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Nossos juros reais estão menores que os da Suíça. E o Banco Central virou "trader"
Adivinhe quem sai perdendo com essa captura regulatória


"Independência do Banco Central funciona em raríssimos casos ao sul do Equador. Talvez Austrália e Nova Zelândia." – Alexandre Schwartsman.


No dia 17/06, oito pessoas se aglomeraram em uma sala no Banco Central de Brasília, anunciaram seus votos e inauguraram uma nova era: nunca antes na história deste país a taxa básica de juros esteve tão baixa

O Copom determinou que a taxa Selic agora é de 2,25% ao ano. Isso significa que os juros reais estimados para os próximos 12 meses não apenas estão negativos, como também estão menores que os da Suíça

Vale repetir: em termos exclusivamente de política monetária, já ultrapassamos a Suíça.

Apesar do marco histórico, esse corte da Selic era esperado pelo mercado. Até por isso, Paulo Guedes, Ministro da Economia, decidiu iniciar em maio uma turnê pelas principais instituições do sistema financeiro brasileiro. E, em uma live organizada pelo Itaú/Unibanco, comentou que o Banco Central iria chuveirar liquidez na economia inteira caso o país começasse a demonstrar indícios de depressão econômica.

Parece óbvio, mas, nestes curiosos tempos, vale a pena sublinhar o normal: o Banco Central está sofrendo captura regulatória do Ministério da Economia. O ministro da economia está abertamente estipulando o que uma autarquia controlada por outro ministro — o presidente do Banco Central tem status de ministro — irá fazer. 

Na prática, o Banco Central, que já não tinha independência, perdeu também a autonomia. 

Talvez a declaração soe um pouco injusta e dura demais. Afinal, para o Banco Central sofrer captura regulatória primeiro teríamos de ter uma autoridade monetária verdadeiramente independente do governo. E, nesse ponto, vale ressaltar que o próprio Paulo Guedes advogava pela independência do BCB em 2018 e 2019.

No entanto, ainda no fim de 2019, o Ministro da Economia esqueceu que o Real é uma moeda fiduciária de um país emergente e declarou que a cotação boa do dólar era acima de R$ 4,20. Depois, disse que não estava preocupado com a alta do dólar. E então, já em 2020, e aparentemente um tanto assustado com a rápida escalada da moeda americana, ele disse que o dólar apenas chegaria em R$ 5,00 se o governo fizesse muita besteira. Uma vez ultrapassada essa barreira, ele disse que o dólar acima de R$ 5 era bom para abater dívida pública.

Ora, se o Ministro da Economia declara que há possibilidade de sua moeda sofrer forte desvalorização, ele indiretamente está forçando o mercado a reavaliar sua moeda e realizar uma nova precificação.

Dito e feito. Em meados de maio, o dólar comercial alcançava sua máxima histórica: R$ 5,97. Teria o governo feito muita besteira? Ou teria o mercado financeiro percebido que o Banco Central não tinha mais autonomia, e que o Ministro da Economia, que sempre defendeu moeda fraca, era quem de fato comandava o Banco Central?

A independência do Banco Central

Pauta historicamente liberal, a independência do Banco Central é uma ferramenta que busca blindar a moeda fiduciária, espinha dorsal de qualquer economia, da política, essencialmente conjuntural e efêmera. 

A ideia, nascida na Alemanha, país que experimentou os riscos políticos e econômicos de uma hiperinflação em seu passado, surgiu em 1951 inicialmente com o Deutsche Bundesbank.

Após o sucesso do modelo alemão, as décadas de 1960, 70 e 80 observaram, no mundo desenvolvido, diferentes níveis de adoção ao sistema de Banco Central independente. A ótica de uma autoridade monetária à parte do sistema político apenas seria desafiada com o surgimento do New Public Management neo-zelandês.

A ideia do Reserve Bank of New Zealand era simples: um regime de metas de inflação de preços seria estabelecido trienalmente por um comitê formado pelo Presidente do Banco Central e pelo Ministro das Finanças (Economia ou Fazenda, chame do que quiser). 

Eram os anos 1990: o grunge estava morto, éramos tetra campeões mundiais e utilizávamos a nossa mais nova nova nova moeda, o Real.

Livre da inflação, o Brasil de Fernando Henrique Cardoso decidiu entrar no consenso social-democrata de Tony Blair (Labour Party) e Bill Clinton (Democrats). Em um intervalo de oito anos, criaríamos dez agências reguladoras em um programa de "Reforma do Estado" capitaneado pelo ultra-keynesiano Luiz Carlos Bresser-Pereira.

No apagar das luzes da gestão de Gustavo Franco no Banco Central, Armínio Fraga decidiu apostar na estratégia de "ancorar as expectativas" e alterar completamente o regime cambial. Sua solução? O modelo de metas inflacionárias neo-zelandês

A ideia era bem-intencionada e pareada com os diversos bancos centrais que adotavam medidas parecidas na época, inclusive o próprio Deutsche Bundesbank.

No entanto, na América Latina e, especialmente no Brasil, políticas monetárias influenciam diretamente na taxa de câmbio e, consequentemente, não costumam ter um perfil de estabilização. Na verdade, o costume local indica: na primeira chance política, qualquer "presidente" populista pode e deve assumir os rumos da moeda

A captura do Banco Central

Foi ainda em outubro de 2019 que Paulo Guedes levantou a tese de que uma alta no preço do dólar teria uma consequência positiva na economia: bastava o Banco Central vender suas reservas da moeda norte-americana, repassar os lucros para o tesouro e, voilà!, todos os nossos problemas fiscais estariam resolvidos. (Algo bizarro, como explicado aqui).

Ato contínuo, tornou-se explícito para o mercado financeiro que o Banco Central queria um dólar caro exatamente para efetuar essa mágica. Quanto mais caro o dólar, maior o valor das reservas internacionais, maior seria o repasse do Banco Central para o Tesouro. 

E então, o mercado financeiro entregou o dólar que o BC queria.

No entanto, como é costume ao abrirmos caixas de pandora, nem sempre o que se quer é o que se tem. Novamente, a primeira incongruência a ser levantada é o fato de o Ministro da Economia, o mesmo que advogava em 2019 por um Banco Central independente, ser favorável a uma intervenção governamental na autoridade monetária.

O conceito basilar do New Public Management, que inaugurou a redemocratização no Brasil, é que ministérios do governo não podem intervir em autarquias regulatórias. Por isso se discute tanto sobre mandatos dessincronizados, modelos de governança pública e independência de atuação para as agências reguladoras. Tudo em vão na mão do capturador.

E não é necessário ir tão longe para entender como interesses escusos capturaram nossa autoridade monetária. 

Gustavo Franco, em seu livro A Moeda e a Lei, fala que o Banco Central Brasileiro apenas nasce como ente regulador na década de 1990. E, de lá pra cá, conseguimos contar ao menos três vezes em que o congresso nacional, em parceria com o executivo, interveio diretamente no funcionamento do Banco Central.

A primeira captura ocorre com a Lei Nº 10.179/2001, que, pela primeira vez, regulamenta a permuta de títulos entre o Tesouro Nacional e o Banco Central. 

A segunda captura se dá em meio à crise financeira de 2008, com a esdrúxula Lei Nº 11.803/2008, que confundia ativos do Banco Central com passivos da União e vice-e-versa. 

Já a terceira captura ocorreu no ano passado, com a Lei Nº 13.820/2019 (discutida aqui).

Apesar da legislação mais recente suprimir absurdos propostos em 2008, a nova lei inaugura, com mais clareza, a utilização de ativos do Banco Central para o abatimento da dívida pública da União

Isso fica claro quando o ex-secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, falava em remessas de R$ 500 bilhões, advindas das Reservas Internacionais do Banco Central, para reduzir o peso do déficit orçamentário do governo, que deve chegar a R$ 600 bilhões em 2020.

