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"Todos devem ficar parados e o governo deve imprimir muito dinheiro" - eis a solução progressista
Precisamos de mais desemprego para evitar o desemprego

Já fazia muito tempo que eu não lia nada escrito por Paul Krugman. E ao deparar-me com sua última coluna no The New York Times, constatei que não perdi nada, pois ele não mudou em nada.

Estando hoje no extremo tanto do keynesianismo quanto do partidarismo político, ele há muito tempo abandonou qualquer tipo de análise econômica, e hoje se dedica àquilo que Mises rotulou de metafísica.

Não obstante, minha curiosidade foi mais forte tão logo vi que ele escreveu que reabrir a economia e permitir que as pessoas voltem a trabalhar irá certamente causar uma depressão econômica. Escreve ele:

Na semana passada, a Secretária de Estatísticas do Trabalho [Bureau of Labor Statistics] confirmou oficialmente o que já sabíamos: com alguns meses da crise da Covid-19, os Estados Unidos já têm um nível de desemprego igual ao da Grande Depressão. Mas isso não equivale a dizer que estamos em uma depressão. Só saberemos se é verdade quando virmos se este desemprego extremamente alto irá durar muito tempo — digamos, um ano ou mais.

Infelizmente, o governo Trump e seus aliados estão fazendo de tudo para tornar mais provável uma depressão em grande escala.

Agora, muitos de nós acreditamos que as maciças intervenções monetárias e fiscais na economia, tanto do governo federal quanto dos governos estaduais, irão afetar ainda mais a economia e, aí sim, causar uma depressão e fazer com que a taxa de desemprego dispare ainda mais.

Este, no entanto, não é o ponto de Krugman. Com efeito, ele parecer acreditar que não há intervenção estatal o suficiente — algo que, aliás, é uma constante em seus escritos.

Krugman afirma que reabrir a economia e permitir que a produção e o trabalho voltem irá gerar a próxima depressão.

Já estivemos nessa seara antes. Como esquecer daquele inesquecível dia, em 2011, quando Krugman disse que se o governo imaginasse que alienígenas fossem atacar a Terra e começasse a gastar preparando alguma defesa, a economia estaria curada

Quem já leu (ou lecionou, como é o meu caso) economia keynesiana sabe que, de acordo com os keynesianos, a economia de mercado sempre está à beira de um colapso e prestes a vivenciar uma recessão e um maciço desemprego a menos que o governo (a) reduza juros até não poderem mais ser reduzidos, e (b) incorra em maciços novos gastos para estimular a "demanda agregada", pois o "pleno emprego" só pode ser alcançado com o governo intervém. E ponto final.

Mas mesmo eu devo admitir que esta coluna em específico me pegou de surpresa. Embora ainda recorra aos tradicionais partidarismos, Krugman intensificou. À pergunta sobre como evitar uma completa depressão, Krugman responde que "temos de manter o curso atual" (em suas palavras) e manter todo mundo trancafiado em casa por um período de tempo ainda maior.

Seu raciocínio é que, se os governos autorizarem as pessoas a saírem do seu confinamento doméstico agora, todos os "avanços" supostamente já obtidos contra a Covid-19 serão perdidos, e aí a rocha voltará a rolar morro abaixo até chegar ao vale da montanha. Escreve Krugman:

Se pudéssemos controlar o coronavírus, a recuperação poderia ser realmente muito rápida. É verdade, a recuperação da crise financeira de 2008 levou muito tempo, mas isso teve muito a ver com problemas que se acumularam durante a bolha imobiliária, com um notável nível sem precedentes de endividamento das famílias. Não parece haver problemas similares hoje.

Mas controlar o vírus não significa "achatar a curva", o que, aliás, já fizemos — conseguimos desacelerar a disseminação da Covid-19 o suficiente para nossos hospitais não estarem superlotados. Significa esmagar a curva: reduzir muito o número de americanos infectados, depois manter um alto nível de testagem para localizar novos casos, juntamente com o rastreamento de contatos para podermos pôr em quarentena os que podem ter sido expostos.

Para chegar a esse ponto, porém, precisaríamos primeiro manter um regime rigoroso de distanciamento social, não importa quanto tempo dure, para reduzir as novas infecções a um nível baixo. E então teríamos de proteger todas as pessoas com as testagens e o rastreamento já disponíveis para as pessoas que trabalham diretamente para o governo, e para quase mais ninguém.

O mais próximo deste tipo de raciocínio foi o do correspondente da Associated Press no Vietnã, Peter Arnett. Após um bombardeio aéreo americano dizimar o povoado de Ben Tre, ele pronunciou a frase imortal: "Foi necessário destruir a cidade para salvá-la". 

Na novilíngua atual, Krugman está dizendo que, para salvar a economia, o governo tem de decretar e impingir políticas que irão afetar severamente a atividade econômica. Ninguém deve produzir nem trabalhar. Todos devem ficar parados em casa até haver testes disponíveis para cada indivíduo.

No entanto, Krugman, sendo Krugman, acredita que há uma "solução" fácil a ser aplicada neste ínterim, a qual irá permitir a economia continuar funcionando suavemente — sem ninguém trabalhar, é claro. Escreve ele:

Ao mesmo tempo, o governo e seus aliados parecem estar decididos a não fornecer a ajuda financeira que nos permitiria manter o distanciamento social sem dificuldades financeiras extremas. Prorrogar os benefícios aos desempregados, que vão expirar em 31 de julho? "Só sobre nossos cadáveres", disse o senador Lindsey Graham. Ajudar os governos estaduais e locais, que já demitiram um milhão de trabalhadores? Isso seria um "pacote de resgate para estados democratas", segundo Mitch McConnell. (Grifo meu)

Ou seja: se todo mundo ficar parado em casa, e o governo simplesmente imprimir moeda e distribuir para cada indivíduo da economia, os problemas econômicos estão resolvidos.

Essa declaração expõe por completo a extrema mentalidade keynesiana: imprimir dinheiro é o equivalente mais próximo a realmente produzir algo. Como todo keynesiano, Krugman comete a falácia da composição: ele acredita que se algo pode ser bom para uma pessoa (ou para algumas poucas pessoas), então será bom para todas as pessoas.

No caso dos EUA, já vimos que, graças às atuais políticas estatais (que somam seguro-desemprego dos governos estaduais e federal a mais uma ajuda de US$ 1.200 para cada cidadão), muitos trabalhadores estão recebendo de seguro-desemprego benefícios que são maiores que os salários que recebiam quando ainda trabalhavam. 

Logo, não é surpresa nenhuma que os pedidos de seguro-desemprego só fazem aumentar e muitos continuem sem trabalhar. De acordo com jornalistas keynesianos da CNBC, isso é "ótimo".

Não, isso não é ótimo. É um desastre em construção. Embora possa ser bom para mim se o governo me der um milhão de dólares por semana para não trabalhar, isso seria efetivo somente se eu fosse o único recebendo o benefício. Embora o resto da sociedade ficasse em pior situação em decorrência desta política — dado que isso seria uma explícita política de transferência de renda de todos para mim —, eu ao menos poderia dar a desculpa de que isso realmente é "ótimo", pois, na linguagem keynesiana, tal política faria aumentar a "demanda agregada".

Agora, pense nessa política em uma ampla e vasta escala, com todo mundo recebendo dinheiro criado do nada pelo Banco Central, e você terá uma ideia do que Krugman está realmente defendendo em nome de impedir uma depressão. 

Embora o governo já tenha inundado a economia de dinheiro recém-criado com a esperança (a vã esperança) de que isso irá sobrepujar os permanentes danos econômicos trazidos por um desligamento compulsório da economia, Krugman está deixando claro que esses estímulos ainda não são o bastante. Sua crítica partidária acima mostra que, na prática, ele quer que o governo coloque praticamente toda a força de trabalho como recebedora de benesses.

Isso lembra a famosa frase de Keynes, que disse que a expansão do crédito que ocorre quando o governo cria dinheiro do nada realiza o milagre de "transformar pedras em pães". Krugman essencialmente está dizendo a mesma coisa: o governo, por meio de volumosas injeções de moeda na economia, magicamente fará surgir coisas reais. Ninguém precisa trabalhar ou produzir. A mera criação de papel-moeda (ou dígitos eletrônicos) irá miraculosamente se converter no surgimento mágico de novas máquinas e equipamentos. Linhas de produção surgirão milagrosamente. Bens e serviços reais aparecerão do nada. Coisas "aborrecidas" como poupar, investir e produzir podem ser perfeitamente contornadas.

Infelizmente, várias autoridades políticas e econômicas ao redor do mundo genuinamente acreditam que isso é possível. Para a nossa miséria, a ideia de que imprimir moeda é a cura para tudo é algo que rejuvenesce à medida que se esquecem as experiências passadas

Assim como vários outros na esquerda, Krugman acredita que temos apenas duas opções: trancar todo mundo em casa e derrotar o novo coronavírus ou permitir que as pessoas vivam suas vidas sem interferência do governo e, com isso, adoecem e morram.

É óbvio que estas não são as únicas opções. E tampouco estamos diante de um dilema. A política original do lockdown, que Krugman endossa, surgiu em decorrência de um modelo epidemiológico completamente fraudulento criado por Neil Ferguson, do Imperial College de Londres, que previu que 2,2 milhões de americanos morreriam a menos que o governo decretasse imediatamente a quarentena de toda a população (sendo que o próprio Ferguson  caiu em desgraça e renunciou). 

E hoje, após quatro meses de pandemia mundial, já há evidências concretas de que o lockdown não altera o número de mortos per capita. Estatísticos não conseguem encontrar nenhuma diferença de excesso de mortalidade entre os países que se trancaram e os que não.

Logo, é praticamente tão difícil levar o Krugman epidemiologista a sério quanto é impossível levar o Krugman economista a sério.

Para resumir, enfim, a última explosão krugmaniana, temos a seguinte progressão: (a) fechar empresas e proibir pessoas de trabalharem resultou em maciças demissões e em uma taxa de desemprego igual à da Grande Depressão; (b) deixar as pessoas voltarem a trabalhar, empreender e produzir irá resultar em níveis muito maiores de adoecimento, o que irá aumentar ainda mais o desemprego; (c) portanto, imprimir muito dinheiro e manter todo mundo trancado em casa é a solução e tudo ficará bem.

As falácias lógicas são avassaladoras. E não pense que isso é monopólio de Krugman. Ele é apenas o difusor mais famoso. Todos os economistas heterodoxos ao redor do mundo defendem o mesmo: a impressão de dinheiro é a solução.

Se os governos continuarem mantendo as empresas fechadas e ordenando as pessoas a continuarem em prisão domiciliar, as taxas de desemprego irão disparar para níveis sem precedentes, e vivenciaremos uma depressão ainda pior. Como corretamente apontou Elon Musk, se todos estão em casa sem produzir coisas, não mais existirão coisas. E imprimir moeda não vai solucionar isso.

No entanto, Krugman afirma que se os governos imprimirem dinheiro e ainda estimularem o endividamento, tudo estará sob controle. E toda a esquerda progressista pensa o mesmo. Esta não é uma lógica apenas de Keynes, mas também de malucos como Silvio Gesell e os atuais seguidores da Teoria Monetária Moderna

Para ser honesto, a única coisa que está faltando nesta última fantasia de Krugman é começar o artigo com "Era uma vez…"




autor

William L. Anderson
é um scholar adjunto do Mises Institute, e leciona economia na Frostburg State University. 

  • anônimo  21/05/2020 19:51
    Algum estado americano deveria permitir esse tipo de coisa acontecer, só pra ver no que dá.
  • Humberto Moura  21/05/2020 20:43
    Já viu os exemplos de lugares que democratas comandam há décadas? Não faltam exemplos desastrosos e ainda assim conseguem vencer no voto popular. O povão é incapaz de ligar os pontos. Por isso democracia é uma farsa.
  • Vladimir  21/05/2020 20:59
    As cidades americanas geridas por democratas são pavorosas. Detroit é um lixo, Baltimore virou terra sem lei, Chicago é inabitável, Seattle foi destruída, mas o mais doloroso é ver o que fizeram com San Francisco, que era a cidade mais bela do país.

    Os mendigos defecam a céu aberto, a polícia está proibida de abordá-los, há distribuição "gratuita" de seringas aos drogados pela prefeitura, eles entram nas lojas e afugentam os clientes e o dono não pode fazer nada (pois é preconceito), e agora a cidade virou um acampamento de drogados a céu aberto.

