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Os membros da nossa suposta "classe bem-pensante" comportam-se como pré-adolescentes mimados
Para eles, sempre há "soluções simples" para tudo

As atitudes e opiniões da chamada "elite intelectual" de hoje – aqueles formadores de opinião pública que Deirdre McCloskey rotula de "os clérigos", e que outros rotulam de intelligentsia – são infantis. 

Ou pior: na prática, comportam-se como pré-adolescentes mimados que não aceitam a mais básica relação entre causa e consequência.

A maioria dos jornalistas e escritores que trabalha para a maioria das principais empresas de mídia e entretenimento, juntamente com a maioria dos professores e intelectuais públicos, pensam, falam e escrevem sobre a sociedade com uma visão de alunos que ainda estão entre o jardim de infância e o ensino fundamental.

Esta tenebrosa verdade é mascarada pela única característica que distingue a intelligentsia das crianças: o virtuosismo verbal. 

No entanto, sob as belas palavras, as belas frases, as metáforas cativantes e as alusões afetadas, há uma notável imaturidade de pensamento. 

Motivo: tais pessoas realmente acreditam que todo problema social e econômico tem uma solução, e essa solução é quase sempre superficial.

Trade-off são inaceitáveis

Ao contrário das crianças, os adultos entendem que viver bem começa com a aceitação da inevitabilidade de alguns trade-offs

Ao contrário do que você pode ter ouvido por aí, você não pode "ter tudo". 

Você não pode ter mais de uma determinada coisa a menos que esteja disposto a ter menos de uma outra coisa. E o que é verdade para você como indivíduo é verdade para qualquer grupo de indivíduos. 

Nós não podemos, por exemplo, viver em um mundo em que os governos aumentem artificialmente o custo de produção e uso de combustíveis de carbono, e ao mesmo tempo acreditarmos que isso não terá absolutamente nenhum efeito na oferta de combustíveis — e, consequentemente, em seus preços. 

Se quisermos viver neste arranjo temos de estar dispostos a pagar preços mais altos na bomba e, portanto, aceitar que teremos menos renda para gastar na aquisição de outros bens e serviços. 

Lógica básica.

Igualmente, não podemos sair imprimindo dinheiro para aliviar a dor dos lockdowns sem, posteriormente, suportar a dor maior gerada pela inflação generalizada que posteriormente virá.

Ao passo que crianças mimadas batem seus pezinhos no chão, em protesto, quando confrontadas com a necessidade de fazer trade-offs, a necessidade de trade-offs é aceita como uma coisa natural pelos adultos.

Não menos importante, os adultos, ao contrário das crianças, não são seduzidos pelo superficial.

Apenas observe como a intelligentsia (em sua maioria, embora não exclusivamente, progressistas) se propõe a "resolver" quase qualquer problema, real ou imaginário. Você descobrirá que a "solução" proposta é superficial; que está enraizada na suposição ingênua de que a realidade social além daquela que é imediatamente observável não existe ou não é afetada por tentativas de reorganizar os fenômenos superficiais. 

Na visão destes clérigos, a única realidade que importa é a realidade que é facilmente vista e que parece facilmente manipulada com o uso da coerção. As "soluções" propostas envolvem simplesmente reorganizar, ou tentar reorganizar, fenômenos superficiais.

Uma curta lista

Algumas pessoas utilizam armas para matar outras pessoas? Sim, infelizmente. A "solução" superficial da intelligentsia para esse problema real é proibir as armas. 

Algumas pessoas têm patrimônios financeiros substantivamente mais altos do que outras pessoas? Sim. A "solução" juvenil dos clérigos para esse falso problema é tributar pesadamente os ricos e transferir os rendimentos para os menos ricos. 

Alguns trabalhadores recebem salários muito baixos para sustentar uma família no mundo moderno? Sim. A "solução" simplista para esse problema falso – "falso" porque a maioria dos trabalhadores que ganha salários tão baixos não são chefes de família – é fazer com que o governo proíba o pagamento de salários abaixo de um mínimo estipulado.

Algumas pessoas sofrem danos materiais indescritíveis, ou até mesmo perdem suas vidas, por causa de enchentes, tempestades, secas e catástrofes climáticas? Sim. A "solução" preguiçosa da intelligentsia para esse problema real é simplesmente "mudar o clima", controlar a temperatura e o nível dos oceanos reduzindo as emissões de um elemento, o carbono, o qual agora (um pouco simplista demais) acredita-se que determina fortemente o clima.

Os preços de muitos bens e serviços "essenciais" aumentam significativamente logo após os desastres naturais? Sim. A "solução" contraproducente dos clérigos para esse problema falso – "contraproducente" e "falso" porque esses altos preços refletem e sinalizam com precisão as realidades econômicas subjacentes – é proibir a cobrança e o pagamento desses altos preços. 

Quando as pressões inflacionárias se acumulam devido à excessiva impressão de dinheiro, essas pressões são liberadas na forma de preços crescentes? Sim, inevitavelmente. A "solução" juvenil da intelligentsia para o problema muito real da inflação é culpar a ganância ao mesmo tempo em que propõe aumento de impostos sobre os lucros.