Para completar a sopa de letrinhas de intervenções no Banco Central, Paulo Guedes, na fatídica reunião ministerial divulgada pela imprensa, explicava aos seus colegas que a expansão da carteira do BNDESPar, com aquisições de papéis das companhias aéreas brasileiras, se tornaria, no longo prazo, em uma operação lucrativa para a União.

E o que isso tem a ver com o Banco Central? Tudo. Não é o caso de agora, mas a inauguração do canal entre Tesouro Nacional e Banco Central pode se tornar em mais um instrumento de expansão monetária. Basta uma breve guinada heterodoxa — neste ou em qualquer futuro governo — para abrirmos novamente vislumbrados a caixa de pandora.

E isso sem mencionar também o fato de que qualquer operação do BNDES gera intervenções nos juros do mercado de crédito, o que obriga o Banco Central a reavaliar sua política monetária

Mas quem se importa? Até agora, o governo já gastou R$ 6 bilhões e, consequentemente, até os brasileiros que nunca entraram em um avião são sócios da Azul, Gol e Latam

Que fique a lição: na terra onde gasto é vida, é mais fácil acreditar no ET de Varginha do que em independência do Banco Central.

Como se proteger da política

Percorremos um longo caminho para entender a diferença entre deixar a política monetária nas mãos de um burocrata (Banco Central Independente) ou deixá-la nas mãos de um político (Banco Central Brasileiro). 

Enquanto um bom burocrata desvaloriza o seu patrimônio paulatinamente ao longo de sua vida, um bom político, típico de nossas republiquetas latino-americanas, costuma abrir a caixa de pandora, emitir moeda e fazer evaporar, magicamente, toda a poupança de sua família.

Como evitar isso? Se expor a outras moedas e a outros ativos reais. Se o Banco Central do seu país não tem atuação independente do governo eleito, o seu patrimônio também será dependente de mandos e desmandos políticos. Renda fixa? Ibovespa? Tudo exposto ao real. Educação financeira é o primeiro passo pra liberdade e, na era da informação, fazemos comparações justas.

Até o fechamento desta análise, e considerando os resultados a partir de 1º de janeiro, o real havia se desvalorizado em 26,5% frente ao dólar; 37,4% frente ao ouro; e 41,8% frente ao bitcoin em 2020.

Ou, colocando de outra forma, o dólar encareceu 36% em relação ao real. O ouro, 60%. E o bitcoin, 72%. 

Confira o gráfico. 

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Gráfico 1: encarecimento do ouro (linha amarela), do dólar (linha verde) e do bitcoin (linha preta) em 2020

Aos moradores da republiqueta tropical avessos às inovações tecnológicas, apresento o vosso futuro: em 2011, o CQC Argentina veio a São Paulo e fez uma simples pergunta aos transeuntes na Avenida Paulista: Qual é o preço da sua casa em dólar? Na época, custando R$1,75, não havia sentido pensar em seu patrimônio em outra moeda.

Quando a mesma pergunta foi realizada em Buenos Aires, não havia um argentino que não soubesse valorar sua casa na moeda norte-americana.

Hoje, após aquelas oito pessoas em Brasília decidirem sobre a taxa Selic e colocarem o Brasil com juros reais negativos e em um nível menor até mesmo que o da Suíça, o dólar fechou a R$ 5,46.

E aí eu pergunto: qual é o preço da sua casa em dólar?


Este artigo foi originalmente publicado no site blocktrends.com.br


autor

Marcelo Campos
é colunista do site Blocktrends, pertencente à fintech QR Capital.


  • Bruno Souza  26/06/2020 20:15
    Eu já conhecia esse vídeo do CQC e ele é excelente. Mas também é desolador.

    Agora que o BC brasileiro passou a brincar de MMT (pior: achando que aqui é Suíça), aposto que qualquer um na rua saberia a cotação do dólar. "Tá mais que cinco, né?"

    Aliás, o fato de os argentinos sempre pouparem em dólar — assim que o cara recebe o salário em pesos, ele corre pra trocar tudo pra dólar — explica por que o país não se desintegrou mesmo com uma inflação de 50% (em pesos).

    Obrigado pelas informações. Ótimo artigo, como sempre.
  • David  26/06/2020 20:25
    Embora o bitcoin seja MUITO superior a qualquer moeda de papel, eu não recomendaria para um leigo. Seus movimentos são extremamente imprevisíveis. E lamento, mas não há garantia nenhuma de que isso continuará existindo daqui a 30 anos. Tampouco que terá alguma aceitação. Por enquanto, trata-se de um ativo puramente especulativo. Não é recomendável para longo prazo visando aposentadoria.

    Poupar a longo prazo é ouro. Nem tem conversa.

    Dito isso, o artigo foi excelente.
  • Luiz  26/06/2020 20:45
    Pode ser. Mas o fato é que hoje o bitcoin tem bem menos volatilidade que o real (acredite se quiser).

    Aliás, a soja, que é uma commodity, tem menos volatilidade que o real. A volatilidade da soja está em 9%, a do câmbio está em 31%. Hoje o maior risco para o exportador de soja brasileiro não é uma super-safra lá fora, mas errar a hora do hedge cambial.

    Isso é o que dá ficar se fantasiando de Suíça…
  • Felipe L.  26/06/2020 21:53
    Bitcoin oscila mais, mas tem diminuído a sua oscilação ao longo dos anos. Eu confio mais no Bitcoin do que nessa porcaria de moeda que é o real. Sem contar que é extremamente seguro, desde que deixe em uma carteira (física ou virtual). Nasceu valendo menos que o bolívar venezuelano e hoje vale mais que ouro. Não tem o que dizer. A criptomoeda tem valor. Você pode usar como moeda e ativo. Não existe um burocrata falsificando o BTC, como fazem hoje os Bancos Centrais ao redor do mundo. É impossível de falsificar. O ouro você consegue, com alguma dificuldade, mas o BTC não.

    O que vejo como "ponto fraco" da criptomoeda é o estado, que no ano passado começou com regulação medonha em cima das corretoras tradicionais, além de ter que declarar para a RF, e ainda com dificuldades para os lojistas que aceitem a moeda, que agora têm de ficar registrando transação por transação, pior do que com a moeda estatal. Existe hoje a Bisq, que é descentralizada. Ainda não usei ela.
  • Lucas  27/06/2020 12:07
    Eu também não recomendaria bitcoin para leigos. O valor do bitcoin não reside em quantos dólares ou reais ele pode ser convertido, mas em seus fundamentos. Quem compra bitcoin sem entender seus fundamentos, cedo ou tarde vai acabar fazendo besteira.

    Para os leigos, eu recomendo buscar se informar sobre o bitcoin, sobre como ele funciona, e só entrar nesse mercado quando souber o que está fazendo.

    Um problema que precisa ser superado para o bitcoin ser mais aceito em transações comerciais são as taxas de transação, que costumam ser altas e inviabilizam compras de produtos de baixo valor. Esse foi, inclusive, um dos motivos pelos quais a plataforma Steam deixou de aceitar pagamentos em bitcoin.
  • Túlio  26/06/2020 20:32
    O BC mudou sua abordagem. Antes, ele usava juros visando a inflação. Agora, ele claramente usa juros com o intuito de ajudar o Tesouro a gastar menos com o serviço da dívida. Isso está explícito.

