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Cavaleiros Jedis versus Censo

As penitenciárias costumam fazer contagens periódicas de presos para descobrir se houve alguma fuga.   O objetivo do Censo é diferente.  Nosso estado permite que seus súditos deixem o país — mas não antes de pagar taxas e cumprir procedimentos.  O Censo, por sua vez, serve principalmente para coletar dados que servirão como uma pseudo-orientação para o governo efetuar suas políticas de redistribuição de renda e estragar a economia; dados que guiarão o governo a tirar de uns e dar a outros.  O estado "sábio" retira à força o dinheiro dos indivíduos "ignorantes" para gastá-lo de maneira "prudente".  Dinheiro este que seria "mal alocado" pela população.  Nas palavras do presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, o que ocorre no processo é "o cidadão fornece a informação ao IBGE e depois essas informações se transformam em políticas públicas em benefício do próprio indivíduo."

Para tanto, o governo contratou 190 mil pessoas para coletar estes dados, que serão, logicamente, pagas pelos trabalhadores do setor produtivo.  Ou, como Lew Rockwell coloca em recente artigo comentando o Censo norte-americano:

Um serviço censitário imposto pelo governo não executa função alguma de mercado, e os salários dos recenseadores são pagos pelos contribuintes, o que significa que esses empregos são na realidade destruidores de riqueza.  Eles retiram riqueza e mão-de-obra do setor privado e as desperdiçam no setor público, o setor devastador.  Portanto, podemos ir além e dizer que eliminar tais empregos é na realidade um passo rumo à recuperação econômica. 

Isso coloca os trabalhadores em uma situação de certa forma pior que a dos presos, pois estes não são obrigados a pagar pelo seu encarceramento — este é um ônus que o "espetacular" sistema de justiça estatal impõe às vítimas dos criminosos e ao resto da sociedade.  Mas, pelo menos, os presos são obrigados a colaborar com a contagem, e nós não.  Certo?  Não.  Errado.

A "lei" 5.534 aponta uma arma para nossas cabeças e nos força a abrir a porta de nossas casas, receber os recenseadores e responder todas as perguntas que fizerem.  Direito à privacidade?  O que é isso?   A "lei" não especifica quais perguntas podem ser feitas, logo, o regime pode perguntar o que quiser.  Nem mesmo temos o direito de permanecer calado, garantido aos presos.  Ademais, aos presos é garantido o direito de prestar informações falsas.  Já nós não podemos mentir aos recenseadores.

Censos de dez em dez anos são comuns mundo afora, o que não significa que sejam bem aceitos sempre.  No censo de 2001, vários canadenses não gostaram de receber agentes do governo às 10 horas da noite para, por exemplo, informar o número de banheiros em sua residência, e protestaram fornecendo respostas fantasiosas, como, por exemplo, dizer que seguiam a religião Jedi.

Não há muito que possamos fazer contra esta invasão de privacidade em andamento.  Se respondermos mentiras como 295 filhos, 140 aparelhos de televisão, 290 privadas e renda de 14,5 bilhões, ou algo do gênero, o governo facilmente constataria que se tratam de informações falsas, e o cidadão poderá sofrer represálias como multa ou cadeia, ou ambos — adicionalmente os impostos podem aumentar caso as informações sejam aceitas, então o ideal seria dizer o contrário, que não temos nenhum aparelho eletrônico, nenhum banheiro e que nossa renda é de R$ 123,50 por mês.  Mas dizer que segue a religião Jedi é algo que não é verificável, pois a fé só existe dentro das mentes das pessoas.  Portanto, acredito que a única coisa que podemos fazer no momento é abraçar a fé Jedi.  Que a força esteja com você.


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Estes são os questionários do censo 2010.  O primeiro todos irão enfrentar.  O segundo, com a pergunta sobre religião, apenas uma fração dos domicílios.

