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Políticos ainda irão descobrir: é impossível fechar negócios não-essenciais sem afetar os essenciais
E a abolição das mais básicas liberdades individuais e econômicas

Como todos já sabem — e, principalmente, vivenciam —, em decorrência do surto de Covid-19, vários prefeitos e governadores ao redor do país ordenaram o fechamento de todos os empreendimentos tidos como "não-essenciais".

Os exemplos mais famosos de negócios tidos como não-essenciais são restaurantes, bares, cafés, cinemas, boates, lojas, academias, shoppings e outros negócios.

Na prática, são todos os empreendimentos que não são tidos como "cruciais à nossa sobrevivência".

Quem desobedecer e abrir seu comércio está sujeito a multas, perda de alvará e, em última instância, cadeia.

Mas aí começa a encrenca. 

Como já era de se esperar, políticos e burocratas, aparentemente, não fazem a mais mínima ideia de como funcionam as cadeias de produção e suprimento de uma economia de mercado: mesmo no curto prazo, fechar todas as atividades supostamente não-essenciais significa um enorme risco para a continuidade das próprias atividades essenciais. 

Vários dos empreendimentos listados como não-cruciais para a vida humana são, com efeito, integrantes da cadeia de suprimentos daqueles outros empreendimentos tidos como cruciais para a vida humana.

Hospitais, por exemplo, não podem permanecer funcionais sem toda uma cadeia de suprimentos minimamente funcional. E os trabalhadores dos hospitais podem precisar de recorrer a serviços não-essenciais para se manterem sãos.

Se, por exemplo, a peça de um aparelho de ar-condicionado do hospital quebra, ou, igualmente ruim, se qualquer peça de qualquer equipamento hospitalar (e todos eles são cruciais) tem de ser reposta, de onde elas virão? O comércio de manutenção e reparação de ar condicionado, de motores, de refrigeradores e de demais equipamentos e máquinas está fechado por ordens de prefeitos e governadores. Ordenar uma peça nova para as poucas fábricas que ainda estão operando não é viável (por causa do fator tempo). E as distribuidoras não necessariamente estão estocadas. Dependendo da peça, ela pode estar em falta. E aí o hospital tem de parar suas atividades. E em meio a um surto.

Se ocorre uma pane em algum computador ou equipamento eletrônicos dos hospitais, nada pode ser feito, pois as oficiais de consertos também estão fechadas.

O comércio de locação de caçambas para a remoção de detritos também está fechado.

E todo o setor de serviços voltados para o necessário relaxamento e distração das equipes médicas, que são seres humanos como nós e que estão intensamente sob pressão, também está abolido. A rotina dessas pessoas é hospital-casa-hospital, sem nada mais com o que se distrair. 

E piora: se o celular de algum deles estragar (o que é perfeitamente factível), não há o que fazer, pois as lojas de consertos de celulares (assim com as de conserto de televisores, computadores e similares) também estão fechadas. Ou seja, o médico nem sequer conseguirá se comunicar. 

Se o carro estragar, as oficinas estão fechadas. Ele terá de ir táxi ou Uber. Mas se o motorista estiver contaminado, há risco de transmissão, pois um médico não entrará no veículo com trajes de hospital (luvas e máscaras).

E há também as coisas que aparentemente são mais triviais, mas são igualmente importantes. Por exemplo: lojas que vendem importantes equipamentos elétricos e eletrônicos estão fechadas (assim como quase todas as fábricas). Se hospitais, médicos ou meros mortais precisarem de algo movido a eletricidade (quase que tudo, hoje em dia), eles até podem conseguir por delivery, mas nem todas possuem esse sistema. Um hospital até consegue com alguma facilidade, mas médicos e demais pessoas físicas em suas casas, não.

Mas isso ainda não é nada. O próprio transporte de cargas nas estradas está comprometido.

Desta vez, caminhoneiros estão com toda a razão

A ordem de se fechar restaurantes foi estendida para os restaurantes de beira de estrada, que são exatamente aqueles onde os caminhoneiros almoçam, jantam e tomam banho. Para piorar oficinas, lojas de peças e borracharias também foram fechadas.

Eis alguns trechos de uma reportagem do jornal Valor Econômico:

Sem serviços e restaurantes nas estradas, caminhoneiros pedem apoio

Diversos relatos de caminhoneiros nas redes sociais e em grupos de WhatsApp apontam que não há em diversas regiões do interior do país condições mínimas para manter o transporte de mercadorias, sobretudo por causa de ações restritivas ao tráfego de pessoas e veículos. 

Borracharias, lojas de peças e serviços de mecânicos, por exemplo, não foram enquadrados como essenciais e, portanto, não podem abrir diante do Decreto 10.282 publicado em 20 de março. O fechamento de restaurantes é outro entrave apontado pelos motoristas.

"Não temos onde comer. A caixa de cozinha dos caminhões quebra um galho, mas não dá para estocar comida. Não temos onde tomar banho. Não dá para continuar viagem", diz o caminhoneiro Ilizeu Kosooski , de Garibaldi (RS), que chora em vídeo que circula em vários grupos. 

No depoimento, ele afirma que um restaurante conhecido de beira de estrada em Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro, estava aberto e ontem ele conseguiu almoçar. Mas após às 16 horas a Vigilância Sanitária do Estado mandou fechar o estabelecimento. "Eu estava me programando para jantar lá e seguir viagem. Mas disseram que eles têm que ficar de portas fechadas."

O mesmo relato é feito por diversos motoristas, em estradas diferentes. "Não tem onde tomar banho", diz um áudio que circula em redes sociais. "Não sou bicho para ficar sem banho". […] 

Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, afirmou ao Valor que está sendo cobrado para entregar materiais hospitalares com urgência para a Secretaria da Saúde do Maranhão, mas está com medo de seguir viagem. "Estou carregado de máscaras, luvas e outros materiais essenciais para este momento. Mas não posso ir até o Maranhão e passar fome. Se é para morrer de fome, fico com minha família e morro abraçado", diz ele, que é de Curitiba (PR). Dedeco saiu de Araquari, em Santa Catarina, no sábado e, se tudo der certo, pretende chegar em São Luis amanhã.

"Estamos vendo justas homenagens para médicos, enfermeiros e até profissionais de limpeza. Mas se nós pararmos, nenhum deles come. E também não há combustível para o transporte de doentes", completa. 

