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O segredo do enriquecimento econômico – e por que os países em desenvolvimento continuam atrasados
Acumular capital e adotar tecnologias será perda de tempo e de recursos sem estes indivíduos

Há apenas duas maneiras de se aumentar a renda dos indivíduos — ou seja, a renda per capita — de uma sociedade: ou se aumenta o número de horas totais durante as quais se fabricam bens e serviços, ou se aumenta o número de bens e serviços fabricados por cada hora de trabalho.

Ou seja: ou trabalha-se mais ou trabalha-se com mais produtividade.

Estas são as duas únicas maneiras possíveis de se aumentar a renda de cada indivíduo da economia. Ou ele aumenta sua carga de trabalho e, consequentemente, passa a produzir uma quantidade maior de bens e serviços (cujas vendas irão lhe permitir mais renda), ou ele mantém suas horas de trabalho e passa a produzir mais coisas durante este mesmo intervalo de tempo (o que, igualmente, irá lhe permitir mais renda).

No longo prazo, é claro, o padrão de vida de qualquer sociedade só consegue melhorar de maneira sustentada se ela optar pela segunda alternativa: afinal, a quantidade máxima de horas que os indivíduos de uma sociedade podem trabalhar é materialmente limitada, de modo que só lhes resta elevar a produtividade.

Portanto, temos que maior qualidade de vida requer maior produtividade. Porém, eis o problema: a produtividade das economias em desenvolvimento está estancada.

Por que o Brasil segue parado: primeira teoria

No Brasil, por exemplo, segundo estudo do Insper em parceria com a consultoria Oliver Wyman, "entre 1996 e 2014, o índice que mede a produtividade, chamado de PTF (produtividade total dos fatores), caiu de forma acentuada em comparação com o resultado americano, saindo de 69% em 1996 para 48% em 2014."

E mais: o trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão ou coreano em 20 minutos. Em termos de riqueza, o Brasil produz em uma hora o equivalente a US$ 16,75, valor que corresponde apenas a 25% do que é produzido nos EUA (US$ 67). Comparado a outros países, como Noruega (US$ 75), Luxemburgo (US$ 73) e Suíça (US$ 70), o desempenho do país é ainda pior.

Eis uma lista de 62 países em ordem de produtividade.

E eis um gráfico da revista The Economist mostrando a evolução da produtividade de Coreia do Sul, Chile, México, Brasil, China e Índia.

grafico.png

Há um certo consenso sobre as causas da baixa produtividade:

  • Baixa qualificação e capacidade dos trabalhadores (capital humano)
  • Tecnologia atrasada e mal administrada nas empresas (capital físico)
  • Investimento caro e abaixo do necessário (capital financeiro)
  • Infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos insuficientes e sucateados)
  • Burocracia complicada
  • Ambiente de negócios perverso

Tudo isso é verdade. E vale acrescentar também a hipótese de uma baixa qualidade do corpo administrativo das empresas. Os economistas Fabiano Schivardi e Tom Schmitz, em recente trabalho acadêmico voltado para as economias mais atrasadas da Europa, afirmam que pelo menos metade do atraso de produtividade desses países em relação à Alemanha se deve a uma má gestão das empresas, cujos administradores não souberam aproveitar a difusão da tecnologia.

Em outras palavras, por causa da má qualidade dos administradores e gestores, as empresas destes países não foram capazes de tirar o máximo proveito possível da incorporação de novas tecnologias — ou, mais ainda, essa incompetência impediu que muitas das tecnologias sequer fossem adotadas.

Consequentemente, com menos tecnologia adotada, houve menor demanda por mão-de-obra mais qualificada, o que redundou em salários menores do que poderiam ser.

Tudo isso, repetindo, na Europa.

Mas não é desarrazoado imaginar causas semelhantes no Brasil.

Podemos até mesmo ir um pouco além e concluir que, no final, todos os elementos listados acima apontam para um mesmo problema comum. Mais especificamente: a baixa acumulação de capital, o mau uso da tecnologia disponível, o baixo progresso técnico, o mau gerenciamento das empresas, e o baixo nível técnico da mão-de-obra decorrem de uma causa maior: a estrutura regulatória e protecionista do país protege as grandes empresas da concorrência externa e impede (por meio das regulações anti-truste) que as mais ineficientes sejam adquiridas pelas mais eficientes e com melhor qualidade administrativa.

Estando blindadas da concorrência externa e não podendo ser adquiridas por outras empresas mais eficientes, não há realmente por que se importarem com produtividade. Não há grandes riscos.

Baixa produtividade significa crescimento econômico de má qualidade

Vale lembrar que a produtividade nada mais é do que o resultado de uma divisão. Divide-se o PIB (que, grosso modo, é o total de bens produzidos por uma economia) pelo número de trabalhadores, e assim se obtém quanto cada trabalhador produziu.

Logo, se a produtividade ficou estagnada, então tem-se a obviedade matemática de que o PIB foi conduzido majoritariamente pelo aumento da mão-de-obra (o famoso "bônus demográfico").

Ou seja, a economia cresceu simplesmente porque mais pessoas entraram no mercado de trabalho. Mais pessoas trabalhando e produzindo gerou um inevitável aumento dos bens e serviços produzidos (óbvio), e daí o PIB cresceu.

Mas isso é um crescimento "inercial". Não é um crescimento duradouro. É o tipo de crescimento que tende a estagnar tão logo o número de pessoas entrando no mercado de trabalho pare de crescer.

E aí começa o verdadeiro problema.

Segundo a teoria neoclássica, se um país adota novas tecnologias que aprimorem a produtividade de sua mão-de-obra, haverá desenvolvimento econômico. Essas novas tecnologias normalmente são criadas pelos países ricos; ao passo que o criador dessas novas tecnologias irá auferir lucros extraordinários no curto prazo, todos irão ganhar ao adotarem essa tecnologia no longo prazo.

Isso significa que economias em desenvolvimento deveriam ser capazes de se aproximar mais das nações desenvolvidas tão logo adotassem essas novas tecnologias. Consequentemente, os mercados emergentes de hoje deveriam estar mais ricos do que as economias avançadas estavam antes da criação dessas tecnologias.

E, como mostram os dados acima, isso não ocorreu. As tecnologias estão disponíveis para os países mais pobres, mas elas não geraram maior crescimento econômico. Como a produtividade se manteve (ou até mesmo caiu), isso significa que o crescimento econômico nos países mais pobres foi gerado pelo aumento da mão-de-obra, e não por novas descobertas.

Por que foi assim? Por que a adoção de novas tecnologias gerou crescimento econômico nos países mais ricos e não nos mais pobres?

O professor Ricardo Hausmann, da Universidade de Harvard, já abordou este problema. Ele se apoiou na mesma tese de Friedrich Hayek: segundo ele, trata-se de um problema de conhecimento.

Friedrich Hayek argumentou em seu ensaio O Uso do Conhecimento na Sociedade que o conhecimento necessário para o avanço econômico é fundamentalmente subjetivo e está disperso por toda a sociedade. Seria impossível, por exemplo, condensá-lo e transmiti-lo por completo.

Ou seja, a natureza tácita do conhecimento faz com que seja extremamente difícil transmitir corretamente, para os países pobres, todas as coisas que foram aprendidas pelos países ricos no passado. Assim como ninguém aprende a andar de bicicleta apenas lendo um livro de física, o verdadeiro conhecimento também só é absorvido quando colocado em prática, pelo método da tentativa e erro.

Portanto, segundo esta teoria, o conhecimento necessário para o desenvolvimento econômico não está mastigado e pronto para ser aplicado, como uma receita de bolo, em países que até então desconheciam esses conhecimentos. O real desafio de um país em desenvolvimento é descobrir quais são os melhores métodos a ser aplicados em sua economia. Deve-se levar em conta o conhecimento específico da população desse país e, após um longo (e talvez doloroso) processo de tentativa e erro, determinar o que funciona melhor.

A tese, em si, é irrefutável. Mas também não explica tudo. Pode-se igualmente pontificar aqui sobre todos aqueles itens citados na seção anterior (imediatamente abaixo do gráfico), bem como as incertezas geradas pelos respectivos regimes políticos, ou mesmo sobre as décadas de desastre monetário geradas pelos bancos centrais desses países. Tudo isso certamente será válido. Mas ainda incompleto.

A causa principal do atraso dos países pobres é outra.

