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A intimidação do ozônio: uma retrospectiva

Lembra-se de quando a redução da camada de ozônio iria fazer com que todos nós morrêssemos de melanoma maligno, há apenas alguns anos?  Essa intimidação do ozônio parece ter saído da pauta do terrorismo ambiental completamente.

Como você deve se lembrar, os clorofluorcarbonetos (CFCs) eram o capeta da época, desempenhando o mesmo papel que o dióxido de carbono (CO2) desempenha hoje no amedrontamento do aquecimento global.  Ambientalistas alegavam que o CFC iria, de alguma forma, subir mais de 64 km da superfície da terra até a camada de ozônio, não obstante o fato de os CFCs serem aproximadamente cinco vezes mais pesados que o ar.  Sem dúvida alguma, um caso típico de tijolos flutuantes.

Ao banirem os CFCs em 1989, os 196 países que assinaram o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Empobrecem a Camada de Ozônio perderam uma segura, barata, não-tóxica, quimicamente inerte, não-corrosiva e não-inflamável fonte para componentes de geladeiras, propelentes e sistemas de controle de incêndio.

Como ocorre com a maioria das regulamentações, a proibição do CFC atingiu os mais pobres com bem mais intensidade.  Milhões de geladeiras em perfeito estado de funcionamento não mais poderiam ser recarregadas com Freon, de modo que todo mundo foi obrigado a comprar novos eletrodomésticos, agora sem o CFC.  Tal medida, obviamente, foi especialmente difícil para aqueles de baixa renda.

Outro grupo que ainda hoje sofre bastante com tal medida é aquele formado por asmáticos.  Os inaladores com CFC foram substituídos por inaladores com HFA (hidrofluoroalcano), os quais, segundo os relatos de vários médicos, possuem uma eficácia apenas marginal quando comparados à versão de CFC, a qual propiciava um alívio mais rápido e mais duradouro à agonia da asfixia.  Muitos doentes de asma descobriram que, ao passo que os inaladores de CFC faziam com que apenas uma inalada fosse suficiente para reabrir as vias respiratórias, os novos inaladores sem CFC requerem duas ou mesmo três inaladas para funcionar.  Isso elevou o custo da medicação devido ao aumento da dosagem.  Para aumentar ainda mais os estragos, os inaladores de HFA, por serem uma introdução recente, são protegidos por patentes, ao passo que os inaladores de CFC já eram genéricos (não-patenteados).  Os preços por inalador aumentaram sensivelmente.  Apenas nos EUA, eles saíram da faixa dos US$ 5 — US$ 25 para a faixa dos US$ 30 — US$ 60.

Desnecessário dizer que os pagadores de impostos ainda estão sendo obrigados a financiar mais pesquisas nessa área fraudulenta, e que a proibição do CFC ainda segue viva e robusta.  Como sempre, regulamentações e financiamento público são muito facilmente implementados — especialmente quando o público é manipulado com táticas terroristas — e muito difíceis de serem revertidos.  Com efeito, regulamentações quase nunca são revogadas, e as instituições encarregadas de colocá-las em vigor apenas ocasionalmente são desmanteladas.

É importante reconhecer o padrão comportamental de governos, ONGs e cientistas ao analisarmos táticas similares de amedrontamento, como chuva ácida, bug do milênio, doença da vaca louca, gripe suína e agora as mudanças climáticas e o terrorismo.  Medo e culpa são as típicas ferramentas utilizadas para roubar a liberdade e o dinheiro dos indivíduos.  Essa tática do medo promove uma arquitetura cada vez mais centralizada de nossas escolhas e faz com que haja transferências de poder e riqueza cada vez maiores para os governos.

Intimidações ambientais são particularmente eficazes porque combinam os efeitos do medo e da culpa.  Esses cenários do tipo "homem-contra-a-natureza" propiciam infinitas possibilidades para que retirem nossas liberdades mais básicas, a menos que o poder seja completamente retirado dos governos.

Enquanto não entendermos que homem e natureza são a mesma coisa, nunca haverá um grau de subdesenvolvimento baixo o bastante para saciar os ecofanáticos.  O suposto filósofo e pensador do movimento ecológico, Derrick Jensen, escreveu que "a civilização não é e nunca poderá ser sustentável".  Não devemos nunca subestimar esse tipo de declaração, especialmente vinda de um sujeito como Jensen, que possui uma ampla platéia e que já defendeu aberta e repetidamente o uso da violência militante para se alcançar objetivos ambientais.  É preciso estar sempre alerta, não para a possibilidade de ações violentas de grupos ecológicos liderados por Jensen, mas para o talento dos governos em cultivar tais ideias e utilizá-las em proveito próprio.

Assim que o mito da mudança climática começar a perder impacto e a população se cansar dessas táticas terroristas, pode esperar pela invenção de novas intimidações.



autor

Rod Rojas
é corretor de seguros e atua como conselheiro financeiro para assuntos pessoais, corporativos e de políticas públicas.  É membro do Partido Libertário de Ontário.

Tradução de Leandro Roque

  • Gustavo  22/12/2010 11:33
    Esse assunto é polêmico. Não sou químico para comentar se o CFC é mesmo destruidor da camada de ozônio. Mas é verdade que o governo use do terror para amendrontar as pessoas e fugir com todo o dinheiro.
  • Flavio Ortigao  22/12/2010 12:35
    Bom, eu sou Quimico. So a gritante ignorancia cientifica de voces mesmo para publicar uma falsificacao grosseira como essa. . Simplesmente totalmente errado. Qualquer pessoa com um minimo de treinamento em quimica, sabe que as evidencias da destruicao da camada de ozonio por CFC estao muito bem descritas e verificadas. A proibicao no uso de CFC, trouxe uma reducao de 10% na sua concentracao na atmosfera, e isso e' significante. O buraco de ozon nao sumiu nao, mas parou de crescer como vinha fazendo. Melhor assim. Ruim e' a ignorancia.
    en.wikipedia.org/wiki/Ozone_depletion
    ozonewatch.gsfc.nasa.gov/
  • João Carlos  22/12/2010 22:47
    Que os governos utilizam esses grupos ambientalistas e terrorismo ambiental para criar panico é fato.

    Estamos diante dessa farsa do aquecimento global agora. Ninguém prova a correlaçao entre o aumento de emissoes de gas carbonico e o aquecimento global. existem os que dizem inclusive que o aquecimento pode liberar ainda mais CO2.

    todos sabemos que a terra passa por esse ciclos de aquecimento e resfriamento mesmo. o que tem que ser controlado do ponto de vist aambiental sao impactos decorrentes da grande extraçao de materia prima da natureza e dos impactos ambientais provocados por essas extraçoes(ex: vazamento da BP).

    daqui a pouco o foco muda e eles inventam outro motivo para o panico e a unificaçao dos governos mudiais. já ouvi gente de respeito dizendo que podem começar a falar até em invasões alienigenas. é esperar para ver.
  • gabriel  07/11/2012 06:20
    vendo pela wikipedia controlada por interessados, para mim, não é fonte
  • Tiago RC  22/12/2010 12:49
    Faltou mencionar que, no momento em que a preocupação com a camada de ozônio veio à tona, existia um pequeno grupo de empresas que controlava as patentes para todas as alternativas possíveis ao CFC. Claro, eles investiram muito nas regulamentações que proibiram o CFC...
  • Tiago Fernandes  22/12/2010 12:51
    Concordo que o movimento ambientalista é frequentemente exagerado, desconhecendo os mais básicos princípíos de física e química, mas afirmar (como fez o autor) que o CFC não é reativo é "forçar" demais.\r
    \r
    Conforme Wikipedia:\r
    \r
    "Quando começou a ser utilizado, o freon, o mais conhecido CFC, parecia a solução perfeita aos problemas da refrigeração, por não se dividir e não causar danos ao seres vivos, muito melhor que o produto anteriormente utilizado, a amônia. Porém, atualmente descobriu-se que os CFC sofrem fotólise quando submetidos à radiação ultravioleta, dividindo-se na altura da camada de ozônio onde a presença desse raios são constantes:\r
    \r
    F F\r
    | Luz U.V. |\r
    C? - C - C? ---------> C? - C. + .C?\r
    | |\r
    C? C?\r
    \r
    O Radical Livre Cloro que se forma, logo reage com o Ozônio, o decompondo em O2 (oxigênio gasoso) e C?O (monóxido de cloro):\r
    \r
    C? + O3 ? O2 + C?O\r
    \r
    O C?O então pode reagir com outra molécula de O3, formando duas moléculas de O2 e deixando o Radical Livre C? pronto para repetir o ciclo reacional:\r
    \r
    C?O + O3 ? 2 O2 + C?\r
    Em Resumo:\r
    \r
    CFC + Luz + 2 O3 ----------> 3 O2 + C?\r
    \r
    O Ciclo prossegue até que o cloro se ligue a uma substância diferente de O3 que forme uma substância resistente à fotólise ou uma substância mais densa (que leve o C? da camada de ozônio para uma mais baixa).
  • mcmoraes  22/12/2010 13:18
    Tiago Fernandes, por favor me aponte em que parte do texto o autor afirma q o CFC não é reativo. Obrigado desde já.
  • Tiago Fernandes  22/12/2010 18:22
    Olá! Neste trecho:

