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Multa para diferença salarial entre gêneros: caminho certo para distorções e demissões
Para os políticos, o capitalista põe o machismo acima do lucro

Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou urgência para o PL (projeto de lei) 1.558/2021, que estabelece multa a empresas por eventual disparidade salarial entre homens e mulheres — e por outras disparidades salariais, baseadas em idade, cor ou situação familiar. 

Com a urgência, o tema pode a qualquer instante seguir para votação em plenário.

O Senado já aprovou multa de até 500% da diferença salarial sobre todo o período em que tenha ocorrido. O atual PL irá acrescentar uma nova taxa a esta multa. Em Brasília, espera-se que a Câmara confirme a penalidade.

Ao contrário da expectativa dos legisladores, a multa prejudicará as mulheres e os demais grupos que pretende proteger.

O machismo supera a busca por lucros?

Comecemos por uma lógica básica: em um mercado de trabalho com liberdade de contratação e demissão, é impossível haver divergências salariais entre homens e mulheres em decorrência unicamente de discriminação

E isto por um motivo puramente econômico: se houvesse tal discriminação, qualquer empregador iria obter lucros fáceis contratando mulheres e dispensando homens, uma vez que as mulheres poderiam receber um salário menor para fazer exatamente o mesmo trabalho. 

A concorrência entre os empregadores iria, então, elevar os salários das mulheres e, assim, abolir qualquer diferença salarial que porventura exista.

Logo, sempre e em qualquer ocasião que houver qualquer tipo de discriminação salarial sem motivos econômicos — e isto vale não apenas para gêneros, mas também para cor de pele, religiões, etnias etc. —, o capitalismo irá abolir tal situação, e não aprofundá-la. 

E o motivo essencial é que um empregador que permite que seus preconceitos turvem seu juízo de valor estará assim criando uma oportunidade de lucro para seus concorrentes. 

Uma mulher que produz $75.000 por ano em receitas para seu patrão, mas que recebe, digamos, $20.000 a menos que um empregado masculino igualmente produtivo, poderá ser contratada por um concorrente por, digamos, $10.000 a mais do que recebe hoje e ainda assim permitir que este novo empregador embolse os $10.000 de diferença. 

À medida que este processo concorrencial for se aprofundando ele irá, ao fim e ao cabo, elevar os salários femininos ao ponto de paridade com os salários masculinos caso a concorrência salarial seja vigorosa o bastante.

Ou seja: se as mulheres de fato ganhassem menos que os homens para realizar as mesmas tarefas, empresas que buscam o lucro só contratariam mulheres. Diante de dois candidatos com o mesmo potencial, o patrão, é claro, contrataria o mais barato.

Consequentemente, quem afirma que há discriminação no mercado de trabalho está, por definição, afirmando que os capitalistas brasileiro colocam seus preconceitos acima do lucro. 

Mas, de fato, há mais homens do que mulheres empregados

No entanto, uma coisa é fato: os homens ainda são maioria dos empregados do Brasil.

E, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres auferem rendimentos cerca de 20% menores que os homens na média agregada de todo o Brasil, em todas as profissões.

Para muitos, essa seria a prova da discriminação enraizada na sociedade brasileira.

Haveria realmente machismo no mercado de trabalho brasileiro?

Em um estudo da Fundação de Economia e Estatística, do Rio Grande do Sul, os economistas Guilherme Stein e Vanessa Sulzbach analisaram 100 mil salários e concluíram que as mulheres brasileiras de fato ganham 20% menos que os homens — mas só 7% dessa disparidade não podem ser explicados pela diferença de produtividade.

A conclusão do estudo converge com os dados da economista Claudia Goldin, de Harvard, uma estudiosa em diferenças salariais. Para os Estados Unidos, Goldin encontrou uma porcentagem um pouco menor (5%) que não é explicada pela produtividade.

De acordo com os pesquisadores gaúchos, há principalmente dois fatores que puxam o salário das mulheres para cima, mas há outros três que o empurram para baixo.

As mulheres têm em média mais anos de estudo e começam a trabalhar mais tarde. No entanto, interrompem a carreira com mais frequência, têm uma jornada um pouco menor que a dos homens e tendem a se concentrar em ocupações que remuneram menos. 

Em termos gerais, a probabilidade de as mulheres saírem da força de trabalho por um período de tempo — por causa de gravidez, criação e educação de filhos e outras tarefas (das quais a maioria dos homens se esquiva) — é maior que a dos homens. 

Dos 20% de diferença salarial, 13% são explicados por essas razões. Ou seja: se homens e mulheres trabalhassem as mesmas horas e tivessem o mesmo perfil, ainda assim as mulheres ganhariam 7% menos. 

Portanto, o desafio real está em explicar estes 7%. 

Algumas elucubrações são cabíveis: por exemplo, as profissões ligadas às ciências exatas têm menor participação de mulheres — na engenharia, mulheres correspondem a menos de um quarto dos alunos — e o oposto ocorre nas humanidades. Como o salário das profissões ligadas a humanidades é menor que o das ciências exatas, explica-se a maior parte dos 7%.

O professor James T. Bennett, do departamento de economia da George Mason University, em seu livro The Politics of American Feminism: Gender Conflict in Contemporary Society, enumera mais de vinte motivos por que os homens ganham mais que as mulheres. 

Dentre eles está o fato de homens serem mais propensos a aceitar trabalhos perigosos (que pagam mais do que empregos mais confortáveis e seguros), a se expor a climas inclementes, a aceitar empregos mais estressantes que não sigam a típica rotina de oito horas, a correr mais riscos (que levam a recompensas mais altas), e o fato de que mulheres apresentam uma probabilidade nove vezes maior de sair do trabalho por "razões familiares" (menos tempo de serviço leva a menores salários).

Tudo isso explicaria os 7% de diferença salarial.

Ainda assim, caso nada disso seja convincente, e o indivíduo ainda insista em atribuir a diferença salarial ao preconceito "machismo dos empregadores", ele terá de assumir que tal machismo diminui o salário das mulheres em no máximo 7%.

Por fim, um adendo: o estudo "Child Penalties Across Countries", de 2019, demonstra que a trajetória dos salários entre gêneros nos países desenvolvidos se mantém similar até a chegada do primeiro filho.

A partir daí estabelece-se uma redução permanente de salário das mulheres, que chega a 26% na Suécia e a 60% na Alemanha, presumidamente atribuível a uma dedicação diferenciada aos filhos.

Ou seja, a tese de discriminação do empregador brasileiro não prospera.

