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Bolhas, manias, colapsos e o pai do keynesianismo moderno
Como John Law e a bolha do Mississippi fundaram o financismo atual

Quase todos os entusiastas de economia, e da história da economia, conhecem as grandes bolhas especulativas da história. Houve a bolha da Companhia dos Mares do Sul (a South Sea bubble), houve a bolha das tulipas e, mais recentemente, a bolha das empresas pontocom e a bolha imobiliária.

Em 1841, o poeta, jornalista e escritor britânico Charles Mackay publicou o livro "Ilusões Populares e a Loucura das Massas"(Extraordinary Popular Delusions and the Madness of Crowds). Dentre os exemplos de especulação financeira descritos em detalhes no livro está, além da Companhia dos Mares do Sul e da mania das tulipas, a bolha do Mississippi.

A bolha do Mississippi certamente é, de longe, a mais valiosa para os propósitos de nossa elucidação. Foi esta bolha que praticamente moldou as finanças do mundo moderno, e que estabeleceu o arcabouço teórico para várias teorias econômicas subsequentes, dentre elas o keynesianismo e a própria Teoria Monetária Moderna.

O grande artífice desta bolha foi um cavalheiro chamado John Law.

Law e o seu próprio Banco Central

Filho de um banqueiro e ourives escocês, John Law era um garoto brilhante, com aptidões matemáticas surpreendentes. 

Em suas viagens ao continente europeu, passava as manhãs estudando finanças e os princípios do comércio; ao anoitecer, ia para as casas de jogos. Tornou-se um apostador extremamente bem-sucedido, por causa de sua habilidade matemática de calcular probabilidades.

Além de jogador, era também um inveterado mulherengo. Consequentemente, perdeu quase que toda a fortuna da família em suas aventuras.

Certo dia, envolveu-se em uma briga por causa de uma mulher e seu oponente o desafiou para um duelo. Matou seu rival com um tiro, foi preso, julgado e condenado à morte. 

Malandro e esperto que era, Law conseguiu escapar da prisão e fugiu para a França.

À época, Luís XIV era o rei de uma França que vinha se endividando profundamente por causa de suas guerras e do estilo esbanjador da monarquia. John Law, que agora viva na França, havia se tornado companheiro de jogo do duque de Órleans. E foi nessa época que ele publicou um trabalho que exaltava os benefícios de uma moeda de papel desatrelada do ouro e emitida por um Banco Central monopolista.

Quando Luís XIV morreu, seu sucessor, Luís XV, tinha apenas 11 anos de idade. O duque de Órleans foi nomeado regente (rei temporário) e descobriu, tremendamente espantado, que a França estava profundamente endividada e que os impostos recolhidos sequer cobriam os juros da dívida. 

Law, farejando oportunidade, foi à corte real e apresentou ao seu amigo duas monografias que atribuíam os problemas da França a uma insuficiência de moedas e que detalhavam todas as supostas virtudes de uma moeda de papel emitida pelo governo. Até então, não existiam moedas de papel na França. Todos os pagamentos eram feitos em moedas de ouro e prata. 

Law então pediu ao regente a permissão para criar um banco que gerenciaria as receitas da Corte e que faria a emissão da moeda de papel. E conseguiu.

No dia 15 de maio de 1716, John Law tornou-se o dono de um banco (Banque Générale) e ganhou o direito de emitir moeda de papel. O governo decretou que os impostos poderiam ser pagos com esse nova moeda de papel e, assim, o público foi persuadido a abandonar o ouro e a prata (que agora ficariam no Banco) e a adotar a moeda de papel. 

Começava então, efetivamente, o primeiro grande experimento europeu com as moedas fiduciárias. 

O aumento da oferta de moeda trouxe uma nova vitalidade à economia francesa, e John Law passou a ser aclamado um gênio financeiro. Como recompensa, o duque de Órleans concedeu a Law os direitos de exploração de todo o comércio do território francês da Louisiana, na América. O território da Louisiana era uma área enorme que compreendia cerca de 30% do que hoje são os Estados Unidos, indo desde o Canadá até a foz do Mississippi, no Golfo do México. 

Naquela época, acreditava-se que a Louisiana era rica em ouro, e a nova empresa criada por John Law para fazer essa exploração, a Companhia do Mississippi, com os direitos exclusivos de comércio no território, rapidamente se tornou a mais rica empresa da França. Law não perdeu tempo e, aproveitando sua popularidade, soube capitalizar a confiança do público nas perspectivas de sua empresa e emitiu 200 mil ações. 

Logo após a emissão, o preço de cada ação explodiu, subindo mais de 30 vezes em um período de poucos meses. Apenas imagine isso: em poucos anos, Law passou de jogador viciado e assassino pobre para uma das figuras financeiras mais poderosas da Europa. 

E, de novo, foi recompensado. Desta vez, o duque concedeu a ele e às suas empresas o monopólio da venda de tabaco, o direito exclusivo de refinar e cunhar prata e ouro, e ainda transformou o banco de Law no Banque Royale (o precursor do Banco Central da França). 

Ou seja, Law estava agora no controle do Banco Central da França. 

A prosperidade de papel

Agora que seu banco era o Banco Central da França, isso significava que o governo era o garantidor de todo o papel-moeda emitido, da mesma forma como faz o governo hoje com o Banco Central. E, dado que tudo estava correndo tão bem, o duque pediu a Law que imprimisse ainda mais moeda; e Law, concordando que não havia mal algum em ter mais coisas boas, obedeceu. 

O governo, embevecido pela mágica de poder gastar sem ter de elevar tributos, passou a gastar excessiva e descuidadamente ao mesmo tempo em que agradava Law com mais presentes, mais honrarias e títulos. 

Sim, as coisas estavam indo muito bem. Tão bem que o duque pensou que, se esse tanto de moeda corrente trazia tanta prosperidade, então duas vezes tal quantidade seria ainda muito melhor. Dois anos antes, o governo nem sequer conseguia pagar os juros de suas dívidas; agora, não apenas havia liquidado suas dívidas, como também podia gastar tanto quanto quisesse. Tudo o que precisava fazer era imprimir mais papel-moeda. 

Como recompensa pelos serviços de Law à França, o duque aprovou um decreto concedendo à Companhia do Mississippi os direitos exclusivos de comercializar com as Índias Orientais, a China e os Mares do Sul. Ao saber disso, Law emitiu mais 50 mil novas ações da Companhia do Mississippi. Quando fez essa nova oferta de ações, mais de 300 mil pedidos foram feitos para as novas ações. Entre os demandantes havia duques, marqueses, condes e duquesas, todos querendo sua parcela de ações. A solução de Law para o problema foi emitir 300 mil novas ações em vez das 50 mil que havia planejado originalmente, um aumento de 500% do total de ações. 

Paris era uma festa e estava progredindo rapidamente devido à súbita especulação com ações e ao aumento da oferta de moeda. Todas as lojas estavam lotadas, havia uma abundância de novos produtos de luxos e as ruas fervilhavam de pessoas. Como afirmou Charles Mackay em seu livro Ilusões Populares e a Loucura das Massas, "novas casas estavam sendo construídas em todas as ruas e avenidas, e uma prosperidade ilusória lançava um brilho sobre a terra, encantando os olhos de toda a nação; dessa forma, ninguém podia enxergar a nuvem negra que anunciava, no horizonte, a tempestade que estava se aproximando velozmente". 

O estouro da bolha

Os problemas começaram a aparecer rapidamente. Devido à inflação da oferta de moeda, os preços começaram a disparar. Os preços dos imóveis e dos aluguéis, por exemplo, aumentaram 20 vezes. 

Law começou a sentir os efeitos da inflação galopante que ajudara a criar.  Ao fazer uma nova emissão de ações para a sua Companhia di Mississippi, Law ofendeu o Príncipe de Conti ao se recusar a emitir as ações com o preço que o nobre queria. Furioso, o príncipe mandou três carruagens ao banco de Law para restituir em em ouro e prata todo o papel-moeda e todas as ações da Companhia do Mississippi. Foi pago com três carruagens lotadas de moedas de ouro e prata. 

O duque de Órleans, no entanto, ficou enfurecido com essa atitude e determinou que o príncipe devolvesse as moedas metálicas ao banco. Temendo que nunca mais pudesse pisar de novo em Paris, o príncipe devolveu duas das três carruagens. 

Isso serviu de alerta para o público. Os investidores mais espertos (o "smart money") foram aos bancos e começaram a converter as cédulas de papel em moedas de ouro e prata. Outros passaram a comprar qualquer coisa transportável que tivesse valor: jóias, talheres de prata, pedras preciosas e quaisquer tipos de moedas metálicas eram compradas e enviadas para o exterior. Ou então eram entesouradas. 

Para estancar o sangramento, em fevereiro de 1720, os bancos aboliram a restituição das cédulas de papel em ouro e prata, e o governo declarou ser ilegal utilizar ouro e prata como meio de pagamento. A compra de joias, pedras preciosas e talheres de prata também foi banida. O governo também instituiu recompensas de até 50% para qualquer ouro ou prata confiscados de pessoas que fossem encontradas em posse dessas mercadorias (pagáveis em papel-moeda, evidentemente). As fronteiras foram fechadas e as carruagens, vasculhadas. As prisões se encheram e cabeças rolaram, literalmente. 