    Observem que o Guedes nem sequer disfarça mais quando fala o que o BC irá fazer. É visivelmente ele quem manda na instituição. É ele quem dá as diretrizes. É ele quem antecipa tudo o que será feito. Campos Neto é só um fantoche. Toda a política monetária é do chicaguista Guedes. A imprensa, que tanto adora criticar trivialidades, curiosamente não fala nada desse assunto importante, e que é realmente grave.
  • Antonio  26/06/2020 20:44
    A imprensa critica trivialidades porque é só disso que ela entende. Os assuntos aqui do site são muito densos para a grandissíssima maioria dos jornalistas de Banânia que só entendem de #fiqueemcasa, Queiroz e acusar de fake news.
  • Trader  26/06/2020 20:39
    Quem aqui curte uma exponencial? Eis a evolução do M1.

    ibb.co/wWGYSRs

    E olha que os dados vão só até o fim de maio. Os dados semanais de junho mostram que já cresceu bem mais.
  • Juliano  26/06/2020 20:48
    Essa sim deu medo.
  • Fernando  26/06/2020 21:36
    Esse gráfico mostra que a MMT já está plenamente em vigor. Seus proponentes nem precisaram vencer nenhum debate. Ganharam a parada sem qualquer discussão.

    Bobo é quem vai manter sua poupança em reais.
  • Mossler  26/06/2020 22:20
    Isso é até pior que MMT. A MMT ao menos ainda diz que é para usar impostos para retirar o excesso de moeda da economia (sim, a tese é completamente estúpida, mas ao menos fingem aparentar alguma preocupação com estabilidade de preços). Ademais, ela pressupõe redução da dívida. Já o que está sendo feito atualmente não tem qualquer plano.
  • Imperion  26/06/2020 21:57
    A tempestade perfeita se aproxima
  • Roberto  26/06/2020 21:10
    Bons tempos que o Instituto Mises Brasil publicava artigos contra a existência do bacen..
  • Leitor Antigo  26/06/2020 21:30
    Mais um pra lista. Este é o décimo só deste ano. E ainda nem chegamos a julho.
  • Felipe L.  26/06/2020 23:33
    Você seria o Roberto Chiocca?
  • Guilherme  26/06/2020 21:33
    Com licença: eis o que escrevi aqui no dia 13 de maio:

    "Quando finalmente acabarem o lockdown, o vírus vai voltar (sempre é assim em pandemias; e confinamento não imuniza ninguém), os governadores vão se desesperar, vão impor um lockdown ainda mais severo, a economia vai colapsar ainda mais e aí a MMT vem com tudo. E esse dinheiro impresso vai cair no colo do Smart Money, que vai com tudo para o ouro (com juros negativos e ações sem perspectiva, só sobra o ouro)."

    Por enquanto, absolutamente tudo vai se confirmando.
  • Fernando  26/06/2020 21:55
    Parabéns, agora estou aliviado em saber que posso possuir ouro numa economia em frangalhos, sem produção por conta de colapso.
  • Anti-BC  26/06/2020 22:15
    "Quando finalmente acabarem o lockdown, o vírus vai voltar (sempre é assim em pandemias; e confinamento não imuniza ninguém), os governadores vão se desesperar, vão impor um lockdown ainda mais severo, a economia vai colapsar ainda mais, e aí a MMT vem com tudo. E esse dinheiro impresso vai cair no colo do Smart Money, que vai com tudo para o ouro (com juros negativos e ações sem perspectiva, só sobra o ouro)."

    Perfeito.
  • Felipe L.  26/06/2020 22:35
    Nessa eu vou discordar. Meses atrás eu vi gente falando que com o lockdown, haveria desabastecimento em supermercado (e até agora não houve), do mesmo jeito que teve gente falando que com a greve dos caminhoneiros iria durar para sempre (como se os caminhoneiros fizessem fotossíntese). Mesmo porque só haveria desabastecimento com controle de preços e/ou estatização dos supermercados e os setores envolvidos.

    Por piores que sejam políticos, eles também consomem bens e serviços. Se a economia colapsa, a vida deles também fica em risco. Fico com esse comentário do Leandro. Troque pelos burocratas daqui. É a mesma coisa.
  • Felipe L.  26/06/2020 23:37
    Fazendo um adendo. Não creio em segunda onda (porque por enquanto é isso, pois não se sabe muito do vírus), porque a queda nos novos casos ocorreu em todos os países ao redor do mundo, os que impuseram ou não impuseram as quarentenas, mesmo porque esse vírus chegou até em povo indígena isolado...

    E ainda existe a suspeita de que esse vírus esteja em Barcelona no ano passado!
  • Engenheiro e Economista  27/06/2020 02:55
    Rapaz...essa noticia de Barcelona é impressionante ...
    Duvido que vão explora-la como se deveria... vão fingir que não existiu esse estudo...infelizmente
  • André  27/06/2020 03:59
    Segunda onda haverá por três motivos:

    1) Toda pandemia sempre vem em pelo menos duas ondas. A gripe espanhola teve três ondas. A segunda foi a mais forte. E tudo durou um ano e meio.

    2) O atual vírus ainda não foi embora. Ele irá, mas não será em míseros três meses.

    3) Duas coisas curam vírus: vacina e imunidade. Vacina não há. E por causa do confinamento, ninguém ainda adquiriu imunidade.

    Assim que reabrirem e o povo voltar a sair, é inevitável haver novos contágios, pois ninguém está imunizado (se não houver contágios, aí sim será uma baita surpresa). E aí, tão logo voltar a haver contágios, vão fechar tudo de novo (político sempre tem de mostrar estar "fazendo algo"). E aí vamos reviver o mesmo filme. Só que agora com bem mais alucinação da parte dos políticos. E o BC vai imprimir até cruzeiro real, se preciso for (lembre que Guedes prometeu chuveirar dinheiro na economia se a recessão virar depressão).
  • Daniel  27/06/2020 03:52
    Não houve desabastecimento de supermercado porque o agronegócio seguiu firme, bem como os caminhoneiros. Indústrias cruciais continuaram abertas em estados cujos governadores, felizmente, não impuseram lockdown, como MG, todos os do sul e os do Centro-Oeste.

    Vamos dar graças a esses capitalistas.

    Aliás, paradoxalmente, os bacanas da mídia, que se dizem preocupadíssimos com o povo, em momento algum se preocuparam com as caixas de supermercado, com certeza a fatia da população mais exposta ao corona.

    Ou seja, estamos vivos graças à incoerência dos políticos e da mídia.
  • Denis  06/07/2020 17:57
    No Brasil não houve desabastecimento nos supermercados (como em países ricos) porque na real a maior parte da população não tem reserva financeira que lhe permitisse tal extravagância. Ir no supermercado e fazer despesa pra estocar é só pra classe média pra cima. A maior parte depende dos 600 reais pra sobreviver ou tem salários de máximo 1500 reais. Uma despesa pra estocar pra 3 meses pra uma família de 4 pessoas não sai por menos de 2 mil reais.

    Não acho que teremos segunda onda de contágios porque o povão que não parou seja porque são dos serviços essenciais ou porque meteu o f* a grande maioria já tem anticorpos.
  • Felipe L.  26/06/2020 21:44
    Melhor coisa seria trocar os burocratas (todos eles) do Ministério da Economia por bonecos vudu. Por mim, manteria aquela SELIC até julho do ano passado (6,5%) e agora aumentaria, só para sinalizar que é hora de poupar, não de ficar com gastança. Claro, é arrogância minha porque eu estaria em papel de burocrata. Tem um artigo aqui no site, falando algo relacionado ao motivo de os juros terem de aumentar em recessão (se alguém souber, agradeço). Procurei agora e não achei.

    Agora, uma pergunta esquisita: os juros negativos nominais seriam capazes de, gradualmente, diminuindo a dívida bruta do governo? Outra coisa que perguntei e me foi respondido é que os juros menores beneficiam os endividados e as primeiras pessoas que pegam esse dinheiro. Então na prática os poupadores estariam subsidiando os endividados, indo dos que estão em cheque especial até os investidores que pediram empréstimo para abrir novos negócios?