Questionário básico

Questionário da amostra


autor



  • LUIZ OLIVEIRA  20/08/2010 10:20
    Chioca: que poster é esse do Ron Paul como cavaleiro jedi? Uma brincadeira do pessoal do Partido Democrata? Não, acho que não. Os democratas o teriam apresentado como Darth Vader...
  • gonçalves  20/08/2010 11:55
    Caro Fernando Chiocca,\r
    Suas observações são todas pertinentes, com exceção de uma: há sim o que fazer! Qualquer cidadão ou entidade que o represente pode impetrar Mandado de Segurança para garantir a preservação do direito à privacidade e à intimidade - previsto no inciso X, artigo 5º da Constituição - contra o qual atenta a Lei nº 5.534, de 1968, que nos obriga a responder às perguntas do recenseador e, pior ainda, a não mentir nas respostas. \r
    Só para concluir: é espantoso que ninguém na imprensa se digne a apontar o caráter invasivo do censo obrigatório, incompatível com um regime que preserve as liberdades individuais.\r
    Abraços,\r
    Gonçalves
  • Fabiana  20/08/2010 16:26
    Não acredito que li isso... Obviamente, o Censo é indispensável para se medir, dentre outras coisas, o crescimento populacional nas diferentes regiões do país, os índices de alfabetização e de mortalidade infantil ou índices de desemprego estrutural, além de saber o nível da precarização do emprego no país. Como pensar em políticas sociais sem esses dados? \r
    \r
    Sem dúvida, o que você está pregando é um Estado débil, sem força, que deixe tudo, inclusive a educação, a saúde e a segurança, para quem pode pagar por estes serviços, não é mesmo? \r
    \r
    Além de tanta asneira, ainda reproduz um texto risível dizendo que pagar estes salários temporários é destruir riqueza... Pagar salários, criar empregos, ainda que temporários, é distribuir riqueza e multiplicar dinheiro, aumentando o consumo e, assim, a arrecadação que, por sua vez, em um Estado de Bem-Estar Social sério, vai reinvestí-lo na sociedade. \r
    \r
    Continue assim e logo você estará escrevendo na Veja.
  • Erick Skrabe  20/08/2010 16:56
    Como diz o Fábio Barbieri: estatística é coisa de comunista. Certíssimo ponto.

    Pra que o governo precisa desses dados ? é um olho nessas estatísticas e o outro no planejamento central. Dizer q esses dados são apenas "informativos" é mais ou menos como aquela comparação de Mises com os gastos militares: se o governo investe em armas é porque pretende usa-las.

  • anônimo  20/08/2010 19:54
    Acredito que a Lei 5.534 de 1968 não fora recepcionada pela Constituição de 1988, por afrontar - com bem disse o Gonçalves - o art. 5º, X, da Carta. Assim, esta é passível de questionamento por meio de Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental(ADPF). Resta saber qual entidade de classe se disporia a tanto...
  • Odilon  21/08/2010 12:26
    Se o pessoal apoiar o Liber (www.libertarios.com.br) vamos propor a ADPF (E todas ADIN´s pertinentes)
  • Fernando Chiocca  21/08/2010 14:33
    Não é de se espantar Gonçanves, a imprensa está sempre tentado encobrir a arma do governo.

    Bem, quanto a possíveis questionamentos desta obrigatoriedade, o que é concreto é que é obrigatório, e a figura do estado acabou de bater em minha porta e, intimidado por suas ameaças, respondi tudo que me foi perguntado.
    Mas foi uma grande decepção, pois a recenseadora não fez a pergunta da religião e eu não pude cumprir a determinação do Mestre Duff Quindoo, que no conselho Jedi orientou que nós nos identificássemos para o censo. jedicensus.com

    hehehe Luiz. O poster foi feito por um fã de Ron Paul, como uma homenagem, mas poderia ser criticado por libertários, pois os Jedis que defendiam a Repúplica estavam na verdade sendo manipulados pelo Lord Sith e trabalhando, sem saber, em prol do Império, combatendo os separatistas.

    E Fabiana, é isso mesmo. Mas faltou citarmais coisas, como por exemplo comida. Também não quero que a "distribuição" de alimentos seja feita pelo estado, através do uso ou ameaça do uso de violência física, e que se repitam cenários comoo da URSS e China, onde milhões morreram de fome por conta disso.
  • RH  21/08/2010 17:23
    Prezado Fernando,

    Parabéns pelo artigo, vejo que a minha mensagem ao mises.org.br teve reflexo positivo.

    Quanto ao que se pode fazer de imediato em relação ao censo, infelizmente me parece o cidadão está totalmente à mercê do Leviatã.

    Não há tempo hábil para medidas jurídicas, teremos que esperar a próxima legislatura, onde os "representantes" (aarghhh...) que vamos compulsoriamente eleger poderão apresentar projetos abolindo esse abuso.

    A cartinha da inocente criatura "Fabiana" é o mais cristalino exemplo da lavagem cerebral esquerdopata à qual tem sido submetida a sociedade brasileira nestes últimos 50 anos. Ela simplesmente não conseguiu enxergar qualquer mal em toda a estrutura podre do estado e seus tentáculos - cada frase do seu balbucio pode ser dissecado à luz das teorias austro-libertárias como exemplo da dissonância cognitiva em que vive a criatura.

    O Brasil está numa situação digna de pena!! Os presidiários, pelo menos, sabem que estão presos, mas gente como a Fabiana é capaz de passar a vida inteira aprisionada sem perceber.

    Não me leve a mal, Fabi, não entenda isto como um ataque pessoal, apenas lamento que a sua falta de conhecimento mantenha sobre as suas vistas os antolhos da doutrinação, impedindo que você enxergue a realidade por trás do seu "estado de bem-estar social", mito amplamente derrubado.

    Leia mais, busque o conhecimento neste site, devore Bastiat, Mises, Rothbard, e daqui a um ano volte aqui para ler o seu próprio comentário.