O que se vê e o que não se vê

Como dizia Frédéric Bastiat, uma nova regra legal segue produzindo efeitos secundários mesmo após o impacto inicial evidente. O efeito imediato é bem visível, palpável; os demais precisam ser previstos.

É fundamental perceber a diferença entre "o que se vê" e "o que não se vê". O que se vê é a implicação favorável a curto prazo, fruto de nobres intenções declaradas pelos legisladores. O que não se vê são as consequências últimas, quase sempre opostas e destrutivas do propósito original.

A capacidade de contemplar os desdobramentos futuros é privilégio dos bons formuladores de políticas públicas. Mas essa faculdade não é recompensada na política, que incentiva o populismo imediatista.

Como demonstrado acima, é de esperar que haja casos pontuais nos quais ocorra disparidade de rendimento por hora, mesmo para funções similares. No entanto, caso esse Projeto de Lei seja aprovado, a Justiça atribuirá essa diferença salarial a uma discriminação, sendo que ela pode perfeitamente advir de uma diferença — objetiva ou subjetiva — de valor agregado (indivíduos nunca são idênticos).

Consequentemente, sabendo agora do risco da multa arbitrária (a disparidade de um salário mínimo ao longo de cinco anos pode ensejar multa de R$ 650 mil), o empregador, em nome de sua sobrevivência, estará incentivado a demitir o colaborador menos produtivo — homem ou mulher.

Nos segmentos em que as mulheres ganham mais — professores e outras 223 carreiras —, os homens têm maior tendência a serem demitidos, e vice-versa.

Afinal, por que empregar um indivíduo com rendimento igual ao que aufere o mais produtivo? É mais vantajoso, por exemplo, contratar um terceiro do mesmo gênero que o mais produtivo, evitando assim a probabilidade de multa. Ou então contratar um terceiro tão produtivo quanto.

O resultado "do que não se vê" é que, ao final, os mais vulneráveis serão prejudicados.

Para concluir

Empregadores não têm como saber qual a produtividade de um empregado antes de sua contratação. E a produtividade deste empregado pode não ser prontamente perceptível após sua contratação. 

Adicionalmente, o período de teste e adaptação é custoso; ele também consome recursos da empresa na forma de monitoramento, supervisão e materiais. E empregadores têm um incentivo para economizar todos estes custos.  

Logo, uma contratação não pode ser algo guiado unicamente pelo sexo do indivíduo. Vários outros possíveis atributos e possíveis ocorrências futuras têm de ser considerados pelo empregador.

A criação de uma multa por "discriminação de gênero" irá afetar todo este processo decisório, e afetará exatamente os(as) candidatos(as) menos qualificados(as), que assim terão muito menos chances de conseguir um emprego formal.


autor

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.

  • weberth mustapha  05/05/2021 18:05
    O efeito na prática para o cidadão comum, vai ser não contratar homem ou evitar ao máximo. Pois, se ele se destacar , você não poderá promove-lo de cargo e nem dar aumento salaria.
    Prevejo, por isso e por outros motivos, que no futuro os homens serão cidadãos de segunda categoria.
    Hoje, pode até ser piada, mas no ritmo atual de leis progressistas, quais mais leis para punição exclusiva de homens podem surgir?

    - Só acrescente um pouco mais de radicalismo a isso e tudo pode ser possível. Hoje, basta uma palavra de uma mulher contra um homem, e este vai preso na hora. O Neymar mesmo é um caso que espantou todos, mesmo com o vídeo e o cara sendo riquíssimo, a mulher quase arrancou uma grana dele.

    Vamos prestar só para caso de uma guerra (pois é a gente que morre lutando), serviços braçais pesados, pagar a conta no bar e reprodução (fertilização, pq os futuros robôs sexuais vão tomar nosso lugar kkkkkkk).

    De resto, só vai sobrar o peso da lei, sermos a maior porcentagem em números de suícidios, alcoolismo, drogas, assassinatos, depressão , mendigos, etc etc.
  • Revoltado  05/05/2021 18:54
    O efeito na prática para o cidadão comum, vai ser não contratar homem ou evitar ao máximo. Pois, se ele se destacar , você não poderá promove-lo de cargo e nem dar aumento salaria.
    Prevejo, por isso e por outros motivos, que no futuro os homens serão cidadãos de segunda categoria.
    Hoje, pode até ser piada, mas no ritmo atual de leis progressistas, quais mais leis para punição exclusiva de homens podem surgir?

    ====Ou, por outro lado, podemos ver o efeito reverso, tratando-se de chefes com cromossomo "xy"; vide que nos EUA empresas já evitam contratar mulheres e mesmo colegas de trabalho evitam simplesmente compartilhar o mesmo elevador, temendo serem acusados de algo não-feito por eles, fazendo com que estas provem do veneno que o movimento MeToo tem trazido por lá; há inclusive um artigo a respeito aqui no Mises.

    - Só acrescente um pouco mais de radicalismo a isso e tudo pode ser possível. Hoje, basta uma palavra de uma mulher contra um homem, e este vai preso na hora. O Neymar mesmo é um caso que espantou todos, mesmo com o vídeo e o cara sendo riquíssimo, a mulher quase arrancou uma grana dele.

    ====E a gravação foi o que o salvou! Do contrário, teria perdido um valor considerável para uma oportunista, que lamentavelmente não foi condenada e ainda "fez escola"! Vide aqui no Sul o caso Mariana Ferrer, sobre a qual desejavam criar uma lei com seu nome, para extra-oficialmente punir qualquer homem com conduta heterossexual. Assim como lei de salário-mínimo só serve para lascar com pobres, tais medidas têm como utilidade tão somente arruinar quantos homens puderem!


    Vamos prestar só para caso de uma guerra (pois é a gente que morre lutando), serviços braçais pesados, pagar a conta no bar e reprodução (fertilização, pq os futuros robôs sexuais vão tomar nosso lugar kkkkkkk).

    ====Ah, claro! Para morrer em prol do macho-alpha mor (é o que o Estado tem se tornado às mulheres modernas) e sermos depenados com a carga tributária que coraria de espanto um publicano da Império Romano, pagar indiretamente para que a "prostituta civil socialmente aceitável e de família" quiçá nos trate como homem com H aí somos queridos!

    De resto, só vai sobrar o peso da lei, sermos a maior porcentagem em números de suícidios, alcoolismo, drogas, assassinatos, depressão , mendigos, etc etc.