Para prosperar, tem de arriscar

A realidade é que, no final, todo e qualquer crescimento econômico decorre de uma só atitude: a assunção de riscos.

É sempre necessário haver um grupo de indivíduos dispostos a colocar seu capital e patrimônio em risco, visando a implantar uma nova idéia ou um novo projeto, com o objetivo de auferir altos retornos financeiros caso o risco incorrido se comprove acertado — isto é, caso eles saibam satisfazer os desejos dos consumidores.

É assim que ocorre o crescimento econômico: indivíduos assumindo riscos ao investirem o capital próprio (ou emprestado por terceiros) em uma idéia, a qual eles esperam irá agradar terceiros (consumidores) que voluntariamente irão pagar por ela.

Não há crescimento econômico sem a tomada de risco. Não há prosperidade sem indivíduos assumindo riscos em investimentos incertos.

Nem todos os riscos assumidos produzem crescimento (sempre há os investimentos mal sucedidos), mas se houver uma grande quantidade de assunção de riscos, o crescimento ocorrerá.

O que nos leva às seguintes obviedades:

  • Se os riscos necessários para se alcançar o crescimento forem diminuídos, mais crescimento ocorrerá.
  • Se as incertezas (políticas, jurídicas, regulatórias, monetárias e fiscais) forem reduzidas, mais risco será tomado, e mais crescimento ocorrerá.
  • Se as recompensas para aqueles riscos que se comprovarem bem-sucedidos aumentarem (por exemplo, uma redução dos impostos sobre os lucros e ganhos de capital), mais crescimento ocorrerá.
  • Se o custo de se assumir riscos diminuir (redução da burocracia e dos encargos sociais e trabalhistas), mais riscos serão assumidos e mais crescimento ocorrerá.

De novo: todo e qualquer crescimento econômico decorre da assunção de riscos (investimentos arriscados em projetos incertos). E o impulso humano, em todo e qualquer lugar do mundo, sempre foi o de avançar assumindo riscos que tragam recompensas condizentes (pois isso é o que melhora seu bem-estar).

Se o arranjo governamental vigente desestimula a assunção de riscos e, pior ainda, pune os mais bem-sucedidos, então é óbvio que não haverá muita assunção de risco. E aí não haverá crescimento econômico duradouro.

Se as barreiras à assunção de risco não forem reduzidas, ou se a recompensa pela assunção de riscos não for aumentada, não há como aumentar a taxa de crescimento da economia.

É realmente simples assim.

Os corajosos foram mais recompensados nos países ricos

Por mais cruciais que sejam os debates sobre produtividade, uso da tecnologia e uso do conhecimento disperso na sociedade, a realidade incontornável é que nada disso terá qualquer serventia se não houver um grupo de indivíduos dispostos a incorrer em riscos para empreender. 

Sem a tomada de risco por parte de empreendedores, não há crescimento econômico substantivo.

Daí a importância de se criar um arranjo institucional que não crie barreiras ao empreendedorismo e à tomada de risco.

E, no final, é aí que está a reposta para as diferenças entre os países ricos e os países pobres: o ambiente empreendedorial.

Os países ricos são aqueles em que houve mais assunção de risco. E houve mais assunção de risco porque havia menos incertezas institucionais e menores punições para os bem-sucedidos (vide o fato de que, mesmo nos países escandinavos, o imposto de renda sobre pessoas jurídicas está entre os mais baixos do mundo).

Por isso, sim, acumular capital e fomentar a adoção de novas tecnologias (via abolição de tarifas de importação) são medidas cruciais. Porém, serão inócuas se não houver pessoas dispostas a incorrer em riscos para transformar idéias em coisas concretas. Sem pessoas tomando risco, não haverá crescimento econômico.

Consequentemente, o que é realmente crucial é abolir as barreiras que impedem estas pessoas tomadoras de risco (empreendedores) de atuar. Daí a importância de reformas estruturais que visem não apenas a aumentar a produtividade (e, consequentemente, o padrão de vida), mas também aumentar os incentivos à tomada de risco.

E isso envolve não apenas obviedades como flexibilizar o mercado de trabalho e o mercado de energia, reduzir burocracias, impostos e regulações, e permitir maior dinâmica concorrencial entre as empresas (para que as eficientes possam crescer e as ineficientes serem absorvidas ou desaparecerem), como também estabilidade monetária, fiscal e institucional: a certeza de que a moeda não será dilapidada (pois a recompensa do sucesso viria em uma moeda sem poder de compra), a certeza de que impostos futuros não serão aumentados (pois impostos maiores no futuro, além de serem um custo artificial, equivalem a punir os mais bem-sucedidos) e a certeza de que o arcabouço econômico e jurídico não será alterado.

Qualquer incerteza em qualquer um destes itens — e observe que todos estão ligados à política — já diminui os incentivos para a tomada de risco. Consequentemente, aniquilam qualquer perspectiva de crescimento econômico.

E, historicamente, os países mais pobres sempre foram aqueles que criaram mais incertezas no ambiente empreendedorial (afugentando os tomadores de risco). Com efeito, são pobres exatamente em decorrência disso.

Concluindo

No final, é realmente básico: para haver crescimento econômico é necessário haver pessoas com uma genuína mentalidade empreendedorial dispostas a incorrer em riscos para transformar idéias em coisas concretas. E tais pessoas só são abundantes em ambientes que lhes permitam atuar e, principalmente, usufruir as eventuais recompensas pelos riscos que assumiram.

Logo, as barreiras à atuação destas pessoas devem ser removidas ao máximo. Caso contrário, qualquer eventual acumulação de capital e adoção de novas tecnologias serão apenas perda de tempo e desperdício de recursos. Sem pessoas tomando risco, nada sai do lugar. E para haver tais pessoas, é necessário abolir as barreiras à sua atuação.

Foi isso o que historicamente fizeram os países ricos. E não foi isso o que historicamente fizeram os países pobres.


autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Pobre Paulista  07/10/2019 16:30
    O simples hábito de poupar, sem que haja investimentos lastreados nessa poupança, não seria ainda assim benéfico, por gerar uma pressão negativa nos preços finais dos bens de consumo?
  • Carlos Alberto  07/10/2019 16:34
    Sim, seria benéfico por este exato motivo que você citou. Mas, por si só, não gera produção. Não gera investimentos. Não gera tomada de riscos. Consequentemente, não gera aumento na oferta de bens e serviços. Logo, não gera enriquecimento e nem aumento de bem-estar.
  • PauloHMB  07/10/2019 20:38
    Creio que não pare ai, hipoteticamente, uma alta taxa de poupança reduziria os juros, e isso sinalizaria que há recursos para investir, o que incentivaria uma tomada de riscos na economia;
    Só há investimento se você se abster de consumir; não basta apenas ter vontade de investir sem antes se abster de consumir;
  • Vladimir  07/10/2019 16:56
    Tocou num ponto que eu já vinha pensando há um bom tempo. De nada adianta ter tecnologia disponível (a tecnologia hoje é mundial) e capital abundante (os juros nunca foram tão baixos no Brasil e no mundo) se não houver pessoas capazes e dispostas a colocar idéias em prática.

    São esses poucos que fazem a diferença.

    Os EUA são ricos porque tiveram seus Rockefeller, Carnegie, Vanderbilt, Gould, Morgan, Gates, Bezos, Walton, Jobs, Zuckerberg, Page, Brin etc. Indivíduos que se arriscaram e criaram coisas fantásticas.

    Em todo e qualquer lugar, a prosperidade sempre é criada por alguns poucos indivíduos corajosos e de perspicácia acima da média. São os enlightened few. Estes criam os produtos e serviços e o resto de nós apenas apreciamos.

    Como no Brasil nunca tivemos essa tradição de grandes empreendedores (os poucos que tivemos sempre dependeram de subsídio estatal), nunca atingimos o desenvolvimento.

    Pode até ser que mude no futuro, mas, por enquanto, sem sinais.

    Grande artigo.
  • Neto  07/10/2019 17:01
    E como liberar esse "espírito animal" dos empreendedores brasileiros?
  • Guilherme  07/10/2019 17:09
    Keynesianos diziam que era só abaixar juros e ter déficits orçamentários, que o boom econômico viria como que por gravidade.

    Bom, os juros estão nas mínimas históricas (aliás, caíram de 14,25% para 5,50%, uma queda fragorosa) e os déficits orçamentários são recordes (estamos tendo déficits primários desde 2014, algo inédito na história do real).

    E o crescimento? Afundou.