    "Ao banirem os CFCs em 1989, os 196 países que assinaram o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Empobrecem a Camada de Ozônio perderam uma segura, barata, não-tóxica, QUIMICAMENTE INERTE, não-corrosiva e não-inflamável fonte para componentes de geladeiras, propelentes e sistemas de controle de incêndio."



  • mcmoraes  22/12/2010 20:36
    Obrigado pela resposta, Tiago. Fiz uma pesquisa rápida na Web. Parece q a expressão quimicamente inerte foi atribuída originalmente aos gases nobres, como herança de um tempo em que se acreditava q esses gases não participavam de reações químicas. Hoje, no entanto, já se sabe q esses gases participam d certos tipos de reações e o termo está sendo empregado para designar quaisquer elementos q participem apenas de poucas interações, assim como acontece com os gases nobres. Como o autor deixa bem claro no início do texto q o CFC é muito mais pesado do q o ar e q, por isso, seu lugar natural é bem abaixo da camada de ozônio, penso q o autor não "forçou" demais, ao contrário do q vc afirmou em seu primeiro comentário.
  • Diogo Siqueira  22/12/2010 13:24
    Caro Tiago,

    Sugiro a leitura deste material:

    www.geografia.fflch.usp.br/graduacao/apoio/Apoio/Apoio_Felicio/mudancas/05A-Ozonio.pdf
  • Getulio Malveira  22/12/2010 14:30
    Muito bom texto. Creio que a idéia principal é expressa pelo autor ao final quando diz que o importante é atentar para o uso que os governos fazem das teorias ambientalistas. De fato isso torna pouco relevante a verdade ou falsidade das próprias teorias. Por exemplo: enquanto é inegável a existência do terrorismo islâmico, a teoria das mudanças climáticas é algo de muito duvidos. Nos dois casos, entretanto, o Estado utilizará a real ou fantasiosa ameaça para aumentar seu poder.
  • Carlos Santos  22/12/2010 15:32
    Fantástico texto.

    Infelizmente é muito fácil ludibriar a opinião pública, basta fazer barulho.
  • Lucas Somensi  22/12/2010 15:51
    Mas e a tragédia dos comuns? Enquanto a camada de ozônio não for privatizada (o que pode até não ser possível) não seria bom uma agência reguladora fazer o trabalho de protegê-la? Afinal, se a camada de ozônio fosse privatizada e o dono pudesse cobrar uma taxa de proteção dos raios UV ele também tomaria medidas parecidas, por interesse em manter sua propriedade intacta.

    Quanto ao argumento do tijolo flutuante: gases não formam camadas como água e óleo quando são misturados. O comportamento deles é mais parecido com o da água e o sal, que se misturam homogeneamente.
  • André Luiz de F. Paranhos  22/12/2010 16:08
    Tiago Fernandes.

    Para que isso aconteça o CFC, que é mais denso que o ar, deve estar lá em cima perto da camada de ozônio. É fisicamente impossível que um gás mais pesado que o ar possa subir até a camada de ozônio e causar estragos nela, sendo que ele precisa estar lá em cima para que a radiação ultravioleta possa alterá-lo e assim ter algum impacto.

    Outro ponto interessante, é que essa história do buraco na camada de ozônio nunca foi explicado. O fato é que cientistas descobriram que havia um buraco na camada de gás ozônio localizado acima da Antártica. O problema é que os cientistas não sabiam dizer se isso era natural ou causado por alguma coisa, já que não existe registros, ou qualquer outro tipo de dados que mostrem que o buraco não existia.

    Os cientistas se dividiram entre os que acreditaram que era um fato natural e outros que viram nesse buraco a chance de satanizar os seres humanos e culpá-los de alguma forma pelo buraco.

    Mesmo não sabendo como os seres humanos poderiam ter causado esse buraco (mesmo que não exista dados que comprove que o buraco já não existisse)muitos cientistas passaram a caçar alguma coisa que ligasse a atividade humana ao buraco. Descobriram o CFC, que sob determinadas condições poderia danificar a fina camada de gás ozônio. Pronto, acharam a ligação, porém não quiseram explicar como um gás mais denso que o ar poderia subir até os limites da atmosfera e por que os danos só existem acima de uma região do planeta que não possui uma única geladeira, ou qualquer outra tecnologia que utilizasse CFC, a Antártica, e por que não em regiões com intensa atividade humana.

    As empresas que desenvolviam novas tecnologias substitutivas ao CFC, viram nessa história mal contada na grande chance de cortarem custos de investimentos e terem mercado garantido com a proibição do CFC, e passaram a fazer lobby pesado para que os políticos e seus governos levassem a sério a ameaça (sem nenhuma prova) do CFC a vida humana na Terra.

    Graças a proibição essas empresas não precisaram aperfeiçoar suas tecnologias substitutas ao CFC já não precisavam mais competir com ele com a proibição.

    E assim caminha a humanidade, em fraude em fraude sendo sempre enganada.
  • Leandro  22/12/2010 16:32
    Excelente comentário, André Luiz. Primoroso mesmo. Deve ser lido como uma continuação do artigo.

    Resta ver agora se pessoas como o Ortigao -- o homem cujos links científicos são a Wikipedia e a agência estatal NASA (só falta ele vir com a Superinteressante também) -- irão se dar ao trabalho de comentar.
  • Fernando Chiocca  22/12/2010 16:41
    Ortigão é NASista.
  • Maurício  22/12/2010 16:49
    Excelente, mesmo! Digno de uma cópia da Revolta de Atlas...\r
    \r
    O IMB poderia trazer este tema à baila em futuros seminários.\r
    \r
    Abraços
  • Lucas Somensi  22/12/2010 20:57
    Muito bonito seu comentário, pena que você não oferece evidência nenhuma para sua versão dos fatos.
  • Weidenfeller  22/12/2010 17:57
    Acontece que não tem "buraco", o que acontece é que o cloro, (originado da degradação do CFC) se concentra na região da calota polar e quando a primavera chega os raios solares causam uma reação fotoquimica que degrada o ozônio, o que por sua vez acarreta na diminuição da espessura dessa camada durante esse perído, no inverno a espessura volta ao normal. Então não tem essa história de que vai acabar o mundo e não sei mais o que.

    Os CFC por si só são realmente pouco reativos mas o problema aí são os chamados halogenios (elementos da familia 6A, da boa e velha tabela periódica e que inclui o cloro, bromo, iodo), o CFC vai se degradar,com a ajuda da luz solar, e então o atomo de cloro vai causar um ciclo de degradação do ozonio.

    Todos os compostos químicos irão causar algum tipo de efeito, a curto ou longo prazo só que o problema aqui é que governos e certos grupos tem algum interesse por tras e pra ajuda-los tem os bobocas membros de ONGs que sequer leem alguma coisa sobre esses assuntos e já saem fazendo gritaria.

    E ainda muitos na comunidade cientifica começam com as "projeções", baseadas em mecanismos naturais que nem são compreendidos completamente, daí depois de 5 anos os números publicados pra alarmar o povo, em revistas como Veja e Super(des)interessante, são reduzidos em 80%, só que por meio de artigos cientificos, sem figurinhas, que ninguem lê se não for do ramo...

    Independente de posição politica qualquer tipo de mudança no planeta causada por produtos químicos é anormal e deve ser investigada, mas por quimicos, fisicos e metereologistas, que tem conhecimento pra resolver a questão, se é que existe uma...e não por gritões de ONGs e nulidades políticas...

