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As sanções à Rússia deixam o padrão-dólar sob pressão - e podem beneficiar a China
O risco para a hegemonia da moeda americana no sistema financeiro internacional

As sanções contra a Rússia, em especial o confisco das reservas internacionais de seu Banco Central e o banimento de seus bancos do sistema financeiro internacional, devem gerar uma "desdolarização" gradual do sistema financeiro internacional e o declínio do padrão-dólar.

Como detalhado no último artigo, as gigantescas reservas internacionais (US$ 630 bilhões) do Banco Central da Rússia foram congeladas pelos países do G7. Da noite para o dia, a instituição não só perdeu o acesso às suas reservas (de US$ 630 bilhões), como também perdeu totalmente sua capacidade de vender dólares e euros para estabilizar o rublo.

Esta violação da imunidade soberana das reservas internacionais pelos países do G7 é uma sanção atômica, sem precedentes contra países com economias significativas.

As reservas internacionais são detidas pelos bancos centrais e constituem o "dinheiro externo" que avaliza e garante o "dinheiro interno" do país — os rublos, no caso da Rússia. 

Por isso, a doutrina tradicional dos banqueiros centrais desde o século XVII é que as reservas devem ser constituídas pelos ativos mais seguros e líquidos possíveis. Sem o aval das reservas, a moeda nacional despenca contra moedas fortes.

Cortando o acesso ao dólar

O balanço de um Banco Central é composto por ativos e passivos. Os ativos são, grosso modo, representados pelo títulos públicos do governo em posse do Banco Central e pelas reservas internacionais. Os passivos são majoritariamente os rublos emitidos, as reservas bancárias (em rublos) que os bancos russos mantêm depositadas no Banco Central, os depósitos compulsórios, os depósitos do Tesouro russo e algumas operações compromissadas. 

Em condições normais, o Banco Central pode vender parte de suas reservas internacionais para obter dólares (ou euros, ou libras, ou francos suíços etc.) e então utilizar esses dólares para estabilizar o câmbio em momentos de estresse. No momento, porém, o Banco Central da Rússia não pode vender estes ativos, de modo, que na prática, eles não existem. 

Como resultado, o valor do passivo do Banco Central russo se tornou muito maior do que o valor de seus ativos.

A atual e acentuada desvalorização do rublo russo advém, em parte, da expectativa de que o acesso de seu Banco Central a dólares está restringido pelas sanções financeiras.

Tais restrições, além de retiraram totalmente do BC russo sua capacidade de vender dólares e euros para estabilizar o rublo, também praticamente impossibilitam que os credores estrangeiros do país recebem dólares no vencimento dos empréstimos que concederam ao governo e às empresas do país. 

Estes contratos firmados em dólares poderão ser caloteados ou re-denominados em rublos a uma taxa de câmbio totalmente desfavorável para os credores. 

Tudo isso aumenta o risco de se emprestar para o país e reduz ainda mais a demanda pelo rublo e por títulos russos.

O gráfico baixo mostra a evolução da taxa de câmbio rublo/dólar.

rublo.png

Gráfico 1: evolução da taxa de câmbio rublo/dólar

Ao fim do ano passado, eram necessários 70 rublos para se comprar um dólar. Agora são necessários 136 rublos, um encarecimento de quase 95%.

Já o gráfico abaixo mostra a evolução do risco-país da Rússia:

cds.png

Gráfico 2: evolução do risco-país

O CDS — credit default swap — é um contrato negociado entre investidores internacionais com o objetivo de se protegerem contra o risco de calote do país. Na prática, trata-se de um seguro contra a inadimplência de pagamento de títulos públicos e privados. Quanto maior o valor, maiores as chances de calote.

O CDS russo era de 84 ao fim de 2021 e agora está em 2.082. No momento, estima-se em 80% uma chance de calote.

O dólar como arma

Desde 1944, o sistema financeiro internacional é baseado no dólar, presente em cerca de 90% das transações de câmbio no mundo e em 60% das reservas internacionais. As reservas internacionais dos Bancos Centrais são usualmente compostas por títulos do Tesouro americano, considerados tão bons quanto dinheiro vivo — ou assim se acreditava.

Além disso, o sistema financeiro baseado em Nova York intermedeia a maior parte do comércio internacional e transações financeiras do mundo, mesmo entre terceiros países. Os dólares eletrônicos utilizados em todo o comércio internacional nunca saem dos EUA e nunca entram em nenhum país. Eles estão o tempo todo em território americano.

Sendo assim, em tese, o governo americano tem acesso imediato a eles.

Ao bloquear o acesso das instituições de um determinado país ao sistema financeiro, o governo americano virtualmente cessa o comércio internacional deste país sancionado.

E foi assim que, de uma só tacada, o G7 bloqueou as reservas em euros, dólares, francos suíços, libras etc. do pária mundial, a Rússia. 

Em termos de estratégia de guerra, pode ser uma medida efetiva. Mas os efeitos colaterais de longo prazo podem ser graves.

Bens que se julgavam seguros evaporaram. O mundo descobriu que o sistema financeiro internacional não é neutro, e nem respeitador de imunidade soberana, e nem da propriedade. É, isto sim, sujeito a considerações geopolíticas. 

Ocorreu uma ruptura entre a titularidade da propriedade, de um lado, e de sua custódia, do outro. Quem controla a custódia e os meios financeiros é o verdadeiro dono em última instância. A geopolítica americana, por meio do seu controle do sistema financeiro, pode determinar a cada instante quem merece continuar a deter o título de proprietário. 

É uma descoberta com consequências dramáticas.

Alguns podem pensar que apenas párias mundiais devem temer confiscos. Não é bem assim. Desde o 11 de setembro, os EUA têm transformado seu "exorbitante privilégio" — como Giscard D'Estaing denominava o padrão-dólar— em uma arma de braços longos que estende sua lei e vontade política contra inúmeros países, à revelia do direito internacional.

No mês passado, o presidente americano Joe Biden assinou um decreto presidencial confirmando o confisco das reservas internacionais do Afeganistão, que serão usadas para compensar vítimas do 11/9 e para ajuda humanitária, a critério do governo americano.

Em 2018, governos europeus reagiram com horror quando os EUA saíram unilateralmente do acordo nuclear multinacional com o Irã e ameaçaram banir do sistema financeiro empresas de países europeus que fizessem negócios com o Irã, mesmo cumprindo o acordo.

Consequências

É, portanto, racional que o banco central da China, que detém quase US$ 2 trilhões em títulos do Tesouro americano, venda parte dos títulos em troca de ativos que não sejam passivo de terceiros. 

Ouro e commodities podem ser beneficiados. 

Outra possível consequência destas sanções à Rússia pode ser a de empurrar o país para mais próximo da China, que tem desenvolvido um sistema próprio e semelhante ao SWIFT (do qual a Rússia foi desconectada). Este sistema existe desde outubro de 2015 e transaciona na moeda chinesa. Chama-se CIPS (Cross-Border Interbank Payment System, também conhecido como China Interbank Payments System). Obviamente, ainda é pequeno comparado ao Swift, mas vem crescendo, impulsionado pela Rota da Seda. Se a Rússia for empurrada para ele, outros países poderão seguir. E isso tende a abalar a a supremacia do dólar (que é a moeda corrente do SWIFT).

Wall Street já fala abertamente sobre este risco.

O próprio Banco Central do Brasil deveria refletir se faz sentido manter as reservas de US$ 360 bilhões estacionadas em dólar ou euro, uma vez que podem ser "ponto de pressão" por interesses geopolíticos ou comerciais pelos Estados Unidos.

No fim, a China e o yuan tendem a se beneficiar desta possível "desdolarização" decorrente do uso de armas financeiras nucleares. Resta saber se isso é bom.


autor

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.

  • anônimo  09/03/2022 19:03
    O Brasil deveria vender essas reservas, não deixar mais o real se desvalorizar. Fazer poupança interna.
  • Leandro  09/03/2022 19:48
    Para evitar a desvalorização da moeda não é necessário ficar vendendo reservas. Basta manter a base monetária e a oferta monetária estáveis, com juros reais positivos.

    Exatamente como o Banco Central passou a fazer recentemente.

    Sem mágica e sem heterodoxias. Não é necessário nada mais do que isso.
  • Felipe  11/03/2022 01:33
    Leandro, o M1 no Peru também está em algo parecido (não descobri por que essa queda brusca do nada em 2021, deve ter sido algum erro contábil).

    Hoje eles aumentaram os juros para 4 %. O câmbio no país tem melhorado, já que o sol peruano se valorizou também nesse ano (foi uma das moedas que menos se desvalorizaram em relação ao real, perdendo para o peso colombiano, que teve uma forte valorização nesse ano de 2022).

    Claro, tem o fator do cobre, cuja alta auxilia as receitas de exportação do país.
  • Didi, Dedé, Mussum e Zacarias  09/03/2022 19:04
    Eu planejava adquirir ouro quando a taxa de juros dos Estados Unidos subisse. Acreditava que os detentores do metal o trocariam por dólares para auferirem uma receita financeira do Tesouro americano. Caso a moeda americana deixe de ser demandada internacionalmente para o comércio mundial, meu plano fracassará. De fato, os proprietários de ouro ficarão avessos ao risco. Por outro lado, alguém sabe se a China adotará o padrão-ouro?
  • Bárbara  09/03/2022 19:09
    A China na verdade tá é torcendo pra Rússia se estrepar, pra ela botar os tentáculos com tudo e subjugá-los, exatamente como os Estados Unidos deixaram a Europa de joelhos no fim da segunda guerra e fizeram com que países como o Reino Unido e a França se superarem na vassalagem.
  • anônimo  09/03/2022 19:15
    Putin, se preciso, entregaria a Rússia pra China pra não cair nas mãos do Ocidente. O que é Taiwan pra China, se ela pode pegar muito mais terras da Rússia, o antigo império soviético? E tudo o que a China tem que fazer é copiar o Ocidente e fechar a Rússia.
  • Bruno  09/03/2022 19:24
    Sim mas isso seria também uma humilhação sem precedentes pro próprio Putin. Por medo de perder sua soberania para o Ocidente, preferiu entregá-la pra um só país do Oriente...

    Não creio.

    Acho que farão parcerias e tentarão de fato abalar o dólar. Mas não mais que isso.
  • Pobre Mineiro  11/03/2022 05:47
    Se Putin tiver que escolher entre entregar a Rússia para o Ocidente ou para a China, não tenho dúvidas de que ele entregará tudo para a China sem nenhuma hesitação.

    Lembre-se de que todos os russos foram doutrinados desde pequeno a odiar o Ocidente, com o Putin não foi diferente.
    Por mais que o mundo tenha mudado, que tudo aquilo tenha acabado, ainda está tudo registrado no inconsciente das pessoas que foram educadas no sistema soviético.

    E isso é muito forte, veja que muitos anarcocapitalistas de vez em quando soltam umas "estatices" inimagináveis, pois toda a doutrinação estatista está no nosso inconsciente...
  • Júnior  06/05/2022 01:43
    O brasil devia lastrear sua moeda no agronegócio, isso sim valorizaria nossa moeda e deixaria essa dependência do dólar.
  • W. Almeida  09/03/2022 19:13
    A China é um grande importador de petróleo e alto demandante de energia, como mostram os enormes oleodutos e gasodutos Rússia-China. Em matéria de tecnologia, a China consegue suprir as necessidades da Rússia e, pra finalizar, os dois países estão empenhados em acabar com a hegemonia do dólar.
  • Santiago  09/03/2022 20:31
    A tendência é que haja uma maior demanda ou por criptomoedas ou por ouro. O problema do ouro é que é difícil transacioná-lo internacionalmente, ao passo que com criptos é instantaneamente.
  • Meirelles  09/03/2022 20:36
    Ouro você pode usar PaxGold, que é uma stablecoin lastreada em ouro. E funciona identicamente a uma cripto em termos de transação e envio para wallets.
  • Túlio  09/03/2022 20:42
    Sim, só que o ouro da PaxGold está custodiado na Suíça. Mais seguro do que dólares nos EUA, é fato, mas ainda assim arriscado e sujeito a algum confisco.