Ou seja, estranhamente, prefeitos e governadores não veem borracharias, oficinas e pontos de alimentação como serviços essenciais.

Os relatos de restaurantes fechados nas estradas vão se avolumando. Nos poucos que ainda estão abertos, há apenas o serviço de entrega de marmitas, o que significa que os caminhoneiros têm de se aglomerar em filas (exatamente o oposto do que recomendas as medidas sanitárias) e esperar um bom tempo até conseguirem a sua comida.

Como corretamente disse um deles:

"Querem que os motoristas não parem, para não faltar as coisas, mas estão com restaurantes fechados, borracharias e mecânicas fechadas. Quero ver quando os caminhoneiros pararem, quem irá levar comida para as cidades? […] Transportamos comida mas temos comida para comer."

E o problema não se limita apenas à alimentação. Se o caminhão estraga (motor ou suspensão, por exemplo) ou tem o pneu furado, seja na estrada ou mesmo na cidade, não há como o caminhoneiro chamar um borracheiro ou um mecânico, pois, como dito, tais serviços estão proibidos, pois foram tipificados por políticos como "não-essenciais". 

E então, como consequência, o caminhão fica parado e, caso não seja saqueado, a carga (alimentos, remédios e equipamentos higiene hospitalar) simplesmente não é entregue. E tudo porque um serviço "não-essencial" foi proibido.

O fim da liberdade e a ascensão das autocracias

Recentemente, o governador paulista João Dória (PSDB), que sempre foi um dos mais radicais entusiastas do confinamento total e que decretou o fechamento total do setor de serviços do estado, disse que as fábricas não podem parar.

A fala é correta, mas a atitude é contraditória. Não faz sentido nenhum dizer que as fábricas devem continuar operando, mas proibir o comércio não-essencial de funcionar. Na prática, ele liberou a ponta inicial da cadeia produtora, mas fechou a ponta final. Produzir carros está liberado, mas vendê-los é proibido.

E isso está ocorrendo em todo o Brasil. João Dória é apenas o caso mais visível por ele ser o governador do mais rico estado do país. Em todos os outros estados observa-se o mesmo fenômeno totalitário.

Há até a inacreditável proibição de se locomover por estradas, um atentado à mais básica liberdade do indivíduo. 

E o mais interessante é que tais atos são explicitamente inconstitucionais, mas não se vê nenhuma manifestação contrária dos supostos amantes da Constituição. OAB e MP estão em silêncio. E a própria imprensa, que deveria denunciar, foi a primeira a bater palmas e se transformou na maior defensora deste descalabro, inclusive sites que se autointitulam antagonistas do establishment. 

Na prática, o país foi subdividido em várias autocracias regionais e municipais, com cada uma delas fechada para as outras cidades e para os outros estados. E o mercado foi abolido. A propriedade privada não foi confiscada, mas agora opera inteiramente sob ordens de políticos, que determinam até quando ela pode abrir ou não. É a própria manifestação do fascismo clássico: propriedade privada sob total controle do estado.

Conclusão

Além do totalitarismo, há também aquele inevitável festival de incoerências. Por exemplo, há alguns municípios que ainda permitem a abertura de algumas lojas, mas reduziram o horário de funcionamento deles. Além de não fazer nenhum sentido, tal medida apenas piora a questão sanitária. Por ficarem abertas por menos tempo, a aglomeração de consumidores é maior. Normalmente, eles acabam se avolumando em filas em frente a estes estabelecimentos para conseguirem comprar algo. Isso é o exato oposto das medidas de distanciamento social preconizadas pelos governos.

Ou seja, quando as lojas não estão fechadas, elas estão aglomeradas e racionadas. Parece economia socialista.

A realidade é que, do nada, absolutamente do nada, as liberdades mais básicas dos cidadãos foram atacadas e toda a liberdade de mercado, que já era baixa no Brasil, foi abolida. Não se pode produzir, não se pode vender, não se pode consumir e não se pode trabalhar.

Apenas alguns setores estão autorizados pelo estado a funcionar. Os outros que desobedecerem e resolverem produzir serão punidos.

E o pior: políticos e burocratas seguem na firme crença de que é realmente possível fazer essa compartimentalização da economia: definir setores como essenciais e não-essenciais, separá-los e manter a economia funcionando sem qualquer ruído, havendo no máximo alguma perda de comodidade, e não uma completa disrupção de longas cadeias integradas de produção.

Para eles, a economia de mercado é como se fosse um chuveiro com duas torneiras de água quente e fria, e que, se você fechar a água quente, o banho pode até ficar mais desagradável, mas você sai limpo do mesmo jeito. Eles juram que a economia funciona de igual maneira: você pode fechar setores inteiros e, o máximo que isso trará, é um pequeno incômodo. E só.

E eventuais argumentos de que "os outros países também estão fazendo esse isolamento horizantal" não se sustentam. Não são todos os cientistas que pregam isolamento total (800 epidemiologistas e médicos já se manifestaram contra esse arranjo). E menos ainda os que pregam isolamento total sem nenhuma consideração de custos sociais. Ademais, unanimidade não equivale a razão.

Por fim, eis o mais curioso: contrariamente até mesmo ao que nós libertários sempre imaginamos, o totalitarismo está vindo dos governos municipais e estaduais, e não do governo federal. Chegamos ao inacreditável ponto em que a tradicionalmente centralizadora Brasília se tornou menos nefasta do que um prefeito e um governador de estado.

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Para que haja máscaras e álcool em gel para todos, só há uma solução: deixar os preços subirem


autor

Gustavo Guimarães

é administrador de empresas pela FGV-SP, empreendedor do ramo da construção civil, e autodidata em economia.

 


  • Capital Imoral  27/03/2020 20:23
    O dia de Melinda

    Melinda desperta, ainda é madrugada, ela precisa levantar silenciosamente para não acordar as crianças e seu marido, Wellingson. O barraco é gelado, mas seu cuidado e amor mantém todos aquecidos. O café precisa estar na mesa antes das 5 horas, quando ela sai de casa e vai para o ponto de ônibus.