    Acho que um pouquinho de humildade cairia bem a essa gente. Se eles não aceitam a escola austríaca, que pelo menos aceitem a supply-side economics, adotada durante o governo Reagan e de sucesso (em termos de crescimento econômico) absoluto.

    Ter moeda estável e economia aberta, reduzir impostos, desregulamentar, desburocratizar, e permitir que lucros e ganhos de capital sejam usufruídos: é isso que gera investimentos.

    No Brasil, temos uma moeda zoada, uma economia fechada, impostos sobre pessoas jurídicas altíssimos (34%, muito maior que quase toda a Europa), e várias restrições ao empreendedorismo. Não há realmente como ter espírito animal. Aqui vai tudo pra títulos públicos.
  • anônimo  07/10/2019 17:29
    "E como liberar esse "espírito animal" dos empreendedores brasileiros?"

    Fazendo justamente o que texto afirma: criando um ambiente institucional amigável ao empreendedorismo.

    Quem é que vai empreender no Brasil sabendo que, além dos riscos do próprio negócio, tem uma carga tributária escorchante, um cipoal legislativo, regulações bizarras, riscos trabalhistas enormes, etc? Só os loucos.

    Abrir uma empresa é uma batalha de meses contra a burocracia. Sobreviver em um ambiente inóspito é muito difícil. Fechar formalmente um negócio que deu errado é quase impossível.

    Quem pensa em tudo isso, desiste antes mesmo de começar.

    É muito mais fácil emprestar o dinheiro para o governo e não fazer nada.
  • Intruso  07/10/2019 17:37
    Sim, mas é crucial também incentivar a imigração de empreendedores estrangeiros altamente capacitados e ambiciosos. Não se esqueçam de que foi assim nos EUA: todos aqueles grandes empreendedores que o Vladimir citou acima eram de família imigrante.

    Imigrantes, justamente por estarem dispostos a tudo (afinal, saíram de seu próprio país), são muito mais propensos a tomarem riscos do que magnatas brasileiros já estabelecidos e protegidos em sua confortável reserva de mercado.

    O governo tem de incentivar e liberar geral a vinda de estrangeiros capacitados, se possível concedendo várias isenções tributárias.
  • Felipe Lange  07/10/2019 22:54
    Concordo. Aí alguém pode falar o seguinte "Ah mas esses imigrantes irão viver de assistencialismo. ". Mas esse é um argumento para acabar com o estado de bem-estar social, não contra imigração. É a mesma coisa em falar que não pode abrir o mercado para importações porque os empresários domésticos são massacrados com burocracias e impostos domésticos. E tem outra coisa: imigrante assalariado ou empresário também é roubado pelo estado, se seguir essa lógica perversa de imposto que muita gente defende.
  • anônimo  08/10/2019 01:19
    Aceitar imigrantes de países de terceiro mundo é aceitar a cultura e costumes dos mesmos. E dado que o lugar que vieram é uma porcaria, proporcionado pela cultura e costumes, logo a cultura deles deve ser modificada de acordo com a cultura local para que a prosperidade local continue.

    Só que tal coisa não pode mais ser feita, graças ao politicamente correto. A imigração atual não tem como dar certo como a que dava no passado.
    O welfare state para imigrantes é apenas a ponta do iceberg, a cereja do bolo, quase todos eles não tem como serem produtivos como os cidadãos locais.
    mobile.twitter.com/StefanMolyneux/status/1180659227850768386
  • Felipe Lange  08/10/2019 21:44
    Gostava muito do Stefan, mas ele ficou com essa tara de Q.I. e supremacismo, que eu fiquei até enojado.

    Qualquer ser humano pode ascender, só o estado parar de atrapalhar. Esse discurso vitimista é coisa de comunista que posta besteira no Twitter enquanto mora numa casa chique na Avenida Paulista. E pior que é uma ideologia elitista. "Vocês fiquem aí! Vocês que aguentem o estado aí, quem mandou nascer nessa linha artificial... "

    Chega a ser idiota porque eu fui para os EUA como imigrante.
  • [OFF]  07/10/2019 17:34
    g1.globo.com/economia/noticia/2019/10/07/bc-propoe-regulamentar-que-brasileiros-possam-ter-conta-em-dolares-no-futuro.ghtml
  • Leandro  07/10/2019 17:53
    É uma ótima medida, embora ainda um tanto tímida. O ideal seria liberar a circulação de dólares aqui dentro, permitindo transações legais nesta moeda. Tal medida é defendida por nós há muito tempo. Eis o argumento:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2089
  • Fabiano  08/10/2019 03:42
    Extremamente restritiva. Só alguns pouquíssimos nababos é que terão este privilégio.

    moneytimes.com.br/pessoas-fisicas-nao-poderao-ter-contas-em-dolar-indiscriminadamente
  • Bebê austríaco.  07/10/2019 18:23
    " (...)por causa da má qualidade dos administradores e gestores, as empresas destes países não foram capazes de tirar o máximo proveito possível da incorporação de novas tecnologias — ou, mais ainda, essa incompetência impediu que muitas das tecnologias sequer fossem adotadas."


    Isso seria o caso de uma empresa que usa máquinas ou ferramentas e equipamentos defasados, em mau estado ou improvisados? já trabalhei em empresas e quando levava essa questão ao chefe, ele dizia que maquinas mais novas "são caras" ou " eu teria que demitir". Isso se aplica?
  • Felipe  07/10/2019 18:35
    É bem por aí. Muitas vezes esta "incompetência administrativa" está ligada também ao alto custo de peças de reposição (causado por câmbio desvalorizado ou tarifas de importação altas). Aí, realmente, o administrador não pode fazer mágica. Mas ainda assim fica com a culpa pela má gerência.
  • Bebê austríaco.  07/10/2019 18:55
    Obrigado Felipe.
  • Henrique Z.  07/10/2019 18:50
    Essa pauta é deliciosa. A criação espontânea baseada no aprimoramento produtivo anterior aumenta a produtividade, a qualidade e a capacidade de oferta, com o bônus de reduzir cada vez mais o custo final daquilo que é vendido. É por isso sou contra qualquer tipo de patente.

    A patente nada mais é do que um privilégio estatal onde o sujeito tem a prerrogativa de posse sobre um design, fórmula ou processo. Isso nada mais é do que uma espécie de socialismo com viés fascista.

    Falo isso pois está cada vez mais difícil vender qualquer coisa para a Europa e EUA. As grandes empresas fecharam tanto o cerco lá que até fórmulas simples estão travadas, restritas para os oligopólios. Algo de muito ruim vai acontecer por aquelas bandas se não for rompido o status quo.
  • Pobre Mineiro  07/10/2019 19:09
    Trabalho com programação de computadores há décadas; só de uns 5 anos pra cá, que descobri que existem algorítmos patenteados !!! Fui pesquisar isso e fiquei estarrecido, sim, existem patentes de algorítimos.

    Logo eu posso já ter violado alguma patente sem saber...
  • Karl Marx  07/10/2019 19:02
    Os países em desenvolvimento estão controlados por uma elite capitalista que explora os trabalhadores. O nível de vida do cidadão caí, enquanto os grandes capitalistas nadam no dinheiro. Meu Deus eu estou falando isso a mais de 100 anos!!! Acho que eu deveria ter escrito uma versão do Capital para crianças. Está tudo lá.
  • F. Engels  07/10/2019 19:08
    É isso aí, camarada! Já na Suíça e nos EUA quem está no controle de tudo é o proletariado, que assumiu o controle dos meios de produção, enquanto os outrora ricos capitalistas estão chafurdando na miséria. Por isso eles são desenvolvidos.

    Vida longa ao Capital (o seu livro, e não o econômico)!
  • David  07/10/2019 19:02
    Uma coisa que tem de ficar em segundo plano é essa neurose de ficar "criando emprego". Empregos decorrem de investimentos. Ponto. Se os investimentos forem bons, empregos surgirão normalmente.

    Ficar concentrado demais em taxa de desemprego, como fazia o governo Dilma, leva apenas a mais destruição econômica, porque aí vão colocar o estado para cumpri esse objetivo.

    Se o Estado resolver contratar todos os desempregados para fazer uma obra eterna de cavar e aterrar um enorme buraco, isso não vai gerar riqueza nenhuma. Mesmo tendo pleno emprego, o país estará apenas destruindo riqueza (custo de oportunidade pelo tempo perdido, já que estas pessoas poderiam estar fazendo algo mais útil e dê valor para a humanidade).

