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A deflação de preços e o horror das TVs mais baratas
Ignore os "especialistas". Quedas de preços empoderam os consumidores

Por quase um século, o estado e seus aliados doutrinaram gerações de jovens universitários a acreditar que preços caindo eram um problema para a sociedade.

O que parecia uma tarefa difícil, dado o absurdo da alegação, de fato acabou ganhando tração, de modo que esta conveniente mentira serviu para justificar décadas de roubo, com a transferência de poder de compra dos mais pobres para alta elite financeira e intelectual que propagaram está mentira. Sendo assim, é fácil ver seu apelo.

Como Upton Sinclar dizia, "É difícil conseguir que uma pessoa entenda algo, quando seu salário depende inteiramente de ela não entender aquilo".

Para aqueles que regularmente acompanham este site, o presente artigo não traz nada de novo. Os fatos e conceitos que aqui serão apresentados são tão óbvios e autoevidentes, que seria de se imaginar que não precisariam de maiores explicações. E, no entanto, décadas de políticas públicas e doutrinação provam o contrário. Por isso, este artigo utilizará o exemplo concreto de televisores para mostrar que preços em queda não levam ao desastre. Ao contrário: preços em queda enriquecem a todos: tanto os consumidores quanto os produtores (ao menos, os mais eficientes). É o estado, mergulhado em dívidas, que teme a deflação.

Comecemos deixando que a CBS News apresente todo o cerne do argumento pró-inflação: 

Se você está pensando em comprar um carro novo e acredita que o preços serão menores daqui a 6 meses, por que não esperar? Assim, preços em queda postergam o consumo do presente para o futuro, já que os consumidores irão preferir esperar a queda de preços. E isso causará uma queda na demanda por carros, a qual irá deprimir ainda mais a economia, levando a mais quedas de preços, e a mais quedas nos gastos em consumo — gerando uma espiral descendente rumo à recessão.

"Por que não esperar?", pergunta a CBS News. Bem, talvez porque você precise de um carro para chegar ao trabalho amanhã, e trocar toda a transmissão do seu carro atual custa mais do que seu carro vale. 

Mas podemos ir ainda mais adiante.

As pessoas deixariam de comer agora devido ao preço em queda dos alimentos? Você deixaria de almoçar hoje, e almoçaria apenas no próximo ano, já que o preço da comida estará mais barato?

As pessoas deixariam de andar de carro hoje porque o preço dos combustíveis estará menor no próximo ano?

As pessoas deixariam de utilizar microondas, aquecedor, ar-condicionado, fogão elétrico, geladeira e mesmo energia elétrica como um todo porque o preço da eletricidade será menor no próximo ano?

As pessoas deixariam de pagar escolas para seus filhos hoje porque o preço da mensalidade (e do lápis, do papel, do caderno, do apontador e afins) estará mais barato no próximo ano?

As pessoas deixariam de ter TV a cabo e demais serviços de streaming porque o preço será menor no próximo ano?

As pessoas deixariam de tomar banho hoje porque o preço do saneamento será menor no próximo ano?

As pessoas deixariam de comprar remédios hoje (caso fiquem doentes) porque o preço dos medicamentos estará mais barato no próximo ano?

As pessoas deixariam de contratar plano de saúde, seguro para o carro ou mesmo seguro para a casa porque os prêmios destes serviços estarão mais baratos no próximo ano?

As pessoas deixariam de contratar alguém para consertar um móvel quebrado, um computador pifado, um problema no encanamento ou uma diarista para fazer faxina hoje porque o preço da mão-de-obra estará mais barato no próximo ano?

As pessoas deixariam de viajar de ônibus, avião, trem ou navio hoje porque o preço das passagens estará mais barato no próximo ano?

As pessoas deixariam de comprar roupas hoje porque os preços delas estarão menores no próximo ano?

As pessoas deixariam de fazer absolutamente qualquer curso profissionalizante hoje apenas porque as mensalidades serão menores no próximo ano?

É difícil de imaginar pessoas normais se fazendo perguntas absurdas com essas. Mas, para realmente ganhar a discussão, temos que considerar artigos de luxo. Como aparelhos de televisão. 

Os preços só caíram, e o consumo só aumentou

Em um mundo de preços em queda, por que não esperar eternamente para se comprar uma TV? Para começar, se fosse assim, nós nunca teríamos uma TV. De maneira mais generalizada, os indivíduos efetuariam um cálculo econômico. Eles comparariam o benefício de se ter uma TV agora em relação à poupança que conseguiriam caso esperassem mais um ano. 

O gráfico abaixo mostra o índice do preço de TVs de 1950 a 2021 nos Estados Unidos. Durante esse período, o preço de uma TV caiu incríveis 99 porcento. Desde 2000, a queda de preços foi especialmente acentuada.

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Gráfico: evolução do índice nominal de preços de uma televisão média nos EUA. Fonte: Bureau of Labor Statistics

Em vez de causar uma espiral descendente nos gastos em consumo, o número de casas com TVs continuou a crescer cada vez mais, batendo recordes sucessivos.

Supresa zero para qualquer indivíduo com um mínimo de bom senso sobre economia.

Entretanto, a propaganda pró-inflação de fato contém algumas verdades. As melhores mentiras costumam ter. O consumo certamente seria maior em um regime inflacionário comparado a um deflacionário. Trata-se de uma reação natural: as pessoas irão tentar proteger seu patrimônio, antecipando-se à destruição dele. 

Olhe para qualquer caso de hiperinflação e você verá esse comportamento de forma extrema. Durante estes períodos, é racional sair comprando bens físicos o mais rapidamente possível, antes que seus preços disparem e se tornem maior do que a sua renda. A população — exatamente por já estar vivenciando uma subida rápida e diária dos preços — passa a esperar que os preços futuros irão subir a taxas ainda mais aceleradas. Se a inflação do mês passado foi de 100%, ela espera que a deste mês será de 150%. E a do mês seguinte, de 200%. E assim por diante.

Neste ponto, a demanda por dinheiro — ou seja, o desejo das pessoas de portar dinheiro — desaba. Ninguém quer manter consigo algo que amanhã já não terá nenhum poder de compra. Ato contínuo, as pessoas freneticamente tentam trocar todo e qualquer dinheiro por bens o mais rapidamente possível. Todos querem prontamente se livrar do dinheiro que recebem, trocando-o por produtos que ao menos tenham algum valor.

Ao mesmo tempo, praticamente ninguém aceita abrir mão de bens — principalmente alimentos e outros produtos essenciais — em troca de uma moeda sem poder de compra nenhum.

Ou seja, de um lado, as pessoas querem se livrar rapidamente do dinheiro em troca de bens. De outro, quem tem bens não quer receber esse dinheiro que não vale nada — a menos que cobre um enorme ágio por isso. Daí os preços sobem ainda mais.

Porém, quando as pessoas enfrentam apenas uma deflação "modesta", o consumo também é estimulado, mas em um grau menor. No entanto, de nenhuma maneira essa relação implica uma espiral descendente mortal. Muito pelo contrário: um deflação modesta implica uma modesta propensão para se poupar em vez de consumir. Isso é algo que deveríamos estimular. Mas daí a imaginar que haverá um ciclo perpétuo de consumo zero é algo que encontra respaldo apenas no alarmismo de economistas keynesianos.

Em um mercado livre, os preços tendem a cair por causa dos ganhos em produtividade, consequência da acumulação de capital. Um trator, por exemplo, pode substituir o trabalho manual de vários homens, e a abundância resultante leva a menores preços

Nos últimos 70 anos, empreendedores desenvolveram métodos de uso intensivo de capital para produzir cada vez mais e melhores TVs por cada vez menos. Isso resultou em mais TVs compradas e uma maior qualidade de vida ao cidadão médio. Isso tudo apesar de milhares de teses de doutorado dizendo o contrário, no mesmo período.

Por que, então, a mentira? Dadas duas visões antagônicas do mundo, o estado e seus prosélitos sempre irão promover aquela que irá aumentar seu poder de confiscar riqueza de seus cidadãos. Vista desta forma, a escolha entre deflação e inflação fica muito simples. Enquanto a deflação concede poder ao cidadão ao permitir que suas modestas economias comprem mais bens ao longo do tempo, a inflação concede poder ao estado ao permitir que ele imprima mais dinheiro e reduza o tamanho de sua enorme dívida em termos reais. 

Não deveria ser surpresa que instituições mantidas pelo estado preguem as virtudes da inflação. Assim como também não deveria nos surpreender que os bancos e grandes empresas mais bem relacionadas ao estado, aqueles que estão mais "perto da torneira do dinheiro", cantem louvores à inflação nos meios de comunicação por eles financiados

Não apenas eles são os primeiros a usufruírem o dinheiro recém-impresso, como também a inflação estimula o cidadão médio a comprar suas ações, seus fundos de investimento e suas debêntures para protegerem seu patrimônio. Tudo isso aumenta o preço destes ativos, o que enriquece seus líderes corporativos.

Para concluir

Não há nenhuma "grande conspiração" empurrando políticas inflacionárias. Se houvesse, poderíamos ir às suas raizes e destruí-la. 