    Saudações Austro-Libertárias!!!
    RH - Eng. Mecânico - RJ

  • soares  23/08/2010 11:28
    Já ouviram falar na frase latina 'mutatis-mutantis'?
    O governo PTralha socialista atual, está fazendo aquilo que o governo militar e pró-capitalismo fez em 1968. Se antes faziam o censo para controlar as pessoas nos moldes capitalistas, agora é nos moldes para implantar o imbróglio socialista-PTralhista.
    Ou alguém têm dúvidas disso?
    A lei 5.534/68 não foi retirada porque ela está a favor de um ou de outro lado dos sistemas confrontantes.
    O governo mantem ainda leis autoritárias para quê? 'mutatis-mutandis', camaradas!!!
    Somado ao jornalismo sabujo que está aí, então, heim?!
  • Charles  23/08/2010 12:21
    Olá. Como um dos milhares de recenseadores (funcionários públicos federais temporários) contratado pelo IBGE, venho acrescentar algumas ponderações ao debate.\r
    - O Censo é um serviço público, pago pelos contribuintes. Mas, os relatórios estatísticos serão públicos e gratuitos, cujo uso pode ser feito pelo setor privado (mercado) também. \r
    - Censo não é coisa do PT, de esquerda, ou coisa de comunista. Ocorre no Brasil desde 1872 (governo monárquico). O IBGE (executor atual do Censo) foi criado em 1936 (era um projeto de Getúlio Vargas). Em 2010 e 2011 cerca de 120 países (a maioria capitalistas) realizarão o Censo, fonte para contagem da população mundial. Estão em operação censitária, por exemplo, Brasil, México, EUA e Japão.\r
    - Presos também participam do Censo. A diferença é que a maior parte dos dados é obtida indiretamente, com as administrações das penitenciárias (exame das fichas), evitando-se a entrevista pessoal e a visita às celas (que pode ocorrer, se faltarem dados nas fichas).\r
    A Lei do Censo (Lei Federal 5534) é realmente da época de ditadura militar (1968). Contudo, não fere nenhum princípio da recente Constituição de 1998. O direito à privacidade, por exemplo, é assegurado pela mesma lei, através do sigilo censitário.\r
    Se você abre uma conta em banco, o mesmo tem registro de tudo o que você movimenta mas, o sigilo bancário preserva estes dados como confidenciais. O mesmo vale para a Receita Federal e o sigilo fiscal e também para as operadoras e o sigilo telefônico.\r
    Interessante destacar que os sigilos bancário, fiscal e telefônico podem ser quebrados por determinação judicial, em função de processos civis ou criminais. Já o sigilo censitário é mais rigoroso, não pode ser (nem legalmente, nem tecnicamente) quebrado. A citada lei deixa claro que os dados "serão usadas exclusivamente para fins estatísticos, e não poderão ser objeto de certidão, nem, em hipótese alguma, servirão de prova em processo administrativo, fiscal ou judicial".\r
    E mesmo que não existisse uma lei que garantisse sigilo, posso afirmar, como recenseador, que tecnicamente estes dados são sigilosos. Eu mesmo não conseguirei ler os dados depois de fechada a área de cobertura. Os dados que gravamos em backup ou transmitimos à central de processamento do IBGE são criptografados (não podem ser lidos) e seu processo é feito via software, sem manipulação humana. O resultado só inclui dados agrupados estatisticamente, não individuais.\r
    Tem gente com medo de responder ao Censo por causa da Receita. Mas, como o CPF não é anotado, seria impossível fazer um cruzamento. E como já expliquei a lei impede isto.\r
    \r
    Importante destacar também:\r
    - Algumas perguntas do Censo parecem estranhas. Perguntar se passa rede de esgoto e quantos banheiros existem na casa permitirá medir acesso da população ao saneamento, por exemplo.\r
    - O Censo é a única fonte oficial de alguns dados, como população. É através do Censo que municípios recebem (em proporção à população registrada) verbas da união e dos estados.\r
    - Saber o percentual da população que tem rádio e TV é a base mínima para o setor privado anunciar. Este censo verificará também quantos domicílios têm computador e destes, quantos têm acesso à Internet. Dado relevante para quem trabalha com sites e blogs.\r
    - Relatórios estatísticos do Censo serão de consulta pública e gratuita. Dados como população, escolaridade e renda orientarão o empresariado sobre a demanda criação de novas empresas, expansões e abertura de empregos. Levantamentos do IBGE, por exemplo, têm acompanhado o aumento da renda das classes C,D,E. Informação que fomenta criação de novos produtos para estes nichos.\r
  • Charles  23/08/2010 12:29
    Continuação:\r
    .\r
    Num primeiro momento, não responder ao Censo prejudicará somente a uma pessoa. O recenseador. \r
    Não recebemos por tempo e nem ganhamos vale-transporte. Portanto, quanto mais vezes temos que voltar a uma residência, pior. Somos remunerados por domicílios recenseados e somente após termos coberto toda a área geográfica designada. Se as pessoas não atendem, aquela casa se torna pendência.\r
    Numa visão mais ampla, isso prejudica o seu município (que terá direito a menos verbas federais) e o seu país (com imprecisão de dados sobre a população e menor eficiência do planejamento público, inclusive de orçamento).\r
    Se você é ateu e diz que é Cavaleiro Jedi, não poderá reclamar se ver o Governo laico sofrendo ingerência de movimentos religiosos. E se você diz que é Lord Sith, quando na verdade é cristão, não poderá reclamar de leis que venham a reprimir a liberdade religiosa. Num sistema de governo eleito por maioria, os números de cada grupo social contam (e muito) para as ações de Governo.\r
    Se muita gente mentir sobre a renda, o reflexo será um índice de renda percapta baixa para sua cidade, que se tornará menos atrativa para instalação de novas empresas. \r
    A maioria das pessoas nos atende bem. Mas, para algumas temos que dar um "incentivo" que é lembrar da multa. Contudo, não fazemos auditoria da vida de ninguém. Eu mesmo garanti a um imigrante que não estava ali como fiscal de imigração, que não me interessava a posse ou não de visto. Se o cara tem carro importado e diz que ganha R$ 510, a estatística será desvirtuada, mas registramos exatamente o que a pessoa diz (torcendo que ela confirme a mesma mentira se indagada por um supervisor na etapa de controle de qualidade, que revisita algumas casas por sorteio). O IBGE não tem meios para checar a veracidade dos dados (apenas se o recenseador realmente esteve naquele domicílio), pois os dados não são lidos de forma individual e nenhum documento é solicitado.\r
    \r
    \r
    \r
  • Carlos Prado  01/01/2014 15:39
    Nossa, quanta besteira. Se a iniciativa privada quiser um censo, eles que paguem por quem oferecer o serviço do jeito que eles querem. Ou posso pedir para colocarem no censo qual a opinião dos moradores de Santo André quanto a casas de vidro? Ou qual a opinião do norte brasileiro quanto a carros elétricos? Qual a opinião deles por pandeiros de couro sintético ou qual a rádio que eles mais escutam?
    Ai eles obrigam os recenseadores a passar por todas as casas senão eles não recebem. E em vez de vocês questionarem esta lei escravagista vocês agora fazem o que eles queriam que é o recenseamento obrigatório e invasivo. Isto é para manter vocês debaixo de uma chibata: "Obriguem a todos senão não há salário!".