    É apenas criando produtos, soluções e serviços para pessoas dispostas voluntariamente a pagar (com dinheiro ou com outros serviços) que se gera valor e crescimento.
  • Maurício  07/10/2019 19:24
    Sim, a riqueza nasce da verdadeira necessidade atendida. Mesmo que seja uma necessidade que não é básica.
  • Ex-Keynesiano  07/10/2019 19:31
    E discurso falacioso de "criar/gerar empregos" é um discurso para o povo, porque se o governante dizer a verdade, num ganha eleição nem pra vereador.




    O objetivo de uma economia não é nem "criar empregos" e nem "proteger empregos"

    Esse artigo abriu meus olhos.
  • Godoy  07/10/2019 19:28
    Excelente artigo. Moral da história: quanto mais liberdade melhor para o enriquecimento de todos. Do contrário, quanto mais expandido for o governo, mais se enriquece uma minoria ao custo da liberdade e oportunidade de enriquecimento da maioria. Simples e confirmado pelo exemplo de outros países: aqueles com mais liberdade alcançaram maior sucesso e qualidade de vida através de inovação e empreendimento livre.
  • Mário Fontana  07/10/2019 19:32
    Sim, tomar risco é essencial para o progresso, mas a riqueza de um país também está no conhecimento que seus cidadãos possuem. Sem conhecimento, uma sociedade se torna inerte e frágil, principalmente em relação a seus governantes.
  • Humberto  07/10/2019 19:38
    Tá tudo ligado. O conhecimento leva a criações. O surgimento de uma criação sempre leva ou a aprimoramentos ou a novas criações.

    A inovação (novo conhecimento) gera não apenas novos produtos, mas também novas empresas e várias novas indústrias. E a inovação cria riqueza; riqueza essa que, em última instância, será distribuída por toda a economia.

    A inovação ajuda a aquecer a economia e gera novos empreendimentos.

    A riqueza, portanto, advém da expansão da informação, do conhecimento, da inovação e, é claro, dos lucros e da criatividade. Essa expansão é o que enriquece os seres humanos.
  • HELLITON SOARES MESQUITA  07/10/2019 20:14
    Tem várias coisas nessa parada que devem ser levados em consideração.
    1 - Muita vezes a moeda é desvalorizada, mas a produtividade continua alta. Então você vende algo por 10R$ mas se fosse vender na Europa custaria 100R$.
    2 - Muitas pessoas exercem atividades não produtivas como ser funcionário publico. Em todo o país tem funcionalismo, porém leis que mantém que não produz é prejudicial.
    3 - As antigas leis facilitavam a construção de fábricas, rodovias e outras estruturas. Hoje em dia a burocracia apesar de ser igual nos dois países eles fizeram primeiro. Hoje eles só precisam se adaptar as novas leis, já nos países desenvolvidos já tem que começar com um alto investimento.
  • Kalecki  07/10/2019 22:08
    "Muitas pessoas exercem atividades não produtivas como ser funcionário publico"

    Não concordo que ser funcionário público seja uma "atividade não produtiva" exceto quando um político contrata assessores ou outros cargos para não fazer nada ou quando a pessoa tem uma atitude ociosa em virtude das regalias do cargo. Sou contra a estabilidade dos funcionários públicos pois, por não estarem sujeitos a demissão ele não não trabalham com a mesma dedicação que tiveram para estudar e passar nas provas.
  • Daniel  07/10/2019 23:50
    Mas realmente não é produtivo. E é fácil explicar por quê:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2761


    E, de bônus, veja isto:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2814
  • Kalecki  08/10/2019 18:53
    Obrigado Daniel, está claro agora.
  • Estado o Defensor do Povo  08/10/2019 02:18
    Mas funcionários públicos não são produtivos mesmo, pelo menos a grande maioria deles não, se o salário de um funcionário público for maior do que o que ele receberia num livre mercado genuíno então ele está destruindo riqueza,não importa qual seja a função dele, a única possibilidade que eu vejo de que um funcionário público esteja TALVEZ criando riqueza é se o salário dele for igual ou mais baixo do que o que ele teria num livre mercado, como por exemplo alguns professores do ensino básico que recebem 2 mil e pouco por mês, e isso TALVEZ porque ninguém está pagando voluntariamente para ele estar ali, mas agora tem empregos públicos que ativamente destroem riqueza, como por exemplo os fiscais de patinete, nesse caso a função deles é destruir mesmo a vida dos outros, o valor de mercado deles é negativo.
  • John Maynard Keynes  08/10/2019 19:01
    O funcionário público vai consumir como qualquer outra pessoa, logo isso movimentará a economia...não vou me delongar muito... quando os austríacos vão entender que PRODUÇÃO e CONSUMO são como duas rodas de uma bicicleta? uma está intrinsecamente ligada a outra.
  • Bronson  08/10/2019 21:36
    É isso aí. Tomar dinheiro de uns e repassar a outros gera riqueza para todos. Tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

    Quem poderia dizer que não?

    Aliás, aproveitando a deixa, devo dizer que acho bobagem punir assaltantes. Afinal, todo assaltante sempre irá gastar o dinheiro que roubou (ele rouba dinheiro exatamente para poder comprar coisas). Logo, ao gastar o dinheiro roubado, esse dinheiro volta para "a sociedade", e todos enriquecem.

    Se, por exemplo, o dono de uma padaria tem seu estabelecimento assaltado, é irracional querer que os assaltantes sejam presos. Afinal, eles irão gastar esse dinheiro. E, ao fazerem isso, o dinheiro retorna para sociedade e todos ficam melhor do que estavam antes. Quem garante são os keynesianos. Logo, acho irracional tipificar o assalto como crime.

    Aliás, por que parar no assalto? O mesmíssimo raciocínio vale para a corrupção. Quando um político desvia dinheiro para si próprio, ele irá futuramente gastar esse dinheiro (afinal, não se come dinheiro). Ato contínuo, ao gastar o dinheiro que roubou, esse dinheiro volta para a sociedade. E todos enriquecem.

    A conclusão é que quanto mais empreendedores forem roubados e quanto mais dinheiro for desviado e extraído do povo, mais eles devem agradecer, pois esse dinheiro irá voltar para eles. E, ao voltar, todos ficarão mais ricos. Consequentemente, quanto maior for o roubo e a corrupção, mais rica será a sociedade.

    Quem pode discordar?


    P.S.: É impressionante a quantidade de gênios que habitam esse país. Ainda mais incrível é que ainda não estejamos todos andando de quatro e se comunicando por meio de um relincho...
  • Felipe Lange  07/10/2019 22:19
    Os salários no Brasil mal mudaram. Houve algum aumento em meados dos anos 60 até os anos 70 (mas o "milagre econômico" foi uma farsa, já que logo depois viria uma hiperinflação ainda mais galopante), do começo do Plano Real até meados dos anos 2000, depois de 2004 até por volta de 2010. Foram décadas e décadas perdidas.

    É um problema fácil de resolver... só o estado parar de atrapalhar. Abrir os investimentos para o estrangeiro e nacional. Se a mão de obra doméstica não prestar, que se importe então. Assim foi feito em Hong Kong e até na Argentina e Venezuela, quando ainda eram países decentes e que punham medo em países europeus. Essas concessões na infraestrutura vão melhorar alguma coisa, mas o melhor é simplesmente desestatizar. Esquece esse negócio de político gastar mais com "ensino básico e médio". Pelo amor de Rothbard, ninguém precisa aprender Bhaskara para bater prego. Nordeste, que outrora foi uma região próspera no Brasil Colonial, hoje sofre por causa dessa porcaria de CLT que ninguém ousa mexer. Jurista quer alterar a Lei da Física e colocar o cara que está em aplicativo para passar fome e mendigar emprego.

    Se o ambiente for livre, até uma região com lava radioativa prospera. No Brasil a Receita Federal quer taxar até doação. Assim não dá gente, isso é ridículo. A alfândega brasileira é soviética, acho que até um porto de alguma colônia luso-africana funcionava melhor. Quase metade da população brasileira tem nem onde cagar (um pedacinho de papel higiênico e já entope a porcaria do encanamento).