    Essa história de Banco Central independente é bobagem. O Ministério da Fazenda (hoje o da Economia) sempre mandou no Banco Central, com exceção de décadas atrás, quando era o Ministério do Planejamento. Pior ainda, Banco Central gerido por gente que historicamente gosta de tabelamento de preços e ficar trocando de moeda e brincando de algarismos é uma verdadeira pornografia.

    Depois eu tenho que ver gente falando que o Brasil sofreria se aqui não tivéssemos um BC e usássemos dólar (como é no Panamá).
  • Felipe L.  26/06/2020 22:28
    Obrigado!
  • Meirelles  26/06/2020 22:07
    Não. Deixa os juros baixos. Eu não quero ficar pagando imposto pro governo bancar rentista. Isso é totalmente imoral.

    Os juros baixos derrubam o real? Sim. O que eu tenho a ver com isso? Nada, eu não fico no real. Quem fica é que é otário. E o mundo não é dos otários.

    Já escrevi em outros comentários, eu não entendo austríacos reclamando do preço de uma moeda fiduciária (dólar) em termos de outra moeda fiduciária (real). Austríaco raiz tem de estar entupido de ouro. Hoje, isso nunca foi tão fácil. Já falaram aqui: Fundo Órama Ouro, XP Ouro Dólar, BTG Ouro USD, ou então OZ1D, OZ2D e OZ3D na B3, ou mesmo a própria barra na Parmetal ou na Ourominas. Eu mesmo utilizo Órama Ouro e Trend Ouro Dólar como reserva de emergência. Venho fazendo isso desde 2014. Na prática vivo num padrão-ouro. Minha moeda é genuinamente forte. Quando tem conta pra pagar, resgato do fundo (converto ouro para reais) e pago.

    Quando há alguma oportunidade em termos de ação, resgato e invisto. Já faz uns 6 anos que eu não sei o que é CDI. A desvalorização do real em nada afetou meu poder de compra e minha capacidade (financeira) de viajar ao exterior. Assim que reabrirem, tô embarcando pra qualquer lugar.

    Sim, quem poupa em reais vai se estrepar, mas quem manda confiar em moeda estatal? O mundo não recompensa quem fica parado e não se informa.
  • Felipe L.  26/06/2020 22:26
    Ótimo que você está se protegendo (eu também estou), mas um real forte beneficia toda a economia. Incoerente seria se eu me omitisse e achasse tudo bem a manipulação dos juros, só porque eu consigo me proteger. A economia real se beneficia. Seria estupidez eu ser contra algo que traz efeitos benéficos. Penso no Zé que tem o bar, na Dona Maria que tem uma quitanda, e em todas essas pessoas. São essas pessoas que nos beneficiam com seus bens e serviços.

    Mais imoral do que "os rentistas" (que são criados, diga-se, pelo ambiente brasileiro hostil aos investimentos produtivos e ao fato de que o governo não controla as despesas), é a farra do expansionismo de crédito. Na verdade, o arranjo de agora está beneficiando os outros rentistas, que poderiam estar incorrendo em investimentos produtivos: os que vão para fundos cambiais e de ouro. E o fato é que o déficit do governo vai continuar tendo que ser financiado. Eu não os culpo, pois o Brasil continua sendo um país comunista.
  • Vladimir  26/06/2020 22:14
    "Então na prática os poupadores estariam subsidiando os endividados, indo dos que estão em cheque especial até os investidores que pediram empréstimo para abrir novos negócios?"

    Correto. Quem poupa é dizimado. Quem vive na esbórnia é beneficiado.

    Mas observe que toda a conversa de políticos e de economistas sempre foi essa: defender o devedor (consumidor pobre coitado) e prejudicar o credor (poupador rentista rico). Toda a teoria keynesiano gira inteiramente ao redor disso: desestimular a poupança e estimular o consumo. Inflação monetária e juros baixos são apenas a consequência dessas ideias.
  • Rodrigo Pires  26/06/2020 22:25
    Alguém aqui acompanha commodities e mercados agrícolas? Já estão falando abertamente que, por causa do câmbio, vai faltar soja no segundo semestre. Os produtores estão, corretamente, preferindo exportar tudo (eu faria o mesmo).

    www.noticiasagricolas.com.br/noticias/soja/262156-soja-alta-do-grao-preocupa-industria-quanto-a-abastecimento.html#.XvZ1m5NKhQI

    Obviamente, com soja cara e escassa, a criação de bovinos, suíços e aves ficaria inviabilizada. E os preços destes irão disparar.

    Apenas imagine isso: escassez e desabastecimento de soja por causa do câmbio. Coisa de profissional.
  • Sérgio  26/06/2020 22:31
    Num curto período de tempo (5 meses), a taxa de câmbio dá um salto quântico de R$4,00 para R$6,00, aí volta pra R$4,80 em duas semanas, e nas duas semanas seguintes pula R$5,50.

    As variações cambiais diárias estão na ordem de 2, 3, 4%!

    A coisa é tão bizarra que, por causa dessa volatilidade, em um período de duas semanas tem importador fechando câmbio a R$ 5,70 e exportador a R$ 4,90.

    Nêgo exporta commodities a R$ 5,10 e importa maquinário a R$ 5,60.

    Qual setor produtivo aguenta isso? Se duvidar, até esses produtores de soja estão levando ferro.
  • Meirelles  26/06/2020 22:38
    Com juro real negativo, o real virou moeda de funding e hedge barato para alocações no mercado local de juros e de renda variável.

    Antes, o custo do carrego para hedge era de 10%. Hoje é de 1%. Especulador estrangeiro vem pra cá e faz o que quer, sem medo.

    Assim, a moeda ficou mais exposta à montagem e desmontagem dessas operações, aumentando sua volatilidade.

    Eu é que não vou manter minha poupança nisso aí.
  • Imperion  27/06/2020 00:04
    Dólar alto e real baixo facilitam a exportar e dificultam importar. Você ganha quando vende mas perde quando precisa comprar e reabastecer o mercado interno, como comprar insumos e máquinas pra próxima safra, por exemplo.
    É melhor moeda estável e sem impedimento a importação. Você vende o excedente e compra o que falta sem rodeios.
  • alerj  26/06/2020 22:49
    qual a implicação desses juros negativos para os vendedores do títulos no mercado secundário?
  • Santiago  26/06/2020 23:01
    Nada. Você poderá continuar vendendo normalmente seus títulos pois o Tesouro garante a recompra. E agora mais do que nunca.
  • Imperion  27/06/2020 00:02
    Os vendedores ganham mais dinheiro quando juros estão em queda. Então vão continuar ganhando dinheiro. Pra cada faixa de juro, há uma maneira de ganhar com títulos. 
  • anônimo  27/06/2020 01:46
    Como eu já recomendei a um amigo, saia do Brasil se puder. O governo acabou, e esse artigo mostra que mesmo se o congresso colaborar, teremos uma falha interna pra impedir enriquecimento da população.

    O que não é o caso. Temos crise politica também.
  • Felipe L.  28/06/2020 00:28
    Concordo. E até lá eu morri, só tenho essa vida. Me admira o tamanho otimismo do Raphaël Lima do Ideias Radicais, de querer ficar aqui no Brasil.

    Tem gente que gosta dessa porcaria, eu respeito.
  • Lucas  28/06/2020 13:26
    Me admira o tamanho otimismo do Raphaël Lima do Ideias Radicais, de querer ficar aqui no Brasil.

    Não é otimismo. Ele simplesmente conseguiu organizar a vida dele de forma a se proteger do estado e ser pouco afetado pelo Brasil.