O que existe, isto sim, é o comportamento que emerge de vários agentes do estado e adjacentes, cada um buscando maximizar seu poder, riqueza e prestígio. 

A única maneira de postergar a inexorável perda de valor do dinheiro — e, consequentemente, da civilização — é tornar as pessoas cientes do roubo e agitá-las o suficiente para lutar contra. Mas mesmo isso pode apenas atrasar o inevitável. 

Somente uma separação completa entre estado e dinheiro pode nos salvar. O eleitor médio pode não ter uma graduação em Ciências Econômicas, mas ele entende bem o que é o aumento no preço da comida e da conta de luz. Devemos deixar claros a eles que os objetivos declarados das elites intelectuais e financeiras, bem como do cartel bancário, são exatamente o contínuo aumento dos preços

E TVs nos dão um exemplo simples para se opor à propaganda de que preços em queda seriam "efetivamente" ruins para todos nós.



autor

Kyle Ward
é um cientista de dados com formação em engenharia e estatística. Ele utiliza seu aprendizado com computação de alta performance e econometria para ajudar em decisões de transporte e distribuição.

  • Vinícius  15/08/2022 20:14
    E vale ressaltar: vários dos ganhos de produtividade ainda assim são roubados pela moeda fiduciária. Quão mais baratos seriam os produtos não houvesse inflação da oferta monetária?
  • Leitor Antigo  15/08/2022 20:18
  • Yuri  15/08/2022 20:18
    Semana passada a mídia ficou histérica com o IPCA negativo. Como assim, coisas barateando no governo do Bozo? A quantidade de pérolas que soltaram foi hilária.

    Eis uma:

    O que é deflação? Entenda por que a queda dos preços pode ser preocupante

    (...)

    No momento atual da economia brasileira, a deflação é bem-vinda, pois dá um alívio para os consumidores, melhora o poder de compra e estimula o consumo.

    A inflação negativa pode ser um risco apenas se ela for muito duradoura, por um ano inteiro, por exemplo. Aí provoca efeito contrário.

    As indústrias podem parar de produzir porque o preço de venda não é o que elas desejam. Isso causa desemprego (por causa da redução de produção) e a economia vai parando.

    Isso poderia virar um ciclo vicioso. Com mais demissões, o consumo se reduz mais ainda, e as indústrias acabam cortando a produção de novo. É um efeito dominó.

    O ideal é ter uma inflação baixa, razoavelmente estável, mas positiva. Esse número mágico seria na casa dos 2% a 3% ao ano.

    (...)

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2022/08/09/o-que-e-deflacao-entenda-por-que-a-queda-dos-precos-pode-ser-preocupante.htm
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  15/08/2022 21:46
    Passando hoje em uma banca de jornal, deparo com a Istoé Dinheiro(alguém lê ainda?)desta semana cuja capa denuncia os males da atual selic alta no Brasil. "Desemprego", "desinvestimentos", "baixo crescimento" eram estampados abaixo do título. Só não lembro de terem dito por qual motivo a economia não voou quando estava em dois porcento.
  • Carlos  15/08/2022 22:19
    A IstoÉ trocou toda a sua equipe editorial há uns três anos. Ficou pior que a Carta Capital.
  • Carlos Lima  16/08/2022 17:13
    E.lei.tor
    (jumentus braziliensis)
    Adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros
    1. [Zootecnia] Animal quadrúpede que desenvolveu a capacidade de andar sobre as duas patas traseiras; abundante no brazíu, tem cpf, título de eleitor, costuma usar roupas humanas, é perfeito(?), e quando se olha no espelho, vê Deus;
    2. Sub-raça humana habitante de grande país da américa do sul, comprovadamente a mais burra do planeta, segundo levantamento mundial publicado; ferrenho defensor da democracia, algo que nunca existiu no mundo (nem na Grécia);
    3. Infeliz que se submete às ordens de exploradores, fazendo papel de palhaço numa fila de votação, a cada 2 anos, pra entregar, a quem o depena sem dó, um cheque seu, assinado em branco; pensa que voto é arma poderosa (kkkkk...);
    4. Aquele que, incapaz de entender o que seja causa e efeito, defende posições conflitantes (duplipensar), e periodicamente garante o rodízio dos políticos (grupo que reúne o que existe de pior neste país), enriquecendo-os com os impostos que eles o obrigam a pagar, sob pena de confisco, perseguição, sequestro, prisão, violência e morte;
    5. Corresponsável pelo caos no país, cúmplice dos mentirosos que elege, grande consumidor de mentiras, defensor de um livro que nunca leu, repleto de aberrações, e permanentemente reescrito por indivíduos de reputação duvidosa.
    Sinônimos: domesticado, contraditório, alienado, abestalhado, omisso, ignorante de carteirinha;
    Sentido figurado: burro, jumento, quadrúpede, comedor de capim, papagaio (repete o que escuta), gravador (idem).
    (CMedeiros ANCAP, Libertário)
  • Batista  15/08/2022 20:23
    Qualquer cidadão comum, qualquer dona de casa entende perfeitamente que preços em queda geram prosperidade para todos. Não é necessário ser nenhum especialista para entender que empresas ganham com a diferença entre gastos e receitas, e não com o nível de preços.

    Se o preços de venda estão caindo, mas os custos também o estão, então segue o jogo e tudo certo. Os eficientes irão prosperar, e os consumidores irão enriquecer.

    É necessário um alto nível de desonestidade intelectual para dizer que o bom são preços continuamente em alta.
  • anônimo  15/08/2022 20:30
    O verdadeiro problema econômico é o povo "aprender" economia através da grande mídia e das instituições de ensino superior.

    Isso sim causa estragos profundos na economia
  • Lucas  15/08/2022 23:10
    Qualquer cidadão comum, qualquer dona de casa entende perfeitamente que preços em queda geram prosperidade para todos.

    Correto. O problema é que os "especialistas" inflacionistas juram que o cidadão comum e a dona de casa estão equivocados em pensar assim. E daí surgem essas matérias nos meios de comunicação com o objetivo convencer o povo de que uma queda contínua de preços é ruim e que não deveria ser comemorada...
  • anônimo  16/08/2022 20:14
    O verdadeiro problema econômico é o povo "aprender" economia através da grande mídia e das instituições de ensino superior.

    Isso sim causa estragos profundos na economia
  • Paulo  15/08/2022 21:18
    Sempre vem alguem para dizer que a escola austríaca é uma ''escola minoritária'', que a ''academia não leva a sério'', e todo aquele tipo de argumento que um leitor da EA já se deparou..

    Eu logo digo que eu mudo de opinião se me apontarem o erro de racíocinio(não sou dogmático), e uso esse exemplo da deflação. Porque pra mim nada mais demonstra um erro medonho da ciência econômica mainstream do que essa ideia que devemos ter uma meta de inflação .. (E em países como o Brasil é uma meta pornograficamente elevada e que quase sempre esta no teto ou ultrapassa)

    O resultado é sempre uma demonstração de desconhecimento dos argumentos austríacos(vivem em uma bolha), ou erros.. Quando existe algo mais sofisticado( dificuldade de pagar dívidas, que existem quando ocorre uma retração da quantidade de dinheiro, e não uma deflação de produtividade, embora haja uma confusão nisso) - ganhar dinheiro só por deixa-lo parado(como se a abstenção do consumo fosse eterna ou não fosse virar empréstimo) geralmente são furados..

    Ou a incapacidade de explicar porque raios os EUA viveu 200 anos de deflação sem estar em uma crise perpetua e uma retração de consumo até virar o Zimbabue (supostamente a deflação passou a ser ruim só depois de 29)

    Conclusão: Continuo austríaco e é dificil entender como a economia chegou nesse estado de submissão a politica
  • Diego Nogueira Rocco  15/08/2022 22:24
    Esse povo só pode ter titica na cabeça. Sim, os keynesianos dominam o mundo. Sim, o keynesianismo é muito mais famoso do que a Escola Austríaca. Mas e aí? Continuamos vivendo com inflação alta, ciclos econômicos, bolhas imobiliárias, moeda destruída... Se o keynesianismo é tão SUPERIOR (que é o que interessa) à Escola Austríaca, então era para tudo estar bem melhor, mas não está. Alguém deve explicações.
  • Túlio   15/08/2022 23:11
    Eis um ótimo vídeo para mostrar que não se está exagerando quando se diz que este tipo de gente ensandecida ("queda de preços é ruim") realmente existe. O próprio tom de voz da narradora denuncia que ela não faz a mais mínima idéia do que está falando.

  • Imperion   16/08/2022 00:35
    Cada sandice. Ao mesmo tempo em que ela fala que deflação não acompanhada de aumento de produtividade é ruim, ela também fala que "excesso de produção é ruim".

    Ela não sabe que aumento de produtividade leva ao aumento de produção. E que nao existe excesso de produção.
    A única coisa que existe é excesso de estímulo, via impressão de dinheiro, que leva a investimentos erroneos (malinvestments) em produtos ou serviços não demandados pelos consumidores. Mas isso ocorre exatamente no cenário inflacionário.

