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Não é exclusividade da Rússia. Todo estado é formado por oligarcas
E guerras são apenas desentendimentos entre estas oligarquias

Em termos mais generalizados, eis a história padrão da Rússia pós-soviética. 

Durante a era soviética, não havia preços reais por causa da intromissão generalizada e incessante dos socialistas na atividade econômica. Ninguém sabia quanto cada bem ou serviço realmente valia. Nem um pedaço de pão, nem uma mina cheia de urânio. Ludwig von Mises já havia explicado exatamente por que seria assim — e antes de o socialismo ter sido implantado.

Se tudo era propriedade do estado e tudo era redistribuído pelo estado, não havia como surgir um sistema de preços. E dado que os planejadores centrais precisam de um sistema de preços para lhes mostrar quanto custa cada recurso escasso — e dado que preços só podem surgir por meio da concorrência em uma sociedade em que haja propriedade privada e que permita a livre entrada de concorrentes, e o socialismo não permite nenhum dos dois —, então os planejadores, por definição, não tinham como planejar nada.

Quando a União Soviética entrou em colapso, o estado centralizador, é claro, desapareceu. Repentinamente, não havia nem preços e nem proprietários. Era como um gigantesco vale-tudo econômico. Um "Velho-Oeste Selvagem", como diz o ditado. Tudo estava sem dono, disponível para ser apropriado por "quem chegasse primeiro". Era uma corrida para ver quem pegava mais para si.

Colocando de uma maneira que os leitores deste instituto imediatamente entenderão como uma clássica explicação hoppeana-rothbardiana: em meio a esse caos, o pior dos piores subiu ao topo. 

As hienas atacaram para repartir a carcaça soviética. Oportunistas implacáveis e astutos assumiram todas as fábricas e todas as operações de extração anteriormente administradas pelo estado. Surgiu uma espécie de "cultura nacional das quadrilhas", e a lógica desta mentalidade gângster funcionou para separar os despojos entre os homens fortes.

Algumas pessoas, aquelas que eram particularmente dotadas de astúcia, saíram na frente, apropriando-se de bilhões e bilhões de dólares em petróleo, gás e direitos sobre minerais, entre outras commodities. Estes se tornaram os novos-ricos da classe criminosa russa, e que agora são chamamos de "oligarcas". 

E o rei de todos os oligarcas, o mais feroz rottweiler do ferro-velho, acabou sendo um ex-coronel da KGB e vice-prefeito de São Petersburgo, Vladimir Vladimirovich Putin.

Um episódio infame de 2009 na cidade russa de Pikalyovo resume tudo perfeitamente. O então primeiro-ministro Putin (que, na ocasião, fazia uma mera encenação fingindo estar afastado de seu real cargo de presidente) apareceu na cidade para ordenar que um complexo de fábricas voltasse as atividades para que milhares de pais de família pudessem voltar ao trabalho. Uma das fábricas era de propriedade de Oleg Deripaska, um dos oligarcas rivais de Putin. Putin o humilhou em uma reunião pública, ordenando a Deripaska que assinasse um acordo para reabrir a fábrica, mostrando assim ao mundo que Putin estava no comando de todas as operações na Rússia. Quando Deripaska assinou o acordo, Putin acrescentou mais um toque de humilhação fazendo com que Deripaska lhe devolvesse sua caneta, implicitamente chamando-o de ladrão.

Eis o vídeo:

O recado foi claro: oligarcas são oligarcas, Putin "é o cara", e ele surgirá em qualquer cidade para ter um duelo de pistolas com qualquer um tolo o suficiente para desafiá-lo. Uma violenta cidade do Velho-Oeste: é assim que a maioria de nós no Ocidente entende a Rússia hoje.

Só que, realmente, não há grandes diferenças

Entretanto, analisemos um pouco mais detidamente, recorrendo aos ensinamentos de Hoppe e Rothbard para obter ajuda. 

O que é um estado? Um estado é uma gangue de criminosos. Um estado é crime organizado em grande escala. Um estado nada mais é do que uma máquina recheada de oligarcas. O estado é oligarca em todos os lugares. Sempre é, sempre foi.

O mais recente livro do cientista político James C. Scott, Against the Grain (2017), detalha como os "estados mais antigos" atacavam e se alimentavam do empreendimento humano. Os primeiros pagadores de impostos eram fazendeiros cujos territórios foram invadidos por nômades que pastoreavam seu gado. Esses invasores nômades forçavam os fazendeiros a lhes pagar uma fatia de sua renda em troca de "proteção". O fazendeiro que não concordasse era assassinado. Os nômades perceberam que era muito mais interessante e confortável apenas cobrar uma taxa de proteção em vez de matar o fazendeiro e assumir suas posses. Cobrando uma taxa, eles obtinham o que necessitavam. Já se matassem os fazendeiros, eles teriam de gerenciar por conta própria toda a produção da fazenda.

Daí entenderam que, ao não assassinarem todos os fazendeiros que encontrassem pelo caminho, poderiam fazer desta prática um modo de vida.

Assim nasceu o governo. Não assassinar pessoas foi o primeiro serviço que o governo forneceu. O governo nasceu da extorsão. Os fazendeiros tinham de pagar um "arrego" para seu governo. Caso contrário, eram assassinados.

Quase nada mudou desde então. Os estados seguem extraindo um "arrego", o famoso "dinheiro de proteção" (eufemisticamente chamados de "impostos", às vezes também chamados de "tributos" ou "contribuições") do maior número de pessoas que os criminosos que ocupam câmaras legislativas ou o trono do estado conseguem alcançar.