O vírus SARS-CoV-2 é contagioso e potencialmente perigoso para os seres humanos? Sim. A "solução" simplória dos clérigos para esse problema real é impedir forçosamente que as pessoas se aproximem umas das outras.

Muitos ainda não recebem educação escolar de qualidade mínima aceitável? Sim. A "solução" preguiçosa dos clérigos para esse problema real é aumentar os salários dos professores e gastar mais dinheiro com a burocracia escolar.

Alguns trabalhadores perdem seus empregos quando os consumidores compram mais produtos importados? Sim. A 'solução' da intelligentsia é obstruir a capacidade dos consumidores de voluntariamente comprar importados.

Algumas pessoas são preconceituosas e apresentam uma antipatia irracional ou medo de negros, gays, lésbicas e bissexuais? Sim. A "solução" dos clérigos para este problema real é proibir o "ódio" e obrigar as pessoas preconceituosas a se comportarem como se não fossem preconceituosas — o que, obviamente, apenas aumenta ainda mais a revolta e o ódio.

Muitas pessoas que poderiam votar nas eleições políticas abstêm-se de votar? Sim. A "solução" defendida por pelo menos parte dos clérigos para esse problema falso – "falso" porque, em uma sociedade livre, cada pessoa tem o direito de se abster de participar da política – é tornar o voto obrigatório.

Muitas pessoas não sabem cuidar do próprio dinheiro e nem de si próprias? Sim. A solução da intelligentsia é impor vários encargos sociais e trabalhistas que oneram a folha de pagamento das empresas visando a cuidar da aposentadoria e de eventuais acidentes destas pessoas, jurando que isso não trará nenhuma consequência negativa ao mercado de trabalho.

Para concluir

Esta lista de "soluções" simplistas e superficiais para problemas reais e imaginários pode ser facilmente expandida.

A intelligentsia, ao confundir palavras com realidades, supõe que o sucesso em descrever verbalmente realidades mais ao seu gosto prova que essas realidades imaginadas podem se tornar reais ao simplesmente se reorganizar os fenômenos superficiais relevantes. 

Os membros deste clero ignoram as consequências não-premeditadas. E eles ignoram o fato de que muitas das realidades sociais e econômicas que eles abominam são o resultado não de vilania ou de imperfeições corrigíveis, mas de trade-offs complexos feitos por inúmeros indivíduos.

A engenharia social parece algo factível somente para aquelas pessoas que, ao verem apenas alguns poucos fenômenos superficiais, ignoram a espantosa complexidade que sempre está abaixo da superfície para criar esses fenômenos superficiais. 

Para tais pessoas, a realidade social é vista como pelos olhos de uma criança: simples e facilmente manipulável para se alcançar quaisquer que sejam os desejos que motivam os manipuladores.

O batalhão da intelligentsia está repleto de pessoas simplórias que confundem sua felicidade com palavras, e suas boas intenções com pensamento sério. Eles transmitem uns aos outros, e ao público inocente, a aparência de serem pensadores profundos. A realidade, no entanto, é que raramente pensam com mais sofisticação e nuance do que o tipo de pensamento encontrado diariamente nos jardins de infância.


autor

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.


  • anônimo  20/06/2022 16:55
    Falando em pirraça, o Lira disse que a Petrobras tá enfrentando o Brasil. Como se um negócio de compra e venda de combustível fosse um ataque ao Brasil.

    Como implantar um livre mercado nessa basófia?
  • Murilo d  22/06/2022 13:41
    Só no governo do Itamar Franco tinha ministério da desburocratizacao precisamos disso pra ontem. O bolsonaro centrão jamais faria algo parecido.
  • Nagib  22/06/2022 13:55
    Isso foi no governo Figueiredo. E foi abolido pelo Sarney.



    Em termos de governança, foi uma das melhores coisas já feitas neste país. Dentre outras coisas, foram criados os Juizados de Pequenas Causas e o Estatuto da Microempresa. E foi revogada a exigência do reconhecimento de firma.

    Exatamente por ter sido bom, foi abolido. E, depois de abolido, voltaram com praticamente todas as burocracias que haviam sido extintas.
  • Hugo Guimarães de Mequita  25/06/2022 02:19
    Isso mesmo. Se não me engano esse ministro da desburocratização se chamava Hélio Beltrão.
  • Mateus  20/06/2022 16:58
    Tá rolando na internet um print do Salim Matar em 2020 dizendo que a Petrobras estava vendendo suas refinarias e iria reduzir a sua capacidade de refino de 98% para 48%, e que isso seria bom pro Brasil.
    Olhando agora, será que foi uma decisão acertada?
    Pergunta 2: procede a reclamação do presidente em culpar a Petrobras pelos altos preços?
  • Bernardo  20/06/2022 17:20
    Vender refinarias é irrelevante. A encrenca está em construir novas refinarias.

    Vender refinarias é simplesmente mudar a administração de um ativo já existente. Isso, por si só, não aumenta a capacidade produtiva. O ativo já existia e continuará existindo. Ademais, se quem comprar for um genuíno capitalista, então irá seguir refinando normalmente.

    Isso não altera em nada a oferta.

    O problema do Brasil é que não há refinarias o bastante. E as refinarias já existentes, e que estão sendo vendidas, estão tecnologicamente defasadas e não conseguem transformar o tipo específico petróleo extraído aqui no Brasil em gasolina e diesel.
  • Vladimir  20/06/2022 17:25
    É impressionante como as pessoas se concentram no imaterial, e ignoram o essencial.