    Na deflação, malinvstments são desfeitos e quem não satisfizer as demandas dos consumidores não colocará as mãos no dinheiro deste, pois este poupa mais. Com isso, que problemão: o dinheiro compra mais e o consumidor diz ao produtor: "você só colocará as mãos no meu dinheiro se produzir bens ou serviços melhores".

    Isso gera desemprego? Não. Malinvstments são desfeitos, empreendimentos são liquidados, mas para satisfazer as demandas dos consumidores, outros têm que ser criados.

    Quem perde são apenas os que recebiam o dinheiro impresso sem produzir nada.
  • Trader  15/08/2022 23:14
    Sobre deflação afetar a dívida do governo, vale ressaltar que o governo só passa aperto se houver uma contração monetária. Isso realmente reduziria suas receitas nominais. Fora isso, tá tudo tranquilo para ele.

    Aliás, como boa parte dos títulos é atrelada ao IPCA, uma redução do IPCA ajudaria o governo, pois reduziria o valor total de sua dívida pendente.
  • Nikus Janestus  15/08/2022 23:45
    "Deflação é ruim para a economia", mais uma lenda que existe há muito tempo para tentar desmerecer o mercado e louvar o governo. Para os "especialistas", inflação só é algo negativo caso seja hiperinflação ou estagflaçao, fora isso tá tudo bem aumentar a quantidade de dinheiro arbitrariamente de acordo com ordens de burocratas e fazer com que o BC compre títulos dos bancos com dinheiro criado do nada para aumentar a quantidade de crédito, tudo pelo bem de criar um crescimento artificial que no fim beneficia apenas os burocratas e o crescimento do Estado.

    O keynesianismo já foi refutado há bastante tempo, mas é fato que às idéias equivocadas criadas por ela continuam tão fortes como sempre no meio intelectual mainstream, ainda mais considerando que são idéias que supostamente dão "legitimidade" para o Estado, por mais falsas que sejam.

    Todos os dados criados por economistas que usamos hoje em dia são criados por keynesianos, PIB, Taxa de desemprego, ou seja o que for, e todas possuem o objetivo de dar legitimidade ao Estado, por mais inúteis que elas sejam diante dos fatos reais, já que números não resumem como uma economia anda, ou muito menos para onde ela vai, são apenas números criados por meio de metodologias questionáveis. Mesmo que o desemprego esteja baixo segundo o IBGE, outros gráficos criados pelo mesmo mostram claramente que a maior parte da população é parasita e vive em cima dos produtivos, e nenhuma conclusão pode ser feita senão que todos esses gráficos são bobagens criadas para fins específicos estabelecidos pelos próprios, e precisam ser extintas junto com os cargos por trás da criação deles, que sobrevivem por meio de dinheiro público, assim a iniciativa privada terá interesse em criar gráficos úteis segundo os interesses do mercado.
  • rraphael  15/08/2022 23:45
    inflaçao é imposto e imposto é roubo
    a turma que ta chorando por causa da deflaçao é a mesma que passou os ultimos 2 anos torrando as burras com a dinheirama que tava sendo distribuida
    tao logo cessou essa transferencia de renda do poupador pra quem ta em primeiro da fila do novo dinheiro e o berreiro ja apareceu
    a midia e seus especialistas so tao ali pra defender os interesses de meia duzia
    dai que a gente ve esse malabarismo pra fazer o populacho acreditar que moeda forte é ruim pra quem usa

    agora , recessao , nao tem o que fazer , é o remedio amargo pra uma moeda doente
    vai ter gente falindo e muito berreiro mesmo
    ninguem mandou ficarem torrando as burras
    por isso que é ciclo, fazem a m* ontem, quebram a cara hoje, amanha tao fazendo a mesma m* de novo ... uma especie de maldiçao na latrino-america
  • Imperion  16/08/2022 02:40
    No cenário inflacionário, o governo imprime dinheiro. É a lógica do dinheiro falso. Ele vai às compras com esse dinheiro. E obtém bens e serviços com ele. De graça. Quem emite o dinheiro, tem esse poder.

    Os políticos, os parasitas gastam esse dinheiro.

    Mas para obterem bens e serviços de graça , alguém tem que pagar. São os consumidores e os produtores que tomam o prejuízo. O dinheiro fiduciário é de aceitação obrigatória. Todos os demais tem que pagar a conta.

    No cenário deflacionário, a situação se inverte. O governo não imprime, os políticos parasitas não recebem dinheiro antes de todo mundo, e com isso não recebem bens e serviços de graça, bancados pela aceitação obrigatória do dinheiro novo e sem lastro (que segue a mesma lógica do dinheiro falso). São esses que perdem com a deflação.

    Os que perdem com a inflação passam a ganhar na deflação. Tanto os consumidores quanto os produtores.
  • anônimo  16/08/2022 13:55
    Cenário inflacionário.

    Num país existem 3 pessoas.

    O consumidor, que detém 10 reais (que representa a oferta monetária do país naquele momento).

    O vendedor, que detém o bem e serviço: 1 cerveja (que representa toda produção de bens e serviços da economia naquele instante.

    O governo, que detém o direito de emitir moeda.

    O consumidor e o vendedor / produtor iriam fazer uma troca justa, os dez reais pela cerveja. O vendedor ia ficar com o dinheiro, o consumidor com a cerveja.

    E como a oferta monetária total é dez reais, e o bem ou serviço é uma cerveja, seu preço tem que ser 10 reais uma cerveja ofertada naquele momento. O preço sempre é o dinheiro disponível naquele momento (demanda) dividido pela "quantidade" de bens ou serviços ofertados naquele momento. Demanda pela oferta.

    Então eis que entra em cena o governo. Ele imprime mais dez reais, vai no bar e compra a cerveja. O dono do bar não pode negar o dinheiro do governo. Com isso o governo "ganha uma cerveja", apenas por escrever dez reais numa nova nota.

    Consequentemente, agora o dinheiro circulante é 20 reais (os dez de antes e os novos 10). Como a produção de bens ou serviços desse país é uma cerveja, agora temos 20 reais para uma cerveja. Seu novo preço agora é 20 reais. Inflação.

    Com isso o dono do bar toma um prejuízo contábil de meia cerveja: vendeu sua produção por 10, sendo que o preço nominal agora é vinte. Ele assim banca meia cerveja de grátis para o governo.

    Já o consumidor, que tinha uma nota de dez, toma prejuízo contábil também de meia cerveja: agora tem que trabalhar o dobro pra conseguir vinte e comprar uma cerveja inteira. Mas só tem dez. Ele toma um prejuízo de meia cerveja para bancar a cerveja do governo de grátis.

    Na contabilidade: o governo imprimiu dinheiro e obteve de graça uma cerveja inteira somente por ter escrito 10 reais num papel.

    O dono do bar tomou prejuízo de meia cerveja.

    O consumidor tomou prejuízo de meia cerveja.

    O prejuízo de uns é exatamente igual em valor ao ganho de quem imprimiu a nota (uma cerveja, que é a oferta de bens ou serviços).

    O dinheiro é só a ferramenta de troca. Notem que o que vale mesmo é o bem ou serviço produzido na economia (cerveja, mas poderia ser qualquer bem)!
  • Artista Estatizado  16/08/2022 14:35
    Exemplo interessante. Eu costumo dizer, para os leigos, que o governo causa o mesmo prejuízo que você causaria se falsificasse dinheiro e nunca fosse pego. Você se apossa de bens e serviços sem oferecer nada em troca, causando inflação.

    Uma diferença só é que, para uma pessoa comum, essa inflação seria imensurável, de tão pequena. Para o governo, essa falsificação chega a bilhões, causando enorme estrago. Outra diferença é que, no caso do governo, esse processo é indireto, com a compra de títulos públicos pelo Banco Central.

    Até uma criança consegue entender.
  • Imperion  16/08/2022 18:07
    Esse exemplo segue a mesma "lógica do dinheiro falso". Exceto que no dinheiro falso o dono do bar pode negar a troca da cerveja pela nota. Ou, caso aceite a troca, não pode passa a nota adiante depois, por exemplo, para trocar pela oferta do consumidor futuramente (o consumidor no exemplo segue a lei de Say, tem que ofertar algo, pra poder consumir).

    Ele terá que arcar com o prejuízo total de uma cerveja.

    No dinheiro fiduciário, ele é obrigado a aceitar a nota e trocar pelo bem ou serviço , mas depois pode passar a nota adiante, causando e diluindo o prejuízo contábil entre todos os outros cidadãos que vão utilizar a nota para troca na economia.

    Diluindo o prejuízo entre todos os cidadãos, poucos percebem que ocorreu impressão e que teve prejuízo pago por todos.

    Quanto maior o número de pessoas num país, mais diluído fica o prejuízo. Num país minúsculo, com duas pessoas, fica logo evidente que a impressão do governo provocou prejuízos na forma de inflação.
  • anônimo  16/08/2022 00:25
    Na torcida pela queda dos preços de 70%!
  • Tony  16/08/2022 03:00
    A discussão não é em cima de inflação ou deflação.
    A discussso é com renda.
    Renda está subindo? Se sim, maravilha. Se não péssimo.

    O que é melhor inflação e crescimento ou deflação e recessão?
    NÃO ESTOU FALANDO QUE TRM CAUSALIDADE !

