clube   |   doar   |   idiomas
Por que é impossível argumentar contra a propriedade privada sem cair em autocontradição

Nesse artigo, primeiramente irei expressar a teoria geral da propriedade como sendo um arranjo de regras aplicáveis a todos os bens, cujo intuito é ajudar a evitar todos os conflitos sociais possíveis, e então irei demonstrar como essa teoria geral está implícita no princípio da não-agressão.  De acordo com o princípio da não-agressão, um indivíduo pode fazer o que quiser com o seu próprio corpo, desde que ele, ao agir assim, não agrida o corpo de outra pessoa.  Da mesma forma, esse indivíduo pode fazer uso de quaisquer outros meios escassos, assim como faz uso de seu próprio corpo, desde que esses meios escassos já não tenham sido apropriados por outra pessoa — isto é, desde que eles ainda estejam em seu estado natural, sem proprietário.

Tão logo recursos escassos tenham sido visivelmente apropriados — tão logo um indivíduo "misture seu trabalho" nesses recursos, para utilizar a frase de John Locke, e haja sinais objetivos disso —, então a propriedade (o direito ao controle exclusivo) poderá ser adquirida somente por meio de uma transferência contratual de títulos de propriedade, do proprietário anterior para o próximo; e qualquer tentativa de delimitar unilateralmente esse controle exclusivo facultado ao proprietário, ou qualquer transformação não solicitada das características físicas dos meios escassos em questão, será — em inteira analogia com agressões contra o corpo de terceiros — uma ação injustificável.

A compatibilidade desse princípio com o da não-agressão pode ser demonstrada por meio de um argumentum a contrario.  Primeiro, deve ser notado que, se ninguém tivesse o direito de adquirir e controlar qualquer coisa exceto seu próprio corpo (uma regra que passaria no teste formal da universalização), então qualquer sobrevivência seria impossível, todos nós deixaríamos de existir, e o problema da justificação de declarações normativas simplesmente também não existiria.  A existência desse problema só é possível porque nós estamos vivos, e nossa existência se deve ao fato de que nós não aceitamos — e não podemos aceitar — uma norma proibindo a propriedade sobre outros meios escassos além do nosso próprio corpo.  Logo, o direito de adquirir e se tornar proprietário de tais bens deve ser assumido como existente.

Agora, se assumirmos isso, mas não aceitarmos que um indivíduo tem o direito de adquirir tais direitos de controle exclusivo, por meio de seu próprio trabalho, sobre objetos naturais e nunca utilizadas (fazendo algo com objetos com os quais ninguém mais já havia feito qualquer coisa antes), e aceitarmos que outras pessoas tenham o direito de desconsiderar a propriedade desse indivíduo sobre objetos em que elas jamais trabalharam ou puseram para algum uso em particular, então se está dizendo que é correto adquirir títulos de propriedade não por meio do trabalho (isto é, estabelecendo algum elo objetivo entre uma determinada pessoa e um determinado recurso escasso), mas simplesmente por declaração verbal, por decreto.

Entretanto, defender que títulos de propriedade sejam adquiridos por meio de declarações e decretos é incompatível com o supracitado princípio da não-agressão em relação ao corpo de terceiros.  Pois, em primeiro lugar, se um indivíduo pudesse de fato se apropriar de algo por mero decreto, isso implicaria ser também possível decretar que o corpo de outra pessoa passasse agora a ser deste indivíduo.  Claramente isso estaria em conflito com o vigente princípio da não-agressão, que faz uma nítida distinção entre o corpo de um indivíduo e o corpo de outra pessoa.

Ademais, essa distinção só pode ser feita dessa forma clara e inequívoca porque, para corpos, assim como para tudo mais, a separação entre "meu e seu" não se baseia em declarações verbais, mas na ação.  A observação se baseia em algum determinado recurso escasso que foi transformado em uma expressão ou materialização da vontade própria do indivíduo — de modo que qualquer um possa ver e verificar, pois existem indicadores objetivos para tal.

Mais importante ainda: dizer que a propriedade pode ser adquirida não por meio da ação mas por meio de uma declaração é algo que envolve uma óbvia contradição prática, pois ninguém poderia dizer e fazer tal declaração a menos que seu direito de controle exclusivo sobre seu corpo, bem como sobre seu próprio instrumento de vocalização, já esteja pressuposto.

                                  ____________________________________

Até agora, foi demonstrado que:

1) o direito à apropriação original por meio de ações é inteiramente compatível com o princípio da não-agressão;

2) o princípio da não-agressão demonstra que o direito à apropriação original é a pressuposição logicamente necessária para uma argumentação.

Indiretamente, é claro, também foi demonstrado que qualquer regra especificando direitos diferentes não poder ser justificada.  Entretanto, antes de entrarmos em uma análise mais detalhada que explique por que qualquer outra ética que não esta seria indefensável, vale a pena uma discussão que irá jogar uma luz adicional na importância de algumas das estipulações da teoria libertária da propriedade.

Por que outras teorias não libertárias da propriedade são impossíveis de serem justificadas?  Primeiro, deve-se notar que, como ficará claro logo abaixo, todas as alternativas ao libertarianismo que já foram praticadas, bem como a maioria dos princípios não libertários teoricamente já propostos, sequer passariam pelo primeiro teste formal da universalização, e apenas por isso já fracassariam!

Todas essas outras versões contêm normas dentro de suas estruturas de regras e princípios que têm a forma "algumas pessoas podem, e outras pessoas não podem".  Entretanto, tais regras que especificam diferentes direitos ou obrigações para diferentes classes de pessoas não têm qualquer chance de serem aceitas como justas por todos os potenciais participantes em uma argumentação por razões puramente formais.

A menos que a distinção feita entre diferentes classes de pessoas venha a ser aceita por ambos os lados dos argumentadores como sendo algo fundamentado na natureza das coisas, tais regras não seriam aceitas, pois elas implicariam que um grupo seja beneficiado com privilégios legais à custa de discriminações complementares a outro grupo.  Algumas pessoas, tanto aquelas que têm a permissão de fazer algo quanto aquelas que não têm, não poderiam concordar que essas são regras justas.