    E dai que não é coisa do PT. Ninguém está preocupado com um estado dominado pelo PT. O problema é um estado dominando. Os caras mais perigosos mesmo podem tanto apoiar o PT quanto qualquer outro partido que os obedeça no lobby. Em parte não importa quem ganha a eleição. Você só está escolhendo o nome do senhor. As mesmas regras autoritárias pode e foram usadas tanto pelos diversos governos sociais-democratas, quantos os populistas, quantos pelas ditaduras de esquerda que achavam representar uma direita.
  • Carlos Prado  01/01/2014 15:51
    E quanto essa besteira de não poder reclamar de decisões religiosas, direito de manifestar contra algo que sou contra sempre terei. E não é por não responder num censo que eles vão justificar a retirada deste direito. Seja cristão, ateu, antiteísta, wicca, babalorixá ou outro, pode-se protestar pelas suas vontades individuais. Protestar contra a ditadura da maioria.
    Muitos militantes antiteístas da congregação do santo senhor Dawkins não sabem o que é estado laico. O estado laico é a separação do poder do estado sobre a religião. O que é bom primeiro para os religiosos, que tiram do estado mais um poder abusivo sobre suas vidas. Ter uma cruz numa repartição em nada fere o laicismo. Agora uma licitação para comprar uma duzia de cruzes pela quantidade que for fere o laicismo. Também fere uma licitação para contratar uma empresa que retirará cruzes e símbolos religiosos de lugares públicos. Se for gasto(e consequentemente desviado) dinheiro do espoliado-contribuinte para qualquer gasto motivado por uma visão religiosa ou antirreligiosa particular, está ai uma violação ao estado laico. Mais um exemplo é alguém querer gastar milhões para recolher as notas e contratar alguém para reprogramar as impressoras para imprimi-las sem a frase "Deus seja louvado". Ou mais, como muitos querem, um "Deus não existe".
  • Anselmo  23/08/2010 16:40
    Não é apenas o Imperio Petista que temos que combater. Não é só um Darth Vader que temos que derrubar. A verdadeira ameaça é o Imperio Bolivariano que está se infiltrando. E o seu avanço não está sendo apenas sobre os "territórios sulamericanos", está emplastando a mente das pessoas (nossas amigas Fabianas).\r
    Estou aqui pelo Caribe, não deitado na beira da praia, mas trabalhando pra levar riquezas para o Brasil...para pagar os salários dos governatas pseudo-comunistas e dos recenceadores.\r
    Só mesmo a fé Jedi para nos salvar! Já encomendei minha espada de luz, quando o recenseador passar por minha casa corto-lhe a cabeça...\r
    Mas aí me fica uma dúvida: será que algum recenseador vai passar por aqui na minha humilde choupana?\r
    Que a força esteja com nós todos!\r
    Anselmo
  • Leandro  23/08/2010 17:12
    Prezado Charles, agradecemos sua gentil participação.