    E é realmente impressionante como as pessoas — pior ainda: adultos — se recusam a aceitar fatos básicos do mundo.

    Fazem pirraça e batem o pezinho, pois se acham especiais e indignas de certas realidades econômicas.

    Tentando desenhar:

    1) A Petrobras produz muito petróleo, mas não tem condição de refinar este petróleo em gasolina e em diesel. Não tem como. Não há refinarias para isso. O número de refinarias existentes é baixo e elas estão tecnologicamente defasadas. Vender refinarias não muda absolutamente nada esta realidade. Não há chilique a ser feito. Esta é a realidade. Logo, a Petrobras faz a única coisa racional: ela exporta este petróleo excedente.

    2) Como consequência de todo este arranjo, a gasolina tem de ser maciçamente importada. Ao menos metade da gasolina que consumimos é importada (pesquise na internet). Já o diesel é praticamente todo importado (pesquise na internet).

    3) Sendo a gasolina e o diesel importados, tem-se de pagar o preço vigente no mercado internacional de commodities, que é o mesmo preço, em dólares, para todos os países do mundo.

    4) Ninguém vai vender diesel e gasolina mais barato para o Brasil só por sermos mais simpáticos e mais sexies.

    5) Apenas a Petrobras, sozinha, não consegue importar toda a gasolina e todo o diesel que importamos. Importadores privados complementam o serviço. O fato de haver gasolina e diesel plenamente disponíveis em qualquer rincão deste país se deve exatamente a este fato.

    6) Se a Petrobras começar a vender mais barato do que importa (queimando capital estatal para isso), irá simplesmente expulsar do mercado os importadores privados, que não são bobos e não vão pagar para trabalhar.

    7) Consequentemente, haverá escassez e desabastecimento.

    8) Creia-me: escassez e desabastecimento é muito pior do que pagar caro mas ter o produto. Sempre prefira "caro, mas disponível" a "barato, mas em falta".

    Em suma: os preços de uma commodity em um país serão muito semelhantes aos preços em outro país. O que irá variar é a carga tributária (ou o subsídio) que incide sobre cada preço.

    No entanto, o preço do litro em dólares, sem impostos, é o mesmo em todos os países. Nos EUA, na Alemanha, no Brasil, no Japão e no Sudão.

    Bizarro adultos darem chilique e se recusarem a aceitar isso. Devem se achar muito especiais.
  • Ricardo Silva  20/06/2022 17:42
    "6) Se a Petrobras começar a vender mais barato do que importa (queimando capital estatal para isso), irá simplesmente expulsar do mercado os importadores privados, que não são bobos e não vão pagar para trabalhar.

    7) Consequentemente, haverá escassez e desabastecimento."

    Não houve escassez e desabastecimento quando a Dilma fez isso. Sem contar que o preço atual já está defasado.
  • Carlos Brodowski   20/06/2022 17:51
    Ué, conte a história toda. O que aconteceu depois? Quais foram as consequências — que, aliás, perduram até hoje?

    Teste de honestidade intelectual.
  • Leandro  20/06/2022 17:54
    No governo Dilma, a Petrobras foi obrigada a vender para as distribuidoras gasolina e diesel abaixo do preço pelo qual foram importados. 

    A empresa, que é estatal, teve de queimar seu patrimônio para manter esta política. Na prática, a empresa pagava para produzir.

    Obviamente, ela só fez isso porque era estatal. Nenhuma empresa normal poderia se dar a este luxo.

    Como consequência, o preço de suas ações, que havia chegado a R$ 44 em 2008, caiu para R$ 4 ao fim de 2015.

    No total, a estatal teve um prejuízo de R$ 70 bilhões. E este prejuízo se deveu exclusivamente ao fato de ter sido obrigada a produzir com preços congelados. Petrolão e outras mutretas não entram na conta.

    A coisa foi tão escabrosa que até mesmo Lula veio a público reconhecer o erro, algo totalmente atípico:

    Governo se equivocou ao congelar preço gasolina, diz Lula

    Simultaneamente, em 2012, o governo também decidiu intervir no sistema elétrico. Por decreto, ele revogou os contratos das empresas de geração e transmissão de energia e fez novos contratos impondo tarifas menores. E controlou o preço de revenda das distribuidoras.

    A revogação dos contratos das empresas de geração e transmissão de energia obrigou as distribuidoras a recorrer ao mercado de curto prazo, onde a energia é bem mais cara. Consequentemente, as distribuidoras tinham de comprar caro e revender barato, porque o preço da revenda estava congelado pelo governo.

    Consequentemente, elas ficaram insolventes. E o Tesouro passou a socorrê-las com dinheiro de impostos. O rombo chegou a R$ 27 bilhões.

    Isso foi esticado até onde deu. No final, é claro, deu tudo errado.

    Em suma: a Petrobras, por ser estatal, teve de queimar seu patrimônio para manter a política. Ela importava todo o combustível necessário e vendia mais barato. Uma total insanidade. Algo a que apenas estatais geridas por irresponsáveis pode se dar ao luxo de fazer. E, ainda assim, apenas temporariamente. No fim, teve de reverter tudo e adotar a atual política citada no artigo acima. Não há mágica na economia.