Dado que a maioria das propostas éticas alternativas, praticadas ou defendidas, depende da aplicação e imposição de regras como "algumas pessoas têm a obrigação de pagar impostos, e outras têm o direito de consumi-los", ou "algumas pessoas sabem o que é bom para você e têm o direito de ajudar você a obter essas supostas bênçãos mesmo que você não as queira, mas você não o tem o direito de saber o que é bom para elas e ajudá-las apropriadamente", ou "algumas pessoas têm o direito de determinar quem tem coisas em excesso e que tem coisas em escassez, e outras têm a obrigação de aceitar essa determinação" ou, até mais diretamente, "a indústria da informática deve pagar subsídios a agricultores, os empregados aos desempregados, aqueles que não têm filhos àqueles que têm filhos", ou vice versa — todas elas devem ser descartadas e rejeitadas como candidatas sérias à reivindicação de ser uma teoria válida de normas enquanto normas para a propriedade, porque todas elas indicam, por meio de sua própria formulação, que não são universalizáveis.

Porém, fica a pergunta: o que haverá de errado com uma ética não libertária caso essa situação seja resolvida e haja de fato uma teoria formulada que contenha normas exclusivamente universalizáveis do tipo "ninguém tem o poder de" ou "todo mundo pode"?  Ainda assim, a validade de tais propostas jamais poderia ser comprovada — não por causa de razões formais, mas por causa de suas especificações materiais.  Com efeito, embora as alternativas facilmente refutáveis com relação às suas pretensões de validade moral podem ao menos ser praticadas, a aplicação dessas versões mais sofisticadas — as quais passariam no teste da universalização — se comprovariam, por razões materiais, fatais: mesmo que se tentasse, elas simplesmente jamais poderiam ser implementadas.

Há duas especificações correlatas na teoria libertária da propriedade, sendo que, para pelo menos uma delas, qualquer teoria alternativa estaria em conflito direto.  De acordo com a ética libertária, a primeira dessas especificações é que a agressão seja definida como uma agressão à integridade física da propriedade de terceiros.  Existem tentativas populares de definir isso como uma agressão ao valor ou à integridade psíquica da propriedade de outra pessoa.  O conservadorismo, por exemplo, objetiva preservar uma dada distribuição de riqueza e de valores, e tenta controlar aquelas forças que poderiam alterar o status quo impondo controle de preços, regulamentações e controles comportamentais.  Claramente, para poderem fazer isso, o direito de propriedade ao valor das coisas — algo que não existe — teria de ser assumido como justificável, e uma agressão aos valores, mutatis mutandis, teria de ser classificada como uma agressão injustificável.

Não é só o conservadorismo que utiliza essa ideia de propriedade e agressão; o socialismo redistributivista também.  O direito de propriedade aos valores deve ser assumido como legítimo quando o socialismo redistributivista me permite, por exemplo, exigir compensação das pessoas cujas chances ou oportunidades afetam negativamente as minhas.  O mesmo é válido quando exijo alguma compensação pelo cometimento de "violência psicológica" ou "estrutural".  Para poder exigir tal compensação, o que esse indivíduo deve ter feito para mim — isto é, afetar minhas oportunidades, minha integridade psíquica ou meu sentimento sobre o que me é devido — teria de ser classificado como um ato agressivo.

Por que essa ideia de proteger o valor da propriedade é injustificável?  Primeiro, ao passo que cada indivíduo, pelo menos em princípio, pode ter controle total sobre se suas ações irão ou não alterar as características físicas de algo, e consequentemente pode ter completo controle sobre se tais ações são justificáveis ou não, o controle sobre se suas ações irão ou não afetar o valor da propriedade de outra pessoa não depende desse indivíduo, mas sim da avaliação subjetiva de terceiros.  Portanto, ninguém pode determinar ex ante se suas ações serão classificadas como justificáveis ou injustificáveis.

Tal indivíduo teria primeiro de interrogar toda a população para ter a certeza de que as ações que ele está planejando fazer não irão alterar as avaliações de terceiros em relação à propriedade deles.  Mesmo assim, ninguém poderia agir até que um acordo universal tivesse sido firmado sobre quem deve fazer o que com o que, e em que ponto no tempo.

Claramente, por causa de todos os problemas práticos envolvidos, antes de qualquer acordo ser obtido todos já estariam mortos e ninguém mais poderia argumentar.  De modo ainda mais decisivo, essa posição em relação à propriedade e à agressão não poderia nem mesmo ser efetivamente argumentada, pois argumentar em favor de qualquer norma significa que está havendo conflito em relação ao uso de alguns recursos escassos; afinal, não fosse isso, simplesmente não haveria necessidade de nenhuma discussão.

Entretanto, para que se possa argumentar que há uma maneira de se resolver tais conflitos, deve ser pressuposta a permissão de se praticar ações antes de qualquer acordo se feito, pois se ações não fossem permitidas antes do acordo, então ninguém poderia sequer argumentar — dado que isso é uma ação.  Entretanto, se alguém pode agir (e, na medida em que a ação existe como uma posição intelectual, a posição sendo examinada deve assumir que alguém pode agir), então tal ato só é possível por causa da existência de fronteiras objetivas de propriedade — fronteiras que qualquer um pode reconhecer como tal, por conta própria, sem ter antes de concordar com outra pessoa em relação ao sistema de valores e avaliações dela.

E tal ética protetora de valores deve também, apesar de tudo o que diz, pressupor a existência de fronteiras objetivas de propriedade, ao invés de fronteiras determinadas por avaliações subjetivas, nem que seja para permitir que qualquer pessoa viva faça suas propostas morais.

