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A década dourada

Com o ouro hoje flutuando ao redor de US$ 1.200 a onça e com os "especialistas" dizendo que o ouro está passando por uma bolha, é importante que os investidores se lembrem de que há apenas uma década o cenário era bastante diferente.  No ano 2000, o ouro apresentou uma média anual, nada impressionante, de US$ 279 a onça — a menor cotação em duas décadas.  Naquela época, a maioria dos analistas pensava que, como metal monetário, o ouro estava acabado.  Eles diziam que seu preço jamais iria se recuperar e que somente desequilibrados com capacetes de aço iriam investir no metal.  Eu fui um dos poucos comentaristas financeiros a dizer publicamente que o ouro não apenas era viável, como também apresentaria uma trajetória ascendente no longo prazo.

Com o benefício da visão retrospectiva, podemos todos hoje ver que o consenso estava errado.  O ouro apresentou um desempenho extraordinário quando comparado ao Dow Jones, à NASDAQ e ao mercado imobiliário americano.  O motivo pelo qual eu pude confiantemente prever esse resultado é porque sempre ignoro as 'certezas' advindas do mercado financeiro, principalmente aquelas determinadas pelo consenso de Wall Street.  Ao invés disso, estudo as tendências fundamentais.

Os anos 2000 - O grande século americano?

Dez anos atrás, os Estados Unidos eram os maiores consumidores mundiais de energia, os preços dos imóveis estavam, em âmbito nacional, se apreciando constantemente, o governo apresentava um superávit orçamentário e havia um consenso predominante de que o mundo havia entrado em um período de Pax Americana — estabilidade trazida pela permanente predominância americana.

No cenário internacional, o ouro estava apenas surgindo, nenhum país ocidental poderia sequer imaginar qualquer perspectiva de calote, e BRICs ainda não era um acrônimo, mas apenas material de se construir casas [em inglês, brick = tijolo].  Essas circunstâncias traziam uma tendência extremamente baixista para o ouro, especialmente quando se considera que o dólar estava, naquela época, bastante valorizado — como havia muitos anos não se via — em relação às outras principais moedas mundiais.

Mas eu corretamente percebi que esse grande mosaico iria se desfazer rapidamente.

A tartaruga e a lebre

No final da década de 1970, a China começou a se mover em direção a uma economia de mercado.  Nas décadas seguintes, a economia chinesa cresceu exponencialmente, consequência do fato de mais de um bilhão de pessoas terem ganhado a liberdade econômica de competir na economia mundial.  Enquanto outros ainda estavam presos àquela mentalidade da Guerra Fria, EUA versus URSS, em que o colapso soviético garantiu o perpétuo domínio americano, eu estava prestando atenção a esse trem de carga chinês, que já se aproximava de nós a uma velocidade extremamente espantosa.

Eu percebi que, enquanto todo o Terceiro Mundo estava adotando o capitalismo, o Ocidente estava adotando políticas sociais cada vez mais pródigas, e seus governos se endividavam crescentemente e recorriam à inflação da oferta monetária para pagar por tudo isso.  As economias em desenvolvimento estavam comprando vários desses dólares recém-impressos, o que fazia com que sua cotação se mantivesse em níveis enganosamente altos.  Porém, todas as ações têm consequências, e eu sabia que essa inflação voltaria para assombrar a economia americana.

Ademais, toda essa impressão de dinheiro estava criando maciças distorções na economia doméstica — primeiro a bolha das empresas pontocom, depois a bolha imobiliária, seguida da bolha do mercado financeiro até a atual bolha dos títulos do governo americano.

2010 - O grande colapso americano

Atualmente, a China é o maior consumidor mundial de energia, os preços dos imóveis americanos estão nos níveis mais baixos de uma geração, Washington está incorrendo em déficits que chegam à casa dos trilhões (uma ordem de magnitude que era imaginada apenas em tons sarcásticos em 2000), e os EUA estão suspendendo seus exercícios militares por temor de estarem perturbando do governo chinês.

Desde 2000, o euro se tornou a alternativa imediata para uma moeda de reserva mundial, a economia da Islândia derreteu, a Grécia conseguiu evitar esse destino unicamente pela benevolência de seus vizinhos, e os investidores americanos mais espertos voltaram-se para os BRICs para neles investir, aumentar e preservar seu capital.