    Já no setor elétrico, a coisa só foi mantida porque o Tesouro passou a subsidiar tudo (com nosso dinheiro de impostos). Dado que as receitas estavam muito menores que os custos (um inevitabilidade de um controle de preços), o Tesouro entrou em cena para equilibrar a equação repassando nossos impostos para estas empresas.

    Obviamente, também se trata de algo que pode durar apenas temporariamente. No fim, acabou o dinheiro para os repasses, o orçamento do governo passou a ter déficit primário, e as contas de luz subiram 80%.

    De novo, não há mágica em economia. Nenhum controle de preços passa impune. Muito menos aquele feito por estatais.
  • Neto  20/06/2022 18:00
    Detalhe: não existiam importadores privados. Não era liberado. Só passou a ser permitido exatamente a partir de 2015, quando a Petrobras, totalmente quebrada, não tinha mais caixa para continuar importando (e vendendo abaixo do preço de custo). E a Abicom só surgiu em 2017.

    Muito tempo atrás, Texaco e Esso importavam alguma coisa. Mas aí a Petrobras começou a congelar preços, e então estas saíram do mercado (foram compradas).

    Importadores privados só surgiram em 2015, quando a Petrobras teve de mudar sua política de preços, e só se estabeleceram em 2016, quando a Petrobras adotou o PPI. Criaram sua primeira associação em 2017, como mostrado acima.

    Veja este paper de janeiro de 2015:

    "Apesar de desregulados desde 2002, os preços da gasolina, diesel e GLP sofrem o controle indireto do governo. Como a União detém a maior parte das ações votantes da estatal e esta, por sua vez, representa quase 100% da capacidade de refino no país e da importação de derivados, a política de preços da estatal reflete aquela almejada pelo governo e acaba definindo os preços domesticamente.

    www.ie.ufrj.br/images/IE/PPGE/disserta%C3%A7%C3%B5es/2015/Patr%C3%ADcia%20Vargas.pdf

    E veja, por exemplo, esta reportagem de 2014 e note que não há menção nenhuma a importadores privados:

    [link=]g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/02/petrobras-gastara-140-mais-com-importacao-de-combustivel-ate-2020.html[/link]

    Por curiosidade, digitei no Google as palavras "empresas importadoras gasolina" (sem aspas) e restringi a busca até 31/12/2014.

    Nada.
  • Ricardo Silva  20/06/2022 18:04
    "No total, a estatal teve um prejuízo de R$ 70 bilhões. "

    E isso fez alguma diferença para o consumidor de gasolina? Ou somente para os acionistas que perderam dinheiro? Sinceramente não estou nem aí para o capital da empresa, é afirmado que a maior parte da gasolina é importada já que as refinarias brasileiras não dão conta da demanda e eu não acredito que precise mais do que tanques de armazenamento, caminhões e um porto para importar gasolina. Deixem os acionistas pagarem a conta.
  • Fernando  20/06/2022 18:18
    "E isso fez alguma diferença para o consumidor de gasolina?"

    Não só fez, como você está sentindo hoje. A reposição do preço dos combustíveis, bem como a adoção do PPI, teve como uma das causas exatamente reestruturar a empresa.

    A menos que você seja daquelas que acreditam que é possível uma empresa ter prejuízos eternos e continuar existindo…

    O mesmíssimo fenômeno, aliás, aconteceu no setor elétrico. Só que, graças à nossa matriz energética ser hidráulica, o aumento de preços foi menor.

    "Sinceramente não estou nem aí para o capital da empresa"

    Impressionante a existência de adultos que acreditam em unicórnio. O cara agora simplesmente revogou a contabilidade básica.

    Aviso ao mundo: Ricardo Silva descobriu ser possível ter uma empresa tendo prejuízos constantes e, ainda assim, manter tudo funcionando normalmente…
  • Vinícius  20/06/2022 18:19
    "Sinceramente não estou nem aí para o capital da empresa"

    O cara genuinamente acredita que uma empresa pode existir para sempre com custo de $100 e receita de $70.

    "deixem os acionistas pagarem a conta"

    Perguntinha básica: quem é o principal acionista da estatal Petrobras? Como este acionista aufere receitas?

    Observem que o problema não é nem que temos adultos pirracentos, não. Eles são realmente burros, mesmo.
  • Ricardo Silva  20/06/2022 23:02
    Deixe-me explicar melhor o meu ponto aqui.

    Fato 1 ) A gasolina e diesel majoritariamente consumidos são importados já que as refinarias brasileiras não dão conta da demanda. O Vladimir disse: "Ao menos metade da gasolina que consumimos é importada (pesquise na internet). Já o diesel é praticamente todo importado (pesquise na internet).".

    Fato 2) A Petrobras é uma empresa utilizada para extrair petróleo e exportá-lo. O Vladimir disse:" A Petrobras produz muito petróleo, mas não tem condição de refinar este petróleo em gasolina e em diesel. Não tem como. Não há refinarias para isso. O número de refinarias existentes é baixo e elas estão tecnologicamente defasadas. Vender refinarias não muda absolutamente nada esta realidade. Não há chilique a ser feito. Esta é a realidade. Logo, a Petrobras faz a única coisa racional: ela exporta este petróleo excedente."

