12/2011 05:00
    Luis, cut the crap, tu sabe muito bem do que eu to falando.
    Tem chances muito altas de Israel atacar o Ira logo logo.Eu acho que eles tem todo o direito porque essa é uma ameaça real, e é uma questão de sobrevivência, tanto esse pessoal já mostrou muitas vezes que é capaz dos piores atos de terrorismo como o Arhmadinejad (que gosta de gente como Fidel, Hugo Chavez)já falou que Israel não tem o direito de existir e ainda negou o Holocausto.
    E claro que o ideal é não atacar civis, mas se o mundo fosse um lugar ideal nem guerra existiria.

  • Luis Almeida  27/12/2011 10:20
    Entendi.

    Se um sujeito diz que o Holocausto não existiu, então toda a população daquele país deve ser bombardeada até voltar à idade da pedra. E não defender isso apenas mostra o quão "ingênuo" alguém é.

    Aliás, é sempre interessante notar que esse mesmo raciocínio justifica perfeitamente qualquer ato de agressão anti-Israel, dado que os israelenses não são lá muito simpáticos a uma Palestina. Logo, pelo raciocínio do Paulo Sergio, do Rafael Moreira e do Bruno, os palestinos também estão plenamente justificados em mandar mísseis em Israel -- país que possui mais de 300 armas nucleares, diga-se de passagem (algo que também, por essa "lógica", justifica vários ataques preventivos).

    Paulo Sergio, Rafael Moreira e Bruno, por uma questão de lógica, devem ser os maiores defensores de um ataque palestino a Israel -- nada como atacar preventivamente um vizinho armado nuclearmente até os dentes e que é contra a sua existência.

  • Catarinense  27/12/2011 10:48
    Luis Almeida, o governo de Israel não prega o genocídio do povo iraniano. Já o contrário acontece. O suposto ataque de Israel, se acontecer, será contra instalações militares, e não civis. Seus argumentos estão baseados numa falsa premissa, pois o governo Iraniano não fica "só na conversa", mas ativamente procura o confronto, seja financiando terroristas ou incitando a violência. Não podemos ser inocentes e achar que o governo iraniano é santo e tudo o mais "é intriga da oposição".
  • Luis Almeida  27/12/2011 11:03
    Catarinense, em seus outros comentários, já depreendi que você é evangélico. Suponho que seja pré-milenista dispensasionalista, do tipo que venera mais a Israel do que ao Príncipe da Paz. Sei perfeitamente a posição desse pessoal perante Israel, sei que eles precisam da existência do estado de Israel para efetivar sua crença de que Jesus voltará, sentará no trono em Jerusalém e implementará o milênio (1.000 anos do Reino de Deus na Terra).

    Só acho bastante perigoso sair misturando crença religiosa com geopolítica. Não só perigoso, como pouco inteligente.

    Se Israel quer bombardear instalações nucleares do governo do Irã, que o faça. Mas depois não ache ruim se o tom belicoso do oponente se elevar. Você também não falaria grosso se seu vizinho ameaçasse explodir seu carro?


    E se o Ahmadinejad é antissemita, me explica esse vídeo aqui:

    www.youtube.com/watch?v=q_XAeqtY7Sk
  • Ricardo  27/12/2011 11:07
    Caraca! Absolutamente surreal esse vídeo!

    Coisas que a grande mídia não mostra...
  • Paulo Sergio  27/12/2011 11:37
    Esses são judeus 'anti sionistas', não é exatamente um grupo que se preocupa muito com a segurança de Israel
    www.ijsn.net/home/

  • Luis Almeida  27/12/2011 11:41
    Então não procede a acusação de antissemitismo, mas sim de antissionismo, algo bem diferente. Ser antissionista não implica ser antissemita.
  • Catarinense  27/12/2011 11:55
    Luis Almeida, ad hominem não fica muito legal numa discussão. Apesar de todo o seu discurso, o presidente iraniano continua defendendo o genocídio de um povo, o presidente israelense não, e continuo sem saber onde você viu que defendo o ataque israelense ( ou a causa sionista ) por ser cristão ( não, não sou milenista ).
  • Luis Almeida  27/12/2011 12:03
    Não usei nenhum ad hominem, prezado Catarinense (e nem poderia, pois gosto muito de seus comentários). Apenas disse que entendo de onde vem o seu raciocínio e disse não concordar com ele (pois o acho muito reducionista). Só isso.

    Quanto ao Ahmadinejad defender o genocídio de um povo, taí uma acusação que sempre é citada mas que nunca é mostrada. De tanto repetirem-na, todo mundo passou a tomá-la como verídica. Bem ao estilo Goebbels.
  • Catarinense  27/12/2011 12:25
    Ok Luis Almeida, mas o fato de ser cristão não implica na defesa do estado de Israel ( existência atual ou ações tomadas por este). Concordo que a tradução da afirmação do presidente iraniano defendendo o sumiço de Israel do mapa é constantemente questionada, mas o fato dele incitar a violência dos palestinos não, nem suas visões quanto ao ocidente, ou a maneira como ele usa a coerção estatal no seu país para privar a liberdade da população ( através da sharia ). Sabendo destas informações, não dá pra achar que ele é algum tipo de vítima injustiçada e que Israel é o vilão.
  • Rafael Moreira  27/12/2011 05:12
    É porque você não mora em alguma colônia em Israel né Luís!!!!!
    O que você disse na penúltima frase: "Logo....", é exatamente o que os bárbaros islâmicos fazem.
  • Bruno  27/12/2011 05:46
    Eu considero essa visão do Luis Almeida muito ingênua e, como ele, sei que outros libertários compartilham dela. A questão não é "se eu apenas falar". Pegue o exemplo do anti-americanismo ensinado em nossas escolas. Agora imagine isso multiplicado milhões de vezes. Esse é o cenário nos países islâmicos que falam abertamente em suas TV's estatais e em suas escolas públicas que o ocidente, os judeus, os cristãos, etc, devem ser DIZIMADOS da face da terra. É justamente esse ódio que alimenta os conflitos no oriente médio. Eu não estou aqui dizendo que por conta disso é justificável assumir uma posição belicista como a dos neocons. Eu só acho muita ingenuidade fazer esse tipo de reducionismo.
  • Marcos Campos  25/04/2012 11:52
    Bruno, eu acredito que para tudo á algum motivo aparente por traz...não se odeia de graça...USA não é santo, e apesar de eu não ser anti-americano, eu não tolero o imperialismo economico deles, apenas tento aprender como combate-los de forma pacifica e no campo deles...porem o Oriente Médio não quer saber desse meu método, pois eles teem o jeito deles de viver ( são PERSAS )...o mundo inteiro é marionete dos anglo-saxões(FATO)...seus agentes e mercenarios estão por todo o mundo disseminando intrigas...DIVIDIR PARA CONQUISTAR ou CONTROLAR...Porque USA vive no encalço do programa nuclear brasileiro e nunca fez uma visita ao programa nuclear Israelence? Não sou contra Israel, aliais não sou contra ninguem, sou pacifista e libertario...porém não vou me cegar a fatos...Israel tem muita culpa no cartório, são fechados e gananciosos, não aceitam a palestina pelo mesmo motivo da Coreia do Sul, que não aceitaria a Coréia do Norte se assim se propusesse...motivos economicos, e não somente politicos e religiosos...o tanto de segredos e ações por centenas de anos da humanidade gira em torno desses interesses minoritarios e influenciam o mundo inteiro...não gosto de utilizar o termo conspiração global, mas existe e pronto meus irmãos, existe sim uma minoria que controla o mundo inteiro a seu bel louvor...enquanto as MASSAS necessitarem de lideres, idolos, icones, seremos escravos dessa minoria...a única salvação é conhecimento, individualismo e espiritualidade em si...
  • Nyappy!  27/12/2011 06:03
    Agora Israel são os EUA?

