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Por que eles odeiam o mercado?

Entre os intelectuais, o modismo de sempre é culpar todas as mazelas da sociedade no livre mercado.  Basta dar uma olhada no conteúdo dos cursos universitários, nas palavras dos professores, nas publicações acadêmicas e mesmo nos jornais dos grêmios universitários.  Todos eles concordam entre si nesse quesito.

O desprezo popular pelo mercado é angustiante.  Poucas instituições são tão universalmente vilipendiadas, e talvez poucas instituições sejam tão universalmente incompreendidas.  E essa desinformação é perigosa: os radicais que protestam tão veementemente contra o funcionamento do livre mercado raramente percebem que estão defendendo o fim da única instituição que pode aprimorar o padrão de vida das pessoas.

Parodiando o poeta Robert Frost, deveríamos primeiro examinar como funciona o paraíso para, só então, tentarmos mudar o mundo.  Em outras palavras, devemos entender como algo é antes de começarmos a falar como ele deveria ser.  Nesse artigo, farei precisamente isso: vou esclarecer a definição de "livre mercado" e então argumentar que os chamados 'pecados' do mercado são erroneamente interpretados.

Cabe a nós, antes de tudo, definir aquilo sobre o qual estamos falando.  Muitas discordâncias têm suas origens na incompreensão e no equívoco.  Portanto, vamos definir o "livre mercado": o site dictionary.com define um "mercado" como "uma oportunidade de comprar ou vender" e um "livre mercado" como "um mercado econômico no qual a oferta e a demanda não são reguladas ou são reguladas com restrições mínimas".  "Livre mercado" e "capitalismo" são praticamente sinônimos, e é George Reisman quem define o capitalismo de maneira eloquente:

O capitalismo é um sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção.  É caracterizado pela busca do interesse próprio em termos materiais — em um ambiente livre da iniciação de força física —, e seus alicerces são culturalmente influenciados pela razão.  Baseado em suas fundamentações e em sua natureza essencial, o capitalismo é mais detalhadamente caracterizado pela poupança e pela acumulação de capital, pelas trocas voluntárias intermediadas pelo dinheiro, pelo interesse próprio financeiro e pela busca do lucro, pela livre concorrência e pela desigualdade econômica, pelo sistema de preços, pelo progresso econômico, e por uma harmonia da busca pelo interesse próprio material de todos os indivíduos que dele participam.[1]

Assim, podemos definir o "livre mercado" como um sistema social baseado na troca voluntária de títulos de propriedade.  E, ainda assim, o "livre mercado" é quase que universalmente vilipendiado dentro da academia.

Várias críticas populares ao mercado são tão batidas que já asseguraram a caricatura de clichê (críticos do capitalismo diriam que tais críticas são um "axioma").  Elas podem ser condensadas em algumas poucas proposições amplas, as quais consideraremos aqui.  Elas são: o mercado é antissocial, o mercado atropela os direitos humanos, o mercado é o inimigo do meio ambiente e o mercado é a arma dos ricos contra os pobres.  Vamos analisar uma de cada vez.

Um dos mais populares mitos sobre a economia de mercado é que ela necessariamente gera uma tipicamente hobbesiana "guerra de todos contra todos", um mundo em que todos se devoram e todos competem em uma briga por recursos, sendo que o final é um jogo de soma zero.  Outros já chegaram inclusive a afirmar que o mercado pode levar toda a espécie humana à autodestruição.  A conclusão, portanto, é que o mercado é algo belicoso e hostil: se os recursos são finitos e todos vivem para consumir, então conflitos — e guerras — serão necessariamente o resultado natural. 

Mas conflitos e guerras são a exata antítese dos princípios do livre mercado.  A essência das trocas de mercado é a cooperação: dois lados trocam bens e serviços, e ambos saem enriquecidos dessa troca.  Você vai a uma loja e paga por uma gravata.  A loja compra a gravata do fabricante.  O fabricante paga pela mão-de-obra e pelo capital necessários para produzir a gravata.  Todos ganham no processo.

O leitor deve também observar que as pessoas nunca começam guerras de conquista e subjugação com a intenção de ampliar as trocas voluntárias de bens e serviços.  Com efeito, muitas guerras ocorrem fundamentalmente por motivos anticapitalistas: a saber, disputas comerciais.  Vale a pena sempre recorrermos à sabedoria de Frédéric Bastiat, que alertou que, quando os bens deixam de cruzar as fronteiras, os exércitos cruzarão.

Outra crítica popular ao livre mercado é que ele atropela os direitos humanos.  Escravidão, racismo, machismo e "trabalhos precários" são filhos do capitalismo; portanto, a economia de mercado deve ser derrubada e destruída o mais rápido possível.

Em primeiro lugar, a escravidão é antimercado por definição: mercados livres são guiados pelo princípio do voluntarismo.  Em segundo, racismo e machismo são difíceis de serem sustentados em mercados competitivos: não importa o quanto um determinado empregador odeie negros, mulheres, judeus, homossexuais etc., os consumidores raramente estão dispostos a pagar o preço extra que seria necessário para que ele satisfaça eternamente seu desejo pela discriminação. 

Tragicamente, regulamentações sobre as condições de trabalho e a imposição de um salário mínimo maior tendem a exacerbar — ao invés de mitigar — as discriminações, pois removem as penalidades que empregadores preconceituosos sofreriam em um mercado competitivo e eliminam uma importante margem que poderia ser utilizado por grupos marginalizados.  Quando as pessoas não mais podem competir com base em preços, quantidade e qualidade, as empresas passam a poder discriminar com base em algo que não seja a produtividade.

Em um mercado livre e desimpedido, um empregador racista seria penalizado (lucros menores que os de seus concorrentes) se ele incorresse em qualquer tipo de discriminação.  Sem um salário mínimo imposto, seria caro para um empregador racista negar a mão-de-obra de um trabalhador negro que se dispusesse a trabalhar por um valor menor que o de um branco.  Porém, quando o estado passa a fixar o preço da mão-de-obra, e as condições de trabalho são determinadas por decreto, esse mesmo empregador estará apto a exercer suas preferências racistas sem que receba uma merecida punição capitalista.  É por isso que um salário mínimo mais alto acaba com o único trunfo que os grupos historicamente discriminados têm a seu favor.

Ademais, o mercado tem sido profundamente benevolente mesmo para as mais oprimidas minorias.  Em sua magistral obra Competition and Coercion: Blacks in the American Economy 1865-1914, Robert Higgs narrou cronologicamente os espetaculares ganhos e conquistas obtidos pelos filhos e filhas de escravos quando eles passaram a poder participar da economia de mercado.

Em terceiro lugar, temos de fazer duas perguntas quando consideramos a má situação da mão-de-obra em "trabalhos precários".  Primeira: por que as condições de trabalho são tão miseráveis?  Segunda: quais são as alternativas boas para esses trabalhadores?  As condições de trabalho no terceiro mundo são ruins exatamente porque vários desses países apenas recentemente começaram a adotar as instituições que caracterizam as economias de mercado do ocidente.  As melhores alternativas para esses trabalhadores são normalmente pavorosas: crime, prostituição e fome.  Se os trabalhos precários forem proibidos, essas serão as únicas alternativas sobrantes.

Também é bastante popular acusar o mercado de ser o inimigo do meio ambiente.  Outra mentira; a degradação ambiental ocorre exatamente quando os direitos de propriedade são debilmente especificados, fiscalizados e zelados.  Se há alguma entidade que fracassou quanto a isso, é o estado.  Há ampla evidência desse fracasso nos países comunistas: vários lagos, rios e correntezas da antiga União Soviética são tão poluídos, que são inutilizáveis.  A afirmação de que "o mercado é o inimigo do meio ambiente" é baseada em ficções.

A economia de mercado também é acusada de ser a arma suprema dos ricos contra os pobres.  A "meritocracia" capitalista seria a responsável pela ampla e difundida pobreza, pela desigualdade desenfreada e pelo domínio mundial das grandes corporações.  Embora esses desafios às instituições capitalistas tendam a gerar uma retórica intrigante, eles são completamente falsos.

Os países pobres de hoje já eram pobres muito antes de as modernas e liberais economias de mercado se desenvolverem na Europa e na América do Norte; portanto, não se pode culpar o capitalismo pela pobreza deles.  Muitos críticos também apontam para a desigual distribuição de riqueza como evidência das mazelas do capitalismo, mas tal acusação ignora dois pontos cruciais.

O primeiro é a mobilidade de renda: dependendo da liberdade econômica do país, alguém nascido na pobreza tem uma boa chance de ascender na escala social.  Segundo, embora a distribuição de renda monetária seja desigual, a facilidade de acesso aos bens de composição tecnológica similar aumentou consideravelmente.  Durante a maior parte da história mundial, a diferença entre ricos e pobres era a diferença entre aqueles que comiam e aqueles que morriam de fome.  Na economias de mercado atuais, a diferença entre os super ricos e os pobres é a diferença entre aquele que dirige um Dodge Viper e aquele que dirige um Chevrolet da década de 1980.

O leitor deveria também observar que o poder que se imagina que as "grandes corporações" tenham está exagerado.  Uma característica exclusiva do capitalismo de livre mercado é que as maiores recompensas vão para aqueles que satisfazem às demandas do cidadão comum.  Nos EUA, por exemplo, pense no Wal-Mart, o bode expiatório favorito dos intelectuais de esquerda: a clientela do Wal-Mart é formada quase que exclusivamente de pessoas das classes média e baixa.  O capitalismo gera uma riqueza fantástica, e os benefícios vão quase que inteiramente para os menos afortunados dentre nós.