    ====Já atingimos algumas destas macabras metas, meu caro! Já somos 90% dos homicídios, quase a mesma porcentagem em suicídio, em homeless e em 85% dos casos perdemos a guarda, casos sejamos pais. Mas pergunta se a Damares ou as chamadas "conservadoras" importam-se com este cenário! Farão ouvidos de mercador a respeito. Foda escrever isto! "Dura realitas, sed realitas"!
  • João C.  05/05/2021 18:17
    Eu sempre me uso como exemplo: trabalhava em um setor com 6 mulheres (só eu de homem, minha chefa era mulher, meu salário era menor que o delas (e acumulava mais funções que todas), e no fim das contas ainda fui demitido por não aceitar ser rebaixado. Enfim...
  • José  08/05/2021 02:21
    Foi por isso que foi demitido sim. Imagino!!!
  • Phillippi  05/05/2021 18:18
    Só quem nunca trabalhou de verdade ou adora se fazer de vítima ainda leva a sério esse assunto.

    Em toda minha carreia as mulheres foram a ampla maioria em cargos de gestão inferior (Coordenação e gerência), só foram minoria em cargos de gestão superior (gerência executiva e diretoria).

    Já trabalhei com mulheres que faziam a mesma função que eu e ganhavam mais, e nunca reclamei por isso.

    Também já vi muitas mulheres sendo promovidos ao invés de homens, acho que até a maioria das vezes as promoções foram para mulheres.

    A única coisa que tenho a reclamar é que ter chefe mulher é a pior coisa.
  • Revoltado  05/05/2021 18:43
    Só quem nunca trabalhou de verdade ou adora se fazer de vítima ainda leva a sério esse assunto.

    Em toda minha carreia as mulheres foram a ampla maioria em cargos de gestão inferior (Coordenação e gerência), só foram minoria em cargos de gestão superior (gerência executiva e diretoria).

    ====Em meu atual emprego, tenho uma colega que ganha mais do que eu. Nunca regurgitei queixa alguma a respeito, pois eu mesmo considero justo, dentro de suas funções. Certa feita, em 2018, quando eu e ela fomos gratificados financeiramente por realizar serviços para um supervisor nosso, que estava nos EUA na ocasião. Fiz questão de dizer a ele que minha colega merecia receber um valor maior, pois seria justíssimo.

    Já trabalhei com mulheres que faziam a mesma função que eu e ganhavam mais, e nunca reclamei por isso.

    ====Meio que idem ao que escrevi acima.

    Também já vi muitas mulheres sendo promovidos ao invés de homens, acho que até a maioria das vezes as promoções foram para mulheres.

    A única coisa que tenho a reclamar é que ter chefe mulher é a pior coisa.

    ====Sim, amigo. Pedindo licença para ser politicamente incorreto. Já tive e posso garantir. Foi um dos períodos mais casca-grossa que tive de padecer em minha vida profissional. Até as próprias mulheres costumam queixar-se de ter alguém do mesmo sexo como superior. A mulher moderna pode odiar homens, mas sempre amam quando algum destes lhe subordina.
  • André  05/05/2021 19:11
    Cara, você falou uma verdade.

    O meu irmão trabalha em uma empresa que tem 80% do quadro de funcionários formado por mulheres. O setor dele (jurídico) é dividido por núcleos, e o núcleo dele é chefiado por uma mulher. Ela até que é uma boa patroa com ele, porém, as outras funcionárias deitam e rolam (procrastinam, falam muito, fofocam, chegam atrasadas, não fazem banco de horas) e a patroa releva, dá de ombros. Ele, por outro lado, trabalha demais e segura as pontas de toda a bronca que chega pra eles, e não é reconhecido por isso.

    Pergunte para as mulheres se elas gostam de ser chefiadas por outra mulher e você verá a resposta.

    Abraços!
  • Flávio Leite  08/05/2021 02:54
    Isso é uma movimentação intencional no mercado, caro confrade.

    Empresas em todo o ocidente estão colocando mulheres nos cargos intermediários de gerência e chefia, enquanto os altos cargos ainda pertencem a homens, exatamente porque elas, por uma questão natural, submetem-se mais facilmente, seguem ordens com menos questionamentos e são mais obedientes. É um modo de concentrar poder na alta cúpula e evitar que um homem carreirista a ameace.

    Lance de gênio. Como sempre, os grandes beneficiários do feminismo são os homens mais ricos, poderosos e destacados.
  • Sadib  05/05/2021 18:33
    Isso me lembra a Lei da Empregada Doméstica.. simplesmente destruíram os empregos formais desse setor baseado em achismos e 'boas intenções'.
  • Marcus H. Paiva  05/05/2021 19:12
    Uma norte-americana amiga minha achou absurdo a tal da "licença maternidade" e perguntou: "como é que a empresa vai ficar 6 meses ou até 3 anos sem um funcionário?!!"

    Pois é, essa é a lógica! Os americanos são bem mais realistas que os brasileiros.
  • Eduardo  05/05/2021 19:20
    O que as mulheres não percebem é que a legislação trabalhista que as "protege" é quem assegura sua baixa empregabilidade. Não apenas eu, mas conheço também diversos colegas empresários que não se arriscam a contratar qualquer mulher que suspeite querer engravidar. Caí nesta história uma vez, tive de aguentar por quase 1 ano uma recém contratada (algo caríssimo para uma pequena empresa com poucos funcionários) antes de conseguir mandar embora. A partir disso, nunca mais contratei mulheres recém-casadas ou com filhos pequenos. Pode chamar de discriminação ou o que seja, mas não irei colocar a empresa em risco…

    Não são poucas as mulheres que querem se aproveitar desta situação com empresas no Brasil.
  • Diego  05/05/2021 19:22
    O problema é que muitos não se põem no lugar do empregador e não sabem como é ruim. Vi um amigo meu que tinha uma sorveteria, com 3 ou 4 empregadas, e uma delas engravidou justamente pouco tempo depois de ser contratada. Ele ficou puto de raiva. E com razão ($$$).

    Daí confundem falta de amor e coração com equilíbrio financeiro.
  • Geraldo  05/05/2021 19:26
    Não quero entrar no mérito da questão sobre orientação sexual, que não cabe aqui o debate, mas isso que você cita em relação a licença maternidade é a principal razão de encontrarmos tantos homossexuais em grandes redes de departamento, lojas de roupas, salões de beleza e franquias de fastfood.

    A razão é bem simples: nessa estratégia a empresa contrata alguém com sensibilidade e conhecimento suficientes para a função, e de quebra se esquiva dos riscos trabalhistas que nossa caduca CLT impõe quando se contrata um funcionário do sexo feminino.