Os oligarcas russos pós-soviéticos — dos quais Vladimir Putin é a maior estrela — estão longe de ser únicos. Os estados são apenas isso, assim como vemos na relação entre o alfa Putin e os oligarcas beta. A única coisa chocante sobre o caso russo é que ele é mais transparentemente corrupto do que o normal. 

A maioria dos estados encobre seu roubo sob hinos, bandeiras e estórias de feitos heróicos. A Federação Russa perdeu seu respaldo político-mítico quando emergiu das cinzas da URSS. Mas está tentando recuperá-lo. Stalin já foi reabilitado na Rússia como um grande homem. A invasão da Ucrânia por Putin um dia será lembrada como o glorioso sacrifício dos bravos pela pátria. 

Todos os estados são campos de gravidade para a propaganda e fake news. Apenas dê algum tempo à Rússia, e ela se parecerá com todos os outros estados novamente. Você não será capaz de ver através das vitrines da loja o arrastão acontecendo lá dentro. Tudo parecerá grandioso e estadista. O estado russo irá se normalizar e ninguém mais chamará sua elite de "oligarcas".

O incentivo é buscar legitimidade entre os semelhantes

Por tudo isso, os estatistas têm um incentivo natural para legitimar os esquemas de pilhagem uns dos outros. 

Presidentes, primeiros-ministros e reis brindam pela saúde uns dos outros em suntuosas festas de gala pagas com a propriedade privada confiscada de todos nós (sendo que nunca recebemos convites para o baile). Aliás, eu não ficaria surpreso ao encontrar coroas e capas de arminho voltando à moda entre os líderes estatais em breve. 

Estatistas acreditam que são deuses e agem como se fossem donos do dinheiro de todos. E isso não ocorre apenas na Rússia. De jeito nenhum.

Com efeito, essa visão hoppeana-rothbardiana — de que os estados são basicamente grupos de oligarcas que se premiam com títulos e medalhas entre si — pode ser expandida para muito além do exemplo russo. Pois se a atual safra de oligarcas russos é formada por meros estatistas convencionais, então a narrativa sobre o colapso da União Soviética também deve ser questionada. Não é que a União Soviética entrou em colapso; o que ocorreu é que aquela forma de oligarquia deu lugar a outra, com um confuso período de transição entre elas. 

A União Soviética era "comunista", mas o comunismo nunca foi sobre a distribuição igualitária de riqueza ou o alívio dos problemas sociais. Como hoppeanos-rothbardianos, não devemos aceitar escusas estatistas ao pé da letra. O comunismo foi, e continua sendo, um sistema para colocar o controle social e econômico total nas mãos de muito poucos. Em outras palavras, uma simples estória para encobrir a oligarquia. 

Os atuais oligarcas russos não estão fazendo nada de novo. Antes deles havia, é claro, Stalin, e Brejnev e Khrushchev e Lênin, e mais um punhado de outros seres divinos que tiraram tudo do povo russo enquanto viviam em palácios opulentos com mordomos, haréns e caviar.

E não é só a Rússia. Qual estado não tem oligarcas no comando? É uma pergunta retórica capciosa, pois, como dito, estados e oligarquias são a mesma coisa. Comunismo, democracia – tudo pólvora do mesmo barril. O enriquecimento injusto vem em muitos sabores diferentes. Mas o ingrediente principal é sempre a tributação e a consolidação da propriedade nas mãos da elite. A exclusão do populacho do usufruto de sua propriedade espoliada é o que faz do estado o estado. 

Há grandes salões e monumentos impressionantes nas capitais dos estados, frases e afirmações em mármore sobre a teologia política do estado espalhadas por todo o país. O estado possui seus próprios santos e mártires, seu próprio calendário de dias santos. O estado é, assim, uma espécie de ritual religioso, só que o dízimo não é opcional. E é muito mais do que 10%. Isso é o que é um estado: expropriação disfarçada de dever solene. As pessoas morrem o tempo todo pelo estado. Os cemitérios estão cheios de mortos do estado. O estado cobra dos enlutados a manutenção desses cemitérios. Mais impostos. Não importa o que aconteça, o estado sempre vence no final.

A Ucrânia é apenas mais do mesmo de sempre

Portanto, vamos utilizar esse conhecimento para examinar a situação atual na Ucrânia. 

Um oligarca de alto nível mundial, que passa suas férias em um Versalhes russo, está enfrentando um oligarca ucraniano muito menor a seu oeste. Este oligarca arrivista tem o apoio ambíguo de uma cabala maciça de oligarcas de grande porte na Europa Ocidental e nos Estados Unidos. Esta cabala se autodenomina "Organização do Tratado do Atlântico Norte" e é um clube muito exclusivo. 

Seus membros têm acesso a uma impressionante variedade de opções de segurança, incluindo todos os melhores equipamentos de algumas das maiores forças armadas do mundo. O líder ostensivo é o presidente americano, cujo filho ficou extraordinariamente rico ao conspirar em conjunto com a oligarquia na Ucrânia, onde os oligarcas da Organização do Tratado do Atlântico Norte agora estão encarando, através das fronteiras, os oligarcas do Kremlin. 

A oligarquia atlântica quer se estabelecer no território da oligarquia russa, e um oligarca ucraniano navega em meio a este fogo cruzado. As pessoas que normalmente são tributadas pelos oligarcas são também as que estão sendo mutiladas por bombas e enviadas em tanques para fazer o bombardeio. Mais mortes para a glória do estado – que não existe, sendo ele simplesmente um eufemismo para "oligarquia".

