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As eleições presidenciais e o liberalismo clássico

A cada quatro anos, em cada eleição presidencial, eu tenho o mesmo sonho: eu não sei ou não me importo em saber quem será o presidente. Mais importante: eu não preciso saber, nem me preocupar com isso. Eu não tenho que votar ou prestar atenção em debates. Eu posso ignorar todas as propagandas políticas. Não existem riscos em jogo, seja para o meu país ou para minha família. Minha liberdade e minha propriedade estão tão asseguradas que, francamente, não faz diferença quem vença. Eu nem preciso saber seu nome.

Nesse meu devaneio, o presidente é apenas uma figura representativa, sem autoridade real; um símbolo, que é quase invisível para mim e para minha comunidade. Ele não tem a riqueza pública à sua disposição. Ele não administra ministérios e nem agências reguladoras. Ele não pode nos tributar, nem dar subsídios aos ricos ou aos pobres, nem indicar juízes que irão retirar nosso direito à autonomia, nem controlar um banco central que inflaciona a oferta monetária e provoca os ciclos econômicos, e nem mudar as leis autoritariamente — seja para agradar aos interesses especiais daqueles de quem ele gosta, seja para punir aqueles que o desagradam.

A função do presidente

Sua função é simplesmente supervisionar um governo minúsculo, virtualmente sem poder, exceto para arbitrar disputas entre estados, que são as principais unidades governamentais. Ele é o líder do estado, mas nunca o líder do governo. Sua posição, na verdade, é de constante subordinação aos funcionários ao redor dele e aos milhares de políticos em nível estadual e municipal. Ele adere às rigorosas regras da lei e está sempre ciente de que, no momento em que ele cometer uma transgressão e tentar expandir seu poder, será impedido e deposto como um criminoso.

Mas um impeachment não é algo provável, pois a sua simples ameaça basta para lembrar o presidente de qual é o seu lugar. Esse presidente é também um homem de caráter excepcional, bem respeitado pelas elites naturais da sociedade, uma pessoa cuja integridade é inquestionável e confiada por todos que o conhecem, uma pessoa que representa o melhor daquilo que o país é.

O presidente pode ser um herdeiro rico, um empresário de sucesso, um intelectual altamente preparado, ou um fazendeiro proeminente. Independentemente disso, seus poderes são mínimos. A sua equipe é minúscula, e está quase sempre ocupada com assuntos cerimoniais, como a assinatura de proclamações e o agendamento de encontros com outros chefes de estado.

A presidência não é uma posição a ser avidamente perseguida, mas, sim, concedida como honorária e temporária. Para garantir que isso ocorra, a pessoa escolhida para vice-presidente é o principal adversário político do presidente. O vice-presidente, portanto, serve como uma lembrança constante de que o presidente é eminentemente substituível. Dessa maneira, o cargo de vice-presidente é muito poderoso — não em relação ao povo, mas para manter o executivo sob estrita vigilância.

Mas para pessoas como eu, que têm outras preocupações que não políticas, pouco importa quem seja o presidente. Ele e toda a sua equipe não afetam minha vida de maneira alguma. Sua autoridade é principalmente social, e deriva da respeitabilidade que ele tem perante as elites naturais da sociedade. Essa autoridade se perde tão facilmente quanto se ganha, portanto é improvável que ela seja abusada.

Esse homem é eleito indiretamente, sendo os membros dos colégios eleitorais escolhidos de acordo com critérios estaduais, com uma única ressalva: nenhum desses membros pode ser funcionário público federal. Nos estados que escolhem seus membros através do voto majoritário, não são todos os cidadão ou residentes que podem participar. Os que podem realmente votar, uma pequena porcentagem da população, são aqueles que verdadeiramente têm em mente os melhores interesses da sociedade. Esses indivíduos são aqueles que são donos de propriedades, chefes de famílias, e os realmente instruídos. Eles escolherão um homem cuja função é pensar somente na segurança, na estabilidade e na liberdade desse país.

O governo invisível

Aqueles que não votam e não ligam para política têm sua liberdade garantida. Eles não têm direitos especiais, contudo seus direitos à individualidade, à propriedade e à autonomia nunca são postos em dúvida. Por essa razão, e por todos os propósitos práticos, eles podem se esquecer do presidente e, consequentemente, do resto do governo federal. Não faz diferença se ele existe ou não. As pessoas não pagam impostos diretamente a ele. Ele não diz às pessoas como elas devem conduzir suas vidas. Ele não as manda para guerras, não controla suas escolas, não paga suas aposentadorias, e muito menos as emprega para espionar e extorquir seus concidadãos. O governo é praticamente invisível.

As controvérsias políticas que me envolvem tendem a ser em nível comunitário, municipal ou, no máximo, estadual. E isso ocorre para todos os assuntos, incluindo impostos, educação, crime, assistencialismo, e até imigração. A única exceção é a defesa geral da nação, embora o exército de prontidão seja bem pequeno e com várias milícias baseadas nos estados, em caso de necessidade. O presidente é o comandante-em-chefe das forças armadas federais, mas essa é uma posição secundária a menos que o congresso declare guerra. Essa função requer não mais do que garantir a impenetrabilidade das fronteiras por agressores estrangeiros, uma tarefa relativamente fácil considerando a nossa geografia e o oceano que nos separa daquele mundo velho e em incessante animosidade.