    Fato 3) Para importar gasolina ou diesel não é necessário mais do que caminhões, portos e tanques de armazenamento. Estamos falando de portos marítimos, pesquisem quantos portos marítimos existem no Brasil.

    Quando disse que não estou nem aí para o capital da empresa foi no sentido de que se a atividade de exportação de petróleo ficar defasada ao se praticar uma espécie de lucro 0 para subsidiar a gasolina e o diesel seria algo muito benéfico e viável. Não estou nem aí se a Petrobras vai ser a última petroleira colocada no ranking mundial de eficiência e produtividade.

    Conclusão didática utilizando os três fatos irrefutáveis que descrevi: Para atender a demanda dos brasileiros, para encher o reservatório dos postos de combustível, para que você consiga abastecer seu carro, tudo que é necessário é importar e conforme o fato 3 explica, isso é muito fácil. As atividades da Petrobras além da importação de diesel e gasolina não são o que interessa para o consumidor brasileiro conforme os fato 1 e 2 explicam.


  • Vinicius   20/06/2022 23:11
    Ô, campeão, é sério que você acha que importar é de graça?

    Ou então, é sério que você acha que é viável importar a $ 100 e revender a $ 70, pois todo o necessário são "reservatórios e caminhões"?

    Eu realmente recuso-me a crer que você esteja falando a sério. Conheço a sinceramente achar que você está de pura trolagem.
  • Petroleiro atento  21/06/2022 02:14
    Cara, de irrefutabilidades você não está refutando nada.
    E já alertei sobre isso aqui em outros dois artigos a respeito de um erro técnico, mas que não invalida de forma alguma as análises feitas neste site, mas é bom tomar cuidado com o que se lê na internet.

    O Brasil está muito longe de importar totalmente o diesel; um relatório mensal por exemplo não pode ser extrapolado. A empresa tem que fazer manutenções estratégicas em seus ativos, e uma ou mais prolongadas podem momentaneamente levar a um cenário parecido.

    Mas tem muita baboseira sendo dita na Internet, não a toa uma matéria do UOL tomou uma resposta de leve da Petrobras.
    Tem gente que ainda acredita no seguinte: que o Brasil importa muito petróleo leve para que seja feito o blend com o nosso de característica médio-pesada e ser processado em nossas refinarias que precisariam ser adaptadas para processar um óleo leve. Total inversão da realidade.
    A maioria nem sabe como as refinarias foram projetadas e o processo adaptado para que.
    A maioria nem sabe da existência do pré-sal e a parcela atual desse óleo na produção e carga de refino, ou acha que produz pouco ou acha que o petróleo produzido de lá é pesado também. Imensa maioria na verdade não sabe e nem quer saber quanto se produz, quanto se refina, quanto se consome de derivados nos ciclos Otto, diesel, aviação, lubrificantes, quanto se importa e se exporta desses itens, qual é a capacidade de refino, que existem refinarias e campos privados, mas querem dar pitacos...

    Só rindo. Porque esse debate é eterno e os números mudam, e isso só tem eficiência no abastecimento de... torcidas e militantes rsrs.

    O que turbinou esse debate são alguns fatores recentes: a divulgação do lucro record e o recente aumento dos preços com a queda do preço do barril, que fez o presidente relinchar e pedir CPI...
    Como quase ninguém sabe que a produção e a rentabilidade do pré-sal (um óleo leve que possibilita muito maior valor agregado e lucro) está indo muito bem, que a Petrobras tem em curso sua estratégia de desinvestimento de ativos maduros e focando no pré-sal, que a mesma obviamente também investe seu lucro, e o dólar ajudando nas suas exportações, e com o PPI implantado isso turbina mesmo os lucros por hora.
    Com isso, nada mais justo do que premiar seus investidores, manter saudável suas dívidas e atrair mais investimentos para que os reinvestimentos sejam feitos independente se ela é estatal ou não, pois se o Brasil quer refinar tudo o que consome então precisa expandir.

    Especificamente sobre o que você disse, que só precisamos importar e pronto, cara na boa mas isso é um discurso infantil talvez replicado de gente que não conhece a realidade e o potencial desse setor no Brasil e ainda se informa muito pouco. Isso só representaria a realidade de países com pouca ou nenhuma produção de petróleo.
    Com as reservas que temos, e o parque de refino que já temos, ok precisa ser expandido pra dar conta mas processa de boa em imensa maioria a parcela de óleo de ótima qualidade na carga de refino com a pequena parcela de óleo pesado de campos antigos, e você ainda quer jogar tudo para o alto, exportar tudo e importar tudo ?? Depois disso que benefício para o país você acha que isso vai trazer, acha que nossos nobres políticos vão baixar a carga de impostos e os combustíveis importados serão mais baratos? Então já não é mais fácil fazer isso primeiro com os combustíveis produzidos aqui??