    Enquanto a maioria se mantém em isolamento em bairros de classe média do Rio, Melinda precisa pegar 2 ônibus e 1 metro, para, finalmente, chegar na casa da patroa e trabalhar como diarista. Até para ir ao trabalho é preciso matar um Leão.

    O leão metropolitano
    O sol ainda não brilhou nos céus da Favela do Vidigal, mas Melinda já se encontra no ponto de ônibus. A viagem é longa e ela precisa estar cedo no trabalho. O primeiro ônibus chega e está, estranhamente, pouco ocupado. Mas, ao observar o segundo, ainda na periferia do centro, de longe já se nota a longa fila para entrar no ônibus. O Leão metropolitano rugia no início da manhã, desta vez, ele está muito mais letal. Alguém dizia em meio a multidão: É preciso ter poucas aglomerações, estamos com pandemia de coronavírus. E recebia como resposta: Pobre não pega isso não, meu irmão! O ônibus partiu lotado, no fundo, todos sabiam do risco, mas, acostumados com a luta diaria, o ter que superar mais um obstáculo legal ou físico, tornou-se tão corriqueiro assumir riscos, que sabiam que dariam um jeito, com sempre fizeram. O leão metropolitano precisava ser superado.

    Em frente à estação de metrô, um grande Mupi digital mostra o seguinte aviso: "Cuidado, evite aglomerações, use álcool em gel e máscara de proteção!". Melinda olhava em volta e apenas encontrava o aspecto frio e indiferente de uma estação de metro. Aspecto esse, que parecia se estender para as pessoas ao seu redor. São quase 7 horas. Melinda perguntou ao funcionário da estação: Moço, onde consigo uma dessas máscaras? Ele logo respondeu: "Compra naquela loja, custa só 10 reais". "Mas esse é o preço da minha passagem de volta!" respondeu Melinda. A máscara, pelo jeito, ficará para depois, quando receber da diária. A estação lotou. O leão metropolitano rugia e ela precisava estar em movimento para sobreviver. Correu para o primeiro vagão e conseguiu um lugar. Olhava em volta e via pessoas, muitas delas, com suas máscaras no rosto e smartphones na mão. Melinda pegou seu celular, olhou fotos dos filhos e marido, e pensou: Queria estar em casa agora com eles, mas preciso trabalhar, se parar, a dívida só aumenta. O vagão se movimentava e ela pensava em sua vida: Por que não consegui fazer uma faculdade? Por que tive tantos filhos? Como fui parar nesta situação? Por que não consegui me encaixar? Quando, no canto do vagão, um homem espirra, a tensão aumenta, mas todos ficam em silêncio. O som metálico e obscuro do movimento do vagão cria uma sensação de que a morte está por perto, como um monstro invisível. Não há mais tempo para pensar, apenas aguardar. Melinda chegou a seu destino, agora é ir para o segundo trabalho.

    Trabalhamos porque não temos escolha
    Melinda comprimentou seu Jailson, porteiro do condominio de luxo, e, logo entrou para mais um dia de trabalho.

    O leão metropolitano apresentou-se com um agradável comprimento: "Ah, que benção tua presença, Melinda! Eu não sei o que seria dessa casa sem você! Os meninos, Richard e Hebert, então loucos com essa coisa de coronavírus. Não param de correr pela casa com nossa poodle, Luccy. Por gentileza, comece limpando os quartos, sala de estar, depois cozinha, banheiros, e, por fim, piscina e varanda - ainda hoje quero bater panelas". E assim Melinda deu início à labuta. Enquanto trabalhava, pensava nos meninos e no marido. Pensava na faculdade e nos sonhos que não pode realizar. Pensava, sim, em seus erros, porém, sempre soube que houve um culpado muito maior do que suas ações. Uma mão invisível que conduz o contexto. Havia um virús que sempre atormentou e prejudicou o potencial de Melinda, ela pensava, pensava, pensava, mas nunca encontrou respostas.

    Dona Dulce, proprietária do apartamento, observava o trabalho de Melinda. O trabalho, normalmente, era executado com rapidez e eficiência, mas, desta vez, havia algo de errado: Ela estava um pouco pálida, lenta e fazia longas pausas. "Se sente bem?" Perguntou dona Dulce. "Sim, estou melhor do que nunca!" respondeu Melinda - que logo voltou a trabalhar. Melinda, de fato, mentiu, ela não se sentia bem, mas não poderia se dar ao luxo de perder o trabalho, suas preocupações, como sustento dos filhos, eram mais urgentes. Era preciso matar este leão antes de receber o salário.

    Finalmente, depois de 8 horas e muita luta para se manter em pé, o trabalho estava feito. O apartamento estava limpo. O teatro fora feito. O leão estava morto. Vitória.

    Agora é voltar para casa com o fruto da caça: mistura, álcool em gel, máscaras, uma caixa de bombom para as crianças.

    Uma grande luz azul se destaca em meio a escuridão do barracão, é a televisão, no qual o marido e os filhos de Melinda se entretêm. Estão atentos, o programa preferido deles está passando. O som magnético é interrompido pelo atrito da porta de madeira a se abrir. É Melinda com suas sacolas mágicas a entrar. Todos se esbaldam de alegria numa mistura de paz e esperança: Paz, pela mãe estar de volta ao ninho; esperança, pelas sacolas mágicas, mágicas, que trazem o imprevisível. Tudo é muito rápido: Seu Wellingson iniciando conversa - Que horas se vai fazer comida?; o Zequinha abrindo a caixa de bombom - só depois da janta!; a carlinha mostrando, orgulhosa, seu 10 em artes; O Wesley aumentando o som da TV - abaixa esse som, Moleque!. Tanta alegria num simples barraco do Vidigal.

    A alegria é interrompida por um baque.
    Melinda cai, desmaia, fica inconsciente.

    Entre a consciência e a inconsciência, imagens circulam: O desespero da família; a movimentação dos vizinhos; o ser atendida pelo SAMU; a espera no hospital; os exames; a enfermeira que diz:

    Melinda, Melinda, você tem coronavírus.