Ludwig von Mises disse tudo de maneira sucinta em uma série de palestras publicadas postumamente como o nome de As Seis Lições.  Ele observa que

Este é o principio fundamental do capitalismo tal como existe hoje em todos os países onde há um sistema de produção em massa extremamente desenvolvido: as empresas de grande porte, alvo dos mais fanáticos ataques desfechados pelos pretensos esquerdistas, produzem quase exclusivamente para suprir a carência das massas.  As empresas dedicadas à fabricação de artigos de luxo, para uso apenas dos abastados, jamais têm condições de alcançar a magnitude das grandes empresas.  E, hoje, os empregados das grandes fábricas são, eles próprios, os maiores consumidores dos produtos que nelas se fabricam.  Esta é a diferença básica entre os princípios capitalistas de produção e os princípios feudalistas de épocas anteriores.

A "relação de poder", um conceito tão caro aos marxistas, é exatamente oposta àquela imaginada: os consumidores, e não os produtores, é que ditam o rumo da produção.

Não obstante tudo isso, os inimigos do mercado argumentam que a única razão pela qual as pessoas toleram as economias de mercado é porque elas são obrigadas a tal.  A evidência das imigrações ocorridas ao longo do século XX não dá respaldo a essa hipótese.  Milhares de pessoas morreram tentando cruzar as fronteiras da Alemanha Oriental e da Coréia do Norte — e não havia o mesmo movimento na direção oposta.  Similarmente, milhares de cubanos arriscaram suas vidas e integridade física tentando fugir para os EUA.  Até onde se sabe, nenhuma pessoa desafiou o oceano em uma balsa caseira em busca de melhores condições de vida em Cuba.

Finalmente, trata-se de ignorância pura e simples dizer que o mercado "falhou" de alguma maneira significativa.  Ao proferir tal sentença, seria necessário propor uma alternativa superior.  Nesse caso, tanto a teoria quanto a história estão firmemente a favor do livre mercado.  Mises e Hayek demonstraram que o cálculo econômico racional é impossível sem que haja propriedade privada dos meios de produção.  Isso não significa que uma "economia socialista" seja ineficiente — significa que uma economia socialista é uma contradição prática.  Nossa experiência com revoluções radicais e economias planejadas ao longo do século XX não é nada estimulante: em nome do "povo", Che Guevara matou milhares, Hitler milhões, Stalin e Mao dezenas de milhões.

Pode até ser chique culpar a economia de mercado por todas as mazelas da sociedade, mas não apenas essa acusação é sem sentido como também a fé dos intelectuais em alternativas para o mercado é inteiramente fictícia.  Nunca nenhum regime socialista teve eleições livres, e nenhum livre mercado já produziu algum campo de extermínio.  Contrariamente às opiniões de acadêmicos e intelectuais populares, o mercado funciona.  E pode botar essa na conta.

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Notas

[1] Reisman, George. 1996. Capitalism: A Treatise on Economics (Ottawa, IL: Jameson Books), p. 19.


autor

Art Carden
é professor-assistente de economia e finanças no Rhode Island College em Memphis, Tenessee, além de ser membro adjunto do Independent Institute, localizado em Oakland, Califórnia. Seus papers podem ser encontrados na sua página no Social Science Research Network. Ele também escreve regularmente nos blogs Division of Labour e The Beacon.


  • Angelo Noel  23/09/2010 12:01
    Artigo muitíssimo perspicaz!
    É realmente lamentável existirem essas falácias que direcionam pessoas á uma análise insensata e injustificada sobre o capitalismo.
    Confesso ficar impressionado com a engenhosidade de algumas como as utilizadas nos períodos baixos dos ciclos econômicos (principalmente em 2009):
    - "Tá vendo?! Isso é culpa do neoliberalismo! O capitalismo falhou..." - como se vivesse-mos em uma legítima economia de livre-mercado.
    Ou quando, aqui no Brasil, o governo nos anos 90 iniciou um arremedozinho de privatizações:
    - "Ai! meu Deus! Agora vai todo mundo ficar sem emprego! O preço vai subir e a gente vai arcar com o prejuízo."

    Mas no nosso país, o melhor contador de anedotas sobre o capitalimo e livre mercado continua sendo o nosso excelentíssmo senhor presidente da república.
  • Paulo Thiago  23/09/2010 15:56
    Excelente artigo.
  • oneide teixeira  23/09/2010 18:53
    Uma coisa muito legal no mises.org.br e que vc pensa este eo melhor texto que ja li e logo depois tem outro que supera,o ceu eo limite.
  • anônimo  22/12/2011 05:23
    Concordo!
  • L Philippe Hasson  23/09/2010 18:59
    Excelente Artigo!
  • Felipe André  24/09/2010 10:19
    Mais um excelente artigo, vou repassá-lo por email.\r
    \r
    Apenas sugiro uma pequena correção no texto:\r
    \r
    "Outros já chegaram inclusive a afirmar que o mercado por levar toda a espécie humana à autodestruição."\r
    \r
    Acredito que a palavra correta seja "pode", e não "por".
  • André Luis  24/09/2010 18:35
    Outro artigo muito bom.Infelizmente,depois de décadas de lavagem cerebral esquerdidta,a maioria das pessoas ainda acha que o capitalismo é que causa miséria. Faltou falar que problemas atribuidos ao capitalismo na verdade são falhas do ser humano.
  • Carlos Pires  27/09/2010 10:00
    De fato alguns endemonizam o mercado, como se ele fosse a causa de todos os problemas.

    Mas não concordo que o "livre mercado" seja bom porque a história já mostrou suas graves falhas. O livre mercado é uma ameaça ao próprio sistema, portanto me parece que o mercado deve sim se submeter a um controle.

    Vide a crise de 1929.
  • Carlos Pommer  22/02/2012 08:22
    Ótimo texto.
    Infelimente tem muita gente com conhecimento de cartilha, principalmente dentro das universidade, que ainda prega o comunismo.
    O que dói é que essa gente não estuda. Pegam ideias antigas e agarram-se a elas como se ainda tivessem 17 anos. Ainda vivem pensando que Guevara era algo além de um assassino. Propagam que Cuba é o céu. Infelizmente não se mudam para lá...
    Muita gente pensa que professores universitários são pessoas que têm mente aberta. Ledo engano.
    Muitos só leem aquilo que pode contribuir para afirmar velhas ideias que guardam em suas cabeças há muito.

  • Fernando  25/09/2013 01:10
    Graças a Milton Friedman e Anna Schwartz, com o seu A Monetary History of the United States, nós sabemos que a Grande Depressão dos anos 30 foi uma falha do Fed, e não uma falha do capitalismo, como diz a visão convencional. A atual recente crise de 2008 também foi uma falha do Fed.
  • vladimir  30/10/2016 23:37
    a crise de 29 quem provocou foi o governo regulatório e não empresários.
  • 9x.9K  27/09/2010 10:45
    É preciso ter paciência.
  • 9x.9K  27/09/2010 10:59
    O mercado não mostra falha, porque ele não é uma entidade, não age. Ele não é perfeito, porque não visa a perfeição, fosse perfeito não haveria desenvolvimento, seria estagnado, já que imutabilidade é inerente a perfeição. Quem falha são as pessoas que agem no mercado, e ainda assim é subjetiva a avaliação deste erro, pois a pessoa age para si, é subjetiva a avaliação do erro de uma pessoa que age em uma direção entendida por ela, e apenas por ela. Impossível detectar externamente, eu diria. Deixar o mercado sob controle significa sujeita-lo totalmente a UMA pessoa (ou um grupo delas). Pessoas estas que falham - mas aqui de forma generalizada.

    Ah, Carlos, você deve ser novo por aqui. Não pare por este artigo, conheça o restante do site. Com certeza vai ser uma grande experiência.
  • Cássio  16/03/2012 13:16
    Concordo que o livre mercado traz muitos avanços, porém não é um sistema perfeito, e isso não é culpa apenas do ser humano. Basta relembrarmos a revolução industrial: salários baixíssimos, pena de morte caso alguem quebrasse uma máquina, jornadas de trabalho excessivas, etc (capitalismo puro). Se as condições de vida melhoraram um pouco no país(relativamente), não foi devido ao capitalismo, mas sim a pessoas que lutaram pelo bem-estar geral da classe trabalhadora, algo bem socialista se pensar bem.
    Nunca será possível que a qualidade de vida de todos melhore com o capitalismo. Sempre andaremos em círculos porque se o mercado melhora para um piora para outro. Por exemplo, a China tem um mercado incrível, mas acaba prejudicando vários setores aqui no Brasil. É um sistema econômico extremamente competitivo.
    Eu não sou socialista, gostaria de ter muito dinheiro, mas também gostaria que meu vizinhos tivessem tanto dinheiro quanto eu. Apenas não sou socialista porque eu sei que todos teriam que aderir ao sistema, ou pelo menos a grande maioria de países do mundo, ou então ele fracassaria assim como a URSS e Cuba, e as chances disso acontecer nos próximos 100 anos é ínfima.
  • Leandro  16/03/2012 14:13
    Veio ao lugar errado para tentar sacar, prezado Cássio.

    1) A Revolução Industrial não apenas melhorou substancialmente o padrão de vida de todos os envolvidos, como também foi a única salvação para aquelas pessoas. Não fosse a Revolução Industrial, todas teriam morrido de fome. Esqueça os clichês que você aprendeu na oitava série e leia aqui relatos mais substanciais sobre a época.

    Fatos e mitos sobre a "Revolução Industrial"

    Individualismo, marxismo e a Revolução Industrial

    2) Dê um exemplo de situação em que as pessoas ficaram em pior situação após um arranjo de livre mercado -- isto é, pior do que antes, quando o sistema era mais estatizado.

