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Eis o responsável pela disparada dos combustíveis: o BC e sua política monetária ultra-keynesiana
Discutir ICMS e Pis/Cofins é totalmente positivo, mas é desvio de foco

Não há nenhuma escassez de petróleo no mundo. E isso é fácil de provar. 

Se houvesse escassez de petróleo, o preço do barril em dólares ou mesmo em franco suíço (a moeda mais estável do mundo) estaria na máxima histórica.

No entanto, eis a evolução do preço do barril do tipo Brent em dólares:

brentdolar.png

Gráfico 1: evolução do preço, em dólares, do barril de petróleo do tipo Brent

Para a comparação ficar completa, eis a evolução do preço do barril do tipo Brent em francos suíços:

brentfranco.png

Gráfico 2: evolução do preço, em francos suíços, do barril de petróleo do tipo Brent

Repare que, tanto em dólar quanto em franco suíços, o preço do barril de petróleo está muito longe das máximas. Com efeito, em dólar, o barril custa o mesmo que custava em 2005. Já em francos suíços, moeda mais estável que o dólar, o barril custa hoje o mesmo que custava em 2000.

Ou seja, não há o mais mínimo sinal de escassez de petróleo. Portanto, qualquer eventual carestia desta commodity em uma determinada moeda denota um problema da moeda, e não da commodity.

Com efeito, vejamos agora a evolução do preço do barril de petróleo do tipo Brent em reais. O gráfico abaixo simplesmente pega a cotação em dólares (gráfico 1) e converte pela taxa de câmbio vigente em cada data:

brentreais.png

Gráfico 3: evolução do preço, em reais, do barril de petróleo do tipo Brent

E aí agora você começa a entender por que os combustíveis no Brasil estão batendo recordes de preço.

O problema não está no preço internacional do petróleo. O problema está inteiramente em nossa moeda. Afinal, se o preço do barril de petróleo em dólar e franco suíço está no mesmo valor de mais de 15 anos atrás, porém, em reais, está na máxima histórica, então o problema não está com o petróleo, mas sim com o real.

O encarecimento dos combustíveis no Brasil, portanto, não se deve nem a alguma escassez de petróleo no mercado, ou a algum conluio entre russos e árabes, ou a alguma restrição da OPEP. Tampouco se deve a ICMS ou mesmo a impostos federais. É tudo uma questão de moeda.

O real está fraco. Ponto. Todo o resto é tergiversação.

Como a Petrobras é exportadora e importadora de petróleo, ela obviamente tem de seguir a cotação determinada pelo mercado internacional. Pelos seguintes motivos:

a) ela importa petróleo pelo valor da cotação internacional; logo, ela não pode revender gasolina abaixo da cotação internacional (senão teria prejuízo);

b) dado que ela exporta petróleo, ela não pode vender aqui dentro a preços menores que o da cotação internacional, pois, além de ser uma medida economicamente insensata, há o risco de gerar desabastecimento: dado que a Petrobras não abastece inteiramente o mercado interno, o qual também é suprido por importadores privados, se a Petrobras passar a vender abaixo dos preços de mercado, os importadores privados irão à falência e, consequentemente, faltará gasolina no mercado interno.

Ademais, há a crucial questão das refinarias. A Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado (isto é, transformado em gasolina, diesel etc.) no país. Vender estas refinarias é crucial para aumentar a concorrência no mercado. Sendo assim, qualquer medida de controle de preços teria consequências desastrosas para o mercado de refinarias. 

Se o governo controlar os preços da Petrobras, quem irá se arriscar a comprar uma refinaria para concorrer com a estatal? Quem irá comprar refinarias sabendo que o governo pode, a seu bel-prazer, simplesmente sair praticando controle de preços (reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras)? Isso inviabilizaria todo o empreendimento privado, trazendo enormes prejuízos e deixando este mercado ainda mais ineficiente.

Essas são as consequências de se ter todo um setor controlado diretamente pelo estado: total insegurança jurídica.

Contratos de gasolina, ICMS, Pis/Cofins

Para a análise ficar mais completa, peguemos agora a evolução do preços dos contratos de um galão de gasolina negociados no mercado internacional de commodities. 

Este é o valor que a Petrobras utiliza para precificar a gasolina que vende em suas refinarias.

Eis a evolução em dólares: 

gasolinadolares.png

Gráfico 4: evolução do preço, em dólares, de um galão de gasolina no mercado internacional de commodities

Surpresa nenhuma.

Agora, em francos suíços.

gasolinafranco.png

Gráfico 5: evolução do preço, em fracos suíços, de um galão de gasolina no mercado internacional de commodities

Mesma coisa. Os preços do galão de gasolina no mercado internacional de commodities estão no mesmo valor de 2005 (em dólares) e de 2000 (em franco suíço). E muito longe da máxima histórica.

Ou seja, não há qualquer sinal de escassez.

Agora, vejamos a evolução deste mesmo galão de gasolina no mercado internacional de commodities cotado em reais. 

gasolinareais.png

Gráfico 6: evolução do preço, em reais, de um galão de gasolina no mercado internacional de commodities

Máxima histórica absoluta e irrefragável.

Não se trata, portanto, de ICMS ou PIS/Cofins. Mesmo que estes impostos nunca houvessem existido, ainda assim petróleo e gasolina, em reais, estariam na máxima histórica. Sim, o valor nominal nas bombas seria muito menor, mas o preço estaria na máxima histórica.

O motivo? A moeda.

Um Banco Central ultra-keynesiano

Quem acompanha este Instituto não está surpreso com o comportamento dos preços dos combustíveis. O mesmo já ocorreu com os alimentos. A causa é idêntica.

Em resposta à pandemia de Covid-19 e às medidas de fechamento da economia efetuadas pelos governadores, o Banco Central, por meio do Orçamento de Guerra, adotou uma política monetária extremamente expansionista. 

Na prática, o BC adotou os preceitos da ultra-keynesiana Teoria Monetária Moderna: taxa básica de juros (Selic) ínfima (o que gerou juros reais negativos e menores que os da Suíça) e forte expansão monetária para financiar o aumento de gastos, na crença de que isso não geraria aumento de preços (pois, afinal, estamos em uma forte recessão e com alto desemprego).

O resultado foi uma profunda desvalorização cambial.

Para deixar bem claro: a carestia atual dos alimentos e dos combustíveis é resultado direto do aumento da moeda injetada na economia pelo Banco Central. A política monetária frouxa do Banco Central é a responsável direta pelo fenômeno.

O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa Selic e da oferta monetária (M1):

selicm1.png

Gráfico7: linha azul, eixo da direita: M1; linha vermelha, eixo da esquerda: taxa Selic

Observe que a relação é quase sempre inversa. Quando a Selic sobe, a expansão da oferta monetária sofre uma desaceleração. Quando a Selic cai, a expansão da oferta monetária acelera.

Essa forte expansão monetária em conjunto com juros reais negativos (a Selic a 2% é muito menor que o IPCA, que fechou 2020 em 4,52%) depreciaram fortemente o real. O dólar encareceu.

O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa Selic e da taxa de câmbio:

selicambio.png

Gráfico 8: linha azul, eixo da direita: taxa de câmbio (reais por dólar); linha vermelha, eixo da esquerda: taxa Selic

Observe que a relação é também quase sempre inversa. Quando a Selic sobe, a taxa de câmbio cai (ou pára de subir). Quando a Selic cai, a taxa de câmbio sobe.

A consequência é que o real foi a sexta moeda que mais se desvalorizou no mundo em 2020, tendo sido melhor apenas que potências como Zâmbia, Angola, Venezuela, Seychelles e Argentina.

É exatamente essa desvalorização cambial (linha azul do gráfico 8) que explica a disparada, em reais, dos preços do petróleo, da gasolina e do diesel.

O que fazer

O presidente Jair Bolsonaro, visando a reduzir o preço histórico dos combustíveis, anunciou que irá zerar os impostos federais sobre o diesel e sobre o gás de cozinha. Excelente medida, pois reduz o peso do estado sobre a economia. Ele também está pressionando os governadores a reduzir o ICMS dos combustíveis. Ótimo. Toda e qualquer redução de impostos é ótima, bem-vinda e deve ser apoiada. Quanto menos o estado confiscar do setor produtivo, melhor para os produtivos. Ponto.

Dito isso, é crucial o presidente entender que ele está apenas fazendo um paliativo. Ele não está atacando a causa do problema. O problema da disparada dos preços não está nos impostos federais ou estaduais (que sempre existiram). E suas críticas ao Confaz, embora válidas e corretas, passam longe de explicar os reajustes de preços nas refinarias.

Apenas para deixar bem claro: toda essa discussão sobre redução de impostos sobre os combustíveis é excelente e bem-vinda. Tomara que todos os impostos sejam zerados. Todo apoio a essa medida. Mas ela passa longe de ser a causa dos preços altos.

Toda a causa está na temerária gestão monetária feita pelo Banco Central. Sem que esta causa seja atacada, não há como os preços dos combustíveis voltarem a níveis civilizados.

Reduzir a expansão do M1 e elevar a Selic (para pelos menos 5%, pois só a partir deste valor voltaremos a ter juros reais positivos) seriam as medidas mais diretas e com mais garantia de resultados. É uma completa bizarrice um país como o Brasil, que não tem grau de investimento e cujas contas públicas estão em total descalabro, ter juros reais amplamente negativos e muito menores que os da Suíça. Na prática, o investidor paga muito mais caro pelo "privilégio" de emprestar seu dinheiro para o governo brasileiro do que para o governo suíço.

Qualquer outra medida que não passe pela gestão da moeda será inócua no longo prazo. 

"Ah, mas é politicamente inviável defender aumento de juros e redução da expansão monetária!", grita o leitor.

Pode ser. Mas este é o momento de o presidente mostrar que é durão e que realmente, como ele próprio diz, não está preocupado com popularidade.

Com efeito, pode algo ser mais impopular para um político do que alimentos e combustíveis em preços recordes?


autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Trader  19/02/2021 17:15
    Como eu disse em outro comentário, nesse imbróglio do preço dos combustíveis, é impressionante como absolutamente ninguém fala do Banco Central e da Selic. Ninguém!

    Nem a oposição, nem a imprensa, nem a diretoria da Petrobras e nem os próprios governadores, que estão sendo acusados de maneira um tanto injusta (ao que se sabe, nenhum estado aumentou o ICMS; e críticas ao Confaz também não explicam os reajustes nas refinarias).

    Não me lembro de ter visto na história um BC tão blindado quanto este. Aliás, nem é blindado; é incensado mesmo. Todos os anteriores sofreram críticas (alguns, por muito menos), exceto este.

    Na minha próxima encarnação, quero ser um Campos Neto: faço lambança à vontade, absolutamente ninguém me culpa por nada e todos ficam apontando dedo entre eles.
  • Observador  19/02/2021 17:23
    E vale observar como as presidências de Banco Central são cíclicas:

    Gustavo Franco: bom
    Armínio Fraga: péssimo
    Henrique Meirelles: bom
    Alexandre Tombini: pésimo
    Ilan Goldfajn: bom
    Roberto Campos Neto: péssimo

    Boa notícia: o próximo presidente do BC tende a ser melhor

    Péssima notícia: só ocorrerá em 2028
  • anônimo  19/02/2021 17:31
    É cíclico porque vem um e estimula artificialmente a economia (suja). Acaba a farra (preços sobem), o próximo tem quem fazer a faxina por causa dos excessivos gastos do governos anterior. Quando tá limpo, muda o governo e este vem de novo com expansão suja outra vez.

    Por isso os ciclos.

    A terceira via seria cortar estado e impostos e acabar com a burocracia pra parar com o desestímulo à produção. Mas essa opção não entrou em prática no brasil nos últimos 50 anos.
  • Humberto  20/02/2021 00:58
    Tô acompanhado aqui a repercussão na mídia e nas redes sociais da demissão de Castello Branco da Petrobras. Impressionante: absolutamente ninguém fala de Banco Central. Absolutamente ninguém atribui ao BC a responsabilidade pelo descalabro…
  • Carlos Alberto  20/02/2021 01:08
    Robertinho (Campos Neto) é, disparado, o cara mais blindado na história da República. Nunca ninguém teve um passe tão livre quanto ele. Muito menos um presidente de BC (a esmagadora maioria muito melhor do que ele; e todos criticados).

    Sério, qual o segredo? Seria o charme? Seria sua educação? Por que absolutamente ninguém o critica? Pergunta sincera. Alguma explicação tem de ter.
  • Vladimir  20/02/2021 01:14
    Para mim, a oposição não o critica por pura estratégia: não se critica o cara que está destruindo o inimigo. Eu, se fosse oposição, também faria o mesmo: ficaria quieto e o deixaria destruir o governo. É a estratégia mais inteligente. Jamais interrompa o inimigo quando ele está se autodestruindo.

    Já a mídia não fala nada porque é proibido criticar um BC que está reduzindo juros. É politicamente incorreto defender aumento de juros. Eu mesmo nunca vi um jornalista criticando o BC por não aumentar juros.

    Dito isso, o que eu realmente acho bizarro é que a oposição nem sequer critica o câmbio. Nem aponta as consequências maléficas. Isso realmente impressiona.
  • Robson Santos  20/02/2021 21:32
    O circo pegando fogo é muito melhor. Quem num papo furado vai ficar criticando câmbio se não for o automatizado da Ford?? O aumento decorrente no custo de vida é que vão discutir e fazer trolagem em qualquer blog. Oposição se esbalda com razão. E de brinde eles apoiam os setores beneficiados pelo câmbio tresloucado. É uma festa só. Com mídia se esbaldando e rindo. Esquerdista nunca foi tão feliz nesse país.
  • Vitor   20/02/2021 14:34
    Ngm critica pq essa ideia de juros negativos em épocas difíceis virou unanimidade. O cara está imitando Japão, Europa, EUA. É um mainstream populista, apelo duplo de "seguir o rigor técnico neoclássico" com o de realizar um sonho populista de juros super baixos.
  • Neymarape  20/02/2021 11:58
    Enquanto a petrobras for estatal, va ser usada por ingerência politica pra tampar buracos criados por incompetente
  • Ex-carioca  20/02/2021 12:35
    Campos Neto disse há algum tempo atrás que aumentaria o juros se os deputados soltassem mais auxílios sem contrapartida fiscal. Eu acredito que dessa vez vai, mas...

