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Tiririca, TSE e a verdadeira ironia das eleições

Quem acha que a maior ironia destas eleições é a candidatura do humorista Tiririca a deputado federal deve reconsiderar.  Existe outra campanha que supera em muito a engraçadíssima campanha do palhaço e que coloca todos os indivíduos na posição de palhaços: a campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  Com o slogan "Você pode escolher o seu destino", a campanha faz uso de diversas analogias que buscam conscientizar o eleitor da importância do voto — o que é um contrassenso, pois o voto é obrigatório, e não há sentido em argumentar se já existe o uso da violência.  O regime sobrevive através da propaganda que tenta dar uma legitimidade ao ilegítimo.  Porém, o irônico é que esta campanha das eleições 2010, se analisada atentamente, acaba por denunciar toda a farsa do sistema. 

Uma peça publicitária faz uma analogia entre a contratação de um funcionário e a escolha de um candidato.   O regime tenta fazer parecer que a decisão está nas mãos de cada eleitor, como se eles fossem o dono da empresa e o político o candidato que deve preencher seus requerimentos e obedecê-lo após eleito.  E nada poderia estar mais longe da realidade.  Além do fato de que cada empresário escolhe individualmente seus funcionários e pode demiti-los quando quiser, outro ponto crucial deste artifício da propaganda estatal foi retumbantemente desmascarado já em 1870 por Lysander Spooner:

Eles [os oficiais eleitos do governo] não são nossos empregados, nossos agentes, nossos procuradores e nem nossos representantes..... [pois] nós não assumimos responsabilidade pelos seus atos.  Se um homem é meu empregado, agente ou procurador, eu necessariamente assumo a responsabilidade por seus atos realizados dentro dos limites da autoridade que eu conferi a ele.  Se eu depositei nele, como meu agente, a autoridade absoluta, ou qualquer autoridade que seja, sobre a pessoa ou propriedade de outros homens que não eu mesmo, eu necessariamente me torno responsável por quaisquer danos que ele possa causar a eles, desde que ele aja dentro dos limites da autoridade que eu concedi a ele.  Porém, nenhum indivíduo que tenha sofrido danos sobre sua pessoa ou propriedade, através dos atos do Congresso, pode ir aos eleitores individuais e afirmar que eles sejam responsáveis pelos atos de seus supostos representantes.  Este fato demonstra que estes pretensos representantes do povo, de todo mundo, são na realidade os representantes de ninguém.

Um spot de rádio que faz um apelo para que aqueles que não são obrigados a votar votem, diz o seguinte:

[Pessoa 1] - E aí, o que você vai querer comer?

[Pessoa 2] - Qualquer coisa, escolhe aí você.

[Pessoa 1] - Ok!

[som de campainha] Blim-Blom

[Entregador] - Entrega! Pizza de dobradinha com jiló e borda de chocolate.  Aqui ó, sua notinha.

[Pessoa 2] - Arghh.

E se pedir uma pizza fosse realmente como escolher os candidatos?  As pessoas vão às urnas escolher seu sabor preferido.  A pizza vencedora é entregue todo domingo durante quatro anos nas casas de todos, mesmo daqueles que não gostam de pizza ou que estão de dieta.  No fim de cada ano, um funça da Receita Federal bate em todas as portas recolhendo o IP, imposto da pizza.  Os dois maiores partidos são o PM, partido da mozarela — altamente apoiado pela indústria laticínia —, e o PC, partido da calabresa — que recebe verbas dos produtores de carne.  Dentro dos partidos existem subdivisões.  O PC conta com as alas da calabresa com cebola e sem cebola.   A principal bandeira dos cebolistas é a satisfação de todos; quem não gosta de cebola pode deixá-las de lado no prato, ao passo que, se a pizza fosse entregue sem cebola, os que a desejassem não teriam opção.  Já o apelo dos sem-cebola é priorizar nossas crianças, que odeiam cebola.  Esta retórica mantém os sem-cebola como facção dominante do PC.  O PQQ, partido da quatro queijos, e o PP, partido da portuguesa, nunca conseguiram chegar à marca de 10% dos votos.  No final, as pessoas que preferem um destes acabam votando ou no PC ou no PM, apenas para tentar impedir a vitória do sabor que elas gostam menos.  Já o PA, partido da aliche, jamais conseguiu chegar a 1% dos votos.  Hoje, após quatro anos de PM, o PC é o favorito nas pesquisas.

Alguém em sã consciência — com exceção dos beneficiários diretos, como os produtores do ingrediente vencedor ou os membros dos partidos — apoiaria tal arranjo de fornecimento de pizza, onde cada indivíduo teria 0,0000000001% de influência sobre o gasto de seu dinheiro?  No entanto este arranjo é apoiado por uma maioria quando se trata do fornecimento de bens e serviços considerados muito mais importantes que a pizza!

Porém, para desespero dos ideólogos do estado, milhões de indivíduos têm ciência da palhaçada em que consiste este sistema, e demonstram isto por meio dos chamados 'votos de protesto'.  No Rio de Janeiro, os humoristas do Casseta e Planeta lançaram a candidatura não oficial do macaco Tião; em 1988, o animal recebeu 400 mil votos e ficou em terceiro lugar na eleição para prefeito.  Ainda mais expressiva foi a votação que o rinoceronte Cacareco recebeu para vereador de São Paulo em 1958, 100 mil votos, sendo que o partido mais votado na época não chegou aos 95 mil votos.  Após o surgimento da urna eletrônica, este voto de protesto adquiriu nova forma, pois se tornou impossível escrever qualquer nome nas cédulas de papel.  Em 2002, uma figura caricata que aparecia no horário eleitoral gritando e se portando como um louco foi o deputado federal mais votado da história do país; Enéas recebeu mais de um milhão e seiscentos mil votos.  Este ano, quem desponta como provável recebedor dos votos cacarecos é o humorista Tiririca, com a candidatura mais escrachada já vista.  Ao contrário de Enéas, que era uma piada que se levava a sério, Tiririca se assume uma piada.  E é uma piada de uma piada maior ainda, as eleições. 

Esta forma de protesto realmente vale a pena?  Ao denunciar a fraude que é o estado, Hoppe atentou para o fato de que

Uma das coisas que mais ameaça o estado é o humor e a risada.  O estado presume que você deve respeitá-lo, que você deve levá-lo muito a sério.  Hobbes dizia que era algo muito perigoso o fato de as pessoas rirem do governo.  Portanto, tente sempre seguir a seguinte regra: ria e zombe do governo o máximo possível.

Os estatistas estão cientes da ameaça que o humor representa.  O ministro da cultura criticou o deboche que Tiririca faz da democracia; o candidato ao governo do partido aliado Aloizio Mercadante exigiu que ele mudasse o tom da campanha.  Candidatos adversários usam seu tempo no horário eleitoral para lembrar os eleitores que voto é coisa séria[1]; coisa que a propaganda oficial do regime sempre tenta frisar com suas analogias sem sentido.  O ataque ao deboche vem até de articulistas liberais.  Alguns dizem que este tipo de "protesto contra o governo" é um tiro que sai pela culatra, pois o partido de Tiririca é da base aliada do PT.  Mas eles pecam ao considerar que isto seja um protesto contra o governo.  Não é.  É algo muito mais relevante; é um protesto contra o estado.  Protestar contra o governo atual é o papel da turma da oposição, que, com seus ataques pueris contra determinado partido, acabam na prática apenas legitimando o sistema — segundo eles o problema não é o voto, mas sim em quem se vota.  Ao invés de direcionar seus esforços para acabar com o sistema de eleições de pizzas, eles lutam por uma azeitona a menos na pizza de mozarela — ou uma azeitona a mais, já que Serra se diz à esquerda de Lula, prometeu duplicar o bolsa família e, onde governou, implementou depravações à propriedade privada, como a nazista lei antifumo.  Meu sabor predileto é calabresa com cebola, mas não vou fazer campanha pelo PC porque não quero impor à força minha preferência aos outros.  Na falta de alguém que defenda mudanças não apenas no conteúdo, mas também na forma, resta-nos apenas ridicularizar o sistema.[2]

Como concluiu David Heleniak em seu artigo Zombe do Voto,

Quando podemos escolher somente entre candidatos a serviço da elite governante, votar se torna uma piada.  Voltaire, o indiscutível líder do Iluminismo, tinha como principais armas o humor e a sagacidade e, 'diante do absurdo, ele ria'..... Ao fazer pouco caso do poder divino dos reis, os iluministas o destruíram.  Este ano, zombe do voto ou nem saia de casa.

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Notas

[1] Um candidato nos fornece outra analogia fabulosa, dizendo para não votar em palhaços, pois, "se algum dia você sofrer um acidente, não vai querer que quem vá te socorrer seja um palhaço".  Seria então para votarmos em médicos para deputado federal?  Seria ele próprio um médico?  E quando sofrermos um assalto, queremos que seja um médico que vá perseguir o ladrão?  Enfim, ao tentar defender a seriedade de um sistema criminoso, o candidato acaba nos ajudando ainda mais a perceber qual é a verdadeira piada.