    3) Nada, absolutamente nada, impede que você doe parte do seu dinheiro ao seu vizinho. Não precisa ficar se lamuriando pelo fato de ele não ter tanto dinheiro quanto você. Faça agora mesmo uma TED para a conta-corrente dele. Eu tenho certeza que ele não irá recusar. Não apenas fale, faça.



    E aí, já fez?
  • Cassio  17/03/2012 16:45
    Leandro, você parece acreditar muito no que você lê. Quando ler um livro sempre leve em conta que a história tem diversas interpretações, pois cada ser humano tem uma forma de pensar diferente. O seu comentário foi agressivo sem necessidade alguma. Tenho a opinião que expressei anteriormente porque levo em consideração a situação de muitos países do mundo que embora sejam tenham um mercado amplo, as condições de vida de sua população é terrível. Quer um exemplo? Pense na India, onde a maioria da população vive miseravelmente. Recebem salários ridículos, vivem entre o lixo, e mesmo assim é uma das maiores economias do mundo. O importante, que é a qualidade de vida, eles não tem. Mas dizer que a minha opinião vem de algo que aprendi há quase 10 anos atrás é estupidez da tua parte.
    Além disso, ao dizer "nada te impede de dar dinheiro ao seu vizinho" você pareceu um adolescente. Eu disse que não sou socialista, sou completamente capitalista, mas sou contra o capitalismo liberal pois ele é um capitalismo selvagem. Em nenhum momento, em nenhum sistema economico alguem daria dinheiro a outro, isso não faz sentido e não gera benefício algum.
    Você precisa começar a olhar toda a história humana de forma mais crítica e então perceberá como ela é podre, sempre vai ser podre. Por isso eu sou capitalista, porque eu sempre serei podre como todo o resto do mundo e nada irá mudar isso.
  • Leandro  19/03/2012 02:47
    Prezado Cássio, obrigado pela dica sobre como ler livros. Sempre tê-la-ei em consideração doravante.

    No mais, teria você a bondade de dizer onde em meu comentário fui "agressivo sem necessidade alguma"? Apenas apontei um erro comum em que você havia incorrido (o qual você não retrucou, aliás) e pedi um exemplo do que você havia afirmado. Se isso é ser agressivo, então este país já se tornou, e de maneira irreversível, uma nação de delicados.

    O máximo que você fez foi citar a Índia. Ora, o que tem a Índia? Que tal considerar que este país adotou políticas abertamente socialistas por mais de 50 anos? Isso não influi em absolutamente nada quanto à miséria de lá? E o que dizer sobre o sistema de castas imposto pelo governo. Isso também não influi nada? Isso seria uma política pró-mercado? Ademais, mesmo com tudo isso, a adoção de políticas mais pró-mercado na última década melhorou ou piorou a condição geral de vida das pessoas? Essa foi a minha pergunta.

    Quanto a dizer que nada lhe impede de dar dinheiro ao seu vizinho, por que esta seria uma afirmação adolescente? Você foi claro ao dizer que "gostaria que meus vizinhos tivessem tanto dinheiro quanto eu". Ora, nada lhe impede de fazer doações, que seria a mais eficaz medida a curto prazo para reduzir esta insuportável disparidade de renda entre você e seus vizinhos. Por que tal sugestão seria adolescente? O que mais você sugere? Que o governo tome dinheiro de terceiros para fazer isso? Você quer que seus vizinhos sejam tão ricos quanto você mas não quer que seja com o seu dinheiro mas sim com o dos outros?

    E, por fim, se você próprio se confessa "podre", não serei eu quem irá tentar convencê-lo do contrário também neste quesito.

    Grande abraço!
  • Leandro  27/09/2010 11:01
    Prezado Carlos,

    Sobre a crise de 1929, procure estudar o papel que a expansão da oferta monetária orquestrada pelo Fed teve na criação da bolha da bolsa de valores. O mecanismo foi o mesmo de todas as bolhas. Esse artigo dá uma ótima ideia de como tudo funciona:

    mises.org.br/Article.aspx?id=786

    A crise de 1929 teria sido rapidamente superada caso o governo não tivesse querido "consertar" a economia.

    Artigos a respeito:

    mises.org.br/Article.aspx?id=626
    mises.org.br/Article.aspx?id=376
    mises.org.br/Article.aspx?id=130
    mises.org.br/Article.aspx?id=97
    mises.org.br/Article.aspx?id=371

    E caso queira um apanhado geral sobre o problema das recessões:
    mises.org.br/Ebook.aspx?id=8

    Lembre-se: o conhecimento exige esforço e estudos pesados. Ele não pode ser substituído por chavões aprendidos na 8º série do ensino fundamental.

    Abraços e volte sempre!
  • MArcos  02/10/2010 10:55
    Este site é um dos meus favoritos! Parabéns pelo artigo!
  • Otacílio Cordeiro da Silva  13/11/2010 16:56
    Estudei dois anos de Administração de Empresas em Viçosa - MG, nos idos de 1979 e 1980, ocasião em que fiquei conhecendo de perto os verdadeiros esquerdistas, espécie da qual antes só tinha ouvido falar. Professores e estudantes se mesclavam num discurso diário cansativo e entediante, como se eles fossem o nicho da verdade naquela instituição. Fiquei horrorizado. Para complicar ainda mais, desencadearam uma greve geral por motivos fúteis, como por exemplo reduzir ainda mais um preço do bandejão universitário que já era subsidiado, retirar a letra R dos currículos e outras banalidades. Como consequência, as aulas foram suspensas por um semestre e foi nessa aí que perdi a minha carreira. Jamais consegui me dar bem com essa classe, cujo discurso soa para mim como palavras de bêbado em delírio. Nunca vi nada desse povo dar certo. Quanto mais estudam, pior fica.
    Tenho quatro cunhados que saíram aqui da zona rural, foram para o ABC paulista e todos trabalham em montadoras de automóveis. Todos ganham bem, têm casas próprias (um deles tem sete casa alugadas), carros e bons planos de saúde, sem dizer que todos eles cursaram faculdades (três de enfermagem e um de Direito). Ainda assim, mesmo usufruindo de todas as benesses, foram impregnados desse maldito discurso esquerdista. É de desanimar.
  • mcmoraes  18/03/2011 21:16
    Depoimento imperdivel de alguem que visitou a Coreia do Norte. Ele constatou que o pais possui tecnologia de primeira, incluindo o maior e melhor "monitor de video" do mundo, com 1 pixel por pessoa, hehehe

    Paul Koontz: Tourist snapshots from North Korea
  • Andre Poffo  22/12/2011 04:42
    Cada vez mais me convenço que preciso ler este livro do Reisman.
  • Pedro  22/12/2011 11:49
    Já estou lendo, vale muito a pena ler cada palavra dessas quase mil páginas.
  • Fabio  22/12/2011 05:31
    O livre mercado são pessoas trocando títulos de posse livremente, em cooperações pacíficas. Dizer que isso tem falhas é dizer que pessoas não podem agir em benefício próprio, e que portanto devem ser tuteladas.

    Pessoas agindo em benefício próprio podem, vez ou outra, fazer uma escolha errada. E esse prejuízo será sempre individual, portanto pequeno. Em nada tem a ver com prejuízos sistêmicos, onde 45435234 pessoas investiram seus recursos erroneamente por conta das intervenções estatais.

    Dizer que o mercado tem falhas é assinar um atestado de burrice, incompetência, insanidade...
  • Vinícius França  22/12/2011 08:47
    É, achei mais ou menos. O mercado é a instituição humana da troca, que atualmente se dá de forma monetária. Livre mercado seria a mínima regulação da oferta e demanda de trocas, como o texto diz.

    Mas há várias coisas que não me soam bem. A começar quando ele diz que há uma quase unanimidade popular e acadêmica anti-mercado. Bobagem. Qualquer curso de inglês ou universidade privada que faz propaganda no metrô diz que forma as pessoas para ter mais possibilidades no mercado de trabalho. E os populares abraçam essas propagandas. Sobre a academia, ele se refere apenas as ciências humanas e ao movimento estudantil. Não acho que alunos e professores de Engenharia, Arquitetura ou Direito sejam anti-mercado.

    As outras questões analisadas - meio ambiente, discriminação, guerras e desigualdade social - não podem ser resolvidas a partir de uma dicotomia mercado/estado. Se a degradação do meio ambiente não é culpa das grandes empresas, mas da falta de regras para a propriedade privada, está subjacente a responsabilidade do estado de fiscalizar os agentes privados. Ou seja, de criar alguma regulação no mercado, com fins ambientais.

    Da mesma forma, a escravidão dos bolivianos no centro de São Paulo está ligada ao mercado de têxteis dominado pelos coreanos. As leis de oferta e demanda de tecidos na cidade não criaram a exploração do trabalho escravo, mas uma vez que ela existe, está relacionada a ela. Enfim, o texto argumenta que se houvesse desregulamentação as guerras, a discriminação e a pobreza diminuíriam. Tendo a achar que não. Não por "culpa do mercado", mas por que as coisas são complexas - a desregulamentação pode favorecer o aumento dos salários e o trabalho escravo ao mesmo tempo. E quem vai separar uma coisa da outra é o estado.
  • Leandro  22/12/2011 09:33
    Prezado Vinícius, esse "argumento" do trabalho escravo, principalmente no setor de têxteis, já foi rebatido aqui.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=630

    Grande abraço!
  • Fernando Chiocca  22/12/2011 09:50
    O Vinícius deve ser aluno do Drauzio Varela que diz que a escravidão é um dos crimes do capitalismo, heheheh

    "Mercado" de escravos é culpa do mercado.. que associação mais perspicaz!