    Ah, sou Químico Industrial.
  • Lucas Somensi  22/12/2010 21:29
    E eu sou engenheiro químico. Não sei se você cursou Físico-Química onde estudou. Se estudou, sugiro que abra seu livro no capitulo sobre gases, especificamente onde fala sobre a distribuição espacial de um gás na presença de gravidade (Seção 2.9 no Castellan). Veja que o gás fica mais rarefeito conforme a altura aumenta, com gases mais densos se amontoando mais ao fundo, mas não importa o quanto você suba, sempre há gás. Isso resolve o problema do tijolo flutuante.

    Aviso aos desavisados: ar e CFC não se comporta como água e óleo, eles se misturam.
  • Weidenfeller  22/12/2010 18:01
    Ah o comentários do André Luiz de F. Paranhos foi ótimo.
  • Marcos  22/12/2010 19:05
    Com tanto tempo que já passou desde as medidas tomadas para supostamente proteger a camada de ozônio isso já deveria ser um consenso, não? Afinal, ou o processo que ocorria continuou ou se modificou, o que pode ser facilmente observável. Acho que faltou ao artigo algum gráfico ou estudo para apoiar essa posição. Apesar disso, podemos aproveitar parte dos argumentos utilizados conta o movimento ambientalista, mesmo se não for o caso do ozônio. Porque é fato que muitas vezes o discurso ambientalista se utiliza de afirmações duvidosas para tomar ações com graves consequências.
  • augusto  22/12/2010 20:02
    "Com tanto tempo que já passou desde as medidas tomadas para supostamente proteger a camada de ozônio isso já deveria ser um consenso, não? Afinal, ou o processo que ocorria continuou ou se modificou, o que pode ser facilmente observável."\r
    \r
    Bom, segundo o proprio autor: "Lembra-se de quando a redução da camada de ozônio iria fazer com que todos nós morrêssemos de melanoma maligno, há apenas alguns anos?"\r
    \r
    Agora a pergunta: estamos todos morrendo de melanoma maligno?\r
    \r
    Resposta: nao.\r
    \r
    Outra pergunta: nao estamos morrendo de melanoma maligno a despeito da proibicao do CFC (ou seja, ter ou nao proibido nao teve efeito nenhum na taxa de mortalidade por melanoma); ou nao estamos morrendo de melanoma maligno gracas a proibicao?\r
    \r
    Infelizmente, a pergunta eh impossivel de se responder, na ausencia de um estudo controlado. O que aconteceu foi: tomou-se uma medida (proibir o CFC) e observou-se um resultado (nao estamos todos morrendo de melanoma maligno), e assumiu-se uma relacao de causalidade entre os dois eventos.\r
    \r
    Nota: claro que "melanoma maligno" no texto eh simplesmente uma forma curta de dizer "sofrer os efeitos nocivos da falta de ozonio na atmosfera".
  • Eudes  22/12/2010 20:29
    Não existe ligação entre os CFC's e o "buraco" na camada de ozônio, como também não existe ligação entre o aquecimento global e certos gases liberados pelas atividades humanas. O movimento "ambiental" da atualidade é uma mistura de várias coisas, como por exemplo: comunismo e panteísmo.\r
    Em vez de tecer comentários, indicaremos alguns textos. Tais textos não somente têm informações importantes, como também servem de ponto de partida para uma pesquisa bem ampla e profunda.\r
    \r
    Indicamos : \r
    \r
    . THE GLOBAL ENVIRONMENTAL AGENDA TO WORLD GOVERNMENT AND RELIGION em www.discerningtoday.org/world_govn_outline.htm#N_24\r
    \r
    . Ozone depletion enters twilight zone em www.discerningtoday.org/ozone_depl_twilight_.htm\r
    \r
    \r
    . Environmental Effects of Increased Atmospheric Carbon Dioxide \r
    em www.oism.org/pproject/s33p36.htm#Message5976\r
    \r
    . Global Warming Petition em www.oism.org/pproject/\r
    \r
    . Returning To Earth Worship, Part 1 em\r
    www.newswithviews.com/Coffman/mike4.htm\r
    \r
    . Return To Nature, Part 2 em www.newswithviews.com/Coffman/mike5.htm\r
    \r
    . O Livro : A FRAUDE DO AQUECIMENTO GLOBAL - COMO UM FENÔMENO NATURAL FOI CONVERTIDO NUMA FALSA EMERGÊNCIA MUNDIAL.\r
    Autor: Geraldo Luís Lino. \r
    Editora: CAPAX DEI EDITORA LTDA.\r
    \r
    \r
    \r
  • Rhyan Fortuna  22/12/2010 20:37
    Economistas falando de meio ambiente é tão bizarro quanto ambientalistas falando de economia.
  • Lucas Somensi  22/12/2010 21:00
    E o pior: economistas austríacos, que nem reconhecem o método científico.
  • Fernando Chiocca  22/12/2010 21:20
    Metódo científico?? heheheh
    Vocês devem achar que as ciências naturais são tb axiomáticas logico dedutivas... sao verdades incontestáveis a priori, como é o caso das proposições da ciência econômica.

    O Rhyan critica tanto os religiosos, mas parece não perceber que a devoção dele à infalibilidade da ciência faz os aiatolás fundamentalistas parecerem moderados.
    O nêgo simplesmente não admite que haja corrupção no meio científico

    Nêgo não aceita que possa haver interesses escusos nas ciências naturais.

    O simples fato de haver desavenças entre os cientistas já serviria para derrubar está fé cega Rhyan. Mas, sendo cega sua fé, ele fecha os olhos para isto. Se determinado grupo de cientistas divulga uma conclusão, elas são como a palavra de Deus! (o curioso é o critério que ele parece adotar.. o grupo de cientistas que vale é o grupo do governo)
  • Rhyan Fortuna  23/12/2010 00:12
    Fernando, pelo visto você não se interessa pelas ciências naturais como se interessa pela ciência economica.\r
    \r
    A ciência falha, ela é humana, mas ela tem um mecanismo de correção muito bom. \r
    \r
    Fico impressionado com a quantidade de leigos que duvidam da Teoria da Evolução, que o Homem foi a Lua, aquecimento global, etc..\r
    \r
    Quero ver especialistas escrevendo contra essas teorias e evidências em revistas científicas sérias. E não me venha com teorias conspiratórias. \r
    \r
    Ciência é baseada em evidência, por tanto aquele que apresentar as melhores evidências sai na frente, as teorias científicas são baseadas nesse conjunto de evidências.\r
    \r
    Até entendo a posição do IMB, que vê essas problemas ambientais como forma do governo aumentar seu tamanho. Até concordo com esse perigo, e discordo das soluções dos ambientalistas. Mas eu não vou jogar no lixo as evidências, ou estudos e etc., e falar que tudo é fruto de uma mega conspiração.\r
  • Fernando Chiocca  23/12/2010 11:36
    Mas você está jogando no lixo evidências, ou estudos e etc...

    Você, de fato, age como um crente.
  • Rhyan Fortuna  22/12/2010 21:42
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=18

    Dá uma olhada nesse livro.

    EA é tão científica quanto a matemática e a lógica.
  • Lucas Somensi  22/12/2010 22:00
    Então você concorda comigo, porque matemática e lógica não são ciências.
  • Tiago RC  23/12/2010 06:57
    ???

    Matemática é ciência sim. Mas enfim, esqueça a palavra "ciência" então. Você vai me dizer que o método de construção de conhecimento matemático não é preciso e correto?
    Você só pôde postar essa mensagem aqui graças à matemática. Toda a computação é uma ramificação da matemática aplicada.
    O "método científico" (ou "método de obtenção de conhecimento" se você se recusa por alguma razão a chamar matemática de ciência) da matemática funciona muito bem. E é exatamente o mesmo método utilizado pela escola austríaca para a economia.
  • Fernando Chiocca  23/12/2010 11:52
    A engenharia se baseia na geometria euclidiana. Será que o Lucas anda em pontes e sobe em arranha-céus confiando na fé?
  • mcmoraes  23/12/2010 08:10
    @Rhyan Economistas falando de meio ambiente é tão bizarro quanto ambientalistas falando de economia.

