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O que o estado mais teme: informação

A história nos mostra que a batalha homem versus estado é cíclica: o homem persistentemente cria novas ideias e o estado incansavelmente se esforça para destruí-las.  A burocracia nunca foi amiga das ideias que solapam sua artificial legitimidade.

 

Por demais frequente, a história nos fornece exemplos de queimas de livros patrocinadas pelo estado e outras formas de censura extrema.  Muitos de nós hoje tomamos como um fato consumado a nossa "liberdade de expressão", e poucos se dão conta de quão difusa e generalizada continua sendo a censura governamental.  É verdade que muitos de nós nunca passamos pelos piores tipos de censura já ocorridos na história do mundo — poucos hoje se lembram, por exemplo, dos rituais de queima de livros promovidos pelos nazistas ao longo da década de 1930, quando mais de 18.000 obras foram incineradas.

 

De um modo geral, todos os esforços de censura foram relativamente bem sucedidos até épocas bastante recentes.  Queimas de livros, principalmente em tempos mais modernos, não conseguiam eliminar por completo um livro de circulação mundial, mas definitivamente conseguiam obstruir severamente sua circulação dentro das fronteiras dos governos em questão.  Quantas cópias de Ação Humana circularam dentro da Alemanha nazista entre 1940 e 1945?  Aventuro-me a dizer que foram pouquíssimas.

 

A batalha sempre foi do mercado contra o estado, ou da capacidade do homem de contornar os tentáculos do governo por meio do progresso econômico.  Pelo menos até muito recentemente, o homem sempre esteve em desvantagem tecnológica.  Sua capacidade de evitar uma queima de livros se equivalia à sua capacidade de saber esconder o livro.  O fim da censura na Alemanha, por exemplo, veio somente após o fim do regime nazista. (Para a Alemanha Oriental, a censura extrema não acabou até 1989).

 

Atualmente, nossa capacidade de obter conhecimento está ameaçada porque tal conhecimento representa uma ameaça ao estado — não à "segurança nacional", como tem sido dito mundialmente, mas à legitimidade do próprio estado.  Julian Assange, por meio do site WikiLeaks, disponibilizou para todas as sociedades uma vasta coleção de informações que solapam a legitimidade dos estados.  Assange rasgou o véu da benignidade governamental e fez com que todos passassem a duvidar seriamente das táticas dos estados.  Seu website arruína a autoridade moral dos governos.

A ameaça representada por Assange foi ressaltada pelas reações aparentemente desproporcionais dos governos, principalmente o americano.  Nos EUA, o senador Joe Lieberman, presidente da Comissão do Senado para Questões Governamentais e de Segurança Nacional, utilizou bem sucedidamente o poder do estado para fechar uma parte do WikiLeaks.  Ele conseguiu isso ao ameaçar sanções à Amazon, que à época hospedava aquela parte da operação de Assange.


A aquiescência da Amazon à exigência de Lieberman ocasionou uma série de recriminações.  A maioria dos irritados está corretamente furiosa com Lieberman, e alguns chegaram até a defender um boicote à Amazon (por se curvar ao estado) — mostrando que a Amazon tem mais a perder por agir contra o desejo de seus clientes do que tem a ganhar ao prestar obediência ao governo.


Ambos os lados do debate podem ter seus méritos.  Mas o propósito deste artigo está em outro ponto.  Há algo positivo e que ambos os lados ainda não perceberam: o WikiLeaks ganhou.


O WikiLeaks ficou fechado por apenas um dia.  O serviço encontrou um novo provedor, fora do alcance imediato do governo americano.  A burocracia foi aturdida e desafiada por um novo obstáculo que, ironicamente, ela ajudou a criar (embora tenha sido o mercado que a fez se desenvolver) — a internet.  Agora é o estado quem repentinamente se descobre um passo atrás.  A queima de livros se tornou uma prática de censura totalmente obsoleta.

 

A internet desconhece fronteiras, jurisdições e limitações físicas.  Um servidor na Nigéria pode ser acessado dos Estados Unidos.  Apenas olhe a quantidade de websites piratas aparentemente imunes às leis de propriedade intelectual.  Essa rede global de dispersão de informação tornou irrelevantes as ferramentas de repressão do estado: como os criminosos de uma nação conseguirão efetivamente deter algo que não existe fisicamente dentro de sua jurisdição geográfica?  Como um governo conseguirá ameaçar com regulamentações uma entidade que opera fora do alcance do poder de suas leis?  O estado ficou pra trás.

 

É verdade que os governos têm tido algum sucesso em censurar a internet por meio de ferramentas como 'bloqueios de segurança' e táticas similares.  Porém, o quão efetivos têm sido esses meios é algo a ser analisado.  Mesmo a China, com seu vasto exército de policiamento da internet, tem sido ineficaz em impedir que aqueles indivíduos mais tecnicamente aptos consigam se esquivar de seus firewalls.

 

Quantas vezes um indivíduo conseguiu criar tal reação a um ataque fragoroso ao estado?  Quantas vezes esse indivíduo conseguiu se safar?  Ainda mais importante, quantas vezes o governo respondeu com força máxima e fracassou?  Os eventos recentes ilustram que os governos estão perdendo e os mercados, ganhando.

 

Cem anos atrás, ou mesmo há 40 ou 50 anos, um tirano como o senador Lieberman muito provavelmente seria um homem temido em qualquer país em que ele pudesse impor sua censura.  Hoje, homens assim estão beirando a irrelevância.  Qual satisfação pode ser maior do que a de ver um déspota sendo despido de seu poder?

 

Alguns temem que a natureza incontrolável da internet possa estimular formas mais intrusivas e generalizadas de intervenção e regulação governamental.  Isto é, que a internet possa forçar o estado a crescer em um ritmo mais rápido do que o atual. E que talvez o governo tenha de crescer a tal ponto que consiga impor um policiamento ostensivo da internet no futuro.


E eu digo: que o faça!  Vale a pena reler a seguinte passagem de Ação Humana, de Ludwig von Mises:

 

No longo prazo, é impossível um governo impopular continuar existindo. A guerra civil e a revolução são os meios pelos quais as maiorias descontentes derrubam governantes e métodos de governo que não lhes convêm.

 

O que Mises quis dizer é que a legitimidade de um governo é dada pelas pessoas que ele pretende governar.  Um governo pode sobreviver apenas na medida em que sua existência não cria custos opressivos para a coletividade dos cidadãos sobre os quais ele se sustenta.  Por ser uma burocracia em constante expansão, a própria natureza do governo é incompatível com a sociedade, pois, uma vez que burocracias são naturalmente ineficientes, o crescimento do governo irá inevitavelmente solapar sua própria autoridade.  Assim, quanto mais rápido a burocracia quiser crescer, melhor — e como o crescimento relevante ocorrerá em uma área que as pessoas estimam bastante, a internet, isso fará com que fique ainda mais evidente a natureza perversa e imoral do estado.

 

A revolução da qual Mises falou vem ocorrendo desde tempos imemoriais — trata-se do perpétuo conflito entre homem e estado.  Historicamente, o homem sempre foi limitado pela força.  Uma revolução poderia ser bem sucedida apenas se ela fosse fisicamente mais forte e mais bem equipada que os criminosos do estado.  Tais métodos de revolução já estão começando a ficar antiquados, pois os avanços tecnológicos, como a internet, deixaram os criminosos estatais impotentes.


Somos superiores a essa ideia de emular as táticas do estado.  O papel das ideias se tornou tão abrangente, que mesmo os gangsteres estatais, outrora poderosos, passaram a ficar melindrosos tão logo perceberam quão ridículos eles se tornaram na concepção do cidadão comum.  E tudo por causa da internet.