Finalmente, a crise financeira atingiu um estágio crítico. Em 27 de maio, os bancos foram fechados e Law foi dispensado do cargo de ministro. A moeda de papel foi desvalorizada em 50% e, no dia 10 de junho, os bancos foram reabertos e voltaram a restituir as cédulas de papel por ouro e prata a esse novo valor. Quando o ouro acabou, as pessoas passaram a ser pagas em prata. Quando a prata acabou, foram pagas em cobre. Como se pode imaginar, o frenesi para converter a moeda de papel em moedas metálicas foi tão intenso que quase gerou badernas e inquietações sociais.

No fim, ouro e prata desfecharam um nocaute na moeda de papel. 

Já então, John Law era o homem mais odiado da França. Em questões de meses, deixou de ser a força mais poderosa e influente da sociedade francesa e voltou a ser a nulidade de antes. Law fugiu para Veneza, retornando à vida de jogatina e se lamentando: "No ano passado, eu era o sujeito mais rico que já existiu. Hoje, não tenho nada, nem mesmo o suficiente para me manter vivo." 

Morreu arruinado, em Veneza, em 1729. 

O colapso da Companhia do Mississippi e o sistema de moeda de papel criado por Law afundaram a França, e quase toda a Europa, em uma horrível depressão econômica, que durou por muitas décadas. No entanto, o mais impressionante é que tudo isso aconteceu no período de apenas quatro anos.

Para concluir

Duzentos anos depois, algumas similaridades de Law com a personalidade de Keynes são impressionantes. Keynes primeiro foi matemático, depois virou economista. A abordagem de ambos também era similar: eles viam um problema econômico e já tentavam inventar uma solução, em vez de ver o problema e tentar antes entender por que ele ocorre, para só então pensar em uma solução. 

Tanto Law quanto Keynes acreditavam que uma moeda sólida e estável eram excessivamente restritivas para uma economia.

Consequentemente, quase tudo o que Law propôs e impôs à França é similar ao arranjo keynesiano do mundo atual. A Teoria Monetária Moderna nada mais é do que a tese de John Law levada ao pé da letra.

A diferença, talvez, é que na França ela foi aplicada em condições quase que de laboratório, ao passo que no mundo atual há ao menos alguma resistência intelectual.

Não foi à toa que o esquema de Law colapsou em apenas quatro anos. Hoje, ainda temos alguma chance.



autor

Michael Maloney
é autor do livro Guide To Investing in Gold & Silver, do documentário Hidden Secrets of Money e CEO e fundador da corretora GoldSilver.

  • Pergunta de leigo  11/09/2020 20:00
    Uma vez que está começando a escassear o crédito oferecido por parte dos bancos, existe a possibilidade de o governo aumentar novamente a base monetária (se é que uma coisa tem a ver com a outra) ?
  • Trader  11/09/2020 20:20
    O crédito escasseou (para pessoa física e pequenas empresas) por barbeiragem total do BC. A curva de juros empinou enormemente após as reduções exageradas na Selic. Os juros de longo prazo hoje estão maiores do que estavam antes das duas últimas reduções da Selic.

    Quanto mais o BC reduzia a Selic sem fundamentos, mais os agentes econômicos previam maior inflação no futuro. Consequentemente, os juros de longo prazo subiram.

    Quanto mais se reduzia a Selic, mais pioravam as expectativas para a inflação futura, mais subiam os juros de longo prazo. (E bancos emprestam de acordo com a curva de juros e não de acordo com a Selic.)

    Ou seja, a redução da Selic, na prática, gerou um aperto do crédito ao mesmo tempo em que desvalorizou o câmbio e gerou carestia nos alimentos.

    Coisa de profissional. São as consequências de se ter heterodoxos e keynesianos no Banco Central.
  • Felipe  11/09/2020 21:02
    Então essa queda nos juros de curto prazo só beneficiou exportadores de commodities, além do próprio governo ao poder postergar o problema da dívida? E aí tem a outra encrenca: inflação também é impopular. As queixas sobre isso já começaram a acontecer. Não somos ainda como os argentinos.
  • Régis  11/09/2020 21:22
    "Então essa queda nos juros de curto prazo só beneficiou exportadores de commodities, além do próprio governo ao poder postergar o problema da dívida?"

    Majoritariamente. Mas ajudou também grandes empresas a refinanciarem suas dívidas baratinho.

    Já o povo ficou apenas com a desvalorização da moeda e a concomitante carestia. O crédito à pessoa física segue encolhendo (afinal, banco não é burro).

    ibb.co/X4v3hkM

    No final, ainda irão descobrir o básico: reduzir juros na canetada, sem fundamentos e ainda desancorando expectativas quanto à inflação futura, não faz com que banco arrisque seu capital e saia emprestando a rodo para pobres.
  • Índio Capitalista  14/09/2020 00:48
    Dado que emprestar dinheiro ao leviatã deixou de ser bom negócio e o risco para se emprestar ficou demaziamento alto o que os banqueiros farão com os reluzentes lobos-guarás ?
  • Régis  14/09/2020 03:54
    Vão fazer exatamente o que já fazem os bancos dos países desenvolvidos que estão com juros zero: irão emprestar apenas para quem tem histórico de crédito excelente.

    E isso vai aumentar ainda mais as disparidades.

    Quem é rico e não precisa de crédito irá ter crédito ainda mais barato.

    Quem é pobre e precisa de crédito não mais conseguirá crédito nenhum.

    O que os gênios ainda não entenderam é que tabelar a Selic é uma forma explícita de controle de preços. Se você congela os juros a um nível artificialmente baixo, isso não irá gerar fartura de crédito para todos (as pedras não viram pães, ao contrário do que disse Keynes). Ao contrário: irá gerar ainda mais restrição. Logo, só vai conseguir crédito quem realmente tem bom histórico e bons colaterais (ou seja, rico). Quem é pobre não vai conseguir nada.

    Isso já vinha ocorrendo na Europa antes do Corona. Vai ser a mesma coisa aqui.
  • Felipe  14/09/2020 12:21
    E quando a SELIC é tabelada "para cima"?
  • Amante da Lógica  14/09/2020 14:04
    Como ensina a teoria econômica, se o preço de algo for decretado a um valor acima do de mercado, haverá muita oferta e pouca demanda. Inversamente, se o preço de algo for estipulado a um valor abaixo do de mercado, haverá um excesso de demanda, mas pouca oferta.

    Se a prefeitura da sua cidade estipular que o valor dos alugueis, de qualquer imóvel e em qualquer ponto da cidade, está congelando em $100 por mês, o que acontecerá com a demanda por imóveis? Garanto que vai explodir. Mas o que acontecerá com a oferta? Garanto que vai encolher.

    E se a prefeitura fizer o contrário, e estipular que o valor dos alugueis, de qualquer imóvel e em qualquer ponto da cidade, está congelando em $100.000 por mês? Garanto que a oferta vai explodir, mas a demanda vai desaparecer.

    Com o preço do crédito ocorre a mesmíssima coisa. O que acontece se o preço do crédito for decretado em um valor acima do de mercado? A oferta será ampla, mas haverá pouca demanda por empréstimos. E se o preço do crédito for decretado em um valor abaixo do de mercado? A demanda por empréstimos será alta, mas a oferta será escassa.

    Uma coisa que poucas pessoas ainda não perceberam é que, ao contrário da intuição normal, juros excessivamente baixos acabam restringindo a expansão do crédito. E a lógica é simples e segue o mesmo padrão apresentado acima.

    Se os juros estão em, por exemplo, 50% ao ano, então os bancos podem se dar ao luxo de ser menos cautelosos na concessão de empréstimos e sair emprestando para qualquer um. É a mesma lógica do agiota: se você emprestar para pessoas com histórico de crédito duvidoso, cobre juros altos; quanto mais altos os juros, mais você empresta para pessoas assim. Nesse cenário, a expansão do crédito pode acabar aumentando (principalmente entre os tomadores menos cautelosos).

    Por outro lado, quanto mais baixos os juros, mais criteriosos e cautelosos os bancos têm de ser.

    Se os juros são muito altos e o mutuário dá calote em algumas prestações, tudo bem; desde que ele pague as outras, o banco ainda tem lucro. Já com juros baixos, qualquer atraso na prestação já afeta severamente a possibilidade de lucro do banco. Em um cenário de juros zero, apenas pessoas e empresas com excelente histórico de crédito conseguem empréstimos.

    Por isso aquele aparente paradoxo entre juros zero, crescimento do crédito quase nulo e inflação de preços zero que se observou na Europa antes da Covid.
  • Régis  11/09/2020 20:25
    Aumentar ainda mais a base monetária?! Tá ficando doido?

    ibb.co/JR5N65L
  • Imperion  11/09/2020 23:51
    Ele tenta aumentar ate onde pode. Mas crédito não é moeda. Não faz bem soltar crédito na economia, e quando a inflação estoura por causa do crédito, que é dinheiro sem lastro, o crédito é cortado pra conter a inflação.

    Crédito é fabricação de dinheiro. Se ele tá escasso é porque já o tomaram todo e o gastaram com negócios improdutivos.

    Mas não é o dinheiro ou crédito que move a economia. Isso é um engano. É a produção. E a produção deixa de ser feita com sabedoria quando as pessoas passam a achar que estão nadando em dinheiro.

    Quando não tem ninguém produzindo, o dinheiro todo em circulação não vale nada. Dinheiro em papel só vale o que se pode comprar com ele.

    Se a única coisa que vc pudesse comprar numa economia fosse um tomate, e vc tivesse um trilhão de reais impresso em papel, esse tomate custaria um trilhão de reais. 
  • Fernando  11/09/2020 20:14
    As primeiras bolhas documentadas na história do mundo são um assunto fascinante (a das Tulipas eu já li aqui e recomendo). No fundo, todas têm a mesma causa. Mas essa do John Law é a mais espetacular delas porque é bastante contemporânea. Excelente artigo. Obrigado!
  • Trader  11/09/2020 20:22
    Aproveitando a deixa: leitura deliciosa para uma sexta-feira à tarde. E a série de vídeos do Maloney sobre o que é dinheiro é sensacional. Recomendo muito.
  • Questionamento  11/09/2020 20:43
    Boa tarde, prezados.