    É nisso que dá ficar reelegendo Nancy Pelosi.








  • Felipe L.  22/05/2020 13:16
    Detroit já era, lá tem casa por US$ 100, porque ninguém quer morar lá. Os tempos com seus carros magnânimos já se foram. Sindicalistas, políticos e burocratas estragaram tudo.
  • Imperion  22/05/2020 13:41
    Favelização em processo.
  • Richard Stellman  26/05/2020 14:44
    Mas isso é bom! Por cem dólares eu moro em Detroid, melhor que pagar $50.000.
  • Marcelo  22/05/2020 10:23
    O objetivo "progressista" é gerar o caos de maneira deliberada para, através do caos, implantar uma Nova Ordem Mundial socialista, com o monopólio do poder econômico, político e religioso em uma central única de poder.
    Nada mais totalitário e sob o monopólio também da opinião.
    A família sendo substituída pelo Estado que, por sua vez, é substituído pelo Partidão Vermelho sangue.
    O único capitalismo admitido é o "Capitalismo de Estado" em que o meta-capital recebe os privilégios estatais e "financia" a classe política dominante (progressista).
  • São Paulo é meu país  23/05/2020 07:53
    Exatamente. Precisamos responder à isso com armas, criptomoedas, separatismo, empreendedorismo, divulgação libertária/anarcocapitalista.
  • São Paulo é meu país  23/05/2020 07:45
    Já existe uma infinidade de exemplos dos desastres causados pelas medidas socialistas em todo o planeta, e a respostas dos esquerdistas é sempre que a culpa é do capistalismo e que é preciso ainda mais e mais intervenção do estado para resolver.

    Nem vale a pena perder tempo tentando mostrar algo para socialista.

    É melhor nós focarmos no trabalho que nós anarcocapitalistas podemos fazer.
  • Kennedy C.  21/05/2020 20:02
    Boa tarde pessoal. Desculpem pelo meu comentário não ter relação com o artigo, mas o que vocês acharam da fala do Campos Neto de que o Banco Central poderá intervir no câmbio a partir de agora para conter um "descolamento" de desvalorização em relação às outras moedas da região?

    E se o Leandro ou alguém experiente puder responder: É possível, com a reabertura da economia, uma suposta estabilização do câmbio e volta da tramitação das reformas, a economia voltar a crescer significativamente e isso fazer o Real voltar a se apreciar? Se sim, acham que as chances disso ocorrer são altas?
  • Kennedy C.  21/05/2020 20:49
    Mas a fala dele dessa vez não diverge das vezes anteriores? antes ele falava em conter "excessos", ou "exageros", mas agora fala em evitar um "descolamento", será que ele não acha que o Real "já flutou até o limite que era permitido"? ou entre os Chicagos, a moeda pode flutuar para o infinito (quero crer que eles não pensem isso)?

    E sobre o Dólar cair por impressão de moeda, a PEC do Orçamento de Guerra também não vai gerar o mesmo efeito de impressão? isso não faria o Real desvalorizar tanto quanto o Dólar no sentido do valor do Dólar continuar mais ou menos o mesmo, ou até mais caro? Eu investi em um fundo cambial atrelado ao Dólar recentemente, aconselha que eu desfaça a operação?

    Desculpe a quantidade de perguntas, e agradeço sua atenção e a de qualquer um que responda.
  • Humberto  21/05/2020 21:39
    "Mas a fala dele dessa vez não diverge das vezes anteriores? antes ele falava em conter "excessos", ou "exageros", mas agora fala em evitar um "descolamento""

    Não muito. Eu assisti a essa live. Ele falou sem nenhuma convicção. E ele sempre falou isso: o BC só entra quando sente que a moeda está "descolando" de seus pares. Ele fala isso desde agosto do ano passado. E de fato o BC só entra quando as moedas latinas estão subindo e o real está caindo.

    "será que ele não acha que o Real "já flutou até o limite que era permitido"?"

    É óbvio que ele acha isso. Mas ele não pode falar, senão a curva de juros sai do lugar e ele terá de interromper as reduções da Selic (as quais são muito caras a Guedes).

    "ou entre os Chicagos, a moeda pode flutuar para o infinito (quero crer que eles não pensem isso)?"

    Pode, sim. Para Chicago, moeda é só mais um item da economia. O preço dela tem a mesma importância que o preço da lata de azeitona.

    "E sobre o Dólar cair por impressão de moeda, a PEC do Orçamento de Guerra também não vai gerar o mesmo efeito de impressão? isso não faria o Real desvalorizar tanto quanto o Dólar no sentido do valor do Dólar continuar mais ou menos o mesmo, ou até mais caro?"

    Ambas cairão. Não será agora. Vai demorar um pouco. Mas cairão. A questão é saber qual cairá mais em relação à outra.

    "Eu investi em um fundo cambial atrelado ao Dólar recentemente, aconselha que eu desfaça a operação?"

    Eu não vejo lógica em investir em dólar. Qual o sentido de sair de um papel-moeda estatal gerenciado por burocratas e ir para outro papel-moeda estatal gerenciado por burocratas?

    Se você acredita que o real e o dólar devem cair, então vá para o ouro. Eu acho que vão, mas não será de imediato.
  • Kennedy C.  21/05/2020 22:13
    Muito obrigado pela atenção. Então a nossa melhor hipótese seria se o Dólar caísse mais em relação ao Real, seria benéfico para a economia brasileira, correto?

    E sobre o ouro, eu já investi nele depois do artigo desse Instituto falando sobre o mesmo, mas agora tenho a leve impressão de que é melhor tirar do Dólar para investir puramente em ouro mesmo.
  • Investidor Viajante  21/05/2020 22:51
    O dólar cair perante o real sempre ajuda, mas é importante ver como estão os preços das commodities. Se o dólar cai, mas os preços das commodities disparam, de nada adianta. Se o dólar encarece, mas os preços das commodities desabam ainda mais, aí a inflação de preços fica baixa (aconteceu recentemente).

    Quanto a investimentos, tenha em mente que você está entrando no fim de um período de forte valorização. É certo que, no curto prazo, terá perdas. Mas o que importa é o longo prazo. Ouro é um investimento para você fazer e esquecer. Você não se desfaz do ouro. Se já é idiotice vender dólar, é ainda mais idiotice vender ouro. Ouro você acumula. Você não se desfaz dele (exceto, é claro, em situações de extrema urgência e emergência). Investidor profissional nunca vende.

    Falei sobre isso aqui.
  • Kennedy C.  22/05/2020 00:25
    Eu tenho consciência de que isso é um investimento de longo prazo, mas você acha que compensa retirar dinheiro investido em Dólar para colocar em Ouro nesse momento? nesse caso, o rendimento superior do ouro no longo prazo (e estando imune de turbulências políticas) compensa a perda de pagar IR ao resgatar o investimento do dólar? Grato pela atenção.
  • Investidor Viajante  22/05/2020 00:54
    Sim, pode sair do dólar. Mas não entre no ouro ainda. Espere cair mais. Estamos adentrando na fase da "euforia pré-reabertura". Neste momento, os preços são irracionais. Quem tem ouro vai vender pra ir pra bolsa. Esteja lá para comprar deles. Já vivi isso várias vezes. Em março mesmo o ouro despencou por quatro dias por causa disso. Depois disparou em recuperou tudo em dois. Vai acontecer o mesmo.
  • Helliton   21/05/2020 20:19
    A lógica é simples, quando o governo imprime dinheiro pra gerar empregos, ele mata a poupança e consequentemente os empregos futuros, isso de inicio aumenta os empregos porque o povo gasta mais, porém gera desemprego a longo prazo. Ou o governo precisa imprimir cada vez mais, ou parar de imprimir. Se continuar imprimindo a inflação aumenta cada vez mais, se parar de imprimir gera desemprego. É assim que a inflação gera desemprego, apesar de gerar empregos de inicio.
    Muitos políticos estão interessados em gerar empregos agora com essa crise afinal as eleições se aproximam. O resultado será mais desemprego ou inflação alta.
  • Daniel Cláudio  21/05/2020 23:08
    O problema é que quando se alerta para coisas como políticas fiscais e monetárias destrambelhadas, você é imediatamente rotulado de negacionista de ciência. O debate está interditado. Aqui mesmo no Brasil estamos adotando a mesma política defendida pelo Krugman, embora em um grau um pouco menor. Vamos afundar todos juntos nessa.
  • Carlos Lima  21/05/2020 21:10
    excelente! uma pancada realmente forte no keynesiano que acredita nos milagres econômicos que acontecem quando se distribui dinheiro criado do nada. o texto é melhor ainda porque complementa um dos melhores artigos que já li neste site, intitulado "Economistas do lado da oferta vs. economistas do lado da demanda - entenda esta distinção crucial", texto obrigatório, no meu entender, e cujo link é www.mises.org.br/article/3190/economistas-do-lado-da-oferta-vs-economistas-do-lado-da-demanda--entenda-esta-distincao-crucial
  • Supply-sider  21/05/2020 23:06
    Este que você citou realmente é um dos melhores artigos do site. ;)
  • Carlos Brodowski   21/05/2020 22:54
    O KungFlu tem uma taxa de sobrevivência de 99,8% e uma taxa de mortalidade igual à da gripe (Fonte: Universidade de Stanford). Mais de 90% daqueles que pegam nem sabem que tem. 99% das fatalidades são de idoso com comorbidade.

    O sistema imunológico humano já aguentou e já se adaptou a centenas de milhares de vírus ao longo de milhões de anos. O novo corona é mais um. Deve ser tratado como o equivalente a uma gripe sazonal, isolando os idosos mais suscetíveis, e com todo o resto da população voltando ao trabalho, exatamente como foi nos anos anteriores.

    Não é um invasor alienígena que irá dizimar homens, mulheres e crianças indiscriminadamente. Mas não é supresa que Krugman esteja capitalizando em cima disso (ele gosta de aliens, como relembra o artigo). Ainda menos surpreendente é a ver a esquerda delirando de alegria. Regozijaram tanto que Lula não se conteve e disse "ainda bem que a natureza criou esse monstro", pois fará as pessoas voltarem a se submeter ao estado.

  • Mauro  21/05/2020 23:01
    Essa dos alienígenas é até tranquila (pois é impossível). Muito mais grave foi ele em 2002 dizendo, atenção:

    "To fight this recession the Fed needs more than a snapback; it needs soaring household spending to offset moribund business investment. And to do that, as Paul McCulley of Pimco put it, Alan Greenspan needs to create a housing bubble to replace the Nasdaq bubble."

    www.businessinsider.com/krugman-in-02-greenspan-needs-to-create-a-housing-bubble-2009-6

    Traduzindo: para combater essa recessão (de 2001), Alan Greenspan precisa criar uma bolha imobiliária para substituir a bolha da Nasdaq.
  • Guilherme  21/05/2020 23:19
    Esta também é tranquila. A melhor de todas foi essa:

    "The growth of the Internet will slow drastically, as the flaw in "Metcalfe's law"--which states that the number of potential connections in a network is proportional to the square of the number of participants — becomes apparent: most people have nothing to say to each other!

    By 2005 or so, it will become clear that the Internet's impact on the economy has been no greater than the fax machine's."

    Paul Krugman, em 1998, prevendo que por volta de 2005 a internet estaria semi-morta e seu impacto não seria maior do que a máquina de fax.
  • Felipe L.  21/05/2020 23:57
    Acho que peguei essa porcaria e nem fiquei sabendo, porque fiquei com alguns sintomas de gripe em um período, depois voltou, e agora não tenho mais.
  • Felipe L.  21/05/2020 23:49
    Acho que uma tradução melhor para Bureau of Labor Statistics seria algo como Departamento ou Secretaria de Estatísticas do Trabalho, porque a palavra "escritório" é algo que remete ao mercado privado, não uma repartição estatal.

    De fato, quem desconhece acha que nos EUA não existe uma social-democracia e que as pessoas demitidas vão passar fome. Muito pelo contrário. Nem mendigo passa fome. Isso é coisa de países pobres como o Brasil e a Índia. Li a notícia da Forbes, realmente um seguro desemprego desses é gostoso, praticamente a renda média da população de lá (que é de US$ 3700 por mês aproximadamente, o que não é uma porcaria). As pessoas reagem aos incentivos. Só ver a farra que está sendo agora com a migalha do auxílio de R$ 600. Claro que tem que existir caridade. Mas ela tem que ser privada, como existiu por tantos séculos, graças à instituições como a Igreja Católica. Mesmo hoje ainda existe tantas iniciativas assim.