No meu sonho, há dois tipos de representantes públicos: membros da Câmara dos Deputados e um Senado eleito por legislaturas estaduais. A Câmara trabalha para manter o Senado federal sob controle, e o Senado trabalha para manter o executivo sob controle.

O poder legislativo sobre o público praticamente não existe. Os congressistas têm poucos incentivos para aumentar seu poder porque eles próprios são cidadãos reais. Meu deputado mora a menos de um quilômetro da minha casa. Ele é meu vizinho e meu amigo. Eu não conheço meu senador federal, e não preciso conhecer, porque ele se reporta aos legisladores estaduais que eu conheço.

Assim, no meu sonho, não há praticamente nada em jogo na próxima eleição presidencial. Não importa qual seja o resultado, eu mantenho minha liberdade e minha propriedade.

Extrema descentralização

A política desse país é extremamente descentralizada, mas a população é unida por uma economia que é perfeitamente livre e por um sistema de comércio que permite às pessoas se associarem voluntariamente, inovarem, pouparem, e trabalharem baseando-se em benefícios mútuos. A economia não é controlada, estorvada ou mesmo influenciada por qualquer comando central.

As pessoas podem ficar com aquilo que ganham. A moeda que elas usam para comerciar é sólida, estável, e lastreada em ouro. Capitalistas podem abrir e fechar seus negócios à vontade. Trabalhadores são livres para aceitar qualquer trabalho que quiserem, sob qualquer salário e na idade que quiserem. Os negócios têm apenas dois objetivos: servir o consumidor e obter lucros.

Não existem controles trabalhistas, benefícios compulsórios, impostos sobre folhas de pagamento, ou outras regulamentações. Por essa razão, cada um se especializa naquilo em que é melhor, e as trocas pacíficas entre os empreendimentos voluntários causam crescentes ondas de prosperidade por todo o país.

O formato que a economia vai tomar — seja agrícola, industrial, ou de alta tecnologia — não interessa ao governo federal. Permite-se que o comércio aconteça livre e naturalmente, e todos compreendem que ele deve ser gerenciado por proprietários, não por funcionários públicos. O governo federal não poderia criar impostos quando quisesse, muito menos taxar a renda, e o comércio com nações estrangeiras seria competitivo e livre.

Se por algum motivo esse sistema de liberdade começar a se decompor, a minha própria comunidade  o estado no qual eu moro  tem uma opção: se separar do governo federal, formar um novo governo, e se juntar a outros estados nesse esforço. A secessão é sempre permitida. Essa foi parte da garantia requerida para tornar possível que o país fosse uma federação. E, de tempos em tempos, os estados ameaçam uma secessão, apenas como forma de mostrar ao governo federal quem está no comando.

Esse sistema reforça o fato de que o presidente não é o presidente do povo, muito menos seu comandante-em-chefe, mas meramente o presidente do país. Ele serve apenas com sua permissão e somente como líder simbólico dessa união voluntária de comunidades políticas mais importantes. Esse presidente jamais poderia fazer pouco caso dos direitos dos estados, muito menos violá-los na prática, porque assim ele estaria traindo seu juramento e arriscando ser expelido do cargo.

Nessa sociedade sem administração central, uma vasta rede de associações privadas serve como a autoridade social dominante. Comunidades religiosas exercem vasta influência sobre a vida pública e privada, assim como o fazem também entidades civis e líderes comunitários de todos os tipos. Eles criam uma enorme miscelânea de associações e uma verdadeira diversidade na qual cada indivíduo e grupo encontra um lugar.

Essa combinação de descentralização política, liberdade econômica, livre comércio, e autonomia seria capaz de criar a mais próspera, diversa, pacífica e justa sociedade que o mundo jamais conheceu.

Sem utopia

Seria isso uma utopia? Na verdade, nada mais é do que o resultado da minha premissa inicial: que o presidente é tão restringido que não é nem importante saber quem ele é. Isso significa uma sociedade livre que não é controlada por ninguém, exceto por seus membros em suas qualidades de cidadãos, pais, trabalhadores e empreendedores.

Esse seria um país onde as pessoas deveriam governar a si mesmas e planejar sua própria economia, e não tê-la planejada por burocratas em uma capital distante.  O presidente nunca se interessaria pelo bem-estar do povo porque o governo federal não teria voz nesse assunto. Isso seria deixado para as próprias comunidades decidirem.

Essa filosofia é chamada de liberalismo clássico. 

Liberalismo

Nos séculos XVIII e XIX, o termo liberalismo geralmente se referia a uma filosofia de vida pública que afirmava o seguinte princípio: sociedades e todas as suas partes não necessitam de um controle central administrador porque as sociedades normalmente se administram por meio da interação voluntária de seus membros para seus benefícios mútuos.

Liberalismo clássico significa uma sociedade na qual meu sonho é uma realidade. Não precisamos saber o nome do presidente. O resultado das eleições é altamente irrelevante porque a sociedade é regida por leis e não por homens. Não tememos o governo porque ele não nos tira nada, não nos dá nada, e nos deixa em paz para moldarmos nossas vidas, comunidades e futuros.