    Ele disse em um outro vídeo que abriu aquele empório de bebidas dele justamente pensando em algo fácil de mudar para outro país caso tudo desse errado no Brasil. Não consegui encontrar esse vídeo, mas tem um trecho que ele diz: "Se o Brasil for pro saco, eu coloco todas as mercadorias do meu empório em um caminhão e me mudo para o Paraguai!".
  • Leandro Rock'n'Roll  27/06/2020 06:04
    Fico pensando nos jovens que terão que começar suas vidas nesse cenário de terra arrasada. Mortes pelo coronga são merda perto das que o banditismo, as drogas, a depressão e o alcoolismo vão causar.
  • Marionete do Nego Ney  27/06/2020 20:09
    [OFF]
    Pessoal, rotineiramente ouve-se que países como Coreia do Sul e Japão, entre outros, são bem sucedidos simplesmente porque investem pesado em educação, o que este site repetidas vezes já provou não ser o caso. Mas aí me surge uma dúvida: A educação nesses países realmente é assim tão melhor do que por exemplo a dos EUA? Digo, os alunos por lá geralmente são submetidos à longas cargas horárias de estudo, muita pressão social e é claro, muito stress, tanto que esse é tido como um dos motivos pelos quais tais países estão no topo dos rankings mundiais de suicídios, mas o aprendizado geral é realmente melhor do que nos países ricos do ocidente, e se sim, a diferença compensa todos os problemas apontados?
    Obrigado!
  • Felipe L.  28/06/2020 00:25
    Não são bem-sucedidos por causa disso, e sim pois tanto a Coreia do Sul quanto o Japão se abriram para o investimento estrangeiro.

    A questão do ensino na Coreia é um grande problema cultural (eis a taxa de suicídios. Chuto de que no Japão seja parecido.

    Vale lembrar que hoje o ensino americano é um dos melhores do mundo (basta ver que grande parte das melhores universidades do mundo são americanas e da Europa), não o japonês ou o sul-coreano. Esse é um dos fatores também de as anuidades tenderem a ser mais caras lá nos EUA, além de uma infraestrutura bastante exagerada. No PBSC onde frequentei (que é estatal, do governo floridense), a infraestrutura de lá faz qualquer universidade federal parecer uma favela.
  • Arnaldo Salomao  28/06/2020 14:35
    Exatamente, os investimentos externos foram o principal pilar para que a Coreia do Sul se desenvolvesse
    LG, Kia, Samsung só foram possíveis pois eles não contavam com crédito fácil da corruptocracia de bancos como o Bndes. Tinham que se virar e brigar no mercado.
    Aliás, essas gigantes coreanas nunca contaram com benesse nenhuma do governo e tinham que competir sem ajuda com os importados gringos. Só assim criaram "casca"para crescer. Surgiram no ambiente do liberalismo coreano.
    A história dessas três empresas é fantástica. Filhos de pobres agricultores, com poucos recursos foram com a cara e a coragem pedir empréstimo nos bancos privados e dos fundos internacionais, colocaram capital em risco, não precisaram de subsídio e levantaram esses impérios em poucos anos
  • Carlos Brodowski   28/06/2020 19:41
    O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).
  • Juca  28/06/2020 19:31
    Me deem o nome de uma grande empresa coreana que não recebeu ajuda governamental
    Só uma
  • Flávio  28/06/2020 19:42
    Exato. Eu particularmente acho as empresas da Coreia bem medíocres. As televisões da LG são uma merda. As da Samsung são melhorzinhas, mas, em termos relativos, nem se comparam às japonesas de antes. Os carros, então, não dão nem pro cheiro.

    Pior: tudo o que é "bom" da Coreia tem tecnologia embarcada americana e japonesa.

    Em suma: os produtos coreanos, na melhor das hipóteses, são ok. E só. Não têm nenhuma condição de "dominarem o mercado mundial". A própria China tem mais capacidade de fazer isso: produtos semelhantes, só que bem mais baratos.

    Nunca entendi a tara de alguns com a Coreia.
  • Imperion  28/06/2020 20:04
    No Japão se tem uma indústria tecnológica exportadora, eles precisam de operários desenvolvedores, então investem nessas formações. A escola não é estatal.

    É interesse desse setor tecnológico, que rende muito mais que plantar soja pra exportar, investir seus lucros em educação, pois assim vem mais lucros futuros garantidos. Assim investe-se no que se precisa.

    Por isso o Japão investe em educação. Não foi porque investiram em educação que o pais se tornou industrial e tecnológico.

    No Brasil, educação é fator ideológico e político. Gastam muito com a generalização do ensino, é tudo estatal, muita matéria obrigatória e poucas opções pra pessoa que quiser fazer diferente. Sendo estatal existe uma propaganda ideológica por mais educação, sendo que educação no Brasil é um sistema não-voltado à produtividade.

    Um sistema assim não dá retorno nem para o aluno, nem para a indústria. O ensino privado é dificultado. Ao invés dela investir no que precisa, é obrigada a pagar uma taxa para o sistema "S" e este vai pra escola que o sistema determinar. Cursos sem demanda de vaga.

    Como o Brasil não tem nem a profissão de desenvolvedor, não se criam grandes projetos tecnológicos, lucra-se menos e por isso tem-se menos recursos pra se investir em educação privada.

    O principal entrave da educação no Brasil é exatamente o estatismo, tanto nas escolas quanto nas universidades. Cientistas desenvolvedores estatais são contratados pra dar aula, não pra desenvolver. E quando desenvolvem, tem preconceito com "produzir pra vender". Querem receber dinheiro do estado pra desenvolver coisas não uteis.

    Por isso nações como EUA, Japão, Coreia, em que o ensino e desenvolvimento são privados se tem uma industria desenvolvimentista e esta tem que investir junto às universidades pra continuar na frente do progresso tecnológico. O que diferencia o Japão dos EUA é o que se desenvolve. Japão é tecnologia, os EUA são ciência, então a estrutura dos cursos varia de país pra país. Não se entope o aluno com matérias inúteis. Baseado no curso superior que ela prestará, ela escolhe os temas que a levarão até lá.
  • Pompeo   29/06/2020 03:20
    Concordo com o Imperion que o Japão se desenvolveu com uma educação de qualidade e abrangente pois só assim se conseguem empregos de qualidade.
    Se a educação vira do governo ou do privado pra mim pouco importa, o importante é que se tenha educação de qualidade e para todos, isso é a base para que se tenha bons engenheiros, cientistas, programadores etc.
    É preciso tb permitir a entrada de investimentos estrangeiros. Ainda que isso seja condição necessária mas não suficiente. O Brasil tb na era Lula recebeu toneladas de dólares de investidor estrangeiro. Temos que analisar o que a Coreia fez de diferente da gente pra poder dar esse salto
  • Felipe L.  29/06/2020 13:46
    Ensino superior no Brasil é uma verdadeira bolha, eles têm orgulho de ficarem nessa realidade paralela. Esse que é o pior. No meu curso, por exemplo, parte dele é uma forma de perpetuar o próprio sistema de ensino.
  • anônimo  30/06/2020 14:00
    Se a instituição tiver "renome" regional ou nacional ficam ainda mais orgulhosos e presunçosos com o grupo (bolha) à qual pertence tendo pouca ou nenhuma relevância fora do seu local geográfico(Brasil).

    Do tempo em que eu era estudante e queria cursar um curso técnico tinha muito isso ou era entrar numa instituição pública (federal, estadual) ou alguma instituição paraestatal dos "S" (Senai, Senac) via bolsa.

    Estudei em ambas e digo que o sistema educacional brasileiro é mesmo uma divina comédia só que dos vários níveis sempre no mais baixo.