    Bolsonaro
    23:59 meu governo não vai fazer intervenção política
    00:00 general chimpanzé será o novo presidente do banco central

    Paulo Guedes deveria ter abandonado essa pocilga de governo junto com Mansueto, Salim Matar, Ueber etc seria o momento certo para sair. Agora, não apenas destruiu sua própria reputação como também fechou as portas para qualquer penetração liberal. Se provou tecnicamente fraco e submisso.
  • Marcos Rocha  20/02/2021 16:55
    Ué, mas toda a parte ruim se deve exatamente à implantação de suas ideias keynesianas-chicaguistas. Juros baixos (negativos) e moeda fraca é exatamente a sua cartilha. Ele sempre defendeu isso. Passou a vida xingando de "rentista" todo e qualquer poupador que colocava suas míseras economias na caderneta de poupança.

    Logo, não entendi você dizer que ele "deveria abandonar o barco", como se fosse vítima das suas circunstâncias. Ao contrário: tudo de ruim foi exatamente consequência das ideias keynesianas-chicaguistas dele, que foram implantadas pelo BC exatamente como ele sempre defendeu. Lembrando que foi Guedes quem escolheu toda a equipe do atual BC.
  • Vladimir  20/02/2021 17:01
    "Campos Neto disse há algum tempo atrás que aumentaria o juros se os deputados soltassem mais auxílios sem contrapartida fiscal. Eu acredito que dessa vez vai, mas…"

    Pode continuar acreditando…

    Todos os auxílios vieram sem nenhuma contrapartida fiscal. Daí a explosão do M1. Tudo foi pago com impressão monetária.

    Não subiu os juros quando a economia estava mais forte (outubro e novembro de 2020), não subirá agora que enfraqueceu.

    Esse atual BC já deixou claro que está olhando apenas o setor de serviços (que é o que mais emprega a população). Enquanto a inflação do setor de serviços estiver baixa, não subirão os juros. Combustíveis e alimentos que se explodam. Não são importantes. Enquanto o cabeleireiro e a manicure não estiverem aumentando preços, tudo ficará como está. Pouco importa se a gasolina for para 8 reais e a carne de segunda para 60 reais o kilo. O único preço que estão olhando é o do setor de serviços.

    Este Instituto está há mais de dois anos alertando que esta política cambial e de juros ultra-keynesiana iria dar merda. Agora já era.
  • Gabriel  20/02/2021 19:40
    "Paulo Guedes deveria ter abandonado essa pocilga de governo junto com Mansueto, Salim Matar, Ueber etc seria o momento certo para sair."

    Não entendi. Por que ele abandonaria um governo que deu total carta-branca para ele? Estamos nessa situação exatamente porque Guedes está colocando tudo que acredita em prática. Ele só não consegue aprovar projetos no congresso, mas aí são outros quinhentos. Aquilo ali só funciona na base do mensalão mesmo...

    No Banco Central, que é o culpado pela lambança toda, quem manda é ele. Roberto Campos Neto é um peão, quem apita é Guedes.

    "Agora, não apenas destruiu sua própria reputação como também fechou as portas para qualquer penetração liberal. Se provou tecnicamente fraco e submisso."

    Que reputação? Guedes sempre defendeu moeda fraca e juros negativos. Se esqueceu da fala da empregada indo para Disney?

    Conclusão: quem está acabando com o governo Bolsonaro é Guedes! Irônico, não? O "posto Ipiranga" e sua política no Banco Central estão afundando o governo Bolsonaro. O que elege e reelege presidente na América Latina não é o "apreço pela democracia", mas sim a economia.

    Pergunte ao FHC (não conseguiu fazer sucessor), Collor (impeachment) e Dilma (impeachment) como funciona.

    P.S.: Bolsonaro é nosso Macri, em todos os aspectos. O cara é um frouxo (igual Macri) e a economia está um lixo (igual Macri). Os hermanos já viveram esse filme e todo mundo sabe como termina.
  • Felipe  20/02/2021 20:27
    Concordo com quase tudo, entretanto ainda é cedo para comparar ao Macri, pelo menos na totalidade. Governo Macri foi péssimo, fez pouca coisa boa. Ele foi tão ruim que até o governo Temer foi melhor. Macri impôs controle de preços e controle de câmbio. No que parece, de fato, foi a subida do M1 em 2020 do governo Bolsonaro com relação ao Macri.

    Não houve a Lei de Liberdade Econômica (entre outras pequeninas reformas supply-side no governo Bolsonaro) no governo Macri. Aquilo realmente foi o buraco mesmo.

    De qualquer forma, eu realmente queria saber se alguém do governo Bolsonaro lê os artigos e os comentários, pois deveriam.
  • Osmani Pontes  22/02/2021 18:28
    Sim. Deve ser mto bom ser o Campos Neto. Responsável por todo esse caos, mas não ser tachado de culpado e ainda receber os louros de melhor do mundo e por "ter evitado queda pior do PIB" pelo juro baixo (sic).

    Tudo que tá acontecendo começa na taxa de juros fora do lugar desde abril do ano passado, quando insistiu em levar a Selic pra terreno negativo mesmo com grau de estímulo 3 p.p. abaixo da taxa neutra.

    Comprou a ponta vendida do carry pra moeda sob as bençãos de Guedes, que sempre defendeu política de real fraco. Meteu um Forward Guidance, tirou, mas continua sinalizando como uma pomba. Submisso ao Guedes, participa de bolão pra eleger presidente da Câmara e seus diretores falam demais em lives fechadas.

    Mas não para por aí. Em 2019, no fetiche trader de fazer preço médio, tentou baixar o cupom com a combinação de venda Spot e troca de swap por swap reverso. Entrou num mercado que funcionaria normalmente, baixou demais o cupom e afastou os bancos do mercado futuro, trouxe apostas de mais especulações no spot e perdeu no conceito original de reservas, já que assentava tudo na "posição cambial líquida".

    Quando reverteu o combo já era tarde. O real já tinha lambido e já antes da pandemia tava com preço descolado dos fundamentos, não acompanhando o movimento de liquidez global e juros baixos.

    Na pandemia, intervenções erradas, mal planejadas, imprevisíveis e a política monetária gerando todo tipo de pass-through. Quando os preços em dólar subiram lá fora, o câmbio não devolveu caindo e seguindo termos de troca. Não só subiu, como subiu mais. Inflação vista como temporária se alastrou e incomodou o governo, que agora começa a intervir.

    Aí vêm expectativas de novas altas de juros, agentes põe na inflação implícita, antecipam prêmios e o Tesouro arca.

    Lembrando que expectativa é canal de transmissão e só isso já aumenta ainda mais a inflação ou faz os agentes saírem do país caso BC não haja. Mais depreciação.

    Àqueles que clamam que a culpa é do fiscal não devem saber que isso é variável do juro neutro que o BC estima; e outros países com fundamentos piores não têm moeda tão ruim porque os BCs respectivos estão com o juros compatíveis com o quadro conjuntural.

    Já o que chamam os críticos da atual política monetária de "viúvas da CDI" são cínicos porque na verdade defendem isso desde junho, quando, segundo eles, havia só o "risco" de dominância fiscal (o que deveria, ao contrário, levar o BC a se antecipar a tal cenário e agir a tempo). São culpados também.

    Mas a culpa principal é da gestão desastrosa do Sr. Campos Neto. Péssimo na política cambial de 2019, que trouxe toda a pressão cambial; caótico nas comunicações da gestão cambial em 2020; e pavoroso, errado e irresponsável na monetária desse ano.

    Agora, os economistas que defenderam essa desgraça (todos os keynesianos e também os ortodoxos chicaguistas) precisam ser responsabilizados. Mais cedo ou mais tarde serão. Que o circo pegue fogo. Falta de aviso não foi.
  • Mauricio Campos  21/02/2021 16:08
    Acho o artigo brilhante. Informações precisas, fundamentação consistente e senso comum gritante. Contudo, a pergunta que fica em minha mente eh a seguinte: o Fed e o BCE foram ainda mais Keynesianos ... dessa forma, pq là tb o preço real dos combustìveis não alterou? Em que pese sejam moedas mais fortes pq o preço real não moveu pra cima tb ?
  • Marcos  21/02/2021 16:52
    É claro que aumentou. Vide a extremidade da direita dos gráficos 1 e 4. Aumentou bastante. Só não está no ápice histórico.

    Por que não? Porque tais moedas, ao contrário do real, têm demanda mundial.

    Pergunta já feita e já respondida aqui:

    www.mises.org.br/article/3331/eis-o-responsavel-pela-disparada-dos-combustiveis-o-bc-e-sua-politica-monetaria-ultra-keynesiana#ac268802
  • Globolista  19/02/2021 17:32
    Bahhh, Chafurdeg e Somy Engana sempre falam isso em rede nacional..
  • David  19/02/2021 17:39
    Sardenberg e Samy Dana criticam o BC em rede nacional e pedem elevação de juros? Duvido muito. Mande um link, por favor.
  • Memória boa  19/02/2021 17:35
    Como disse um leitor aqui, é incrível como o Brasil sempre repete a mesma história.

    Uma moeda doenteuma estatal de petróleo e um estado controlando o setor de combustíveis entram no bar...
  • Felipe  19/02/2021 20:03
    Obrigado pela homenagem.
  • Rafael  19/02/2021 17:38
    Esses preços na foto do artigo ainda tão uma pechincha. Aqui no interior de MG (zona da mata), a gasosa tá R$ 5,57 e o diesel tá R$ 4,26
  • Régis  19/02/2021 17:41
    O lado positivo de tudo isso é que a Teoria Monetária Moderna será definitivamente desacreditada. Assim como Dilma enterrou o keynesianismo clássico (que defende gastança e créditos de bancos estatais), o atual BC está enterrando a tese de que impressão monetária, mesmo em uma forte recessão, não gera aumento de preços.

    Algum dia, daqui a algumas décadas, o pessoal descobre a Escola Austríaca…
  • Vladimir  19/02/2021 17:48
    A Teoria Monetária Moderna é ainda pior do que isso: ela afirma que imprimir dinheiro não gera aumento de preços nem mesmo se a economia estiver bombando.

    Agora pense: se, em uma forte recessão e com alto desemprego, os preços dispararam, imagine então se a economia estivesse normal?
  • robson santos  19/02/2021 18:51
    O caminho aberto para uma nova narrativa: o atual governo deturpou a teoria monetária moderna.
  • WMZ  19/02/2021 19:14
    Ela diz que imprimir dinheiro não aumenta a inflação se a capacidade ociosa estiver alta.

    É claro que não faz nenhum sentido: Quais são produtos inflacionados ? Quais são os produtos que terão a produção reativada? Os produtos da "produção reativada" coincidem com os produtos inflacionados? Ao menos, eles podem ser exportados para que a aquisição dos produtos que estão inflacionados seja pela importação? Como que fica o câmbio?

    Eles falam que a capacidade brasileira está ociosa mas qual é a qualidade dela ?
  • Trader  19/02/2021 18:43
    O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,56% (de fevereiro de 2020 a janeiro de 2021). O próprio Banco Central reconhece que em maio agora o IPCA acumulado em 12 meses estará acima de 6%, muito acima do teto da meta (que é de 5,25%).

    Lembro-me de vários keynesianos e defensores da Teoria Monetária Moderna vindo aqui dizer, ainda em meados de 2020, que as impressões de moeda feitas pelo Banco Central não trariam carestia nenhuma e que o IPCA de 2020 ficaria abaixo de 2%.

    Eles sumiram.
  • Gabriel M  19/02/2021 23:15
    Falando nisso, que fique registrada essa previsão super certeira:

    youtu.be/aLsyo1xGT9g

  • Leitor Antigo  19/02/2021 23:26
    Haha, esse é um vídeo a ser guardado para toda a posteridade. Aliás, o conteúdo dele foi analisado (e destroçado) aqui.
  • weberth pereira  19/02/2021 17:49
    O que derruba presidentes no Brasil se chama inflação... Já li essa frase antes e faz todo sentido olhando a história, a única coisa que deixa brasileiro descontente é tudo estar caro.
    Bolsonaro está brincando com fogo, ele acha que sua popularidade histórica pode salva-lo de um chute na bunda. Talvez ele realmente não entenda nada sobre economia, mas duvido.
    O estado já coaptou bolsonaro, ele não vai entregar as grandes privatizações prometidas.
    No começo eu cai no papo de que a culpa era do congresso, que ele queria mas outros não o deixavam.
    Mas depois ficou claro que ele não tinha mais interesse em privatizar, diminuir o estado. Era cargo por voto na cara dura mesmo.
    Ele faz parte do estado e não vai diminuí-lo.
    O covid fez os políticos (Bolsonaro ainda tentou não fechar o Brasil) fazerem as medidas mais burras da história. Fechar a economia e imprimir dinheiro a rodo.

    Agora somem isso tudo ( Crise econômica da Dilma + desvalorização da nossa moeda + fechamento dos comércios + demissões + dinheiro sendo impresso sem parar.....)
    A tempestade perfeita está formada.
  • Vladimir  19/02/2021 17:57
    Sim, o que derruba presidente e o que define eleição no Brasil é e sempre foi inflação. Escolha qualquer eleição de qualquer ano. O sujeito foi reeleito ou seu partido foi enxotado por causa da inflação.

    Desemprego está em um distante segundo lugar.

    Ademais, com a Lei da Liberdade Econômica, e com cada vez mais desempregados virando autônomos, inflação será cada vez mais o definidor. Se Bolsonaro entregar inflação baixa e moeda forte (ainda dá), é reeleição garantida. Porém, o tempo está se esgotando e tal cenário está ficando cada vez mais distante.

    Se continuar com esse keynesianismo destrambelhado, e dependendo do que ocorrer com alimentos e combustíveis, Ciro vai dar trabalho.
  • Bernardo  19/02/2021 18:02
    E Lula? Haddad?
  • Vladimir  19/02/2021 18:10
    Lula até tem chance, mas será difícil pela lei da Ficha Limpa. Já Haddad não tem chance nenhuma.

    Brasileiro já deixou claríssimo que não vota em mauricinho e nem em almofadinha.

    Collor não era nem mauricinho e nem almofadinha. Vide seus vídeos da época. Ele vivia aparecendo todo suado e desgrenhado no meio do povão, cumprimentando, abraçando e beijando (e sem fazer cara de nojo). Tanto é que os pobres votaram maciçamente nele.

    FHC em 1994, ao contrário de hoje, tinha enorme apelo popular. Fazia pose de mulato e dizia que tinha "um pé na cozinha". Andava com desenvoltura no meio do povão.