    A Suíça aliás se curvou aos EUA e à UE e adotou sanções bancárias e comerciais à Rússia.
  • Trader  09/03/2022 20:55
    Sim, mas as transações de commodities russas na Suíça continuaram livres.

    www.nytimes.com/2022/03/07/business/russia-switzerland-sanctions.html
  • Lucas  09/03/2022 21:14
    É por isso que sanções não funcionam no longo prazo. Não contra aquele governo. O país sancionado recorre a outro país aliado e o utiliza como intermediário para comercializar.

    A Rússia irá vender e comprar produtos via China. Vai vender para a China em troca de yuans, e a China vai revender para o resto do mundo em troca de dólares. Para comprar será a mesma coisa, só que fazendo o inverso. A China compra produtos do resto do mundo com dólares, e então revende estes produtos para Rússia, em troca de yuans.

    A China será a fonte de capital estrangeiro para a Rússia, e também a janela para os mercados financeiros, para importações essenciais e para todas as exportações.
    E o detalhe é que a Índia também pode entrar no jogo, pois o país não é tão anti-Rússia quanto a OTAN.

    E os EUA não poderão simplesmente impor as mesmas sanções à China e à Índia por estarem negociando com a Rússia.

    Uma aliança Rússia-China-Índia-Irã-Coréia do Norte pode estar se formando.
  • Carlos Brodowski   09/03/2022 21:20
    Ainda que isso ocorra, qual seria o padrão de vida dos russos? Na prática, viraram mendigos e dependentes de favores de terceiros até mesmo para importar bens essenciais. E sem moeda própria (e com a moeda chinesa).

    Não acho que estarão em melhor situação.
  • Lucas  09/03/2022 21:29
    Sem dúvida nenhuma estarão em situação muito pior do que estavam antes das sanções. Isso é óbvio. Sanções afetam o livre comércio. Sanções ferram o povo. Mas são ineficazes no seu intuito de derrubar governos, pois sempre há brechas que permitem a respiração do regime.
  • EUGENIO  18/03/2022 15:06
    PETRO YUAN FUNCIONARIA?
  • Flávio  18/03/2022 16:25
    Como seria?
  • Tomaz  09/03/2022 22:21
    Eis que a regulação do bitcoin faz bem ao próprio bitcoin.
    Cabeça dos liberalizares entrando em parafuso em 3,2,1….
    Saiu agora:
    Bitcoin dispara acima de US$ 42 mil com anúncio de estudo de "dólar digital"por Biden
  • Turbano  09/03/2022 22:27
    Dólar digital é regulação de Bitcoin?! É sério que você realmente mandou essa?

    Não é possível…

    Moedas digitais já estão sendo preparadas há mais de dois anos. O próprio real digital é um deles.

    O Bitcoin, aliás, será um refúgio contra a vigilância exercida pelas moedas digitais. Quanto mais o estado lançar moedas digitais, mais pessoas irão se refugiar no Bitcoin.

    A grande mudança monetária e bancária que está por vir - está preparado?

    Bitcoin versus moedas estatais digitais: as cruciais diferenças para seu bem-estar financeiro futuro

    O real digital: prático e inclusivo, porém orwelliano
  • Meirelles  09/03/2022 22:31
    Certeza absoluta que foi ironia dele. Tem que ser.
  • Victor  09/03/2022 23:13
    E o pior é que aconteceu o exato oposto do que ele falou:

    The crypto market regained ground Wednesday, with Bitcoin climbing over 10% to above $42,500 as fears of a regulatory crackdown eased. US President Biden has signed an executive order today that outlines the US government's strategy for digital coins. The directive called for a coordinated and comprehensive approach and oversight of digital asset policy, easing concerns about dramatic tightening rules. Major crypto exchanges, including Coinbase, have been facing increasing pressure from regulators to block addresses of Russian users. Faced with this financial strangulation, Russian elites and their families could transfer their assets to crypto to avoid the sanctions.

    tradingeconomics.com/stream
  • Felipe  09/03/2022 23:20
    Embora em algum momento o dólar vá perder essa relevância, tenho minhas dúvidas sobre como seria isso. Não há ainda um substituto. As economias europeias, em grande parte, são amarradas. O renminbi chinês é uma moeda com baixa conversibilidade e a economia do país, além de amarrada, ainda lida com um cenário político e institucional extremamente obscuro.

    Fernando Ulrich disse que um possível substituto do dólar como moeda internacional de troca (e de reserva) seriam os chamados Special Drawing Rights, uma geringonça do FMI.

    E outra coisa: quando o dólar perder essa hegemonia, isso não necessariamente irá implicar em sua extinção ou sumiço completo. A libra esterlina, seu antecessor, está aí.

    Esse é o histórico de moedas internacionais de reserva:

    - Real português (1450-1530);
    - Real espanhol (1530-1640);
    - Florim neerlandês (1640-1720);
    - Franco francês (1720-1815);
    - Libra esterlina (1815-1920);
    - Dólar americano (1920-);

    Para o renminbi ter esse poderio, a China ou teria que ser a China do século XIV (que era o país mais avançado do mundo à época, com plena liberdade econômica) ou os concorrentes teriam de estar em uma situação catastrófica.

    É difícil pensar em um sucessor para o dólar como hegemônico. Há quem diga que será o BTC. Se chegarmos nesse ponto, é porque os governos realmente colapsaram, sem poder manter as suas estruturas gigantescas. Ou estariam em um nível bem menor. Governo e Bitcoin não se misturam, são coisas totalmente opostas. Se for ouro, logo os governos abandonam e voltam com a porcaria do papel flutuante.

    Curioso é que o governo russo não considerou o Brasil na lista entre os países hostis. Não sei se isso faria diferença, mas de qualquer forma a diplomacia do governo brasileiro sempre se destacou pela neutralidade. Nas duas Grandes Guerras, o governo foi entrar só depois no conflito, e de maneira discreta (ainda que na Segunda Guerra Mundial tenha havido uma grande ajuda brasileira na Campanha da Itália).

    A economia russa, de qualquer forma, está em colapso. Já está mais fechada que a Coreia do Norte e Cuba.
  • Olavo  09/03/2022 23:20
    O fato incontestável é que o "véio doido da Virgínia" cravou mais essa:

  • Alfredo Gontijo  10/03/2022 12:12
    Muito bom esse vídeo! O cara realmente desenhou tudo.
  • Paulo  09/03/2022 23:53
    Acredito que o Ouro vai voltar ao radar dos bancos centrais, ouro físico, de preferencia dentro de suas fronteiras
  • EUGENIO  10/03/2022 12:12
    Algumas considerações:

    O dólar "perdeu a virgindade", nunca mais será aquele.

    Quem tem está pensando em sair dele sem perda.

    O dólar funcionou funcionou como um cheque sem fundo que ninguém descontou.

    O dinheiro é uma ferramenta de troca, de negócios, a moeda é o nome dos muitos "dinheiros" do mundo, dólar é um dos nomes, altamente desejável, até a era Putin-Biden. A derrocada começa claramente e a ascensão das moedas digitais inicia. E o sistema financeiro chinês cresce e se confiabiliza na medida que o mentecapto Biden impõe sanções que causam prejuízos a seus aliados.

    Biden é um piloto analfabeto dentro da cabine do mais moderno avião do mundo. Biden é o padre dos balões que não sabia usar o GPS que levou.

    É certo que vai bater.

    O dólar aumenta sua desvalorização diretamente proporcional ao estúpido Biden e suas sanções trogloditas e trapalhadas que prejudica aliados e seus negócios. Biden tropeçou feio.

    Biden um elefante no meio de cristais já quebrou muitos, seus apoiadores começarão a perder a confiança, alguns já percebem. É só levar lentamente na manha e cada dia Biden se enterra e perde aliados.
  • cmr  10/03/2022 01:53
    Considerando o estadistão atual em que vivemos, quais seriam as opções do Putin de 2014 para cá ?

    Sabemos que os EUA e Otan praticam guerra híbrida com a Rússia, depuseram o presidente da Ucrânia e colocaram lá uma marionete globalista pró ocidente. (O instituto Rothbard tem vários artigos sobre essa crise Rússia - EUA - Otan)

    Como eu disse, considerando a situação atual do mundo, nós não vivemos no Ancapistão e sim no Estadistão.

    (No Ancapistão tal incidente jamais teria ocorrido, independente de quem esteja certo ou errado, ou todos errados; a culpa disso tudo é do Estadistão, seja de uma forma ou de outra.)

    E então, quais seriam as opções do Putin a partir de 2014 ?.
  • Juliano  10/03/2022 02:21
    As sanções de 2014 foram curtas. No início de 2016 o país já havia se recuperado.

    Elas foram inócuas, em termos de longo prazo.

    Já as sanções atuais foram causadas por uma guerra. Nenhum político tem o direito de invadir outro país, chacinar seu povo e clamar que aquele território é seu.

    Isso atenta contra os princípios mais básicos da propriedade privada e do direito à vida.

    Se o Putin não tivesse feito isso, não teria sanções. É realmente simples assim.

    Se a Argentina decidisse invadir o Uruguai, matando todo mundo que oferecesse resistência, alegando que aquele território é seu, qual deveria ser a reação do Brasil?

    Ou então teriam os EUA o direito de fazer isso com o Brasil?

    Logo, sua pergunta é um tanto quanto absurda.

    Não quer sofrer sanções? Não assassine inocentes e não ataque a propriedade alheia.
  • rebelde sem causa  10/03/2022 08:04
    Se o Putin não tivesse feito isso, não teria sanções. É realmente simples assim.

    Aí a Ucrânia entraria para a Otan, na sequência a Bielorússia.
    Depois disso a Otan financiaria movimentos separatistas no oeste da Rússia e ia anexando, empurrando o Kremlim lá para Vladivostok, que é contestada de vez em quando pela China.

    Ou então teriam os EUA o direito de fazer isso com o Brasil?
    Direito eles não tem, mas fazem guerras adoidado, fomentam tretas, derrubam governos legítimos, invadem países, enfim terceirizam a matança... E haja pano para passar...

    Já as sanções atuais foram causadas por uma guerra.
    Sanções são legítimas ?, uma empresa privada pode ser impedida pelo governo de negociar com instituições do outro país só porque o governo não quer ?.

    Não quer sofrer sanções? Não assassine inocentes e não ataque a propriedade alheia.
    Diz isso também para os EUA, Otan e Israel, só que esses nunca sofrem sanções e o pessoal ainda passa pano...

  • James Dean  10/03/2022 12:23
    "Aí a Ucrânia entraria para a Otan, na sequência a Bielorússia.
    Depois disso a Otan financiaria movimentos separatistas no oeste da Rússia e ia anexando, empurrando o Kremlim lá para Vladivostok, que é contestada de vez em quando pela China."