Essa visão do governo e da vida pública foi destruída em nosso século e em quase todos os países do mundo. Atualmente, em todos os países, o presidente (ou primeiro-ministro) é extremamente poderoso e controlador, especialmente se levarmos em conta todas as agências executivas que ele controla.  Seu poder só é rivalizado por aquele indivíduo que comanda as impressoras monetárias, o presidente do Banco Central.

Anti-governo?

Claro, meus comentários podem ser denunciados como antigoverno. Dizem-nos diariamente que as pessoas que são antigoverno são uma ameaça pública. Mas, como Thomas Jefferson escreveu, um governo livre é fundamentado na desconfiança, e não na confiança.  James Madison também havia alertado: "Desconfie sempre de todos os homens que têm poder ".

Podemos acrescentar dizendo que qualquer governo que empregue milhões de pessoas, a maioria delas armadas até os dentes, deve ser digno de enorme desconfiança. Essa é uma atitude cultivada pela mente liberal-clássica, que premia e incentiva a liberdade dos indivíduos e das comunidades para controlarem suas próprias vidas.

O recém-findado século XX foi o século de Rousseau. E com a ajuda das doutrinas estatistas de Marx e Keynes, este foi também o mais sanguinário dos séculos da história humana. A ideia de governo que esses autores tinham era exatamente oposta à do pensamento liberal-clássico. Eles alegavam que a sociedade não pode governar a si mesma; em vez da vontade geral, os interesses do proletariado ou os planos econômicos das pessoas precisam ser organizados e incorporados na nação e naqueles que a controlam.

E hoje, de fato, com a glorificação da democracia, o indivíduo, a família, e a comunidade — as unidades essenciais de uma sociedade livre — não só foram reduzidos a servos federais, tendo apenas a liberdade que o governo os permite ter, como também foram obrigados a agir como parte de uma ordem nacional coletivista que está por toda parte. Nenhuma grande figura política nacional propõe mudar isso.

Esse fato suscita uma compreensão central da tradição intelectual liberal-clássica. O governo não tem nenhum poder ou recurso que antes não tenha tomado das pessoas. Ao contrário das empresas privadas, ele não pode produzir nada. O que quer que ele tenha, ele deve extrair da iniciativa privada. Embora isso tenha sido bem compreendido no século XVIII, bem como em grande parte do século XIX, tudo foi quase que totalmente esquecido no século do socialismo e do estatismo, do Nazismo, do Comunismo, do New Deal, do assistencialismo, e das guerras.

Restauração

O liberalismo clássico funcionaria nos dias de hoje? Pense nas questões litigiosas da sociedade atual. Cada uma certamente envolve uma área que está relacionada com alguma forma de intervenção governamental. Os conflitos atuais giram em torno do desejo de apoderar-se da propriedade de terceiros usando para esse fim o aparato político de coerção que é o estado. A nossa sociedade seria mais pacífica e próspera se tivesse seguido o programa liberal? A pergunta carrega sua própria resposta.

Agora, de volta ao meu devaneio. Eu não conheço e nem me preocupo em conhecer as políticas presidenciais porque elas não importam de maneira alguma. Minha liberdade e propriedade estão tão asseguradas que, francamente, não faz diferença quem vença as eleições. Mas, para atingir esse objetivo, nenhum de nós pode abster-se das batalhas políticas e intelectuais de nossa época.

 

O Prometeus, de Goethe, brada:

Por acaso imaginaste, num delírio,

que eu iria odiar a vida e retirar-me para o ermo

por alguns dos meus sonhos se haverem

frustrado?


E Fausto responde com sua "última palavra de sabedoria":

Só merece a liberdade e a vida

aquele que tem de conquistá-las todos os dias.



autor

Diversos Autores

  • Getulio Malveira  04/10/2010 16:14
    Brilhante! Simplesmente brilhante esse artigo. Não somente pelas irrecusáveis verdades que ele contém, mas por toda a bela linguagem que Lew utiliza para expó-la. Um texto perfeito para iniciar qualquer um na boa tradição do pensamento liberal. Creio que precisamos meditar profundamente sobre o modo como ele termina, sobre as batalhas que deveremos lutar se quisermos ver ou que nossos filhos ou netos um dia vejam esse sonho realizado. A questão urgente me parece ser: como lutar? com que armas?
  • Daniel Marchi  04/10/2010 16:37
    Mais ricos do mundo compraram ouro por tonelada na crise
    DA REUTERS, EM GENEBRA

    As pessoas mais ricas do mundo responderam às preocupações econômicas com a compra de barras de ouro, algumas vezes por tonelada, transferindo ativos para fora do sistema financeiro, informaram bancos nesta segunda-feira.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/809454-mais-ricos-do-mundo-compraram-ouro-por-tonelada-na-crise.shtml

    comentário: o mundo real é "austríaco"

  • leitor  05/10/2010 02:34
    Leiam com atenção este trecho:

    "Os que podem realmente votar, uma pequena porcentagem da população, são aqueles que verdadeiramente têm em mente os melhores interesses da sociedade. Esses indivíduos são aqueles que são donos de propriedades, chefes de famílias, e os realmente instruídos."
    - Ou seja, qualquer leitor atento entende que, sob a democracia liberal sugerida por Rockwell, os não-proprietários, as mulheres, e os "ignorantes" (quem são? Quem não é liberal? Os pobres?) não podem votar, direito restrito apenas aos "proprietários", aos "chefes de família" e os "realmente instruídos" (quem são? Apenas os liberais? Ou apenas os ricos?)