    Imagina uma grande rede de roupas com milhares de postos de trabalho, onde mensalmente dezenas de suas funcionárias engravidam ou se ausentam por "questões familiares/médicas"?

    Contratar homens "de sensibilidade elevada" gera uma economia considerável a rede, atinge a meta de qualidade no atendimento (e confiança do principal consumidor: mulheres), bem como gera um incremento na produtividade devido a essas horas que de outro modo seriam perdidas.
  • Bruno  05/05/2021 19:35
    Rapaz, nunca tinha pensado nisso...agora entendi o motivo de tantos gays trabalhando em determinados lugares.
  • Lucas  05/05/2021 21:03
    De fato, há uma loja de roupas de uma marca aqui em minha cidade em que todos os atendentes são homens visivelmente afeminados - não direi que são homossexuais pois não conheço suas vidas particulares, mas há uma alta probabilidade.

    Por outro lado, uma loja de roupas mais "popular" daqui, curiosamente, seguiu o caminho oposto. Por muito tempo, a seção de roupas femininas era atendida exclusivamente por mulheres e a seção de roupas masculinas por homens. De um tempo para cá tudo mudou e agora apenas mulheres atendem os clientes em ambas as seções. Aliás, na loja toda, ao menos na área onde os clientes têm acesso, não restou um único funcionário homem. Foram todos substituídos por mulheres!
  • Felipe  05/05/2021 19:28
    O sistema trabalhista brasileiro é quase igual ao venezuelano. Eu mesmo estranho esses vários "direitos" da CLT (que nada mais são impostos embutidos). Lá nos EUA nem existe essa história de carteira de trabalho, coisa jurássica ao extremo que ainda há aqui. Dependendo da empresa, você vai lá, preenche as coisas presencialmente ou, em alguns casos, pela internet. Até as vagas de emprego lá são diferentes, parece que eles estão te contratando com gosto, enquanto aqui parece que há inúmeros obstáculos.

    Mas de qualquer forma não se preocupem, dificilmente teremos uma legislação trabalhista enxuta, pois aqui muitos ainda querem uma taxa de desemprego dinamarquesa e uma legislação trabalhista venezuelana.
  • Flávio  05/05/2021 21:01
    Um ponto interessante é que no Brasil quando uma mulher recebe exatamente o mesmo que um homem na mesma função, mesma carga horária e mesma produtividade, a CLT faz com que a mulher na verdade custe mais aos cofres da empresa do que o funcionário homem. É um custo trabalhista imposto pela CLT.

    Então, na prática, devido as várias benesses com chapéu alheio que a CLT proporciona, salários iguais na verdade resultariam em forte desigualdade de custo entre gêneros no ponto de vista das empresas.

    Não seria de estranhar que uma lei adicional que obrigue e tabele salários iguais entre os gêneros resultaria em demissões em massa da mão de obra feminina.
  • GustavoT5  05/05/2021 22:51
    Isso já está ocorrendo, amigo.

    Não apenas por conta do custo de contratação e manutenção de uma mulher mas pelo fato de ser uma.

    Está cada dia mais arriscado contratar uma funcionária que esteja em seus anos dourados, até os 30 anos, por causa do aumento das denuncias falsas promovidas pelos movimentos de esquerda como o #MeToo. (Ainda que haja denuncias verdadeiras, acaba agindo como um incentivo de risco).

    Do alto setor financeiro/empresarial até o pequeno negócio, nos EUA, os empresários estão evitando de contratar mulheres e o valor de mercado delas está despencando. No Brasil, isso já vem acontecendo e particularmente ouço histórias de empresas mudando os seus negócios para evitar chamar atenção de mulheres na hora do currículo -- visando fugir de processo/multas.

    Eu particularmente não contrataria uma mulher se o trabalho pudesse ser feito por um homem.
  • Revoltado  06/05/2021 12:32
    Espero não desvirtuar em relação ao tópico, mas não muito tempo atrás uma conhecida comentou em nosso círculo de conversação, que teme utilizar o aplicativo da Uber por imaginar ter o risco de sofrer alguma espécie de assédio da parte do condutor.
    Respondi no ato que, medo por medo, hoje é bem mais comum esses motoristas recearem pegar uma passageira jovem sozinha (e alguns quando o fazem, instalam câmeras dentro do carro) devido à proliferação de falsas acusações similares contra eles.
    Mudaram de assunto em instantes...
  • Revoltado  06/05/2021 14:43
    Isso já está ocorrendo, amigo.

    Não apenas por conta do custo de contratação e manutenção de uma mulher mas pelo fato de ser uma.

    Está cada dia mais arriscado contratar uma funcionária que esteja em seus anos dourados, até os 30 anos, por causa do aumento das denuncias falsas promovidas pelos movimentos de esquerda como o #MeToo. (Ainda que haja denuncias verdadeiras, acaba agindo como um incentivo de risco).

    ====Tinha um amigo, na adolescência, que conheceu um grupo de cristãos batistas que visitavam o Brasil e a igreja a qual ele congregava; ele me contou, após estes terem retornados aos EUA, que uma senhora comentou com ele que, os EUA estavam tão insuportáveis que simplesmente cumprimentar alguém com "oi" poderia gerar acusação de assédio sexual. E isto no final dos anos 90! No ambiente de trabalho, basta (mesmo o patrão) tocar no ombro de uma funcionária, pedindo-lhe atenção para alguma tarefa que o mesmo está sujeito a ser processado. Sem contar a distorção realizada com a palavra, sendo que ele só pode ocorrer quando alguém em posto mais alto de hierarquia o faz contra alguém inferior. Fora tal circunstância, o nome correto seria "importunação".


    Do alto setor financeiro/empresarial até o pequeno negócio, nos EUA, os empresários estão evitando de contratar mulheres e o valor de mercado delas está despencando. No Brasil, isso já vem acontecendo e particularmente ouço histórias de empresas mudando os seus negócios para evitar chamar atenção de mulheres na hora do currículo -- visando fugir de processo/multas.

    ====Li nos comentários aqui mesmo no blog, no artigo sobre o movimento MeToo, que pai e filho, em São Paulo, tiveram de mudar o endereço profissional para uma região menos glamourosa, de modo a evitar possíveis aventureiras após terem sofrido acusações similares.

    Eu particularmente não contrataria uma mulher se o trabalho pudesse ser feito por um homem.

    ====Sendo politicamente incorreto, diria que, se fosse motorista de aplicativo, não faria corrida jamais à uma mulher sozinha (ou mesmo com duas juntas). Motivo? O risco de ser acusado falsamente.
  • anônimo  05/05/2021 19:14
    Nunca dei ouvidos para esse choro femimiminista de diferença salarial. Mulheres geralmente escolhem profissões que pagam menos.