    Vinícius, para entender o que é livre mercado, veja aqui: O que é o Livre Mercado?

    O mercado totalmente livre e desimpedido não só pode, como é a maneira mais ética e eficiente de lidar com qualquer "problema ambiental": Justiça, poluição do ar e direitos de propriedade


    E sim, todos odeiam o mercado, mesmo sem nem saber o que ele é.
  • Vinicius Aguilar  22/12/2011 10:04
    "Qualquer curso de inglês ou universidade privada que faz propaganda no metrô diz que forma as pessoas para ter mais possibilidades no mercado de trabalho. E os populares abraçam essas propagandas."\r
    \r
    Meu deus, eu não acredito que uma pessoa é capaz de dizer que o fato da propaganda de uma universidade particular dizer que forma as pessoas para o mercado de trabalho ela apoia o livre mercado. \r
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    Cade o video do Olavo de Carvalho falando das 28 deficiências da inteligência?!\r
    \r
    Existe uma enorme diferença entre discurso, intenção e resultado. Uma semana dentro da grande maioria das universidades vai mostrar o viés estatista/marxista/keynesiano dos professores.\r
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    \r
  • José  23/12/2011 14:26
    O mercado bem usado pode sim trazer bons resultados mas o que preocupa são as desigualdades.

    Já tentou cancelar uma linha telefônica? Por que é assim? Porque há desigualdade de poder. Você sozinho vai conseguir seus direitos? Duvido.

    O estado (principalmente no Brasil) é ineficiente, mas isso não significa que ele quem estraga o mercado. Pelo contrário. E se não tivéssemos o PROCON (leia-se estado) a quem você recorreria? Ou a justiça não é parte do estado?

    Por mais bonzinho que seja um administrador duvido que ele vá sacrificar lucros por "bens sociais". Tem que ter regulação sim. Se não, voltemos a idade da pedra sem leis e sem Estado.

  • Leandro  23/12/2011 14:36
    Ora, José, o que permite esse autoritarismo telefônico é justamente a existência de agências reguladoras estatais, as quais existem para proteger as telefônicas contra qualquer tipo de concorrência. Só podem operar aqui as empresas que a ANATEL permite, cobrando os preços que ela autoriza.

    Houvesse um livre mercado no setor telefônico, com liberdade de entrada, inúmeras empresas estariam operando no Brasil, as tarifas seriam baixas e o serviço seria muito superior. Se você não gostasse de uma empresa, teria a total liberdade de migrar para inúmeras outras, as quais estariam implorando por sua preferência. (Assim como se você não gostar de um restaurante, tem toda a liberdade de virar cliente de outro restaurante).

    O que você está criticando é uma intervenção estatal e o que você está pedindo é justamente um livre mercado.

    Temos inúmeros artigos sobre isso, dentre os quais sugiro estes:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=637
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1160

    Grande abraço!
  • Carlos  23/12/2011 10:06
    O mercado bem usado produz grandes resultados.
  • Ricardo  23/12/2011 14:58
    Governo agora se intromete no que há entre os sutiens, veja tudo aqui:\r
    \r
    delas.ig.com.br/saudedamulher/franca-ve-problema-em-25-mil-proteses-de-mama-implantadas-no-bra/n1597421524489.html\r
    \r
    Eu respondo que a má qualidade do silicone já estava embutida no preço; A mulher quer fazer implante no crediário, 48 meses pra pagar, e ainda escolhendo o modelo mais barato... Então se o silicone romper e matar, foi a seleção natural.\r
    \r
    É que se deixar a mão invisível do mercado belisca o traseiro da sua mulher e aperta os peitinhos dela...
  • Gustavo Sauer.  24/12/2011 10:04
    É um bom artigo, só acho que o autor poderia ter melhorado duas coisas:
    1. Essa parte poderia ser melhorada: "Finalmente, trata-se de ignorância pura e simples dizer que o mercado "falhou" de alguma maneira significativa. Ao proferir tal sentença, seria necessário propor uma alternativa superior." O que ele quer dizer com propor algo superior? Os socialistas vivem propondo algo "superior"... O papel aceita tudo, construir utopias é muito fácil.


    2. Ele deixou de mencionar o principal erro que os socialistas cometem: não reconhecer que vivemos em um mundo de escassez. Isso é, pra mim, o erro mais fundamental de todos. Coletivistas em geral acham que o mundo só possui um problema de "distribuição", onde alguns estão recebendo uma parte grande e outros não recebem quase nada. É desse primeiro erro que surge todo o besteirol anti-mercado.


  • Paulo Sergio  25/12/2011 08:42
    Sinceramente, eu acho que um monte de intelectual odeia o mercado porque sabe que ia passar fome se fosse procurar emprego no mercado.
  • oneide teixeira  26/12/2011 09:46
    Este artigo ficou em evidencia no site do Nassif,e dentre os comentários transcrevo um deles que foi o mais critico.

    sex, 23/12/2011 - 23:44
    Bento

    Entre os intelectuais, o modismo de sempre é culpar todas as mazelas da sociedade no livre mercado. Basta dar uma olhada no conteúdo dos cursos universitários, nas palavras dos professores, nas publicações acadêmicas e mesmo nos jornais dos grêmios universitários. Todos eles concordam entre si nesse quesito.

    Livre mercado não existe, nunca existiu e nunca vai existir, tal qual o socialismo utópico. Ponto. Dito isto, é preciso notar que somente tolos (que obviamente incluem a maior parte dos "intelectuais" e "universitários") botariam a culpa das mazelas do mundo em algo que não existe.

    O desprezo popular pelo mercado é angustiante. Poucas instituições são tão universalmente vilipendiadas, e talvez poucas instituições sejam tão universalmente incompreendidas. E essa desinformação é perigosa: os radicais que protestam tão veementemente contra o funcionamento do livre mercado raramente percebem que estão defendendo o fim da única instituição que pode aprimorar o padrão de vida das pessoas.

    Angustiante é ver alguém reclamar que as pessoas desprezam algo que não existe. E realmente perigoso é imaginar que essas mesmas pessoas encontrarão no tal "mercado" - seja lá o que for isso - uma forma de aprimorar seu padrão de vida, ao invés do estudo, do trabalho e da vida em comunidade, estas sim instituições tão antigas, universais e perenes quanto a própria humanidade.

    Parodiando o poeta Robert Frost, deveríamos primeiro examinar como funciona o paraíso para, só então, tentarmos mudar o mundo. Em outras palavras, devemos entender como algo é antes de começarmos a falar como ele deveria ser. Nesse artigo, farei precisamente isso: vou esclarecer a definição de "livre mercado" e então argumentar que os chamados 'pecados' do mercado são erroneamente interpretados.

    Depois de muito blá blá blá, finalmente um trecho coerente: vamos ver o que é o tal do "livre mercado"!

    Cabe a nós, antes de tudo, definir aquilo sobre o qual estamos falando. Muitas discordâncias têm suas origens na incompreensão e no equívoco. Portanto, vamos definir o "livre mercado": o site dictionary.com define um "mercado" como "uma oportunidade de comprar ou vender" e um "livre mercado" como "um mercado econômico no qual a oferta e a demanda não são reguladas ou são reguladas com restrições mínimas". "Livre mercado" e "capitalismo" são praticamente sinônimos, e é George Reisman quem define o capitalismo de maneira eloquente:

    Eu já devia imaginar que viria uma tolice sem tamanho. O sujeito não consegue se decidir sequer se o tal livre mercado pode ser livre mesmo ou então "minimamente regulado" (???).. Ele poderia nos presentar com pelo menos um exemplo de mercado "livre" para que pudéssemos ter uma idéia do que fala, mas como é muito difícil falar sobre o que não existe, é melhor tentar apelar para o "quase", o tal do "minimamente".. mas esse tampouco é explicado! Sobrou pro coitado do Reisman tentar salvá-lo agora, e algo me diz que ele não conseguirá (até porque já começou misturando com capitalismo, que não tem nada de livre nem muito menos "mínimo" de regulação).

    O capitalismo é um sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção. É caracterizado pela busca do interesse próprio em termos materiais — em um ambiente livre da iniciação de força física —, e seus alicerces são culturalmente influenciados pela razão. Baseado em suas fundamentações e em sua natureza essencial, o capitalismo é mais detalhadamente caracterizado pela poupança e pela acumulação de capital, pelas trocas voluntárias intermediadas pelo dinheiro, pelo interesse próprio financeiro e pela busca do lucro, pela livre concorrência e pela desigualdade econômica, pelo sistema de preços, pelo progresso econômico, e por uma harmonia da busca pelo interesse próprio material de todos os indivíduos que dele participam.[1]

    O texto começa com uma meia-verdade e termina com uma mentira sem tamanho. Propriedade é troca, então a primeira frase só está correta SE pressupor uma espécie de "contrato social" anterior - todos cidadãos concordaram em reconhecer os limites da propriedade alheia, posto que esses limites são criações humanas, não naturais; e não é preciso ser um gênio para concluir que isso só pode ser feito pelo Estado. Sem Estado, sem propriedade privada, simples (quem discorda que apresente um exemplo histórico de livre mercado sem Estado). De resto, a busca do interesse próprio material, poupança, acumulação de capital e desigualdade econômica são características de todos sistemas produtivos da história, independente do regime de propriedade, e igualmente é a influência da razão. Então só resta como atributo do capitalismo a tal da "livre concorrência", mas ela não existe nem nunca existiu - toda competição econômica é limitada em algum modo pelas instituições vigentes em cada sociedade e em cada momento histórico. Até mesmo o direito de propriedade se torna um sério empecilho à concorrência e à inovação, vide o atual exemplo dos direitos de patentes, que aliás explicam o sucesso dos ianques que foram espertos o suficiente para solenemente ignorar as leis britãnicas de patentes e copiar tudo o que lhes interessava do Velho Continente no séc. XIX. Resumo: na tentativa de salvar o conceito de livre-mercado, o autor matou o capitalismo, tirando dele o pouco que tem de bom (inovação, que não respeita propriedade nem cultura nem nada) e atribuindo-lhe um monte de características utópicas que ele nunca teve, aliás para sua própria sorte.