 

O quão abrangente ou importante será o papel da internet na luta contra a tirania é algo que história se encarregará de contar.  Pode até ser que o homem ainda não tenha criado as ferramentas necessárias para proteger seus interesses nessa relação hegemônica que ele é obrigado a ter com o estado.  O propósito desse ensaio não é exagerar os atuais eventos.  O objetivo é prestar testemunho de como as regras estão mudando.  Na história humana, o estado raramente fracassou no curto prazo em seus esforços para privar os cidadãos de fontes de conhecimento — e sempre foi o objetivo das revoluções sangrentas difundir esse conhecimento.

 

Revoluções sangrentas ficaram obsoletas, pois os exércitos governamentais estão se tornando cada vez mais irrelevantes.  Como revela esse episódio do WikiLeaks, e como o governo planta as sementes de sua própria humilhação, veremos os governos serem combatidos não pela força das armas, mas pela supremacia do mercado.

 

Hoje estamos vendo a burocracia temerosa e recuada.  Quando o estado tiver o uso de sua força negado, por meio do mercado, iremos testemunhar uma derrota completa.

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Leia também:


Por que a liberdade triunfará




autor

Jonathan Finegold Catalán
mora em San Diego e estuda economia e ciência política.

  • Getulio Malveira  16/12/2010 16:25
    "Revoluções sangrentas ficaram obsoletas, pois os exércitos governamentais estão se tornando cada vez mais irrelevantes."\r
    \r
    \r
    Disso infelizmente eu duvído bastante... O Estado, que existe há séculos, não desaparecerá num passe de mágica, apenas porque nos tornamos mais "informados" sobre sua natureza. \r
    \r
    É a própria citação de Mises que o comprova: a informação e o descontentamento só tem significado se levam à guerra civil. \r
    \r
    É bonito o otimismo do autor, mas pouco realístico. Ninguém que detenha uma descomunal força coativa vai simplesmente abandoná-la em virtude do descontentamento popular. No máximo, modificar posturas pontuais que geral descontentamento.\r
    \r
    Quanto à absurdamente utópica possibilidade de que o "povo" venha a compreender a natureza do Estado e se revoltar, não me parece mais que uma caricatura da dialética (falaciosa, por princípio) de Marx. Prever o que irá acontecer com o Estado, o grandioso dia de sua derrocada, é exercício vão de futurologia.
  • Fernando Chiocca  16/12/2010 17:24
    Ninguém que detenha uma descomunal força coativa vai simplesmente abandoná-la em virtude do descontentamento popular.

    Mas Getúlio, a força do estado vem exatamente do povo. Se este para de dar seu aval a sua existência, sua força desaparece instantaneamente. Veja: A fraude chamada 'estado'

    Prever o que irá acontecer com o Estado, o grandioso dia de sua derrocada, é exercício vão de futurologia.

    E foi o que você acabou de fazer ao discordar do autor, ou seja, ao prever que isso não irá acontecer desta maneira.
  • mcmoraes  16/12/2010 18:48
    Esse texto me fez lembrar de uma frase de Gary North: The gatekeepers are still there, but the walls are down.
  • Getulio Malveira  16/12/2010 19:02
    Fernando, \r
    \r
    Li esse artigo do Hoppe quando conheci o site: é um excelente texto. Quanto ao fato de que o Estado retira sua força do povo, ela me parece excessivamente ligada à atual doutrina da "soberania popular", pressupondo a veracidade da máxima "todo poder emana do povo". Como bem sabes, tal máxima está no art. 1º de nossa Constituição e basicamente é adotada explicita ou implicitamente por praticamente todos os estados atuais. O problema é que essa doutrina, como também a perniciosa doutrina dos direitos humanos que tem sustentado a cartelização dos Estados, é bastante falaciosa, quase mística, eu diria. \r
    \r
    Mas deixemos os estistas de lado: as falácias com as quais pregam a legitimidade do Estado são pouco relevantes. Consideremos somente essa simples idéia: o força do Estado vem do povo. O primeiro problema é saber o que se quer dizer com "povo". Ora, enquanto eu sou uma entidade real, dotada de vontade e que, portanto, pode dar seu aval para isso ou aquilo, o povo não o é. É impossível determinar quantas vontades individuais são necessárias para se ter algo como uma "vontade popular" e, por conseguinte, um "aval popular". Em outros termos: embora eu retire meu aval do Estado, o Estado permanece com força (capacidade de me causar danos reais). Idealmente poderíamos dizer que se ninguém, principalmente os servidores público e, entre estes, os militares e policiais, der seu aval ao Estado, então o Estado perderia sua força. Algo no mínimo irrealístico.\r
    \r
    Há, portanto, uma diferença considerável entre a legitimidade e o poder do Estado. Se definirmos, como Weber, o poder como a possibilidade e impor sua vontade sobre outra, então dispõe de poder aquele que dispõe de meios coersitivos: soldados e armas (a guerra de sesseção americana mostrou bem como o "povo" não pode retirar seu assentimento de uma organização estatal, ainda que reconheça sua ilegitimidade"). Outro exemplo interessante é o fato de que a nossa Presidente eleita não obterve o assentimento da maioria dos brasileiros para assumir o cargo e nenhum questionamento foi feito ou será sobre esse fato (O TSE desconsidera as abstenções, brancos e nulos e sempre haverá uma maioria, ainda que só uma pessoa vote). \r
    \r
    A questão da legitimidade levanta outros problemas, mais ligados à esfera individual que a qualquer "coletividade". Ora, não dou aval para que o Estado exista. Nesse caso há duas possibilidades: ou continuo agindo, sob as regras do Direito instituído pelo Estado, e não haverá qualquer consequencia para mim e muito menos para o Estado; ou, por outro, lado, sigo o exemplo de Thoreau, agindo de acordo com minha convicção. Bem, neste último caso, como a retirada do meu assentimento individual em nada modifica o poder real do Estado, terei que sofre as consequências que vão desde uma simples discriminação e interdição para certos atos até à própria morte. \r
    \r
    Existe uma instituição muito similar ao Estado que serve para uma boa analogia: a Igreja Católica Romana. Como bem se sabe, sua estrutura é monárquica, e seu poder advém da promessa de recompensa ou castigo além da morte. Seguindo-se a doutrina tradicional católica, alguém que retire seu aval da Igreja, será um apóstata e não terá nenhuma possibilidade de salvação: extra ecclesiam nullam salvat. É aí que reside a grande diferença para com o Estado, pois a igreja pune o sessesionista com a própria sesseção, ou seja, condena ao inferno alguém que, por definição, não acredita no seu poder de condenar qualquer pessoa ao inferno. Independente de acreditar ou não no "poder" da Igreja, é forçoso admitir que ele só se estende àqueles que o legitimam, àqueles que nele acreditam. O mesmo não ocorre com o Estado: seu poder se estende também, e principalmente, aos que não o legitima e, se ao invés de considerar "assentimento" como um ato mental, o considerarmos como uma afronta ao Estado, veremos que toda a força do Estado está justamente direcionada para punir, se necessário com a morte, todos os sessecionistas, vulgarmente chamados de "criminosos". \r
    \r
    Talvez eu esteja sendo um tanto quanto excessivamente prolixo. O que realmente quero dizer, e era essa a minha objeção ao texto, é que o Estado não vai desaparecer simplesmente porque eu retirei meu assentimento mental e individual de sua legitimidade e é impossível dizer quantos indivíduos seriam necessários nesse movimento de retirada de assentimento para que o Estado sequer fosse minimamente afetado. \r
    \r
    "No longo prazo, é impossível um governo impopular continuar existindo. A guerra civil e a revolução são os meios pelos quais as maiorias descontentes derrubam governantes e métodos de governo que não lhes convêm."\r
    \r
    Mises está completamente correto nesse ponto e concordando com ele, discordo de que não seja necessária uma "revolução sangrenta". Para destruir um Estado ou uma determinada forma de Estado é preciso mais do que um exército de descontentes, é preciso que os descontentes formem um exército, i.e., que tenham meios simétricos aos do Estado (armas) para impor sua vontade. Ainda nesse caso, não basta um exército de descontentes e armas, é preciso que este exército vença (a guerra civil norte-america novamente nos dá o exemplo histórico).\r
    \r
    Para mim a coisa parece muito clara: 1% da população brasileira constituirá um Estado e imporá sua vontade sobre os 99% restantes, desde que os primeiros tenham armas e disposição de matar (por dinheiro ou por crença, pouco importa) e os outros não. \r
    \r
    Entretanto, voce realmente me "pegou" com a segunda objeção. Como qualquer pessoa inteligente e não-hegeliano-marxista (isto sendo quase pressuposto daquilo) sabe a história não tem quaiquer regularidades. Portanto, é totalmente impossível dizer o que vai ou não vai acontecer, baseando-se no que já aconteceu. Com isso, devo reconhecer que meu pessimismo quanto à extinção do Estado não tem maior fundamento que a posição contrária. Mas, veja bem. No que toca aos meios adequados para "promover" a extinção do Estado, minha possição ainda é a que expus (muito pedantemente acima): o esclarecimento só tem sentido como meio, não como fim-em-si-mesmo. O conhecimento é mais importante que as armas em certo sentido, mas somente porque leva os homens a tomarem armas quanto aquilo que os descontenta. De outro lado, o conhecimento pode ser uma arma: a divulgação recente dos documentos americanos pode até ter afetado o poder do Estado americano, mas não porque o povo foi esclarecido e sim porque porque gerou atritos entre os E.U.A os vários Estados. Se não sou capaz de causar dano ao Estado, então meu assentimento individual de legitimidade é pouco relevante para sua real existência. Seria maravilhoso ver o Estado desmanchar-se sem que uma gota de sangue fosse derramada. Pessoalmente não acredito, mas quem me dera estar enganado. De qualquer modo, isso não nos impede de trabalhar em favor desse horizonte. \r
    \r
    Perdoe-me novamente por ser tão prolixo. É próprio a pessoas como eu ver problemas até onde não existem. E, enfim, embora o libertarianismo seja um corpo teórico bem coerente, as questões pragmáticas ligadas a ele ainda são um grande desafio, ao menos para mim.\r
    \r
    \r
    \r
  • Fernando Chiocca  16/12/2010 19:25
    Não Getúlio, o poder não vem do art. 1º da Constituição. Hume, De La Boetie e Mises já observaram que os governos se apoiam no apoio de uma maioria. Eu e você retiramos nosso aval ao governo, mas a maioria do "povo" não, e é isso que sustenta qualquer governo, seja ele uma democracia, uma ditadura, uma monarquia, uma republica constitucionalista ou um governo comunista.