    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Vinícius Tebaldi  28/03/2020 04:13
    TLDR;
    Vou esperar sair o filme.
  • Luis Alfredo  27/03/2020 20:31
    Os países mais ricos conseguirão, talvez não todos, sair desta história com algum arranjo democrático. Já países como o Brasil, o cenário é negro. Provavelmente caminharemos para algum regime autoritário, mais provável, tipo Venezuela. Aliás a América Latina toda deve ir por aí. Daí por diante trevas e mais trevas. Para nós brasileiros o apocalipse chegou mesmo.
  • VALDERI FELIZADO DA SILVA  28/03/2020 02:47
    Nada a ver.
    Alarmismo.
    Do mesmo jeito que dizem que aqui terão meio milhão de mortos por causa dessa forte gripe.
  • Anti-BC  27/03/2020 20:33
    Excelente texto!
  • Aprendiz de EA  27/03/2020 20:34
    Pessoal, alguém mais recebeu o email da Avaaz pedindo pros países ricos perdoarem a dívida dos países mais pobres porque "milhões de pessoas podem morrer da peste chinesa nesses países"? Estão usando um alarmismo extremo pra justificar sua cruzada contra o pagamento das dívidas públicas, dívidas essas que foram vieram da gastança estatal excessiva, sendo que a esquerda ama gastança estatal, ou seja, uma complete incoerência. Segue o link da dita cuja petição:

    secure.avaaz.org/campaign/po/coronavirus_debt_relief_loc/

    A melhor parte é a Avaaz ainda se apresentando como uma instituição politicamente neutra. E não é de jeito nenhum a primeira vez que fazem isso, já perdi a conta de quantos emails do tipo "O mundo contra Trump" ou "Bolsonaro está destruindo o meio ambiente", etc, que eu recebi, mas até hoje espero um email do tipo "O mundo contra Xi-Jinping".
  • Imperion  27/03/2020 22:03
    O avaaz faz campanhas sim. As pessoas são livres pra fazer suas petições, mas o administrador corta as que não são de cunho ideológico esquerdista. Aquele site brasileiro de petição change.org era "petição a favor de Dilma e Lula" e "contra Temer e o golpe". Sempre a favor das proposições ideológicas esquerdistas. Modera era petista roxo.
  • VALDERI FELIZADO DA SILVA  28/03/2020 02:47
    O Avazz, ao meu ver, é um território neutro.
    Você pode fazer qualquer tipo de abaixo-assinado.
    Tanto de esquerda, quanto de direita.
    O problema é que o engajamento da esquerda é infinitamente superior.
    Por isso que parece que lá só tem esquerdista.
  • WDA  27/03/2020 20:50
    "Políticos ainda irão descobrir: é impossível fechar negócios não-essenciais sem afetar os essenciais"

    Rapaz... eu tava dizendo exatamente isso, ontem, pra uma conhecida: " não dá pra fechar os negócios não-essenciais sem afetar os essenciais".
  • Antônio Prado  27/03/2020 21:08
    A economia é uma teia, meu caro. Todos dependem de todos, não tem jeito!!
  • WDA  27/03/2020 23:31
    É verdade.
  • Pedro  27/03/2020 20:55
    QUal a saída entao Tiago? Abrir tudo? Morrer todo mundo? Ir na contramão do mundo inteiro e dos médicos?
    Vc é um gênio, só nao te descobriram ainda cara

    Solução: Basta calibrar o decreto.

    Fábricas seguem abertas e funcionando
    Caminhoneiros rodando
    serviços de manutenção dos caminhões tb
    Comércio somente posto de gasolina, mercado, farmacia e loja de conveniencia
    Serviços - apenas médicos, in loco (tipo conserto de eletrodomestico) ou virtual

    As restrições devem ser nas principais metropoles. Cidade pequena tem menos chances de infecção pois ha menos aglomeração
  • Humberto  27/03/2020 21:39
    O cidadão acima diz que, se deixar as coisas funcionarem, "vai morrer todo mundo". Aí, logo em seguida, ele cita várias atividades que têm de continuar funcionando.

    Não entendi a lógica. Se ele próprio afirma que quem trabalhar vai morrer, como pode ele logo em seguida dizer que várias atividades devem funcionar? As vidas desses profissionais não são importantes? Por que eles podem ser mandados para a morte e os outros não? Que lógica é essa?

    Sim, você é um gênio. Só não o descobriram ainda, cara. (É assim? Fiz certinho?)

    É cada ser patético que desaba de pára-quedas por aqui…

    P.S.: quem é Tiago?
  • Fabrício  27/03/2020 21:47
    Tem de ser muito otário pra falar que esse Covid-19 mata todo mundo. É impressionante como esses sim são os verdadeiros gados do Brasil.

    Na Itália, que é o centro da histeria, só morreu quem já era velho e tinha problemas renais, cardíacos, pulmonares, e de obesidade. Pessoas que morreram do corona, e não tinham outras doenças, não chegaram a 0,3% dos infectados. Um número ridículo.

    O próprio governo da Itália já reconheceu que contabilizou como Covid-19 gente que estava com gripe simples.

    99% of Those Who Died From Virus Had Other Illness, Italy Says

    E piora. A coisa é tão bizarra que até a Universidade de Oxford teve de intervir. Um estudo assinado por vários cientistas afirma que apenas 12% das mortes atribuídas ao Covid, na Itália, realmente foram causados pelo vírus.

    www.cebm.net/global-covid-19-case-fatality-rates/

    Já o Secretário da Defesa Civil da Itália diz que o número de casos pode ser 10 vezes maior, o que significa que a taxa de mortalidade é menor que 1%.

    Ou seja, políticos estão fodendo a economia por causa de uma manipulação de dados em nível mundial.
  • anônimo  27/03/2020 21:52
    O Ministério da Saúde italiano divulgou novas estatísticas envolvendo a Covid-19 no país.

    A idade média dos mortos:
    - do sexo masculino é de 79,5 anos.
    - para as mulheres, 83,7 anos, sendo que apenas 30% das vítimas são mulheres.

    A vítima em média tinha 2,7 outras doenças graves antes de contrair o vírus; 48,5% tinham três ou mais doenças. Apenas três pacientes (0,8 %) não tinham outras doenças antes.

    Câncer, doenças cardíacas e hemorragia cerebral foram algumas das doenças anteriores encontradas.

    Até 17 de março 17 pessoas com menos de 50 anos morreram:
    - 5 tinham menos de 40 anos;
    - todos eram homens;
    - todos com doenças anteriores graves; e
    - problemas de saúde mais comuns: pulmonares, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade severa e outras.