Mas tem mais. Uma oligarquia arrivista em Pequim paira sobre o cenário tenso, parecendo pronta para intermediar a "paz" entre os outros oligarcas quando for mais conveniente para seus próprios interesses. E esta oligarquia de Pequim tem seu próprio círculo de oligarcas beta, incluindo os detentores dos espólios tributários em Taiwan, em Hong Kong, na Península Coreana e no Japão, todos os quais, por sua vez, também são repletos de comparsas de políticos com acesso a seus próprios fluxos de renda derivados dos contracheques de humildes pagadores de impostos. 

Quando chegar a hora, os pagadores de impostos desses lugares também serão envidados para morrer pelos oligarcas. Os fuzileiros navais americanos, por exemplo, estão em Okinawa esperando sua vez de morrer. Os oligarcas, por sua vez, irão viver. Eles vão se sair bem. Guerra e paz — os oligarcas ganham dinheiro de qualquer maneira. "L'état c'est moi!" Sim, exatamente.

O fato de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter conseguido aplicar sanções aos "oligarcas" russos em tempo recorde após a invasão da Ucrânia por Putin, e agora estar implantando uma "força-tarefa" especial para apropriar-se da propriedade de Putin e sua rede de vigaristas, diz tudo o que precisamos saber sobre o que está acontecendo na Europa Oriental agora. 

A força-tarefa é descrita no próprio site como sendo destinada a atacar Russian Elites, Proxies, and Oligarchs ("Elites russas, seus representantes e oligarcas"). O acrônimo em inglês é REPO, o que se significa repossuir. O cinismo beira o surreal.

O estado leva, e então o estado leva um pouco mais.

Lenin rotulou a Primeira Guerra Mundial como sendo uma guerra entre os capitalistas da Europa. Ele estava errado. Foi uma guerra entre oligarcas, estatistas que extraem riqueza da atividade econômica legítima sob o cano de um revólver.  Quando alguns oligarcas saem da linha, eles são mortos e os outros oligarcas ficam com os despojos. 

Idem para a Ucrânia. 

Não é o "Ocidente" contra os oligarcas russos. São os oligarcas contra os oligarcas contra os oligarcas. São oligarcas do começo ao fim. Leia Hoppe e Rothbard, e não caia na última rodada de fake news sobre o estado, que é sempre uma quadrilha de criminosos, em todo e qualquer lugar.


autor

Jason Morgan

é professor associado da Universidade Reitaku em Kashiwa, Japão, e foi bolsista do Mises Institute em 2016.


  • Batista  04/04/2022 18:17
    Eu nunca entendi por que só os bilionários russos são pejorativamente chamados de "oligarcas". Eles são uma exclusividade mundial?

    No Brasil mesmo tá cheio de magnata que enriqueceu exclusivamente porque tinha contratos com o estado. Todas as empreiteiras do país são assim. A turma pêga na Lava-Jato enriqueceu não porque ofereceu serviços aos consumidores, mas sim porque tinha conexões com políticos e ganhava contratos superfaturados para fazer obras estatais (pagos com nossos impostos).

    Quase 100% do faturamento da empreiteira Delta, do Fernando Cavendish, vinha de contratos públicos, chegando a quase R$ 11 bilhões. A maioria dos recursos veio de contratos com o DNIT.

    Mas a mídia nunca os chamou de oligarcas, muito embora sua riqueza viesse do esbulho do povo. Deve ser porque sempre foram queridinhos do PT.
  • Cristiano  04/04/2022 18:22
    É porque no Brasil os maiores oligarcas são os próprios políticos. E também o alto escalão do funcionalismo público.

    Mas como estes são sacrossantos — criticá-los equivale a "atacar a democracia" — então a mídia se concentra apenas em pedir mais impostos sobre "os ricos", isto é, empresários que genuinamente produzem coisas que a população quer comprar.
  • Carlos Brodowski   04/04/2022 18:32
    Sim. Na acepção russa, oligarcas são aqueles que adquiriram sua riqueza por meio da política, transformando propriedade pública em riqueza privada. 

    São indivíduos que tinham cargos de destaque na burocracia estatal e na máquina partidária do Partido Comunista e que, com o colapso da URRS, aproveitaram sua posição de influência para se apropriar das estatais em liquidação.

    Experientes no velho artifício das negociatas nas relações políticas, eles conseguiram desta maneira adquirir grandes empresas estatais, as quais, desde então, operam protegidas pelo estado e sem concorrência. 
    Oligarcas, portanto, são uma pequena fração de indivíduos politicamente bem conectados que mantiveram o controle da economia russa.
  • Ronald ''Ronnie'' McCrea  04/04/2022 21:33
    ''A turma pêga na Lava-Jato enriqueceu não porque ofereceu serviços aos consumidores, mas sim porque tinha conexões com políticos e ganhava contratos superfaturados para fazer obras estatais (pagos com nossos impostos). ''

    O que mais surpreende é que Nestor Cerveró não arrumou tempo pra consertar aquele olho torto dele. Ficou ocupado demais metendo a mão na grana da petrobrás e pagando advogados pra tentar se safar.
  • Marcos Rocha  04/04/2022 21:55
    Cerveró era peixe pequeno. Se ele entregou o esquema era porque não foi incluído no butim principal, e por isso ficou puto.