    Em 1998 já estava bem mais elitizado, mas com um IPCA de 1,65% ao ano, jamais perderia aquela eleição.

    Em 2002, Serra era o almofadinha. Tomou vareio. Em 2006, foi Alckmin. Um passeio total. Teve menos votos no segundo turno do que no primeiro. Em 2010, Serra leva outro vareio, e de Dilma, uma candidata completamente esculhambada.

    Em 2014, Aécio perdeu por pouco. Ele jamais venceria a eleição (pois é almofadinha), mas a inflação em ascensão quase custou a reeleição de Dilma. Pouco mais de um ano depois, com a inflação fechando o ano em 11%, ela caiu. Surpresa nenhuma.

    Temer assumiu e, mesmo sendo a mais perfeito definição do almofadinha elitista, entregou moeda forte e inflação baixa, que é o que interessa. Ninguém conseguiu mobilizar um mísero ato de rua contra ele, por mais que os institutos de pesquisa jurassem que ela era o "presidente mais impopular da história" (se fosse verdade, PT e Ciro, que eram oposição, iriam para o segundo turno).

    Em 2018, mesmo com toda a mídia jogando contra, o demonizado Bolsonaro passeou em cima dos mauricinhos e almofadinhas Haddad, Amoedo, Alckmin e Meirelles.

    Por tudo isso, quem tem chances reais contra Bolsonaro em 2022 são Ciro e Lula. Esqueçam Huck, Dória e Haddad. Chance abaixo de zero.
  • anônimo  19/02/2021 18:30
    Temer era bem impopular na verdade, tanto é quê até hoje ainda tem um monte de "Fora Temer" escrito nas paredes das grandes cidades, na primeira metade do mandato dele á popularidade dele tava boa, mas só foi acontecer aquele famoso escandalo um tanto quanto ridículo quê a midia começou á apredejar ele, mesmo assim ele ainda conseguiu se safar do impeachment.
  • Saudoso Libanês  19/02/2021 18:43
    O governo Temer foi quase que uma miragem. É aquele tipo de governo que só abençoa um país uma vez a cada geração.

    O primeiro ano de governo, de maio de 2016 a maio de 2017, foi espetacular. A economia estava lisa. Tudo arrumadinho. Tudo se encaminhando perfeitamente.

    O dólar, após bater em R$ 4,24 no fim do governo Dilma, estava a R$ 3,05 e caindo. O IPCA estava desabando (seria negativo em junho de 2017, coisa de Suíça).

    Os investimentos estavam voltando e o desemprego começava a cair. As taxas de juros de longo prazo estavam em queda livre. A reforma trabalhista e a terceirização estavam a pleno vapor.

    E, para completar, o teto de gastos — a mais espetacular medida econômica da história recente — já tinha sido aprovado.

    Pela primeira vez desde meados da década de 1990, a economia brasileira dava inequívocos sinais de que "agora, sim, finalmente vai".

    Mas aí veio aquele filha da puta do Janot, que claramente era contra a reforma da Previdência (tanto é que o indigitado correu e se aposentou pelo teto, e recebe hoje módicos R$ 37 mil), e, em conluio com Marcello Miller (outro escroque confesso) e toda a imprensa (insatisfeita por não ter o que criticar), saiu atirando suas "flechas de bambu", com a explícita intenção de derrubar Temer (utilizando o ridículo "escândalo" do Joesley Day).

    Hoje, aliás, já se sabe que todo esse golpe foi planejado à sorrelfa, em obscuros botecos de Brasília, com os covardes se escondendo sob ridículos óculos escuros. (Como se esquecer daquela cena patética?)

    Foram três tentativas de impeachment sem nenhum fundamento.

    Desde então, todos os indicadores econômicos pioraram e tudo se perdeu. Em 2020, então, com o Corona, absolutamente tudo foi pro vinagre.

    Esses dois (Janot e Miller) são os principais responsáveis pela derrocada da economia, e tudo porque eram abertamente contra a Reforma da Previdência, pois pensavam apenas em suas faustosas e nababescas aposentadorias. Não fosse por eles, Temer seria tranquilamente reeleito.

    Ainda irei urinar em suas covas.
  • Gustavo  19/02/2021 18:45
    "tanto é quê até hoje ainda tem um monte de "Fora Temer" escrito nas paredes das grandes cidades"

    Os "Fora Temer" eram escritos por militantes pagos pelo PT (que, à época, ainda estava cheio da grana roubada das estatais). Nenhum trabalhador ou pobre saiu às ruas para fazer essas pichações.

    Não confunda militância paga com genuíno desejo da população. Tanto é que hoje você dificilmente encontra alguém que diga que o governo Temer foi "muito ruim".
  • Felipe  19/02/2021 20:13
    Temer era um governo impopular, mas com ele que tivemos um real relativamente forte e estável. Foi só em 2018, quando eles exageraram na redução da SELIC (enquanto nos EUA estavam elevando os Fed Fund Rates), que houve protesto contra ele, por causa da forte desvalorização do real (e que refletiu nos preços dos combustíveis).
  • Felipe  19/02/2021 20:22
    Collor também era muito carismático. Olhando os candidatos em 1989, realmente era difícil alguém vencê-lo. O Lula ainda estava preso na URSS. Se ele tivesse dolarizado a economia, certamente seria reeleito. A hiperinflação e os confiscos de poupança acabaram com o mandato dele.

    O FHC entregou sem igual uma estabilidade monetária. Em 1998 ele seria reeleito no primeiro turno, recebendo muitos votos inclusive da região Nordeste. Morreu o câmbio atrelado, morreu o PSDB nas eleições. O Serra era contra aquilo de bom que o FHC fez.

    E, de fato: candidato à presidência não pode ser frouxo, ainda mais com a polarização de hoje e com tanta gente envolvida com política. O Ciro é um caso bastante interessante: apesar de seus discursos heterodoxos, a sua família no governo do Ceará implantou medidas de austeridade.
  • Diogo  19/02/2021 21:46
    Pode até ser. Mas esse cangaceiro eu dispenso.
  • Felipe  19/02/2021 22:53
    "FHC em 1994, ao contrário de hoje, tinha enorme apelo popular. Fazia pose de mulato e dizia que tinha "um pé na cozinha". Andava com desenvoltura no meio do povão."

    E não é que encontrei mesmo? Vejam essa notícia de 1994, onde ele falou que era um mulato com pé na cozinha.
  • Livre  22/02/2021 12:18
    PT só volta se houver fraude. Há uma variável que não havia no passado... a internet e informação descentralizada. Duvide ou não, o ipitchman da Dilma, e todas as mudanças que surgiram hoje e até a eleição do Bolsonaro se deu graças a internet e o contraste de opiniões que era impossível antes. O próprio instituto Mises não tinha chance alguma antes da internet e qualquer coisa sobre livre mercado jamais teria atingido o governo, mesmo que de forma falsa e populista, se chegou lá é porque políticos estão explorando uma demanda que realmente foi suficiente para pô-los lá, ainda que sabemos, eles não vai cumprir. Não importa o que políticos fazem sobre, o ponto é, isto é um retrato de como o pensamento do povo está se modificando. Não duvido que hajam recaídas socialistas no meio do caminho, mas acho que por hora é mais provável que isso ocorra por fraude eleitoral.
  • anônimo  19/02/2021 18:08
    Mas ele não entende muito de economia mesmo, parece quê quem ensinou ele alguma coisa foi o Guedes.

    Acho praticamente impossível ele do nada começar á criticar essa política keynesiana do BC, ele provavelmente acha quê á culpa é dá Petrobrás e dos governadores, e diminuiu impostos para melhorar á situação no curto prazo.

    Mas vamos pelo lado positivo: Pelo menos ele está reduzindo impostos e burocracias (O mercado espera quê pelo menos á reforma tributária seja aprovada até no fim do mandato dele), só falta as privatizações quê ele tanto prometeu mas ainda não vieram, quando esse BC for finalmente trocado e entrar um mais sensato no lugar pra corrigir todas as lambança, á economia vai poder crescer mais livremente.

    Só espero quê não surja algum político sem vergonha pra substituir ele e cagar tudo, se figuras como Ciro, Boulos ou haddad subissem no poder seria um desastre.
  • WMZ  19/02/2021 18:56
    Mas as exportações estão bombando, ou seja, era para a fraqueza do dólar (ou fortaleza, depende), que nos obriga a gastar mais moeda americana para comprar produtos importados, ser compensada pelo aumento das exportações.

    Porém, as divisas arrecadadas pelo setor exportador não estão sendo "internalizadas", ou seja, os produtores estão deixando os dólares no exterior fazendo com que os importadores não tenham acesso às moeda moeda americana para importar. Mas por qual motivo? Porque os exportadores não querem trocar os seus dólares pelo real inflacionário e pelos títulos de curto prazo que não estão rendendo nada.

    Então, qual seria a solução?

    Estatizar todo setor agroexportador para que a alocação das divisas conseguidas em prol da importação não passe pelo entrave de "ter que atender os interesses dos exportadores em primeiro lugar"

    O Brasil vai produzir soja, vender e os dólares obtidos ficarão prontamente à disposição dos importadores de petróleo, de medicamentos e de insumos agrícolas.

    Seria socialismo se não tivesse nenhum fundamento racional ou prático, se fosse apenas mais uma daquelas ideias fofinhas, sem sentido e prejudiciais (ao contrário das aparências) que só serve para arrebanhar eleitores para políticos esquerdistas.
  • Vladimir  19/02/2021 19:09
    Cuidados com as ironias… vai ter gente achando que é sério.

    Sim, as exportações, principalmente as do agronegócio, seguem batendo recordes.

    Só que os exportadores não estão "internalizando" os dólares recebidos — ou seja, estão preferindo manter os dólares lá fora do que convertê-los em reais.

    Isso é notável pela diferença entre o volume físico exportado e o volume de dólares internalizado. Na prática, apenas 50% dos dólares foram internalizados.

    Em minha opinião, a grande responsável por isso é a Selic. Com juros reais negativos, exportador não tem motivo nenhum para converter dólar para real e perder para a inflação.

    Lambanças do Banco Central.

    No entanto, a boa notícia é que isso é facilmente corrigível: uma elevação na Selic para acima do IPCA já imediatamente reverteria todo esse estrago.

    E, antes que gritem que isso irá "dilapidar as contas públicas", duas considerações:

    1) Boa parte da dívida está em títulos atrelados ao IPCA. Quanto mais alto o IPCA, maior a despesa com a dívida. Logo, juros reais negativos são muito mais caros do que parecem;

    2) Selic mais alta imediatamente manda o sinal de menor tolerância com a inflação. Consequentemente, taxas de juros de longo prazo caem. Governo gasta menos com a dívida.

    Atualmente, mesmo com a Selic nas mínimas, os juros de longo prazo estão muito maiores do que estavam em 2019, quando a Selic era de 6,50% e a inflação estava controlada.

    Keynesianismo custa caro.
  • Felipe  19/02/2021 20:11
    O Trader disse semanas atrás de que a redução dos juros influencia por volta de 40 % da dívida, já que ela está atrelada em títulos indexados à SELIC, reduzindo alguma despesa, se não me engano. Eu não encontrei o comentário, então eu me desculpo em caso de qualquer erro.

    De qualquer forma, a redução nas despesas com juros foi ínfima: o gasto com juros foi de R$ 312,427 bilhões em 2020, enquanto em 2019 foi de R$ 367,282 bilhões. Isso não paga nem o Ministério da Saúde.

    E qual foi o ganho? Nenhum. A moeda afundou, o déficit do governo explodiu de qualquer jeito, assim como a dívida bruta. Comparem com o México, que ainda tem grau de investimento. Obrador está dando uma aula de austeridade para a equipe econômica do Brasil.
  • Vladimir  19/02/2021 21:54
    Exato. Até hoje tem inocente que acredita que redução da Selic reduz a dívida pública.

    Fatos:

    1) Grande parte da dívida pública está em títulos atrelados ao IPCA, que pagam inflação mais uma parte prefixada. Se a Selic baixa elevar a inflação, a dívida aumenta. Se a Selic baixa elevar as expectativas de inflação, as taxas prefixadas aumentam, e as despesas com a dívida aumentam.

    2) Igualmente, há também títulos prefixados. Estes também variam de acordo com a expectativa futura de inflação. Reler o item 1.

    3) Há também títulos que pagam juros semestrais, tanto prefixados quanto atrelados à inflação. Os prefixados pagam 5% por semestre. Sempre. Os atrelados à inflação pagam o IPCA do período (semestre) mais 2,95%. Ou seja, também não podem ser reduzidos por uma redução na Selic.

    4) No final, apenas os títulos realmente atrelados à Selic são influenciados. No caso, não é que eles passam a pagar menos. O que ocorre é que as despesas com eles passam a aumentar a uma taxa menor. E só. E mesmo assim, é necessário sopesar os efeitos acima para ver se compensa. Na situação atual, claramente não compensou.
  • anônimo  19/02/2021 21:45
    O que impede de entrar o dólar exportado é que o governo tem subsídios nas exportações, o que desvaloriza ainda mais o real e aumenta ainda mais as exportações.

    Exportação tem que ser nas bases do livre mercado, não com subsídio, pois pagar o subsídio é inflacionário. Em situações assim o dólar foge do pais, e não o contrário.
  • Vladimir  19/02/2021 19:11
    Mas eu confesso que seria divertido um setor exportador estatizado. Iriam exportar só capim e alfafa (não teriam competência para produzir mais nada) e não haveria divisa externa nenhuma. Vide Cuba.
  • WMZ  19/02/2021 19:51
    É óbvio que eu fui irrealista, já que tal medida teria elevados custos políticos, mas veja:

    1)Seria o fim dos baderneiros do MST
    2)Seria o fim do lobby ambientalista
    (ambos só ganham por estarem dentro daquela retórica de "lutar contra empresários gananciosos")

    3) O Estad0 não iria produzir alfafa (leguminosa de luxo, caso não saiba) pois deve-se levar em conta que os importadores estrangeiros são extremamente exigentes (ao ponto de serem insensatos). Se os produtos não estiverem dentro do rigoroso padrão que eles adotam, eles simplesmente mandam de volta todo o carregamento. Para se ter uma noção, por causa de qualquer suspeita de doença, os europeus já mandaram descartar um carregamento inteiro de carne e os muçulmanos exigem que o abate seja realizado por abatedores islâmicos e seguindo os dogmas do islã.

