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Um giro pelos EUA: hoje, a inflação é mundial e começa por lá
Biden e o Federal Reserve estão no comando da bagunça

Um observador mais cínico diria que o Federal Reserve (o Banco Central americano) e o governo Joe Biden parecem estar se esforçando ao máximo para solapar a economia americana por meio de uma variedade de políticas insanas e destrutivas. 

Tanto o governo federal quanto o Fed, ao defenderem as políticas adotadas, renegam verdades econômicas óbvias, dentre as quais os próprios dados sobre inflação de preços que eles mesmos divulgam.

Para começar, vejamos a evolução da oferta monetária americana:

m2.png

Gráfico 1: evolução do M2 nos EUA

Desde o início de 2020, cinco trilhões de dólares adicionais foram criados pelo Fed e despejados na economia (observe que, na crise financeira de 2008, ao contrário do senso comum, não houve nenhuma inflação monetária atípica).

O objetivo desta política era claro: superar os efeitos econômicos adversos gerados pelos lockdowns por meio da impressão de moeda. 

Embora não faça sentido nenhum dizer que "se todos ficarem parados e o governo imprimir moeda, a economia continuará funcionando", foi exatamente isso o que foi feito.

Além desta inaudita impressão monetária, o governo Biden aprovou um novo auxílio emergencial que, para se colocar em perspectiva, é maior que o PIB brasileiro: equivalente a R$ 10 trilhões, ante R$ 8 trilhões de toda a produção de bens e serviços brasileira em um ano.

Mas não parou por aí. Também anunciou um plano de gastos para "gerar empregos, melhorar a infraestrutura pública e combater o aquecimento global". São US$ 2 trilhões adicionais a serem gastos em oito anos.

Na própria imprensa já estão dizendo que todo o pacote de estímulos custará US$ 4 trilhões.

Dólar em queda, commodities em alta, carestia no resto do mundo

A primeira e mais imediata consequência destas medidas foi o enfraquecimento do dólar. O índice DXY — que compara a moeda norte-americana ao euro, ao iene, à libra esterlina, ao dólar canadense, à coroa sueca e ao franco suíço — regrediu a valores do início de 2015.

A outra consequência, diretamente ligada ao enfraquecimento mundial do dólar, é o encarecimento geral das commodities. Todas as commodities (de minério de ferro a petróleo, passando por aço, cobre, soja, trigo, milho, madeira etc.) são precificadas em dólar. Sendo assim, sempre que o dólar se enfraquece, os preços das commodities aumentam, e vice-versa. Sempre.

Segundo recente reportagem de capa do The Wall Street Journal:

A explosão nos preços das commodities está gerando fortes preocupações sobre a recuperação econômica global, afetando as finanças de empresas e famílias, e aumentando os temores de que a inflação pode se tornar um fenômeno mais persistente.

O mundo não via tamanho aumento nos preços das commodities desde alguns meses imediatamente antes da crise financeira global de 2008. Antes disso, tamanho aumento foi vivenciado apenas na década de 1970. 

Madeira, minério de ferro e cobre estão nas máximas históricas. Milho, soja e trigo saltaram para os maiores níveis em oito anos. E o barril de petróleo saltou de US$ 20 para US$ 72 nos últimos 12 meses.

Uma das causas da forte alta recente do petróleo é que o governo Biden revogou a licença para a construção do Gasoduto Keystone, que seria construído entre Alberta, no Canadá, e as refinarias do estado americano de Nebraska. Ali, ele seria conectado à rede já existente de oleodutos nos EUA, chegando às refinarias do sul do Texas, quase na fronteira com o México. Uma vitória dos ambientalistas.

Adicionalmente, o governo Biden também vetou novos projetos de fracking no Alasca e em todas as terras federais do país.

Mesmo assim, o petróleo ainda não voltou às máximas, que foram alcançadas em meados de 2008.

No entanto, com a exceção do petróleo, todas as outras commodities (agrícolas, metálicas e pecuárias) estão próximas das máximas, como mostram os gráficos abaixo:

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Gráfico 2: evolução, em dólares, dos preços das commodities agrícolas

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Gráfico 3: evolução, em dólares, dos preços das commodities metálicas

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Gráfico 4: evolução, em dólares, dos preços das commodities pecuárias

Essa explosão nas commodities, em conjunto com um aumento na demanda dos consumidores (gerado pelo aumento da oferta monetária), se juntou a um forte colapso nas cadeias de suprimento (colapso este explicado em detalhes aqui), e está causando a atual carestia vivenciada ao redor do mundo.

Aqui no Brasil, o IPCA acumulado em 12 meses bateu 8%, valor não vivenciado desde 2016. Só no mês de maio, o aumento foi de 0,83%, o maior para o mês desde 1996, puxado majoritariamente por bens industriais, gasolina, diesel, alimentos e energia elétrica.

Nos EUA, a inflação de preços ao consumidor está em 5% ao ano, o que é uma enormidade para os padrões americanos. Embora tenha alcançado este valor por um breve período em 2008 (imediatamente antes da crise financeira mundial), a última vez em que o país vivenciou tais valores foi na década de 1980, quando a mensuração da inflação era mais rigorosa que a atual.

Até mesmo a China está demonstrando preocupação. O índice de preços ao produtor do país (fortemente influenciado pela carestia das commodities) está perto de 10% ao ano, o que também é um recorde. Pequim está tão preocupada, que, segundo a imprensa, já começou a flertar com a ideia de impor controle de preços — o que, obviamente, seria um completo desastre para a população chinesa.

Nos EUA, ninguém quer trabalhar

Para piorar este cenário de commodities e demanda alta em conjunto com uma oferta restrita, os americanos agora simplesmente estão se recusando a trabalhar. 

Com as pessoas desempregadas recebendo 300 dólares por semana para ficar em casa, as empresas estão tendo dificuldades para contratar pessoas. A situação é tão bizarra que o McDonald's passou a pagar 50 dólares apenas para a pessoa comparecer para uma entrevista de emprego.