    Não podemos, entretanto, deixar de notar que você involuntariamente confirmou os temores expressos no artigo. Em particular, seu trecho a seguir foi sintomático:

    "E se você diz que é Lord Sith, quando na verdade é cristão, não poderá reclamar de leis que venham a reprimir a liberdade religiosa. Num sistema de governo eleito por maioria, os números de cada grupo social contam (e muito) para as ações de Governo."

    Ou seja, o senhor em sua atribuição de recenseador deixou escapar que os dados coletados podem sim servir para "reprimir a liberdade religiosa" (algo muito grave) e para fazer com que os desejos da maioria sobrepujem os da minoria, tendo o governo como força motriz para a implementação de tal revolução. Era exatamente o que temíamos.

    Mantemos -- e reforçamos -- nossa posição.
  • gonçalves  23/08/2010 18:28
    Charles, \r
    \r
    Se alguém a serviço do governo vem a mim e exije que eu lhe diga como é minha residência, que hábitos possuo, que tipo de equipamentos tenho, de onde vim, quem mora comigo, qual meu grau de instrução, que forma de relacionamento mantenho com minha mulher, que espécie de trabalho exerço e qual meu rendimento bruto, que cor de pele têm meus filhos etc, etc, etc, bem, creio que estou certo, sim, ao afirmar que minha privacidade e minha intimidade estão sendo violadas. O fato de a lei prescrever tratamento sigiloso a essas informações não esconde a evidência de que obrigam-me a fornecê-las mediante o uso da força, em desrespeito a um claro princípio constitucional. A esse respeito, você menciona já estarmos sujeitos à investigação de nossos dados bancários, telefônicos e fiscais. Bem, quanto aos dois primeiros, trata-se de um acordo que se firma voluntariamente. Se você não quer que um banco saiba quanto você tem, guarde dinheiro em casa. Se não quer que uma companhia telefônica tenha conhecimento dos números para os quais você liga, use telefone público. De toda sorte, em ambos os casos, é a própria Constituição, explicitamente, que abre a possibilidade de violação dos sigilos, mas por determinação judicial, o que não se faz sem fundadas razões, em concreto. Quanto ao sigilo fiscal, é outra vez a Constituição que vem em socorro dos governos. Veja lá o art. 145, que permite à administração tributária identificar o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas dos contribuintes. Posso não concordar com isso (não cabe aqui discutir progressividade de impostos...), mas tenho de reconhecer que o constituinte foi bastante claro a respeito. E podia sê-lo. Não, todavia, o legislador ordinário. \r
    Olhe, Charles, não aceito o utilitarismo de estado como norte ético ou moral. Pouco importa que o censo facilite decisões de governo ou da iniciativa privada. Se agride um direito fundamental do indivíduo, paciência, encontre-se outra solução. Tenho certeza de que amostras estatísticas, para as quais há respondentes voluntários, oferecem grau de aproximação suficiente da realidade, o bastante ao menos para que os planejadores não fiquem sem matéria-prima...\r
    Meus cumprimentos,\r
    Gonçalves
  • anônimo  24/08/2010 16:02
    Olá Leandro. \r
    Quando citei o exemplo da liberdade religiosa, não afirmei que a instituição do Governo usa as estatísticas para prejudicar ou favorecer a população. Eu digo que os governantes (daí vem o poder executivo, que cria e implanta políticas públicas e o poder legislativo que fiscaliza e também projeta e aprova leis) são influenciados por uma força (que não é a Jedi, rs), chamada "representação popular". A representação é diretamente expressa pelo voto, mas a força popular influencia o governo mesmo fora das eleições. O Censo em si não exerce influência mas, retrata a representatividade de cada agrupamento social. \r
    Por exemplo, o governo atual vem planejando, através no PNDH-3, em minha opinião, políticas (e futuramente leis) que usam pretexto dos direitos humanos, mas, sutilmente, visam reduzir algumas liberdades, como a de imprensa e a de religião. Se o Censo aponta significativa (ou até majoritária) parcela da população como religiosa (cristã, por exemplo), com tendência de estabilidade ou crescimento numérico, os políticos são influenciados a recuar no projeto ou votar contra leis que impactem em perda de votos. Leis polêmicas, como a liberação do aborto, envolvem influência de governantes e legisladores a avançar, recuar, apoiar ou combater pela força numérica de grupos (por exemplo, religiosos de um lado e feministas de outro).\r
    Concordo que suprimir os anseios da minoria por causa da maioria é um lado cruel da democracia. Mas, a minoria consegue seu espaço, usando sua liberdade de expressão e sensibilizando a maioria, que por sua vez, influencia os políticos. É o caso dos deficientes físicos. Eles carecem de leis (principalmente na esfera municipal) que lhes garanta acessibilidade (melhores calçadas, por exemplo). A informação que o Censo revelará (infelizmente por amostra) sobre % da população deficiente dará argumentos aos movimentos sociais de inclusão e pressionará o governo a agir. A informação do % de indígenas que não fala português dará ao governo um rumo sobre a necessidade (ou não) da influência branca (ou o oposto, isolamento) em certas regiões.\r
    Nosso esforço é a coleta de dados. A tecnologia, por sua vez, permitirá o agrupamento dos dados e seu resultado estatístico. Já o uso das estatísticas, por parte do governo ou sociedade organizada, dependerá da qualidade e das pretensões destas instituições.
  • Charles  24/08/2010 16:32
    Olá Gonçalves\r
    Defendo a utilidade e a importância em se participar do Censo. Das casas que visitei, por enquanto, noto que a resistência é mínima e que a maioria responde sem objeção. Não sei se o fazem por estarem acostumadas a fazer tudo que "o país" pede, se já sabem que é obrigatório ou por boa vontade em participar de algo que julgam relevante. No treinamento, o IBGE nos orienta a falar da obrigatoriedade legal em participar (e logo, da multa) somente em último caso. Geralmente falamos disto não para moradores e sim para seguranças e síndicos que tentam barrar nosso acesso aos condomínios. Hoje em dia as pessoas se preocupam com a segurança e isso é justo.\r
    Mas, concordo com você que uma parte da população julga essa obrigatoriedade como uma opressão. Assim como muitos também questionam a obrigatoriedade do serviço militar e do voto. Como estou apenas na ponta do sistema, não entendo tanto de estatística demográfica para afirmar se a não-obrigatoriedade daria dados suficientes. Pelos bastidores, observei que a maioria dos países que faz o censo neste ano seguem orientações da ONU sobre metodologia e não sei se algum deles abre mão da obrigatoriedade. \r
    Eu, particularmente (vejam é opinião pessoal, não da instituição IBGE) não veria problemas em passar por uma casa, anotar o nome do morador responsável e registrar "que os moradores desta residência optaram por não participar da pesquisa". Assim, eu passaria por todas as residências, mas o Censo seria consolidado só com os optantes. Mas, meu patrão (IBGE) não dá esta alternativa e só me remunera se eu cobrir toda a região, sem "pular" nenhuma casa (embora algumas possam ser consideradas vazias/fechadas). Para ser bem sincero, meus superiores sequer me permitem levar a eles críticas construtivas sobre o Censo, apenas querem que eu visite muitas casas e seja rápido na digitação, cumprindo o edital público pelo qual fui contratado.\r
    Eu também serei recenseado e não vejo problemas numa conversa confidencial para coleta de estatísticas. Mas, respeito você, Gonçaçves, que se sente forçado por essa obrigação imposta por lei. Só espero que as pessoas, mesmo se sentindo oprimidas ou forçadas, me recebam sem "matar o mensageiro".
  • Fernando Chiocca  24/08/2010 17:44
    Charles

