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O longo prazo está chegando para o estado de bem-estar social europeu
Sua social-democracia já está se revelando insustentável

A Alemanha é a força-motriz da União Europeia. É também a locomotiva que puxa a zona do euro. E sua economia começou a se contrair. Era inevitável. O que realmente impressiona é que tenha demorado. Itália e Reino Unido também apresentam a mesma perspectiva.

Angela Merkel costumava dizer que "a União Europeia representa 5% da população do globo, 25% do seu PIB, e aproximadamente 50% dos gastos mundiais com políticas de bem-estar social."

Mas os dados verdadeiros são mais preocupantes.

A União Europeia engloba:

7,2% da população mundial.

23,8% do PIB mundial.

58% dos gastos mundiais com políticas de bem-estar social.

Alguém terá de ceder.

Na União Europeia, a alíquota média de impostos que incide sobre os trabalhadores é de 44,5%.

Já a tributação total representa 41% do PIB da zona do euro. Consequentemente, um cidadão comum da UE tem de trabalhar quase metade do ano apenas para bancar seus governos.

A facilidade de se empreender continua menor (mais difícil, cara e burocrática) que a das principais economias do mundo.

A burocracia é asfixiante. De acordo com o espanhol Foro Regulación Inteligente e com os dados oficiais da União Europeia de 2015, os países membros estão sujeitos a mais de 40.000 regras pelo simples fato de pertencerem a instituições da UE. No total, incluindo regras, diretivas, jurisprudência, e especificações setoriais e industriais, estima-se que haja aproximadamente 135.000 regras compulsórias.

A União Europeia aprova, em média, 80 diretivas, 1.200 regulações e 700 decisões por ano.

A facilidade de se empreender continua menor (mais difícil, cara e burocrática) que a das principais economias do mundo. Até mesmo as principais (mais ricas) economias da UE continuam significativamente atrás das líderes em termos de liberdade econômica.

A meta é a França

A Comissão Europeia não apenas gosta de impostos altos, como também é partidária da tributação dupla. Em específico, os chamados impostos "verdes" são a grande piada. Os consumidores pagam pelos maciços subsídios "verdes" repassados pelos governos às empresas do setor industrial, mas também pagam pelos impostos indiretos "verdes" que incidem sobre o preço final de bens de consumo emissores de gás. No final, os cidadãos da UE pagam duplamente: pelos subsídios e por serem tão insensíveis ao ponto de usarem um carro.

No que diz respeito a gastos e impostos, a padrão é sempre o mesmo. Para Bruxelas, fazer uma "harmonização fiscal e tributária" dos países-membros significa elevar impostos, regulamentações e gastos de todos os países. Na prática, o corpo burocrático exige que as outras nações da UE tentem alcançar os números da França. Bruxelas não questiona a asfixia econômica que ocorre na França ou em outros países. Ela exige que as outras nações alcancem a média de impostos, regulações e gastos que a França, sozinha, eleva desproporcionalmente.

Frequentemente, as recomendações da Comissão Europeia não procuram reduzir os desequilíbrios e promover a competitividade, a atração de capital e os investimentos produtivos. O que elas fazem é perpetuar um modelo dirigista copiado da França, o qual apenas gera estagnação e maior descontentamento.

Quanto mais se tributa mais se gasta

Ao mesmo tempo, apesar de todo o pesado fardo tributário e de todo o confisco de riqueza, a dívida total da União Europeia está em 85% do PIB (era de 70% no início da década de 2000). Estimativas fictícias sobre evasão de impostos e os frequentes clamores para "tributar mais os ricos" — como se isso fosse a solução mágica para os déficits — serviram apenas para que os gastos governamentais continuassem crescendo despreocupadamente, levando a níveis insustentáveis o fardo do governo sobre a economia real e, consequentemente, afetando os investimentos produtivos.

Na UE, as políticas públicas são cada vez mais direcionadas a tributar os produtivos para subsidiar os improdutivos.

O uso de estimativas irrealistas de receitas tributárias (estimativas essas feitas por políticos que sempre estão errados) para financiar aumentos reais de gastos (os quais consistentemente ficam acima do inicialmente previsto) fez com que a UE fracassasse em todas as promessas de redução da dívida.

As consequências

Os custos da hiper-regulação e dos impostos excessivos sobre os investimentos, a criação de emprego e a inovação são evidentes. A União Europeia tem uma taxa de desemprego que é praticamente o dobro da dos outros países desenvolvidos: sua atual taxa de 7,5% foi puxada para baixo pelo baixo desemprego da Alemanha (3,1%) e do Reino Unido (3,9%). O desemprego na França é de 8,5%, na Itália é de 9,7% e na Espanha é de 14%. Enquanto isso, o desemprego nos EUA é de 3,7% , no Canadá é de 5,7%, na Austrália é de 5,2%, e na nova Zelândia é de 3,9%.

A tributação afeta severamente o crescimento das pequenas e médias empresas: a proporção de desenvolvimento das pequenas e médias empresas em relação às grandes é metade da dos EUA.

A menos que os burocratas e políticos da UE mudem sua mentalidade em relação a este modelo — que se sustenta majoritariamente por meio de uma maciça tributação e de uma volumosa burocracia — e passem a adotar políticas voltadas ao corte de impostos e de gastos, à redução da burocracia, à facilidade de se empreender, a uma maior liberdade econômica, e à atração de capital, o próprio estado assistencialista irá implodir. Custeá-lo será impossível.