Um editorial do The Wall Street Journal sintetiza a situação:

Empresas ao redor dos EUA afirmam estarem desesperadas por mão-de-obra, e a última evidência estatística são os dados do Departamento de Trabalho mostrando que, em abril, há um total de 9,3 milhões de postos de trabalho abertos sem terem sido preenchidos. Trata-se de um recorde. […] Desde 2000, quando começou esta coleta, nunca houve tamanho número.

Em abril, foram abertas 998 mil vagas de trabalho, incluindo 391 mil nos setores de lazer e hotelaria, 108 mil em comércio e transportes, e 102 mil nas indústrias, à medida que os estados foram abolindo as restrições impostas pela Covid-19. No entanto, houve apenas 69 mil contratações. Os empregadores conseguiram preencher apenas uma em cada 15 vagas.

O descasamento entre a oferta de mão-de-obra e a demanda por ela foi especialmente agudo na construção civil, em que as contratações caíram 107 mil ao mesmo tempo em que a abertura de novas vagas aumentou 23 mil. Na indústria, houve abertura de 102 mil novas vagas, mas apenas 38 mil pessoas foram contratadas. 

A escassez de mão-de-obra está contribuindo para os gargalos na cadeia de oferta e gerando preços mais altos para empresas e consumidores.

Como bem demonstra o editorial, uma consequência não-premeditada deste arranjo é uma possível aceleração da exportação de empregos para a China e para a Índia. 

Ainda antes da pandemia, empresas americanas já estavam reclamando de uma escassez de mão-de-obra qualificada para a indústria e para os setores mais tecnológicos, o que estava afetando a competitividade americana. Na atual situação, ficou ainda mais difícil para essas empresas encontrarem pessoas para operar fábricas de semi-condutores e desenvolver tecnologias de ponta.

Sem mão-de-obra disponível, as matrizes irão terceirizar suas operações para outros países. Se o Brasil souber se posicionar, pode gerar empregos qualificados aqui.

Negando o problema — e querendo mais

Além dos problemas no mercado de trabalho serem negados pelo governo americano, a secretária do Tesouro Janet Yellen afirma que a atual inflação de preços é transitória e os problemas de escassez de produtos são temporários.

Pior: ela está agitando por ainda mais gastos, como se o atual orçamento de 6 trilhões de dólares para o ano fiscal de 2022, o qual eleva o deficit para níveis nunca antes imaginados, não fosse o bastante.

Toda essa gastança, é claro, só está sendo possível porque o Fed passou a monetizar a dívida. Falando mais especificamente, o Tesouro emite títulos, bancos, investidores e fundos de investimento compram estes títulos, e em seguida o Fed compra estes títulos dos bancos, dos investidores e dos fundos de investimento. Antes, podia comprar apenas dos bancos (os chamados dealers). Hoje, pode comprar de qualquer um — mas só temporariamente, é claro.

Na mesma toda, o Fed também passou a dar dinheiro diretamente para pessoas e empresas. Até antes da Covid-19, isso era proibido. Agora, ficou liberado — em caráter temporário, dizem.

Isso é a Teoria Monetária Moderna na veia. É o mais próximo possível de um "dinheiro jogado de helicóptero".

Segundo o The Wall Street Journal:

Desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020, o Fed já comprou 56% do total de títulos emitidos pelo Tesouro, que foi de US$ 4,5 trilhões no período. A compra de ativos pelo Fed representa 76% do déficit fiscal do governo federal. E o governo Biden está propondo um orçamento de US$ 6 trilhões para o ano de 2022, sendo que um terço deste valor simplesmente não será coberto por impostos.

O Fed de Jerome Powell, que durante os três primeiros anos do governo Trump vinha adotado uma política contracionista e reduzindo o balancete do Fed, reverteu sua postura e parece querer reviver o Fed da década de 1970.

Atualmente, a instituição está comprando títulos do governo, hipotecas e qualquer outro papel a um ritmo de US$ 150 bilhões por ano. Consequentemente, os ativos em posse do Fed saltaram de US$ 4 trilhões para US$ 8 trilhões.

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Gráfico 5: evolução dos ativos em posse do Fed

Bolhas em todos os lados

Tamanho aumento da oferta monetária distorceu o mercado de juros, que, por estarem em níveis historicamente baixos, está transformando poupadores em especuladores: sem serem recompensados por sua poupança, as pessoas saem comprando ações (inclusive de empresas falidas), imóveis, criptomoedas e qualquer outra coisa que possa trazer algum retorno.

A inflação generalizada de ativos é e sempre foi um fenômeno monetário. Ela ocorre quando um volume cada vez maior de dinheiro passa a perseguir um número limitado de produtos. Embora a inflação de preços ao consumidor ainda não esteja nos dois dígitos, a inflação dos preços das ações (veja o gráfico do índice S&P500), dos imóveis, dos bens de capital, das commodities e das criptomoedas é uma comprovação desta teoria. 

Para concluir o giro

O objetivo principal aqui foi meramente trazer um panorama da atual situação americana, a qual, inevitavelmente, afeta todo o resto do mundo.

O que está ocorrendo lá, ao menos por ora, é que a Teoria Monetária Moderna foi adotada com esteróides. Ela simplesmente infectou as cabeças do governo Biden. Boa parta da inflação de preços sentida no resto do mundo, em especial nas commodities, se origina dali. (A outra parte é coisa nossa, mesmo).

No momento, além de interromper a atual política de expansão monetária, a solução de curto prazo mais efetiva para todo o mundo seria realmente os EUA (e também o mundo) reabrirem toda a economia, estimularem a volta à produção e acabarem com o auxílio de 300 dólares por semana, para que ao menos a atual escassez de produtos fosse mitigada.

Mas isso depende dos americanos.

Para os brasileiros, a boa notícia é que o Banco Central daqui parece estar se dando conta de que a Teoria Monetária Moderna não é um luxo ao qual podemos nos entregar com a mesma despreocupação dos americanos (afinal, eles têm a moeda mais demandada do mundo, ao contrário do real). 