    Ninguém com menos de 30 anos morreu.

    Dos falecidos, 71,1% são da Lombardia, seguida pela região de Emília-Romana (17,3%); Vêneto (3,9%); Piemonte (1,8%); e Ligúria (1,1%.).

    Curiosamente, todas as outras regiões têm menos de 1% do total de mortos...


    www.salute.gov.it/nuovocoronavirus


    Está cada vez mais evidente que essa covid-19 é ridícula. Contagiosa sim, mas fraca. Zika, Chikungunya e dengue são muito mais letais. E são transmitidas por mosquitos, algo que a gente não controla. Já o covid-19 é só você usar máscara e luvas, e evitar sair beijando na boca de desconhecidos. E vão foder o país por causa disso.
  • Ivan  27/03/2020 22:01
    Enquanto isso, a gripe comum mata 650 mil pessoas por ano.

    g1.globo.com/bemestar/noticia/doencas-relacionadas-a-gripe-matam-ate-650-mil-pessoas-por-ano-no-mundo-dizem-oms-e-cdc.ghtml

    Ou seja, 1.780 por dia, 74 por hora, 1 por minuto.

    Se o coronga começar a ficar perto disso, aí sim podemos começar a nos preocupar. Por enquanto, ainda faltam mais 625 mil mortos para se igualar à gripe comum.

    Ou seja, até agora, é tudo histeria pura — o que, aliás, é totalmente perceptível na própria mídia: quando há UMA morte, eles noticiam como se fosse a chegada do Apocalipse. Até tiram foto dos familiares.

    Enquanto isso, só hoje, pela estatística, a gripe comum terá matado 1.780. Mas sem fotos na imprensa.
  • Antônio Prado  27/03/2020 21:01
    Liberdade, sim, mas liberadde pra que?? Pra que milhões de néscios fiquem palpitando e exercendo pressão nos governantes??? O Brasil vai falir, isso é fato. Se falir e todas as empresas quebrarem, será culpa do governo que não liberou a verba na crise e obrigou o confinamento. Mas se o governo libera a verba (que não tem), o país pula no buraco do mesmo jeito. Nos dois casos, milhões de idiotas insatisfeitos gritando nas redes sociais, exercendo a LIBERDADE.

    Reli essa semana o que um niilista acéfalo escreveu defendendo a china (lucianoduarte.com/chineses-e-a-vaidade/). Discordo em tudo o que ele diz, mas ele tem razão em uma coisa: liberdade boa e que traz prosperidade é a da China, onde os cidadãos tem liberdade para ficarem calados e não se intrometerem nos assuntos do governo, levam uma vida tranquila e são protegidos por governantes capazes.
  • Capital Imoral  27/03/2020 21:13
    "Discordo em tudo o que ele diz, mas ele tem razão em uma coisa"

    Que macumba é essa?
    Ou você discorda de tudo ou concorda que ele tem razão em alguma coisa.
  • Ãntonio Prado  27/03/2020 23:00
    O que eu disse, nobre cavalheiro, é que o pobre coitado acéfalo pelo menos admite que, no fim das contas, o chinês é mais nobre e mais rico que o ocidental (sim, agora também é mais rico e mais saudavel! E a gripe que a china mata com duas semanas destrói completamente o ocidente com um mes).

    Mais vinte anos e veremos milhares de brasileiros fungindo daqui para ser "mão de obra escrava" na china. Mão de obra escrava, alias, muito feliz, e sem a vaidade de querer dar pitaco em politica e economia, como bem disse o acéfalo do artigo citado (que infelizmente so disse uma coisa util em toda a vida).
  • WDA  28/03/2020 02:09
    Pqp. Depois dessa já sabemos quem é o "pobre coitado acéfalo". E pelo visto ele trabalha na embaixada da China...
  • Alfredo  27/03/2020 21:40
    Aumenta um pouquinho a dose do Rivotril e do Gardenal.
  • Antônio Prado  27/03/2020 22:06
    Se voces não entendem eu desenho:

    Existem dois navios com cem escravos e cinco capitães em cada. No primeiro, no navio do AUTORITARISMO, os capitães se impõem sobre os escravos estupidos e tomam a força o controle do navio, pois so eles conseguem navegar com maestria e garantir a sobrevivencia nos mares.

    No segundo navio, no navio da DEMOCRACIA LIBERAL, os escravos fazem uma votação e colocam no comando do navio os escravos mais influentes, mais conversados e mais sorridentes.

    Qual sera o destino de cada um dos navios? A gripe já passou na China, mas no ocidente...
  • Jairdeladomelhorqp/tras  27/03/2020 21:19
    Pessoal,
    Só uma pergunta. Quem é que pode dizer o que é essencial para mim? E o que não é?
    Quem sabe das minhas necessidades físicas e espirituais? O Dória? O Witzel?
    Mais deprimente é ver o gado aplaudindo estas medidas.
    Fazer o que? Mises faz muito bem o seu trabalho. Nós também tentamos. Mesmo sabendo da possível inutilidade.
    Abraços
  • Carlos Brodowski   28/03/2020 01:17
    Ver políticos cometendo atrocidades e autoritarismos, e demonstrando total e avassaladora ignorância econômica é algo totalmente comum e esperado.

    Agora, dose mesmo é ver a imprensa toda, sem exceção, não apenas aplaudindo, como também apedrejando e caluniando aqueles que ousam questionar este sacrossanto modelo. Jamais pensei que chegaríamos a um ponto em que o presidente (um político!) está certo, e todo o resto da mídia está errado. Que tempos...
  • Felipe L.  27/03/2020 21:21
    Sei de algumas cidades onde está tendo gente revoltada e fazendo buzinaço para acabar com as quarentenas. Políticos e burocratas, por mais bem-intencionados que possam ser, quando tomam decisões, acabam causando problemas. Com as oficinas e lojas de auto-peças sendo fechadas, e se os veículos da prefeitura precisarem de reparos e revisões? Vão ver vídeos de DIY no YouTube, coisa que quase inexiste aqui no Brasil?