    Mas, para algumas temos que dar um "incentivo" que é lembrar da multa.

    Esse incentivo é o mesmo que o assaltante usa ao levantar a camisa e mostrar que tem uma arma na cintura; e você não vê problema algum nisso,pior, acha bonito ainda, a comprovação vem a seguir:

    Mas, a minoria consegue seu espaço, usando sua liberdade de expressão e sensibilizando a maioria, que por sua vez, influencia os políticos. É o caso dos deficientes físicos. Eles carecem de leis (principalmente na esfera municipal) que lhes garanta acessibilidade (melhores calçadas, por exemplo).

    O que você chama de "leis que garantam acessibilidade" não é nada mais do que apontar uma arma para proprietários e obrigá-los a fazer em suas propriedades o que os políticos mandam (ou seja, privando-os de seus diretios de propriedade, pois direito de propriedade significa o direito de determinar os rumos de sua propriedade)

    Mas, respeito você, Gonçaçves, que se sente forçado por essa obrigação imposta por lei.

    Não respeita não. E ele não "se sente forçado", ele é forçado. Fato.
    Se respeitasse o mínimo que fosse, não o obrigaria (ou não participaria voluntariamente do grupo que o obriga) a fazer aquilo que ele não quer.
    Iniciar violência contra alguém é exatamente o contrário de respeitar alguém.