    O texto não pode ser descrito desta forma. O autor não fala sobre o meio ambiente, mas sim sobre o impacto de certas decisões políticas na economia, decisões estas que são baseadas em estudos não conclusivos sobre o meio ambiente.
  • Getulio Malveira  23/12/2010 15:03
    Correto, Moraes. É absolutamente irrelevante se a emissão de gases decorrentes da atividade humana afeta ou não o meio ambiente. Mesmo a comprovação dessa hipótese de aquecimento global em nada alteraria o problema político em questão.

    E, respodendo a alguém que perguntou o que mudaria na filosofia libertária se realmente houvesse um aquecimento global, digo, ao menos por mim: absolutamente nada. Ainda que o fim fosse nobre, os meios não estariam justificados. Não é necessário discutir os méritos das ideologias quando se sabe de antemão o custo em termos de liberdade que sua implementação ocasiona: não pode haver qualquer outro valor acima, nem mesmo ao lado da liberdade, pois todos os valores decorrem da liberdade.
  • Fernando Chiocca  23/12/2010 15:46
    Na verdade a liberdade decorre da propriedade. Liberdade é propriedade. E todos os direitos decorrem do direito de propriedade. Se a ação de um homem ou de vários homens ataca a integridade das propriedades de outras pessoas -- e entre elas está a propriedade sobre o próprio corpo, i.e., a vida -- ela deve ser combatida sim, e o uso da força estaria justificado. Isto seria legítima defesa.

    Mas, obviamente, este não é o caso destas violências baseadas em pseudo-cientificismos que nada mais são do que fraudes que beneficiam grupos de interesses. O pior são os inocentes úteis, que não fazem parte destes grupos, que não ganham nada com estas violências, muito pelo contrário, só perdem, e mesmo assim as defedem apaixonadamente. E é até compreensível que aja essa resistência em aceitar tantos fatos que desmascaram estas mentiras, pois não é agradável saber que eles prestaram ou ainda estão prestando, este papel vexatório.
  • Getulio Malveira  23/12/2010 17:29
    Fernando,

    Concordo contigo que a liberdade decorre da propriedade, mas sob a condição de que não seja uma propriedade genérica, mas a propriedade do próprio corpo. Um escravo pode ter alguma propriedade e permanecer escravo (veja-se, na história brasileira, os inúmeros casos de escravos que enriqueceram e compraram sua liberdade).Então definimos a liberdade como a possibilidade do indivíduo dispor do seu próprio corpo. Isso não é contraditório minha afirmação de que a liberdade é o valor supremo, pois não vejo sentido em considerar a propriedade como um valor ou um direito, mas como um fato da natureza.

    Considerar a propriedade um direito cria problemas teóricos quanto ao modo de aquisição desse direito, como ocorreu recentemente na expropriação de terras que de facto legitimamente pertenciam a cidadãos brasileiros em favor de indígenas que jamais exerceram o direito de propriedade (caso da Reserva Raposa-Serra do Sol). Assim, o direito judicializado de propriedade deveria ser derivado do fato, verificável objetivamente, da propriedade e não de um suposto "direito de propriedade" saído da cabeça dos legisladores. Se, por outro lado, considero a propriedade um fato objetivo e natural, então tais expropriações não seriam possíveis, pois a propriedade, antes de ser um direito (jurídico) ou um valor (ético) é um fato observável do mundo objetivo: que eu seja proprietário do meu corpo é algo que meu movimentos volutários evidencial e que eu seja proprietário deste ou daquele bem é evidenciado por minha relação para com ele e com o modo como eu o adquiri: transação voluntária, apropriação pacífica, etc.

  • Maurício  23/12/2010 18:42
    Olá, Getulio,\r
    \r
    Muito boa a sua abordagem. Só não ficou claro como seria a interpretação do caso da Reserva Raposa-Serra do Sol segundo os seus argumentos. \r
    \r
    Gostaria de ouvir a sua opinião.\r
    \r
    Abraços,
  • Getulio Malveira  23/12/2010 20:17
    Olá Maurício,


    Estou defendo que a "propriedade" ou "ter propriedade" sobre alguma coisa é um fato objetivo antes de ser um direito. No caso da reserva Raposa-Serra do Sol, havia um grande número de famílias, algumas radicadas a muitas gerações, que efetivamente eram proprietárias de fazendas, desenvolvendo nelas suas vidas e atividades produtivas. A decisão judicial de demarcar a "reserva indígena" e expulsar os fazendeiros vai de encontro a pura e simples constatação de que os indígenas não habitam no território das fazendas, nem sobre com relação a elas mantinham qualquer relação. Mais triste ainda foi ver a imprensa chamar os legítimos proprietários de invasores, quando a suposta invasão nada mais foi que a apropriação pacífica de terras que não tinham qualquer proprietário real. Que o Estado do dia para a noite determine que as chamadas "terras devolutas" pertencem ao Estado, isso efetivamente não o torna proprietário das mesmas.

    No momento em que abandonamos a constatação pura e simples de que há propriedade, de que todos os indivíduos são a princípio proprietários dos seus corpos e dos bens que possuem, entramos no campo das fabulações da teoria do direito. Mesmo o jusnaturalismo é algo que deve ser tomado com reserva, pois do mesmo modo em que posso argumentar, jusnaturalisticamente, que a propriedade é um direito natural do ser humano, a ideia mesma de "direitos humanos" se tornou, hoje, a principal arma da investida estatal e dos cartéis estatais (ONU e etc).

    O proprietário, portanto, antes de ser alguém que adquiriu a propriedade pela via regular do direito positivo, é aquele que possui uma relação de propriedade com a coisa possuída, o que se chama em direito de animus domini (espirito de dono). Voltando ao exemplo da Reserva: quem habitava a terra com animus domini os fazendeiros ou os indígenas? Respondendo, sabemos quem eram os legitimos proprietários e quem foi o grande invasor.

    abraço
  • Fernando Chiocca  23/12/2010 21:34
    Calma lá Getúlio. Você está confundido propriedade com posse. A posse é um fato objetivo. A propriedade é um direito. O que você descreve como propriedade é o direito de propriedade.
    As outras coisas que você disse, de propriedades homologadas pelo estado, coisas que estão na constituição, que as "leis"brasileiras dizem, estas coisas não são direitos. São na verdade todas inconpatíveis com direito pois sequer passar no critério da regra de ouro, ou imperativo categórico kantiano.
  • Getulio Malveira  28/12/2010 11:59
    Bem, Fernando... compreendo e respeito a sua perspectiva, mas não concordo com ela. Não estou confundido posse e propriedade, mas tentando desfazer uma confusão que já causou muitos malefícios. Acompanhe meu raciocínio: se a propriedade é um direito, então é lícito perguntar de onde se origina esse direito. Esse direito é concedido por Deus, pela condição humana, pela convenção estatal? Descartando a teoria da justificação divina, ficamos ainda com várias perspectivas. Se adoto a perspectiva positivista, então o "direito de propriedade" não tem maior dignidade que qualquer outro "direito" que saia da cabeça dos legisladores. Essa conclusão é justamente o que queremos evitar. Então só nos restará uma opção: afimar que a propriedade é um "direito natural". Mas, nesse ponto me encontrarei na mesma situação embaraçosa de antes e terei que perguntar: de que modo a natureza pode instituir direitos?

    Ao tentar evitar conclusões absurdas e excessivamente complexas ou mesmo incompreensíveis (aplicando a navalha de Occam), devo dizer que a própria condição humana deve me fornecer um princípio da instituição desses direitos. Aqui, se mais uma vez não quiser aplear para teorias metafísicas ou religiosas, terei então de dizer que há um fato objetivo originário que reconheço imediatamente em um homem, qual seja, de que ele não apenas "possui" um corpo, mas que todo ser humano "possui" um corpo que lhe é "próprio", ou seja, que a "propriedade" sobre o próprio corpo é um fato originário da condição humana. Isso torna-se ainda mais claro quando observo que o domínio sobre o próprio corpo implica na capacidade de defendê-lo de agressões externas. Ora, a natureza não me deu o "direito" de não ser agredido, mas a capacidade de evitar a agressão e defender a propriedade do meu corpo contra as agressões externas. Portanto, é a relação única de um ser humano com o próprio corpo que me força a reconhecer que ele é proprietário de seu corpo: tem-se aqui o caso mais puro, simples, inegável e originário de animus domini que pode ser estendido a toda esfera social e econômica como fundamento irrecusável de que a "propriedade privada" pertence intrisecamente à condição humana, portanto, como fundamento primeiro do Direito, a começar pelo direito de propriedade.

