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Dizer que a solução para uma economia estagnada é "estimular a demanda" é um atentado à lógica
Demandar é algo natural e não pode ser manipulado; o real desafio é criar renda

Você é o sobrevivente de um naufrágio e está sozinho em uma ilha. Não há nada pronto à sua disposição. Tudo o que você quiser consumir você terá antes de produzir ou, no mínimo, coletar.

Subitamente jogado nesta situação, você terá de se virar para encontrar alimentos e outros elementos da natureza que lhe permitam construir um teto para se abrigar do frio da noite e da insolação do dia. Nada surgirá pronto para você. Tudo terá de ser trabalhado e produzido.

Este cenário, embora com aspectos cartunescos, ilustra uma realidade irrevogável: para você consumir algo, este algo tem antes de ser produzido. Na ilha deserta, você tem de comer. Para comer, você tem antes de pescar. Para pescar, você tem de aprender a pescar. Se não pescar, não terá produzido nada. Como resultado, não terá nada para consumir.

Caso você estivesse com uma valise cheia de dólares ou de ouro, nenhuma diferença faria. Caso você estivesse em companhia de outras pessoas, e todas elas estivessem apenas pensando em como gastar esse dinheiro, não haveria nenhuma melhora em termos de bem-estar. Aquela valise com dinheiro, por si só, não teria absolutamente nenhuma serventia em fazer surgir bens e serviços. Estes continuariam tendo de ser trabalhados e produzidos.

Eis uma realidade óbvia, mas que insiste em ser ignorada por vários economistas: só conseguimos satisfazer nossas necessidades se antes produzirmos algo.

Passemos agora ao outro lado.

No mundo real

Eis um exemplo cotidiano.

Você vai ao supermercado e compra provisões e insumos que irá utilizar para cozinhar. Só que, para poder fazer essas compras no supermercado, você tem de pagar a conta. E, para poder pagar a conta, você tem de ter uma renda. E, para ter essa renda, você teve de oferecer um produto ou serviço no mercado.

Não há como escapar desta realidade. A menos que você viva de doações caritativas (as quais, por sua vez, só foram possíveis porque os doadores tinham renda), você tem de ter produzido algo para ter uma renda que então será utilizada para bancar seu consumo.

Não há consumo sem renda. E não há renda se antes não tiver havido produção.

Consequentemente, e agora expandindo o exemplo acima para toda a economia, é impossível criar uma política de "estímulos a compras nos supermercados", de maneira contínua, se os consumidores não houverem antes produzido algo

Igualmente, é impossível estimular compras no supermercado se os produtores de alimentos não houverem antes produzido esses alimentos que estão sendo vendidos no supermercado.

O que, finalmente, nos leva ao ponto principal: mesmo se o governo simplesmente criasse dinheiro e repassasse para esses consumidores, o problema da produção de alimentos continuaria inatacado. Afinal, quem irá produzir alimentos se o governo está dando dinheiro para as pessoas e essas pessoas nada têm de produzir em troca? O eventual produtor de alimentos passaria a ser um escravo: ele produziria alimentos e, em troca, nada teria para consumir, pois as outras pessoas não estão produzindo nada. Elas estão apenas consumindo seus alimentos e não estão oferecendo em troca nenhum bem ou serviço.

Desnecessário também enfatizar que esta política de estímulo ao consumo irá inevitavelmente impulsionar a carestia: muitas pessoas querendo consumir, poucas pessoas efetivamente produzindo. No final, termos apenas preços mais altos e redução da produção total na economia.

Por isso, chega a ser espantoso que políticos, analistas e até mesmo economistas ainda insistam, com tanta ênfase, na necessidade de "estimular o consumo" para reativar uma economia estagnada.  

A única maneira sensata de estimular o consumo é aumentando a renda das pessoas. Mas a renda das pessoas só é aumentada se elas aumentarem sua produção. Ou, no mínimo, se aumentarem o valor agregado desta produção.

Estimular o crédito é autoabortivo

Há vários economistas que defendem que o governo deve estimular o consumo da população facilitando o crédito para as pessoas (leia-se: aumentando o endividamento das pessoas).

Tal medida é claramente autoabortiva. Afinal, como essas pessoas — que não estão aumentando sua produção — irão quitar essa dívida?

Se um indivíduo aumenta seu endividamento, mas não aumenta sua renda (ou seja, sua produção), ele não tem como quitar essa dívida. (Até porque, caso as pessoas estivessem aumentando sua produção, então elas, por definição, não precisariam de crédito artificial para aumentar seu consumo).

No cômputo final, estimular o endividamento visando ao consumo não gera aumento da produção.

Redistribuição de renda é, na melhor das hipóteses, inócua

Há também economistas que defendem a ideia de que o governo deve fazer uma redistribuição de renda para permitir o consumo dos mais pobres.

Neste caso, além de o problema da produção seguir irrevogável, o próprio consumo, por definição, não será estimulado.

Afinal, se o dinheiro é extraído de uma fatia da população e repassado a outra fatia, isso não gera um aumento líquido do consumo. João poderá consumir mais graças aos $ 100 que recebeu do governo, mas Pedro consumirá menos porque agora tem $ 100 a menos por causa do aumento dos impostos.

O mais irônico de tudo é que mesmo estes economistas que querem estimular o consumo por meio da redistribuição de renda partem do princípio de que já houve uma produção prévia (do contrário, nada haveria a ser consumido). Portanto, eles até entendem a teoria; apenas não conseguem levá-la adiante até suas conclusões inevitáveis.

Lógica básica

Essa idéia de "demanda insuficiente" é um conceito que, em si mesmo, não faz sentido.

Por definição, nunca há um "problema de demanda". Demandar é algo que ocorre naturalmente; demandar é intrínseco ao ser humano. A partir do momento em que você sai da cama até o momento em que você vai dormir você está demandando coisas. Demandar coisas é o impulso mais natural do ser humano. É impossível viver sem demandar.

Por isso, a ideia de que é necessário "estimular a demanda" é completamente ilógica. A demanda é algo que ocorre naturalmente pelo simples fato de sermos humanos.

O problema não é e nem nunca foi "estimular a demanda". O real problema é que a demanda de um indivíduo é restringida por sua capacidade de produzir bens e serviços.

Para demandar (bens e serviços), um indivíduo tem antes de produzir (bens ou serviços) para auferir uma renda. Somente após ter produzido, ele terá a renda necessária para demandar. Quanto mais bens ou serviços um indivíduo for capaz de produzir, mais bens e serviços ele poderá demandar, e consequentemente adquirir.

Logo, é a produção de um indivíduo o que o capacita a pagar pela produção de outro indivíduo. Quanto mais bens ou serviços um indivíduo produzir, mais bens e serviços ele pode adquirir para si próprio. Assim, a demanda de um indivíduo é restringida por sua capacidade de produzir bens ou serviços.

A demanda, portanto, não é algo independente e autônomo. Não é algo que depende apenas de si próprio, podendo ser livremente manipulado. A demanda é limitada pela produção. Sendo limitada pela produção, é logicamente impossível querer "estimular a demanda".

Por conseguinte, o que impulsiona a economia não é a demanda por si só, mas sim a produção de bens e serviços.

Se uma população de cinco indivíduos produz dez batatas e cinco tomates, isso é tudo o que eles podem demandar e consumir. Não há nenhum truque do governo ou do banco central que possa aumentar a demanda efetiva. A única maneira de aumentar a capacidade de consumir é aumentando a capacidade de produzir.

O fato de que a demanda depende da produção é uma realidade que não pode ser abolida por meio de gastos governamentais ou de aumento da quantidade de dinheiro na economia.

Aumentar os gastos do governo ou a quantidade de dinheiro na economia não só não tem como alterar esta realidade, como ainda, pelo contrário, irá desviar para o governo boa parte do que foi produzido e elevar os preços dos produtos remanescentes no mercado. O produtor de batatas, que precisa se alimentar de tomates para continuar produzindo, terá agora menos tomates à sua disposição, e os preços serão maiores. O mesmo vale para o produtor de tomates que se alimenta de batatas.