    Quem estudou a História do Liberalismo sabe que sob o "liberalismo clássico" defendido por Rockwell, o direito de voto era restrito apenas aos "proprietários", "chefes de família" e brancos, os não-proprietários, as mulheres e os negros, não tinham este direito, pois o sufrágio universal era visto pelos liberais clássicos (como Benjamin Constant) como uma invasão à propriedade.
  • Zen  05/10/2010 09:37
    Também reparei neste trecho e gostaria de saber qual é a posição dos articulistas do site.

    Não vejo qual é o sentido de se limitar o sufrágio, uma vez que o voto, ou o político eleito em pouco, ou em nada, podem fazer afetar a vida de qualquer pessoa.
  • Nilo BP  05/10/2010 11:35
    A idéia do artigo inteiro é justamente que o político eleito não poderia afetar as vidas dos outros; a política é pouco mais que um exercício intelectual.

    A idéia de uma república sem sufrágio universal pode parecer absurda para uma pessoa que passou a vida inteira ouvindo exaltações à democracia, mas era justamente o que os Pais Fundadores americanos queriam, para evitar um Estado intervencionista dirigido por demagogos.

    Os libertários da veia do Hoppe são favoráveis a um certo elitismo, e têm razão para tanto: se a política afeta a propriedade dos outros, é apenas justo - e esperto, do ponto de vista da preservação do capital da sociedade - que aqueles que têm mais capital decidam o que fazer com ele. Se qualquer um tem acesso ao poder do Estado, faz mais sentido usá-lo para viver parasiticamente do capital já existente, eventualmente esgotando-o; um governo de capitalistas seria mais escrupuloso nesse aspecto.

    Tudo isso é uma teorização sobre qual forma de governo é "menos pior". Rockwell é um anarco-capitalista, não um liberal clássico, e para ele o próprio conceito de governo e eleições é absurdo. Neste artigo ele está dizendo como ele gostaria que eleições fossem, se não puderem ser evitadas: tão irrelevantes que ele pode ignorar tanto o processo quanto o resultado.

    Eu particularmente detesto esses devaneios, justamente porque eles passam a impressão de que os libertários são aquilo que os marxistas nos acusam de serem: o braço ideológico do capital. Essa propagação descuidada da teoria das elites naturais de Hoppe é terrivelmente danosa para a percepção pública do libertarianismo.
  • Eduardo R., Rio  12/10/2014 00:04
    "Esse homem é eleito indiretamente, sendo os membros dos colégios eleitorais escolhidos de acordo com critérios estaduais, com uma única ressalva: nenhum desses membros pode ser funcionário público federal. Nos estados que escolhem seus membros através do voto majoritário, não são todos os cidadão ou residentes que podem participar. Os que podem realmente votar, uma pequena porcentagem da população, são aqueles que verdadeiramente têm em mente os melhores interesses da sociedade. Esses indivíduos são aqueles que são donos de propriedades, chefes de famílias, e os realmente instruídos".

    Esse excerto -que é um prato cheio para detratores- não merece maiores esclarecimentos? Qual é o problema com o voto direto? Como se descobre, objetivamente, quem são "aqueles que verdadeiramente têm em mente os melhores interesses da sociedade"? Quaisquer "donos de propriedades, chefes de famílias" podem votar? O que exatamente significa "realmente instruídos"? Considerando que, como disse Nilo BP, a "propagação descuidada da teoria das elites naturais de Hoppe é terrivelmente danosa para a percepção pública do libertarianismo", se alguém puder discorrer mais a respeito seria proveitoso.
  • Ali Baba  13/10/2014 13:12
    @Zen 05/10/2010 09:37:46

    Também reparei neste trecho e gostaria de saber qual é a posição dos articulistas do site.

    Não vejo qual é o sentido de se limitar o sufrágio, uma vez que o voto, ou o político eleito em pouco, ou em nada, podem fazer afetar a vida de qualquer pessoa.


    Acho que não sou "articulista do site" (uma vez que não tenho a menor ideia do que isso significa), mas a resposta está muito clara para qualquer pessoa que tenha sido exposta ao libertarismo por mais do que 10 minutos (algo que é muito raro nesses MAVs que rondam o site): se cada um é dono do seu nariz, completamente responsável pelos seus atos, e se não temos governo relevante, o sufrágio é uma imbecilidade.

    Para os ancaps, o sufrágio é desnecessário, uma vez que não temos governo algum.

    Para minarcos, o sufrágio é apenas uma maneira de escolher um representante, alguém para por a culpa quando as coisas falham. Nesse caso, é bom que os responsáveis pelo sufrágio (os votantes) tenham algo a perder. Um voto universal é muito barato... quando você não tem nada a perder, a probabilidade de votar de forma irresponsável é muito grande (e todos sabemos como isso é frequente); já se você é um chefe de família, uma pessoa instruída ou um proprietário, você tem muito a perder.