    Quem não se lembra de quando o Leandro nos disse, anos atrás, de que é melhor ser um desempregado espanhol do que um assalariado brasileiro, ao expor os benefícios de uma moeda forte e uma economia mais livre? Hoje essa disparidade está ainda maior, ainda mais que a taxa de desemprego espanhola, até antes dessa pandemia, era menor do que a taxa no Brasil.

    Uma coisa que o Trump poderia fazer é entupir de medidas supply-side, facilitar ao máximo a abertura de novos negócios, entre outras coisas. Se essa notícia estiver certa, comemoremos. Outra coisa seria incentivar a poupança, já que a taxa de poupança nos EUA é baixa.

    Não sei se é impressão minha mas o AMLO no México não quer nem salvar o setor privado com endividamento, e ele até está planejando abrir a economia logo logo (não sei nem se lá ele impôs quarentenas e lockdowns). Logo sai meu artigo dele. Descobri fatos interessantes e surpreendentes ocorridos no governo dele.

    Enquanto isso, no Brasil, expandindo crédito, dando esmolas e afundando a moeda... parabéns a todos os envolvidos.
  • Gustavo  22/05/2020 00:49
    A ética do trabalho, tão arraiga nos americanos, foi corrompida para sempre. Na prática, o governo está pagando para as pessoas não trabalharem. Pior: está pagando um valor ainda maior para elas ficarem paradas do que elas recebiam quando trabalhavam.

    Esse arranjo não será revertido tão cedo. Duvido até que haverá coragem política para revertê-lo. Votarão prorrogações ao máximo possível. Nenhum político irá querer ser visto como aquele que tirou esse "direito".

    Frequento fórum de discussão americanos. Ontem mesmo um cara lá falou que o vizinho dele, que é caminhoneiro e está recebendo todas essas benesses, disse que não irá voltar a trabalhar "nem a pau". E por que voltaria? Por que trabalhar em troca de menos se você pode ficar em casa vendo Netflix e ganhando mais?

    E esse comportamento está se generalizando por lá.

    Difícil reverter isso.
  • Felipe L.  22/05/2020 01:53
    Os valores morais são deixados de lado em circunstâncias assim? Não consigo me imaginar no lugar dessas pessoas.

    A parte econômica eu sei, isso é implacável. Caramba, isso me deixa um pouco espantado, se é que realmente lá exista uma cultura diferente com relação ao trabalho (penso até em escrever algum artigo expondo um estudo aprofundado que explica a diferença entre a jornada americana e a de outros países desenvolvidos, talvez dê um mini-livro, porque me parece algo muito complexo).

    Que fórum seria esse? O Reddit? Estou até interessado.
  • Gustavo  22/05/2020 02:16
    Não. É um fórum no site do Gary North. Mas é pago.

    www.garynorth.com/members/forum/openforum.cfm?forum=1

    Ele próprio vem batendo muito nesta tecla. Para ele, o tecido social se alterou para pelo menos até a próxima geração, assim como o New Deal alterou a mentalidade da população também por gerações.
  • Hugo  22/05/2020 13:20
    Já ouvi esse papo em diversos lugares em que tive contato mais próximo com locais.
    Países que têm um dos melhores IDH do mundo reclamando que o governo paga um seguro desemprego generoso e ai o cara pega aquela grana pra viajar, ficar surfando, ou ficar em casa de bobeira.
    São locais em que os trabalhadores são muito mais libertos que no Brasil. Aqui se vc perde emprego fica morrendo de medo de conseguir outro compatível com suas qualificações. Enquanto em países desenvolvidos, fora os EUA, o pessoal trabalha uns 4/5 anos, depois tira um ano sabático, viaja, volta consegue empregos bons e vai levando a vida. Aqui se vc é engenheiro, com formação superior, se perde o emprego pra conseguir outro é muito díficil, pois o mercado não é dinamico.
    A saída para alguns, até o inicio desse ano, era abrir um negócio e ficar vivendo da renda daquele negocio, uma loja, um restraurante ou coisa equivalente. Ocorre que as vezes é uma pessoa com mestrado ou graduação que na prática vai trabalhar como um gerente de loja, mas sua remuneração, na realidade, é muito maior pois aufere-se renda tanto do trabalho de gerente quanto de dono do capital.
    Pra pessoa, individualmente, até que é bom, emprega a si e ao capital guardado. O problema é que pra sociedade como um todo, vc perde um cara que podia ta contribuindo numa grande empresa, na ponta da inovação, ou ajudando a resolver problemas de infraestrutura do país trabalhando numa construtora, ou ajudando a produzir internamente bens mais sofisticados que crie uma cadeia verdadeiramente inovativa pro país, pro cara ficar vendendo pastel, roupa ou choppe em shopping.
  • Jair  22/05/2020 16:06
    Ja morei fora e sei bem do que vc fala.
    A maioria das pessoas lá nem tem ensino superior e vive muito melhor que um graduado aqui no Brasil.
    As pessoas vivem bem sem sequer trabalhar 40 horas semanais. É um estado de bem estar social fortissimo. O governo auxilia os mais pobres e a desigualdade é baixissima
  • Elias  24/05/2020 20:46
    Aí entra a questão da alta produtividade, pois para haver menos horas de trabalho e salários maiores, o país precisa investir muito em tecnologia e capacitação profissional. E é nisso que o Brasil infelizmente está atrasado, pois a força de trabalho é pouco capacitada e a tecnologia é mais atrasada, muito em razão dos altos custos de importação (impostos altos) e logística. Nos países desenvolvidos onde existe o bem estar social, eles enriqueceram com o livre mercado primeiro para depois implementá-lo, por isso dá certo, além do fato da liberdade econômica nesses países continuar alta.
  • Imperion  22/05/2020 16:31
    Existem dois tipos de pessoas no mundo: as que controem e as que destroem. Quem contrói desenvolve, cria, produz, inventa, remodela, melhora. Quem destrói não cria, precisa tomar dos outros. Se não consegue tomar, mata e destrói os bens construídos pelos outros. Não agrega nada à sociedade.

    É muito mais fácil apontar uma arma e roubar mil reais de um trabalhador em cinco minutos do que trabalhar oito horas diárias , o mês todo e ganhar mil reais.

    Deve-se então combater os parasitas assassinos destrutivos. Esse combate já existe há milênios e nunca vai acabar. Abaixe a guarda e eles agem.
  • anônimo  25/05/2020 13:37
    Se não se pode trabalhar...conceda-se o resultado do trabalho.
  • Felipe L.  22/05/2020 00:02
    Só fazendo um adendo... o que me surpreende é que o Paul Krugman ainda é levado a sério. O cara tem até coluna em jornal, isso mostra que defender economia mainstream ainda paga as contas. E no Brasil há muitos assim, alguns até piores e que defendem abertamente o lixo da TMM.

    Alguém poderia me explicar o motivo de nenhum político ou burocrata ter imposto quarentenas e lockdowns na forte pandemia do H1N1? Mero interesse político? O cenário era parecido, aliás, exceto o fato de que aqui no Brasil o Meirelles não deixou a nossa moeda ser destruída.
  • Bernardo G.  22/05/2020 00:51
    Eu tenho uma teoria: redes sociais.

    Naquela época, 2009, elas não eram tão onipresentes como eram hoje. Não havia nem um décimo da histeria que há hoje. Políticos não eram cobrados para estarem "fazendo alguma coisa". Logo, eles nada faziam (como é o certo).

    E sem histeria nas redes sociais, não há mídia para potencializar isso.
  • anônimo  22/05/2020 15:52
    Felipe L.,
    O cara tem até coluna em jornal, isso mostra que defender economia mainstream ainda paga as contas. E no Brasil há muitos assim, alguns até piores e que defendem abertamente o lixo da TMM

    Pergunto numa boa: Qual o mecanismo da TMM que vc condena especificamente? Ademais, qual teoria monetária vc segue e o que a mesma prega efetivamente? Até porque a TMM está longe de ser mainstream e é muito pouco defendida no Brasil.
    Alem disso, o Krugman é contra a TMM. Sei que não sabia disso mas dará um jeito de acomodar a argumentação.

    Alguém poderia me explicar o motivo de nenhum político ou burocrata ter imposto quarentenas e lockdowns na forte pandemia do H1N1? Mero interesse político? O cenário era parecido, aliás, exceto o fato de que aqui no Brasil o Meirelles não deixou a nossa moeda ser destruída.

    Deve ser pq so descobriram agora que aplicar quarentena dá voto!
    Os hospitais completamente over em sua capacidade e a incapacidade de enterrar mortos também houve à época, por acaso?
    Não é mt dificil de ver que a pandemia atual é muito mais séria
  • Guilherme  22/05/2020 16:51
    O Krugman de fato era contra a MMT. Ele já havia criticado repetidamente os seguidores da TMM.

    Ele dizia, corretamente, que a teoria subestima alguns riscos em relação aos gastos do governo.

    Aliás, dica: quando Paul Krugman vem a público alertar que uma determinada filosofia econômica subestima os perigos dos gastos governamentais, então é porque tal teoria realmente é pura dinamite.

    Mas isso foi antes. Hoje, pós-Covid, ele advoga essa teoria abertamente, ainda que não a chame pelo nome.

    Mas longe de mim querer convencer alguém sobre o que Krugman realmente defende. Que acreditem no que quiserem. Desde que não empurrem Krugman para o libertarianismo, façam o que quiserem com ele.

    "Qual o mecanismo da TMM que vc condena especificamente?"

    Todos. Mas, em específico, o que eu mais condeno é o fato de ela ser totalmente anti-setor privado e completamente pró-setor público.

    A MMT é um duplo ataque ao setor privado.

    Pela MMT, o governo tem a total liberdade de imprimir e gastar dinheiro. Logo, o governo adquire um poder de compra ilimitado. Na prática, isso permite ao governo sobrepujar o setor privado e fazer uma melhor oferta para conseguir mão-de-obra, materiais, equipamentos etc. O que o governo quiser ele consegue.

    E indivíduos e empresas seriam correspondentemente privados destes recursos.

    E aí, para combater a inflação de preços que essa explosiva oferta monetária acarretaria, o governo aumentaria impostos para "retirar" dinheiro do setor privado.

    (Para MMT, impostos servem não para arrecadar dinheiro para o governo — a impressora faz isso —, mas sim para enxugar dinheiro da economia e, com isso, arrefecer a demanda e evitar uma subida nos preços.)
    Portanto, ficamos assim:

    1) de um lado, o governo imprime dinheiro e, consequentemente, obtém todos os bens, serviços e mão-de-obra que deseja, deixando o setor privado desprovido;

    2) de outro, ele aumenta impostos para retirar esse mesmo dinheiro da economia, asfixiando ainda mais o setor privado e retirando seu poder de compra.

    A MMT, portanto, nada mais é que um esquema inventado para que o governo sempre possa ganhar e para que setor privado sempre saia perdendo. Não é à toa que a extrema-esquerda caiu de amores por isso.

    "Ademais, qual teoria monetária vc segue e o que a mesma prega efetivamente?"

    Idealmente, padrão-ouro puro. Na prática (ou seja, aquela que é mais politicamente viável), um Banco Central que persegue como meta a estabilidade da moeda em relação a uma cesta de commodities.

    "Os hospitais completamente over em sua capacidade e a incapacidade de enterrar mortos também houve à época, por acaso?"

    Tanto nos EUA quanto no Brasil, tá cheio de hospital quebrando. Motivo? Falta de pacientes (exames de rotina sendo postergados impedindo o diagnóstico precoce de doenças graves e tratamento de doenças graves sendo postergados para dar lugar ao combate à covid-19).

    gauchazh.clicrbs.com.br/coronavirus-servico/noticia/2020/04/hospital-de-novo-hamburgo-demite-132-trabalhadores-ck99988kl00yt017nid4s80cn.html

    Isso também está ocorrendo nos EUA. Procure links.