Consequentemente, com menos bens à venda e preços maiores, o bem-estar dos produtores/consumidores será menor e eles terão de arcar com preços de produção maiores, o que irá afetar sua capacidade de produzir mais bens e serviços. Tudo isso irá enfraquecer a demanda efetiva.

Conclusão

O problema não é e nem nunca foi "estimular a demanda". O grande problema sempre foi criar renda. E, para se criar renda, é necessário antes haver produção.

É exatamente a produção (oferta) o que permite a demanda.

Para entender este básico nem sequer é necessário ler tratados de economia. Apenas volte ao exemplo em que você é um náufrago em uma ilha: há ali um problema de demanda ou de oferta? Como você pode aumentar seu consumo? Se você tivesse uma valise cheia de dinheiro, haveria aumento de seu consumo?

Trata-se de uma realidade incontornável: não é possível aumentar o consumo sem antes haver um aumento da renda. E para haver renda é necessário haver produção. E para que haja um aumento da produção é necessário um ambiente que seja propício à produção.

Por isso, o que é necessário para reativar uma economia estagnada não é estimular a demanda, mas sim dar liberdade para a produção (criação de oferta). Isso inclui desburocratizar, desregulamentar e reduzir impostos (o que implica a necessidade de reduzir gastos do governo), pois apenas isso irá permitir que os verdadeiros criadores de riqueza reativem a economia em decorrência de terem mais liberdade para empreender, produzir e gerar riqueza.

Acima de tudo, inclui não fazer uma política monetária expansionista e não aumentar os gastos do governo — com efeito, inclui fazer uma política monetária austera e cortar os gastos do governo (vide, novamente, o exemplo dos produtores de batatas).

Quem defende "estimular a demanda" deve, por definição, defender que seja facilitada a capacidade da economia de produzir bens e serviços. Isso, sim, é promover o verdadeiro crescimento econômico.


autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Bruno  16/08/2019 17:51
    Eu fui vítima do engodo. O estímulo ao consumo no governo Dilma deixou a minha margem consignável praticamente estourada.
  • Andre  16/08/2019 18:55
    Você foi vítima da sua falta de educação financeira. Qual outra explicação para que num país de juros tão altos haja tantos endividados?
  • Matt  31/08/2019 12:07
    No governo Dilma os juros eram diminuídos artificialmente, através da canetada do governo. E não só juros mais baixos induz pessoas a pegarem crédito para consumo mas também a facilidade com quais o governo oferecia esse crédito por meio da canetada também induz pessoas a pegarem crédito, mesmo com juros altos.
  • Imperion  16/08/2019 20:41
    Muitos falaram que o governo estava na verdade estimulando o endividamento. Ha uma falacia que a esquerda espalha que dinheiro é divida
  • Luiz Campos  16/08/2019 17:54
    Como é difícil entenderem esse básico...
  • Henrique  16/08/2019 18:09
    No meu entender, políticas redistributivas podem aumentar o consumo porque os mais pobres têm maior propensão ao consumo do que os mais ricos, que têm mais propensão à poupança. Vide o sucesso do Programa Bolsa Família no Brazil.

    Abraços.
  • Alberto Carlos  16/08/2019 18:14
    Certo. Aumenta o consumo. Mas, e a produção?

    Pois é, a produção fica igual. Aí o resultado é o aumento dos preços. E quem se estrepa? Exatamente esses pobres, que ficarão na mesma de antes, mas agora tendo de arcar com tudo mais caro.

    Impressionante como que, mesmo após toda a evidência empírica fornecida pelo Brasil, ainda há gente que não consiga entender esse básico. Parece que nem mesmo com a realidade desabando na cabeça o cara consegue entender.
  • Vitor Luis  18/08/2019 04:32
    Você esqueceu de um ponto crucial. Capacidade ociosa. Dê uma pesquisada na capacidade ociosa gigantesca com a qual as indústrias vêm operando, e perceberá que um aumento de demanda pode sim estimular o aumento da produção, já que as indústrias não estão operando à plena capacidade.
  • Say  18/08/2019 15:55
    Errado. A "capacidade ociosa" não surgiu do nada. Ela resulta de um erro empreendedorial.

    Erros empreendedoriais em grande escala (os quais são revelados na recessão) têm necessariamente de ser o resultado de erros - também em grande escala - cometidos pelos empreendedores, os quais especularam, erroneamente, que o valor de mercado que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços seria maior do que realmente acabaram sendo.

    Ou seja, empreendedores - por vários motivos - imaginaram que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços valores maiores do que aquele que de fato foi atribuído. Não houve um 'excesso de produção'; houve, isso sim, um erro de cálculo quanto ao futuro valor de mercado dessa produção.

    Esse tipo de erro empreendedorial coletivo ocorre tipicamente quando o governo embarca em uma política de crédito farto e barato, o qual gera um aumento temporário da renda disponível das pessoas, que então passam a consumir mais. Ludibriados por esse consumo maior - o qual foi causado pelo mero endividamento barato e não por um aumento genuíno da produção e da renda -, empreendedores passam a crer que haverá maior renda disponível no futuro, de modo que seus bens e serviços serão mais demandados, o que significa que poderão cobrar preços maiores. Mas tão logo essa expansão do crédito é interrompida, todo o cenário de aumento da renda se revela fictício e artificial, mostrando que nunca houve realmente um aumento da renda da população. Houve apenas endividamento. Consequentemente, seus bens e serviços não poderão ser vendidos pelo maior preço antecipado pelos empreendedores.

    (Veja como toda essa teoria de fato ocorreu na prática no Brasil da última década.)

    Logo, se empreendedores erraram em sua estimativa e em sua produção - por qualquer motivo -, então a correção deve necessariamente passar pelo rearranjo dos esforços produtivos, isto é, pelo redirecionamento da estrutura de produção da economia, de modo a estimar mais corretamente os desejos dos consumidores e a melhor servi-los.

    Isso envolve, entre outras coisas, o deslocamento de trabalhadores de um setor para o outro (o que causa um alto desemprego temporal) e a suspensão (ou mesmo a abolição) de determinadas linhas de produção (o que causa o fechamento de empresas e fábricas).

    O governo deve remover ao máximo os obstáculos burocráticos e regulatórios para que os empreendedores possam rapidamente corrigir seus erros e descobrir quais bens e serviços os consumidores realmente querem (e podem comprar). Dado que o mecanismo de preços é a principal fonte de informação dos empreendedores, uma flexibilidade nos preços de mercado é essencial para uma rápida recuperação.

    Adicionalmente, uma vez que recursos escassos foram mal alocados em empreendimentos para os quais nunca houve real demanda - o que significa que capital está sendo imobilizado de maneira destrutiva -, é necessário haver ainda mais poupança (e não menos) para que tais ativos possam ser adquiridos por novos investidores e, consequentemente, para que trabalhadores e empreendedores possam ser contratados nesta nova linha de produção.

    Se o governo, no entanto, impedir essa correção por meio de política que estimulem a demanda, isso irá apenas subsidiar estes bens que foram produzidos a um custo muito alto. Consequentemente, os erros empresariais serão protegidos e blindados das preferências do consumidor. Os consumidores perderão e os empreendedores ineficientes são premiados. E a economia continuará desalinhada, com a oferta não sendo aquela demandada pelos consumidores.

    Ao final, a produção estará em descompasso com a demanda, os empreendedores ruins continuarão no mercado consumindo recursos escassos (e, com isso, prejudicando os mais competentes), os consumidores terão menos poder, e a economia será menos eficiente.
  • Vladimir  16/08/2019 18:19
    Vejamos.

    O governo Dilma quis estimular o consumismo da população na crença de que isso aumentaria o crescimento econômico.