    Só que se fosse pra escolher entre aumento REAL de renda todo ano de 10% mas com inflação de 6%.
    Ou aumento real todo ano de renda de 0,1% e deflação se 2% todo ano.
    Qual seria sua escolha?
  • Juliano  16/08/2022 14:10
    "Só que se fosse pra escolher entre aumento REAL de renda todo ano de 10% mas com inflação de 6%."

    Aumento real de renda de 10% com inflação de 6% implica aumento nominal da renda de 17%.

    Inflação contínua de 6% ao ano desorganiza toda a economia no longo prazo. Aumento nominal da renda de 17% continuamente é impraticável. Seria necessário um brutal ganho anual de produtividade.

    Logo, este seu cenário é impossível.

    "Ou aumento real todo ano de renda de 0,1% e deflação se 2% todo ano."

    Este cenário é, sem dúvida nenhuma, o melhor. E para todos. O pobres ganham sem precisar investir no mercado financeiro. As pessoas enriquecem duplamente ao longo do tempo. A moeda ganha poder de compra com o tempo. Este cenário, aliás, anula qualquer preocupação com qualquer necessidade de reforma da previdência. Nem é necessário haver previdência neste arranjo.

    Não há nem o que pensar. O segundo cenário bate o primeiro em absolutamente qualquer aspecto.
  • Tony  16/08/2022 17:30
    Juliano, falo a nível micro. O que vc prefere ao longo de 20/30 anos na sua carreira vc ter crescimento de rendimentos médios na faixa de 10% REAL ao ano (ok, pode reduzir isso aqui pra uns 4/5% ano) com uma inflação de 10% ao ano, OU um crescimento médio de 0,1% de crescimento REAL ao ano com uma deflação de 2% ano?

    Você iria escolher entre esses dois cenários nos seus rendimentos anuais, qual dos dois você escolheria?

    A depender da sua resposta terá vaga cativa no sanatório
  • Juliano  16/08/2022 18:15
    O segundo cenário, é claro. Sem dúvida. Uma inflação de 10% ao ano, durante 40 anos, arrebenta qualquer economia. Nenhuma economia é sustentável com uma carestia dessas a longo prazo. Nenhum investimento produtivo de longo prazo é viável.

    A economia fica inteiramente voltada para o consumo de curto prazo. Não há empreendimentos produtivos voltados para o longo prazo. Há um radical encurtamento da cadeia produtiva. Não se produzem máquinas e nem obras de infraestrutura. Produz-se apenas pirulitos e massinha. O padrão de vida da população desaba.

    Aliás, o bom deste seu exemplo é que ele existe no mundo real: o primeiro país é a Argentina (ou a Venezuela). O segundo é a Suíça (ou o Japão).

    É preferível ter renda mediana na Suíça e no Japão do que ter renda alta na Argentina ou na Venezuela.

    Agora, se você prefere o primeiro cenário, então realmente você virou o líder da ala psiquiátrica do sanatório.
  • anônimo  17/08/2022 02:57
    O segundo cenário, é claro. Sem dúvida. Uma inflação de 10% ao ano, durante 40 anos, arrebenta qualquer economia.

    Pode internar.
    O cidadão prefere ficar a vida inteira estagnado ganhando 1000 doletas ao invés de começar xom 1000 e terminar com uns 9000.
    O contorcionismo que fazem pra defender o indefensável é risível
  • Caio  17/08/2022 12:55
    O cidadão acima, pelo visto, não viveu no Brasil na década de 1980. Naquela época, os salários aumentavam mensalmente em torno de 30%. Simultaneamente, uma aplicação no overnight chegava a dar 80% ao mês. Até mesmo uma aplicação bunda igual à caderneta de poupança batia a hiperinflação.

    Ou seja, tinha-se facilmente um ganho real bem acima da inflação.

    Logo, pela lógica do cidadão, se o Brasil voltar à economia da década de 1980 todos viveremos melhor do que os suíços.

    De fato, pode internar. Não tem salvação.
  • Renegado  16/08/2022 15:18
    A renda nunca acompanha a inflação. Principalmente pra quem tem carteira assinada. Quando ocorre reajuste, nunca é de acordo com a inflação real, que é claramente mascarada pelo governo e quando vem algum reajuste, já é com atraso de ao menos um ano. Ou seja, nosso aumento salarial é como um retrovisor, só cresce de acordo com o que preços do passado, mas nunca valoriza de acordo com o preços da atualidade. Dito isso, prefiro a lógica da deflação.
    De 2020 até agora teve produtos com mais de 100% de reajuste. Um exemplo é o filé duplo, que até 2019 estava custando aqui na minha região, algo em torno de 18 reais / kg e agora esta em torno de 49 reais / kg. Esse é só um exemplo, pode pegar açúcar, óleo de soja, carnes em geral, produtos de limpeza. Enquanto isso, IPCA e 01/20 até 07/22 = 21%. Que mágica é essa? Meu salário é ajustado de acordo com esse indicador criminoso.
  • Artista Estatizado  16/08/2022 17:36
    Inflação é causada pela impressão em larga escala de pedaços de papel (dinheiro fiduciário). Como é que imprimir pedaços de papel causa crescimento?

    Os terraplanistas econômicos não se rendem nunca à realidade?
  • Cavaleiro de Ferro  16/08/2022 12:12
    Atualmente, uma consulta em um médico custa no barato uns 60/80 reais.
    Temos hoje uns 20% da população vivendo com menos de 2 reais por dia (60 por mês)
    Se privatiza o sus todo, como uma pessoa dessas consegue acesso a serviços médicos?
    PS: não passe vergonha, mesmo que haja redução de impostos por corte de gastos na saúde pública isso não fará com que esse pessoal ganhe mais, nem fará com que o preço da consulta caia
    Ps2: isso porque não falei dos custos se essa pessoa for atropelada. Aí decreta falência na hora
  • Hulk  16/08/2022 13:59
    Ué, mas por que parar na saúde? E a alimentação, que é tão ou mais importante quanto? Pela sua lógica, alimentos deveriam ser estatizados. Deveriam ser produzidos e distribuídos pelo estado. Já pensou que maravilha seria?

    Aliás, por que parar em saúde e alimentação? E a moradia? Ter um lugar para morar é tão importante quanto saúde e comida. Pela sua lógica, o estado deveria estatizar todas as incorporadoras e assumir toda a construção civil. Já pensou que maravilha seria?

    Aliás, por que parar em saúde, alimentação e moradia? E o vestuário? Pessoas precisar ter o que vestir, se não morrem de frio ou de insolação. O estado, portanto, deveria estatizar todas as fábricas de roupas e assumir esta atividade. Não seria uma maravilha?
  • Vladimir  16/08/2022 14:02
    Quer uma solução realmente prática, factível e efetiva?

    Universalize os repasses para as pessoas (tipo Auxílio Brasil) e, simultaneamente, revogue todos os programas públicos. Acabe com as escolas estatais, com a saúde estatal, com os subsídios à cultura, congele os salários do funcionalismo público (isso é perfeitamente legal), feche várias repartições, agências reguladoras e ministérios.

    Ato contínuo, reduza impostos. Em todas as faixas de renda. E principalmente sobre o consumo.

    Com isso, os pobres terão um duplo aumento da renda. Terão repasses e redução brutal de impostos.

    Não só vai sobrar dinheiro no orçamento do governo, como também ninguém vai sentir falta nenhuma desses itens abolidos. Mais ainda: agora, os pobres com dinheiro poderão escolher escolas e hospitais melhores. A concorrência entre estes garantirá qualidade e preços baixos.

    Simultaneamente, adota estas quatro medidas:

    Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

    A solução está aí, evidente para todos. Só que quase ninguém quer defender. E você?
  • Carlos Lima  16/08/2022 18:02
    ô cavaleiro de ferro, vc está em qual planeta mesmo????
    eu estou em marte, e a miséria da saúde por aqui é algo facílimo de entender.
    primeiro nós temos uma classe de mentirosos que manda no resto, um pessoal asqueroso, que fez da mentira um meio de vida.
    esses nojentos não trabalham, sobrevivendo com o dinheiro que tiram, todo santo dia, de quem produz riquezas.
    a principal característica desses parasitas sociais é a burrice.
    vivem de depenar quem trabalha, mas como são insaciáveis, querem sempre mais e mais dinheiro, motivo pelo qual a extorsão só cresce, sob o pretexto de melhorar os serviços na área da saúde, que só pioram.
    sendo assim, acabarão matando todas as galinhas dos ovos de ouro (não sei se fui claro na analogia...).
    esse é o quadro resumido da realidade vivida por quem acredita nos canalhas que se autodenominam governo.
    então vem você querendo que um depenado possa pagar um médico, enquanto é extorquido de todas as maneiras possíveis e imagináveis, empobrecendo visivelmente a cada dia de sua infeliz existência.
    lembre-se: um grupo de canalhas tira dinheiro da galera, prometendo o que nunca será dado, ou seja, saúde.
    como o dreno é permanente, enriquecem cada dia mais, e por isso mesmo não usam nenhum serviço público de saúde, já que podem pagar qualquer tipo de assistência médica, em qualquer lugar do planeta.
    o resultado (que seu S2 não lhe permite avaliar) é o empobrecimento geral do povo, que infelizmente é idiota o suficiente pra, de dois em dois anos, eleger e/ou reeleger aqueles que usam os poucos neurônios que possuem, na única e nada nobre tarefa de imaginar maneiras de depená-lo.
    então vejamos: você consegue reclamar que o povo não pode pagar medicina privada, mas não consegue sequer vasculhar sua caixa preta, onde se esconde a informação secreta de que o povo está cada dia mais miserável porque está sendo sistematicamente depenado, com o dinheiro teoricamente tirado pra garantir a saúde dos pobres, indo pros bolsos de um bando de vagabundos de paletó.
    leia esta mensagem pelo menos mil vezes, pra ver se desperta seu S2, mas eu acho que em cérebros cauterizados pela política, a tentativa tem altas chances de ser inútil.
    então, como suas chances de despertar são mínimas, pegue um disco voador e venha me fazer uma visita aqui em marte, onde tudo é muito claro, ninguém ignora os fatos, e os culpados pelo caos que destói os serviços públicos de saúde marciano são facilmente identificados.
    aguardo você.
  • Imperion  16/08/2022 18:09
    Se você não quer redução dos impostos como parte da solução do problema dos pobres, não passe vergonha você. Não faça perguntas se não gosta da resposta.