A ideia de se proteger o valor ao invés da integridade física também é falha por um segundo motivo correlato.  Evidentemente, o valor de uma pessoa — por exemplo, para o mercado de trabalho ou mesmo para um matrimônio — pode ser, e de fato é, afetado pela integridade física das outras pessoas.  Assim, se o valor da propriedade tivesse de ser mantido, então a agressão física a outras pessoas deveria ser permitida — só assim um aleijado ou uma mulher feia melhorariam sua situação no mercado de trabalho e no mercado matrimonial, respectivamente.

Entretanto, é somente por causa do fato de que as fronteiras de uma pessoa — isto é, as fronteiras da propriedade de uma pessoa sobre seu próprio corpo como seu domínio de controle exclusivo, o qual nenhuma outra pessoa pode cruzar sem que isso o torne um agressor — são fronteiras físicas (fronteiras averiguáveis objetivamente, e não apenas subjetivamente imaginárias), que todos podem concordar com alguma coisa independentemente (e concordar significa um acordo entre unidades tomadoras de decisão independentes!).

É somente porque as fronteiras de uma propriedade protegida são objetivas (isto é, fixadas e reconhecidas como tendo sido fixadas antes de qualquer acordo convencional), é que pode haver argumentação e possivelmente um acordo entre duas unidades tomadoras de decisão independentes.  Ninguém pode argumentar a favor de um sistema de propriedade que defina as fronteiras da propriedade em termos subjetivos, pois, o simples fato de ser capaz de dizer tal coisa pressupõe que, ao contrário do que a teoria diz, tal indivíduo tem necessariamente de ser uma unidade fisicamente independente — caso contrário, ele não teria autonomia para dizer isso.

A situação não melhora em nada para essas propostas éticas alternativas quando analisamos a segunda especificação essencial da teoria libertária da propriedade.  As normas básicas do libertarianismo são caracterizadas não apenas pelo fato de que a propriedade e a agressão são definidas em termos físicos; é também de igual importância entender que a propriedade é definida como privada e individualizada, e que o significado de apropriação original — o que evidentemente implica fazer uma distinção entre o antes e o depois — já foi especificado a priori.

É com essa especificação adicional que as propostas éticas alternativas e não libertárias entram em conflito.  Ao invés de reconhecer a importância vital da distinção do antes-depois ao se arbitrar reivindicações conflitantes de propriedade, elas propõem normas que na realidade estabelecem que a prioridade é irrelevante para tal tomada de decisão, o que significa que aqueles que chegaram por último têm o mesmo direito à propriedade de algo que aqueles que chegaram primeiro e ali se estabeleceram.

Claramente, essa ideia está presente quando o socialismo redistributivo obriga os proprietários naturais de riqueza e seus herdeiros a pagarem um determinado tributo, de modo que os desventurados que chegaram por último possam tomar parte no consumo dessa riqueza.  Também está presente quando o proprietário de um recurso natural é forçado a reduzir (ou aumentar) sua atual exploração tendo em vista o interesse da posteridade.  Em ambos os casos, só faz sentido fazer tal coisa quando se assume que a pessoa que acumulou a riqueza primeiro, ou que utilizou os recursos naturais primeiro, cometeu por meio disso um ato de agressão contra os que ali chegaram por último.  Caso eles não tenham feito nada de errado, então os que chegaram por último não podem fazer nenhuma reivindicação contra eles.

O que há de errado com essa ideia de descartar essa distinção do antes-depois como sendo moralmente irrelevante?  Em primeiro lugar, se aqueles que chegaram por último (aqueles que não fizeram nada com algum recurso escasso) de fato tivessem tantos direitos quanto os que chegaram primeiro (aqueles que fizeram alguma coisa com os bens escassos), então ninguém jamais poderia fazer nada com coisa alguma, pois os primeiros teriam antes de obter a autorização de todos aqueles que irão chegar por último.  Só após essa autorização, é que os primeiros poderiam fazer o que intencionavam.

Nem nós, nem nossos antepassados, nem nossa prole poderíamos ou iríamos sobreviver, dizer ou argumentar qualquer coisa caso alguém lá do passado tivesse seguido essa regra.  Para que qualquer pessoa — no passado, presente ou futuro — possa argumentar alguma coisa, ela deve estar viva no momento da ação.  Ninguém pode esperar e suspender suas ações à espera de que todos aqueles que pertencem à indeterminada classe de retardatários calhe de estar por perto e autorize suas ações.

Ao contrário: na medida em que um indivíduo esteja sozinho em um local sem dono, ele tem de ser capaz de agir, utilizar, produzir e consumir bens imediatamente, antes de fazer qualquer acordo com pessoas que simplesmente não estão ali (e que provavelmente nunca estarão).  Por outro lado, se o indivíduo estiver na companhia de terceiros e houver conflito sobre como usar um determinado recurso escasso, ele deve poder resolver o problema em um ponto definido do tempo e com um número definido de pessoas, ao invés de ter de esperar um período indefinido de tempo por um número não específico de pessoas.

Portanto, para simplesmente poder sobreviver — um pré-requisito para poder argumentar a favor ou contra alguma coisa —, os direitos de propriedade não podem ser concebidos como sendo algo atemporal e não específico no que tange ao número de pessoas envolvidas.  Ao contrário: eles devem ser considerados originários da ação de indivíduos específicos ocorrida em pontos definidos no tempo.

Ademais, a ideia de abandonar a distinção do antes-depois seria simplesmente incompatível com o princípio da não-agressão como o fundamento prático da argumentação.  Argumentar e possivelmente concordar com alguém (mesmo que haja discordância) significa reconhecer o direito prévio ao controle exclusivo do próprio corpo.  Caso contrário, seria impossível para qualquer pessoa dizer alguma coisa em um ponto definido do tempo e, da mesma forma, seria impossível qualquer outra pessoa responder, pois elas já teriam deixado de ser, individualmente, uma unidade tomadora de decisões fisicamente independente.

Eliminar a distinção do antes-depois é, portanto, equivalente a eliminar a possibilidade de argumentar e de se chegar a um acordo.