    Quando afirmo que há um direito de propriedade, portanto, nada mais fazemos que reconhecer a legitimidade dos atos derivados da propriedade efetiva, principalmente quanto a defesa. O "direito" nada acrescenta ao fato, à minha relação com aquilo que é "meu", mas é um produto expontâneo do mútuo reconhecimento de que estamos todos sob a mesma "condição". Não reconhecemos um direito, mas reconhecemos algo como um direito. No nosso caso, ao reconhecer a propriedade "como" um direito natural, estou tacitamente aceitando a idéia de que ela pre-existe ao seu reconhecimento: que a propriedade pre-existe ao direito de propriedade como a vida pre-existe ao direito à vida.

    Quanto a doutrina do direito de Kant, em alguma parte ligada à sua ética formalista do imperativo categórico, não vejo como ela poderia ser útil para fundamentar inequivocamente o direito de propriedade. Pior, na minha opinião, ela, além de falsa, muito mais atrapalha do que ajuda.
  • mcmoraes  18/01/2011 10:52
    Rothbard, na introdução à 1ª edição desta coleção de artigos, explica porque seu interesse intelectual não se restringe apenas à economia.

    Probably the most common question that has been hurled at me-in some exasperation-over the years is: "Why don't you stick to economics?" For different reasons, this question has been thrown at me by fellow economists
    and by political thinkers and activists of many different persuasions: Conservatives, Liberals, and Libertarians who have disagreed with me over political doctrine and are annoyed that an economist should venture "outside of his discipline."...


  • Lucas Somensi  22/12/2010 21:51
    As ciências naturais não são lógico-dedutivas, são experimentais. Eu reconheço que a economia deve ser tratada diferente porque é difícil realizar experimentos controlados.

    Não acredito na infalibilidade da ciência. A ciência já errou no passado e vai errar no futuro. A beleza é que nós temos o método científico para nos dizer o que funciona e o que não funciona, ao contrário da religião, que tem dogmas.

    Não duvido que há interesses escusos nas ciências naturais, mas não acho que a ciência tem uma "agenda" e que todos os cientistas estão querendo nos enganar.

    O fato de haver desavenças entre os cientistas é o que dá mais crédito à ciência. Sempre existe o grupo de cientistas do contra para criticar o consenso. Não existe palavra de Deus na ciência. Como disse uma vez Richard Feynman "Ciência é acreditar na ignorância dos especialistas". O próprio Feynman desafiou o consenso e propôs uma teoria radical na época, pelo qual mais tarde ganhou um prêmio nobel. Hoje sua teoria é o consenso, o que não significa que é infalível.

    Eu proponho uma reflexão para vocês: E se houvesse mesmo um aquecimento global antropológico? O que mudaria na filosofia libertaria? O que Mises tem a dizer sobre a tragédia dos comuns? Se um bem fosse impossível de privatizar, você seria ou não a favor da regulamentação de seu uso? O que faz você achar que não existem bens que não podem ser privatizados?
  • Carlos Santos  22/12/2010 22:24
    Caro Lucas Somensi,

    Para um bem ser privatizado ele precisa antes pertencer a algum estado. Não é o caso da camada de ozônio, que pelo que sei é um "patrimônio da humanidade".

    Existem bens que são indispensáveis a vida, como é o caso da camada de ozônio que nos protege, do oxigênio que respiramos e do Sol que nos fornece raios UV.

    Esses bens não são considerados mercadorias e existe um bom motivo para isso. Não é a sua importância, mas o fato de ser impossível embalá-los num pacote e colocá-los nas prateleiras dos supermercados.

    Se a camada de ozônio pertencesse a um capitalista e ele quisesse cobrar uma taxa de cada um nós, ele seria ridicularizado e mandado às favas. E o que ele poderia fazer a respeito? Nada. Mas tentem mandar a companhia elétrica ás favas quando receber o talão de luz...

    Resumindo: se um bem é impossível de se privatizar, logo ele também é impossível de se capitalizar.

    "Eu proponho uma reflexão para vocês: E se houvesse mesmo um aquecimento global antropológico? O que mudaria na filosofia libertaria? O que Mises tem a dizer sobre a tragédia dos comuns? Se um bem fosse impossível de privatizar, você seria ou não a favor da regulamentação de seu uso? O que faz você achar que não existem bens que não podem ser privatizados?"

    Eu também proponho um reflexão pra você: E se o mundo acabasse amanhã?
  • Lucas Somensi  22/12/2010 22:30
    Mas então você admite que existem coisas que não podem ser privatizadas? Então você é a favor ou contra de regulamentações para proteger esse tipo de bem?

    Já que você admitiu que a camada de ozônio não pode ser privatizada, quem deve cuidar dela? Digo o mesmo para os oceanos e o resto da atmosfera.

    Se o mundo acabasse amanhã eu ficaria feliz por ter vivido a minha vida da melhor maneira que pude.
  • anônimo  22/12/2010 22:42
    Já que você admitiu que a camada de ozônio não pode ser privatizada, quem deve cuidar dela?

    Então criemos o Ministério da Camada de Ozônio, né?
    E o Painel Intergovernamental de Mudanças... Ozônicas.
    E a ONG Ozonpeace.
    Vamos cuidar do Sol também, porque senão é racismo astronômico. É melhor fundar então a Organização Internacional de Proteção Extralitosférica. Serão bastantes empregos!
    E por aí vai...
  • Carlos Santos  22/12/2010 22:59
    Sim, eu admito que há coisas que não podem ser privatizadas, simplesmente porque não é possível negar os benefícios que essas coisas proporcionam aos não-pagadores. Como eu já disse,seria impossível para alguém "capturar" a camada de ozônio para oferecê-la apenas a quem pagar por isso. O mesmo vale para os outros exemplos: o oxigênio e o sol.

    Eu sou contra todo tipo de regulamentação! No meu mundo, ou melhor, se o mundo fosse do meu jeito, teriamos esses bens e também teriamos o Freon e todos os outros benefícios que o capitalismo puder nos dar.

    Não há comprovação de que o CFC realmente agride a camada de ozônio, mas se houvesse, creio que DuPont suspenderia ou reduziria o uso desses gazes e ainda financiaria pesquisas ciêntificas sobre a camada de ozônio. Estaria a DuPont assim apenas agindo em seu próprio interesse e sendo muito egoísta, pois calcularia que ter sua imagem abalada e ainda pagar vultosas idenizações a vítimas de câncer de pele seria muito pior do que ter que desenvolver um substituto para o Freon.

  • Fernando Chiocca  22/12/2010 23:18
    Lucas, eu proponho que você pesquise mais antes de propor perguntas, para constatar que elas já estão respondidas em outros artigos:
    A ética da liberdade e a mudança climática
    Mudança climática e a escolha pela vida
    O manifesto ambiental libertário
    Sustentabilidade - um assalto à ciência econômica
  • Lucas Somensi  24/12/2010 11:35
    Nenhum desses artigos dá uma solução para a tragédia dos comuns. Essa é a principal falácia em todo o pensamento anarco-capitalista: a única solução para a tragédia dos comuns é a privatização, mas nem tudo pode ser privatizado.


    Quanto ao fato de matemática não ser ciência, deveria ter sido mais claro: quis dizer no sentido popperiano. O que não quer dizer que matemática está errada ou seja inútil como ferramenta, nem que seja baseada em fé.
  • Fernando Chiocca  24/12/2010 12:01
    Ahh, claro Lucas.. a Tragédia dos Comuns é algo que refuta todo o libertarianismo... parabéns, você refutou toda uma escola de pensamento com esta proposição banal que ninguém aqui nunca tinha se deparado.
    PS: já tomou seus remédios hoje?
  • Lucas Somensi  24/12/2010 13:07
    Por favor, me explique onde meu pensamento está errado então.

    E sim, já tomei meu anticonvulsivo hoje, mas não acho isso isso é relevante nessa discussão.
  • Heber  24/12/2010 14:30
    Qual é a solução da tragédia dos comuns, então? ah deve ser mais dinheiro para o Estado desenvolver toda sua benevolência assistencialista! Ou então melhor ainda: um sistema imparcial de licitações para empresas focadas no interesse público! Pelo amor de Deus!!
  • Fernando Chiocca  22/12/2010 22:34
    Eu reconheço que a economia deve ser tratada diferente porque é difícil realizar experimentos controlados.