    Vou dar um exemplo: eu estudei Publicidade, e dentro de uma agência, existem 4 funções principais: Atendimento, Planejamento, Mídia e Criação. A função que geralmente paga os maiores salários é o de Criação (porém, tem que ralar). Durante os 4 anos de faculdade eu perguntava para as colegas de sala sobre em qual área dentro de agência elas queriam trabalhar, e a maioria respondia que era no Atendimento, porque "gostavam mais e enxergavam que aquela função fazia mais o perfil delas, pois gostavam de falar com as pessoas".

    Nunca vi nenhuma colega de sala falar que gostaria de trabalhar com Criação, até nos trabalhos elas deixavam essa parte sob minha responsabilidade.

    Ou seja, faça suas escolhas e não reclame depois.
  • Diego  05/05/2021 19:21
    Já vi isso de perto. Trabalhei em uma operadora de Saúde que o setor Comercial e atendimento ao Cliente era quase todo formado por mulheres. Elas próprias vez ou outra, conversando com agente, falavam mal umas das outras, que era muita fofoca, picuinha besta, que a chefe se sensibilizava por besteira, etc ...

    Concordo com vc.
  • Lorivaldo  05/05/2021 20:52
    Faço as escalas de sobreaviso na empresa onde trabalho e os homens sempre se prontificam a fazer horas-extras, pois dá um belo incremento no salário no final do mês. A disponibilidade de mulheres para fazer horas-extras sempre é menor e mais incerta.
  • Politicamente Incorreto  05/05/2021 20:54
    No mercado de trabalho, o homem é a "marca" reconhecida, testada e aprovada. Já a mulher na maioria da profissões é a "marca" nova, aquela que chegou ao mercado depois, e por consequência sofre mais desconfianças fazendo com que os "consumidores" se disponham a pagar menos pelo seu produto.

    É assim com refrigerantes, biscoitos, automóveis e também com a mão de obra...
  • Talita  05/05/2021 20:56
    Mas vcs percebem como para o homem chegar no topo de uma carreira é bem mais fácil? para todos estes casos de que os homens sempre se dão bem numa área há sempre uma mulher que está cuidado da família dele, se ausentando do serviço por estar com licença maternidade ou pq tem que cuidar da família.
  • Santiago  05/05/2021 21:05
    Talita, eu e minha esposa somos um time. Ela se dedica aos filhos porque é mais fácil para ela fazer esta parte. Assim, eu posso me dedicar mais e correr os riscos para dar a minha família o conforto que eles merecem. Ainda é impossível aos homens gerar filhos e mesmo que criem uma forma artificial para isto, esta tarefa sempre é mais adequada às mulheres, que naturalmente a são mais indicadas para isto.

    Mas eu desafio às pessoas a não encararem estas diferenças como rivalidade, mas sim como um complemento. Os homens e as mulheres são duas metades que se completam. Cada um tem mais aptidão para determinadas tarefas. Por isto se formam os casais. A minha mulher ganha menos e não se sente inferior por isto. Ela mesma diz que prefere ganhar menos do que eu, por que ela se sente mais feminina. Em compensação, deixo o salário dela todo para ela, as contas e despesas da casa eu pago totalmente com o meu. No final ela ganha menos, mas aproveita bem mais do dinheiro dela do que eu.
  • Revoltado  06/05/2021 14:32
    O que a donzela acima faz é comparar meia-dúzia de homens super bem-sucedidos com a fatia mais imensa da população feminina, sendo que, para cada homem considerado de sucesso, há 15 ou 20 que se encaixam como medianos/medíocres e mesmo fracassados.
    Uma boa leitura a respeito é o livro O Sexo Privilegiado, do historiador israelense Martin Van Creveld. Uma das melhores literaturas que pude usufruir anos atrás e vale a pena!
  • Emerson Luis  12/05/2021 15:32

    Além do que já foi respondido, uma mulher é obrigada a se casar?

    Se uma mulher escolhe se casar, ela não pode combinar como será o relacionamento?

    Cada um pese as alternativas, tome suas próprias decisões e negocie.

    O que muitas pessoas querem é só ter vantagens sem ônus.

    Em vez de darem um resultado igual ou se contentarem com receber uma recompensa proporcional ao seu resultado menor, querem que o Estado interfira para "igualizar" os resultados.

    * * *
  • Revoltado  12/05/2021 16:32
    Além do que já foi respondido, uma mulher é obrigada a se casar?

    Se uma mulher escolhe se casar, ela não pode combinar como será o relacionamento?

    Cada um pese as alternativas, tome suas próprias decisões e negocie.

    O que muitas pessoas querem é só ter vantagens sem ônus.

    ====E nisto as modernetes são experts! Sabem enrolar muito bem um homem desesperado por afeto, de modo que faz parecer que o infeliz em nada perde enquanto é o "sugar-daddy" não declarado da distinta. Na verdade, a relação "sugar daddy/sugar baby" é uma prostituição nomeada com anglicismos, tendo isto para mim. Quem quer envolvimento nesta, que ao menos sejam adultos, saibam o que fazem, de modo a não rolar uma "quebra de contrato". Tornei-me puritano do século XVII? Não, tanto que continuo relacionamentos com garotas de programa e travestis que atuam como profissionais do sexo. O que considero injusto é um sujeito ser parasitado, sem nem ao menos isto fazer parte da "transação verbal", recheada com falsas juras amorosas. Paga-se parceladamente recebendo um produto levemente alterado do que de fato vale.


    Em vez de darem um resultado igual ou se contentarem com receber uma recompensa proporcional ao seu resultado menor, querem que o Estado interfira para "igualizar" os resultados.

    ====Então? Não vivo dizendo que o Estado é o macho-alpha mor delas? Eis a razão, meu caro! O ente público em tela é simultaneamente o papai e amante latin-lover das modernetes. Se alguém porventura deseja contrair relacionamento romântico, tenha em mente que estará envolto em um "triangulo amoroso", ou mesmo em um "threesome", maliciosamente dizendo.
  • Jairo  05/05/2021 20:59
    O ponto principal é esse: quanto todos os outros fatores forem equalizados, quando as mulheres tiverem o mesmo interesse e dedicação que os homens ao estudo de ciências exatas e tecnologia(que costumam remunerar melhor), a mesma disposição para viagens, trabalhos perigosos, horas extras, a mesma propensão a correr riscos, a mesma resiliência diante de situações estressantes e desgastantes, somente aí será possível fazer qualquer tipo de análise sobre uma suposta disparidade injusta e preconceituosa de salários - antes disso é como comparar água e óleo e dizer que é injusto que os dois sejam diferentes.