Essa transformação da economia global, e a turbulência que a acompanha, gerou uma tendência altista para o ouro.  Atualmente temos visto o metal amarelo atingir altas nominais recordes, silenciando momentaneamente aqueles até então ferozes críticos desse investimento — os quais, logo em seguida, voltaram a rugir, desta vez dizendo que há uma bolha no mercado de ouro.

Bolha ou alta sustentável?

Como resposta, vou retornar à única estratégia que importa para investidores de longo prazo: analisar os fundamentos.  E a verdade é que as tendências fundamentais não se alteraram.

O governo americano continua acrescentando novos gastos no orçamento (saúde pública, crédito tributário para compradores de imóveis, ampliação do seguro-desemprego) e novas regulamentações (tributação de pequenas transações, impostos sobre bancos, limites às taxas cobradas por cartões de crédito), solapando a competitividade americana e empurrando o país para um endividamento ainda maior.  Embora o euro tenha crescido um tanto, ele ainda é muito novo e muito problemático para substituir o dólar como reserva mundial.  O governo chinês vem mantendo uma contraproducente âncora cambial entre o dólar e o yuan, a qual está apenas começando a ser relaxada.  Esse processo teria de já estar completado para que a moeda chinesa pudesse ganhar o status de moeda de reserva mundial.

Em suma, o dólar está mais perto do que nunca do colapso, e não há nenhuma outra moeda nacional pronta para assumir seu lugar.  Creio que o mundo poderá brevemente descobrir que não há melhor alternativa do que o dinheiro já comprovado pela história — o ouro.

Alguns de vocês podem já estar familiarizados com esses argumentos, e dizer que eles são antiquados.  Os mesmos analistas de Wall Street que não viram a bolha das empresas pontocom e a bolha imobiliária estão agora alertando que o ouro já chegou ao seu ápice e está bastante sobrevalorizado.  Entretanto, eles estavam utilizando esses mesmos argumentos ainda em 2006, quando o ouro ainda estava em US$ 600 a onça.

Enquanto isso, em abril daquele ano, escrevi um comentário com algumas observações pessoais: nenhuma das minhas ações de mineradoras tinha sofrido algum desdobramento (split), aqueles que investiam em metais preciosos não estavam ricos como os magnatas do setor imobiliário ou os milionários das empresas pontocom, e o setor da minha empresa responsável pelos investimentos em ouro tinha apenas um empregado.  Falava-se apenas em imóveis; ouro nunca era mencionado.  Motoristas de táxi não estavam dando dicas quentes sobre como investir em ouro.  Com efeito, nove de cada dez pessoas nas ruas eram incapazes de dizer o preço vigente do ouro dentro de uma margem de erro de US$ 200!  E esse ainda é o caso hoje.

Um apetite saudável por ouro

Uma década após o ouro ter começado sua atual corrida ascendente, ainda estamos na metade do seu pico histórico, quando ajustado pela inflação.  A subida tem sido lenta e ordenada, com o preço consolidado nos últimos três meses ao redor de US$ 1.200 a onça.  Mergulhos como a recente queda para baixo de US$ 1.160 foram corretamente identificados como oportunidades de barganha para compra.

Não obstante uma longa ascensão sem nenhum grande reverso, os aurofóbicos em Wall Street ainda se recusam a ver o ouro como um bom investimento; porém, eles estavam errados quanto aos fundamentos em 2000, e os fundamentos não se alteraram.  À medida que o mundo se aproxima do colapso do dólar americano, os preços do ouro só têm uma direção a seguir: para cima.

Continuo recomendando a investidores que mantenham de 5 a 10% de sua riqueza em metais preciosos (fisicamente, e não apenas em papeis que os representem).  À parte a probabilidade de que ouro e prata irão subir de preço, metais preciosos oferecem benefícios atemporais, tais como privacidade financeira, eliminação de riscos de terceiros (se você os armazenar por conta própria), além de proteção contra confiscos do governo, contra onerosas regulamentações de valores mobiliários e contra alíquotas tributárias punitivas. 


autor

Peter Schiff

é o presidente da Euro Pacific Capital e autor dos livros The Little Book of Bull Moves in Bear Markets, Crash Proof: How to Profit from the Coming Economic Collapse e How an Economy Grows and Why It Crashes.  Ficou famoso por ter previsto com grande acurácia o atual cataclisma econômico.  Veja o vídeo.  Veja também sua palestra definitiva sobre a crise americana -- com legendas em português.