    E qual foi o experimento controlado realizado na camada de ozônio? hehehehhe
  • Angelo Viacava  22/12/2010 22:18
    Já não importa, hoje, se as medidas foram eficientes ou não. Quem ganhou, ganhou e quem perdeu, perdeu. A resposta sobre se o buraco do ozônio aumentou, diminuiu ou paralisou é passado. Governos sedentos por medidas populistas bancaram com dinheiro de pagadores de impostos a festa das ONG's e de empresas ainda despreparadas a lutarem por consumidores num mercado de concorrência leal e verdadeira. Tudo foi falsificado em benefício de meia dúzia de espertos. Se fosse tão bom viver sem CFC, por que os fabricantes concorrentes não se estabeleceram aos poucos, conquistando os consumidores através do convencimento de propaganda? É só convencer quem compra de que algo possa ser melhor, mais vantajoso ou mais barato. Concorrência simples. Mas não. Foram levados no colo pdo dinheiro dos pagadores de impostos, através do terrorismo ecologista, e dos governos mal intencionados. Todos mamaram, e nós pagamos o leitinho das "crianças". Ninguém descobriu ou disse se o cloro tem anulado seu efeito destruidor de ozônio por outro componente ou fenômeno da atmosfera. Não sei se tem, mas será que, com certeza, não tem? Ou resta dúvida.
  • anônimo  22/12/2010 22:44
    "E se houvesse mesmo um aquecimento global antropológico? O que mudaria na filosofia libertaria?"

    O aquecimento do garimpo.
  • Heber  22/12/2010 23:46
    Ainda bem que o Lucas chegou a conclusão de que não dá pra privatizar a camada de ozonio. Se desse algum burocrata ia tentar estatizar e cobrar o referido imposto atmosférico!

    Observação: nenhuma parte da atmosfera é privada, mas costumeiramente ela é explorada para fins privados sem que haja nenhum gerenciamento estatal.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  23/12/2010 19:18
    Prezado Leandro\r
    \r
    O texto levanta um tema que é muito importante para nós que defendemos a liberdade: o ambientalismo tem como objetivo estratégico a abolição da liberdade das pessoas e do mercado.\r
    \r
    No excelente livro de Jonah Goldberg intitulado "Fascismo de esquerda - a história secreta do esquerdismo americano" ele deixa bem claro qual é a agenda de toda e qualquer esquerda:\r
    abolição completa da liberdade individual.\r
    \r
    O livro demonstra que a essência do ambientalismo é a mesma do comunismo, fascismo e nazismo, que Hitler e Mussolini eram, na verdade homens de esquerda; que a revolução francesa era um movimento fascista; que fascismo nada mais é que ver o estatismo como uma manifestação religiosa; que afastar as pessoas da religião é uma forma de implantar o estatismo, dentre outras teses defendidas.\r
    \r
    Na minha cidade (Barra Mansa-Rio de Janeiro) o Ministério Público, a título de aplicar TODA a legislação ambiental existente quer DESTRUIR todas as empresas e residências que estão localizadas perto do rio da cidade.\r
    \r
    Frise-se que estas empresas pagam seus tributos regularmente, sendo que a prefeitura recolhe IPTU de todas as casas. \r
    \r
    Eleve-se que algumas empresas e casas estão lá há mais de 100 anos, mas o estado não se importa com as pessoas, ele quer apenar arrecadar tributos e consumir o patrimônio das pessoas honestas, porque os grupos desonestos da cidade estão tranquilos vez que pagam regularmente suas propinas aos fiscais.\r
    \r
    Longa vida a equipe do IMB.\r
    \r
    Abraços\r
    \r
  • Vinicius Flesch  23/12/2010 22:23
    Eu encontrei este website algumas semanas atrás (acho q na época da eleição) e tive um ótima impressão das idéias aqui descritas. Ainda acho os artigos econômicos muito bons.
    Porém, eu já notei que os artigos presentes no Mises.org.br não podem ser levados tão a sério como eu gostaria.

    Já é o terceiro artigo que leio aqui, que utiliza um ponto de vista parcial para defender teorias conspiratórias e as suas ideologias.
    Talvez eu deveria ler apenas os artigos econômicos. Mas já não consigo levá-los tão a sério também.

    Abraços
  • Fernando Chiocca  24/12/2010 11:59
    Quase nada parcial seu comentário que critica alguma parcialidade, hehehehehhe

    E que tal tentar refutar qualquer ponto deste ou de qualquer outro artigo? Os que tentaram não tiveram muito sucesso...
  • Arnaldo  24/12/2010 14:10
    Aqui está um site sobre clima: www.fakeclimate.com/beta/index.php?option=com_content&view=article&id=49&Itemid=28
  • pedro  25/12/2010 04:33
    ainda assim, não faz sentido nenhum nossa cultura do desperdício.
  • André Luiz de F. Paranhos  26/12/2010 14:28
    Pedro, não faz sentido você achar que eu não possa desperdiçar o que é meu, como se isso pudesse prejudicar outras pessoas.

    Estou há anos ouvido essa história de que a água doce e potável irá acabar um dia, e não vejo ninguém em Israel, ou em outro lugar do mundo onde não existe fontes de água doce em quantidades para serem exploradas comercialmente, passando sede ou impedidos de plantarem alguma cultura alimentícia.

    No dia que secar as nossas fontes hidrográficas, pode ter certeza que ainda terá água saindo de nossas torneiras, pois o mercado já está aplicando há anos uma solução para esse problema no oriente médio (usinas de desalinização de água do mar).

    E não se preocupe com o desperdício, a lei de oferta e demanda vai resolver o problema, o desperdício de água no Brasil é alta devido ao baixo custo dela aqui, e quando esse custo se elevar, o desperdício irá diminuir. Simples assim.
  • RH  26/12/2010 20:13
    Complementando o comentário do Sr. André Luiz:

    O que evita o desperdício são apenas 2 coisas: a educação e o preço.

    Quando o recurso é barato e as pessoas não têm educação, qual é o incentivo para economizar????

    Eu, por exemplo, cheguei aqui no Rio de Janeiro em 1974, tendo nascido na Argentina, e fiquei *horrorizado* em ver como as pessoas desperdiçavam água: porteiros lavando as calçadas "empurrando" a sujeira por meia hora com o jato dágua da mangueira aberta no máximo... escovando os dentes vários minutos com a torneira totalmente aberta... e outras aberrações. Enquanto isso, pessoas subiam as escadarias dos morros carregando baldes de água para suas necessidades básicas.

    E hoje??? Continua quase a mesma coisa!! Somente existe um pouco de conscientização nos condomínios, em geral onde tem piscinas, o que faz a conta da água ser um componente considerável dos custos totais a serem rateados. Há poucos anos tenho começado a ver aqui e ali algumas iniciativas para economia de água, mas em geral as pessoas continuam desperdiçando, e vão continuar a fazê-lo até que o "incentivo" para economizar atinja um ponto em que pese de verdade no bolso. Essa balela de consciência ecológica nao funciona com população pouco instruída. Tem que ser no arrocho mesmo, lamento dizer!!

  • void  26/12/2010 20:09
    Até onde sei não existe louco que queime dinheiro, se há disperdício é por que de alguma forma o que se disperdiça não tem valor econômico. Vamos lá, podemos citar alguma coisa cujo seu valor economico é artificial ou manipulado de forma que pareça existir em abundância? Consegue pensar em alguma coisa? Posso dar uma dica? Começa com "Á" e termina com "gua".
  • augusto  26/12/2010 23:17
    "Até onde sei não existe louco que queime dinheiro"\r
    \r
    Obviamente, voce nunca viu fotos do periodo de hiperinflacao na Alemanha na decada de 20. :-)\r
    \r
    (brincadeira, nao leve a serio!)
  • Ítalo Maia  26/12/2010 00:54
    Putz, esse artigo foi meio decepcionante.
  • Emerson Luis, um Psicologo  21/08/2014 22:56

    O ambientalismo serve de justificativa moral para o intervencionismo e o conluio entre governos e corporações. A imagem vendida é que os governos salvaram a camada de ozônio.