    O que está realmente over no Brasil são os hospitais do SUS (e, mesmo assim, em poucas localidades). Mas, ora, quando foi que os hospitais do SUS estiveram com capacidade ociosa? O mais legal é que, do nada, começaram a falar do SUS como se apenas agora ele estivesse com sobrelotação. Ora, UTI no SUS sempre foi lotada. Sempre. Aliás, é incrível como muita gente argumenta como se antes de março de 2020 o SUS fosse uma beleza. Já se esqueceram dos pacientes pelos corredores, das filas intermináveis e das demoras de meses para marcar um exame. E das UTIs sempre entupidas.
  • Fabrício  23/05/2020 19:16
    Ué, mas os hospitais não ficariam entupidos de pacientes com Covid-19?

    Hospitais do Paraná demitem 20% dos funcionários; Einstein e Sírio-Libanês cortam salários

    Os hospitais e clínicas privados e filantrópicos do Paraná já começaram a demitir funcionários por causa da crise do coronavírus — que reduziu em até 50% a ocupação de leitos e também prejudicou os atendimentos clínicos, que caíram 60% desde abril. Segundo o presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Paraná (Fehospar), Rangel Silva, a queda de faturamento chegou a 60% e, se os governos não ajudarem, vários hospitais do Estado irão à falência.

    "Pelo menos 20% dos funcionários do setor no Paraná, em hospitais, clínicas e consultórios, já foram demitidos ou tiveram o contrato suspenso e se nada for feito haverá mais demissões", afirma ele.

    www.bemparana.com.br/noticia/hospitais-e-clinicas-do-parana-ja-demitiram-20-dos-funcionarios

    www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/05/einstein-e-sirio-libanes-fazem-corte-de-salarios.shtml


    Afinal, anônimo, como é que "hospitais completamente over em sua capacidade" têm queda na receita e queda na ocupação de leitos? Coronalovers devem mais essa explicação.
  • Fabrício  22/05/2020 13:24
    Infectologista sueco diz que lockdowns não têm base científica

    www.gazetadopovo.com.br/ideias/infectologista-sueco-diz-que-lockdowns-nao-tem-base-cientifica/
  • anônimo  22/05/2020 13:42
    É como as pessoas dizem no interior: "Matando o boi para acabar com o carrapato"... ou seja, para resolver um problema é só destruir tudo.
  • Felipe L.  22/05/2020 14:27
    Leandro, fiquei com dúvidas sobre o seu comentário dias atrás.

    Esse longo prazo seria daqui quantos anos? IPCA seria algo de nível Dilma? Ou Collor? Castello Branco? E quanto aos preços das commodities, que você falou que explodiriam em um cenário de crise mundial que atacasse todos os setores agropecuário ao redor do mundo (uma super peste)? De qualquer forma, isso pode refletir na reeleição do Bolsonaro...

    "No atual arranjo, o real está claramente subvalorizado porque os juros de curto prazo (Selic) estão tabelados em um valor claramente irreal para o Brasil. Só que o principal culpado destes juros artificialmente baixos (para os padrões brasileiros) é o sistema de metas de inflação, que está perseguindo uma inflação de preços obscenamente alta.

    Uma meta de IPCA de 4% já é, por si só, uma valor escandalosamente alto. Mas em meio a uma pandemia que destruiu renda e que gerou uma taxa de desemprego de mais de 20% ao redor do mundo, tal meta é pornograficamente alta. Para alcançá-la já no curto prazo, a Selic tem de ser artificialmente baixa. Se a meta fosse mais realista — por exemplo, IPCA de 2%, como é no primeiro mundo, ou de 3% como é no México, no Chile e na Colômbia (no Peru é de 2%) —, a Selic seria maior, e, como consequência, a moeda não estaria tão destruída.

    Não me entenda mal: eu acho que, no longo prazo, o IPCA ficará bem acima de 4% (estamos com choque de oferta e com os BCs do mundo inteiro imprimindo moeda), mas, no curto prazo, o cenário é desinflacionário (previ isso há mais tempo).

    Por isso, para alcançar 4% de inflação de preços em um cenário que no curto prazo é desinflacionário, o BC tem de jogar a Selic lá pra baixo. Isso não só destrói a moeda no curto prazo, como ainda complica qualquer combate à carestia no longo prazo, quando os preços realmente começarem a subir (o que tenderá a exigir aumentos na Selic ainda maiores). "


    Por que a SELIC tem que ser baixa com o IPCA nessa meta? O que aconteceria se a SELIC aumentasse e a meta de inflação permanecesse a mesma?
  • Leandro  22/05/2020 16:22
    "Esse longo prazo seria daqui quantos anos?"

    Se nenhuma medida for tomada e tudo continuar como está (ver mais sobre isso abaixo), daqui a 18 meses já vai dar para sentir, creio eu.

    "IPCA seria algo de nível Dilma? Ou Collor? Castello Branco?"

    Mantido o cenário que será descrito abaixo, entre 5 e 10%. Mas os combustíveis subirão bem mais. Alimentos, idem.

    No entanto, parece — parece! — que o BC acordou para isso. Como as commodities começaram a subir forte, eles sabem que, se o dólar se mantiver nessa cotação, mas com as commodities subindo, a coisa tende a desandar. Por isso mudaram completamente de postura recentemente, e já falam abertamente sobre os preços das commodities e o dólar:

    noticias.r7.com/economia/bc-se-ve-muito-bem-preparado-para-intervir-no-cambio-diz-kanczuk-22052020

    "E quanto aos preços das commodities, que você falou que explodiriam em um cenário de crise mundial que atacasse todos os setores agropecuário ao redor do mundo (uma super peste)?"

    Só para não deixar dúvidas, dado que sua frase ficou ambígua: o que eu disse é que a única maneira de as commodities explodirem de preço (em dólares) em um cenário recessivo seria com uma súbita e inesperada praga em todas as plantações e colheitas, em simultâneo ao bombardeio de todas as plataformas de petróleo e de todas as minas, bem como o extermínio de todo o rebanho.

    Atualmente, as commodities estão subindo de preço em dólares, mas apenas voltaram ao nível em que estavam em meados de março (é que em abril elas desabaram). Mas como o dólar em março estava mais barato (abaixo de R$ 5 na primeira quinzena) do que está hoje, o BC está começando a ficar preocupado. E deveria mesmo.

    Clique no link e clique em "all" no intervalo de tempo para você ver como ainda estão baratas as commodities em dólar:

    tradingeconomics.com/commodity/crb

    Mesmo estando em níveis historicamente baixos, se as commodities começarem a subir mais (e tem muito espaço para isso), e o dólar não cair (em reais), a coisa complica.

    "De qualquer forma, isso pode refletir na reeleição do Bolsonaro…"

    Sim.

    "Por que a SELIC tem que ser baixa com o IPCA nessa meta?"

    Isso foi explicado. Porque, no curto prazo, o atual cenário é desinflacionário (alto desemprego e pessoas perdendo renda). Logo, com demanda restringida, não há espaço para aumentos de preço.

    Por isso, ter como meta um IPCA de 4% neste cenário desinflacionário exige juros muito baixos e câmbio bem alto — uma completa insanidade, mas dado que o BC se guia apenas pelo sistema de metas, e dado que se ele ficar abaixo da meta a imprensa chia e o presidente do BC tem de escrever uma carta para o CMN explicando este "fracasso" em não conseguir aumentar a carestia, então é o que ele tem de fazer.

    "O que aconteceria se a SELIC aumentasse e a meta de inflação permanecesse a mesma?"

    A questão nem é a Selic aumentar. A questão é que se a meta do IPCA fosse 3% em vez de 4%, não haveria necessidade de ter reduzido tanto a Selic. Consequentemente, o real estaria mais forte (mais poder de compra no mercado internacional). As reduções na Selic não só não tiveram nenhum efeito positivo sobre a economia (prova disso é que o IBC-Br de julho foi o melhor deste governo, quando a Selic ainda estava em 6,5% e o dólar a R$ 3,70), como, ao contrário, aumentaram ainda mais os juros longos (pois agora o mercado prevê inflação maior no longo prazo exatamente por causa desta redução exagerada no curto prazo).
  • Alex  22/05/2020 19:56
    Leandro,
    Mas a medida que o Bacen está indicando é que poderia usar reservas para combater o cambio, nao subir os juros. E o uso das reservas tem capacidade limitada, tanto no tempo quanto no escopo. Ou então swaps, mas esses tem custo fiscal elevado e acaba sendo expansionista;

    A sua previsão base é que o preço das commodities em dolares nao deve subir, logo o que pode gerar inflação domesticamente é o cambio depreciado.
    Se o que falei no primiero paragrafo de que a munição do bacen pro cambio, via reservas e swaps, são limitadas, então podemos nos preparar para uma inflação em 2021, certo?
    abraços
  • Leandro  22/05/2020 20:26
    "Mas a medida que o Bacen está indicando é que poderia usar reservas para combater o cambio, nao subir os juros."

    Isso ele já faz desde agosto de 2019.

    "E o uso das reservas tem capacidade limitada, tanto no tempo quanto no escopo. Ou então swaps, mas esses tem custo fiscal elevado e acaba sendo expansionista;:

    Correto.

    "A sua previsão base é que o preço das commodities em dolares nao deve subir"

    Não deve explodir no curto prazo. No entanto, dependendo do volume de injeções monetárias e dos efeitos dela, tudo pode acontecer em um prazo mais dilatado. Não tenho capacidade de fazer nenhuma previsão além disso.

    "logo o que pode gerar inflação domesticamente é o cambio depreciado."

    Em conjunto com outros fatores, como expansão monetária e commodities em alta.

    "Se o que falei no primiero paragrafo de que a munição do bacen pro cambio, via reservas e swaps, são limitadas, então podemos nos preparar para uma inflação em 2021, certo?"

    Se o câmbio ficar no atual nível, e as commodities encarecerem muito (em dólares) e a expansão monetária aditivar a demanda, sim.
  • Felipe L.  22/05/2020 22:36
    "Mantido o cenário que será descrito abaixo, entre 5 e 10%. Mas os combustíveis subirão bem mais. Alimentos, idem."

    Eu acabei de ver os preços das commodities, estando em patamares do começo de março desse ano, outubro de 2019, maio de 2019, março de 2019...

    Essa alta maior vai ser causada pelo preço das commodities, que estão em risco de subir por causa da desvalorização da moeda americana? Mesmo o petróleo? Eu vi hoje de que o M2 está em um ritmo de subida sem precedentes. No momento, o índice DXY ainda está alto. É interessante esse fenômeno das commodities, porque eles não estão influenciados pela força do real.

    Bem que os caminhoneiros poderiam fazer lobby para desregular o setor de combustíveis, e abolir os impostos sobre esses bens. Geanluca poderia fazer algo sobre isso, se é que seja da competência dele.

    "Isso foi explicado. Porque, no curto prazo, o atual cenário é desinflacionário (alto desemprego e pessoas perdendo renda). Logo, com demanda restringida, não há espaço para aumentos de preço.

    Por isso, ter como meta um IPCA de 4% neste cenário desinflacionário exige juros muito baixos e câmbio bem alto — uma completa insanidade, mas dado que o BC se guia apenas pelo sistema de metas, e dado que se ele ficar abaixo da meta a imprensa chia e o presidente do BC tem de escrever uma carta para o CMN explicando este "fracasso" em não conseguir aumentar a carestia, então é o que ele tem de fazer.

    [...]

    A questão nem é a Selic aumentar. A questão é que se a meta do IPCA fosse 3% em vez de 4%, não haveria necessidade de ter reduzido tanto a Selic. Consequentemente, o real estaria mais forte (mais poder de compra no mercado internacional). As reduções na Selic não só não tiveram nenhum efeito positivo sobre a economia (prova disso é que o IBC-Br de julho foi o melhor deste governo, quando a Selic ainda estava em 6,5% e o dólar a R$ 3,70), como, ao contrário, aumentaram ainda mais os juros longos (pois agora o mercado prevê inflação maior no longo prazo exatamente por causa desta redução exagerada no curto prazo)."


    Então o BCB persegue juros baixíssimos por causa somente dessa meta e do cenário atual? Porque antes da pandemia, era outro motivo, não era? Seria um outro caminho?

    No governo Temer, nunca houve nada do tipo. Não sei nem se eles erraram em abaixar a SELIC na véspera de 2018 e mais uma vez no começo daquele ano, porque ali os juros americanos voltaram a ficar atraentes.