  • anônimo  10/08/2010 11:34
    Leandro,

    Bastante interessante o artigo. Gostaria de saber se o Real também está seguindo esse mesmo caminho que o dólar e caso afirmativo, como se pode investir em ouro aqui no Brasil, tenho lido vários artigos que falam sobre o colapso das atuais moedas e que o ouro seria uma boa opção para preservar o poder de compra das economias de um indivíduo, mas ninguém mostra como se pode investir em ouro por aqui.
  • Angelo Noel  10/08/2010 15:16
    Bacana o artigo.
    Mas ainda fiquei na dúvida quanto a possibilidade da volta desse padrão ouro como lastro para a economia... Schiff acredita que brevemente poderá ocorrer uma "redescoberta" do padrão, mas as chances são realmente eminentes ou a curto prazo, ainda é um indício remoto?
    Abraços!
  • Bruno  10/08/2010 16:54
    Caro Leandro\r
    \r
    Se puder ajudar gostaria de saber tambem onde posso comprar ouro fisico neste país. Até hoje so encontrei locais que vendem "certificados".\r
    \r
    obrigado
  • Leandro  10/08/2010 19:45
    Prezados, sobre como comprar ouro, há duas maneiras.

    Bolsa

    Um dos locais onde se pode comprar ouro é na bolsa de valores. Para isso, a primeira medida é abrir uma conta em uma corretora de valores. Uma vez cadastrado, o investidor requisita a compra do metal por meio da corretora. Na BM&F, os contratos são negociados em lotes-padrão de 250 gramas de ouro. Não é possível comprar, por exemplo, 100 gramas de ouro. O aplicador só pode adquirir lotes inteiros - um lote (250 gramas), dois lotes (500 gramas), e assim por diante.

    Hoje (10/08/2010), com o preço do ouro na casa de R$ 69/g, um lote padrão de 250 gramas sairia por mais R$ 17 mil.

    Depois da compra, o investidor tem duas opções. A primeira é deixar o ouro guardado na bolsa ou em algum banco cadastrado pela bolsa para tanto. Quem guarda o ouro é chamado de custodiante, e cobra uma taxa por isso (custódia + seguro). Isso custa de 7 a 10 reais por lote-padrão. A outra opção é receber fisicamente o ouro - isto é, literalmente pegar as barras. Nesse caso, o principal inconveniente é a segurança.

    Outro custo envolvido na compra de ouro é o pagamento pelos serviços da corretora. Ao dar a ordem de compra, é preciso desembolsar de 0,5% a 0,8% do valor total envolvido na transação, em média.

    Balcão

    Outra opção é comprar o ouro no mercado de balcão.

    Para quem não tem muito dinheiro para comprar ouro, a alternativa é aplicar no chamado mercado de balcão. Nesse mercado, é possível investir em qualquer quantidade de ouro - até mesmo em um grama. Esse mercado é formado por corretoras especializadas em negociar ouro. Pelas regras do Banco Central, para evitar lavagem de dinheiro, só é possível comprar até 10.000 reais em dinheiro. Acima disso, somente por depósito bancário.

    Comprar ouro no balcão é como comprar dólar na casa de câmbio: não há uma taxa de corretagem. O lucro da corretora vem da diferença entre o preço que ela paga pelo metal e aquele pelo qual o revende ao investidor. A desvantagem nessa operação é que, geralmente, o ouro comprado no balcão é entregue na hora ao comprador. Aí surge o risco de assaltos. Para compensar o risco, é recomendável fazer um seguro do ouro, além de alugar um cofre no banco.

    Para vender o ouro comprado no mercado de balcão, terá de transportá-lo novamente até a corretora especializada. O pagamento é feito à vista.


    Fonte: portalexame.abril.com.br/financas/m0168768.html
  • Bruno  11/08/2010 14:18
    Leandro\r
    \r
    Voce conhece alguma empresa que atue nacionalmente e venda ouro em balcão?\r
    \r
    Abraço
  • Jose da Silva  11/08/2010 15:54
    Particularmente, prefiro moedas de ouro ao invés de barras por vários motivos.

    Primeiramente, por segurança. Moedas não podem ser torneadas ou afinadas sem que se perceba. Seria muito difícil falsea-las com tungstênio também.

    Segundo, por se tratar de moeda estrangeira, ao cruzar fronteiras estão isentas de taxação e seu valor não é do ouro que as compõe, mas do valor de face.

    Finalmente, não podem ser confiscadas normalmente, já que moeda estrangeira é propriedade do país emissor, portanto atos contra ela podem não ser tão simples diplomaticamente.