O que os defensores do modelo não vêem

Cidadãos produtivos e empresas não são um caixa eletrônico sem limites, o qual pode cuspir dinheiro infinitamente para bancar excessos políticos. A fonte sempre seca. Para o estado de bem-estar social europeu, o fim do dinheiro alheio está chegando.

O grande paradoxo é que o estado de bem-estar social europeu só poderá ser prolongado se houver mais liberdade ao empreendedorismo, aos investimentos, à criação de empregos e ao crescimento econômico. Apenas assim haverá mais riqueza para ser confiscada e, com isso, dar continuidade ao estado assistencialista. Não há social-democracia sem uma ampla liberdade econômica, como bem ensinam Suécia e Dinamarca.

No entanto, a deliciosa ironia é que tudo indica que o estado assistencialista europeu será destruído pelos mesmos que, de tanto defenderem o setor público, o tornaram insustentável.

 


autor

Daniel Lacalle
é Ph.D. em economia, gestor de fundos de investimentos, e autor dos livros  Escape from the Central Bank TrapLife In The Financial Markets and The Energy World Is Flat.


  • alerj  15/08/2019 15:53
    Acho que faltou o articulista desenvolver a mensagem do título. Por que o longo prazo está acabando ? Mostrar diversas estatística negativas da economia europeia não esclarece nada.
  • alesp  15/08/2019 16:34
    É só o que restou, né? Criticar o título...

    De resto, se você não consegue ligar causa e consequência – estagnação econômica e desemprego alto causado por altos gastos e impostos necessários para bancar a social-democracia --, aí ninguém mais pode fazer nada por você.
  • Magno  15/08/2019 16:35
    Eis aqui um desenvolvimento total do título:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3025
  • Jose Mario Carvalhal de Oliveira  15/08/2019 16:07
    Análise muito coerente. Acredito que o bem-estar social europeu se prolongo de forma tão excessiva que sua sustentabilidade, considerando o novo contexto econômico mundial e os fatores abordados no presente artigo, é insustentável.
  • Carro de Baiano  15/08/2019 16:09
    A grande questão é: o que entrará no lugar?
  • Alexandre  20/08/2019 12:38
    Para resolver a questão econômica, criarão a III Guerra Mundial.
  • Minarquista  15/08/2019 16:13
    Não creio que os estados sociais-democratas vão quebrar.
    Os estados são parasitas do setor produtivo. E quanto um parasita pode crescer? O máximo possível, desde que não mate o hospedeiro!
    Me parece muito mais provável que tenhamos uma crise, com uma pequena redução do estado social-democrata. Podemos ter temporariamente a ascensão de líderes que valorizem o pragmatismo, e reduzam o assistencialismo.
    Mas assim que o hospedeiro estiver fora de perigo, os socialistas voltarão ao poder, garantindo que o estado não diminua seu tamanho mais do que o estritamente necessário para evitar a quebradeira geral.
    E assim caminha a humanidade: estado crescendo o máximo possível, até haver uma crise corretora que serve apenas para voltar um pouco para trás, antes de retomarmos o padrão de crescimento estatal máximo.
    E enquanto isso, a população vive com as sobras, tendo um padrão de vida muito abaixo do que produz.
  • Fibonacci   15/08/2019 16:38
    Países ricos demoram mais para mostrar os sintomas de falecimento da sua economia porque há mais pessoas e empresas dispostas a emprestar dinheiro para ele. E a amortização da dívida fica menos dolorosa por terem mais pessoas produtivas para tributar.
  • Carro de Baiano  15/08/2019 18:42
    Isso poderia ser no passado, mas não agora. A taxa de natalidade está muito baixa, por isso precisam atrair investidores o máximo que conseguirem para que a produtividade dos trabalhadores aumente.

    O modelo nórdico é muito mais inteligente justamente porque propicia um ambiente favorável para empresários em detrimento dos trabalhadores.
  • Luis Alfredo  15/08/2019 19:23
    É uma verdade que você comentou. Mas há um 'quê' de povo aqui. Alguém inventou que é possível sobreviver sem trabalho, produção e que dinheiro dá em árvore. E o mais incrível é que esse 'povo' acreditou nisso e continua acreditando.
  • Reinaldo  15/08/2019 16:37
    Bem fez o Reino Unido de pedir a saída dessa versão atualizada do Império Romano. Espero, para o bem da Europa como um todo, que outros países peçam a independência desse regime totalitário e enganador que se instalou por lá.

    E bem que poderia acontecer aqui no Brasil também. Os movimentos separatistas bem que poderiam levar a cabo suas idéias. Seria ótimo ter 26 países competindo entre si pelos melhores e mais dedicador cidadãos.
  • Rene  15/08/2019 16:37
    Via de regra, a mentalidade dos europeus está extremamente voltada ao estado de bem estar social. Assim que os governos quebrarem, a primeira coisa que os europeus vão fazer é tacar fogo nas ruas para exigir o almoço grátis. Quando vierem as próximas eleições, vão colocar no poder o candidato de extrema esquerda mais intervencionista possível. Por incrível que pareça, a longo prazo o Brasil tem mais chances de dar certo do que a Europa, pois por aqui as ideias de liberdade estão ganhando força devagar, ao passo que por lá no velho continente não existe nem sinal de mudança de mentalidade.
  • Humberto  15/08/2019 16:40
    Para o texto ficar perfeito, só faltou adicionar que, quando há bastante liberdade econômica, o estado de bem estar social é desnecessário. E, além disso, ele pode ser prejudicial: vide o caso da Suécia e outros países, cuja crise imigratória se dá em função da imigração em massa de pessoas querendo mamar nesse bem estar social.
  • anônimo  15/08/2019 16:54
    Curiosidade: todo o estímulo imigratório maciço que houve foi com a intenção de fazer crescer a parcela jovem e que produz da UE. Mas, no final, arrumaram apenas mais gente para viver sustentada pelo Estado.
  • Juliano  15/08/2019 16:58
    "Na UE, as políticas públicas são cada vez mais direcionadas a tributar os produtivos para subsidiar os improdutivos."