    * * *
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  21/03/2015 16:11
    Mentiras ditas por pessoas comuns são reprimidas. Mas, mentiras ditas por governos são "sabedoria". Ridículo.
  • Lucas Favaro  05/06/2015 06:48
    Se tratando de assuntos relacionados a problemas ambientais e mudanças climáticas e sua relação com o libertarianismo, há quatro coisas que me intrigam:

    1. A arrogância e pretensão dos libertários de achar que questionamentos bobinhos podem refutar todo um conhecimento construído pelo mais alto padrão do método científico. Olha só que argumento contundente e destruidor é esse:

    "Ambientalistas alegavam que o CFC iria, de alguma forma, subir mais de 64 km da superfície da terra até a camada de ozônio, não obstante o fato de os CFCs serem aproximadamente cinco vezes mais pesados que o ar. Sem dúvida alguma, um caso típico de tijolos flutuantes."

    Parabéns ao autor, grande refutação hein!

    2. Em toda discussão ambientalista, a maioria dos libertários já possui a conclusão a priori de qualquer evidência (a conclusão de que a ação humana é incapaz de efetuar qualquer mudança ambiental em grande escala) e, uma vez tendo a conclusão que se quer chegar em mente, eles caçam à dedo argumentos que possam embasar tal conclusão. Tudo isso alicerçado por uma fé cega e dogmática.

    3. Por que o libertário rejeita uma discussão sobre qual seria a proposta libertária em um cenário hipotético de existência de aquecimento global de ação antrópica? Negando-se a debater em tais termos, o libertário só expõe o quanto sua teoria é fraca, tendo que se pautar na fé cega de que o fenômeno em questão é impossível de ocorrer.

    Um libertário linha-dura iria aceitar qualquer desafio proposto, por mais hipotético que fosse o cenário, e dizer exatamente o que o libertarianismo proporia como solução, ao invés de simplesmente negar a possibilidade da existência de tal cenário e rezar pra que ele nunca venha a acontecer.

    4. Por que libertários dizem que cientistas podem facilmente se corromper para o lado estatista mas acham que, misteriosamente, eles são blindados contra as tentações das grandes empresas petrolíferas e de gasolina que tem o maior interesse em difundir o negacionismo?
  • Marcos Favre  05/06/2015 15:10
    "A arrogância e pretensão dos libertários de achar que questionamentos bobinhos podem refutar todo um conhecimento construído pelo mais alto padrão do método científico."

    Tradução: quase tudo no mundo é passível de ser questionado, exceto a alta cátedra cientificista, certamente formada exclusivamente por seres ínclitos e ilibados, infensos a qualquer verba governamental e a qualquer verba de grupos de interesse, e que pensam exclusivamente apenas no bem da humanidade.

    Mais ainda: ao dizer "Conhecimento construído pelo mais alto padrão do método científico" você está se referindo àqueles cidadãos que confessaram ter adulterado dados apenas para que eles se encaixassem aos seus propósitos? Lindo mesmo.

    Phil Jones, aquele diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade East Anglia que recorria a "truques" para manipular as temperaturas, fazendo-as parecer um pouquinho mais quentes do que de fato foram, fez as seguintes confissões nesta entrevista à BBC

    1) Ele perdeu os dados que supostamente comprovariam a existência do aquecimento global. Aparentemente, o homem tem problemas organizacionais. O escritório dele é uma zona, repleto de uma mixórdia de pilhas de papeis que atrapalham seus registros de informações, impedindo-o de manter um controle eficiente deles. Resultado: os dados sumiram (convenientemente após Jones ter sido instado por lei a apresentá-los).

    2) Ele também admitiu a possibilidade de que o mundo era mais quente na Idade Média do que é hoje - o que significa que qualquer aquecimento que porventura esteja ocorrendo não é um fenômeno criado pelo homem.

    3) Para horror supremo dos aquecimentistas, o acadêmico confessa que não houve nenhum aquecimento "estatisticamente significante" nos últimos 15 anos - ou seja, as variações de temperatura que ocorreram desde 1995 estão absolutamente dentro do padrão.

    4) Por fim, o cientista abre o jogo e reconhece que, ao contrário do que disse Al Gore, o debate está longe de ter terminado.

    Já de acordo com o The Telegraph, Al Gore estava se encaminhando para se tornar o primeiro sujeito no mundo a faturar um bilhão de dólares exclusivamente por causa das "políticas verdes" que ele tanto advoga.

    Por fim, não deixa de ser curioso notar que esse seu mesmo argumento pode ser aplicado a qualquer governo poderoso formado por homens inteligentes de países desenvolvidos. Questionar o governo americano? Questionar o governo da Suíça? Foram eleitos democraticamente pelo povo, o que significa que são extremamente preparados. Que arrogância e pretensão!


    Olha só que argumento contundente e destruidor é esse:

    "Ambientalistas alegavam que o CFC iria, de alguma forma, subir mais de 64 km da superfície da terra até a camada de ozônio, não obstante o fato de os CFCs serem aproximadamente cinco vezes mais pesados que o ar. Sem dúvida alguma, um caso típico de tijolos flutuantes."

    Parabéns ao autor, grande refutação hein!


    Ué, o autor nem refutou nada. Ele apenas citou um dado empírico, o qual, por sua vez, refutou todas as teses até então propaladas pelos cientistas (a destruição da camada de ozônio, afinal, não aconteceu). Por que você se mordeu nessa?


    "Em toda discussão ambientalista, a maioria dos libertários já possui a conclusão a priori de qualquer evidência (a conclusão de que a ação humana é incapaz de efetuar qualquer mudança ambiental em grande escala) e, uma vez tendo a conclusão que se quer chegar em mente, eles caçam à dedo argumentos que possam embasar tal conclusão. Tudo isso alicerçado por uma fé cega e dogmática."

    Opa, tiro n'água. Quem agiu exatamente assim foi Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade East Anglia, como ele confessou na entrevista à BBC linkada acima.

    Que furada, hein?


    "Por que o libertário rejeita uma discussão sobre qual seria a proposta libertária em um cenário hipotético de existência de aquecimento global de ação antrópica? Negando-se a debater em tais termos, o libertário só expõe o quanto sua teoria é fraca, tendo que se pautar na fé cega de que o fenômeno em questão é impossível de ocorrer.

    Um libertário linha-dura iria aceitar qualquer desafio proposto, por mais hipotético que fosse o cenário, e dizer exatamente o que o libertarianismo proporia como solução, ao invés de simplesmente negar a possibilidade da existência de tal cenário e rezar pra que ele nunca venha a acontecer."


    Beleza. Outro dia um sujeito chegou aqui e perguntou com ar supremo: como uma sociedade anarcocapitalista faria caso os dinossauros ressuscitassem?

    Segundo você, um "libertário linha-dura" iria aceitar esse desafio e dizer exatamente o que o libertarianismo proporia como solução em vez de simplesmente negar a possibilidade da existência de tal cenário e rezar pra que ele nunca venha a acontecer.

    Ok, pode ser. Eu, em todo caso, não tenho tanto tempo disponível para tal. Aliás, qualquer pessoa que tenha tempo para incorrer neste tipo de discussão irá se revelar um completo desocupado.


    "Por que libertários dizem que cientistas podem facilmente se corromper para o lado estatista mas acham que, misteriosamente, eles são blindados contra as tentações das grandes empresas petrolíferas e de gasolina que tem o maior interesse em difundir o negacionismo?"

    O desafio é até interessante, mas, como diriam os americanos, ele apenas "begs the question".

    Em primeiro lugar, você tem de comprovar que as empresas petrolíferas patrocinam eventos e cientistas negacionistas.

    Em segundo lugar, e isso é bem mais grave, é você quem tem de provar que cientistas que usam verbas estatais (e isso é a regra em absolutamente todos os países do mundo) não irão se deixar influenciar por elas e, consequentemente, não sugerirão políticas que deem mais poderes aos governos.

    Veja como você lindamente distorce os fatos: são justamente os cientistas que recebem verbas estatais que devem provar sua independência em relação ao governo. E são justamente esses cientistas os que mais defendem políticas estatais em relação ao clima, políticas essas que inexoravelmente darão ainda mais poderes para os governos. Como você sai dessa?

    Por fim, e não menos importante, se algum dia os cientistas negacionistas comprovadamente financiados por petrolíferas se tornarem influentes, aí sim podemos discutir esse seu desafio.