    Por isso, residindo no exterior, sou fã de Canadian Maple e Austrian Philharmonic de 1 onca. Não gosto de Gold Eagle americanas ou de Krugerrand sul-africanos, pois estas são de 20 quilates e não de 24 quilates como aquelas, portanto exigindo mais mão-de-obra para serem derretidas e consequente comissão maior.

    Mas, pergunto, por que não se conseguem comprar tais moedas no Brasil, falta de distribuidor ou impecílio legal?

    Continue com o bom trabalho.
  • LUIZ OLIVEIRA  11/08/2010 18:10
    Para os interessados em comprar ouro em barra de diversos tamanhos , inclusive de 1 g, ver www.ourominas.com/

    José da Silva, uma pergunta: estando no Brasil, é possível comprar as moedas de ouro que você menciona?

    Saudações
  • LUIZ OLIVEIRA  12/08/2010 10:28
    O ouro se valoriu 277% na última década: Um artigo interessante sobre a nova corrida do ouro: neithercorp.us/npress/?p=579\r
    \r
    \r
    \r
    Saudações
  • LUIZ OLIVEIRA  12/08/2010 11:09
    Leandro, gostaria de lhe fazer uma pergunta: vamos supor que os EUA, diante de uma situação de insolvência, dêem um calote em sua dívida. Considerando que a quase totalidade de nossas tão propaladas reservas em dólar são lastreadas em dólar, como ficaríamos em nossa posição de credores junto ao Tesouro dos EUA? Ficaríamos com um mico na mão? Pergunto isso porque considero uma temeridade que o nosso governo concentre a quase totalidade de nossas reservas tendo como lastro o dólar, que não se sabe até quando se conservará como principal moeda. Países desenvolvidos, como os próprios EUA, tem a maior parte de suas reservas lastreadas em ouro (72%). O mesmo pode ser dito da Alemanha (68%), Itália (67%) e França (65%). E quanto a nós? Bem, em nosso caso, o nosso sábio Banco Central não deve considerar importante ter reservas lastreadas em ouro, ora essa, para quê? Afinal, o ouro é apenas um metal amarelo reluzente... Por isso, temos apenas 33,6 de toneladas de ouro nos cofres do BC, ou apenas 0,5% de nossas reservas, muito menos do que Portugal (ora pois, pois... terá sido o nosso ouro que foi levado para lá na época da colônia?) com 382,5 toneladas de ouro (82,5% das reservas; Venezuela com 363,9 toneladas(47,6% das reservas) - será por isso que o companheiro Chávez é tão arrogante?). Temos muito menos ouro como lastro de reservas cambiais do que Argentina, com 54,7 toneladas (4,3% das reservas) e Peru, com 34,7 toneladas (3,7% das reservas). Por que esse descaso do Banco Central brasileiro em ter o ouro como lastro de nossas reservas, diferentemente do que faz a Rússia, por exemplo, que mantém uma política sistemática de compra de ouro para reservas? (entre março de 2008 e junho deste ano, as reservas deste país aumentaram de 450 t para 668 t, um aumento de quase 50% em pouco mais de dois anos)\r
    \r
    \r
    Grato pela atenção\r
    \r
    Saudações\r
    Luiz Oliveira
  • LUIZ OLIVEIRA  12/08/2010 11:11
    Esqueci de citar a fonte de onde retirei os dados sobre as reservas em ouro dos países que mencionei: www.research.gold.org/reserve_asset/\r
    \r
    Saudações
  • LUIZ OLIVEIRA  12/08/2010 11:15
    "Considerando que a quase totalidade de nossas tão propaladas reservas em dólar são lastreadas em dólar"\r
    \r
    Na verdade, eu quis dizer RESERVAS EM DÓLAR SÃO LASTREADAS EM TÍTULOS DO TESOURO NORTE-AMERICANO.\r
  • Jose da Silva  12/08/2010 11:17
    Luiz,

    Daí minha pergunta, por que só vejo ouro em barra a venda no Brasil e não moedas, é por consequência de alguma lei ou o quê?

    Nos EUA há várias maneiras de se comprarem moedas de ouro, como tinyurl.com/63cbf9 . E não é só coisa americana, pois quando a crise grega estava explodindo, tais lojas virtuais estavam restringindo vendas de moedas de ouro apenas para a Europa devido à grande procura pelos europeus.