    O único risco que eu imagino é o típico risco do Estado estatizar...se acomodar...parar de produzir...funcionário público ganhando muito...se exporta ou não exporta, não interessa pois não há riscos de prejuízo...terra parada...politicagem e mais politicagem para mudar qualquer coisa (desde o nome das vacas)...enfim, parece que foi uma ideia tola, ainda mais numa democracia.

    Talvez a criação de um "título especial" com uma "rentabilidade especial" só para os exportadores solucionaria as coisas.
  • ninguém  19/02/2021 22:53
    Seguindo o prezado Vladimir...

    1 - Pelo contrário, seriam em numero maior, agora contra o governo exportador capitalista, que pra acalmar provavelmente iria criar o bolsa sem terra, pago por quem? Essa vou deixar pra você responder.

    2 - Pelo contrário, seria em maior número, agora contra o governo exportador capitalista, acalmados a base de propina, pago como? Isso mesmo, por nós.

    3 - O estado não iria produzir capim, quem iria produzir capim seriam os empresários do cartel do capim.
    Esses empresários pagariam a campanha dos seus políticos, que além de receberem propinas regulares, ainda estariam comprados em ações do agro CAPIM-BOV-101. Olha a dica pra investimento ai. kkk.

    Seria criado o ministério do capim, a ANCAPIN, pra regular o mercado eh claro, secretarias no âmbito federal, estadual e municipal. Muitos empregos seriam gerados. kkk.

    Como o cartel não iria conseguir exportar nada, pois ninguém quer capim, iria ficar estocando capim nos portos até apodrecer. Na calada da noite, o capim então seria jogado no mar. Haveria desequilíbrio no bioma marítimo, mais ambientalistas iriam aderir à causa contra o estado exportador capitalista e seriam acalmados, eh claro, com mais propina. Tudo isso à custa de quem? É, nós mesmos.

    Conclusão
    - As safras, sem dúvida, seriam recordes.
    - Donos de armazéns portuários ficariam bilionários.
    - Provavelmente os peixes que comem capim, iriam gostar. Existem peixes que comem capim?

    Iria funcionar, até o dia em que a conta por toda essa farra, iria chegar.
  • Felipe  19/02/2021 20:12
    Acho que nem capim teria. Na Venezuela, que nada em petróleo, eles precisam do Irã para conseguir gasolina...
  • Ex-microempresario  19/02/2021 20:44
    Quer saber como é uma exportadora estatal? É só ver a Vale antes do FHC.

    Conheci um engenheiro que trabalhou lá naquela época. Segundo ele, um caminhão pesado (que custa uns dois ou três milhões de dólares) era usado por um ano e depois sucateado, mesmo que estivesse em bom estado. E o tal engenheiro, claro, achava o máximo: "isso que é planejamento".
  • Gredson  19/02/2021 19:11
    E sabe por que não vão parar de desvalorizar o Real? Porque o funcionalismo público vive dessa desvalorização. Se não houver impressão louca o salário privilegiado deles não chega.
  • Carlos Brodowski   19/02/2021 19:15
    É um bom ponto. Salários do funcionalismo causam déficits. Em um cenário de queda na arrecadação, como em 2020, se não há redução dos salários dos funças, ao menos uma parte virá da impressão monetária. Outra virá do endividamento. O Orçamento de Guerra foi exatamente para acomodar esse descalabro.
  • anônimo  19/02/2021 19:37
    A questão é, os EUA também injetou insanamente moeda na economia. Por que não vemos lá o mesmo descalabro?
  • Marcos  19/02/2021 19:51
    Porque a moeda deles é mundialmente demandada, um pouquinho diferente do real…

    Por que há uma escassez de dólares no mundo apesar das maciças injeções do Fed?
  • Felipe  19/02/2021 20:00
    - Porque o dólar é a moeda internacional de troca e de reserva;
    - Nem todo o dinheiro criado foi diretamente para a economia;
    - O lastro do dólar americano está em seu histórico de padrão-ouro e num país que nunca teve hiperinflação (nunca mesmo, pode ver a história) e em sua população extremamente produtiva e altamente capaz de criar riquezas;

    No Brasil, apenas veja o nosso histórico de trocas de moedas.
  • Otário  20/02/2021 01:01
    Não será por muito tempo. Mas ainda é uma moeda forte, numa economia enorme.

    Francos suíços são mais fortes, mas o país é pequeno.
  • Pensador Libert%C3%83%C2%A1rio  19/02/2021 19:46
    Autonomia do Banco Central foi uma medida boa ou será mais uma furada tupiniquim? E a lei do câmbio que prevê pessoas físicas investirem e possuírem contas em dólar,mesmo residindo no Brasil guaranil.
  • Trader  19/02/2021 19:53
    Será positivo em eventuais futuros governos desenvolvimentistas — caso realmente se mantenha fiel à futura meta de inflação de 3,25%.

    Assim, ele ao menos freará aventurismos.

    Infelizmente, não fará diferença nenhuma hoje: o BC já se encontra capturado pela Fazenda e está fazendo política fiscal (o contrário do que manda sua autonomia), mas não está fazendo nada de legalmente errado simplesmente porque a meta de inflação é alta.
  • Paulo  20/02/2021 00:48
    Com bancos estatais, essa suposta independência pode ser furada;
    Quem lembra da Dilma mandando bancos estatais soltarem crédito na economia.

    O BC teria de subir juros de forma intensa para tentar fazer os privados pisarem no freio. E essa política poderia sofrer atraso (mesma história do governo PT)..

    Duvido muito da efetividade com bancos estatais concentrando boa parte do crédito. Mas é algo que ainda vamos ver
  • Felipe  20/02/2021 01:56
    Autonomia e independência são coisas (um pouco) diferentes.

    Exemplos de bancos centrais autônomos: Banco Central de México, Banco Central de Reserva del Perú e Banco Central de Chile. Alguns exemplos de bancos centrais independentes: Federal Reserve System, Banco Central Europeu, Bank of England, Saqartvelos Erovnuli Banki (Geórgia), Balgarska narodna banka (Bulgária) e Schweizerische Nationalbank (Suíça).
  • Neymarape  20/02/2021 12:00
    Credito subsidiado estatal anula qualquer politica de juros do bc. Ja aconteceu.
  • ze das couves  19/02/2021 20:13
    Como presidente, minhas primeiras ações serão:

    - estabelecimento do padrão ouro para o Real;
    - diminuição da carga tributária;
    - desburocratização;
    - privatização.

    Meu nome é Zé das Coooooooooooooouves!!!!
  • rraphael  19/02/2021 23:10
    a chance do ciro guedes mexer nessa SELIC é quanta ? zero ? menos ?
  • Trader  19/02/2021 23:26
    Na prática, ele não pode (isso é atribuição do presidente do BC, e não da Fazenda). Mas todos sabemos que a Fazenda é quem hoje manda no BC.

    Então, acho que não vão mexer na Selic, não. E, se mexerem, será muito timidamente.
  • rraphael  19/02/2021 23:54
    por ler em diversos momentos por aqui que a Fazenda é quem hoje manda no BC que eu me expressei daquela forma

    mesmo com tudo que tem acontecido nao encontrei sinal que indicasse o contrario , somado a ingerencia na petrossauro parece reforçar que o cerne da questao nao deve ser atendido

    agradecido por essa e as outras respostas, caro @Trader !
  • Felipe  19/02/2021 23:55
    Acho mais fácil o Obrador privatizar a PEMEX.
  • Homer  20/02/2021 00:12
    O artigo é mil vezes melhor que colocar a culpa do preço dos combustíveis numa "teórica absurda alta repentina dos impostos". Sabemos que apesar da mudança na carga tributária que recaí no caso do Brasil, na maioria, sobre o consumo e que por sí só já é um absurdo, ela de fato, pouco mudou para impactar os combustíveis. Obviamente que foi o câmbio.

    A questão aqui que me fica é a quem interessa essa relação cambial desvalorizada?

    Vamos aos fatos. A imensa maioria do que o Brasil exporta são commodities com o preço definido externamente em dólar pelo Mercado, por tanto, sobre o ponto de vista político é de interesse desses setores que a relação cambial seja desfavorável. Eles vendem em Dólar e compram em Real muitos dos insumos, principalmente o trabalho, a terra, enfim, a maior parte do que usam para produzir ou que já possuem (Máquinas, Ferramentas, etc) tirando insumos como fertilizantes, aumentando assim seus retornos, inclusive no setor de energia. Essa política monetária aumenta em muito a sua riqueza relativa já que podem operar maioria em Real e ganhar exclusivamente em Dólar. Inclusive os setores agroexportadores. É muito simples. No pior caso, ainda retirar o Capital do país para investir em Economias estrangeiras de melhor dinamismo.

    O Segundo fator é a própria estrutura produtiva do Brasil. Como exportador de commodities, esses são praticamente os únicos produtos que conferem ao Real o seu valor Internacional como moeda. Muitos desses produtos caíram de preço muito mais rapidamente (chegando a absurdos negativos como no caso do petróleo futuro) que bens de consumo duráveis ou de demanda inelástica (Alguns até com aumento como o caso de computadores).

    Fora isso, teríamos obviamente, a entrada de Capital estrangeiro como segundo fator possível de valorização do Real. Essa política que foi vendida como solução através de reformas como Trabalhista e Previdenciária fracassou para atrair Capital Externo, ainda antes da Pandemia. Isso ocorreu pois a Economia real mal reagia com crescimento próximo de 1%, principalmente pela falta de demanda interna. Levando isso em consideração, a total falta de demonstração prática de melhora da Economia real e a falta de projeto econômico para o país voltar a crescer levou-nos ao caos cambial que vemos agora e não apenas uma Selic baixa. Vale lembrar que existem outros títulos pré-fixados, inclusive atrelados ao IPCA com rendimentos mais atrativos.

    O resultado é muito simples e explicaria tudo que o Artigo poderia ter simplificado de maneira mais objetiva. O Capital estrangeiro nunca teve interesse real de entrar no Brasil para investimentos produtivos de médio ou longo prazo sabendo que a Economia já não apresentava qualquer tipo de dinamismo evidente. E aí, o segundo fator, que o Artigo acaba demonstrando de maneira mais óbvia. Se todo o Capital que entra, apenas o faz para ganhar com a taxa elevada de juros da dívida pública (em relação a países desenvolvidos) o efeito manada ou bola de neve é quase que imediato e exponencial. Porque com a desvalorização do Real a própria taxa de juros teria que subir de maneira absurdamente rápida para manter o Capital estrangeiro (que "pensa" apenas em Dólar) e em sua imensa maioria entra de maneira especulativa para retornos rápidos. Esse processo de valorização forçada e descoordenada, apenas através de juros altos, não gera qualquer retorno real a economia que possa diminuir nossa dependência externa de dólares, de importados, como Diesel, bens duráveis, ou mesmo parte do petróleo utilizado como insumo para o refino.

    A alta do Dólar é a representação de alguns problemas em conjunto: A falta de reação da Economia; falta de perspectiva de crescimento real; e o aumento da nossa dependência externa de importados e a queda mais brusca no valor das Commodities no pico da Pandemia. Se, por exemplo, o Capital estrangeiro tivesse entrado para investir, digamos que construir uma refinaria, isso seria interessante para o país pois reduziria nossa dependência externa ao mesmo que evitaria a fuga rápida do Capital já consolidado de forma produtiva. No atual cenário, ao primeiro sinal de problemas econômicos ou monetários, o Capital evade o país rapidamente, via Sistema Financeiro. Vale lembrar que os anos recentes antes mesmo da Pandemia, tiveram um recorde de saída de Capital estrangeiro, seja na Bolsa ou para financiar nossa dívida publica interna. Notem que isso já ocorria em 2019, antes da Pandemia: www.poder360.com.br/economia/brasil-registra-em-2019-a-maior-saida-de-dolares-nos-ultimos-38-anos/.

    O gráfico apresentado no Artigo não é uma causa mas uma necessidade. O juro é o valor futuro do dinheiro, o seu preço. Para que algum produto, mesmo o dinheiro, caia de preço é necessário aumentar sua oferta, por tanto, é preciso colocar dinheiro em circulação para que a taxa de juros caia. A taxa de juros e a meta é definida posteriormente a esse processo ocorre quando se recompra os títulos. Esse processo começou com a injeção de 1,2 trilhões de Reais no Sistema Financeiro via Banco Central com a compra de títulos e ativos no Mercado Secundário (www.infomoney.com.br/economia/com-crise-banco-central-ja-anunciou-r-12-trilhao-em-recursos-para-bancos/). Ou seja, boa parte desse dinheiro injetado na Economia foi para o setor Financeiro, para manter o valor dos ativos. Se isso não ocorresse haveria uma quebra nesse setor antes mesmo antes da crise ter efeito sobre a Economia Real.

    Em seguida, o mesmo ocorre na Economia Real. O Governo através do Tesouro e do BC precisou operar um déficit fiscal emergencial, não de mesma proporção, mas importante para injetar meios de pagamento, para manter o consumo em valores mínimos enquanto setores de mão de obra intensiva ou impactados pela Pandemia tiveram que parar total ou parcialmente. Isso ocorreu de forma generalizada nas Economias de todo o resto do mundo, em maior ou menor grau. Foi necessário injetar liquidez (Na compra de títulos e Ativos) e meios de pagamento, na forma de auxílios para que a Economia Real (depois do Sistema Financeiro) não desabasse e houvesse queda infinitamente pior da Demanda, ou pior, eventualmente, revoltas por falta de alimentos, saques, e desabastecimento, principalmente de produtos não-duráveis nas prateleiras.

    O que vemos agora é o efeito secundário dessa injeção de liquidez que super inflaciona os ativos financeiros, inclusive nos países desenvolvidos, já que a perspectiva econômica real ainda não está bem definida. Obviamente, que pior por aqui. A questão é que ainda existe esse interesse na desvalorização do Real pela elite econômica que está no poder. Basta ver a aprovação da criação de conta em Dólar para pessoas físicas que podem fugir do efeito inflacionário (www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/10/bc-abre-caminho-para-pessoas-fisicas-terem-conta-em-dolar-no-pais.shtml) para proteger o Capital, principalmente, desses que ganham com essa política. A tendência, se mantida, é que o Real perca ainda mais valor e, pior, a longo prazo podemos sofrer do mesmo efeito de "dolarização interna" que existe em países que perderam completamente a soberania sobre a sua moeda como o caso da Argentina ou Venezuela.
  • Caio Andrade  20/02/2021 09:27
    Que situação!
  • Caio Andrade  20/02/2021 09:30
    Belo artigo.