Ao passo que, por lá, a expansão monetária continua, por aqui ela parece estar sendo interrompida

Já é um começo.


autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Juliano  10/06/2021 18:21
    Essa oferta de 300 dólares por semana para o cara ficar parado em casa é absolutamente bizarra. Mas sabem o que é mais bizarro? Ela vale para todo mundo, inclusive para quem não mais mora nos EUA.

    Minha prima brasileira era casada com um americano e morava em Naples, Flórida. Tem cidadania americana. Divorciou-se e voltou para o Brasil. Está prestes a se casar com um brasileiro.

    Mas está recebendo 300 dólares por semana, pois tem cidadania americana. Mesmo não mais morando nos EUA.

    Isso mostra como a burocracia é ineficiente até mesmo em países de primeiro mundo.
  • Guilherme  10/06/2021 18:31
    Esse tem tudo pra ser um daqueles "programas temporários" que viram permanentes. Alguém consegue imaginar os democratas cortando essa mamata? Estariam liquidados politicamente.
  • Alfredo  10/06/2021 18:38
    O mais provável é que dêem uma reduzida, mas mantendo aquele tempero politicamente correto.

    Tipo: negros, latinos, mulheres e demais grupos "minoritários e oprimidos" continuariam tendo o direito de continuar recebendo uma determinada quantia de auxílio (de valor um pouco menor) até que determinada coisa (tipo, o "fim do racismo") aconteça.
  • Régis  10/06/2021 18:51
    Mas isso de imprimir moeda e repassar como assistencialismo é um dos pilares fundamentais da Teoria Monetária Moderna. Seus proponentes sempre falaram abertamente nisso. É politicamente muito lucrativo. É quase que irrecusável. Enquanto a TMM continuar, isso será mantido.
  • Bolsodilma ciroguedes  10/06/2021 20:56
    Enquanto isso, na Banânia, vão continuar sustentando quem não trabalha, mesmo depois dos lockdowns.

    Nem disfarçam mais.

    www.istoedinheiro.com.br/desempregados-podem-ter-direito-a-salario-minimo-por-12-meses/
  • Fabio Costa  10/06/2021 18:45
    O ilegítimo e sua gangue parece que querem acabar com tudo o que é bom no país deles.

    Mas ainda há uma luz no fim do túnel: auditorias forenses dos resultados eleitorais estão acontecendo nos Estados do Arizona, New Hampshire, Georgia, Pensilvânia e outros estão começando a fazer o mesmo.

    Neste mês vai sair o resultado final das eleições presidenciais e se for descoberta e revelada uma fraude por parte do Biden ele e sua vice vão cair em total descrédito, pode surgir um escândalo bem pior que o Watergate de Rixard Nixon e o gagá vai ter que fazer o mesmo que o Nixon: renunciar.

    Vamos ver o que vai acontecer, eu não acredito que se for PROVADO que ele roubou os americanos sejam tão covardes de deixar ele e sua vice onde estão. Se ele roubou, veremos.
  • Fabrício  10/06/2021 18:59
    Esquece. Chance nenhuma de reverterem resultado eleitoral. Há interesses muito maiores por trás disso tudo. As contas de Trump em todas as redes sociais foram banidas para sempre não foi à toa. Ele era o único empecilho que restava. Há uma tomada silenciosa do poder nos EUA engendrada pelo establishment (majoritariamente o Departamento de Defesa, leia-se, Pentágono) em conluio com gente muito graúda (mídia convencional, Big Techs, grandes farmacêuticas, George Soros e Klaus Schwab).

    Previ tudo isso aqui, ainda antes das eleições. Modéstia à parte, tudo está ocorrendo como disse que seria.

    E prepare-se: ano que vem ocorrerá a mesmíssima coisa aqui no Brasil. E aqui eles nem estão disfarçando. Já falam abertamente. Por que você acha que o STF descabela todas as vezes que alguém fala em voto impresso e auditável?
  • Fabio Costa  10/06/2021 19:22
    Até pensei que os generais do Pentágono fossem, em sua maioria, simpatizantes do governo Trump...

    Se o Pentágono estiver envolvido nisso aí, já era. Se continuar assim o Canadá será, no futuro, a próxima potência econômica da América do Norte. O país gelado está atraindo centenas de milhares de imigrantes qualificados, pessoas que querem trabalhar e elevar seu status social, diferente dos Estados Unidos onde quem mais quer entrar agora são imigrantes ilegais pela fronteira com o México.

    O governo Trudeu poderia aproveitar os desmandos do Biden e fazer campanha exclusiva para cidadãos americanos qualificados irem trabalhar e morar no país, "roubando" os empregos do vizinho do Sul. Faria sucesso e deixaria o tio Bidê de boca aberta!
  • Militarista  10/06/2021 19:38
    Os generais odiavam o Trump. Militares gostam de guerra. Guerra dá dinheiro. Toda a indústria bélica que fornece armamentos para os militares (e que lhes pagam propinas) precisam de guerras. Eisenhower já tinha alertado para esse complexo industrial-militar. Kennedy também.

    Trump foi o primeiro presidente desde Calvin Coolidge a não fazer nenhuma guerra. Não invadiu nenhum país. Não bombardeou nenhum inocente. Era óbvio que seria derrubado.

    Já os Democratas, ao contrário do que faz acreditar a mídia brasileira, são extremamente belicistas. Todas as grandes guerras dos EUA ocorreram sob democratas. Primeira e Segunda Guerra, Vietnã, Sérvia e Bálcãs, além dos bombardeios obâmicos na Síria, na Líbia e no Afeganistão. George W. Bush foi o ponto fora da curva.

    Não é à toa que todos os neocons se tornaram críticos de Trump e passaram apoiar entusiasmadamente Biden (já tinham apoiado Hillary em 2016).

    É questão de tempo até o Biden começar a mandar umas bombas ao redor do mundo.
  • Revoltado  13/06/2021 18:08
    Já os Democratas, ao contrário do que faz acreditar a mídia brasileira, são extremamente belicistas. Todas as grandes guerras dos EUA ocorreram sob democratas. Primeira e Segunda Guerra, Vietnã, Sérvia e Bálcãs, além dos bombardeios obâmicos na Síria, na Líbia e no Afeganistão. George W. Bush foi o ponto fora da curva.