    É triste que esse fetichismo israelita anda ganhando força com a classe média brasileira.
  • anônimo  27/12/2011 10:19
    "Agora Israel são os EUA?"
    Não sabe nem o que é uma analogia?

    É triste que esse fetichismo de falar sem saber nada sobre o assunto anda ganhando força com a classe média brasileira.
  • Pj Santos  27/12/2011 12:24
    Vc esta certo mas o pais esta errado, ambos os países, penso que onde tem liberdade teria liberdade de ser simpatizante com o governo inimigo. As pessoas que discordam, que querem preservar o modo de vida libertário, como vc, vai defender o pais de livre e espontânea vontade. Não que eu defenda a guerra, nenhum tipo de guerra, mas os EUA só é o q é hoje depois da guerra civil, tanto a esquerda e direita americanas não ousam violar os direitos do próximo, pois sabem as conseqüências.
  • Renato  27/12/2011 03:37
    Tô gostando de ver,galera do Mises.Em outros sites estes caras fazem o inferno com sua tática de sempre impor a dúvida,questionando,modificando,mudando de assunto,retornando à mesma pergunta,discutindo moralidade,tornando os comentários desanimadores de se ler.Aqui não,vocês não os deixam no ar sem resposta.Muito bom,parabéns,real cooperação entre moderador do site e leitores.
  • Rui Jones  27/12/2011 10:36
    Gostaria de saber a posição do pessoal do Mises Brasil com relação ao Ron Paul e sua newsletter anti-semita, racista e homofóbica que tinha como ghost writer nada mais nada menos que o titio Lew, confirmado pelo pessoal da Reason e por antigos acessores de Paul. \r
    \r
    Ou sobre o fato de Ron e Lew serem contra o estado de Israel, a nação mais brilhante do mundo. Concordo que Israel não precisa de ajuda dos EUA. Temos a força aérea mais avançada do mundo. Não concordo com a comparação infeliz e infantil de Paul entre Irã e a URSS. A URSS não era comandada por fundamentalistas retrógrados lunáticos sem qualquer noção. Alguem aqui acha que se o Irã obter armas nucleares vai pensar no que pode acontecer se eles usarem elas para apagar Israel do mapa ? Pessoas que se explodem para matar o maior número de inocentes não são comunistas dentro de um bunker com os quais se pode ao menos dialogar.
  • Leandro  27/12/2011 10:42
    Muito boa e original a sua tentativa, prezado Rui Jones, mas aqui não vai colar. Aqui você vai precisar de um pouco mais de substância e evidência. Apenas repetir difamações orquestradas pela grande mídia -- em evidente sinal de desespero perante seu enfraquecimento e perante a ascensão de um candidato antiestablishment -- está longe de representar algum argumento.

    Substancie suas acusações, apresente argumentos irrefutáveis e mostre todo o conteúdo "anti-semita, racista e homofóbico". Apresente também provas da real autoria dos escritos. Aí sim podemos conversar.

    Mas tem de mostrar mesmo. Não basta apenas jogar frases soltas e sair colocando rótulos. Isso aí eu também posso fazer com qualquer pessoa. Basta saber editar as frases.

    Abraços!
  • Roberto Chiocca  27/12/2011 10:47
    Engraçado o cara vir falar de preconceito, racismo e dizer que todos os iranianos são pessoas dispostas a se explodirem.
    Qualquer um que conheça minimamente as ideias de Ron Paul saberá que ele é o único candidato que não tem propostas racistas, não defende a ideia de raças e o único que tem a coragem de dizer que temos direitos por sermos individuos e não de "raça"tal ou tal.
  • Leandro  27/12/2011 11:18
    Aviso ao leitor Rui Jones: queremos provas e não fofocas. Sair colocando links de The New Republic, que tem ódio visceral ao movimento libertário, é algo tão verossímil quanto uma reportagem do Paulo Henrique Amorim.

    Faça você próprio a sua pesquisa, coloque as frases "racistas, anti-semistas e homofóbicas" aqui, sem tirar de contexto, e explique por que elas têm esses três características.

    Não é muito o que pedimos.

    Fora isso, não vamos sair dando audiência para desqualificados.

    Abraços!
  • Paulo Sergio  27/12/2011 11:50
    'On the Hannity show following the debate, Dr. Paul urged the host to understand that Iran's leader, Mahmoud Ahmadinejad, had never mentioned any intention of wiping Israel off the map. It was all a mistranslation, he explained. What about Ahmadinejad's denial of the Holocaust? A short silence ensued as the candidate stared into space. He moved quickly on to a more secure subject. "They're just defending themselves," he declared.