    Estou me familiarizando com liberalismo (através de Hoppe, no momento) e surgem questões constantemente, sempre busco aqui as respostas, mas às vezes essas não ficam claras.

    Não sabia por onde me comunicar aqui e, por isso, lanço aqui mesmo uma dúvida não relacionada ao tema do artigo:

    1. Compreendo que o lucro permite que sejam empregadas novas tecnologias que propiciarão ao trabalhador maior produtividade e, por conseguinte, é possível que o empregador ofereça salários maiores. Minha questão é: por que os empregadores assim fariam, se eles podem manter o lucro para si mesmos ou aplicar nas indústrias?

    Me pergunto se a resposta vai ser: "bom, em um livre mercado, os patrões brigariam pelos empregados, para que aumentem sua própria produção". Mas e o desemprego? Além do que, o que impede que as empresas estabeleçam entre si acordos para que o trabalho seja abusivo? Talvez nem mesmo acordos, simplesmente um ideal produtivo insano tal qual o japonês?

    Agradeço se puderem indicar leituras.
    Abçs
  • Professor  11/09/2020 21:15
    Resposta teórica aqui:

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Resposta empírica aqui:

    Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes

    Bônus:

    Employment Options, Not Labor Unions, are the Real Source of Bargaining Power for Workers

    Dever de casa:

    Se ocorresse esse cenário que você descreve, por que então existem milhões de pessoas que ganham mais que o salário mínimo? Dado que o patrão só é obrigado a pagar o salário mínimo, então por que há milhões de trabalhadores que recebem mais que o mínimo?

    Era para — utilizando suas próprias palavras — "as empresas estabelecerem entre si acordos para que o trabalho seja abusivo". Ou seja, era para todo mundo estar recebendo apenas o mínimo. E isso seria legítimo. Por que não acontece? Pergunta empírica, e não teórica.
  • Imperion  11/09/2020 23:58
    O lucro é nada mais nada menos que o salário do empreendimento. O empreendedor trabalha pra ter saldo positivo. Se ele não tiver lucro tem prejuízo. Ele investe e passa a ter menos.

    O trabalhador só recebe mais se for produtivo. Não é obrigação do empreendedor dividir os lucros com o trabalhador. Lucro é pra quem põe o seu na reta, compra terreno, fábrica, máquinas e equipamentos, e outros bens de capital, gastando o seu, para só ter retorno em alguns anos.

    O trabalhador troca seu trabalho por dinheiro, mas não põe o seu na reta. E é obrigação do empreendedor pagá-lo na hora, em dia.

    Dito isso, o empreendedor tira o seu da produtividade dos seus bens de capital, descontada o que ele deve pela "produtividade dos trabalhadores contratados".

    Por que então ele investe? Porque quanto mais ele investe em bens de capital, mais ele ganha. Seu empregado também ganha mais, porque ele pega emprestado o bem de capital do patrão pra produzir mais. E quanto mais ele produzir mais ele ganha.

    Agora, se o patrão não aumentar o salário de um empregado produtivo, este não tem motivo pra ser produtivo. Como o lucro dele é tanto maior quanto mais produtivo forem seus trabalhadores, ele deixa de ganhar. Péssimo negócio.
    Outros empreendedores, ao verem esse empregado sendo bem produtivo e recebendo menos, vão oferecer salário maior. Você não vai ter motivo pra continuar numa empresa que paga pouco por alta produtividade. Quem é produtivo e gera valor aos outros sabe o quanto vale o que ajuda a produzir.

    Empresários de visão investem o lucro ganho para aumentar os negócios: mais bens de capital pra aumentar a produtividade e melhorias de produtividade aos empregados... Os salários sobem pra eles também. E compensa. Este empregado, mesmo recebendo um salário maior, mais custos, te gera mais lucro.

    Compensa muito mais ao empregador ter um produtivo recebendo mais do que dois improdutivos recebendo um pouco menos.
  • Eduardo  12/09/2020 00:02
    "Mas e o desemprego? Além do que, o que impede que as empresas estabeleçam entre si acordos para que o trabalho seja abusivo? Talvez nem mesmo acordos, simplesmente um ideal produtivo insano tal qual o japonês?"

    Com todo respeito, isso é "lógica" de quem nunca empreendeu nem um carrinho de pipoca na vida. Faz parecer que todo patrão é mau e todo empregado é santo, honesto, competente e coitado, e que só não ganha mais por "crueldade" do patrão.

    Pra começar, tem muito caso de funcionário que trabalha pouco e quer ganhar muito. Só que ninguém fala disso porque é politicamente incorreto. Você olha os debates na mídia e parece até que casos assim simplesmente não existem.

    Tive muitos funcionários assim. Tem vezes que quando abre uma vaga você precisa contratar e demitir uns dois ou três até achar um funcionário bom. E quando acha, tem que tratar bem para não perder.

    Por outro lado, funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto.

    Funcionário ruim tem que aceitar o que aparece e fica morrendo de inveja do funcionário bom que ganha mais do que ele. Aí reclama do patrão, da terceirização, da automação, de todo mundo. Só não percebe é que a culpa é dele.
  • Alberto Carlos  12/09/2020 00:27
    Tudo isso é verdade. Eu mesmo passei boa parte de minha vida procurando aqueles que valem mais do que recebem. Quando acho, pago com gosto. Meus empregados com os maiores salários sempre representaram as maiores barganhas de minha folha de pagamento. São os que me dão mais retorno.

    Aqueles que vivem reclamando sobre baixos salários são exatamente os que não valem nem o pouco que recebem. Empregado bom que está sub-remunerado rapidinho encontra outro empregador que paga o que ele vale.

    Qualquer um que acredite que recebe pouco deve abandonar o emprego e ir testar sua real aptidão no mercado.
  • Imperion  12/09/2020 02:01
    "e o desemprego?"

    Quem gera emprego são os empreendedores quando investem. Quem não está na produtividade, não gera emprego.

    Os parasitas só recebem sem trabalhar, mesmo que finjam que trabalham. Para eles, emprego é um lugar pra te dar dinheiro, sem fazer nenhum bem a ninguém. Eles são os responsáveis pela pobreza, falta de emprego e falta de prosperidade das pessoas que realmente trabalham e empreendem.

    Se vc não confia nos outros, empreenda vc mesmo. Vc estará criando emprego e renda pra si e para outros. Mas não são os outros que têm que ter o objetivo de empreender pra te "dar emprego e renda". 
  • Questionamento  12/09/2020 02:49
    Boa noite!

    Agradeço enormemente pelas respostas, lerei os artigos e tomarei o tempo necessário para reflexão.

  • Felipe  11/09/2020 20:59
    Esse artigo é bastante engraçado. Eu realmente não sabia de uma tentativa de enfiar papel-moeda além da feita na Mongólia.

    Realmente, hoje perdemos muito com o fim do padrão-ouro.

    Se as pessoas soubessem como funciona o sistema financeiro, certamente teríamos revoltas sociais.
  • Kublai  11/09/2020 21:25
  • Keanu Reeves  12/09/2020 00:21
    Pessoal, olha que site foda, explicado o Escândalo da Pandemia, tem a parte 1 e a 2, recomendo até que se inscrevam:

    marcosgatose.wixsite.com/politicamente/post/covid-19-scamdemic-o-esc%C3%A2ndalo-da-pandemia-parte-1
  • Felipe  12/09/2020 00:41
    Pessoal, descobri uma boa notícia.

    Em 3 de fevereiro de 2020, o preço da onça de ouro era de R$ 7087 aproximados. Um saco de 5 kg no Walmart custava por volta de R$ 12. Ou seja, com 591 sacos de arroz (ou 2,97 ton) você comprava uma onça de ouro.

    Em 11 setembro de 2020, o preço da onça de ouro está em R$ 10.316. Só que tem saco de arroz custando R$ 40. Então, agora, você precisa só de 258 sacos de arroz (ou 1,29 ton).

    Ou seja, o arroz virou praticamente uma moeda-commodity: ao longo dos meses, menos arroz foi sendo necessário para comprar a mesma quantidade de ouro. O arroz se valorizou mais do que o ouro no mesmo período.

    Leandro estava errado: dinheiro de verdade é arroz, não ouro.
  • anônimo  12/09/2020 06:06
    Friamente analisando faz muito sentido. A população mundial continua crescendo, e o arroz se não me engano, é o alimento mais consumido no mundo. Asiáticos (chineses e indianos, ou seja, um terço do mundo) o consomem em larga escala.

    Não é uma cultura fácil (precisa de uma absurda quantidade de água, que nem sempre é encontrada nestes países e em outros). E, em última instância, a utilidade marginal de alimentos sempre vai ser mais alta que de outros itens.
  • anônimo  12/09/2020 01:41
    Poderiam por na lista as trapalhadas financeiras feitas pelos governos da Argentina das últimas décadas até então. Pegando o gancho, alguém aqui já ouviu sobre a tal "economia de Francisco e Clara" supostamente defendida pelo Papa Francisco? Pelo que li, tem relação com o tal "grande reset" que estão querendo implantar no ocidente.
  • RAFAEL BORTOLI DEBARBA  12/09/2020 02:05
    Excelente artigo!!
  • Bernardo  12/09/2020 02:13
    Caramba, a Place Vendôme de Paris era dele! Eu não sabia…

    en.wikipedia.org/wiki/Place_Vend%C3%B4me#History

    E ele tinha também 21 châteaux.

    en.wikipedia.org/wiki/John_Law_(economist)#Downfall
  • Elísio  12/09/2020 02:20
    Se bem me recordo do que já li, o governo francês também comprou várias ações da Companhia Mississippi na esperança de lucrar e ter ainda mais dinheiro.