    Isso é uma tendência já no mundo inteiro. Na América Latina então é fortíssima.
  • Eli Manning  15/08/2019 18:20
    Boa tarde, prezados

    A lista a seguir, basicamente, apresenta o que é oferecido por um Welfare State:

    - Auxílio reclusão

    - Auxilio doença = reserva de emergência/seguro

    - Auxílio acidente = reserva de emergência/seguro

    - Auxílio maternidade = "fundo maternidade"

    - Aposentadoria por invalidez = seguro

    - Aposentadoria normal = iniciativa do indivíduo

    - Seguro desemprego = reserva de emergência

    Educação, saúde e infraestrutura.

    No que tange aos auxílios, gostaria de saber se a indústria securitária nos países desenvolvidos são pujantes o suficiente para absorverem esta demanda existente pelos serviços do Estado.

    O nível de instrução e renda da população europeia é alto, será que não é melhor cada cidadão tentar planejar ao máximo as coisas por si e diminuir a supremacia do Estado e, obviamente, dos políticos? Segue um exemplo abaixo.





    Peguemos o auxílio maternidade. Uma medida que acho interessante é o casal, com antecedência e planejadamente, constituir um "fundo maternidade", onde o rapaz e a moça, ambos ativos no mercado de trabalho, a cada mês, separam uma parte da renda com a finalidade de criar reservas para a época da gestação e para o período pós parto. Essa medida, na minha comezinha opinião, contribuiria para a diminuição da tão combatida desigualdade de gênero no recebimento de proventos, além de contribuir para o planejamento familiar e, em última instância, diminuir o poder do estado sobre a sociedade civil. Além claro, de ensejar a formação de poupança no país.
  • Alfredo  15/08/2019 18:51
    Você apresentou um ótimo ponto. Todas essas coisas devem ser cobertas por seguros, que são instituições essenciais para uma sociedade livre.

    No entanto, as pessoas preferem dar seu dinheiro para políticos para que estes gerenciem sistemas de redistribuição. É o ápice da imbecilidade.
  • Eusébio  15/08/2019 18:39
    Há uma lógica que os defensores da social-democracia se recusam a entender: o dinheiro do governo advém da arrecadação de impostos sobre a renda gerada na sociedade. Essa renda (salários, lucros, juros, aluguéis, etc.), medida em dinheiro, é igual ao total de bens e serviços finais produzidos no país (PIB).

    Mas a produção de bens e serviços é limitada, pois os recursos não são infinitos, mas sim escassos. Logo, se produção é limitada, então a renda também é limitada.

    E como o dinheiro do governo vem da tributação dessa renda, o orçamento do governo é limitado.

    De um modo mais simples: o governo não tem dinheiro infinito para fazer tudo. Pelo contrário, a arrecadação total de impostos não é suficiente para cobrir todas as despesas do Estado, como saúde, educação, previdência, juros da dívida, etc. Nesse caso, o governo emite títulos públicos, tomando emprestado dinheiro da sociedade para fechar as suas contas.

    Mas a capacidade de endividamento do governo não é ilimitada. Juros têm de ser pagos. E esses juros vêm dos impostos acima, o que reinicia o ciclo.

    Logo, se os gastos continuarem crescendo, uma hora o dinheiro vai acabar. E quando acabar o dinheiro, quem vai dar a notícia de que acabaram os "direitos"?

    O Brasil, por incrível que pareça, já está lidando com isso antes dos europeus.
  • Intruso  15/08/2019 18:59
    Está lidando com os mesmos problemas dos europeus, sem ao mesmo chegar a ter estado de bem-estar social. Pobre Brasil.
  • Humberto  15/08/2019 19:12
    Depende do ponto de vista.

    No Brasil, o bem-estar social é pleno para quem é funcionário público. É de fazer inveja a seus congêneres europeus. Estabilidade, salários nababescos, auxílios de tudo e até plano de saúde custeado pelos desdentados (afinal, alguém tem de pagar).

    E, dado que aqui o sonho da classe média sempre foi fazer parte deste séquito, então pode-se dizer que, sim, a demanda por bem-estar foi amplamente atendida.

    De resto, aqui no Brasil o estado cuida de escolas, universidades, saúde, aposentadorias, pensões, esportes, cultura, lazer, filmes nacionais, teatro, subsídios tanto para pequenos agricultores quanto para megaempresários, benefícios assistencialistas de todos os tipos (Bolsa-Família, BPC (LOAS) etc.), estradas, portos, aeroportos, Correios, eletricidade e petróleo. Tudo isso além de criar uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários.

    Isso é tipico de estado de bem-estar social: o estado fornece tudo isso com a justificativa de estar tornando estes bens e serviços mais acessíveis.

    O fato de isso não ter funcionado (que é, na verdade, a sua reclamação) não implica que não foi tentado.
  • No liberalismo é onde existe a genuína caridade  15/08/2019 20:18
    Aposentadoria aos 60, com paridade e integralidade, com uma contribuição de apenas 11% sobre o salário. Estabilidade garantida, com ponto facultativo nos "feriadões"...

    Estado do RJ: nos últimos 4 anos, aproximadamente 70% da arrecadação com royalties do petróleo foram destinados ao RioPrevidencia, a fim de cobrir os seus rombos...