    O que os governos fazem com a moeda é simplesmente criminoso.

    Ficar alocado em reais revela-se, a cada dia, mais arriscado. Com juro real negativo em praticamente todo mundo e ganhos meramente nominais nas bolsas, resta pouca coisa a se fazer a não ser tentar preservar o valor do patrimônio.

    Ouro, prata e bitcoin são o que resta.
  • anônimo  20/02/2021 02:07
    A pergunta é: por que NENHUM veículo de mídia de grande alcance está falando disso? O debate público precisa evoluir, e muito, neste país.
  • Neymarape  20/02/2021 18:12
    Porque a poosicao libertaria no Brasil é irrisoria. A grande maioria e estatista de esquerda ou de direita.
    Todos querem estado, pra disputar o poder.
    E aposicao de livre mercado, que impediria essa inflacao toda, e.negada pela maioria.

    A.imprensa brasileira nao informa , ela faz politicagem ideologica.
  • rraphael  20/02/2021 20:50
    o problema começa desde a infancia, na escola as crianças sao condicionadas a acreditarem que o que faz elas pobres é o capitalismo, que o mundo todo deve algo para elas, que politicos e burocratas sao os iluminados responsaveis por guiar elas ao paraiso
    uns tempos atras vi um livro da 8a serie sobre sociologia e afins que dava vontade de se matar, em quase 300 paginas cansava de exaltar o socialismo e todo tipo de falacias e espantalhos, em nenhum momento se falava da prosperidade que o mercado traz, sobre trocas voluntarias, sobre livre iniciativa
    e depois que chega na faculdade vira militancia velada
    ninguem quer ensinar liberalismo economico porque ninguem quer uma populacao independente, pessoas livres sao impossiveis de subverter, é muito mais facil escravizar alguem que nao sabe que é escravo e que nunca teve contato com outra realidade, sem referencias nao tem como comparar a vida lixo que se leva
  • anônimo  21/02/2021 02:59
    o problema começa desde a infancia, na escola as crianças sao condicionadas a acreditarem que o que faz elas pobres é o capitalismo, que o mundo todo deve algo para elas, que politicos e burocratas sao os iluminados responsaveis por guiar elas ao paraiso

    O que me surpreende é saber que tem gente que leva a sério essas baboseiras faladas na escola. Na minha época, praticamente ninguém prestava atenção nas aulas. Enquanto o professor explicava a matéria, os alunos ficavam desenhando no caderno, conversando com o colega, jogando bolinha de papel um no outro... Praticamente ninguém fazia as atividades, tarefas de casa, trabalhos, nada disso. Na hora da prova, era só colar! E os poucos que prestavam atenção nas aulas eram simplesmente ridicularizados pelos demais colegas, tachados de trouxas!

    Hoje eu vejo que "a turma da bagunça" tinha razão em considerar a escola uma tremenda bobagem! Não era à toa que os professores ficavam furiosos com eles. Como doutrinar quem não os levava a sério?

    Por ter vivido em um ambiente assim por praticamente toda a idade escolar, eu fico realmente surpreso em saber que existe quem preste atenção em aula de ensino fundamental!
  • Lucas  20/02/2021 22:03
    A pergunta é: por que NENHUM veículo de mídia de grande alcance está falando disso?

    Simples: meios de comunicação de grande alcance raramente se posicionam quando o assunto é economia. Isso eles costumam deixar para algum economista mainstream que eles entrevistam comentar. Afinal, "economia é um assunto complexo, então vamos deixar que algum 'especialista' com diploma fale sobre isso, para dar mais credibilidade".

    E o que defendem esses economistas mainstream? Keynesianismo! Ora, se a política do Banco Central é "ultra-keynesiana", como afirma o título deste artigo, por que é que quem defende keynesianismo iria criticá-la? Para eles, o BC está fazendo tudo certo! Se está trazendo resultados indesejados, eles irão apontar outros "culpados" que não o keynesianismo. Quando da alta dos alimentos, por exemplo, disseram que era porque "a taxa de câmbio está alta", mas sem classificar isso como um problema. Pelo contrário, fizeram questão de dizer que câmbio alto "é bom para as exportações", que "é bom para a balança comercial" etc, deixando implícito que a solução não estaria em uma taxa de câmbio mais baixo.

    Logo, você não verá economistas mainstream criticando a política do Banco Central. E como são esses economistas que os grandes meios de comunicação utilizam como referência para falar de economia, por tabela, você não verá nenhum veículo de grande alcance fazendo críticas como as deste artigo.
  • Lucas 2  22/02/2021 19:05
    Na época, uma emissora de TV de esquerda, a TVT, disse que a alta do dólar tem como causa a política econômica de Bolsonaro e Guedes contra os pobres. A TVT está certa nesse caso?
  • Vladimir  22/02/2021 19:49
    Certa, mas por linhas tortas. Qualquer política de desvalorização da moeda é, por definição, anti-pobre.

    Mas quais escolas de pensamento econômico defendem a desvalorização da moeda? Keynesianismo (vide Bresser-Pereira, Belluzo, Arno Agustin, Guido Mantega, Luciano Coutinho) e, em menor grau, Chicaguista.

    Qual é radicalmente contra? A austríaca.
  • Felipe  22/02/2021 19:52
    Sim, por incrível que pareça.
  • Denis Camurça  20/02/2021 13:08
    Entendi o arrazoado e concordo com ele.

    Fazer o povão, o gado, entender isso é quase impossível.
  • Felipe  20/02/2021 13:37
    Falando sobre setor energético, o que acham dessa notícia?

    Vejam também que interessante: eles estão usando Ford F-150 como gerador, já que alguns modelos são híbridos, portanto geram energia elétrica com combustível.

    Recentemente, o governador do Texas proibiu a exportação de gás natural.
  • Gustavo  20/02/2021 17:11
    Fizeram os idiotas acreditarem em aquecimento global, os idiotas reduziram o uso de combustíveis fosseis e foram para "energias renováveis", como painéis solares e turbinas eólicas. Aí o aquecimento global virou resfriamento global, o sol sumiu, e as turbinas eólicas literalmente congelaram. A energia acabou e deu blackout geral. E vários morreram congelados.

    Os idiotas estão agora vivenciando as consequências de se acreditar em idiotices propagadas pela esquerda.

    Mas fique tranquilo. Isso também vai chegar aqui.


    P.S.: Viralizou na internet a foto de um helicóptero (movido a combustível fóssil) jogando produtos químicos (feitos de combustível fóssil) nas hélices congeladas de uma turbina éolica (fabricada com materiais feitos de combustível fóssil). Esse é o "futuro" das energias alternativas.
  • DECIO MAGIOLI MAIA  20/02/2021 13:41
    Há que se analisar melhor os itens a) e b) do artigo.
    Essa importação e exportação de petróleo pelo Brasil precisa ser melhor aberta e entendida, não simplesmente um fato consumado.
    O artigo é bastante detalhado em relação à economia, mas não quanto à política adotada no segmento petróleo e derivados.
    Os importadores irão quebrar... ora, só existe uma operação de importação se ela for interessante economicamente; senão for fecha. Nunca haverá garantia para importação se o mercado interno for supridor com preço e qualidade adequados.
  • Carlos Alberto  20/02/2021 16:44
    "Essa importação e exportação de petróleo pelo Brasil precisa ser melhor aberta e entendida, não simplesmente um fato consumado."

    Aqui, para petróleo e gasolina:

    www.bbc.com/portuguese/brasil-50316414

    www.fazcomex.com.br/blog/gasolina-importacao-e-exportacao/

    www.wmtrading.com.br/pt-BR/noticias/combustivel/importacao-de-petroleo-e-de-combustivel-no-brasil

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/28/preco-gasolina-cara-petrobras-autossuficiencia-petroleo.htm

    Resumo: Brasil nunca foi auto-suficiente em petróleo. No entanto, com a descoberta do pré-sal, chegou-se a aventar essa hipótese. Mas nunca se confirmou.

    "O artigo é bastante detalhado em relação à economia, mas não quanto à política adotada no segmento petróleo e derivados."

    Qual seja?

    "Os importadores irão quebrar... ora, só existe uma operação de importação se ela for interessante economicamente; senão for fecha."

    Acho que você desconhece a realidade do mercado de combustíveis no Brasil.

    O Brasil, como mostra o segundo link que postei acima, importa 3.625.620 toneladas de gasolina por ano.

    Ou seja, são 3.625.620 toneladas que temos de comprar de fora porque não está disponível no mercado interno (pois não somos autossuficientes).

    Ora, se estamos importando gasolina, é porque precisamos dela. Ninguém importa algo (gasta dinheiro com) à toa.

    Se, no entanto, esses importadores quebrarem em decorrência de uma política de controle de preços da Petrobras (explicado no artigo), o Brasil ficará desabastecido. É realmente simples assim. Seria uma tragédia.

    Ao contrário do que você pensa, não podemos nos dar ao luxo de ficar sem importação de combustíveis. E muito menos podemos fazer isso em decorrência de controle de preços (sempre e em qualquer lugar da história uma política destrutiva).

    "Nunca haverá garantia para importação se o mercado interno for supridor com preço e qualidade adequados."

    Frase tão bonita quanto irreal. Se todo mundo tiver uma hortinha no quintal de casa, haverá comida para todos e nunca mais ninguém no mundo terá fome. Logo, todos os supermercados, quitandas, padarias e restaurante podem fechar em decorrência de controle de preços que não haverá problema nenhum…
  • Felipe  20/02/2021 15:43
    Alguém aqui sabe o que o Gustavo Franco quis dizer em seu tuíte de ontem?

    Essa história de "duplo mandato" para o BCB com essa autonomia é algo bastante esquisito. Para quem não sabe, o duplo mandato envolveria o BCB atuar também para "suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego". Isso é keynesianismo puro. Isso de "garantir o pleno emprego" existe no Federal Reserve System e mesmo lá acham isso controverso. Imaginem aqui no Brasil, com um histórico de hiperinflação e com moeda menos negociada que rublo russo e peso mexicano?

    Sobre flutuações de atividade econômica, quem justamente cria ciclos econômicos é o banco central e o sistema de reservas fracionárias. Ciclos estes que são expansões econômicas artificiais e intensas, assim como nas contrações econômicas, que é quando ocorre a correção e a liquidação de investimentos errôneos. Isso sem contar o fato de que uma economia não é algo estático.
  • Humberto  20/02/2021 16:49
    O pessoal tá fazendo escarcéu com a mudança da presidência da Petrobras (sendo que Castello Branco já estava com o mandato para terminar em março agora), dizendo que haverá controle de preços. Pode até ser, mas, por enquanto, não há indicativo disso.

    Fato é que continuam ignorando completamente a causa do problema (Banco Central e juros), e continuam se concentrando totalmente no circunstancial.

    O mais impressionante é que até a turminha nacional-desenvolvimentista que gosta de estatal está calada em relação ao BC, deixando a Petrobras ser criticada como malvada e anti-social. Impressionante o festival de ignorâncias.
  • Crioulo  20/02/2021 16:59
    Espero que o PR não intervenha nos preços mesmo. Porque isso vai explodir muito rápido.
  • Anônimo  20/02/2021 18:27
    Temos que aumentar a capacidade de refino e não deixar as refinarias ociosas. A Petrobrás deveria ter uma política de preços diferente para o mercado interno, fazendo uma média ponderada, para preservar os interesses nacionais. E claro, o BC deveria fazer uma política monetária mais racional.
  • Vandiscreydon   20/02/2021 21:07
    Dava pra aumentar a capacidade de refino anulando a anp e suas regras burocraticas que protegem a petrobras.

    Com isso construiria se refinarias privadas que pegariam essa.parte do mercado qye nao eata senso feita.ppr ninguém
  • anônimo  21/02/2021 03:27
    Verdade, com refinarias privadas poderíamos desenvolver tecnologia para refinar o nosso óleo pesado sem ter que misturar com o óleo leve importado, diminuindo o preço no mercado interno.
  • anônimo  20/02/2021 19:01
    É verdade cara, os países desenvolvidos sempre adotaram políticas monetárias mais liberais e não tinham empresas estatais quando estavam em desenvolvimento. A decadência da economia ocidental e japonesa é justamente por causa do aumento da participação do Estado na economia e as políticas do welfare state. A China só conseguiu esse desenvolvimento com a economia planificada pois o povo lá é escravizado.
  • Felipe  20/02/2021 19:12
    O que vocês acham dessa tabela mostrando o histórico do preço do botijão de gás de cozinha dos últimos 20 anos? Acho que usar o salário mínimo não é um mensurador tão bom.

    Quais conclusões podemos tirar? O salário mínimo subiu bastante nesses 20 anos, fico me perguntando sobre o quanto isso interfere na taxa de desemprego, já que a nossa moeda desvalorizou muito e o que geralmente mais pesa nas contratações no Brasil são as toneladas de encargos e regulações trabalhistas (ao contrário dos EUA, onde o salário mínimo é quem mais causa prejuízos na geração de emprego).
  • anônimo  20/02/2021 23:04
    Creio que essa tabela diz mais sobre o salário mínimo do que sobre o preço do gás em si.

    Por curiosidade, converti os valores de 2011 para cá em BTC (eu queria converter em gramas de ouro, mas não sei bem como proceder):

    i.imgur.com/B0wreNG.png

    Como era de se esperar, os valores só diminuem ao longo do tempo, porém, as porcentagens se mantêm (óbvio).

    Será que, em um cenário em que uma moeda se valoriza com o tempo, o salário mínimo diminuiria na mesma proporção? Aliás, seria mesmo necessária uma política de salário mínimo nesse cenário?

    De qualquer forma, eu não considero adequado utilizar salário mínimo como parâmetro. Salário mínimo é política social apenas, cujo valor depende unicamente da arbitrariedade de burocratas. Não reflete a economia real.
  • Cadeamegasaga  25/02/2021 00:11
    O botijão de gás é pelo mercado. Já o valor do salário mínimo é meramente político (o governo decide qual vai ser o mínimo pago em um emprego).