    Para isso, no início de 2012, o governo brasileiro declarou guerra aos bancos privados que não baixassem os juros, e utilizou os bancos estatais para fornecer empréstimos a juros baixos, ampliando dessa forma a expansão do crédito. O consumismo e o endividamento passaram a ser explicitamente estimulados pelo governo, com a crença de que ambos eram os motores do crescimento econômico.

    Para liberar mais dinheiro para o consumo das pessoas, o governo também congelou o preço da gasolina — obrigando a Petrobras a vender às distribuidoras gasolina abaixo do preço pelo qual ela foi importada — e, na base da canetada, decidiu diminuir as tarifas de energia elétrica (revogando de maneira unilateral os contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia com o intuito de fazer novos contratos e impor tarifas menores).

    E, para estimular ainda mais os efeitos do consumismo, o governo adotou uma política econômica totalmente heterodoxa, aumentando os gastos do governo e os déficits orçamentários.

    Para completar o populismo, o governo também optou por fazer concessões de aeroportos e poços de petróleo seguindo um modelo que tabelava o lucro permitido e impunha regulamentações esdrúxulas.

    As primeiras medidas, de fato, impulsionaram o consumo e o endividamento da população. Mas todas elas, em conjunto, geraram um efeito deletério: aumento acelerado dos preços e dos custos de produção, e, principalmente, das incertezas econômicas.

    A leniência para com a inflação, a maquiagem das contas públicas e os crescentes déficits orçamentários do governo — que geraram a perspectiva de aumentos de impostos no futuro — só fizeram piorar o ambiente de negócios no Brasil. Tudo isso em conjunto com as quebras de contrato feitas pelo governo — como no caso do setor elétrico — deixaram claro que era extremamente arriscado investir a longo prazo no Brasil.

    Como consequência, os investimentos desabaram.

    As políticas do governo Dilma, em suma, fizeram exatamente o que você defende: estimularam o consumismo. Só que não estimularam a produção...

    Coisinha básica.
  • Petistaço  16/08/2019 18:23
    Dilma fez tudo certinho, ela só deu uma exageradinha básica, coisa a toa. Seu pecado foi amar demais o povo.
  • Rodrigo  16/08/2019 19:19
    "O governo Dilma quis estimular o consumismo da população na crença de que isso aumentaria o crescimento econômico. "

    Não, era só pra ganhar a reeleição mesmo.

    E funcionou.
  • 4lex5andro  19/08/2019 14:03
    (2) Exatamente isso, ganhar a re-eleição.

    Depois de empossada, ato contínuo, a presidente (ao contrário do que havia prometido nos últimos debates da campanha eleitoral) soltou o freio, os preços administrados de Petrobras e Eletrobras voltaram a seguir o mercado (o orçamento do país já estava, em 2015, incorrendo em sucessivos déficits) pra parar as subvenções insustentáveis.

    De pronto, a inflação disparou, a retração no consumo/desemprego se alastraram, a recessão se agravou (tanto que virou depressão), e o resto da história é sabido.
  • Leigo   19/08/2019 20:33
    "O governo Dilma quis estimular o consumismo da população na crença de que isso aumentaria o crescimento econômico. "

    Não, era só pra ganhar a reeleição mesmo.

    E funcionou.

    Agora entendi! Eu pensava que eles faziam as mesmas merdas, sempre acabando com a economia, pois acreditava, enganosamente, que isso era bom pro país.


    Agora vejo que essas medidas a conquistam a maioria da população pobre, que mais tarde vai votar neles.


    Seria como: você tem problemas de diabetes, mas adora doces e não pode comê-los. E eu te dou doces, posso naqule momento satisfazer sua vontade, mas a longo prazo vou acabar com sua saúde e sua vida.




  • Sandro Lima  19/08/2019 18:29
    O problema, é que ela não combinou com o empresariado que vinham com a corda no pescoço, e, a maioria que fabrica produtos com uma complexidade um pouco maior, em vez de aumentar a produção, utilizaram a via mais fácil, da oferta/procura.



  • André  16/08/2019 18:23
    Pois é, tanto sucesso que estimular a demanda causou isso aos bolsistas:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/12/1842617-nordeste-tem-piora-mais-acentuada-da-economia-do-que-o-restante-do-pais.shtml
  • Gustavo A.  16/08/2019 19:26
    Bolsa família foi feito pra estimular o consumo?
  • Milton  16/08/2019 19:44
    Na mais benevolente das hipóteses, foi criada para prover as pessoas com o mínimo para a subsistência. Ao menos essa era a idéia original de Friedman. Não tinha nada a ver com estimular a economia e a demanda.
  • Imperion  16/08/2019 20:49
    É redistributismo. Tomar de uns pra dar pra outros. Esses outros nao produzem mais. entoa nao aumenta o pib. Mas os que foram tomados produzem menos. No geral se produz menos e todo mundo ficaais pobre. Contabilidade basica. 2- 1= 1
    Nolsa familia entao nao resolve o problema dos pobres, mas aumwnta porque torma major a.escassez, o que torna os produtos mais caros. Fora que com o desemlrego aumentando, se aumenta os que recebem e diminue os que produzem.
    Agora , se os wue nao tem emprego e fonte de renda trabalhassem e produzissem, eles teriam renda, iam parar de precisar tomar de quem trabalha e produz. Isso iria aumentar a produção, os preços cairiam por mais producao, como a renda dos produtivos nao seria confiscada, eles teriam mais pra investir e aume tar tb sua produção e teriamos mais produção,
    Os pobrees teriam mais renda oriunda da sua produção e teriam precos menores. Os que nao eram pobres teriam mais renda e lrecos menores e estariam mais ricos.
  • Leigo  19/08/2019 21:03
    Já vi pessoas que não precisavam recebendo
  • Imperion  16/08/2019 20:57
    Mas não e so o bolsa familia,, sao todas as modalidade parasiticas reunidas , que tomam o dinheiro das pessoas, reduzem a produção e produzem pobreza.
    Tem o bolsa familia, o bolsa militar, o bolsa fundo eleitoral, o bolsa banqueiro, o bosa subsidio, o bolsa fundo partidario, o bolsa salario acima do mercado ora político, o bolsa filha de militar, o bolsa empresário, o bolsa gastos particulares de parlamentares pagos e nao descontados do salario, o bolsa sindicato, o bolsa conselhos de classe, o bolsa contribuicao social sobre o lucro.
    Nem vou continuar listando.mas é tudo pra tirar dinheiro dos trouxas. Que acjam que vao receber mais do que pagam, depois que os parasitas ja receberam o deles.
  • Sandro Lima  19/08/2019 18:09
    Faz sentido, seguindo a lógica de que:
    1 Pessoa com muitos recursos não consome 10 cremes dental por mês por exemplo.
    Agora, 10 pessoas com renda mínima, precisa escovar os dentes todos os dias...

    Ajuda para bens e serviços básicos, que é o que o programa se dispõe a fazer.

    O problema, é que quem recebe, não quer produzir ou não tem capacidade para produzir nada, é um programa que para que algo de certo, você tem que sustentar umas 2 ou 3 gerações e torcer para que a renda dessas pessoas sobre para investir em educação.

    Ficaria mais barato, seguindo um plano de educação com qualidade, inicialmente focado nos professores, e depois seguindo pros alunos.


  • Gustavo A.  20/08/2019 19:19
    Não consome 10 cremes dentais, mas consome um que custa o preço de 2 "comuns", compra escova elétrica (que custa o preço de meia dúzia da comum) e usa listerine... Além de gastar com outras bobagens.
  • Bruno  16/08/2019 18:18
    O artigo é quase que um desenho de tão explicado.
  • Anti-Keynesiano  16/08/2019 18:30
    A economia só pode crescer com concorrência. Ou seja, produzir mais com menos dinheiro.

    Só a concorrência pode aumentar o consumo, porque ao fazer com que ocorra um aumento na quantidade de produtos fabricados, ela aumenta o poder de compra de cada unidade monetária.