    Tentativa de ajuste na alíquota dos servidores = bomba na Alerj...

    agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-05/alerj-vota-aumento-da-aliquota-previdenciaria-dos-servidores


    Não sou contra os servidores, mas utilizarmos o dinheiro que vem de 5 Km abaixo do oceano para pagar rombo previdenciário, ainda mais sob chuva sob chuva de protestos... É de dilacerar o coração.

    g1.globo.com/economia/noticia/rio-preve-usar-75-dos-royalties-de-petroleo-para-cobrir-rombo-na-previdencia-em-2018.ghtml

    Onde iremos parar???
  • Questionador  15/08/2019 21:19
    Lendo o artigo, parecia que o autor estava se referindo ao Brasil, cuja Constituição de 1988 copiou o sistema europeu (enorme aparato estatal burocrático e assistencialista).
  • anônimo  16/08/2019 01:08
    Paradoxalmente, servidores públicos também estão sofrendo com a própria situação que criaram, mesmo os mais graúdos. Salários atrasados, infraestrutura caótica, produtos caros, elevado custo de vida, etc. Estão próximos de matar o hospedeiro.

    É aquela questão, você prefere ser do alto escalão na Coreia do Norte ou ser de baixo escalão na Suíça?
  • Pobre Mineiro   16/08/2019 15:21
    Aí é o servir no céu, ou reinar no inferno...

    Alto escalão na Coréia do Norte é reinar no inferno.
    Baixo escalão na Suécia é servir no céu.

    Faça a sua escolha.
  • Pobre Mineiro   16/08/2019 15:29
    E imaginar que o Brasil está várias posições abaixo dos países citados no artigo, na classificação de liberdades econômicas.

    Logo, no tocante às regulamentações e intervenções estatais, somos muito piores.
  • Felipe Lange  16/08/2019 00:17
    A recessão está ficando cada vez mais próxima.

    Leandro, por que mesmo assim tantas pessoas correm para o dólar? Seria referente a comprar títulos do governo americano?
  • Leandro  16/08/2019 02:33
    A economia segue robusta, a moeda é historicamente forte, o país não tem tradição de calote, seu setor produtivo é insuperável em termos de geração de riqueza e, no que tange a países desenvolvidos, é um dos raros que ainda pagam juros positivos.

    Quem não quer investir em um país assim?
  • Felipe Lange  16/08/2019 14:36
    Mas com a recessão, a economia americana vai sofrer de alguma forma. Isso não pode interferir na credibilidade do dólar americano?
  • Leandro  16/08/2019 15:23
    E as pessoas vão abrir mão do dólar e recorrer a qual moeda? No final, todos precisam de dinheiro para fazer transações. Qual seria a moeda utilizada mundialmente no lugar do dólar?

    Sim, muitos estão recorrendo ao ouro (como este Instituto sempre defendeu), mas elas não irão utilizar o ouro para fazer transações diárias. Eles estão recorrendo ao ouro como reserva de valor (proteção), e não como meio de troca.

    O dólar pode se desvalorizar, mas não perderá seu posto para nenhuma outra (não por ora), principalmente pelo fato de suas principais "rivais" serem de países que pagam juros negativos..
  • Pobre Mineiro  17/08/2019 15:27
    E as pessoas vão abrir mão do dólar e recorrer a qual moeda?

    Recorrerão às criptomoedas logo que perceberem que papelzinho colorido "lastreado" na honestidade de político não vale nada. - Peter Torguniev (ancap.su)

    Segundo ele, o dólar americano e todas as moedas estatais do mundo perderão totalmente o valor; na verdade as moedas estatais, assim como os governos, ainda existem devido à inércia. Não mais que 30 anos nos separam do Ancapistão.