    Perdeu tudo…
  • EUGENIO  12/09/2020 12:34
    LAW NÃO SABIA ERA ADMINISTRAR AS FINANÇAS DA MULHERADA TODA QUE "CONSUMIA" como todo mundo,ele se perdeu nesse particular .

    Se fosse só por suas invencionices , estaria INVENTANDO E ADMINISTRANDO até hoje , e muito bem empregado em países latinoamericanos,na Argentina com certeza.

    Um administrador de finanças públicas famoso, indubitavelmente COMPETENTE , bons resultados ao, ser perguntado porque sempre recorria ao agiota para pagar contas particulares,quase sempre DEFICITARIAS, ele contou o motivo:

    "CAVALOS LERDOS E MULHERES LIGEIRAS"!

    Não conseguia bons resultados nestes setores administrativos.
  • Humberto  12/09/2020 02:20
    Períodos de rápida expansão monetária e do crédito sempre terminam da mesma maneira. Varia apenas a intensidade. No final, todas as bolhas econômicas são iguais: bolhas de crédito associadas com moeda sendo criada em vez de empréstimos com dinheiro que outros efetivamente pouparam (ou seja, se abstiveram de consumir).
  • Nome  12/09/2020 12:52
    Este é um mês muito triste, morreu David Graeber

    o grande autor do "Divida - Os Primeiros 5.000 Anos", livro que conta de forma antropológica a origem do dinheiro, da dívida e explica o "mito do escambo" tão repetido nos livros de economia.

  • Yosimoto  12/09/2020 19:12
    Ou seja, Keynes já arruinava a economia mundial antes mesmo de Keynes existir.
    De longe o maior engodo da face da terra
  • Felipe  13/09/2020 16:59
    O que explica o fato de a Austrália ter ficado tanto tempo sem ter passado por recessões? Funcionamento distinto do banco central? Sistema bancário?

    Em 29 anos, o Brasil teve pelo menos três recessões, descontando períodos de hiperinflação. Nos EUA foram pelo menos três também, embora menos intensas.
  • Trader  13/09/2020 18:01
    Eis a variação dos preços das commodities em dólares australianos (linha azul) e em reais brasileiros (linha vermelha).

    ibb.co/4FPfVV3

    A moeda australiana é robusta e estável. Todo um compêndio de teoria econômica resumido em um só gráfico.

    Isso é tudo o que você precisa saber.
  • Felipe  13/09/2020 23:02
    Isso é interessante. Será que não haveriam outros fatores para tal primazia? A Alemanha possui uma moeda bastante sólida, mas sofreu com a crise de 2008. Mas aí talvez fosse por outro contexto... a Alemanha sofre agora influência do BCE. O BCE foi ótimo para os países periféricos e com histórico de moeda fraca como Grécia, Portugal e Espanha, mas não muito para a Alemanha.

    Particularmente interessante é que o Equador, logo após ser dolarizado em janeiro de 2000, teve explosão nas exportações, crescimento econômico, produtividade e PIB per capita. Isso que o país continuou bastante fraco em liberdade econômica (pior que o Brasil), sem uma liberdade bancária como no Panamá e com enorme instabilidade política (de 2000 a 2007 foram quatro presidentes diferentes fora o chavista Rafael Correa). Como o petróleo é pauta de exportação grande do país, ele se beneficiou com as exportações, já que o dólar fraco à época deixou as commodities mais caras. Além disso, como muitos equatorianos moram fora do país e ajudam suas famílias no país natal, as remessas de dólares ficam bem mais convenientes. Não existe o inconveniente de ter que ficar trocando de moeda. Troca por dólares e pronto, chegam já na conta do sujeito que mora no Equador.

    Foi só amarrarem as mãos do Banco Central del Ecuador, que o país cresceu. Claro que eles também fizeram um corte brutal nos gastos e controlaram o orçamento. Uma dolarização no Brasil teria trazido ainda mais benefícios do que ela trouxe para os equatorianos. Nossa infraestrutura seria melhor, os privilégios do funcionalismo teriam de ser cortados, entre outras coisas. Talvez nem o Lula tivesse sido eleito (que ganhou a eleição graças ao colapso do câmbio atrelado do FHC em 1999), muito menos a Dilma. Não me conformo de isso ter dado certo lá e aqui nunca terem tentado. Na pior das hipóteses, seríamos parecido com a Grécia, que ainda possui civilidade pois eles usam o euro.
  • Imperion  14/09/2020 03:35
    A Austrália nos anos 80 de divorciou da corrupção. Fizeram um reforma no judiciário e gastaram 4 bilhões pra economizar 80 bilhões ao ano (era a conta anual da corrupção no país).

    Depois disso o governo nunca maia aceitou a gastança, privilégios e outras coisas que desequilibrassem as contas.
    Com isso o governo australiano nunca mais precisou baixar as calças e crescer sem fazer malabarismo. Nunca precisou inflacionar a moeda por causa de déficits e gastos políticos (eles cortaram).

    Só não cresce mais porque é um pais desértico e pouco populoso. Em território, tinha o potencial pra ser a quinta economia do mundo.
  • Felipe  13/09/2020 17:44
    Para nunca esquecermos da icônica fala do Roberto Campos, durante o Roda Viva de 1991:

    "Ou o Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou os economistas da Unicamp acabam com o Brasil.

    A minha quizila é com os economistas da Unicamp — não com os físicos, os matemáticos, os biólogos, os cultores das ciências sociais em geral da Unicamp.

    Acho que os economistas da Unicamp foram os inspiradores intelectuais, os criminosos intelectuais da concepção do Plano Cruzado.

    O Plano Cruzado criou uma cultura especial, a cultura do Cruzado que, a meu ver, induzirá toda uma geração brasileira a uma falsa concepção do problema inflacionário e do problema do desenvolvimento.

    A cultura do Cruzado encerra três subculturas:

    - A subcultura anti-empresarial;
    - A subcultura do calote, e
    - A subcultura do dirigismo.

    Essa subcultura anti-empresarial é perceptível no Plano Cruzado com aquelas punições ao empresário, pondo na cadeia quem pratica preços desalinhados... Essa mentalidade anti-empresarial deriva de uma definição errônea da inflação.

    O Cruzado treinou a população brasileira para acreditar que inflação é alta de preços. Não é. Alta de preços é resultado; inflação é expansão monetária.

    Aí você diz, 'e daí'? E daí um número de consequências grande surge. Se inflação é alta de preços, então o culpado é o empresário, que faz a alta de preço. Mas se a inflação é expansão monetária, então o culpado é o governo.
    Veja que a mudança da definição cria cultura uma anti-empresarial. "

    Será que voltaremos a ter intelectuais como ele? Ou aquilo que o Olavo de Carvalho disse vai perdurar por décadas?
  • Jojo  13/09/2020 18:31
    Infelizmente o Brasil acabou. A América Latina inteira vai ir pro buraco interno.
  • Bode  13/09/2020 17:47
    O problema de Law certamente eram as raparigas. Elas me quebraram também.
  • anônimo  14/09/2020 01:17
    Uma duvida, sobre a não neutralidade da inflação*(que também envolve bolhas).
    Devemos esperar aumento nos preços primeiro no começo da cadeia produtiva ou no final dela?
  • Daniel Cláudio  14/09/2020 03:47
    Sempre começa do início da cadeia. Sempre. É que estão os insumos, as matérias-primas e as commodities, que são transacionadas no mercado internacional e têm seu preço estipulado em dólar. Se o dólar fica mais caro em reais, todas elas ficam mais caras em reais.

    E aí quem produz para exportar irá exportar, o que gera desabastecimento no mercado interno (logo, preços maiores)

    É exatamente isso o que já está acontecendo.

    E nem sempre os aumentos dos preços no início da cadeia chegam ao final, pois quem determina o preço final, em mercados competitivos, são os consumidores. São eles que decidem se estão ou não dispostos a bancar preços maiores.

    Na maioria das vezes, as empresas arcam com custos de produção maiores, mas não conseguem repassar esse aumento de custos para o preço final. Daí quebram.

    Artigo inteiro sobre isso:

    Dica aos empreendedores: o preço já está dado. Agora, escolham seus custos
  • anônimo  14/09/2020 12:27
    Obrigado pela resposta, mas como se da o mecanismo da expansão monetaria nesses preços? As empresas primeiro transacionam com o dinheiro novo os insumos?
  • Vladimir  14/09/2020 14:10
    Sim. As empresas pegam empréstimos para investir (comprar maquinário e matérias-primas, ampliar instalações e contratar mão de obra).

    Elas fazem isso porque elas estimam que haverá demanda futura para o produto final criado por estes investimentos.

    Toda atividade empreendedorial, no fundo, é apenas isso: estimar qual será a demanda futura dos consumidores. Empreendedores tentam antecipar quais serão as demandas futuras dos consumidores, e então contratam mão-de-obra, compram maquinário e produzem bens e serviços de acordo com esta estimativa.

    Em outras palavras, eles investem e produzem antecipadamente na esperança de que conseguirão vender, no futuro, estes bens e serviços.