Entretanto, uma vez que é inegável que não há possibilidade de uma pessoa argumentar sem que seu direito ao controle de seu próprio corpo seja previamente reconhecido e aceito como justo, então uma ética defensora dos direitos iguais para os retardatários que não faça essa distinção jamais poderia ser aceita por ninguém.  Só o fato de alguém dizer que ela poderia ser aceita já implica uma contradição, pois a capacidade de poder dizer algo já pressupõe a existência, em um ponto definido do tempo, de uma unidade tomadora de decisão independente.

Por conseguinte, somos forçados a concluir que a ética libertária não apenas pode ser justificada por meio de um raciocínio apriorístico, como também somos obrigados a reconhecer que nenhuma alternativa ética pode ser defendida argumentativamente.

3 votos

autor

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.



  • Capitale  24/09/2010 12:56
    Olá

    Sou novo por aqui. Tenho uma pergunta: no início do texto, por que o princípio de não-agressão foi aceito como ideal? Os argumentos que vi partem do pressuposto de que este princípio é o ideal, mas o que o justifica?

    Obrigado
    Capitale
  • Leandro  24/09/2010 13:18
    Prezado Capitale, seja bem vindo!

    O princípio da não-agressão -- isto é, o fato de que é errado iniciar agressão de qualquer tipo contra um inocente -- é um axioma. Isso significa que ele é um princípio auto-evidente, que não precisa ser demonstrado.

    Por essa razão, o fato de que é errado você agredir inocentes é aceito como uma verdade apriorística e serve como ponto da partida para a dedução e inferências de outras verdades.

    Se você for contra o fato de que o princípio da não-agressão é um axioma, então você não poderia reclamar se alguém, do nada, lhe desse um soco na cara, por exemplo. Ou se alguém lhe roubasse. Ou lhe seviciasse.

    Ou seja: você estaria sendo a favor de uma sociedade totalmente sem leis e punições -- uma sociedade na qual qualquer sobrevivência seria impossível. Consequentemente, ser contra esse axioma implica ser contra a vida. Por conseguinte, você não pode estar vivo e, ao mesmo tempo, ser contra o axioma da não-agressão: isso seria uma contradição de sua parte-
  • Norbs  19/05/2011 17:22
    Só que nem todo tipo de agressão é uma ameaça à vida, algumas são quase insignificantes até
    Não seria possível alguém discordar desse axioma falando que ele coloca coisas diferentes, tudo no mesmo saco, sendo que entre algumas dessas coisas estão agressôes que são um mal necessário?
  • Fernando Aguirrez  04/08/2016 02:55
    Qualquer agressão é injustificável. Pela sua lógica então, deveríamos ao invés de repudiar o estupro, passar a aceitá-lo "com camisinha" por exemplo?
  • Francisco Seixas  25/11/2016 00:17
    "...sendo que entre algumas dessas coisas estão agressões que são um mal necessário?"

    Interessante... Poderia, por favor, exemplificar e demonstrar?
  • Getulio Malveira  24/09/2010 15:12
    Perfeita a argumentação do texto. Desde que se tome o princípio de não-agressão como axioma, a argumentação é perfeitamente válida. Entretanto, devo discordar do colega Leandro quanto ao seu argumento de contradictio ad adjecto na recusa do axioma. Recusar o axioma de não-agressão implica apenas que por uma preferência individual exótica, o sujeito preferiria viver numa "sociedade totalmente sem leis e punições", mas disso não decorre a impossibilidade do mesmo permancer vivo para argumentar. Negar o axioma, acrescento, não implica ser contra a vida, mas, contra a civilização e a favor da barbárie. É claro que um bárbaro, uma besta, não precisa argumentar, basta fazer valer sua força. Nesse caso, quer seja numa civilização estatista quer seja numa civilização totalmente libertária, tal sujeito se tornaria uma abominação e deveria ser eliminado. Mas em um caso ou em outro, trata-se de especulação factual e não de um raciocínio lógico necessário.
  • anônimo  24/09/2010 15:54
    Esta é a questão basilar, meninos: a propriedade concerne à ética, não à dialética. Platão trouxe a confusão para destruí-la. A Ética é muito mais ampla do que qualquer religião, ou sistema jurídico, essas pernas-de-pau com as quais o grego se espalhou pelo Ocidente.
  • Getulio Malveira  24/09/2010 17:04
    Anônimo,\r
    \r
    Não compreendi a referência a Platão. O problema fundamental de Platão é ético. Seu sistema tenta conciliar os ensinamentos herdados de Heráclito, via Crátilo, com as exigências éticas do pensamento socrático. Daí surge a "metafísica das Formas". Ao meu ver, a questão ética se resume a determinar um axioma e dele deduzir as consequências. Foi o que todos os filósofos gregos fizeram, donde a pluralidade de perspectivas éticas herdadas da antiguidade grega. É o mesmo que Hoppe fez no artigo, com a diferença em que ele utilizou um exagero retórico ao afirmar que é autocontraditório negar a própriedade privada.
  • CR  24/09/2010 19:44
    Não há nenhum axioma na ética. A Gravidade é ética, sem nenhuma fórmula, ou predisposição. A dialética que estabelece algum viés, para confrontá-la. Por isso é dial, ou seja, duas éticas - uma do indivíduo, outra da totalidade orgânica de Hegel, contraposta pelo Estado. Ou a divina alma, que tem que sobrepujar o corpo mundano, esse rebelde, no caso da perfídia religiosa. Heráclito foi subvertido por Parmenides, e por Pitagoras, o filho da Pitonisa, instrutor primaz dos sapientes que tornaram Athenas subserviente aos Trinta Tiramnos.
  • Getulio Malveira  24/09/2010 20:49
    CR, \r
    \r
    Nem saberia o que dizer desse teu comentário. A etimologia da palavra "dialética" está completamente equivocada e as referências aos filósofos totalmente despropositadas. É por isso que quem não entende de botânica não deve falar de botânica.
  • anônimo  24/09/2010 22:47
    O CR rompe barreiras em se falando de comentários sem pé nem cabeça
  • CR  25/09/2010 01:41
    Cinto falar para conta dores. O que querem? Quem trouxe os números para a Academia? Quem inventou o Direito? Quem separou o corpo da alma, tornando a civilização esquizofrênica? Quem resolveu se conhecer completamente, e então se suicidou? Qem reservou a administração da Justiça para o Estado? Quem inspirou Maquiavel, Bacon, Descartes, Hobbes, Galileu, Ticho Brahe, Kepler,Rousseau, Napoleão, Bentham, Ausrtin, Comte, Hegel, Sorel, Savigny, Newton, Darwin, Marx, e seu amado Keynes?
    Em verdade vos digo: abri um livro desses, qualquer um, de redação, não de cálçculos de juros compostos, e verás ali a dialétida exposta - de dial, eixo, ou dual, duplo, como convém à metafísica.
    Agora uma coisa eu digo para suas sumidades críticas, que levam as críticas ao lado pessoal, sem desmanchar nenhum arguumento, mas apenas tergiversar: Sapere audi!!
    Não estou aqui para me exibir, nem dedicaria minha vida para ganhar galardão de aprendiz. Pensei estar num sítio de mentalidade aberta, mas parece que o mais seguro é trilhar o que se conhece. Uma pena.
  • Getulio Malveira  25/09/2010 13:10
    O grande mérito dos economistas austríacos está na estrita observância da lógica. É por esse motivo que seus argumentos nos parecem os mais verdadeiros e suas teses mais consistentes. Desde quando se abandona o pensamento rigoroso, abre-se as portas da ciência para todo o tipo de fantasia e contra-senso. Esta lição, fundamento último de qualquer reflexão filosófica ou científica, já ensinada pelos primeiros pensadores ao distinguirem o domínio da opinião do domínio do conhecimento, não pode ser abandonada sob pena de se cair na ridícula situação evocada por Kant: "Um ordenha o bode e o outro segura a peneira", ou seja, discute-se inutilmente, de modo infundado, sobre algo sem sentido. Lembremo-nos dos perigos do polilogismo. Há só uma lógica válida para a argumentação e segui-la não é uma escolha, mas uma necessidade para todo discurso racional. Digo isso em concordância com a observação do "anônimo" e com algum extranhamento pela falta de critérios do IMB para a publicação de comentários.
  • Leandro  25/09/2010 13:47
    Prezado Getulio, sobre nossa "política" de publicação de comentários, publicamos todas as visões e opiniões, desde que sejam educadas e respeitosas.