    Se ele estiver certo, gostaria de estar nascendo hoje...
  • Carlos Alberto  18/08/2019 02:06
    Ouço esse papo desde 2006. De lá pra cá o dólar só se fortaleceu. Eu tenho criptomoedas mas elas não são dinheiro e não serão tão cedo. São apenas ativos altamente especulativos. Não tem nenhum indicativo de que o seu João está disposto a trocar todos os seus reais por bitcoins. E nem o seu Manoel (o dono da padaria) demonstra propensão a receber em bitcoin.
  • HELLITON SOARES MESQUITA  16/08/2019 15:58
    O motivo é até simples. Eles correm para o IENE, Dólar e EURO o pessoal só fala do dólar estranhamente. Eles pegam emprestado a juros baixos em seus países. Depois colocam em países que pagam juros maiores. Mas é só essas nações darem sinais de queda e eles voltam para seus países.
  • Vanete Santana  16/08/2019 09:07
    Alguns comentários...
    1) O desemprego é baixo na Alemanha porque a maioria da população está subempregada. Há muitos postos de trabalho na categoria Minijob - o funcionário trabalha no máximo 20 horas por semana e recebe 400 euros por mês. O restante do que ele precisa para viver é complementado pelo Governo. A taxa de 3,1% de desemprego na Alemanha, na prática é falsa(maquiada pelo Governo por meio dos Minijobs).
    2) A falta de liberdade para o cidadão se tornar autossuficiente é assustadora para quem é novo no sistema. Quando comecei imergir no sistema alemão, ficava perplexa por perceber os alemães cortando gastos ao invés de procurarem um modo de ganhar mais e, assim, poderem manter seu padrão de vida. Eu os tomava por preguiçosos e acomodados e não coneguia entender como isso é possível. Foi preciso imergir mais no sistema para perceber que não há o que se possa fazer para ganhar mais. O sistema é extremamente engessado. Ninguém pode fazer um "bico" ou oferecer um serviço extra fora do "sistema de confisco governamental" - o Governo é um Grande Irmão; ele vê tudo. Não considero isso de todo negativo O problema é que, se o rendimento de uma pessoa aumenta porque ela presta um serviço extra ou porque conseguiu um posto de trabalho que paga mais, a taxa de imposto cobrada dela também aumenta, de modo que ela continua recebendo o mesmo que antes e tendo que conter gastos. Além disso, as pessoas não podem exercer uma atividade profissional sem ter um diploma que comprova que ela é profissional naquela área. Por um lado, isso é bom, pois, teoricamente, todos os profissionais são habilitados, por outro, simplesmente não se pode mudar de profissão. Na prática, o resultado disso é um sistema estamental, um sistema de castas - por volta dos 25 anos, quando a maioria da população alemã já tem sua profissão definida, a vida do sujeito e classe social a quele ele vai pertencer está definida para todo o sempre.
    3) A seleção dos futuros universitários e feita quando a pessoa tem 10 anos de idade! Ao terminar o quarto ano primário, os "competentes", uma pequena minoria, vão para o ginásio (que dará acesso à universidade), os demais vão para as escolas genéricas, que só darão acesso a cursos profissionalizantes. O resultado disso é que a maioria da população que passa pelo sistema educacional alemão esta fadada a ter empregos de nível técnico. Isso não é de fato um problema se o sujeito quiser ter apenas o suficiente para viver dentro do sistema mediano (comer em casa ou em restaurantes baratos, se vestir na C&A ou no secondhand e passar férias algumas semanas por ano em países vizinhos ou em países onde a moeda é muito desvalorizada em relação ao euro). Para isso, o salário de um técnico dá - realmente, um operário não passa fome na Alemanha e, comparado ao operário brasileiro, pode ser considerado um afortunado. Além disso, sabe que pode contar com os sistema público (até quando?) se algum problema ocorre. Quando comento com os alemães que a seleção aos 10 anos é injusta, eles justificam que alguém precisa fazer o trabalho pesado - ou seja, de certa forma, o sistema "escolhe" a profissão do sujeito (isto me lembra a União Soviética). O resultado que eu aponto é que logo vai acontecer o que já está acontecendo - os alemãos limpando o chão para os estrangeiros nos escritórios e laboratórios. É claro que não há desmérito em limpar o chão, mas é muito mais gratificante (da perspectiva humana) desenvolver a fórmula de um medicamento que salva vidas do que executar uma atividade que uma máquina pode executar. Mas a maioria dos alemães parece não se preocupar com gratificação pessoal, realização, felicidade... A grosso modo, felicidade para o alemão médio é passar 2 semanas de férias na Tailândia ou em algum outro lugar onde haja um pouco de sol e calor humano. É claro que eu acho que sistema alemão está certo em não gastar dinheiro público para manter na universidade quem não tem aptidão (usada aqui como uma combinação de capacidade e vontade) para o estudo, mas está errado ao julgar a aptidão de uma pessoa antes de ela chegar à pré-adolescência.

    Eu poderia passar dias escrevendo sobre o quão complexa e isustentável é a situação do sistema por aqui, mas vou me restringir a estes pontos e concluir dizendo que a social-democracia só pode ser boa para quem não conhece outro sistema.
  • AGB  16/08/2019 20:14
    Estudei na Alemanha há 50 anos e era exatamente assim. A triagem dos alunos já começava no jardim de infância. Os germânicos não estavam dispostos a gastar dinheiro com indivíduos que não tivessem capacidade para atingir o nível universitário. Quando um jovem chega ao secundário, as exigências de desempenho crescem exponencialmente. A aprovação no "abitur", diploma que permite candidatar-se à universidade, significa que o estudante atingiu alto nível de competência. Além disso, todo seu currículo escolar (e social) é avaliado a fundo. E mesmo assim, nem todos conseguem ingressar no curso superior que possam almejar.
  • Entreguista  18/08/2019 02:53
    Vanete. Gracas a Deus que eu pude estudar um pouco e aprender a interpretar textos,nessas horas lendo textos como o seu bem feitinho eu vejo como é importante saber ler bem e alem disso tive a sorte de conhecer a escola austriaca que tem a filosofia de vida que sempre acreditei,do estado minimo ou inexistente. Nas primeiras linhas do que voce escreveu eu pensei,icha,mais uma socialista louca,porem,ao ler o resto do texto eu cheguei a seguinte conclusao. É por causa de coisas que voce escreveu que o Estados Unidos lota de gente do mundo inteiro,muitos europeus inclusive que preferem o Estados Unidos ha paises europeus e ricos como a Alemanha. Lendo seu texto deu para entender porque. Fico admirado lendo relatos como o seu o rumo que o mundo esta tomando. Poisse a Alemanha é desse jeito,imagine o resto. A europa ja era mesmo.
  • 4lex5andro  19/08/2019 17:22
    O nome oficial é União Europeia, mas pode chamar de UERSS.
  • Gutemberg Feitosa  16/09/2019 12:01
    Perfeita.
    Seu depoimento vem corroborar com minha desconfiança: a Alemanha é a locomotiva que puxa para frente ou são os trilhos que mantém os demais sempre atrás.
    Racionalmente, a Alemanha, sendo o "espoliado", deveria ser o primeiro a questionar a UE, mas, curiosamente, ao lado França, esforçar-se (inclusive concedendo empréstimos vultosos) para manter demais países dentro dos trilhos (??). Vide Grécia, Espanha e Reino Unido.
    Talvez, a Alemanha esteja lutando para expandir seu modelo social (releiam depoimento da Vanete) para tornar-se a "locomotiva" do mundo.
  • Sérgio  16/08/2019 17:14
    Acrescenta-se a isso, o problema do multiculturalismo e open borders.