    Digo uma coisa, segurar uma moeda pesando uma onça de ouro dá a sensação de se ter dinheiro de verdade pela primeira vez em minha mão. Digamos que seja dinheiro "em peso".
  • Cristiano  12/08/2010 11:53
    * apenas p/ corrigir o Leandro, na BMF temos contratos que representam, além das 250 gramas (OZ1d), os de 10 gramas (OZ2d) e 0,225 gramas (OZ3d)
  • LUIZ OLIVEIRA  12/08/2010 12:00
    José, esse endereço que você mencionou, não estou conseguindo acessar. É nele onde se pode comprar as moedas de que você falou? No Brasil, o Banco do Brasil vende moedas de ouro comemorativas. Ver https://moedas.bb.com.br/inicio-apresentacao.vpc\r
    \r
    Mas não creio que sejam moedas em ouro 24K. No máximo 20K. Ou mesmo 18K. \r
    \r
    \r
  • LUIZ OLIVEIRA  12/08/2010 12:05
    Sobre a compra de derivativos de ouro ou da manutenção de certificados de compra de ouro, não vejo isso como recomendável. O mais adequado é a posse física do ouro. Depois do confisco da poupança por Collor, não vejo como sendo seguro manter hipotéticos pedaços de papel que dizem que temos aquele ouro. Ver o artigo em neithercorp.us/npress/?p=579 \r
  • Jose da Silva  12/08/2010 15:11
    Luiz,

    Procure por Kitco, Monex, Apmex, etc, todas lojas virtuais de ouro e outros metais preciosos, em barra ou moeda. Lojas semelhantes existem na Europa tambem, segundo meu parentes que la residem.

    Essas moedas tem apenas 8g e das quais 90% ouro, ou seja, cada grama de ouro custa R$92. Ou seja, uma comissao de 25% sobre o preco de mercado de R$72/g. Por isso prefiro moedas com 1 onca (31g), porque o custo da cunhagem e tipicamente de 5%, nao muito mais que os 2 ou 3% que se cobram pelo custo da fundicao fabricando barras de ouro. No entanto, entendo que a seguranca superior provida por moedas sobre barras valem a diferenca.

    Acredito tambem que ha outro problema com moedas de ouro brasileiras: por serem moeda corrente, elas nao poder ser derretidas, ja que a lei proibe a destruicao de dinheiro. Sem falar que, se estou comprando ouro, e nao compraria se nao pudesse segurar a reliquia barbara na mao, a ultima coisa que iria querer e fornecer meu CPF para o BB.
  • LUIZ OLIVEIRA  13/08/2010 17:39
    José da Silva : grato pelas informações. Só mais uma pergunta: quando compramos moedas de ouro do exterior, pagamos imposto no recebimento das mesmas como qualquer mercadoria certo? (ah, os impostos...sempre nos metem a mão...)


    Saudações
  • Jose da Silva  15/08/2010 16:48
    Luiz,

    Eu nao sei mesmo. Eu resido no exterior, mas, ao contrario de outras mercadorias, nao se paga impsoto de valor agregado sobre moedas de ouro. Menciono isto como fato, nao por conhecer alguma lei especifica a respeito. No entanto, como disse antes, isto me leva a crer que seja pratica comum se considerarem moedas de ouro dinheiro, nao mercadoria, portanto isentas de imposto.

    Sei que americanods compram moedas de ouro mexicanas em ao cruzar a fronteira de volta, as declaram como dinheiro em especie e cujo valor das moedas e considerado por seu valor facial, nao pelo seu conteudo em ouro.

    Em suma, desconheco como seria tratada no Brasil a compra de tais moedas de ouro. Melhor se informar antes.

    Boa sorte.
  • Felipe  16/08/2010 14:46
    Quanto aos contratos da BM&F, acho que dá pra ter um pouco investido neles além do ouro físico. Não sou economista, mas tenho o raciocínio de que o valor do ouro se elevará bastante ao passo que a crise se agrava e uma manobra do governo em confiscar esses papéis poderá ser prevista. Nesse momento, tomaria posse física do metal ou venderia os papéis para investir em ativos como imóveis que terão o preço voltando ao patamar real (face provável estouro da bolha imobiliária). Tudo depende do andar da carruagem. Claro que é arriscado investir em papéis, mas acho que vale o risco.
  • Marcelo  25/10/2010 20:25
    Vocês acham que este é um bom momento para comprar ouro? \r
    \r
    Estou pensando em comprar, acreditando que os EUA vão entrar em depressão.
  • Emerson Luis, um Psicologo  16/07/2014 18:02

    Sem o padrão ouro, o valor das moedas depende da confiabilidade de políticos.

    * * *


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