    Presumably he was referring to Iran's wishes for a bomb. It would have been intriguing to hear his answer had he been asked about another Ahmadinejad comment, made more than once—the one in which the Iranian leader declares the U.S. "a Satanic power that will, with God's will, be annihilated."

    rodrigoconstantino.blogspot.com/search?updated-max=2011-12-23T11:06:00-02:00&max-results=5
  • Luis Almeida  27/12/2011 11:57
    Aí quando você vai o ver o vídeo sobre o qual esta "reportagem" se refere, você percebe que a descrição foi totalmente enviesada e mentirosa.

    Você deveria checar melhor suas fontes, Paulo Sergio.

    www.youtube.com/watch?v=FDKMR7mJERU
  • mcmoraes  27/12/2011 12:05
    Poisé, o RP deve ser o político mais distorcido pela mídia. Veja só esse outro exemplo aqui: www.youtube.com/watch?v=RLonnC_ZWQ0.
  • Paulo Sergio  27/12/2011 12:13
    Esse vídeo não muda nada, só confirma.É lá pelos 3 min, quando o RP tava falando do erro de tradução que o Hannity pergunta sobre o Armadinejad negar o holocausto.E o RP não responde, ele fica enrolando, fugindo pela tangente, falando de self defense, falando que não tem provas de armas nucleares e tal, mas não foi isso que o cara tinha perguntado.
  • Paulo Sergio  27/12/2011 12:17
    E não é o caso de distorção nenhuma sobre o original porque o que o autor do artigo disse foi que GOSTARIA de perguntar a RP a opinião dele sobre o Ahmadinejad falando dos EUA "a Satanic power that will, with God's will, be annihilated."
  • Luis Almeida  27/12/2011 12:23
    Seu inglês ta ruim, hein, Paulo Sérgio? Reveja o que o RP falou de 2:40 a 2:50. Aí o Hannity, como sempre, para não ser contrariado, interrompe e sai falando por cima. Mas o que ele diz? Apenas repete a propaganda de sempre, sem evidência. Após isso, RP gentilmente o corrige (entre 3:00 e 3:10). E aí quem muda de assunto? O Hannity! Que passa a fala sobre "negação do Holocausto"!

    Aí, novamente, o Ron Paul, sempre com muita paciência, é obrigado a discorrer sobre esse outro assunto, o qual vai sendo continuamente mudado pelo entrevistador. Tática típica de gente que quer vencer pelo cansaço.

    Acho que você está com dissonância cognitiva. Ou quer apenas trollar. Por que não simplesmente assume que foi enganado por um colunista picareta?
  • Paulo Sergio  27/12/2011 12:47
    Quem não está entendendo as coisas direito é vc
    Esse trecho que vc destacou,entre 3:00 e 3:10 eu já tinha dito antes, essa é a parte em que ele fala do suposto erro de tradução que é 'varrer com Israel do mapa'.Quando eu disse que RP mudava de assunto não era essa parte que eu tava me referindo, nem o autor do artigo negou isso, não sei o que é que vc achou que eu nao tinha notado ai

    Quando eu disse, e o artigo também disse, que o RP começa a enrolar é em 3:08, quando o Hannity fala' he's also a holocaust denier'
    E a resposta do RP: 'hum...ok... i think... they act on self defense ' e por aí vai
    NADA sobre o Armadinejad ser um holocaust denier.

    Agora, vc disse que perguntar isso é 'mudar de assunto', ora bolas, e uma entrevista é o que?

    Então, voltando pro artigo enviesado e mentiroso:
    On the Hannity show following the debate, Dr. Paul urged the host to understand that Iran's leader, Mahmoud Ahmadinejad, had never mentioned any intention of wiping Israel off the map. It was all a mistranslation, he explained.
    confere.

    What about Ahmadinejad's denial of the Holocaust? A short silence ensued as the candidate stared into space. He moved quickly on to a more secure subject. "They're just defending themselves," he declared.
    confere tb.




  • Paulo Sergio  27/12/2011 12:49
    Resumindo, qual parte de 'RON PAUL NÃO DISSE NADA SOBRE AHMADINEJAD NEGAR O HOLOCAUSTO'
    que vc não entendeu?
  • Luis Almeida  27/12/2011 12:56
    Ah, entendi! Então a discussão não é nem sobre se o Irã quer "destruir" Israel (isso, pelo visto, todos nós já concordamos ser mentira). A discussão está em Ahmadinejad negar o Holocausto!!!

    Isso realmente é um perigo para o mundo! Um sujeito com suas crenças... É claro que isso é motivo pra mandar bomba sobre todo um país e dizimar toda a sua população! Todos devem ser punidos por portar pensamentos politicamente incorretos. E quem não concorda com isso é, hum, reacionário!

    Nem sei por que o Ron Paul dá trela pra essas perguntas. O que essa gente quer? Proibir os outros até mesmo de pensar? Já pensou se o Irã resolve se irritar por que as nações ocidentais não são seguidoras de Maomé? Pela sua lógica, o simples fato de alguém pensar algo para nós controverso já é motivo de sair mandando bomba, né?

    Muito bom.
  • Paulo Sergio  27/12/2011 13:13
    Essa é uma das toneladas de evidências sobre quem é esse pessoal, o que eles são capazes e o que eles pensam e acreditam.

    E negar o holocausto não é só uma questão de 'um sujeito e suas crenças'.Indo além do óbvio isso implica que o holocausto é uma mentira cuidadosamente fabricada e divulgada, que os judeus por traz disso são um povo ladrão e mentiroso, que eles não tem o direito de ocupar a terra que ocupam e que se eu vivo na mrda a culpa é deles
  • Ricardo  27/12/2011 13:00
    E daí que o Ahmadinejad nega o Holocausto? Qual o problema? Tá cheio de católico ortodoxo que também nega. É pra sair mandando bomba em todo mundo? E por que judeu se acha tão superior assim, que não se pode sequer questionar coisas relacionadas à sua história? Por que tanto favoritismo? Por que tanta prepotência?