    Mas, meu patrão (IBGE) não dá esta alternativa e só me remunera se eu cobrir toda a região, sem "pular" nenhuma casa (embora algumas possam ser consideradas vazias/fechadas). Para ser bem sincero, meus superiores sequer me permitem levar a eles críticas construtivas sobre o Censo, apenas querem que eu visite muitas casas e seja rápido na digitação, cumprindo o edital público pelo qual fui contratado.

    Um assassino contratado para matar alguém também não pode levar ao seu patrão reclamações e apelos pela vida da vítima, ou perderia o emprego.
    Mas aceitar um "emprego" destes vai de cada um..
  • Ricardo  10/05/2018 10:32
    Se diz que há uma lei que obrigue a falar, porque não me deixam acompanhar todas as votações de leis na câmara se há uma lei que diz que posso adentrar em qualquer órgão público?
    Vão catar coquinho
  • Luis  25/08/2010 17:28
    Charles, não quero dizer quantos banheiros têm na minha casa e nem qual a renda dos moradores para um desconhecido!

    Você garante que entre os 190 mil recenseadores não existe nenhum ladrão de domicílios?

    Claro que não garante. E não pode garantir também o que o governo irá fazer com estes dados.

    Alias, a única coisa garantida é que o governo irá usar estes dados para saber o quanto e quem ele irá assaltar, e para onde, depois de ficar com uma parcela para si próprio, irá destinar o produto do roubo.

    Você é, de fato, o informante do ladrão mor, que lhe dará as informações para que ele decida como praticar seus crimes da maneira que lhe for mais propícia.

    Eu, na qualidade de vítima, obviamente não quero colaborar com o criminoso. E acabo sendo vítima de outro crime, que é está invasão de privacidade e de propriedade chamada CENSO OBRIGATÓRIO!

    Somos tratados pior do que presos em flagrante.

    Acabei de abreçar a fé Jedi. Mas é uma pena eu não possuir um sabre de luz e nem poderes jedis.
  • Anderson  01/09/2010 11:12
    quanta ignorância, pra quem está no lado de fora de todo esse projeto é muito simples julgar e apontar os "recenceadores" como vilões.
    1°: nimguém é obrigado a abrir as portas de sua casa e receber o recenseador, apenas a declarar respostas as perguntas, por isso existe a opção de responder pela internet.
    2°: as perguntas são relativemente simples, e apenas verificam a forma como os brasileiros vivem e traçam um perfil da população, taxa de emigração, natalidade, mortalidade e etc.,além de ser garantido sigilo, e ser levado em consideração o que a pessoa se declara, vai do bom senso de cada um.
    talvez para pessoas leigas no assunto que se baseiam apenas em artigos e outros textos na internet tudo isso não passe de uma "incomodação", mais a existência do censo é a única forma de obter informações sobre o que a população se declara, além de não serem utilizados apenas em políticas públicas, mais também por instituições privadas.
    continuem caminhando nesse rumo, porque é claro, reclamar sem tomar nenhuma atitude de verdade é a melhor forma de mudar nossa realidade, não é mesmo?

  • Fernando Chiocca  01/09/2010 15:21
    Mister Anderson

    1- Mesmo quem opta por responder pela internet é obrigado a receber o recenseador. Mas a questão não é nem essa, e sim aquela que você não esconde, de que as pessoas são obrigadas a responder perguntas para o governo.

    2- Não, o censo não é a unica forma de obter informações sobre a população. Insitutições privadas fornecem os mais diferentes tipos de pesquisas para os mais variados tipos de clientes. Informações estas muito mais precisas e focadas nas demandas específicas de cada contratante. E, logicamente, responde quem quer. Não envolve a ameaça ou uso de violência, como no censo obrigatório. Por que temos que ser obrigados à fornecer informações e ainda termos que pagar pelo caríssimo recolhimento destas informações para que empresas privadas as usem de graça para obter seus lucros?
    E quanto ao segundo uso das informações, para guiar políticas públicas, este é, de fato, o mais nefasto. Isto não significa além de um guia para as ações de uma gangue de ladrões, o estado.

    Não, Mr. Anderson, não somos ignorantes de nada, você que ainda não conseguiu enxergar a realidade dos fatos. E é por saber dos propósitos deste censo (que não por acaso se utiliza de meios violentos) que não gostaria de ser submetido a esta "incomodação".