    Ainda bem que hoje ainda tem internet...
  • MAURICIO GOMES  05/07/2020 20:16
    O sistema S ainda é melhor um pouquinho,tem menos doutrinação e os cursos dão bem mais objetivos,falo isto do tempo em que fiz cursos por lá,não sei hoje se os esquerdalhas desvirtuaram as coisa por lá.afinal aparelharam tudo com esta filosofia podre do socialismo/comunismo e o politicamente(Censura)correto.
  • Felipe L.  27/06/2020 23:27
    Seria algo de grande valor se no Brasil for feito um estudo abordando as consequências sobre os bloqueios e quarentenas impostos, mostrando a taxa de suicídios, de ansiedade, de depressão, de desemprego, renda, conflitos familiares, abuso infantil, entre outras coisas, para depois mostrar para todos os que perpetraram esse estado policial, sobre o que eles causaram.
  • Engenheiro e Economista  29/06/2020 14:32
    Rapaz...concordo plenamente com você.
    Será que ninguém vai fazer esse estudo?
    E mesmo se não for no Brasil, em qualquer lugar do mundo, já seria excelente
  • Liberal Inteligente e Educado  28/06/2020 07:12
    Tudo isso acontecendo dentro de um governo "de direita,liberal e conservador". Imagina o que os esquerdistas farão quando voltarem ao poder.
  • 4lex5andro  29/06/2020 01:22
    Pois é, se reclama hoje.

    Mas lembre-se das outras ''opções'' em 2018, exato, as mesmas da live pela democracia (?) do último sábado.

    O contexto que o atual governo pegou o país, vindo de depressão econômica, vinte anos sem privatizar nada e reformas por fazer.

    Finalmente voltou-se a privatizar (liquigas) e tem um programa de privatizações (como ECT e EBC), se alavancaram reformas como a previdenciária, a fiscal e a adm. estão em pauta, além de extinção de ministérios e milhares de cargos.

    E esse 2020 fora do normal, pra completar, enfim, não é o governo ideal, mas em termos de condução da economia e infra-estrutura, é o melhor desde 1985.

    Claro que em termos de ''ideal'', só se tivesse um greencard, mas fazer o que.
    Mas considerando o nível do Brasil, com realismo, é o que se pode fazer.

  • Anônimo  04/07/2020 14:38
    Como assim " quando voltarem ao poder"? Acabamos de arrancar esses totalitários do poder para, no próximo passo, criminalizar o comunismo. Eles que vão procurar poder lá na Coreia do Norte, no Brasil não. O Brasil já deixou bem claro: NÃO GOSTAMOS DE COMUNISMO. É cada ignaro comentando sandices...
  • Imperion  05/07/2020 00:27
    Não percebeste que eles estão voltando aos poucos? Impítma da Dilma foi só a ponta do iceberg. Eles não estão mortos. São atuantes e só esse ano vão receber só uns 200 milhões pra gastar em eleições e fazer estrago. E tudo pago com nosso dinheiro.

    Toda organização institucional que num dia os levou a poder segue funcionando. Como esta não foi desfeita, logo logo outros como eles chegam tb.
  • Jorge  28/06/2020 19:58
    Mesmo com forte desvalorização do real, juro negativo e deficit público gigantesco, a inflação, no entanto, está morta.

    Economia não é pra amadores definitivamente.... É uma caixinha de surpresas que teoria nenhuma conseguirá abarcar plenamente. Só nos resta humildade e aprender com tentativa e erro e absorver com bom senso o que deu certo nos outros países e tentar adaptar a nossa realidade. Sem receitas prontas.
  • Matheus  28/06/2020 20:17

    A desvalorização é extremamente recente (não tem nem 6 meses). Estaria você dizendo que nunca mais haverá aumento de preços no Brasil? É isso mesmo? Que tal um pouco de skin in the game? Coloque seu dinheiro onde sua boca está. Aposte nisso com alguém.

    P.S.: você certamente não tem ido ao supermercado ultimamente.

    P.P.S.: enquanto as commodities estiverem mundialmente baratas (como estão atualmente por causa da pandemia), não há espaço para aumento generalizado de preços (por enquanto, todo aumento está nos alimentos). O problema é o que ocorrerá depois que as commodities subirem.
  • Jorge  28/06/2020 21:04
    Tenho ido sim ao supermercado. Vejo que os preços estão maiores em geral neles, porém os demais preços estão menores, como gasolina, que caiu bastante. No todo, os preços estão menores, como apontam os índices de inflação ao consumidor que vêm registrando deflação.
  • Matheus  28/06/2020 22:56
    O preço da gasolina caiu temporariamente pelo óbvio motivo de que o preço do barril de petróleo caiu de 70 para 20 dólares (hoje, está em 40 dólares).

    Fora isso, todos os outros itens estão com aumento de preços, como mostram os dados abaixo do IBGE (retirados do site do Banco Central). O único item que está com queda de preços no acumulado de 12 meses é "artigos de residência" (como móveis, toalhas, roupas de cama, aparelhos de som e TV, que obviamente nem estão sendo vendidos).

    ibb.co/W6XHB9k

    Logo, a sua afirmação de que "os preços estão menores, como apontam os índices de inflação ao consumidor que vêm registrando deflação" está obviamente falsa. Não está havendo deflação nos itens (exceto em um). Os dados oficiais desmentem sua afirmação.
  • Leandro  28/06/2020 20:20
    Aumento de preços é a menor das preocupações quando há desvalorização cambial. A encrenca é outra.

    Quando há desvalorização cambial, o custo de produção das empresas sobe (insumos mais caros por causa do câmbio). No entanto, não há como repassar esse aumento de custo para os preços, pois os consumidores não irão aceitar pagar mais só porque o dólar subiu (a renda nominal deles não se alterou). E não como haver explosão inflacionária se a população está sem renda

    Ou seja, os custos de produção sobem (vide o IPA), mas não há repasse para o consumidor (que não tem renda). Logo, a única solução é a empresa absorver os custos.

    Com isso, receitas paradas e custos maiores, as margens de lucro ficam menores. Consequentemente, há menos investimentos, menos contratações e nenhum aumento de salários. Economia fica parada e renda segue estagnada. E aí, obviamente, só surge emprego mal remunerado e informal.

    No entanto, aqueles que se preocupam única e exclusivamente com IPCA, podem ficar relaxados. Não há espaço, por ora, para um forte aumento de preços. Empresas que dependem de insumos importados e que estão vivenciando um aumento de custos não conseguirão repassar esse aumento de custos para os preços (renda baixa e oferta monetária comportada não permitem isso). Elas irão reduzir suas margens de lucro. Isso significa menos investimentos, menos contratação de mão-de-obra e menos aumentos salariais. Mas o IPCA fica comportadinho…
  • Felipe L.  28/06/2020 21:10
    Acho legal porque o Leandro, além de ser um programa de computador que funciona até de madrugada, ele é capaz de memorizar e é programado para dar as mesmas respostas já dadas anteriormente.

    Oferta monetária comportada você estaria se referindo a o que exatamente? Porque o M1 e o M2 explodiram nesse ano.
  • Guilherme  29/06/2020 00:00
    Leandro,
    Vc acha que o bacen deveria usar mais dos swaps cambiais?
    O ganho com as reservas podem ser usadas para ajudar a economia. O que acha?
  • Leandro  29/06/2020 14:36
    Não. Isso poderia ter sido feito em agosto do ano passado, quando a Selic ainda estava em 6% e o dólar tinha começado a se descolar (indo de R$ 3,75 para R$ 4,18). Mas agora já era. Não há mais o que possa ser feito. O câmbio está de acordo com os juros reais (negativos, menores que os da Suíça), com os preços da commodities e com a situação da economia pós-pandemia.

    Fazer swap com juros reais negativos (menores que os da Suíça) seria apenas queimar capital do Banco Central. Não adiantaria de nada (como, aliás, vem sendo rotineiramente comprovado pela realidade).


    P.S.: operações de swap só trazem ganhos se o dólar cair no longo prazo. Mas quando o BC começou com swaps, o dólar estava em R$ 4,15. Ou seja, no acumulado, há grandes perdas.