    =====A vontade que tenho é a de perguntar aos que celebraram a retirada de Trump no começo do ano, vibrando com a chegada do Biden a seguinte questão: "Biden recentemente lançou bombas sobre a Síria. Qual o efeitos destas? Seriam de chocolate ou quem sabe bombas com combinação de estrogênio/testosterona que transexualiza as pessoas atingidas? Os mísseis por lá lançados teriam sido pintados com as cores do arco-íris com dizerem #LoveWins ou #MoreLoveLessHate?" Fora que nenhum deles piava quando Mr. Yes We Can lançou ataques à Síria, lá por volta de 2012/2013...
  • Felipe  10/06/2021 20:22
    Calma pessoal, muita coisa pode acontecer. Quem aqui em 2014 previa que a Dilma seria reeleita, seria impedida e substituída por Temer? Não vi ninguém.
  • Leandro  10/06/2021 20:45
    Bom, eu não botava muita fé na reeleição dela, mas previ ainda no início de dezembro de 2014 (um mês após a reeleição) o impeachment, assim como o fato de que a renda do Brasil voltaria aos níveis de 2011 (o impeachment eu previ que seria impulsionado por essa regressão no padrão de vida).

  • Revoltado  13/06/2021 18:02
    E prepare-se: ano que vem ocorrerá a mesmíssima coisa aqui no Brasil. E aqui eles nem estão disfarçando. Já falam abertamente. Por que você acha que o STF descabela todas as vezes que alguém fala em voto impresso e auditável?

    ====Os 11 semideuses em Brasília não são os únicos a descabelar-se.
    Conheço gente que surtaria facilmente quanto a explicar a idéia com mais acurácia. A estes, a urna eletrônica é inviolável, ao contrário de vídeos de peritos na área informática comprovando que não é bem assim.
  • Carlos Brodowski   10/06/2021 19:06
    Controle de preços na China seria uma experiência extremamente interessante de ser observada - a uma distância segura, é claro.

    Iria ter produtor e comerciante sendo chicoteados em praça pública caso escondessem mercadoria e não reabastecessem os estoques. Seria o retorno das políticas de Mao.
  • Introvertido  10/06/2021 19:47
    Mas observar controles de preços sempre é interessante mesmo, dá até para apostar quanta destruição essa medida irá causar.

    Já faz mais de 2000 anos que os governos tentam fazer controle de preços, e todas às tentativas falharam, chega á ser impressionante á insistência em tal medida distrutiva, e o mais curioso é que fazem isso mesmo não beneficiando ninguém, nem mesmo o Establishment escapa de sofrer prejuízos...
  • Gustavo  10/06/2021 19:34
    Sou novo aqui alguém poderia me dizer os pilares da escola austríaca?
  • Leitor Antigo  10/06/2021 19:54
    Na filosofia: praxeologia, apriorismo e método causal-realista.

    www.mises.org.br/article/230/praxeologia--a-constatacao-nada-trivial-de-mises

    www.mises.org.br/article/35/o-que-e-a-economia-austriaca

    www.mises.org.br/article/36/por-que-a-economia-austriaca-importa

    www.mises.org.br/article/1508/explicando-o-verdadeiro-significado-do-apriorismo

    www.mises.org.br/article/644/o-apriorismo-de-mises-contra-o-relativismo-na-ciencia-economica

    www.mises.org.br/article/1112/acao-humana-e-acao-propositada

    www.mises.org.br/article/1042/como-o-apriorismo-permite-o-verdadeiro-conhecimento

    www.mises.org.br/article/3341/o-que-defende-a-escola-austriaca-e-por-que-ela-nao-deve-ser-confundida-com-libertarianismo

    Na economia: propriedade privada, moeda sólida, preços e salários livres, mercados livres e livre comércio sem nenhuma obstrução.

    www.mises.org.br/article/3310/quando-mises-destruiu-o-socialismo-100-anos-do-mais-importante-artigo-economico-ja-escrito

    www.mises.org.br/article/3326/a-existencia-do-dinheiro-e-o-que-permite-o-desenvolvimento-e-o-progresso-da-civilizacao-

    www.mises.org.br/article/3190/economistas-do-lado-da-oferta-vs-economistas-do-lado-da-demanda--entenda-esta-distincao-crucial

    www.mises.org.br/article/2721/a-lei-de-say-e-irrefutavel-e-sozinha-destroi-todo-o-arcabouco-keynesiano

    www.mises.org.br/article/3108/o-segredo-do-enriquecimento-economico--e-por-que-os-paises-em-desenvolvimento-continuam-atrasados

    www.mises.org.br/article/3046/dizer-que-a-solucao-para-uma-economia-estagnada-e-estimular-a-demanda-e-um-atentado-a-logica

    www.mises.org.br/article/2827/exportar-muito-e-importar-pouco-nao-gera-crescimento-e-e-o-caminho-para-a-pobreza

    www.mises.org.br/article/2803/dez-argumentos-economicos--e-um-etico--em-prol-do-livre-comercio-

    www.mises.org.br/article/729/a-escola-austriaca-e-um-tal-renatao

    www.mises.org.br/article/3223/aviso-ao-ciro-guedes-uma-moeda-desvalorizada-e-um-ataque-direto-ao-padrao-de-vida-da-populacao

    www.mises.org.br/article/3187/o-atalho-para-o-totalitarismo--por-que-nao-se-deve-brincar-com-a-ideia-de-controle-de-preços

    www.mises.org.br/article/2966/comprovando-a-natureza-benevolente-do-capitalismo-ele-promove-a-vida-humana-e-o-bem-estar-de-todos

    www.mises.org.br/article/2664/no-capitalismo-de-livre-mercado-quem-sempre-ganha-e-o-consumidor

    www.mises.org.br/article/2225/o-argumento-completo-em-defesa-da-liberdade

    www.mises.org.br/article/1379/sem-propriedade-privada-nao-ha-moralidade-e-nem-civilizacao
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  10/06/2021 19:54
    Possíveis cenários pela frente:

    1. Após uma crise tão grande quanto a de 2008, países mundo afora decidem abandonar o dólar como moeda de reserva e transações internacionais. Alguma outra moeda toma o seu lugar (uma já existente ou nova administrada por um órgão internacional).