    O primeiro teórico político moderno que viu que todos os Estados dependem da opinião da maioria foi o escritor libertário francês do século XVI, Etiene de La Boetie. Em seu Discurso sobre a servidão voluntária, de La Boetie viu que o Estado tirânico é sempre uma minoria da população, e que, portanto seu contínuo controle despótico tem que depender de sua legitimidade perante os olhos da maioria explorada, com aquilo que depois ficaria conhecido como "a engenharia do consentimento". Duzentos anos depois, David Hume - embora longe de ser um libertário - anunciou uma análise similar.[7] O contra-argumento que diz que, com armas modernas, uma força minoritária pode permanentemente intimidar uma maioria inimiga, ignora o fato de que estas armas podem ser possuídas pela maioria e que as forças armadas da minoria podem se rebelar ou desertar para o lado da população. Conseqüentemente, a permanente necessidade da ideologia persuasiva sempre levou o Estado a utilizar os intelectuais formadores da opinião nacional.

    [7]Assim, como Hume declara:

    Nada parece ser mais surpreendente . . . do que a facilidade com que os muitos são governados pelos poucos e a submissão implícita com que os homens renunciam seus próprios sentimentos e paixões para aqueles de seus governantes. Quando nós investigamos por quais meios esta maravilha é efetiva, nós devemos descobrir que, como a Força está sempre do lado dos governados, os governantes não têm nada além da opinião para apoiá-los. É, portanto, sobre a opinião que os governos são baseados; e esta máxima serve para o mais despótico e para o mais militarizado dos governos.


    A natureza do Estado
  • augusto  16/12/2010 23:15
    Fernando,\r
    \r
    Voce diz, "Hume, De La Boetie e Mises já observaram que os governos se apoiam no apoio de uma maioria."\r
    \r
    Nao sei se eh assim. Quer dizer, depende do que voce quer dizer com "apoio". Aturar eh apoiar?\r
    \r
    Porque o governo iraquiano, na epoca do Saddam, era basicamente uma tribo impondo-se sobre duas ou tres outras. Nao era o apoio da maioria, era simplesmente "quem tinha mais armas e mais disposicao de matar".\r
    \r
    A maioria, essa silenciou, porque, para muitos (de fato, para a maioria), eh melhor perder algumas liberdades do que perder a vida.
  • Fernando Chiocca  16/12/2010 23:54
    Isso mesmo augusto. Esse apoio não precisa ser ativo; pode ser uma aceitação passiva. E sempre vem de uma maioria, não importa qual seja e como seja o arranjo governamental, ele se sustenta nisto. O Saddam e o Lula são seres humanos como eu e você, com duas pernas e dois braços, e não tem super-poderes. Eles não tem NADA além do que a maioria lhes dão.
  • Getulio Malveira  17/12/2010 17:22
    Ora, Fernando... você não pode ignorar a diferença entre Saddam e Lula. É lícito dizer que um governo democrático se apoia imediatamente (mas não em última instância) no desconhecimento do "povo" e em seu tácito ou explícito apoio. Mas Saddam manteve sua ditadura com base em execuções, morticínios e arbitrariedades de todas as formas que infundiam medo em seus opositores.\r
    \r
    A tese de que o "poder" dos Estados, em última instância, se apoia no consentimento popular é invenção da teoria democrática. Com todo respeito a Mises, Boetie e Hume, dizer simplesmente que o Estado retira seu poder do consentimento dos populares é o mesmo que dizer que a escravidão se apoia no consentimento dos escravos.\r
    \r
    O Estado tem do seu lado armas e homens dipostos a matar e arriscar a própria vida para fazer cumprir as vontades do Leviatã. Pode o braço armado do Leviatã se voltar contra seu pescoço? É possivel. Podem os populares se armarem e confrontarem o Estado. Claro. Mas esses dois argumentos de do texto que citas só servem para corroborar minha posição: o poder do Estado deriva de sua supremacia bélica e a retirada de assentimento do povo só tem sentido se aceitarmos a perpectiva de uma guerra civil.
  • Felix  16/12/2010 20:25
    Infelizmente a informação não atinge todas as camadas
    e mesmo que atingissem, a maior parte da população simplesmente não se importa
    é triste, mas veja este site do Mises como exemplo
    apenas 5 comentários para um país do tamanho do Brasil
    gostaria de ver isso aqui com pelo menos 1 milhão de posts...
  • Angelo Viacava  17/12/2010 06:19
    A aceitação de um governo tirano e estúpido parte, inegavelmente, da aceitação passiva de uma maioria silenciosa e inativa. Por um motivo ou outro, acomodamo-nos na má situação tanto quanto na boa. Ninguém faz nada porque ninguém faz nada, e o círculo se fecha; a desgraça se perpetua.
  • Miguel A. E. Corgosinho  17/12/2010 12:13
    "Hoje estamos vendo a burocracia temerosa e recuada. Quando o estado tiver o uso de sua força negado, por meio do mercado, iremos testemunhar uma derrota completa."

    Não estariam sem querer atacando a idéia de sujeitos reais - a família, a sociedade civil e a soberania da nação, os quais são pressupostos do Estado, e esquecendo que o estado já se encontra invertido para a especulação transitória e superficial, por meio do mercado (financeiro)?