    A inflação monetária afeta negativamente a quantidade de produtos que podem ser comprados pelos consumidores. Não tem como alguém comprar mais coisas se os preços não param de subir por causa da inflação monetária.

    Da mesma forma, querer aumentar gastos para curar uma crise que foi causada por excesso de gastos é como dizer que um carro sem freio precisa acelerar mais em uma ladeira para conseguir fazer a próxima curva.

    Por fim, não adianta expandir crédito se o salário das pessoas não acompanha a inflação. No final, a pessoa estará endividada sem capacidade de pagamento.
  • Tadeu  16/08/2019 18:33
    Um bom exemplo é o programa "Minha Casa Minha Vida". O governo estimulou o endividamento das pessoas (de baixa renda) para comprar casas (um bem de consumo). O que isso gerou?

    O preço dos imóveis simplesmente triplicou, tornando o preço dos lotes ou terrenos praticamente inalcançáveis para os mais pobres, exatamente aqueles que supostamente estavam sendo ajudados. E os que perderam seu emprego ficaram sem renda, endividados e ainda perderam o imóvel, pois não quitaram suas parcelas.
  • Sandro Lima  19/08/2019 18:36
    Concordo, mas antes os terrenos eram relativamente baratos e ninguém conseguia comprar.
    querendo ou não deu um boom no mercado, tem gente que ficou rica fazendo casa pro programa.

    Muita gente foi positivamente beneficiada pelo programa.

    Foi ruim?, sim, mas nem tanto pois é um bem durável, pior é quando estimula pra fazer churrasco e comprar cerveja...

  • Bernardo  19/08/2019 19:29
    "Concordo, mas antes os terrenos eram relativamente baratos e ninguém conseguia comprar."

    Não entendi. Quando eram baratos, ninguém conseguia comprar. Depois que ficaram mais, aí todo mundo se tornou capaz de comprar? Bizarro...

    "querendo ou não deu um boom no mercado, tem gente que ficou rica fazendo casa pro programa. "Muita gente foi positivamente beneficiada pelo programa."

    Aí lascou tudo. Se a lógica é essa (foi bom para alguns), então vamos descriminalizar o petrolão e inocentar todas as empreiteiras envolvidas na lava jato. Afinal de contas, elas participaram de esquemas governamentais (com dinheiro de impostos) que foram muito bons para elas...

    É cada um...
  • Andre  19/08/2019 19:35
    É por lógicas assim que digo que o Brasil já acabou, melhor usar o precioso tempo que resta disto aqui aproveitando as belas praias, o clima agradável e as belas mulheres.
  • Aurélio  16/08/2019 18:34
    Na faculdade eu aprendi essa bobagem de "deficiência da demanda". Se você parar para pensar, a coisa desafia o bom senso. O propósito de se ter preços em qualquer coisa é justamente haver um mecanismo de racionamento. Se a demanda fosse um problema então não mais precisaríamos desse mecanismo de racionamento! E a "demanda insuficiente" estaria resolvida!

    Preços existem justamente porque nossas demandas são infinitas, mas os recursos para saciá-las são escassos. Isso é o básico do básico.

    Por isso, não tem como existir um problema de demanda, mas sim de oferta. Qualquer economista minimamente sensato deveria saber disso.
  • Wesley   16/08/2019 19:15
    Estimular o consumo tem explicação política. Os barões da indústria nacional querem vender e pagam propina para políticos estimularem o consumo. Veja os barões da Anfavea, que fizeram aquele poderoso lobby para que o governo concedesse crédito para que as pessoas comprassem carro a rodo, é claro, fabricado exclusivamente por eles. Os políticos também ganham, pois consumir é bom e as pessoas vão apoiar o governo. Vejo o caso do Lula. É claro que isso gera prejuízo para a maioria, mas a minoria ganha as custas dos outros.

    Portanto economicamente estimular o consumo é ruim, mas politicamente é bom para burocratas e empresários amigos do rei.
  • Shaka Zulu  16/08/2019 23:59
    Perfeito Wesley, mas vale uma pergunta: Que empresário não iria querer o grande agente da violência legítima, vulgo Estado, o ajudando a enriquecer (em troca de algo, lógico)? Imagine que você seja, numa cidade, o dono de uma incipiente empresa de ônibus.Não seria uma maravilha se a prefeitura proibisse a concorrência (na minha cidade é assim)? Os fungos (uma empresa oportunista) do gênero "Penicillium" liberam toxinas (o Estado) para destruir a concorrência por alimentos (mercado) das bactérias (outra empresa)!!! Será que o liberalismo é tão inexorável moralmente e ortodoxo para impôr o "fair play " (o liberalismo das leis morais já é praticado) por meio da força legítima que virá de exércitos e tribunais privados (plutocracia a là veneziana)?...não é todo mundo que gosta do Mises (os muito pobres e os muito ricos de cada entidade estatal)...
  • Drink Coke  16/08/2019 18:49
    O mises tem alguma posição sobre a LGPDP que irá causar um certo impacto nos procedimentos internos de quase todas as empresas do país?
  • Leitor  16/08/2019 19:09
    Eu gostei e achei um passo na direção certa. E você?
  • Drink Coke  16/08/2019 19:28
    Não tenho uma opinião clara ainda, por isso estou interessado em ouvir os demais. Eu vejo que por um lado acarretará em mais custos e burocracia na gestões das empresas, por outro parece coerente que as informação pessoais dos clientes sejam protegidas.
  • Dane-se o estado  16/08/2019 20:06
    Precisa de governo pra isso? privacidade é um fator fundamental na manipulação de dados, perfeitamente estabelecidos através de contratos privados com clientes. Nenhuma empresa minimamente responsável deseja que dados de seus clientes e operações internas sejam vazadas, pois isso é o que concorrentes mais querem. Me parece só mais uma camada de redundância jurídica e burocracia apenas pra aumentar custos mesmo.
  • Sandro Lima  19/08/2019 22:27
    Informação hoje em dia é considerado um recurso estratégico.
    Particularmente, acho muito auê, Pois somente grandes empresas que sofrerão pesadas multas por conta de vazamento de dados. quem mexe com "cadastro de clientes" com uma carteira de 10.000 registros... isso não é nada.


    E, no meu modo de ver a coisa, é lobby orquestrado entre os dois maiores bureaus que prestam serviços de informações no Brasil.
    Simplesmente, estão fechando o mercado e futuramente, irão aplicar multas para empresas menores que comercializam informação.

    As duas maiores empresas do setor aqui no Brasil, estão sofrendo com a desregulamentação que praticamente não existe.
    Daí não entendo um governo que fala em liberar mercados regulamentando um setor em específico...


  • anônimo  16/08/2019 18:56
    Excelente texto. Mais explicado que isso, só lendo duas vezes.
  • Homeschooler  16/08/2019 19:11
    Sobre o assunto:

    "How an Economy Grows and Why It Doesn't" do Irwin Schiff


    freedom-school.com/money/how-an-economy-grows.pdf
  • Fernando  16/08/2019 19:22
    Ainda que só marginalmente, o artigo toca no ponto principal do capitalismo, que é a produção prejudicada pelo governo.

    Se a produção é prejudicada, nossa situação fica como um náufrago em uma ilha. Ao invés de usar um carro, teremos que ir a pé. Ao invés de almoçar em um restaurante, teremos que cozinhar nossa própria comida. Se não tem uma máquina de lavar roupa, teremos que lavar roupa no tanque.

    Hoje, o Brasil ainda está colhendo tudo o que plantou no passado. O país fez uma farra extorquindo empresários e privilegiando o consumo. Sempre deram descontos em impostos indiretos em alguns produtos e ao mesmo tempo colocaram até 36% sobre a renda. Enfim, o governo fez um massacre contra o lucro das empresas.

    Por tudo isso, vejo com bons olhos a MP da liberdade econômica. Embora longe do ideal (mas nada é ideal), ao menos retira um pouco dos grilhões de quem quer produzir e gerar renda.
  • Paulo  16/08/2019 19:42
    Produzir significa trabalhar, e aí reside o maior empecilho à produção. Consumir é natural todos querem, já trabalhar...