    Abaixo da meta seria ficar abaixo da meta de inflação, portanto a imprensa é favorável à inflação de preços nessa faixa de 4% e os caras do BC têm medo deles assim, se ficar um IPCA baixíssimo?

    Agora é que você começou falar de deixar a meta de inflação mais rígida, se não me engano. Isso tem a ver com a mudança para um cenário de deflação?

    Que taxas seriam essas de longo prazo? Onde poderia checar elas? Há artigos a respeito delas? As taxas SELIC cobririam um prazo de quantos meses?
  • Leandro  25/05/2020 14:45
    "Eu acabei de ver os preços das commodities, estando em patamares do começo de março desse ano, outubro de 2019, maio de 2019, março de 2019…"

    Isso em reais, certo? Em dólares, regrediram a níveis de 1996.

    "Essa alta maior vai ser causada pelo preço das commodities, que estão em risco de subir por causa da desvalorização da moeda americana? Mesmo o petróleo?"

    Vamos de novo: a inflação de preços só irá subir quando os preços das commodities subirem. Em termos de Brasil, os preços das commodities em reais terão de superar valores de novembro e dezembro do ano passado para começarem a incomodar.

    Por ora — por ora! — isso ainda não é uma preocupação.

    Eu realmente não consigo ser mais claro do que isso e não tenho capacidades para ir além disso. Mercado de commodities é extremamente dependente de, entre outras coisas, fatores geopolíticos e climáticos. E eu não faço qualquer previsão para estes setores, simplesmente porque não é minha área. Uma briga comércio entre EUA e China reduz o preço do petróleo. Uma tensão no Oriente Médio aumenta o preço do petróleo. Geadas, estiagens ou chuvas torrenciais afetam substantivamente os preços das commodities agrícolas. Uma inesperada quebra de safra afeta tudo.

    "Eu vi hoje de que o M2 está em um ritmo de subida sem precedentes. No momento, o índice DXY ainda está alto."

    Verdade. Mas como a demanda por moeda está alta extremamente alta (vide a velocidade do dinheiro, nas mínimas históricas), ainda não há perspectivas de inflação de preços.

    "É interessante esse fenômeno das commodities, porque eles não estão influenciados pela força do real."

    Não. Commodities são negociadas globalmente em dólares. Logo, elas são influências pela força do dólar. Estando a demanda pelo dólar alta, as commodities estarão baratas em dólar. Sempre é assim.

    "Então o BCB persegue juros baixíssimos por causa somente dessa meta e do cenário atual?"

    Sim.

    "Porque antes da pandemia, era outro motivo, não era? Seria um outro caminho?"

    Antes da pandemia, o COPOM já tinha deixado claro que encerraria os cortes com a Selic a 4,25%.

    De lá pra cá, já reduziu de 4,25% para 3%, deixando claro que poderá levar para 2,25%. Ou seja, dois pontos percentuais abaixo do valor que era tido como o valor final.

    "No governo Temer, nunca houve nada do tipo. Não sei nem se eles erraram em abaixar a SELIC na véspera de 2018 e mais uma vez no começo daquele ano, porque ali os juros americanos voltaram a ficar atraentes."

    Sim. Olhando em retrospecto, a redução de 21 de março de 2018 foi errada. O petróleo estava disparando no mercado internacional, e o dólar começou a disparar ao fim de março. A greve dos caminhoneiros foi diretamente causada por aquela postura dovish do Banco Central.

    "Abaixo da meta seria ficar abaixo da meta de inflação"

    Seria ficar abaixo do piso do intervalo da meta.

    "portanto a imprensa é favorável à inflação de preços nessa faixa de 4% e os caras do BC têm medo deles assim, se ficar um IPCA baixíssimo?"

    Sim. Basta ver que, sempre que há uma deflação totalmente pontual em um determinado mês, a imprensa publica tratados e entrevistas com "especialistas" mostrando como o fato de você estar pagando mais barato pela comida é algo péssimo.

    Se você acha que estou exagerando, pode conferir aqui:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-que-e-deflacao-e-por-que-a-queda-de-precos-nao-e-bom-sinal,70003043633

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/09/inflacao-negativa-efeitos-consumidor-ipca-setembro.htm

    josepaulokupfer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/09/termometro-da-inflacao-reforca-economia-com-temperatura-muito-baixa/

    "Agora é que você começou falar de deixar a meta de inflação mais rígida, se não me engano. Isso tem a ver com a mudança para um cenário de deflação?"

    Eu sempre defendi ter como meta um IPCA zero. Não foi agora. Nunca defendi inflação de preços. Nunca disse que é bom ter a moeda se desvalorizando a uma taxa constante. Nunca disse que é positivo para a economia ter uma moeda cujo poder de compra cai anualmente.

    E o fato de estarmos hoje com juros e inflação de preços baixos (em decorrência de um cenário completamente atípico) faz com que seja o momento oportuno para reduzir a meta de inflação para 2%. Uma coisa é estabelecer como meta 2% quando o IPCA está em 11%, como foi em 2015. Outra, é estabelecer esta meta quando o IPCA está próximo disso. Não há momento mais propício.

    "Que taxas seriam essas de longo prazo? Onde poderia checar elas?"

    Taxas DI com vencimento mais longo. DI1F22, DI1F23, DI1F24… DI1F35.

    Pesquise os indicadores acima. Fontes não faltam.

    "As taxas SELIC cobririam um prazo de quantos meses?"

    A Selic é a taxa de empréstimo de um dia no mercado interbancário. Essa taxa é elevada ao expoente 252, representando 252 dias úteis. Assim, tem-se uma taxa diária anualizada.
  • Felipe L.  25/05/2020 15:39
    "Isso em reais, certo? Em dólares, regrediram a níveis de 1996."

    Não, em dólares. Veja .

    Ah, isso da imprensa eu já sabia faz tempo. Os caras acham legal quando o preço da gasolina e as coisas do supermercado ficam mais caros para os mais pobres. Esse povo é maluco. Depois reclamam da perda de credibilidade.
  • Trader  25/05/2020 16:30
    Não, Felipe, você fez lambança. TRJEFFCRB já está em dólar. Você, ao multiplicá-lo por "USD", acabou, na prática, multiplicando por um ETF do setor de semicondutores (USD é a sigla deste ETF em específico).

    No TradingView, apenas digite TRJEFFCRB. Pronto. Você já terá o índice de commodities em dólar. Não precisa multiplicar por nada para obter o valor em dólares. O valor já está em dólares.

    Mais atenção.
  • Felipe L.  25/05/2020 21:47
    Vou corrigir agora nos meus textos. Obrigado.
  • Felipe L.  25/05/2020 23:27
    Leandro, o que seria essa velocidade do dinheiro? Há algo sobre aqui no Mises Brasil?
  • Leandro  26/05/2020 00:16
    É um indicador da demanda pela moeda. Quanto menor a velocidade da moeda, menos vezes a moeda é trocada de mãos, o que significa que as pessoas não apenas não estão desejando se livrar da moeda em troca de bens e serviços, como, ao contrário, querem retê-la.

    Em cenários de hiperinflação, a velocidade de troca é alta, pois as pessoas querem se desfazer da moeda (em troca de bens e serviços) o mais rápido possível, pois sabem que os preços no dia seguinte serão maiores.

    Já em cenários de alta incerteza, as pessoas retêm moeda, exatamente para lidarem com o futuro totalmente imprevisível.

    Em termos matemáticos, divide-se o PIB nominal (que é o total de serviços e bens finais multiplicado pelos respectivos preços) pelo agregado monetário de sua preferência. O resultado é a velocidade de troca da moeda.

    Está longe de ser perfeito e infalível, mas permite dar uma noção da demanda pela moeda. Outro bom indicador da demanda pela moeda é o preço das commodities. Quanto menores os preços, maior a demanda por moeda.
  • Felipe L.  26/05/2020 13:16
    Leandro, então os preços das commodities em reais, quando sobem, portanto interferem no IPCA aqui, pois vários insumos aqui utilizam as commodities. Seriam também um indicador de desvalorização do real?

    O fato de o IPCA no governo Lula ter ficado mais alto do que no governo Temer se deve, além das commodities mais caras em dólar, à atuação dos bancos estatais em expandir o crédito?
  • Felipe L.  26/05/2020 22:50
    Outra dúvida que fiquei é com relação a esse fenômeno das commodities e câmbio. Dado de que os preços das commodities em reais mudaram pouca coisa (eu comparei e peguei as datas de 01/07/2019 - 26/05/2020), encarecendo apenas 1,22%, isso poderia ser algum indicador de que o real está forte ou é um indicador ruim? Em dólares, as commodities baratearam 27,33% e o dólar encareceu 39,79% em reais.

    E então eu reli este seu comentário, e este trecho me causou alguma confusão:

    "O dólar em queda contínua ajudou nos bens de consumo importados, principalmente aqueles de cunho mais eletrônico, que já sofrem naturalmente deflação, como televisores, computadores e celulares. Bens de capital importados também ficaram continuamente mais baratos em reais. Até passagens aéreas também baratearam. (Lembro-me vivamente de que, em 2010, nas vésperas do natal — ou seja, alta temporada —, fiz um voo de Porto Alegre a BH, pela Webjet, por R$ 80.)"

    E então ficou uma questão: com um real fraco, seria pior um dólar mais caro ou dólar mais barato? É fato que o BCB não tem nenhuma chance de tentar intervir contra o dólar. Porque um dólar caro afeta várias coisas, não apenas bens importados e as passagens. Afeta pão francês (pois o trigo é importado), medicamentos (pois a química fina é importada em grande parte), combustíveis (petróleo é dólar), entre outras coisas. Tanto é que o IGP-M, que sofre mais influência do dólar que o IPCA, subiu bem mais que o IPCA. Ou seria uma questão de comparar o encarecimento do dólar e dos preços das commodities em reais, para tentar fazer uma espécie de comparação?
  • Leandro  27/05/2020 02:27
    "Dado de que os preços das commodities em reais mudaram pouca coisa (eu comparei e peguei as datas de 01/07/2019 - 26/05/2020), encarecendo apenas 1,22%, isso poderia ser algum indicador de que o real está forte ou é um indicador ruim?"

    É um indicador de que o real ainda mantém algum poder de compra no mercado internacional, e que ainda está longe de se esfacelar.

    "Em dólares, as commodities baratearam 27,33% e o dólar encareceu 39,79% em reais."

    Isso mostra que o dólar está muito, mas muito mais forte que o real.

    Ou seja, o real ficou estável, mas o dólar se valorizou tremendamente. Você consegue comprar um cesta de commodities ao mesmo preço de julho de 2019, mas pagará bem mais caro para importar produtos estrangeiros, bem como utilizar o setor de serviços no exterior (ao fazer uma viagem internacional, por exemplo).

    "E então ficou uma questão: com um real fraco, seria pior um dólar mais caro ou dólar mais barato?"

    Não vejo muito sentido nessa pergunta. Se o real está fraco, então o dólar — que é o padrão de referência — está forte. Afinal, para algo ser considerado "fraco", ele tem de ser comparado a uma referência que, por definição, está "forte".

    Se algo está fraco, e sua referência (benchmark) também está fraca, então não tem comparação. Ao menos um dos dois está forte em relação ao outro.

    Mais sobre isso abaixo.

    "Porque um dólar caro afeta várias coisas, […] Ou seria uma questão de comparar o encarecimento do dólar e dos preços das commodities em reais, para tentar fazer uma espécie de comparação?"

    Sempre, sempre, veja os preços das commodities em reais. Commodities estão no início de toda a cadeia de produção. Commodities são a matéria-prima utilizada na ponta inicial de toda a cadeia produtiva.

    Madeira, minério, cobre, zinco, alumínio, ferro, paládio, prata, lítio, algodão, platina, soja, trigo, borracha, cacau, algodão, milho, carvão, chumbo, estanho, níquel, molibdênio — são dessas coisas que surgirão instalações industriais, maquinários, bens de capital, veículos, todos os tipos de construção civil e absolutamente todos os bens de consumo (inclusive, e principalmente, alimentos).

    Se os preços das commodities estão estáveis, então os custos de produção do início da cadeia produtiva estão estáveis. Tudo o mais constante, não há por que haver um descontrole nos preços dos bens de consumo finais (que é o que os índices de preço mensuram). Se todos os bens de consumo finais estão estáveis, o próprio setor de serviços não vê motivos para elevar preços.