    Países soberanos entrarem em organizações é um direito deles. Se o Brasil quiser fazer parte de uma área de livre comércio com EUA e Europa, você acha certo que a Argentina declarasse guerra?

    Quanto a incursões militares dentro da Rússia financiadas pela OTAN, isso, francamente, é puro delírio seu.

    E o fato de você levar isso a sério mostra o quão efetiva é a máquina de propaganda russa.

    "Direito eles não tem, mas fazem guerras adoidado, fomentam tretas, derrubam governos legítimos, invadem países, enfim terceirizam a matança... E haja pano para passar…"

    Isso sempre foi condenado aqui e pelos libertários em geral. Quem passa pano são neoconservadores. Reveja suas companhias.

    Ademais, defender os erros de um utilizando como justificativa os erros dos outros é atestado de inconsistência ética, moral e intelectual

    "Sanções são legítimas ?, uma empresa privada pode ser impedida pelo governo de negociar com instituições do outro país só porque o governo não quer ?."

    Não.

    Mas, ao que consta, empresas voluntariamente pararam de negociar com a Rússia. Isso é resultado de pressão de rede social (o famoso "cancelamento"). Seria péssimo para a imagem delas.

    "Cancelamento", aliás, é outro debate.

    "Diz isso também para os EUA, Otan e Israel, só que esses nunca sofrem sanções e o pessoal ainda passa pano…"

    Sempre é dito aqui.

    Repito: reveja suas amizades e companhias.
  • Pobre Mineiro  11/03/2022 03:13
    Um ótimo artigo sobre tudo isso que está acontecendo:

    rothbardbrasil.com/vigano-globalistas-fomentaram-a-guerra-na-ucrania-para-estabelecer-a-tirania-da-nova-ordem-mundial/
  • rebelde sem causa  11/03/2022 09:01
    E o fato de você levar isso a sério mostra o quão efetiva é a máquina de propaganda russa.

    A máquina de propaganda ocidental é extremamente efetiva também, veja esse artigo do Instituto Rothbard:

    rothbardbrasil.com/vigano-globalistas-fomentaram-a-guerra-na-ucrania-para-estabelecer-a-tirania-da-nova-ordem-mundial/
  • Ronald Reagan  10/03/2022 11:45
    Como já dizia ícaro de Carvalho, o Padrão-Dólar só tem um lastro: Seus porta aviões e poderio militar. Não consigo ver ameaça nenhuma ao dólar como já postaram em outro post aqui.

    Se vocês olharem bem, não há um substituto para os EUA como "pai do mundo" é lá que está as melhores mentes, as melhores universidades, as melhores empresas. Tudo de bom que esse tem mundo tem, está lá.

    Quem irá para a China? Rússia? Libra esterlina? A inglaterra ficou muito para trás dos EUA.

    A verdade é que o poder de produtividade e o exército dos americanos é oque segura eles como nosso cafetão. Não tem oque fazer.
  • Victor  10/03/2022 12:16
    Na verdade não é exatamente isso. Essas coisas ajudam, e muito, mas o motivo principal não é este. É outro:

    Quais as chances de o dólar deixar de ser a moeda de reserva internacional?

    E observe que o presente artigo não está dizendo que o dólar será substituído. Longe disso. Apenas que poderá haver a formação de um bloco eurasiano que utilize a moeda chinesa. E isso já seria um baque para o dólar, ao menos em termos de demanda mundial.
  • Ex-microempresario  10/03/2022 14:00
    As universidades americanas são clubinhos de elite cheios de intelectuais socialistas e millenials abobados. As prósperas empresas americanas transferiram suas fábricas para o México, Índia, Tailândia e principalmente China.

    Se a China quisesse, quebraria a economia americana em um mês, mas eles não são como o Putin, têm paciência e pensam a longo prazo. Mas o longo prazo para os EUA se estreparem não está tão longe assim.
  • anônimo  15/03/2022 11:05
    "Se vocês olharem bem, não há um substituto para os EUA como "pai do mundo" é lá que está as melhores mentes, as melhores universidades, as melhores empresas. Tudo de bom que esse tem mundo tem, está lá."

    Aí errou feio. Universidades e Empresas dos EUA hoje se tornaram puramente políticas. As melhores mentes, que você diz, provavelmente se refere justamente às pessoas nas grandes universidades. O país está intelectualmente falido, e isso, com o tempo, com certeza vai fazer o país como um todo falir, é inevitável. Os EUA estão com os dias contados, infelizmente (considerando a história de luta por liberdade e etc).
  • anônimo  15/03/2022 12:14
    "Se vocês olharem bem, não há um substituto para os EUA como "pai do mundo" é lá que está as melhores mentes, as melhores universidades, as melhores empresas. Tudo de bom que esse tem mundo tem, está lá."
    O que a historia ensina é que o poder politico, intelectual e tecnologico sempre se transferem de uma regiao para outra.
    Anualmente nao há sustituto. Mas amanha ja terá. Os eua ja estao no estagio de ir trazendo parasitas pra tomar a renda dos produtivos, estes ja estao se mudando .
  • Anônimo  10/03/2022 12:17
    Tá de brincadeira que a Escola Austríaca postou esse artigo! Já conversei com leitores dos artigos aqui sobre o dólar e a conclusão a que chegamos é que, se o dólar ir pro saco, TODAS as outras moedas estatais fiduciárias irão junto, até a porcaria do renminbi chinês e, francamente, você, caro leitor, iria querer se desfazer de dólares para se arriscar com dinheiro impresso por uma ditadura de partido único? Eu não faço isso de jeito nenhum! E a China está com problemas internos graves em sua economia, a bolha gigantesca do mercado imobiliário é só um entre as centenas de problemas que eles estão passando.
    E o governo chinês é totalitário e desonesto, se não fosse assim os investidores estrangeiros que despejaram muitos dólares em títulos das Evergrande não teriam levado calote, sendo que os únicos investidores que receberam pagamento foram investidores locais, ou seja, CHINESES!
    Outro mau exemplo do totalitarismo chinês: o banimento total do sistema educacional privado do país! Hoje só pode existir sistema público de educação na China e fica uma pergunta: pra onde foi todo o dinheiro que estava girando no sistema educacional privado? O PCCh CONFISCOU!
    E o autor do artigo ainda fala dos Estados Unidos! Meu Deus, sei que a Escola Austríaca é a mais certa que existe para doutrinar uma economia mas dessa vez vocês pisaram na bola.
    Se você não quer dólares, compre metais preciosos e/ou Bitcoin mas FUJA DO RENMIMBI!
  • Victor  10/03/2022 12:31
    A interpretação de texto continua sendo algo problemático no país.

    O artigo não está dizendo que o dólar será substituído. Longe disso. Nem sequer aventou esta hipótese. Está dizendo apenas que poderá haver a formação de um bloco eurasiano que utilize a moeda chinesa. E isso já seria um baque para o dólar, ao menos em termos de demanda mundial. Isso é uma coisa lógica, aliás: se vários países passam a comercializar usando o renminbi em vez do dólar, então a demanda pela dólar sofre uma queda.

    Só isso.

    Seja menos emocionado e um pouco mais racional.
  • Carlos Brodowski   10/03/2022 12:38
    O Financial Times reconheceu isso, dizendo que a moeda chinesa permaneceu estável durante a guerra na Ucrânia, podendo se tornar um porto seguro para todos os países da região.

    "China's currency, the renminbi, has remained stable during the war in Ukraine. Some economists predict the currency could become a haven asset, shielded from the geopolitical turbulence that has roiled markets worldwide"

    www.ft.com/content/d5346dcd-d23c-4f82-abc9-e29dc53a0fb5
  • Trader  10/03/2022 12:41
    Eu nem acho que vai acontecer, mas é fato inconteste que a moeda da China vem se tornando cada vez mais robusta. É uma das poucas do mundo que se apreciou perante o dólar nos últimos dois anos. Aliás, acho que foi a única.

    tradingeconomics.com/china/currency
  • Felipe  11/03/2022 00:00
    Outra moeda que se valorizou foi o shekel israelense. Desempenho fantástico, mesmo com os juros baixinhos do país.
  • Anônimo  11/03/2022 14:13
    Interessante a valorização da moeda israelense, vou comprar shekkels se o desempenho continuar bom.
  • Anônimo  10/03/2022 17:17
    E não poderia se formar um bloco de países que comercializam em dólar? Sim, e vai acontecer.

    Segundo seu raciocínio, será um mundo dividido em dois blocos, semelhante ao que aconteceu na Guerra Fria. Europa, Oceania e algumas partes da Ásia e América Latina continuarão com o dólar e outros como Rússia, Mongólia, Casaquistão, Uzbequistão, Kirguistao, Afeganistão e outras ditaduras vão aderir ao Renminbi.

    Nada mais que isso.
  • Pobre Mineiro  11/03/2022 02:00
    ...e outras ditaduras vão aderir ao Renminbi.

    Ditaduras versus mundo livre(sic).

    Você é só mais um escravo que se acha livre.

    A propósito, já tomaste a n-ésima dose da vacina contra a covid ?, não se esqueça, o seu supremo líder mandou.
    Não se esqueça de usar focinheira também, são ordens do supremo líder.
  • Anônimo  11/03/2022 14:25
    Sr. Mineiro, o que você tem contra as vacinas? Elas são a única arma contra a Covid 19 mais eficazes que existem.
    No ano passado, enquanto o Bolsonaro atrasava a compra das vacinas eu e minha mãe pegamos Covid e só não morremos por que um médico nos receitou alguns medicamentos usados em caso de emergência. Meses depois, recuperados, nos vacinamos com 2 doses da Pfizer.
    Desde então não tivemos mais Covid, e se pegamos nem percebemos devido a eficácia da vacina, que reforçaram nossa imunidade.
    Você pode ter a imunidade mais forte que a minha mas pode ser portador do vírus e passar para quem é mais fraco, por isso é importante que todos se vacinem. Não é governo que manda, é a ciência.
  • Ex-microempresario  11/03/2022 19:58
    Se citar um caso prova alguma coisa, eu não tomei vacina e nunca peguei covid. Um monte de gente que conheço pegou depois de tomar duas doses. É ciência.
  • Analista de Risco  11/03/2022 20:52
    Elas [vacinas] são a única arma contra a Covid 19 (...)

    só não morremos por que um médico nos receitou alguns medicamentos usados em caso de emergência (...)

    Parabéns pela gritante contradição!!
  • Pobre Mineiro  11/03/2022 02:24
    ...até a porcaria do renminbi chinês

    Essa "porcaria" está se valorizando desde a morte do camarada Mao.
    Já as outras moedas...

    Não vou nem falar do dinheiro brasileiro, para não entrar em depressão...
  • Anônimo  11/03/2022 14:11
    Uma moeda ganhar valor tem seus prós e contras. Se o renmimbi se valorizar demais os produtos chineses ficarão muito caros e os magnatas vão mover suas fábricas para países mais baratos de produzir bens para exportação, como já está acontecendo, e no Sul asiático tem Vietnã, Tailândia, Malásia, Bangladesh, Mianmar, Cambodja, Índia, enfim, vários países concorrentes com mão de obra mais em conta. Se o renminbi encarecer demais a China vira um Estados Unidos 2.0 com a própria produção cada vez mais terceirizada em outros países.
    Ou seja, o governo chinês não vai deixar a moeda subir demais para não penalizar as exportações, pilar da economia da ditadura de partido único.
  • Pobre Mineiro  11/03/2022 05:39
    Série de artigos sobre a China, mais condicentes com a realidade e não paixões e proselitismos políticos:

    rothbardbrasil.com/profile/china-austriaca/posts/

  • Jairdeladomelhor q ir p/tras  10/03/2022 13:28
    Pessoal,
    Putin, com certeza, não viverá muito tempo e tudo mudará.
    Nem Biden nem seu partido se perpetuarão no poder.
    Dois ditadores (Putin e Xi) que querem ser hegemônicos não combinam. Não acredito que funcione uma aliança entre eles. Lembra muito a aliança Hitler/Stalin. É amizade de jacu com cano de espingarda.
    Abraços
  • Pobre Mineiro  11/03/2022 02:08
    Políticos são só o verniz do establishment.