    Alguém dê artigos do Leandro para o Tarcísio ler (Ministério da Infraestrutura). As ferrovias precisam ser ampliadas. A infraestrutura brasileira é medonha e asquerosa (e isso que a infraestrutura americana nem é tão boa assim, se comparar com alguns países asiáticos e europeus), peça de suspensão de carro não dura nada, lombada que não cumpre norma do próprio Contran... só no Brasil que eles ficam enchendo com esse lixo que ajuda assaltante, aumenta consumo de combustível, poluição... causa uma depredação na economia que os economistas são incapazes de prever com precisão.

    Descentralizar a legislação penal, liberar porte e posse de armas (revogar tudo, voltar à legislação de antes do FHC), parar de dar poder para vagabundo que só sabe encher o saco do povo... capital federal poderia voltar a ser o Rio de Janeiro, pelo menos assim parte da farsa acaba. Se o cara é assaltado até em fila de hospital, como é que um capitalista de fora vai querer investir num ambiente desse?

    Uma coisa particularmente irritante nesse governo é a tara chicaguista de "estado eficiente" e "imposto eficiente". Os caras agora estão com ideia de roubar até nos supostos "direitos trabalhistas". A parte monetária também está sendo uma bela porcaria, dando saudades do Temer.

    Confesso de que estou muito simpático ao movimento CSI (Combustível Sem Imposto), eles são muito engajados e fogem desse negócio de gradualismo.

    Vamos ver se eles privatizam mesmo essas estatais. Se ninguém comprar, doando essas porcarias para ONG de direito de bicho já estamos no lucro.
  • Eduardo  15/10/2019 20:58
    "Alguém dê artigos do Leandro para o Tarcísio ler (Ministério da Infraestrutura). As ferrovias precisam ser ampliadas. A infraestrutura brasileira é medonha e asquerosa (e isso que a infraestrutura americana nem é tão boa assim, se comparar com alguns países asiáticos e europeus), peça de suspensão de carro não dura nada, lombada que não cumpre norma do próprio Contran... só no Brasil que eles ficam enchendo com esse lixo que ajuda assaltante, aumenta consumo de combustível, poluição... causa uma depredação na economia que os economistas são incapazes de prever com precisão."

    Acho que sua impressão sobre o Ministro Tarcísio está um pouco equivocada. Se tem alguém que entende tudo isso (e está trabalhando para resolver) é ele.
    Obviamente não vai ficar bom do dia pra noite pois precisamos de trilhões de investimento.

    Mas ele é o melhor ministro deste governo, o melhor que tivemos nos últimos 30 anos e talvez o melhor que este país já teve... Nem a imprensa anti-Bolsonaro consegue atacá-lo.
  • Felipe  17/10/2019 14:04
    Também estou surpreso com ele. Dá até vontade de ser estatista, depois de ver aquele monte de asfalto que ele está colocando Brasil afora... ele fica quieto e vai lá e faz.
  • Dedé   07/10/2019 23:28
    Já tinha lido no livro do Taleb que o que tornaram os EUA tão rico foi o fato de terem uma cultura que incentiva a tentativa e erro. É cultural, ou já foi, tentar ter o próprio negócio e assumir riscos.
  • Felipe Lange  08/10/2019 00:57
    Quando o ambiente é livre (como era o país por décadas no século XIX), seria surpresa se isso não acontecesse.
  • Estado o Defensor do Povo  08/10/2019 19:35
    Não vejo isso como coisa de EUA, vejo isso como coisa de ser humano, eu sempre fica muito com um pé atrás quando leio nos livros esse tipo de frase:"a cultura de tal lugar é de ser trabalhador","é ser honesto","brasileiro é desonesto","holandês é disciplinado","americano é perseverante".
    São só frases de efeito jogadas no ar que não querem dizer absolutamente nada, tamanha a subjetividade delas, assim como é impossível fazer esse tipo de verificação, em termos mais rigorosos não levo esse tipo de informação a sério, só serve pra jogar conversa fora com os amigos.
    Em qualquer lugar o ser humano naturalmente vai empreender, basta você tirar os freios do Estado da jogada que as coisas inevitavelmente começam a caminhar.
  • Felipe  17/10/2019 14:00
    O tanto de brasileiro que já vi empreendendo, apesar do estatismo... gente vendendo água gelada e paçoca em ônibus (eles traziam até uma alegria), pessoa vendendo morango perto da câmara municipal, sujeito vendendo rede em avenida... é só o estado não encher o saco que todo mundo pode prosperar.
  • Constatação  07/10/2019 23:40
    Pergunta off-topic:

    Quando se diz que a dívida pública de um país é de 90%do PIB, mas ao mesmo tempo sabe-se que o PIB também inclui gasto do governo, é correto dizer que a dívida pública em relação a economia real extrapola os referidos 90%?
  • Humberto  07/10/2019 23:49
    Correto. Por isso, o ideal é comparar a dívida pública com a arrecadação do governo. E aí você passa a ter uma ideia de quantos anos de arrecadação são necessários para se zerar a dívida pública.
  • Estado o Defensor do Povo  08/10/2019 02:00
    Dívida pública é unicamente a dívida do Estado? Tipo, não conta dívida de famílias ou empresas normais?
  • Felipe Lange  08/10/2019 13:43
    Sim, apenas a dívida estatal.
  • Em busca da verdade  08/10/2019 12:24
    O segredo é aumentar a produtividade de forma substancial, como fez a Coreia do Sul, mostrada no gráfico. Isso significa expandir/criar segmentos empresariais altamente produtivos. Não é o caso por ex de shopping, restaurante, serviço de motorista particular, lojas, bares, lanchonetes, farmácia, padaria, petshop, etc. coisas que cresceram mt no gov Lula. Mas é o caso de industrias de média e alta complexidade tecnológica e de serviços sofisticados, como TI, ligados a elas e outras empresas. E para executar essa tarefa complexa, precisa haver uma parceria inteligente entre Estado e setor privado. Foi é assim na Alemanha, EUA, Coreia do Sul, Japão etc. Isso não deu certo ainda no Brasil. As tentativas foram frustradas, vide PND do Geisel e NME da Dilma.
  • Daniel  08/10/2019 14:03
    "Mas é o caso de industrias de média e alta complexidade tecnológica e de serviços sofisticados, como TI, ligados a elas e outras empresas."

    Até aí, ok. Mas tudo isso é apenas um desejo seu. Você não tem como provar que isso é uma genuína demanda dos consumidores. Consequentemente, você não tem como provar que tais empreendimentos seriam viáveis.

    De novo, tudo isso não passa de um mero desejo seu.

    "E para executar essa tarefa complexa, precisa haver uma parceria inteligente entre Estado e setor privado."

    Genial. Dado que você não sabe se os consumidores voluntariamente estão demandando isso, então a solução é tomar dinheiro dos pagadores de impostos e repassar a políticos e burocratas, seres oniscientes que têm o dedo no pulso do mercado, né? Estes sim sabem o que deve ser produzido. Principalmente, eles sabem como "criar indústrias de média e alta complexidade tecnológica e de serviços sofisticados, como TI"!

    Afinal, é exatamente por serem empreendedores muito bem-sucedidos nos ramos mais avançados da economia que eles se tornaram... políticos.

    Ah, sim, "parceria inteligente entre Estado e setor privado" foi exatamente o que descambou na Lava Jato.

    Impressionante como não aprendemos nada e não esquecemos nada.

    "Foi é assim na Alemanha, EUA, Coreia do Sul, Japão etc."

    EUA e Alemanha? Prove.

    Na Coreia do Sul de fato há as Chaebols, monumento de privilégios e ineficiências. Mas como as sociedades asiáticas são, por definição, subservientes a autoridade, ninguém reclama. E, obviamente, os megaepresários com boas ligações políticas vivem vidas nababescas à custa dos pagadores de impostos.

    E nêgo diz que isso é a solução para o Brasil, sendo que tudo isso já foi feito e acabou na Lava Jato. Inacreditável.

    "Isso não deu certo ainda no Brasil. As tentativas foram frustradas, vide PND do Geisel e NME da Dilma."

    E, obviamente, dado que nunca deu certo aqui, é claro que a solução é apenas "tentar mais uma vez", pois desta vez será diferente....
  • robson santos  09/10/2019 03:25
    "Afinal, é exatamente por serem empreendedores muito bem-sucedidos nos ramos mais avançados da economia que eles se tornaram... políticos."

    Touché!

    Justamente essa frase irônica, que deveria servir de reflexão aos brasileiros, acaba por resumi-los à "me engana que eu gosto".
  • Vladimir  08/10/2019 14:04
    "Mas é o caso de industrias de média e alta complexidade tecnológica e de serviços sofisticados, como TI, ligados a elas e outras empresas."