    Reduzir imposto não vai fazer o pobre ter dinheiro diretamente. Mas quem disse que o resto da população tem que arcar e se empobrecer com os serviços de saúde gastos por esse suposto pobre?

    Redução de impostos e diminuição de burocracias tem o poder de aumentar a capacidade das pessoas ganharem dinheiro honesto produzindo, e não por repasse dos políticos, se fingindo de coitado. O pobre pagaria por seus serviços com sua própria renda, isso se ele for produtivo. Se não for, não é problema da sociedade sustentá-lo.

    No atropelamento, a obrigação de pagar é do atropelador, não do resto da sociedade.

    Quem rouba ou provoca qualquer prejuízo tem que indenizar a vítima. Se o estado não tá fazendo, então tá cobrando imposto por cobrar, por nada.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  16/08/2022 20:59
    Antes de mais nada, vamos concordar: uma pessoa que dispõe de apenas dois reais por dia para seu sustento, está, literalmente, morrendo aos poucos de inanição. Isso não dá para comprar nem meio cacho de bananas hoje em dia. E vamos além: um mendigo sentado sobre uma folha de jornal, em algumas horas, consegue fácil, dez vezes esse valor por dia, só em moedas e trocados dos transeuntes. A ONU estabelece como pobreza, quem vive com um dólar e vinte e cinco centavos por dia(quantos reais dão isso hoje? Pois bem).

    Vamos ver agora, os investimentos do governo em saúde per capita. Aqui:

    www.macrotrends.net/countries/BRA/brazil/healthcare-spending

    A lista abaixo do gráfico mostra que o Brasil investe mais que a Rússia (sim, a Rússia) em saúde. Fica apenas em 180 dólares atrás do Jardim do Éden cubano, em investimento per capita em saúde. Cabe a você explicar, por qual motivo nosso sistema de saúde não é melhor que o da Rússia, ou porque não ficamos mais emparelhados com o paraíso cubano, já que TODOS OS DIAS, o que mais se ouve é quão ruim é a saúde no Brasil.
  • Rene  16/08/2022 12:46
    Deflação realmente é uma ameaça, mas só para os governos, que utilizam a inflação como um imposto disfarçado sobre a população.
  • Felipe  16/08/2022 15:13
    Bom artigo.

    Quando fiz pesquisas bibliográficas sobre o governo Campos Sales para o meu artigo (o qual provocou uma deflação de preços pela reforma monetária), é muito comum o pessoal falar mal de deflação, como se isso tivesse sido ruim. Os preços dos bens básicos caíram por anos seguidos e isso é motivo de queixa. Essa é uma das razões por ele ter sido atacado pelos acadêmicos.

    Muito Celso Furtado e Caio Prado dá nisso.
  • Diego Nogueira Rocco  16/08/2022 18:15
    Qual o nome do seu site?
  • Felipe  17/08/2022 01:12
    Ordem dos Cavaleiros Austro-Libertários (mas prefiro chamar de OCAL). O artigo em questão é este.
  • Diego Nogueira Rocco  17/08/2022 11:53
    Já conhecia o site, mas não sabia que era seu. Boa.
  • Diego Nogueira Rocco  17/08/2022 22:52
    Colega, seu site não aparece quando eu o pesquiso no Google, apenas a página do Facebook. Acho que estão boicotando-o.
  • anônimo  17/08/2022 02:52
    Importante lembrar que nessa época ocorreu uma contração monetária. Esse tipo de deflação pode dessaranjar a economia por um tempo. Até os preços e salários se readequarem a nova quantidade de dinheiro, também pode quebrar bancos(como de fato quebraram), gerar calotes em massa. Daí a impopularidade de Campos Salles. E por isso políticos resistem que nem o diabo da cruz de permitir tal contração em uma crise(apesar de que a situação de Campos Salles foi diferente. Ele contraiu para tentar fortalecer rapidamente a moeda e tentar criar um padrão ouro no Brasil)..

    Em uma situação de deflacao normal. Não existe contração monetaria..
    Daí autores brasileiros como furtado terem visão negativa da nossa deflação.

    Apesar que mesmo nessa situação os dados não apontam algo ruim.

    Teve uma retração do pib por 2 anos. Algo esperado. Mas os 2 seguintes cresceram fortemente. De modo que a média ficou superior ao período de inflação.

    E os anos seguintes permaneram com crescimento. Não seria surpresa descobrir que o efêmero padrão ouro Brasileiro fez nascer a indústria Brasileira

  • Vinícius  16/08/2022 15:13
    Queda de preços SEMPRE é bom para a população. Ponto. Qualquer pessoa que diga o oposto com certeza está movida por outra agenda.

    Isso é tão autoevidente que é até bizarro ainda haver esse debate.
  • anônimo  16/08/2022 17:19
    Claro que é bom preço caindo, o problema é que deflação em geral ocorre com queda da atividade. Só isso
    O barril do petroleo chegou a zero no ano de 2020, foi pq? Pq o governo parou de imprimir moeda? OU foi pq a economia estava parada por conta do lockdown?

    O Incrivel é querer discutir com os achados da ciencia economica.

    William Philips encontrou empiricamente que a inflação em geral é acompanhada de boom nos empregos.
    A teoria que criaram em cima dela, nem vem ao caso. O fato é que foi comprovado que a economia funciona desse jeito: aumento do emprego gera aumento de preços. A explicação pra isso é óbvia, mas nem vem ao caso colocar.

    Se toda vez que defenderem deflação fizerem essa ressalva, está bom, estará sendo honesto

    NÃO HOUVE, NA HISTORIA ECONOMICA MODERNA, CRESCIMENTO LONGO E SUSTENTADO SEM INFLAÇÃO
    tente refutar essa afirmação e falhe miseravelmente!
  • Gustavo  16/08/2022 18:20
    "NÃO HOUVE, NA HISTORIA ECONOMICA MODERNA, CRESCIMENTO LONGO E SUSTENTADO SEM INFLAÇÃO
    tente refutar essa afirmação e falhe miseravelmente!"



    Você realmente está falando sério mesmo?! Não quero crer. Acabou de sair de Macro I na Unicamp e já acha que domina o mundo.

    Cidadão, eté o início do século XX, quando o mundo utilizava o ouro como moeda, os preços de bens e serviços caíam ano após ano: por exemplo, de 1814 a 1913, nos EUA, os preços caíram em média 0,58% ao ano, o que significa que algo que custava $100 em 1814 passou a custar $56 em 1913, ano da criação do Federal Reserve.

    Neste mesmo período, o PIB real cresceu 4% ao ano (de $14,43 bilhões para $680 bilhões).

    No Reino Unido, similarmente, no mesmo período, os preços caíram 0,34% ao ano, e o PIB real cresceu 2,12% ao ano.

    Dica: em vez de passar vergonha gratuitamente na internet, repetindo baboseira heterodoxa, ao menos passa a cobrar por isso.
  • Ulysses  16/08/2022 18:25
    Ouch! Haha, os preços caíram anualmente nos EUA durante 100 anos ao mesmo tempo em que a economia do país explodiu de crescer (foi o maior crescimento da história), e o cidadão vem dizer que não se encontra um mísero exemplo de deflação de preços com crescimento na história do mundo…

    É de lascar o ensino de economia no Brasil.

    Não é à toa que, comparado a estas espécimes, Bolsonaro seja visto como um mini-gênio. Ele certamente sabe mais de economia do que todos esses catedráticos da Unicamp somados (a Unicamp é um dos raros locais em que a soma de conhecimento dá um resultado negativo).
  • Ulysses  16/08/2022 18:27
    "William Philips encontrou empiricamente que a inflação em geral é acompanhada de boom nos empregos."

    Isso foi refutado empiricamente na década de 1970! O que fizeram com o ensino no Brasil?

    A teoria explica e a empiria comprova: a inflação leva a um aumento do desemprego
  • Diego Nogueira Rocco  16/08/2022 19:13

    Ai, ai, que preguiça. Esses paraquedistas que caem aqui por acaso e acham que estão lidando com os amadores do Twitter já estão ficando repetitivos.