    Dito isso, não se preocupe.
    Os EUA continuarão a sua marcha ladeira abaixo, a Rússia e a China continuarão as suas trajetórias.

    Tudo isso com ou sem Biden, Putin, Xi, Kim, etc...

    São necessárias gerações para mudar o establishment de um país...

  • Pobre Mineiro  11/03/2022 05:49
    A diferença é que os chineses são muito menos imediatistas do que os nazistas.

    Os planos da China visam o loguíssimo prazo...
  • Trader  10/03/2022 14:26
    Goldman Sachs anunciou hoje sua saída da Rússia. Primeiro banco de Wall Street a fazê-lo.
  • anônimo  10/03/2022 14:28
    oglobo.globo.com/economia/negocios/com-alta-do-petroleo-ipiranga-ja-controla-venda-de-diesel-na-bahia-combustivel-vendido-35-mais-caro-25426576?utm_source=globo.com&utm_medium=oglobo

    A ekipecoconica do nosso M I N T O não é mesmo sensacional?
    Trocaram um monopólio público por um privado!!!!
    A diferença é que os dividendos antes ficavam conosco. Agora, ficam com os acionistas.
    Bom pros acionistas, ruim pro povo! Essa é a filosofia dos nossos especialistas
  • Amante da Verdade  10/03/2022 15:05
    Sua notícia lacradora ficou velha rapidinho, após o ajuste anunciado hoje pela Petrobras.

    Sua notícia lacradora diz que a refinaria privada aumentou a gasolina em 26% só este ano.

    Ok.

    A gasolina da Petrobras começou o ano sendo vendida nas refinarias a R$ 3,09. Depois, em meados de janeiro, passou para R$ 3,24.
    g1.globo.com/economia/noticia/2022/01/11/petrobras-sobe-preco-da-gasolina-e-do-diesel-a-partir-de-quarta-feira.ghtml

    Hoje, foi reajustada para R$ 3,86.

    www.cnnbrasil.com.br/business/petrobras-eleva-preco-da-gasolina-em-18-e-do-diesel-em-25/

    Agora vejamos: de R$ 3,09 para R$ 3,86 temos um aumento de… 25%.

    Exatamente o mesmo da refinaria privada.

    Entenda uma coisa, cidadão: não existe mágica em economia. Não existe caminho fácil. Não existe preço controlado sem que haja consequências negativas. Quem define preço de commodity transacionada internacionalmente é o mercado mundial de commodities. É o mesmo preço para o mundo inteiro. Não tem como o Brasil, só por causa de nossa simpatia, ter combustível mais barato que o resto do mundo.

    Isso foi desenhado aqui:

    Ciro, Dilma, Lula, Bolsonaro e a Petrobras

    No dia em que você finalmente entender (e, principalmente, aceitar) esse básico sobre economia, você começará a depositar menos esperança em políticos salvadores (você claramente quer um político que congele o preço da gasolina, pois jura que isso não terá consequência negativa nenhuma) e irá se aprimorar por conta própria.
  • Juliano  10/03/2022 15:12
    Eu queria entender essa compulsão que alguns aqui têm de vir passar vergonha gratuitamente. Eles deveriam ao menos cobrar para isso. São tão anti-capitalistas que preferem se humilhar gratuitamente…
  • David  10/03/2022 15:15
    Estamos em 2022 e ainda tem nêgo que genuinamente acredita em controle de preços. O cara acha que empresa privada tem de vender abaixo do custo de importação e acredita que empresa pública pode fazer o mesmo por muito tempo.
  • Leandro  10/03/2022 15:22
    Lembrando que, no governo Dilma, a Petrobras foi obrigada a vender para as distribuidoras gasolina e diesel abaixo do preço pelo qual foram importados. 

    A empresa, que é estatal, teve de queimar seu patrimônio para manter esta política. Na prática, a empresa pagava para produzir.

    Obviamente, ela só fez isso porque era estatal. Nenhuma empresa normal poderia se dar a este luxo.

    Como consequência, o preço de suas ações, que havia chegado a R$ 44 em 2008, caiu para R$ 4 ao fim de 2015.

    No total, a estatal teve um prejuízo de R$ 70 bilhões. E este prejuízo se deveu exclusivamente ao fato de ter sido obrigada a produzir com preços congelados. Petrolão e outras mutretas não entram na conta.

    A coisa foi tão escabrosa que até mesmo Lula veio a público reconhecer o erro, algo totalmente atípico:

    Governo se equivocou ao congelar preço gasolina, diz Lula

    Simultaneamente, em 2012, o governo decidiu intervir no sistema elétrico. Por decreto, ele revogou os contratos das empresas de geração e transmissão de energia e fez novos contratos impondo tarifas menores. E controlou o preço de revenda das distribuidoras.

    A revogação dos contratos das empresas de geração e transmissão de energia obrigou as distribuidoras a recorrer ao mercado de curto prazo, onde a energia é bem mais cara. Consequentemente, as distribuidoras tinham de comprar caro e revender barato, porque o preço da revenda estava congelado pelo governo.

    Consequentemente, elas ficaram insolventes. E o Tesouro passou a socorrê-las com dinheiro de impostos. O rombo chegou a R$ 27 bilhões.

    Isso foi esticado até onde deu. No final, é claro, deu tudo errado.

    Em suma: a Petrobras, por ser estatal, teve de queimar seu patrimônio para manter a política. Uma total insanidade. Algo a que apenas estatais geridas por irresponsáveis pode se dar ao luxo de fazer. E, ainda assim, apenas temporariamente. No fim, teve de reverter tudo e adotar a atual política citada no artigo acima. Não há mágica na economia.

    Já no setor elétrico, a coisa só foi mantida porque o Tesouro passou a subsidiar tudo (com nosso dinheiro de impostos). Dado que as receitas estavam muito menores que os custos (um inevitabilidade de um controle de preços), o Tesouro entrou em cena para equilibrar a equação repassando nossos impostos para estas empresas.

    Obviamente, também se trata de algo que pode durar apenas temporariamente. No fim, acabou o dinheiro para os repasses, o orçamento do governo passou a ter déficit primário, e as contas de luz subiram 80%.

    De novo, não há mágica em economia. Nenhum controle de preços passa impune. Muito menos aquele feito por estatais.
  • anônimo  10/03/2022 17:58
    Poxa, tudo bem, não defendo queima de patrimônio também não.
    Mas a empresa teve lucro de 100 bi esse ano é uma receita de 400 bi
    Fazendo uma conta grosseira, tivesse a Petrobras cobrado um valor 10% mais baixo em 2021, teria uma receita 40 bi. E ao invés de um lucro de 100 bi teria um lucro 60 bi. Não parece muito ruim.
    E aí, quando o preço do petróleo caísse e em geral cai junto com os outros insumos e commodities, reduzindo a pressão inflacionária geral da economia, vc manteria o preço no mesmo patamar e teria um lucro superior ao que teria no caso de preços livres.
    Manteria a lucratividade da empresa, ainda que levemente abaixo dos 100 bi atuais, sem queimar caixa da mesma.
    Pq essa ideia seria tão ruim?
  • Leandro  10/03/2022 18:36
    Lucro de 100 bilhões de reais ao ano, para uma petrolífera, não é nada espantoso.

    A Exxon, que estava tão ruim que até foi retirada do índice Dow Jones, ganhou 23 bilhões de dólares no mesmo período.

    Já a Saudi Aramco ganha US$ 330 bilhões - quase R$ 1,7 trilhão.

    A Apple, a título de comparação, lucra, num só trimestre, 124 bilhões de dólares.

    O fato de uma empresa lucrar não significa que ela tem de começar a vender abaixo do custo de produção. Empresas precisam ter lucros para reinvesti-los. É assim que elas se expandem, fazem pesquisa, desenvolvem novas tecnologias e até mesmo contratam mais pessoas.

    Para o setor de petróleo, que é intensivo em capital e cujos investimentos só maturam no longo prazo, lucros que para nós parecem exorbitantes não são nada especiais.

    De resto, o preço na refinaria, até hoje, está em R$ 3,26. Nos postos, com todos os impostos, está acima de R$ 7.

    Cadê a cobrança em cima destes aí que estão ganhando? Por que não cobrar também destes? Por exemplo, o ICMS estadual sobre os combustíveis. É um fato matemático que a arrecadação do ICMS aumenta quando o preço da gasolina sobe. Neste sentido, governos estaduais têm também entrar no jogo. Governadores aumentarem a arrecadação (e com isso darem aumentos para o alto escalão do funcionalismo público) simplesmente porque o barril de petróleo subiu é muito gostoso. Essa gente tem de começar a dar sua "cota de sacrifício".

    Outra coisa: por que não criar um fundo de estabilização bancado pelos dividendos que a Petrobras paga ao governo? Tal medida não seria ruim, pois ainda manterias os preços livres (que é o ponto crucial). Todo o financiamento viria, com dito, exclusivamente dos dividendos que a Petrobras paga ao governo.

    A Petrobras seguiria vendendo para as distribuidoras a preços livres (seguindo a metodologia do item 1), e estas receberiam esse dinheiro que o governo ganhou de dividendos para abater uma parte do preço pago.

    Longe do ideal, mas, em termos de Brasil é bom. Não há dinheiro de impostos, os preços continuariam livres e o governo estaria devolvendo uma parte do dinheiro que coletou na condição de acionista de empresa.

    Só que isso depende de Congresso.

    Por fim, por que não agitar pela redução do PIS/COFINS, cuja alíquota foi duplicada em julho de 2017, quando o petróleo estava em baixa?

    Tem muitas soluções práticas. Mas todo mundo acha mais fácil afetar "preocupação social" e defender congelamento de preços, o que, na mais branda das hipóteses, geraria desabastecimento — o que certamente ferraria ainda mais os mais pobres.
  • anônimo  10/03/2022 20:48
    Empresas precisam ter lucros para reinvesti-los. É assim que elas se expandem, fazem pesquisa, desenvolvem novas tecnologias e até mesmo contratam mais pessoas.

    Os investimentos em 2021 foram da ordem de 12 bi. Tem espaço pra usar parte dos lucros para reinvestir, mesmo naquele lucro de 60 bi que citei.
    Aliás, a depreciação e os custos de P&D já foram abatidos no lucro. Se desconsiderasse essas linhas de custo e despesas o lucro seria ainda maior que os 100 bi citados

    Outra coisa: por que não criar um fundo de estabilização bancado pelos dividendos que a Petrobras paga ao governo? Tal medida não seria ruim, pois ainda manterias os preços livres (que é o ponto crucial). Todo o financiamento viria, com dito, exclusivamente dos dividendos que a Petrobras paga ao governo.