    O empreendedorismo, portanto, é uma atividade inerentemente especulativa. O empreendedor tem de especular qual será a demanda futura para seus produtos, e então investir de acordo com esta sua especulação.

    Por isso mesmo, pelo fato de primeiro terem de produzir para só então poderem vender, os preços das matérias-primas, dos bens de capital e da própria mão de obra sobem antes dos preços dos bens de consumo finais.
  • Imperion  14/09/2020 03:55
    Agora não apenas vai se ter que trabalhar pra sustentar os outros improdutivos, como ainda vão colocar isso como direito e obrigar a pagar pra sempre, impossibilitando cortar no futuro.
  • Felipe  14/09/2020 15:55
    Os caras querem expandir social-democracia num país menos produtivo do que a Argentina, com sistema tributário pior do que o boliviano e mais fechado do que a Grécia.

    Em que mundo vivem?
  • Álesson Vaz  14/09/2020 09:34
    Gostaria de fazer questionamentos que não estão vinculados a este artigo. Partimos do pressuposto de que na visão de maximização do lucro no que tange ao aumento de produtividade através do emprego de tecnologia. Pois bem, como é sabido graças a tecnologia a produção/produtividade aumentou enormemente. Sempre que leio sobre isso, citam as mesmas coisas:
    Houve a diminuição de trabalhadores no setor primário com emprego de tratores e outros aparatos;
    A desnecessidade de trabalhadores no setor primário lançou vários trabalhadores para o setor secundário;
    E com o avanço tecnológico no setor secundário, houve migração para o setor terciário (de serviços);
    Nesse sentido, vários autores falam que a questão agora é diferente, pois não tem como deslocar os trabalhadores para 'um quarto setor econômico'. E por isso o Governo deverá estabelecer a ordem através de um salário básico universal.
    Tenho que enfatizar, na minha visão, está havendo grande mudanças tecnológicas que têm o potencial de destruir vários empregos. Já li aqui mesmo, sobre a questão da uberização e extinção da intermediação.
    Num mundo onde: os motoristas são substituídos por veículos autônomos (carros, caminhões, ônibus);
    Os entregadores podem ser substituídos por drones;
    As lojas pequenas são engolidas pelo e-commerce (Amazon);
    Podemos extinguir diversos tipos de intermediários: bolsa de valores, corretoras de valores, concessionárias de carros e fazer vendas diretas aos consumidores finais;
    Imaginem só: uma indústria cervejeira que prefere vender diretamente ao consumidor final, quer seja através de delivery (aplicativo zé delivery), quer seja através de machine vending (eliminado diversas distribuidoras de bebidas);
    As faculdades podem contratar poucos professores, já que basta gravar aulas que milhões assistirão;
    Os fast foods podem criar uma esteira de produção onde vão eliminando mão de obras. Desta forma, não precisaria de padeiros, chapeiros, ou caixas.
    Várias profissões já são contadas para serem extintas: contadores, caixas, cobradores, telemarketing;
    Imaginem que cada indústria possa automatizar quase que 70% do seu negócio e comecem a vender a consumidor final. Deste modo, em vez de termos diversas lojas do Mac Donalds teríamos uma indústria no médio de grandes centros urbanos e as entregas seriam feitas por drones;
    Em todo esse contexto, será mesmo que seríamos tão criativos de criar empregos para que todos se sustente com o mínimo de dignidade?

  • Vladimir  14/09/2020 13:57
    Leia de novo o que você acabou de escrever. Com calma. E com atenção.

    Repare que você está, na prática, reclamando da hipótese de se acabar com todos os atravessadores em uma economia. Você está reclamando da hipótese de que produtores e consumidores estarão mais próximos e mais relacionados, sem a necessidade de intermediários.

    Gentileza explicar por que isso (aumento de eficiência e redução de "despachantes") seria ruim.

    Dois artigos sobre isso:

    Automação versus empregos - como ter uma carreira para a vida inteira

    A automação e os robôs não causam desemprego; quem causa são os políticos
  • Álesson Vaz  14/09/2020 16:19
    Sinceramente, eu não estou reclamando, eu estou descrevendo um cenário que está descortinando em todo o mundo. E tentando entender qual será os efeitos sociais do "desemprego tecnológico". É por óbvio que para o consumidor final há sempre grandes vantagens na eliminação dos intermediários. O quê me preocupa é a falta de habilidade em criarmos novos empregos, frente à uma automatização/automação generalizada. Veja bem, não sou ludista, só estou receoso que possa ocorrer desempregos em massa.
  • Vladimir  14/09/2020 16:52
    Qual "falta de habilidade em criarmos novos empregos"?

    Você está bem por fora. Com todo o respeito, jamais faça de sua ignorância a régua para mensurar toda a humanidade. O fato de você não conseguir pensar em algo não significa que toda a humanidade é igualmente incapaz.

    Por exemplo, eis algumas novas ocupações que surgiram com o aprofundamento da tecnologia: YouTubers, "Instagramers" Profissionais, Consultores de Moda, Fashion Designers, Apresentadores de Programas de Entretenimento Televisivo, Jogadores Profissionais de Videogame, Consultor de Marketing, Experimentador de Hotéis de Luxo, Testador de Camas, Testador de Alimentos e Bebidas, Investidores Profissionais, Professores de Investimento, Guias Turísticos. Tem até Testadores de Tobogã.

    Hoje, nêgo ganha (muito) dinheiro com Instagram e YouTube sem sair de casa.

    Após que, dez anos atrás, você não imaginava que tais profissões surgiriam e seriam corriqueiras hoje. É essa a "falta de habilidade em criarmos novos empregos" de que você fala?

    Isso sem falar no fato de que a automação, ao reduzir a carga de trabalho muscular necessário para a sobrevivência, permitiu a expansão de profissões, como médicos altamente especializados, financistas, instrutores de ioga, artistas, cineastas, chefs, contadores e empreendedores do ramo de tecnologia.

    Mostre que todas essas profissões ganham menos e têm um padrão de vida pior que um operário que ficava 12 horas dentro de uma fábrica insalubre apertando parafuso em linha de montagem de carro.
  • Álesson Vaz  14/09/2020 17:07
    Em nenhum momento eu preguei contra a tecnologia ou a capacidade que ela tem de criar novos empregos. A questão fundamental que ninguém ainda sabe, é até quando conseguiremos criar novos empregos para substituir todos que estão sendo tomados pela automação.
  • Álesson Vaz  14/09/2020 16:36
    Imagine um cenário onde cheguemos a singularidade tecnológica (evento no qual a inteligência artificial supera a humana em todos os aspectos intelectuais). Há diversos cientistas que acreditam nessa possibilidade. Pois bem, isso é um cenário hipotético e pode-se dizer até distópico. Sinceramente, eu acho que é muito ingênuo acreditarmos que as tecnologias não tem o poder de destruir diversos mercados de mão de obra. Se o fizer, será muito bom para o consumidor final. Ruim será para as pessoas que não se qualificarem e não se reposicionarem. Vale ressaltar, que se uma IA mesmo que de nível de um humano médio for criada. Rapidamente, conseguiria se autoaperfeiçoar, e por sequencia lógica, eliminar vários trabalhos repetitivos e até os mais capacitados, como: engenheiro de software, economistas, arquitetos.
    Bom nesse cenário hipotético e que é provável está distante, serve para demonstrar que as habilidades humanas são finitas e demoram para ser adquiridas e aperfeiçoadas, kasparov e tantos outros jogadores de GO, poker, dota (os melhores de sua categória) perderam para a IA. Na medida que a IA vai ganhando novas habilidades o ser humano vai perdendo o espaço nisso, mas ganhando mais tempo para fazer o que quiser. Quiça um dia, este site seja totalmente administrado e tenha diversos artigos produzidos por uma IA (e com qualidade invejável, já que seria capaz de ler todos os livros disponíveis em forma digital). Isso será muito bom, porque dará para fazermos mais atividades de lazer, agora da onde virá os recursos financeiros para sustentar o exército de desemprego são outros 500.
  • rraphael  14/09/2020 15:46
    fique tranquilo ! a gente sempre vai precisar de alguem pra pintar a guia, espalhar piche na rodovia sob o sol de 40º, recolher o lixo e varrer a rua
    voce nao esta preocupado com gente sem emprego , voce esta preocupado com a manutencao de sub-empregos
    a automatizacao extingue os pouco produtivos e de baixo nivel tecnico
    a solucao e facil , estudar , se preparar pra atender o que o mercado exige , o que os clientes querem , os desafios de uma sociedade que avança no tempo
    mas se alguem quer passar a vida inteira tranquilo num posto de trabalho sem sequer se preocupar em se aperfeiçoar , tem mesmo é que ficar sem trabalho

    *viver "com dignidade" é completamente subjetivo
    pra mim dignidade é não depender de terceiros (assistencialismo) e não ter o fruto do meu trabalho surrupiado (tributos)
    na sua concepçao deve ser algo como receber dinheiro o bastante pra comprar todos os confortos da sociedade moderna independente do que é capaz de oferecer em troca de uma remuneração - e isso não se sustenta na realidade, mas é ótimo pra comprar voto ou se pintar de humanitário
  • Álesson Vaz  14/09/2020 17:05
    Infelizmente acho que o Sr. não anda muito pelo Brasil, basta observar que a massa está em sub-emprego.
  • Bruno  14/09/2020 18:36
    E a solução para esse problema (causado pelo imbecil shutdown da economia feito por políticos) é proibir a tecnologia?

    É isso mesmo?