    Quanto a mim, reconheço que zelam por tentativas de práticar uma evolução cultural, americana, haja visto que as informações que o pensamento dos economistas austriacos reclamam só pode ser alcançada com o desaparecimento do estado, e consequentemente do dinheiro em seus falsos valores.

    Porque o mesmo estado que dizem impedir a realização fundamental da moderação libertária, no tocante as divisões da sociedade, é parte constituinte dos vossos créditos que o degeneram por causa do crescimento da propriedade privada ligado a moeda, preenchida por títulos público, e pagas pelo estado da sua contraparte.

    Logo, apesar de muitos odiarem a racionalidade politica e econômica, é o estado que efetua tanto o querer como o realizar no lado do todo econômico. Tal implicação não podia ser defendida, na medida que achássemos nele, em relação real, o ponto preparatório de um circulo que não pode escapar a posição de emancipação humana, a ser restaurada para divulgar o "valor do trabalho". Esse ponto é especificamente proporcionado para as primeiras ocasiões de liberdade - as quais determinam a verdadeira correlação que gera a mais valia da produção, e mais valia de dinheiro e havendo a mais valia do dinheiro, reinvertido pela mais valia da produção, o estado abstrato (o modo de engendrar a produção) se torna o autosuficiente criador de recursos excedentes de valor, para aplicar em obras que, ao mesmo tempo, servem de testemundo do lastro da moeda.

    Não é, portanto, por nos deixar influenciar pela tese que inspira-se na abolição do estado que ele se tornou incapaz de introduzir o "valor" da riqueza - que não atentávamos advir para o valor alheio; pois é notório que há crenças inadequadas de livre mercado (moeda = investimento + juros) pressupondo uma servidão geral aos gigantescos interesses corporativos; os quais viram no estado um veiculo transferidor de "valor" repetitivo da moeda, ao que, entendido ao modo de interpretar a sociedade, se faz uma organização pelo poder da informação.

    Quando outras versões se desviam do ensino verdadeiro de um motor natural para preencher a principal lacuna que procede da riqueza (o valor do trabalho), deveras considero essa informação ser igual a patria dos discípulos que desenvolvem a vocação do valor da produção como donativo idealista ao preço do dólar; para onde o vacilante violador da razão nos submete ao jugo dos EUA.

    Marx pag. 19 "Na investigação das condições políticas é se facilmente tentado a não fazer caso da natureza objetiva das relações e tudo explicar a partir da vontade dos agentes. Há contudo, relações que determinam tanto as ações das pessoas particulares como as das autoridades individuais, e que são tão independentes como os movimentos da respiração. Partindo desse ponto de vista objetivo, não se pressuporá uma exclusivamente boa ou má vontade de qualquer das partes. Ao contrário, observar-se-ao ONDE A PRINCIPIO as pessoas parecem agir (18).
  • augusto  17/12/2010 14:48
    hein?
  • Getulio Malveira  17/12/2010 17:49
    Marxistas... mas como ninguem se deu ao trabalho de te responder, meu caro, lá vai:\r
    \r
    "Não estariam sem querer atacando a idéia de sujeitos reais - a família, a sociedade civil e a soberania da nação, os quais são pressupostos do Estado, e esquecendo que o estado já se encontra invertido para a especulação transitória e superficial, por meio do mercado (financeiro)?"\r
    \r
    Nenhuma das entidades são sujeitos reais, mas meros conceitos, abstrações, se por sujeitos reais concebemos entidades capazes de ação: nesse sentido, só indivíduos são sujeitos reais. Mesmo que fossem não seriam componentes, ou pressupostos do Estado, que de acordo com a teoria do Estado mais difundida são: território, povo e governo soberano.\r
    \r
    "Quanto a mim, reconheço que zelam por tentativas de práticar uma evolução cultural, americana, haja visto que as informações que o pensamento dos economistas austriacos reclamam só pode ser alcançada com o desaparecimento do estado, e consequentemente do dinheiro em seus falsos valores".\r
    \r
    Não respondo pelo site, mas creio que não é este o objetivo do IMB que ao que me parece destina-se a divulgar o pensamento da Escola Austríaca e os estudos relacionados ao tema. Nem todo pensamento "austríaco" leva à necessidade de desaparecimento do Estado. Não se há de confundir economia e filosofia política. \r
    \r
    "Porque o mesmo estado que dizem impedir a realização fundamental da moderação libertária, no tocante as divisões da sociedade, é parte constituinte dos vossos créditos que o degeneram por causa do crescimento da propriedade privada ligado a moeda, preenchida por títulos público, e pagas pelo estado da sua contraparte."\r
    \r
    Esse é sem dúvida o mais estranho argumento ad homimen que já vi. O Estado é atacado pela escola autríaca porque, via de regra, cria distorções na economia, incluindo-se aí sua emissão monopolística de moeda. \r
    \r
    \r
    O resto me parece pura tagarelice marxista. O Capital talvez seja a obra mais bem refutada que existe e não sendo lícito substituir os grandes argumentos (principalmente dos austríacos) por meus próprios tão pobres em vista daqueles, creio que não é necessário tornar a refutá-lo. \r
    \r
    Se voce fizer um bom giro por este site, verá que teus preconceitos sobre livre-mercado, riqueza, moeda, crédito, são tão descabidos que não poderiam participar de uma discussão econômica racional. Recomendo que comece por A ação humana de Mises. É um bom livro para começar. É sempre tempo de rever nossos preconceitos.
  • Miguel A. E. Corgosinho  18/12/2010 09:55
    "Marxistas... mas como ninguem se deu ao trabalho de te responder..."

    Alô, alô ego de Malveira, chamando terra, câmbio...

    ... Deve ter se perdido no mundo exterior, o qual tem lugar para uma inclinação natural que ele desconhece.

    "Não estariam sem querer atacando a idéia de sujeitos reais - a família, a sociedade civil e a soberania da nação, os quais são pressupostos do Estado..."

    Tudo que disse explica que podemos encontrar também para a família, a sociedade e a soberania da nação a formula exterior equivalente ao valor da riqueza, que a esse respeito há uma dificuldade irracional na economia que deu lugar para o apetite do mercado financeiro.

    "Nenhuma das entidades são sujeitos reais, mas meros conceitos, abstrações, se por sujeitos reais concebemos entidades capazes de ação: nesse sentido, só indivíduos são sujeitos reais."

    O dialético considera todas as coisas, e isto não poderia acontecer se ele não considerasse todas as coisas como convergentes a um certo termo uno, porque uma ciência una tem um sujeito uno.

    "Nem todo pensamento "austríaco" leva à necessidade de desaparecimento do Estado. Não se há de confundir economia e filosofia política."

    Lições sobre o ser pag. 49 - "O objeto da lógica (o valor) tem a mesma amplitude que o objeto da filosofia, que é o ser real, só que o ser real é considerado, então, como transportado para dentro da razão e como só podendo existir nela".

    O que também implica que economia e política (da ordem do acidente) retornam do mundo real (da ordem da substancia) para o mister das coisas que tem o seu ultimo ato, em acidente, sem significado. E este é o erro que podemos chamar de platônico.

    "Esse é sem dúvida o mais estranho argumento ad homimen que já vi. O Estado é atacado pela escola autríaca porque, via de regra, cria distorções na economia, incluindo-se aí sua emissão monopolística de moeda."

    o "valor do trabalho", que é a razão que cria adição de moeda em equilíbrio com a produção, pode ser chamado de monopolístico?

    Você não considerou que eu quis dizer uma coisa extremamente sugestiva para a escola austriaca. Leia lá (dentro) no texto: "...o estado abstrato (o modo de engendrar a produção) se torna o autosuficiente criador de recursos excedentes de valor, para aplicar em obras que, ao mesmo tempo, servem de testemundo do lastro da moeda."