    Não acho má ideia. É uma saída também interessante
  • Observador  11/03/2022 13:28
    Pela lógica desse povo, já que Apple teve lucro de centenas de bilhões de dólares, então ela pode começar a distribuir iPhones de graça. Ou então, no mínimo, começar a vender coisas abaixo do custo de produção. Afinal, isso não fará diferença nenhuma nas finanças da empresa.
  • Felipe  11/03/2022 01:38
    O que você acha dessa notícia, Leandro? A Beatriz Nóbrega se mostrou contra o fundo de estabilização do PL 1472/21 (é desse fundo que você está defendendo?). Se não me falha a memória, você criticou a sugestão do Meirelles de criar um fundo de estabilização, porque isso afetaria as finanças governamentais.

    Agora, vendo recentemente a proposta dele, ele parece que sugere que se crie um imposto de exportação sobre o petróleo para financiar isso. Não tem lógica. Tributar exportação nunca dá certo. A gente não vive mais na época onde os únicos impostos de arrecadação eram os de importação e exportação.
  • Leandro  11/03/2022 13:25
    Usar impostos para conceder subsídios não faz sentido nenhum. O único fundo de estabilização sensato é o que usa os próprios dividendos que a Petrobras paga para o governo federal.

    Falei sobre eles aqui e ainda sugeri outras medidas.
  • Felipe  10/03/2022 19:35
    No Equador o Lasso não aguentou a pressão de sindicatos e congelou o preço de quase todos os combustíveis, exceto a gasolina melhor de lá. Quando Rafael Correa fez uma reforma administrativa, o funcionalismo reagiu com violência e teve troca de tiro. Sindicatos de lá devem ser mais fortes que os do Brasil.

    Certamente o preço da gasolina será o maior desafio agora para o Bolsonaro. Antes o problema era mais por causa de nossa moeda, agora o problema é a guerra na Ucrânia e parte dos custos não-vistos das políticas ambientalistas. O preço do álcool nas bombas já é mais perto de um mercado, e até tive uma surpresa quando houve essa disparada nos últimos dias. Não é como nos EUA, mas é mais próximo da realidade.

    O governo deveria revogar o dispositivo bizarro da LRF (que inclusive vale para os governos estaduais, se não me engano; corrijam-me se eu estiver errado), no qual fala que ao se reduzir impostos, tem que haver uma compensação na perda de roubo. Nos EUA já tem até político democrata querendo reduzir os tributos federais da gasolina que, diga-se de passagem, já são bem baixos.

    Reforma tributária eu já até sei que será uma porcaria. Não será como a do Trump.

    Para ser justo com o Bolsonaro, recentemente eles zeraram o PIS/COFINS de importação de GLP (a Receita Federal pode fazer isso simplesmente por resolução).
  • Anônimo 2.0  10/03/2022 18:35
    Compartilho com você minha indignação com o governo Bolsonaro. Aquele que tanto prometeu que iria "salvar" a economia do país, nada está fazendo.

    Ele teve 3 ANOS pra usar o poder econômico do Governo Federal, como principal acionista da Petrobras, e emitir ordens executivas para a construção de novas refinarias, preparadas para refinar e beneficiar o óleo pesado do Pré Sal, óleo conhecido por empresas estrangeiras como de boa qualidade. O dinheiro para essas obras sairia do lucro que o Governo Federal teve (e tem) com os dividendos das ações que possui. E são bilhões de dólares.

    Nosso parque de refino atual não pode beneficiar óleo pesado, somente o leve e isso é muito ruim pra nós porque a Petrobras tem que importar esse óleo leve pra beneficiar aqui, operação excessivamente cara para o povo brasileiro.

    E sabe o que a Petrobras faz com todos os milhões de barris diários que extrai do Pré Sal? EXPORTA a produção, ao invés de refinar aqui e exportar o excedente do que retira, o que seria o correto a fazer.

    Com o Pré Sal tivemos a chance de sermos auto suficientes em petróleo e gás, mas o desmonte da Petrobras veio para acabar com nossa independência. Os combustíveis estariam muito mais baratos, sem prejuízo pro produtor nem pro consumidor se tudo fosse feito de maneira correta, mas aqui é a terra da corrupção e o Bolsonaro é só mais um desses corruptos.
  • Carlos Alberto  10/03/2022 19:12
    Não entendi, Anônimo. Você quer que um político comece a dar ordens na empresa? Você quer que um político, e não um corpo técnico, estipule exatamente como esta empresa deve ser gerida, em quê ela deve investir, e como ela deve investir?

    Você quer, em suma, que todo o capital de uma empresa seja submetido aos caprichos de um político?

    Seu modelo é Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte?

    Acho que nem na Rússia é assim.

    Aliás, se a solução mágica é "construir refinarias", tenho quatro palavras para você: Abreu e Lima, Comperj. Dois desastres estatais.
  • Gringo  10/03/2022 20:04
    O mundo inteiro intervindo na economia por conta da alta do petróleo, mas os flocos de neve aqui acham que não devemos fazer nada. Muita submissão ao capital mesmo
    exame.com/economia/petroleo-precos-combustiveis-gasolina-medidas-paises/amp/
  • Trader  10/03/2022 22:16
    Preço do litro da gasolina, em reais, no mercado internacional de commodities: R$ 4,16

    ibb.co/FJL97CH

    Preço reajustado hoje, nas refinarias: R$ 3,86

    www.cnnbrasil.com.br/business/petrobras-eleva-preco-da-gasolina-em-18-e-do-diesel-em-25/

    Detalhe: até ontem, o preço na refinaria era de R$ 3,09 ao passo que no mercado era de R$ 4,30.

    Ou seja, a gasolina ainda está sendo subsidiada. E muito. Exatamente como alguns aqui querem.

    Fatos. Puros e concretos. O resto é palpite de desinformado.

    Antes de falarem de algo, certifiquem-se de pesquisar o assunto. Ficar apenas repetindo o que ouvem falar nas redes sociais é garantia de passar vergonha.
  • Anônimo 2.0  11/03/2022 12:25
    O governo federal é o acionista majoritário da empresa, então ele tem autoridade para decidir que uma refinaria pode ser construída, de acordo com a demanda do mercado.
  • Com memória  11/03/2022 13:14
    Já ouvir falar em Abreu e Lima? Em Pasadena? No Comperj?

    Pois é...
  • Imperion  11/03/2022 15:47
    É exatamente por deixar isso a cabo do governo, que não foram feitas refinarias no brasil. O governo Lula mandou fazer uma, nem terminou, custou 4 vezes mais. A solução pra agora seria o governo mandar construir mais uma?

    Não. Seria o governo se retirar do negócio de vez, parar de impedir que as empresas que querem explorar petróleo de se instalarem aqui e elas que construam as suas refinarias com dinheiro próprio. Sistema de lucros e prejuízos.
  • Ex-microempresario  10/03/2022 21:02
    O cara fala que o óleo é pesado e na frase seguinte fala que é de ótima qualidade. Só por aí já se tem uma idéia do quanto o sujeito está desinformado.

    Para deixar claro: o óleo do pré-sal não é pesado, é leve, e a Petrobrás vende esse óleo mais caro e importa óleo mais barato e adequado às nossas refinarias.

    Neste exato momento:

    WTI (Texas) : 106.31
    Brent (UK) : 109.75
    Lula (Brasil) : 112.78
  • Anônimo 2.0  11/03/2022 12:35
    Então o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro está postando informação errada. Se o óleo do Pré Sal é leve ele pode sim ser refinado aqui.

    Vou ter que fazer umas visitas nessas plataformas e refinarias para eu mesmo fazer um relatório do que está acontecendo de errado com nosso mercado nacional de petróleo e derivados. É muita desinformação sendo lançada na rede e pior, no site do Sindicato dos Petroleiros! Assim não dá.
  • Ex-microempresario  11/03/2022 13:27
    "Se o óleo do Pré Sal é leve ele pode sim ser refinado aqui. "

    Poder, pode, mas seria jogar dinheiro fora. Nossas refinarias estão configuradas para refinar o óleo pesado que era produzido no pós-sal da bacia de Campos. Então vale mais a pena exportar o óleo de melhor qualidade e mais caro, importar óleo mais barato para refinar, e embolsar a diferença.

    Pode ficar tranquilo que a Petrobrás sabe o que está fazendo.
  • Anônimo  11/03/2022 15:12
    Temos outra alternativa para refinar Petróleo aqui: a Bacia do Amazonas. Se for óleo bom e barato de extrair a Petrobras poderia estudar a viabilidade desse empreendimento.
  • Petroleiro atento   02/04/2022 18:06
    Você tem fazer a sua consulta de forma honesta. Não precisa bisitar sites de terroristas para isto. Tudo mudou e muda constantemente nesse setor, a questão do tipo de petróleo extraído e refinado no Brasil e os volumes de importação e exportação, muda todo mês amigo.

    2/3 do petróleo extraído aqui provém dos campos do pré-sal. Um óleo já considerado leve, apropriado para as nossas refinarias que foram projetadas originalmente para processar óleo leve importado, mas que depois foram adaptadas para processarem um blend com o petróleo do tipo mais pesado que passou a ser extraído da Bacia de Campos. A questão da continuação da importação de PETRÓLEO, mesmo com o desenvolvimento dos campos marítimos dessa Bacia, era essa, fazer o blend com esse petróleo nacional mais pesado possibilitando mínimas adaptações necessárias então para refinar esse blend e produzirmos os derivados de consumo nacional. Nada a ver ainda com a importação de gasolina e diesel, necessária devido nossa capacidade de refino de petróleo (para a produção própria de gasolina e diesel e outros derivados) já não atender a demanda nacional. Com a produção marítima crescente de PETRÓLEO, só fez diminuir a dependência do petróleo externo.

    E atualmente, com o pré-sal, mesmo com produção superior a capacidade de refino, ainda importamos petróleo, mas muito pouco, por razões estratégicas.
    Por que?
    No PARQUE DE REFINO, um pouco mais da metade do petróleo processado provém do pré-sal. A outra metade continua sendo composta majoritariamente do óleo mais pesado já produzido aqui antes do desenvolvimento do pré-sal como dito, e uma agora pequena parcela de petróleo leve que ainda importamos, ao redor de 5%, ou seja um refino quase 100% nacional. Olha aí, não tem nada de grandes volumes de importação de petróleo. Mas como dito, os números variam sempre, tem estatísticas pré pandemia, agora pós pandemia. Todo mês e ano os números variam. Recentemente li que o pré-sal chegou a responder por mais de 70% do refino nacional e o volume de importação de derivados atingiu 50% do consumo!!
    Mas se somos autossuficientes em petróleo então por que não todo o óleo do pré-sal é aproveitado para nosso refino, todo o óleo mais pesado dos outros campos passa a ser exportado como excedente, e continuamos ainda nessa história de blend?
    Aí entra fatores econômicos, é vantajoso exportar o petróleo do pré-sal, pois além dos custos de extração terem diminuido bastante recentemente, este óleo possibilita melhor valor agregado após o refino e por isso é mais valorizado, e com o real depreciado no câmbio aí não tem jeito, vão querer exportar uma boa parte desse óleo utilizando a outra para o blend nacional, portanto estrategicamente é mais negócio desenvolver mais campos no pré-sal e vender ativos mais antigos à medida que alcançam alta maturidade e alto custo operacional para a estatal. Portanto não há nenhum problema com as nossas refinarias em processar todo o óleo nacional se fosse o caso, pois a realidade atual está bem diferente do passado, o pré-sal possibilitaria isso 100% para a capacidade atual de REFINO. E temos de sobra para isto. As ditas adaptações são apenas questões técnicas de acerto da operação das refinarias no processamento de um blend.