    Oligarca raiz não entrega ninguém, pois fica com a maior parte da riqueza e do poder. Vide Lula, Zé Dirceu, Mantega e o alto escalão petista.
  • DeusOdeia  16/05/2022 18:46
    Cervero era um olho do peixe outro no gato. Ele não era peixe coisa nenhuma.
  • Luiz M.  04/04/2022 18:40
    A ascensão dos oligarcas russos certamente está ligada à "economia paralela" no regime soviético. Os agentes do mercado negro, segundo as estimativas mais confiáveis, controlavam mais de 50% do PIB.
  • Curioso  04/04/2022 18:51
    Exatamente como funcionava essa economia paralela? Era "mercado negro" típico?
  • André  04/04/2022 18:59
    No livro "Ícone" de Frederick Forsyth há diversas descrições do funcionamento da economia paralela soviética. Tal economia era excelente para alocar os recursos escassos a que tinha acesso, porém fabricar os recursos escassos era outra coisa.

    Não dava pra construir uma fábrica de eletrônicos, uma fazenda com recursos de ponta para a produção de alimentos, e produtos financeiros complexos para investidores arrojados em um ambiente de mercado negro, onde não há segurança jurídica, segurança da moeda, respeito aos contratos, acesso pleno à tecnologias estrangeiras, e todo aparato necessário para fazer investimentos em cima.

    Em dado momento o capital espoliado dos tempos dos czares dos anos 20 e do leste europeu em fins dos 40s se esvaiu e não havia tal aparato confiável para colocar investimentos em cima. O sistema econômico caiu de podre.
  • Leandro  04/04/2022 19:09
    Excelente lembrança de um excelente livro de meu autor favorito (junto com Tom Clancy). O livro também mostra como foi que vários milionários russos surgiram "magicamente" após o fim da URSS: eram pessoas que acumularam moeda forte no mercado informal vendendo comida ou gasolina durante os anos do comunismo. Estes acabaram se transformando na máfia russa.
  • Frederico  04/04/2022 19:21
    Eis um trecho do livro sobre isso. De nada.

    One of the phenomena that had amazed Western observers after the fall of Communism was the seemingly lightning rise of the Russian criminal underworld, called for want of a better phrase "the Russian mafia."

    Some foreigners thought it was a new entity, born only after Communism ended. This was nonsense. A vast criminal underworld has existed in Russia for centuries. Unlike the Sicilian Mafia it had no unified hierarchy and never exported itself abroad.

    But it existed, a great sprawling brotherhood with regional and gang chieftains and members loyal to their gangs unto death and with the appropriate tattoos to prove it. Stalin attempted to destroy it, sending thousands of its members to the slave camps. The only result was that the zoks ended up virtually running the camps with the connivance of the guards, who preferred a quiet life to having their families traced and punished.

    In many cases the vori v zakone, the "thieves by statute" or equivalents of the mafia dons, actually ran their enterprises on the outside from their cabins in the camps.

    One of the ironies of the Cold War is that Communism would probably have collapsed ten years earlier but for the underworld. Even the Party bosses finally had to make their covert pact with it. The reason was simple: It was the only thing in the USSR that ran with any degree of efficiency.

    A factory manager, producing a vital product, might see his principal machine tool grind to a halt because of the breakdown of a single valve. If he went through the bureaucratic channels he would wait six to twelve months for his valve while his entire plant stood idle.

    Or he could have a word with his brother-in-law who knew a man who had contacts. The valve would arrive within a week.

    Later the factory manager would turn a blind eye to the disappearance of a consignment of his steel plate, which would find its way to another factory whose steel plate had not arrived. Then both factory managers would cook the books to show they had completed their "norms."

    In any society where a combination of sclerotic bureaucracy and raw incompetence has caused all the cogs and wheels to seize up, the black market is the only lubricant.

    The USSR ran on that lubricant throughout its life and depended utterly upon it for the last ten years. The mafia simply controlled the black market. All it did after 1991 was come out of the closet to prosper and expand.

    Expand it certainly did, moving rapidly from the usual areas of racketeering—alcohol, drugs, protection, prostitution—into every single facet of life. What was impressive was the speed and ruthlessness with which the virtual takeover of the economy was achieved. […]

    Under Communism the exchange rate stood at two U.S. dollars to the ruble, a ridiculous and artificial rate in terms of value and purchasing power, but enforced within the USSR, where not lack of money but lack of goods to buy with it was the problem. Inflation wiped out savings and reduced fixed-salary employees to poverty.

    When a street cop's weekly wage is worth less than his socks it is hard to persuade him not to take a banknote enclosed in an evidently forged driving license. But that was small potatoes. The Russian mafia ran the system right up to the senior civil servants, recruiting almost the entire bureaucracy as their allies. And the bureaucracy runs everything in Russia.

    Thus permits, licenses, civic real estate, concessions, franchises—all could quickly be bought from the issuing civil servant, enabling the mafia to create astronomical profits.

    The other skill of the Russian mafia that impressed observers was the speed with which they moved from conventional racketeering (while keeping a firm hold on it) into legitimate business. It took the American Cosa Nostra a generation to realize that legitimate businesses, acquired from racket profits, served both to increase profits and launder crime money. The Russians did it in five years.
  • Felipe  04/04/2022 22:33
    "Under Communism the exchange rate stood at two U.S. dollars to the ruble, a ridiculous and artificial rate in terms of value and purchasing power, but enforced within the USSR, where not lack of money but lack of goods to buy with it was the problem. Inflation wiped out savings and reduced fixed-salary employees to poverty."

    E qual era a taxa no mercado paralelo?

    Na Venezuela imagino que haja um vasto mercado negro, que é a única coisa que ainda funciona lá. Com as criptomoedas, é ainda mais fácil.