    "O resto me parece pura tagarelice marxista. O Capital talvez seja a obra mais bem refutada que existe e não sendo lícito substituir os grandes argumentos (principalmente dos austríacos) por meus próprios tão pobres em vista daqueles, creio que não é necessário tornar a refutá-lo."

    Pode refutar, te fará bem.

    Lamento que você não compreenda que a necessidade essencial entre a ciência econômica e o pensamento do capital não é pela função de ser no conhecimento do mercado. Segundo o aspecto de um sistema idealista, o mercado é soberanamente misterioso em ato e de intelecto em ato, ditos de valor refletido da produção, isto é: elevado a conceitos da realidade; mas nem podes refutar a lógica direta das intenções de uma ciência real; pois esta o levará a própria vacuidade do engendramento atual da economia pelo mercado financeiro.

    "...para Moses Hess, a alienação primordial...; é aquela que engendra o regime da propriedade privada. Para Hegel: o conceito é a atividade do sujeito e, como tal, a forma verdadeira da realidade."

    "Se voce fizer um bom giro por este site, verá que teus preconceitos sobre livre-mercado, riqueza, moeda, crédito, são tão descabidos que não poderiam participar de uma discussão econômica racional."

    Não há nada mais a ser aprendido além de saber como desfazer o nó do engendramento interno... Lembre-se para a riqueza, moeda, crédito eu me refiro, antes de tudo que a finalidade da interferência em causas segundas é sua preordenação de valor, em toda ordem interna/externa, no mundo exterior.

    O materialismo Histórico, pág. 95 - Talvez Hegel te explique que a economia carece de racionalidade filosófica: "O filosofo vai então emprestar a sua abstração uma propriedade misteriosa, uma ATITUDE vital, semelhante ao poder criador de Deus. A partir daí o conceito se desenvolve por sí mesmo e, para passar do abstrato ao concreto, ai intercalaremos, de passagem, como momentos do desenvolvimento do conceito, tudo que é necessário a tal construção tomando emprestado ao real seus elementos: "Essa operação" - chama-se em linguagem especulativa, compreender a substância como sujeito, como processo interior - constitui o essencial do método hegeliano".

    "Recomendo que comece por A ação humana de Mises. É um bom livro para começar. É sempre tempo de rever nossos preconceitos."

    Confesso que sou grato ao Instituto Ludwig Von Mises Brasil por manifestar sua virtude de energia ao aprovar a iniciativa de diversos autores que apresentam textos didáticos os quais possibilitam ser usados para agirmos com mais promessas de descobertas; pelas quais me oferecem a oportunidades de um estágio contemporâneo do desenvolvimento das forças que procedem do modo demonstrativo exterior (o mundo real), a respeito das outras exigências similares ao pensamento progressista de Mises, pois sei que nele não encontrei sombra de egoísmo.
  • Getulio Malveira  19/12/2010 18:10
    "Quem quer se ocupar com os tolos?
    Onde o homem encontra somente palavras,
    Crê que também aí há algo para ser pensando." (Goethe)


    Meu caro, se você quer ser compreendido, escreva claramente. Abandone esse linguajar pedante que só oculta o imenso vazio conceitual de suas frases. Se tens uma tese, sistema ou o que o valha, exponha-o através da argumentação clara e distinta: simplex singum veri. Siga o exemplo de todos os grandes pensadores que não se esconderam sob o manto da obscuridade.

    Se quer discutir racionalmente, façamos isso. Mas se for para ficar de tagarelice, há interlocutores sérios com os quais prefiro me relacionar.

    Um abraço


  • Miguel A. E. Corgosinho  19/12/2010 23:53
    "Se quer discutir racionalmente, façamos isso."

    Reveja seus conceitos a meu respeito.
  • Getulio Malveira  20/12/2010 15:03
    Meu caro, \r
    \r
    Nada tenho contra sua pessoa, mas de fato é impossível compreender o que tu dizes. É possível que haja grande sabedoria sob suas palavras obscuras? Sim, é possível... contudo deverias atentar para o fato de que de nada vale uma sabedoria que não pode ser comunicada: se ninguém compreende o que tu dizes estas a falar sozinho, inultilmente.\r
    \r
    Aparentas ser um estudioso de Hegel. Deves conhcer então a seguinte anedota:\r
    \r
    "Certa vez, uma aluno se dirigiu a Hegel, com a Enciclopédia das Ciências Filosóficas em mãos, nos seguintes termos:\r
    \r
    - Professor, o que o senhor quis dizer nesta passagem?\r
    \r
    Depois de ter verificado por alguns instantes a passagem de sua grande obra, Hegel respondeu:\r
    \r
    - Meu filho, quando escrevi isso, só eu e Deus sabíamos o que eu queria dizer. Hoje, só Deus mesmo"\r
    \r
    Estou a te chamar a atenção para isso não por orgulho, mas por caridade, para que vejas que nada há de errado em ser claro. Pessoalmente, tento ser o mais claro e objetivo possível e se nem sempre o consigo, trata-se de um defeito de minha expressão não uma qualidade. Baudelaire dizia: "Il y a quelque gloire à n'être pas compris", isso pode até ser verdade com relação aos poetas, mas não com relação àqueles que tentam discursar racionalmente, argumentar e demonstrar razões. Um diálogo só é possível quando compreendemos inteiramente o que o outro quer dizer. Portanto, para os filósofos, não há nenhuma glória em não ser compreendido.\r
    \r
    Espero que não recebas essas palavras como uma ofensa, mas como sinal de boa vontade. \r
    \r
    Abraço\r
    \r
  • Miguel A. E. Corgosinho  20/12/2010 19:47
    "contudo deverias atentar para o fato de que de nada vale uma sabedoria que não pode ser comunicada: se ninguém compreende o que tu dizes estas a falar sozinho, inultilmente."

    Amigo, vc não é o ultimo bombom da caixa.

    A agravante que me pesa é a acusação de ser sem sentido as minhas frases, mas esse problema é um caso típico da moeda.

    Austin pag. 32 - "Os problemas da certeza e segurança, que os filósofos tendem (se não estou enganado)a negligenciar são, penso eu, os que têm consideravelmente exercitado os cientistas, enquanto o problema da "realidade", que os filósofos têm cultivado, não lhes preocupa. Todo aparato de medidas e critérios parece para combater a incerteza e segurança, e concomitantemente, para aumentar a precisão possível da linguagem, o que na ciência é rendoso. Mas o cientista tende sabidamente a substituir a palavra "real" e "irreal" por seus próprios valores substitutos de moeda corrente, dos quais ele cria e define um número crescente para cobrir uma variedade crescente de casos: ele não pergunta "é real"?, mas de preferência, "é desnaturalizado", ou "é uma forma alotrópica"? e assim por diante.

    Não está claro para mim qual a classe dos enunciados de sensação nem a sua paridade".

    E se eu consegui uma façanha notável e superior, e não estou ludibriado, no sentido de que Hegel poderia ter sido meu aluno e ser educado no rigor em que estou absolutamente certo no que foi por mim elaborado - com a segurança da linguagem da moeda?

    Isso não auxilia os seus poderes de discriminação...

    Não me leve a mal te achar ligeiramente ingênua a sua boa vontade. Se examine com essa pergunta: eu estou em condições de julgar este algo novo ao alcance da minha possibilidade de cognição?

    Se não, tenha humildade do aluno de Hegel - "Professor, o que o senhor quis dizer nesta passagem?"

    Acho isso um privilégio de todo aluno.

    Você é que tem de me mostrar, antes de dizer irrefletidamente, que eu posso me fiar que tu (estou me adaptando a sua linguagem) tem autoridade de me dizer que, do modo que tu me conhece, o que sei de primeira mão não justifica nenhum emprego em geral.