    Mas fundamentalmente não é esse nosso problema, o problema de quem quer produzir e refinar tudo com eficiência e sem dependência externa.

    Nosso parque de refino não atende nossa demanda atual pelos principais derivados de consumo do petróleo (gasolina e diesel). Então por conta disso precisamos importar esses derivados. Estima-se que essa importação até recentemente respondia por 20% do consumo. Ainda é muita coisa. E recentemente vi um vídeo da Petrobras dizendo ter importado 50% do consumo nacional de derivados como dito antes.
    Hoje não sabemos ao certo, os dados oficiais demoram muito a aparecer. Os textos divulgados pela Internet dizem muita bobagem, misturam alhos com bugalhos, por exemplo o do UOL que tomou uma leve "chamada" da Petrobras (UOL é confiável ou oficial agora??) por isso fiz questão da caixa alta nos pontos em questão. É necessário muita cautela nas pesquisas, pode haver muitos interesses políticos em jogo que fazem a fonte oficial da PETROBRAS, o portal Fatos e Dados (agora tem o portal Informa Petrobras), demorar muito para atualizar seus dados. Tem ainda a ANP, a ABIC...

    Então fica justificado porque o emprego do PPI, embora feito acompanhando todas as pancadas externas e aí como efeito colateral gerando instabilidade social com ameaças de greve. Poderia ser amortecido, melhorando a previsibilidade para o varejo. Mas oposição e militância só querem agitar nesse assunto, ignoram convenientemente ao sabor de seu lado político, que devido a falta de investimentos majoritariamente externos (pois estamos quebrados, o resto é discurso ideológico) há a necessidade de players importadores complementando o abastecimento nacional de DERIVADOS, e se os importadores pagam o preço do mercado externo para isto, a própria Petrobras se (conseguir ou forçada a) vender mais barato aqui vai injustificar essas importações. Uma realidade bem diferente de 10 anos atrás na quebradeira causada por uma política populista. A quebradeira será lenta, mas vai ocorrer nas distribuidoras concorrentes. Resultado final: desabastecimento em algumas regiões, das mais afastadas, do país, e eu vou um pouco mais além esmiuçando a seguir:
    Até onde se sabe, o tal combustível "completão", na verdade só álcool mesmo, responde ao equivalente por cerca de meio milhão de barris por dia entre os tipos hidratado (combustível) e anidro (misturado à gasolina). O consumo nacional de combustíveis para o ciclo Otto (gasolina e álcool) ainda não bateu 1 milhão de barris por dia, está perto. Porém o consumo nacional dos derivados de petróleo (aí entram a gasolina, o diesel, aviação, lubrificantes) chega a 2,5 milhões de barris por dia! Ou seja, etanolzinho não "completa" a frota de automóveis. Parque de refino nacional não dá conta (refina só 2 milhões de barris por dia de derivados do petróleo). Produzimos hoje 3 milhões de barris por dia de petróleo. Agora ficou mais fácil entender por que exportamos petróleo e qual o tipo. E exportamos ao redor de 1 milhão de barris por dia! E porque importamos MUITA gasolina e diesel. O consumo cresce, nosso parque de refino não...
  • Petroleiro atento  02/04/2022 19:28
    Essa resposta foi ao anônimo 2.0 acima
  • Fernando  02/04/2022 17:21
    Ei, anônimo, volta aqui. Quero ler seus comentários sobre isso:

    Refinaria privatizada da Bahia reduz gasolina em 10% e diesel S-10 em 10,5% a partir de amanhã
  • Artista Estatizado  02/04/2022 19:04
    Não entendi qual é a relação com a discussão acima, mas o diesel na Bahia continua sendo o mais caro do Brasil. Apenas a diferença reduziu um pouco agora.

    O liberalismo não precisa de mentiras para ser defendido. Esse tipo de desespero arranha a imagem daqueles que se expressam em defesa da liberdade econômica, tornando a luta mais difícil.

    É a mesma coisa do Constantino defendendo reduções atabalhoadas da SELIC, sob o argumento de que "temos metas de inflação" quando o IPCA ainda estava baixo, para não criticar Paulo Guedes.

    A teoria econômica em favor da liberdade é sólida. Basta falar a verdade que o defensor da liberdade estará certo. O leitor mais confuso perde a confiança ao identificar uma distorção/mentira.
  • Fernando  02/04/2022 19:25
    É porque saiu fora do lugar correto. Mas eu estou me referindo a isto aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3407&comments=true#ac284305
  • Brasil acima de tudo!  10/03/2022 21:50
    Aumento de 18,7% na gasolina e de 25% no diesel!

    Reeleição de Bolsonaro fica ameaçada. Intervenção na Petrobras será inevitável. Ou intervém agora, ou deixa o Lula intervir ano que vem.

    Idiotice o atual governo ficar preservando uma imagem para o mercado enquanto se ferra eleitoralmente pra dar espaço pra coisa que o lado ruim vai muito além de intervir numa estatal. Coisa bem burra mesmo. E isso faz tempo.

    Aí nessa situação ainda vem notícia de lucro recorde e o povo olha pro lado e não vê nada, só reajuste. É um show de horrores eleitoral que o governo deixou correr porque alguém lá acha que o povo entende ouse importa com os porquês dos 799 reajustes e da não-intervenção.

    O governo vai acabar perdendo uma eleição que vinha se encaminhando bem nas últimas semanas, tudo por cagaço de mexer nessa política insana de preços da Petrobras.

    A única vantagem de ter uma empresa estatal ou semi-estatal é justamente poder utilizar dela pra fazer política econômica anticíclica. Se a Petrobras dá 200 bi de lucro mas aumenta 80% o preço da gasolina em 18 meses, então não vale nada ter essa empresa como estatal.

    Que o governo segurasse esse aumento de 20% pelo menos enquanto temos uma GUERRA acontecendo, pra saber para onde vai o petróleo. Não iria matar a empresa. Talvez ela deixasse de lucrar 100 bi e lucrasse 50 bi, mas não iria gerar esse efeito cascata horroroso na economia. Já tem analista prevendo IPCA a 8% esse ano, depois dos 10% de 2021.

    Obrigado Petrobras e governozinho "liberau" que acabou de jogar a eleição no colo do Lula, com gasolina podendo chegar a 10 reais... "pulitica de paridade", "vamus manter os pressos", "temos que pagar 100 bi de dividendus prus assionistas..."

    Quero ver a cara dos acionistas o ano que vem com o Zé Dirceu e o Lula mandando e desmandando na Petrobras...

    Boa sorte pra esse país. O "Pai dos Pobres" está voltando no primeiro turno. E logo agora que o Bolsonaro estava começando a colar no Lula nas pesquisas... Ridículo.

    Em tempos de pandemia, guerra, bandeira preta na energia, alimentos básicos nas alturas, frango a 20 reais, etc, o governo não tem que ficar achando que somos a Suíça pra ficar adotando politicazinha econômica da Faria Lima, ainda mais quando o efeito dessa política será colocar no poder no primeiro turno um grupo ideológico que é totalmente contra essa política econômica e que vai fazer bem pior mesmo em tempos de calmaria, onde seria aplicável uma agenda mais liberal.

    Tem coisa que não tem o que pensar, muito pior que qualquer efeito nefasto de intervir pra segurar o preço numa situação dessas (longe de típica) é facilitar o trabalho do Lula. Faz o que tiver que fazer, mas faz! O governo tá paralisado vendo essa situação corroer sua popularidade faz tempo, e nada faz!
  • Trader  10/03/2022 22:18
    O subsídio que você defende já está ocorrendo há três meses. E segue ocorrendo ainda hoje, mesmo com o reajuste.

    Explicado e desenhado, com fatos e números, aqui.

    Logo, sua reclamação não faz sentido, pois seu desejo já foi atendido. E continua sendo.
  • Ex-microempresario  10/03/2022 22:41
    Torcida de político, como sempre, regurgitando números sem sentido.

    "Talvez ela deixasse de lucrar 100 bi e lucrasse 50 bi"

    Consumo anual de gasolina+diesel, sem incluir GLP, passa de 100 bilhões de litros por ano. Portanto, 50 bilhões dariam para bancar uma diferença de 50 centavos por litro. Será que resolve?

    "Que o governo segurasse esse aumento de 20% ... Não iria matar a empresa."

    Um real por litro teria um custo de 100 bilhões por ano. Não iria matar a empresa, só iria zerar o lucro. Mas para que lucro, não é? Tudo pelo social!
  • Trader  10/03/2022 23:35
    Exato. Esse pessoal acredita que economia funciona na base da emotividade, dos sonhos e desejos. Eles acham que preços devem funcionar de acordo com as afetações de emoção e efusões de indignação.

    Eu trabalho com fatos e dados, ambos lastreados na teoria. Mostrei que a gasolina segue sendo subsidiada, pois está bem mais barata que o preço que a Petrobras paga para importar a gasolina.

    Quanto mais subsídio o pessoal quer? Eles então que estipulem um valor correto e expliquem por que este valor seria inócuo para a empresa. Mais especificamente, como uma empresa (inclusive importadoras privadas) pode comprar algo que custa 100 e revender a 70 e ainda assim ficar de boa.
  • Estudante  10/03/2022 22:18
    Afinal, um aumento do diesel e da gasolina provoca um aumento generalizado de preços? Preços do frete ao subir aumenta TODOS os preços da economia gerando inflação? Mas se a base monetária esta preservada e os juros no lugar, como pode haver aumento de preços?
  • Professor  10/03/2022 22:41
    Mas não haverá. Aumento generalizado, na mesma intensidade do aumento dos combustíveis, não. Sem chance.

    A menos, é claro, que a política monetária volte a despirocar.

    Inclusive, os preços ao consumidor, excetuando-se alimentos (e, agora, transportes), já estão bem domados.

    ibb.co/q5F5J9S

    portalibre.fgv.br/sites/default/files/2022-03/igp-di_fgv_press-release-resumido_-fev22-.pdf

    Apenas para antecipar: os dois próximos IPCAs virão forte, mas é porque combustíveis representam uma substantiva fatia do índice.
  • Estudante  10/03/2022 22:59
    Professor, mas qual a lógica disso? Se o preço do freto sobe e do transporte sobe, logo tudo ira subir junto porque os custos aumentaram. Entendo que o IPCA é uma média de todos os preços e se alguns preços sobem muito enquanto outros ficam no lugar, é obvio que o IPCA ira aumentar, mas isso não significa que todos os preços aumentaram, acho bem esquisito usar IPCA, o IGM-P acho que faz mais sentido, não acha?

    E outra coisa, e a ideia do Ciro de pegar o que produzimos de petroleo (que não serve pra gasolina), e usar essa venda pra abater a importação de petroleo pra gasolina?
    Pega o lucro da exportação e abate na hora de importar, usando a exportação como um subsidio pra abater o preço da importação. Lógico, respeitando a administração da empresa, nada de 100%. Só uma parte de exportação pra ajudar a segurar o aumento e mantendo a empresa com lucro.
  • Professor  10/03/2022 23:30
    Isso não faz sentido nenhum — como, aliás, qualquer coisa que saia da boca de Ciro Gomes.

    Sobre inflação, não tem como tudo subir de preço 15% se a quantidade de dinheiro está estática.