    Nem sempre corrupção é algo ruim. Imagine um soldado nazista. Um soldado nazista corrupto deixaria de mandar um judeu para um campo de concentração em troca de alguns dólares americanos, ou algum produto que não existia na amarrada economia nazista. Se ele fosse totalmente honesto, teria mandado o judeu para a morte.
  • Frederico  04/04/2022 23:29
    Sobre isso, esqueci de colar a parte principal:

    By 1996, fifty billion dollars' worth of Russian wealth, mainly in gold, diamonds, precious metals, oil, gas, and timber, was being stolen and illegally exported. The goods were bought with almost worthless rubles, and even then at knockdown prices from the bureaucrats running the state organs, and sold for dollars abroad. Some of the dollars would be reconverted to a blizzard of rubles and brought back to fund more bribes and more crime. The rest were stashed abroad.


    Ou seja, os oligarcas e mafiosos mandavam para fora riqueza física em troca de dólares. Voltavam com um pouco dos dólares para o país e os reconvertiam em uma enxurrada de rublos, os quais eram usados para bancar mais propinas e crimes.
  • Olavo  04/04/2022 18:58
    O fato incontestável é que o "véio doido da Virgínia" cravou mais essa:

  • Vladimir  04/04/2022 20:05
    Alemanha assume controle de subsidiária da estatal russa Gazprom

    "O governo alemão informou ter assumido o controle da Gazprom Germania, subsidiária da estatal russa Gazprom, que opera algumas das maiores armazenadoras de gás do país.

    Robert Habeck, ministro de Economia da Alemanha, diz que a agência reguladora de energia alemã vai exercer controle total sobre a subsidiária até 30 de setembro. A Gazprom Germania teria "violado obrigações de comunicação sob o Regulamento de Comércio Exterior do país".

    Segundo Habeck, a medida preserva a segurança energética do país. "Não vamos expor a infraestrutura energética da Alemanha às decisões arbitrárias do Kremlin.""


    É oligarca espoliando oligarca. ;)
  • H.C.  04/04/2022 20:09
    Alguém precisa avisar aos alemães que há válvulas lá na Russia que regulam essas moléculas...
  • Edson  04/04/2022 20:13
    Quem diria, a Alemanha dando uma de Bolívia e expropriando bens de estrangeiros...
    Só que no caso da Bolivia, quem tem o controle da válvula é ela.

    A Alemanha tomou o controle de distribuidora, mas se não tiver gás pra distribuir não vai adiantar muita coisa. ??
  • Luiz  04/04/2022 20:14
    Como se pronuncia "registro" em alemão?
  • Adam  04/04/2022 20:23
    O ministro da economia alemão já falou: se faltar gás, vão voltar para o carvão.

    twitter.com/Financialjuice1/status/1510904477062242305
  • Felipe  04/04/2022 21:53
    Na Itália há pretensões de se reabrir minas de carvão.

    A China é de longe a campeã mundial no uso de carvão mineral como fonte de energia. Os motivos? Chuto que seja porque são amplamente disponíveis no país. Poluem muito, mas são baratas e uma fonte de energia imune a choques meteorológicos (como acontece com energia hidroelétrica).
  • DeusOdeia  16/05/2022 18:44
    Que se matar por dinheiro mesmo.

    Quem troca liberdade por dinheiro, acaba sem os dois.
  • Rafael  04/04/2022 20:26
    A Europa inteira vai voltar pro carvão. Isso já está decidido. A dependência deles do gás russo é inaceitável para os eleitores, os quais também não querem mais saber de ambientalismo após verem suas contas elétricas dispararem.

    Como eu disse, Greta vai catar lenha em breve. Vai ser lindo...
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  05/04/2022 04:54
    Pelo visto vai mesmo...

    www.government.se/press-releases/2022/03/government-proposes-a-ban-on-extraction-of-coal-oil-and-natural-gas-and-stricter-rules-on-extraction-of-alum-shale/
  • Ex-microempresario  05/04/2022 17:08
    A Suécia nunca produziu petróleo ou gás e não produz carvão desde os anos 1990. Aí vem um político e propõe "banir" aquilo que já não existe? Achei que esse tipo de palhaçada só existia em país de terceiro mundo.
  • ANTONIO JORGE BARBOSA  04/04/2022 20:56
    Muito bom. Gostei.
  • Felipe  04/04/2022 21:44
    Seria legal talvez um artigo sobre as oligarquias brasileiras na República Velha. Hoje de certa forma ainda temos isso, só que é de uma forma mais discreta.

    Pelo menos naquela época o nível de debate no Congresso era melhor. Hoje se debate sobre "créptomoeda".
  • Rapaz latino  04/04/2022 23:23
    O artigo não explica como eike, jbs e outros cresceram com o governo.
    Na verdade só cita o bndes como uma intervenção.
    Mas agora me digam:
    Qual o impacto no market cap de uma companhia ao receber financiamento de um banco estatal?
    Qual o impacto na margem EBITDA de um financiamento estatal?
    Qual o impacto no ROIC de uma empresa ao receber dinheiro estatal?

    Sem responder essas perguntas apresentando de MANEIRA LÓGICA as relações de causa e consequência entre o financiamento estatal e a prosperidade de uma empresa não teremos nada além de argumentos vazios e facilmente refutáveis
  • Belchior  04/04/2022 23:47
    Essa é fácil, e eu desenho para você.

    O BNDES concedia empréstimos subsidiados para as grandes empresas. O carro-chefe era o Programa de Sustentação do Investimento, que ficou conhecido como "Bolsa Empresário".

    Cobrava taxas de juros de apenas 2,5% ao ano, quando a inflação estava acima de 6% ao ano. E com prazo de 30 anos para quitar.

    Ou seja, empresário que recebia empréstimo do BNDES pagava juros reais negativos de 3,30% (ou -3,30%), e ainda tinha 30 anos para quitar o empréstimo (sabendo que, na prática, o empréstimo seria rolado eternamente).