    E dessa forma estamos nós, sempre abertos às idéias inovadores que nos façam consumir recursos dos mais variados sem produzir nada. Com esse desejo martelado dia e noite em toda mídia, sempre selecionamos os maiores mentirosos ao longo do tempo e com eles preenchemos cada cargo político desse país.
  • Kaio  16/08/2019 19:38
    É uma coisa tão básica de se entender que poderia ter evitado tantas crises desse século...
  • Questionador  16/08/2019 21:17
    É verdade, mas os governos pensam apenas no curto prazo e no interesse de minorias (grupos de pressão).
    O longo prazo e a maioria que se danem!
  • Questionador  16/08/2019 21:26
    Duas coisas para arrumar:

    "Aumentar os gastos do governo ou a quantidade de dinheiro na economia não só não tem como alterar esta realidade, como ainda, pelo contrário, IRÁ desviar para o governo boa parte do que foi produzido e elevar os preços dos produtos remanescentes no mercado. O produtor de batatas, que precisa se alimentar de tomates para continuar produzindo, terá agora menos tomates à sua disposição, e os preços serão maiores. O mesmo vale para o produtor de tomates que se alimenta de batatas."

    "Acima de tudo, inclui não fazer uma política monetária expansionista e não aumentar os gastos do governo — com efeito, inclui fazer uma política monetária austera e cortar os gastos do governo (vide, novamente, o exemplo dos produtores DE batatas)."

    Texto excelente.
    O conteúdo explicado pelo artigo nada mais é que a Lei de Say (Lei dos Mercados), sempre ignorada por intervencionistas e socialistas.


  • Miriam André  16/08/2019 19:38
    "Estimular o crédito", "aumentar o consumo das famílias". Perdi a conta de quantas vezes já ouvi isso da bova de bu(r)rocratas.
  • Shaka Zulu  17/08/2019 00:35
    Excelente esse artigo! De que adianta estimular a demanda oferecendo crédito ou incentivo fiscal se o dinheiro, na verdade, é só um mediador imaginário de uma coisa (e várias) real que é a produção/demanda ? No caso em questão, o que vale é a produção, ou seja, eu não ficaria chocado se alguém me dizer que num país as pessoas ganham apenas 2 dólares por dia, já que dependendo da abundância da produção as coisas por lá podem custar centavos....incentiva a demanda incentivando a produção que incentivará a outra demanda e assim vai...
  • anônimo  17/08/2019 11:56
    Off topic:

    Uma feira municipal representa muito mais o genuíno capitalismo do que os rincões de Wall Street.


    É bizarro como inúmeros economistas heterodoxos do campo da esquerda utilizam como argumento para estimular a demanda, as conclusões do FMI acerca da crise de 2008. Antes a instituição representava um dos tentáculos do imperialismo ianque, agora corporifica um argumento de autoridade por parte da turma da Unicamp, principalmente. Fala sério.
  • Vykthor  17/08/2019 14:06
    Se os keynesians tivessem conhecimento da lei de Say, e Keynes não a tivesse deturpado, esse artigo em forma de desenho não seria necessário...
  • Felipe Lange  17/08/2019 17:06
    Pessoas da Internet, um rapaz fez esse comentário desse rolo ambientalista que está acontecendo no Brasil (em um grupo onde sou moderador), e gostaria de saber a opinião de vocês e se faz sentido:

    "Todo esse escândalo, sobre o corte do repasse alemão para um fundo de preservação que ninguém sabia da existência, prova o que estou falando.

    O "Fundo Amazônia" foi criado durante o governo Lula, para captação de recursos a serem usados no combate ao desmatamento. O principal doador, com 93,8% dos valores, é a Noruega. A mesma Noruega cujo governo é sócio majoritário da MINERADORA HYDRO, que atua na região amazônica, responde a mais de DOIS MIL PROCESSOS por crimes ambientais (entre eles um vazamento de lama tóxica no estado do Pará) e deve mais de 14 MILHÕES, em multas, ao governo Brasileiro.

    Ou seja, é apenas um 'carnê de prestações' para a VENDA DAS RIQUEZAS NACIONAIS, camuflado com o manto do preservacionismo progressista.

    Primeiro, vale lembrar que a lei de uso do solo, na região amazônica é uma das mais restritivas do planeta. Enquanto no Sul e Sudeste a propriedade deve manter 20% de mata nativa, no Norte a exigência é 80%.

    Ou seja, uma propriedade de 100 hectares pode cultivar somente 20. Desmatar estes 20, porém, é ABSOLUTAMENTE LEGAL (além de necessário, afinal, ninguém faz fotossíntese, portanto, precisamos de alimentos).

    É EXATAMENTE essa a discussão sobre os dados do INPE. Quando o órgão divulgou aquela prévia, referia-se ao DESMATAMENTO TOTAL, verificado por imagens de satélite.

    Faz-se necessária, então, a confirmação de que este desmatamento REALMENTE é ILEGAL. Não, apenas, áreas agricultáveis PREVISTAS NA LEI.

    A divulgação prematura foi TOTALMENTE IRRESPONSÁVEL e o presidente está coberto de razão em questioná-los. Um órgão público, mais do que qualquer outro, deve ter COMPROMISSO COM A VERDADE.

    O chilique europeu, com a exigência de confirmação do governo, não passa de um teatrinho mambembe.

    Tem que ser MUITO INOCENTE para acreditar que a Europa, que devastou quase a totalidade de sua vegetação nativa, está preocupada com o desmatamento da Amazônia, que em 519 anos foi de apenas 8%.

    Sim, amiguinho ecochato, 92% da floresta está ABSOLUTAMENTE INTACTA, desde o descobrimento.

    O que interessa para os gringos é o que está DEBAIXO DO SOLO. É a exploração dos BILHÕES DE DÓLARES em recursos naturais, dentro do território brasileiro. EXATAMENTE como faz a "benevolente" Noruega, com sua mineradora criminosa.
    Se estivessem preocupados com árvores, com todo o dinheiro gasto aqui, já teriam reflorestado metade do velho continente. O que, sabemos, não é o caso.

    ECOLOGIA COISA NENHUMA. O problema deles, com Bolsonaro, é ECONOMIA.

    O presidente tirou a placa de "vende-se" da nossa floresta tropical e os "donos do mundo", que há anos leiloavam suas riquezas, ficaram putos da vida.
    Só isso. Nada mais! "
  • Carlos  17/08/2019 18:29
    Não sei, mas não me surpreenderia. Realmente, tem que ser meio otário pra acreditar que esses governos (que de bobos não têm nada) iriam enfiar dinheiro a fundo perdido em uma organização gerenciada por burocratas da América Latina, visando apenas a "salvar a Amazônia".

    É claro que tão levando vantagem nisso.
  • Intruso  18/08/2019 21:54
    A Noruega possui um fundo soberano de 1 trilhão de dólares, essa doação para a Amazônia é dinheiro de pinga para eles.
  • 4lex5andro  19/08/2019 13:58
    Ninguém se desfaz de tanto dinheiro do nada, Alemanha e Noruega não estavam sendo caridosos.

    Em tese (destaque para isso, ''em tese'') esses milhões desse fundo seriam, na verdade, para compensações (presentes e futuras) de custos ambientais por empreendimentos como a HydroNorsk, por exemplo.

    Mas, passando do ''em tese'' para ''na prática'', quem garante que o dinheiro desse fundo Amazônia ia para investimentos em educação e saúde nos estados do Norte, em vez de Ong's, estatais, autarquias e mídia chapa-branca desses governos?

    Quem garante que, no fim da cadeia, essa grana não era 'lavada' e acabava financiando campanhas dos governantes do norte do Brasil?