    Ou tu arriscaria o pescoço e diria que ao ler apenas algumas páginas de um livro poderia afirmar que a realidade do livro é obscura, pensando-o completamente ao modo das nuanças comuns, em que tu acha que conhece todos os fatos?... O que dirá tu reconhecer uma formula de frases?

    Esse aparato de medidas da moeda parece no entanto cobrir alguns casos de percepção velada que estão em oposição por interesses não confessados, e que não são sensivelmente pelo modo que eu não esteja correto.
  • Getulio Malveira  20/12/2010 20:27
    Meu amigo,

    Não sou nenhuma autoridade e nem sequer utilizo o "argumento de autoridade". Mas o fato é que:

    1º) Teu português, sintaticamente, é horrível, principalmente quanto a regência verbal;

    2º) Semanticamente, incompreensível, já que utilizas palavras conhecidas com sentidos esotéricos;

    3º) Não tem qualquer rigor conceitual;

    4º) Não demonstra sistematicidade, ou qualquer tipo de estruturação lógico-argumentativa da qual se possa tirar conclusões válidas

    5º) A citação de Austin (filósofo-linguísta da escola derivada de Wittgenstein II), no contexto de uma discussão sobre a moeda, mostra claramente que segues a tão comum "logique du nonsense", hoje em moda entre calouros de filosofia e outros pedantes.

    Enfim, meu caro... pensei que a caridade me obrigasse a tentar abrir teus olhos, mas vejo quão inútil isso é. Prezo que a luz natural da razão, comum a todos os humanos, possa brilhar outra vez em tua mente e afastar-te das trevas da ignorância.

    Encerro por aqui nosso diálogo ate que adquiras a capacidade de se expressar em português minimamente compreensível.

    Um sincero abraço

  • augusto  18/12/2010 15:21
    rapaz, tenho que confessar que eu nao entendo uma so frase do que o miguel diz... :-S
  • Renê  18/12/2010 15:45
    Corgosinho

    Não consigo entender o que você escreve.
  • Miguel A. E. Corgosinho  18/12/2010 21:19
    Augusto e Renê, O tema é a legitimidade da moeda.

    No começo é difícil mesmo.

    Eu demorei quase dez anos pra construir um sistema em si, como um protótipo do espaço da base monetária interna; e mais dez para compreendê-la, em seguida, como uma apreensão externa correspondente a natureza do mundo real.

    A finalidade é a de fundar o objeto de observação planetária da economia capaz de reverter o ônus real do dinheiro para mensurar a produção.

    O assunto ainda pode te parecer inútil...

    Debatemos o estado e ignoramos o abismo que se encontra a desordem geopolíca dos objetivos nacionais.

    Uma dica: Moeda = gestão pura e simples.

    Se você entender que o estado paga bilhões do contribuinte para o mercado financeiro nos ajudar (prejudicar) com medidas externas para nos dirigir com a moeda, através de títulos públicos, já é um bom princípio para se prestar atenção no significado dessa palavra: "valor" - na moeda que queremos construir o mundo possível - substituindo o dólar como reserva monetária mundial.

    Outra exemplo inicial do valor sobre o preço: um enorme aumento da demanda por energia, matérias-primas, alimentos e água, pode trazer uma grande onda mundial de inflação, e os preços de todas as commodities continuarem a disparar, alimentados pelo crescimento da demanda e pela especulação. Entretanto, o valor gestando a própria solução dos fatores de tempo, num centro que se sabe calcular para sempre o princípio da simultaneidade entre produção e moeda no futuro, inviabilizaria a inflação.
  • Angelo T.  19/12/2010 10:17
    A moeda surge naturalmente onde há propriedade privada. É um facilitador de trocas entre os membros da sociedade, facilitando a vida dos mesmos. Nesse contexto não há nada de ilegítimo na moeda. Talvez algumas moedas sejam ilegítimas, como as de hoje em dia, sem lastro. Por isso vários economistas austríacos defendem o padrão ouro (na verdade o lastro não precisa ser ouro, mas seria o mais "fácil" no momento). Mas a moeda em si não é ilegítima.
  • Fernando Chiocca  19/12/2010 11:48
    Angelo, o que é mais ilegítimo nas moedas atuais é que elas são moedas de curso forçado, ou seja, se sustentam atravém de uma violência em escala colossal que obriga que a moeda seja aceita nas transações e que proibe o uso e criação de outras moedas.
    Veja, por exemplo, o que aconteceu com o Liberty Dollar: Legal issues

    Se o Ron Paul conseguir apenas quebrar o nefasto monopólio do FED, esso já será o fim, ou o começo, a solução.Ron Paul: Fed 'monopoly' could be broken if Americans use gold, silver as currency
  • mcmoraes  19/12/2010 12:47
  • Angelo T.  19/12/2010 15:11
    Fernando, de acordo.\r
    Uma moeda forçada pelo governo, que não apareceu espontaneamente no livre mercado poderia ser considerada ilegítima.
  • augusto  19/12/2010 11:39
    Miguel,\r
    \r
    Desculpa, mas nao eh o tema, ou o topico da discussao, que eu nao entendo. Eh a sua escrita. As frases nao fazem o menor sentido. :-/
  • Miguel A. E. Corgosinho  19/12/2010 18:01
    Augusto, .

    "As frases nao fazem o menor sentido. :-/"

    Se vc não é adepto do acaso, permita me então deduzir o seu problema:

    Vc não anda tomando umas e outras, anda?

    Quem sabe, no vácuo da sua ciência, a gravidade do mundo exterior te faz mal...

    Não seriam as minhas frases x cacofonia?

    Fichet - "A consciência só é possível por reflexão e a reflexão só é possível pela determinação."

    Logo, me desculpe duplamente, vc não faz falta nenhuma.

    PS; Se alguém tiver a coragem de dizer que sente orgulho do modelo americano de financeirização, como um padrão monetário de salvação nacional, e que isso não é a ruína que os economistas preparam pra nós, eu direi que posso continuar com frases sem sentido, mas prefiro ser patriota.



  • augusto  19/12/2010 21:22
    rapaz, nesse site vai ser muito dificil voce achar alguem "que sente orgulho do modelo americano de financeirização, como um padrão monetário de salvação nacional"...
  • mcmoraes  19/12/2010 22:27
    Já q foi permitido ao criptógrafo expressar sua opinião pessoal a respeito do Augusto, eu tb gostaria de expressar a minha: obrigado por se expressar, Augusto. Eu compartilho da sua opinião, porém gostaria de recomendar a sugestão do sr. Chiocca a respeito de troladores d quaisquer tipos, criptógrafos ou não.
  • void  19/12/2010 23:40
    Tudo o que esse cara escreve me faz lembrar das poesias Vogon no "O Guia do Mochileiro das Galáxias".

    Ó fragúndio bugalhostro, tua micturição é para mim
    Qual manchimucos num lúrgido do mastim
    Frêmeo implochoro-o, ó meu perlíndromo exangue
    Adrede me não apagianaste e crímidos dessartes?
    Ter-te-ei rabirrotos, raio que o parte!
  • Miguel A. E. Corgosinho  20/12/2010 01:08
    VOID

    ESSE É O VELHO CAMPO EXPERIMENTAL DOS ECONOMISTAS, EM QUE ELES NUNCA SABEM QUAL O PADRÃO OFERECER AO PAÍS, E QUE SE TRANSFORMOU NUMA MISSELÂNIA INÚTIL DE ASSUNTOS GENÉRICOS. OU SEJA, TODOS FALAM ALGUMA COISA QUE SERÁ DESPREZADA POR OUTRA E NÃO EXISTE A VERDADE PROPRIAMENTE DE ESTADO QUE DURE COMO ESSÊNCIA PORTADORA DO SER.