    E lembre-se, privatizar é na questão de ingerência política, evitando replicar todo o caos que já vimos. Mas não resolverá se não houver efetiva concorrência no refino, já que na exploração a Petrobras domina e possui os melhores ativos, mas temos agência reguladora e isso já atrapalha tudo.
    Quanto aos preços, aí esquece filho, petróleo é commodity e gasolina importada também segue preços de contratos internacionais. Portanto, de novo, privatizar é para evitar maiores rombos para o brasileiro otario de classe média pagar...
  • anônimo  21/06/2022 13:56
    "Quando disse que não estou nem aí para o capital da empresa foi no sentido de que se a atividade de exportação de petróleo ficar defasada ao se praticar uma espécie de lucro"

    Se uma empresa não lucra, ela fecha. Você não terá mais importação. Tabelar preço ou lucro é querer obrigá-la a vender por menos. O resultado é o mesmo. Nenhum idiota compra laranja por 4 e vende por 3 só pra vc economizar alguns centavos no preço.

    Lucro não é garantido. Não se tabela lucro.
  • anônimo  20/06/2022 23:10
    "Sinceramente não estou nem aí para o capital da empresa"

    É o capital que a empresa ainda possui que permite haver combustivel na bomba pra vc comprar.
  • Bruno Souza  20/06/2022 23:13
    O cara jura que uma empresa descapitalizada consegue continuar importando gasolina e diesel tranquilamente.

    Agora eu entendo como PT ainda tem tantos eleitores…
  • Luiz  21/06/2022 21:22
    Logicamente todos perdem, uma empresa com prejuízo de 70 bi fará o máximo para recuperar esse valor
  • Humberto  20/06/2022 18:08
    Ressalte-se também a obviedade de que a quantidade de carros, caminhões e motos no Brasil era menor em 2012 do que hoje.

    Logo, o volume de combustíveis que tem de ser importado hoje é bem maior do que em 2012.

    Em 2012, a quantidade total era de 49,5 milhões. Em 2020, foi de 60 milhões. Hoje, tranquilamente está perto de 63 milhões. Aumento de quase 30% em 10 anos.

    www.sindipecas.org.br/sindinews/Economia/2019/RelatorioFrotaCirculante_Maio_2019.pdf

    Qualquer empresa que tiver de importar combustíveis para suprir este mercado, e tiver de vender mais barato que o custo, não durará nem um ano.

    E segue a pirracinha de adultos mimados que se recusam a entender o básico de economia.
  • Felipe  20/06/2022 23:35
    Sim, porque os preços da gasolina continuaram livres nas bombas nos postos de combustíveis (tem um comentário meu perguntando isso e me responderam algo assim; perdi o comentário, infelizmente). Por isso que não faltou. Não foi um congelamento como o que está acontecendo na Argentina, onde está faltando combustível.

    Mas aí as consequências foram as que o Leandro mencionou no comentário.
  • Ronald "Ronnie" McCrea  21/06/2022 16:29
    Isso na petrobrás é complô de sabotagem. Ponto Final.
  • Felipe  20/06/2022 23:46
    "1) A Petrobras produz muito petróleo, mas não tem condição de refinar este petróleo em gasolina e em diesel. Não tem como. Não há refinarias para isso. O número de refinarias existentes é baixo e elas estão tecnologicamente defasadas. Vender refinarias não muda absolutamente nada esta realidade. Não há chilique a ser feito. Esta é a realidade. Logo, a Petrobras faz a única coisa racional: ela exporta este petróleo excedente."

    No caso, como é um outro tipo de petróleo, então teria de fazer uma outra refinaria só para refinar esse petróleo daqui? Não entendo do setor de petróleo e derivados. Porque o Brasil, embora importe grande parte dos derivados, ainda produz uma parcela deles (ainda que não dê conta da demanda).

    De qualquer forma, olha a encrenca que o Getúlio Vargas criou. Ele enterrou o setor que estava nascendo por aqui. O Monteiro Lobato inclusive estava querendo investir no setor.

    Não sei se alguém já escreveu alguma tese ou TCC sobre, mas seria bem legal se houvesse uma, que falasse sobre a história do setor aqui no Brasil, desde antes do Getúlio.
  • Imperion  21/06/2022 13:54
    Não existe petróleo. Existem petróleos. Nenhum é igual ao outro. Por isso tem que haver flexibilidade no investimento. E tem que ser privado. Assim, deve-se ter em mãos o melhor equipamento que melhor se adapte ao tipo de líquido que vc extraiu do solo.

    O equipamento pra refinar o petróleo encontrado no continente é diferente do utilizado para refinar o do pré-sal. Era importante que a compra fosse por caráter técnico e não político.

    A Abreu Lima custou caro porque politicamente falaram que era pra usar tecnologia nacional (inexistente) ao invés de importar diretamente o equipamento de uma empresa estrangeira especialista no refino e mais barata.

    Aliás, o petróleo passa por separação fracionada, e daí se extrai vários subprodutos. E com mais tecnologia e enzimas, outros. O petróleo é só matéria-prima. Não tem mágica. É tecnologia e tem que ficar longe de decisões de burocratas.
  • Rick_Fialho  21/06/2022 23:25
    E se nós de alguma forma conseguíssemos diminuir o preço sobre a importação do petróleo e fizéssemos que o governo tirasse suas garras dele,resumindo: vender todas as refinarias e deixar a importação e comercialização somente para setor privado. Resolveria de alguma forma ?
  • Carlos  22/06/2022 00:58
    Aumentaria bastante a oferta no mercado interno. Mas aí também você tem de desregulamentar o setor de postos de combustíveis, que é extremamente amarrado pelas regulações da ANP. Nenhum posto quebra e é praticamente impossível abrir um novo.