    O que as pessoas foram levadas a não compreender com o sufrágio universal é justamente isso: quando você vota, você assina embaixo de tudo que o votado fizer. Se você não tem nada a perder, isso é irrelevante; agora, quando a sua propriedade, sua família ou sua reputação está em jogo, assinar o nome embaixo de qualquer um torna-se algo muito significativo. O sufrágio universal tira a responsabilidade de quem vota. E isso é uma péssima maneira de construir uma sociedade.
  • mcmoraes  05/10/2010 13:20
    @"Leitor"

    ...Ou seja, qualquer leitor atento entende que, sob a democracia liberal sugerida por Rockwell, os não-proprietários, as mulheres, e os "ignorantes" (quem são? Quem não é liberal? Os pobres?) não podem votar, direito restrito apenas aos "proprietários", aos "chefes de família" e os "realmente instruídos" (quem são? Apenas os liberais? Ou apenas os ricos?)...

    Vc mostrou q sabe ler sentenças. Parabéns! Afinal, isso é melhor do que ser analfabeto. O próximo passo é tornar-se capaz de compreender textos. Após desenvolver essa capacidade, e ler também outros textos deste sítio, incluindo o que foi citado no artigo, verá que não faz sentido fazer simplificações classistas simplórias.
  • leitor  05/10/2010 13:49
    Hoppe? Não é aquele que prefere uma monarquia a uma democracia?

    Mas foi bom você mencionar o texto citado. Pois há uma passagem do texto no qual Hoppe fála o seguinte:

    "Em todas as sociedades, alguns poucos indivíduos adquirem o status de elite através do talento. Devido às suas conquistas superiores em termos de riqueza, sabedoria e bravura, esses indivíduos ganham o reconhecimento de autoridade natural, e suas opiniões e julgamentos passam a gozar de vasto respeito. Além disso, devido ao acasalamento seletivo, o matrimônio, e às leis da herança civil e genética, as posições de autoridade natural estão fadadas a serem passadas para os herdeiros seguintes de poucas e nobres famílias, que assim mantêm sua tradição. É para os chefes dessas famílias, que têm longos e firmados históricos de conquistas supremas, sagacidade e conduta pessoal exemplar, que os homens comuns levam suas queixas e conflitos contra outros homens."

    Em todas as sociedades? Então, nas sociedades de 'status', os nobres (já que ele fála em "nobres famílias"), os senhores de escravos e os senhores de casta na Índia adquiriram o 'status' através do talento? E pensar que os liberais vociferavam contra os privilégios da nobreza! E agora dá para entender sobre os tais "chefes de família", ou seja, os "chefes de família" de elite. E este argumento de "elite natural" foi muito usado na época do feudalismo.
  • Fernando Chiocca  05/10/2010 17:03
    Spooner é sempre bom:
    Contra o sufrágio feminino
  • anônimo  13/10/2014 10:02
    'Hoppe? Não é aquele que prefere uma monarquia a uma democracia?'

    Uma monarquia significa muito menos parasitas públicos.
  • Fabiano  13/10/2014 17:16
    O link tá quebrado. Segue outro.
    libertyzine.blogspot.com.br/2007/03/contra-o-sufrgio-feminino-lysander.html
  • Zen  05/10/2010 09:50
    No mais, não me parece que o texto insinua que mulheres não podem ser chefes de famílias, que não-proprietários devam corresponder a uma parcela considerável da sociedade, ou que ele tenha em mente quem são as pessoas "instruídas", embora estas sejam, de certa forma, "identificáveis".
  • leitor  05/10/2010 12:31
    Prezado Zen. O trecho é bem claro quanto ao número. Ele diz claramente que é "uma pequena porcentagem da população".
  • historiador  05/10/2010 16:09
    Perdão, mas com meu estudo e análise de História, eu não posso concordar com a frase de Hoppe:

    "Em todas as sociedades, alguns poucos indivíduos adquirem o status de elite através do talento. Devido às suas conquistas superiores em termos de riqueza, sabedoria e bravura, esses indivíduos ganham o reconhecimento de autoridade natural, e suas opiniões e julgamentos passam a gozar de vasto respeito."
    - Se refere-se à Economia de Mercado, tenho total acordo com a frase. Mas não posso concordar que "em todas as sociedades" funcionou assim. Como disse Mises, na História pré-capitalista, riqueza só se adquiria piJ33lhando e escravizando outros, na economia de mercado, realmente se conquista riqueza servindo aos desejos dos consumidores.
  • Nilo BP  06/10/2010 01:11
    O Hoppe é meio... esquisito. Certa vez eu vi ele dizendo que livre migração é uma idéia dos "esquerdistas que se dizem libertários". Não tentei me aprofundar muito no contexto da declaração, mas isso em si já mostra qual é o problema dele: é tão cabeça-dura que não dá a mínima para o que os outros vão pensar das suas teorias controversas.