    A Europa já era. Se eles continuar deixando os mouros invadir a Europa, em pouco tempo, a Europa se transformará em um conjunto de califados em poucas décadas..
  • Voltaire  20/08/2019 13:39
    Esse discurso de extrema-direita aqui no site? tsc, tsc, tsc.

    Esses discurso conspiratório racista fere nossos princípios e não agrega nada ao mov. liberal. Sabe que acha que os brancos serão substituídos por africanos "mouros"? Fascistas europeus que querem um Estado maior ainda, como a Le Pen.
  • Paulo  20/08/2019 16:45
    Não sei se a resposta foi ironica, mas por vias das duvidas, a preocupação não tem absolutamente nada a ver com raça, mas sim cultura e ideias, aquelas que posteriormente fundamentarão as leis. (E aqui pouco importa se é do estado ou de um agencia privada)
    O islam não é nada liberal;
  • 4lex5andro  16/08/2019 17:36
    É um conjunto de leis (CF/88) totalmente garantista e analítico, inspirado em princípios socialistas, até mesmo da URSS, sonho da nova democracia nascente do Brasil de então.

    Welfare state em país pobre, que nunca experimentou o liberalismo econômico de verdade.

    Enquanto países como Reino Unido e França levaram mais de 60 anos pra ''estreitar'' sua pirâmide etária, o Brasil está fazendo esse trâmite em menos da metade do tempo.
  • Jão Bom Jovem  17/08/2019 01:08
    Todos neste espaço comentam que a Europa vai quebrar, e que o modelo social-democrata não se sustenta. Porém, quantos brasileiros pegam suas fortunas e se mudam para o Portugal socialista? Quantos não entram na fila pra conseguir cidadania europeia, seja italiana, espanhola, portuguesa, etc. Os EUA do liberalismo econômico produz uma incrível quantidade de desigualdade, veja Los Angeles, New York, etc. O modelo de sociedade europeu é mais justo nesse sentido. E depois, grande parte do dinheiro dos impostos é usado pra financiar parques tecnológicos, projetos de startups, eletrônica e informática avançada...nos EUA, se alguém quer abrir uma startup, depende de uma rodada de "Angels" acreditarem na ideia, e numa economia em receção, adiós estímulo ao pequeno empreendedor. Se a UE está fadada ao fracasso, porque estes Brasileiros não aplicam pro Green Card ao invés de Cidadania européia? Nem todo modelo de sociedade é comprar uma casa de 3 pisos, um Chrysler motor V8, almoçar McDonald's todos os dias e férias de cruzeiro no caribe sem sair do barco
  • José Velho Bravo  17/08/2019 02:48
    "Porém, quantos brasileiros pegam suas fortunas e se mudam para o Portugal socialista?"

    Pra começar, Portugal está longe de ser socialista. Artigo inteiro sobre Portugal:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2700

    Em segundo lugar, há muito mais liberdade econômica em Portugal do que Brasil. Portugal está na 62a posição no ranking de liberdade econômica da Heritage. O Brasil está em 150o.

    www.heritage.org/index/ranking

    Ou seja, quem sai do Brasil para ir a Portugal está em busca de menos socialismo e mais liberdade econômica.

    Em terceiro lugar, não entendi absolutamente nada do seu argumento. Houve algum?

    "Quantos não entram na fila pra conseguir cidadania europeia, seja italiana, espanhola, portuguesa, etc."

    Qual o argumento? Sair do Brasil para ir a esses países significa estar a procura de mais ou de menos liberdade econômica?

    "Os EUA do liberalismo econômico produz uma incrível quantidade de desigualdade, veja Los Angeles, New York, etc."

    E, no entanto, é exatamante para onde todos os imigrantes do mundo mais querem ir. Como você explica isso sem cair em contradição?

    Por que os EUA, que não oferecem leis trabalhistas, são o destino favorito de pessoas que fogem dos países repletos de leis trabalhistas? O governo até tem de construir um muro, exatamante para impedir a entrada de imigrantes. Deve dar um puta nó na sua cabeça, hein?

    Por que trabalhadores fogem das "melhores" leis trabalhistas?

    "O modelo de sociedade europeu é mais justo nesse sentido."

    Não é o que demonstra a escolha voluntária dos imigrantes. Todos os latinos preferem ir para os EUA, e não para a Espanha. E nem para as igualitárias (e vizinhas!) Cuba, Venezuela e Bolívia. Como você explica isso?

    "E depois, grande parte do dinheiro dos impostos é usado pra financiar parques tecnológicos, projetos de startups, eletrônica e informática avançada"

    Impostos financiam startups? Por favor, coloque um link (confiável) sobre isso. Estou curioso. Nunca li nada a respeito, e olha que sou relativamente bem informado.

    "...nos EUA, se alguém quer abrir uma startup, depende de uma rodada de "Angels" acreditarem na ideia, e numa economia em receção, adiós estímulo ao pequeno empreendedor."

    Ué, mas Angel Investors são investidores privados que arriscam capital próprio para financiar empreendedores. Qual o seu problema com esse arranjo? Queria que usassem impostos? Mas você também criticou o uso de impostos (o que não ocorre).

    Sinceramente, sua mente é perturbada. Você claramente nem sabe do que fala.

    "Se a UE está fadada ao fracasso, porque estes Brasileiros não aplicam pro Green Card ao invés de Cidadania européia?"