    P.P.S.: para ter ganhos com as reservas, o BC teria de deixar o dólar subir continuamente, exatamente o oposto do que se intenciona ao fazer swap.
  • Thiago  29/06/2020 15:26
    Leandro, o M1 e M2 :

    pt.tradingeconomics.com/brazil/money-supply-m2

    Não te preocupam?

    Real muito desvalorizado, M1 e 2 altíssimos não seriam ingredientes mais que suficientes para uma inflação alta mesmo com poder de compra baixo?

    Pq se esses custos não forem repassados quando as comodities começarem a subir, teremos quebradeira geral entre as empresas...
  • Leandro  29/06/2020 17:07
    Preocupam muito. É por isso que estou no ouro. As nossas opções, como você bem descreveu, são tétricas: ou IPCA em forte ascensão (com grande expulsão da massa consumidora mais pobre) ou quebradeira geral.

    Dito isso, ambos os cenários ainda irão demorar um pouco para se concretizar. Até poderiam ser evitados caso a economia fosse reaberta rapidamente, mas não parece que isso irá acontecer.
  • Kennedy  29/06/2020 20:32
    Boa tarde Leandro, tenho duas curiosidades que apreciaria muito se você pudesse responder.

    1) Sobre arranjos monetários, mais especificamente sobre a escola de Chicago. Os caras de Chicago são favoráveis apenas ao câmbio flutuante? não existe nenhuma corrente deles favorável ao Currency Board pelo menos? porque até onde eu sei, o Gustavo Franco é de Chicago e ele era favorável a uma moeda forte (o oposto do Guedes).

    2) Dadas as atuais condições político e econômicas do Brasil e o Cenário Internacional, se o aceno do Bolsonaro ao Centrão for suficiente para emplacar pelo menos umas 3 reformas, você acha que seria viável a economia voltar a crescer sem a inflação voltar a subir como na recessão do Governo Dilma?

    Muito grato pela atenção.
  • Leandro  29/06/2020 20:55
    1) Franco é uma incógnita. Ele defendia o câmbio atrelado, mas era contra Currency Board (ver aqui e aqui). O argumento era o de que do câmbio atrelado você tinha como sair dele, já do Currency Board não.

    Havia um nome de Chicago, Arnold Harberger, que também era favorável ao câmbio atrelado (não confundir com câmbio fixo, que é outra coisa).

    Mas é só. Toda Chicago hoje é a favor de câmbio flutuante.

    2) Sim, é perfeitamente viável. Só que inflação depende muito mais de Banco Central do que de reformas. Reformas são cruciais, mas estabilidade monetária (e cambial) é ainda mais. De pouco adianta ter reformas se você tem um Banco Central aloprado.
  • Kennedy  29/06/2020 21:33
    Obrigado pela resposta, Leandro. Além dessas curiosidades, me lembrei de outras dúvidas que me intrigam: você concorda com as previsões que outros comentaristas daqui estão realizando, de que a economia brasileira irá se zumbificar como a japonesa? se isso acontecer, o Brasil continuará sendo um país com o mesmo padrão de vida que tem hoje e não irá desenvolver mais? não existe a possibilidade do Brasil "cancelar" ou abortar o QE quando essa política "expirar" conforme é previsto?

    Muito obrigado pela atenção e paciência.
  • Felipe L.  29/06/2020 22:49
    Uma coisa que fiquei pensando... por que o governo simplesmente não colocou os bancos estatais para expandir crédito, ao invés de agora terem inovado com essa maluquice do Banco Central? Seria politicamente mais difícil, eu suponho. Realmente isso de agora é inovador, dado de que devo supor de que isso não deve sequer gerar um ciclo econômico de expansão, já que a economia brasileira está em frangalhos há algum tempo.

    O arranjo em câmbio atrelado é, em tese, como se fosse um pulo inicial para depois migrar para o câmbio flutuante. Lastreie a moeda de papel nova em alguma moeda internacional decente (ou um conjunto de moedas), e depois de um tempo, migra para o flutuante. Não sei como que ele durou tanto tempo na Coreia do Sul (lá durou quase 20 anos).
  • Régis  30/06/2020 02:58
  • Felipe L.  30/06/2020 04:16
    De fato. O que seria pior, essa reencarnação ou isso que estão fazendo agora?

    Leandro, logo acima você disse que a oferta monetária está comportada. Seria comportada por agora? Porque o M1 explodiu nesse ano.
  • Leandro  30/06/2020 14:55
    Desatenção minha. Como você corretamente apontou, o comentário acima foi apenas uma cópia de uma resposta minha a uma pergunta idêntica feita ano passado. Como as perguntas quase sempre são as mesmas, as respostas sempre são as mesmas. Só que o trecho da "oferta monetária comportada" passou despercebido.

    Obviamente, isso não mais se aplica pós-corona. O M1 estava comportado até o fim do ano passado.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-money-supply-m1.png?s=brazilmonsupm1&v=202005161006V20191105&d1=19950707
  • Felipe L.  30/06/2020 18:06
    Aí, sabia que o Leandro no fundo não é uma pessoa real, e sim um programa de computador que tem as respostas mais complexas emitidas com prontidão em horários muito improváveis.

    Espero que entendam isso como ironia.
  • Imperion  30/06/2020 14:49
    Porque a lambança da dilmandioca é muito recente. Ocorreu aumento de gastos e ela fez a pedalada fiscal, ocasionando seu impítima.

    Não duvido que voltem a fazê-lo no futuro, mas tem que esperar o povo esquecer.
  • Drink Coke  29/06/2020 00:02
    Nada a ver com o artigo,

    Mas compartilho a surra que o Luis Carlos Prestes leva do Roberto Campos em um debate sobre capitalismo e comunismo. O Debate ocorreu 1985.

    youtu.be/BlYTncFUMqY
  • Felipe L.  29/06/2020 00:50
    Meta reduzida para 3,25%

    Boa notícia mas ach que eles deveriam, no mínimo, terem imposto a meta de 3% para este ano, não algo próximo só em 2023. No México é assim faz tempo.

    Ano que vem a meta será reduzida para 3,75%. 3% somente em 2024. Isso se eles cumprirem com o discurso.
  • Imperion  29/06/2020 14:01
    Meta deveria ser 0 por cento este ano, já que é um esforço para se adequar e não a "inflação que se adequa". Se a meta só cai daqui a três anos isto quer dizer que nesses três ainda não vão fazer esforço pra reduzir as contas .
  • Felipe L.  29/06/2020 03:27
    "Brasil vai produzir gasolina com mesma qualidade dos EUA e Europa"

    Alguém acredita nessa ficção?

    "A diretora explicou que a gasolina que será produzida com as novas especificações vai manter o mesmo percentual de 27% de adição de etanol anidro"