    Assim, podemos definir o "livre mercado" como um sistema social baseado na troca voluntária de títulos de propriedade. E, ainda assim, o "livre mercado" é quase que universalmente vilipendiado dentro da academia.

    O senhor pode definir livre mercado como quiser, afinal ele não existe, nunca existiu nem existirá. Mas está ficando cansativo essa sua tentativa de colocar o tal do mercado como pobre injustiçado na academia. Injustiçado por quem? A má academia insiste em manter essa utopia de "livre mercado" viva, seja incensando-o como vc faz ou culpando-o por males que nada tem que ver com sistemas políticos, a exemplo dos socialistas mais tolos. Já a boa academia simplesmente se recusa a dar aos arautos da religião mercadológica o benefício da seriedade. Isso é vilipêndio? Reclame com o Papa, oras.

    Várias críticas populares ao mercado são tão batidas que já asseguraram a caricatura de clichê (críticos do capitalismo diriam que tais críticas são um "axioma"). Elas podem ser condensadas em algumas poucas proposições amplas, as quais consideraremos aqui. Elas são: o mercado é antissocial, o mercado atropela os direitos humanos, o mercado é o inimigo do meio ambiente e o mercado é a arma dos ricos contra os pobres. Vamos analisar uma de cada vez.

    Substitua "mercado" por indivíduos e lhes dê nome e posição social, e daí conversamos.

    Um dos mais populares mitos sobre a economia de mercado é que ela necessariamente gera uma tipicamente hobbesiana "guerra de todos contra todos", um mundo em que todos se devoram e todos competem em uma briga por recursos, sendo que o final é um jogo de soma zero. Outros já chegaram inclusive a afirmar que o mercado pode levar toda a espécie humana à autodestruição. A conclusão, portanto, é que o mercado é algo belicoso e hostil: se os recursos são finitos e todos vivem para consumir, então conflitos — e guerras — serão necessariamente o resultado natural.

    Tolice sem tamanho, conflitos e guerras sempre fizeram parte da sociedade humana, ao contrário do livre mercado, que nunca existiu nem existirá. Tal conclusão só pode pertencer a socialistas toscos, e usá-la só pode ser típico de utopistas liberais buscando legitimação para seu próprio totem.

    Mas conflitos e guerras são a exata antítese dos princípios do livre mercado. A essência das trocas de mercado é a cooperação: dois lados trocam bens e serviços, e ambos saem enriquecidos dessa troca. Você vai a uma loja e paga por uma gravata. A loja compra a gravata do fabricante. O fabricante paga pela mão-de-obra e pelo capital necessários para produzir a gravata. Todos ganham no processo.

    Tolice. Cooperação é muito mais antiga que o capitalismo, e igualmente são as trocas. Existem trocas até mesmo numa sociedade socialista, até no Camboja de Pol Pot elas existiam mercados. Provar que indivíduos ganham com trocas é apenas provar que o convívio em sociedade é benéfico em função da divisão do trabalho; isso não tem nada que ver com "livre mercado", a não ser que se prove que ele existia também no Camboja. Tente de novo.

    O leitor deve também observar que as pessoas nunca começam guerras de conquista e subjugação com a intenção de ampliar as trocas voluntárias de bens e serviços. Com efeito, muitas guerras ocorrem fundamentalmente por motivos anticapitalistas: a saber, disputas comerciais. Vale a pena sempre recorrermos à sabedoria de Frédéric Bastiat, que alertou que, quando os bens deixam de cruzar as fronteiras, os exércitos cruzarão.

    Não existe nada mais capitalista do que uma boa disputa comercial. Praticamente todas as guerras beneficiaram enormemente alguma parcela da população dos países contendores, logo não é de se estranhar que praticamente todas elas também tenham sido financiadas VOLUNTARIAMENTE por capitalistas. A frase de Bastiat na forma como foi citada não constitui jamais uma defesa do capitalismo, mas antes um apelo aos países para que resolvam suas diferenças por meio do comércio antes que os capitalistas tratem de resolvê-las a seu próprio modo (qual seja, lucrando com a matança alheia).

    Outra crítica popular ao livre mercado é que ele atropela os direitos humanos. Escravidão, racismo, machismo e "trabalhos precários" são filhos do capitalismo; portanto, a economia de mercado deve ser derrubada e destruída o mais rápido possível.

    Com certeza não são filhos do capitalismo, mas tampouco deixaram de existir com ele. De fato, há quem diga que se proliferaram sob sua égide.

    Em primeiro lugar, a escravidão é antimercado por definição: mercados livres são guiados pelo princípio do voluntarismo. Em segundo, racismo e machismo são difíceis de serem sustentados em mercados competitivos: não importa o quanto um determinado empregador odeie negros, mulheres, judeus, homossexuais etc., os consumidores raramente estão dispostos a pagar o preço extra que seria necessário para que ele satisfaça eternamente seu desejo pela discriminação.

    Tolice sem tamanho. Em primeiro lugar, voluntarismo é um conceito vazio do ponto de vista econômico: um mercado não é menos mercado por ter escravos nem uma mercadoria é menos mercadoria pelo fato de ter sido feita "contra a vontade de alguém". Em segundo lugar, consumidores são humanos tal como empregadores - portanto tão suscetíveis ao ódio contra negros, mulheres, judeus, homossexuais etc quanto eles -, e não há nenhuma garantia que esse ódio seja superior ao seu interesse econômico de pagar mais barato por um bem (de fato, eles podem pagar até orgulhosamente a mais por isso). Em segundo lugar, nenhum deles é eterno e se é pra contar com o tempo para fazê-los compreender a irracionalidade de seus atos obtusos, então pode tocar Blowin' in the wind em sua vitrola até dizer chega. Em terceiro lugar, se o tal "mercado" fosse mesmo capaz de incentivar as pesssoas a abandonar esses preconceitos, então não seria preciso uma guerra civil com 1 milhão de mortos nos EUA para "apressar" o processo - não existe nenhum país do mundo em que a discriminação tenha sido abolida de forma voluntária pelos discriminadores. Ao contrário, ela sempre foi combatida contra sua vontade pelo Estado, a ponto deles clamarem contra a tirania deste (!).

    Tragicamente, regulamentações sobre as condições de trabalho e a imposição de um salário mínimo maior tendem a exacerbar — ao invés de mitigar — as discriminações, pois removem as penalidades que empregadores preconceituosos sofreriam em um mercado competitivo e eliminam uma importante margem que poderia ser utilizado por grupos marginalizados. Quando as pessoas não mais podem competir com base em preços, quantidade e qualidade, as empresas passam a poder discriminar com base em algo que não seja a produtividade.

    Estava demorando até o sujeito tomar partido dos pobres discriminadores. Sim senhor, é verdade que eles sentiram muito quando o Estado veio e impediu-lhes À FORÇA de continuar praticando suas obtusidades. Mas não imaginava que vc fosse defendê-los dizendo que a economia foi penalizada. É realmente novo saber que os EUA ficaram mais pobres pelo fato de Lincoln ter decidido acabr com a escravidão na marra. Peço apenas do ponto de vista lógico (se é que resta algum) que o senhor volte à afirmação anterior: se é verdade que a discriminação reduz a produtividade, então porque a regulação que a elimina também o faz? Ouo senhor entrou em contradição consigo mesmo, ou entçao conhece a função de bem-estar social e como prêmio ganhará a medalha da Ordem de Lenin por sua contribuição inestimável à teoria da planificação econômica.

    Em um mercado livre e desimpedido, um empregador racista seria penalizado (lucros menores que os de seus concorrentes) se ele incorresse em qualquer tipo de discriminação. Sem um salário mínimo imposto, seria caro para um empregador racista negar a mão-de-obra de um trabalhador negro que se dispusesse a trabalhar por um valor menor que o de um branco. Porém, quando o estado passa a fixar o preço da mão-de-obra, e as condições de trabalho são determinadas por decreto, esse mesmo empregador estará apto a exercer suas preferências racistas sem que receba uma merecida punição capitalista. É por isso que um salário mínimo mais alto acaba com o único trunfo que os grupos historicamente discriminados têm a seu favor.

    Desde quando ser "penalizado" economicamente é mais importante do que estar feliz consigo mesmo fazendo livremente o que se quer? O senhor está acaso tentando impedir o empregador racista de esbanjar livremente seu dinheiro mas ainda ostentando um sorriso pelo fato de não ter nenhum negro trabalhando para si? Belo defensor da livre inciativa é o senhor. De resto, se o mercado cumprisse mesmo essa função de "punir" esse empregador o Estado jamais interviria no processo, posto que do ponto de vista democrático o voto do empregador vale tanto quanto o do trabalhador negro, mas o primeiro tem capital para ajudar na campanha do político, ao contrário do último. A intervenção do Estado neste caso não faz o menor sentido econômico nem político, e ainda assim ela ocorre (em sociedades civilizadas, ressalte-se) - por que será?

    Ademais, o mercado tem sido profundamente benevolente mesmo para as mais oprimidas minorias. Em sua magistral obra Competition and Coercion: Blacks in the American Economy 1865-1914, Robert Higgs narrou cronologicamente os espetaculares ganhos e conquistas obtidos pelos filhos e filhas de escravos quando eles passaram a poder participar da economia de mercado.