    Se a alimentação, a gasolina, a conta de luz, de água, de telefone, de internet e todas as despesas pessoais do cabeleireiro, da manicure, do dentista, do médico, do mecânico etc. não estão subindo, então não há urgência para ele aumentar os preços dos seus serviços.

    Já se os preços das commodities estão em contínua elevação, então os custos de produção estão em descontrole. Em algum momento isso chegará aos preços finais. E, se não houver repasse de preços (pois, por algum motivo, a demanda não está forte, como é o caso atual), vários produtores irão quebrar. Seus custos de produção subiram, mas suas receitas não aumentaram (pois não foi possível haver repasse de preços).
  • Felipe L.  27/05/2020 14:52
    Quando falei de dólar mundialmente fraco, eu digo o dólar no índice DXY mais baixo, como ocorreu com o governo Bush. No fim de 2002 e 2003, o real ainda estava desvalorizado. Isso seria um exemplo (e depois seguiu em fortalecimento contínuo até julho de 2011). Não foi algo nesse sentido que você disse, que um dólar fraco poderia encarecer as commodities e, consequentemente, teria poucos efeitos positivos se as commodities em real encarecem?

    Isso das matérias primas é verdade, embora também muitos bens de capital sejam importados.

    Essa questão do IPCA ter ficado maior no governo PT do que no Temer se deve às commodities e aos bancos estatais amarrados? Acho que no governo Lula, se os bancos estatais estivessem amarrados e ele tivesse tomado um rumo supply-side, Dólar estaria facilmente perto de R$ 1. Não aproveitou, depois a Dilma ficou com a conta e saiu na marra.

    Além do fim do câmbio atrelado, quais outros fatores levaram ao esquecimento do FHC? Equipe dele mudou também em 1999? Coincidência demais naquele ano ter ocorrido uma greve de caminhoneiros. E a Crise do Apagão?

    PS: Por favor, volte com os podcasts. Ok, não sei se você ainda tem a mesma disponibilidade que tinha em 2015, 2013 e 2012, mas as suas análises são de excelência. Queria ter o seu conhecimento para publicar um livro.
  • Felipe L.  27/05/2020 21:54
    Leandro, por que você disse que os combustíveis e os alimentos subirão mais de preço? Poxa, desse jeito, vou querer até encher o tanque do carro e estocar.
  • Alonso  27/05/2020 23:42
    Só em maio já subiu 45% nas refinarias. No agregado do ano, ainda está em queda, mas o valor visto nas bombas na semana passada não irá se manter.

    valor.globo.com/empresas/noticia/2020/05/26/petrobras-aplicou-aumento-de-449percent-no-preco-da-gasolina-em-maio.ghtml
  • Felipe L.  28/05/2020 01:05
    Esse aumento se deveu à subida do petróleo desde 1° de maio?

    Uma coisa percebida quando eu morava na Flórida é que os preços dos combustíveis oscilavam a todo momento, por minuto. Por que isso ocorre em específico nesse setor e não em outros bens como produtos de supermercado? No Brasil existe um controle de preços nos combustíveis, que suponho ser algo de outra categoria, já que certos tipos de controles de preços geram escassez acentuada, a ponto de não haver o produto disponível.
  • Imperion  22/05/2020 22:34
    "O que aconteceria se a SELIC aumentasse e a meta de inflação permanecesse a mesma"?

    Nesse caso a inflacao ficaria abaixo da meta.
  • Felipe L.  22/05/2020 16:07
    Olhem que maravilha:

    "Guedes defende que Tesouro compre fatias de aéreas para evitar falências"

    Parte da notícia:

    "A estratégia é similar à adotada pelo presidente Barack Obama no pós-crise de 2008, quando o Tesouro dos Estados Unidos comprou fatias de empresas automobilísticas, como a GM, para evitar os efeitos de falências em série.

    Na reunião que teve com empresários, o ministro também afirmou que cada setor está sendo estudado pela equipe do ministério para se chegar a soluções específicas.

    Sobre a saída da crise, Guedes salientou que enxerga um cenário positivo, que chamou de "V".

    "[Esse V é assim,] ele cai meio rápido, sobe meio devagar, mas fica pouco tempo lá embaixo, já começa a subir de novo. O Brasil tem capacidade de fazer uma recuperação relativamente rápida. Isso é o que eu acredito. Mas nós vamos ter que entrar em campo para fazer isso acontecer daqui a uns 30 dias", disse."


    Imagina só, salvar um monte de empresa e endividar loucamente. Quem começou a salvar a GM foi o Bush, que foi atender às birras dos executivos. Obama foi fazer isso com a Chrysler, que fundiu com a Fiat. A GM nos EUA só está de pé por causa de seus utilitários (Silverado, Suburban e Tahoe), que por sinal são muito bons e já têm tradição de décadas (assim como os da Ford). Chrysler vide. A Ford foi a única que foi esperta e não foi salva, pelo menos não como foram a GM e Chrysler. Enquanto isso, a Toyota, Nissan, Hyundai e Honda não choraram e a fatia de carros no mercado americano só aumentou desde 2008. Hoje você vê mais sedã de marca asiática do que de marca americana. Os carros de passeio da Chrysler, Chevrolet e Ford praticamente sumiram todos do mercado. Chrysler foi salva duas vezes, na verdade. A primeira vez foi perto da década de 80, quando ela fez aquelas porcarias dos carros K. A marca, que já não tinha uma boa reputação de confiabilidade, piorou após ser comprada pela Fiat.

    Lá só não é pior pois o setor automotivo é competitivo, imagina nessa porcaria de Brasil, onde o protecionismo rola solto (e com carros super sofisticados como o Fiat Mobi).

    Imagina a farra e a destruição econômica que irão causar no Brasil. Sem contar a corrupção e afins.
  • Nonato  22/05/2020 16:12
    No caso dos EUA, já vimos que, graças às atuais políticas estatais (que somam seguro-desemprego dos governos estaduais e federal a mais uma ajuda de US$ 1.200 para cada cidadão), bmuitos trabalhadores estão recebendo de seguro-desemprego benefícios que são maiores que os salários que recebiam quando ainda trabalhavam.

    Logo, não é surpresa nenhuma que os pedidos de seguro-desemprego só fazem aumentar


    Nos EUA se vc pede demissão vc ganha seguro desemprego também?
    Alias, é bom que se diga que nos EUA a ajuda de US$600 dolares semanais (1200 é so para situação muito específica) é em função da situaçlão do seu IR em 2019, não tem a ver se a pessoa está empregada ou nao. Ela pode receber mesmo estando empregada.

    Logo, não entendi a lógica da colocação do autor do artigo, alguém consegue me explicar?
  • Raimundo  22/05/2020 16:24
    Para começar, há dois hyperlinks na frase que você destacou. Se você clicasse neles, teria a resposta.

    Em todo caso, era só você pesquisar um pouco. Na primeira googlada, olha o que eu achei:

    fivethirtyeight.com/features/many-americans-are-getting-more-money-from-unemployment-than-they-were-from-their-jobs/

    E olha que este é um site considerado de esquerda, hein?

    Trechinhos:

    . . . many people may now be eligible for substantially more money while unemployed than they made while they were working. A new analysis by Peter Ganong, Pascal Noel and Joseph Vavra, economists at the University of Chicago, uses government data from 2019 to estimate that 68 percent of unemployed workers who can receive benefits are eligible for payments that are greater than their lost earnings. […]

    They also found that the estimated median replacement rate — the share of a worker's original weekly salary that is being replaced by unemployment benefits — is 134 percent, or more than one-third above their original wage. A substantial minority of those workers, particularly in low-wage professions like food service and janitorial work, may end up receiving more than 150 percent of their previous weekly salary.


    E, para completar, olha que maravilha:

    The researchers uncovered other kinds of inequality, too. In some professions, like janitorial work, people who are employed by essential businesses are continuing to show up to their jobs under hazardous conditions. But in doing so, they may be eligible for less money than janitors who have been laid off or furloughed by a nonessential business.

    In an ideal world, Ganong said, the people who have kept working at hospitals or grocery stores would be receiving some kind of hazard pay. "But that's generally not the reality, which means there's a weakness in the current system," he said. "We're giving more money to certain workers to stay home than to other workers who are putting themselves at risk by going to work."


    Ou seja, quem está trabalhando em condições de risco está recebendo menos do que quem exercia a mesma profissão, parou de trabalhar e está no assistencialismo.


    P.S.:da próxima, faça um mínimo esforço e vá você próprio pesquisar dados. Quem quer tudo na mão é vagabundo.
  • Nonato  22/05/2020 18:57
    As perguntas que fiz no primeiro post, permanecem e o que vc colocou é apenas diversionismo. Senão, vejamos:

    68 percent of unemployed workers who can receive benefits are eligible for payments that are greater than their lost earnings

    Ok, mas isso nao ataca o que perguntei se i.Nos EUA se vc pede demissão vc ganha seguro desemprego também? e ii. a ajuda é baseada nos seus rendimentos de 2019 ou 2018, logo, se hoje vc está empregado ou não não importa nada.

    A substantial minority of those workers, particularly in low-wage professions like food service and janitorial work, may end up receiving more than 150 percent of their previous weekly salary

    Ok. E se estiverem trabalhando tambem continuaram recebendo, visto que é baseado na Declaração de IR de 2019 que é calculado a ajuda governamental. Se em 2019 vc recebeu menos de US$99k, entao vc ganha, se em 2020 vc ta trabalhando, meditando, desempregado ou coçando nada importa pela regra, correto?
    Dessa forma o que vc diz é puro diversionismo.

    "We're giving more money to certain workers to stay home than to other workers who are putting themselves at risk by going to work"

    De novo, a ajuda do governo federal é em cima do IR de 2019. A pessoa pode ganhar mais DO GOVERNO se receber seguro desemprego junto, mas NO AGREGADO, a pessoa recebe mais se estiver recebendo o (cheque do governo federal junto com seu salario) do que (desempregado com seguro desemprego e ajuda federal).
    E mais, até onde sei, e foi essa minha pergunta, a pessoa so recebe seguro desemprego (que é pago pelo governo estadual) se ela for demitida PELO CHEFE, ela não recebe se ELA SE DEMITIR. Correto?

    Pior que preguiça é a burrice.

  • Maurício  23/05/2020 18:54
    "Nos EUA se vc pede demissão vc ganha seguro desemprego também?"

    Sim. Se você está desempregado, você consegue.

    "a ajuda é baseada nos seus rendimentos de 2019 ou 2018, logo, se hoje vc está empregado ou não não importa nada."

    Isso em tempos normais. Atualmente, o valor de US$ 1.200 do governo federal é uniforme para todos os cidadãos. Além dos US$ 1.200 para todos, há o seguro-desemprego federal e os seguros-desempregos estaduais (cujo valor varia de estado para estado).

    "E se estiverem trabalhando tambem continuaram recebendo, visto que é baseado na Declaração de IR de 2019 que é calculado a ajuda governamental."

    Se continuarem trabalhando receberão apenas os US$ 1.200. Não receberão seguro-desemprego.

    "Se em 2019 vc recebeu menos de US$99k, entao vc ganha, se em 2020 vc ta trabalhando, meditando, desempregado ou coçando nada importa pela regra, correto?"

    Vide respostas acima.

    "A pessoa pode ganhar mais DO GOVERNO se receber seguro desemprego junto, mas NO AGREGADO, a pessoa recebe mais se estiver recebendo o (cheque do governo federal junto com seu salario) do que (desempregado com seguro desemprego e ajuda federal)."

    Se a pessoa está trabalhando, ela receberá apenas os US$ 1.200 do governo federal. Ponto.

    Se não estiver trabalhando, receberá os US$ 1.200, mais o seguro-desemprego federal e mais os seguros-desempregos estaduais. Terceira vez que repito a mesma coisa.

    "Pior que preguiça é a burrice."

    Recado dado a si próprio.
  • Maurício  27/05/2020 01:28
    Notícia de hoje. Mais uma:

    California Restaurant Owner Says Employees Won't Come Back to Work Because Unemployment Pays Them More

    A California restaurant owner says almost half of his employee don't want to return to work, claiming that some say they are making more on unemployment than when they were working.
  • Felipe L.  27/05/2020 01:34
    Será que eles não sabem que uma hora esse auxílio acaba e eles vão ficar sem nada?
  • Milton Friedman Cover's  22/05/2020 21:21
    Boa noite.