[2] É importante ressaltar que, aquele que escolhe protestar votando em Tiririca ou em outro candidato do tipo, não está votando nas propostas destes candidatos, e muito menos é responsável pelas atitudes que eles venham a tomar durante seus mandatos — que, acredito, serão tão ruins quanto a de todos os outros candidatos, já que nenhum candidato se propõem a diminuir o estado.  Votar nestes candidatos não significa sancionar seus atos.  Ao contrário, este tipo de voto manda a mensagem de que nenhum político possui legitimidade alguma para exercer o poder que exerce sobre nós.  Ter alguém como o humorista Tiririca — de preferência como o mais votado — no Congresso representa uma desmoralização de todos os atos desta casa, que é imoral per se.


autor


  • Zaratustra  13/09/2010 08:19
    É necessário que a ciência mostre por fim sua utilidade! Ela se tornou nutricionista a serviço do egoísmo: o Estado e a sociedade a tomaram a seu serviço para explorá-la segundo seus fins. NIETZSCHE, F., O livro do filósofo: 30
  • Rodrigo Constantino  13/09/2010 09:31
    Na prática, trata-se apenas de um "libertário" ajudando a consolidação de poder do PT. Ou seja, um anarquista ajudando na "venezualização" do país. O PT não poderia contar com apoio melhor de libertários!\r
    \r
    E pensar que todos que votam em Tiririca são libertários contra o estado em si não passa de pura ilusão.\r
    \r
  • LUIZ OLIVEIRA  13/09/2010 10:31
    Excelente artigo Fernando Chioca! Já que o sistema político brasileiro virou uma grande palhaçada, nada como ter um legítimo representante da classe em Brasília. Espero que nas próximas eleições outros palhaços se candidatem. Quero dizer palhaços de verdade como Tiririca. Não impostores. Ridendo castigat mores. Nada tão triste como ter palhaços que se levam muito a sério e que querem obrigar as demais pessoas a levá-los a sério. O problema é que as palhaçadas que fazem, como aumentar continuamente os gastos governamentais, não tem graça nenhuma. É o caso da esmagadora maioria de políticos tradicionais. Esse tipo de palhaço é muito perigoso. Está na profissão errada.
  • Fernando Chiocca  13/09/2010 11:41
    Rodrigo

    O "poder" (e não poder do PT, PM ou PC da Cebola) já está consolidado desde 1500. E aqueles que participam ativamente desta palhaçada chamada eleições, na esperança de conseguir de volta algumas migalhas dos mestres, ajudam a consolidar ainda mais este poder.

    The Truth About Voting

    E, certamente, todos que votam em Tiririca são, ao menos, libertários em potencial, pois um voto deste representa a evidente mensagem de que não queremos ninguém mandando em nós, e se nos obrigam a votar, então nós zombamos desta obrigação.

  • Rodrigo Constantino  13/09/2010 12:00
    Fernando, as mesmas eleições existem na Suíça ou na Venezuela. Se para vc tanto faz como tanto fez, para a imensa maioria das pessoas não é assim.\r
    \r
    Protesto bobo esse. Fato.
  • Fernando Chiocca  13/09/2010 12:30
    Rodrigo, o mesmo protesto seria muito bem vindo na Suíça também.
    Não acho que tanto faz ou tanto fez, por isso acho válido protestar contra esta bobeira chamada eleições.

    Na verdade seria uma bobeira se não se tratasse de uma violência nefasta.

    Mas entendo sua opção por usar a cédula para tentar se livrar da subjugação de outros. Um pouco mais de Spooner:

    Na verdade, no caso dos indivíduos, seus votos efetivos não podem ser considerados provas de consentimento. . . . Pelo contrário, deve-se considerar que, sem que seu consentimento sequer tenha sido pedido, um homem se encontra cercado por um governo que ele não pode abdicar; um governo que o obriga a efetuar pagamentos em dinheiro, a prestar serviços e a abrir mão do exercício de muitos de seus direitos naturais, sob o risco de pesadas punições. Ele vê também que outros homens exercem esta tirania sobre ele pelo uso da cédula eleitoral. Ademais ele vê que, se ele mesmo a usasse, ele teria alguma chance de se aliviar da tirania dos outros, ao sujeitá-los a sua própria. Resumindo, ele se encontra, sem seu consentimento, em tal situação que, se ele usar a cédula eleitoral, ele pode se tornar um mestre, se ele não usar, ele deve se tornar um escravo. E ele não tem mais nenhuma alternativa a não ser essas duas. Em sua defesa, ele empreende a segunda. Seu caso é análogo ao de um homem que foi obrigado a ir à guerra, onde ele tem que ou matar outros, ou ele mesmo ser morto. Porque, se, para salvar sua própria vida em uma guerra, um homem tenta tirar a vida de seus oponentes, não deve ser deduzido que a guerra seja de sua própria escolha. Tampouco em disputas com cédulas eleitorais - que é um mero substituto para a bala - porque se, como sua única chance de auto-preservação, um homem usa uma cédula eleitoral, não deve ser deduzido que a disputa seja uma que ele entrou voluntariamente; que ele voluntariamente tenha colocado todos os seus próprios direitos naturais numa aposta contra os dos outros, para serem perdidos ou ganhados através do mero poder dos números. . . .

    Sem dúvida, os mais miseráveis dos homens, sob o governo mais opressivo do mundo, se lhes oferecessem a cédula eleitoral eles a usariam, caso eles pudessem enxergar qualquer chance de melhoria de suas condições. Mas não seria uma dedução legítima a de que o próprio governo, que os oprime, fosse um que eles voluntariamente instituíram, ou mesmo consentiram.
  • Proudhon  13/09/2010 13:17
    Vote em mim. Vou nomear guardas para as águas, as florestas, os campos, e as minas e as estradas; vou enviar coletores de impostos e preceptores para a infância; vou montar um exército contra os refratários, tribunais para julgá-los, prisões para puni-los e padres para amaldiçoá-los. Todos esses empregos serão entregues ao proletariado e serão pagos pelos homens do monopólio.
    Proudhon, P.-J., Filosofia da miséria, Tomo I: 270.
  • anônimo  13/09/2010 13:50
    Rodrigo, a maioria das coisas que você escreve é verdadeira (sério) mas, sinceramente, o que você comentou neste artigo é maluquice.
  • Rodrigo Constantino  13/09/2010 13:58
    É mesmo? Então veja o que o próprio Tiririca disse: que vai votar tudo com Dilma! Ou seja, NA PRÁTICA, trata-se de libertários dando mais poder para o PT, o partido que mais ameaça as liberdades individuais no momento. Uma tática no mínimo bizarra para defender a liberdade!\r
    \r
  • anônimo  13/09/2010 14:17
    Ora, outros candidatos vão "votar tudo" com Serra ou Marina, o que dá na mesma... rsrs. (Acho que você não percebeu isto também)\r
    Tiririca é melhor porque ele faz isto de maneira cômica, ridicularizando as funções governamentais atuais - o que é ótimo tanto na opinião dos anarcocapitalistas quanto na dos minarquistas, isto é, 90% dos libertários.\r
    Repito: você raramente fala besteira, mas hoje não foi um dia normal.
  • Fernando Chiocca  13/09/2010 14:33
    Coincidência. Artigo de hoje do LRC:
    How Is an Austrian Anarcho-Capitalist to Vote This November?

    PS: Eu me recuso a votar a mais de 10 anos e dificilmente sairei de casa no domingo de votação. Mas se sair será para zombar do sistema.
  • Leandro  13/09/2010 14:48
    Minha opinião:

    Confesso que até hoje não entendi essa lógica de ver Tiririca como um protesto contra o estado. Acho que os libertários estão atribuindo características fictícias a esse indivíduo. Dá a impressão de que Tiririca tornou-se o bastião da resistência libertária contra a opressão do estado...

    Ora, é óbvio que, uma vez no congresso, o sujeito vai votar em absolutamente tudo que o governo mandar. Dilma vai ordenar, ele vai obedecer. Sendo assim, quem achou que estava rindo do governo, no final, foi o governo quem riu dele, pois ganhou um aliado a mais no congresso.

    Votar em macaco Tião, rinoceronte Cacareco, ovelha, girafa, elefante, jumento -- isso sim seria ridicularizar o estado, sem qualquer perigo para a liberdade. O ideal, aliás, seria encher o congresso de jumentos (em sua versão não-humana), pois eles não votam leis.

    Agora, Tiririca? Eu não confiaria. Acho até que Valdemar Costa Neto, que estará preocupado apenas em desviar um troquinho para si próprio, e que talvez nem compareça tanto ao plenário, represente uma ameça menor que Tiririca -- que, repito, vai ser cachorrinho amestrado de Dilma.

    Tenho certeza que, uma vez deputado, Tiririca vai criar (ou votar em) projetos de lei que vão atentar contra nossa liberdade (pode ser programa pra erradicar o analfabetismo, para implementar a obrigatoriedade do exame de próstata, ou qualquer coisa assim).

    E o artigo foi feliz ao deixar claro essa possibilidade na nota 2, o que o deixa mais imparcial.

    Apenas para retirar qualquer margem de dúvida: o IMB não está defendendo, de modo algum, o voto em Tiririca. O único político digno de voto está concorrendo para deputado estadual em São Paulo e se chama Ricardo Salles.