    ''Claro que é bom preço caindo, o problema é que deflação em geral ocorre com queda da atividade. Só isso''

    É mesmo? Cite exemplos empíricos. A Suíça teve deflação de novembro de 2014 a janeiro de 2017. Pergunto: houve queda na atividade? O desemprego explodiu? O PIB desabou? Claro que não. Além do mais, o que causa a queda na atividade são as recessões, causadas majoritariamente pelo governo que manipula os juros (seja pela taxa de redesconto, seja pelas operações de mercado aberto). E adivinha só por que ele faz isso. Exato, porque ele é controlado pelos keynesianos, que têm exatamente a mesma mentalidade que a sua, a saber: de que um pouco de inflação gera crescimento econômico.

    ''O barril do petroleo chegou a zero no ano de 2020, foi pq? Pq o governo parou de imprimir moeda? OU foi pq a economia estava parada por conta do lockdown?''

    Não entendi, o que isso tem a ver?

    ''O Incrivel é querer discutir com os achados da ciencia economica.''

    Vejamos.

    ''William Philips encontrou empiricamente que a inflação em geral é acompanhada de boom nos empregos.''

    Não. Para começar, use o termo correto. Inflação é aumento na quantidade de dinheiro na economia, ponto. Não precisa acreditar em mim, vá conferir na Wikipedia. Segundo, essa tese não é 100% correta. Inflação (mais dinheiro) só diminui o desemprego enquanto os trabalhadores não receberem aumentos. Aí sim, faz todo o sentido. Contudo, tão logo os preços comecem a subir e os sindicatos a fazer baderna (os funcionários públicos também), os salários aumentam e o desemprego vai junto. Aqui no Brasil, sob o governo Dilma, a inflação chegou a 10,7% e o desemprego a 13,7%. Nos Estados Unidos, com a abolição do padrão-ouro Bretton Woods, o desemprego foi para quase 9% e a inflação para 12%. E aí? Aliás, nem precisaria voltar tanto, basta ver como estávamos em 2020: inflação subindo e desemprego indo junto.

    ''A teoria que criaram em cima dela, nem vem ao caso. O fato é que foi comprovado que a economia funciona desse jeito: aumento do emprego gera aumento de preços. A explicação pra isso é óbvia, mas nem vem ao caso colocar.''

    Entendi, a Argentina então deve possuir um desemprego próximo a 0%.

    ''Se toda vez que defenderem deflação fizerem essa ressalva, está bom, estará sendo honesto''

    Não, estaremos só sendo estúpidos mesmo.

    ''NÃO HOUVE, NA HISTORIA ECONOMICA MODERNA, CRESCIMENTO LONGO E SUSTENTADO SEM INFLAÇÃO''

    Tanto EUA quanto Inglaterra tiveram uma deflação de preços média de 0,4% ao ano entre 1800 e 1900. Pode conferir aqui e aqui, respectivamente (é só colocar as datas citadas). Ademais, o setor de computadores, celulares e televisões é deflacionário (o artigo mostra isso) e não para de surgir novas tecnologias todos os anos.

    ''tente refutar essa afirmação e falhe miseravelmente!''

    Feito.







  • Imperion  16/08/2022 19:42
    Deflação é a diminuição da "oferta monetária", e inflação é o contrário. Já o recuo da atividade econômica é a diminuição da produção da oferta de bens ou serviços. É a recessão.

    Deflação e recuo da atividade econômica não são a mesma coisa, e dá pra ter crescimento econômico no recuo dos preços e ter recessão também quando se tem inflação.

    Não se deve misturar os dois conceitos.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  16/08/2022 21:33
    "NÃO HOUVE, NA HISTORIA ECONOMICA MODERNA, CRESCIMENTO LONGO E SUSTENTADO SEM INFLAÇÃO
    tente refutar essa afirmação e falhe miseravelmente!"

    O que mais houve, na história econômica moderna, é inflação alta derrubando presidentes, ministros e assessores de seus pedestais pelo mundo todo. Vamos testar essa hipótese usando o Brasil apenas no período da constituição vigente:

    Collor: confere.
    FHC (segundo mandato): confere.
    Dilma (segundo mandato): confere.

    Os três acima entregaram inflação alta, juntamente com desemprego alto. Dois deles nem terminaram o mandato. O outro, catedrático que lecionava até fora do país, não conseguiu emplacar o sucessor que foi desbancado por um metalúrgico pouco letrado.
  • Antônio  16/08/2022 19:21
    Off topic

    Há alguns dias, li neste site um comentário sobre geração regular de renda. Fui pesquisar sobre e, dentre as diversas opções, me deparei com as debêntures incentivadas, o que, como investimento, são novidades para mim.

    Após estudar um pouco sobre o assunto, fiquei com algumas dúvidas e gostaria de contar com a ajuda de vocês:

    1) em geral, o objetivo das debêntures incentivadas é render pouco mais que os títulos do tesouro com duration/prazo semelhantes. A vantagem é, ao contrário dos títulos públicos, estarem isentas de IRPF. Por outro lado, não tem a garantia e solidez dos títulos. Há alguma outra vantagem?

    2) Elas pagam dividendos? Se pagam, seriam eles diferentes dos juros contratados? Ou seja, além do valor prometido pela emissora - p. ex. IPCA + 7% a.a. - receberei dividendos? Ou os tíquetes mensais já seriam a antecipação dos juros?

    3) Quais critérios utilizar para avaliar a solidez da emissora, a fim de mitigar riscos de crédito e de fluxo de caixa?

    4) Com os títulos públicos, posso ganhar com a marcação a mercado. Posso fazer isso também com elas?

    5) elas são mais indicadas para geração de renda ou de ganho patrimonial?

    Obrigado.

  • Felipe T.  16/08/2022 19:49
    1) Dividendos mensais robustos e totalmente isentos. E, ao contrário dos fundos imobiliários, são isentos também na venda. Se você comprar a $100 e vender a $1.000 você paga zero de imposto sobre ganho de capital.

    2) Sim, pagam dividendos mensalmente. Sobre a rentabilidade, depende do fundo. Tem fundo que paga religiosamente a taxa contratada mais o IPCA (KDIF11 e BIDB11). Tem fundo que gira a carteira bastante e consegue sempre pagar os ganhos de capital auferidos (CPTI11, BDIF11). E tem fundo que fica no meio termo (JURO11 e BODB11). Tenha um pouco de todos.

    3) Leia os relatórios divulgados por cada um.

    4) Sim, mas os ganhos de capital são menos intensos exatamente porque pagam dividendos mensais.

    5) Geração de renda. Como diz Robert Kiyosaki, Cashflow is king, capital gain is a Ponzi Scheme.
  • Antonio  16/08/2022 20:57
    "2) Sim, pagam dividendos mensalmente. Sobre a rentabilidade, depende do fundo. Tem fundo que paga religiosamente a taxa contratada mais o IPCA (KDIF11 e BIDB11). Tem fundo que gira a carteira bastante e consegue sempre pagar os ganhos de capital auferidos (CPTI11, BDIF11). E tem fundo que fica no meio termo (JURO11 e BODB11). Tenha um pouco de todos. "

    6) Seria então mais vantajoso comprar cotas de um fundo que pague dividendos, além das taxas contratadas, certo?

    7) Como descubro se determinado fundo paga dividendos acima do contratado?

    8) Vale à pena eu montar minha própria carteira de debêntures ou é melhor comprar as cotas de fundos?
  • Felipe T.  17/08/2022 01:28
    6) Aí vai inteiramente de você, da sua preferência. Lembrando que em momentos de subida de juros há perda de capital. Neste caso, um fundo que se atenha estritamente ao combo IPCA + taxa tenderá a entregar resultados melhores.

    De novo: tenha um pouco de cada.

    7) Veja as performances de cada. Sim, você vai ter que se mexer e pesquisar. Lembre-se: é o seu dinheiro, o seu patrimônio. Se você não quer ter um mínimo de trabalho para bem investi-lo, querendo que terceiros façam isso por você, já começou mal (perdoe-me se pareço ríspido, mas creia-me: daqui a um tempo, você vai me dar razão e ainda vai me agradecer.

    8) Debêntures individuais são caras, têm baixa liquidez e você dificilmente conseguirá montar uma carteira que pague dividendos mensais. E você dificilmente conseguirá reinvestir os dividendos iniciais, pois, de novo, as debêntures individuais são caras.

    Com cotas de fundos, tudo isso já está equacionado. E tem fundo cuja cota é menos que 10 reais. Vale muito mais a pena.
  • Antônio  17/08/2022 12:01
    "7) Veja as performances de cada. Sim, você vai ter que se mexer e pesquisar. Lembre-se: é o seu dinheiro, o seu patrimônio. Se você não quer ter um mínimo de trabalho para bem investi-lo, querendo que terceiros façam isso por você, já começou mal (perdoe-me se pareço ríspido, mas creia-me: daqui a um tempo, você vai me dar razão e ainda vai me agradecer."

    Já agradeço antecipadamente.