    Se alguém se desse ao trabalho de escrever um artigo tentando reconciliar Hoppe e as vertentes mais "progressivas" do libertarianismo seria uma grande coisa... mas tenho a impressão de que as duas coisas não são reconciliáveis.
  • Angelo Noel  06/10/2010 08:25
    Pois é, Nilo... Tambem achei um ponto de vista um pouco esquisito sobre a livre imigração.
    Pelo que entendi, ele se fundamenta no fato de que o livre comércio entre países é feito com consetimento mútuo, pelos membros das duas nações. A aquisição de bens em outros países como prédios e etc., também é feita com duas ou mais partes em comum acordo. Já a imigração irrestrita é uma ação em que só o indivíduo toma essa decisão e não há acordo com segundos ou terceiros. Mas isso é assunto pra uma próxima discussão...
  • Silvio  13/10/2014 20:39
    Por falar em imigração, não achei nenhum artigo no site que tratasse especificamente sobre esse assunto. E seria interessante a publicação de um artigo aqui no Mises BR a respeito, uma vez que nos comentários volta e meia alguém traz esse assunto à baila e porque, creio, escapulir daqui é um sonho que muitos de nós acalentam em segredo.

    Enfim, numa busca rápida no site dos EUA, achei esses quatro artigos, sendo um do próprio Lew Rockwell:

    mises.org/daily/1980/The-Libertarian-Immigration-Conundrum

    mises.org/daily/5324/Is-Immigration-Really-the-Problem

    mises.org/daily/5785/Immigration-and-Misplaced-Blame

    mises.org/daily/5341/The-Tragedy-of-Immigration-Enforcement
  • anônimo  30/07/2014 18:15
    Então vc tem que estudar mais, quanto à imigração no final da vida Rothbard tinha a mesma opinião que ele.
  • Daniel Marchi  15/10/2010 00:22
    É bem conhecido o viés filo-estatista dos cursos de direito no Brasil. Nesse sentido, a notícia abaixo revela que a causa da liberdade no Brasil tem uma enorme barreira a superar: os ditos "operadores do direito".

    O Brasil tem mais faculdades de Direito do que todos os países no mundo juntos.
    colunistas.ig.com.br/leisenegocios/2010/10/13/brasil-e-campeao-em-faculdades-de-direito/

    Abç a todos
  • Emerson Luis, um Psicologo  29/07/2014 21:35

    Não quer dizer que em um sistema liberal a vida seria perfeita, quer dizer que seria melhor. Utopia são as várias versões de socialismo, que só geraram miséria e morte.

    * * *
  • mauricio barbosa  11/10/2014 21:29
    Concordo com você Emersom Luis,um psicologo,nossos críticos gostam de jogar em nossas caras que somos utópicos quando na verdade só queremos ser livres de impostos,regulamentações e intervencionismos estéreis que só beneficiam os donos do poder e isso é um absurdo para o rebanho,a massa manipulada que não quer entender que mais impostos,regulamentações e intervencionismos estéreis,só geram crises e mais desemprego e misérias e como essas mazelas são cíclicas eles não enxergam o óbvio.E nós queremos o fim desses ciclos políticos-econômicos,pois sabemos que a economia de mercado não é perfeita,falências aconteceram com ou sem livre-mercado,desemprego acontecerá com ou sem livre-mercado,mas a liberdade será total em um sistema de livre-mercado e é com isso que sonhamos e manifestamos diariamente aqui e em qualquer lugar.Enfim queremos liberdade para empreender e ser feliz e se fracassarmos em nossos negócios seremos homens o suficiente para nos reerguer-mos pois sabemos lutar e não precisamos ficar recorrendo a ajuda do estado explorador e gigante que ai está...
  • Homem Verde  11/10/2014 17:43
    PURO DEVANEIO. Nada disso ocorrerá, pois estamos num país chamado "brasil", onde todos os sonhos acabam antes de começar. Agora, acordem do sonho e VOLTEM AO TRABALHO.
  • Silvio  14/10/2014 00:43
    "Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade"
    (Walt Disney)
  • Calisto  12/10/2014 01:15

    Caros amigos do IMB,

    Bom, nada tenho a comentar diante do irrefutável texto, meu comentário aqui é de alguém que já não tem mais com quem desabafar as perseguições do dia a dia. Sou aluno da UFC e contraditoriamente, defendo as bandeiras do liberalismo, contraditório porque meu curso é um curral marxista. A universidade não é um lugar para a diversidade, pensar diferente é crime. Cansei de ser doutrinado na faculdade e pus minha cara a tapa diante dos marxistas. Contudo, essa atitude parece, lá no fundo, não ser muito sensata. Muitos se afastaram de mim, muitos me olham querendo fuzilar-me. Temo as represálias dos professores. Ontem mesmo fui massacrado nas palavras, não nos argumentos, já que se quer pude expô-los, por militantes do PT. Os exemplos são vários dos absurdos que acontecem na UFC, contudo, para o momento esta bom.

    Grato pela compreensão diante do meu desabafo, entendam-o como as palavras de um coração aflito.
  • OLIVEIRA  12/10/2014 12:37
    É calisto o contraditório, significa para eles ser contra. O respeito e o diálogo da discursões das idéias e pensamentos, enriquecem o conteúdo. Infantilidade dos cotejos da vivência política fraternal. O projeto de PODER, e não o projeto do ESTADISMO.
  • Marcos  12/10/2014 16:33
    Lew Rockwell ainda tem sorte. Não é obrigado a se esforçar ao máximo para evitar um governo bolivariano, votando em um partido esquerdista para isso.