    Por dia, eliminamos em média de 3 a 5 comentários agressivos, com termos chulos e difamatórios. De resto, publicamos todas as opiniões, concordantes e discordantes.

    Afinal, nada melhor do que ouvir o que os iludidos pensam para podermos refinar melhor nossa argumentação.

    Grande abraço!
  • Getulio Malveira  25/09/2010 14:45
    Prezado Leandro,\r
    \r
    Obrigado pelo esclarecimento acerca da política de publicação do site. Concordo inteiramente com ela, embora não possa deixar de me aborrecer ao ver comentários sem sentido e a triste insinuação de que este não é um site de "metalidade aberta". Se por "mentalidade aberta" o senhor CR entende algum tipo de linguagem na qual não haja critérios de argumentação e válidade, então confesso, de minha parte, que não tenho mentalidade aberta. Creio que o sr. "CR" foi infeliz na sua insinuação, faltando com respeito aos leitores do IMB, mas entendo a decisão de voces de só eliminar comentários chulos. Nada há de mais proveitoso do que considerar várias perspectivas e discutir sobre interesses comuns com respeito e dignidade. \r
    \r
    Abraço e parabens ao site pela qualidade dos artigos
  • Marcelo Werlang de Assis  25/09/2010 15:37
    Em função dos tantos escândalos que ocorreram envolvendo os nazistas brasileiros (o PT) e do escancarado projeto de destruir a liberdade de expressão (garantida pelo art. 5º da CRFB), volto a fazer aquela indagação que expus aqui no início do ano: o Brasil se cubanizará com a perpetuação deles no poder, transformando-se numa gigantesca penitenciária e num monstruoso cemitério?\r
    \r
    A Venezuela já está quase assim. Não duvido de que já existam campos de concentração por lá.\r
    \r
    Os nazistas alemães, em 1936, sediaram as Olimpíadas de Berlim, e os nazistas brasileiros sediarão as de 2016 e a Copa do Mundo de 2014. Coincidência demais... \r
    \r
    Mais uma vez, parabenizo os "operários" do IMB (principalmente o Dr. Leandro Roque) pelo seu estupendo e infatigável esforço em defender a Liberdade. Isso é o que menos se vê neste país.\r
    \r
    Eu li vários dos comentários do tal do CR. Cheguei à conclusão de que ele é um lunático. Só isso posso pensar dele. Junto-me àqueles que acham que ninguém entende o que esse sujeito escreve (talvez nem ele mesmo compreenda). Mas o liberalismo pressupõe a tolerância, e portanto não me sinto incomodado com esse cara, que se mostra cordial e respeitoso.\r
    \r
    "Sapere audi." [Ousa saber; atreve-te a saber] Interessante a frase latina. :)\r
    \r
    Au revoir! \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
  • CR  25/09/2010 16:59
    Marcelinho,
    Novamente os ataques pessoais. Eis um expoente da Academia. Se não entende nada, como ousa taxar alguém de lunático? Não receia nem de um dano moral nas costas? Uma coisa posso lhe afiançar: minha palavra curta busca sentido amplo como um rio; mas para jumento, é gelo escorregadio.
  • anônimo  25/09/2010 17:07
    Não há menor lógica se sustentada em religião.
  • Angelo Viacava  25/09/2010 18:38
    Morar à beira de um rio é permitido no Brasil, mas muitas pessoas moram. Entretanto não é permitido que se tenha a posse da propriedade. Numa situação de enchente, a casa do pobre é invadida pelas águas, e todos os transtornos lhe são causados sem que ninguém o ajude a melhorar a situação em que vive. Ao tentar registrar seu imóvel na prefeitura local, depara-se, obviamente, com uma legislação que o transforma em criminoso, por invadir margens de rios, matas ciliares, e toda aquela baboseira burocrato-ecológica que se conhece. O cara vive entre flagelado e criminoso ambiental. A solução mais prática é dar-lhe o direito de possuir de faato sua propriedade: a tão sonhada escritura. Venderia sua casa a alguém com mais posses, este construiria uma residência mais apropriada ao ambiente, resistente a enchentes, provavelmente melhorando também o aspecto paisagístico da margem do rio. E com o dinheiro da venda, compraria uma casa em outro lugar longe das enchentes. Pronto. Mas não. Tem que existir o Estado burocrático de direito para impedir tão simples negociação entre duas pessoas interessadas em resolver um problema. Aos leitores das Escrituras e de Filosofia: Platão e Jesus Cristo são exemplos, não irmãos mais velhos e mais fortes para nos escondermos atrás na hora do recreio no colégio. Será que tornar-se culto é não ter mais opinião própria? Não é tão difícil assim. Tente arduamente. Forte abraço.