    Dizer que é necessária intervenção estatal (ou seja, a atuação de burocratas) para criar serviços de TI e indústrias de média e alta complexidade tecnológica é a mais completa admissão de ignorância não apenas econômica, como também, e principalmente, tecnológica.
  • Em busca da verdade  08/10/2019 19:37
    Nós concordamos que o Brasil só ficará rico quando se tornar altamente produtivo e isso implica necessarimente desenvolver setores de alta produtividade, que não é o caso de shopping, restaurante, serviço de motorista de aplicativo, lojas, bares, lanchonetes, farmácia, padaria, petshop, mercados, pastelarias, cabeleireiros, serviço de limpeza, etc. em resumo, o que basicamente cresceu durante o milagre econômico da era Lula. Daí ter sido um crescimento fadado a estagnar e a gerar, e gerou, vários desquilibrios externos e internos. Não tinha como dar certo. Na realidade, esses setores citados têm a mesma eficência, baixa, por sinal, no mundo todo, e não tem como aumentar. Do Brasil à Noruega, passando pela Suiça e Alemanha. É exatamente a mesma coisa. Ou seja, um cabeleireiro num país nórdico é tão bom quanto no Brasil, um motorista na Bolívia é tão bom quanto na Suiça. A diferença, que separa rico e não rico, está não na qualidade dos trabalhadores, essencialmente, mas sim no que é produzido e na estrutura para se produzir determinadas coisas. Portanto, é preciso fazer surgir/criar determinados segmentos, que são da indústria ou que giram mais ou menos ligados a ela, pra ficar rico. Não há outro jeito. Vale enfatizar que a questão não é fazer muito bem o que já fazemos, como lojas, bares, lanchonetes, farmácia, padaria, etc. Afinal não há como aumentar a produtividade desses setores, que já é baixa. Só dá pra aumentar preço. Na verdade, a diferença entre Brasil e países ricos, nesses últimos setores, tá só no preço. Por ex, um corte de cabelo na Alemanha é muito mais caro do que aqui. Daí o cabeleireiro alemão ganhar bem. Mas a Alemanha produz coisas com alta produtividade, que o Brasil não produz. Temos que fazer coisas desse jeito também. Qual o caminho? A meu ver, e aqui tá a diferença entre nós, acho que precisa dum empurrão do Estado, muito bem estudado. Uma coisa que aposto que seja um caminho é desvalorizar o real e fornecer capital pra indústria, a taxas muito baixas, trazendo a universidade de excelência para o jogo. Claro, que precisaria fazer uma contençao fiscal poderosa pra conta fechar e não ter inflação, a qual faria o efeito cambio desvalorizado perder todos eu efeito.
  • robson santos  09/10/2019 03:26
    "Na verdade, a diferença entre Brasil e países ricos, nesses últimos setores, tá só no preço. Por ex, um corte de cabelo na Alemanha é muito mais caro do que aqui. Daí o cabeleireiro alemão ganhar bem. "

    Hein??

    Um monte de frases desconexas da realidade em seu texto, só frisei essa, porque é espetacularmente hilária.

    Então o cabeleireiro brasileiro deve só aumentar o preço do serviço, e aí passará a "ganhar bem". Basta só mudar a cultura egoísta do brasileiro que não quer pagar um preço justo num salão de beleza, é isso mesmo??

    Ora, o cabeleireiro brasileiro deveria se mudar com mais frequência para a Alemanha, lá alemães os receberiam muito bem porque gostam de doar suas economias sentados numa cadeira! Ficariam ricos iguais aos lavadores de prato brasileiros nos E.U.A., afinal lá eles são muito valorados já que lá eles ganham muito mais lavando pratos do que aqui.. Ora, não tem essa de percepção do valor de bens e serviços, sem essa de padrão de vida do alemão ou do americano médio, nada disso..

    Aliás, nada sobre impostos, burocracias, segurança jurídica, moeda, salário médio, poder de compra, custo de vida, valoração do serviço, produtividade.. só os preços altos explicam tudo!
    Impressionante, temos um mini tratado de economia aqui!
  • Em busca da verdade  09/10/2019 12:29
    robson, eu não disse que o cabeleireiro brasileiro deve aumentar o preço do corte. Só enfatizei que a razão do cabeleireiro na Alemanha ganhar bem e no Brasil mal está na diferença de preço do corte, afinal a eficiencia é a mesma, o serviço é o mesmo, feito do mesmo jeito. Pesquise pela diferença entre cortes de cabelo no mundo. Quanto mais rico o país, mais caro é o corte.

    E por que o cabeleireiro na Alemanha consegue cobrar caro e o daqui não?

    Bom, no desenvolvimento econômico, à medida que uma parte da economia, na verdade, certos serviços e industrias sofisticados, muito produtivos, se expandem bastante e o país vai ficando rico, ocorre uma inflação no preço de serviços de baixa produvidade como cabeleireiro, manicure, e vários outros. Então a solução para o cabeleireiro no Brasil ganhar bem é o Brasil ficar rico.
  • Régis  09/10/2019 12:55
    Sua comparação de cabeleireiro é errada simplesmente porque desconsidera a enorme amplitude de preços deste mesmo serviço no Brasil.

    Em pequenas cidades do interior, você ainda consegue cortar o cabelo por R$ 10 (aliás, se quiser se arriscar, corta até por R$ 5). Já em bairros chiques de São Paulo, dificilmente um corte sai por menos de R$ 60.

    Ou seja, o mesmo país, a mesma moeda, o mesmo serviço, a mesma produtividade, e uma diferença de preço de 500%.

    Na Alemanha certamente ocorre a mesmíssima coisa. O preço de um corte de cabelo no distrito financeiro de Frankfurt certamente é muito maior do que em uma cidadezinha pequena perto da fronteira com a Polônia.

    Com efeito, é provável que um corte de cabelo numa cidade ínfima e desconhecida da Alemanha seja mais barato do que em um bairro chique de São Paulo.

    No final, a explicação é a mesma: subjetivismo do consumidor. Eu mesmo não aceito pagar mais de R$ 20 por um corte de cabelo (moro no interior do ES). Por outro lado, tem gente que acha vergonhoso pagar menos de R$ 50 por este mesmo serviço. Que bom que o mercado provê de acordo com o gosto de cada um.
  • anônimo  09/10/2019 12:01
    Continua equivocado.

    Mesmo negócios simples, como farmácias, cabeleireiros e lojas de bairro podem (e costumam) ter aumentos de eficiência e produtividade.

    Compare o número de funcionários de uma varejista de 20 anos atrás com o de hoje.

    Compare a rede de distribuição, a variedade de produtos e serviços, o controle dos estoques, as novas opções de pagamento, de uma farmácia.

    Não por outra razão, as farmácias de bairro praticamente desapareceram com a ascensão das grandes redes.

    Cabeleireiros dispõem de novas ferramentas e novos produtos que aumentam sua produtividade e ampliam as escolhas dos clientes. Seu trabalho não se resume a abrir e fechar uma tesoura.

    Já reparou que no Brasil praticamente já não existem mais mulheres de cabelo crespo? E por que isso? Porque as preferências dos consumidores, sejam elas quais forem, permitiram o desenvolvimento de novas técnicas para o atendimento desta demanda. Antigamente, alisamento de cabelo era um serviço caro e para poucas. Hoje, mesmo uma empregada doméstica tem acesso a este serviço, se assim o desejar. Se a moda voltar a ser cabelo crespo, pode ter certeza que novas técnicas e produtos serão desenvolvidos para atingir esta finalidade com menor custo e menor tempo.

    Esse aumento de eficiência implica em menores custos para o consumidor, que pode utilizar as economias geradas pela redução de preço para investir ou consumir outros produtos.