    Que maravilha, o autor provou que um homem livre vive melhor que um escravo (merecia um Nobel só por isso), mas concluiu que isso deve ser decorrente das oportunidades da "economia de mercado" e não da condição de vida e trabalho do indivíduo. E olha que estamos falando de um suposto "liberal", que deveria colocar a liberdade individual acima de quaisquer considerações materiais de segunda ordem. Podemos apenas imaginar o que diriam hoje de um historiador da idade média se ele comparasse o padrão de vida dos servos aos dos escravos para evidenciar a superioridade do regime feudal, mas é precisamente isso que nosso arauto liberal faz.

    Em terceiro lugar, temos de fazer duas perguntas quando consideramos a má situação da mão-de-obra em "trabalhos precários". Primeira: por que as condições de trabalho são tão miseráveis? Segunda: quais são as alternativas boas para esses trabalhadores? As condições de trabalho no terceiro mundo são ruins exatamente porque vários desses países apenas recentemente começaram a adotar as instituições que caracterizam as economias de mercado do ocidente. As melhores alternativas para esses trabalhadores são normalmente pavorosas: crime, prostituição e fome. Se os trabalhos precários forem proibidos, essas serão as únicas alternativas sobrantes.

    O autor de propõe a responder questões difíceis mesmo para um prêmio Nobel de Economia como Douglass North, que dedicou uma dezena de livros para tentar resolvê-las e mesmo assim admitiu seu fracasso parcial. Mas, como todo panfletário liberal, as responde de forma irrefletida com uma tolice sem tamanho. Em primeiro lugar, os países do "terceiro mundo" adotam a mesmas instituições das economias de mercado ocidentais desde que foram "descobertos", ou seja desde que são "pobres". Eles já fazem isso há pelo menos 500 anos no caso da América Latina, então o "recentemente" aí é uma piada de mau gosto - acaso só nos tornamos "ocidentais" semana passada cara pálida? De resto, é gratificante saber que o capitalismo nos assegura a possibilidade de um trabalho precário para que não tenhamos de escolher entre a fome, o crime e a prostituição. Será que foi essa a opção que deram aos indios quando eles foram descobertos? Aceitar um trabalho precário ou morrer de fome, na prostituição e na bandidagem? Na tentativa de mostrar a "superioridade" do capitalismo, o nosso autor produz inconscientemente uma pérola de crítica a esse sistema que confesso que nunca li nem no mais radical dos panfletos socialistas.

    Também é bastante popular acusar o mercado de ser o inimigo do meio ambiente. Outra mentira; a degradação ambiental ocorre exatamente quando os direitos de propriedade são debilmente especificados, fiscalizados e zelados. Se há alguma entidade que fracassou quanto a isso, é o estado. Há ampla evidência desse fracasso nos países comunistas: vários lagos, rios e correntezas da antiga União Soviética são tão poluídos, que são inutilizáveis. O economista George Reisman dedicou uma considerável porção do seu magistral tratado Capitalism à interação entre o mercado e o meio ambiente, e ele mostra que afirmação de que "o mercado é o inimigo do meio ambiente" é baseada em ficções.

    Direitos de propriedade podem ser especificados, fiscalizados e zelados em várias formas e não são invenção do capitalismo - aliás, entre as poucas contribuições desse sistema à legislação sobre propriedade, podemos citar o tráfico de escravos, cuja especificação e zêlo se tornaram tamanhos na vigência desse sistema que quase motivaram guerras entre países por seu controle. Se o Estado fracassou nisso, então apresente um único exemplo histórico de direito de propriedade privado que foi reconhecido na ausência do aparato legal. De resto, sobre poluição, não é preciso ir tão longe até os rios da União Soviética, poderíamos citar o Tietê em São Paulo ou o Hudson em Nova York, pois a questão não é essa - é preciso provar que na ausência do Estado esses rios estariam melhores. Obviamente nosso amigo liberal sabe que provar isso é impossível, mas na falta de argumentos tenta nos convencer pelo gogó e pela "autoridade" do Reisman, aquele que acha que capitalismo é igual a uma coisa que não existe. Mas já que está difícil mesmo apresentar um único exemplo que comprove seu argumento, eu vou propor ao nosso amigo liberal um outro contrafactual bem mais simples: apresente um único caso em que um rio tenha sido "privatizado" na história e mostre que ele está mais bem conservado agora do que antes, sob controle estatal. Tá bom assim?

    A economia de mercado também é acusada de ser a arma suprema dos ricos contra os pobres. A "meritocracia" capitalista seria a responsável pela ampla e difundida pobreza, pela desigualdade desenfreada e pelo domínio mundial das grandes corporações. Embora esses desafios às instituições capitalistas tendam a gerar uma retórica intrigante, eles são completamente falsos.

    Em primeiro lugar, completamente falso é falar em "meritocracia" capitalista quando se sabe que fatores como berço (pais ricos) , boa (e cara) educação e um bom estoque de capital financeiro são mais que suficientes para assegurar um futuro tranquilo para qualquer indivíduo "sortudo" o suficiente para ter acesso a esses recursos, por mais pródigo ou imbecil que seja em matéria econômica (estamos pressupondo aqui, claro, a hipótese extrema de que nem mesmo toda essa educação e cultura seriam capazes de moldar seu caráter). Tudo o que ele precisa é não ser tão imbecil a ponto de acreditar num liberal e tentar tomar sozinho suas próprias decisões. Numa sociedade em que o ativo mais fundamental é a informação, só mesmo um tolo ou um mal intencionado para afirmar que pessoas com conjuntos de informações quantitativa e qualitativamente distintos chegam a resultados econômicos igualmente distintos por força de "mérito". Se se pretende democrático, o liberalismo deve pressupor ou igualdade de oportunidades (piada pronta no capitalismo), ou que as pessoas aceitam jogar o jogo democrático sabendo de antemão que jamais terão as mesmas oportunidades. Esta última hipótese é bem mais interessante - de fato tem muito pobre por aí que aceita o fato de que jamais terá as chances de um rico na vida - mas ainda resta provar que essa aceitação é realmente LIVRE E VOLUNTÁRIA e não decorrente da cultura do sujeito (por ex. não vale se a igreja fica lhe dizendo que os pobres herdarão o Paraíso, ou se o sujeito nasceu num lugar em que as pessoas já são divididas em castas). O senhor pode provar isso senhor liberal, que nenhuma instituição adjacente é necessária para sustentar a "democracia liberal"? Novamente, aguardo ansioso por um único exemplo.

    Os países pobres de hoje já eram pobres muito antes de as modernas e liberais economias de mercado se desenvolverem na Europa e na América do Norte; portanto, não se pode culpar o capitalismo pela pobreza deles. Muitos críticos também apontam para a desigual distribuição de riqueza como evidência das mazelas do capitalismo, mas tal acusação ignora dois pontos cruciais.

    Os países da Europa e da América do Norte eram tão pobres quanto os pobres de hoje até meados do séc. XVIII (alguns bem mais inclusive). Não se pode culpar o capitalismo pela pobreza dos últimos, assim como não se pode elogiá-lo pela riqueza dos primeiros, porque todos foram "capitalistas" a seu modo, o dinheiro que circulava entre eles era o mesmo e os direitos de propriedade eram intercambiados independente de quaisquer idiossincrasias institucionais. Há tempos economistas afirmam que são as instituições que importam, e elas são não apenas muito anteriores ao capitalismo moderno, mas de fato são francamente contrárias às "leis de mercado" em vários níveis. Existem vários países civilizados que se tornaram prósperas economias de mercado, mas não existe uma única nação na história que tenha se tornado civilizada pela adoção do capitalismo.

    O primeiro é a mobilidade de renda: dependendo da liberdade econômica do país, alguém nascido na pobreza tem uma boa chance de ascender na escala social. Segundo, embora a distribuição de renda monetária seja desigual, a facilidade de acesso aos bens de composição tecnológica similar aumentou consideravelmente. Durante a maior parte da história mundial, a diferença entre ricos e pobres era a diferença entre aqueles que comiam e aqueles que morriam de fome. Na economias de mercado atuais, a diferença entre os super ricos e os pobres é a diferença entre aquele que dirige um Dodge Viper e aquele que dirige um Chevrolet da década de 1980.

    2 argumentos incrivelmente tolos, mas já não me surpreendo mais. Substitua na primeira frase o termo "liberdade econômica do país" por "sorte", "vontade de Deus", "modelo de socialismo do país", "tolerância com o tráfico de drogas" ou coisa que o valha e o argumento continua rigorosamente consistente (por aí se vê o quanto ele é profundo). O segundo argumento é um atentado violento contra o pudor científico e a inteligência alheia. Em primeiro lugar porque segurança alimentar é uma política de Estado e não uma lei de mercado: existem leis (há séculos nos países mais ricos) que obrigam o Estado a evitar a fome da população, ; se o tal "mercado" desempenhasse essa função tais leis seriam inócuas há séculos e o Brasil jamais necessitaria de um Bolsa Família. Em segundo lugar, a comparação entre veículos é ridícula - nos primórdios do capitalismo ricos andavam de carruagem ou mesmo carros a vapor, enquanto pobres andavam de (e puxavam) carroça. O que exatamente mudou? A marca da carroça? Bela evolução essa.

    O leitor deveria também observar que o poder que se imagina que as "grandes corporações" tenham está exagerado. Uma característica exclusiva do capitalismo de livre mercado é que as maiores recompensas vão para aqueles que satisfazem às demandas do cidadão comum. Nos EUA, por exemplo, pense no Wal-Mart, o bode expiatório favorito dos intelectuais de esquerda: a clientela do Wal-Mart é formada quase que exclusivamente de pessoas das classes média e baixa. O capitalismo gera uma riqueza fantástica, e os benefícios vão quase que inteiramente para os menos afortunados dentre nós.