  • Marcelo Werlang de Assis  25/09/2010 22:35
    Puxa, CR, chamar-me de jumento é demais! Afinal, não sou petista nem nazista para receber a alcunha de animal!\r
    \r
    Com o verbo "entender", quis fazer referência a encontrar algum significado LÓGICO, COERENTE, PALPÁVEL naquilo que dizes. \r
    \r
    Para um leitor teu, é como se tudo ficasse de pernas para o ar. Se queres ser bem compreendido e ter as tuas idéias acolhidas e respeitadas, procura, CR, então escrever de modo a que os viventes consigam extrair corretamente a mensagem que desejas transmitir. Se escreves, portanto queres que alguém leia; logo, é preciso pensar naquele que te lê, sob pena de ser interpretado como lunático, né... \r
    \r
    Vários outros participantes de debates do IMB já ressaltaram o que eu apontei hoje. Fui apenas mais um.\r
    \r
    Ofender-te não foi a minha intenção; que isso fique bem claro.\r
    \r
    Huuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuugs!!!\r
  • CR  26/09/2010 10:14
    A culpa não é minha se a academia nada ensina de episteme, mas apenas de tecnè. Eu mesmo tive muito trabalho para entender o significado do corte epistemológico - só depois de década de Mestrado, e mil obras abertas é que veio a clareza. Agora, não sou eu que devo sentar no divã da análise, e nem ninguém, nas sim as matérias que se tenta elucidar. Quanto a mim, conservo elogios desde um Embaixador Meira Penna até a um Físico Nuclear do calibre de Clemente da Nóbrega, para quem "CESAR RAMOS é para ser lido com calma e atenção. Assim como eu li FRITJOF CAPRA e BERTRAND RUSSELL, por exemplo. É um trabalho fantástico [...] Aprendi muito e me identifiquei muito com ele. Aplaudo sua visão multifacetada, crítica e culta, no melhor sentido. É uma cultura que não precisa se exibir para se mostrar culta. Estudantes brasileiros têm muito a aprender com esta obra. Trabalho de peso e importância e, por isso, está guardado aqui em meu arquivo especial como fonte de referência permanente."
    Não sei se alguém conhece os dois nomes elencados pelo autor do best-Seller Em busca da Empresa Quântica. Mara mim ele gentilmente exagerou feio, mas a abragência da área estudada é semelhante.
    Todas as ciências estão intrinsecamente ligadas, mas como descrever o efeito foto-elétrico e sua relação com o Direito do Trabalho, em um comentário textual? Apenas posso sinalizar alguns tópicos, e mostrar as fontes. Quem se interessar, que vá catar os elementos, seja para refutar, iu para encorpar. E isso é o que mais tem em meus anúncios, todos gratuitos, e desprovidos de imediatismos.
  • RH  26/09/2010 11:10
    Dou graças a Deus todo dia por ter estudado uma carreira tecnológica (Engenharia), que além de garantir o meu sustento me ajudou a desenvolver a lógica de tal forma que nos últimos anos pude me dar ao luxo de, usando esta ferramenta, ler-entender-assimilar os conceitos de Mises, Rothbard e outros luminares até abandonar totalmente as minhas débeis idéias pseudo-social democratas, inculcadas à base de lavagem cerebral desde a mais terna infância. Hoje sou um ferrenho defensor do livre mercado e do individualismo ético, tendo o princípio da não-agressão como um calibre passa-não passa ao analisar os fatos da vida política, econômica e as interações sociais.

    Dito isto, sugiro ao Sr. CR visitar o site do *único* intelectual brasileiro contemporâneo que merece o título de Filósofo - o megapensador OLAVO DE CARVALHO, e ler com atenção, mente e coração abertos, o ensaio que ele fez sobre o estelionatário do pensamento chamado Fritjof Capra e seu "besta"-seller eco-zen-chato-confuso-intelectualóide "O Ponto de Mutação". O Mestre Jedi Olavo derruba, ponto por ponto, uma a uma, todas as falácias históricas, filosóficas, sociológicas e pseudo-científicas cuspidas pelo autor. No final da análise, livro e autor ficam reduzidos à sua verdadeira essência, ou seja, um amontoado de bobagens politicamente corretas adordas pela mídia ignorante e os "intelequituais".

    Infelizmente, há alguns anos eu mesmo perdi horas valiosas da minha vida lendo esse lixo, enquanto poderia estar lendo poesias, ou a Bíblia, ou brincando com os meus filhos nesse tempo.

    Por isso eu digo: há esperança, Sr. CR!!! Ainda é tempo de entender a realidade como ela é, e não como os totalitários do pensamento gostariam que fosse, e mudar de opinião.