    Leandro, você pretende escrever um artigo (ou alguma outra pessoa) para falar sobre essas medidas do lado da demanda ("demand-side") que estão sendo feitas à rodo aqui no Brasil? Vou listar algumas que lembro:

    "- Juros do cheque especial caem em fevereiro e chegam a 130% ao ano";
    "- Governo anuncia crédito de R$ 40 bi a PMEs que não demitirem por 2 meses";

    E que pena... enquanto nos EUA a gasolina está sendo vendida por aproximados US$ 1 o galão, aqui, apesar dos preços reduzidos na Petrobras, ainda não vi essa redução. É culpa das toneladas de regulações, impostos, moeda fraca, assim como insegurança jurídica e institucional. Se eu encontrar material sobre, faço um artigo comparando esse mercado com o brasileiro. Em tempos mais difíceis, algo primordial como o combustível, cair de preço, é importantíssimo.
  • Thiago  27/03/2020 22:21
    1 - Amigo meu que mora la falou que ta a 0,50 o galão em Boston.

    2 - Sobre o combustivel no Brasil : mises.org.br/article/2845/carteis-postos-e-precos-da-gasolina--de-quem-realmente-e-a-culpa-pela-forte-alta

    3 - Estou mais ansioso eh por um artigo que fala desses 2 trilhões nos EUA e dos 5 trilhões a nível mundial. Apesar de ter vários artigos que falam dos nefastos problemas que a criação de dinheiro do nada criam, esses 2 trilhões atuais tem uma situação peculiar.

  • Felipe L.  27/03/2020 23:47
    Vish... ano passado na Flórida a gasolina era por volta de US$ 2,30. E eu achava barato.

    Eu quando estava falando do setor de combustíveis, falava de achar material sobre o setor americano, para eu poder comparar. Nem no Mises Institute achei muita coisa. Esse artigo do Mises Brasil sobre o mercado brasileiro de combustíveis é de excelência.
  • Raphael  28/03/2020 01:29
    Sobre a gasolina aqui no Brasil:

    1) Os repasses da Petrobras foram muito menores do que a queda total no preço do barril do petróleo.

    2) O preço do etanol anidro, que representa quase 30% da gasolina, estava em disparada e chegou às máximas históricas (pode pesquisar).

    3) Nos EUA, há livre mercado no setor de refino, de distribuição e, principalmente, de postos de combustíveis. Qualquer bodega de beira de estrada pode ter uma bomba de gasolina. Aqui no Brasil, o refino é monopólio da Petrobras, há apenas três distribuidoras (ninguém consegue entrar no mercado por causa das regulações estatais), e, também por causa das regulações estatais, os postos são sempre os mesmos. Nenhum quebra, nenhum surge, e ninguém novato pode entrar no ramo. É o setor mais fechado e cartelizado da economia. Há muito mais concorrência e liberdade de mercado no setor bancário do que no setor de combustíveis.

    4) Vários governadores elevaram a base de cálculo do ICMS da gasolina. (Atenção: eles não elevaram a alíquota, mas sim o valor da base de cálculo. Pesquise)

    5) Entretanto, ainda assim, a gasolina tem caído. Aqui em Belo Horizonte, já cheguei a pegar gasolina a R$ 4,999. Hoje, pelo site que acompanho, já tem gasolina a R$ 4,20. E a tendência é de cair mais.
  • Imperion  28/03/2020 01:21
    Os EUA sob o Bush gostaram 4 trilhões de dólares nas guerras do Afeganistão e Iraque. Esse dinheiro saiu de algum lugar. Fazer dinheiro pra gastar. É semelhante. O resultado foi a mega desvalorização do dólar no mundo todo. Isso que provocou a valorização do real nos anos 2003 a 2008.

    Colocar dois trilhões lá vai ter o mesmo efeito no longo prazo, caso os EUA ficassem parados e o Brasil não. Mas como o Brasil também parou, o real tb vai se desvalorizar.
  • Globalista  28/03/2020 00:32
    Os governadores tinham uma oportunidade única em ferrar o presidente. Se decretassem Lockdown de apenas cidades com casos (que ainda são minoria absoluta) teria sido um golpe mortal, pois ele subestimou o vírus inicialmente. A economia seria bastante afetada sem ser totalmente parada, mas a culpa seria do presidente por subestimar o vírus. Os governadores sairiam como os sensatos do episódio e a mídia faria o restante do trabalho.

    Mas os imbecis, como bons socialistas ignorantes econômicos, seguiram a imbecilidade que uma mídia louquinha pra causar crise nesse governo sugeriu, ou seja, fechar tudo pro bendito vírus não espalhar. Taí o resultado. O vírus é capaz de espalhar menos e o vencedor na visão do povo trancafiado vai ser o presidente.
  • Artista Estatizado  27/03/2020 23:09
    Ué, achei que era óbvio para todos aqui que o objetivo de impor essas medidas restritivas estúpidas é chantagear o governo federal, para que abra as portas do cofre e perdoe as dividas dos governos estaduais e municipais.

    Nenhum deles se dispôs a pagar os salários dos que ficarem desempregados com recursos estaduais ou municipais. Assim podem continuar a farra da gastança e jogar a conta no governo federal

    Para o pagador de impostos, vai ser ruim de qualquer forma, independente de qual nível de governo pague, mas explica a aparente estranheza dos comportamentos das diferentes esferas.
  • Neto  28/03/2020 01:20
    Boas observações. De fato está ficando cada vez mais claro que é isso mesmo. E pensar que eu até confiava em alguns governadores aí (não vou falar o nome por vergonha e dignidade própria).
  • Imperion  28/03/2020 05:57
    É impossível parar tudo assim como é impossível resolver esse problema com redistribuição de renda. Todo mundo querendo receber por estar parado. É mais fácil tomarem de você do que vc receber.

    As favelas ja estão no zero. São os bolsões de pobreza. Já são os primeiros que sabem que não vai dar pra ficar parado.

    Quando começar o toma-toma, ocorre o afundamento social de vez. Um vai acusando o outro. Um começa a matar o outro por viveres. 
  • Aristóteles Duarte Ribeiro  27/03/2020 23:26
    Vocês são a favor de manter serviços de boates, estádios de futebol, shows e outros eventos com grande aglomeração de pessoas? Acham que tais serviços são importantes para a manutenção de serviços considerados essenciais pelo governo?
  • Bernardo  28/03/2020 00:31
    Não sei exatamente quem são estes "vocês", logo, não posso responder por eles. Falando exclusivamente por mim, a resposta é: eu jamais proibiria terceiros de empreender. E jamais proibiria pessoas de fazerem besteiras. Se fizerem, que arquem com as consequências.