    Mais uma tolice sem tamanho (e algo me diz que não será a última). Se as maiores recompensas fossem mesmo para os tais "cidadãos comuns"(pobres e classe média, segundo o texto), então não haveria oferta de produtos e serviços para os cidadãos "incomuns" (ricos) posto que é uma consequência óbvia das leis de mercado que os capitais afluam para os setores onde a lucratividade é maior. No afã de mostrar como o capitalismo é "bonzinho", o nosso autor chegou ao ponto de violar as leis mais fundamentais de mercado. Já a última frase é tão cômica que me lembra aqueles diálogos de filósofos gregos em que eles discutem como pode um homem "aceitar" ser escravo, e mesmo contemplando uma sociedade em que mais de 50% da população era escrava ainda concluem que o escravismo ateniense gera uma riqueza fantástica e que os benefícios vão quase inteiramente PARA OS ESCRAVOS, já que eles são protegidos, alimentados, e afinal não tem qualquer estatura moral para sair daquela situação posto que ACEITAM SER ESCRAVOS, oras!

    Ludwig von Mises disse tudo de maneira sucinta em uma série de palestras publicadas postumamente como o nome de As Seis Lições. Ele observa que

    Se disse tudo eu não sei, mas você até agora não disse nada e quando disse, falou bobagem. Mas vamos lá, você já acabou com a imagem do Reisman, vamos ver o que fará com o pobre do Mises..

    Este é o principio fundamental do capitalismo tal como existe hoje em todos os países onde há um sistema de produção em massa extremamente desenvolvido: as empresas de grande porte, alvo dos mais fanáticos ataques desfechados pelos pretensos esquerdistas, produzem quase exclusivamente para suprir a carência das massas. As empresas dedicadas à fabricação de artigos de luxo, para uso apenas dos abastados, jamais têm condições de alcançar a magnitude das grandes empresas. E, hoje, os empregados das grandes fábricas são, eles próprios, os maiores consumidores dos produtos que nelas se fabricam. Esta é a diferença básica entre os princípios capitalistas de produção e os princípios feudalistas de épocas anteriores.

    Ali jaz um corpo, e deve ser o Mises que com certeza merecia ser associado a um texto bem melhor articulado. Em primeiro lugar, qualifique seus termos: uma coisa é demanda, outra bem diferente é carência. Se chegamos a um ponto em que é preciso suprir carências das massas, então o capitalismo está mesmo bem mal das pernas pois a sua promessa é de que não haveria carência alguma. Em segundo lugar, magnitude de uma empresa não tem nenhuma relação direta com lucratividade e menos ainda com a riqueza de seus sócios; isso é básico no capitalismo. De resto, não há novidade alguma no fato de operários comprarem produtos das fábricas em que trabalham, a única novidade introduzida pelo cpaitalismo contemporâneo neste caso pode ser encontrada nos trabalhadores precários do interior do Brasil que são coagidos a comprar mantimentos na venda do patrão. Em terceiro lugar, se nenhum capitalista está ficando mais pobre por vender para os ricos, a única consequência do seu argumento é que as maiores empresas (ou seja, as que tem maior poder de mercado e logicamente de ditar preços) são dominantes nos mercados que abastecem a demanda das massas. Ou seja, os pobres são obrigados a comprar justamente daquelas empresas com maior poder de barganha em relação ao consumidor. Bela argumentação, nem o Cade seria capaz de produzir uma pérola assim para justificar a intervenção estatal nos mercados.

    A "relação de poder", um conceito tão caro aos marxistas, é exatamente oposta àquela imaginada: os consumidores, e não os produtores, é que ditam o rumo da produção.

    Sim, claro, aliás eu nem sei pra que as firmas precisam de empresários, CEOs ou coisa que o valha se poderiam simplesmente perguntar aos consumidores o que eles desejam e quanto desejam. Toda essa estrutura burocrática inútil das empresas só serve como cabide de emprego de capitalista ou pior, pra atrapalhar a gestão já que sempre vai ter algum gênio que vai tentar "antecipar" o que o consumidor deseja. Como se vê, além de disfuncional, o capitalismo é esquizofrênico.

    Não obstante tudo isso, os inimigos do mercado argumentam que a única razão pela qual as pessoas toleram as economias de mercado é porque elas são obrigadas a tal. A evidência das imigrações ocorridas ao longo do século XX não dá respaldo a essa hipótese. Milhares de pessoas morreram tentando cruzar as fronteiras da Alemanha Oriental e da Coréia do Norte — e não havia o mesmo movimento na direção oposta. Similarmente, milhares de cubanos arriscaram suas vidas e integridade física tentando fugir para os EUA. Até onde se sabe, nenhuma pessoa desafiou o oceano em uma balsa caseira em busca de melhores condições de vida em Cuba.

    Caminhou tanto para chegar a esta conclusão: o capitalismo é bom porque ninguém nunca tentou fugir dele para virar comunista. Pfiu.. Vamos às novas tolices. Do ponto de vista da comparação de valor, sua análise é completamente furada: a não ser que se prove que o comunismo era uma maravilha não há o menor sentido em argumentar que o capitalismo é bom só pelas pessoas preferirem ele ao comunismo. Do ponto de vista histórico, a análise entra em contradição consigo mesma, posto que todos os países comunistas foram capitalistas antes das "revoluções": então, da mesma forma como vc usa suas estatísticas de forma obtusa poder-se-ia afirmar que bilhões (e não milhares) de pessoas optaram pelo comunismo no mesmo séc. XX a que vc se refere, em detrimento do capitalismo. Por fim, do ponto de vista lógico sua análise, além de incorrer na falácia non sequitur, ainda presta um enorme desservio à própria imagem de liberdade no capitalismo. A falácia é óbvia: recusar o comunismo não significa em absoluto abraçar o capitalismo, assim como eu recusar um copo de leite não significa que quero beber coca-cola. Essa falácia é ainda mais incompreensível quando lembramos que vivemos num mundo em que a variedade de sistemas políticos é tamanha que nem liberais e socialistas sabem mais o que é cada coisa (não são poucos os liberais que chamam a Europa e mesmo os EUA de países socialistas, assim como vários esquerdistas consideram a China um capitalismo digno de faroeste americano). Por fim, é uma violência sem tamanho contra a liberdade de escolha individual, além de uma ignorância histórica descomunal e um profundo desprezo pela capacidade de evolução da humanidade, obrigar pessoas a escolher entre apenas esses 2 modelos políticos. Agora, no afã de provar a superiodade capitalista autor assassina a liberdade individual. Logo não sobrará mais nada para ele assassinar, não importa o quanto o coitado do MIses inutilmente se contorça na cova.

    Finalmente, trata-se de ignorância pura e simples dizer que o mercado "falhou" de alguma maneira significativa. Ao proferir tal sentença, seria necessário propor uma alternativa superior. Nesse caso, tanto a teoria quanto a história estão firmemente a favor do livre mercado. Mises e Hayek demonstraram que o cálculo econômico racional é impossível sem que haja propriedade privada dos meios de produção. Isso não significa que uma "economia socialista" seja ineficiente — significa que uma economia socialista é uma contradição prática. Nossa experiência com revoluções radicais e economias planejadas ao longo do século XX não é nada estimulante: em nome do "povo", Che Guevara matou milhares, Hitler milhões, Stalin e Maodezenas de milhões.

    De fato é uma tolice falar em falha de mercado, pois para falhar é preciso que ele tenha funcionado em algum momento. Mas maior tolice ainda é afirmar que é preciso apontar alguma solução "melhor": o mundo está cheio de soluções diferentes para a organização econômica das sociedades e NENHUMA DELAS é baseada em livre mercado (até mesmo os EUA tem leis, e algumas delas são tão radicais em matéria de regulação de direitos de propriedade que fazem até o nosso cipoal jurídico parecer o melhor dos mundos do ponto de vista da anarquia liberal).

    De resto, não deixa de ser irônico como um sistema como o livre mercado é tão bom que precisa ser comparado a ditaduras comunistas (!) para provar sua superioridade. Honestamente, não sei se o autor pretende com isso diminuir o valor do livre mercado ou aumentar o desses regimes, dado que são comparados ao que há de "melhor" no "mercado de sistemas políticos". E sobre crimes contra a humanidade, é conveniente lembrar que a melhor forma de isentar criminosos de seus crimes, não apenas perante a sociedade mas até perante si mesmos, é botar a culpa no "sistema" ou no "líder". Então assim como ontem não foram os alemães que chacinaram meio mundo europeu mas sim o nazismo e Hitler, e tampouco foram os russos que mataram russos mas sim Stalin e o "regime", agora também não é são os endinheirados corruptores e políticos corruptos, a classe mérdia indiferente, os ladrões sonegadores, os traficantes e viciados, os policiais e militares bestializados que matam, mas sim o "Brasil" e o governo, é claro. Essa é a forma que todos encontraram aqui de continuar ganhando dinheiro virando as costas para suas responsabildades: bote a culpa no outro e lamente ter nascido nesta terra ingrata. E assim continuamos matando, seja usando nossas próprias mãos ou as de outrem, mas com a certeza de que por mais inútil que seja nossa contribuição para a sociedade e por piores que sejam nossas deficiências de caráter, ainda seremos "melhores" que um Che, um Mao e, se ainda não der, pelo menos certamente um Stalin. Afinal de contas eles mataram milhões não? clap clap clap

    Pode até ser chique culpar a economia de mercado por todas as mazelas da sociedade, mas não apenas essa acusação é sem sentido como também a fé dos intelectuais em alternativas para o mercado é inteiramente fictícia. Nunca nenhum regime socialista teve eleições livres, e nenhum livre mercado já produziu algum campo de extermínio. Contrariamente às opiniões de acadêmicos e intelectuais populares, o mercado funciona. E pode botar essa na conta.