    Por fim, vale enfatizar que, na atual situação do Brasil, o melhor cenário seria um congresso com vários jumentos de verdade (e não jumentos humanos). Ou, na pior das hipóteses, um congresso repleto de deputados com enorme número de faltas, como por exemplo Ciro Gomes, que vive na Europa.
  • Getulio Dias Malveira  13/09/2010 15:27
    Dévido a sofisticação do sistema de voto eletrônico moldado bem a propósito para evitar esses "desvios", passíveis no sistema de cédulas, resta para aqueles que acreditam em "protestos" exercer seu direito a partir da única opção prevista que caracteriza um voto de recusa ao rol dos candidados e, em alguns casos, à obrigatoriedade do voto: votar em branco. Pessoalmente não acredito que se possa atribuir a esse cidadão e à sua candidatura um sentido que obviamente ele não assume, sua palhaçada é puro marketing, movido não pelo desejo de ridularizar o sistema, mas de aproveitar-se de seu ofício para projetar-se como candidato; o que qualquer candidato faz no fim das contas. Ora, levando-se em consideração que somos obrigados a votar para não sofrer sanções do Estado, o único voto que poderia ter alguma conotação de protesto é obviamente o voto Branco, por ser um voto válido e negativo. Não que haja qualquer eficácia nesse tipo de "protesto". Ao invés de pensar nesse tipo de coisa, os libertários deveriam estar preocupados em constituir um movimento político e apoiar propostas específicas para reverter ou ao menos retardar o aumento do monopólio, uma vez que ficar sonhando com uma utopia anarco-capitalista dificilmente fara com que ela desça do céu; ao invés de atribuir nossa causa a um cidadão que provavelmente não conseguiria pronunciar a palavra "libertarianismo" deveríamos estar preocupados em manter firmes nossos princípios e divulgá-los a fim de que a longo prazo, devido as próprias mazelas da democracia, as pessoas possam cada vez mais compreender a alternativa que defendemos. Nenhum tipo de revolução salvará nossa civilização do irracionalismo socialista; nenhum tipo de eleição levará "iluminados" ao poder estatal para que dissolvam o poder do estado; nenhuma "luz" recairá tampouco sobre o "povo", essa ficção milenar, e o fará sair de seu mundo de sombras para uma gloriosa aurora de liberdade. Não sonhemos, trabalhemos! Somente o indíviduo pode alcaçar a liberdade. Povos, nações, raças não podem ser livres, simplesmente porque não existem.
  • Fernando Chiocca  13/09/2010 15:32
    Leandro, você só deixou de acrescentar um ingrediente da realidade atual em suas considerações:

    Tenho certeza que, uma vez deputado, TODOS os candidatos vão criar (ou votar em) projetos de lei que vão atentar contra nossa liberdade (pode ser programa pra erradicar o analfabetismo, para implementar a obrigatoriedade do exame de próstata, ou qualquer coisa assim).

    Não existe nem um único candidato à deputado federal no Brasil que queira mudar o sistema de escolha de pizza.. todos eles querem defender o seu sabor pelos motivos mais diversos.

    O Salles é candidato à deputado estadual, logo não é uma opção em relação ao federal Tiririca, e é o único do Brasil familiarizado com os ensiamentos da Escola Austríaca e com as ideias libertárias e que se propõe a diminuir o estado.
    O Liber, que é o partido que se propõe exclusivamente a diminuir o estado, não está concorrendo ainda.

    Logo, qualquer um que entrar, e com Tiririca ou sem, eles irão entrar, irá ser terrível. Mas a oportunidade que Tirirca nos da de escarnecer do regime é louvável (conscientemente ou não)
    Você parece dizer que "votar com Dilma" é algo anti-liberdade e a oposição a Dilma irá defender a liberdade. Mas a oposição é tão, ou mais (como citado nos exemplos dados no artigo), anti-liberdade que ela.

    Seu outro erro foi o mesmo já citado no artigo. Não é um protesto contra o governo e sim contra o estado.
  • Rodrigo Constantino  13/09/2010 16:45
    Deu no blog do Noblat, artigo de José Toledo:\r
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    "Tiririca é o principal puxador de votos do PR, do PT e do PC do B em São Paulo. Se chegar a um milhão de sufrágios, seu excedente de votos elegerá mais quatro ou cinco deputados da coligação. O eleitor vota em Tiririca e pode eleger Valdemar Costa Neto (PR), Ricardo Berzoini (PT) ou o delegado Protógenes (PC do B)."\r
    \r
    São os "libertários" lutando pela liberdade!!! Ajudem o PT a consolidar seu poder! Brilhante.\r
    \r
  • Roberto Chiocca  13/09/2010 17:01
    Excelente artigo!
    O nivel de desinformação dos comentários contrários demonstra a força dos argumentos usados no texto, agora inclusive votos a um candidato de um partido X podem eleger candidatos do partido Y(sic)!
    Mas o pior é ver o esforço que é feito por algumas pessoas quando alguém diz que vota em Tiririca para tentar derrubar o voto de protesto, ofender quem emitiu a opinião, xingar de bobo e outras coisas e não se ve nem um centesimo do mesmo esforço por parte destes quando alguem diz que votará em outro palhaço sem graça qualquer, parece que o problema destes não é com o politico Tiririca e seu partidinho de aluguel e sim com o fato de estarmos zombando de algo que para eles "é coisa séria".


  • Rodrigo Constantino  13/09/2010 17:16
    Ninguém precisa achar que voto é coisa mais importante do mundo, ou que a democracia é perfeita, para rejeitar o "protesto" infantil de eleger vários deputados da base petista. A cegueira de alguns "libertários" é assustadora. O palhaço vai ter um milhão de votos. E aí? Qual foi o abalo no "sistema"? Já os 4 ou 5 deputados da base de Dilma a mais no Congresso representam efeito bastante concreto. Não enxergar isso é dar atestado de ser o verdadeiro palhaço na história!
  • oneide teixeira  13/09/2010 17:32
    vereador pateta
    Em minha cidade tem um vereador que se chama "Pateta" (tenho vergonha disso)a cidade e canoas região metropolitana de porto alegre.
    Ele fez campanha vestido de pateta(não necessariamente era ele)ele eo irmão dele alternavam e ao termino da campanha vitoriosa,ja foi eleito umas 3 vezes(vergonha denovo)ouve uma briga entre eles ,alguem não deve ter recebido o combinado,assim nas campanhas eleitorais em canoas temos pateta e agora miquey (assim com q) disputando vagas,miquey não foi eleito ainda.

    E serio isso gente bit.ly/aLVw45

    Getulio Dias Malveira

    "os libertários deveriam estar preocupados em constituir um movimento político e apoiar propostas específicas para reverter ou ao menos retardar o aumento do monopólio, uma vez que ficar sonhando com uma utopia anarco-capitalista dificilmente fara com que ela desça do céu; ao invés de atribuir nossa causa a um cidadão que provavelmente não conseguiria pronunciar a palavra "libertarianismo" deveríamos estar preocupados em manter firmes nossos princípios e divulgá-los a fim de que a longo prazo".

    concordo plenamente
  • Heitor de Paola  13/09/2010 18:24
    Este argumento do 'voto útil', tão antigo quanto me lembro a respeito das eleições das últimas cinco décadas, repete-se com regularidade enervante. Quando este argumento surgiu, eu respondi a um dos meus leitores:

    "...eu estava esperando que alguém apresentasse este argumento. É o mesmo desde 1998, principalmente desde 2002: votar no menos ruim para, daqui a 4 anos, prepararmos um candidato melhor. Em 12 anos não surgiu nenhum e você espera que ainda surja? A última chance foi 1989, depois os dois partidos se tornaram hegemônicos e nada, repito, nada os tirará do poder! Como disse Larry Rohter, no NYT: este ano se completa o 16º ano do governo FHC/Lula! Elegendo Serra ou Dilma completaremos o 20º - e eles não permitirão que se crie nenhum outro que lhes faça cócegas sequer"

    (Acrescento agora: o PFL, que poderia representar um voto liberal conservador, ao transmutar-se em DEM e basear seus Estatutos no do Partido Democrata americano, socialista, e ser entregue aos Maias (perdão Eça, são os do Rio, não os alfacinhas!) degenerou-se em mais um partideco de botequim sem expressão nenhuma embora ainda possua quadros de respeito, como a Senadora Kátia Abreu que conheci pessoalmente no evento do Foro do Brasil/ADESG no dia 28 de agosto p.p..

    Concordo que o voto útil é muito sedutor, eu mesmo o utilizei em 1989, quando meu candidato era Afif Domingos, mas votei no Collor temendo um segundo turno entre Lula e Brizola. E novamente em 1994, votei em FHC temendo Lula. Mas então me dei conta de que ambos são filhos do mesmo ovo de serpente, que abordei num artigo anterior, e não mais votei em ninguém. A frase de FHC que me abriu os olhos foi: acabou a farra dos importados! Percebi que apesar de os tucanos se mostrarem bonzinhos, ambos os partidos nos consideravam criancinhas que só podem brincar de carrinho enquanto papai deixar. Chegando a hora de dormir acabou a farra! Me recuso terminantemente a ser tratado assim depois de bem crescido e resolvi que ao menos meu voto nenhum destes partidos teria jamais!

    O cerne da estratégia de ambos os partidos que disputam as eleições é este: levar o eixo cada vez mais para a esquerda de modo que, daqui a alguns anos, tenhamos que escolher o menos ruim entre Chávez e Morales. Ou pior: entre Fidel y su hermanito Raúl!

    Assim estão os anestesiados liberais e conservadores brasileiros: presos entre comunistas 'bonzinhos' do PSDB e 'mauzinhos' do PT, sentem-se tentados a entregar o seu voto aos primeiros, enquanto - como bem o diz Garrido - eles vão deslocando o eixo de opções cada vez mais à esquerda! Chegam até a acreditar que o Serra vai cumprir o compromisso do seu vice, o Índio, de ser contra a legalização do aborto, como se compromisso de político valesse mais do que uma nota de três reais, ainda mais quando nem assumida pelo próprio, mas por outro em seu nome! Aí não vale nem um tostão furado! É só para mostrar-se 'bonzinho' e 'queridinho' dos conservadores.