    Dinheiro não leva desaforo, nunca houve caridade nesse fundo.
  • jose23  12/09/2019 03:43
    Não gosto desse governo, mas esse artigo fala um pouco do que aconteceu da mineradora na região amzonica.
    De qlq forma, esse governo é tão ruim, tão ruim, que nem usou essa notícia como argumento...

    www.bbc.com/portuguese/brasil-43162472
  • Felipe Lange  17/08/2019 20:14
    Leandro, como o Brasil vai ser atingido com essa nova recessão ao redor do mundo?
  • Leandro  18/08/2019 02:05
    Nem idéia, meu caro. Nem idéia. Mas de uma coisa eu sei: estamos, hoje, em melhor situação (mais bem preparados) do que estávamos antes. Se este cenário externo estivesse ocorrendo em 2015, por exemplo, estaríamos completamente liquidados.

    As reformas feitas em 2016, a da Previdência, a MP da liberdade econômica e a vindoura tributária irão ajudar bastante a mitigar eventuais desafios.
  • 4lex5andro  19/08/2019 14:23
    Um ponto interessante, e que revela um bocado de como é o Brasil.

    Feitas por um governo impopular (pec do teto dos gastos e ref. trabalhistas), ''golpista'' segundo os saudosos do antigo regime;

    E por outro governo de direita com ministro da economia chicaguista (contrariando a 'tradição' de governos 'socio-democratas' de ministros keynesianos/unicampistas) que está bancando a pec da previdência e mp de liberdades econômicas.
  • Renato A. Laguna  18/08/2019 07:54
    A "demanda insuficiente" pode ser entendida no contexto da teoria do desequilíbrio monetário.
    Banco Central é planejamento central do dinheiro.
    Planejamento central leva a ciclos de desabastecimento e superprodução.

    Desabastecimento de dinheiro é algo que pode acontecer. O nível geral de preços não se ajusta instantaneamente. Renegociar salários pra baixo é difícil quando não é ilegal, e as vezes a pessoa só aceita um salário menor depois de passar pelo desemprego. Preços dependem do reajuste de salários. O crédito, quando tem correção monetária, só se ajusta depois dos preços, ou depois de uma liquidação/reestruturação se não tiver a correção monetária embutida.

    Você pode ter pessoas desempregadas, capital desempregado e terra desempregada que não se conectam por falta de um papelzinho (mas um papel com uma promessa confiável por trás).

    É melhor fornecer o dinheiro a mais que o mercado quer do que ficar esperando uma utopia de reajuste instantâneo de preços. Economia de mercado requer um sistema de preços, mas também requer uma certa estabilidade para as pessoas poderem fazer planos -- longo prazo mas também curto e médio prazo.

    Mas se for planejado centralmente, sempre vai ter erro na dose.
  • Say  18/08/2019 16:01
    "É melhor fornecer o dinheiro a mais que o mercado quer do que ficar esperando uma utopia de reajuste instantâneo de preços"

    Mas isso que você recomendou é que é utopia.

    Não existe isso de "fornecer o dinheiro a mais que o mercado quer". Não tem como forçar "papel pintado" em pontos específicos da economia. Não é assim que o atual sistema monetário e bancário funciona.

    O dinheiro só entra na economia quando pessoas e empresas vão a bancos pedir empréstimo. Ou seja, para aumentar a quantidade de dinheiro na economia, é necessário haver um aumento do crédito. É necessário haver pessoas e empresas querendo se endividar.

    Igualmente, é necessário haver bancos dispostos a emprestar dinheiro para essas pessoas e empresas.

    Ou seja, não tem como "jogar dinheiro na economia" se pessoas e empresas não estiverem dispostas a se endividar.

    As políticas de QE tentaram fazer isso, e qual foi o resultado? O dinheiro ficou preso nos bancos.

    E tudo isso poderia ter sido evitado caso grandes sindicatos aceitassem reduções de preços e salários. Como não aceitaram, a economia prolongou sua estagnação.
  • Renato A. Laguna  19/08/2019 15:51
    >Não existe isso de "fornecer o dinheiro a mais que o mercado quer". Não tem como forçar "papel pintado" em pontos específicos da economia.

    Ninguém falou nada em forçar.

    >O dinheiro só entra na economia quando pessoas e empresas vão a bancos pedir empréstimo.

    Esse seria o crédito. Dinheiro é criado e destruído pelo Banco Central nas operações de mercado aberto. Mas o crédito também é regulado fortemente pelo BC. Daí as crises de demanda. Quando o planejador central não cria dinheiro nem deixa criar crédito na quantidade, qualidade e valor que o mercado precisaria.
  • Say  19/08/2019 16:01
    "Dinheiro é criado e destruído pelo Banco Central nas operações de mercado aberto."

    Sim, um dinheiro que está no mercado interbancário. Ele não está na economia.

    Este dinheiro do mercado interbancário só entra na economia se houver crédito, isto é, se houver pessoas e empresas pedindo empréstimos bancários.

    "Mas o crédito também é regulado fortemente pelo BC."

    O BC estipula os juros do interbancário. Daí em diante, os bancos decidem se emprestam ou não, e as pessoas e empresas decidem se se endividam ou não.

    "Daí as crises de demanda. Quando o planejador central não cria dinheiro nem deixa criar crédito na quantidade, qualidade e valor que o mercado precisaria."

    Girou em círculos e não concluiu nada.

    Meu ponto se mantém: não tem como o BC injetar dinheiro na economia. O dinheiro só entra na economia se pessoas e empresas decidirem se endividar. Se elas não fizerem isso, não há dinheiro novo na economia.
  • Renato A. Laguna  19/08/2019 22:48
    >Meu ponto se mantém: não tem como o BC injetar dinheiro na economia.

    Meu ponto é que não tem como ninguém injetar dinheiro OU crédito na economia sem a permissão do BC. Um dos mecanismos de controle é o depósito compulsório. Provavelmente há muitos outros.

    www.sunoresearch.com.br/artigos/deposito-compulsorio/

    >O dinheiro só entra na economia se pessoas e empresas decidirem se endividar.

    Isto não é suficiente. O banco pode querer emprestar e a empresa pode querer se endividar, mas a taxa de juros que viabilizaria a operação para ambos é x. O planejador central decidiu que a taxa de juros vai ser y>x. O banco não consegue levantar o M0 pra fazer o depósito compulsório. A empresa quebra.
  • Mila  19/08/2019 00:17
    Sobre medidas do atual governo: o que significa a manchete?

    "Governo pretende autorizar concessionárias a pagar tarifas em dólar"

    "Quando o câmbio flutua para o investidor estrangeiro que traz seus recursos em dólares, ele busca algum mecanismo de proteção porque as concessões são feitas com tarifas em reais. Como sai todo mundo ganhando, o custo do capital pra financiar esses projetos começa a cair. Esse é o caso de muitas das obras de infraestrutura no interior do país para escoamento de commodities."
  • Mila  19/08/2019 02:08
    Sobre medidas do atual governo: o que significa a manchete?

    "Governo pretende autorizar concessionárias a pagar tarifas em dólar"

    "Quando o câmbio flutua para o investidor estrangeiro que traz seus recursos em dólares, ele busca algum mecanismo de proteção porque as concessões são feitas com tarifas em reais. Como sai todo mundo ganhando, o custo do capital pra financiar esses projetos começa a cair. Esse é o caso de muitas das obras de infraestrutura no interior do país para escoamento de commodities."
  • 4lex5andro  19/08/2019 13:32
    Pronto começou o vitimismo, é o fim do mundo, um país de marmanjos e marmanjas que se comportam financeiramente como crianças mimadas que acabaram de ganhar mesada pra gastar no shopping.

    Pegaram dinheiro que não eram de vocês, a juros imorais, agora se virem com suas dívidas.
  • Sandro Lima  19/08/2019 18:50
    Concordo!
    Na pior das hipóteses, quando a cobrança ligar, diga na cara; "Não irei pagar".