    Dito isso, enquanto houver ICMS de 30% em cima dos preços nas bombas, esquece.
  • Imperion  22/06/2022 13:52
    Resolveria o lado da oferta: quanto mais ofertado um produto num mercado, menor o seu preço. Quanto menos ofertado (escasso ) um produto num mercado, maior seu preço.

    Corte o imposto de importação de combustíveis, o monopólio estrutural estatal, os impostos internos, acabe com a impressão monetária e os subsídios à exportação e as burocracias para produção e refino interno, e quando a oferta subir, consegue-se o menor preços mínimo que é possível nesse mercado para venda.

    E sem risco de desabastecimento como ocorreria no controle de preços e lucros. Consumidor paga menos impostos e de quebra paga menos no combustível. Aliás, não sei como alguém pode considerar pagar mais impostos e mais caro em todos os produtos consumíveis benéfico a si mesmo.
  • anônimo  20/06/2022 20:02
    As tais refinarias apenas trocaram de maos. Nao alterou nada. As privatizadas continuam refinando.
  • Artista Estatizado  20/06/2022 20:04
    Sobre a pergunta 2: não, a culpa não é da Petrobras. Basta olhar para a única refinaria privada de porte no Brasil, a Acelen (ex RLAM).

    O preço no diesel na Acelen gira entre 50 centavos a um real mais caro do que nas outras refinarias. Isso tem causado uma debandada de transportadores de carga e de passageiros (além de postos de revenda) para abastecer nos estados vizinhos à Bahia, na medida em a logística e disponibilidade de produto permite. Se eles pudessem, comprariam zero na Bahia.
  • Estudante confuso  20/06/2022 18:36
    America Latina acabou, os comunistas mais radicais avançam no poder. O narcotráfico vai ganhar força e esse continente ira afundar, a eleição na Colombia foi decisiva
  • Felipe  20/06/2022 20:16
    Não sei como foi o governo Iván Duque mas, vendo aquela proposta dele desastrada de reforma tributária, isso pode ter desgastado ele. A guerra contra as drogas certamente influenciou.

    Mauricio Macri e Sebastian Piñera foram frouxos e tentaram agradar a mídia e a esquerda, acabaram perdendo. Agora veja o Jair Bolsonaro que, embora sim tenha feito concessões toscas, não tenta ser prudente e sofisticado, sendo autêntico como ele sempre foi.
  • Ronald "Ronnie" McCrea  20/06/2022 21:42
    Estudante Blackpill, cai fora!
  • Ronald "Ronnie" McCrea  20/06/2022 21:48
    Ô estudante confuso BLACK PILL. Sugiro mudar esse seu comprotamente pois é exatamente isso que eles querem. Se liga. Use a cabeça ao invés do fígado.
  • Libertario raiz   22/06/2022 08:13
    A culpa foi dos liberais e da "direita" que entraram na onda do fica em casa e das focinheiras. Agora pagam o preço da merda pq o povo ta puto (ironicamente o tirano "de direita" do Reino Unido tb tá aprendendo o erro que é bancar um ditador em cima da população).
    Não tem como o eleitor acreditar em alguém que se diz defensor "da liberdade" e ao mesmo tempo ataca os direitos individuais básicos. Essa hipocrisia historicamente era reservada aos genocidas cruéis da esquerda, mas com a pandemia os "liberais" e "de direita" mostraram sua face tirânica.
    Bolsonaro, felizmente, foi a boa exceção (principalmente após a saída do cruel ditador Sérgio Moro).
    Bolsonaro só perde esta eleição se Paulo Guedes e RCN agirem contra.
  • Revoltado  22/06/2022 14:35
    A culpa foi dos liberais e da "direita" que entraram na onda do fica em casa e das focinheiras. Agora pagam o preço da merda pq o povo ta puto (ironicamente o tirano "de direita" do Reino Unido tb tá aprendendo o erro que é bancar um ditador em cima da população).
    Não tem como o eleitor acreditar em alguém que se diz defensor "da liberdade" e ao mesmo tempo ataca os direitos individuais básicos. Essa hipocrisia historicamente era reservada aos genocidas cruéis da esquerda, mas com a pandemia os "liberais" e "de direita" mostraram sua face tirânica.
    Bolsonaro, felizmente, foi a boa exceção (principalmente após a saída do cruel ditador Sérgio Moro).
    Bolsonaro só perde esta eleição se Paulo Guedes e RCN agirem contra.

    ====E por isto é pregado na cruz o tempo todo pela mídia mainstream. Eu mesmo tive o desprazer de ver PSOLentos de boutique bon-vivants insultando-o de "genocida" e "paspalho" por defender a ministração do kit de tratamento precoce, ao invés de praticar sexo oral nos culhões das Big-Pharma, como o lado canhoto da Força faz, semelhante a cadelas adestradas. Com tais energúmenos à disposição, tão servis, qualquer ditador de verdade se refestela.
  • Felipe  20/06/2022 20:13
    Na monarquia dos estados-nações, o pobre tinha a plena convicção de que ele não poderia mudar o sistema de aparato estatal, porque o soberano que manda nele nunca mentiu em falar que os reis eram eleitos e então estavam usando ação visando "o interesse público" e a "coletividade".