    Rendam-se e depois não se arrependam. Ganhe quem ganhar, dentro de quatro anos teremos Lula versus outro tucano qualquer, mais à esquerda ainda do que Serra, com o ridículo DEM totalmente absorvido por um dos dois.

  • Fernando Soares  13/09/2010 19:35
    A fala de Tiririca e de outros candidatos do mesmo naipe revela apenas a ponta do grande iceberg da degradação da política, desmoralização dos políticos e despolitização do povo brasileiro. De fato, não são poucos os que desconhecem a finalidade do Parlamento e a função dos parlamentares, em parte porque o comportamento desvirtuado dos políticos leva a esse desconhecimento, e em parte porque o próprio processo eleitoral coloca em segundo plano as eleições legislativas. A atual legislação eleitoral é rígida, anacrônica e discriminativa em relação às eleições para o Legislativo. Desestimula o debate, o confronto de idéias e o conhecimento amplo que o eleitor deveria ter sobre cada candidato.\r
  • Roberto  13/09/2010 22:17
    Constantino:
    www.youtube.com/watch?v=xxnn-lPglz4
  • Rodrigo Constantino  14/09/2010 09:19
    Roberto, não entendi. O que meu "debate" com Ciro Gomes tem a ver com o assunto?
  • Bruno Hanover  14/09/2010 10:07
    Meu "conhecimento liberal" é de longe bem inferior ao do autor. Conheci o instituto e suas ideias ano passado, por isso preciso devorar uma longa fila de livros para me aproximar um pouco do nível intelectual dos participantes deste debate.

    Mesmo assim, uma coisa é bastante clara pra mim. PSDB não é PT. Doberman não é Pitbull. Ambos são cães e ferozes, porém na falta de escolha "melhor", qual dos dois você prefere uma mordida?

    Acho que os libertários estão amordaçando a razão para serem coerentes com sua utopia. Com PT fora do poder as coisas não vão ficar como desejamos, mas pelo menos ganhamos um pouco mais de tempo.
  • Rodrigo Constantino  14/09/2010 10:55
    "Acho que os libertários estão amordaçando a razão para serem coerentes com sua utopia. Com PT fora do poder as coisas não vão ficar como desejamos, mas pelo menos ganhamos um pouco mais de tempo."\r
    \r
    Bruno, sua análise está perfeita! E não subestime seu BOM SENSO. Às vezes, algus "libertários" lêem muitos livros, todos muito parecidos, apenas para "confirmar" a crença na utopia, e deixam de lado o puro bom senso que salta aos olhos de qualquer pessoa razoável.\r
    \r
    Como eu disse, esses amam a Liberdade, mas não costumam ligar muito para as liberdades, aquelas concretas.
  • Fernando Chiocca  14/09/2010 12:04
    Bruno, o artigo do Heitor de Paola já responde seu questionamento.
    Traduzo abaixo o paragrafo do artigo do website libertário mais acessado do mundo, o LewRockewell.com, que linkei em meu comentário acima para lhe ajudar ainda mais:

    Finalmente e não menos importante, temos aquele velho e batido argumento, que ouvimos o tempo todo, de que podemos/devemos pelo menos escolher o "menor entre dois mals". É impressionante o número de auto-denominados cristãos que nos jogam este argumento. Escolher entre dois mals ainda é escolher o mal. Será que eles realmente não percebem isto? Deixe-me colocar de outra forma. Como, diga-me por favor, escolher o demônio menos mal me ajuda a me aproximar de Deus?

    PSDB é um partido nefasto, de base ideológica identica ao PT. Ambos tratam os indivíduos como escravos, como peças de seus delírios malévolos. E amobs, concretamente ceifam nossas liberdades sempre que podem. Orientar voto em PSDB é algo que quem preza a liberdade jamais poderia fazer.

  • Micael  14/09/2010 12:19
    Neste artigo temos a valiosa argumentação sobre a falácia das eleições, muito bem colocada. Já defender a votação em um palhaço ignorante como o citado é um absurdo sem tamanho. Eleger paspalhos como esses só estimulam mais crápulas fantasiados a fazerem o mesmo, aqui no sul temos o exemplo vergonhoso do "Gaúcho da Copa" uma figura medonha que além de tudo ganhou dinheiro do governo do estado para "representar" o Rio Grande do Sul na copa da Africa -sim propagar aquela imagem ridícula dos rio grandenses como grosseirões vestindo trajes absurdos, COM NOSSO DINHEIRO.

    Então qual a saída, é simples, não ir votar, ou votar nulo! A primeira hipótese pode ser contestada, embora a multa seja de 3 reais o tempo necessário indo em cartórios e toda a burocracia podem desencorajar as pessoas ( como se perder um bom tempo do domingo não fosse tão ruim quanto ). Então nos sobra o voto nulo (sempre representado por milhares de pessoas embora uma pequena porcentagem do total de votantes, em números é muita gente). Diga não, eu não concordo com nenhum desses arremedos de candidatos.

    Então faça um favor para voce mesmo, não coloque mais um parasita safado no poder, se abstenha, cada palhaço que está lá, seja para zombar do governo ou não, gasta mais milhares de reais do seu dinheiro por ano!
  • Rodrigo Constantino  14/09/2010 12:21
    Falar que PT = PSDB é coisa apenas de alguns "libertários" e "olavetes". É muita miopia mesmo!\r
    \r
    Os primeiros caem nessa porque "odeiam o sistema" e acusam todos de "socialistas" (até Mises seria um socialista para estes!); os últimos caem pela tentação da teoria conspiratória, a "tesoura" de Lênin. Mas para o MST, os chavistas, os sindicalistas, Ahmadinejad, Fidel e Raul Castro, Kirchner, Morales, Correa etc, há claramente diferenças entre PT e PSDB. \r
    \r
    O PSDB é terrível, fato. Mas está longe de ter o DNA autoritário e golpista que tem o PT. A imprensa, por exemplo, corre sérios riscos sob o governo petista, e sem dúvida não seria a mesma ameaça sob os tucanos.\r
    \r
    É muita miopia mesmo! ACORDEM!
  • Maurício  14/09/2010 12:29
    Olá, Fernando,\r
    \r
    Concordo que o PT e o PSDB têm agendas parecidas mas não identicas. Todos os dois miram o socialismo como alvo, mas o que os diferencia, na minha humilde opinião, é como querem chegar até lá.\r
    \r
    Nos bastidores o PT tem conexões com a esquerda radical via Foro de São Paulo. O PSDB mira o socialismo através de reformas graduais da sociedade se alinhando ao governo mundial.\r
    \r
    Para se saber a fundamental diferença entre os dois partidos é comparar o que pensa o Marco Aurélio Garcia e FHC.\r
    \r
    Por isso concordo com o que Bruno diz: "Com PT fora do poder as coisas não vão ficar como desejamos, mas pelo menos ganhamos um pouco mais de tempo."\r
    \r
    Abraços\r
    \r
    \r
    \r
    \r
  • Fernando Chiocca  14/09/2010 12:31
    Vou me limitar a comentar os pontos citados pelo Rodrigo sobre o PSDB.

    O PSDB é terrível, fato.

    Correto. Fato.

    Mas está longe de ter o DNA autoritário e golpista que tem o PT.

    Incorreto.
    Autoritário - Quer ter autoridade até sobre o cigarrinho dos clientes do bar da esquina.
    Golpista - Lula só ficou 8 anos no poder graças ao golpe da reeleição dado por FHC.

    A imprensa, por exemplo, corre sérios riscos sob o governo petista, e sem dúvida não seria a mesma ameaça sob os tucanos.

    Incorreto.
    Vide Eduardo Azeredo do PSDB que faz de tudo para regular e censurar a internet.

    Quanto ao PT, tudo correto, é nefasto também.


    Micael

    Um parasita palhaço vai pro poder de qualquer jeito, independente se ficarmos em casa ou não.
  • Micael  14/09/2010 12:48
    Com certeza Fernando, mas no artigo voce propõe uma forma de protesto, meu argumento é que a forma que voce propos não é a melhor. Considero o voto nulo o protesto mais correto.

    Você tem inúmeros assaltantes prontos para roubar sua liberdade e sua propriedade. Eles irão te roubar de uma maneira ou de outra, mas você tem o poder de escolher qual deles irá fazer isso ou simplismente dizer que não concorda com a situação, não escolhendo nenhum.

    Podes escolher um que esteja vestido de palhaço e faça graça de como voce irá ser roubado daqui a alguns minutos ou pode dizer que não concorda com isso e não escolher nenhum.

    É um exemplo tosco mas acho que demonstra o ponto.
  • Fernando Chiocca  14/09/2010 13:11
    Micael, o estado só tem o poder que os súditos dão voluntariamente à ele.
    Concordo que votar nulo é uma boa coisa. E que acaba também "ajudando a eleger" os que estão na frente. (isso é um problema apenas para quem prefere o candidato X ao Y)
    Quem vota de protesto não está escolhendo o ladrão de sua preferência. Está dizendo, da mesma forma que o voto nulo, que não damos poder algum a estes salafrários. Só com a diferença de ser uma forma mais escrachada que a do voto nulo ou não ir votar. E, como disse Hoppe, é uma forma eficiente.