    POR QUE VOCE NÃO RECONHECE QUE NÃO COMPREENDE AS CONDIÇÕES CRITICAS PARA RESPONSABILIZAR OS PRÓPRIOS ERROS AO SE OPOIA NUM PONTO DE UNIÃO NEGATIVA; E, AO INVÉS DE PROCURAR A CONTEMPLAÇÃO SUBJETIVA DE FATORES QUE MANIFESTAM A SI MESMO, VENHA ADMITIR A CONSTRUÇÃO DE UM MEIO EXTERIOR QUE PASSE A VOS REPRESENTAR?

    O MODELO PURO DO EXTERIOR ESTÁ LONGE DOS SEUS DIAGNÓSTICOS FINANCEIROS...E MUITOS DE VOCES AINDA SE ORGULHAM DE AGIR COMO RECRUTAS DOS ESTRANGEIROS!!!

    ATÉ QUANDO QUEREM QUE CONFIEMOS O VALOR DA NOSSA ECONOMIA AOS EUA?

    PRECISAMOS GUIAR A INSTITUIÇÃO DA MOEDA PARA A FORMA IMANENTE AO VALOR DO TERCEIRO EXCLUÍDO (A ORIGEM), MAS ME PARECE QUE ALGUNS "BRASILEIROS" NÃO QUEREM ASSEGURAR A ORDEM COMUNITARISTA QUE DIFERENCIA A REALIDADE DA PROPRIEDADE PRIVADA NO MODELO DELIBERATIVO, DIVORCIADO DA ALIENAÇÃO DO ESTADO POLÍTICO - QUE ESTÁ IMOBILIZADO, NA DEPENDÊNCIA DE OUTRO PODER.

    ESTA É A REVOLUÇÃO DA CIÊNCIA DA RAZÃO PARA O MERCADO INTERNO, E A MAIOR DAS AMBIÇÕES FILOSÓFICAS: OCUPAR O MEIO DE CONSCIÊNCIA DE VALIDADE GERAL PARA ASCENDER A RESULTADOS EQUÂNIMES, ISTO É: DEMONSTRAR O ESTADO IMÓVEL EM QUE A SOCIEDADE ESTARIA CONCENTRADA, PARA O SEU COMPLEXO MÓVEL.

    PARA ESSE NOVO SIGNIFICADO, QUAIS OS FATORES IDEAIS ASSUMIDOS ESTÃO EM TORNO DAS CLASSIFICAÇÕES DA SUAS SOCIEDADES DEMOCRÁTICAS? POLITICAS AFETAS AO PSDB, PT, TAXA JUROS, OU AO PREÇO PAGO PELO NOSSO ESPAÇO INTERNO, PRATICADO DENTRO DO PREÇO DA MOEDA DE OUTRO PAÍS?

    ALIAS, NENHUM ECONOMISTA SABE DIFERENCIAR A MOEDA DO PREÇO, TEORICAMENTE DOS EUA; SEPARADA DO QUE É O VALOR DEDUZIDO DO MEIO EXTERIOR, ATRAVÉS DA CRIAÇÃO QUE ANUNCIO - NÃO ESTATAL DAS RELAÇÕES DE FONTE DA PROPRIEDADE PRIVADA, MONETIZADA NO PROCESSO DE ECONOMETRIA EM UMA ESFERA HISTÓRICA - SABE?

    E ESSA É A TESE FUNDAMENTAL DA GLOBALIZAÇÃO: SER CIDADÃO E NÃO COLONO...

    ESPERO QUE NÃO NEGUEM O DIREITO DE FALAR DESSA ESSÊNCIA LIVRE, QUE É COMPOSTA NO SUJEITO MUNDIAL...SÓ O BRASIL ECONOMIZARIA U$ 500.OOO.000,00 (QUINHENTOS MILHÕES DE DÓLARES) AO DIA (PAGOS AOS BANQUEIROS).

    QUANDO A SOCIEDADE VIER A TER O MOVIMENTO REAL DENTRO DAS DISTINÇÕES DAS CLASSES DA NATUREZA EXTERIOR E SUA UNIDADE DE REFLEXÃO NA MOEDA,PARA REPRESENTAR O NOSSO PRÓPRIO "VALOR" NO MUNDO REAL, O APELIDADO DE CRIPTOGRAFICO NÃO ABOLIRÁ APENAS O ESTADO ASSALTADO, MAS A CONCESSÃO PAGA PARA SE TER DIREITO DE USO DO MEIO EXTERIOR!!!

    SER, NÃO SER É ALIENAÇÃO.
  • Miguel A. E. Corgosinho  20/12/2010 00:29
    "Um homem verdadeiramente esclarecido jamais levanta um argumentum ad hominem."

    Os escarnecedores devem antes esclarecer quem primeiro levantou o argumento ad hominem.

    Acompanhe a sequência dos fatos.

    "Eh a sua escrita. As frases nao fazem o menor sentido. :-/"

    Se moderador da resposta deve ser imparcial.
  • void  20/12/2010 00:48
    Não dá uma chance da gente pensar que é possível levar ele a sério. Incrível.

    Meu caro, isso não tem a ver com ad hominen, você não compreende o elementar. Tem a ver com "don't feed the troll". Troll é o que eles acham que você é, e deveria agradecê-los por pegarem leve contigo, já que muitos outros - eu ao menos - acham que você curte mesmo é uma erva marota e, nas palávras de um sábio lá da cidade de Petrópolis "está defecando pela boca".
  • anônimo  20/12/2010 09:44
    Void

    Deus, eis o seu nível de sábio:

    "...nas palávras de um sábio lá da cidade de Petrópolis "está defecando pela boca".

    Vai lá conversar com a sua boca suja e me deixe em paz!
  • Carlos Santos  18/12/2010 17:19
    O autor tem razão ao dizer que o uso da força (queimas de livros, derramamento de sangue) está ficando obsoleta, mas isso apenas obriga os donos do poder a adaptarem a ação do Estado ás novas exigências da atualidade e assim o manterem.

    A legitimidade do Estado pode vir da maioria, mas o seu poder vem do monopólio da força, o que lhe permite ter acesso a recursos virtualmente ilimitados, muito mais do que qualquer organização por mais poderosa que seja. É desse monopólio que advém todas as outras prerrogativas, como o poder de tributar, de forçar o curso de uma moeda que ele controla, de prender, de regular, entre tantas outras.
    Se algo ameaçar criar alguma resistência a ponto de precisa ser rapidamente neutralizado, isso pode ser feito de forma fácil e rápida, basta ter os recursos. E o estado os tem de sobra. O WikiLeaks é uma ameaça? O que ele fez deixou a diplomacia americana um tanto constrangida, mas não foi nada muito sério. Esse episódio foi muito superestimado. O que realmente preocupa o império hoje é o terrorismo, incluindo a variante 'cyber'.

    Essa adaptação que falei acima já começou em relação ao cyberterrorismo: a julgar pelo que tenho lido a respeito na revista SIGNAL e em outras fontes, as agências de inteligência mais refinadas (CIA(EUA), MI6(RU), Mossad(Israel), DGSE(França), BND(Alemanha), FSB (herdeira da lendária KGB, da Rússia) e a Guoanbu (China)) devem estar mais parecidas com uma convenção de fãs de Star Wars. Agentes como James Bond já desapareceram há tempos, alguns Jack Bauer´s ainda resistem, mas a temporada deles já acabou em 2010. Se a FOX ou a CBS quiser criar uma série de espionagem com alguma base na realidade, daqui em diante, vão ter que chamar os atores de "The Big Bang Theory".

    Já estamos vendo algumas notícias sobre essa nova modalidade de ação governamental: chineses espionando os emails de ativistas políticos que lutam contra o atual regime e fortes evidências que os israelenses estejam por traz do vírus Stuxnet, que afetou o funcionamento de usinas nucleares no Irã. Ora, se o WikiLeaks fosse uma ameaça real, seus servidores seriam facilmente derrubados por uma botnet, todos os responsáveis poderiam ser rastreados pela web de depois presos numa mera operação policial.