    Quanto à solução que propõe, desvalorização cambial , crédito subsidiado para a indústria e expansão das universidades públicas, foi colocada em prática pela Dilma. O resultado dessa aventura não foi bem o que você afirma que aconteceria se repetíssemos a experiência.
  • Em busca da verdade  09/10/2019 16:06
    anônimo , claro que esses serviços não sofisticados como farmácia podem eventualmente obter algum ganho de produtividade, por exemplo, ao se darem por meio de grandes redes com administração profissional. Porém, não muda o que eu disse em nada, afinal, na essencia, continuam sendo serviços intrinsicamente de baixa produtividade. E por mais inovação que se faça e se tente melhora-los, continuaraõ sendo de baixa produtividade. É assim no mundo todo. E o máximo que uma nação conseguirá dependendo tanto dessses tipos de serviços, caso do Brasil, é ser de renda média. E superar essa armadilha implica necessariamente desenvolver industrias e serviços sofisticados, no caso do Brasil. Só poderia ser diferente se o Brasil fosse um país com grande quantidade de riqueza natural por habitante, como Kwait. Mas não é nosso caso.
  • Guilherme - Quito Ecuador (coisa está feia)  09/10/2019 13:32
    Já começou errado ao considerar que o Brasil possui apenas diferença com países ricos, o Brasil sequer é um país pobre normal. Num país pobre normal a parcela mais qualificada da população que tem empregos melhor remunerados consegue sair pra trabalhar sem muita preocupação em tomar um tiro, não precisa enfrentar taxas de desemprego de 2 dígitos, consegue ir e voltar do trabalho pagando centavos de dólar em uma passagem de transporte público, as taxas de investimento rodam na casa dos 20% do PIB dando horizonte de dias melhores, o lazer é plenamente acessível, os bairros principais são jóias coloniais com muito entretenimento barato, parques para todos os lados e alimentação fora de casa com comida local custa uns tostões.

    E tem também para os pobres, alimentos produzidos no próprio país são tão baratos que até mendigo consegue comprar, os jovens em início de carreira não precisam morar em cortiços que parecem cativeiros a dezenas de quilômetros dos locais de trabalho e sim alugam quartos em condomínios decentes no centro não degradado.
  • Wesley  08/10/2019 19:08
    Confirmado, UE(União Estupida), não vai assinar o "acordo" com o Mercosul alegando que o Brasil é a causa, que franceses safados kkk não querem que o povo compre alimentos mais baratos, ei alguém poderia me recomendar livros sobre economia
  • Estado o Defensor do Povo  08/10/2019 20:08
    As seis lições, não é total economia mas é muito bom pra começar.
  • Wesley  08/10/2019 23:44
    Obrigado
  • A Mão Invisível Desenha  09/10/2019 02:02
    Olá, pessoal. Criei um canal no qual eu apresento os artigos aqui do Instituto em animação. Acabei de postar o primeiro vídeo e gostaria muito que vcs fossem lá dar uma força.

    O nome do canal é o mesmo que está aqui.

    www.youtube.com/watch?v=iCqtejmf1v8
  • Tarabay  09/10/2019 14:06
    Não consegui abrir o vídeo. Consta a mensagem "vídeo privado".
  • Wesley  09/10/2019 15:35
    Libera ai mano, tá privado
  • Yuri Vianna  09/10/2019 02:45
    Leandro (demais também podem comentar)

    Poucos dias atrás, numa entrevista o economista Alexandre Schwartsman disse que o nó que trava a recuperação da economia brasileira está no lado fiscal. Para ele, enquanto a trajetória da dívida pública não estabilizar (ou pelo menos ter previsão de estabilizar) o pais não voltará a crescer, pois o setor privado (que pensa a longo prazo) não irá investir.

    Mas, salvo engano, me parece que você (por alguns dos seus comentários aqui no IMB), se preocupa mais com a questão do câmbio estável/moeda forte.

    Qual dos dois problemas,se fossem solucionados (e sei que isso é difícil) teriam mais capacidade de contribuir pra recuperação da economia brasileira? Imagine que você, num passe de mágica pudesse resolver um deles, qual você escolheria?
  • Leandro  09/10/2019 12:13
    "Poucos dias atrás, numa entrevista o economista Alexandre Schwartsman disse que o nó que trava a recuperação da economia brasileira está no lado fiscal. Para ele, enquanto a trajetória da dívida pública não estabilizar (ou pelo menos ter previsão de estabilizar) o pais não voltará a crescer, pois o setor privado (que pensa a longo prazo) não irá investir."

    Sim. Este é um ponto que eu mesmo venho fazendo há um bom tempo. Eis o que foi escrito em um artigo de abril de 2016:

    "Um aumento dos déficits e do endividamento significa que o governo muito provavelmente aumentará impostos no futuro. Contas desarranjadas não duram por muito tempo. Se o orçamento do governo está uma bagunça, o empreendedor sabe que o ajuste futuro muito provavelmente será via aumento de impostos. Sempre chega o momento do rearranjo.

    Empresas planejam a longo prazo. Investimentos produtivos são investimentos de longo prazo. Aumentos de impostos geram custos adicionais no longo prazo e alteram totalmente o cenário no qual as empresas inicialmente basearam seus planos de investimentos. Como investir quando não se sabe nem como serão os impostos no futuro?

    Elementos como previsibilidade, facilidade de empreender e custo tributário são cruciais. Mudanças abruptas que afetam a previsibilidade, que elevam a complexidade, que geram mais incertezas, e que aumentam o custo da tributação alteram todo o planejamento das empresas e inibem seus investimentos. [...]

    Nesse cenário, é quase impossível empreender, investir e gerar empregos de qualidade."

    Desde então, venho repetindo a mesma coisa. A última vez em um artigo deste ano.

    "Mas, salvo engano, me parece que você (por alguns dos seus comentários aqui no IMB), se preocupa mais com a questão do câmbio estável/moeda forte."

    Não é que eu me preocupe mais. Mas é que, em termos de investimento estrangeiro direto, que é crucial para áreas em que se necessita de grandes volumes de capital, a questão cambial é ainda mais premente que a fiscal.

    O motivo foi explicado em detalhes neste artigo.

    Com câmbio instável, as chances de volumosos investimentos estrangeiros em setores produtivos são baixíssimas. E, sem estes volumosos investimentos estrangeiros, as chances de desenvolvimento são nulas.

    "Qual dos dois problemas,se fossem solucionados (e sei que isso é difícil) teriam mais capacidade de contribuir pra recuperação da economia brasileira? Imagine que você, num passe de mágica pudesse resolver um deles, qual você escolheria?"

    Câmbio, sem dúvidas. Uma vez que você dá a segurança cambial para o estrangeiro aportar aqui quantias volumosas de capital em investimentos produtivos, boa parte do nó já está desfeita.

    Ademais, em um cenário de moeda em valorização, até mesmo impostos perdem importância para este investidor estrangeiro. De novo, veja os detalhes aqui.
  • Joao Paulo  09/10/2019 12:46
    Excelente artigo! Parabéns!
  • Rodolfo Andrello  09/10/2019 14:58
    Boa tarde Leandro e demais. Gostaria de saber se há alguma recomendação de leitura sobre uma teoria dos contratos segundo os pressupostos da ética libertária. Já acompanhei em outras mídias discussões a cerca de se promessas poderiam ou não constituir contratos, ou até que ponto uma obrigação de fazer poderia ou não ser exigível, tendo em vista a inalienabilidade da vontade. Se houver alguma obra que eu possa consultar sobre o tema seria de grande ajuda. Gostaria de comparar as visões vigentes no libertarianismo com o tradicional Pacta sunt servanda. Desde já obrigado.
  • Alguém  09/10/2019 16:41
    Qual é a opinião de vocês sobre Adam Smith e Milton Friedman?
  • PauloHMB  09/10/2019 17:05
    Leandro(ou alguém), como explicar essa diferença entre cambio subindo e preços em queda?
    agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/25645-ipca-tem-deflacao-de-0-04-menor-resultado-para-setembro-desde-1998

    As vendas do varejo também não parecem estar tão baixas assim
  • Trader  09/10/2019 18:07
    1) No seu gráfico, as vendas do varejo são de julho. O câmbio só desvalorizou em agosto. (Em julho, aliás, ele estava até bem apreciado. O dólar estava em R$ 3,70).

    2) Embora o dólar tenha encarecido, a sorte do Brasil é que todas as commodities precificadas em dólar não só baratearam, como também estão nos menores níveis de preço da história. Pode conferir aqui. Os preços das commodities voltaram ao mesmo nível em que estavam em 2003.

    3) Commodities historicamente baratas em conjunto com o fato de que os produtos exportados pelos americanos e pelos chineses (ou seja, importados por nós) estão em deflação ajudaram duplamente.

    4) Em todo caso, ainda é bem cedo para comemorar. Setembro tradicionalmente tem preços mais contidos (embora, de fato, deflação seja raríssimo) e o fato de a economia brasileira ainda estar fria automaticamente segura repasses (pelos mesmos motivos explicados aqui).