    Maurício, o artigo do Heitor de Paola é sintomático quanto ao que você falou. PT e PSDB são uma simbiose. Um pavimentou o caminho do outro, e jogou pétalas de rosas quando eles passaram por este caminho.
  • Jeová  14/09/2010 15:18
    Eu tenho certeza de que o PT não é nada senão um PSDB sem pudores. Não são diferentes em aspectos essenciais, mas apenas em acessórios. Sendo assim, se contarmos também com a percepção que as pessoas têm desses dois partidos, o PSDB no poder é, no longo prazo, um mal MAIOR do que o PT, que, com suas "contradições e trapalhadas", estimula um pensamento crítico que leva muitos ao Liberalismo/Libertarianismo.\r
    \r
    Penso que NÓS - se me permitem usar o termo - não teremos condições de aumentar tanto nossa influência caso José Serra seja o presidente, um mandato que certamente será marcado por sabotagens de PTistas - que deixarão o governo, mas não o poder -, por amargos ajustes nas contas públicas e pelos efeitos danosos de grandes crises externas. Tudo isso visto com o "olhar crítico" da esquerda, que não deixará de apontar que todos os problemas são decorrentes do "caráter neoliberal" de sua presidência.\r
    \r
    Muito mais proveitoso será um governo Dilma, que, com o Congresso Nacional na sua mão e a oposição aos seus pés, terá que lidar com o bust do boom que Lula aproveitou sem poder dar a desculpa de que está sendo atrapalhada por tucanos e democratas ou - melhor ainda - a de que recebeu uma "herança maldita". Serão anos de muita luta, em que, para grande parte da população descontente, os diversos institutos de caráter liberal é que serão considerados a verdadeira oposição. \r
    \r
    Sobre o voto em Tiririca, eu também sou da opinião de que é um protesto sem sentido. Em primeiro lugar, o comediante será colocado no enorme bolo de celebridades - e será dito que sua imensa votação decorre de sua fama, de seu jeito simpático etc. Além do aumento da base aliada de Dilma (algo que tem até seu efeito bom, como eu disse acima), vai fazer o TSE trollar ainda mais com suas propagandas de "voto consciente". Os poucos que entenderão sua eleição como protesto pensarão que este é contra a classe política, "dominada por pessoas descompromissadas dos anseios do povo" ou coisa parecida. \r
    \r
    O caráter libertário da eleição de Tiririca reside no fato de que todo mundo será livre para interpretá-la da maneira que quiser.
  • João Unger  14/09/2010 15:30
    Em vez de votar nulo ou em palhaços e ajudar não só quem está na frente, mas todos, olhe se concorda com algum candidato ou partido, aí vote nele.
    Francamente, dúvido que tenham olhado as ideias de todas as centenas de pessoas que se candidataram a deputado. Se não querem se dar ao trabalho de pelo menos ver se alguém se salva, depois não se surpreendam quando formos tomados por uma ditadura totalitarista comunista.
    Não votar é perda de tempo, é o conhecido silêncio dos bons, que só facilita o trabalho dos maus e passa a responsabilidade dos sábios aos ignorantes.
    Antes votar no menos pior do que não votar e deixar os totalitaristas chegarem ao poder.
    Se tivessemos negado todos os canditatos, tudo bem, mas dúvido que qualquer um aqui tenha conferido todos (só aqui são mais de 900).
  • Fernando Chiocca  14/09/2010 15:37
    Então está tudo bem João Unger, pois todos foram conferidos. E são todos, inclusive o Tiririca, uma temeridade para a liberdade.

    E Jeová, ninguém pode interpretar a votação num Tiririca como algo diferente que um protesto.
  • Rodrigo Constantino  14/09/2010 16:34
    Quem fala que o PSDB representa a mesma ameaça à liberdade de imprensa que o PT está dando atestado de profunda ignorância e miopia. Citar Azeredo e a internet é piada! Basta observar os fatos do dia a dia ou, se preferir, bater um papo com os jornalistas dos principais veículos sérios que restam. Estadão, Veja, O Globo, será que eles são indiferentes entre PT e PSDB, no que diz respeito à liberdade de imprensa? Piada!\r
    \r
    A capacidade de análise está totalmente turvada pela utopia "libertária". No afã de jogar todos no mesmo saco como "socialistas", pois não são libertários ou nem liberais, comete-se um ato absurdo de injustiça, expondo a cegueira.\r
    \r
    Eu, que escrevo para um grande jornal, posso garantir: temo MIL VEZES mais represália, pressão, abuso da máquina estatal e coisas do tipo ao atacar o PT do que ao atacar o PSDB.\r
    \r
    ACORDA!
  • anônimo  14/09/2010 17:33
    Sinceramente, penso que o Rodrigo e o Fernando estão gastando uma energia imensa para ir do nada ao lugar nenhum. \r
    \r
    Parece que estou lendo uma discussão entre os integrantes do PSTU contra os companhairos do PCO às avessas...\r
    \r
    Dessa forma, nós, liberais, vamos acabar ainda mais enfraquecidos.\r
    \r
    Quem sabe não nos mobilizamos para apresentar projetos mais alinhados com o nosso ideário, como o voucher educação, ao invés de ficar sonhando com uma educação totalmente privada? O mesmo com um cheque previdência, cheque seguro saúde...aliás, já ouvi um deputado dizer que jamais votaria a favor de um voucher, mas, talvez o fizesse com relação a um cheque social educação! Então que o nome seja esse...o que eu quero dizer é que o importante é chegar lá...\r
    \r
    Vamos usar a tática deles, e ir comendo pelas beiradas. \r
    \r
    A última coisa que eu gostaria era que nossos mais conhecidos e competentes representantes brigassem...chega dessa discussão e vamos em frente!
  • Bruno Hanover  14/09/2010 17:45
    O Fernando disse:
    "Quem vota de protesto não está escolhendo o ladrão de sua preferência. Está dizendo, da mesma forma que o voto nulo, que não damos poder algum a estes salafrários."
    Como é possível não "dar poder algum" se o seu voto de protesto vai justamente puxar junto com o palhaço um monte de salafrários ao poder?

    Todo parasita precisa ser expelido. Mas qual você prefere combater? Um alojado no estômago ou no seu cérebro, prestes a tomar o controle da sua mente?

    E outra coisa, protestar é mostrar pra sociedade sua indignação. Como isso vai ter algum tipo de efeito benéfico se a maioria do eleitorado é ignorante?

    O limiar que separa o Brasil do Venezuela é a permanência do PT no governo, só não enxerga quem não quer.

    Precisamos combater o "mau mais latente".
  • Fernando Chiocca  14/09/2010 18:45
    Como é possível não "dar poder algum" se o seu voto de protesto vai justamente puxar junto com o palhaço um monte de salafrários ao poder?

    Puxando ou não puxando, o monte de salafrários vai entrar de qualquer jeito.

    E outra coisa, protestar é mostrar pra sociedade sua indignação. Como isso vai ter algum tipo de efeito benéfico se a maioria do eleitorado é ignorante?

    A maioria é ignorante mesmo.. por isso o estado existe. O estado só se mantém baseado em mentiras que a maioria acredita.
    E esta maioria ignorante vai votar em candidatos "sérios", e é ela que sustenta o estado.
    Uma minoria vai mandar o estado a m... e votar em palhaços assumidos, nulo, branco ou não votar.
  • anônimo  14/09/2010 19:54
    Parece que esta velha briga entre libertários "éticos" e "utilitaristas" ainda vai longe.
  • Diogo Siqueira  14/09/2010 22:12
    Eu estava seguro do meu voto "anti-PT" até semana passada. Mas após ler o relatório da Comissão sobre Governança Global (intitulado "Our Global Neighborhood") e tomar conhecimento de um acordo realizado entre o Foro de São Paulo e o Diálogo Interamericano (conhecido por "Pacto de Princeton"); decidi que ficarei em casa nestas eleições, meditando sobre os destinos da humanidade e apegando-me a Deus (coisa que não faço a anos!).

    A raiz de todo o mau não está no PT. O PT é apenas um peão em ascensão no tabuleiro da "governança global". E não, o PT não implantará uma ditadura "chavista" no Brasil, caso Dilma seja eleita. Nas palavras de Lula, isto é inviável, não-desejável:

    "A primeira coisa a considerar é que cada um de nós tem o desafio diário de saber se somos realmente socialistas ou se vamos apenas falar do socialismo, porque esta é uma palavra bem vista nos ambientes que frequentamos. E a primeira coisa importante para um socialista é aprender a ouvir coisas que ele não gosta.

    (...)

    Se realizarmos um pesquisa aqui entre cada companheiro e parceiro aqui presente, certamente encontraríamos cerca de 80 tipos diferentes de socialismo. Aqui estão alguns que rejeitam partidos políticos, alguns que rejeitam os sindicatos, outros que pensam que o socialismo e a religião são incompatíveis, outros entendem que não devemos nos interessar em governar municípios, outros acreditam que qualquer solução que visa a melhorar a vida das pessoas só será possível sob o socialismo. Em resumo, cada um de nós tem algo diferente na cabeça. E, como este estado continuou, os anos passaram e ficamos com as mesmas questões sem resolvê-las. É como se tivéssemos que dizer alguma coisa e ficamos com medo de dizê-la.

    (...)

    Acho que é hora de promover esses debates. Porquê? Porque independentemente da nossa vontade, acho que neste século a grande discussão que será colocada na ordem do dia será a distribuição da riqueza produzida na Terra. Isto é, se é verdade que 20% da humanidade consome 80% da riqueza produzida e que 80% é deixado sozinho com 20%, todos nós sabemos que a situação só piora, na medida em que avanços tecnológicos que prometiam tanta felicidade para a humanidade, não estão a serviço dela, não estão distribuídos de forma justa, equitativa. A tecnologia está a serviço da acumulação de riqueza. Não podemos nos contentar com o fato de que, sob o enfoque atual, um alemão, um italiano, um francês, um dinamarquês, um sueco e um americano estão predestinados a ter tudo o que têm, e ao mesmo tempo, nós estamos predestinados ao direito de não termos tudo o que temos.