    Só porque o custo de transporte dos fornecedores da sua empresa de tecidos subiu 15%, não significa que os consumidores da sua empresa irão aceitar pagar mais 15% nos seus panos. A preferência deles não mudou. A renda deles não aumentou. Se você aumentar os preços dos seus tecidos em 15%, você simplesmente perderá receita de venda.
  • Estudante  11/03/2022 02:02
    Pode me explicar porque o Ciro Esta errado? Porque não faz sentido?
  • anônimo  11/03/2022 13:12
    Foi exatamente a prática do subsídio que tornou o país atrasado na produção de combustíveis. Impedir a produção para fazer estatismo fez com que o país, ao contrário do que o molusco sempre disse, nunca alcançasse a auto-suficiência, nem que sobrasse combustível. Ao subir a demanda ou ao se restringir a oferta global, o preço sobe, e punir o produtor pra congelar os preços só vai piorar mais o processo.

    Economia não é invenção. Não adianta punir o exportador (aliás, é o subsídio à exportação o que faz com que falte mais uma parte do combustível aqui dentro). O exportador tem que ser neutro (sem subsídio e nem impostos e taxas extras). Quer gasolina barata? Que se diminua os impostos de importação.

    Em suma, quem não gosta de pagar a conta, não deveria apoiar políticas que mais tarde vão fazê-lo pagar a conta. Porque conta sempre chega.
  • anônimo  11/03/2022 13:05
    Com a oferta monetária parada, os preços de um setor podem subir na quebra da cadeia de produtividade dessa.

    No caso dos preços do combustível, é porque a guerra está restringindo a oferta. Não tem truque. A produção nacional é a mesma, o país é dependente de importar gasolina.

    Então, por falta de oferta, os preços do setor sobem temporariamente, até que a demanda desça, ou a produção que está faltando suba, o que só acontece quando o governo não atrapalha a produção interna do país.

    Mas o povo sempre exige congelamentos, tomar os lucros das empresas, racionamento e outras políticas que atrapalham os empreendimentos a aumentarem a produção. Por isso a produção de combustível nacional não atende essas restrições de oferta. Por isso os preços sobem.
  • Estudante  11/03/2022 02:54
    Leandro, como você resolve o problema dos caminhoneiros? Digo sobre reajuste diario que afeta o calculo economico deles. O Guedes disse pra atrelar ao frete, como nos EUA. Enfim, o que da pra ser feito na realidade?
  • Leandro  11/03/2022 13:13
    Já respondido para você próprio aqui.
  • Imperion  11/03/2022 15:35
  • Daniel Cláudio  11/03/2022 15:48
    Aula de como fazer tudo errado.
  • EUGENIO  15/03/2022 11:23
    IDÉIAS QUE NÃO QUEREM SE AQUIETAR
    ===============================

    BIDEN e seu STAFF logo no inicio do seu BANZÉ governamental atacaram o Brasil ,mostraram as unhas, e do que desejam e do que querem e pela ressonancia de seus objetivos junto com Alemanha,França/macron.Boris, voltarão a atacar se não for pelo fogo INVENTADO será com a OTAN inventando alguma encrenca e se não houver nenhuma encrenca inventarão uma.

    CLARO ESTÁ,ASSIM QUE O ASSUNTO RUSSIA /UCRANIA estver resolvido VOLTARÃO A QUERER A AMAZONIA,INSTALAR FORÇAS INTERNACIONAIS PARA CONSERVAR, E OU QUALQUER COISA QUE INVENTAREM PARA ROUBAR O QUE NOS PERTENCE.

    A FRANÇA É O MAIOR EXEMPLO DE SAQUES E ROUBOS DE UM PAIS A OUTROS, SEUS MUSEUS SÃO EXIBIDOS AO MUNDO COMO PROVA DA BANDIDAGEM E ROUBO E SAQUES .EXIBEM SEUS ROUBOS E SAQUES COMO "CONQUISTA".

    LEMBREM=SE,VIRÃO "CONQUISTAR" A AMAZÔNIA SE NÃO TIVERMOS A BOMBA, COMO FALAVA ENEAS CARNEIRO.

    É HORA DE SE PENSAR EM DEFENDER O QUE TEMOS OU FARÃO CONOSCO O QUE FAZEM COM OS FRACOS, INSTALARÃO "FORÇAS DE PROTEÇÃO" AO TESOURO QUE NOS PERTENCE.ATÉ SE INSTALAREM, E DAI CADA VEZ MENOS SERÁ NOSSO.

    O caso Ucrania é pertinente,Ucrania entregou suas armas nucleares e dai teve que arriar as calcinhas.

    Passado algum tempo, fica claro as perdas causadas pelas sanções contra a Russia, como se viu e se percebe:

    - Já havia combinação da Russia com a China,(SÓ OS AMERICANOS NÃO SABIAM) que quer a hegemonia de sua moeda;BIDEN só deu o empurrão que faltava, e Russia,periféricos se atiraram no colo da China aumentando sua influencia,e diminuindo a influencia do dólar, que ninguem sabe nem imagina como reverter,anda lomba abaixo.Conversão dos cartões de credito e pagamento chineses já funcionam na Russia,COMO SE NOTICIA, muito bem obrigado com vantagens.

    -Sanções a Russia criadas no afogadilho,"em cima da perna" traz PREJUIZOS ENORMES AOS ALIADOS EUROPEUS, talvez tanto quanto a Russia, num momento em que todos compram e vendem,negociam, uma dinâmica economica natural,harmônica, natural e espontanea de mercado,e de repente uma intervenção que congela tudo, quem vendeu não sabe se entrega,se recebe, quem comprou não sabe se recebe,nem como paga, um descalabro, transformando num FRANKENSTEIN ,as economias vinculadas ao caso RUSSIA/UCRANIA.

    -O dólar, como se desconfiava, NÃO É MAIS VIRGEM, agora com certeza, a mascara caindo, era como um cheque sem fundo e ninguem desconfiava,o mundo comprava e guardava em gavetas e colchões e cuecas,agora começam a "descontar",os que tem poucos dolares ligeiro e os que tem muito devagar nem tão ligeiro que pareça fuga,para não assustar ninguem e criar um "efeito manada".

    NUNCA TÃO POUCOS ENTERRARAM O DÓLAR COMO OS DEMOCRATAS EM TÃO POUCO TEMPO.

    -MADE IN CHINA , substiu ihoje o que antes se lia MADE IN USA,MADE IN JAPAN,MADE IN ENGLAND,MADE IN GERMAN, e se observa o dólar perder espaço perto da moeda chinesa, por decisão e BURRICE dos atuais gestores da ainda maior potencia do planeta, POR ENQUANTO.

    O BRASIL É HOJE COMO UMA RAINHA USANDO UM COLAR DE PÉROLA,ANÉIS DE DIAMANTE, PULSEIRAS DE OURO, SUBINDO NAQUELA FAVELA QUE O STF PROIBE A ENTRADA DA POLICIA, PRONTA PARA SER ROUBADA E PRESA POR BARROSO,MORAES OU QUALQUER OUTRO MELIANTE



  • Trader  15/03/2022 13:56
    O The Wall Street Journal está anunciando que a Arábia Saudita está considerando aceitar yuans em vez de dólares ao vender petróleo para a China.
  • Felipe  15/03/2022 15:31
    Dado que o governo saudita é amigo do governo americano faz tempo, o que a gente pode esperar disso?
  • EUGENIO  15/03/2022 17:16
    "COM DINHEIRO NÃO SE BRINCA"!
    ==========================

    AFINAL,BIDEN E " TROPA DE ENTORNO" QUER MESMO AFUNDAR A CONFIABILIDADE FINANCEIRA DA GRANDE POTENCIA?!

    A RÚSSIA SEUS PAISES E ECONOMIAS PERIFÉRICAS,ELES ,AMERICANOS GOVERNANTES,JÁ EMPURRARAM PARA O COLO DA CHINA ,AGORA SOMA-SE A ARABIA SAUDITA PRETERINDO DÓLAR EM FAVOR DO YUAN...

    A RUSSIA NEGOCIA SEUS DÓLARES BLOQUEADOS "POR FORA" ENQUANTO VALEM ALGUMA COISA..

    AS SANÇÕES ATINGIRAM EM CHEIO NEGÓCIOS DE ALIADOS, NEGÓCIOS FEITOS, NEGÓCIOS A FAZER,UMA ESTUPRADA , UMA INTERVENÇÃO INIMAGINÁVE,PODE FAZER MISES RESSUSCITAR...

    SE CONTINUAREM ESTA GOVERNANÇA,PODE HAVER CORRIDA DO DÓLAR LOMBA ABAIXO,TENDE A SER PÓ OU COISA NENHUMA MAIS HORA ,MENOS HORA, BOM FAZER DÍVIDAS EM DÓLAR, EMPRESTIMOS, VENDER URGENTE ESTES DÓLARES,ENQUANTO VALEM ,COMPRAR MOEDA QUE VAI VALORIZAR....

    ALIADOS DOS ESTADOS UNIDOS ATÉ ENTÃO CONFIANTES NO SISTEMA ATÉ AQUI VIGENTE,AGORA PÕE AS BARBAS DE MOLHO COM O CONGELAMENTO DAS RESERVAS DA RUSSIA, E DAS EMPRESAS PRIVADAS RUSSAS EM BANCOS AMERICANOS;MOSTRA QUE SE A OTAN E SEUS DONOS QUISEREM FAZEM O MESMO COM QUALQUER PAÍS.

    RESERVAS DE QUALQUER PAIS PODEM SERVIR PARA COAGIR SEUS DONOS ,PARA APOIOS EM ATIVIDADES QUE INTERESSEM A BIDEN E SEUS ASSESSORES, AO ARREDIO DE LEIS INTERNACIONAIS.

    PERGUNTA: BIDEN UM CANDIDATO QUE INTERESSAVA A CHINA E RUSSIA, AJUDADO POR RUSSOS, E TALVEZ QUIÇÁ CHINESES, ESTARIA PAGANDO A CONTA DETONANDO A MOEDA AMERICANA,E VALORIZANDO A DA CHINA?
    SE ASSIM NÃO É, ASSIM PARECE SER.NÃO ACHO QUE CHEGUE A TANTO, MAS COM DINHEIRO NÃO SE BRINCA, MUITO MENOS COM A SUA CREDIBILIDADE E CONFIABILIDADE. NEM TODOS SÃO BOBOS.

    AMADORISMO,BURRICE OU MÁ FÉ?

    ASSIM COMO O STF BRASILEIRO, NOMEADO POR LULA DILMA PAGA LULA O SOLTANDO E O HABILITANDO A SER CANDIDATO,ESTARIA O TIME QUE "PILOTA" O DÓLAR E QUE FOI AJUDADO PELA CHINA E RUSSIA FAVORECENDO MOEDAS CONCORRENTES?

    JABOTI NÃO SOBE EM POSTE,ALGUEM O COLOCA LÁ,E COMO DIRIA UM COLUNISTA SOCIAL FAMOSO:

    -OLHO VIVO,CUIDADO, CAVALO NÃO DESCE ESCADA...

    É MUITA BARBEIRAGEM JUNTA.

  • Juliano  18/03/2022 23:46
    China's currency, the renminbi, has remained stable during the war in Ukraine. Some economists predict the currency could become a haven asset, shielded from the geopolitical turbulence that has roiled markets worldwide
  • Felipe  24/03/2022 22:26
    O que explica a recente valorização do rublo russo, além da baixa nos juros longos do país, mesmo nessa baderna atual? Sanções aliviadas?
  • Trader  25/03/2022 00:34
    O governo russo disse que só iria continuar vendendo gás e petróleo para os europeus se eles pagassem em rublos. Logo, europeus terão de trocar euros por rublos. Isso aumenta a demanda por rublos.