    Aliás, por que tanto totalitarismo? "Mato mesmo quem discorda de mim!"
  • Paulo Sergio  27/12/2011 12:59
    E o Hanitty não passa a falar sobre a 'negação do holocausto', ele AFIRMA com todas as letras
    'he's also a holocaust denier'
    Pelo visto o seu inglês é que anda meio ruim.

    E pra quem não sabe o que é um holocaust denier:
    www.youtube.com/watch?v=ykd-syzZ4ZY
  • Luis Almeida  27/12/2011 13:12
    Assisti à entrevista e em momento algum ele nega o Holocausto. Apenas pergunta o que o povo palestino tem a ver com algo que aconteceu na Europa e por que eles têm ser terrorizados por isso. Esse é um bom ponto.

    Sua posição está cada vez mais insustentável. Agora nem mesmo a pecha de "Holocaust Denier" cabe. Qual será a próxima? Tudo isso é propaganda belicista, feita por gente doidinha pra fazer uma guerra.

    E o Irã não tem nem gasolina para a população, quanto mais arma nuclear (assim como os "mísseis" da Coreia do Norte, que caem no mar após voar alguns quilômetros. E tem bobalhão ignorante em economia achando que um país famito pode desenvolver tal tecnologia).

    Ahmadinejad é keynesiano. Ele próprio destrói seu país sozinho.
  • Paulo Sergio  27/12/2011 13:48
    Eu não disse que nesse vídeo ele fala 'o holocausto não existiu'.O que eu falei foi sobre como IDENTIFICAR alguém que nega o holocausto.

    'Assisti à entrevista e em momento algum ele nega o Holocausto. Apenas pergunta o que o povo palestino tem a ver com algo que aconteceu na Europa e por que eles têm ser terrorizados por isso. Esse é um bom ponto.'

    Não, não é só isso.Isso é o que ele fala na segunda pergunta de volta...quando o cara pergunta sobre o porque dele ser um holocaust denier, ele não dá uma resposta clara, ele diz que vai responder perguntando duas coisas de volta, e isso ai que tu disse é apenas a segunda 'pergunta' que ele devolve.
    Na primeira pergunta de volta ele fica ridicularizando o fato de tanta gente ter morrido e só um grupo dentre esses é lembrado.Pra quem conhece o assunto sabe que ele está falando de um dos vários mitos sobre o povo judeu.Que o holocausto foi inventado e divulgado e os judeus são sempre lembrados por causa dos judeus mauvados que supostamente controlam a mídia, os meios de comunicação etc.
    Mas quem é que seria burro de falar uma coisa dessas abertamente? Ele devolve uma pergunta sem resposta deixando subentendido uns dos assuntos mais batidos, pra quem conhece as coisas que se atribuem ao povo judeu

    E 'porque os palestinos tem que ser 'terrorizados' por causa do que aconteceu na europa' também não é um bom ponto não.Por vários motivos, um deles é que já começa deixando subentendido que esse pessoal é a vítima, quando todas as guerras que Israel entrou depois que foi criado, sempre foi depois de ter sido atacado primeiro.

    Mas enfim, não vou mais escrever nesse topico.Só acho que é mais fácil subestimar uma ameaça quando não é na tua casa que os teus vizinhos jogam pedra todo dia.





  • Pj Santos  27/12/2011 13:55
    Os palestinos apoiavam Hitler até certo ponto, recentemente a palestina se manifestou sobre a demolição d um prédio que tinha um swastica enorme, era considerado prédio histórico da palestina mas está em território Isrealiense. Para mim enquanto o estado querer participar na economia, religião, moral... essas coisas acontecem, o que deveria ser uma simples representação para soluções pacificas(era isso democracia para os gregos, resolva no parlamento ou no campo de batalha) se tornou o maior desordem de todos.
  • anônimo  27/12/2011 16:50
    Qual é o povo palestino? Quem disse que um dia existia uma civilização palestina. Israel apenas reivindica o que é direito seu na História. Pois Javé concedeu aos judeus o direito àquelas Terras. Vá ler um pouco mais de História.
  • Pj Santos  28/12/2011 12:21
    Vc esta sendo etnocentrico, Israel não é um estado judeu, e tem ótimas políticas contra alguns grupos radicas sejas eles judeus ultraortodoxos, muçulmanos terroristas até mesmos cristãs.
  • Boate  27/12/2011 17:05
    Se alguém abre uma boate perto de sua residência, fazendo um barulho danado, com música eletrônica, consumo de bebidas alcoólicas (não vou citar coisas piores)... não lhe deixando assistir TV, e nem dormir para trabalhar no dia seguinte... Como seria resolvido numa sociedade libertária? Pois, do ponto de vista do direito de propriedade, do princípio do homesteading, e do ponto de vista da transações livre, a boate estaria no direito de operar, como o dono e seus consumidores quiserem, sendo assim, se um morador incomodado pela boate fizer alguma coisa que interfere na boate, estaria violando o direito de propriedade do dono da boate. Assim, do ponto de vista libertário, o morador não poderia fazer nada. Mas a boate está interferindo a vida do morador. Como seria resolvido?
  • Pj Santos  28/12/2011 12:36
    Musica alta viola seu direito a propriedade, a escutar sua propriedade(tv, radia), descansar na sua propriedade(casa, apartamento). A boate, não viola nada em questões morais a menos que estejam na sua casa, estaria violando seu conforto moral. Bem não sou anarco-capitalista, me considero um minarquista razoável, não que discorde dos ancap, mas eles esquecem a questão social(convívio entre pessoas) são muitos econômicos. Vc deve chama a polícia.
  • anônimo  29/12/2011 06:54
    Tão é verdade que o Ron Paul é anti-semita que seus mestres, aqueles que deram as bases de sua filosofia, são von Mises e Rothbard, que eram... judeus.
  • Paulo Sergio  30/12/2011 03:25
    anônimo, uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra.Existem até judeus que lutam contra os interesses de Israel.

    Olavo de Carvalho sobre Ron Paul:
    22:30 e
    32:37
  • anônimo  30/12/2011 04:30
    "anônimo, uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra.Existem até judeus que lutam contra os interesses de Israel."