    A humanidade terá que dar um salto de qualidade. Eu não sei se o nome é o socialismo, eu não sei se vou viver até lá. (NT - É a tal "governança global" presidente... E esta não é uma preocupação exclusivamente sua...) O fato é que, em algum momento, a luta pela justa distribuição da riqueza produzida será a grande questão, até mesmo para o movimento sindical.

    (...)

    Bem, mas meu irmão Frei Chico disse o seguinte: o Muro de Berlim cairá, mas do outro lado haverá um homem novo que irá reagir. Mentira. Eles não conseguiram construir um novo homem, porque não havia democracia para construir este novo homem. Essa é a verdade que temos a dizer em um debate sobre o socialismo. São a vocês que tenho que me dirigir, não à FIESP, porque eles não vão me entender. É exatamente isso. Não funcionou porque não havia liberdade para construir esse homem novo.

    E o que aconteceu? Depois de anos de experiência, na primeira oportunidade que tiveram para votar, elegeram a quem elegeram presidente da república. Algo estava faltando nesse país, e, na minha opinião, faltou o exercício da democracia, porque um partido não criará este homem, caso este não tenha uma ação totalmente democrática.

    Se as pessoas só podem dizer o que disse o secretário-geral do partido, isto já não serve. Se você tem de acatar seus discursos sem a opção de escolhê-los, isto não é saudável. Se você só pode assistir a peças teatrais ou filmes que o Estado permite, isto não é bom. A construção do socialismo é um desafio entre a vida coletiva e a liberdade individual, que na minha opinião, desde que nenhum dano ocorra à coletividade, esta é intocável.

    Temos de aceitar e enfrentar este desafio, sem pensar que esta ou aquela pessoa é mais ou menos socialista. Às vezes tomamos nas mãos certos dogmas ultrapassados: 'Não posso dizer tal coisa porque eles vão dizer que sou Social-Democrata; vou dizer tal coisa porque quero parecer um verdadeiro socialista.'"

    Notem os trechos que negritei na coluna de Lula, publicada na revista "America Libre". Lula é, de fato, um social-democrata (ou socialista fabiano) e um "globalista", tal qual seus companheiros FHC e Serra. Eles em nada diferem.

    Assim, o cenário não será pior com Dilma, como alguns acreditam. A agenda apenas avançará. As "liberdades" não sofrerão ataques, desde que encontrem respaldo no relatório de [/link=www.afn.org/~govern/strong.html]Maurice Strong[/link]. E sim!, o tal "controle social da mídia", a elevação dos "movimentos sociais" a status decisórios e participativos na máquina pública, os ataques ao cristianismo e à propriedade privada e a defesa do "direitos reprodutivos" são esboços do dito relatório, elaborado em 1995. Acreditem, estas não são "novidades" introduzidas pelo PT no PNDH 3. O atual governo as introduziu amparado na popularidade do presidente. Foi uma jogada oportunista, algo que ocorreria sob o governo de qualquer outro presidente deste país, agraciado com a mesma popularidade.

    O políticos deste país não são capazes de formular políticas tão complexas e de tão longo prazo. Apenas obedecem a um projeto traçado meticulosamente. Leiam, por favor, "Our Global Neighborhood". Comparem-no com o defendido pelo CEBRAP, pelo CEBRI e pelo assessor de Marco Aurélio Garcia, Marcel Fortuna Biato. E concluam por si mesmos que esta encenação política, este "jogo democrático" denominado eleições, já tem um vencedor: o "globalismo".

    Se não existe um candidato neste país que defenda o fim do Banco Central, da moeda de curso forçado, a proibição do endividamento estatal e a saída do Brasil da ONU; então meus caros, perderão seu tempo indo às urnas.

    Como disse, já tomei minha decisão.
  • Jeová   14/09/2010 22:58
    "E Jeová, ninguém pode interpretar a votação num Tiririca como algo diferente que um protesto."\r
    \r
    Considero que será realmente muita miopia ou desonestidade fazer isso, já que Tiririca, diferente das demais celebridades, nem mesmo finge ter alguma plataforma política. No entanto, pode ter certeza que isso vai ocorrer. Tiririca será tratado meramente como mais uma celebridade sem "preparo político" eleita. E quem interpretar como protesto, como eu disse, dificilmente vai entender da maneira que você entende. \r
    \r
    Eles já fazem o favor de sempre esconder o número de votos em branco e nulos, informando apenas os "votos válidos". Sem contar a dificuldade que é ver as abstenções.
  • Edik  15/09/2010 09:45
    Caro Fernando Chiocca,

    Gostaria de te fazer uma pergunta utilizando o que se costuma denominar por "Reductio ad absurdum". Levando um argumento as ultimas consequencias, fica mais facil de analisar a essencia de um argumento.

    Imagine que em 2014, apos uma grave crise economica do governo da Dilma, em primeiro lugar esta o candidato do PCO (Partido da Causa Operaria) que defende o fim da independencia do Judiciario, das garantias fundamentais e no plano economico a estatizacao de todas as terras, empresas e meios de producao do Brasil. Com ele concorre o Serra pelo PSDB defendendo as politicas sociais-democratas keynesianas que ele sempre defendeu.

    Nesse cenario voce diria que escolher entre um dos dois é besteira pois ambos seriam uma temeridade para a liberdade, possuem tendencias estatizantes, autoritarias e golpistas ou votaria no Serra em nome de um mal maior, pois com ele ao menos a propriedade privada e as garantias fundamentais estariam garantidas?
  • Diogo Siqueira  15/09/2010 10:56
    Para aqueles que ainda perdem tempo defendendo o "voto útil", leiam o artigo de Frei Beto, "Qualquer semelhança não é mera coincidência".

    Foquem em destruir o mau na sua raiz! Como disse no comentário anterior, o candidato que não defenda abertamente - por meio de um compromisso em cartório! - o fim do BC, da moeda de curso forçado, a proibição do estado em contrair empréstimos e a desvinculação total do Brasil da ONU e de organismos internacionais congêneres (OEA, UNASUL, FMI, etc.); este candidato não merece nossa atenção!

    Se servir de consolo, aposto na vitória de Serra, ok? Há muita água para rolar: vão explorar o "aparelhamento do estado", as quebras de sigilo fiscal, a associação de Dilma com o terrorismo, etc etc. A alternância deve ocorrer: é "saudável" e o PT assumiu um compromisso. Já leram algo sobre fraudes em urnas eletrônicas?
  • Fernando Chiocca  15/09/2010 11:44
    Oi Edik

    O caso que você colocou é bem diferente do atual. De fato, nem todos os partidos são iguais. Existem dois ou três partidos que são ainda piores do que todos os outros, são os partidos fieis aos princípios marxistas, como o PSTU, PCO e bem menos, o PSOL. O resto, são todos iguais.
    Mas, respondendo sua pergunta, não, nem assim iria votar em alguém tão nefasto quanto José Serra.

    Em um encontro libertário alguns anos atras, no Porcfest, fiz um Reductio ad absurdum ainda maior para um voluntarista que estava lá pregando o não voto: "Se estivessem empatados nas pesquisas Hillary Clinton e Ron Paul, e seu voto fosse realmente fazer alguma diferença, você iria votar em Ron Paul?". Ele respondeu que "não", e por uma questão de princípios que, não tenho certeza ainda se faria o mesmo, mas entendo e estou de acordo. O video que linkei no meu primeiro comentário aqui é esclarecedor em relação a esta posição. É uma questão de orgulho.

    PS: Associar Serra a garantia de propriedade privada foi dose hein... A propriedade nunca foi respeitada aqui e ainda mais por este ser, que sempre que pode avançou sobre ela.
  • Edik  15/09/2010 12:43
    Caro Fernando Chiocca,

    Obrigado pela resposta. Respeito sua opinião apesar de discordar.

    Ainda no assunto, acho que é um exagero afirmar que o Serra não defende a propriedade privada.

    O que eu acho necessário ser ponderado nessa discussão é que na vida quase sempre temos que escolher entre opções não ideais. É assim quando escolhemos nosso emprego, ou o preço que vamos cobrar pelo nosso produto, ou quando decidimos a faculdade que vamos cursar, e até mesmo em uma festa quando muitas vezes a mulher que consideramos ideal não deseja nada conosco. Assim é na política, mantendo-se na analogia da festa, eu prefiro acabar a noite com uma mulher considerada "mediana" do que ser obrigado a ficar com a sósia da Dercy Gonçalves, que nesse caso seria a vitória do candidato hipotético do PCO devido a minha abstenção na eleição.
  • Fernando Chiocca  15/09/2010 13:15
    Edik, não há exagero algum, isto é um fato. Para saber o que é defender a propriedade privada, ou melhor, o que seja propriedade, sugiro a leitura de A ética e a economia da propriedade privada, Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e A Ética da Liberdade. Se depois disso disser que um socialista nefasto como ele defende a propriedade, eu desito.

    Quanto à suas analogias das escolhas, prefiro outra, a da escolha que o assaltante lhe propõe ao colocar uma arma na sua cabeça: "O dinheiro ou a vida". Essa tem uma relação mais direta com o objeto que você está comparando, pois o meio político é o meio da violência, da ameaça, do desrespeito a propriedade. As escolhas de emprego, de preço de nossos produtos, de faculdade ou de mulher NADA têm a ver com a escolha de um candidato.