    Concordo plenamente com as 2 primeiras frases, mas na 3ª há uma falácia bisonha de non sequitur. Livre mercado não existe (e se o autor não mostrou até agora, com certeza não vai mostrar nunca), então de fato é impossível que tenha produzido algum campo de extermínio na história. Mas baseado em que se afirma que uma coisa que não existe "funciona"? Baseado na convicção de quem jura que ela existe, mesmo contra todos os fatos e evidências empíricas? Nesse ponto as igrejas dão de 100 a zero nos liberais caricatos em matéria de lógica: elas não precisam usar argumentos do tipo "Deus nunca matou ninguém" para justificar que Ele é bom e o Paraíso "funciona". Se é para defender algo que não existe, então fico com a Igreja pois pelo menos ela é honesta dentro de seu dogmatismo e obtusidade, e não busca me convencer com base na lógica a aceitar o irracional. E pode botar essa na conta deles.

  • João  26/12/2011 11:53
    Ele comete dois erros fatais:

    Primeiro, afirma que a propriedade privada não é algo natural e, portanto, precisa ser garantido pelo Estado. Ora, a propriedade privada existe até mesmo antes de o estado haver existido. Se ele conseguir provar que o estado existia antes que as pessoas tivesse propriedades, eu tiro o meu chapéu para ele.

    Segundo. Ele acaba caindo em uma espécie de "Teoria Pollyana" da História: ele fala sobre a História como se tudo só pudesse ocorrer dessa maneira, e nunca pudesse ser diferente. Na época da escravidão, eu poderia fazer um longo livro a respeito de como não faria sentido abolir a escravidão, citando que todos os povos tiveram escravos, que sempre foi assim e sempre será assim.
  • Paulo Sergio  26/12/2011 14:59
    'Ora, a propriedade privada existe até mesmo antes de o estado haver existido. '
    Quem é mesmo que fala isso? Onde tem mais sobre isso?
    Obrigado
  • Paulo Sergio  29/12/2011 05:32
    'Outra crítica popular ao livre mercado é que ele atropela os direitos humanos. Escravidão, racismo, machismo e "trabalhos precários" são filhos do capitalismo; portanto, a economia de mercado deve ser derrubada e destruída o mais rápido possível.
    (...)
    Em um mercado livre e desimpedido, um empregador racista seria penalizado (lucros menores que os de seus concorrentes) se ele incorresse em qualquer tipo de discriminação. '

    Eu nem sei como falar disso, é um tema muito fácil de ser distorcido...mas vamos lá
    Pegue o caso do 'machismo' por ex, e uma sociedade sem cotas pra nada.Nem pra negro, nem pra mulher, nada.A ciência já mostrou que em média, o cérebro de um homem não funciona do mesmo jeito que o cérebro de uma mulher.Então lógico, vai existir certas atividades com mais homens, e outras com mais mulheres.E um empregador que em média contratar mais homens pra uma certa atividade, não vai ser penalizado pelo mercado.

    Qual vai ser a conclusão das feministas? Que o capitalismo é machista.


  • Luis Almeida  29/12/2011 05:37
    Que seja. Problema delas. Elas que engulam o orgulho e vão procurar homem para sustentá-las -- como, aliás, sempre foi na história do mundo.
  • loide  29/12/2011 11:53
    o que eu acho um absurdo do livre mercado é ele premiar jogadores de futebol com salários milionários enquanto professores estão ganhando misérias, sendo que estes ultimos estudam muito mais e tem um papel muito maior na sociedade. É indecente um cara que não estudou, não teve que se preparar e que joga bola duas vezes por semana ganhar 1000 vezes mais do que professores, por exemplo, que trabalham 40 hrs por semana, estudaram durante 12 anos da vida deles e são responsáveis pela formação de toda uma nação...Tem algo muito errado
  • Leandro  29/12/2011 12:06
    O que você na verdade quer dizer é que não concorda com o fato de que milhões de pessoas voluntariamente gastem dinheiro para assistir a jogos a futebol. afinal, é daí que vem os salários dos jogadores. Pois faça campanha contra, tente conscientizar as pessoas sobre aquilo que você acha ser moralmente correto. Apenas não use de violência -- o que, por definição, significa que você não pode pedir elevação dos salários dos professores, os quais são pagos com dinheiro coercivamente extraído da população.

    Caso você esteja defendendo reduzir salários de jogadores -- voluntariamente pagos pelas pessoas que gostam de futebol -- e aumentar os salários de professores -- coercivamente pagos por toda a população --, então você é apenas mais um totalitário que julga saber exatamente como gerenciar o mundo utilizando um porrete, para o bem de todos.

    Já tivemos muita gente assim na história do mundo. E resultado nunca foi bom.
  • Rhyan  29/12/2011 12:15
    Falei isso hoje pro meu primo, como tem ignorantes que não sabem como o salário é definido, acham que deve ser por importância ou dificuldade.
  • anônimo  29/12/2011 12:26
    Não sei porque uma pessoa que me dá alguma alegria eventualmente deveria ganhar menos que uma pessoa que passa 50 anos estudanto meia-dúzia de línguas mortas, propagando marxismo ou fazendo pesquisas do tipo "mulheres loiras têm seios 50% maior que as demais", que pouco ou nada influencia positivamente minha vida - poucos foram os que me trouxeram benefícios -, e que por sinal passam o tempo a estudar e ensinar coisas que, ou não quero, ou discordo, e que não me traz benefício algum com a maior parte de seu trabalho - incluído aí professores da rede pública, que mais custam do que me beneficiam, além do fato de eu ser casado com uma oriental, cujos dotes são outros que não seios.

    No mais, nem todo professor ganha mal, como professores de ensino médio e fundamental, e a grande maioria dos jogadores de futebol não ganha bem, como as estrelinhas que você costuma ver na TV.
  • mcmoraes  29/12/2011 12:46
    Loide, parece que você está em revolta contra a natureza humana. Antes de continuar com essa postura, ouça os depoimentos dos professores: é melhor aprender de uma vez por todas, antes que seja tarde demais.
  • anônimo  22/02/2012 10:14
    Estava lendo um artigo do mises.org em que o autor do fazia uma atividade imaginativa, ele pedia que imaginasse uma pessoa que fosse dona única de um território de tamanho muito extenso e que ele não produzia nada nesse território. Então ele concluia que por não dispor de recursos econômicos, o proprietário da terra não teria condições de protegê-la fazendo com que seu território infinitamente extenso fossse aos poucos invadido sem que ele nem soubesse.

    Ele então passa a criticar o estadismo como uma artificialidade que faz com que certas situações que não seriam possíveis no ambiente de mercado se tornem possíveis.

    Gostaria de saber quem foi o primeiro libertário a ter esse insight fenomenal e gostaria de saber a posição do IMB a respeito, pois se trata de uma análise de forças que está mais para o utilitarismo do que paara a moralidade.

    Muito Obrigado desde já.
  • danilo  14/06/2012 18:33
    boa noite a todos!\r
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    bom queria apenas expressar minha opiniao sobre esse artigo, nao entendo muito de economia e finanças, nao sou nenhum especialista só estou colocando o que eu acho...\r
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    bom eu concordo com oo autor realmente existe uma grand quantidad d pessoas q nao gostam do livre mercado, devido principalment as desigualdades sociais realment vivemos num pais ond a diferenca d renda eh brutal, e tb nos eua e europa\r
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    mas eu acredito que esa disparidade nao seja consequencia direta do capitalismo isso existe por varios outros motivos, corrupção etc. \r
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    eu acho q o livre mercado é melhor pois permite o uso mais eficiente dos recursos\r
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    mas eu tb acho q deve existir um estado forte pois este representa os anseios da maioria q possui baixa renda\r
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    não dá pra ser tudo privado! imagine se a educaçaão fosse privatizada?? so colegio particular??? e os hospitais?? e a população menos abastada como fica??\r
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    acho q governos e iniciativa privada devem se unir para somar forças contra a pobreza e miseria, problemas q ainda atingem milhoes de pessoas...\r
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    enfim, só estou colocando minha opiniao...\r
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    abraço a todos!
  • Leandro  25/09/2013 20:22
    Belo artigo.
    Aproveito o espaço para solicitar a confecção de um artigo.
    Sou acadêmico de Direito (e portanto muito sujeito à ação desses "intelectuais") e reiteradas vezes vejo alegações que os direitos fundamentais apareceram por gerações, sendo a primeira de prestações negativas do Estado (tudo o que o Estado não pode fazer em respeito à população), a segunda de prestações positivas (os serviços que o Estado deve prestar para erigir um estado de bem estar social) e a terceira geração onde os beneficiários seriam as pessoas indeterminadas e coletivamente consideradas. Obviamente esta é uma apresentação por demais resumida. O fato é que absolutamente sempre que se explica o surgimento da segunda geração se alega que se deu "em virtude da falência da mentalidade liberal que vigorava até então, que permitia a exploração dos trabalhadores em condições subumanas e demandou a ingerência do Estado para corrigir os problemas". Não achei nenhum texto no instituto sobre este assunto, nem em pesquisa na internet. Seria possível a elaboração de um com a qualidade que encontramos no instituto? Preciso saber se a explicação dada em aula é enganosa ou realmente é verdadeira, considerado a peculiaridade da época.
    Lamento pelo uso deste espaço.


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