    Você sabe o impacto de centenas de bilhões emprestados a juros reais negativos ao  market cap e ao EBITDA de uma empresa?

    Claro que não. Se soubesse, não estaria perguntando.

    E piora.

    A taxa básica de juros estipulada pelo Banco Central tinha efeito nulo sobre os empréstimos do BNDES. No entanto, ela afetava diretamente os custos do Tesouro para financiar o BNDES.  Na prática, o Tesouro (ou seja, o povo brasileiro) emitia dívida e pagava a taxa SELIC para financiar o BNDES, e o BNDES cobrava 2,5% para financiar as grandes empresas.

    Ou seja, em termos líquidos, o povo brasileiro pagava para financiar as grandes empresas favoritas do governo. E o Tesouro se endividava crescentemente.

    Aqui está uma lista completa de quanto cada empresa recebeu do BNDES. Calcule ali omarket cap, EBITDA e ROIC.

    As empresas que mais recebem verba do BNDES, e seus maiores escândalos

    Agora, abaixo, fique à vontade para dar aquele chilique gostoso e estridente defendendo político. Rebaixe-se a isso. Vamos lá. Não me decepcione.
  • Trader  04/04/2022 23:52
    Ei, o ROIC para o Tesouro ao capitalizar o BNDES foi excelente.

    Em 2006, antes da despirocada no BNDES, a dívida bruta era de R$ 1,25 trilhão.

    Em 2015 já era de R$ 4 trilhões.

    ibb.co/G5BWDJJ

    Respeite o ROIC!
  • Imperion  05/04/2022 15:31
    Ora, o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Eis que quem paga ela empobrece, não prospera, pois o que produz vai pro bolso dos políticos.

    E o empresário que recebe essa verba do BNDES? Não paga nada. Contabilmente, teria que pagar como todo mundo, mas como recebe bilhões do BNDES a juros reais negativos, não tá pagando nada.

    Esse prospera.

    Qualquer merda que esteja produzindo é livre de perdas. Ele recebe um empréstimo a juros reais negativos, e na prática o rola, como se não tivesse que pagar. E devido a seus contatos políticos, recebe perdões.

    Suas ações sobem, seus resultados sobem, seus lucros sobem. Isso é danoso, porque se todos os outros empreendedores pudessem produzir e pagar menos impostos, prestariam melhores bens e serviços aos consumidores. Na prática, o bolsa-empresário, como todo modo de parasitismo, é tirar de uns e dar para outros.

    E não existe dinheiro do BNDES pra todo mundo. Nunca haverá. E é injusto que o ônus seja de um, e a bonança de outros. Aquela empresa parasita até cresce, mas o restante da população não. Então não compensa.

    O empresário que eu quero enriquecer é o que me presta o melhor serviço, não um zé-ruela que c%$a a bola de políticos. Esse ajuda é a financiar o parasitismo estatal.
  • paulo  05/04/2022 11:05
    não precisa ir ao topo da carreira ou aos que possuem bilhões. qualquer reunião de funça já tem os seres humanos que se acham merecedores de tudo e que a sociedade tem que dar uma boa vida para os empossados.
  • Amigo do Ancapistão  05/04/2022 15:07
    Concordo em gênero, número e grau com o autor deste texto e acrescento com um exemplo simples: venho assistindo ultimamente vídeos no Youtube sobre viagens de ônibus pelo interior do Brasil e vejo terminais rodoviários em mau estado de conservação. Aparentemente qualquer turista e viajante desinformado vai alegar "como são pobres as cidades do interior brasileiro, basta ver o estado de conservação de seus terminais rodoviários".

    Nada mais equivocado e falseado este pensamento. Todas as cidades brasileiras tem orçamentos milionários (na faixa de R$ 3.000,00 per capita, basta multiplicar pelo número de vítimas do município) e portanto todas tem condições de manter seus terminais rodoviários em bom estado de conservação.

    Mas os oligarcas locais torram o dinheiro furtado do cidadão: prefeituras inchadas, cheia de cupinchas, cabos eleitorais puxadores de voto, sinecuras, um cabide de emprego de todos os níveis (fundamental, médio e nível superior), desperdícios e mais desperdícios sendo o pior deles é claro a corrupção.

    Esse enriquecimento ilícito dos oligarcas locais e seus amigos corporativistas (fornecedores e lavadores do dinheiro desviado do cidadão humilde), parceiros na pilhagem, passam uma imagem errada das cidades.

    E todos nós pagadores de impostos somos vítimas destes oligarcas locais (municípios), regionais (estados) e federais (Brasília, ilha da fantasia).

    Infelizmente somos impotentes contra estas gangues nojentas.
  • Lucas  05/04/2022 20:42
    [...]vejo terminais rodoviários em mau estado de conservação. Aparentemente qualquer turista e viajante desinformado vai alegar "como são pobres as cidades do interior brasileiro, basta ver o estado de conservação de seus terminais rodoviários".

    Se for parar para pensar, não faz o menor sentido existir um terminal rodoviário, mantido pelo estado, concentrando todas as linhas rodoviárias. Esse serviço poderia muito bem ser prestado pelas próprias empresas de ônibus.

    De início, não precisaria ser nada muito grandioso. Cada empresa poderia utilizar um espaço de suas próprias garagens para servir como área de embarque. Dessa forma, cada empresa teria o seu próprio "terminal rodoviário". Por exemplo, se eu quisesse viajar pela Viação Cometa, eu iria até a garagem da Viação Cometa e embarcaria lá, se eu quisesse viajar pela Garcia, eu embarcaria na garagem da Garcia, se eu quisesse viajar pela Gontijo, embarcaria na garagem da Gontijo...