    Ademais, vale lembrar que a "Selic" russa está em 20%. E eu não sei como estão os agregados monetários do país, pois a última atualização é de janeiro.
  • Felipe  25/03/2022 11:39
    Com o país sendo atingido por sanções, é possível atrair carry-trade pelos juros altos de 20 %?
  • Trader  25/03/2022 13:59
    Não é carry. Os juros altos desestimulam os russos a fugirem do rublo. Em vez de se livrarem do rublo para comprar outros ativos, eles se mantêm no rublo em troca dos juros. Ao não se desfazerem do rublo, o rublo não se enfraquece.

    Muito embora, convenhamos: o dólar estava a 70 rublos antes da invasão. Agora está a 99 rublos. Situação nada invejável.
  • Felipe  26/03/2022 22:51
    O controle de capitais imposto por Elvira teve algum efeito benéfico ou foi só catástrofe? Lembro que com os ataques especulativos na Crise Asiática, a Malásia havia imposto controles de capitais.
  • anônimo  25/03/2022 01:21
    Agora ja começou a propaganda petista que nazistas estao ameaçando o lula de morte.
  • Felipe  09/04/2022 02:21
    Esse é o histórico de altas fortes no dólar (índice DXY):

    - 1979 a 1985: índice foi a 160 pontos em fevereiro de 1985. Ronald Reagan, Donald Regan e Paul Volcker defendiam um dólar forte, o trio da moeda forte (como não inventaram um termo assim? Que tal "strong dollar trinity"?). Donald era mais discreto e dizia que não era um problema a valorização da moeda (e que na verdade era um voto de confiança aos EUA).

    - 1996 a janeiro de 2002: índice foi a 120,49 pontos em janeiro de 2002. Houve os atentados em 11/09/2001. Agora, não sei como isso iria interferir na taxa cambial. Minha dedução: isso criou aversão a risco e aversão a risco faz a procura pelo dólar aumentar. Deve ter também alguma relação com o corralito.

    - 2014 a fim de 2016: índice chegou perto de 100 pontos. Jacob Lew e alguns membros do Fed ajudaram no gogó com suas falas sobre dólar forte, além do fato de que a economia americana estava já com sinais de robustez, com o Fed começando a aumentar os juros no fim de 2015. Em 2014 acabaria o afrouxamento quantitativo e as sanções contra a economia russa fizeram explodir a procura pelo dólar americano.

    - abril de 2018 até o momento: aumentos de juros do Fed, robustez na economia americana e o pânico do coronavírus. Moedas como o iene japonês estão sofrendo porque o BoJ não indica nenhum sinal falconista, bem diferente do comitê dentro do Fed.

    Dá para fazermos também um histórico sobre as altas fortes no real brasileiro:

    - julho/1994 a janeiro/1999: o real brasileiro "raiz", com a essência de ser uma moeda forte e estável.

    - janeiro/2003 - janeiro/2011: é fato que a saída de Afonso Beviláqua em 2007 afetou a força do real, mas o Henrique Meirelles conseguiu manter alguma estabilidade na moeda. Foi esperto em não ter entrado no governo Dilma, pois isso poderia ter arruinado a sua carreira. Crescimento econômico (ainda que parte desse crescimento tenha se mostrado artificial), commodities caras e juros reais atrativos e entre os maiores do mundo.

    - janeiro/2016 - março/2018: equipe econômica confiável no governo Temer (não era a melhor, mas todo mundo sabia que eles eram bons), além de algumas boas reformas aprovadas, como a trabalhista e a lei do teto de gastos. A oferta monetária cresceu lentamente e, mesmo assim, com taxas de crescimento decrescentes. Juros reais em alta, mesmo com os juros nominais em queda.
  • Leandro  02/05/2022 13:57
    Tudo perfeito na sua lista.
  • Felipe  03/05/2022 14:30
    Fiquei até surpreso...

    Fico imaginando como estaria o DXY agora, caso o Trump tivesse sido eleito. Estaria ainda maior, sabendo que ele era supply-sider. O índice de preços subiria de qualquer jeito, mas ele teria pressões baixistas, tanto pela maior força do dólar quanto pela parte de petróleo, já que foi o Donald que deu continuidade aos projetos tais como o do Keystone. Não seria burro de cancelar leilões, como fez o Biden. Os tontos que votaram no Biden, agora aguentem.

    Fora o erro dele de ter matado o Qasem Soleimani (que quase causou um conflito armado), a diplomacia do Trump estava boa. Não iniciou nenhuma guerra. Agora com o Biden, apesar de a opinião pública nos EUA querer uma ação ativa militar do governo americano (tanto republicanos quanto democratas apoiam o belicismo governamental americano), acho que eles não vão iniciar um novo conflito.
  • Felipe  10/04/2022 23:22
    Por que a alta nos preços das commodities (em dólar americano) tende a valorizar as moedas de economias mais baseadas nesses produtos? No Brasil estamos vivenciando o mesmo esse fenômeno com os juros reais positivos, como ocorreu em 2003-2011. Até o sol peruano está se dando bem com a alta nos preços do cobre, ao passo que o peso colombiano teve uma fortíssima valorização nesse ano. O que exatamente acontece com essas moedas?

    Claro, não apenas isso influencia na valorização da moeda, mas outros fatores. Por exemplo, de 2016 a 02 - 03/2018 o real se valorizou, mesmo com as commodities em baixa.
  • Leandro  12/04/2022 13:02
    As commodities são precificadas em dólar. Se elas encarecem em dólares, então, com o mesmo volume exportado, adquire-se mais dólares, o que pressiona o câmbio para baixo (ao menos temporariamente).

    Igualmente, investidores estrangeiros tendem a comprar ações de empresas exportadoras de commodities (prevendo um aumento em suas receitas). Para comprar ações, eles precisam trocar dólares pela moeda nacional. Isso também pressiona o câmbio.

    Mas, sempre é bom repetir, tudo isso é fenômeno de curto prazo. No longo prazo, o que define taxa de câmbio é o poder de compra das respectivas moedas e a expectativa da inflação futura, o que depende da oferta monetária e dos juros reais.
  • Artista Estatizado  12/04/2022 16:04
    Leandro, na minha opinião, falta enfatizar um pouco mais o que define o poder de compra das moedas.

    Fala-se muito aqui que o que define o câmbio no longo prazo é o poder de compra das moedas. Mas o que define o poder de compra das moedas?

    Entendo que, grosso modo, é a oferta de cada moeda e a demanda por ela, correto?

  • Estado máximo, cidadão mínimo.  12/04/2022 17:49
    "Fala-se muito aqui que o que define o câmbio no longo prazo é o poder de compra das moedas. Mas o que define o poder de compra das moedas?

    Entendo que, grosso modo, é a oferta de cada moeda e a demanda por ela, correto?"

    Muitas coisas. Além de uma política monetária sóbria por parte do governo, um dos fatores mais decisivos ainda é a capacidade produtiva de um país. É um binômio: moeda forte e economia produtiva de verdade tende a gerar crescimento contínuo. Países com baixa capacidade produtiva por vezes até podem tentar politicas de moeda forte, mas muitas vezes logo falham devido a esse fator.
  • Leandro  12/04/2022 18:14
    É bem isso mesmo.

    O poder de compra de uma moeda é determinado por vários fatores, sendo a oferta monetária e a demanda por essa moeda os mais prementes.

    Uma moeda continuamente inflacionada — isto é, uma moeda cuja oferta é continuamente aumentada pelo estado (esta é a definição precípua de inflação: aumento da oferta monetária) — gera perda de seu poder de compra, inclusive em relação a outras moedas.

    Já uma moeda cuja oferta é restrita não se desvaloriza perante outras moedas no longo prazo. Não existe moeda fraca cuja oferta seja estável.

    Ademais, controlar a oferta monetária é muito mais eficaz (e muito mais fácil) do que tentar manipular a demanda por esta moeda.

    A oferta monetária está indiretamente sob o controle do Banco Central (que controla diretamente a base monetária e, assim, controla indiretamente a oferta monetária).

    Já a demanda pela moeda escapa do controle da autoridade monetária, pois envolve várias variáveis exógenas, como risco político e facilidade empreendedorial (quando mais empreendimentos, maior a demanda pela moeda).

    Uma moeda como o dólar, que é demandada mundialmente, pode ter sua oferta continuamente aumentada sem que isso gere hiperinflação. Já uma moeda como o peso argentino (ou mesmo o real) não pode se dar ao mesmo luxo, pois a demanda por ela é extremamente restrita.

    Em suma: mantenha a oferta monetária contida e você terá uma moeda forte. É realmente simples assim, só que quase ninguém o faz, pois a demanda política por expansão monetária (que gera bem-estar de curto prazo) sempre vence.
  • Imperion  12/04/2022 19:03
    "Fala-se muito aqui que o que define o câmbio no longo prazo é o poder de compra das moedas. Mas o que define o poder de compra das moedas?"


    É o quanto você consegue comprar "bens ou serviços" com uma unidade nominal dela (oferta monetária). Assim sendo, se o dinheiro em circulação fosse uma reeca, e a oferta de bens ou serviços fosse uma cervejoca, uma reeca pela lógica compraria só uma cervejoca.

    E se o fabricante conseguisse dobrar a produção pra duas cervejocas, com uma reeca em circulação, cada cerveja agora custaria 50 centavos de reeca.

    Se a produção aumentar pra 4 brejas, agora o preço delas tem que ser 25 centavos de reeca.

    Então o reeca seria uma moeda valorizada. Cada unidade compra cada vez mais.

    Por outro lado, se a produção de cerveja for fixa e o governo imprimir mais um real, dobrando assim a oferta monetária, agora serão precisos 2 reecas pra comprar uma cerveja.

    Se o governo imprimir mais dois reecas, passando assim a oferta monetária pra 4 reecas, com uma cerveja de bem ou serviço em circulação, agora cada cerveja terá o preço de 4 reecas.

    Essa é uma moeda desvalorizada (cada unidade compra cada vez menos). E isso se chama inflação. E isso influi no câmbio entre duas moedas (dollynho e reeca).

    Como o real teve inflação média em torno de uns 530 por cento desde 1994 e dólar teve uns 72 por cento desde essa mesma data, descontando a menor inflação do dólar, dá que o real já perdeu uns 450 por cento do seu valor de compra em relação ao dólar.

    E isso influi no preço do reeca em relação ao dólar, não tem como o dólar voltar a custar só um real.
  • Felipe  11/04/2022 16:32
    "Russia has defaulted on its foreign debt, says S&P"

    Caso a Rússia der essa moratória, a gente deve esperar um disparo na taxa cambial no país e nos juros longos? Curiosamente, os juros longos do país já voltaram a ficar menores do que no Brasil. O dólar está sendo negociado por volta de 80 rublos russos.

    De novidade, o banco central russo tirou alguns controles de capitais e reduziu a taxa básica de juros para 17 %.
  • anônimo  11/04/2022 22:15
    O que esta ocorrendo pro rubblo ter se recuperado? O BC de la esta fazendo o dever de casa?
  • Trader  14/04/2022 14:07
    Miragem. Na prática, o rublo não é mais conversível e pouquíssimas transações ocorrem a esta taxa. Russos não mais conseguem converter rublos em moeda estrangeira nenhuma.

    As condições financeiras do país continuam bastante deterioradas.

    As exportações de energia seguem acontecendo, mas é só.



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