    Não tenho empréstimos nem dividas roladas no cartão, mas se tivesse? minha resposta seria: "Não pagarei".
    Ainda mais se for cartão de crédito....
    Pessoa tem passar por situação muito forte ou ser muito descontrolada e maluca, pra deixar de pagar cartão de crédito.
  • Bom senso  19/08/2019 17:36
    Mas a economia brasileira apresenta altíssima ociosidade e elevado desemprego. Então como não é falta de demanda? Com a crise fiscal, o setor público passou a conter fortemente gastos, fora que o BNDES saiu de cena, e o setor privado não preencheu o espaço deixado por aquele.
  • Say  19/08/2019 18:52
    "Mas a economia brasileira apresenta altíssima ociosidade e elevado desemprego."

    Correto. A alta ociosidade é resultado de investimentos errôneos feitos na época do boom. Várias indústrias se expandiram acreditando que a renda continuaria aumentando indefinidamente, algo que não aconteceu (a renda estagnou e começou a cair em 2014).

    Já o desemprego é consequência direta dessa constatação de que os investimentos foram errados. Tão logo se constata que vários investimentos errados foram feitos (investimentos para os quais nunca houve uma demanda genuína), a mão-de-obra destes empreendimentos é demitida.

    Economia básica.

    Ademais, toda essa questão da ociosidade já foi respondida em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3046#ac238298

    (Impressionante como todo mundo sempre pergunta a mesmíssima coisa, tentando vencer pelo cansaço)

    "Então como não é falta de demanda?"

    É falta de renda, meu caro. E a solução é criar renda. Por favor, não comece a girar círculos fingindo que está criando um raciocínio original.

    "Com a crise fiscal, o setor público passou a conter fortemente gastos"

    Eis a evolução dos gastos mensais do governo. Favor apontar a contenção.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-government-spending.png?s=brazilgovspe&v=201908031230a1&d1=19190101&d2=20191231

    "fora que o BNDES saiu de cena, e o setor privado não preencheu o espaço deixado por aquele"

    Esta é a única parte correta. Quando o estado se retrai, o setor privado só entra se houver, dentre outras coisas, segurança jurídica e perspectivas econômicas positivas. No momento, não parece haver nenhuma.
  • Sandro Lima  19/08/2019 17:49
    Err, em partes faz sentido.
    Mas, quando falam em "redistribuição de renda" falam em dar um mínimo para a pessoa ter com o que se sobreviver.
    Não estamos falando de produtos caros, e que já não sejam produzidos em larga escala.
    Imagino que devem pensar assim:

    Se a renda está na mão de 10 pessoas e 50 não tem nada, jogando um pouquinho na mão dessas outras pessoas, o consumo de itens básicos irá subir, subindo a produção, gerando emprego, mais impostos etc.

    Mas na prática, não é assim, pois depende de diversos fatores e riscos para quem produz;
    Análisar se a demanda não é temporária, se vale a pena investir em insumos para aumentar a produção, vontade de produzir mais...
    Se empresa optar por não investir no momento, e esticar 1 ano para ver se a demanda é constante, governo não pode esperar tudo isso, fazem as medidas para ontem, o que gera a escassez de produtos, gerando inflação.

    Tudo depende do ser humano, de diversos fatores e vontades alinhados para querer que algo aconteça.



  • Bruno Laurindo  19/08/2019 18:20
    "O real problema é que a demanda de um indivíduo é restringida por sua capacidade de produzir bens e serviços." Beleza, então estou na tal ilha hipotética e surge a demanda por abrigo e alimentos. No entanto nessa ilha não há insumos e muito menos materiais para confecção de abrigos e equipamentos de caça, logo minha capacidade de produzir bens e serviços é nula. Mesmo assim a demanda inicial continua existindo independentemente da minha capacidade de produção.
    Segundo o autor do artigo: "A demanda é algo que ocorre naturalmente pelo simples fato de sermos humanos."
    Se a demanda ocorre NATURALMENTE, ocorre independente da minha capacidade ou não de satisfazê-la.
    Sendo assim, o real problema é que a SATISFAÇÃO da demanda de um indivíduo é restringida por sua capacidade de produzir bens e serviços.
    As consequências de se defender a restrição da demanda pela capacidade de produção será que, ao operário sempre será vedado demandar por mais bens e serviços porque estes tem capacidade muito reduzida e restrita de produção.
  • Say  19/08/2019 19:05
    "Beleza, então estou na tal ilha hipotética e surge a demanda por abrigo e alimentos. No entanto nessa ilha não há insumos e muito menos materiais para confecção de abrigos e equipamentos de caça, logo minha capacidade de produzir bens e serviços é nula."

    Sua capacidade de produzir estes bens específicos será nula. No mundo real, você terá de se especializar em produzir outras coisas, exportar, e, aí sim, utilizar os proventos da exportação para importar o que necessita.

    Economia básica.

    "Mesmo assim a demanda inicial continua existindo independentemente da minha capacidade de produção. [...] Sendo assim, o real problema é que a SATISFAÇÃO da demanda de um indivíduo é restringida por sua capacidade de produzir bens e serviços."

    Correto. Você terá de se especializar em algo que satisfaça as necessidades de terceiros (de qualquer ponto do globo) para então utilizar o rendimento dessa exportação para importar suas demandas.

    Daí a importância do livre comércio.

    "As consequências de se defender a restrição da demanda pela capacidade de produção será que"

    Já começou errado. Dizer que a satisfação da demanda depende da produção não é uma "defesa da restrição". Pare de vitimismo. Só se está explicando a realidade. Não se está defendendo nada. Só se está explicando que dois mais dois são quatro.

    "ao operário sempre será vedado demandar por mais bens e serviços porque estes tem capacidade muito reduzida e restrita de produção."

    Claro que não será vedado. Ele poderá se associar a um capitalista e, na condição de assalariado, utilizar bens de capital para produzir bens e serviços demandados por terceiros. Com a renda auferida da satisfação da necessidade de terceiros ele poderá então satisfazer suas necessidades.

    Economia básica.

    Sugiro:

    Eis as três principais maneiras como os capitalistas melhoram a vida dos trabalhadores
  • Bruno Laurindo  19/08/2019 19:24
    "Dizer que a satisfação da demanda depende da produção não é uma "defesa da restrição". É verdade, vacilei. E nem é disso que o autor trata no texto, ele simplesmente diz que a demanda fica restrita - não que ela deixa de existir ou que deve ser impedida - em relação com a capacidade de produção.

    Valeu pela dica!

  • Estudante  19/08/2019 19:57
    Pessoal, o que vocês pensam sobre DAY TRADE? Estou começando a me interessar e vejo que é possível surfar na onda de valorização da Bovespa (esse ano entre as bolsas mais valorizadas do mundo)...

    Não penso em ganhos diários, mas sim mensais, sem ansiedade, tiro no escuro e sem milagres.

    Quem vocês recomendam pra seguir e estudar? Tem muito falastrão nesse meio, preciso de referência e todo meu conhecimento economico advém do IMB...


    Forte Abraço
  • Trade  19/08/2019 21:45
    É o jeito mais rápido e garantido de você se lascar.

    Mais de 90% das pessoas que tentam viver de 'day trade' têm prejuízo
  • Estudante  20/08/2019 02:49
    Quem é os 10%? Trading na Bovespa é Esquema de Piramide?
  • Felipe Lange  19/08/2019 23:55
    Eu compraria ações de alguma empresa e simplesmente esperaria ("holdar"). Bom, pelo menos foi isso que fiz quando comprei Bitcoin em 2015.
  • Leigo  20/08/2019 18:14
    Dê uma olhada no site do Clube dos Poupadores, um dos artigos do autor (Leandro Ávila) foi publicado aqui no IMB...
  • Felipe Lange  19/08/2019 21:26
    Leandro, o que é exatamente a formação bruta de capital fixo? Como ela interfere na economia de certo país?
  • Auxiliar  20/08/2019 02:18
    São investimentos em bens de capital, ou seja, ativos fixos que aumentam a capacidade produtiva. Compra de máquinas, equipamentos, ferramentas, material de construção, ampliação de instalações industriais, construção de fábricas etc – em suma, tudo que tem a função de produzir diretamente outros bens.