    Entretanto, é evidente que essa equalização de fatores nunca vai acontecer, porque isso é um reflexo da natureza de cada gênero, o que é maravilhoso - a inteligência emocional das mulheres, a sua habilidade e sensibilidade pra lidar com idosos, com crianças, a capacidade única de ser o coração e a alma de um lar, o fundamento de uma família, tudo isso é infinitamente mais belo e precioso do que qualquer cargo, salário ou promoção.

    O problema é que as mulheres estão sendo doutrinadas há 40 anos por psicopatas raivosas que esvaziaram toda graciosidade da natureza feminina e dos dons verdadeiramente divinos de ser mãe, de ser o sustentáculo emocional da estrutura mais importante da civilização que é a família e substituíram tudo isso por uma busca insensata de igualdade que atenta contra a própria estrutura da realidade - o resultado é que as mulheres nunca estiveram tão infelizes, nunca consumiram tantos antidepressivos, nunca se sentiram tão solitárias, deslocadas e angustiadas.

    23% of women in their 40s and 50s take antidepressants, a higher percentage than any other group (by age or sex)
  • Renato  05/05/2021 21:05
    Esses 7% não explicados tem explicações simples.

    Pesquisas levam em conta os anos de escolaridade, graduações, pós-graduações. Mas não levam em conta as escolas. Mas as empresas levam.

    Setores de RH das grandes empresas fazem um pré-seleção de currículos por escola, e excluem de cara os profissionais oriundos das que têm fama de serem muito ruins. E colocam no topo os profissionais oriundos daquelas escolas que têm fama de serem muito boas.

    Ora, em muitas áreas, há predominância de homens nos cursos, e a predominância se acentua nas melhores escolas.
    Seria interessante um estudo que ordenasse as porcentagens de homens e mulheres nas faculdades, separando-as em classes (desde faculdades ruins até faculdades excelentes). Creio que isso explica muita coisa.

    Nas pesquisas atuais, uma pessoa com graduação e pós-graduação na Uniban é considerada mais qualificada que uma pessoa com graduação no ITA. Evidentemente que nenhuma empresa considerará assim.
  • Konnynchmann  05/05/2021 22:41
    Miriam Leitão é liberal até uma das duas coisas ocorrerem, ou as duas:
    - Os Estados Unidos adotarem uma política protecionista
    - O tema machismo surgir

    Esses liberais de araque do país são uma piada
  • Comentário Isento  05/05/2021 22:56
    Vale mencionar a diferença no raciocínio de homens e mulheres. O homem se concentra em uma só tarefa ao passo que a mulher mantém a concentração em diversos acontecimentos simultaneamente.

    Isso faz com que uma mulher média desempenhe melhor e mais rapidamente tarefas de dificuldade fácil e média, mas também a deixa desconcentrada para realizar tarefas de alta complexidade. Já um homem médio pode ser ineficiente nas suas tarefas mais fáceis, porém, pode se tornar altamente eficiente naquilo em que se especializou.

    Outra distinção: a mulher busca compreender e manipular as pessoas do meio social próximo em que vive (família, amigos, vizinhos). Ela vive no mundo das relações humanas. O homem procura dominar os objetos à sua volta. Ele vive no espaço geográfico.

    Por isso o melhor desempenho dos homens nas profissões e a falta de entendimento sobre as questões familiares. E vice-versa.
  • Humberto  05/05/2021 23:00
    Quer dizer que, por imposição política, começaremos a ver mulheres trabalhando (em grande escala) de:

    Caminhoneiro
    Motorista particular (com jornada "flexível")
    Auxiliar de carga de descarga (o famoso "chapa")
    Portaria do prédio
    Pedreiro
    Servente de pedreiro
    Carpinteiro
    Engraxate
    Limpeza de granjas, currais, abates
    Podas de árvores
    Denotação de explosivos e artefatos de uso em pedreiras
    Frentista de postos de combustíveis (trabalhando pela madrugada)
    Motorista de trator (sem ar condicionado e direção "queixo-duro"
    Motoboy/girl entregando pizza/lanche/dog/um monte de coisas na madrugada de São Paulo
    Manobrista de estacionamento
    Carvoaria
    Trabalhador de minas (lá dentro da mina)
    Na produção de aço e ferro, na "boca da fornalha" de sabe-se lá quantos graus Celsius
    Limpador de vidro de prédio (de 30 andares e do lado de fora)
    Manutenção de elevadores
    Eletricista de manutenção em redes de alta tensão (em cima dos postes e linhas de transmissão)
    Eletricista em geral
    Bombeiro hidráulico
    Guarda de trânsito (sabendo e orientando sobre todas as ruas da cidade)
    Salva-vidas em praias (principalmente as perigosas)
    Segurança particular
    Vigilante de carro forte
    Piloto de avião e demais aeronaves
    Pilotando caças aéreos da FAB
    Soldado do exército em conflitos (na linha de frente) no Oriente Médio ou outros lugares
    Grupo de ações especiais/choque da PM (enfrentando protestos, bombas, rojões, garrafadas)
    Operador/corretor da Bolsa de Valores
    Bombeiro Militar (pulando em rios, apagando incêndios, salvando vidas em penhascos)
    Professor de Física Quântica e outros cálculos extremamente complexos
    Operando com energia nuclear (nas bases reatoras)
    E todos os serviços instáveis, pesados, insalubres e periculosos existentes.

    E isso tudo tendo que:

    Trabalhar 35 anos para aposentar(!);
    Licença-maternidade igual aos homens (3 a 8 dias, dependendo do trabalho);
    Entender que direitos iguais = deveres iguais.


    Quanto aos homens, deveriam começar a:

    Arrumar a casa;
    Cuidar das crianças;
    Não aguentam mais nada!!!


    Há, também, uma infinidade de atribuições nas quais as mulheres superam os homens. E de longe. E esses fatos evidenciam que ambos se completam, tanto na vida afetiva, relações sociais, na vida profissional, acadêmica, bem como em toda a economia.
  • Daniel Silas  05/05/2021 23:03
    Sou pediatra e por alguns anos coordenei a escala de plantão de pronto-socorro de um hospital, isso foi na era antes do zap, quando o sms pro grupo era a melhor forma de comunicação rápida e em massa.