    Meu objetivo é assumir a responsabilidade por gerir meu patrimônio, por isso o interesse no assunto e as consequentes dúvidas.

    Você sugere algum material de estudo: livros, videos, cursos?! Vi no site que você já tinha sugerido o "Pai Rico, pai pobre", do Roberto Kyosaki.
  • Felipe T.  17/08/2022 13:32
    Nunca perca o foco: seu objetivo é utilizar seu salário para comprar ativos geradores de renda.

    Seu objetivo é ter uma renda passiva mensal que seja ao menos igual às suas despesas.

    Quando você chegar a este ponto, terá oficialmente saído da "corrida de ratos". Você nunca mais irá se preocupar com salário. E muito menos com demissões. A partir daí, irá trabalhar com o que quiser (e se quiser). Jamais precisará se humilhar por medo de perder renda.

    Infelizmente, 99,99% dos brasileiros não sabem disso, ainda que as oportunidades estejam aí, plenamente acessíveis a todos (e gratuitamente!).

    A maioria passará a vida condicionando seu bem-estar a um contra-cheque mensal, morrendo de medo de perder um emprego que odeia. Condicionar todo o seu bem-estar aos humores de patrões e consumidores não é vida; é prisão. Estas pessoas, lamentavelmente, jamais saberão o que é ter um domingo à noite feliz, sem depressão.

    Não seja uma delas.
  • historiador  16/08/2022 22:11
    Eu só sei que no Reino Unido, no período de 1300 a 1500, no sistema de guildas, antes da reforma protestante, a deflação de preços foi maior do que 4%, enquanto os ganhos dos trabalhadores aumentou mais de 113% neste mesmo periodo:

    www.measuringworth.com/calculators/ppoweruk/

    E ainda tem liberal que diz que o sistema de guildas era ruim.
  • Ricardo  17/08/2022 00:26
    O sistema de guildas é excelente…. para quem está dentro dele.

    Não é à toa que segue sendo a instituição mais inabalável de toda a economia. Você o encontra intocável em vários setores regulados por agências reguladoras, protegidos por tarifas de importação ou fechados por reservas de mercado (como a OAB).

    Quem faz parte de uma guilda jamais quer sair. Quem está fora não consegue entrar. Otário é quem não participa e defende.
  • Analista de Risco  18/08/2022 13:46
  • economista  16/08/2022 23:49
    Vejam como a Escola Austríaca inverte a relação causa/consequencia. Os preços não aumentam "porque "o BC imprime dinheiro, mas ocorre o CONTRÁRIO, o BC imprime dinheiro PORQUE OS PREÇOS AUMENTARAM.
  • Lento  17/08/2022 00:22
    Você está fazendo uma afirmação peremptória ou está recorrendo à opção preferencial pela zoeira?

    Eu nunca sei quando alguns aqui falam a sério ou usam de ironia…
  • Imperion  17/08/2022 19:02
    Alguns realmente acreditam que o vendedor é cruel e vive de aumentar os preços, e que o governo, em resposta, imprime dinheiro pra pagar conta.
  • Economista da UNICAMP com mestrado na USP que trabalha no BACEN e defende o BNDES  17/08/2022 22:45
    Concordo. É tão óbvio que chega a ser ridículo. Os preços aumentam porque, de uma hora para a outra, as pessoas começaram a consumir muito. Consequentemente, com os preços altos, a demanda cai, porém eles continuam altos (por causa do ''espírito animal'' do empreendedor), logo o governo tem que injetar dinheiro na economia, para que a renda das pessoas aumente e, portanto, voltem a consumir como antes.
  • anônimo  17/08/2022 14:40



    www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=plasma-podera-produzir-oxigenio-marte&id=010130220817&fbclid=IwAR2oKSnuHNObxvhUTNgnyGds2cnLD5mGxW-TynbRQ7I32AUyAC72J3fr05Y#.Yvz9TB1v-DY
  • valorizador de moeda  18/08/2022 00:18
    O que acham de valorizar o Real (mediante venda de títulos pelo BC) até 1 onça de ouro valer R$ 500,00, e chegando neste patamar, passar a adotar um Currency Board com o ouro?
  • Unicamper  18/08/2022 02:13
    Péssima ideia.
    Vc nunca estudou?
    Nunca viu que em qualquer estudo econométrico o PIB só cresce com mais inflação, ou seja, desvalorização da moeda???
  • Yuri  18/08/2022 12:50
    Correto. Por isso Venezuela e Argentina bombam, ao passo que a Suíça já virou quarto mundo.
  • Daniel Motta  18/08/2022 13:20
    Ao que parece o pessoal fala sem nenhum conhecimento a respeito, como fez o Yuri.
    A Suíça passou por uma forte deflação no período de 2015 e 2016. Sabe o que aconteceu?
    Resposta:
    a maior taxa de desemprego da história Suíça até então
    Não é possível que criem mundos fantasiosos em que tudo ocorre de maneira graciosa e neguem a realidade de maneira tão escandalosa
  • Atento  18/08/2022 13:31
    Veio sacar no lugar errado, campeão. Eis a evolução da taxa de desemprego na Suíça desde 1995 (início da série histórica).

    Cadê a explosão do desemprego no país em 2015-2016?

    ibb.co/vL4q2gH

    Aliás, houve um país em que o desemprego de fato explodiu no período 2015-2016. Sabe qual? Acertou. O Brasil. E sabe o que aconteceu com o IPCA neste mesmo período? Acertou de novo: foi de 4% para 11%.

    Volta pro Twitter.
  • Hugo  18/08/2022 13:42
    Vem cá, esse pessoal que defende aumento de preços existe mesmo? Eu jurava que era meme. Ou até mesmo espantalho inventado. Mas vejo que não.

    Eu até entendo um cara que diz que "aquecimento econômico gera inflação". Mas daí a dizer que aumento de preços é o que gera aquecimento econômico é um atentado à inteligência. Aumento da temperatura corporal gera febre…

    Acreditar que inflação estimula o emprego é o equivalente a dizer: "Puxa, ano que vem meu custo de vida estará 10% maior.  Exatamente por isso vou contratar uma faxineira, uma cozinheira, um motorista e um professor particular para meus filhos".
  • Revoltado  18/08/2022 14:09
    Existem sim, Hugo.

    Mas só temos conhecimento desta "raça" porque quem esta no Palácio do Alvorada não lhes agrada. Simples.
  • Lucas  18/08/2022 16:54
    Defender aumento de preços nem é o principal problema (há vários que ganham com isso; o cidadão acima pode estar entre eles, o que significa que ele está apenas advogando em causa própria).

    O problema é a incoerência.

    Os mesmos que hoje dizem que deflação é ruim gritavam estridentemente contra a inflação de 2021. Ou seja, preços subirem em 2021 era péssimo e evidência do "desastre econômico do Bozo". Preços caírem agora é péssimo e evidência do "desastre econômico do Bozo".

    Preços em alta eram "péssimo para os pobres" (concordo). Preços em baixa agora também são "péssimo para os pobres" (sim, teve jornal dizendo isso).

    Essa gente não percebe que cada vez mais é motivo de chacota.
  • Daniel Motta  18/08/2022 14:40
    Eis o dado correto

    data.worldbank.org/indicator/SL.UEM.TOTL.ZS?locations=CH

    Volta pra quinta serie e aprende a pesquisar direito.

    Aqui eu não colo uma foto aleatória e digo que ali é o certo.
    Trabalho com pesquisa seria. Nenhuma empresa aceitaria um trabalho amador assim.
    Está aí dado oficial do banco mundial.
    2016 o desemprego foi de 4,9%, o maior da série histórica até então.
    Desculpa, mas você não vai confundir qualquer pessoa com mínimo de conhecimento
  • Atento  18/08/2022 15:08
    A sua fonte é a Organização Mundial do Trabalho. Ela mostra o desemprego aumentando lenta e continuamente, sem qualquer correlação com inflação. Tanto é que, quando a inflação foi alta no país (meados da década de 1990), o desemprego continuou aumentando sem qualquer alteração.

    Eis a inflação no país no mesmo período:

    ibb.co/1rkK6k7

    Correlação zero com o desemprego do seu gráfico.

    Já a fonte do gráfico de desemprego que eu postei (e que causou essa sua súbita ardência anal) é do "IBGE suíço". Você pode encontrar o gráfico aqui:

    tradingeconomics.com/switzerland/unemployment-rate

    E página deles aqui:

    www.seco.admin.ch/seco/de/home.html

    Sugiro mandar um email para eles dizendo que estão errados. E ensinando a maneira certa de se fazer (sim: você irá ensinar aos suíços a verdadeira realidade do país deles, e como eles deveriam coletar dados. Confesso curiosidade pelo desenrolar).

    Aliás, sua situação piorou: no seu próprio gráfico, o desemprego cai forte entre 2016 e 2019. E o que aconteceu com a inflação neste mesmo período? Pois é. Cai forte também. Confira no link de novo:

    ibb.co/1rkK6k7

    Essa aula foi gratuita. Na próxima começo a cobrar.


    P.S.: Não volte para o Twitter não. Volte para o Instagram. Acho que até o Twitter seria difícil para você.
  • Vladimir  18/08/2022 12:53
    Para conseguir essa valorização, seria necessária uma brutal deflação monetária. A base e a oferta monetária teriam de ser contraídas substantivamente.