    Sim, é tão simples quanto isso.

    Em um cenário de liberdade, as pessoas devem arcar com as consequências de seus atos. Se eu sou o dono de uma boate, e resolvesse abri-la, faria cada cliente assinar um termo de compromisso por meio do qual ele se responsabilizaria por completo por tudo o que vier a ocorrer ali dentro. Se ele assinar, fim de papo. Se ele não assinar, ele não entra na minha propriedade.

    Entenda o básico: ninguém é obrigado a ir a lugar nenhum. Se algum estabelecimento está aberto, ninguém é obrigado a entrar nele. Qual a dificuldade de aceitarem isso?

    Eu, por exemplo, jamais iria a uma grande aglomeração. Mas também jamais proibiria outras pessoas de o fazerem. Não sou totalitário. Não tenho o direito de me meter na vida alheia.

    E se há algo que eu jamais faria — pois aí já é algo completamente imoral — é proibir um pai de família de trabalhar honestamente para ganhar o próprio sustento. E é exatamente isso que estamos vendo hoje. O que esses falsos bons samaritanos estão realmente defendendo é a proibição de que outras pessoas ganhem o próprio sustento. Essa putada totalitária se finge de preocupada e tudo, mas, na prática, o que eles realmente querem é acabar com a autonomia do indivíduo e obrigá-lo a se tornar dependente do estado. Isso traz muito retorno em eleições.

    E você? Defende a proibição ao trabalho, ao empreendedorismo, à autonomia individual e ao sustento próprio? Sim ou não?
  • VALDERI FELIZADO DA SILVA  28/03/2020 02:44
    Tudo bem, e qual a solução?
    Deixar tudo aberto, sem controle?
    Eu mesmo estou achando que tudo isso é exagerado.
    Mas virar as costas e deixar o "vírus" fazer o papel evolucionário, podendo fazer alguma coisa, está fora do meu limite moral.
  • Humberto  28/03/2020 05:50
    A solução é tripla:

    1) copiar a Coreia de Sul, que simplesmente fez o básico e sensato. Testou e isolou os positivos, e deixou livre os não-infectados.

    Aliás, explica por que o Japão, que tá perto de Coreia e China, não teve nada? Possui uma população bastante idosa e, até agora, teve 1.128 infectados e 42 mortos — taxa baixíssima para um país idoso.

    E não teve nada de confinamento.

    2) Sair às ruas de luvas, máscaras, manga comprida e calça comprida. Agindo assim, pode acreditar, a chance de contágio é quase nula. Você só será contaminado se algum outro contaminado cuspir dentro do seu olho. O problema é que ninguém quer esse desconforto.

    3) Aos já contaminados, usar hidroxicloroquina com azitromicina. 100% de sucesso em todos os pacientes submetidos a isso.

    Ou seja, a solução já está aí. Já se sabe o que fazer com os contaminados e o que fazer para não se contaminar. E fim.

    No final, o risco de se contrair Covid-19 é o mesmo de você pegar uma gripe no inverno. Se usar luvas e máscaras, e evitar contato com terceiros, estará praticamente protegido.

    E o risco é menor do que pegar dengue (muito mais fatal que a Covid-19), pois você dificilmente vê o mosquito e ele pode lhe picar enquanto você estiver dormindo.

    Eu já fui um dos que pensavam que isso era grave. Mas realmente não passa de uma gripe forte. Quem morreu é quem já tinha mais de 70 anos e tinha outros problemas de saude: diabetes, problemas cardíacos, problemas renais, respiratórios etc.

    Quem tem menos de 60 anos, que tinha saúde boa e foi contaminado, já melhorou depois de 11 dias. Agora, com a descoberta de que hidroxicloquina com azitromicina (dois remédios antigos) cura 100% dos doentes, não há mais motivo nenhum pra histeria.

    É bizarro que seja declarada 'pandemia' algo que é várias vezes menos letal que tuberculose, e que por causa disso tenhamos que fechar todas as economias. Realmente, vivemos em uma era de delicadeza e frescura extremas.

    Mas como políticos adoram controle absoluto, e dado que eles hoje gozam total apoio da imprensa, estão lavando a égua.

    E a verdade é que os epidemiologistas se transformaram nas novas sumidades mundiais. O que eles determinam está decidido, e ai de quem discordar. Se eles mandarem fechar as economias por 2 anos, é pra obedecer. Quaisquer considerações econômicas sobre os efeitos disso é mero obscurantismo materialista e anti-vida humana.
  • Thomas  28/03/2020 06:10
    Outro dia eu perguntei e pergunto de novo: como podem os epidemiologistas terem se transformado nas únicas pessoas do planeta com o direito de terem uma opinião sem o ônus de serem responsabilizados pelas consequências dela? Por que eles podem especificar medidas que afetarão negativamente toda a sociedade, e essas medidas não podem sequer ser questionadas?

    Será que epidemiologistas também são especialistas na divisão internacional do trabalho, e nas consequências de sua implacável destruição?

    Ao que tudo indica, entramos na era da superstição.
  • Osmar  28/03/2020 06:57
    Assista entre 3:40 e 7:30. E depois entre 13:50 e 18:20 (Recomendo ver tudo, mas, se não quiser, veja ao menos esse trecho que sugeri)


  • anônimo  28/03/2020 07:07
    Excelente vídeo! Merece ampla circulação. Além de ser médico, ele estava na linha de frente contra o H1N1 (que é muito pior).

    Aliás, ontem, o G-20 recomendou "minimizar interrupções no comércio", além de outras medidas para evitar o colapso social. Até outro dia, quem dissesse isso era imbecil, irresponsável, criminoso, egoísta e assassino. Agora, porém, já virou recomendação política. Vão anotando as mutações.
  • Milton Friedman Cover's  28/03/2020 02:45
    Excelente artigo, como sempre leio aqui.

    Ah, sr, João Doria! Nada como aproveitar um momento sinistro, para dizer o mínimo, e atacar o presidente Bolsonaro, por este criticar a paralisação da Economia no Brasil!