    O salário mínimo então não serve de parâmetro pra preços diretamente. O governo nem sabe se o que ele obriga a pagar é adequado a quem contrata.
  • Felipe  25/02/2021 01:51
    O preço do botijão não é tabelado?
  • Keynes foi melhor  21/02/2021 01:51
    Vocês liberais não argumentam que desvalorização cambial não ajuda exportações? Porque nosso agro e os exportadores estão batendo recorde de produção e de lucro? Eai?
  • Edson  21/02/2021 05:15
    Agronegócio sempre bate recorde de exportação. Ano após ano. Independentemente de câmbio.

    De resto, é interessantíssimo ver a esquerda vibrando com comida sendo enviada para os gringos e, em consequência, ficando mais cara para os pobres do país. Pensava eu, ingenuamente, que a esquerda se preocupava com os mais pobres…

    Em tempo:

    Exportar muito e importar pouco não gera crescimento e é o caminho para a pobreza
  • Carlos Brodowski   21/02/2021 05:17
    Haha, pra tentar defender o desastre keynesiano, a esquerda agora se torna ferrenha defensora do agronegócio! Aliás, não sei o que é mais patético: esquerda se tornando defensora do agronegócio ou defensora da política econômica do governo Bolsonaro.

    Que fase!

    E eu que achava que era a direita que tava perdida…
  • Caro an%C3%83%C2%B4nimo  21/02/2021 14:56
    Olha o Nick dele "Keynes foi melhor", acho quê 99% dos esquerdistas que aparecem por aqui na verdade são trolls.
  • Vandiscreydon  21/02/2021 06:19
    Argumentamos sim. Somos contra!
  • anônimo  22/02/2021 00:11
    Cidadão é comida, esse é o último mercado a ser atingido por crises, deixar de comer sempre vai ser a última alternativa.

    Até mesmo nessa histórica mentira que estamos vivendo, qual mercado não sofreu interferência? E quando tinha, todos corriam pra socorrer? Isso mesmo, o agro negócio.

    Ai você junta clima favorável, dólar alto, subsídio para produzir e demanda, você tem o mercado perfeito para exportação.

    E o que resta pra nós? Nós pagamos por isso e assistimos os outros comerem.
  • Letícia Olevino  21/02/2021 16:45
    Pessoal, se alguém puder me ajudar. Vejo o problema do dólar, claro que é ruim porque nosso poder de compra reduziu-se. Mas por ex., e se as pessoas forem repassando estes custos pra frente, desde o produtor até chegar no consumidor, e isso sendo realimentado, não tem como a gente eventualmente recuperar o padrão de vida num futuro próximo? Pergunto isso porque nossa experiência hiperinflacionária nos anos 80-90 não fez com que nos tornássemos a Venezuela.
  • Eduardo  21/02/2021 16:57
    Releia o que você escreveu. Com atenção. Você está reconhecendo que houve queda no poder de compra e, logo em seguida, diz que se todos os custos forem repassadas para os consumidores, tudo se ajeita.

    Não percebeu nenhum salto de lógica?

    Se houve queda no poder de compra, como é possível repassar custos? Se o pessoal está conseguindo comprar cada vez menos por causa dos preços cada vez maiores, como é possível continuar repassando custos para preços até "tudo se acertar"?

    Pessoal de vez em quando parece que dá aquela desligada no cérebro…


    P.S.: a década de 1980 por acaso é saudosa e invejável em termos econômicos?
  • Leticia Olevino  21/02/2021 19:03
    Entendi. Tenho dúvida em relação a tanto socialismo naquela época, com Sarney, controle de preços e tudo mais, não entendo porquê não nos tornamos Venezuela e em alguns anos conseguimos fazer o Plano Real. Claro que os estragos foram grandes, mas não chegamos a uma ruptura social igual na Venezuela e Argentina, com gente comendo carne de cachorro. Parece que o Brasil consegue ficar num círculo vicioso, não se esfacela mas tbm não vira uma África.
  • Estudioso  21/02/2021 23:32
    O Brasil não tem propensão para o abismo. E nem para a grandeza. Ficaremos sempre na mediocridade, Jamais seremos prósperos, mas também jamais seremos péssimos. Jamais iremos para o liberalismo, mas também jamais iremos para o esquerdismo extremo.

    Se você observar bem o curso da nossa história, jamais tivemos propensão para nenhum dos lados. Igualmente, jamais tivemos propensão nem para a grandeza nem para a tragédia. Quando parece que estamos indo para a grandeza, surge algo e nos puxa de volta para mediocridade. Quando parece que estamos indo para a tragédia, surge algo e nos traz de volta para a normalidade.

    O que teremos eternamente, ao menos aqui no Brasil, é um feijão com arroz. Nunca iremos para o socialismo venezuelano ou cubano, mas também nunca iremos para o capitalismo suíço ou mesmo americano.

    Ficaremos sempre em cima do muro. Prosperaremos em relação aos nossos vizinhos mais socialistas (Equador, Bolívia, Venezuela e Argentina), mas ficaremos para trás em relação ao resto do mundo.

    Há o lado bom desta nossa inércia: jamais seremos Cuba ou Venezuela. Mas há o lado ruim: jamais seremos desenvolvidos.
  • Felipe  21/02/2021 23:53
    Brasil sempre foi o medíocre. Apenas veja a nossa história. Só no período colonial que o país se destacou em relação ao mundo.

    Eu adoro quando aparecem esses comentaristas repetindo os mesmos comentários feitos meses atrás, como se fossem "BOTs".
  • Vandiscreydon  22/02/2021 11:21
    O brasil do Sarney e do hufo chaves sao parecidos mas tem alguma diferença.

    O brasil era hiperinflacinario por emissao pra.pagar divida e se continuasse naquilo realmente iria pro buraco. Mas eram necesaarios mais uma decada de piora.

    Ja a venezuela entrou num socialismo. O gov tomou propriedades e com isso acabou com a produtividade dessas pessoas. Mas ele mascarou isso com a renda do petroleo. Enquanto o assistencilismo estivesse distribuindo a renda roubada da propriedades roubadas e do petroleo , a população achava que tava tudo bem.
    Quando acabou o dinheiro e o petróleo, acabou o assitencialismo.

    E as antigas propriedades roubadas nao estão produzindo nada pra manter a economia. Descabou pra escassez provocada". E ninguem tem renda pra investir nessas pro propriedades ( o gov tomou) . E ninguém vai produzir para o comercio, pois o gov pode tomar a produção a qualquer hora.

    Quem ainda produz o faz somente para subsistencia e nao para abastecer o os outros nao tem gerado renda nem pra si nem para os outros na forma de emprego.
  • Leticia Olevino  22/02/2021 16:27
    Agora faz sentido entender o porquê dessa ruptura por lá e não no Brasil de Sarney, Vandiscreydon. Obrigado a todos pelas respostas. Realmente, já ouvi dizer que o Brasil é isso mesmo, tipo macunaíma.
  • Caro an%C3%83%C2%B4nimo  21/02/2021 19:27
    Se isso for um argumento, só posso dizer quê é ininteligível.

    Mas caso você esteja perguntando se os efeitos da inflação são reversíveis, tem como dar uma resposta:

    É só o BC reverter essa política monetarista, juros altos apesar de aumentarem o déficit, estimulam as pessoas á polparem (Vulgo "rentismo"), já juros baixos fornecem crédito farto e barato para á população, isso acelera á inflação pois está estimulando reservas á base fracionárias.

    Para á maioria dos Libertários, o BC deveria simplesmente ser abolido, pois é imoral haver uma entidade quê decide "Metas de inflação", ou seja, destruição de poder de compra, e quê é capaz de financiar diretamente ou indiretamente o governo por meio de impressão de dinheiro.

    Sem o BC, financiar o governo começaria á ser visto como um investimento arriscado, e os Bancos comecariam á eliminar suas reservas fracionárias para não correr risco de serem afetadas por uma corrida bancária, logo á inflação deixaria de existir.

    Não é a toa que hoje em dia tudo é caro, no ano de 2000 um pacote de arroz de 5kg custava de 3 á 5 reais, hoje em dia é raro encontrar algum á menos de 15 reais.
  • Felipe  21/02/2021 20:23
    Não tem sentido o que você disse. Se os custos forem repassados na totalidade, a economia é ainda mais asfixiada.

    O Plano Real foi feito porque o Brasil estava num buraco muito, mas muito grande e finalmente houve algum surto de bom senso econômico. Vários estados quebrados, hiperinflação galopante, pouquíssima abertura comercial (era pior do que hoje) e estagnação econômica. O governo FHC realmente fez um trabalho muito ingrato.
  • Vandiscreydon  21/02/2021 20:54
    Nao tem com repassar os custos e recuperar o padrao de.vida mais pra frente.
    Contabilmente a inflação esta tomando renda do consumidor. Entao ele esta com menos.
    Ao comprar mais caro ele fica mais pobre . se nao trabalha mais , ou produz mais , seu padrao de.vida caira e vai ter que gastar menos .
    Logo o produtor vendera menos também. Ele não ganhara mais. Entao nao tem como repassar.

    Ele vai ter que cortar custos de producao, pois nao pode aumentar muito o preço de venda da inflação, pois o consumidor esta comprando menos.

    Economia é producao de bens e serviços. E tambem a troca destes bens e servicos entre as pessoas . Vc troca o seu com o meu.

    Se o meu lado esta empobrecendo, logo eu nao vou ter nada pra trocar com vc. Entao vc nao ganhará nada em priduzir seus bens e servicos. Vc tb empobrecera.
  • Marionete do Nego Ney  22/02/2021 03:57
    Pessoal, saindo do assunto deste artigo foderoso, qual é o prospecto de vocês para a liberdade e o geral para o futuro?

    Talvez pareça um tanto esquisito, mas eu me permito ter um pouco de esperança, não muito quanto ao Brasil mas no resto do mundo.

    Vejam, nos EUA Trump não perdeu por muito, na verdade ganhou na maior parte de país, porém perdeu justamente em alguns estados chave. E olhem só, é o Trump, o cara tem uma postura extremamente "anti-presidencial", fala muita m*erda, apanha dia e noite da mídia, perdeu apoio de muitos eleitores tradicionalmente republicanos, e tinha vários de dentro do próprio partido contra ele, ainda assim ele perdeu por pouco. Se ele fosse contra o Bernie Sanders provavelmente teria sido declarado reeleito poucas horas após o início da eleição, se os republicanos lançassem um Ronald Reagan da vida como candidato, mesmo caso.

    Agora na Europa, por lá vimos vários e vários protestos contra as medidas draconianas contra a peste chinesa e suas consequências econômicas, eu confesso que fiquei impressionado com isso, sempre pensei que os Europeus fossem em sua grande maioria doutrinados e submissos, mas vejo que não é bem por aí não.

    Em suma, há muito mais pessoas antiesquerda por aí do que nos permitimos acreditar.

    A fraudemia expôs muito do viés político encravado na ciência contemporânea, mas mais do que isso, provavelmente ambos os lados vão se extremi\ar ainda mais, especialmente após as redes sociais banirem o Trump junto com vários conservadores, a coisa nas redes sociais deve estar asquerosa no momento, ainda bem que não perco mais o meu tempo com isso.

    Enfim, qual é a opinião de vocês?

    Não esqueçam de saudar o grandioso Nego Ney, viu?
  • Gustavo  22/02/2021 16:24
    Imaterial. No final, quem realmente manda (como ficou explícito nos EUA) é o deep state. O mundo será conduzido para a direção que o deep state quiser.

    Por ora, ele parece querer isso:

    www.mises.org.br/article/3277/comecamos-com-os-lockdowns-e-estamos-indo-para-o-grande-reset-atualizado
  • saudosista  22/02/2021 04:49
    Pessoal, verdade que nos anos 90 a internet demorou pra avançar devido a REGULAÇÕES?

    Bem, é o que essa moça na época diz e da a entender, regulações impediam serviços:
    youtu.be/V8cnP-RtRHU

    Alguém porfavor me conta
  • Eduardo  22/02/2021 16:22
    É bem provável.
  • Roberto R  22/02/2021 13:24
    Com toda essa bagunca e temeraria gestao voces acham que o dolar ainda tem folego pra subir mais? Visto que a situacao do BC nos EUA nao eh diferente (apesar do dolar ser mto mais desejado que o real).
    Tesouro IPCA ja seria uma saida decente para se proteger dessa fatalidade de desvalorizacao?
  • Humberto  22/02/2021 16:21
    IMA-B 5, IMA-B e IMA-B 5+.

    Todos com cotas negociadas em bolsa.
  • Gustavo Henrique  22/02/2021 14:15
    E tem gente na área de comentário do IMB que defende o milico reaça. É impressionante como ele está conseguindo ser um pior presidente que Dilma Rousseff. Eu achava impossível.
  • Seguidor da Lógica  22/02/2021 16:28
    Certo. E por que você não faz nenhuma crítica ao gestor da moeda?

    Dica: esquece esse negócio de "presidente". Em nenhum país com economia de mercado presidente apita. Quem manda no país é quem gerencia a moeda (uma obviedade tautológica). O resto é consequência. Quem você acha que manda nos EUA: Biden ou Jerome Powell?

    No Brasil é a mesma coisa. Por que você acha que Dilma caiu e Temer não? A popularidade de ambos era baixíssima. Por que Lula passou incólume pelo mensalão e o PSDB (após a devastação de 2002) se acabou por completo eleitoralmente (em termos nacionais)?

    Quem critica Bolsonaro (por mim, que o façam à vontade) mas dá passe livre pra BC não entendeu absolutamente nada.
  • Gustavo Henrique  22/02/2021 17:37
    Toda crítica possível é merecida, mas quem colocou ele lá foi o Bolsonaro.
  • Seguidor da Lógica  22/02/2021 18:19
    Aí, sim, uma crítica correta. Mas isso apenas leva a outra pergunta: dado que toda a turma ultra-keynesiana apoia o atual BC, então por que você diz que o fato de Bozo ter nomeado Campos Neto o torna um "milico reaça"?

    Pela sua lógica, os ultra-keynesianos que apoiam o atual BC também são "milicos reaças". Certo?

    Se você disser que sim, gostaria de uma explicação.

    Se você disser que não, fiquei sem entender nada.
  • Gustavo Henrique  22/02/2021 19:38
    Não por isso, ele é um milico reaça. Por que ele e o Paulo Guedes colocaram um ultra keynesiano no Bacen é que é inexplicável... aliás, não é. A real é que o liberalismo deles era só de gogó.
  • anônimo  22/02/2021 16:00
    *Off Topic*

    Vocês acham que parte da ultravalorização das criptomoedas é por causa da alavancagem que a farra dos juros negativos encoraja?