    Conclusão: Ontem queimavam livros (e ás vezes até pessoas), agora "deletam" bytes; antes incendiavam bancas de revistas, agora derrubam servidores; naquele tempo liam cartas alheias, hoje em dia espionam emails. Ou seja, de lá pra cá a tecnologia dos suportes de informação pode ter melhorado, mas o conhecimento continuam tão vunerável à depredação pelo Estado quanto antes.
  • guilherme  18/12/2010 23:20
    "revolucoes sangrentas ficaram obsoletas, exercitos, bla, bla"\r
    \r
    quanto exagero, quanto delirio.\r
    \r
    Gracas ao estado a natureza porca do homem nao nos destruiu.\r
    \r
    E ainda tem essa gente que se considera "pura", e ainda falando um absurdo do "homem \r
    \r
    lutando contra o estado" desde o inicio dos tempos.\r
    \r
    Lutando so se for para destruir a sociedade e alimentar o egoismo e o greed.\r
    \r
    Sabe o que voces sao? anjos. Mas anjos caidos.\r
    \r
    Viva o estado. Longa vida a autoridade.
  • Erick Skrabe  19/12/2010 17:55
    Guilherme,

    Leia o livro Viktor Frankl: "Man´s search for Meaning". Um cara que pensava como você (e como Freud, seu professor) até cair em um campo de concentração.

    O Estado acabava no muro. Dentro, eles ñ tinham um Estado... deveriam viver como animais se destruindo uns aos outros.

    Mas Freud estava errado e ñ foi isso que aconteceu.
  • void  19/12/2010 21:32
    Provavelmente não vai adiantar nada. Um ser que (a)é cheio de preconceito, (b)que já assumiu que é a favor de campos de concentrações e (c)não quer permitir que nada penetre a bolha surrealista (pra não dizer irreal e irracional) que o circunda, não tem muito futuro, mesmo. Ou este cara é um troll genial que não acredita no que escreve, ou talvez acredite, o que é muito pior, e está cheio da arrogância e da presunção de políticos e engenheiros sociais que se vêem fora desta esfera chamada humanidade, cometendo o grosso erro de considerar o estado como uma instituição comandada por seres sobre-humanos e paranormais, isentos da alegada "natureza porca do homem"(sic). Se ele for o último destes, de fato ele precisa é de um livreto sobre lógica. Senão, uma mulher, ou homem, ou objeto, ou o que quer que prefira um parafílico.
  • guilherme  19/12/2010 19:50
    Erick, obrigado pela sugestao. Vou conferir o livro.\r
    Mas nao acredito que va mudar minha opiniao. Na verdade, nao muda a natureza humana que, com o delirio do "livre mercado", estaria apenas mudando de mestre.\r
    O problema e que tem muita gente tentando resolver um problema pessoal..talvez depressao sei la, tentando buscar uma bandeira para carregar. Meio que ter sentido pra vida. Isso os mais ortodoxos. Uma boa parte e somente gente que tem no wikileak guy um heroi.\r
    Com um nivel desses....
  • guilherme  20/12/2010 01:06
    Void, meu caro, tua frustracao sexual poderia ser disfarcada com um pouquinho de polidez.\r
    Deixe quem quer dialogar em paz.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  20/12/2010 10:59
    Prezado Leandro\r
    \r
    Mais um texto perfeito do IMB.\r
    \r
    O que o estado mais teme é a livre circulação de idéias, vez que se as pessoas sabem o que esta EFETIVAMENTE acontecendo não terão mais receio de se posicionarem desfavoravelmente a postura oficial.\r
    \r
    Frise-se que a verdade SEMPRE prejudica quem possui o poder.\r
    \r
    Cabe lembrar que o governo Lula tentou em várias oportunidades censurar os já esquerdistas meios de comunicação nacionais e a terrorista Dilma tentará faze-lo com certeza.\r
    \r
    O mais importante para o site é ficar atento aos comentários estatistas que emporcalham os belos e refinados textos.\r
    \r
    Abraços
  • RH  20/12/2010 21:58
    Sabedoria milenar: "-Se um sujeito te chamar de asno, ignora-o. Se todos te chamarem de asno, coloca-te uma sela".

    "Sabedoria" minha mesmo, de bolso: se um sujeito escreve coisas que absolutamente ninguém entende, então:

    (a) ele é um gênio incompreendido, de tal grandeza que somente alguém iniciado nos textos ocultos e filosóficos seria capaz de apreciar; ou

    (b) o que ele escreve realmente não dá pra entender, e o escrevinhador pode tentar ser mais claro e lógico.

    Não se trata de qualquer picuinha de ordem pessoal, apenas eu e outros frequentadores deste site estamos tentando iluminar a mente de quem não consegue expressar seus pensamentos de modo compreensível.

    Ao contrário do que alguns pensam, há uma tendência geral de se achar que, quanto maior a simplicidade e brevidade de um argumento, maior é a possibilidade de ser entendido e aceito por todos - o que é o seu objetivo.

    Se a pessoa escreve de modo rebuscado, prolixo e/ ou críptico, na realidade demonstra um desejo de *não* ser compreendido. Isso pode ser esteticamente interessante, por exemplo, na poesia - o espanhol Góngora foi um mestre nesse tipo de expressão, porém o estudo da ciência econômica requer clareza e simplicidade.

    Uma alternativa para evitar perda de tempo em debates estéreis seria simplesmente ignorar os comentários incoerentes e prosseguir o debate entre aqueles que utilizamos o mesmo código.

    E é exatamente isso que pretendo fazer a partir de agora.

    Fui!!!!!!!!!!

  • Miguel A. E. Corgosinho  21/12/2010 00:19
    RH, Parabéns pela coerência.

    Todos sabem que o assunto (moeda) é muito complexo. As pessoas estão arraigadas ao modo de ver, a base de troca, dos grandes escritores de economia financeira. Eu, todavia, nunca vi alguém versando o problema com os fundamento que eu tenho trazido a tona.

    Tenho a oferecer uma alternativa diferente e inédita para o contexto atual do valor como um conceito de lastro da moeda.

    Não é meu perfil ocultar nada, exceto as distinções dos três fatores do sistema monetário em questão - porque sei que se entregar o ouro ninguém vai me pagar direito autoral.

    Na maioria dos textos que escrevo o assunto é de primeira mão, e não menciono nominalmente os tais fatores; mas na medida do possível cito as fontes de modo geral (natureza real, meio exterior, mundo real etc), e também demonstro sutilmente a ruptura da ordem em que se encontram no momento.

    Por isso, muita gente não vais gostar, mas me proponho a esclarecer cada situação de modo lógico para o que me for perguntado.

    sds
  • Carlos  22/12/2010 23:57
    WikiLeaks?\r
    Tem algo aí cheirando muito mal!\r
    A imprensa geralmente trabalha a favor do sistema.Essa mídia toda cobrindo o caso com tanta ênfase cheira muito mal mesmo!\r
    Esse tal Assange,figura estranha,sendo agora transformado em herói?De onde saiu esse sujeito?\r
    Isso é armação.Estão montando o circo!\r
    O que estou a ver , isso sim , é a preparação para CONTROLE MACIÇO DA INTERNET !\r
    Espiem lá, Jornal nacional ,por exemplo e vejam o que estam falando sobre a escalada dos preços de commodities!\r
    Ouro e prata totalmente fora da pauta!\r
    \r
    WikiLeaks? Óh! Isso fede !
  • Emerson Luis, um Psicologo  21/08/2014 22:49

    Indivíduos bem informados e bons pensadores querem autonomia. Por isso governos autoritários tentam controlar as informações. Estas estão cada vez mais disponíveis, o que é ótimo, mas ainda falta muita capacidade de pensar para transformar informação em conhecimento e conhecimento em ação produtiva.

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