    Ué, mas eu falo sobre se Ron Paul é ou não anti-semita, não se ele é favorável a ocupação da Palestina e ao estado de Israel, pela definição do dicionário Priberam:

    anti-semitismo
    s. m.
    Sistema político-social oposto aos semitas, e particularmente aos judeus.


    Ora, se é um posicionamento político relacionado à uma etnia (os judeus) - e não há filosofias, religiões e idéias -, e Paul ignora o fato de seus mestres pertencerem a esta a etnia, concordando com eles em idéias, ele simplesmente não pode ser classificado como anti-semita.

    existem ótimos sionistas, mas a maioria não passa de chorões. Parecem crianças mimadas, se você contraria um, vira um monstro nazista, muçulmano, negador do holocausto, pagão e praticante do satanismo (embora tudo isso não faça o menor sentido junto).
  • Paulo Sergio  30/12/2011 03:27
    Corrijindo, acho q digitei errado, aqui sim Olavo de Carvalho sobre o Ron Paul:
    www.youtube.com/watch?v=3SoXzahqtQo&feature=g-u&context=G253a5c4FUAAAAAAAAAA
  • Luis Almeida  30/12/2011 04:16
    O problema com Olavo é que ele recorreu a duas mentiras grotescas. Não é nem questão de opinião, não. Ele mentiu abertamente em dois quesitos:

    1) Ron Paul não quer (e nem pode) legalizar as drogas simplesmente porque, de acordo com a Constituição americana, este é um assunto que cabe aos estados, e não ao governo federal. Constitucionalmente, o governo federal não tem autoridade nenhuma para legislar sobre drogas. Ron Paul, portanto, quer apenas retirar o governo federal da imbecil guerra contra as drogas, que só serviu para comer dinheiro de impostos e não trouxe resultado efetivo algum. Os estados é que devem estipular suas leis. Olavo parece ter se esquecido de que, ao menos em teoria, os EUA são uma federação.

    2) Ron Paul é radicalmente contra a imigração ilegal (algo que, inclusive, irrita sua base de apoio). Em momento algum ele disse que vai liberar a imigração, como Olavo disse. Aliás, a própria Fox News, bastante avessa ao Ron Paul, admite que ele tem uma postura rigorosa contra a imigração ilegal. Veja como ela resume o programa de Paul sobre imigração em seu site:

    Immigration: Do "whatever it takes" to secure the border, end the right to citizenship of U.S.-born children of illegal immigrants, no social services for illegal immigrants, aggressive deportation of those who overstay a visa or otherwise break U.S. law.

    www.foxnews.com/us/2011/12/06/republican-candidates-on-issues/#ixzz1i11cUICZ


    Ou seja, Olavo mentiu desavergonhadamente. E, ao fazer isso, desrespeitou seus ouvintes.
  • mcmoraes  30/12/2011 05:01
    Eu também tenho a mesma impressão do Olavo. Via de regra, ele fala muita verdade; o cara é um poço de cultura e um intelectual de se tirar o chapéu. Porém, eventualmente, ele faz umas afirmações totalmente sem pé nem cabeça. E nem se preocupa em justificá-las. Mas eu o desculpo, afinal, ninguém é perfeito, não é mesmo?
  • Paulo Sergio  27/12/2011 12:33
    Por falar em racismo, vcs já viram esse negócio do Rothbard elogiando o The Bell Curve?
    www.lewrockwell.com/rothbard/ir/Ch75.html
  • mcmoraes  30/12/2011 05:27
    Fale um pouco mais sobre o assunto, Paulo Sérgio. Você já leu o Bell Curve? O que o texto que você indicou fala sobre o assunto? A quais conclusões se pode chegar a partir desses textos?
  • Carlos  27/12/2011 15:34
    O que o texto propõe é o anarquismo, que pode ser lindo na teoria, mas na prática é um desastre. A liberdade que essa ideologia busca é utópica. Haveria escravidão, clima de insegurança generalizado, miséria, etc, um caos, um sistema social totalmente disfuncional. Não há como criar uma organização social eficiente e prospera sem o poder do estado. E a ação do estado não é a mesma coisa que a ação de um bandido ou quadrilha de criminosos, desde que feita segundo leis e normas previamente discutidas e aprovadas pela sociedade, o que torna a ação impessoal, previsível, democrática e por fim legítima.
  • questionando  27/12/2011 15:55
    "Se um vizinho seu não está disposto a contribuir tanto quanto você gostaria para um projeto social, você pensaria em"
    Não deixa muito claro. Não esclarece se o vizinho colabora ou não e qual projeto social.

    "Se duas pessoas voluntariamente fizerem um acordo mutuamente benéfico, e que não envolva agressão contra terceiros, você pensaria em"
    Pergunta: E se este acordo benéfico para duas pessoas, for prejudicial a outras pessoas?

    "Da mesma forma, se uma empresa e um indivíduo concordarem voluntariamente com algum arranjo que seja benéfico para ambos, sem envolver nenhum tipo de agressão, você cogitaria"
    Pergunta: E se o acordo, que no caso é bom para a empresa e este indivíduo, for prejudicial a outros indivíduos?

  • Rodolfo Rodriguez  27/12/2011 16:06
    Prezado "questionando", você tem problemas de leitura?! Todas as suas três frases selecionadas deixam claras as restrições que você próprio questiona (ou fingiu não ter visto).

    1) Como assim "não esclarece se o vizinho colabora ou não e qual projeto social"? Que diferença isso faz? Dependendo do caso, vale agredir?

    2) Como assim "E se este acordo benéfico para duas pessoas, for prejudicial a outras pessoas?" Não viu que a frase diz que "não envolva agressão contra terceiros"?

    3) Como assim "for prejudicial a outros indivíduos"? Não viu que a frase diz "sem envolver nenhum tipo de agressão"?

    É cada incapaz funcionalmente analfabeto que tem caído de pára-quedas aqui...
  • Leandro  27/12/2011 18:30
    Enquanto as ruas forem propriedade estatal, onde vale a lei do mais forte (isto é, quem é mais rentável para o estado), toda a propriedade será relativizada.