    2. Países e grupos mundo afora com grandes quantidades de títulos americanos reúnem-se secretamente e dão um jeito de tirar o partido democrata do poder (ao menos temporariamente) ou trocar boa parte de seu quadro.

    3. Volta do padrão-ouro ou lastro do papelzinho verde americano em alguma outra coisa. Isso após uma grande queima em praças públicas de caminhões e mais caminhões desse mesmo papelzinho.
  • Gustavo  10/06/2021 20:02
    1. Embora seja possível, é improvável. Qual seria a moeda? Hoje, nenhuma tem as qualificações para tal. Ademais, sinceramente, trocar dólar por euro (que é a que mais se aproxima) não mudaria absolutamente nada. O Banco Central Europeu é tão expansionista quanto o Fed.

    2. Chance nula. Os democratas são os melhores amigos dos demais governos (com a possível exceção do governo russo). Tal cenário jamais ocorreria, até porque seria uma fragorosa ingerência interna nos assuntos americanos.

    3. Este é o cenário mais possível, mas totalmente improvável. Ouro amarra a mão de políticos e burocratas. Jamais eles fariam isso por conta própria.
  • Felipe  10/06/2021 20:31
    Ouro seria um sonho, mas eles só fariam isso se houvesse uma pressão popular em massa, o que não visualizo. Grande parte das pessoas não sabe como que funciona o sistema bancário e monetário (eu mesmo demorei um tempão para descobrir, graças ao Leandro Roque).
  • Trader  10/06/2021 20:05
    O mais lamentável de tudo é que, como bem disse o Leandro aqui em outro comentário, o real não está participando muito dessa "festa" da desvalorização do dólar porque a nossa Selic está totalmente fora de lugar. Nossa inflação está sendo muito maior do que seria casa a Selic fosse mais realista.
  • Leandro  10/06/2021 20:12
    Sim. Infelizmente, o real não está capturando esse enfraquecimento do dólar porque nossa Selic está em níveis irrealistas. No último boom das commodities, de 2004 a 2008, a Selic estava acima de 12%. Atualmente, chegou a cair a 2% (sendo que, dados os IPCAs de 2019 e 2020, claramente jamais deveria ter ficado abaixo de 6%).
  • Trader  10/06/2021 20:21
    Então. O IPCA acumulado em 12 meses está em 8%. O CDI acumulado nestes mesmos 12 meses está em 2,16%. Isso dá juros reais de bizarros -5,40%!

    E o BACEN, ainda em setembro do ano passado, tava brincando de "forward guidance", com medo de a inflação ficar abaixo do piso da meta. Parece piada…
  • Daniel Cláudio  11/06/2021 19:36
    Eis as taxas de juros reais ao redor do mundo:

    twitter.com/charliebilello/status/1402972759836213253
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  11/06/2021 21:11
    Não tendo muito tempo para pesquisar sobre, eis que um colega do mises trás essa informação. Chocado? Acho que não estou. Praticamente todos os países com taxas muito negativas GRAÇAS A INFLAÇÃO principalmente. E se os planos loucos dos democratas americanos se concretizarem, como aquele absurdamente insano pacote verde de quase 100 trilhões, vamos enfrentar uma temporada de inflação mundial de uns vinte anos pelo menos.
  • Bolsodilma ciroguedes  12/06/2021 02:48
    impossível aplicar esse pacote, mas vai tentar. a dívida americana pelo menos dobra. e vira um Japão gigante.
    e a china vira a número um, até implodir.
  • Felipe  11/06/2021 22:16
    Gostei bastante do tuíte do cara.

    Brasil ficar com juros reais menores do que a Zona do Euro, onde a taxa básica está em zero, é o fim da picada.

    Falando nisso, houve uma recente subida no DXY. Vamos ver como será as próximas semanas.
  • Felipe  11/06/2021 22:49
    Vamos ver como ficará o Índice CRB. Nos piores momentos da fraqueza do dólar, esse índice chegou a 450 (agora está por volta de 225).
  • Felipe  15/06/2021 23:22
    Será que poderia capturar mesmo?

    Realmente muitas coisas já encareceram em dólares, todavia o Índice CRB está ainda em 223 (sendo que chegou em 450 pontos em junho de 2008). Nos piores momentos da década de 2000, o Índice DXY chegou perto dos 70 pontos. Agora o DXY está por volta de 90,5.

    A encrenca é que, caso as commodities encarecerem mais em dólares do que o dólar desvalorizar em real, isso poderá causar carestia. No governo Lula, as commodities em dólares seguiram em disparada, mas em reais elas seguiram comportadas (e até caíram, veja comparativo aqui).
  • Trader  16/06/2021 00:39
    A questão é que o índice DXY estava em níveis historicamente baixos e a Selic, extremamente alta.

    Em 2008, por exemplo, o DXY chegou ao ridículo valor de 71, ao passo que a Selic fechou o ano em 13,75%.

    Hoje, o DXY está em 90 e a Selic está em 3,50%.

    Não há mágica em economia: se quiser uma moeda estatal forte, o governo (que detém seu monopólio) terá de pagar por isso. No caso do Brasil, é só com Selic.
  • Bolsodilma ciroguedes  16/06/2021 02:00
    o Brasil tem uma economia parasitária. por isso pra ter moeda forte só com juros altos.
    outras economias são produtivas e livres. isso tem peso na hora de segurar a inflacao. a oferta elevada segura , com mais prosperidade a inflacao.
    já o Brasil flerta com uma situação fiscal que pode acabar. de vez com a federação. qualquer espirro lá fora vira uma pneumonia aqui dentro
  • Felipe  10/06/2021 20:46
    Interessante que esse cenário de dólar mais fraco também faz lembrar a década de 1970. O Brasil se beneficiou disso, pois isso deu maior sustentação às políticas desenvolvimentistas dos militares. A aparente bonança do País impactou psicologicamente uma geração de brasileiros... se você perguntar para pessoas com mais de 60 anos, elas provavelmente irão te dizer como era boa a década de 1970.