    Com cada empresa fornecendo sua própria estrutura de embarque, haveria incentivo, por meio da concorrência, para que elas mantivessem essa estrutura de modo a satisfazer o cliente da melhor forma possível, seja fornecendo um espaço agradável - ou até mesmo salas VIP para quem se dispor a pagar mais - até mesmo uma localização conveniente.

    E sabe o que é mais inusitado? Durante o pico da pandemia de Covid-19, várias cidades fecharam seus terminais rodoviários e os embarques se deram nas garagens das empresas de ônibus. Exatamente da forma que descrevi anteriormente. Aqui na minha cidade foi assim. E funcionou muito bem! Isso deixou escancarada a irrelevância dos terminais rodoviários estatais. Por mim, deveriam ter deixado assim definitivamente.
  • Amigo do Ancapistão  06/04/2022 12:04
    Concordo, um terminal rodoviário particular seria muito melhor do que os estatais. Agora, usei os terminais estatais como exemplo, por serem eles um monopólio público nos municípios e portanto devido a negligência dos gestores municipais (oligarcas locais e das gangues de amigos) passam a imagem errada do local, fazendo parecer que aquela cidade é carente de recursos, quando sabemos que apesar da crise fiscal que vivemos o que acontece na realidade é que os monopólios públicos e seus gestores não passam de corruptos, pilantras e desviadores do dinheiro esbulhado dos cidadãos desde o mais humilde (trabalhador braçal) até o mais abastado (rico que não tem ligações com estes oligarcas corruptos).

    E se estes terminais estivessem sendo bem administrados passariam uma imagem melhor da cidade, afinal eles são portais de entrada da cidade, boa parte dos turistas e viajantes passam por eles e ficam com a imagem errada da cidade, muitas vezes até deixam de voltar às mesmas (e com isto a cidade perde negócios e consumidores ) prejudicando e desestimulando a indústria do turismo que poderia ser geradora de emprego e renda Brasil afora.
  • Flávio  06/04/2022 12:21
    Bom ponto. Rodoviária é uma ocupação inútil de espaço.

    Ao contrário de um aeroporto, em que há toda uma infraestrutura para o abastecimento de aeronaves e toda uma logística para a conexão de passageiros (além do óbvio fato de que aviões precisam de muito espaço para decolar e pousar, de modo que seria fisicamente inviável cada empresa ter o seu), uma rodoviária não é nada disso.

    Rodoviárias nem sequer abastecem ônibus.

    Rodoviárias existem por um só motivo: manter o cartel das empresas de ônibus protegido pelo estado.

    Dado que as rodoviárias obrigatoriamente centralizam a partida e a chegada de ônibus, qualquer empresas de ônibus é obrigada a passar por uma rodoviária.

    Não houvesse rodoviárias, qualquer empresa de ônibus poderia simplesmente abrir um escritório em qualquer cidade e estipular que seus ônibus teriam aquele lugar como ponto de partida e chegada. Sem qualquer burocracia. Seria um verdadeiro livre mercado. Qualquer empresa teria a liberdade de fazer rotas para absolutamente qualquer cidade.

    Mas como isso é proibido pela ANTT (vide a gritaria contra Flixbus e Buser), as rodoviárias são impostas como medida de controle e manutenção do cartel.
  • anônimo  06/04/2022 19:32
    Caros:

    Em cidade de pequeno e médio porte, não vejo a necessidade de terminais rodoviários, podendo tanto sair da garagem da empresa como de algum ponto de fácil acesso. Porém nas grandes metrópoles (São Paulo, Rio, Brasília, etc.) temos que considerar localização, tempo de deslocamento, trânsito, etc. embora a rodoviária nessas cidades podem ser privadas.
  • anônimo  06/04/2022 19:34
    Ignorância a minha.
    Mas é proibido abrir rodoviária por empresas de ônibus?
    Se as públicas são tão ruins, por que as privadas não abrem suas rodoviárias?
  • Hugo  07/04/2022 03:55
    Regulações da ANTT.

    Não permitem nem que ônibus não aprovados por burocratas circulem, quiçá que construam rodoviárias.
  • Anônimo  05/04/2022 16:25
    O autor do texto tem toda a razão, a OTAN não é nenhuma santa nesse conflito no Leste Europeu. Hunter Biden, filhote do Fraudolico ladrão de eleição, tem negócios muito lucrativos na Ucrânia e Volodymir Zelenski é um mero fantoche da elite dos democratas americanos.
    Nessa guerra o primeiro oligarca a levar a pior será Zelenski. Vladimir Putin quer ele fora do poder para que seu velho fantoche Viktor Yanukovich volte a ser colocado no lugar onde esteve até 2014, inclusive esse Yanukovich está na Bielorrússia só esperando as forças russas eliminarem Zelenski para voltar ao "poder", ou melhor, aos serviços para Vladimir Putin.
    Os democratas americanos, com seus lacaios europeus, estão apostando tudo numa guerra por procuração dentro do território ucraniano, visando desgastar as forças russas ao máximo enquanto detonam a economia russa com sanções mas esse é um jogo perigoso porque Vladimir Putin possui um arsenal nuclear devastador sob seu controle e se ele perceber que está prestes a ser derrubado poderá arrasar o mundo num conflito nuclear.
    Os corruptos democratas americanos estão pagando pra ver isso mas quando o conflito piorar vão se arrepender. Melhor seria ter deixado a Ucrânia com o Viktor Yanukovich do jeito que estava. No fim das contas quem sempre se ferra é o povo dos locais onde ocorrem os conflitos.
  • Didi, Dedé, Mussum e Zacarias  05/04/2022 18:06
    "...Vladimir Putin possui um arsenal nuclear devastador sob seu controle e se ele perceber que está prestes a ser derrubado poderá arrasar o mundo num conflito nuclear..."