    Saudações austro-libertárias,
    RH
    Engenheiro Mecânico
    Rio de Janeiro
  • CR  26/09/2010 12:13
    Caro Engenheiro, nobre profissão, preferida dos golpistas republicanos. Mas é necessária, sem dúvida. Onde dormiríamos? Maa pessoas não são objetos para serem dispostas em números. A ciência não é especialista. Ipso fato não seria ciência. Quanto a Capra, a comparação não é minha, mas é inegável que logra sucesso internacional já por meio século. As divergências entre o filósofo (para mim combatente) que cita, e o físico norteamericano é a seguinte: ambos tem dificuldades na interpretação de textos que excedem a pauta de suas origens. Capra ataca Locke porque Ensaio acerca do entendimento humano tem base empírica. Dessarte, nem seguiu adiante, e assim não tomou ciência do Ensaio sobre a Tolerância, muito menos da obra-prima intitulada Dois Ensaios sobre o Governo Civil. Tomando a estrada errada, no campos das ciências políticas Capra tem pouco a acrescentar, mas os elementos que informa desmancham uma série de mitos e obstaculos epistemologicos que nos acomete.
    Quano ao filófoso nacional, é óbvio que o denodado ativista desconhece o princípio mais elementar do conhecimento humano, que talvez seja ensinado apenas a nível de doutorado em Física, por aqui: o átomo, e seu funcionamento.
    Agora torno a enfatizar: qualquer educação visa educar a pessoa. Infelizmente parece que ela tem feito mal à saúde. Pessoal tem lhe desprezado.
  • Wilson de Camargo  26/09/2010 13:47
    "Dito isto, sugiro ao Sr. CR visitar o site do *único* intelectual brasileiro contemporâneo que merece o título de Filósofo - o megapensador OLAVO DE CARVALHO".

    Acho que este espaço não deveria ser lugar para brincadeiras grosseiras e piadas sem graça. O engenheiro pelo jeito não estudou lógica suficiente, aliás nem precisaria estudar, pois se tivesse um pouco mais de discernimento perceberia a bobagem abissal que escreveu. Afirmar que o mega-embusteiro, "filósofo", "astrólogo" e gnóstico Olavo de Carvalho é um "megapensador" e o único que "merece" se chamado de filósofo é um insulto à inteligência e pedir para ser desmoralizado em um debate. Olavo é um enganador de incautos que acham que citar o pseudo-pensador lhes dá algum estofo argumentativo. Mas tudo não passa de psicose e histeria anti-comunista desse embusteiro. E como infelizmente todo tolo tem sempre um seguidor, sempre aparecem ingênuos e inocentes-úteis (ou inúteis) para propagar essa bobajada.
  • RH  26/09/2010 16:01
    Prezado CR,

    Lamento dizer isso, e não entenda como ataque pessoal, mas o pedantismo dos seus comentários é notório, e chega a tornar-se objeto de chacota entre os leitores deste site.

    E provavelmente o mundo estaria muito melhor se tivéssemos mais engenheiros e menos "filósofos" que produziram idéias desastrosas cujo preço pagamos até hoje - inclusive alguns citados nos seus comentários como modelos de pensamento.

    A sua insinuação ridícula de que somente alguém com doutorado em física possa compreender as coisas que o Sr. compreende, além de pretensiosa, denotando um ego inflado, não tem nada a ver com os assuntos que estamos tratando, ou seja: o caráter absoluto da propriedade privada como valor essencial para construir uma sociedade civilizada. Qualquer pessoa alfabetizada, com bom-senso e com interesse nos assuntos econômicos pode estudar o assunto, e entender mais do que muito keynesiano que nunca administrou sequer uma barraquinha de cachorro-quente.

    As faculdades das assim chamadas "ciências humanas" no Brasil se tornaram academias de marxismo barato e doutrinação em massa, perdendo totalmente o seu papel de estimular o pensamento crítico e independente. São atualmente meras fábricas de papagaios comunistas e ignorantes. Já nas faculdades tecnológicas, encontramos grande número de alunos que conseguem pensar com sua própria cabeça, e questionam o lixo esquerdista que a mídia e a academia tentam forçar-lhes goela abaixo. Veja, em contraste, as faculdades de jornalismo, de onde saem todo ano manadas de ovelhas puxa-sacos do governo petista (com honrosas exceções).

    Ao invés de continuar perdendo tempo com idéias obtusas e superadas, é melhor ler Mises, Rothbard, Hoppe, Bastiat e outros, cuja simplicidade de linguagem consegue transmitir os fatos de modo cristalino e, para desespero dos falsos intelectuais, ao alcance da compreeensão de todos aqueles dispostos a aprender.

    P/S: OLAVO RULES!!!
  • RH  26/09/2010 18:39
    Prezado CR,

    A respeito do seu ridículo comentário "...nobre profissão, preferida dos golpistas republicanos. Mas é necessária, sem dúvida. Onde dormiríamos? ..." esqueci de observar que, se não fosse pelos engenheiros de todas as épocas, ainda estaríamos na idade da pedra, e além de não ter onde dormir, não teríamos o que comer, nem energia, nem nada do que conhecemos como "civilização" - mas isto talvez seja muito difícil para um "filósofo" compreender, afinal o "episteme e o tecnè" devem ocupar muitos megabytes no pobre disco rígido...

    Quanto aos "golpistas republicanos", a sua referência é simplesmente risível, de tão anacrônica e bisonha. Obrigado pela gargalhada de hoje...

    Amigos do IMB, precisamos divulgar os conteúdos deste site de modo mais amplo, principalmente entre a juventude. Parabéns à equipe, e continuem com esta importante obra!!!