    Quando faltava médico, e obviamente eram os plantões noturnos os que mais frequentemente ficavam descobertos, eu perguntava pro grupo, a maioria de mulheres, quem poderia cobrir o horário.

    Todas as mulheres casadas e com filhos pequenos diziam que não podiam ajudar na escala por conta dos filhos.

    Mas, certa vez, a resposta mais insólita veio de uma colega que com frequência colaborava com esses furos, pois de certo modo estava precisando de dinheiro e cujos filhos tinham 3 e 5 anos de idade, mas 'naquela noite a babá não ia poder ficar com as crianças'. Perguntei se o pai não ficava e ela me disse que 'não tinha confiança em deixar os filhos sozinhos com o pai, sem a babá para ajudar, pois ele não tinha jeito de cuidar dos meninos', mesmo sabendo que crianças de 3 e 5 anos simplesmente dormem a noite toda.

    Ora, se uma médica, pediatra, no topo da pirâmide social tem esse tipo de postura intrafamiliar, imagino as mulheres em geral.
  • F.L.  06/05/2021 00:50
    Nunca entendi o motivo de criarem polêmica em torno disso. Esse é um assunto que não passa por um simples teste de lógica.

    Se as mulheres realmente ganhassem menos pelo mesmo trabalho , não haveria nenhum homem empregado.

    Por experiência própria, eu fui auditor e já passei por dezenas de empresas: NENHUMA tinha uma diferença salarial por gênero. Haviam, sim, por experiência, tempo de casa, méritos e por aí vai. E sim, com mulheres ganhando mais do que homens em várias ocasiões por estes motivos.

    Hoje eu estou em uma multinacional, já contratei diversas pessoas na minha área, e o processo é o mesmo: abro a vaga com o RH, eles analisam a remuneração, procuramos candidatos e fazemos a oferta dentro do estabelecido para o cargo. Nunca sequer foi cogitado algo do tipo "bom, se o candidato for homem, vamos pagar 5mil; se for mulher, 4mil". Isso simplesmente não existe.

    O que posso dizer é que, sim, é mais caro manter uma mulher como funcionária. Não falo nem das possíveis "saídas para cuidar da família", falo do que a empresa paga mesmo. Aqui, as funcionárias têm direito a cerca de R$600 por mês como auxílio-creche para cada filho de até 5 anos. Eu tenho filhos, o meu auxílio-creche é ZERO. Duas vezes por ano todas as mulheres da empresa saem e vão para um lugar fazer treinamentos e conferências sobre "mulher no ambiente empresarial", "a força das mulheres" ou coisa do tipo. Isso significa que a empresa está pagando o lugar, o transporte, as refeições, a consultoria do treinamento, ao mesmo tempo em que perde dias de trabalho destas funcionárias. Dia da mulher? A empresa distribui brindes que vão de flores a tablets para as funcionárias. Com todos esses benefícios, alguma mulher aceita um salário menor do que um homem?

    Essa "igualdade" tão pedida acaba levando ao efeito contrário. Ao invés de entender e aceitar que homens e mulheres são diferentes, fazem escolhas diferentes de profissão e carreira (cazzo, cada pessoa é diferente da outra) e que isso tem consequências, fazem um barulho enorme sobre algo que não existe na prática.

    O que existe, e é facilmente notado, são os gastos maiores que homens têm por (em teoria) serviços/produtos iguais. Alguém já cotou o seguro do mesmo carro com um homem como motorista e com uma mulher? Alguém já foi em um restaurante com preços maiores para homens?

    Se a resposta for "ah, mas homens correm mais riscos dirigindo, e também comem mais num restaurante, não dá pra comparar pq homens e mulheres são diferentes", vc está concordando com a tal diferença salarial. Se a resposta for "é, não deveria haver diferença", vc está aumentando o custo destas coisas para as mulheres.
  • Imperion  06/05/2021 16:44
    Não existe igualdade. Quem produz mais tem que ganhar mais. Nivelar quem faz com quem não faz é tirar de um pra dar pra outro.
  • anônimo  06/05/2021 08:04

    guerra dos sexos é busca por privilegios, a marta quer ganhar o salario do neymar, mas a marta nao gera publico igual ao neymar , nem patrocinadores , nem venda de camisas

    ainda sim, a marta ganha muito mais que a maioria das outras meninas, ninguem fala que a marta ganha mais que outras mulheres e o motivo é que vai alem de fazer o mesmo trabalho , apenas falam que o neymar ganha mais que ela pois é a parte que interessa pra narrativa

    se voce tem uma CEO com o maior vencimento entre as empresas do ramo , quero ver onde fica uma lei de gap salarial quando mulher recebe mais no mesmo cargo , segundo a nossa estupidez legislativa ela teria que perder salario , afinal , "igualar aos homens"

    como o hoppe ja disse , uma norma que gera conflito é perversao , quanto a repercussao em banania é mais do mesmo , gente estupida demais pra entender causa e consequencia ate por isso esse tipo de coisa vai pra frente , nossos legisladores saem como "´protetor de cuié"

    quando acaba a luz no meio da tempestade e vem o pessoal da companhia de luz subir no poste e religar nao vejo uma mulher, quando vao arrumar tubulaçao de esgoto na rua, nao tem uma mulher , mas pra vender roupa no shopping tem 500 ... mas claro , gap salarial ... bla bla bla
  • Revoltado  06/05/2021 16:41
    guerra dos sexos é busca por privilegios, a marta quer ganhar o salario do neymar, mas a marta nao gera publico igual ao neymar , nem patrocinadores , nem venda de camisas

    ainda sim, a marta ganha muito mais que a maioria das outras meninas, ninguem fala que a marta ganha mais que outras mulheres e o motivo é que vai alem de fazer o mesmo trabalho , apenas falam que o neymar ganha mais que ela pois é a parte que interessa pra narrativa

    ====Hoje, tudo é pretexto para se enfiar a tal "lacração"; de propagandas no YouTube antes do vídeo começar a inteligência artificial bancária ofendida com piadinhas ou acessos de raiva da parte dos clientes, cuja fama por provocar dor-de-cabeça em quem possui conta é famosa Brasil afora.


    se voce tem uma CEO com o maior vencimento entre as empresas do ramo , quero ver onde fica uma lei de gap salarial quando mulher recebe mais no mesmo cargo , segundo a nossa estupidez legislativa ela teria que perder salario , afinal , "igualar aos homens"

    como o hoppe ja disse , uma norma que gera conflito é perversao , quanto a repercussao em banania é mais do mesmo , gente estupida demais pra entender causa e consequencia ate por isso esse tipo de coisa vai pra frente , nossos legisladores saem como "´protetor de cuié"