    Sou principiante em Economia Liberal, embora tenha uma boa noção sobre ela, mas de boa noção e boas intenções, o Inferno está cheio. Claro, é melhor ter alguma noção do que ser totalmente beócio.

    Isto posto, vamos ao que interessa: essa "pandemia" altamente questionável, usada pela esquerda mundial para toler a nossa liberdade, a atitude comunista de ditar onde, quando e por quê sair de casa, essa "novidade" de imprimir dinheiro, é muito, muito surreal.

    1984, de Orwell, parece conto infantil perto do que vivemos agora e viveremos no futuro, se nada fizermos para reverter todo esse mal. No Livro do Apocalipse, também conhecido como Book of Revelation, fala em um momento muito crucial da espécie humana, onde o joio será separado do trigo.

    Embora não pareça ter similaridade com o atual momento, infelizmente, tem e muito!

    O duro é ver muitos liberais, libertários, conservadores, cristãos, defendendo a destruição da economia e o totalitarismo típico de Mao, Hitler, Stálin, Fidel, e outros ditadores, que os vários governantes mundiais impuseram às populações. A ideia de criar uma "Lei Universal", pela organização esquerdista, ONU, é de corar Lênin e os demais que citei acima.

    Que esquerdistas defendam imprimir dinheiro e manter as pessoas presas em casa, nós entendemos, pois são psicopatas que merecem estadia eterna nos hospícios da vida, mas pessoas anti esquerda defenderem isso, é o Caos se apoderando do planeta.

    Abraços.
  • São Paulo é meu país  23/05/2020 07:50
    Para se defender dessa impressão criminosa de dinheiro por parte do estado, uma poderosa ferramenta que vem crescendo são as criptomoedas. Com elas é possível usar uma moeda que não tem inflação estatal, que possui privacidade, que traz descentralização, entre outros benefícios.

    Precisamos tomar essa liderança e ir adotando e usando criptomoedas para tudo. Torná-las mais populares.
  • Felipe L.  23/05/2020 13:34
    Pessoas, comecei a ler o livro do Jorge Caldeira, o "A História da Riqueza do Brasil", muito bom por sinal e mostra um Brasil desconhecido.

    Entretanto, eu peguei um trecho do livro e que me chamou atenção (página 256), durante o governo de Dom Pedro I, e me causou dúvidas. O trecho é este:

    "O Banco do Brasil se tornara a peça central para manter um governo que gastava muito e arrecadava pouco, empregando um método ainda desconhecido na economia local. O governo emitia títulos de dívida e estes eram adquiridos pelo banco com o dinheiro que os depositantes deixavam em seu caixa. A posse do título conferia ao banco o poder de emitir notas de papel que tinham circulação oficial como dinheiro. Na hora de fazer o balanço, o banco contabilizava os títulos como ativos e os juros que eles pagavam como lucro. O esquema criava dois fluxos de dinheiro. Um carreava os recursos dos depositantes para os cofres do governo, outro ia do banco para os seus acionistas. Como o governo pagava apenas os juros, o banco emitia sempre mais – algo que interessava aos acionistas. Para todos os demais brasileiros sobrava dinheiro de papel, que cumpria a mesma função da moeda falsificada."

    Então, deixem ver se eu entendi: o banco emitia notas de papel que eram usadas como cédulas de dinheiro na economia pelas pessoas? Por que o banco emitia sempre mais essas notas? Os acionistas eram beneficiados em quanto mais notas o banco podia emitir? O dinheiro que os depositantes depositavam ia para comprar os títulos do governo, portanto emprestando dinheiro para o Tesouro?

    Esse sistema me lembrou muito o sistema bancário de hoje.
  • Gabriel  24/05/2020 19:13
    O recém criado Banco do Brasil daquela época tinha autorização de emitir bilhetes conversíveis em ouro. A população utilizava esses bilhetes em seu dia a dia, porém eles não tinham poder liberatório (não livravam a população da obrigação de pagar tributos). Ou seja, o governo autorizava o uso desses bilhetes nas operações comerciais, mas ele mesmo não aceitava como quitação de seus tributos (por que será, né?).


    Por um tempo, o arranjo foi maravilhoso para o banco e seus acionistas, porém foi ficando visível que o BB emitia muito mais bilhetes do que havia de ouro para lastreá-los, o que acabou, junto com a volta de D. João VI a Portugal, levando-o à falência em 1829.

    Em resumo, era um esquema montado para facilitar o financiamento do governo da época.

    Se tiver mais interesse no assunto, leia o livro do Gustavo Franco, A moeda e a lei. Ele faz um bom apanhado do sistema bancário dessa época no capítulo III.
  • Felipe L.  25/05/2020 17:08
    Obrigado.
  • Felipe L.  24/05/2020 04:36
    Leandro, você disse que hiperinflação não costuma durar muito tempo. A Venezuela atualmente seria exceção?
  • Leandro  24/05/2020 15:56
    A definição técnica de hiperinflação é um aumento de preços de 80% ao mês ou mais. Até hoje, na história do mundo, nenhum país viveu sob essas condições por mais de dois anos.

    A um trabalho completo sobre isso:

    www.cato.org/sites/cato.org/files/pubs/pdf/workingpaper-8_1.pdf

    Dito isso, parece que a Venezuela pode refutar esse histórico. Só que nada na Venezuela é normal. O país já se tornou uma galáxia à parte. Não há nada nem sequer remotamente semelhante a uma economia naquele país. Ali já virou escambo em estado puro.
  • Felipe L.  24/05/2020 17:07
    Dado o fato de que o governo venezuelano caloteou a dívida externa, ainda há quem compre títulos governamentais da dívida interna? Esse está o nível de déficits dos últimos anos. A URSS demorou para colapsar porque era um império e espoliava vários territórios, e já faz algum tempo que o petróleo está barato.

    Única hipótese que vejo é a China estar sustentando o regime venezuelano.

    Por que o Brasil juntou tantas reservas internacionais depois da crise de 2008? Graças ao Meirelles e aos ânimos dos investidores estrangeiros?
  • Felipe L.  25/05/2020 02:26
    Pessoas, eu vi uma notícia do AMLO que me chamou a atenção, onde ele simplesmente se recusou a endividar o governo para salvar a CCE (seria uma FIESP que come tacos?). O plano é esse.

    Esse trecho da primeira notícia me chamou a atenção:

    "Ele afirmou que, se os empresários mexicanos estão em crise e enfrentam falência, são eles que devem arcar com os custos e não as pessoas.

    "Se você for à falência de uma empresa, deixe que o empresário, os parceiros ou acionistas assumam a responsabilidade", concluiu AMLO."


    Assim como no Brasil, no México foram também impostos os lockdowns e quarentenas (só que lá foi de nível federal, enquanto aqui os prefeitos e governadores inovaram, apesar da postura do Bolsonaro). Dito isso, esse setor que pediu por socorro foi também afetado. E aí me ficou um dilema: será que o fato de o setor ter sido prejudicado, justifica economicamente e eticamente os socorros? Pelos ciclos econômicos, sabe-se obviamente que não, os socorros feitos pelo governo americano produziram corporações mimadas e ineficientes. E em ciclos econômicos, o governo é que gera esses ciclos (a não ser que em um cenário sem interferência estatal, houvesse as reservas fracionárias junto, o que acho improvável).

    Entre as medidas que lá foram colocadas, houve também a pitada demand-side, com crédito e empréstimo e o que foi considerado como "estímulo aos preços da gasolina" (ele afirmou que não haverá aumento nos combustíveis, mas desde o governo Peña Nieto que não há mais subsídios e controles de preço no setor). Só encontrei isso.

    Outra dúvida que me ficou é se haveria algum site para ver qual o percentual que o petróleo representa no PIB de um país. Já pesquisei o Trading Economics e demais sites, e não achei.
  • Felipe L.  30/05/2020 02:07
    É fato que em arranjos de câmbio atrelado, o risco de ataque especulativo é grande, por causa da mistura da política cambial e monetária. Assim sendo, seria Bolívia uma exceção? Na Bolívia o arranjo existe deste o fim de 2008! No Brasil, o câmbio atrelado não durou nem 5 anos. Só se lá na Bolívia o regime é diferente, vai saber...

    Por incrível que pareça, esse arranjo cambial é ainda relativamente comum ao redor do mundo, particularmente em países muito pobres e sem muito protagonismo na economia mundial (como Iraque, Gabão, entre outros). Seria essa falta de protagonismo algo que faz com que os especuladores não ataquem?

    No Haiti o arranjo é denominado de soft-peg arrangement. Além do gourde haitiano, o dólar americano também pode ser usado lá. Espero que um dia o Haiti saia disso.

    Aquilo que o Leandro disse, de que os países enriqueceram ou sob padrão-ouro ou câmbio atrelado, cada vez me faz mais sentido. Nenhum país que crie uma moeda fiduciária, do nada, vai ter a sua moeda aceita. Se você criar um câmbio flutuante, uma moeda é realmente um pedaço de papel que vai servir apenas como papel higiênico. O real é uma porcaria mas ele veio da herança de quando ele estava lastreado em dólares.
  • Felipe L.  31/05/2020 03:26
    Leandro, por que essa restrição na exportação de gás natural nos EUA não gerou redução na oferta interna, já que você disse que se a exportação de carne fosse restringida aqui no Brasil, não aumentaria a oferta e sim diminui-la?

    No cenário do mundo de hoje, não poderia surgir grupos lobistas de importadores que façam pressão por tarifas menores e moeda forte?

    Você acha que o Japão poderia se destacar agora na economia mundial pois, apesar de estar estagnado, não impôs as medidas de quarentena e bloqueios como grande parte do mundo? Um dia sairão disso? Eu tenho até fé, porque o país não tem problemas de infraestrutura (só ver a extrema agilidade e competência para reparar as estradas após os terremotos de 2011, com perfeição), insegurança patrimonial e jurídica comuns a países pobres como o Brasil. Óbvio que o estado japonês tem alguns traços de autoritarismo que assustam até brasileiros. Apesar do protecionismo, há uma fartura de opções de carros domésticos que nem se sonha por aqui (é, acho que só tem carro de marca japonesa). Mas eu posso estar errado. Problemas crônicos como os do Brasil levam décadas para a resolver, isso se fizerem algo. A CF/88 já é o erro central.
  • Geólogo  31/05/2020 15:16
    Os EUA são o sexto maior exportador de gás natural do mundo.

    en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_natural_gas_exports

    E o país já é um exportador líquido de gás natural.

    www.eia.gov/todayinenergy/detail.php?id=35392


    Essa restrição foi tentada em 2013, o preço do gás natural disparou naquele ano. Depois, foi revogada e voltou a cair.

    tradingeconomics.com/commodity/natural-gas

    Hoje, candidatos democratas falam em voltar com ela, mas isso é só plataforma política. Sem nenhuma chance prática.

    www.api.org/news-policy-and-issues/blog/2019/11/01/natural-gas-exports-ban-makes-little-sense-for-environment

    Esclarecido tudo isso, vale lembrar que produção de boi é um pouquinho diferente da produção de gás. Produção de boi você controla: você decide até quando vai a engorda do boi, e quando é o abate. Já o gás natural você não controla. É um fluxo ininterrupto. Não existe uma torneirinha que você fecha e deixa o gás parado ali por tempo indeterminado. Assim como não dá para interromper o uso de plataformas de petróleo (é muito mais caro mantê-las paradas do que funcionando e vendendo a prejuízo), também não é viável interromper o fluxo de gás natural.
  • Ex-microempresario  31/05/2020 16:20
    Gás natural pode ser um problema. Se não tiver um gasoduto, não tem o que fazer com ele. Por trem ou caminhão o frete pode ficar mais caro que o valor do gás.

    Aliás, em muitas regiões produtoras o preço FOB do gás natural na prática é zero.

    Uma piada do setor petrolífero diz que o engenheiro chegou no escritório do chefe e falou:
    "Chefe, tenho uma notícia boa e uma ruim sobre o poço que acabamos de perfurar. A ruim é que não achamos petróleo. A boa é que também não achamos gás."
  • Felipe L.  31/05/2020 17:47
    Interessante isso. Por que os preços da gasolina nos EUA oscilam o tempo todo nos postos? Isso se deve ao fato de a cadeia produtiva do petróleo ser distinta? Porque essa fenômeno não acontece nos preços das coisas no supermercado, por exemplo.