    Achei que eles estivessem planejando às escondidas o fim dos subsídios ao óleo diesel, à essa pornográfica adição de etanol, abolição da ANP, abertura do setor (inclusive do de etanol)... ai ai. E os nossos vizinhos mais pobres da América Latina vão continuar podendo usar gasolina de verdade, enquanto aqui ninguém vai revogar essa mistura compulsória.
  • Nycolas  30/06/2020 11:56
    Tem um comentário de um certo cara que estava debate no Facebook e gostaria que vocês me ajudassem a elaborar uma resposta vinda de vocês, pois acabei ficando sem argumento. Estávamos debatendo sobre capitalismo e se era o melhor sistema, e acabei mostrando aquele gráfico que mostra a taxa de pessoas vivendo em absoluta pobreza e sua diminuição após a revolução industrial, creditando o crédito ao capitalismo. A resposta dele foi: "Falácia de post hoc ergo propter hoc. "Depois disso, logo por causa disso", sim, de fato o capitalismo acendeu juntamente com a revolução industrial, mas, há capitalismo com ou sem o indústria. Significa que apesar da produção industrial ser um fenômeno bem usado pelo capitalismo não significa que só existiria produção industrial ou avanço tecno-científico caso exista capitalismo. A redução da fome está relacionada ao desenvolvimento da técnica, da tecnologia e na nova velocidade de produção, não está relacionado por si com o serviço assalariado. A produção familiar, cooperativas ou firmas ou mesmo auto-gestão agroindustrial hoje gozariam das mesmas vantagens da indústria tal qual o sistema capitalista goza, ou seja, a fome reduziu apesar do capitalismo, e não por causa dele, na verdade, o "Capitalismo" que se conhece no ápice da Revolução industrial é chamado de capitalismo tardio, desde que exista a contratação de serviço assalariado ou aluguéis com o principal objetivo de adquiri lucro, gerando capital de giro em preferência temporal, logo há capitalismo. O termo "capitalista" referia-se ao proprietário de capital e o seu uso é anterior ao surgimento do capitalismo, a palavra capitalista surge no século XVII e designa a privatização do capital, ou seja, o seu aluguel ou o serviço assalariado e isso precede a própria industrialização, logo capitalismo é diferente de industrialização. Apesar da industrialização ter sido um fenômeno amplamente manifestado no capitalismo a manifestação de um fenômeno é uma substância acidental e não essencial, o mesmo acidente pode existir em entes diferentes logo não se pode por um gráfico que tem a curva da fome gerada pela industrialização e inferir que é uma curva gerada pelo capitalismo." Se puderem responder agradeço!
  • Fernando  30/06/2020 17:00
    A mesma conversa bizarra de sempre.

    A acumulação de capital gerou a revolução tecnológica e produtiva que permitiu a maior produção de alimentos. Foi exatamente o capitalismo que gerou mais oferta de bens de capital e, consequentemente, mais produtividade e mais produção.

    Mas o sujeito diz que a maior produção de alimentos não só não foi causada pelo capitalismo, como, ao contrário, se deu "apesar" dele.

    Ou seja, segundo ele, se o mundo tivesse adotado modelo norte-coreano, cubano ou venezuelano, teríamos ainda mais comida.

    É realmente pra levar isso a sério?
  • Nycolas  30/06/2020 17:57
    Obrigado pela resposta Fernando! Eu vou mandar esse comentário pro próximo artigo pra obter mais respostas. Se quiser ajudar, é só ir lá. Obrigado de novo!
  • Gustavo  30/06/2020 16:04
    Guedes: Se nos aproximarmos de depressão, podemos autorizar BC a emitir moeda

    Segundo o ministro da Economia, o Brasil está tecnicamente pronto a autorizar a emissão de moeda, mas no atual cenário isso não é necessário

    valor.globo.com/brasil/noticia/2020/06/30/guedes-se-nos-aproximarmos-de-depressao-podemos-autorizar-bc-a-emitir-moeda.ghtml
  • Leandro  30/06/2020 16:13
    A frase é um tanto inócua, pois isso já está sendo feito. Basta ver a evolução da base monetária e do M1.

    ibb.co/Mg47dP6

    A prometida "chuveirada de moeda" já começou.
  • Felipe L.  30/06/2020 18:04
    Pois é. Não sei o que o Guedes está ganhando com isso, só sei que a conta vai ficar no Bolsonaro. Por isso que sou favorável à abolição do Banco Central, ainda mais um Banco Central gerido por incompetentes como no Brasil.
  • Skeptic  30/06/2020 18:16
    Como seria um Bacen se aventurando em QEs?
  • anônimo  30/06/2020 23:01
  • Skeptic  05/07/2020 12:38
    Pra ser justo, eu vi a frase inteira na notícia, claro que essa frase não caberia num título. Quem resolver citar Keynes foi o Guedes e não o jornalista.
    Mas minha pergunta não era sobre o Guedes exatamente, era mais sobre como seria um QE, ou as consequências de um QE, num país não-desenvolvido como o Brasil, afinal, só BCs de países desenvolvidos brincaram de QEs, não é?

  • Skeptic  30/06/2020 18:01
    Curiosamente, e por pura coincidência, eu tinha ouvida falar sobre isso aqui antes de ler o artigo:

    Exclusivo: BNDES aportará R$ 20 milhões em fundo voltado às startups e QR Capital é uma das beneficiadas

    cointelegraph.com.br/news/exclusive-bndes-will-invest-r-20-million-in-a-fund-aimed-at-startups-and-qr-capital-is-one-of-the-beneficiaries

    Agora, mudando de assunto, o Ciro Guedes saiu do armário de vez?

    valor.globo.com/brasil/noticia/2020/06/30/guedes-se-nos-aproximarmos-de-depressao-podemos-autorizar-bc-a-emitir-moeda.ghtml

    "A emissão serve para casos de depressão econômica. Uma situação em que a atividade cai e fica estagnada, uma curva em formato de L, próxima à "armadilha da liquidez" descrita por Keynes, disse Guedes."
  • Lucas  02/07/2020 09:54
    Acessei a área de comentários da notícia à procura de um tipo especifico de comentário e não me decepcionei. Aqui está ele:

    "Ótima noticia; pois o dolar mais elevado, mantem o Agro negócio forte, empregos diretos e indiretos; e balança comercial solida".

    Só me surpreendeu o fato de ter só um comentário nessa linha. Achei que fosse ter mais.

    Até agora só conheço dois lugares na internet que defendem um real forte: o IMB e o twitter do Fernando Ulrich - que leva "pedrada" de todo lado sempte quando critica a subida do dólar ou a manipulação dos juros!
  • Skeptic  03/07/2020 20:11
    Leandro, qual a sua opinião sobre a chamada "Nova Escola Austríaca", iniciada por Antal Fekete e expandida por outros nos nomes com grande simpatia de grupos ligados ao Objetivismo da Ayn Rand?

    Me recomendaram esse texto sobre o assunto:

    UM REMÉDIO PARA A DOENÇA SUBJETIVISTA DE MISES E HAYEK: A NOVA ESCOLA AUSTRÍACA

    objetivismo.com.br/artigo/um-remedio-para-a-doenca-subjetivista-de-mises-e-hayek-a-nova-escola-austriaca
  • Leandro  03/07/2020 20:33
    Não acompanho. As divergências são filosóficas e isso me interessa pouco. Eu sou mais da ação e da prática do que da parolagem.

    Quanto ao Antal Fekete, sei que ele defende uma teoria chamada de "Real Bills Doctrine".

    Tal teoria diz, de maneira resumida, que duplicatas emitidas pelo comércio (as "bills of exchange") podem ser monetizadas por bancos e isso não seria inflacionário. E não seria inflacionário porque haveria um aumento na quantidade de duplicatas e isso permitiria a criação de mais riqueza (quanto mais duplicatas criadas no comércio, maior a riqueza da sociedade).

    Só que como esse sistema já existe hoje -- todos os bancos descontam duplicatas, e fazem isso criando dinheiro eletrônico --, Fekete diz ser necessário criar um novo sistema de compensação bancária, o qual passaria a aceitar duplicatas junto com moeda eletrônica como forma de controlar as reservas bancárias.

    Por que ele acha que tal sistema não seria inflacionário é um mistério para mim. Afinal, os bancos estão criando dinheiro. Sua explicação é totalmente convoluta. Exatamente por isso, por não ser capaz de convencer em relação aos pontos mais básicos de sua teoria, nunca dei muita atenção a ele.
    Porém, caso se interesse, aqui vai uma troca de emails entre Fekete e um defensor de Mises exatamente sobre esse assunto. Fekete parece confundir conceitos básicos de utilidade marginal.

    archive.mises.org/3869/marginal-utility-of-gold-and-dr-fekete/
  • Skeptic  05/07/2020 12:32
    Ótimo, muito obrigado!
    Vou ler o artigo.


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