    Infelizmente, como aqui sempre se busca por atalhos para a prosperidade, esse ciclo de dólar fraco se reverteu. De um jeito ou de outro a conta chegaria, o Volcker apenas adiantou a chegada da fatura.

    Na segunda bolha do setor de commodities, o Banco Central do Brasil tinha gente mais conservadora. Henrique Meirelles ainda falava que a moeda era um bem público e que a sua missão era preservar o seu poder de compra. O real se valorizou em relação às principais moedas do mundo, incluindo euro e franco suíço. Se não fosse os bancos estatais expandindo tanto crédito, poderíamos ter visto um IPCA bem menor no governo Lula.

    Falando de reabertura da economia, parabenizo o Ron DeSantis por sua postura anti-lockdown (governador da Flórida). É obrigação dele em não proibir as pessoas de trabalhar? Sim, é, mas continua sendo louvável. A vida lá está normal, está tendo shows e afins. Ainda há gente boa nos Republicanos. Infelizmente aqui eu vi quase nenhum político se mostrando abertamente contra os trancamentos, com exceção do próprio Jair Bolsonaro.
  • Diogo  10/06/2021 20:54
    Ron DeSantis já é a grande estrela do Partido Republicano. Só não será o próximo presidente se (a) fizer alguma cagada, (b) for boicotado pelos próprios republicanos ou (c) o establishment não deixar.
  • Matheus S  10/06/2021 23:00
    Eu fico abismado quando alguém vem falar para mim que o real deveria ser desvalorizado para aumentar a exportação e reativar a indústria nacional.
  • Amante da Lógica  10/06/2021 23:45
    Ontem um sujeito veio aqui falando exatamente isso. Pior: ele jurava que indústria e agro estavam no melhor momento de sua história em decorrência da atual desvalorização cambial.

    Gentilmente mostrei a ele este o gráfico abaixo, do Banco Central, sobre a produção industrial das indústrias do Brasil. Todas elas estão abaixo de onde estavam em 2017, quando a moeda era mais forte, e bem mais abaixo do que estavam no período 2006-2011, quando a moeda era muito mais forte.

    ibb.co/3WkpQDj

    Mostrei também do agronegócio.

    ibb.co/LDTtPK8

    Praticamente sem nenhuma correlação com o câmbio. Como esperado pela teoria.

    Quem afirma que desvalorização gera crescimento está afirmando que o que gera pujança e avanço é a destruição da moeda. Quanto mais destruída a moeda, maior o enriquecimento. Destrua a moeda, e uma Google, uma Amazon e uma Apple serão o resultado.

    Deve ser por isso que a Argentina é pujante e a Suíça é terra arrasada.
  • Bolsodilma ciroguedes  11/06/2021 02:40
    O que eles querem é gastar os tubos. E o plano é fazer distribuição de renda. Claro que é desculpa pra aumentar o estado e sua burocracia. E fazer assistencialismo é como vão comprar os votos pra botar em prática.

    O Brasil passou por hiperinflação e eles não aprenderam com nossos erros. A questão é que inventaram um jeito temporário de ficar aumentando a oferta monetária: ficar pagando pro dinheiro ficar parado nos bancos. Enquanto isso vão ficar imprimindo. Mas como nada dura pra sempre, um dia vazará pra economia. Mas aí os politicus já sumiram e deixaram os estragos pros outros.
  • Bolsodilma ciroguedes  12/06/2021 02:46
    porém 1970 foi uma expansão estimulada. e o ciclo se desfez, deixando uma dívida impagável.
    é sempre assim. nas vacas gordas, os keynianistas gastam estatalnebte e fabricam uma ilusão de prosperidade.
    na década seguinte a conta veio
  • Bolsodilma ciroguedes  10/06/2021 20:49
    O plano da esquerda é permitir imigração em massa, pra substituir os nativos e ir pagando assistencialismo pra eles e com direito a voto. Assim ela vai se reinventando. Antes eles entravam no país para empreender; agora é para parasitar.
  • Trader  10/06/2021 22:42
    Aproveitando o tópico, duas coisas bateram recorde absoluto hoje: o S&P 500 e o balancete do Fed.

    Ambos chegaram às máximas simultaneamente.

    Apenas como coincidência...
  • China comuna  11/06/2021 01:58
    Vocês liberais não falavam que a China não tinha escravos e que estavam enriquecendo? Defendiam tanto e agora vão criticar como?
  • Vladimir  11/06/2021 02:42
    Do que você está falando, meu nobre?

    P.S.: dica: aqui, felizmente, não há liberais. Essa espécie murista, delicada e sapatênis você encontra apenas na Vila Madalena e no Leblon. Aqui há libertários de direita e conservadores clássicos (que são o oposto de neoconservadores).
  • Analista de Risco  11/06/2021 11:56
    Acho que ele está se referindo a essa notícia, do longínquo ano de 2017:

    Salário médio de trabalhador chinês já é maior que de um brasileiro, diz estudo

    Ou seja, quem está dizendo é o tal estudo publicado pelo Financial Times.
    O estudo afirma que o chinês já ganha mais que os latino-americanos (com exceção do Chile, claro) e já está chegando a níveis europeus.
    Quisera eu ser escravo assim...
  • Felipe  11/06/2021 14:20
    Sem contar que eles gastam bem menos horas para comprar um iPhone...
  • Joe Biden  12/06/2021 00:11
    Também há pesquisa de um banco suíço dizendo que a China possui menos pobreza que nos EUA.

    Precisa ser muito inocente pra acreditar em dados de um país que compra jornalistas e empresários ocidentais.

    Chineses são literais escravos, e não digo em relação a passar dificuldades, digo no sentido verdadeiro, ou seja, ter tanto liberdade individual quanto um cidadão norte-coreano.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  11/06/2021 19:17
    Escravos podem até ter nos presídios e campos de concentração no interior do país. Mas qual a razão real de achar isso para todos os chineses? Só pela elevada carga horária de trabalho? Isso é cultural na Ásia, mesmo nas nações ricas como Japão e Coreia até hoje trabalham 12 horas por dia. São países com grandes populações e poucos recursos naturais, não podem se dar ao luxo de ficar esperando as bananas caírem do pé. Mas um adendo em relação à China: se as empresas estrangeiras fecharem as portas e irem para outro país a riqueza dela diminui pela metade.
  • Medicina   11/06/2021 02:42
    Tem algum país que a saude publica é boa? Ou tão boa quanto a privada?