    Aliás, mesmo em épocas normais, deveríamos proibir elevadores inteligentes porque isso retiraria o emprego de ascensoristas? Deveríamos proibir catracas eletrônicas nos ônibus pois isso retiraria o emprego dos trocadores? E quando acabarem com essa praga do telemarketing? Você vai para as ruas exigir a continuidade do serviço em nome dos empregos?

    Custo a crer que você esteja realmente falando sério.
  • Vinicius perifento.  14/09/2020 19:21
    Oras, a massa em sub empregos assim estará quase sempre, crie você uma empresa e tente contratar um desses pra ver com seus próprios olhos o motivo, tirando uns 20% que realmente são profissionais qualificados desempregados em busca do pão, os outros 80% não sabem se expressar, não sabem escrever, não sabem ler e interpretar instruções, não possuem nenhuma qualificação técnica para maioria dos trabalhos atuais, cálculos então esqueça, não tem disciplina, não tem estabilidade emocional e possuem péssimos hábitos pessoais.

    A culpa é deles? Não diretamente e inclusive já fui um deles, o nível de subdesenvolvimento neste país é tão dantesco que até as qualidades pessoais mínimas para encontrar um trabalho regular simples exige que esteja alguns níveis acima na pirâmide de renda.
  • Ex-microempresario  14/09/2020 17:23
    Prezado Álesson, antes de mais nada quero pedir que não tome minha resposta como ataque pessoal, e sim como uma análise generalista.

    Em quase todo artigo aqui do Mises aparecem um ou dois comentários como o seu, e espanta ver como são todos iguais:

    - Tentam "falar difícil", com expressões como "no que tange" e palavras como "desnecessidade", mas cometem um erro de concordância a cada duas frases.

    - Uso constante de clichês emotivos e expressões-gatilho como "visão de maximização do lucro" e a indefectível "dignidade".

    - Mostram claramente que os argumentos são escolhidos para atender a uma conclusão previamente definida: o capitalismo é horrível e o governo é a solução para tudo.

    Tentando responder sua pergunta:

    Todas estas substituições que você cita trarão como consequência uma melhora no padrão de vida. Se todos estão comprando da Amazon, é porque a Amazon vende mais barato. Se todos estão comprando cerveja artesanal, é porque a eliminação de intermediários tornou essa cerveja acessível.

    Se você acha que todo mundo vai ficar pobre por causa disso, vou lhe dizer uma coisa que nenhum professor de faculdade fala: um empresário só investe em algo se acreditar que haverá demanda para este "algo". A Amazon não é um vilão de quadrinhos que quer simplesmente "dominar o mundo", ser o único rico em um mundo pobre. Quem tem esse sonho são os políticos.

    A Amazon permite, por um lado, que milhões de pequenos empreendedores tenham acesso ao mercado do mundo inteiro; sem ela, o seu mercado seria apenas o da própria cidade, pela falta de capital para investir em marketing e distribuição em grande escala. E pelo outro lado, a Amazon também oferece a estes pequenos empreendedores o acesso a fornecedores do mundo inteiro.

    Traduzindo: você pode inventar na sua casa uma máquina de fazer sorvete, por exemplo, vender para o mundo inteiro através do site da Amazon, e ao mesmo tempo comprar do mundo inteiro as peças, ferramentas e máquinas que você precisa para produzir. Produzir mais e melhor com menor custo nunca vai ser ruim para a economia; o contrário é que é.

    Quanto à sua questão da "dignidade", esqueça. Essa palavra não significa nada, até porque é um alvo móvel: não importa o quanto uma sociedade progrida, os estatistas sempre estarão pedindo que se tire mais dos ricos para supostamente dar aos pobres em nome da tal "dignidade".

    Para você entender melhor: o que você diria de uma pessoa que vive em uma casa sem eletricidade, sem água encanada, fazendo suas necessidades em uma "casinha" no fundo do quintal e limpando o fiofó com sabugo de milho? Diria que ela tem dignidade? Pois era assim que vivia meu bisavô em 1910, ano em que nasceu meu avô, e ele era uma das pessoas mais ricas da cidade. Provavelmente muitos invejavam a "dignidade" dele, dono de uma indústria.

    Hoje em dia os universitários perdem o sono porque existem "excluídos" que só tem internet de 25 Mega, e tem que usar smartphone da Positivo porque o iPhone é muito caro (por culpa do neoliberalismo, certamente) e pedem para o governo aumentar os impostos para ajudar estes pobres coitados a ter "dignidade". É óbvio que estes "benfeitores da humanidade" nunca estarão satisfeitos, e sempre haverá alguma coisa que alguns têm e outros não têm para justificar o chororô da "desigualdade".

    Um conselho, Álesson: para de pensar no plural e pense no singular. Você é um indivíduo, não um número em um grupo. Descubra algo que você gosta de fazer e que gere valor para os outros, faça, e não se preocupe em dizer como os outros devem viver.

    Ou, se preferir viver no "quarto setor econômico", reduza seu consumo e invista sua poupança em ações da Amazon, Google, Microsoft e fábricas de drones, até que você possa viver dos dividendos. É possível, mas exige disciplina.
  • Álesson Vaz  14/09/2020 18:59
    A minha visão está bem alinha com a de vocês. O pessoal não está me entendendo. Para ser bem claro, adoro a tecnologia e vejo com bastante entusiasmo a eliminação de empregos idiotas. Eu leio muitos livros sobre o impacto da tecnologia na sociedade, e há diversos autores, que por uma série de razões, acreditam que estamos no limiar de extinção de diversas categorias de profissão. E, ainda que, levemos em consideração toda a criação de novos empregos, eles não serão suficientes para tapar o buraco. Isso é uma questão de visão de futuro. Todos esse contra-argumentos apresentados, em linhas gerais, já os li, e são citados nos livros. De forma geral, há um pensamento que paira é que, agora, essa revolução é muito diferente das anteriores. Seria muito interessante podermos observar uma tecnologia que seja tão disruptiva a ponto de causar o mesmo que os teares causaram (e sempre é muito bom nos livrarmos do fardo de trabalhos repetitivos). Quem venham os veículos autônomos e robores mais habilidosos e que substituam o máximo de mãos e mentes possíveis. Veremos onde isso dará.
  • rraphael  14/09/2020 22:12
    ao longo da historia empregos sao criados e deixam de existir , natural
    errado é afirmar que o avanço tecnologico causa desemprego
    tanto faz qual inovaçao foi criada, empregos existem de acordo com o que a sociedade demanda

    um caso concreto : FRENTISTA
    EUA, japao, por toda a zona do euro, voce nao vai encontrar, ja no brasil os postos sao obrigados a contratar frentistas por força de lei
    mas estamos no advento dos veiculos eletricos (apesar do brasil estar longe dessa realidade , uma hora ela chega) e a relacao do consumidor com os postos vai mudar
    sem demanda nos postos , sem trabalho pra frentista
    e ai o que os governantes vao aprontar ? vao criar uma lei que obrigue a sociedade a usar carros de combustao ?

    no fim cabe a cada pessoa, o frentista no meu exemplo, ir atras de uma nova posiçao
    os postos vao perder demanda e uma nova demanda sera criada por estacoes de recarga de carros eletricos
    um mecanico de motor a combustao vai precisar aprender a mexer com motores eletricos

    e de forma generica - quando um robo faz o trabalho do ser humano, agora precisa de um ser humano pra cuidar do robo, pra fazer a manutencao, pra produzir e distribuir peças de reposicao , pra reprograma-lo , etc

    as filas por emprego que dobram a esquina sao sempre pra trabalhos do tipo auxiliar / ajudante , na minha area sobram vagas e falta mao-de-obra
    o "problema social" e consequente desemprego eh a falta de capacidade profissional
    e por mais que sub-empregos perdurem, eh impossivel criar 150 milhoes de postos de trabalho pra varrer rua e recolher lixo , reclamar dos carros da tesla ou criar barreiras a inovacao tecnologica tambem nao vai mudar esse fato

    nao estou assumindo que voce alesson pense assim, me refiro a forma como a ideia se reproduz na sociedade
  • Álesson Vaz  14/09/2020 23:15
    Leia o livro: A singularidade está próxima. No cenário em que é apontado que a IA seja equivalente a inteligência humana, rapidamente, poderia substituir os humanos em todas as atividades. Se essa IA ganhar 20% de habilidades humanas, serão, possivelmente 20% de menos empregos. Essa questão de homens versus máquinas, é tão interessante que até mesmo grandes mentes humanas as temem, como: Elon Musk e o grande Stephen Hawking.
    Temos uma grande mania de menosprezar os efeitos exponenciais. A tecnologia atual nem se compara com a tecnologia anterior, todos os exemplos, que todos estão cansados de saber: frentistas, ascensoristas, produtor de carroças.
    Fato é que: com a tecnologia já existente podemos simplesmente eliminar metade dos empregos de países como EUA, há vários artigos sobre isso. Obviamente, que os autores levam em consideração quantos empregos poderão ser gerados.
    Doutro lado, sempre citam o quão grande empresas estão ficando financeiramente, com muito menos empregados. Exemplos como: facebook, netflix, e até bancos.
    Fazer um exercício de imaginação não é difícil, poderiam imaginar que: pizarias estão 99% automatizadas; venda, produção e entrega.
    Os bancos estão 87% automatizados;
    Os estoques das fabricas 100% automatizados;
    E assim, sucessivamente, com toda essa pressão, ficaria difícil criar novos empregos. Alguém poderia dizer: deixe de preguiçoso e vá aprender uma nova habilidade, a questão apontada e que quanto mais o tempo passa, mais rápido essa nova habilidade se tornaria obsoleta e assim iríamos no estilo: para podermos ficar parados, temos que corrermos muito. Será mesmo que uma pessoa idosa que não contribuiu e não consegue posição no mercado, terá chances reais?
    O kara gasta 6 anos para virar radiologista ou profissão similar, e vem uma IA que pode substituir todos de uma vez.
    O kara investe para ser músico, mas inventaram uma IA que escreve músicas muito melhores;
    O kara se acha um bom desenhista, mas a IA conhece todos os estilos de desenho;

    Inclusive, que isso não é ficção que a cada dia essas IA's estão ganhando muitas habilidades, já criam rostos indistinguíveis; Já jogam no mercado financeiro; E daqui a pouco estão sozinhas criando filmes, músicas, sanduíches e carros.
    Se consideram isso imaginação, pq grandes mentes temem um apocalipse tecnológico?
    Ou será que são os Senhores que estão dando muita irrelevância para o tema?!