    E minha escolha quanto ao voto é não sancionar de maneira nenhuma a atitude de um criminoso.
  • Apócrifo  15/09/2010 15:09
    Voto se fosse bom, não seria obrigatório.\r
    Votar é escolher. Logo a escolha de votar não deveria ser obrigatória.\r
    \r
    Votar no Tiririca em muito mais deputado eleito apoiando o PT, implica.\r
    Por isso 2 alternativas:\r
    1) não comparecer às urnas e pagar uma multa irrisória,\r
    2) anular o voto.\r
    \r
  • 9x.9K  15/09/2010 17:00
    Que penalidades são aplicadas pra quem escolher não votar e não justificar?
  • Fernando Chiocca  15/09/2010 18:02
    Mais uma manifestação pela seriedade do voto. Dessa vez do candidato do Partido Socialista Brasileiro:Paulo Skaf engrossa campanha anti-Tiririca

    9x.9k, a penalidade é a obrigação do pagamento de uma multa para poder tirar um passaporte. Mas já somos obrigados a pagar taxas para o governo para ter a permissão de deixar o território que ele domina. Se você se recusar a tirar passaporte e mesmo assim tentar sair do país, eles vão te impedir à força. Se continuar tentando um policial federal vai te prender. Se resisitr a essa prisão absurda, ele vai te dar um tiro e te matar. Isso só pra mostrar quem é o escravo e quem é o mestre.
  • Maurício  19/09/2010 16:35
    Desculpem-me voltar nesse assunto. Depois que o Diogo falou do acordo entre o Foro de São Paulo e o Diálogo Interamericano (Pacto de Princeton) fiquei com a pulga atrás da orelha em relação à verdadeira estratégia do PT e comecei a prestar mais atenção em sinais emitidos pela oposição.\r
    \r
    Ainda não estou plenamente convencido que o PT tenha adotado uma estratégia fabiana para implantação do socialismo. O tom beligerante do Lula quando defende seus camaradas mais íntimos, fazendo a demagogia mais grossa; a entrevista do João Pedro Stedile na revista Carta Maior, dizendo que a vitória de Dilma daria mais espaço para que as "conquistas" sociais fossem expandidas. Ou mesmo a declaração do Marco Aurélio Garcia no último encontro do FSP, quando fala o que pensa sobre o controle de imprensa, dentre outras coisas. Além do mais, o que vemos na América Latina está muito mais para Cuba do que para um modelo de socialismo europeu.\r
    \r
    Até então não tinha visto uma ação organizada alinhada com uma estratégia vinda de cima. Mas na entrevista de hoje no Estadão, FHC (a opinião dele é importante pois representa o DI) contribui com a tese de que há sim um alinhamento entre as esquerdas no Brasil. Ele joga uma cortina de fumaça na idéia do PT ser uma ameaça à democracia.\r
    \r
    Quando perguntado se os exageros retóricos do presidente Lula vão além da circunstância eleitoral e podem estar desligando da tomada os aparelhos da democracia ele afirma categoricamente que não acredita que o presidente Lula tenha uma estratégia nessa direção. Ele dá a entender que há apenas um erro de tom do presidente, e quando isso acontece ele se manifesta. Além disso diz que o Brasil tem instituições fortes etc.\r
    \r
    Ainda tenta tirar o foco do problema dizendo que o que mais o surpreendeu na trajetória do Lula é que ele absorveu o que há de pior na cultura do conservadorismo, do comportamento tradicional. Há outras partes da entrevista em que FHC tira a pecha de ditador do Lula e tenta dizer que é só um erro de método. Inclusive até o elogia com relação ao enfrentamento da crise e pelo fato de ter desistido da reeleição. Ou seja, joga uma pá de cal no Serra.\r
    \r
    O FHC sabe que a classe média, os grandes empresários e boa parte da opinião pública estão assustados com a idéia de termos um modelo chavista no Brasil, por isso vem a público tentar de uma certa forma acalmar os ânimos.\r
    \r
    Vamos aguardar o que vem pela frente...\r
    \r
    Abraços
  • Roberto Chiocca  20/09/2010 16:33
    Hoje o candidato e lider sindical Paulo Skaf apareceu na televisão explicando aos criticos deste artigo o que significa votar em Tiririca:
    www.youtube.com/watch?v=0cmVaEmLEtA


    E ainda saiu na coluna diária do jornalista liberal Gilberto Simões (www.pontocritico.com/), outra visão sobre o assunto:

    Gilberto Simões
    BANCADA GARANTIDA

    TIRIRICA JÁ GANHOU
    A vitória do candidato Tiririca, do PR, à deputado federal pelo Estado de São Paulo já está praticamente assegurada. E com uma votação impressionante, pelo que informam as pesquisas.

    SIMPATIA DE MILHÕES
    Ao adotar o slogan: -Vote Tiririca, pior que tá não fica-, o palhaço/humorista, no seu estilo pra lá de debochado, acabou ganhando simpatia de milhões de brasileiros. Entretanto, como só os paulistas podem votar no candidato-palhaço, Tiririca já tem assegurado quase um milhão de votos.

    DEBOCHE
    Nos ambientes frequentados por eleitores que se julgam mais esclarecidos, a candidatura de Tiririca é vista como um deboche. Alguns, mais revoltados e indignados, entendem que gente com este perfil não poderia se candidatar.

    ESSÊNCIA
    Creio que há um grande equívoco nestas apreciações. Afinal, o Congresso Nacional, as Assembléias Legislativas e as Câmaras de Vereadores recebem, a cada eleição, os representantes da sociedade brasileira como um todo.
    O Poder Legislativo, portanto, nos seus vários níveis, concentra tão somente a essência do povo.

    AS BANCADAS
    Ao serem eleitos, os senadores, deputados e vereadores esquecem que representam a sociedade como um todo e passam a defender privilégios das classes sociais que os elegeram. E fazem isto através de bancadas específicas, como bancada ruralista, industrial, dos traficantes, dos aposentados, dos funcionários públicos, dos indecentes, etc.


    BANCADA DOS PALHAÇOS
    A única bancada que, desde a Proclamação da República, nunca teve uma representação é aquela que abriga mais de 90% dos eleitores: os palhaços. Pois, com o Tiririca eleito, mesmo que a bancada seja formada por um único deputado, o povo brasileiro será representado da forma mais autêntica.


    IMPÉRIO DE LULA
    Muitos leitores, certamente, vão dizer que este comentário é muito irônico ou satírico. Nada disso, gente. Só estou sendo sensato. Afinal, quem não dá bola para a roubalheira que impera no Império de Lula, não passa de palhaço. Com um número tão elevado de eleitores, alguém precisa representá-los. Vote, portanto, em Tiririca! Pior que tá não fica!
  • Gustavo  22/09/2010 12:17


    O termo política é derivado do grego antigo e se refere a todos os procedimentos relativos à pólis, ou a Cidade-estado. Assim, pode se referir tanto a Estado, quanto sociedade, comunidade e definições que se referem à vida humana.

    Segundo a autora Hannah Arendt, filósofa alemã (1906-1975), política "trata-se da convivência entre diferentes", pois a política "baseia-se na pluralidade dos homens", assim se a pluralidade implica na coexistência de diferenças, a igualdade a ser alcançada através desse exercício de interesses, quase sempre conflitantes, é a liberdade e não a justiça, pois a liberdade distingue "o convívio dos homens na pólis de todas as outras formas de convívio humano bem conhecidas pelos gregos".

    Segundo Nicolau Maquiavel, em O Príncipe, política é a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o próprio governo.

    Ainda existem algumas divergências sobre o tema, para alguns política é a ciência do poder e para outros é a Ciência do Estado.


    NIMGUEM DEVE TER OU DETER TOTAL PODER, mais ai voce acaba entrando NO AREA DO DIREITO (o que é direito)??

    Mais acho mais facil pedir um PIZZA ALICHE PODE SER?


    PARABÉNS PELO TRABALHO FERNANDO CHIOCA EXCELENTE
    ABÇ
  • Diogo Siqueira  22/09/2010 20:28
    Maurício,

    Quanto mais leio os discursos de FHC e Lula mais impressionado fico com as suas semelhanças. A própria entrevista com FHC que você citou ilustra muito bem essa afinidade política entre os dois. A conclusão que chego é que o tom exasperado do discurso de Lula existe apenas para polarizar o embate político.

    A polarização é necessária. Se PT e PSDB apresentassem exatamente as mesmas propostas políticas - o que na verdade já fazem abertamente - porém de forma harmônica, o eleitor desconfiaria do processo eleitoral e até se desinteressaria por ele, o que daria margem à ascensão de novas correntes ideológicas e com elas novos partidos políticos ou modelos de governo "não alinhados". Em uma situação destas, costurar um novo arranjo estável e receptivo demandaria muito tempo e dinheiro, além de transformar em pó todos os "avanços" já conquistados. Não é fácil, por exemplo, emplacar o aborto no Brasil.

    Hoje nem mesmo é necessário conquistar o estado por meio do voto para comandá-lo: basta incluir "setores da sociedade civil" nos conselhos da administração pública. Nem ao menos uma maioria no Congresso: o executivo se vale de decretos. Quanto for preciso uma ação legislativa, e esta encontrar resistência; sindicatos, ONGs, Igreja e movimentos sociais estarão de prontidão - com a constituição que ajudaram a redigir nas mãos! E caso a resistência persista, a mídia e organismos internacionais como a ONU, a OEA e a Unasul abrirão o bico; e ai não há político, preocupado com sua carreira, que não ceda. Em casos extraordinários, ONGs peticionam à ONU e exigem a adoção de políticas sob pena de aplicação de embargos, e até exigem que os "ranzinzas" sejam julgados pelo TPI! (Isto em breve!)