    Se seguirmos a cartilha desse cidadão, teremos de nos submeter ao socialismo ou comunismo ou nazismo. Afinal, eles têm as armas mais poderosas do mundo. Se não abaixarmos as calças e concordarmos com o abuso de bom grado, seremos destruídos. Se não aceitarmos a escravidão imposta pelo adversário da liberdade da vez, morreremos de forma terrível. Perceberam como o discurso deles é terrorista e irrefragável? Ainda bem que existem pessoas que não acreditam nisso. Deixo aqui minhas homenagens àqueles que jamais se curvaram para as ideologias coletivistas e especialmente ao povo ucraniano. Morte aos soviéticos! Invaders must die!
  • Anônimo  05/04/2022 20:51
    Parece que você não entendeu meu comentário. Eu não falei, nem dei a entender, que teríamos que obedecer o ditador russo.
    Fiz uma análise de cenário para uma provável Terceira Guerra Mundial, apenas isso. Putin sabe que se ele usar suas armas nucleares, os Estados Unidos também usarão, assim como o Reino Unido, França, Israel, Irã, Índia, Paquistão, China e Coréia do Norte. Seria o FIM, caro leitor.
    Se tem dúvidas quanto a esse cenário, vai no canal do Fernando Ulrich lá no YouTube. O vídeo mais recente dele tem uma análise de uma possível escalada de conflito entre OTAN e Rússia.
    Se não fosse o inútil governo Obama ter colocado o fantoche Zelenski lá na Ucrânia NADA disso estaria acontecendo já que a Rússia não teria motivos para atacar a Ucrânia com o Viktor Yanukovich no poder!
    Aprenda a interpretar textos, amigo, especialmente quando se tratam de análises de cenário geopolítico.
  • Bluepil  05/04/2022 21:26
    "Deixo aqui minhas homenagens àqueles que jamais se curvaram para as ideologias coletivistas e especialmente ao povo ucraniano."

    Ucranianos nunca se curvaram? Impossivel dizer isso, já que essa região sempre oscilou entre às mãos de diversas tribos, reinos e impérios desde sempre, hoje em dia, por exemplo, está oscilando entre o controle dos oligarcas russos e dos oligarcas americanos, Ucrânia basicamente nunca foi realmente independente, pois ambos poderes buscam manter um lider para ser sua marionete na região. Ucrânia basicamente nunca foi independente, e é risível ver libertários tomando lados em uma guerra desse nível, a posição mais realística que podemos tomar é que tanto o povo ucraniano quanto o Russo estão sofrendo em guerras causadas por políticos, que jogam jogos geopolíticos entre si para formentarem seus próprios poderes...
  • zé das couves  05/04/2022 23:09
    fim das eleições, SORTEIO (como na antiga atenas - com modificações) para os cargos eletivos municipais, estaduais e federal!
  • Alberto  06/04/2022 02:16
    É verdade que o Einsten era socialista?
  • Ramos  06/04/2022 11:55
    Da boca pra fora devia ser. Aliás, todo mundo só é socialista da boca pra fora. Viver o socialismo na prática ninguém quer. O próprio Einstein, que de bobo não tinha absolutamente nada, picou a mula para os EUA.

    Quem defende políticas socialistas defende a inanição de seres humanos

    Aviso aos socialistas: é impossível argumentar contra o histórico 100% fracassado do socialismo

    O socialismo inevitavelmente requer uma ditadura

    O socialismo necessariamente requer métodos brutais para ser implantado
  • Imperion  06/04/2022 14:51
    Einstein, como a maioria, tinha opinião mista. É como toda a celebridade que não se atreve a falar contra os postos ou os programas sociais. É verdade que ele chegou a declarar algo favorável como celebridade, mas sua especialidade era física (ciência exata).
  • YURI SAO CARLENSE  07/04/2022 18:09
    Leandro,

    Dado que a alta da bolsa de valores depende da expansão monetária, o que explicaria essa subida do IBOV nas últimas semanas num cenário em que os agregados monetários não estão se expandindo.

    A alta seria explicada pela entrada dos recursos de investidores estrangeiros?
  • Leandro  07/04/2022 20:16
    Se a oferta monetária está parada, e há um ativo subindo, então, por definição, outro ativo tem de estar caindo.

    Ou seja, se a oferta monetária está parada, e se o Ibovespa subiu, então algum outro ativo foi vendido.

    Qual ativo foi vendido? A resposta é óbvia: o dólar.

    Traders (ou investidores estrangeiros) venderam dólares por reais e utilizaram reais para comprar ações.

    De janeiro até hoje, o dólar caiu de R$ 5,75 para R$ 4,70. Queda de 18%.

    No mesmo período, o Ibovespa foi de 101 mil para 119 mil. Aumento de 18%.

    O fato de as porcentagens serem iguais é mera coincidência, mas o fenômeno é evidente.

    Estranho seria, aí sim, se a oferta monetária estivesse parada, e bolsa e dólar estivessem explodindo.
  • YURI SAO CARLENSE  11/04/2022 03:17
    Valeu, Leandro.

    Muito obrigado pelo esclarecimento.

    Depois da sua explicação realmente a gente vê como as coisas se encaixam e as vezes não conseguimos enxergar o óbvio que está a nossa frente.
  • Fraude Eleitoral  07/04/2022 18:14
    Ótimo texto.


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