    Quando a farra acabar, vocês acham que a demanda por criptomoedas despencará?
  • Vladimir  22/02/2021 16:04
    Tudo está ligado à desvalorização das moedas estatais de papel ao redor do mundo, decorrência das políticas monetárias ultra-keynesianas (Teoria Monetária Moderna) adotadas pelos BCs mundiais. Não fosse a TMM, as criptomoedas estariam bem mais baratas.

    Enquanto houver BCs e moedas de papel, criptomoedas serão uma aposta certa no longo prazo (aliás, hoje é um excelente dia de compra).
  • Henrique  22/02/2021 18:26
    Profunda tristeza em ver a depreciação da nossa moeda acontecer sob a gestão do Roberto Campos Neto.

    Cada vez fico mais certo: o lobby mais forte que existe no Brasil é o da exportação.

    Vale empobrecer um país inteiro para que poucos saiam ganhando com isso.
  • Observador  22/02/2021 18:46
    Sim, este Instituto sempre alertou para o lobby dos exportadores e das grandes indústrias, que defendem o mercantilismo (câmbio depreciado e tarifas de importação). É um lobby ainda mais poderoso do que o lobby do funcionalismo.

    E podem reparar: toda vez que há um BC mais preocupado com o poder de compra das pessoas do que em agradar exportadores e grandes indústrias, toda a mídia e toda a academia (que são sustentados por estes setores) fazem campanha aberta contra.

    Foi assim com Gustavo Franco, foi assim com Meirelles, foi assim com Ilan. (Tombini teve passe livre até meados de 2015, quando o desastre já era explícito e impossível de continuar sendo acobertado).

    Ciro Gomes, que de bobo não tem nada, já percebeu o jogo e já adaptou seu discurso direitinho. Ele já defendia "câmbio competitivo" há muito tempo (o que agrada o setor agroexportador); agora passou a falar em "compras governamentais", o que agrada o setor industrial, que terá o governo como principal cliente. Não terá dificuldades em ser eleito.
  • Felipe  22/02/2021 19:59
    Ainda acho que o lobby do funcionalismo é mais forte.

    As próprias grandes indústrias acabaram se ferrando também na depressão de 2014-16. Só ver o que aconteceu com as fabricantes automotivas em 2015 (veja o número de carros produzidos).
  • L Fernando  22/02/2021 22:08
    Ciro Gomes ser eleito?
    É você Ciro?
  • Vladimir  22/02/2021 21:26
    Hoje o índice de commodities (preço de uma cesta de commodities em dólares) bateu a máxima desde 2013. E o dólar está próximo das máximas em reais.

    Preparados?

    Quem disse que keynesianismo não custa caro?
  • Felipe  22/02/2021 21:40
    Pois é, dias atrás eu mostrei aqui.

    O negócio aqui foi obra de keynesiano profissional. Aqui o M1 subiu 50 % no ano passado, enquanto no México subiu 17,6 % (o que por si só já é alto também) no mesmo período.

    Inflação de preços no setor alimentício explodiu aqui, isso num país que produz alimentos.
  • anônimo  22/02/2021 21:50
    Pelo CRB ele recuperou a queda da pandemia, se o dolar continuar mundialmente fraco, existe muita correlação com commodities subindo. Então, pode ainda ter espaço para maiores altas.
    Se o Real não fortalecer para compensar, os EUA vai acabar exportando inflação para a banania
  • Wesley  22/02/2021 22:00
    O engraçado é que economistas como Marcos Lisboa sabem exatamente a causa do problema (desvalorização cambial) mas não criticam a política monetária do Banco Central. Num artigo dele da folha, ele crítica o intervencionismo na Petrossauro, fala que o problema do câmbio seria resolvido com reformas econômicas que o atual governo não quer fazer. Até que ponto isso procede? Vamos imaginar que as reformas estariam andando ou sendo aprovadas. Seria possível o câmbio não ter degringolado com a atual política monetária? O Marcos Lisboa também criticou a MP da liberdade econômica. Ele disse que ela vai passar por uma série de problemas jurídicos. Ele também disse que a autonomia (no caso não é independência como ele deixou claro) do Banco Central pode ser questionada na justiça e que a função do pleno emprego pode ser utilizada para desviar o foco do banco central no controle da inflação. O que ele disse procede?
  • rraphael  22/02/2021 23:04
    na quinta feira devem liberar a impressora pra printar mais de 30 bi

    "50 reais 5 kilos de arroz vem q vem"

    escrevi isso na rede social e ganhei um monte de fãs (so que ao contrario), disseram que eu odeio pobre e aqueles adjetivos de sempre ...
  • Isentão  22/02/2021 23:26
    E Argentina? Como esta? Os ricos estão fugindo? Se os ricos fugirem mas beneficiar os pobres la na Argentina, que assim seja. Agora se não, que fiquem. Ricos não são criminosos. Não vejo porque pensar o contrário

    Quem esta pior, nós ou a Argentina? O que vai acontecer com a Argentina nos próximos anos?

    Como eles tem mais grau de investimento que nós com um governo ''comunista'' com vocês? Os pobres la estão melhor que aqui não estão?
  • Bernardo  22/02/2021 23:57
    Na Argentina, os ricos já caíram fora há muito. Agora chegou a vez de classe média alta (e olha que as fontes são Globo, Folha e Veja, veículos repletos de colunistas pró-Fernandez):

    Classe média alta argentina busca emigrar para escapar da crise

    Por que os ricaços argentinos estão de mudança para o Uruguai

    Argentina vê fuga de empresas estrangeiras por causa de insegurança com cenário econômico

    Ah, sim, para concluir:

    Pobreza na Argentina atinge mais de 44% da população

    Observação: 10% da população está na "faixa de indigência". Maior número da história…
  • Felipe  23/02/2021 01:20
    É questão de tempo para ele mandar erguer um muro e impor mais restrições para quem quiser sair do país.
  • Sandercreison  23/02/2021 04:37
    "Se os ricos fugirem mas beneficiar os pobres la na Argentina, que assim seja."

    Como assim beneficia? Ao sairem, seus bens de capital sao liquidados. O que sobrara para os pobre? Vao ter trabalhar manualmente, em empregos com produtividade baixa e com as coisas cada vez mais caras,.sem.contar com os investimentos dos bens de capital . A economia regredira ao tempo em que as pessoas tinham trabalhar mais de oito horas diarias pra. Vao receber cada vez menos e trabalhar cada vez mais.
  • Fora GLOBO  22/02/2021 23:35
    Pra vocês, porque a globo é tão comunista? Apoia Lockdown o dia inteiro e na cara dura ja tentou varias vezes ferrar com a direita brasileira
  • Klaus  23/02/2021 00:00
    Porque a mídia, em todo o mundo, é um dos setores que garantidamente sairá ganhando no Grande Reset. Estou desenhando isso aqui há meses:

    www.mises.org.br/article/3317/a-tirania-enquanto-ela-vigora-nao-e-reconhecida-por-suas-vitimas?fbclid=IwAR3XERT7hagLr9OYTXiAk11iDcW3WliXt40s8GjSccbiQDD50riiLbGjWQo#ac266093

    Enquanto você fica de ironiazinha, seu padrão de vida vai sendo explicitamente subtraído de você. Tal qual um bobo alegre, você vai rindo para o abate.
  • Daniel Cláudio  23/02/2021 00:05
    Klaus, você é ingênuo de acreditar que todo mundo vai se dar mal. Se o anônimo acima fizer parte da casta de bem conectados ao estado, ele certamente se dará muito bem. Se ele for funça federal, ou parente de presidente de empreiteira, ou parente de dono de mídia, ou parente de grande industrial ou de gente do setor agroexportador, ele já está com o "burro na sombra".

    É por isso que uma das principais funções destes que irão se dar bem é ironizar e ridicularizar aqueles que alertam para o que está acontecendo. Essa estratégia sempre se revelou a mais eficaz de todas. Ironizar e ridicularizar a posição do adversário (criando espantalhos e então batendo nestes espantalhos) é sempre mais eficaz do que tentar rebater tudo via argumentos.

    É por isso que eu acho um erro os seguidores da Escola Austríaca terem essa obsessão de apresentar argumentos e refutações nos artigos (como sempre fazem aqui). Isso convence muito poucos. Já uma ironia bem direcionada acaba com tudo.

    Lembrando que foi exatamente através da ironia que o regime soviético foi perdendo o respeito entre a população.
  • Jairdeladomelhorqptras  23/02/2021 15:51
    Caro "Fora Globo",
    Partindo que tua pergunta é sincera e queres uma resposta plausível aqui vai:
    Primeiro: as Universidades, especialmente as não técnicas, estã infestadas de professores esquerdistas. O Jornalismo não é exceção.
    Segundo: Lockdown traz o caos. Auxilia a esquerda. Lembrar que a primeira grande revolução comunista vitoriosa foi a Russa no caos da Primeira Guerra Mundial. Até a Alemanha quase caiu também no caos da derrota.
    Terceiro: Dinheiro, muito dinheiro dos impostos que a esquerda despeja nas emissoras através da publicidade de empresas estatais.
    Quarto: O domínio dos meios de comunicação é fundamental a qualquer governo. Governo forte e povo fraco permite arrecadar mais e distribuir entre os "amigos do Rei"(grandes empresas e os meios de comunicação).Prática comum esquerdista. Lembrar do Eike Batista, que tornou-se o oitavo homem mais rico do mundo no Governo petista. As emissoras faturaram muito também!
    Fico por aqui. Posso estar enganado. É só uma opinião. Abraços
  • Crioulo  23/02/2021 11:31
    Mesmo com o país indo pro abismo, como é possível o BC e Paulo Guedes ainda se recusarem a ver que uma moeda desvalorizada não traz crescimento econômico? Até o Ciro Gomes é capaz de ver isso agora.
  • Felipe  23/02/2021 15:49
    Realmente não sei.

    Ciro Gomes disse isso?

    Fui dar uma vasculhada e encontrei este tuíte falando sobre o dólar. Ele elogiou até a política de juros baixos na marra.

    Sinceramente, eu acho que ele não tem ideologia alguma.
  • Doutor neira  23/02/2021 16:07
    Eles sabem muito bem disso. So que politimente estao fazendo de proposito de servir aos que estao no poder.
    Aproveitam se que a população nao save a diferenca.
  • reinaldo augusto  23/02/2021 13:55
    meio OFF:
    Como o governo conseguiria reduzir a oferta monetária? digamos de 600 bilhões para 500 bilhões, quais os mecanismos que poderiam ser usados caso houvesse interesse nisso.
    Os mecanismos de expansão monetária já entendi razoavelmente bem, mas os de contração ainda me escapam.
    Alguém poderia me elucidar ou indicar um artigo sobre isso?
    Muito obrigado !!
  • Vinícius  23/02/2021 14:59
    Vendendo ativos para os bancos, normalmente títulos públicos. Ao vender ativos para os bancos, as reservas bancárias (componente da base monetária) diminuem. Com menos reservas bancárias, há menos espaço para o crescimento do M1.

    www.mises.org.br/article/344/a-taxa-selic--o-que-e-como-funciona-e-outras-consideracoes-parte-1
  • Deputado robalo traira  23/02/2021 16:10
    Cortando gastos. Dae ele pararia a emissao pra cobrir contas e pagando sua divida, ele diminuiria o custo dela.
  • anônimo  23/02/2021 15:37
    Só não entendi uma coisa:

    Por que o valor do real importa sendo que as importações são feitas em dólar?

    Para mim, é assim:

    A petrobras deve ter alguma reserva em dólar e, para importar, ela gasta esses dólares. O real fica de fora da conversa.

    Eu acho que está caro porque, como alguém daqui falou, o dólar está fraco (vide link abaixo) e são necessários mais dólares para importar a mesma quantidade de petróleo

    einvestidor.estadao.com.br/mercado/dolar-fraco-real-pior
  • Régis  23/02/2021 17:04
    "Por que o valor do real importa sendo que as importações são feitas em dólar?"

    Isso é sério?

    Pergunta: no Brasil, compra-se dólar com que moeda? Franco suíço? Euro? Ou reais?

    "Para mim, é assim: A petrobras deve ter alguma reserva em dólar e, para importar, ela gasta esses dólares. O real fica de fora da conversa."

    Primeiro que não é assim. O caixa dela é em reais porque é uma empresa brasileiro que tem despesas em reais. O dólar não é moeda corrente no Brasil, de modo que não faz sentido ter todo o caixa em dólar.

    Mas isso é o de menos.

    Ainda que 100% do caixa fosse em dólar, que diferença faria? Ela utilizaria 100 dólares para importar o equivalente a 540 reais em petróleo. E aí, consequentemente, ela vai refinar esse petróleo e vender a gasolina, dentro do Brasil, a um valor maior que 540 reais (caso contrário, é prejuízo).

    Pronto. No final, o valor é definido em reais, e depende inteiramente da cotação do dólar.

    Diga-me, por favor, em que ponto acima você perdeu seu raciocínio, que a gente tenta de novo.
  • WMZ  23/02/2021 17:29
    Entendi. Eu estava lembrando daquele artigo "O governo chinês detém 1,1 trilhão de dólares em títulos do governo americano. O que isso implica?"

    Eu achava que o BaCen criava dinheiro do nada e comprava diretamente títulos do governo americano.

    Mas está errado! O BC (chinês, no caso) cria reais eletrônicos, utiliza esses dígitos eletrônicos criados do nada para comprar os dólares em posse dos EXPORTADORES, e então aplica esses dólares em títulos do Tesouro americano.

    Eu esqueci que ele compra dos EXPORTADORES
  • WMZ  23/02/2021 17:44
    "Primeiro que não é assim. O caixa dela é em reais porque é uma empresa brasileiro que tem despesas em reais. O dólar não é moeda corrente no Brasil, de modo que não faz sentido ter todo o caixa em dólar."

    A Petrobrás exporta muito, ou seja, recebe diretamente em dólares. A maioria das despesas estão em real mas isso não significa que ela seja obrigada a converter tudo em real, ela pode guardar uma parte em dólar.

    "E aí, consequentemente, ela vai refinar esse petróleo e vender a gasolina, dentro do Brasil, a um valor maior que 540 reais (caso contrário, é prejuízo)."