  • Lucas  15/09/2020 02:53
    "Se essa IA ganhar 20% de habilidades humanas, serão, possivelmente 20% de menos empregos."

    "Fato é que: com a tecnologia já existente podemos simplesmente eliminar metade dos empregos de países como EUA, há vários artigos sobre isso."

    "Doutro lado, sempre citam o quão grande empresas estão ficando financeiramente, com muito menos empregados. Exemplos como: facebook, netflix, e até bancos."

    "E assim, sucessivamente, com toda essa pressão, ficaria difícil criar novos empregos."


    O colega está se focando demais nos empregos, como se fossem um fim em si mesmos. É necessário entender que o objetivo de uma economia não é nem "criar empregos" e nem "proteger empregos".
  • Álesson Vaz  15/09/2020 16:06
    Se fosse levarmos essa ideia ao extremo de que o objetivo da economia não é gerar empregos e sim riquezas (não que o pensamento esteja com o objetivo errado). Dado um cenário (hipotético) onde 70 por cento dos empregos podem ser extintos pela tecnologia. Ou seja, 70% ficariam inicialmente desempregados, isso diminuiria a renda e o consumo e ocasionaria em grandes convulsões sociais.
    A solução sempre fácil que não cansam de repetir é que se gerará mais empregos com o uso de mais tecnologia.
    Mas, nesse meio tempo, o governo não deveria fazer nada. Pois, segundo o pensamento da escola Austríaca tudo se normalizaria, ainda que cada ano seria extinto novos empregos.
  • Vladimir  15/09/2020 20:31
    Você se contradisse espetacularmente e nem percebeu (segunda vez já que isso ocorre).

    Se, de acordo com o seu próprio cenário, criou-se riqueza, e como consequência 70% da população não está trabalhando, então, ora, qual o problema? Afinal, segundo você próprio, riqueza está sendo criada.

    Se estamos em um arranjo em que riqueza está sendo criada com apenas 30% da mão de obra, então realmente não há privação nenhuma. Desesperador seria, aí sim, 70% de desempregados e empobrecimento contínuo. Aí, de fato, seria colapso.

    Agora, riqueza sendo continuamente criada com apenas 30% da mão de obra é uma arranjo que indica eficiência total, e abundância para todos.

    Se conseguimos suprir todas as necessidades com apenas 30% de mão de obra — e as necessidades estão sendo supridas, pois, segundo você próprio, está havendo criação de riqueza —, então não há absolutamente nada de errado.

    Aliás, é exatamente o contrário: neste cenário, só trabalha quem quer. Quem tem prazer no que faz.

    E a produtividade destes é tamanha, que todos os outros também acabam se beneficiando. Estes últimos não serão tão ricos, é óbvio. E nem deveriam ser (afinal, não produzem). Mas a pobreza está extinta.
  • Imperion  16/09/2020 04:29
    Isso assumindo que fosse possível a tecnologia extinguir 70 por cento dos empregos e não gerar nenhum como o insistido, o que nao e possível, pois a tecnologia só força a troca por processos melhores.

    Até hoje a tecnologia acabou com alguns empregos e gerou outros. Inclusive, a população mundial aumentou 20 vezes. Única coisa que ocorreu foi que pararam de enxadar a terra 20 horas por dia e agora chiam pra trabalhar oito. Profissões novas surgirão.
  • Analista de Risco  15/09/2020 21:13
    A verdade é que nunca faltará trabalho a ser feito (dado que a nossa demanda por bens e serviços é infinita).

    Mas se você quiser continuar se apegando a esse cenário utópico, te indico esse comentário, que considero a melhor descrição de como seria a vida nesse contexto.
  • Imperion  15/09/2020 16:00
    Simples. Escreva um livro técnico e ninguém lê. Agora, escreva um livro alarmista, como esse do exemplo, e ele vende um milhão a mais.

    Esse livro (A Singularidade Está Próxima) é alarmista ao extremo.

    Na realidade, por que temeríamos que robôs fizessem todo nosso trabalho? Do mesmo jeito que a produtividade saltou de uma tonelada o hectare para trinta o hectare, nesse futuro a produtividade saltará para 100. Isso só na agricultura.
    Nas outras atividades: vai ter até mineração na lua e em planetas distantes sem nenhum ser humano. Naves automatizadas e robôs minerarão e buscarão os recurso.

    Tamanha produtividade trará tanta fartura que ninguém trabalhará mesmo. Vão ficar tomando limonada, leitinho com pera, assistindo TV. Os robôs farão tudo e as pessoas não trabalharão nem uma hora por dia. E mesmo assim, terão fartura pelo excesso de produtividade.

    Os mais ricos serão como os de hoje: investirão seu dinheiro em produtividade. Os mais pobres serão como os de hoje: esperarão receber dos outras e não investirão nada, ficando dependentes da redistribuição da produção, assim como é hoje.

    A diferença é que a produtividade será enorme. É quase como dizer que os robôs serão nossos escravos.

    O mundo continuará como hoje. Quem investir em produção terá. Quem não, reclamará.

    O problema não são, nem nunca foram, as ferramentas, nem as máquinas, e nem serão os robôs. O problema são as pessoas que não querem produzir, mas querem tomar um pedaço do que foi produzido. Elas não fazem parte da solução, mas do problema. Querem ganhar a vida com coisas inúteis e querem que os outros as financiem. São essas que temem o progresso. São parasitas e temem ser descobertas.

    Esse futuro dos robôs já deveria ser pra ontem.
  • Imperion  14/09/2020 22:35
    Para se criar empregos, tem que se criar empreendimentos. É a coisa mais simples do mundo. Já faz dez mil anos que o ser humano cria empreendimentos e gera emprego.

    Aí um um idiota inventou que tem de dar emprego pra quem não quer trabalhar, produzir, e só ficar recebendo. E aí todo o sistema se desvirtualizou. Receber dinheiro sem fazer nada destrói emprego. As pessoas não querem trabalhar, não produzem e o dinheiro passa a valer cada vez menos.

    Agora, as pessoas acham que emprego é bater ponto e receber. E isso destrói a produtividade, sendo que é isso mesmo que destrói emprego de verdade.

    Já aumentar a produtividade com bens da capital, máquinas, cria empregos. As pessoas precisam consumir com o dinheiro ganho, e é isso que gera emprego.

    O que tem valor na economia são os bens de capital e de consumo produzidos e circulando à disposição das pessoas.

    Quanto mais produtividade, mais bens todos tem, e mais fartura pra todos. Mas só pra quem produz. Quem faz parte da economia improdutiva, do roubo, dos assistencialistas, dos tomadores, dos assassinos, que são pessoas que só sobrevivem sendo parasitas e tomando dos outros em algum grau, para elas a produtividade alheia parece ameaça. Pois quanto mais os outros progridem e aprendem a se defender, estes tem menos o que parasitar. Sao pessoas que dependem de conseguir tomar dos outros pra sobreviver.

    Nem possuem a mentalidade correta de produzir, gerar empregos, empreendendorismo, comercializr, criar, desenvolver. Vivem de subtrair dos outros. E acham que economia é jogo de soma zero.

    Quem produz cria. Não tira dos outros. Quem não produz e sabota os outros é que destrói.
  • Ex-microempresario  14/09/2020 22:59
    O jovem brasileiro, depois de passar a vida sendo doutrinado pelo nosso ensino estatizado, não tem a menor noção do que é produzir riqueza. Trabalho, para ele, é passar o dia mexendo no excel e repassando e-mails de um departamento para outro.

    Outro dia li a seguinte pérola em uma conversa sobre empresas que estão fechando por causa dos "lock-downs":

    "Tem que fechar mesmo. Um empresário que não tem competência para reestruturar sua empresa para trabalhar em home-office merece perder tudo que tem".

    Eu perguntei a ele como ele imagina que uma indústria produz sapatos, lâmpadas, computadores ou automóveis em home-office. Como uma mineradora extrai minério de ferro, cobre ou alumínio em home-office. Como se fabrica cimento ou aço em home-office. Como um hotel atende seus clientes por home-office.

    Claro que não tive resposta.
  • Imperion  15/09/2020 13:23
    Criamos novos empregos ao mesmo tempo em que substituímos outros. Ocorre ao mesmo momento. A economia é dinâmica.

    Não está ocorrendo isso de "a automação está destruindo empregos agora e só no futuro serão repostos os empregos destruídos."

    A capacidade do ser humano de criar algo pra resolver os problemas de outros é infinita. Mas o problema de a economia subsidiar quem não quer trabalhar gera desemprego com ou sem automação. Empreendedores deixam de criar empregos pra sustentar quem não quer trabalhar. E aí o desemprego só aumenta.

    Qualquer pessoa que começa a produzir já gera no mínimo um emprego: o dela própria. Políticas de impedimento da geração de emprego é que geram desemprego.