    ====Os parasitas da política pensam apenas em poder. Apoiar tais asneiras significa maior fatia do voto feminino, podendo decidir uma eventual eleição, independente do cargo em disputa. Se alçar um estandarte vermelho então, é quase uma garantia que se elegerá, levando-se em conta quão emocionais as "cuié" são e pendem ao esquerdismo (a Esquerda inclusive é expert em trabalhar com emoções).

    quando acaba a luz no meio da tempestade e vem o pessoal da companhia de luz subir no poste e religar nao vejo uma mulher, quando vao arrumar tubulaçao de esgoto na rua, nao tem uma mulher , mas pra vender roupa no shopping tem 500 ... mas claro , gap salarial ... bla bla bla

    ====Apenas uma vez, e deve ter sido nos idos de 2006/2007, que vi uma mulher atuando como pedreira. As poucas mulheres que tenho visto usando um capacete quando muito se contentam em dar ordens e supervisionar seus subordinados pegando no pesado, casualmente todos com o cromossoma "xy".
  • Roberto  06/05/2021 08:07
    Toda essa discussão parte de uma premissa estúpida e interamente equivocada: a ideia de "mesma função" - qualquer um que entenda o mínimo do funcionamento de um ambiente empresarial sabe que NÃO EXISTE "mesma função" - ainda que formalmente a descrição do cargo seja a mesma, existe uma miríade de fatores que diferenciam dois funcionários: tempo na empresa, aptidões específicas, proatividade, disposição a assumir riscos e responsabilidades, e inúmeras outras.

    É uma insanidade achar que dois funcionários que ocupam o cargo X devam ganhar a mesma coisa sempre, por força de lei.
    Isso só pode partir da cabeça doente dos parasitas do legislativo e da justiça do trabalho, porque claro, no caso deles, todos os parasitas são iguais.

  • Askeladden  06/05/2021 10:13
    Demora os homens, fiquem só com as mulheres e recontrate os homens ganhando menos.
  • Samor  06/05/2021 12:47
    Demita, você quis dizer.
  • ANTONIO JORGE BARBOSA  06/05/2021 13:15
    O nosso parlamento deveria aprovar uma Lei, em que todos devem ganhar 25.000 dolares por mês. Demita-se o mercado.
  • Leonardo Pereira  06/05/2021 15:08
    O objetivo eh beneficiar os politicos novamente, aumentar o proprio salario e receber multa do estado por desigualdade salarial e os pobres ja sabem neh
  • Feministas nojetas  06/05/2021 16:56
    Essas feminazis não desistem dessa narrativa. Já foi refutado séc passado, mas insistem nisso.
  • Argentino  06/05/2021 19:12
    Conversei com um Argentino ele disse que o desabastecimento é muito pequeno e que a situação esta brava mas as prateleiras continuam cheia.

    Como o congelamento de preços e etc não aniquilou as prateleiras?
  • Caballo  06/05/2021 20:16
    Queda de 72% na oferta de produtos nos supermercados:

    panampost.com/marcelo-duclos/2021/04/02/control-de-precios-fracaso-en-argentina-hay-72-menos-productos-en-gondolas/

    Postos sem combustíveis:

    www.gazetadopovo.com.br/mundo/argentina-motoristas-enfrentam-horas-de-fila-para-abastecer/

    Situação invejável, né?

    Aliás, cadê aquela imprensa que dizia ter invejas dos argentinos, pois "lá sim tem presidente!"?

    Sumiram todos.


    P.S.: já ouviu falar em mercado negro? Já ouviu falar em ágio? Já ouviu falar em "por trás do balcão"?

    É exatamente isso o que permite que ainda haja produtos sendo vendidos lá (em troca de dólares, naturalmente).
  • Revoltado  06/05/2021 20:36
    Caballo,

    Falando em veículos, agora, no segundo maior país da América do Sul, quando solicitares o equivalente à nossa CNH, deverás submeter-se à doutrinação "empoderade" contra o "patriarcado". Não basta apenas não derrubar cones durante balizas.
    Quê tem a ver com guiar um automóvel bem? Só perguntando para os parasitas de Buenos Aires...

    Pesquisa na Internet que material farto a respeito não faltará.
  • Gustavo  06/05/2021 20:35
    A história registra 4 mil anos de controle de preços, todos terminaram exatamente igual, e ainda tem nêgo que jura que "desta vez será diferente"…
  • Argentino  06/05/2021 20:58
    Fonte: PanamPost. Amigo, assim não da. Não to defendendo controle de nada não, to só comentando que a escassez la não foi tão gritante como diziam ser. O governo interfere tanto na economia la e apesar de estar no limbo, as prateleiras estão cheias mesmo com fiscalização
  • Caballo  06/05/2021 21:45
    A sua fonte: "um conhecido me disse…"

    Tenta de novo.
  • SUS nem para o meu inimigo  06/05/2021 23:26
    enquanto o aumento dos custos não devorar a saúde financeira do produtor, tudo segue normal.

    Tão logo que os custos aumentarem e o produtor tiver que incorporá-los ao preço, porém, este, impedido de fazê-lo porque o Estado determinou um preço máximo de venda, não há outra escolha senão encerrar suas operações.

    Ninguém trabalha de graça e ninguém vai assumir prejuízo para o "bem comum".
  • Igor  07/05/2021 11:42
    Então imagino que homens e mulheres em funções obscuras de RH, nas quais elas são maioria, terão salários iguais?

    A propósito, o que explica tanta mulher em RH, o que fazem? Em minha experiência a maior parte do tempo é gasto fofocando ou fingindo se importar com problemas reais de relacionamento entre pares. Na prática, acho que esse departamento não serve ou não agrega nada (ao contrário do pessoal de departamento pessoal).
  • Eduardo  13/05/2021 17:00
    Exemplo prático e ao vivo do motivo de as mulheres terem de ter um salário menor que o de homens:

    Bolsonaro sanciona lei que determina afastamento de grávidas do trabalho presencial
  • Revoltado  13/05/2021 19:45
    Receio que as feminazis curtirão a idéia, porém sem muita gratidão ao chefe do Executivo, que, em que pese merecer defesa em relação à postura quanto à ditadura covidiana que tem se implantado pelo país, agiu como um bom gado mangina em favor do sexo privilegiado.
    Se quem tivesse sancionado o mesmo projeto vestisse vermelho, veríamos capivaras tecendo louvores a seu papai-amante-macho alpha, que conhecemos como Estado, devido a tal aprovação.


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