    Enquanto ela não usa o real para conseguir os dólares, não faz sentido falar que o câmbio afeta, afinal, ela não vai utilizar esses reais para comprar dólar (mas pode). Agora, se ela realmente compra os dólares com esses reais conseguidos, como você falou,então faz sentido. Se o cenário é o que eu estou imaginando, então os preços estão sendo meramente definidos por um gráfico "oferta x demanda"

    Não é porque o dólar está mundialmente fraco que a gasolina está cara não?
  • Régis  23/02/2021 18:50
    "Enquanto ela não usa o real para conseguir os dólares, não faz sentido falar que o câmbio afeta, afinal, ela não vai utilizar esses reais para comprar dólar (mas pode)."

    Meu Deus do céu!!! O seu domínio econômico é realmente esse?

    Deixa eu tentar desenhar, de novo:

    1) Petrobras pega 100 dólares do caixa e importa petróleo (o que dá, no moeda brasileira, o equivalente a 540 reais).

    2) Esse petróleo importado a 100 dólares (540 reais) é refinado e transformado em gasolina.

    3) Para a gasolina ser vendida com lucro, dentro do Brasil, que utiliza o real como moeda corrente, qual tem de ser preço dela na refinaria? Acertou, acima de 100 dólares. O equivalente a mais de 540 reais.

    4) Agora, se o dólar estivesse a 5 reais, os 100 dólares em petróleo importado poderiam ser vendidos, lucrativamente, a algum valor acima de 500 reais.

    5) Percebeu a diferença que faz o câmbio mesmo com a importação sendo feito com dólares no caixa da Petrobras? No primeiro exemplo, a gasolina sai a um pouco mais de 540. No segundo exemplo, sai a um pouco mais de 500.

    Bem mais barato.

    Foi importada a mesma quantidade de petróleo (100 dólares), no entanto, a venda em reais, para ser lucrativa, vai depender inteiramente do câmbio.

    Eu realmente não consigo desenhar melhor do que isso.
  • Observador  23/02/2021 19:05
    Entenderam agora a encrenca econômica do Brasil? Observe que os dois leitores acima (WMZ e o anônimo) são pessoas cultas, que sabem escrever e se expressar. Certamente estão no topo da pirâmide das pessoas escolarizadas do país.

    E ainda assim têm dificuldades com conceitos econômicos básicos.

    Como então exigir que o povão defenda medidas econômicas corretas sem nem mesmo os mais inteligentes conseguem entendê-las? Pior: como esperar que surjam políticos que defendem essas medidas e que as implementem?

    Entenderam agora por que, no final, sempre voltamos ao populismo?
  • WMZ  23/02/2021 20:25
    "3) Para a gasolina ser vendida com lucro, dentro do Brasil, que utiliza o real como moeda corrente, qual tem de ser preço dela na refinaria? Acertou, acima de 100 dólares. O equivalente a mais de 540 reais."

    Eu vi no site da Petrobrás que ela tenta manter uma soma zero entre as importações e as exportações. Parece que ela não procura comprar dólar usando reais, já que ela própria pode exportar e está difícil encontrar alguém que troque dólar por real (vide problema das internalizações)

    Então, como que eu estou achando que é feito o preço dela na refinaria? O lucro está em função dos gastos em real brasileiro e das receitas em real brasileiro, então, não é 100 dólares ou 540 reais como o Régis falou e, sim, a despesa em REAL que se gastou para refinar. As despesas e receitas em DÓLAR estão na contabilidade da soma-zero mencionada no primeiro parágrafo.

    Por exemplo, se para transformarmos um 1 barril de petróleo de 100 dólares ou de 9999 dólares gastamos, aqui no Brasil, 32 reais (afinal, o barril é sempre o mesmo), para que não haja prejuízo, o preço deverá ser, no mínimo, 32 reais e, não, a conversão dele em dólar para real (como o Régis fez). Se o dólar, suponhamos, está valendo 5 reais, o preço mínimo continua sendo 32 reais e, não, 160 reais ou 192 (160+32) como o Régis fez. Uma coisa é despesa em dólar e outra é em real (imagino eu).

    E o dólar? Entra na conta daquele jogo de soma zero que a Petrobrás faz. Se a Petrobrás gastou 75 dólares para comprar um barril refinável, ela vai ter que vender 100 dólares de um outro barril não-refinável (que é o petróleo brasileiro) para, pelo menos, manter a soma zero.

    As despesas e as receitas em dólar são SEPARADAS e caem naquele jogo de soma zero (o Régis está juntando o caixa em real com o de dólar...não faz sentido, a não ser se, realmente, o modus operandi da Petrobras é comprar dólar usando os reais da receita nacional...mas quem diabos quer trocar dólar por real lixo?)

    O que, para mim, está acontecendo? Por algum motivo, a Petrobras e, ampliando, o governo está encontrando alguma dificuldade em manter a balança equilibrada. Se os preços caírem, as pessoas consumirão mais combustíveis , as importações aumentarão e, portanto, o défice na balança da Petrobrás aumentará.
  • WMZ  24/02/2021 02:55
    Régis eu tentei replicar mas não publicaram o post. Vou tentar explicar brevemente de um outro jeito:

    A Magalu (Magazine Luiza) importa (ou deve importar) notebooks de Taiwan. Como que ela consegue os dólares? Com a receita das vendas que ela consegue aqui no mercado nacional, a Magalu compra de um exportador brasileiro os dólares,ou seja, ela troca os reais que ela conseguiu nas vendas pelos dólares que o exportador conseguiu nas exportações de soja (p.e.)

    Até aqui tudo bem e a sua explicação está correta.

    Mas qual é a diferença, na questão, entre a Petrobrás e a Magalu? A Petrobrás pode conseguir, SOZINHA, os dólares que ela precisa para importar (ela consegue isso pela venda de petróleo brasileiro que ela não consegue refinar), ao contrário da Magalu que não consegue fazer isso. A Petrobrás não precisa de sair por aí procurando por um exportador para tentar trocar os reais dela pelos dólares dele. Entedeu?

    Sendo assim, o valor do real em relação ao dólar não parece influenciar a Petrobrás da maneira que influencia a Magalu ou qualquer outra empresa do tipo(outras varejistas, atacadistas, franquias de moda, importadoras de automóveis etc)

    Então, há duas contabilidades na Petrobrás. Uma deve ser o balanço do dólar (no site da Petrobrás ela fala que tenta exportar o mesmo valor em dólar que importa) e a outra deve ser o balanço das receitas e das despesas nacionais e em reais que ela aufere e gasta aqui no Brasil.

    Ilustrando, deve ser assim: Suponhamos que o barril de óleo bom (que a Petrobrás importa) esteja custando 5000 dólares, o óleo ruim (o petróleo brasileiro que ela exporta) esteja custando 2500, que o dolar esteja valendo 10 reais e que cada barril custe 60 reais para ser refinado (inclui gastos com logística, pagamento dos funcionários, manutenção etc). O que a Petrobrás faz para refinar 100 barris (que é a demanda nacional)?

    Ela exporta 200 barris de óleo ruim para importar os 100 barris de óleo bom. Trascrevendo para o dólar, ela exporta 1 milhão de dólares em barris de óleo ruim para importar 1 milhão de dólares em barris de óleo bom. A influência do dólar termina aqui.

    Na hora de vender no mercado nacional, qual será o valor mínimo que ela deverá vender cada barril para não ter prejuízo? 60 reais. O barril é 60 litros que, dividindo os 60 reais do preço do refino pelos 60 litros, teremos um valor mínimo de 1 real/litro para a Petrobrás não ter prejuízo.

    Você misturou as duas contabilidades, como se a Petrobrás fosse que nem a Magalu. No caso da Petro, não tem dessa de sair convertendo ou equivalendo (como você fez) real para dólar (no caso da Magalu tem)

    "3) Para a gasolina ser vendida com lucro, dentro do Brasil, que utiliza o real como moeda corrente, qual tem de ser preço dela na refinaria? Acertou, acima de 100 dólares. O equivalente a mais de 540 reais."

    Eu acho que não. Depende do valor em real que ela gastou para refinar o petróleo aqui no Brasil. Se ele ela gastou 60 reais, então é 60 reais o valor mínimo. Os 100 dólares mencionados entram apenas na equação do balanço do dólar (ela teve que exportar 100 dólares de óleo não refinável, no caso)
  • Dr shushay shang  24/02/2021 12:23
    A petrobra não Refina 100 por cento do petróleo no brasil. So pouco mais de 50 por cento. O custo de importar o resto tb entra pra encarecer o preço.

    E a parte que é refinado aqui dentro tb custa mais caro pelo custo brazil ,.pelo custo politico( os investimentos sao feitos com licitações fraudulentas e mais caras. Ela emprega muito pessoa desnecessário e cobra imoostos sovieticos é tudo isso é custo que vai parar na bomba.

    Por isso tanto a parte nacional quanto a importada e mais cara que no resto do mundo.
  • Felipe  23/02/2021 19:30
    "Banco suíço UBS vai contra a maré e recomenda comprar ações da Petrobras"

    O que pensam? Lembrei de quando o Bill Gross recomendou a compra de títulos governamentais do governo Lula, enquanto o resto do mundo estava desconfiado.

    Minha impressão é que, de certa forma, o mercado financeiro exerce uma grande pressão no governo Bolsonaro.
  • Caro an%C3%83%C2%B4nimo  23/02/2021 23:10
    Provavelmente é isso mesmo, o mercado está desvalorizando de propósito á Petrobrás para pressionar o Bolsonaro á parar com suas intervenções nas estatais.

    Se ele der algum sinal de quê ira reverter essas medidas recentes, provavelmente as ações vão voltar ao normal.
  • Gustavo Henrique  24/02/2021 19:30
    O mercado deu muita confiança pra ele no início, mas depois de 2 anos de mandato e nada feito, o mínimo que se pode haver é desconfiança. Ainda mais levando em conta todo o histórico dessa mula que preside o país.
  • Caminhoneiro  24/02/2021 03:05
    Pessoal, se vocês fossem o governo HOJE, o que fariam com esse excesso de oferta, mais oferta do que demanda de caminhões. O governo estuda comprar caminhões mas pedindo voluntariamente.... Eai um programa desses como fazer da maneira certa sem que retire muita oferta e faça o inverso da realidade atual (causar mais demanda do que oferta)
  • Carlos Alberto  24/02/2021 14:52
    E já começaram a surgir notícias de desabastecimento:

    www.moneytimes.com.br/petrobras-diz-a-distribuidoras-que-nao-atendera-100-da-demanda-de-diesel-em-marco/

    A lambança feita pelo Banco Central é inacreditável:

    1) Desvalorizou a moeda;

    2) com isso encareceu desnecessariamente a importação de combustíveis;

    3) a Petrobras não repassou todo esse encarecimento (pois, sendo estatal, é controlada por políticos);

    4) com a Petrobras vendendo a preços abaixo do custo de importação, os imperadores privados foram afastados do mercado, pois não são imbecis; ninguém paga para trabalhar.

    5) Agora já há notícias de que não haverá como atender a demanda de diesel em março.

    E teve nêgo aqui nessa seção de comentários dizendo que o fato de a Petrobras controlar preços não afeta em nada.
  • Felipe  24/02/2021 15:24
    A Petrobras não repassou ainda todos os custos? No começo desse ano eu sabia que ela estava segurando os preços.
  • Crioulo  24/02/2021 16:24
    Pra ser sincero isso não tem a ver com a troca do presidente. Isso tem a ver com o que o artigo fala. Enquanto o BC não arrumar a lambança que fez, vai faltar alimentos em pouco tempo.
  • Felipe  24/02/2021 19:14
    Faltar eu acho que não, mas vai haver menor oferta interna.
  • Felipe  24/02/2021 15:20
    Olhando essa entrevista de Ilan Goldfajn de 10/09/2020... ele previu que a inflação subiria, mesmo em ambiente recessivo.

    O Henrique Meirelles disse que a culpa da volatilidade dos combustíveis não é do ICMS. Por incrível que pareça, ele está certo. O ICMS é responsável pelo preço maior do combustível, não pela volatilidade. Essa criação de fundo que ele mencionou é que me deixou "com pulga atrás da orelha".
  • anônimo  24/02/2021 18:02
    E pensar que o Bolsonaro poderia estar surfando em boa aprovação se somente entregasse uma moeda forte.
  • John Locke  24/02/2021 20:08
    Haveria a possibilidade de algum conterrâneo responder, o que de fato é M1 e M2?

    Mesmo assistindo a vídeos que explicam como eles funcionam, eu não consigo compreender..

    O que seria o M1, M2 e M3?
  • gabriel frederico  25/02/2021 00:16
    m1 e m2 são diferentes formas de definir qual é o valor em determinado seguimento, existem o papel moeda que denomina o valor transacionado e também os ativos que são denominados pela moeda
  • Felipe  25/02/2021 00:26
    O M1 é a a soma de todas as cédulas e moedas metálicas em poder do público mais todos os depósitos à vista (conta-corrente). É o agregado monetário mais líquido da economia, pois ele está pronto para ser utilizado e tem liquidez imediata. O M2 é o M1 mais os depósitos em poupança e depósitos à prazo e com títulos como LCI (letras de crédito imobiliário) e LCA (letra de crédito do agronegócio).

    De todo modo, este comentário do Trader resume:

    "Base Monetária ou M0: a soma de todas as cédulas e moedinhas emitidas pelo Banco Central (por meio da Casa da Moeda) mais as reservas que os bancos mantêm depositadas no BACEN.

    M1: a soma de todas as cédulas e moedinhas em poder do público mais todos os depósitos em conta-corrente.

    M2: M1 + depósitos em poupança + depósitos a prazo + letras de câmbio + LCIs e LCAs

    M3: M2 + cotas de fundos de investimentos + operações compromissadas dos bancos com o BC

    M4: M3 + títulos públicos federais em poder do público


    Quanto ao mais relevante, foi respondido aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852"
  • Tadeu Hyppolito  25/02/2021 01:02
    Coincidentemente eu havia postado há alguns dias um artigo (meu) falando exatamente o que temos aqui .. claro, não fiz a análise historica da evolução dos preços , mas comentei a essência - como o BC irresponsavelmente derrubou a Selic , tornando nossa economia negativa, espantando investidores e, por tabela, elevando o dolar . E hoje temos um caso excepcional ! inflação em um cenário recessivo ! o que demonstra claramente que é uma inflação de custos e não de demanda .. o BC terá que elevar a Selic para consertar a burrada m nas a cura vai demorar pois dolar aumenta no atacado e abaixo no varejo ...e , claro, todos continuarão impunes ... lamentável . Como sempre digo :
    "Não existe economia forte com moeda fraca".


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