    5) Dito isso, o fato de não estar havendo pressão inflacionária é sim motivo de muita comemoração.

  • PauloHMB  09/10/2019 18:36
    Obrigado pela resposta;
    Eu notei a data do gráfico apenas depois de enviar o comentário. (Too late)

    Então, no nosso caso, o melhor seria real estável, e/ou se fortalecendo, e dólar forte em relação a uma cesta de moedas globais - ou o Ouro no caso?

    O fato das commodities estarem baratas também deve ser relacionado com a força do dolar, elas são cotadas nele, dólar forte, baixa inflação das commodities, dolar fraco, preços das commodities em alta . É bem dificil de entender se o dolar enfraquecer ou fortalecer acaba nos ajudando; Ou qual cenário seria o melhor para nós.

    Por um lado, o Brasil é exportador de commodities, por outro, também depende dos preços baixos desses insumos; (Principalmente a industria)
    O dólar enfraquecer elevaria os preços das commodities, e manteria os preços internos baixos, se o real não depreciar ainda mais rapidamente;
    Ai é meio paradoxal. Se dolar forte mantem insumos baratos, por outro lado, dolar fraco também manteria se o fortalecimento do real compensar o aumento de preços; Ai, nesse caso, você tem preços internos estáveis, mas ao exportar, ganha com os preços em alta lá fora;

    Por outro lado, Dolar fraco e expansão econômica americana ao mesmo tempo é quase sempre bolha sendo gestada; (2001-2007)

    Desculpe viajar, mas são muitos fatores

    Creio que analisando eles, o melhor para nós, sem gerar um ciclo econômico de commodities lá fora que termina em bolha, seria dolar forte e real se fortalecendo mais que o dólar e/ou estável
  • Leandro  09/10/2019 19:53
    "Então, no nosso caso, o melhor seria real estável, e/ou se fortalecendo, e dólar forte em relação a uma cesta de moedas globais - ou o Ouro no caso?"

    Correto. Quanto mais moedas fortes no mundo, melhor. Não há economias fortes se as principais moedas mundo a fora estiverem derretendo.

    "O fato das commodities estarem baratas também deve ser relacionado com a força do dolar, elas são cotadas nele, dólar forte, baixa inflação das commodities, dolar fraco, preços das commodities em alta ."

    Correto.

    "É bem dificil de entender se o dolar enfraquecer ou fortalecer acaba nos ajudando; Ou qual cenário seria o melhor para nós."

    O dólar sempre deve ser forte. Quanto mais forte o dólar, melhor. Pois, como você corretamente identificou, dólar forte, preços das commodities baixos. A questão então passa a ser como manter nossa moeda estável em relação ao dólar.

    "Por um lado, o Brasil é exportador de commodities, por outro, também depende dos preços baixos desses insumos; (Principalmente a industria)"

    Não só a indústria, mas também toda a população do país. Quem exporta commodity é uma ínfima fatia da população. E mesmo esta está melhor com preços estáveis por toda a economia.

    "O dólar enfraquecer elevaria os preços das commodities, e manteria os preços internos baixos, se o real não depreciar ainda mais rapidamente;"

    Este seu cenário só ocorreria se o dólar enfraquecer e se, ao mesmo tempo, o real se fortalecer profundamente, de modo a compensar a carestia das commodities cotadas em dólar. Não é um cenário muito provável.

    "Ai é meio paradoxal. Se dolar forte mantem insumos baratos, por outro lado, dolar fraco também manteria se o fortalecimento do real compensar o aumento de preços; Ai, nesse caso, você tem preços internos estáveis, mas ao exportar, ganha com os preços em alta lá fora;"

    Não, não ganha. Se o dólar está fraco, consumidores internacionais em posse de dólares irão demandar menos commodities (pelo óbvio motivo de que essas estão mais caras em dólares). Adicionalmente, ao converter dólar fraco para real forte, não haveria ganho para exportadores.

    "Por outro lado, Dolar fraco e expansão econômica americana ao mesmo tempo é quase sempre bolha sendo gestada; (2001-2007)"

    Exato.

    "Desculpe viajar, mas são muitos fatores. Creio que analisando eles, o melhor para nós, sem gerar um ciclo econômico de commodities lá fora que termina em bolha, seria dolar forte e real se fortalecendo mais que o dólar e/ou estável."

    Arranjo perfeito.
  • Polly  10/10/2019 11:39
    Pessoal,

    Sou uma ex esquerdista vinda de universidade pública esquerdista também. Venho conheçendo a EA e me tornando cada vez mais liberal.

    Um amigo esquerdista estava comentando que, atualmente, a produção de alimentos no mundo seria suficiente pra alimentar mais de 10 bilhões de pessoas, entretanto existem populações em diversas partes no mundo a miséria.

    Isso ocorre devido a ausência de um livre comércio que possibilitaria que a produção chegasse a todos os lugares a preços mais baixos? Quais seriam os outros fatores?
  • Cracker  10/10/2019 15:09
    Isso ocorre devido a ausência de um livre comércio que possibilitaria que a produção chegasse a todos os lugares a preços mais baixos?

    Sim. Veja os dados em ourworldindata.org/food-per-person

    Compare os indicadores dos países do mapa da sessão "Inequalities in caloric supply within countries" com o famoso índice de liberdade econômica: www.heritage.org/index/

    Quais seriam os outros fatores?

    No final das contas, não há outros fatores, exceto desastres naturais.
  • Estado o Defensor do Povo  10/10/2019 15:52
    Veja o caso da Venezuela, o governo venezuelano controla a entrada de alimentos no país, ou seja se você apoia o regime ou não é decisão de vida ou morte, a polícia apreende os alimentos no mercado negro, e os militares ainda impedem a entrada de ajuda estrangeira que queira distribuir remédios e alimentos gratuitamente->exame.abril.com.br/mundo/governo-da-venezuela-distribui-remedios-e-alimentos-na-fronteira/
    Segundo eles, os "alimentos e remédios enviados pelos Estados Unidos a Cúcuta a pedido de Guaidó são um pretexto para uma intervenção militar.", fico pensando como esse tipo de pessoa dorme? Tamanha a crueldade que eles são capazes só pra defender o discurso ideológico deles.
  • Novo em Escola Austríaca  16/10/2019 15:28
    "Burocracia complicada"
    ####

    Os defensores da burocracia diz que ela dificulta as fraudes. Eu ainda não entendi como o uma possível desburocratização facilitaria os negócios.
  • Veterano  16/10/2019 16:01
    Sério?

    www.mises.org.br/blogpost/3015/a-crucial-retomada-da-desburocratizacao

    www.mises.org.br/blogpost/2285/o-tormento-de-quem-so-quer-servir-bem-

    www.mises.org.br/article/2808/no-brasil-empreender-e-gerar-empregos-legalmente-e-tarefa-para-herois-ou-para-masoquistas

    Na Nova Zelândia, se você decide abrir uma empresa hoje, amanhã ela já está liberada. No Brasil, você tem de esperar cinco meses. Nesse período, terá de ficar lidando com papeis, taxas, cobranças, cartórios, filas, carimbos e licenças (e provavelmente teria de "molhar" a mão de vários fiscais para conseguir alguma "agilidade").

    Se isso é o que gera desenvolvimento, então a Nova Zelândia deve ser uma favela, e o Brasil, uma potência.
  • Novo em Escola Austríaca  16/10/2019 17:20
    Obrigado Veterano. Vou ler agora!
  • Felipe  17/10/2019 14:03
    É justamente o contrário: quanto mais burocrático e caro, mais recompensador será para praticar fraudes, assim como corrupção.

    Na Flórida, para tirar habilitação de carro: um dia de trabalho como chapeiro do Mc Donald's e você consegue resolver tudo no mesmo dia, inclusive fazer prova teórica e prática, dependendo da cidade de residência.

    No Brasil, custo total que ultrapassa o salário médio, vários dias de espera, aulas inúteis...

    Alguém ficou sabendo do último escândalo de fraudes no sistema de tirar habilitação na Flórida? E no Brasil?
  • Novo em Escola Austríaca  17/10/2019 18:15
    Bem comentado Felipe, não olhei desse ângulo
  • Emerson Luis  18/11/2019 12:30

    No Brasil, criar empregos é tratado como se fosse quase um crime e investir é loucura suicida.

    Mas o importante é se o consumo cresceu em relação a doze meses atrás.

    * * *


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