    Se a boate rende mais ISS para a prefeitura (além de gerar empregos, o que sempre é bom para políticos), então obviamente ela prevalecerá. Já se o vizinho for um condomínio de luxo, cujo valor do IPTU seja astronômico, aí certamente o condomínio vencerá.

    Portanto, uma vez que o estado é o intermediador e o dono de facto da rua e das propriedades nela localizadas, não há nenhuma chance de haver nem respeito à propriedade alheia e nem reparação por poluição ambiental e sonora.

    E isso, obviamente, não é falha do livre mercado.
  • anônimo  27/12/2011 22:21
    Mas como seria resolvido este problema numa sociedade libertária? Se alguém abre uma boate próximo à sua residência, e você sabe: som alto, conversas em voz altas, risadas altas, consumo de bebida alcoólica (e nem ou citar coisas piores, como drogas, brigas....). Todo esse barulho não te deixa dormir, e se você se sente incomodado pelo funcionamento da boate. O Princípio de Homesteading diz que a obra produzida pelo trabalho humano é propriedade de quem a fez. Sendo assim, a boate é uma obra produzida pelo capital de quem arriscou sua poupança no empreendimento, ou seja, propriedade do seu dono. Logo, qualquer medida contra a boate (seja tentar removê-la, fechá-la) seria uma violação ao direito de propriedade privada. Certo? Então qual seria a solução libertária? O residente incomodado pela boate, teria de mudar de lugar?
  • Luis Almeida  27/12/2011 23:15
    Isso não é desafio algum: os proprietários da rua -- no caso, muito provavelmente os moradores -- é que irão decidir se tal boate pode ser construída ou não. E isso, obviamente, muito antes de o empreendedor "arriscar sua poupança no empreendimento" para construir a boate. Afinal, ninguém vai sair construindo boate na propriedade (rua) alheia. A boate não surgirá do nada em uma rua, que é o que você deu a entender.

    Eu moro ao lado de dois botecos. Nas quartas-feiras de futebol, quando os jogos só terminam às 23:30, é um inferno. E o que eu posso fazer? Nada. A rua é da prefeitura. A mim só cabe continuar pagando impostos, não reclamar de nada, e ainda agradecer aos políticos por eles não terem ainda tomado minha casa.
  • anônimo  28/12/2011 09:22
    Mas a questão não é tão simples como você está supondo. No Libertarianismo, vigoraria o Princípio de Homesteading. Sendo assim, vamos supor que próximo à área residencial, há um terreno que não foi apropriado por ninguém, seria um terreno totalmente ocioso. E neste terreno, muito próximo à área residencial, alguém abre uma boate. E os barulhos na boate começariam a incomodar a vida dos moradores. Neste caso, como seria resolvido? Os moradores seriam proprietários do terreno? Segundo o Princípio de Homesteading, ninguém teria propriedade sobre o terreno antes dele ser apropriado, o terreno só passou a ser propriedade de quem trabalhou nele, ou seja, do dono da boate que arriscou sua poupança no empreendimento. Sendo assim, tratando dos direitos de propriedade, os moradores não seriam os proprietários do terreno e não poderiam decidir se a boate funcionaria. Neste caso, como seria resolvido?

    Além de tudo, a residência dos moradores constinuaria a ser propriedade individual. Neste caso, o que aconteceria se um morador vendesse a sua residência a algue? que a transformasse em uma boate e infernizasse a vida dos outros moradores? Afinal, compraram, e pode fazer o que quiser.
  • Rogério Saraiva  28/12/2011 09:42
    Uma área completamente ociosa e desapropriada, próxima a residências, e grande a ponto de caber a construção de uma boate? E ninguém havia se apropriado dela até então? Nem mesmo os proprietários da rua que passa por ela? Impossível.

    A menos que ela seja longe de tudo, o que significa que não há nem rua passando por ela. Nesse caso, difícil haver condomínios próximos a ela, o que anula a questão da poluição sonora. Aliás, o próprio dono dessa boate terá de construir uma rua até seu empreendimento.
  • Tiago RC  28/12/2011 01:15
    Esse artigo, que explica justamente o princípio de Homesteading ao qual você se refere, também menciona como externalidades devem ser tratadas: www.mises.org.br/Article.aspx?id=200

    E, claro, para construir a boate dentro de um condomínio (proprietário de ruas já existentes), como bem notou Luís Almeida, você precisaria de autorização desse condomínio. O texto acima se aplica ao caso em que a boate foi construída em propriedades alheias àquelas que recebem o barulho. Enfim, externalidades.
  • Angelo Viacava  28/12/2011 02:38
    Seria possível uma comparação do modo de vida dos israelenses em Israel com os suíços? Apesar de a /suíça não ter, hoje, a mesma vizinhança hostil que Israel possui? Também fico com a dúvida de que a Suíça não foi invadida pelos nazistas porque seus cidadãos possuíam armas em casa ou se não houve tempo suficiente para o intento. Prefiro acreditar na versão das armas, até porque é mais edificante a um povo. Daí faturam em cima na base do "Si non é vero, é bene trovato". Cogitações.
  • Luis Almeida  28/12/2011 02:49
  • Angelo Viacava  29/12/2011 16:52
    Luis Almeida:

    Foi baseado nele que escrevi. Adoraria ter o modo de vida dos suíços incutido na cabeça dos brasileiros - na verdade existe, só que suprimido por calhamaços de legislação e regramentos contrários ao cidadão livre - mas não sei como poderia acontecer esta libertação por parte do Estado que nos governa. E até já foi assim, até o início do séc. XX. Há registros fotográficos de pessoas portando armas na rua em pleno centro de Porto Alegre, e tudo corria muito bem; provavelmente os crimes eram proporcionalmente bem mais reduzidos do que hoje em dia, quando só criminosos portam armas livremente. Porém, de fato, a invasão da Suíça pelos nazistas não ocorreu. No mínimo perdemos de ver uma bela surra em Hitler, mas de fato não ocorreu. E fico tentando transportar o caso para Israel e vejo semelhanças de situação. Cada israelense leva pra casa sua arma depois de servir ao exército e, segundo dizem os que já foram lá, a sensação de segurança em Jerusalém é infinitamente maior do que em qualquer cidade brasileira, mesmo levando-se em conta a ameaça latente de homens-bomba e atentados.
  • Igor  28/12/2011 16:05
    Olá libertários,

    Uma dúvida com relação ao artigo.