  • mcmoraes  26/09/2010 21:19
    É surpreendente que o CR tenha motivado tantos comentários ácidos, incluindo sugestões de censura e referências ao "único original verdadeiro megapensador aclamado iluminado super filósofo brasileiro". Eu me incluo no grupo dos que não entendem alguns (e somente alguns) dos comentários do CR, mas não me junto ao ataque. Aliás, acho que essa discussão já devia ter se encerrado, logo após o esclarecimento dado pelo sr. Roque.

    ps.: excelente artigo!
  • CR  27/09/2010 07:52
    Agradeço a atenção dispensada em nome da TriPulação da Nav's ALL:
    * Adam Smith -> Monitor (Cockpit)
    * Albert Einstein -> Copiloto
    * Alexandre Koyré -> Artilheiro de Popa
    * Alexis Tocqueville > Artilheiro de Proa
    * Alfred North Whitehead
    * Alvin & Heidi Toffler -> Meteorologistas
    * Amartya Sen
    * Anna Lemkow -> Monitora
    * Anthony A. Cooper (Shaftesbury)
    * Baruch Spinoza
    * Bertrand Russell -> Navegador
    * Carlo Rosseli -> Artilheiro à Bombordo
    * Cesar Augusto D.R. ->ALLmirante
    * David Bohm
    * Deepak Chopra -> Serviço de Bordo
    * Domenico De Masi -> Recreação
    * Edgar Morin -> Diagramador
    * Edmund Burke -> no Rádio
    * Edward N. Lorenz -> Meteorologista
    * Emb. José Oswaldo de Meira Penna
    * Erwin Schrödinger
    * F. Nietzsche -> Artilheiro à Boreste
    * Fernando Pessoa -> Na Antena
    * Foca Lisa -> Reportagens
    * Francis Fukuyama -> Meteorologista
    * Friedrich von Hayek -> Artilheiro
    * Fritjof Capra
    * Frèderic Bastiat
    * Gaston Bachelard
    * Geoffrey Chew
    * Georges Gusdorf -> Diário de Bordo
    * Gilles-Gaston Granger
    * Guy Sorman
    * Hans Kelsen -> Artilheiro de Proa
    * Henri Bergson
    * Henri Poincaré
    * Henry Maksoud
    * Huberto Rohden
    * Ilan Gleiser
    * Ilya Prigogine
    * James Gleick
    * James Madison
    * Johann Wolfgang Goethe
    * John Dewey
    * John Locke -> Navegador-mor
    * John Naisbitt
    * Joseph Schumpeter -> Monitor
    * José Ortega Y Gasset -> Monitor
    * Karl Popper -> Artilheiro
    * Louis de Broglie
    * Ludwig von Mises
    * Luiz Fernando Coelho
    * Marilyn Fergunson
    * Max Born
    * Max Planck -> Instrutor de Vôo
    * Mikhail S. Gorbachev -> Artilheiro à Boreste
    * Milton Friedman -> Inspetor
    * Montesquieu -> Na Diagramação
    * Mário Bernardino Ramos -> Em Homenagem
    * Niels Bohr -> Chefe-de-Equipe
    * Norberto Bobbio -> Navegador
    * Paul Feyerabend -> Comissário
    * Paul Hugon -> Comissário
    * Paul Johnson - > Diário de Bordo
    * Paul Ormerod -> Comissário
    * Paulo Bonavides
    * Ricardo M.D. Ramos -> Em Homenagem
    * Richard Dawkins
    * Richard Feynman
    * Richard Pipes
    * Robert Skidelski -> Artilheiro de Popa
    * Roger-Gèrad Schwartzenberg
    * Thomas Jefferson
    * Thomas Kuhn -> Na Recepção
    * Thomas Paine -> Artilheiro à Bombordo
    * Werner Heisenberg -> No Paiol

  • Breno Almeida  27/09/2010 10:28
    Também achei absurdo os ataques ao CR. Eu tenho dificuldade para entender alguns dos comentários e texto que ele coloca no seu blog, mas no geral é porque não tenho muito conhecimento dos autores que ele cita.

    É uma pena que fugiram do assunto e não apareceu uma tentativa de refutar o artigo do Hoppe.
  • Evandro  29/08/2011 21:21
    O Dr César Ramos (CR), de fato, escreve de um jeito muito incomum. E pode parecer um crítico ignorante e confuso, à primeira vista. Mas tem um conhecimento profundo sobre epistemologia e conecta as áreas de conhecimento de forma primorosa.

    A discussão nesse artigo acabou se tornando uma série de ataques pessoais e transmitiu uma participação negativa e pouco construtiva de seus comentários aqui no Mises.org. Porém, venho aqui expor que o Dr César Ramos é um leitor bem aprofundado da escola austríaca e conhece bem os fundamentos da escola. E, sobretudo, ele apresenta em seu blog visões de diferentes áreas do conhecimento interrelacionadas dando provas contundentes da superioridade do liberalismo - provas, como ele mesmo colocou, físicas, inclusive. (Aliás, ele escreveu uma série de artigos sobre a escola com críticas interessantes e elogios à metodologia, que merecem atenção dos entusiastas da escola)

    Então, aproveitando a discussão sobre seus comentários, eu sugiro que os leitores deem atenção a sua visão, que realmente tem muito a acrescentar, não só ao liberalismo econômico, mas a toda a filosofia do liberalismo.

    Abraços a todos, parabéns pelo site.
  • Absolut  29/08/2011 21:48
    Ele tem doutorado?
  • Emerson Luis, um Psicologo  28/07/2014 21:50

    Tente "socializar" os bens de um esquerdista rico para ver o que acontece! Os professores marxistas de universidades públicas (como a Marilena Chauí) aceitariam que a folha de pagamento de suas instituições fosse dividida em partes iguais entre todos os funcionários?

    * * *
  • Lucas Portella  05/11/2014 21:28
    Muito interessante o artigo. Era justamente a dúvida que eu tava sobre a propriedade privada. Em outras palavras, não existiria domínio de terras sem que houvesse a efetiva utilização (mistura com o trabalho). Correto?

    Muito bom. Mais um ponto para os libertários.
  • Pedro  13/02/2016 20:18
    Alguém poderia pf dar mais algum exemplo do q seria uma agressão ao valor da propriedade de alguém ?


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.