    Escandinavia tem algum? Dinamarca e Suécia já ouvi gente que usou e falou bem

    Canada e Inglaterra sei que é um lixo.

  • Revoltado  13/06/2021 17:56
    Conheço zumbis que vivem no Reino Unido e pensam o contrário que tu.

    Não muito tempo atrás, um deles via rede social teceu loas ao NHS britânico e defendeu que o nosso SUS salva vidas, terminando a declaração revivendo a #EleNão e claro... Fora Bolsonaro!

    Interessante é que, este mesmo cara, que conheci, jamais utilizou o Sistema Único de Saúde. Diria inclusive que tal sujeito sequer visitou um posto de saúde para coletar preservativos para gratificação íntima.

    O cidadão acorda, respira, come e dorme progressismo PSOLista.
  • Fernando  11/06/2021 12:56
    Inflação na Alemanha acabou de sair. No atacado subiu 9,7% anual. Maior valor da série histórica.

    Alemães devem estar bem contentes com o Banco Central Europeu.

    Que falta fazem o Bundesbank e seu Deutsche Mark.

    tradingeconomics.com/germany/wholesale-prices
  • Felipe  11/06/2021 14:18
    Se eu estivesse lá e visse eles reclamando, eu falaria:

    "Calma, no Brasil esses preços subiram mais de 30 %..."
  • Introvertido  12/06/2021 05:14
    Não acho muito sensato jogar toda á culpa nos BCs ao redor do mundo, lembrem-se que o outro fator responsável por isso também foram os lockdowns, e obviamente, estimular um grande crescimento dá expansão monetária ao mesmo tempo em que há um encolhimento na produção só irá resultar em inflação alta.

    É até curioso pensar que teve gente que se surpreendeu com isso, aqui no instituto isso já era visto como algo óbvio desde o ano passado.

    Eu pessoalmente tenho expectativas pessimistas em relação á quase tudo, apesar de ter um país ou outro que aparentem ser genuinamente promissores no médio prazo.
  • Imprime mais que tá pouco...  12/06/2021 01:12
    youtu.be/vkPaZ7Db7sQ
  • Vila do Chaves  12/06/2021 02:03
    "Toda essa gastança, é claro, só está sendo possível porque o Fed passou a monetizar a dívida. Falando mais especificamente, o Tesouro emite títulos, bancos, investidores e fundos de investimento compram estes títulos, e em seguida o Fed compra estes títulos dos bancos, dos investidores e dos fundos de investimento. Antes, podia comprar apenas dos bancos (os chamados dealers). Hoje, pode comprar de qualquer um — mas só temporariamente, é claro."


    Chaves: - Sr Madruga, me venda um churro, por favor.

    Chaves, do outro lado da mesa fazendo a voz do Sr Madruga: - Claro, Chavinho, foi para isso que te dei o dinheiro, não?
  • Revoltado  13/06/2021 17:51
    Hahahahahahahahaha

    O chocante no final é o "Don Ramón" assumir a culpa da traquinagem feita pelo Chaves do 8.
  • Paulo  12/06/2021 17:03
    Ou seja, normalizando os juros(Se é que isso vai ocorrer) o Brasil pode sofrer um novo boom das commodities?
  • Trader  12/06/2021 22:48
    Já está vivenciando. A diferença, no entanto, é que, com os juros artificialmente baixos, o câmbio está artificialmente desvalorizado. Consequentemente, estamos vivenciando uma carestia destas commodities muito maior do que vivenciaríamos caso estivéssemos com juros mais realistas.

    Em dólares, as commodities continuariam custando a mesma coisa. Mas em reais elas estariam muito mais baratas.
  • Introvertido  13/06/2021 02:29
    O mais sensato que o BC brasileiro poderia fazer seria dar uma pancada na Selic diretamente para á casa dos dois dígitos, com o objetivo de enfrentar á inflação que está vindo por todos os lados, mas o Bacen ainda não deu qualquer sinal.
  • Introvertido  13/06/2021 02:36
    Aliás, sinto uma leve pena do Bolsonaro, só irá cair do governo por causa de dois ministros estúpidos que tiveram á genial idéia de desvalorizar o real, e ainda por cima no pior momento possível, espero que isso seja o suficiente para enterrar o keynesianismo de vez por aqui, se bem que provavelmente não irá, já que á mídia está fazendo de tudo para censurar á causa.
  • Revoltado  13/06/2021 17:48
    Introvertido,

    Nem se preocupe! Quando o Nine Fingers voltar e estivermos em uma situação entre a Argentina e a Venezuela, os que aqui vivem e apoiaram o retorno da estrela vermelha terão inúmeras oportunidades para manifestar arrependimento. Triste serão os PSOLs ambulantes que ganham em moeda forte morando bem longe do Brasil, que pasme, culparão ao Bolsonaro pela futura tragédia social/econômica!

    Governadores/prefeitos déspotas Brasil afora? Porríssima nenhuma! O Anticristo na Terra é o Bolsonaro e ninguém mais!
  • Paulo  13/06/2021 15:56
    Pois é, dai minha pergunta sobre juros. No primeiro mandato do Lula as commodities estiveram estáveis aqui dentro e aumentando lá fora. Agora não. Dai supor se isso realmente vai nos ajudar.
    Por exemplo:
    economia.uol.com.br/noticias/reuters/2021/06/11/gas-de-cozinha-da-petrobras-sobe-quase-6-a-partir-de-segunda-feira.htm

  • Introvertido  13/06/2021 21:38
    "Pois é, dai minha pergunta sobre juros. No primeiro mandato do Lula as commodities estiveram estáveis aqui dentro e aumentando lá fora. Agora não. Dai supor se isso realmente vai nos ajudar."