    Para resumir, a FBCF mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, que serão utilizados para produzir outros bens.

    Esse mensurador é importante porque indica se a capacidade de produção do país está crescendo e também se os empresários estão confiantes no futuro.
  • Felipe Lange  21/08/2019 23:51
    Leandro, vi hoje essa postagem no perfil oficial do Jair Bolsonaro, onde:

    "- A Caixa Econômica Federal lança novo plano para compra da casa própria, diminuindo os juros para os compradores;
    - No final, teremos uma redução de 30% a 50% nos valores das prestações mensais."


    Vi essa notícia também. O que isso irá causar à economia brasileira? Externalidades positivas?

  • Leandro  22/08/2019 00:46
    No curto prazo, ótima notícia para as incorporadoras e construtoras. Compre muita ação de Trisul, Even, Eztec, Helbor, Direcional e Cyrela.

    Preços dos imóveis tendem a voltar a acelerar, assim como novas construções. Toda a cadeia ligada à construção civil ganhará impulso. Como tudo ainda está bem deprimido, dá pra ocorrer um longo boom. Caso o IPCA (que define o valor final das prestações) se mantenha comportado, ainda tem muita bolha pra ser inflada.

    As consequências negativas (bust) só virão bem lá na frente. Se o IPCA sair de controle, elevando acentuadamente as prestações, pode haver calotes e gerar um efeito semelhante ao da crise financeira de 2008. Se os credores (os detentores dos papéis lastreados em hipotecas) forem bancos, pode haver uma crise bancária. Se forem fundos de investimento não ligados a bancos, a crise ficaria contida.

    Quem entrar agora e souber o momento certo de sair vai se dar bem.
  • PauloHMB  22/08/2019 00:52
    Eu entendi que essa redução de juros foi estrutural, diminuindo os riscos associados aos emprestimos.
    Não vejo essa redução como uma canetada. Por exemplo, ao associar ao IPCA, os bancos podem cobrar menos juros, pois agora o risco inflacionário é reajustado.

    Seria apenas uma modalidade nova que reduz os riscos dos emprestimos, não uma canetada reduzindo juros, ou subsidios..
  • Leandro  22/08/2019 02:22
    Concordo que utilizar IPCA em vez de TR é muito mais lógico e sensato, mas ainda é prematuro para vaticínios sobre se houve "canetada ou não" ou se "o preço está certo ou não".

    Quem vai decidir isso é o investidor.

    Se houver demanda por essas hipotecas empacotadas que pagam IPCA + 2,95%, então de fato o preço está certo. Se não houver, então o financiamento dar-se-á por meio da expansão artificial do crédito (banco criando dinheiro via reservas fracionárias).

    Por ora, sabe-se apenas que a taxa total (IPCA + 2,95%) cobrada dos melhores clientes está abaixo da de vários títulos públicos. (Eu mesmo não acho essa taxa atraente. Em termos de renda fixa, prefiro comprar IMAB11.)

    De resto, tudo o que foi dito sobre calotes e suas consequências continua valendo. Mas isso é só para o longo prazo. No curto prazo, há muito lucro a ser feito.
  • Pobre Paulista  22/08/2019 13:13
    Voltamos à era do "gatilho salarial". E tem gente comemorando.
  • anônimo  22/08/2019 10:31
    Parabéns ao Bolsonaro, vai colher bons frutos e empurrar a bomba na mão de outro presidente. Só precisa ser esperto em desarmar a bomba a tempo se ele for esse próximo presidente.
  • Renascido em Escola Autríaca  27/08/2019 22:40
    O efeito não seria o mesmo do "Minha Casa, minha Vida"?


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2781
  • YURI   25/08/2019 01:05
    Os keynesianos desenvolvimentistas precisam entender isso:

    "A demanda humana é, por si só, algo infinito. Ela não precisa ser estimulada para passar a existir. Suponha que você queira um carro novo, mas perde seu emprego e decide postergar a compra. Será que o seu desejo (ou demanda) pelo carro diminuiu como resultado de seu desemprego? Se você for como a maioria das pessoas, você continua desejando aquele carro com a mesma intensidade de antes, mas talvez irá decidir não comprá-lo por causa da redução da sua renda. Não é que você não mais queira o carro (se alguém lhe oferecer o carro com um desconto de 90%, você muito certamente irá comprá-lo); a questão é que você perdeu a capacidade de adquirir o carro dado o seu preço e a sua agora reduzida renda."
  • John Maynard Keynes  27/08/2019 17:23
    "A demanda humana é, por si só, algo infinito. Ela não precisa ser estimulada para passar a existir. " Concordo com você em parte, por outro ala a demanda pode sim ser estimulada, como um músculo, que existe, mas pode crescer

    Um exemplo claro disso: A dona de casa foi ao mercado comprar frutas, banana, laranja...os preços do morango estão abaixo do normal, pois morangos são caros. Então a dona de casa faz o seguinte: Estão baratos, vou levar.


    Que atire a primeira pedra aquele que nunca comprou algo só porque o preço estava bom? e lembre que você não é o único consumidor.
  • Say  27/08/2019 19:09
    "A dona de casa foi ao mercado comprar frutas, banana, laranja...os preços do morango estão abaixo do normal, pois morangos são caros. Então a dona de casa faz o seguinte: Estão baratos, vou levar. Que atire a primeira pedra aquele que nunca comprou algo só porque o preço estava bom? e lembre que você não é o único consumidor."

    Ué, mas é exatamente isso o que tem de acontecer em uma economia recessiva: redução de preços, o que só pode acontecer se houver redução de salários. Mas como o governo e os sindicatos não permitem a última, a primeira não tem como ocorrer.

    A recessão nada mais é do que o período de cura do boom anterior, em que vários investimentos ruins foram feitos por causa do crédito fácil. Assim, em um cenário de recessão, o governo deve remover ao máximo os obstáculos burocráticos e regulatórios para que os empreendedores possam rapidamente corrigir seus erros anteriores e descobrir quais bens e serviços os consumidores realmente querem (e podem comprar). Dado que o mecanismo de preços é a principal fonte de informação dos empreendedores, uma flexibilidade nos preços de mercado (inclusive salários) é essencial para uma rápida recuperação.

    Mas tal flexibilidade é proibida na maioria dos setores. Consequentemente, os preços não caem. Consequentemente, a recessão não passa.

  • André Ambrosio Abramczuk  28/08/2019 13:58
    Li o artigo e depois fui aos comentários. Gostei de ler como há defensores e detratores de qualquer posição que se tome em termos de ação no mercado. Achar que o consumo assegura a prosperidade sem que para esse consumo haja o suporte de uma renda e para essa renda haja o suporte de uma produção é uma falácia utópica digna do socialismo mais canhestro do mundo. Por outro lado, temos o idiota redistributivista que acha que taxando pesadamente o consumo de bens de luxo por parte dos ricos vai ajudar os de menor renda; não vai! Um amigo meu dizia que se o rico for inibido por uma taxação excessiva ele simplesmente não compra, e quem fica sem emprego é o trabalhador que produzia o que o rico poderia comprar. Se o rico não puder comprar um Mercedes ou Porsche ou Masseratti vai comprar um carro popular, e quem perde o emprego é o montador da Mercedes, o trabalhador da fábrica de componentes usados no Mercedes e assim por diante. Por outro lado, o carro popular vai ficar tão caro quanto um Mercedes. Esse pessoal utopista deveria ler Fred Hirsch, "Limites Sociais do Crescimento", para entender a diferença entre bem material e bem posicional.
  • Emerson Luis  12/09/2019 15:48

    Se um indivíduo aumenta o seu consumo por meio de endividamento, em especial se for continuamente, ele logo terá que reduzir o seu consumo mensal para menos do que era antes.

    E se uma nação inteira fazer isso, logo teremos uma recessão.

    * * *


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