    Hoje, a pessoa é iludida a acreditar que, com ela podendo votar, ela agora é mais livre e poderá mudar os rumos daquele local no qual ela votou. Os políticos, então, em todo ano eleitoral, prometem coisas impossíveis de serem cumpridas e assim serão eleitos, não sendo punidos pelos seus erros. A pessoa é mais livre nesse regime? Hoje existe imposto de renda retido na fonte e um sistema tributário extremamente ramificado e burocratizado, dezenas de ministérios, programas governamentais com nomes bonitos, guerra contra as drogas, controle no setor educacional, moeda fiduciária por um banco central, entre tantas outras coisas que eram praticamente inexistentes nos tempos da Idade Moderna.
  • Ronald "Ronnie" McCrea  21/06/2022 16:28
    Então faz você uma máquina do tempo e vá pros tempos da Idade Moderna.
  • Libertario raiz   22/06/2022 08:15
    Que tipo de comentário raso é esse? A prosperidade econômica não é graças ao sistema político atual, ela veio APESAR dele.
  • Ricardo  21/06/2022 01:49
    "Alguns trabalhadores recebem salários muito baixos para sustentar uma família no mundo moderno? Sim. A "solução" simplista para esse problema falso – "falso" porque a maioria dos trabalhadores que ganha salários tão baixos não são chefes de família" - Li e reli e confesso que não entendi. Há dados que suportem esta afirmação?
  • Malta  21/06/2022 02:19
    Another common misconception is that of the family breadwinner earning minimum wage. However, only 1 percent of married workers earned the federal minimum wage or less. Most of those workers were young, unmarried and made up about 5 percent of the total workers.

    blog.accuchex.com/minimum-wage-workers-statistics

    Ou seja, 1% dos casados.

    Já entre os solteiros e jovens, 5%.
  • Lucas  21/06/2022 02:19
    Quantos homens você conhece que são chefes de família — ou seja, casados e com filhos — e que ganham um salário mínimo?

    Dica: se o sujeito chegou aos 40 anos, tem filhos e ainda sustenta a mulher com um salário mínimo, você descobriu um herói.
  • Murilo D  21/06/2022 10:31
    Estava ouvindo o nerdcast lá da petista magalu e o jovem nerd e azaghal no episódio de stranger things pedindo voto na maior cara de pau pro Lula!!
    acham que irão mamar no dinheiro público e quando começar a virar Venezuela eles irão conseguir vazar do país.
    :(
    pior que Bolsonaro poderia ter tido uma base que presta e feito uma CPMI em cima do foro de SP. em vez disso se juntou com os mesmos corrupto do mensalão e hoje tem a volta da corrupção (Orçamento secreto) sigilo de 100 anos, valdemar da costa neto que foi preso junto com josé dirceu!!
  • Libertario raiz   22/06/2022 08:20
    Fazer CPI? Deixa eu ver se entendi. Você acha que o Bolsonaro não deveria negociar com o congresso e magicamente montar uma CPI no Congresso?
    Isso é viver em conto de fadas.
    Ademais , corrupção é o menor dos problemas. O problema é o tamanho do estado.
    O Brasil seria muito melhor se tivéssemos um estado mínimo ainda mais corrupto do que um estado de bem estar social "lindamente eficiente".
    Juiz ganhando salários de marajá está dentro da lei…

    O foco tem que ser em tirar o estado da economia, combate à corrupção é enxugamento de gelo e totalmente inútil.

    (A corrupção moral real ocorreu na hora que foi cobrado imposto ou impresso moeda).
  • Ricardo  22/06/2022 00:39
    Se tu achas que chefe de família e homem são sinônimos, tenho uma novidade pra ti: nao neste país. Nao vou procurar agora, mas é fácil de achar o % de mulheres q sustentam suas famílias. E por familia, pode considerar filhos, de varios pais, mãe idosa, sobrinhos, irmao vagabundo...
    Mas mesmo na tua concepçao de chefe de familia, há sim gente ganhando salario minimo, bolsa esmola, sobrevivendo de bicos para sustentar os seus.
  • Lucas  22/06/2022 00:55
    Que há várias mulheres que sustentam famílias, isso é inegável. Agora, você está dizendo que essas mulheres conseguem sustentar esse tanto de gente que você listou com apenas um salário mínimo?

    Rapaz, aí é mágica, hein?

    O que você irá encontrar, aí sim, são mulheres que fazem vários bicos, que possuem várias rendas no mercado informal, e que, com essas rendas informais (que totalizam mais que um salário mínimo), conseguem sustentar essa lista toda.

    E isso apenas confirma o que foi dito.
  • Ex-microempresario  23/06/2022 23:42
    Mãe idosa ganha aposentadoria, BPC ou bolsa-família (ou seja lá qual for o novo nome).

    O irmão vagabundo ganha bolsa-família também.

    Incentivos para ser improdutivo e viver às custas do estado é coisa que não falta por aqui.
  • ANTONIO JORGE BARBOSA  22/06/2022 14:57
    D+


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