    A automação por outro lado elimina uma e gera outro na mesma proporção. Sempre que se aumenta a produtividade, tem que que se contratar mais gente pra vender. O que também é emprego. 
  • Maicon  14/09/2020 16:01
    Paris estava crescendo rapidamente a sua população até o ano 1.700 e com a bolha inflando e seu posterior estouro só se recuperou 100 anos depois. Imagine o que vem pela frente com o estouro da atual....
  • anônimo  14/09/2020 17:00
    Essa história do sr. Law dá um filme, hem.
  • Argentina ou Brasil?  15/09/2020 00:40
    Viram o preço do arroz na Argentina? Veja:

    youtu.be/8SqezmO5LiU

    Pensei que o socialismo la estava piorando tudo, mas vem ka, quem esta melhor em poder de compra e economia hoje, argentina ou Brasil?

    Quem tem comida barata pro povão?

  • Brasil  15/09/2020 13:18
    Segundo o próprio vídeo, lá está ainda mais caro do que aqui. Só que o autor do vídeo, confiando na ignorância dos (ínfimos) espectadores, mentiu os números.

    Permita-me corrigi-lo:

    Preço do arroz de 1 kg (aliás, veja que um saco de 1 kg já denota escassez): 60 pesos

    Um real compra 14,34 pesos.

    Logo, 60 pesos são 4,19 reais.

    Portanto, um arroz de 1 kg lá custa R$ 4,19.

    Logo, 5 kg de arroz seriam R$ 21.

    Ora, aqui no Brasil você consegue pacote de 5kg a R$ 17. Exemplo:
    www.extra.com.br/Alimentos/alimentosbasicos/arroz/arroz-parboilizado-tipo-1-5kg-camil-1504961011.html?IdSku=1504961011

    Conclusão: na Argentina, o arroz está 23% mais caro. E bem mais escasso (tanto é que o cidadão só achou pacote de 1kg).

    Triste a situação deles.
  • Felipe  15/09/2020 13:41
    Brasil, a situação é ainda pior. Graças ao cepo cambial imposto pelo Macri, o tal do câmbio paralelo ressurgira. Assim, na verdade o peso não seria mais desvalorizado ainda do que na cotação mostrada no Trading View?

    Vale lembrar que o arroz vendido na Argentina é importado do Brasil.
  • Andre - Asunción Paraguay  15/09/2020 20:23
    Na Argentina o consumo de arroz é muito baixo em comparação ao Brasil, coisa dos brasileiros que estudam lá e dos asiáticos que lá vivem, quando vivia em Buenos Aires pacote de 5 kilos de arroz só achava em Belgrano, bairro com muitos asiáticos. Comparação culturalmente mais justa seria Br x Peru ou Br x Paraguay.

    Mas de qualquer forma a Argentina sempre foi um país muito complicado e agora os brasileiros a usando como comparação como forma de alívio só me deixa ainda mais assustado de como as coisas estão degradadas por aí.

  • Felipe  15/09/2020 22:48
    Nos EUA eu sei que é comum eles venderem feijão em pacotes menores do que no Brasil, por eles comerem menos feijão (o de lá é diferente, tem menos caldo e consistência do que os daqui). Mas eu já vi uma saca enorme de feijão indiano em um supermercado.
  • Andre - Asunción Paraguay  15/09/2020 20:41
    Adicionalmente deixo esse link de um mercado de baixa renda de Buenos Aires, basta clicar em !ver ofertas! para valores em reais dividir por 22 que é câmbio que os residentes brasileiros mais utilizam para remeter divisas via Western Union e etc.

    www.supermercadosdia.com.ar/ofertas/
  • anônimo  15/09/2020 14:37
  • Elias  15/09/2020 14:02
    Notícia quentinha: br.investing.com/news/economy/bolsonaro-afirma-que-renda-brasil-nao-sera-mais-criado-783719

    É... acho que Bolsonaro finalmente entendeu que não dá pra fazer mais assistencialismo no momento econômico em que nós estamos vivendo. Foi uma decisão racional não dar prosseguimento com a criação do "Renda Brasil".
  • Felipe  15/09/2020 17:23
    "Sony vai fechar sua fábrica no Brasil"

    Prestem atenção nesse trecho:

    "Essa não é a primeira empresa de eletroeletrônicos que deixa de fabricar no País. Há casos emblemáticos como os da Sharp, Philips, Gradiente e outras que não conseguiram manter suas operações com o tamanho do custo Brasil e, evidentemente, com a concorrência que vem de fora."

    Ué, o câmbio desvalorizado e os juros negativos não iam fazer brotar bilhões de indústrias e fintechs no Brasil? Não tem como competir com a Coreia do Sul e China, que possuem moeda mais forte e menores custos de produção. É isso que os desenvolvimentistas não entendem.
  • Imperion  16/09/2020 04:32
    Governo cobra impostos abusivos, mina a poupança das empresas e acha que elas vão tomar empréstimos a juros baixos que tá resolvido o problema.

    Uma coisa é a sua poupança, outra é você se endividar pra não quebrar.
  • anônimo  16/09/2020 17:06
    Claro que a conjuntura não favorece ninguém atualmente, mas convenhamos, a Sony já andava mal há tempos aqui na Brasilândia e no mundo afora também. As coreanas viraram o jogo, não dá pra negar.
  • Ex-microempresario  16/09/2020 22:46
    Um aviso: no começo do texto, tem um link da biografia do John Law na Wikipedia brasileira.

    É um texto simplesmente surreal: elogia o Law, chama de "pai do sistema financeiro moderno" e diz que a culpa da encrenca toda foi dos "especuladores". E indica como referência a Superinteressante.....

    Por outro lado, o texto da Wikipedia em inglês é bom.

    Como disse um amigo que é professor de universidade: arrumar isso aqui vai ser difícil; o estrago foi muito grande.
  • Humberto  17/09/2020 00:32
    Mas isso é ótimo. E o objetivo tem de ser esse mesmo: mostrar como os malucos inflacionistas (para não dizer criminosos e fraudadores) são delirantemente amados e copiados pela esquerda brasileira.

    Toda a teoria de política monetária ensinada nas universidades é derivada dos "ensinamentos" de John Law. Logo, é esperado que ele seja adorado pela intelectualidade.

    Problema deles, pois o fardo da explicação recai sobre eles.
  • Ex-microempresario  17/09/2020 15:56
    Só que quem está chegando aqui no Mises agora, querendo aprender, lê este artigo e depois lê o artigo linkado, vai ficar perdido.
  • Cuca Estival  18/09/2020 13:10
    Como ganhar dinheiro com essa teoria monetária moderna e com tanto keynesiano nas instituições públicas?
  • Imperion  18/09/2020 17:14
    Ganhar dinheiro não se sabe, mas é imperativo que proteja seu dinheiro. A TMM destrói seu patrimônio. Eles imprimem dinheiro e depois te tomam via impostos. Os mais espertos saem do país. Pois um governo na TMM fica abusivo e toma propriedade. Vc tem desconto na fonte. Tem imposto sobre fortuna. Impossível ganhar dinheiro se eles tomam.
  • Andre - Asunción Paraguay  18/09/2020 19:09
    Com MMT rodando em seu país seguem os ensinamentos dos argentinos e venezuelanos bem sucedidos:

    -Formar a aposentadoria em ouro, patrimônio em moeda forte e dívidas na moeda local;

    -Ter documentos e conexões profissionais em países fortes;

    -Aprenda a financeirizar-se, entender como enviar dinheiro ao exterior, como investir e como especular;

    -Se dedique a uma profissão eletronicamente exportável, desenvolva reais habilidades úteis em ambientes de crise braba;

    -Aprenda idiomas estrangeiros de maneira decente, inclusive a do país vizinho pois numa emergência nunca se sabe;

    -Acompanhe de perto as falas dos ministros da economia e o balanço do banco central;

    -Mais importante, tenha mobilidade, não crie raízes econômicas em terreno pantanoso;

    -Confie cegamente num político quando este falar em matar, expropriar, distribuir e colocar dinheiro no bolso das pessoas.
  • Felipe  25/09/2020 23:33
    Olhem que maravilha:

    "Audi pode abandonar fábrica no Brasil por calote milionário do governo"

    "A Audi pode abandonar a fábrica de São José dos Pinhais (PR) – que deixará de produzir o A3 Sedan em dezembro deste ano – caso o governo brasileiro não pague a dívida que já tem há cerca de oito anos, quando começou a valer o programa Inovar-Auto.

    Esse valor diz respeito à tributação adicional recolhida de veículos importados dos países fora do Mercosul – com sobretaxa de 30%, foi apelidado de Super IPI. Naquela época, a promessa era devolver a diferença às empresas que nacionalizassem a produção."


    Esse Inovar-Auto foi mais uma daquelas aberrações frutos da chamada "Nova Matriz Econômica" (ou "Novo Manicômio Econômico"), com protecionismo e outras coisas, aquilo que o Leandro falou tanto. Quando o Audi A3 sedã era importado da Hungria, vinha mais barato. Após ser nacionalizado, apesar de alguns avanços, ele perdeu a suspensão traseira multibraço e, claro, ficou mais caro, sendo que na verdade era para supostamente o carro ficar mais barato, já que seria nacionalizado.

    Quem visitou um país desenvolvido sabe como que o mercado automotivo é muito mais diversificado. Aqui a tendência é de cada vez mais concentração. Logo logo teremos apenas uns cinco utilitários diferentes. Nos EUA, país onde a preferência por hatchbacks é pequena, existe até Corolla e Civic hatch.


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