    O primeiro mandato do Lula foi uma delícia, não é atoa que ele se reelegeu, com o Meirelles dando aquelas pancadas na selic obviamente não tinha como á inflação global alcançar o Brasil, infelizmente hoje em dia nós temos keynesianos no banco central que não sabem nem contar 5+5.
  • ANTONIO JORGE BARBOSA  13/06/2021 13:16

    Obrigado Professor, pela aula.
  • Estudante  15/06/2021 13:08
    Com relação a disparada de preços dos veículos usados.

    Entendo que essa disparada ocorreu devido ao aumento da oferta monetária (estímulo pelo lado da demanda).

    Mas, e no lado da oferta? Houve queda na produção de veículos novos a ponto de impactar o preço dos usados?

    No lado da oferta - mesmo com a produção de veículos se mantendo constante - creio que o aumento da demanda (causado pela expansão monetária) já seria suficiente pra causar alguma inflação nos usados, correto?


    Obs: Minha Renault Duster 2017- o valor de tabela saiu de R$ 47.000,00 para R$ 53.000,00 em alguns meses
  • Vladimir  15/06/2021 13:24
    A questão dos preços dos carros novos e usados foi abordada especificamente aqui:

    www.mises.org.br/article/3355/a-melhor-maneira-de-combater-a-atual-carestia-reabrir-toda-a-economia

    Há uma escassez mundial de chips, semicondutores e demais matérias-primas utilizadas na fabricação de carros novos. A produção desabou e todo mundo foi para o mercado de usados, cujos preços explodiram.
  • Bolsodilma ciroguedes  15/06/2021 13:30
    a producao não se manteve contante também. obrigaram a economia a parar. ocorreu diminuição da oferta no período. fábricas fecharam e modelos deixaram de ser fabricados.
    quando do vc tem aumento da oferta monetaria e diminuição da oferta d produtos, ocorre esse aumento.
  • Felipe  16/06/2021 00:18
    Analisando o comportamento do IPCA brasileiro durante o segundo mandato do FHC, por que as pancadas dos juros feitas naquele mesmo ano de 1999 foram inócuas? Por exemplo, no início de 1999, os juros foram de 25 para 45 % em questão de poucos meses. Até janeiro de 2001, pelo menos um dólar estava menos de R$ 2. Depois seguiu-se uma trajetória de desvalorização do real sem fim, o que seria abortado somente quando assumiria a equipe Meirelles-Palocci.

    É verdade que de 2003 em diante, o dólar estava mundialmente fraco e antes disso, estava forte (inclusive com o DXY chegando ao redor de 120 com o estouro da bolha pontocom), mas o fato é que o real se valorizou, de 2003 a 2010, em relação também à moedas como euro, franco suíço e iene japonês.
  • Trader  16/06/2021 00:35
    Em 1999, o dólar foi de R$ 1,20 para R$ 2. Não havia o que fazer.

    Em 2000, o dólar se estabilizou. O IPCA foi baixo, principalmente nos preços livres. Foram os preços regulados pelo governo que pesaram contra (como sempre).

    Em 2001, o BC reduziu a Selic com mais profundidade, e o dólar disparou. Veio setembro de 2001 e aí tudo foi pro vinagre.

    Em 2002, o "risco Lula" desandou tudo.
  • Pedro  17/06/2021 00:27
    Qual a probabilidade de essa enxurrada de dólares causar alguma bolha catastrófica nos EUA?
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  17/06/2021 20:06
    Já está inflando. É quase inevitável: vai ser reprise de 2008 em pouco tempo.
  • Felipe  19/07/2021 20:32
    "Banco Central compra 41,8 toneladas de ouro para reforçar reservas"

    Leandro e demais pessoas, por que o Banco Central do Brasil estaria fazendo isso? Estaria tentando seguir o caminho dos bancos centrais da Rússia e da China?

    Alguém aqui se lembra de quando as reservas de ouro brasileiras despencaram pouco tempo depois de o real passar a flutuar?

    Coincidentemente, o dólar agora está por volta de R$ 5,25...
  • Trader  20/07/2021 19:05
    Aqui está a evolução do volume de ouro em posse do Banco Central:

    ibb.co/NsZkRwp

    Na gestão Armínio, o cara tava desesperado, e saiu vendendo a rodo. Meirelles não comprou nem vendeu. Tombini, interessantemente, comprou quando o preço caiu. Agora, após muito tempo, o BC voltou a comprar. O momento foi certo. Resta saber a real intenção.
  • Felipe  20/07/2021 21:51
    Por que o Tombini comprou?

    Há quem diga que isso é porque há alguns governos estão desconfiando da força do dólar (pode ser o caso das compras de ouro pelo governo russo). Mas eu não vejo motivos para o governo brasileiro querer desafiar o dólar, já que as relações diplomáticas entre ambos os governos são próximas desde (pelo menos) a época imperial (o governo americano foi o primeiro a reconhecer a independência do Brasil). Quando ainda eram colônias, provavelmente o mesmo caso, já que o governo inglês e português possuem um tratado de aliança de 635 anos.
  • Introvertido  21/07/2021 00:51
    Campos Neto e sua equipe são todos heterodoxos keynesianos, e acima de tudo, parasitas que não sabem nem controlar á taxa selic com o mínimo de sensatez, seja lá o que eles planejam, provavelmente não é nada de bom, se bobiar todos eles foram comprados pelos Chineses para desafiarem á hegemonia do dólar.

    Eu não acho que o governo Chinês planeja restabelecer o padrão ouro, até hoje eles não mostraram qualquer indício de tal objetivo, caso tal hipótese se mostre verdadeira, provavelmente eles só planejariam utilizar um padrão ouro-yuan temporariamente, com o objetivo de facilitar á transição do dólar para o runminbi, mas acho que essa hipótese já é muito teoria de conspiração, á hipótese mais provável é que eles estejam simplesmente comprando agora para vender mais caro no futuro, talvez faça parte do plano do Guedes de reduzir á dívida brasileira.

    Às hipóteses são infinitas, o jeito vai ser esperar os burocratas do BACEN darem alguma explicação.


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