    Interessante que onde eu morava, tinha gás encanado em toda a casa, às vezes aparecia gente para fazer manutenção no encanamento de gás. Chuveiro era a gás, esquentava sem birra mesmo no frio. Agora o fogão era elétrico mesmo, muito melhor que o fogão a gás daqui. Botijão de gás eu já vi em farmácias e supermercados, mas nunca em residências.

    Um absurdo, Brasil ter uma matriz de energia hidrelétrica com alto potencial, e a gente pagar caro nas tarifas. Com certeza Bolsonaro seria reeleito se ele desburocratizasse esse setor. Ainda mais que as casas brasileiras não consomem tanta energia quanto as americanas.
  • Guilherme  31/05/2020 22:14
    Porque nos EUA o setor energético é livre. Não só há uma intensa concorrência entre as várias refinarias do país (todas privadas), como também qualquer um pode entrar no ramo da distribuição e do varejo. Qualquer birosca de beira de estrada tem uma bomba de combustível.

    Havendo tanta concorrência, qualquer queda no preço do barril de petróleo é imediatamente repassada. Quem não repassa a queda de preço perde clientela para a concorrência.
    E a guerra de preços entre os postos é tão intensa, que os preços variam no diariamente. Li na Fox News que os preços da gasolina são mais baratos na segunda-feira de manhã, que é quando os postos têm de se livrar dos estoques não consumidos no fim de semana. Quem acorda mais cedo na segunda e sai pra abastecer se dá bem.

    Aqui no Brasil, só a Petrobras detém as refinarias e ela faz o que quer. E há somente três grandes distribuidoras (a própria Petrobras, Shell e Ipiranga). Aí acabou.
  • Felipe L.  01/06/2020 00:04
    Aqui, ao invés de terem algum desgaste político com a privatização da Petrobras, abrirem o setor energético inteiro e, por que não, com o setor da cana também. Quem sabe não inventem algum etanol melhor do que esse que é usado nos carros com motor flexível em combustível.
  • Felipe L.  02/06/2020 23:13
    Por que o setor agropecuário brasileiro normalmente é mais robusto contra crises? Acho que os subsídios não fariam sentido, já que a indústria brasileira, que também é subsidiada, se ferrou bastante nos anos do governo petista após 2014.

    Pena o potencial não ser explorado por inteiro, graças às extensas regulações e impostos. Imagina só trocar acres e acres de terra de cana por feijão, arroz e outros gêneros (vale lembrar que o setor sucroalcooleiro inchou graças à tupiniquim obrigatoriedade de ter 27% de etanol na gasolina vendida no Brasil, além do fato de que carros flexíveis em combustível pagam menos impostos). Aliás, era para a gente ver o etanol sendo vendido a coisa de R$ 1,50 para menos o litro. Aquilo só é álcool etílico e água. Não sei nem se um dia poderia surgir um motor a etanol com grande eficiência, mas suspeito que não, já que é só aqui que ficamos com isso. Ok, nos EUA tem e existe até carro com motor V8 flexível em combustível, mas lá quase ninguém usa no carro (por isso que não tem em tantos postos).
  • Felipe L.  03/06/2020 17:28
    Puxa vida, isso é coincidência. No dia que caiu o site do IMB, o dólar chegou hoje a R$ 5,04, menores valores desde 3 de março!

    Que vocês acham?

    PS: Vamos ver se o Guedes e afins defendem câmbio flutuante mesmo, ou isso se aplica somente para quando o câmbio flutua para cima.
  • Leandro  03/06/2020 17:43
    Calma. Em 3 de março o dólar estava em R$4,50. O valor atual é o mesmo valor alcançado em 9 de abril.

    P.S.: o site foi hackeado por um grupo antifa. Ainda estamos trabalhando para restaurá-lo por completo.
  • Felipe L.  03/06/2020 17:58
    Obrigado por corrigir! Além das razões que mostrei neste artigo, haveriam outras para essa queda no dólar?

    Poxa, que coisa viu. O IMB pegou bastante repercussão pelo jeito. Será que vocês descobrem a origem desses hackers e eles então conseguem ser punidos? Fiquei bastante curioso agora. Espero que não hackeiem o meu blog humilde.

    A seção clássica de comentários também não está abrindo. Tomara que também volte.
  • Leandro  03/06/2020 18:48
    Foram dois cisnes negros às avessas.

    1) O primeiro cisne foi a divulgação do vídeo da reunião ministerial, no dia 15 de maio. Foi exatamente naquele dia que tudo mudou. Foi ali que se deu a guinada no câmbio. Com o que se viu (equipe econômica preocupada com a economia e defendendo a volta ao trabalho, sem demagogias), o investidor estrangeiro voltou a se animar com o Brasil e voltou pra cá.

    2) Historicamente, o dólar costuma cair em junho e julho.

    3) O segundo cisne foram as badernas feitas aqui e nos EUA. Péssimas para a esquerda. Enfraqueceu muito o discurso contra Bolsonaro, bem como qualquer chance de impeachment. Nos EUA, mutilaram as chances dos democratas. Aí todo mundo voltou a comprar ações (aqui e lá). Acham que diminuíram os riscos de rupturas econômicas.

    4) O índice DXY está caindo no mundo todo, o que significa que as pessoas não mais estão recorrendo ao dólar para se proteger. Diminuiu a demanda por liquidez. Investidores voltaram a ficar mais ávidas para especular com ações. Vide os índices das bolsas mundiais.

    De minha parte, não acho que esse rali tenha fundamentos econômicos. Tudo está sendo guiado por criação de moeda pelos Bancos Centrais. Ao contrário do ocorrido no pós-2008, desta vez a oferta monetária realmente está sendo expandida ao redor do mundo, e esses dígitos eletrônicos estão indo para ações (até porque não há muito retorno em outras classes de ativos).

    Vai durar? Pode ser. Mas eu não vou me arriscar (não sou especulador). Não pretendo vender minhas ações, mas também não irei comprar. Assim que o ouro cair 20% do topo (em reais), compro com força (compro desde 2014). Por enquanto, ele voltou apenas ao mesmo valor de meados de abril. Pouco ainda. Dá pra cair mais.


    P.S.: os hackers são grupos antifas que ficaram bravos com os artigos que repostamos no Facebook sobre o que realmente é o fascismo, mostrando que se trata de uma ideologia de esquerda.

    Esses três artigos, em específico, deixaram a galera brava:

    mises.org.br/article/1343/o-que-realmente-e-o-fascismo

    mises.org.br/article/2868/a-esquerda-anti-fascista-tem-muito-em-comum-com-os-fascistas-originais

    mises.org.br/article/2711/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-muito-mais
  • Felipe L.  03/06/2020 20:01
    O que diferencia agora do pós-2008? No pós-2008, eu sei que no Brasil houve subida na taxa SELIC e agora, engraçado, Meirelles mostra uma visão tolerante com inflação de preços. Mas em outros países, houve expansão. Mas aí seria expansão da base monetária, portanto não sendo dinheiro injetado diretamente na economia real, contrariando o de agora?

    Não sei se você viu, mas esse infográfico é legal. Chama atenção o Banco Central da China ser um dos bancos que menos atuou ao redor do mundo. Singapura não se aventurou em cortar juros na marra, já que lá não existe controle de juros como em tantos países do mundo.

  • Verdades  03/06/2020 21:22
    No pós-2008, houve expansão da base monetária, mas o dinheiro não entrou na economia. Tanto nos EUA quanto na Europa, o M2 continuou crescendo ao mesmo ritmo de antes.

    EUA:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202005161003V20191105&d1=19990103&d2=20200603

    Zona do Euro:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/euro-area-money-supply-m2.png?s=emuevolvmonsupm2&v=202005301010V20191105&d1=19990103&d2=20200603
  • Felipe L.  03/06/2020 20:06
    Não sei se você me respondeu naquele comentário da Bolívia meu, mas lá eu comentei algumas coisas interessantes e que você saiba mais que eu.

    Bom, a esquerda é a mesma porcaria de sempre. Você não acha que isso tem relação com aqueles protestos na França de 1968? Se a esquerda agisse como um PSDB (ou seja, de maneira moderada), será que conseguiriam algo? O grosso da população está contra essas arruaças, tanto aqui quanto nos EUA. Só que lá pelo menos eles ainda podem usar alguma arma para auto-defesa.
  • Felipe L.  04/06/2020 01:00
    Pessoal, olha que maravilha, a esmola dos R$ 600 pode se tornar permanente. E, além disso, olhem só que beleza:

    "O PL 3023/20 determina ainda diferentes fontes para o financiamento do Programa Renda Básica Brasileira. Aumenta a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras de 20% para 25%. Estabelece também a cobrança de Imposto de Renda sobre lucros e dividendos, e eleva de 15% para 20% a alíquota desse mesmo tributo sobre juros do capital próprio.

    O texto cria uma nova contribuição com a mudança da destinação do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), mantendo as atuais alíquotas – esse fundo setorial acumula atualmente quase R$ 2,1 bilhões em saldo retido no Tesouro Nacional. Além disso, prevê que o governo utilize no programa o superávit financeiro do Tesouro apurado em balanço dos exercícios anteriores."


    Paulo Guedes sempre defendeu renda mínima, isso até o Milton Friedman defendeu.

    E sabem o que é pior? Ao contrário do projeto das fake news, esse passa com mais facilidade. Mentalidade estatista ainda está encalacrada na população, ainda mais em um país onde criticar a CLT ainda é heresia. Basta falar contra isso em qualquer postagem bolsonarista e você verá.
  • Imperion  04/06/2020 02:21
    Todo mundo ta louquinho pra receber algum sem fazer nada. Vao aumentar os impostos, aumentar a facada sobre os dividendos, coisa que eles sempre quiseram meter a mao. Sempre falaram que dividendo nao paga imposto. Errado. Dividendo é.o que o acionista recebe depois que sai cobrados os impostos. Esses impostos entao,.vao ser cobrados de novo.
    Deve voltar o imposto do cheque, tao tentando de novo o imposto sobre grandes fortunas.
    Se deixarem, os investimentos vao minguar e a recessao vai durar
  • Felipe L.  04/06/2020 01:42
    Dado o fato de que a curva de juros já inverteu há algum tempo, estamos em uma recessão americana que está sendo postergada a todo custo pelos burocratas do Banco Central Americano?

    O que vai ser após tudo isso?
  • Trader  04/06/2020 02:11
    Mas não inverteu. Não houve nenhuma inversão da curva de 30 anos com a de 3 meses. Nas outras ocasiões, houve inversão e ela durou meses (como bem mostra o gráfico do seu link). Mas isso não ocorreu agora.

    A inversão prenuncia recessão. Sempre. Mas durante a recessão, ela sempre já está desinvertida. Sempre.

    Na nossa atual recessão mundial, é normal que não tenha havido uma prévia inversão, pois a recessão não foi causada por desarranjos econômicos, mas sim porque um monte de político imbecil saiu fechando as economias, do nada. Aí realmente não há indicador capaz de prever tanta imbecilidade.
  • Felipe L.  04/06/2020 03:41
    Mas então o que aconteceu? A taxa de juros de longo prazo ficou um pouco menor do que a de curto prazo por um curtíssimo momento em setembro do ano passado, afastaram um pouco, ameaçaram chocar de novo e agora estão se afastando. Isso seria exatamente o quê?
  • Trader  04/06/2020 03:57
    Nunca se inverteram por mais que um dia. Se ficaram próximas, é porque o mercado prognosticava alguma desaceleração econômica (note que isso ocorreu no auge da guerra comercial com a China; guerras comerciais são péssimas para a economia).

    Em uma recessão, elas se afastam pelo óbvio motivo de que não há como as taxas de juros de curto prazo caírem mais. Já as de longo prazo aumentam pelo óbvio motivo de que, por já estar em recessão (no auge da provável deflação), o futuro será mais inflacionário que o presente.
  • Räikkönen   16/06/2020 04:14
    Com tudo que está acontecendo, o que vocês acham que vai acontecer se a esquerda voltar com força em 2022?

    Por exemplo, o que vocês acham que aconteceria caso Ciro Gomes fosse eleito? O que esperar de um governo dele?


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