    Se nos EUA o problema já é sério, aqui então é alarmante. Se nos abstivermos de votar acontece o que aconteceu na Venezuela, onde os eleitores fizeram exatamente isso.

    Realmente, isso não tem nada de utopia. Basta um conjunto razoável de limites ao estado. Assim, todos os que não desejam se envolver na política não serão obrigados a isso para salvar o pescoço.

  • anônimo  12/10/2014 19:06
    Limites ao estado, isso sim é uma utopia
  • Silvio  13/10/2014 20:51
    Caro Marcos, sugiro fortemente a leitura desse artigo do Stefan Molyneux:

    Por que um estado mínimo inevitavelmente leva a um estado máximo? - www.mises.org.br/Article.aspx?id=291
  • Marcos  19/10/2014 18:30
    Hoje há vários estados limitados por um conjunto de regras razoáveis, basta ver os primeiros colocados dos índices de liberdade econômica. Já o "não-estado" libertário não existe. Qual dos dois chega mais perto de ser chamado de utopia?
  • Joaob  12/10/2014 16:45
    Re envio comentario sobre democracia, goveno e direito de voto....

    Matematica da democracia



    Correndo o risco de ser enquadrado na frase atribuida a Bernard Shaw,

    "Para todo problema complexo, existe uma solução clara, simples e errada"

    Tenho uma proposta simples que chamei de matematica da democracia:
    O voto  e passa a ser opcional e tera a HONRA de votar aquele que se enquadra na equacao:
    Dinheiro pago ao governo - Dinhero recebido do governo - Beneficios recebidos > zero

    Dinheiro pago ao governo = todos os tipos de impostos pagos, como ICMS, IPTU, IR, ...a lista e longa

    Dinhero recebido do governo=salarios e outras receitas pagas pelo governo..note se que apsentadoria INSS nao eh receita paga pelo governo quando for resultado das contrbuicoes previdenciarias feitas ao longo de 35 anos...

    Beneficios recebidos = monetizacao de qualqer tipo de benficio, como , eg, estudar na USP

    Ou seja, nenhum func publico, do executivo, legislativo ou judiciario votara!
    Isso acaba com conflitos de interesse

    Quem tera essa honra de votar?
    Os que pagam as contas....
    Alem dos ricos, dos empreendedores, dos profissionais de varias areas votarao os miserveis..os catadores de lixo..as prostitutas...os viciados em crack de SP...desde que nao recebam bolsa esmola..nao se pode dizer que essa turma eh das " zelites" e garanto que todos vao querer nivel de ensino bom para seus filhos com professores bem pagos e jamais aprovarao os salarios milionarios de juizes, procuradores, deputados, internacao no Einstein para politicos, motoristas para parlamentares e tambem saberao qque estao pagando pra quem faz mtos filhos para receber bolsas
  • Raquel Dellarini  12/10/2014 19:23


    CAMPANHA FIM DO POLÍTICO PROFISSIONAL, ASSINE E DIVULGUE A PRIMEIRA PETIÇÃO PÚBLICA CRIADA NO BRASIL - JUNHO/2012 - LINK DIRETO www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=P2012N25471

    MOVIMENTO VIRTUOSO - MUTIRÃO DE EMPRESAS E PESSOAS - MOBILIZAÇÃO CIVILIZADA E INTELIGENTE (apelo aos administradores da vida) - EM 2009, FOI LANÇADO JUNTO COM A CAMPANHA DOE REVISTA, ENSINE A VOTAR.

    ATITUDE PRESENTE - CORTE O MAL PELA RAIZ, SAIBA MAIS SOBRE A PETIÇÃO:

    No Google Petições, já ultrapassamos as 12.100 assinaturas - Já temos mais de 4.900 comentários
  • Allan  13/10/2014 13:35
    Leandro, questão fora do tópico. Gostaria de saber se você tem ideia do que está acontecendo. Olha esse gráfico:

    www.eia.gov/dnav/pet/hist/LeafHandler.ashx?n=PET&s=WCREXUS2&f=W

    Alguma explicação de cunho da EA?

    Valeu, abraços!
  • Leandro  13/10/2014 13:52
    Wow!

    Tenho um mero palpite, e ele foi explicado em detalhes aqui.

    Eu só não previa que a coisa já estava tão avançada assim. A eficiência que os americanos alcançaram foi rápida demais!
  • aspone  13/10/2014 17:55
    Mandei os links para um amigo meu, que é aspone na petrobras.

    Ele me disse o seguinte:

    - O gráfico está assim por causa do xisto;
    - a petrobras sabia do risco desde sempre e, por isso, é necessário pressa na exploração do pré-sal;
    - a petro não consegue fazer isso sozinha, ainda mais com tanto peso nas costas: nacionalização, combustíveis etc;
    - americanos fazem tudo de quaquer jeito e poluem muito;
    - pré sal ainda vale a pena, mesmo que seja só para o mercado interno;
    - não valerá a pena importar, mesmo qeu o preço caia, porque o custo de produção deve diminuir à medida em que a produção aumentar;
    - se ninguem mais quiser explorar o pré sal, isso também vai afestar a oferta e o preço de petróleo.