    Excelente o ponto do artigo: o que é essencial ou não para os "ilustres" políticos, principalmente, prefeitos e governadores? Os caminhoneiros estão errados?! Se eles não podem se alimentar, consertar os veículos, tomar banho ( ah, sim, higiene não mata vírus, bactérias...esqueci desse "pormenor"..), como entregarão alimentos, remédios aos hospitais, farmácias que atendem, por exemplo, transplantados, diabéticos, que se não tomarem os imunossupressores, remédios para controlar o diabetes, etc., morrerão, além de TODAS AS OUTRAS MERCADORIAS IMPORTANTES PARA O BOM FUNCIONAMENTO DA SOCIEDADE?!

    Se não houver funcionamento normal de todo o processo produtivo, do comércio, como as empresas pagarão os impostos, tributos que mantêm postos de saúde, hospitais, farmácias públicas que atendem pessoas com doenças crônicas, além de tudo que envolve o Estado, sem poder vender uma lanterna de carro, por exemplo?

    Como foi dito, tudo funciona em cadeia, nada é menos importante na cadeia produtiva e comercial, ou matam-se pessoas por outras doenças, fome e quebra o país totalmente.

    Sr. João Doria: acalme o seu ego, reze, beba o seu uísque 12 anos e esqueça por ora a sua pretensão de ser presidente em 2022 ( sim, o sr. interrompeu o mandado de prefeito para ser governador e pretende fazer o mesmo para se candidatar à presidência da República em 2022, nós sabemos disso!....), libera já tudo, eu escrevi, TUDO! Apenas mantenha as orientações sobre manter distância, uso de máscaras nos idosos e pessoas com doenças crônicas, além de quarentena para os doentes de gripe, seja ela qual for ( lembrando que idosos saudáveis podem e devem sair, com máscaras, para compras, pois muitos vivem só e manter pessoas presas em casa sem sintomas, saudáveis, provocará depressão e ansiedade, que podem ser fatais em muitos casos...), seja coerente com o seu discurso liberal de campanha e deixe o estado mais rico da Federação ( se continuar fechado, será a futura Etiópia, Somália....), trabalhar, criar, investir, progredir, crescer, vender. Essa sugestão serve também para os demais estados preocupados em fazer oposição ao presidente Bolsonaro, que embora não entenda de economia ( não tem essa obrigação...), segue as orientações do ministro Paulo Guedes, que tem seus defeitos, claro, mas afirma que se continuar assim por mais uma semana, quebrará todo o país. Por isso Bolsonaro tem se exposto às críticas da imprensa de esquerda, defendendo o fim total dessa quarentena geral totalmente idiota, comunista! Perdão, fui redundante. Idiota e comunista é pleonasmo!

    O povo consciente, os empresários, trabalhadores das mais diversas áreas já começaram a gritar, buzinar, pressionar para que tudo, eu disse TUDO, volte ao normal, aliás, ao normal, não, a mais liberdade econômica, pois chega de viver em um país que ama tributos e governos impedindo as pessoas de buscar a liberdade real, a felicidade em criar, produzir, vender livremente.

    Nas Sagradas Escrituras, tanto antes como depois de Cristo, a liberdade é defendida à exaustão, inclusive, a liberdade de amar ou não a Deus.

    Todo político não se diz cristão? Pois bem, sejam cristãos!

    Sr. governador João Doria: leia com atenção esse site, o artigo acima, as opiniões dos leitores, incluindo a minha e lembre-se: conserte a sua biografia agora, enquanto ainda há tempo e libere a sociedade dessa prisão, da falência total. Ou o sr. não conseguirá se eleger nem síndico do prédio, condomínio em que o sr. mora. Isso se ainda houver pessoas para habitar residências, caso o fechamento produtivo total continue por mais um, dois, três dias apenas.

    Precisamos de pessoas com visão liberal econômica no comando do País. Governantes que imitam Lula, Dilma, Haddad, Ciro, etc., com discursos intervencionistas na economia, na sociedade, tendem a ficar no rodapé da História. Apenas como uma nota curta das suas péssimas gestões públicas.

    Abraços a todos desse site.
  • Fã do Nego Ney...  28/03/2020 02:47
    Tem muita gente dizendo que com toda essa treta com a peste a China vai ser a grande beneficiada, pois o resto do mundo vai tirar dívida pra segurar a economia e o credor será a China, que além de lucrar vai ganhar controle político sobre vários países. Aí eu vos pergunto: Isso faz sentido? O mundo vai realmente sair pegando crédito da China? A China não foi a mais fortemente atingida em meio a tudo isso e não teria ela mesma que se endividar pra manter a economia?
    Obrigado.
  • Donald Trump  28/03/2020 04:09
    Trump signs $2 trillion coronavirus relief bill as the US tries to prevent economic devastation

    www.cnbc.com/2020/03/27/house-passes-2-trillion-coronavirus-stimulus-bill-sends-it-to-trump.html

    De onde vão sair esses 2 trilhões? Do endividamento público e das reservas bancárias em excesso?

    Talvez seja hora de alguma análise sobre este assunto.
  • Felipe L.  28/03/2020 04:18
    Parafraseando Ryan McMaken: Estudar um vírus de RNA com fita simples e sentido positivo não faz de você um especialista em Economia e Ciência Política.
  • G. Fiúza  28/03/2020 06:10
    O governador do Pará, filho do lendário Jader Barbalho, proibiu hoje toda e qualquer circulação de CARROS que possa ser caracterizada como carreata - exorbitando assim qualquer diretriz de saúde.

    Prezados talibãs, vocês estão entregando a liberdade de bandeja a tiranetes. Estão gestando o ovo da serpente.
  • G. Fiúza  28/03/2020 07:06
    Outra coisa: por que os governadores não pararam o Brasil no ano passado para evitar as quase 800 mortes por H1N1? Bando de capitalista assassino?

    Quem não quer aterrorizar a população tem a obrigação de separar as estatísticas dos mortos COM coronavírus (idosos vitimados por outras doenças) e dos mortos POR coronavírus. Isso não só não está sendo feito, como ainda tem governador intencionalmente inflacionando as mortes por coronavírus, para assim justificar suas medidas draconianas. Ao fazerem isso, aumentam a corrida geral aos hospitais, prejudicando os que de fato precisam.


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