    Oi? Você está dizendo que há mais brasileiros (legais e ilegais) indo pra Europa do que pros EUA? Fonte, por favor.

    E, ainda que você estivesse certo, resta a pergunta: e daí? Que culpa eu tenho (ou qualquer outra pessoa) se brasileiros preferem Portugal aos EUA? Isso é prova irrefutável de algo?

    Sério, você é desbalanceado.

    Volte quando tiver um mínimo de coerência e substância.
  • J%C3%83%C2%A3o Bom Jovem  17/08/2019 09:38
    Portugal socialista:
    www.newstatesman.com/world/2018/03/europe-s-socialist-success-story-strange-rebirth-portuguese-left

    Todos os latinos preferem ir para os EUA, e não para a Espanha. E nem para as igualitárias (e vizinhas!) Cuba, Venezuela e Bolívia. Como você explica isso?
    Proximidade geográfica, violência, ditadura, e por favor, onde que Cuba, Venezuela e Bolívia são social-democrata? E você que gosta tanto de fontes, sabe quantos mexicanos/sul americanos vivem na União Europeia pra afirmar que estão todos nos EUA?

    Impostos financiam startups? Por favor, coloque um link (confiável) sobre isso.
    Informação além de Facebook e YouTube ajuda:
    ec.europa.eu/digital-single-market/en/startup-europe

    Que culpa eu tenho (ou qualquer outra pessoa) se brasileiros preferem Portugal aos EUA? Isso é prova irrefutável de algo?
    Cada vez mais a social democracia atrai mais investimentos do que a liberdade econômica dos EUA. Esse é o ponto!

    Contra seu argumento argumento ad hominem, abro aqui meu Bordeaux safra 2015 com moule mariniere da ensolarada Riviera francesa onde estou aproveitando minhas férias de 35 dias por ano. Só temos pelos colegas estadunidense, que se tirarem mais de uma semana de férias, correm o risco de não ter mais emprego. Santé !
  • José Velho Bravo  17/08/2019 16:47
    "Portugal socialista: www.newstatesman.com/world/2018/03/europe-s-socialist-success-story-strange-rebirth-portuguese-left"

    Cidadão, a única coisa que essa reportagem fala é que o partido que está no governo de Portugal se chama Partido Socialista. Isso não é argumento.

    Quero ver você falar das reformas austeras que foram feitas lá por esse próprio partido.

    O atual governo não só manteve as políticas de austeridade de seu antecessor, como também, em alguns casos, as aprofundou. Os gastos públicos foram reduzidos, o déficit caiu, e os investimentos públicos desabaram.

    Várias burocracias foram abolidas e houve a anulação de milhares de leis, normas e decretos obsoletos e contraditórios. Antes, para abrir uma empresa era necessário conseguir 11 licenças ambientais. Agora, uma basta.

    Para completar, o governo de Portugal reduziu o tamanho do setor estatal em relação à economia portuguesa ao nível mais baixo em uma década.

    Todos os dados e fatos estão aqui, com fontes e tudo.

    Socialismo?

    "Proximidade geográfica, violência, ditadura, e por favor, onde que Cuba, Venezuela e Bolívia são social-democrata?"

    Como é que é? Perguntei por que latinos preferem EUA a Europa, e você responde que é por causa de proximidade geográfica (ok), violência (!!), ditadura(!!!) ?

    Você está dizendo que a Europa é violenta e ditatorial?

    "E você que gosta tanto de fontes, sabe quantos mexicanos/sul americanos vivem na União Europeia pra afirmar que estão todos nos EUA?"

    Eu não disse que estão "todos" nos EUA, mas sim a maioria. Se você acha que está errado, apresente fontes.

    "Informação além de Facebook e YouTube ajuda: ec.europa.eu/digital-single-market/en/startup-europe"

    Estamos realmente em mundos paralelos. Você disse que as startups americanas só funcionam porque são financiadas por impostos. Respondi dizendo que isso era mentira, pois o governo americano não financia startups. E pedi uma fonte sua para comprovar sua afirmação.

    E aí você me manda uma fonte falando da União Europeia?! A qual, aliás, nada fala sobre impostos?

    Sério, qual o seu problema?

    "Cada vez mais a social democracia atrai mais investimentos do que a liberdade econômica dos EUA. Esse é o ponto!"

    Sério? Cadê a fonte?

    Mostre, por favor, que tal arranjo recebe um fluxo de investimento maior que os EUA. Os últimos dados que vi sobre investimentos ao redor do mundo colocam os EUA em primeiro lugar neste quesito.

    The United States Remains the Global Leader in Business and Investment

    "Contra seu argumento argumento ad hominem, abro aqui meu Bordeaux safra 2015 com moule mariniere da ensolarada Riviera francesa onde estou aproveitando minhas férias de 35 dias por ano."

    Interessante. Seu IP (187.17.123.48) mostra que você está no Rio de Janeiro.