    Eu havia perguntado se, nesse cenário, não valeria mais a pena importar petroleo. Resumindo, acho que ele pensa que ainda é um bom negócio explorar pré-sal e que a queda do preço por causa desse lance nos EUA não vai afetar o negócio pra petrobras.
  • Asperge   13/10/2014 19:22
    Sendo ele um apone da Petrobras, está explicada essa ignorância econômica dele.
  • Silvio  13/10/2014 20:16
    "americanos fazem tudo de quaquer jeito e poluem muito"

    Ora, ora, essa pra mim é nova. E acho que esse seu amigo ficaria muito surpreso se soubesse que as cidades mais poluídas do mundo não ficam nos EUA nem em qualquer outro país notadamente capitalista, mas sim em paraísos socialistas como China, Rússia, Índia e Irã:

    www.curiosityaroused.com/world/10-most-polluted-cities-in-the-world/

    science.time.com/2013/10/18/the-10-most-polluted-cities-in-the-world/

    edition.cnn.com/2014/05/08/world/asia/india-pollution-who/

    Se seu amigo soubesse que o problema ambiental é um problema (da ausência) de direitos de propriedade, não falaria essa besteira.
  • Silvio  13/10/2014 13:54
    Sei que esse não é o espaço adequado para isso, mas queria saber a opinião de vocês sobre o novo laureado com o Prêmio Nobel de Economia, Jean Tirole. Foi uma escolha sensata ou em breve teremos uma nova versão desse artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1713?
  • Jarzembowski  13/10/2014 14:11
    Opa, também aguardo uma análise sobre isso.
    Me parece mais um keynesiano falando bobagem sobre a importância da regulação estatal para impedir as falhas do mercado, como monopólios, etc.
  • Rennan Alves  13/10/2014 21:01
    Aqui senhores:

    Por que o Nobel de Economia foi para Jean Tirole

    Destaco uma fala de sua autoria.

    "Muitas indústrias são dominadas por um pequeno número de grandes empresas ou por um único monopólio. Sem regulação, tais mercados, muitas vezes, produzem resultados socialmente indesejáveis".

    Adivinhem a escola???
  • Silvio  13/10/2014 21:11
    Decepcionado, mas não surpreso.
  • marcelo  13/10/2014 19:16
    Brilhante, já comprei um livro do autor por apenas 3 dólares na Amazon!
  • Pedro.  16/10/2014 14:24
    A democracia virou TABU !!!!!!

    É em si o bem e a lustiça. É o caminho, a luz e a vida, o mundo não chegará a felicidade eterna se não através da democracia.

    Ora, a idéia de democracia fala à vaidade: é como se o indivíduo estivesse no comando. Nada mais falso.
    O democrata acredita que é ele o responsável pela eleição do seu senhor, ele escolhe e portanto é importante como eleitor. Ora, é um tolo porque mesmo que o escravo pudesse escolher o seu senhor dentre os previamente escolhidos para concorrer - sob regras que impedem uma real livre escolha e livre concorrecia - ainda assim ele seria um escravo cuja vida estaria sob asb deliberações de seu senhor, aquele que o explora e submete a seus caprichos.

    O falatório sobre a suprema beleza da democracia a tem confundido com a LIBERDADE ao ponto de quase ninguém mais defender a liberdade, mas sim a democracia. Como se esta fosse a efetiva liberdade. Nada poderia ser mais CONVENIENTE AOS SENHORES do POVO.

    Sob a democracia tudo torna-se, em tese, um JOGO honesto. Onde o vencedor leva tudo, mas o perdedor pode apostar mais vezes. Já que tal jogo tem por regra jamais terminar enquanto houver jogadores.

    Sob a democracia a velha questão sobre a JUSTIÇA SER A VONTADE do MAIS FORTE fica resolvida e aceita por todos os democratas.
    Sob a democracia o MAIS FORTE não é um indivíduo, mas sim UMA ORGANIZAÇÃO composta por varios indivíduos organizados para deliberarem, em acordo coletivo, sobre a vida dos seus SUBMISSOS.

    Vale lembrar o DISCURSO da SERVIDÃO VOLUNTÁRIA de Etiénne De La Boétie: "ter vários soberanos pode ser ainda pior do que ter um só"

    ...mas a democracia simplesmente é um JOGO para SENHORES de SERVOS acomodados. Onde todos os senhores exploram todos os servos, embora numa hierarquia ocupada dinamicamente pelos vencedores de cada partida do jogo democrático.

    Abs.

    Refletir sobre democracia, sobre voto universal, é uma HERESIA, é UMA BLASFEMIA!!!

    Os maravilhosos são democratas e os críticos da democracia são todos uns ditadores sanguinários e malvados.
    João é uma PESSOA MARAVILHOSA porque é um adepto da democracia, já o José é um herege, um blasfemo malvado e elitista por criticar os resultados a que tal GALANTEIO aos SUBMISSOS pode dar como resultado: a servidão a senhores que se alternam na hierarquia que permanece estatica sobre os servos.



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