    E se as premissas dos questionamentos não forem satisfeitas?
    Por exemplo, na frase:

    "Se duas pessoas voluntariamente fizerem um acordo mutuamente benéfico, e que não envolva agressão contra terceiros, você pensaria em:"

    Se o acordo não for voluntário, se uma das partes se utilizar de fraude, prejudicando o outro, o que fazer?

    E se o acrodo envolver agressão a terceiros, como proceder?
  • Rogerio Saraiva  28/12/2011 16:20
    Punição, é claro. Libertários levam o princípio da não-agressão contra inocentes muito a sério (e fraude também é uma agressão), assim como também a questão da quebra de contratos.

    Pode-se discutir a proporcionalidade da punição (alguns defendem olho por olho, a passo que alguns defendem dois olhos por um olho), mas a necessidade da punição é indiscutível. Aliás, isso nunca foi controverso em círculos libertários.

    E não: no atual arranjo, não há nada de errado em recorrer a tribunais estatais para tal, um vez que tal seara é monopólio do estado.
  • Igor  30/12/2011 06:31
    Obrigado pela resposta.

    Também acredito que a solução seria recorrer a tribunais.
    Confesso que quando ouvi falar de Anarcocapitalismo fiquei um pouco assustado.

    Abraço.

  • Marcos  02/01/2012 09:17
    "Se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo?"

    As democracias européias responderam "não" a esta pergunta na época em que o nazismo surgiu e se fortaleceu. O resultado todo mundo (principalmente os judeus) conhece.


    Aliás, cabe outra pergunta: se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país mas é extremamente agressivo e está promovendo massacres e genocídios, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo? Seria justo cruzar os braços ante a tanto horror apenas porque não é o seu país que está sendo atacado?
  • Luis Almeida  02/01/2012 09:45
    Você está apenas repetindo aquele surrado lugar-comum que aprendeu com sua professora de oitava série, prezado Marcos. A mesma que lhe ensinou sobre as maravilhas do New Deal e sobre como Herbert Hoover era um laissez-faire inflexível.

    Sugiro que saia do seu quadrado e comece a questionar mais seriamente esses mitos primários. O mundo é um pouquinho mais complexo do que essa "realidade" que cabe na cabeça de menininhos de oitava série.

    Sugiro que comece por esse livro:

    Churchill, Hitler, and "The Unnecessary War": How Britain Lost Its Empire and the West Lost the World

    Saudações!
  • Marcos  02/01/2012 19:27
    Pelo contrário, na oitava série a versão era exatamente aquela defendida por Keynes (e pelo livro indicado: a culpa foi do tratado de Versalhes. Não concordo com esta versão, posto que não é necessário nenhum tratado para que monstros assumam o controle de certos países. Stalin, Mao e outros não tiveram este background.

    No entanto, certa ou errada esta tese não influencia em nada na minha afirmação. Não importa que erros passados tenham sido cometidos. A pergunta em abstrato é esta: a guerra será justa tão somente se houver agressão militar direta do outro país ou há motivos relevantes pelos quais vale a pena dar o primeiro tiro? Posso pensar em várias hipóteses, como genocídio (e outros desrespeitos graves aos direitos humanos), apoio ao terrorismo e o caso de país inimigo na iminência de adquirir controle de armas de destruição em massa.

    Creio que ao defenderem esta tese muita gente pensa no exemplo americano no Iraque. Mas o fato é que mesmo se esta intervenção não pudesse ser considerada justa não quer dizer que nenhuma outra não fosse.
  • Luis Almeida  02/01/2012 20:10
    Pô, Marcos, você é bom mesmo, hein? Não precisou nem ler o livro. Só de olhar a capa já determinou certeiramente todo o seu conteúdo. E ainda vaticinou: "o livro corrobora a minha professora de oitava série"! Inveja.

    Mas não. O livro vai muito além disso. Permita-me ressaltar os detalhes que você preferiu ignorar:

    1) If not for the blunders of British statesmen -- Winston Churchill first among them -- the horrors of two world wars and the Holocaust might have been avoided and the British Empire might never have collapsed into ruins.

    2) Half a century of murderous oppression of scores of millions under the iron boot of Communist tyranny might never have happened,

    3)and Europe's central role in world affairs might have been sustained for many generations.

    Among the British and Churchillian errors were (atente para o primeiro e quarto itens):

    • The secret decision of a tiny cabal in the inner Cabinet in 1906 to take Britain straight to war against Germany, should she invade France

    • The vengeful Treaty of Versailles that mutilated Germany, leaving her bitter, betrayed, and receptive to the appeal of Adolf Hitler

    • Britain's capitulation, at Churchill's urging, to American pressure to sever the Anglo-Japanese alliance, insulting and isolating Japan, pushing her onto the path of militarism and conquest

    • The greatest mistake in British history: the unsolicited war guarantee to Poland of March 1939, ensuring the Second World War
  • Luis Almeida  02/01/2012 20:13
    Posso pensar em várias hipóteses, como genocídio (e outros desrespeitos graves aos direitos humanos), apoio ao terrorismo e o caso de país inimigo na iminência de adquirir controle de armas de destruição em massa.

    Logo, pela seu raciocínio, o Irã tem todo o direito de atacar Israel. Afinal, Israel tem mais de 300 armas nucleares, ao passo que o Irã não tem nenhuma -- e nem está na iminência de ter (óbvio, pois eles não têm nem gasolina no país).
  • Marcos  07/01/2012 09:14
    Como já disse antes, mesmo que o tal livro estivesse integralmente correto isso não responderia a pergunta em abstrato que fiz. A essência do que disse permanece a mesma, então o que estamos discutindo aqui é apenas um ponto acidental.

    Quando disse que o livro falava apenas sobre o tratado? Disse apenas que um dos pontos abordados é este, o que está dito na própria descrição do livro. Ou por acaso lá eles dão um argumento que não está contido na obra?