    Além de ser algo extremamente recessivo (e desnecessário), não é algo que traga nenhuma vantagem para a economia.

    Mises deixou muito claro: a oferta monetária tem de ser estável; não se deve ter nem inflações e nem deflações da mesma. Fazer uma deflação monetária acreditando que isso irá reverter os efeitos de uma inflação monetária equivale a atropelar alguém e em seguida dar marcha-à-ré no carro sobre o atropelado, acreditando que isso irá melhorar a situação dele.
  • Revoltado  18/08/2022 14:37
    Sim. Com isto fica complicado em demasia atacar o atual presidente, ao contrário do ano passado e de 2020, em que impuseram o "fecha tudo".
    Como já escrevi antes, se esta recuperação fosse durante um governo canhoto, a mídia mainstream estaria abertamente fazendo campanha para a reeleição deste. No caso do Lulinha Paz e Amor, era pedir que ele se tornasse ditador vitalício.
  • consumidor  19/08/2022 23:47
    Onde tem deflação? Pelo contrário, fui ao mercado hoje todo animado porque lí aqui que estava tendo deflação. E fui comprando e gastei no total R$ 788,13 e isso comprando só itens essenciais (como alimentos, itens de higiene e limpeza), e só não gastei mais porque não comprei nada considerado "supérfluo". No mês passado eu gastei R$ 728,67 comprando itens essenciais e mais algumas coisinhas consideradas supérfluas (como um Ruffles para os meus filhos comerem, hoje nem isso, eu comprei). Ou seja, mesmo sendo bem sovina, eu gastei mais do que no mês passado. Isto significa que a inflação continua. Pode estar mais baixa, mas continua.
  • Lucas  20/08/2022 11:41
    Ué, então tá ótimo. Segundo alguns comentaristas aqui, deveria ser proibido ter deflação de preços, pois coisas mais baratas "destroem a economia".

    Se você não está vendo queda de preços no supermercado, então podemos todos ficar aliviados. Sinal de que a economia está pujante.

    Agora, se algum item ficar mais barato no supermercado, aí se preocupe. Segundo alguns aqui, isso seria um sinal de que estamos entrando em severa depressão…
  • Marsalis  20/08/2022 21:18
    A teoria austriaca usa o conceito de curva de oferta positivamente inclinada e demanda negativamente inclinada?
    Como se constroem as curvas de oferta e demanda na teoria austriaca?
  • Marsalis  21/08/2022 13:28
    A crítica se centra basicamente numa premissa da teoria neoclassica: informação perfeita.
    Na teoria neoclássica a informação é perfeita.
    E obviamente todo economista, inclusive os neoclássicos sabem que essa premissa é uma simplificação.

    A questão é: se o modelo austríaco não converge para o equilíbrio, segundo a matemática, só temos duas possibilidades: ou ela vai ser um sistema explosivo ou ela vai atender as condições de sela e ficar "flutuando" em torno do ponto de equilíbrio.

    O que não ficou claro é se a teoria austríaca reconhece que a demanda é determinada negativamente pelos preços e a oferta positivamente
    Exemplo:
    Demanda
    Q= a-bP+ iX
    Oferta
    Q= c+dP+ eX

    Em que X são as variáveis exógenas se existirem
    Aí vc calcula a determinante da matriz da equação e vê se a equação atende as condições de posto e de ordem pra ver justamente se ela é convergente, divergente ou fica no ponto de sela (flutuando em torno do equilibrio sem convergir ).
    Mas pra isso, precisa se saber se a teoria austríaca adota essa percepção de que precos influenciam simultaneamente oferta e demanda
  • Imperion  22/08/2022 02:23
    É a oferta e demanda que determinam os preços.

    Se em determinado local você tem 10 milhões de reais em circulação e um milhão de cervejas em oferta para venda, cada cerveja tem que ser vendida por 10 reais.

    Mas não tem como tanto o vendedor e o comprador saberem quanto dinheiro e quantas cervejas têm em circulação no presente. Essa informação é dispersa.

    O que ocorre é a ação humana. O preço se ajusta, pois o ofertante tem noção de um preço, ele vende por oito, depois por nove, dez, onze ou doze.

    Ele vende mais ou menos cerveja de acordo com o preço. Mas ao vender por doze, repara que os clientes desaparecem. Numa oferta monetária estável dá pra ver que o dinheiro, que representa a demanda, está escasseando pra cerveja. Entao ele baixa pra 10. E as vendas se normalizam. Então não tem por que ele diminuir pra nove. Na prática ele acha o valor correto sem saber de economia.

    O consumidor, por sua própria ação humana, acha que 12 é muito caro e compra menos. Aí o preço baixa para um patamar mais equilibrado com a quantidade de dinheiro disponível. Mas ninguém tem a informação na ponta da língua.

    O fabricante de cerveja tenta adivinhar o consumo futuro. Ele não pode errar e produzir 2 milhões de cerveja, pois o preço cairia pra 5 e ele não teria lucro nem que vendesse tudo.
    Mas são os preços livres que lhe dão a noção do quanto. O lucro dele diz se tem que aumentar ou diminuir a produção.

    A ação humana de cada componente se soma e acaba afetando o resultado coletivo do mercado. A exatidão fica na contabilidade, e a ação humana em humanas.
  • Marsalis   22/08/2022 15:02
    Mas não tem como tanto o vendedor e o comprador saberem quanto dinheiro e quantas cervejas têm em circulação no presente. Essa informação é dispersa.

    O que ocorre é a ação humana. O preço se ajusta, pois o ofertante tem noção de um preço, ele vende por oito, depois por nove, dez, onze ou doze.


    O que você descreveu é o modelo neoclássico com informação imperfeita.
    Algo já tratado e reconhecido pelos economistas neoclássicos. Não muda em essência muito dos resultados dessa teoria.

    Sim, flutua em torno de um "equilíbrio", só que este "equilíbrio" não existe (por isso está entre aspas), pois as condições do mercado são dinâmicas e estão em contínua alteração

    Primeiro que é impossível flutuar em torno de algo que não existe.
    Segundo que aparentemente você quer dizer que o equilíbrio muda de tempos em tempos.
    O que também não é contraditório com a teoria neoclássica que assume equilíbrios de curto e longo prazo.
    Logo o equilíbrio de hoje é o de curto prazo. Mas dado o dinamismo da economia o equilíbrio de curto prazo vai se alterando

  • Intruso  22/08/2022 15:44
    Ok. Então chega de papo e vamos pra prática. O que a sua matriz aponta para o "preço de equilíbrio" do câmbio, do Ibovespa, do litro de leite, e da maminha?

    Sem tergiversações.
  • Juliano  22/08/2022 02:31
    Sim, flutua em torno de um "equilíbrio", só que este "equilíbrio" não existe (por isso está entre aspas), pois as condições do mercado são dinâmicas e estão em contínua alteração.

    Equilíbrio pressupõe algo estático ou estacionário, o exato oposto de uma economia de mercado.

    Sobre preços, eles afetam oferta e demanda, obviamente.

    www.mises.org.br/article/2686/o-componente-mais-fantastico-e-surpreendente-de-uma-economia-de-mercado-o-sistema-de-precos-

    www.mises.org.br/article/3401/e-so-quando-se-entende-o-sistema-de-precos-que-se-percebe-a-importancia-de-uma-moeda-solida
  • Artista Estatizado  20/08/2022 12:07
    Não se anime muito. Essa suposta deflação é só de alguns itens e pontual.

    Continue lutando para aumentar sua renda em moeda forte pois, logo logo, observando essa deflação pontual de alguns itens, algum gênio vai dizer que gostaria do dólar "um pouco mais alto" e pisar no acelerador da inflação novamente.
  • Imperion  21/08/2022 00:13
    A questao nao é "se", mas "quando" vão pisar de novo no acelerador da inflação por nova expansão monetária.

    Empresários e outros farão lobby. Eles já sabem que a festa começará e tem dia e hora pra acabar. Mas não importa. Eles sabem que durante a fase de expansão eles podem entrar e gastar os tubos pois vão ganhar já se preparando pra quando a festa acabar, que é quando vão sair.

    A teoria keynesiana funciona, mas pra eles. Eles sabem que a teoria austriaca tá certa, mas ela não serve à sua conveniência politica. Já o keynesianismo é perfeito pra quem quer manipular o mercado. Basra saber a hora de entrar junto com o início da expansão e a a hora de sair junto com o enxugamento.
  • anônimo  20/08/2022 20:20
    "fui ao mercado hoje todo animado porque lí aqui que estava tendo deflação ... eu gastei mais do que no mês passado."

    ler e entender nao sao a mesma coisa

    a realidade é mais complexa do que seu raciocinio circular

    nao é porque teve deflaçao de 0,7 em julho que voce vai encontrar 70% de desconto nos preços do seu supermercado

    abs
  • Imperion  22/08/2022 19:17
    Hoje o dollinho no DXY bateu 109.3. E o real até que se segurou bem. Não fossem os juros altos e a oferta monetária estável, o real estaria bem acima dos 5,15.


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