    Quem encrenca, hein?
  • Lucas Favaro  05/06/2015 17:04
    Tradução: quase tudo no mundo é passível de ser questionado, exceto a alta cátedra cientificista, certamente formada exclusivamente por seres ínclitos e ilibados, infensos a qualquer verba governamental e a qualquer verba de grupos de interesse, e que pensam exclusivamente apenas no bem da humanidade.

    Claro que os cientistas podem e devem ser questionados. Acontece que o próprio método científico possui ferramentas para tal. Pela via do método científico a tendência é que os erros sejam descobertos e corrigidos (aqui pode-se fazer uma analogia à tendência de coordenação de um mercado de livre atividade empresarial).

    Se, porventura, descobrirem que o aquecimento global ou qualquer outro fenômeno ambiental não existe, tal descoberta será pelo método científico - artigos revisados por pares e publicados, de prefêrencia, nas melhores revistas. A partir disso, o conteúdo desses artigos poderiam ser sintetizados em simples frases e, aí sim, tais frases refutariam o AGW.

    Agora, essa passagem citada por mim é rídicula. O cara que a escreveu pensa que os cientistas são um bando de deficientes mentais que não pensariam nisso. É igualzinho àqueles criacionistas deficientes que acham que estão arrasando com suas verborragias ridículas (frases do tipo "se a evolução existe por que atualmente não existe nenhuma espécie em transição?").

    Mais ainda: ao dizer "Conhecimento construído pelo mais alto padrão do método científico" você está se referindo àqueles cidadãos que confessaram ter adulterado dados apenas para que eles se encaixassem aos seus propósitos? Lindo mesmo.

    Ora, o ser humano é falho, mas o método científico não. O método científico traz fraudes e mentiras a tona.

    Por fim, não deixa de ser curioso notar que esse seu mesmo argumento pode ser aplicado a qualquer governo poderoso formado por homens inteligentes de países desenvolvidos. Questionar o governo americano? Questionar o governo da Suíça? Foram eleitos democraticamente pelo povo, o que significa que são extremamente preparados. Que arrogância e pretensão!

    O governo é guiado pela ferramenta do método científico, campeão?

    Opa, tiro n'água. Quem agiu exatamente assim foi Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade East Anglia, como ele confessou na entrevista à BBC linkada acima.

    Ora, não é porque um aquecimentista agiu dessa forma que isso refuta minha afirmativa. Isso só mostra que tanto aquecimentistas quanto negacionistas agem irracionalmente, e isso é mais um motivo pra se defender o uso do método científico.

    E outra, perceba que essa postura da maioria dos negacionistas libertários não é uma atitude cética, e portanto louvável, mas sim uma atitude dogmática e cega. Eles não ficam neutros a priori e então pedem aos proponentes de qualquer teoria apresentar suas provas. Não. A priori eles já se posicionam contra qualquer teoria sobre influência do homem sobre o ambiente global. E isso, ao meu ver, só tira a credibilidade do movimento libertário, pois se eles fazem isso nessa questão o que os impede de o fazer em qualquer questão?

    Beleza. Outro dia um sujeito chegou aqui e perguntou com ar supremo: como uma sociedade anarcocapitalista faria caso os dinossauros ressuscitassem?

    Ué, serio que você teria dificuldades em responder isso? Se os dinossauros ressuscitarem será bem simples: eles terão de provar que respeitam o direito de propriedade, caso se verifique que eles não são capazes de fazer isso, então eles passam a não ter direito nenhum, assim como todos os outros animais não-humanos.

    Como eu falei, libertário que é libertário mata no peito um debate sobre qualquer cenário por mais hipotético que seja.

    Em segundo lugar, e isso é bem mais grave, é você quem tem de provar que cientistas que usam verbas estatais (e isso é a regra em absolutamente todos os países do mundo) não irão se deixar influenciar por elas e, consequentemente, não sugerirão políticas que deem mais poderes aos governos.

    O ônus da prova é do acusador, fera, e não do acusado. Prove que todos os cientistas que escreveram os artigos proponentes do AGW foram corrompidos pelo governo e então a gente conversa.

    E outra, mesmo isso não prova a invalidade do meu argumento, uma vez que não prova que cientistas negacionistas não recebem verba.

    .

    Por fim, só uma correção de uma falácia sua:

    Ele também admitiu a possibilidade de que o mundo era mais quente na Idade Média do que é hoje - o que significa que qualquer aquecimento que porventura esteja ocorrendo não é um fenômeno criado pelo homem.

    Non sequitur total. O máximo que isso provaria é que aquecimento global ocorre naturalmente na natureza, mas não que o atual aquecimento não está sendo causado pelo homem.
  • Eduardo  05/06/2015 17:49
    "Se os dinossauros ressuscitarem será bem simples: eles terão de provar que respeitam o direito de propriedade, caso se verifique que eles não são capazes de fazer isso, então eles passam a não ter direito nenhum, assim como todos os outros animais não-humanos.

    Como eu falei, libertário que é libertário mata no peito um debate sobre qualquer cenário por mais hipotético que seja."


    Pô, eu sou mesmo muito lento. Foi só agora que eu saquei que esse Favaro é um zoador. Ele diz que "libertário que é libertário" sentar-se-ia à mesa com os dinossauros, dialogaria abertamente com eles, perguntaria se eles respeitam o direito de propriedade (confesso grande curiosidade quanto ao método como isso seria feito) e então, só então, deliberaria sobre o que fazer com eles. Tudo pacífica e ordeiramente, é claro,

    E eu vergonhosamente estava achando que ele estava aqui querendo falar a sério. Bola fora da moderação permitir que esse tipo de participação, que nada acrescenta ao debate, seja aprovado. Serve apenas para tumultuar a seção de comentários, fazendo com que outras participações mais interessantes deixem de ser lidas.
  • Lucas Favaro  05/06/2015 22:29
    Foi só agora que eu saquei que esse Favaro é um zoador. Ele diz que "libertário que é libertário" sentar-se-ia à mesa com os dinossauros, dialogaria abertamente com eles, perguntaria se eles respeitam o direito de propriedade (confesso grande curiosidade quanto ao método como isso seria feito) e então, só então, deliberaria sobre o que fazer com eles. Tudo pacífica e ordeiramente, é claro,

    Então, pela tua tese, Hans-Hermann Hoppe também é um zoador. Nesse artigo ele diz o seguinte:

    "Por consequência, somente se as duas partes de um conflito forem capazes de argumentarem entre si, é possível se falar em um problema moral e existe a questão de poder haver ou não uma solução significativa. Somente se Sexta-feira, independentemente de sua aparência física (i.e., se ele parece um homem ou um gorila), for capaz de argumentar (mesmo que ele tenha mostrado ser capaz apenas uma vez), ele pode ser considerado racional e a questão de existir ou não uma solução correta para o problema da ordem social passa a fazer sentido."

    A concessão de direito depende da verificação de se um ente é capaz de respeitar, e reivindicar por, direitos - independente da aparência física do ente.
  • anônimo  05/06/2015 19:13
    "(frases do tipo "se a evolução existe por que atualmente não existe nenhuma espécie em transição?")."

    E nenhum darwinista ainda respondeu isso! Cadê o elo entre o macaco e o homem? Que estranho né.

    Darwinismo é tão ficção quanto criacionismo. Entre o primeiro e o segundo eu fico com o segundo.
  • Lucas Favaro  05/06/2015 22:32
    E nenhum darwinista ainda respondeu isso!

    Pois então eu lhe respondo: todas as espécies estão em transição. Se você não conseguiu ter o insight disso sozinho, então você não entendeu nada de evolução. Estude mais.
  • Leandro C  07/10/2019 19:59
    Interessante:
    1. o aquecimento da Terra é causado pelo homem, mas se os dados não indicarem isto, isto não significa que isto não esteja ocorrendo, mas apenas que o clima se altera também independentemente do homem;
    2. todas as espécies estão em constante evolução, tudo conforme propõe o darwinismo, mas se os dados não indicarem isto é porque todas as espécies estão em transição;
    3. cientistas podem ser falhos, mas o método científico é perfeito e dogmático, tal qual o pensamento religioso, contudo, sempre que sua utilização não funciona, considera-se que o método não foi aplicado corretamente;
    4. libertário que é libertário age conforme a cartilha que um não libertário acaba de propor, do contrário, é tido como um não libertário.


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