    Ou seja, além de uma total fraude intelectual, é também uma fraude moral.
  • Raquel  16/09/2019 02:08
    Colega,muitos brasileiros preferem ir pra Portugal ,por falta de opção,entendeu?É a mesma língua,clima mais agradável,mais segurança(Portugal é o terceiro país mais seguro do mundo),mais fácil revalidar diplomas...
    Eu mesma,tenho cidadania portuguesa,mas Portugal pra mim,seria apenas uma porta de entrada.Eu preferia morar nos EUA.
  • Sage  17/08/2019 06:49
    A parte irônica é que tanto Portugal quanto EUA possuem cargas tributárias menores que o Brasil. Além, claro, de serem países com um ambiente muito melhor para realizar negócios no ranking do Banco Mundial. Você se auto-refutou com o exemplo.
  • Sadib  17/08/2019 20:14
    O motivo de muitos brasileiros pegarem todo seu dinheiro e mudar para "Portugal socialista" é que o Brasil foi colonizado por Portugal, além de ter recebido milhares de imigrantes no século passado. Isso nós fez ter um país cheio de descendentes de europeus e por isso pedir cidadania para esses países é muito mais fácil do que os EUA. Além de muitas pessoas terem família e um vínculo com esses países. Ainda assim os EUA lideram o ranking de países onde os brasileiros vão. Simples assim.
  • Robson  18/08/2019 02:15
    Paulo Guedes resume isso muito bem, "o Europeu já nasce aposentado"
  • Jefferson Abreu  19/08/2019 06:49
    Ótima análise. O welfare state é um fracasso histórico, já testado e comprovado no século XX. A verdade é que a social democracia se parece muito com estes regimes totalitários socialistas filhos do absolutismo, mas ao se travestir em democracia do bem estar social, na verdade se torna um fascismo mascarado. É tudo para o Estado, tudo dentro do Estado, tudo pelo Estado e nada fora dele. Além desta qualidade de criar regras e burocracia o povo europeu, principalmente o povo alemão, tem outra qualidade, a teimosia. Os EUA estão aí para provar e comprovar o sucesso do llaissez faire, se tornando a maior potência econômica que o mundo jamais viu. O que tem de novo é o absolutismo escravagista em que a China, antes socialista falida, se transformou em um absolutismo escravagista, explorando o trabalho escravo e usando o dumping para tentar destruir a economia mundial e quebrar junto com ela, por falta de consumidores. A China cresceu mais que o Mundo a custa de uma bolha insustentável e caminha para a destruição suicida. O Brasil é hoje o pior dos mundos, temos a tributação da Europa e o retorno zero, com uma carga tributária insana e uma burocracia pior que arcaica, uma burocracia burra, feita para criar dificuldades para vender as facilidades pela corrupção. Sem segurança jurídica e a deterioração do Estado falido. O sistema brasileiro poderia ser chamado de corrupt state.
  • Ely Moreira  10/09/2019 18:40
    Hoje, me deparei com esse artigo:

    www.brasil247.com/blog/o-capitalismo-radicaliza-o-neoliberalismo

    Como sou novo por aqui, alguém pode me ajudar à enxergar argumentos contra essas ideias?
    Quais artigos do Mises, ou não, indicariam para eu ler ?
  • anônimo  15/09/2019 20:44
    Nada mais irônico um site que defende Lula com todas as forças demonizar o "neoliberalismo". Lula e FHC foram os presidentes mais "neoliberais" da história do Brasil.
  • Feto  10/09/2019 19:44
    Tenho uma dúvida: por que a social-democracia é considerada de esquerda/centro-esquerda, mas o fascismo é considerado de direita/extrema-direita sendo que ambos os sistemas são demasiados semelhantes?
  • Régis  11/09/2019 01:21
    Porque era necessário inventar essa diferenciação para se criar uma narrativa maniqueísta. Afinal, não dá para odiar um regime ao mesmo tempo em que se defende seu irmão siamês.

    A esquerda "anti-fascista" tem muito em comum com os fascistas originais

    O que realmente é o fascismo
  • anônimo  15/09/2019 21:06
    Deixa eu te explicar uma coisa, amigo. A classificação de TUDO na política é baseado no que a esquerda acredita sobre suas INTENÇÕES.

    Por que Rússia e China, que possuem quase todas as características do Fascismo, não são consideradas fascistas pela esquerda internacional? Mais: por que a esquerda trata ambos, especialmente a Rússia, com toda a compreensão do mundo? Porque acreditam nas intenções das lideranças desses países, por isso passam tanto pano até não poderem mais.

    Por que odeiam Bolsonaro, mas amam Ciro? Por causa das supostas intenções.

    Por que demonizam ditadores, mas grande parte apoiou Hussein e Assad? Porque que acreditam que na luta contra o "imperialismo americano" o fim justifica os meios.

    Por que odeiam Hitler e Mussolini, mas os maiores ícones da esquerda latina é Perón e Vargas (até mais do que Fidel e Guevara)? Porque ficaram conhecidos como "pai dos pobres".

    Por que criticam ditaduras, mas apoiam países como Cuba e Venezuela quando há alguma rixa com o Brasil? Por causa da confiança na liderança desses países.

    O livro "Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo" escrito por Lênin não argumenta contra o fascismo, mas quase todos seus argumentos usados contra a social-democracia podem ser perfeitamente utilizados contra o fascismo. Leia alguma resenha, escrita tanto por liberais ou marxistas, e entenda porque comunistas eram tão radicais no passado inclusive contra seus colegas.

    O esquerdismo moderno é uma bizarrice totalmente contraditória que só serve ao propósito de destruição. Por isso depende da doutrinação desde cedo, do aparelhamento estatal e de vários bilionários dando subsídios pra sustentar essa quimera.
  • Emerson Luis  12/09/2019 15:42

    Lei de Parkinson:

    "O trabalho expande-se de modo há preencher o tempo [e/ou orçamento] disponível para sua realização."

    "O tempo dedicado a qualquer tema da agenda é inversamente proporcional a sua importância."

    "A quantidade de arquivos guardados se expande junto com o tamanho do armazenamento"

    "A despesa se expande junto com a quantidade de renda."

    "As despesas aumentam até cobrir todos os ganhos."

    * * *


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