  • Joao Silva  20/10/2010 10:41
    Pois bem, apos me recusar 3 vezes a responder diante da paciente recenseadora, e receber ao menos uns 3 bilheres intimidadores de que seria queimado vivo caso nao respondesse o censo, eis que ontem a noite, quase umas 10 h, veio a recenseadora numa desesperada tentativa. Apos eu dizer que nao responderia, ser ameaçado e dizer que nao tinha medo, ouvir todos os "beneficios" que traria para minha sociedade respondendo aquele questionario, a moça resolveu apelar para o lado emocional:
    - Mas moço, se eu nao pegar suas respostas eu fico sem receber!
    de fato eu li sobre isso, se faltar uma casa, nao recebem nada. Ciente de que minha liberdade vale mais que o salario dela, respondi curto e grosso:
    - ninguem mandou tu trabalhar pro IBGE! Se eu fosse na tua casa e contar teus eletrodomesticos, banheiros, tua renda mensal... E depois ir contar tudo para um ladrão: "olha, naquela casa tem isso e isso" para que o ladrao possa roubar. Eu nao estaria errado?
    - sim, claro q sim.. mas...
    - pois é exatamente isso que a senhora esta fazendo! Contando o que eu tenho para que o ladrao barbudo possa saber o que tem pra roubar...
    Com essa ela ficou calada.. Vi que acabei com qualquer argumento que ela teria. Fiquei com pena, a pobre mulher aquela hora da noite. E pensei, vão me incomodar mais vezes, quem sabe acabamos com a dor agora... e perguntei se ela me pediria algum documento. Ela disse nao, entao eu disse:
    - Ta, me pergunta entao q eu vou responder esta merda.
    - Seu nome?
    - joao da silva
    - mora alguem com voce?
    - 10 pessoas
    - nome delas?
    - nao, me enganei, somente eu, moro sozinho!
    - tem banheiro?
    - nao, cago no mato.
    - renda?
    - desempregado.
    - pode assinar?
    - joao da silva
    - pronto.
    Moral da historia, minta! MINTA! nao participe desta afronta a liberdade. Se nao puder fugir deles, MINTA!
    Ora, precisa desta palhacada toda para saber se tem banheiro, se tem agua encanada e luz eletrica??? Como se ja nao soubessem disso!!
    Este governo é SEM VERGONHA mesmo. Mesmo que isso melhorasse 1% o saneamento, nao valeria a LIBERDADE que estamos perdendo. Boicote o censo!
    Minha religiao é JEDI!
  • Bruno  20/10/2010 11:05
    É engraçado ver essa geração "leite-com-pêra" pagando de revoltado contra o censo e depois preencher cadastros (e portanto, disponibilizando as informações) em compras on-line que, mais hora menos hora, estará na mão de toda a sorte de pessoas e empresas.

    Gostam mesmo é de viver iludidos.
  • Fernando Chiocca  20/10/2010 23:45
    Só pode ser brincaderia! Ignorar a diferença entre dar informações para uma empresa que atua sobre bases voluntárias e compramos seus produtos ou serviços se quisermos; e ser obrgado a dar informações para uma intituição que usa a coerção e impõe suas ordens sobre os outros, extorquindo ao seu bel prazer seus súditos!(e é exatametne por isso que recolhem informações)

    Melhor começar a filtrar minimamente os comentários aqui, pois voltamos ao mobral.
  • Luis Almeida  20/10/2010 12:23
    E o que essas empresas poderão fazer de totalitário com informações cadastrais? Confio muito mais em dar meu cartão de crédito para o Mercado Livre do que dizer ao governo meu salário.

    Mas se você pensa o contrário, vai fundo. Apenas não obrigue ninguém a compactuar com sua tirania - da mesma forma que ninguém te obriga a comprar no Mercado Livre ou a preencher cadastros online.

    Eu, por exemplo, tenho a opção de não ser cadastrado pelo Censo? E você, tem a opção de não se cadastrar no Mercado Livre?

    Consegue perceber a diferença?
  • joao silva  20/10/2010 16:22
    O Luiz Almeida foi direto ao ponto.
  • Arthur Portella  10/05/2011 18:28
    hahahahahaha
    Ele parece o Obi Wan
  • Daniel M.  30/11/2011 10:46
    Para aqueles que eventualmente acharam este texto um tanto exagerado, aqui vai o novo "produto" que o IBGE acaba de oferecer ao público:

    Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos auxiliará na produção de pesquisas domiciliares
    www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2028&id_pagina=1

    "O Cadastro é uma listagem que contém, apenas, os endereços (nome do logradouro, número, complemento e coordenadas nos setores rurais), sem qualquer informação econômica ou social correspondente àquele endereço. O produto foi desenvolvido respeitando-se o princípio internacional da confidencialidade, segundo o qual 'os dados individuais coletados pelos órgãos de estatística para elaboração de estatísticas, sejam referentes a pessoas físicas ou jurídicas, devem ser estritamente confidenciais e utilizados exclusivamente para fins estatísticos.'"

    Acreditem se quiserem. Será o IBGE tem o mesmo padrão de segurança de dados que a Receita Federal???

    Além de saberem TUDO sobre sua família, sua renda, seus bens, agora eles têm até a latitude e a longitude de sua residência. Isso é um absurdo inominável. O governo reduziu a pó a liberdade e a privacidade individual. Se no Brasil houvesse um mínimo de respeito pelos direitos individuais, haveria uma avalanche de processos judiciais contra o IBGE. Mas não vai acontecer nada.
  • Emerson Luis, um Psicologo  18/07/2014 20:09

    É compreensível o receio de responder o censo.

    * * *


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