    Assim, o estado brasileiro é estruturado para funcionar "ad hoc", ou seja, ele foi engendrado para ser gerido não por políticos - pessoas democraticamente eleitas - mas para seguir a agendas dos "movimentos sociais". E como esconder isto dos crédulos eleitores? A resposta é uma falsa, porém segura, polarização política; como esta que ocorre atualmente entre PT e PSDB. Cito um exemplo: o tal "controle social da mídia" foi proposto por uma ONG chamada Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (criada pela fundação Ford) já em idos de 1988 durante a elaboração da constituição. O FNDC defendia a inclusão na carta do Conselho de Comunicação Social (CCS), que lá se encontra, no art. 224. Praticamente todo o capítulo V do Titulo VI da CF/88 foi idéia da FNDC. O CSS é simplesmente o pai da Confecom. O que está no PNDH 3 é somente um reflexo do poder decisório e de persuasão destas ONGs sobre o governo, não a "visão radical do PT". Antes mesmo de Lula ser eleito em 2002, o FNDC - com seus poderes proféticos, dando como certa o resultado das eleições - apresentou uma carta contendo os mandamentos que o governo do PT deveria seguir à risca. (Eles estavam decepcionados com a gestão FHC, mesmo esta colocando em ação o CSS, por isto talvez esta demonstração de ansiedade...)


    Se você me perguntar: O PT implantará o "chavismo" no Brasil (ou o modelo castro-comunista) caso Dilma for eleita? Antes de dar minha opinião, duas observações. Primeiro: Lula deixou claro que isto seria suicídio político antes das eleições de 2002 em Cuba e já deu mostras do abandono do seu radicalismo em 92; quando do impedimento de Collor, onde o PT optou por agir de acordo com as regras democráticas. Segundo: com a importância geo-estratégica e política do Brasil, se isto acontecer, Dilma será deposta. Assim, a minha resposta é um grande NÃO! Uma postura mais arrojada do PT, de caráter "chavistico", só ocorrerá com o aval e pressão dos "movimentos sociais". E adivinha quem patrocina estes "movimentos". Por tudo que expus, o circulo se fecha: o temido ataque à propriedade privada é primogênito da constituinte de 88 e dela se nutrirá até que surja outra constituição.

    Então, para mim, não é estranho notar tamanha afinidade entre PT e PSDB. Um faz a barba, o outro não. São partidos fantoches, compostos por pessoas que ambicionam somente duas coisas na vida: dar palpite na vida alheia e serem remunerados pelos cofres públicos. Eles sabem que na iniciativa privada não são ninguém, por isso defendem um estado obeso com todas as suas forças e a manutenção dos seus respectivos partidos no poder. Indicações de cargos já bastariam para eles, mas para isso não podem sumir da cena política. Eles são espertos, e não desejam provocar distúrbios institucionais ou se negar a ouvir a voz das "massas". Mas é preciso dar legitimidade ao processo, logo, creio eu, a razão de toda esta encenação.

    Abraços.
  • Douglas  23/09/2010 11:04
    Concordo com seu ponto de vista, desde que se vote conscientemente em um palhaço. Muitos, sem ou com pouca instrução, votam porque acreditam, ou porque ele aparece na TV, ou acham que ele já sofreu e assim vai melhorar a vida dos mais oprimidos.
    Na realidade, como você disse, o sistema é imundo e nada vai consertá-lo. Não sei o que será de nós.
    A cada eleição fico mais triste, sem ninguém para acreditar, sem ninguém para seguir, perdendo a vontade de brigar, a esperança de mudar, e o pior, a fé de que amanhã as coisas serão melhores.
    Não importa o lado, não importa o partido, não importa os políticos, todos querem apenas olhar para si, o quanto vão ganhar ao apoiar ou fazer oposição a um projeto ou ao governo.
    A cada dia que passa fico mais convencido. Esse país não tem mais jeito!!!
  • mcmoraes  23/09/2010 12:14
    @Douglas

    A cada eleição fico mais triste, sem ninguém para acreditar ...

    Pq vc quer acreditar em um candidado? Qual o motivo deste desejo?

    ... sem ninguém para seguir ...

    Pq vc quer seguir alguém? Qual a sua necessidade disso?

    ... perdendo a vontade de brigar ...

    Brigar pelo q? O que um candidato político tem a ver com as suas brigas? Por acaso vc estaria procurando uma tetinha no gabinete de alguém que possa ser eleito?

    ... a esperança de mudar ...

    Mudar o q? Pq vc não vai à luta por conta própria?

    ... e o pior, a fé de que amanhã as coisas serão melhores ...

    Putz, essa foi terrível. Sem comentários.

    ... Não importa o lado, não importa o partido, não importa os políticos, todos querem apenas olhar para si ...

    Isso não teria problema algum, se não houvesse o monopólio da violência em nossa sociedade.
  • Escolha bem seu candidato  02/10/2010 10:43
    O voto é uma arma, use-o corretamente. Escolha bem seu candidato: noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2010/08/09/04029C326ACC8193A6.jhtm?obama-bin-laden-e-stalin-concorrem-nas-eleicoes-deste-ano-04029C326ACC8193A6
  • aila nogueira  21/10/2010 17:21
    O Brasil sempre esteve em busca de mostrar ao mundo que ele seria capaz de crescer e caminhar sozinho, seus filhos, capazes de criar e produzir seus conceitos de acordo com o que eles acreditam ser o melhor.
    Neste sentido, percebe-se que a criatividade do brasileiro nada acrescenta aos ideias de nossos nobre representantes, que antes de detenrem-se ao poder, são humildes, solicitos e acima de tudo caras de pau de se mostrarem capazes de menosprezar a inteligência de quem os delegaram o poder.
    O que se percebe, é que o povo já não aguenta mais tanta berraçao em horários políticos eleitoreiros que são obrigados a assitir-los para comparar quem mente mais ou quem promete mais.
    A verdade é que quem entra no quer sair, e quem sai quer voltar. E a escolha esmagadora do Tiririca, nada mais é do que a retrato de tantos Tiriricas criados pelos governos brasileiros, que suas preocupações para com o povo de fato, duram apenas 60 dias naõ mais que isso. Pois se o governo realmente estivesse preocupado com problemas sociais, nao os abandonariam na entrada do congresso no primeiro dia de mandato do mesmo. A Educação, a sáude, e as demais situaçoes vivenciadas pelos os menos favorecidos e esquecidos pelo poder. Seguramente o Tiririca naõ é o único palhaço a "ocupar" uma cadeira na Câmara Federal,junto, ele leva os palhaços anônimos espalhado pelo Pais, e que estão cansados de tanta falta de compromisso e caracter de homens e mulheres sérios que ainda existem neste pais. Esperamos que mudem o discurso e parem de lavar roupa suja em rede nacional e mostrem realmente o que tem de bom para o povo, e acabem com essa disputa de quem oferece mais e promete mais coisas absurdas.
  • Fernando Chiocca  09/05/2012 21:31
    Duas explicações de 2 minutos de o proque o estado democrático é a pior coisa que já inventaram.



  • Carlos Prado  01/01/2014 16:34
    Fernando, esta do partido das pizzas é invenção sua? Acho uma boa analogia para usar com o povo. Posso divulgá-la citando este artigo? Pretendo fazê-lo na época das eleições, começando as propagandas obrigatórias(será que um dia farão uma agência que se certifique se todos estão acompanhando as propagandas televisivas?).
  • Fernando Chiocca  25/08/2014 20:09
    Sim Carlos eu que inventei. Recentemente vi um meme americano fazendo a mesma analogia.
  • Emerson Luis, um Psicologo  25/07/2014 21:42

    Sim, o sistema atual é muito imperfeito. Mas se podemos fazer algo para melhorar a realidade ou pelo menos impedir que piore, somos responsáveis por isso.

    (Quatro anos depois, o governo Dilma tentando instituir o chavismo no Brasil)

    * * *
  • Fernando Chiocca  25/08/2014 20:02
    Glória!
    Ele está de volta!

    E será merecidamente o deputado mais votado do Brasil, escancarando que o estado e seu processo democrático não passam de uma grande palhaçada.

  • Anderci Silva  10/09/2014 22:20
    É um absurdo, em um horário politico, onde se deve mostrar suas propostas de melhoria para o país, temos que assistir esse desrespeito a sociedade que é a propaganda do Tiririca. Como um partido e a sociedade aceita um candidato desse?. Como o TSE admite que uma propaganda dessa possa ser passada na TV?. Se depois de 4 anos ele voltasse como uma proposta mais séria, mostraria que nesse tempo ele aprendeu alguma coisa e sim poderia ter uma chance de ser um candidato que sabe o que faz, porém voltou com mais palhaçadas. Será que nossa politica é realmente isto.
  • anônimo  11/09/2014 10:19
    Todo o sistema é uma palhaçada, o tiririca é o único honesto pra escancarar isso
  • Anderci Silva  11/09/2014 21:43
    Palhaçada,será que é nosso sistema ou são aqueles que ignoram a política, sendo que ela está presente em nosso dia-a-dia. Infelizmente pagamos um preço muito alto com essas atitudes. Se votar no Tiririca é um ato de protesto por essa palhaçada, então por que não votar nulo?. Somente com o voto que podemos mudar isto, agora se ninguém acredita e não cobrar as propostas, ai sim temos que aceitar essa palhaçada.


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