    No mais vejo uma grande ingênuidade em condenar a aliança militar com a Polônia. Se a Inglaterra resolvesse enfiar a cabeça em um buraco enquanto a guerra prosseguia certamente Hitler, como uma pessoa bondosa e pacifista certamente não iria atacar a Inglaterra quando seu próprio país estivesse fortalecido e com a Europa continental inteira nas mãos. Imaginem só!


    Quanto a segunda crítica em relação as hipóteses que eu propus de guerra justa, concordo que elas foram mal desenvolvidas, mas este não era o ponto que estava defendendo, e sim que a invasão militar não é a única justificativa para guerra. Enumerar as hipóteses é um trabalho bem mais árduo e que não cabe neste espaço.

    Só chamo a atenção para o seguinte ponto: em momento algum falei sobre Irã ou Israel. E mesmo analisando este exemplo, ele foge ao que propus. Israel já possui armas nucleares, não estando na iminência de produzi-las. O perigo para o Irã já existe. A guerra não tem sentido nesta situação.
  • Diego Vasconcelos  04/01/2012 08:07
    colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/01/04/ron-paul-e-seus-iludidos/
  • anônimo  04/01/2012 10:59
    Eu fico abismado como um cara desses tenha conseguido um emprego. Sim, se esse é o nível da mídia brasileira, baseada apenas em achismo, ignorância sobre o que fala, chavões, lugares-comum e simplificações e distorções absurdas de idéias, faço muito bem de não gastar um centavo sequer com estas revistinhas. Viva a internet. Que o IMB continue com seu trabalho, e que incomode muito, como Ron Paul já mostra que vem fazendo.


    Por favor, não deixem esse homem(homem ou rato?) sem uma resposta.
  • Alan Denadary  04/01/2012 12:32
    Acho que o "jonalista" ficou de cabelo em pé com tantos comentários a favor do libertarianismo e da EA, algo que provalemente o autor do artigo nunca deve ter consultado antes de digitar tantas besteiras.

    Diante disso, só tenho a agradecer ao IMB pelos excelentes artigos que muito bem foram sugeridos na sessão de comentários do blog supracitado.

  • Matheus Polli  04/01/2012 19:19
    Que bom ver que o Ron Paul está incomodando até os comunistas tupiniquins.
  • Marcos Campos  26/04/2012 12:26
    Daqui a pouco ele será assassinado ao estilo Kennedy, e a culpa será posta no Irã, o motivo ideal para a invasão. FATO
  • Hay  05/01/2012 11:40
    Atentem para o fato de que ele mesmo admite que o estado serve às corporações que se intrometem em outros países, causam guerras, etc. Logo depois, ele diz que esse mesmo estado coíbe os abusos das corporações. É como dizer que algum policial que mora perto de mim é notoriamente corrupto, um mafioso da pior espécie que já foi responsável por vários roubos, assaltos e assassinatos na região. Logo depois, eu digo que esse policial é responsável por coibir os abusos dos criminosos.
  • Paulo  19/02/2013 19:42
    Eu respondo "não" a tudo, sem dúvida.

    Só que nem sempre essas simplificações adotadas correspondem a casos reais. Em casos reais podem surgir, por exemplo, debates sobre se ele está ou não "agredindo a terceiros". Um pode argumentar que não está agredindo, e outro pode argumentar que está. ;-)
  • Eleno  19/02/2013 20:03
    Não, não existe esse relativismo. Ou você agride um inocente (ou ameaça agredir) ou não agride. Não existe esse negócio de estar mais ou menos grávida.
  • anônimo  19/02/2013 21:47
    Digamos que tem dois vizinhos, um acende uma luz na casa dele, o outro consegue ver essa luz, é uma agressão?
    Agora digamos que seja uma luz mais forte, é uma agressão?
    Agora digamos que seja um raio laser fraco, é uma agressão?
    Agora digamos que seja um raio laser com mais potência, agora é?
    Agora se for um raio laser com poder de cegar, é uma agressão?
    E se for com poder de cegar apenas as pessoas mais sensíveis e não todo mundo, é agressão?
    Qual o limite em que esses fótons viram uma agressão? Se for pra depender da sensibilidade do agredido...já teve uma dona esquerdista por aqui que se sente agredida até por outdoor


  • Eleno  19/02/2013 22:27
    "Digamos que tem dois vizinhos, um acende uma luz na casa dele, o outro consegue ver essa luz, é uma agressão?"

    Não. O outro olha para a casa do vizinho só se quiser.

    "Agora digamos que seja uma luz mais forte, é uma agressão?"

    Mesma coisa.

    "Agora digamos que seja um raio laser fraco, é uma agressão?"

    Como assim? A lâmpada do vizinho é um laser? Se sim, o primeiro a se estrepar será ele.

    "Agora digamos que seja um raio laser com mais potência, agora é?

    Sigo sem entender.

    "Agora se for um raio laser com poder de cegar, é uma agressão?"

    Ele está apontando um raio laser para o meu olho? Aí é agressão.

    [/i] "E se for com poder de cegar apenas as pessoas mais sensíveis e não todo mundo, é agressão?" [/i]

    Se for o cenário acima, sem dúvida.
  • anônimo  20/02/2013 09:02
    Raio laser e luz são a mesma coisa: fótons.
    Dependendo da intensidade desses fótons uns podem falar que essa luz é agressão, outros podem falar que não.A questão é: qual o ponto que define o limite objetivamente?
    Se a luz não é agressão porque ele só olha se quiser, raio laser de alta potência capaz de cegar também não, ele só olha se quiser
  • anônimo  20/02/2013 13:22
    Se eu der um tapinha nas suas costas, é agressão? E se eu der um soco que quebre um osso? Ambos são a mesma ação, apenas a intensidade mudou. Fala sério né...
  • TPC  20/02/2013 16:35
    Você está coberto de razão. Somente uma comissão de um órgão jurídico estatal baseado nas regulações propostas por uma agência burocrática chancelada pelo governo seria capaz de definir até qual potência posso utilizar o raio laser que instalei ao lado do meu ar-condicionado.


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